Caixa divulga resultado das provas do concurso para técnico bancário

A Fundação Cesgranrio divulgou nesta quinta-feira (31) o resultado das provas objetivas e da redação do concurso da Caixa Econômica Federal para formação de cadastro de reserva de técnico bancário novo (nível médio).

Para ter acesso aos resultados, os candidatos devem informar o CPF e a senha de acesso ao sistema.

O período para interposição de pedidos relativos à revisão das notas de redação pode ser feito até sexta-feira (1º). Segundo a organizadora, todos os recursos referentes a prova objetiva foram indeferidos por terem sido considerados improcedentes.

O concurso teve seis tipos de provas para o cargo de técnico bancário novo e um tipo para técnico bancário novo – polos de tecnologia da informação. Os candidatos podem acessar os gabaritos de cada prova nos links ao lado.

O salário para técnico bancário novo é de R$ 1.744 para jornada de trabalho de 6 horas diárias, caracterizando 30 horas semanais.

O técnico bancário fará atendimento aos clientes e ao público em geral, efetuando operações diversas, executando atividades bancárias e administrativas, de forma a contribuir para a realização de negócios, possibilitando o alcance das metas, o bom desempenho da unidade e a satisfação dos clientes internos e externos.

As vantagens oferecidas são participação nos lucros e nos resultados; possibilidade de participação em plano de saúde e em plano de previdência complementar; auxílio refeição/alimentação; auxílio cesta/alimentação.

Inscritos
O concurso teve 1.086.513 candidatos. O número parcial, divulgado inicialmente pela Caixa, era de 1.086.514. Somente no estado de São Paulo são 181.799 inscritos (contando os candidatos da área de tecnologia da informação). Em seguida aparecem Minas Gerais com 107.198 candidatos, Paraná com 82.861, Rio de Janeiro com 78.789, Bahia com 71.652 e Rio Grande do Sul com 67.345.

Ficam asseguradas as admissões, conforme necessidade de provimento, dos candidatos classificados nos concursos públicos 2010 para o cargo de técnico bancário novo até o término de suas vigências, ou seja, 13 de junho de 2012, para RJ e SP, e 28 de junho de 2012, para os demais estados, ou até o esgotamento do cadastro de reserva no polo/macropolo de opção, prevalecendo o que ocorrer primeiro.

O concurso público terá validade de um ano, podendo ser prorrogado, a critério da caixa, uma única vez, por igual período, contado a partir da data de homologação do resultado final, prevista para 19 de junho.

Fonte: G1

Comissão do Senado aprova proibição de concurso para cadastro de reserva

O projeto de lei do Senado que proíbe a realização de concurso público exclusivamente para a formação de cadastro de reserva, de autoria do ex-senador Expedito Júnior (PR-RO), foi aprovado nesta quarta-feira (30) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa. Agora, o PLS 369/2008 poderá ser enviado diretamente à Câmara dos Deputados, se não houver recurso para exame em plenário. As informações são da Agência Senado.

De acordo com a proposição, o cadastro de reserva será permitido somente para candidatos aprovados em número excedente ao de vagas a serem preenchidas.

Emenda do senador José Pimentel (PT-CE), aceita pelo relator, Aécio Neves (PSDB-MG), exclui da proibição as empresas públicas e as sociedades anônimas de economia mista. Mas proíbe essas estatais de cobrarem taxa de inscrição dos candidatos quando o concurso se destinar exclusivamente à formação de cadastro de reserva.

Os demais órgãos deverão indicar expressamente, nos editais de concursos públicos, o número de vagas. A medida, de acordo com o projeto, será observada em concursos de provas ou de provas e títulos no âmbito da administração direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Para o autor da proposta, a realização de concursos públicos sem que haja qualquer vaga a ser preenchida contraria os princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência ao criar nos candidatos falsas expectativas de nomeação.

Expedito Júnior destacou que “mau administrador poderá valer-se da não obrigatoriedade de nomear candidatos aprovados dentro do número de vagas quando alguém de sua predileção não foi aprovado ou para prejudicar aprovado que seja seu desafeto”.

O autor lembrou que decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a obrigatoriedade de provimento dos cargos anunciados em edital de concurso público. Na decisão, o ministro Marco Aurélio observou que “a administração pública não pode brincar com o cidadão, convocando-o para um certame e depois, simplesmente, deixando esgotar o prazo de validade do concurso sem proceder às nomeações”.

O relator Aécio Neves disse que o mais grave é submeter o concursando ao desgaste de um longo período de preparação, durante o qual incorre em despesas e sacrifícios pessoais e não raro familiares.

“Gasta com cursos preparatórios, às vezes com o abandono do emprego para dedicação integral aos estudos e, finalmente, com os valores cobrados para poder realizar as provas. Depois disso tudo, aprovado, passa a viver a expectativa e a incerteza da admissão ao emprego para o qual se habilitou”, destacou.

(G1)

Marido da cantora Suzy Navarro (Novo Caviar) é assassinado a tiros em Fortaleza

Cristiano de Sousa Ferreira, 32, foi morto a tiros no início da manhã desta quinta-feira no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza. Ele era dono de uma academia de ginástica só para mulheres e esposo de Suzy Navarro, vocalista da banda de forró Novo Caviar e ex-vocalista da Banda Líbanos.

SUZY NAVARRO

A vítima guiava seu carro, um veículo Corolla na Avenida C do bairro. Ele levava sua enteada de oito anos para a escola. Por volta de 6h40 ele foi surpreendido por dois homens armados em uma Hilux. Os homens dispararam vários tiros que atingiram o veículo e feriram fatalmente Cristiano. Gravemente ferida, a vítima perdeu o controle do carro e bateu em um muro já na Avenida E. O carro apresenta marcas de bala no vidro do motorista, no vidro do passageiro e na lataria. A criança escapou ilesa.

O homem chegou a ser socorrido por familiares, mas chegou já sem vida no Frotinha da Parangaba.

A polícia trabalha com duas hipóteses na investigação: a primeira, seria que o homem estaria recebendo ameaças desde o fim de semana de uma aluna de sua academia. A outra frente de investigações dá conta de que Cristiano mantinha uma dívida com um de seus patrocinadores.

Este é o segundo marido perdido por Suzy Navarro. Em 2004, no acidente com o ônibus da Banda Líbanos, seu marido à época foi uma das vítimas da tragédia.

 (Diário do Nordeste)

Quadrilha explode cofre da agência do Bradesco em Tamboril

Uma quadrilha fortemente armada explodiu o cofre de uma agência do Bradesco no município de Tamboril (região dos Inhamuns), a 301 quilômetros de Fortaleza, por volta de 2 horas desta quinta-feira, 31. Segundo informações do destacamento da Polícia Militar do município, a agência ficou bastante destruída com a explosão.

De acordo com a Polícia Militar, entre 15 a 20 homens realizaram a ação. Parte do grupo se dirigiu ao destacamento da PM e efetuou vários disparos para intimidar os policiais. Uma viatura do Pró-Cidadania foi atingida por tiros. Ainda de acordo com a Polícia, os assaltantes portavam armas de grosso calibre, como fuzis, pistolas e escopetas.

O resto do bando se dirigiu à agência e violou o cofre. Ainda não se sabe quanto foi levado pelo bando.

Segundo populares, a quadrilha fugiu em uma caminhonete, um Golf cinza e duas motocicletas. Os suspeitos teriam fugido em direção ao município de Monsenhor Tabosa. Policiais do 7º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Crateús, e outros destacamentos, fazem buscas na região.
Segundo informações do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB), este já é o 50º ataque a bancos somente este ano no Ceará.

(O POVO ONLINE)

Gilmar Mendes mentiu, afirma Paulo Lacerda

EX-DIRETOR DA POLICIA FEDERAL E DA ABIN REAFIRMA QUE NÃO CONHECE DADÁ, NÃO TRABALHA PARA PARTIDO NENHUM E NÃO ASSESSORA NEM À CPI NEM AO EX-PRESIDENTE LULA

31 de Maio de 2012 às 07:23

247 – O ex-diretor da Policia Federal e da Abin, Paulo Lacerda, voltou a negar as acusações feita pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Gilmar alegou que Lacerda assessora o PT e o presidente Lula contra ele. « Se ele falou isso, ele foi leviano e mente », disse em entrevista ao Terra Magazine. Leia na matéria de Bob Fernandes:

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo publicada nesta quarta-feira, 30, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes lançou acusações contra Paulo Lacerda, ex-diretor da Policia Federal e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência):

– Dizem que ele (Lacerda) está assessorando o PT. Tive informação em 2011 que o Lacerda queria me pegar.

Segundo O Estado de S.Paulo, Gilmar Mendes suspeita que Lacerda estaria divulgando “informações falsas” para atingi-lo. E, também, que estaria assessorando o ex-presidente Lula. Terra Magazine ouviu Paulo Lacerda no início da tarde desta quarta-feira. Feita a ressalva “não sei se ele disse isso”, Paulo Lacerda, habitualmente sereno e cordato, respondeu a Gilmar Mendes com dureza:

– Se ele falou isso, ele foi leviano e mente.

Lacerda, que hoje trabalha numa associação de empresas de segurança privada, conta que não vê Lula há anos, assim como Gilmar Mendes, e rebate as acusações:

– Estou aposentado, não trabalho com investigação (…) não trabalho para partido nenhum, não assessoro nem à CPI nem ao ex-presidente Lula (…) Se as informações que ele diz ter recebido são dessas mesmas fontes, se foram essas fontes e informações que o levaram a dizer o que anda dizendo, tá explicado porque ele está dizendo essas coisas e dessa forma.

Por fim, sobre informação atribuída também ao ministro e publicada no sábado, 26, em O Globo, dando conta que o espião Dadá seria seu homem de confiança, Paulo Lacerda devolve:

– Eu nem conheço o Dadá, jamais tive contato com ele e nunca estive com ele. Portanto, faço a ressalva: se o ministro Gilmar Mendes de fato disse isso… essa é mais uma informação leviana, irresponsável e mentirosa.

Terra Magazine: O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo: “Lacerda tinha como missão me destruir”, e que o senhor queria “pegá-lo”. Disse também que “dizem” que o senhor estaria assessorando o PT e municiando o presidente Lula com informações…

Paulo Lacerda: Soube pelo jornal. O absurdo é tamanho que não sei como ele se permite dizer aquilo. Se ele disse aquilo, respondo: primeiro, o ministro Gilmar está totalmente desinformado sobre a minha vida profissional e pessoal. Estou aposentado da Polícia Federal depois de dois anos e meio de adidância em Lisboa e trabalho hoje para a Associação de Empresas de Segurança Privada. Não trabalho com nada, nada de investigação, e quem me conhece e à minha vida hoje sabe disso. Sabe o que é mais espantoso?

– O quê?

– É que é com base nesse tipo de informações que o ministro está recebendo é que se criou essa crise toda. Se as informações que ele diz ter recebido são dessas mesmas fontes, se foram essas fontes e informações que o levaram a dizer o que anda dizendo nos últimos dias, tá explicado porque ele está dizendo essas coisas e dessa forma. Ele, de novo, mais uma vez, está totalmente mal informado.

– O senhor não presta assessoria à CPI, ao PT ou ao ex-presidente Lula?

– Não vejo o presidente Lula, assim como o ministro Gilmar Mendes, desde que deixei o governo. Isso é ridículo. Não assessoro o PT nem a partido algum e é um delírio supor, achar e dizer que assessoro o ex-presidente Lula. Basta perguntar aos senadores e deputados da CPI se assessoro à CPI ou a algum parlamentar. Basta perguntar aos assessores do Lula se alguém tem algum vestígio de presença minha, de contato meu com ele. Sou aposentado, até poderia trabalhar para quem me convidasse e eu quisesse, mas isso não é verdade. É absoluta inverdade. Impressiona e é preocupante como um ministro do Supremo não se informa antes de dizer esses absurdos.

– Mas o que exatamente é absurdo?

– Tudo isso. São informações totalmente tendenciosas. Eu não estou trabalhando para partido algum, político nenhum. Ele está exaltado, sem controle, não sei se por conta dessa conversa com o ex-presidente, mas nada disso é verdade. E isso é muito fácil de checar.

– O senhor e o ministro Gilmar Mendes já tiveram um problema sério…

– Em setembro de 2008, ele procurou o presidente Lula e acusou a Abin, que eu dirigia, de ter feito grampos ilegais na Operação Satiagraha. Aquilo era mentira. Não foi feito grampo algum ilegal por parte da Abin… aliás, a CPI de agora é uma ótima oportunidade para investigarem aquela armação. Não existiu grampo algum, mas o ministro Gilmar Mendes foi ao presidente da República com base em uma informação falsa. Espero que agora apurem tudo aquilo.

– O que mais o incomoda?

– Eu não vi o ministro Gilmar Mendes falar isso, eu li no jornal. Não sei se ele falou, mas se ele falou, foi leviano e mente. Se falou isso o ministro Gilmar Mendes mentiu. Estou aposentado da área pública, todos sabem disso. Não teria nenhum impedimento, de ordem alguma, para trabalhar com investigação, mas não quero, e isso que ele disse, se disse, não é verdade.

– Alguma vez, depois do episódio em 2008, do tal grampo cujo áudio nunca apareceu, o ministro Gilmar e o senhor falaram sobre o episódio? Em algum momento ele reconheceu não ter ouvido o tal grampo, se desculpou?

– Não. Repito, não vejo o ministro e o ex-presidente Lula há anos. E não houve desculpa alguma… e acho que a CPI agora seria ótima oportunidade para esclarecer isso de uma vez por todas, embora a Polícia Federal já tenha concluído que não houve grampo algum da Abin…

– Essa CPI de agora, a do Cachoeira, tem alguns personagens comuns com aquele caso, fala-se muito no espião Dadá…

– A propósito. O ministro Gilmar Mendes teria dito ao jornalista Moreno que esse cidadão, Dadá, é ou era meu braço direito, meu homem de confiança. Respondi por escrito, mandei um e-mail para o Moreno, que é um jornalista… ele recebeu uma informação de um homem público e a publicou. Por isso enviei a resposta direto para ele e para o jornal O Globo.

– E qual é a resposta?

– Eu nem conheço o Dadá, jamais tive contato com ele e nunca estive com ele. Portanto, faço a ressalva: se o ministro Gilmar Mendes de fato disse isso…

– Sim, a ressalva está registrada

– Se ele disse isso, essa é mais uma informação leviana, irresponsável e mentirosa.

(brasil 247)

Gisele Bündchen descobrirá new faces nas favelas através do concurso Top Cufa Brasil

Pode pesquisar, todas as mocinhas que sonham em desfilar mundo afora querem ser iguais à Gisele Bündchen. Para dar uma força às aspirantes a top model, Gisele desembarca no Rio na próxima terça-feira (5) para dar o start no Top Cufa Brasil, concurso de modelos organizado pela Central Única das Favelas e pela Pantene Pro-V 

A competição reunirá apenas moradoras de favelas, com idades entre 18 e 22 anos, e, além de apadrinhar o concurso, Gisele tem a missão de mostrar às participantes que a beleza através da saúde está em qualquer lugar.

No dia do lçançamento, 30 meninas poderão realizar o sonho de conhecer la Bündchen no MAM carioca e anotarão todas as dicas que a top puder dar, desde orientações sobre como se preparar para um casting a dicas de beleza, passando por técnicas de passarela. 

O Top Cufa Brasil será difivido em quatro etapas e inclui os 27 estados brasileiros. A vencedora do concurso será conhecida no dia 14 de setembro, aqui no Rio, e, além de ganhar um contrato com uma agência de modelos, receberá produtos da Pantene Pro-V ao longo de um ano inteirinho. 

(JORNAL DO BRASIL ONLINE)

É legítimo e normal Lula opinar sobre julgamento, diz ministro do STF

MARCO AURÉLIO MELLO DEFENDEU O EX-PRESIDENTE E QUESTIONOU A DEMORA DE GILMAR MENDES EM REVELAR ENCONTRO

31 de Maio de 2012 às 05:38

247 – Em entrevista à Folha e ao UOL, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, classificou de normal que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifeste sua opinião sobre a data que considera mais conveniente para o julgamento do mensalão. Ele, no entanto, questinou a reação de Gilmar Mendes. Leia:

O ministro Marco Aurélio Mello, o segundo mais antigo dos 11 integrantes do Supremo Tribunal Federal, disse ontem considerar “legítimo” e “normal” que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifeste sua opinião sobre a data que considera mais conveniente para o julgamento do mensalão.

“Admito que o ex-presidente pudesse estar preocupado com a realização do julgamento no mesmo semestre das eleições. Isso aí é aceitável”, afirmou o ministro entrevista à Folha e ao UOL.

Listou em seguida os motivos: “Primeiro, porque é um leigo na área do direito. Segundo, porque integra o PT. Portanto, se o processo envolve pessoas ligadas ao PT, obviamente, se ocorrer uma condenação, repercutirá nas eleições municipais”.

No fim de semana, a revista “Veja” revelou que Gilmar Mendes (também ministro do STF) e Lula se encontraram em abril no escritório do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. Segundo Mendes, o ex-presidente disse que o julgamento do mensalão deveria ser adiado para depois das eleições deste ano.

De acordo com Marco Aurélio, juízes estão sempre prontos a ouvir, mas “decidimos de acordo com o nosso convencimento”.

“Penso que o ex-presidente Lula não tratou do mérito do processo-crime. O que ele fez foi revelar que não seria bom, em termos eleitorais, o julgamento do processo no segundo semestre de 2012.”

‘TUDO ERRADO’

Apesar de conceder que Lula dê sua opinião sobre datas de julgamento, Marco Aurélio considera que “está tudo errado” no encontro entre o ex-presidente e Mendes. “Há erro quanto à localização, erro quanto ao encontro em si e erro quanto ao que foi realmente veiculado.”

Sobre Mendes ter dito que se sentiu pressionado por Lula para atrasar o julgamento, Marco Aurélio diz não ter entendido “o espaço de tempo entre o ocorrido, o encontro, e a divulgação do encontro”.

Ele afirmou ter tomado conhecimento de que “alguém estaria vazando informações” e que Mendes “se adiantou para realmente escancarar o episódio”.

Marco Aurélio expressou incompreensão a respeito da suposta chantagem que teria sido feita por Lula contra Mendes. “Não entendo por que cogitar-se de proteção a Mendes. O ministro não está sendo investigado na CPMI.”

A CPMI no caso é a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga os negócios de Carlos Cachoeira e suas relações com autoridades e políticos. Segundo Mendes, ele estaria sendo vítima de notícias falsas sobre conexões que teria com Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Embora se recuse a comentar, Marco Aurélio admite não ter uma boa relação com Mendes -“é estritamente institucional”.
No STF, em geral, a convivência entre os ministros não é amena: “O Supremo é composto de ilhas. Nós não temos uma convivência social maior (…) Infelizmente, já até se proclamou que o colegiado é um ninho de víboras”.

(BRASIL 247)

Lula: “Tem muita gente que não gosta de mim”

SEM MENCIONAR NOMES, EX-PRESIDENTE DÁ SEQUÊNCIA DISCRETA A POLÊMICA COM O MINISTRO GILMAR MENDES, DO STF; LULA, QUE PASSOU O DIA EM BRASÍLIA E DISCURSOU NA FIOCRUZ, EVITOU O CONTATO COM A IMPRENSA, PARA NÃO FOMENTAR BATE-BOCA

30 de Maio de 2012 às 18:49

247 – O ex-presidente Lula foi discreto, mas não resistiu a fazer uma menção à polêmica aberta com o ministro Gilmar Mendes, que o acusa de pressionar pelo adiamento do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal. Ao iniciar palestra no 5º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, organizado pela ONU, na Fiocruz, em Brasília, Lula disse: “Vou falar de pé, porque senão vão dizer que eu estou doente. Tem muita gente que não gosta de mim”. 

Até agora, o ex-presidente, que se recupera de um câncer na laringe, se limitou a negou por meio de nota a versão dada pelo ministro do STF para o encontro entre os dois, no dia 26 abril, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. Ele se disse “indignado” no mesmo comunicado, mas não apresentou uma versão alternativa ao teor do encontro.

Apesar de Gilmar Mendes ter aumentado o tom sobre o assunto nos últimos dias, Lula preferiu não fazer declarações à imprensa para responder. Os jornalistas não tiveram acesso ao auditório onde o ex-presidente proferiu sua apresentação, e Lula, que evitou a imprensa ao chegar e sair do Palácio da Alvorada, onde almoçou com a presidente Dilma, chegou ao prédio da Fiocruz pela garagem, sem falar com os repórteres.

(BRASIL 247)

Marconi Perillo manda recado: Lula vai se arrepender

FOTO: BRASIL 247

ASSESSORES DO GOVERNADOR DE GOIÁS, MARCONI PERILLO (PSDB), VÃO PARA O TWITTER “AVISAR” EX-PRESIDENTE DO RISCO QUE CORRE POR COLOCÁ-LO NO OLHO DO FURACÃO DA CPI; PRÓPRIO GOVERNADOR DISSE: PAÍS SOFRE COM “LIDERANÇAS DE QUINTA CATEGORIA”

31 de Maio de 2012 às 07:12

Vassil Oliveira _Goiás 247 – “Lula vai se arrepender amargamente de ter colocado Marconi Perillo no olho do furacão.” A frase é um post na página de um assessor do governador Marconi Perillo e foi postada no meio da noite desta quarta-feira, 30, e logo em seguida retirada (mas ‘printado’ pelo 247). Outra mensagem postada e apagada: “Perguntinha- E se pintar pato roco nas conversas de Carlinhos Cachoeira?” A afirmação tem endereço certo: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante o dia, informações de bastidores davam conta de uma informação com origem em fontes ligadas ao governador tucano: o vazamento de informações da Operação Monte Carlo foi programado e entre as “muitas coisas” que ainda não teriam sido divulgadas estaria um protocolo da Polícia Federal sobre conversas de lulistas com Cachoeira.

Assim, sem mais nem menos, a informação circulou de boca em boca até os dois posts, publicados e apagados, que por sua vez sucederam declarações fortes do governador no final da tarde com mais tiros na direção de Lula. “Nós vivemos em um país em que algumas lideranças que se consideram acima do bem e do mal, se consideram verdadeiros deuses, não passam de lideranças de quinta categoria. Basta uma oportunidade para que as pessoas comecem a entender as coisas, a conhecer falsos líderes que se firmam na demagogia barata junto às pessoas menos esclarecidas”, disparou Marconi, com endereço certo – Lula – durante discurso no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), onde entregou 52 cartões do programa Bolsa Futuro.

Segundo informação do site A Redação, o governador também afirmou que tem sido perseguido por causa de sua ‘suposta relação’ com o contraventor Carlinhos Cachoeira. “A pior coisa do mundo não é a pobreza financeira. É a pobreza de espírito daqueles que nutrem ódio contra as pessoas. Daqueles que querem se perpetuar no poder a qualquer custo. Aqui em Goiás somos um povo livre”, falou, ele que está no terceiro mandato de governador. Lula, vale lembrar, ficou dois mandatos no Poder.

Reação em cadeia, ou melhor, em rede, o secretário de Articulação institucional do Governo do Estado de Goiás, Daniel Goulart, também tratou de mandar recado no tuíter. Ao retuitar informação de um blog sobre um possível racha entre PT e PMDB na CPI, ele tascou: “Estão com medo das verdades de @marconiperillo”. Ou seja: se a CPI está perdendo o controle, foi porque Marconi acabou convocado e vai falar “verdades”.

O dia, portanto, foi de insistência na estratégia já revelada aqui no 247: a de apresentar Marconi como vítima de Lula (leia aqui).

(BRASIL 247)

José Serra pediu para Nelson Jobim atender a Veja

Foto: Adriana Spaca/Folhapress_Andre Dusek/Divulgação

247 – Ao apurar a reportagem sobre a suposta pressão exercida pelo ex-presidente Lula contra Gilmar Mendes, Veja se deparava com um problema: Nelson Jobim, anfitrião do encontro, se negava a falar com a revista. Foi então que os repórteres pediram que José Serra entrasse em ação. Leia na coluna de Monica Bergamo, na Folha.

QUARTO ELEMENTO
Há alguns dias, José Serra ligou para o ex-ministro Nelson Jobim. Pediu a ele que falasse com a revista “Veja”. Jobim atendeu ao pedido do amigo – e só então soube da reportagem sobre Lula e o ministro Gilmar Mendes. Escaldado, Jobim disse não ter presenciado nada beligerante na conversa entre os dois, que ocorreu em seu escritório, em Brasília.

Na Veja.com, Reinaldo Azevedo reagiu à nota com o texto abaixo:

Uma palavra de ordem para a esgotosfera: “Culpem o Serra!”

Há coisas no jornalismo brasileiro que são verdadeiramente espantosas. Uma delas está na frequência com que profissionais de imprensa tentam apurar as matérias da VEJA. Isso não existe em lugar nenhum do mundo! Na coluna de Monica Bergamo, na Folha de hoje, lê-se o seguinte. Volto em seguida.

QUARTO ELEMENTO

Há alguns dias, José Serra ligou para o ex-ministro Nelson Jobim. Pediu a ele que falasse com a revista “Veja”. Jobim atendeu ao pedido do amigo – e só então soube da reportagem sobre Lula e o ministro Gilmar Mendes. Escaldado, Jobim disse não ter presenciado nada beligerante na conversa entre os dois, que ocorreu em seu escritório, em Brasília.

Voltei

Se é verdade ou mentira, pouco importa. Monica começou a trabalhar para a Polícia Federal e também está interessada em saber quem fala e quem não fala com VEJA? Amiga de José Dirceu e ex-namorada de seu advogado, José Luís de Oliveira Lima, ela escreve uma notinha que faz dar a impressão de que tudo não passou de uma espécie de tramoia da oposição — e, se é assim, não pode faltar o nome de Serra.

Adivinhem se isso não vai alimentar hoje o JEG…

“Quarto elemento”? Que “quarto elemento”? Quer-se criar a impressão de que “Serra sempre está por trás de tudo”. Por trás do quê? Por que Lula não nega, ele próprio, de viva voz, o conteúdo de sua conversa com Gilmar Mendes, em vez de se esconder numa nota emitida por seu instituto? Ele está seguro de que não saiu espalhando a história por aí?

Um troço assim integra o esforço para fazer de Lula — que estava assediando ministros do Supremo, e eles sabem que isso é verdade — uma pobre vítima das oposições malvadas. Como Serra continua (e isso é mesmo impressionante!) a personificar a oposição no país, então por que não sacar seu nome? Quem sabe ajude a dar uma forcinha, de quebra, para Fernando Haddad…

De resto, ainda que Serra tivesse telefonado para Jobim e dito “Pô, atende a VEJA”, isso quereria dizer exatamente o quê? Nada!
Vou sugerir à revista que monte uma equipe para apurar como os outros veículos fazem reportagens. Que tal? Dá pra ser supercriativo. Há certas coisas que vão além do aceitável. Tenham paciência! 

(BRASIL 247)

Seleção brasileira jogará em Fortaleza, em 2013, pela Copa das Confederações

Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) divulgou nesta quarta-feira a tabela da Copa das Confederações 2013. O Maracanã, assim como na Copa 2014, sediará a final do torneio. Aseleção brasileira, no grupo A, só atuará no Rio de Janeiro se chegar até a final da competição, que acontecerá no dia 30 de junho. O Brasil estreia no dia 15, em Brasília, depois atua em Fortaleza, no dia 19, e Salvador, no dia 22. Os jogos acontecerão às 16h e 19h (horário de Brasília).

Brasília que sediará a abertura do evento, só terá uma partida. Os outros estádios sediarão três jogos cada. Apesar de ainda ter obras atrasadas, Recife, com a Arena Pernambuco, e Salvador, com a Arena Fonte Nova, foram colocados no planejamento. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que as cidades precisa apresentar os estádios prontos até novembro deste ano.

“É um teste para as seis cidades sedes, para notarmos o que está faltando ou precisa ser realizado. Nós temos datas limites, mas estamos convencidos de que jogos acontecerão nas seis cidades. Para prever qualquer problema, a Fifa dará início aos procedimentos de venda dos ingressos depois de receber a confimação dos estádios. A data limite será em meados de novembro deste ano”, explicou.

Aldo Rebelo, porém, mostra confiança na presença de Salvador e Recife no torneio: “Não vejo problemas para que os jogos não sejam realizadas nas seis cidades. Não há porque manifestar dúvidas pela realização da Copa nas seis sedes. Tenho conversado com os governadores, visitado os locais e sempre recebo informações detalhadas”, afirmou o ministro do Esporte.

Foto: AFP

Maracanã, que será o estádio da final da Copa do Mundo e da Copa das Confederações, segue em obras

 

Valcke também aproveitou para explicar que o fato de Brasília receber apenas um jogo da Copa das Confederações foi acordado. “Quando discutimos a tabela com representantes dos governo estaduais, Brasília disse: ‘queremos ter somente um jogo, mas que seja ‘aquele’ jogo’. As cidades dividiram os outros jogos. Foi em acordo com Brasília, que optou por esse modelo”, explicou.

Já estão classificados o Brasil, por ser país-sede da Copa do Mundo, Espanha, campeã da Copa do Mundo de 2010, Japão, campeão da Copa da Ásia de 2011, México, campeão da Copa Ouro da Concacaf 2011, e Uruguai, campeão da Copa América de 2011. As outras três vagas serão decididas na Eurocopa e na Copa das Nações da Oceania, disputadas neste mês, e na Copa das Nações Africanas, que acontece em fevereiro de 2013.

Além de Valcke, estiveram presentes o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o integrante do conselho administrativo do COL (Comitê Organizador Local), Bebeto, e o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil. Ronaldo, que também era aguardado, não compareceu. A Copa das Confederações acontece de 15 a 30 de junho do ano que vem.

(ESPORTES IG)

“Comigo Lula não falou uma palavra”, diz Bandeira de Mello

Mariana Ghirello 

O jurista Celso Bandeira de Mello negou que tenha sido procurado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para interceder junto ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ayres Britto, no julgamento do processo mensalão. “Comigo Lula não falou uma palavra”, declarou ao Última Instância. Bandeira de Mello foi citado em uma reportagem da revista Veja, na qual o ex-presidente Lula é acusado de estar pressionando o Supremo para adiar o julgamento do mensalão. 

Na edição deste sábado (25/5), a reportagem relata um encontro entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-presidente no escritório de advocacia do ex-ministro do STF, Nelson Jobim. Segundo Mendes, durante a conversa Lula teria sugerido para ele interceder pelo adiamento do julgamento do mensalão em troca de maior proteção ao ministro na CPMI do Cachoeira. Ainda conforme a revista, durante a instalação da Comissão da Verdade, Lula teria convidado o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, para tomar um vinho com ele e o amigo em comum Celso Bandeira de Mello. Segundo a revista, Lula queria falar com o presidente do STF para tentar adiar o julgamento.

Bandeira de Mello falou também que tentar interceder em um julgamento contraria os padrões éticos e que “jamais falaria com um ministro, ainda mais com um amigo [Ayres Britto]”.

O ex-ministro Nelson Jobim e o jurista Sepúlveda Pertence, negaram o conteúdo da reportagem.  O ministro Sepúlveda Pertence, em entrevista ao site Direito Global, negou que o presidente Lula tenha falado com ele a respeito do mensalão. “Ele sabe que eu não me prestaria a fazer pedido a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, nem ela aceitaria qualquer conversa minha a propósito”, disse o ex-ministro ao site. Pertence também lamentou a postura de Mendes de “dar declaração sobre conversas, reais ou não, que tenha tido com um ex-presidente da República”.

(ULTIMA INSTÂNCIA)

STJ considera transmissão proposital de HIV como lesão corporal grave

O STF (Superior Tribunal de Justiça) manteve a sentença do TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) e entendeu que a transmissão consciente do vírus HIV, causador da AIDS, configura lesão corporal grave. Ao praticar sexo sem camisinha, a pessoa assume o risco de contaminar seu parceiro.

Entre abril de 2005 e outubro de 2006, um portador de HIV manteve relacionamento amoroso com uma mulher. Inicialmente havia o uso de preservativo durante as relações sexuais. Depois, as relações passaram a ser consumadas sem proteção. Constatou-se mais tarde que a vítima adquiriu o vírus. O homem alegou que havia informado à parceira sobre sua condição de portador do HIV, mas ela negou. O acusado foi condenado a dois anos de reclusão com base no artigo 129, parágrafo 2º, do cp (Código Penal).

A defesa entrou com pedido de habeas corpus no STJ, alegando que não houve consumação do crime, pois a vítima não desenvolveu os sintomas do vírus HIV e, portanto, não estaria demonstrado o efetivo dano. Pediu sursis humanitário, que significa a suspensão condicional de penas menores de dois anos) e o enquadramento da conduta do acusado nos delitos previstos no Título I, Capítulo III (contágio venéreo ou de moléstia grave e perigo para a vida ou saúde de outrem).

O tribunal também considerou que mesmo se a vítima estivesse ciente da condição do seu parceiro, a conduta ilícita não poderia ser excluída, pois o bem jurídico protegido (a integridade física) é indisponível.

Enfermidade incurável

No seu voto, a ministra Laurita Vaz, da 5ª Turma do STJ, salientou que a instrução do processo indica não ter sido provado que a vítima tivesse conhecimento prévio da situação do réu, alegação que surgiu apenas em momento processual posterior. A relatora lembrou que o STJ não pode reavaliar matéria probatória no exame de habeas corpus.

A AIDS, na visão da ministra Vaz, é perfeitamente enquadrada como enfermidade incurável na previsão do artigo 129 do CP, não sendo cabível a desclassificação da conduta para as sanções mais brandas no Capítulo III do mesmo código. “Em tal capítulo, não há menção a doenças incuráveis. E, na espécie, frise-se: há previsão clara no artigo 129 do mesmo estatuto de que, tratando-se de transmissão de doença incurável, a pena será de reclusão, de dois a oito anos, mais rigorosa”, destacou.

Laurita Vaz ressaltou o STF (Supremo Tribunal Federal), no julgamento do Habeas Corpus 98.712, que entendeu que a transmissão da AIDS não era delito doloso contra a vida e excluiu a atribuição do tribunal do júri para julgar a controvérsia. Contudo, manteve a competência do juízo singular para determinar a classificação do delito.

A relatora apontou que, no voto do ministro Ayres Britto, no julgamento do STF, há diversas citações doutrinárias que enquadram o delito como lesão corporal grave. “Assim, após as instâncias ordinárias concluírem que o agente tinha a intenção de transmitir doença incurável na hipótese, tenho que a capitulação do delito por elas determinadas (artigo 29, parágrafo 2º, inciso II, do CP) é correta”, completou a ministra.

Sobre o fato de a vítima não apresentar os sintomas, a ministra ponderou que isso não tem influência no resultado do processo. Afirmou que mesmo permanecendo assintomática, a pessoa contaminada pelo HIV necessita de acompanhamento médico e de remédios que aumentem sua expectativa de vida, pois ainda não há cura para a enfermidade.

Quanto ao sursis humanitário, a relatora esclareceu que não poderia ser concedido, pois o pedido não foi feito nas instâncias anteriores e, além disso, não há informação sobre o estado de saúde do réu para ampará-lo.

((ÚLTIMA INSTÂNCIA)

Prefeitura de Viçosa do Ceará abre concurso com 556 vagas

A Prefeitura de Viçosa do Ceará abriu as inscrições do concurso para provimento de 556 vagas, com oportunidades para todos os níveis. 

As inscrições poderão ser feitas de forma presencial, até o dia 19 de junho, das 7h30 às 12h e das 14h às 17h, no Centro Administrativo Catinguba (Rua José Siqueira, sem número, bairro de Fátima). Os candidatos deverão preencher a ficha de inscrição pagar uma taxa no valor de R$ 85 para cargos de nível superior, R$ 60 para nível médio, R$ 45 para nível fundamental completo e de R$ 40 para nível fundamental incompleto.

Confira as oportunidades de acordo com o nível de escolaridade exigido:
Nível Fundamental Incompleto 
Auxiliar de Serviços Gerais; Operador de Máquinas – Motoniveladora; Operador de Máquinas – Trator Agrícola e Vigia.

Nível Fundamental Completo 
Bombeiro Hidráulico; Motorista Categoria B; Motorista Categoria C e Motorista Categoria D.

Nível Médio 
Agente Administrativo; Agente de Saúde; Agente de Combate a Endemias; Autocadista; Atendente de Consultório Dentário; Auxiliar Administrativo; Auxiliar de Enfermagem; Digitador; Guarda Municipal 3ª classe; Secretário Escolar; Técnico em Edificações; Técnico em Enfermagem; Técnico em Raio X; Topógrafo; Professor Brinquedista; Professor de Educação Infantil (Creche) e de 1º ao 5º ano do ensino fundamental e Inspetor Sanitário.

Nível Superior 
Assistente Social; Bibliotecário; Enfermeira/Obstetra; Enfermeiro PSF; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Médico Clínico Geral; Médico Ginecologista/Obstetra; Médico PSF; Médico Traumato-Ortopedista; Nutricionista; Odontólogo PSF; Professor de Informática; Psicólogo; Professor de Ensino Fundamental II (Classe B) de 5º ao 9º ano do ensino fundamental; Professor de Educação Física e Terapeuta Ocupacional.

Seleção
O processo seletivo é composto das seguintes etapas: prova objetiva para todos os cargos; prova de títulos para cargos de nível superior e para professores (de todas as modalidades); provas física e psicológica para candidatos ao cargo de Guarda Municipal e prova prática, para os cargos de Motorista, Autocadista e Digitador.

As provas objetivas têm data prevista de aplicação no dia 24 de junho, em locais e horários posteriormente divulgados no site da empresa organizadora. Só participarão da prova de títulos, prova prática, teste de aptidão física e psicológica, os candidatos aprovados na prova objetiva.

O certame será planejado e executado pelo Instituto Nordestino de Educação Políticas, Administrativas e Sociais (Inepas) com validade de dois anos, prorrogável por igual período, a contar da data de homologação.

(O POVO ONLINE)

Maierovitch: Gilmar Mendes pode ter cometido crime contra a honra de Lula

Gilmar Mendes pode ter cometido crime contra a honra de Lula

por Wálter Maierovitch, em CartaCapital

Lula negou o teor da conversa informada pela revista Veja e confirmada pelo ministro Gilmar Mendes. Ou, como fazia Cachoeira, plantada por Gilmar Mendes junto à revista Veja.

Essa negativa de Lula, que se diz indignado,  foi apoiada pelo ex-ministro Nelson Jobim, em entrevista à mídia gaúcha.

O gaúcho Jobim sustenta ter dito à revista Veja que não ocorreu nenhum conversa sobre adiamento do julgamento do Mensalão e nem sobre chantagem, atribuída a Lula,  com promessa de blindagem de Mendes junto à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Blindagem em face do fato, sustentado  por Lula,  de o ministro Mendes ter estado em Berlim na companhia do senador Demóstenes Torres, seu amigo, e com despesas pagas por Cachoeira.

O certo é que no dia 26 de abril deste ano, na parte da manhã e no escritório de advocacia de Nelson Jobim, houve um encontro entre Lula, Gilmar Mendes e o referido Jobim. Por evidente, ocorreu uma motivação para esse encontro e ela não está clara, pois, até agora, só existe o relato de Gilmar Mendes.

Não foi coincidência, ou melhor, de repente  ter aparecido Lula,  sem que Jobim e Gilmar Mendes soubessem. Como ensinou o psicalista Carl Gustav Jung, coincidências não existem. Em outras palavras, houve um encontro agendado. E Mendes se disse surpreso ao perceber que o objetivo era convencê-lo sobre o adiamento do julgamento do Mensalão, com chantagem de quebra.

Como o encontro não foi gravado pelo pessoal do Cachoeira, fica a  palavra  isolada de Gilmar Mendes.

Na coluna do jornalista Bastos Moreno, no jornal O Globo, está dito que Gilmar Mendes, ao sair do escritório de Jobim, foi, enfurecido, a uma reunião com a cúpula dos Democratas. Talvez, entre os Democratas, o ministro Mendes possa buscar testemunhos e isto caso tenha confidenciado a razão da fúria mencionada na matéria do colunista do jornal O Globo.

À época, da cúpula dos Democratas participava Demóstenes Torres, já pego em mentira perpetrada em dupla com Gilmar Mendes, no grotesco episódio do “grampo sem áudio” e que resultou, por pressão de Gilmar e contentamento do banqueiro Daniel Dantas, na queda do delegado Paulo Lacerda da direção da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

A propósito, Mendes diz que chamaria às falas Lula e Jobim, em socorro ao seu então pupilo Mendes, inventou a história, desmentida pelas Forças Armadas, de empréstimo de equipamento de interceptação telefônica à Agência Brasileira de Inteligência.

Como magistrados estão proibidos de exercitar política partidária, representando a desobediência grave infração aos deveres impostos na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, a presença de Gilmar Mendes na reunião dos Democratas mostra mais uma das suas pantagruélicas atrapalhadas.

Lamentavelmente, o STF se acha acima do Conselho Nacional de Justiça e, nesse episódio, só de umimpeachment se pode cogitar. Mas, aí, mais uma vez, virá a caneta salvadora do presidente José Sarney que, apesar de amizade notória com Mendes, não se dará por impedido e determinará o arquivamento do pedido de impeachment, como já ocorreu uma vez.

Necessário esclarecer que a proibição de participação de magistrados em atividades político-partidárias não se resume à inscrição em quadros. É proibida toda e qualquer participação política-partidária.

A propósito, convém lembrar, que em plena campanha presidencial foi flagrada uma ligação telefônica do candidato Serra a Mendes, que teria por objeto, depois de chamado por Serra de “meu presidente”,  um pedido de orientação com finalidade eleitoral pouco elevada. Sobre atividades de Gilmar Mendes em Diamantino, sua cidade natal e em apoio ao irmão que é prefeito da cidade, matéria publicada na revistaCarta Capital mostra, da sua parte, a inobservância à proibição prevista na Lei Orgânica da Magistratura.

Como os fatos atribuídos a Lula foram negados por ele e, também, pela testemunha única do episódio, poderá sobrar para Gilmar uma ação de iniciativa privada por crime contra a honra.

No caso, Gilmar ofendeu a honra de Lula atribuindo-lhe fatos ofensivos à honra subjetiva e objetiva. Fosse Lula presidente, a ação seria pública condicionada à representação do ministro da Justiça. Como não é mais, a ação é de iniciativa privada.

Para arrematar, o decano dos ministros do STF, ministro Celso de Mello, saiu, com base em presunções e conjecturas, em defesa de Gilmar Mendes e a censurar Lula. Interessante ter partido, na construção, da veracidade do informado por Gilmar Mendes. Na hipótese de linha inversa, de Gilmar Mendes ter faltado com a verdade, Celso de Mello chegaria a conclusões terríveis e, ainda, com a agravante de o seu colega Mendes já ter sido apanhado em mentira, com trânsito em julgado.

Sobre o acontecido, o placar aponta para vitória de Lula por 2×1.

Como Jobim é inconfiável, não haverá surpresa se voltar atrás. Certa vez, depois de ter confessado, em livro laudatório e autopromocional,  a colocação de artigos na Constituição sem consulta aos demais deputados constituintes, Jobim recuou. Aí, e como Ulisses Guimarães estava morto, o ex-ministro Jobim falou que estava autorizado por ele.

Pano rápido. Lula deve explicações. E  deveria propor uma ação penal de iniciativa privada, por crimes contra a honra, contra Gilmar Mendes. Até para, desse episódio de bas-found parisiense de quinta categoria, ficasse a verdade processual como registro.

Gilmar Mendes pode ter pego carona com Demóstenes em jatinho de Cachoeira

INFORMAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL REFORÇA SUSPEITAS DE LIGAÇÕES ENTRE O MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, AUTOR DA POLÊMICA ENVOLVENDO LULA E CASO DO MENSALÃO, E O SENADOR AMEAÇADO DE CASSAÇÃO

29 de Maio de 2012 

247 – Escutas interceptadas pela PF e divulgadas nesta segunda-feira levantam a suspeita de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, “pegou carona” em um jatinho fornecido por Cachoeira, no dia 25 de abril de 2011, quando teria retornado da Alemanha ao Brasil, na companhia do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

O ministro Gilmar Mendes é o autor de uma polêmia envolvendo o nome do ex-presidente Lula e o caso do mensalão. Em entrevista à revista Veja, ele confirmou o teor da conversa que manteve com Lula, em 26 de abril, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. Segundo ele, Lula disse que não seria “adequado” julgar o processo do mensalão em 2012. E insinuou que poderia proteger o interlocutor na CPI do Cachoeira.

Leia na reportagem de Najla Passos e Vinicius Mansur, da Carta Maior – de Brasília:

Agrava-se o ambiente de suspeição quanto às ligações do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e seu ex-amigo Demóstenes Torres, senador de Goiás, ex-líder do DEM hoje no centro da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos da quadrilha de Carlos Augusto Ramos, o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF), com autorização da Justiça, durante a Operação Monte Carlo, reveladas nesta segunda-feira, questionam se o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),Gilmar Mendes, “pegou carona” em um jatinho fornecido por Cachoeira, no dia 25 de abril de 2011, quando teria retornado da Alemanha ao Brasil, na companhia do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

Uma ligação interceptada pela PF no dia 18/4/2011, às 18:08 horas, mostra Carlinhos Cachoeira informando ao ex-funcionário da Delta e ex-vereador pelo PSDB, Wladimir Garcez, também preso durante a Operação Monte Carlo, que Demóstenes estava em Berlim. Em nova ligação, no dia 23/4/2011, às 19:31 horas, Wladimir pede autorização à Cachoeira para buscar o “Professor” (um dos codinomes de Demóstenes, segundo a PF), em São Paulo, no jatinho de alguém chamado Ataíde. Diz que está ele e Gilmar. Na degravação, a PF questiona entre parênteses (“?Mendes?”).

Mais tarde, às 20:24 horas, Wladimir liga novamente para Cachoeira dizendo que não conseguiu falar com Ataíde e que mandaria o avião de Rossini. Cachoeira pegunta qual é o avião de Rossini e Wladimir responde: um jatinho King Air.

Cachoeira: ‘um pequeno, né?’

Wladimir: é… aí eu peguei falei com ele. Ele falou não, não preocupa que eu organizo. Porque tá vindo ele e o GILMAR, né? Porque não vai achar vôo, sabe?

Cachoeira se despede falando que ligaria para Demóstenes em Berlim.

Às 20:38 horas, Cachoeira liga novamente para Wladimir. Tratam de outros assuntos. Depois, voltam a discutir a “carona”. Wladimir diz que Demóstenes chegará às seis da manhã do dia 25/4 e que deixará tudo organizado para o piloto ir buscá-lo.

No dia 25/4, às 12:10 horas, Wladimir diz à Cachoeira que o senador já chegou.

Gilmar Mendes foi à Europa participar de um congresso internacional em homenagem ao jurista italiano Antônio D’Atena, promovido pelo Fundação Peter Häberle e pela Universidade de Granada, da Espanha. O congresso foi aberto no dia 13/4/2011, mas a participação de Mendes se deu na manhã do dia seguinte, com a palestra “A integração na América Latina, a partir do exemplo do Mercosul”.

Não há registro públicos do que Mendes teria feito no restante do tempo em que permaneceu fora do Brasil. À revista Veja, ele teria dito que se encontrou com Demóstenes em Berlim, na Alemanha. Ainda segundo a Veja, o ministro teria uma filha residente em Berlim e, por isso, frequentaria a cidade com regularidade.

Não há registros públicos de quais atividades Demóstenes teria ido desenvolver na Europa, mas levantamento feito por Carta Maior demonstra que ele não participou das votações realizadas no plenário do Senado entre 13 e 25/4/2011.

 (BRASIL 247)

Dalmo Dallari sobre Gilmar Mendes: “Eu não avisei?”

HÁ DEZ ANOS, O JURISTA E PROFESSOR DA USP PUBLICOU ARTIGO QUE GEROU POLÊMICA EM QUE SUSTENTAVA: “GILMAR MENDES NO STF É A DEGRADAÇÃO DO JUDICIÁRIO”. AGORA, EM ENTREVISTA AO 247, ELE REAFIRMA E DIZ MAIS: “HÁ ALGO ERRADO QUANDO UM MINISTRO DO SUPREMO VIVE NA MÍDIA”

29 de Maio de 2012 às 09:35

Heberth Xavier_247 – Há dez anos, exatamente em 8 de maio de 2002, a Folha de S. Paulo publicou um artigo que geraria grande polêmica. Com o título “Degradação do Judiciário”, o artigo, escrito pelo jurista e professor da Faculdade Direito da USP, Dalmo de Abreu Dallari, questionava firmemente a indicação do nome de Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação se daria dias depois, mesmo com as críticas fortes de Dallari, ecoadas por muita gente da área e nos blogs e sites da época.

Desde então, Mendes esteve no centro das atenções em inúmeras polêmicas. Em 2009, na famosa e áspera discussão que teve em pleno plenário do tribunal com o colega Joaquim Barbosa, Dallari, que conhece pessoalmente muitos ministros do STF (foi professor de Ricardo Lewandowski, deu aulas a Cármen Lúcia e orientou Eros Grau), comparou o fato a uma “briga de moleques de rua”: “Os dois poderiam evitar o episódio, mas a culpa grande é do presidente do STF, Gilmar Mendes, que mostra um exibicionismo exagerado, uma busca dos holofotes, da imprensa. Além da vocação autoritária, que não é novidade.

Um ano depois, em 2010, na véspera das eleições presidenciais, o Supremo se reunir para julgar a exigência da apresentação de dois documentos para votar nas eleições. O placar estava 7 a 0 quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo. O julgamento foi interrompido. Mais tarde, circulou a informação, confirmada depois em reportagem da Folha de S. Paulo, de que a decisão de Mendes foi tomada depois de conversar com o então candidato do PSDB, José Serra, por telefone. Na época, Dallari não quis comentar sobre a conversa ou não com o candidato tucano e suas implicações (“Como advogado, raciocino em cima de provas”), mas contestou a atitude de Mendes: “Do ponto jurídico, é uma decisão totalmente desprovida de fundamento. O pedido de vistas não tinha razão jurídica alguma, não havia dúvida a ser dirimida”.

Mas a maior polêmica é a atual, envolvendo o político mais popular do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado por Mendes de chantagem e pressão ao STF. Procurado pelo 247, a quem concedeu entrevista, Dallari não deixa de reconhecer: “Eu não avisei?”

Veja alguns pontos destacados pelo jurista na entrevista ao 247:

STF NA MÍDIA

“Eu acho muito ruim para a imagem do Supremo que um de seus ministros fique tanto tempo exposto na mídia, sempre em polêmicas. Não que eu considere bom ficar enclausurado, pelo contrário. É interessante que você dê publicidade às ações do STF, para a população ser melhor informado do processo de decisões no tribunal. Mas há algo errado quando um ministro do Supremo vive na mídia, e sempre em polêmicas.

VERDADE OU MENTIRA?

“Não posso fazer um julgamento categórico sobre o que disse o ministro Gilmar Mendes. Não se sabe onde está a verdade. Se tivesse mais segurança quanto aos fatos ocorridos poderia dizer melhor. Mas, de qualquer maneira, dá para afirmar de cara duas coisas: a primeira é que não dá, definitivamente, para um ministro do Supremo sair polemizando toda hora para a imprensa, e num nível que parece confronto pessoal. É algo que não faz parte das funções de um ministro do Supremo. A outra coisa é que as acusações de Gilmar são extremamente duvidosas. Feitas com atraso e sem o mais básico, que é a confirmação da única testemunha. Pelo contrário: o ministro Jobim (Nelson Jobim, que foi ministro de FHC, de Lula e do próprio STF) negou o conteúdo do que foi denunciado.

PREVISÃO

“Não avisei? Naquele artigo para a Folha, eu já mostrava, com fatos, os problemas que o Judiciário brasileiro enfrentaria com o Gilmar Mendes no Supremo. Não há surpresas, pelo menos para mim. Na época de sua nomeação, já havia informações, por exemplo, de que ele contratou, como procurador-geral da República, pessoal para seu cursinho de Direito. Um detalhe interessante é que o Gilmar Mendes teve 14 votos contrários à sua nomeação para o STF. Isso quebrou uma tradição de unanimidade que existia no Senado brasileiro. Enfim, ele não é, definitivamente, uma personagem altamamente confiável a ponto de representar um posto tão importante.

IMPLICAÇÕES JURÍDICAS

“Primeiramente é preciso lembrar que, fosse verdadeira a nova afirmação de Gilmar Mendes, se tivesse realmente sido vítima de chantagem, o caminho natural seria uma denúncia ao Ministério Público, imediatamente. Por que só agora? Dito isso, cabem dúvidas da extensão realmente do que supostamente foi dito. Ainda que Lula tenha feito referências ao mensalão, é duvidoso se isso teria tanta implicação jurídica, pois parece ter sido numa conversa informal, feita na casa de um amigo comum dos dois. Volto a frisar dois aspectos: é difícil determinar com certeza, pois não há evidência nenhuma de que Gilmar Mendes diz a verdade, apenas a sua palavra; e, tivesse a seriedade que alguns querem pintar, a denúncia teria que ser feita na hora. Ou não é?

 

Leia abaixo o artigo que Dalmo de Abreu Dallari publicou na Folha, em 8 de maio de 2002:

 

Degradação do Judiciário

DALMO DE ABREU DALLARI

Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.

Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.

Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.

Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.

Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.

É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.

É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.

Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.

Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.

Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.

E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.

A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.

A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.

(BRASIL 247)

Casas de Cultura Estrangeira da UFC abrem inscrições para 704 vagas em seis idiomas

As inscrições para as Casas de Cultura Estrangeira da Universidade Federal do Ceará estão abertasaté o dia 10 de junho. São ofertadas 704 vagas para as Casas de Cultura Alemã, Britânica, Francesa, Hispânica, Italiana e Portuguesa.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo site da Coordenadoria de Concursos da UFC. Para inscrever-se, o candidato deverá indicar seu próprio CPF e ter concluído o Ensino undamental. A taxa de inscrição é de R$ 50.

O candidato poderá inscrever-se para apenas um curso em uma única Casa de Cultura e erá de optar por três turmas diferentes dentre as oferecidas.

A seleção consta de três provas em nível de Ensino Fundamental: Língua Portuguesa I (compreensão de textos), Língua Portuguesa II (Gramática) e Conhecimentos Gerais, com 20 questões cada prova.

A prova será realizada no dia 1º de julho, das 9h às 13h.

Os cursos têm carga horária de 420 horas/aula distribuídas em sete semestres de 60 horas/aula, com exceção do Curso de Língua Portuguesa, que tem carga horária de 240 horas/aula distribuídas em quatro semestres sequenciais de 60 horas/aula.

Confira o edital e mais detalhes da seleção no site da CCV-UFC.

(O POVO ONLINE)

Manifestantes da construção civil depredam sede do Diário do Nordeste

REPRODUÇÃO FACEBOOK/ GLEDSON ARAÚJO

A sede do Diário do Nordeste foi alvo do ataque de trabalhadores grevistas no final da manhã desta terça-feira (29). Os envolvidos na ação são membros do sindicato e trabalhadores da construção civil.

Eram por volta de 11h quando homens atiraram pedras contra o prédio. O ataque destruiu a recepção do jornal e deixou os profissionais que estavam no local em pânico.

O diretor-editor do Diário do Nordeste, Ildefonso Rodrigues, lamentou o fato e criticou o vandalismo praticado pelos grevistas. “Esta ação foi um verdadeiro abuso à liberdade de expressão, tendo em vista a agressividade com que agiu o sindicato e os trabalhadores. O que mais nos causou estranheza foi o fato de o sindicato dos trabalhadores da construção civil mencionar o nome do sindicato dos gráficos. O que aconteceu foi um verdadeiro vandalismo, um abuso à segurança e ao nosso patrimônio. Todos os funcionários entraram em pânico. Esta ação demonstrou uma atitude completamente fora dos padrões. Nunca na história do jornal houve uma agressão de tamanha gravidade. Um verdadeiro ato de vandalismo”, afirmou.

Os trabalhadores da construção civil estão em seu 20º dia de greve e na última segunda-feira (28) em reunião realizada na Assembleia Legislativa, entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (STICCRMF) e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), houve avanços nas negociações, indicando que esta terça-feira (29) seria o último dia da greve.

Entidades prestam solidariedade

Diversas entidades já prestaram solidariedade para com o jornal. “O Governador Cid Gomes, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e diversas outras entidades estão telefonando e afirmam estarem estarrecidas com o que aconteceu”, disse o diretor-editor.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE), Valdetário Monteiro, condenou a ação praticada na sede do jornal. “Não podemos colocar em risco a vida das pessoas. As autoridades policiais precisam estar de olho. Não podemos confundir o legítimo direito de greve impedindo o direito de ir e vir das pessoas. Já tivemos outros casos de violência por conta dessa greve, e isso se choca com a liberdade de imprensa”, disparou.

Violência gratuita

Não somente o prédio foi atacado. Pessoas também sofreram com a violência gratuita praticada pelos grevistas. A apresentadora da TV Diário, Maisa Vasconcelos, foi intimidada por um manifestante, que tentou lhe tomar o aparelho celular com o qual ela filmava a passeata, e ainda foi atingida na cabeça por um capacete.

“Tentou tomar meu celular e me atingiu com um capacete. Trabalhadores sérios perdem com uma ação estúpida dessas. Taí meu brinde. Gravava vídeo da passeata dos trabalhadores da construção civil em greve quando um deles me agrediu…Cabeça doendo da pancada que levei. Mas o pior foi ver que o vídeo que gravei mostra claramente o agressor. Violência gratuita. Minha única intenção era alertar motoristas sobre o trânsito”, escreveu Maisa em seu perfil do microblog Twitter, logo após a agressão.

No último dia 24, as equipes de reportagem do Diário do Nordeste e do jornal O Povo também foram agredidas enquanto acompanhavam uma passeata do movimento.

 (Diário do Nordeste)

Flanelinha que constranger motorista pode pegar até quatro anos de prisão

 pena possível para atos de constrangimento ilegal, como os praticados por guardadores irregulares de carros, será de até quatro anos. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 28, durante a 22ª reunião da comissão de juristas que elabora o anteprojeto do novo Código Penal.

Segundo informações do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não foi criado um tipo específico para a ação de “flanelinhas” ou guardadores de carros. A prática de exigir dinheiro para guardar carros em vias públicas passará a ser associada à violência ou grave ameaça. Neste caso, a pena prevista para constrangimento ilegal é de até quatro anos.

Caso a exigência de dinheiro seja feito mediante ameaça em associação de três ou mais pessoas, a pena pode ser aumentada de um a dois terços. Outra forma de aumentar a pena é caso o flanelinha faça uso de armas de fogo. A punição será cumulada com crimes de violência. 

Entretanto, informa o STJ, caso não haja ameaça e o flanelinha somente solicitar o dinheiro, o ato não será considerado punível.

(O POVO ONLINE)

Tuiteiros tomam o partido de Lula e criticam Gilmar Mendes

HASHTAGS #GILMARMENTES E #BRASILCONFIAEMLULA FICARAM NOS PRIMEIROS LUGARES DO TRENDING TOPIC; DENÚNCIA DE QUE O EX-PRESIDENTE TERIA TENTADO INFLUENCIAR O JULGAMENTO DO MENSALÃO NO STF GEROU CRÍTICAS E MENSAGENS IRÔNICAS

28 de Maio de 2012 

247 – A denúncia publicada por Veja contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste fim de semana provocou revolta entre os tuiteiros. No início da tarde desta segunda-feira, figuravam nos dois primeiros lugares do Trending Topic do Twitter as hashtags (palavras-chave) #BrasilConfiaEmLula e #GilmarMentes.

Reportagem publicada pela revista traz declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, sobre um suposto lobby feito por Lula para que o julgamento do mensalão fosse adiado. A proposta do ex-presidente – que daria em troca blindagem ao ministro na CPI do Cachoeira – teria ocorrido em abril, durante conversa no apartamento do ex-ministro Nelson Jobim, em Brasília.

No Twitter, os usuários desmentem a versão de Gilmar Mendes: “Tá mais do que na hora de mostrar que o #BrasilConfiaEmLula #GilmarMentes pede pra sair… leva a Veja junto”, escreveu a usuária Rachel (@kelfiori). “Ninguém foi tão perseguido como nosso ex-presidente, inclusive por esse #GilmarMentes Por isso #BrasilConfiaEmLula”, postou Julio Cesar M Amorim (@juliocesaramor). Cléber Sérgio (@Cleber_sergio) tuitou: “#GilmarMentes agora tanto como no episódio dos grampos sem áudio! Não sabes que o #BrasilConfiaEmLula?”.

O movimento virtual, criado para ser pró-Lula, no entanto, provocou também publicações irônicas ou mesmo contra o ex-presidente. “Hashtag #BrasilConfiaEmLula mostra claramente q maioria não confia em Lula…”, publicou o perfil @BloOlhoNaMira. Já a conta @Frente1964 escreveu: “#BrasilConfiaEmLula mostra o que muitas pesquisas escondem. A maioria não acredita nele. Se segura, F. Haddad”, em referência ao pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PT.

Como parte das ironias, foi criado o perfil @GilmarMentes na rede, que tuita mensagens como se fosse o ministro do STF. Entre elas, “Ah, quem é o Sepúlveda para me criticar? Um cara com um nome estranho. SÓ ISSO!” e “eu mandei DM para o Jobim, mas acho que o patife não leu TÔ f&&*”, esta última direcionada ao ex-governador e candidato tucano em São Paulo, José Serra.

(BRASIL 247)

STF leva a plenário obrigatoriedade de inclusão de criança em creche

O Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) vai levar para votação em plenário um recurso interposto pelo município de Criciúma (SC) que discute se a Constituição Federal de 1988 garante ou não acesso obrigatório de crianças a estabelecimentos de educação infantil.

O caso, na origem, refere-se a um mandado de segurança impetrado pelo MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina) contra a Secretaria Municipal de Educação de Criciúma, com o objetivo de que uma criança fosse matriculada em uma creche.

A primeira instância da justiça catarinense concedeu a segurança pleiteada, decisão posteriormente confirmada pelo TJ-SC (Tribunal de Justiça) sob o fundamento de que a educação é direito fundamental e social, tendo o poder público o dever de garanti-la.

Contudo, o município alega que o acórdão do TJ-SC violou o princípio da separação, independência e harmonia entre os Poderes, contido no artigo 2º, da Constituição Federal.
O município também sustenta que foram infringidos o artigo 167, inciso I, da CF, que veda o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual, bem como o artigo 208, inciso I e parágrafo 1º, da CF, o qual preconiza que somente o ensino fundamental é direito público subjetivo.

Por meio de seus procuradores, o autor da ação argumenta, ainda, que a decisão contestada feriu o artigo 5º, inciso LXIX, da CF, por estarem ausentes os requisitos para a concessão do mandado de segurança, dentre eles o direito líquido e certo da criança à vaga em estabelecimento infantil. Por fim, alega que “a inclusão de criança em estabelecimento de educação infantil não é direito público subjetivo a ser efetivado de forma imediata pelo poder público”.

De acordo com o relator, o município sustenta que a Constituição Federal somente garante a obrigatoriedade do ensino fundamental, não sendo a inclusão de criança em estabelecimento de educação infantil direito público subjetivo, a ser efetivado de forma imediata. Além disso, alega que o acórdão do TJ violou diretamente os artigos 2º e 37 da CF, ao determinar que o município realize despesas públicas sem que, para tanto, esteja autorizado.

Manifestação

“O debate travado nos autos diz respeito à autoaplicabilidade do artigo 208, inciso IV, da Constituição Federal – dever do Estado de assegurar o atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade”, disse o relator da matéria, ministro Luiz Fux. Para ele, a questão constitucional ultrapassa nitidamente os interesses subjetivos da causa, tendo sido, inclusive, objeto de apreciação de ambas as Turmas da Corte.

No entanto, o relator lembrou que tais julgamentos não ocorreram sob o ângulo da repercussão geral. Assim, “visando à racionalização própria ao instituto”, o ministro Luiz Fux manifestou-se pela existência da repercussão geral da questão. O entendimento do relator foi seguido por unanimidade.

 (ÚLTIMA INSTÂNCIA)

Geraldo Brindeiro: Engavetador-Geral do governo FHC recebeu dinheiro de Carlinhos Cachoeira

De acordo com o senador Pedro Taques, o escritório do hoje subprocurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que foi o chefe do Ministério Público durante o governo Fernando Henrique Cardoso, recebeu R$ 161 mil do bicheiro. Senador Pedro Taques pede explicações

 

geraldo brindeiro

O escritório de advocacia do subprocurador-geral da República Geraldo Brindeiro recebeu R$ 161.279,85 de Geovani Pereira da Silva, contador do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A informação foi passada nesta quinta-feira (24) pelo senador Pedro Taques (PDT-MT).

De acordo com o pedetista, a transação financeira está dentro do inquérito da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. A análise dos peritos contábeis da Polícia Federal encontrou cinco transferências do contador para a conta do escritório Morais, Castilho e Brindeiro Sociedade de Advogados.

Elas foram nos valores de R$ 5.266,45, R$ 76.000,00, R$ 13,40 e duas de R$ 40.000 (quarenta mil reais). “Considerando que o subprocurador-geral é membro da Sociedade de Advogados Morais, Castilho e Brindeiro, penso que é necessário obtermos maiores informações envolvendo essa transação financeira”, disse Taques.

Ele apresentou hoje um requerimento pedindo mais informações sobre a transação financeira. Por enquanto, não existe um pedido de convocação do membro do Ministério Público, que foi o procurador-geral da República durante os oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso. De acordo com o portal G1, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel,disse que vai analisar as informações dadas pelo senador matogrossense, que é procurador da República licenciado.

Por que Engavetador?

De 626 inquéritos criminais que Geraldo Brindeiro recebeu enquanto Procurador-Geral da República, engavetou 242 e arquivou outros 217. Somente 60 denúncias foram aceitas. As acusações recaiam sobre 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e quatro ao próprio presidente FHC. Por conta disso, Brindeiro recebeu o jocoso apelido de “engavetador-geral da república”

Arquivamentos históricos de Geraldo Brindeiro

Uma das maiores obras de Geraldo Brindeiro, no Governo FHC, foi engavetar a Pasta Rosa, onde se encontrava uma parte da República que, hoje, repousa nos HDs, CDs e pendrives que o inclito delegado Protógenes Queiroz encontrou atrás da parede falsa do Daniel Dantas. Outra engavetação providencial foi livrar o ex-senador Arthur Virgilio (PSDB-AM) da cadeia.

Pragmatismo Politico e Congresso em Foco

Garoto com Síndrome de Down se forma pela 2ª vez: ‘superamos o preconceito’

João Vitor tem 25 anos e relatou diversos casos de preconceito durante os anos de faculdade. Sua mãe contou também que ele já encaminhou alguns currículos para tentar um espaço no mercado de trabalho, embora ainda existam muitas barreiras

joão vitor síndrome down

A secretária Roseli Mancini comemora a segunda formatura do filho, João Vitor, que tem Síndrome de Down. No último sábado (19), ele colou grau no curso de Licenciatura em Educação Física, e em 2009 ele concluiu o bacharelado na mesma área. “Ele nasceu em São Paulo e quando completou dois meses de vida viemos morar em Curitiba. Aí começou nossa caminhada. Sem conhecer nada da cidade, fomos a procura de um tratamento, nos indicaram a Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE). Hoje, depois de tanta luta, podemos comemorar e deixar para trás muitos ‘nãos’ e além de tudo, superamos o preconceito”.

João Vitor tem 25 anos e explicou que os preconceitos foram vários e relatou alguns casos. “Eu lembro bem de um caso que ocorreu na primeira faculdade. Estávamos em uma aula de atletismo e eu estava fazendo um movimento errado, e, ao invés da professora me corrigir, ela falou: “deixa ele”. Eu fiquei muito decepcionado e me perguntei porque ela teria agido daquela forma. Também não entendi que tipo de metodologia ela usava. Eu esperava que ela me ajudasse. Bastava ela ter me corrigido”.

Em outro caso relatado pelo jovem, o preconceito, segundo ele, veio de uma das colegas de classe. “Por parte dos colegas eu sempre tive que provar que era eu que fazia os trabalhos e os deveres. E um dia, uma das colegas falou que ela tinha feito o trabalho sozinha, sendo que eu também havia participado. Na verdade (…), ela me deixou tão pra baixo e deprimido que não tive reação na hora. Com isso, eu preferi sempre fazer os trabalhos e deveres sozinho”.

A mãe contou que o filho ficou na APAE até os dois anos e meio. “Quando percebi que lá não havia mais nada a acrescentar na vida do meu filho, tomei a decisão de colocá-lo em uma escola regular. E deu super certo (…), no início fui criticada por muitas pessoas pela minha ousadia, mas hoje posso comemorar o resultado – meu filho já têm duas faculdades”.

Ele passou no vestibular na primeira tentativa e concluiu o Bacharelado em Educação Física na Universidade Tuiuti, em julho de 2009. Em seguida, entrou no curso de licenciatura na mesma área e concluiu no final do ano passado. “Quando chegou o dia da colação de grau, mais uma vez, foi uma emoção sem igual, uma vitória indescritível”, confessou a mãe.

Roseli aconselha os pais que também têm filhos com Síndrome de Down e explica que o princípio de tudo é encarar a situação com normalidade. “Penso que os pais com filhos especiais, em primeiro lugar devem eles próprios não ter preconceitos, pois, muitas vezes, inconscientemente, eles têm, e isto dificulta o relacionamento com o externo. Devem acima de tudo optar por escolas regulares, sem medo do preconceito, pois só do lado de crianças normais, com parâmetros normais, os filhos poderão evoluir”.

“Estou feliz. Meu maior sonho a partir de agora é abrir uma academia voltada para o público com necessidades especiais, como eu, ou dar aula em escolas. Percebo que essas pessoas precisam de incentivo e de boa expressão corporal, coisas que foram essenciais na minha vida até agora. Por isso, quero fazer a diferença e abrir as portas para tentar dar mais qualidade de vida para esse público”, acrescentou João.

Roseli contou também que João Vitor já encaminhou alguns currículos para tentar um espaço no mercado de trabalho, mas afirmou que ele enfrenta barreiras diariamente. “O problema é que ainda existe muito preconceito. Mas não perdemos a esperança, estamos aguardando uma chance”, concluiu.

Adriana Justi, G1-PR

Saiba como seus dados pessoais enriquecem Facebook, Google e outros gigantes

Facebook e Google se apoiam quase no mesmo modelo econômico: quanto mais se sabe sobre os gostos e inclinações dos usuários, mais dinheiro pode-se fazer com esses dados sem que o usuário tenha dado sua permissão para tanto.

Todas as cifras relacionadas ao Facebook são imperiais: com 169 milhões de usuários, os EUA contam com o maior número de membros. Em segundo lugar vem a Índia com 51 milhões, o Brasil com 45 milhões e o México com 20

Qual é o terceiro país do mundo em população e o que mais espia seus cidadãos? A resposta cabe em um território virtual: Facebook. Com seus900 milhões de usuários registrados, se o Facebook fosse um país seria o terceiro do mundo, logo depois da China (1,34 bilhões) e da Índia (1.17 bilhões de habitantes). Esta demografia virtual faz do Facebook um território de participação voluntária no qual os usuários entregam sua intimidade com toda inocência sem ter plena consciência do quanto estão se expondo nem do gigantesco capital que os usuários estão aportando à empresa fundada por Marc Zuckerberg.

Criado há apenas oito anos, o Facebook tem um valor estimado em Bolsa de 104 bilhões de dólares. É maior que a Amazon (98 bilhões), vale quase três vezes mais que a Ford Motors (38 bilhões de dólares), mas menos que o Google (203 bilhões) e a Apple (495 bilhões).

Do mesmo modo que Google e outros gigantes da rede, Facebook deixou de ser a simpática “startup” criada no campus de Harvard. É um predador de dados, um aspirador universal de publicidade, um autêntico serviço de inteligência que se serve de cada informação deixada pelos usuários para fazer dinheiro com ela.

Todas as cifras relacionadas ao Facebook são imperiais: com 169 milhões de usuários, os Estados Unidos contam com o maior número de membros. Em segundo lugar vem a Índia com 51 milhões, o Brasil com 45 milhões e o México com 20. Mais de 300 milhões de fotos são publicadas a cada dia no Facebook e cerca de 500 milhões de pessoas acessam a rede social utilizando dispositivos móveis. No entanto, o qualificativo de “rede social” está longe de coincidir com a realidade. Como observa Archippe Yepmou, presidente da associação Internet sem fronteiras (ISF) (www.internetsansfrontieres.com), o valor do Facebook na bolsa “repousa no abuso de nosso direito ao controle de nossos dados pessoais”.

O peso do Facebook é proporcional ao grau de intimidade que revelamos com nossas conexões. Facebook e Google se apoiam quase no mesmo modelo econômico: quanto mais se sabe sobre os gostos e inclinações dos usuários, mais dinheiro pode-se fazer com esses dados sem que o usuário tenha dado sua permissão para tanto. É neste contexto que a associação Internet sem Fronteiras propõe a criação de um e-sindicato, com o objetivo de defender os direitos dos usuários do Facebook e de outros mastodontes digitais que espiam cada um de nossos clics para convertê-los em ouro.

Antonin Moulart, membro da associação, diz que “a ideia de um sindicato eletrônico aponta para o estabelecimento de uma relação de força com a empresa do senhor Zuckerberg para que ele entenda que temos direito a decidir sobre nossas informações pessoais”. O paradoxo Facebook é imenso: tornou-se uma ferramenta de intercâmbio com alcance planetário, mas sua aparente inocência atrai adeptos que prestam voluntariamente a uma violação impensável de sua vida privada.

Archippe Yepmou revela, por exemplo, que “nossas agendas são scaneadas pelo Facebooh através do nosso telefone celular e de nosso correio eletrônico. A empresa procede também a uma identificação biométrica que permite ao Facebook reconhecer logos e rostos das fotos sem que o contribuinte tenha dado sua autorização explícita para isso. A ideia do e-sindicato quer impor um mediador entre as pessoas e esse roubo da intimidade. A solução mais simples seria não se inscrever no Facebook, mas sua necessidade, real ou imaginária, já é um fato consumado. Neste sentido, a associação Internet sem Fronteiras reconhece que “a posição monopólica do Facebook fez da empresa um espaço de socialização obrigatório para toda ou uma parte da população”. Ingressamos neste espaço virtual-social como ovelhas pacíficas enquanto o lobo estava à espreita.

Reparar o erro requer uma consciência universal do valor estratégico e comercial de nossos dados pessoais assim como de nosso direito de nos opor a que sejam comercializados. Mas essa consciência está longe, muito longe de ter sido formada. A capitalização dos dados pessoais está perfeitamente quantificada no valor do Facebook. Não são suas máquinas ou seu programa a fonte de sua riqueza, mas sim nossa intimidade. O ingresso do Facebook na bolsa inaugura outra fase perigosa: “o modelo econômico da empresa baseado na exploração comercial da vida privada vai empurrar o Facebook em outra direção ainda mais intrusiva e ameaçadora da liberdade”, diz a ISF. O Facebook é um autêntico estômago de dados cujo destino, em grande parte, desconhecemos.

O contra-poder frente o Facebook e outros sugadores de dados planetários existe: é, por enquanto, tímido, mas real. Eletronic Frontier Foundation, Internet sem Fronteiras, a muito oficial CNIL (Comissão Nacional de Informática e Liberdades, da França), o Controlador Europeu de Proteção de Dados (CEPD), o Europa versus Facebook, são alguns dos organismos oficiais ou não governamentais que discutem a maneira de construir um muro legal entre os cidadãos e empresas como Facebook ou Google, que lucram com nossa vida. Serão necessários, porém, muitos anos para que os usuários passem à ação e tomem consciência dos níveis de exposição a que estão submetidos quando, sem nenhuma garantia de privacidade, sobem uma foto, manifestam um gosto musical ou a preferência por uma ou outra marca.

Carta Maior

Demétrio Magnoli sai em defesa da revista Veja e acaba dando tiro no pé

Demétrio Magnoli foi mais um a defender Policarpo Júnior, ao dizer que jornalistas podem ter fontes criminosas, desde que não soneguem do público notícias relevantes (exatamente o que a revista Veja fez)

O sociólogo Demétrio Magnoli bem que tentou socorrer a revista Veja, mas seu artigo “Os bons companheiros”, publicado ontem, no jornal O Globo, na prática, condena o jornalismo praticado pela revista – e, em especial, pelo diretor da sucursal brasiliense, Policarpo Júnior.

Na sua argumentação, Magnoli sustenta que jornalistas podem, sim, se aproximar de fontes criminosas, desde que essa aproximação os ajude a revelar fatos e notícias de interesse público. Mas, na frase seguinte, ele afirma que jornalistas não têm, no entanto, o direito de sonegar do público notícias relevantes.

É exatamente aí que Magnoli se trai e acaba condenando o jornalismo praticado por Veja. Na sua relação de uma década com Carlos Cachoeira, Idalberto Matias e Jairo Martins, Policarpo Júnior tinha plena ciência de quem eram e do que faziam os personagens. Chamava Cachoeira de “empresário de jogos”, quando, no Brasil, essa espécie, proibida por lei, não existia – o que há são bicheiros.

Veja também tinha total conhecimento de que Cachoeira era o verdadeiro “segredo do sucesso” da empreiteira Delta no Centro-Oeste – há, inclusive, um grampo em que um repórter da revista tranquiliza Dadá sobre uma reportagem que sairia no fim de semana, dizendo que o alvo não era a construtora (leia mais aqui).

Segundo Magnoli, o suposto ataque à liberdade de imprensa, nas críticas que vêm sendo feitas a Policarpo Júnior, teria sido organizado por uma máfia de “bons companheiros”. No entanto, o que ficou claro com a Operação Monte Carlo é que os verdadeiros “bons companheiros” eram Policarpo, Dadá, Jairo e Cachoeira.

Brasil 247

Famoso psiquiatra se desculpa publicamente por estudo sobre ‘cura’ para gays

Foram necessários 11 anos para o dr. Robert L. Spitzer, considerado por alguns como o pai da psiquiatria moderna, reconhecer publicamente: “Eu acredito que devo desculpas à comunidade gay”.

Robert Spitzer

Por Benedict Carey para o The New York Times. Tradução: George El Khouri Andolfato

O fato foi simplesmente que ele fez tudo errado, e ao final de uma longa e revolucionária carreira, não importava com quanta frequência estivesse certo, o quão poderoso tinha sido ou o que isso significaria para seu legado.

O dr. Robert L. Spitzer, considerado por alguns como o pai da psiquiatria moderna, que completa 80 anos nesta semana, acordou recentemente às 4 horas da madrugada ciente de que tinha que fazer algo que não é natural para ele.

Ele se esforçou e andou cambaleando no escuro. Sua mesa parecia impossivelmente distante; Spitzer sofre de mal de Parkinson e tem dificuldade para caminhar, se sentar e até mesmo manter sua cabeça ereta.

A palavra que ele às vezes usa para descrever essas limitações –patéticas– é a mesma que empregou por décadas como um machado, para atacar ideias tolas, teorias vazias e estudos sem valor.

Agora, ali estava ele diante de seu computador, pronto para se retratar de um estudo que realizou, uma investigação mal concebida de 2003 que apoiava o uso da chamada terapia reparativa para “cura” da homossexualidade, voltada para pessoas fortemente motivadas a mudar.

O que dizer? A questão do casamento gay estava sacudindo novamente a política nacional. O Legislativo da Califórnia estava debatendo um projeto de lei proibindo a terapia como sendo perigosa. Um jornalista de revista que se submeteu à terapia na adolescência, o visitou recentemente em sua casa, para explicar quão miseravelmente desorientadora foi a experiência.

E ele soube posteriormente que um relatório da Organização Mundial de Saúde, divulgado na quinta-feira (17), considera a terapia “uma séria ameaça à saúde e bem-estar –até mesmo à vida– das pessoas afetadas”.

Os dedos de Spitzer tremiam sobre as teclas, não confiáveis, como se sufocassem com as palavras. E então estava feito: uma breve carta a ser publicada neste mês, na mesma revista onde o estudo original apareceu.

“Eu acredito que devo desculpas à comunidade gay”, conclui o texto.

Perturbador da paz

A ideia de estudar a terapia reparadora foi toda de Spitzer, dizem aqueles que o conhecem, um esforço de uma ortodoxia que ele mesmo ajudou a estabelecer.

No final dos anos 90 como hoje, o establishment psiquiátrico considerava a terapia sem valor. Poucos terapeutas consideravam a homossexualidade uma desordem.

Nem sempre foi assim. Até os anos 70, o manual de diagnóstico do campo classificava a homossexualidade como uma doença, a chamando de “transtorno de personalidade sociopática”. Muitos terapeutas ofereciam tratamento, incluindo os analistas freudianos que dominavam o campo na época.

Os defensores dos gays fizeram objeção furiosamente e, em 1970, um ano após os protestos de Stonewall para impedir as batidas policiais em um bar de Nova York, um grupo de manifestantes dos direitos dos gays confrontou um encontro de terapeutas comportamentais em Nova York para discutir o assunto. O encontro foi encerrado, mas não antes de um jovem professor da Universidade de Columbia sentar-se com os manifestantes para ouvir seus argumentos.

“Eu sempre fui atraído por controvérsia e o que eu ouvi fazia sentido”, disse Spitzer, em uma entrevista em sua casa na semana passada. “E eu comecei a pensar, bem, se é uma desordem mental, então o que a faz assim?”

Ele comparou a homossexualidade com outras condições definidas como transtornos, tais como depressão e dependência de álcool, e viu imediatamente que as últimas causavam angústia acentuada e dano, enquanto a homossexualidade frequentemente não.

Ele também viu uma oportunidade de fazer algo a respeito. Spitzer era na época membro de um comitê da Associação Americana de Psiquiatria, que estava ajudando a atualizar o manual de diagnóstico da área, e organizou prontamente um simpósio para discutir o lugar da homossexualidade.

A iniciativa provocou uma série de debates amargos, colocando Spitzer contra dois importantes psiquiatras influentes que não cediam. No final, a associação psiquiátrica ficou ao lado de Spitzer em 1973, decidindo remover a homossexualidade de seu manual e substituí-la pela alternativa dele, “transtorno de orientação sexual”, para identificar as pessoas cuja orientação sexual, gay ou hétero, lhes causava angústia.

Apesar da linguagem arcana, a homossexualidade não era mais um “transtorno”. Spitzer conseguiu um avanço nos direitos civis em tempo recorde.

“Eu não diria que Robert Spitzer se tornou um nome popular entre o movimento gay mais amplo, mas a retirada da homossexualidade foi amplamente celebrada como uma vitória”, disse Ronald Bayer, do Centro para História e Ética da Saúde Pública, em Columbia. “‘Não Mais Doente’ foi a manchete em alguns jornais gays.”

Em parte como resultado, Spitzer se encarregou da tarefa de atualizar o manual de diagnóstico. Juntamente com uma colega, a dra. Janet Williams, atualmente sua esposa, ele deu início ao trabalho. A um ponto ainda não amplamente apreciado, seu pensamento sobre essa única questão –a homossexualidade– provocou uma reconsideração mais ampla sobre o que é doença mental, sobre onde traçar a linha entre normal e não.

O novo manual, um calhamaço de 567 páginas lançado em 1980, se transformou em um best seller improvável, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior. Ele estabeleceu instantaneamente o padrão para futuros manuais psiquiátricos e elevou seu principal arquiteto, então próximo dos 50 anos, ao pináculo de seu campo.

Ele era o protetor do livro, parte diretor, parte embaixador e parte clérigo intratável, rosnando ao telefone para cientistas, jornalistas e autores de políticas que considerava equivocados. Ele assumiu o papel como se tivesse nascido para ele, disseram colegas, ajudando a trazer ordem para um canto historicamente caótico da ciência.

Mas o poder tem seu próprio tipo de confinamento. Spitzer ainda podia perturbar a paz, mas não mais pelos flancos, como um rebelde. Agora ele era o establishment. E no final dos anos 90, disseram amigos, ele permanecia tão inquieto como sempre, ávido em contestar as suposições comuns.

Foi quando se deparou com outro grupo de manifestantes, no encontro anual da associação psiquiátrica em 1999: os autodescritos ex-gays. Como os manifestantes homossexuais em 1973, eles também se sentiam ultrajados por a psiquiatria estar negando a experiência deles –e qualquer terapia que pudesse ajudar.

A terapia reparativa

A terapia reparativa, às vezes chamada de terapia de “conversão” ou “reorientação sexual”, é enraizada na ideia de Freud de que as pessoas nascem bissexuais e podem se mover ao longo de um contínuo de um extremo ao outro. Alguns terapeutas nunca abandonaram a teoria e um dos principais rivais de Spitzer no debate de 1973, o dr. Charles W. Socarides, fundou uma organização chamada Associação Nacional para Pesquisa e Terapia da Homossexualidade (Narth, na sigla em inglês), no sul da Califórnia, para promovê-la.

Em 1998, a Narth formou alianças com grupos de defesa socialmente conservadores e juntos eles iniciaram uma campanha agressiva, publicando anúncios de página inteira em grandes jornais para divulgar histórias de sucesso.

“Pessoas com uma visão de mundo compartilhada basicamente se uniram e criaram seu próprio grupo de especialistas, para oferecer visões alternativas de políticas”, disse o dr. Jack Drescher, psiquiatra em Nova York e coeditor de “Ex-Gay Research: Analyzing the Spitzer Study and Its Relation to Science, Religion, Politics, and Culture”.

Para Spitzer, a pergunta científica no mínimo valia a pena ser feita: qual era o efeito da terapia, se é que havia algum? Estudos anteriores tinham sido tendenciosos e inconclusivos.

“As pessoas me diziam na época: ‘Bob, você vai arruinar sua carreira, não faça isso’”, disse Spitzer. “Mas eu não me sentia vulnerável.”

Ele recrutou 200 homens e mulheres, dos centros que realizavam a terapia, incluindo o Exodus International, com sede na Flórida, e da Narth. Ele entrevistou cada um profundamente por telefone, perguntando sobre seus impulsos sexuais, sentimentos, comportamentos antes e depois da terapia, classificando as respostas em uma escala.

Spitzer então comparou os resultados de seu questionário, antes e depois da terapia. “A maioria dos participantes relatou mudança de uma orientação predominante ou exclusivamente homossexual antes da terapia, para uma orientação predominante ou exclusivamente heterossexual no ano passado”, concluiu seu estudo.

O estudo –apresentado em um encontro de psiquiatria em 2001, antes da publicação– tornou-se imediatamente uma sensação e grupos de ex-gays o apontaram como evidência sólida de seu caso. Afinal aquele era Spitzer, o homem que sozinho removeu a homossexualidade do manual de transtornos mentais. Ninguém poderia acusá-lo de tendencioso.

Mas líderes gays o acusaram de traição e tinham suas razões.

O estudo apresentava problemas sérios. Ele se baseava no que as pessoas se lembravam de sentir anos antes –uma lembrança às vezes vaga. Ele incluía alguns defensores ex-gays, que eram politicamente ativos. E não testava uma terapia em particular; apenas metade dos participantes se tratou com terapeutas, enquanto outros trabalharam com conselheiros pastorais ou em grupos independentes de estudos da Bíblia.

Vários colegas tentaram impedir o estudo e pediram para que ele não o publicasse, disse Spitzer.

Mas altamente empenhado após todo o trabalho, ele recorreu a um amigo e ex-colaborador, o dr. Kenneth J. Zucker, psicólogo-chefe do Centro para Vício e Saúde Mental, em Toronto, e editor do “Archives of Sexual Behavior”, outra revista influente.

“Eu conhecia o Bob e a qualidade do seu trabalho, e concordei em publicá-lo”, disse Zucker em uma entrevista na semana passada.

O artigo não passou pelo habitual processo de revisão por pares, no qual especialistas anônimos avaliam o artigo antes da publicação.

“Mas eu lhe disse que o faria apenas se também publicasse os comentários” de resposta de outros cientistas para acompanhar o estudo, disse Zucker.

Esses comentários, com poucas exceções, foram impiedosos. Um citou o Código de Nuremberg de ética para condenar o estudo não apenas como falho, mas também moralmente errado.

“Nós tememos as repercussões desse estudo, incluindo o aumento do sofrimento, do preconceito e da discriminação”, concluiu um grupo de 15 pesquisadores do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York, do qual Spitzer era afiliado.

Spitzer não deixou implícito no estudo que ser gay era uma opção, ou que era possível para qualquer um que quisesse mudar fazê-lo com terapia. Mas isso não impediu grupos socialmente conservadores de citarem o estudo em apoio a esses pontos, segundo Wayne Besen, diretor executivo da Truth Wins Out, uma organização sem fins lucrativos que combate o preconceito contra os gays.

Em uma ocasião, um político da Finlândia apresentou o estudo no Parlamento para argumentar contra as uniões civis, segundo Drescher.

“Precisa ser dito que quando este estudo foi mal utilizado para fins políticos, para dizer que os gays deviam ser curados –como ocorreu muitas vezes. Bob respondia imediatamente, para corrigir as percepções equivocadas”, disse Drescher, que é gay.

Mas Spitzer não conseguiu controlar a forma como seu estudo era interpretado por cada um e não conseguiu apagar o maior erro científico de todos, claramente atacado em muitos dos comentários: simplesmente perguntar para as pessoas se elas mudaram não é evidência de mudança real. As pessoas mentem, para si mesmas e para os outros. Elas mudam continuamente suas histórias, para atender suas necessidades e humores.

Resumindo, segundo quase qualquer medição, o estudo fracassou no teste do rigor científico que o próprio Spitzer foi tão importante em exigir por muitos anos.

“Ao ler esses comentários, eu sabia que era um problema, um grande problema, e um que eu não podia responder”, disse Spitzer. “Como você sabe que alguém realmente mudou?”

Reconhecimento

Foram necessários 11 anos para ele reconhecer publicamente.

Inicialmente ele se agarrou à ideia de que o estudo era exploratório, uma tentativa de levar os cientistas a pensarem duas vezes antes de descartar uma terapia de cara. Então ele se refugiou na posição de que o estudo se concentrava menos na eficácia da terapia e mais em como as pessoas tratadas com ele descreviam mudanças na orientação sexual.

“Não é um pergunta muito interessante”, ele disse. “Mas por muito tempo eu pensei que talvez não tivesse que enfrentar o problema maior, sobre a medição da mudança.”

Após se aposentar em 2003, ele permaneceu ativo em muitas frentes, mas o estudo da terapia reparativa permaneceu um elemento importante das guerras culturais e um arrependimento pessoal que não o deixava em paz. Os sintomas de Parkinson pioraram no ano passado, o esgotando física e mentalmente, tornando ainda mais difícil para ele lutar contra as dores do remorso.

E, em um dia em março, Spitzer recebeu um visitante. Gabriel Arana, um jornalista da revista “The American Prospect”, entrevistou Spitzer sobre o estudo sobre terapia reparativa. Aquela não era uma entrevista qualquer; Arana se submeteu à terapia reparativa na adolescência e o terapeuta dele recrutou o jovem para o estudo de Spitzer (Arana não participou).

“Eu perguntei a ele sobre todos os seus críticos e ele disse: ‘Eu acho que eles estão certos’”, disse Arana, que escreveu sobre suas próprias experiências no mês passado. Arana disse que a terapia reparativa acabou adiando sua autoaceitação e lhe induziu a pensamentos de suicídio. “Mas na época que fui recrutado para o estudo de Spitzer, eu era considerado uma história de sucesso. Eu teria dito que estava fazendo progressos.”Aquilo foi o que faltava. O estudo que na época parecia uma mera nota de rodapé em uma grande vida estava se transformando em um capítulo. E precisava de um final apropriado –uma forte correção, diretamente por seu autor, não por um jornalista ou colega.

Um esboço da carta já vazou online e foi divulgado.

“Você sabe, é o único arrependimento que tenho; o único profissional”, disse Spitzer sobre o estudo, perto do final de uma longa entrevista. “E eu acho que, na história da psiquiatria, eu não creio que tenha visto um cientista escrever uma carta dizendo que os dados estavam lá, mas foram interpretados erroneamente. Que tenha admitido isso e pedido desculpas aos seus leitores.”

Ele desviou o olhar e então voltou de novo, com seus olhos grandes cheios de emoção. “Isso é alguma coisa, você não acha?”

(PRAGMATISMO POLÍTICO)

BNB: SEEB-CE denuncia condições inadequadas de trabalho na agência Centro e assédio moral

Barulho e falta de estrutura de pessoal estão prejudicando o funcionamento da principal agência do BNB. De mudança sem data definida para outro prédio, cuja reforma sequer começou, a agência Fortaleza Centro convive diariamente com o ruí-do de furadeiras e martelos originado por obras que estão sendo realizadas no Edifício Raul Barbosa, histórica sede da direção do Banco, hoje de propriedade da Justiça Federal.

Esse problema associado a uma crônica falta de estrutura para atender as demandas dos clientes da maior agência do BNB, constitui hoje um verdadeiro desrespeito aos trabalhadores lotados naquela unidade e à sua clientela.

O Sindicato dos Bancários do Ceará já levou ao conhecimento da direção do BNB esse quadro deplorável e exige providências imediatas, ao mesmo tempo em que está protocolando denúncias à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, solicitando fiscalização e prevenção para os que estejam transgredindo a legislação.

“Achamos um absurdo que a direção do BNB não esteja tomando as providencias para acelerar a mudança dos funcionários para outro local adequado, já que esse prédio já não pertence mais ao Banco. Quero dizer que o Sindicato está atento e vamos continuar cobrando do Banco e na próxima semana solicitaremos uma audiência com a Superintendência do Desenvolvimento Humano e a Diretoria Administrativa para cobrar as respostas dos nossos questionamentos sobre o funcionamento da agencia”, afirmou Tomaz de Aquino, diretor do SEEB/CE.

Assédio moral no BNB – Outro assunto denunciado pelos bancários do BNB ao Sindicato relaciona-se à política de assédio moral, que está se tornando corriqueira na instituição devido a pequena quantidade de funcionários nas agências. O Sindicato convoca os trabalhadores a não aceitarem telefonemas fora do expediente, alterações nas suas rotinas de trabalho e muito menos o acúmulo de atribuições fora de suas respectivas funções. Qualquer ato dessa natureza deve ser denunciado ao Sindicato. Aos gerentes gerais das agências, o SEEB/CE comunica sua disposição para lutar por mais funcionários, pressionando a alta direção do Banco a oferecer aos gestores as condições necessárias para o bom desempenho de seu trabalho.

“Nós do Sindicato vamos tomar providências. Vamos conversar com os gestores do Banco e, se nada resolver, iremos à Justiça. O Sindicato está vigilante e não vai deixar que o assédio moral prospere. Iremos à direção do Banco defender a agência Centro que é símbolo de todo o BNB, em todo o Nordeste e tem que ser reestruturada para dar boas condições de trabalho ao seu pessoal. Se não forem tomadas medidas imediatas tomaremos outras providências junto ao Ministério Público do Trabalho e demais órgãos competentes”, conclui o dirigente sindical Tomaz de Aquino.

Falta de estrutura do posto do Fórum depõe contra imagem do BNB

Com apenas quatro funcionários – sendo dois caixas e dois no atendimento – o posto bancário do BNB no Fórum Clóvis Beviláqua (Água Fria) está sem condições mínimas para o bom atendimento de uma clientela exigente constituída por juízes, advogados e serventuários da Justiça.

Após disputar com outros bancos o privilégio de trabalhar com essa clientela e suas operações, a maioria de elevado valor referente a causas judiciais, o Posto Fórum do BNB está ponto em questionamento a própria imagem da Instituição, por culpa de avaliações equivocadas da Direção do Banco em relação à estrutura organizacional daquela unidade.

Para o Sindicato dos Bancários do Ceará, que esteve visitando o posto na semana passada, não se pode comparar autenticações de baixa complexidade – como recebimento de tarifas e impostos – com outros de alta complexidade como, por exemplo, o levantamento de depósitos judiciais de valores elevados, pois muitas vezes uma só operação desse porte representa o equivalente a dezenas de autenticações de caráter mais simples.

O Sindicato reivindica imediata revisão da estrutura de pessoal do posto Fórum do BNB, com elevação da quantidade de funcionários nos caixas e no atendimento. Aproveita para denunciar também uma deficiência relacionada à estrutura física do posto, que não dispõe de sanitários, obrigando os funcionários que ali trabalham a se deslocarem para sanitários do Fórum, a uma distancia que consome de 10 a 15 minutos da jornada de trabalho, cada vez que seja feito uso dos toaletes.

(TRIBUNA BANCÁRIA – SEEB-CE)

“A Veja deve explicações ao país”, diz presidente da Fenaj

EM ENTREVISTA  AO JORNAL SUL21, O PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS (FENAJ), CELSO SCHRÖDER, AVALIA A CONDUTA DA REVISTA NESSE E EM OUTROS EPISÓDIOS E DEFENDE A NECESSIDADE DE UM MARCO REGULATÓRIO PARA A COMUNICAÇÃO NO PAÍS “A FENAJ NÃO VAI PROTEGER JORNALISTAS CRIMINOSOS”

28 de Maio de 2012

Samir Oliveira _ Sul 21 – A CPI realizada pelo Congresso Nacional que tenta investigar a influência do bicheiro Carlinhos Cachoeira sobre o poder público acabou suscitando um debate tão inesperado quanto necessário no país: a relação da mídia com as esferas de poder, sejam elas políticas ou econômicas.A Polícia Federal identificou cerca de 200 conversas telefônicas entre o diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e o contraventor. A divulgação dessas escutas mostra que Cachoeira pautava a publicação da editora Abril, que se deixava levar pelos interesses políticos de um empresário fortemente ligado ao senador Demóstenes Torres (ex-DEM).

Diante desse cenário, alguns parlamentares têm defendido a convocação de Policarpo para depor na CPI, mesmo que o relator Odair Cunha (PT-MG) já tenha rejeitado pedido de informações a respeito. Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, a revista precisa explicar o que guiou sua prática jornalística nesse episódio. “A Veja tem que dar explicações ao Brasil. É preciso explicar como ela exerce a atividade jornalística com essas veleidades, com descompromisso e irresponsabilidade em relação a princípios éticos e técnicos consagrados pelo jornalismo”, entende.

Sul21 – O que a CPI do Cachoeira pode nos dizer sobre a mídia brasileira?
Celso Schröder – A CPI está nos mostrando que a mídia é uma instituição como qualquer outra e precisa estar submetida a princípios públicos, na medida em que a matéria-prima do seu trabalho é pública: a informação. Quanto menos pública essa instituição for e mais submetida aos interesses privados dos seus gestores ela estiver, mais comprometida ficará a natureza do jornalismo. Como qualquer instituição, a mídia não está acima do bem e do mal, dos preceitos republicanos do Estado de Direito e do interesse público. Do ponto de vista político, a Veja confundiu o público com o privado. Do ponto de vista jornalístico, comete um pecado inaceitável: estabelecer uma relação promíscua entre o jornalista e a fonte. Não é só um repórter, mas é a organização, a chefia da empresa, que conduz e encaminha uma atividade tecnicamente reprovável e eticamente inaceitável. Todo jornalista sabe, desde o primeiro semestre da faculdade, que a fonte é um elemento constituidor da notícia na medida em que ela for tratada como fonte. A fonte tem interesses e, para que eles não contaminem a natureza da informação, precisam ser filtrados pelo mediador, que é o jornalista. A fonte, ao mesmo tempo em que dá credibilidade e constitui elemento de pluralidade na matéria, por outro lado, se não for mediada e relativizada pelo jornalista, pode contaminar o conteúdo.

Sul21 – Em que pontos a relação entre Policarpo Júnior e Cachoeira extrapolaram uma relação saudável entre repórter e fonte?
Schroder – Ele não tratou o Cachoeira como fonte. O problema é um jornalista ou uma empresa jornalística atribuir a alguém uma dimensão de fonte única, negociando com ela o conteúdo e a dimensão da matéria e, principalmente, conduzindo a Veja para uma atuação de partido político. Esse é um pecado que a Veja vem cometendo há algum tempo. A oposição no Brasil é muito frágil. Por não existir uma oposição forte, a imprensa assume esse papel, o que é uma distorção absoluta. A imprensa não tem que assumir essa função, a sociedade não atribui a ela uma dimensão político-partidária, como a Veja se propõe. A Veja acaba de nos produzir um dos piores momentos do jornalismo. Quando houve o episódio da tentativa de invasão do apartamento do ex-ministro José Dirceu (PT) por um repórter da Veja, eu escrevi um artigo dizendo que, assim como Watergate tinha sido o grande momento do jornalismo no mundo, a atuação da Veja no quarto de Dirceu foi um anti-Watergate. Mal sabia eu que teríamos um momento ainda pior. Não foi a ação individual de um repórter sem capacidade de avaliação. Foi uma ação premeditada e sistêmica de uma empresa de comunicação, de um chefe que conduzia seu repórter para uma ação imoral, tangenciando perigosamente a ilegalidade.

Sul21 – O mesmo pode ser dito para o episódio recente entre Policarpo Júnior e Cachoeira?
Schröder – Neste momento, isso se consolida. É uma revista que coloca em jogo a matéria-prima básica da sua existência: a credibilidade. Parece-me um suicídio, inclusive do ponto de vista de um negócio jornalístico. A não ser que a Veja esteja contando com um outro tipo de financiamento, ou já esteja sendo subsidiada por outro mecanismo que não seja decorrente da credibilidade e da inserção no público. Não temos dados concretos sobre isso, mas tudo leva a crer que, nesse momento, o financiamento da Veja esteja se dando por outro caminho. O comprometimento e o alinhamento inescrupuloso da revista a uma determinada visão de mundo conduz à ideia de que a Veja possa ter aberto mão de ser um veículo de comunicação para ser um instrumento político com financiamento deste campo.

Sul21 – Mas a revista já passou por períodos em que era mais comprometida com o jornalismo. Como ocorreu essa mudança?
Schroder – Não é de agora que a Veja vem dando indícios de que abre mão de um papel de referência jornalística. A Veja foi fundamental para a redemocratização do país, foi referência para jornalistas de várias gerações e teve em sua direção homens como Mino Carta e Alberto Dines. Depois de um certo tempo, a revista começa a alinhar-se a um determinado grupo social brasileiro. É claro que os editores da revista têm opiniões e cumprem um papel conservador no país. Tudo bem que isso aconteça nas dimensões editoriais. Agora, que se reserve ao jornalismo informativo um espaço de discussão com contrapontos. Princípios elementares do jornalismo foram sendo abandonados e essa revista, que foi importante para a democracia e para o jornalismo, passa a ser um exemplo ruim que precisa ser enfrentado.

Sul21 – Como o senhor vê a possibilidade de Policarpo Júnior ser convocado para depor na CPI?
Schroder – Tenho visto declarações de alguns políticos, como da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), que diz que o envolvimento do Policarpo nisso representa um ataque à imprensa. Os jornalistas não estão acima da lei e não podem estar acima dos princípios republicanos. Se ele for convocado pela CPI, tem o direito de não ir. Se ele for, tem o direito de exercer a prerrogativa do sigilo de fonte. Mas a convocação não representa uma ameaça. A Veja tem que dar explicações ao Brasil. É preciso explicar como ela exerce a atividade jornalística com essas veleidades, com descompromisso e irresponsabilidade em relação a princípios éticos e técnicos consagrados pelo jornalismo. Questionar isso é fundamental. Os jornalistas e a academia têm obrigação de fazer esse questionamento.

Sul21 – Nesse sentido, não seria válido também convocar o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita?
Schroder – Parece que seria deslocar o problema. Na CPI, a Veja é um dos pontos. O problema é a corrupção entre o Cachoeira e o Parlamento brasileiro. Um depoimento do Civita geraria um debate que desviaria os trabalhos da CPI. Não há dúvida de que a Veja praticou um mal jornalismo e deve prestar contas. A CPI tem gravações de integrantes da revista com o bicheiro. Que eles sejam convocados, então. Não é pouca coisa trazer o chefe da sucursal da Veja em Brasília para depor.

Sul21 – As críticas à Veja costumam ser rebatidas com argumentos que valorizam o trabalho supostamente investigativo feito pela revista, com diversas denúncias de corrupção. Entretanto, as gravações entre Policarpo e Cachoeira revelam como funcionava a engenharia que movia algumas dessas denúncias.
Schroder – Há uma certa sensação de que estamos vivendo um momento de corrupção absoluta no país. E isso está longe de ser verdade. Basta olhar a história e ver que agora temos instituições democráticas funcionando. A imprensa cumpre um papel democrático e fiscalizador importante com a denúncia. O problema é que alguns setores, ao fazerem denúncias, atribuem um papel absoluto à ideia da corrupção. No caso da Veja, o pior de tudo é que a própria revista estava envolvida. Não é só um mau jornalismo sendo praticado. Há indícios perigosos de uma locupletação – que não precisa ser necessariamente financeira. Pode ser uma troca de favores, onde o que a Veja ganhou foi a constituição de argumentos para uma atuação política, não jornalística. Como se fosse o partido político que a oposição não consegue ser. Se a imprensa se propõe a esse tipo de coisa, volta a um patamar de atuação do século XVIII.  Se é para ser assim, que a revista mude de nome e assuma o alinhamento a determinado partido. Agora, ao se apresentar como um espaço informativo, a Veja precisa refletir a complexidade do espaço político brasileