Justiça suspende validade de concurso da Caixa de 2014

A juíza do trabalho substituta Roberta de Melo Carvalho, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, atendeu a pedido do  Ministério Público do Trabalho da 10ª Região, no Distrito Federal e no Tocantins, e determinou a suspensão do termo final da validade dos concursos da Caixa Econômica Federal dos concursos públicos nº 001/2014-NM e nº 001/2014-NS, de 2014, e a consequente prorrogação até o trânsito em julgado da ação.

A juíza determinou ainda a observância da prioridade dos aprovados nesses concursos ao realizar novas seleções. “Que a Caixa Econômica Federal se abstenha de realizar novos certames que tenham a figura exclusiva do cadastro de reserva, ou que contenham número irrisório de vagas não correspondente à real demanda do banco no momento da publicação do edital”, disse ainda a juíza na decisão. A Caixa Econômica Federal informou que ainda não foi notificada da referida ação e que, ao receber a eventual notificação, adotará as medidas judiciais cabíveis.

O MPT ajuizou a ação civil pública para que a Caixa Econômica Federal prorrogasse os prazos de validade por tempo indefinido.

Os concursos ofereceram vagas de nível médio e superior para os cargos de técnico bancário novo, engenheiro agrônomo, civil, elétrico e mecânico e para médico do trabalho. As oportunidades foram em todo o país. O concurso, que já teve sua validade prorrogada em maio de 2015, é válido até 26 de junho deste ano.

Agência da Caixa Econômica Federal em Mangabeiras (Foto: Lucas Leite/G1)
Agência da Caixa em Mangabeiras
(Foto: Lucas Leite/G1)

 

Além da prorrogação, o MPT pedia a proibição da realização de novas seleções exclusivamente para cadastro de reserva ou com um número irrisório de vagas, não correspondetes à real demanda.

Também pedia que os aprovados no concurso vigente tivessem prioridade na convocação caso um novo edital de concurso fosse publicado. E que o banco fosse condenado a apresentar, em 90 dias, um dimensionamento real do quadro de vagas efetivamente disponível, passando a convocar os aprovados que aguardam em cadastro de reserva.

Posição da Caixa
A Caixa informou que, até o momento, não há autorização para realização de um novo concurso em 2016 e que o concurso de 2014, para o cargo de técnico bancário novo, foi realizado para a composição de cadastro de reserva, sem obrigatoriedade de aproveitamento de todos os candidatos. A convocação dos aprovados, segundo o banco, é realizada de acordo com a disponibilidade orçamentária e necessidades estratégicas, de acordo com a ordem classificatória do candidato.

O banco informou ainda que foram admitidos 2.486 candidatos aprovados no concurso de 2014, para o cargo de técnico bancário novo. Os relatórios podem ser acessados pelo link http://caixa.gov.br/site/paginas/downloads.aspx. A atualização é semanal e apresenta informações relativas ao quantitativo de candidatos aprovados, admitidos, eliminados e disponíveis em cada polo.

Segundo o procurador Carlos Eduardo Carvalho Brisolla, não restou alternativa ao MPT tendo em vista a afirmação dos representantes legais da Caixa de que não há previsão para convocação dos aprovados no edital atual. “O Ministério Público entende que a omissão do réu em não estipular vagas específicas nos editais para suprir as demandas existentes, ofende não só o princípio do concurso público, mas também os da moralidade, impessoalidade e especialmente, o da publicidade, que naturalmente exige transparência”.

Segundo o procurador, um número expressivo de vaga surgiu a partir do Plano de Apoio à Aposentadoria, no ano passado, sem reposição. Outro ponto de destaque é o Acordo Coletivo assinado pela empresa. A alegação da Caixa é que o acertado foi a convocação de 2 mil aprovados. Porém, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF), o que fora acertado seria o aumento de 2 mil novas vagas, o que já demandaria um número significativo de convocações em todo o país.

Investigação
Em janeiro deste ano, o MPT instaurou um inquérito civil para investigar a convocação de aprovados no último concurso do órgãos para formação de cadastro de reserva para o cargo de técnico bancário (nível médio). Segundo o órgão, existem “indícios de irregularidades na convocação de candidatos aprovados”. As informações são do site do MPT.

A Caixa informou em nota que “em 23/12/2015 foi publicada, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 17, de 22 de dezembro de 2015, por meio da qual o Ministério do Planejamento limitou o quadro de pessoal da Caixa em 97.732 empregados. A contratação dos candidatos aprovados está condicionada ao surgimento de vagas durante o período de validade do concurso, que pode decorrer de transferências ou desligamentos por motivo de rescisão contratual, aposentadoria ou falecimento. A Caixa está à disposição do Ministério Público para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Para o procurador, “a realização de certame com a finalidade exclusiva de aprovar vagas para cadastro de reserva, deixando em espera milhares de candidatos e sem a indicação precisa do número de vagas no edital aponta violação aos princípios aplicáveis à Administração Pública inscritos no artigo 37 da Constituição Federal”.

Cadastro de reserva
Em abril do ano passado, o Banco do Brasil (BB) e o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal firmaram acordo para que o órgão não realize mais concursos exclusivos para formação de cadastro de reserva.

A medida é resultado de acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF), que havia processado o banco para garantir mais transparência nas seleções da instituição.

O cadastro de reserva poderá continuar a ser utilizado, porém, sem criar falsas expectativas nos candidatos aprovados, que terão direito assegurado, caso estejam dentro do quantitativo inicial previsto.

(G1 SP)

 

Caixa desrespeita e trabalhadores responderão com Dia de Luta

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Logo na primeira negociação da mesa permanente deste ano, o banco mostrou que vai manter a postura de intransigência e desrespeito aos compromissos assumidos com a categoria. Entidades e empregados vão organizar protesto nas redes sociais para 25 de fevereiro, e um Dia Nacional de Luta em 2 de março

 

A charge que ilustra essa matéria mostra bem a postura da direção da Caixa: não escuta, não vê e não dialoga com os trabalhadores. A primeira reunião da mesa permanente em 2016, nesta quinta-feira (28), foi marcada pelo desrespeito do banco às reivindicações dos trabalhadores. Mesmo após a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ter protestado na abertura dos debates contra a postura intransigente nas últimas negociações, a empresa manteve a mesma posição em relação à maioria dos temas.

Os representantes da Caixa insistem em respostas evasivas e na disposição de manter o descumprimento de cláusulas acordadas nas duas últimas campanhas salariais. Sobre contratação, o posicionamento do banco foi ainda pior. Além de ter não ter previsão de convocar novos concursados, os interlocutores da direção anunciaram a abertura de um novo Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) na próxima segunda-feira, 1º de fevereiro. A empresa espera o desligamento de aproximadamente 1.500 empregados.

“É um total desrespeito com os empregados e com o processo de negociação. A Caixa não cumpre nem mesmo os itens homologados em acordos coletivos”, ressaltou a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Matheus. Vestidos de preto, em forma de protesto contra a intransigência da empresa, os membros da Comissão Executiva cobraram o cumprimento dos pontos acordados.

A CEE/Caixa enfatizou que as medidas da atual gestão são contrárias à importância do banco para o país. Para os representantes dos empregados, é preciso fortalecer a empresa e assegurar melhorias nas condições de trabalho. “O enxugamento do quadro funcional compromete a atuação da Caixa, e essa não é a empresa que queremos e que a sociedade precisa. Lutamos por um banco 100% público, que respeite seus trabalhadores e que contribua para o desenvolvimento econômico e social do país”, disse Eliana Brasil, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e integrante da CEE.

Acordo é para ser cumprido!

Dos pontos da pauta da negociação permanente desta quinta-feira, cinco dizem respeito ao descumprimento de questões acertadas com as representações dos trabalhadores. Três são relacionados ao cumprimento do ACT 2014/2015: contratação, destinação do superávit do Saúde Caixa e promoção por mérito. Outros refere-se a uma pendência da campanha salarial 2015: proposta para retorno do Adiantamento Assistencial Odontológico. Outros dois itens em discussão foram: incêndio da agência barco em Curralinho (PA) e reestruturação das GIRETs.

“A resposta dos trabalhadores à falta de compromisso da Caixa será a mobilização”, avisou Dionísio Siqueira, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e também membro da CEE/Caixa. Já nos próximos dias, Contraf-CUT vai orientar os sindicatos e as federações a realizarem duas ações em defesa da Caixa 100% Pública e contra o desrespeito da direção. A primeira deverá ocorrer em 25 de fevereiro nas redes sociais. Já no dia 2 março, será realizado um Dia Nacional de Luta, com ações em todo o país.

Contratação

Se a falta de pessoal já é grave nas unidades de todo o país, o problema ficará ainda pior. A Caixa confirmou que um novo Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) será aberto a partir do dia 2 de fevereiro, no qual o banco esperar desligar em torno de 1.500 empregados. As adesões vão até 31 de março, e o prazo para desligamento será de 15 de fevereiro a 29 de abril. Os representantes da empresa disseram que não haverá reposição das vagas, mas realocação de pessoal para as agências, sem informar como isso ocorrerá.

Ao ser questionada sobre o cumprimento da cláusula 50 do ACT 2014/2015, que previa a contratação de mais 2 mil empregados até 31 de dezembro do ano passado, a empresa alegou que cumpriu o que estava no acordo. Conforme os interlocutores da empresa, de 1º de setembro de 2014 até o final de 2015 foram contratados 2.102 trabalhadores.

Os membros da CEE rebateram a informação, argumentando que quando o ACT foi fechado o banco contava com 101 mil empregados. “Quando concordamos com a cláusula de mais dois mil empregados era para que a Caixa chegasse aos 103 mil trabalhadores autorizados pelo órgão controlador. Mas o que ocorreu foi uma redução drástica do quadro de pessoal. No final do ano, a empresa estava com quase cinco mil trabalhadores a menos. Os empregados trabalham sobrecarregados e estão adoecendo, e o atendimento à população está péssimo”, frisou Genésio Cardoso, diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba e membro da Comissão.

A Comissão Executiva chamou atenção ainda para o comprometimento da qualidade do serviço prestado pela Caixa, que nos últimos meses tem liderado o ranking de reclamações do Banco Central.

Saúde Caixa

A CEE também cobrou, na mesa, o cumprimento da cláusula 42 do ACT 2014/2015, que prevê a destinação do superávit do plano de saúde dos empregados da Caixa. Em 26 de maio do ano passado, foi homologada na mesa de negociação permanente proposta com três medidas: redução do percentual de coparticipação de 20% para 15%, inclusão da remoção por ambulância no rol de serviços e a extensão de programas de qualidade de vida aos dependentes e titulares aposentados e pensionistas.

A redução da coparticipação deveria entrar em vigor em janeiro deste ano, o que não aconteceu. A Caixa alegou que a proposta, apesar de contar com o referendo das áreas técnicas da empresa envolvidas na discussão e dos trabalhadores, foi debatida e rejeitada pelo Conselho Diretor. A proposta da empresa foi que o tema voltasse para o GT Saúde Caixa para formulação de uma nova alternativa, o que foi rejeitado pela CEE/Caixa.

“A direção do banco tem que cumprir o que é acordado com as representações dos empregados. O prazo inicial previsto para conclusão dos debates sobre o superávit era 15 de dezembro de 2015, data sugerida pela própria Caixa. Após três adiamentos por parte da empresa, as discussões do GT foram concluídas e a proposta referendada na mesa permanente. No mínimo, podemos chamar isso de apropriação indébita”, argumentou Luiz Ricardo Maggi, representante na Fetrafi-RJ/ES na Comissão Executiva dos Empregados.

Adiantamento Odontológico

Apesar da Caixa ter assumido o compromisso no encerramento da campanha salarial de que até o dia 31 de dezembro do ano passado apresentaria uma solução para retomada do Adiantamento Assistencial Odontológico, a empresa chegou à mesa de negociação sem nenhuma proposta. Os representantes do banco argumentaram que não havia previsão de quando isto iria acontecer, e que os técnicos da área não conseguiram encontrar uma saída para o problema. Após a pressão dos membros da CEE, os interlocutores da empresa se comprometeram, mais uma vez, a apresentar uma proposta em até 30 dias.

Reestruturação 

Os representantes da Caixa admitiram pela primeira vez que um projeto piloto de reestruturação está sendo executado em Brasília. A CEE solicitou detalhes sobre as mudanças, mas a empresa argumentou que por se tratar de um piloto nada pode ser divulgado no momento. “Essa falta de transparência não é de hoje. Sempre que solicitamos esclarecimentos sobre boatos de reestruturação, especialmente na retaguarda, o banco alegou que estava realizando estudos”, lembrou Fabiana Matheus. Segundo a Caixa, o Processo de Seleção Interna por Competência (PSIC) está suspenso por conta da reestruturação.

Promoção por mérito

Os interlocutores do banco reafirmaram que os reajustes da promoção por mérito serão creditados na folha salarial de fevereiro, com valores retroativos a janeiro. Eles explicaram que o adiamento ocorreu devido a uma inconsistência no sistema, mas não repassaram informações sobre as porcentagens de trabalhadores que receberão um ou dois deltas, bem como os que não alcançaram promoção em 2015. Esses dados devem ser apresentados à comissão que formulou a sistemática até 5 de fevereiro.

As regras da promoção por mérito 2015, com reflexos neste ano, foram definidas por uma comissão paritária e divulgadas no dia 25 de maio do ano passado. Foi uma das conquistas da campanha salarial de 2014. A sistemática garantiu um delta com 40 pontos, 10 a menos que na metodologia anterior. Também foram considerados critérios subjetivos, que garantiram até 20 pontos.

Ampliação dos fóruns

A Caixa anunciou que devido à avaliação positiva dos seis pilotos dos fóruns regionais de condições de trabalho (Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo), estes serão ampliados para todo o país. Uma reunião do fórum nacional foi agendada para 16 de março, quando serão definidos os detalhes sobre a expansão para todas as Gipes. Essas instâncias foram uma conquista da campanha salarial 2014. As entidades também avaliaram como positiva a implantação dos pilotos.

A Comissão Executiva dos Empregados cobrou um posicionamento sobre a agência barco da Ilha de Marajó, no Pará, que foi destruída durante incêndio no dia 21 de janeiro. Não houve vítimas. A Caixa informou que está investigando o acidente e que começou avaliar uma nova embarcação para retomar as atividades em 90 dias. Segundo o banco, os empregados receberam a assistência necessária e estão trabalhando em suas unidades de origem.

“Na reunião da mesa permanente de 26 de maio, alertamos a Caixa sobre as condições de funcionamento nas agências barco, sobretudo em relação à estrutura física e à questão de segurança. Pelo jeito a empresa não tomou nenhuma providência no sentido de averiguar problemas existentes”, relatou Wandeir Severo, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília e membro da CEE/Caixa.

Os representantes da Caixa informaram ainda que assim que for divulgado o balanço de 2015, o que só deve ocorrer na última semana de fevereiro, será paga a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados. O ACT 2015/2016 prevê que isso deve ocorrer até 31 de março. No ano passado, a segunda parcela foi creditada no dia 28 de fevereiro.

Fonte: Agência Fenae

MPT pede prorrogação da validade de concurso da Caixa de 2014

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O Ministério Público do Trabalho da 10ª Região, no Distrito Federal e no Tocantins, ajuizou uma ação civil pública para que a Caixa Econômica Federal prorrogue os prazos de validade dos concursos públicos nº 001/2014-NM e nº 001/2014-NS, de 2014, por tempo indefinido. As informações são do site do MPT.

Os concursos ofereceram vagas de nível médio e superior para os cargos de técnico bancário novo, engenheiro agrônomo, civil, elétrico e mecânico e para médico do trabalho. As oportunidades foram em todo o país. O concurso, que já teve sua validade prorrogada em maio de 2015, é válido até 26 de junho deste ano.

Além da prorrogação, o MPT pede a proibição da realização de novas seleções exclusivamente para cadastro de reserva ou com um número irrisório de vagas, não correspondentes à real demanda.

Também pede que os aprovados no concurso vigente tenham prioridade na convocação caso um novo edital de concurso seja publicado. E que o banco seja condenado a apresentar, em 90 dias, um dimensionamento real do quadro de vagas efetivamente disponível, passando a convocar os aprovados que aguardam em cadastro de reserva.

A Caixa informou que ainda “não foi notificada da referida ação e que, ao receber a eventual notificação, adotará as medidas judiciais cabíveis”. Segundo o órgão, até o momento, não há autorização para realização de um novo concurso em 2016 e que o concurso de 2014, para o cargo de técnico bancário novo, foi realizado para a composição de cadastro de reserva, sem obrigatoriedade de aproveitamento de todos os candidatos.

O órgão informou que foram admitidos 2.486 candidatos aprovados no concurso de 2014, para o cargo de técnico bancário novo. Os relatórios podem ser acessados pelo link http://caixa.gov.br/site/paginas/downloads.aspx. A atualização é semanal e apresenta informações relativas ao quantitativo de candidatos aprovados, admitidos, eliminados e disponíveis em cada polo.

Segundo o procurador Carlos Eduardo Carvalho Brisolla, não restou alternativa ao MPT tendo em vista a afirmação dos representantes legais da Caixa de que não há previsão para convocação dos aprovados no edital atual. “O Ministério Público entende que a omissão do réu em não estipular vagas específicas nos editais para suprir as demandas existentes, ofende não só o princípio do concurso público, mas também os da moralidade, impessoalidade e especialmente, o da publicidade, que naturalmente exige transparência”.

Segundo o procurador, um número expressivo de vaga surgiu a partir do Plano de Apoio à Aposentadoria, no ano passado, sem reposição. Outro ponto de destaque é o Acordo Coletivo assinado pela empresa. A alegação da Caixa é que o acertado foi a convocação de 2 mil aprovados. Porém, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF), o que fora acertado seria o aumento de 2 mil novas vagas, o que já demandaria um número significativo de convocações em todo o país.

Investigação
Em janeiro deste ano, o MPT instaurou um inquérito civil para investigar a convocação de aprovados no último concurso do órgãos para formação de cadastro de reserva para o cargo de técnico bancário (nível médio). Segundo o órgão, existem “indícios de irregularidades na convocação de candidatos aprovados”. As informações são do site do MPT.

A Caixa informou em nota que “em 23/12/2015 foi publicada, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 17, de 22 de dezembro de 2015, por meio da qual o Ministério do Planejamento limitou o quadro de pessoal da Caixa em 97.732 empregados. A contratação dos candidatos aprovados está condicionada ao surgimento de vagas durante o período de validade do concurso, que pode decorrer de transferências ou desligamentos por motivo de rescisão contratual, aposentadoria ou falecimento. A Caixa está à disposição do Ministério Público para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Para o procurador, “a realização de certame com a finalidade exclusiva de aprovar vagas para cadastro de reserva, deixando em espera milhares de candidatos e sem a indicação precisa do número de vagas no edital aponta violação aos princípios aplicáveis à Administração Pública inscritos no artigo 37 da Constituição Federal”.

Cadastro de reserva
Em abril do ano passado, o Banco do Brasil (BB) e o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal firmaram acordo para que o órgão não realize mais concursos exclusivos para formação de cadastro de reserva.

A medida é resultado de acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF), que havia processado o banco para garantir mais transparência nas seleções da instituição.

O cadastro de reserva poderá continuar a ser utilizado, porém, sem criar falsas expectativas nos candidatos aprovados, que terão direito assegurado, caso estejam dentro do quantitativo inicial previsto.

(G1 SP)

 

MPT abre inquérito civil para investigar último concurso da Caixa Econômica Federal

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu inquérito civil para investigar o último concurso da Caixa Econômica Federal (CAIXA), em 2014. Segundo o MPT, mais de 30 mil candidatos foram habilitados ao cargo de técnico bancário na Caixa. Destes, 2.093 foram nomeados. Os demais aguardam a convocação e questionam a falta de reposição de empregados, principalmente em razão do Plano de Aposentadoria Anual.

Em Mediação conduzida pelo procurador Carlos Eduardo Carvalho Brisolla, o Ministério Público do Trabalho cobrou a empresa pública sobre a pretensão de convocação até o fim do concurso, que expira em junho deste ano, porém obteve resposta negativa. Segundo representantes da instituição bancária, não há cronograma de contratação previsto, tampouco expectativa de nomear novos empregados. A CAIXA alega que o cenário econômico mudou, motivo pelo qual foi preciso “rever seu planejamento estratégico, inclusive sobre a admissão dos candidatos”.

Diante da resposta, o procurador Carlos Eduardo Brisolla determinou a instauração de inquérito civil, em razão da urgente necessidade de se investigar o caso antes do final da validade do concurso e também pela “existência de indícios de irregularidades na convocação de candidatos aprovados”.

Para o procurador, “a realização de certame com a finalidade exclusiva de aprovar vagas para cadastro de reserva, deixando em espera milhares de candidatos e sem a indicação precisa do número de vagas no edital aponta violação aos princípios aplicáveis à Administração Pública inscritos no artigo 37 da Constituição Federal”.

Carlos Brisolla já enviou ofício à presidente da CAIXA, Miriam Aparecida Belchior, para que, em dez dias, a entidade bancária apresente relação dos candidatos aprovados no certame de 2014 e efetivamente admitidos desde 17 de junho de 2014, relacionados por micro-polo. Ele também requereu o número de vacâncias surgidas desde então por aposentadorias e por outras razões, discriminando-as também por micro-polo.

Fonte: MPT

link: http://www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/cidades/662221/mpt-abre-inquerito-civil-para-investigar-ultimo-concurso-da-caixa-economica-federal/

Caixa Econômica Federal: concurso em pauta para 2016

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Mesmo ainda não confirmado oficialmente, é grande a expectativa pela realização de novo concurso público para o cargo de técnico bancário da Caixa Econômica Federal ainda no decorrer de 2016. Acontece que o prazo de validade do último certame, já prorrogado, encerrará em 16 de junho e, caso a instituição não inicie um novo certame até esta data, após este prazo não terá mais condições de repor eventuais necessidades de pessoal.

O cargo de técnico bancário, um dos mais procurados do funcionalismo, exige apenas ensino médio, com remuneração de R$ 2.932,32, incluindo salário base de R$ 2.025 e R$ 907,32 de benefícios  – isso no concurso Caixa Econômica 2014.

A grande procura se deve, ainda, aos benefícios oferecidos pela instituição, como possibilidade de evolução salarial ao longo da trajetória profissional, possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional, participação nos lucros e resultados, possibilidade de participação em plano de saúde de previdência complementar, auxílio refeição-alimentação, auxílio cesta-alimentação, possibilidade de participação em programa de elevação da escolaridade e desenvolvimento e programas de preservação da saúde, qualidade de finda e prevenção de acidentes.

Vale lembrar que, ao contrário do Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal ainda pode realizar concursos para formar cadastro reserva de pessoal, para preenchimentos eventuais, de acordo com as necessidades.

Atribuições

Cabe ao técnico bancário da Caixa Econômica prestar atendimento e fornecer informações solicitadas por clientes e público, efetuar atividades administrativas necessárias ao bom andamento do trabalho da unidade, operar computador, terminais e outros equipamentos, instruir e relatar processos administrativos e operacionais, efetuar cálculos diversos referentes às operações, programas e serviços da Caixa, elaborar e redigir correspondências, preparar o movimento diário, manter atualizadas as operações, programas e serviços implantados eletronicamente, dar andamento em processos e documentos tramitados na unidade, realizar trabalho relativo à edição de textos e planilhas eletrônicas, arquivos, pesquisa cadastral, controle de protocolo e demais atividades operacionais e elaborar e preparar mapas, gráficos, relatórios e outros documentos.

Embora o último concurso Caixa Econômica tenha sido apenas para formar cadastro reserva de pessoal, a seleção contou com nada menos do que 1.156.744 inscritos em todo o país. A organizadora foi o Cespe/UnB.

Concurso Caixa Econômica

Em decorrência da grande procura, quem pretende concorrer ao cargo já deve iniciar os estudos, mesmo antes do início dos preparativos, por parte da instituição, de realizar uma nova seleção.

No edital Caixa Econômica 2014, constou que a prova objetiva teve 120 itens, sendo 50 de conhecimentos básicos e 70 de conhecimentos específicos. Em conhecimentos básicos foram 14 de língua portuguesa, com peso dois, e 36 sobre matemática, raciocínio lógico, atualidades, ética e legislação específica, com peso um. Conhecimentos específicos contou com peso dois.  Os candidatos também foram submetidos a uma prova discursiva de conhecimentos específicos, com peso um.

A empresa

A Caixa Econômica Federal foi criada em 1861 e é agente responsável, entre outras coisas, pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS), pelo Programa de Integração Social (PIS) e pelo seguro-desemprego. Trata-se de uma empresa 100% pública, que exerce papel no desenvolvimento urbano e na justiça social do país, por priorizar setores como habitação, saneamento básico, infraestrutura e prestação de serviços. Tem como missão atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do país, como instituição financeira, agente de políticas públicas e parceira estratégica do estado brasileiro.

Carência de Pessoal

Em audiência pública, realizada em 29 de setembro, pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, foi discutida a necessidade de pessoal, em decorrência do esvaziamento do quadro de funcionários.

De acordo com os deputados, a estrutura da Caixa tem crescido com ampliação de unidades, entretanto, a quantidade de empregados lotados é insuficiente para a quantidade de serviços.

Entre os participantes estavam a coordenadora da comissão executiva dos empregados da Caixa Econômica Federa, Fabiana Matheus e o gerente nacional de informações corporativas, Almir Márcio Miguel, além de representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e representante da Secretaria de Relações Institucionais.

Na ocasião, embora o gerente nacional de informações corporativas da Caixa, Almir Márcio Miguel, tenha ressaltado que a instituição passou por um processo de constante crescimento, no decorrer dos últimos anos, reconhece que este ano não houve reposição de saídas de servidores, com a nomeação de aprovados no último concurso, em decorrência da atual situação econômica no país, o que ressalta a necessidade de novas contratações. De acordo com ele, do último concurso já foram nomeados aproximadamente 2.600 aprovados.

Já a coordenadora da comissão executiva dos empregados da CEF, Fabiana Matheus, explicou que o crescimento do número de empregados na instituição foi bem menor que o crescimento do número de agências e clientes. Segundo ela, em 2003, a instituição possuía 107 mil trabalhadores, sendo 55.778 empregados e 51 mil terceirizados e estagiários. Com o termo de ajustamento de conduta em 2004 e 2008, o número de terceirizados foi diminuindo, mas em ritmo mais acelerado que a contratação de pessoal. Explica que a instituição conta, atualmente, com 97.922 trabalhadores, número menor que em 2003. Enquanto isso, o crescimento de serviços e unidades tem aumentado constantemente. “Em 2003 existiam, em média, 32 trabalhadores por unidade e atualmente são, aproximadamente, 23 funcionários por unidade”, disse.

Via http://jcconcursos.uol.com.br/portal/noticia/concursos/caixa-economica-cef-edital-previstos-2016-63030.html

Caixa não apresenta cronograma de contratações exigido pelo MPT

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São Paulo – Os trabalhadores têm de intensificar a coleta de assinaturas junto à população na campanha Mais Empregados para a Caixa, Mais Caixa para o Brasil. Essa ação será importante para dar uma resposta à altura ao descaso do banco dessa vez evidenciado em ofício encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), em 23 de novembro.

No documento, em vez de apresentar o cronograma de contratações solicitado pelo órgão, a empresa limita-se a descrever a quantidade de bancários convocados até dezembro de 2014 e informa: “não há expectativa de haver contratações”.

Em outro trecho destaca estar em vigor até 16 de junho do próximo ano o concurso para a carreira administrativa e até 26 do mesmo mês o de carreira profissional, mas que novas contratações estão vinculadas “à disponibilidade orçamentária e necessidades estratégicas da Caixa”.

Dionísio Reis, diretor do Sindicato e integrante da Comissão Executiva dos Empregados, destaca que a direção do banco teima em não querer reconhecer a difícil situação em vários setores provocada pela falta de trabalhadores. “A Caixa não leva em consideração, por exemplo, os desligamentos por meio do Programa de Apoio à Aposentadoria (PAA), nem a necessidade crônica de mais trabalhadores. Não podemos aceitar isso e nossa resposta tem de vir com o aumento da mobilização. Cada empregado tem de fazer sua parte e reforçar a coleta de assinaturas para entregarmos à presidenta da Caixa, Miriam Belchior, e ao MPT.”

O dirigente lembra ainda que a instituição teve lucro liquido de R$ 6,5 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, crescimento de 23,3% em 12 meses. “Esse resultado mostra que a empresa tem condições de contratar mais pessoas. Isso melhoraria ainda mais o atendimento à população, diminuiria a sobrecarga e o resultado do banco poderia ser até melhor”, acrescenta Dionísio.

Colete assinaturas – Participe da campanha por mais contratações, coletando assinaturas junto aos clientes e à população. Depois, é só remeter à Apcef-SP, aos cuidados do setor sindical. O abaixo-assinado está disponível aqui. –

(Jair Rosa, SEEB/SP)

Caixa abre processo seletivo para jovem aprendiz com remuneração até R$ 1.000 reais

Os estudantes terão jornada de 5h de trabalho. A remuneração varia de acordo com o nível de escolaridade. As inscrições vai até dia 12 de dezembro

Os interessados terão jornada de 5h de trabalho e a remuneração varia de acordo com o nível de escolaridade, para nível médio R$ 500,00 e para superior R$ 1.000,00, incluindo auxílio transporte R$ 130,00.

Para se inscrever os estudantes de nível superior devem ter idade mínima de 18 anos e os de nível médio, 16 anos no momento da contratação e estudar nos turnos matutino ou noturno em ambos os casos. A lista de espera será ordenada por data de inscrição e horário.

Somente poderá participar da lista de espera, os candidatos que não estão aguardando a classificação (aprovados ou reprovados) dos processos seletivos anteriores. A lista de espera, gera ao candidato apenas a expectativa de ser convocado para realização de prova on-line e entrevista, ficando a concretização desse ato condicionada ao surgimento de vaga de estágio na região escolhida.

O candidato no momento da contratação deverá ter condição de realizar estágio de no mínimo um semestre letivo, ele será convocado para uma prova on-line e se aprovado na prova, serão selecionados para realização de entrevista pessoal na Caixa.

Para mais informações: Caixa 2016 – CIEE abre Pré-Inscrição

Link: https://www.omelhordosuldeminas.com/caixa-abre-processo-seletivo/

Caixa Econômica Federal pode pagar PLR até o dia 6

A primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) será paga antecipadamente pela Caixa Econômica Federal (CEF) até o próximo dia 6. O valor corresponde a 60% do total da PLR negociada com a Fenaban (90% da remuneração-base reajustada em setembro de 2015, acrescida do valor fixo de R$ 2.021,79, com teto de R$10. 845,92, mais 2,2% do lucro líquido do 1º semestre, limitado a R$ 2.021,79), além de 60% da PLR Social (4% do lucro líquido projetado em 2015), prevista no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociado com a empresa. A segunda parcela será creditada até março.

A manutenção da PLR Social foi uma conquista importante da greve, já que a Caixa ameaçava reduzir e mesmo não pagar a verba. A pressão da paralisação fez com que isto não acontecesse. A alegação da empresa era a perspectiva de redução no lucro e o corte orçamentário em função do ajuste fiscal do governo federal. “A manutenção garantida pela greve mostra o acerto da aprovação do acordo pelas assembleias”, lembrou Ricardo Maggi, da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e diretor da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro RJ e ES (Fetraf-CUT). O dirigente lembrou que a PLR Social foi uma conquista do funcionalismo e vem sendo paga desde 2010.

(Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro)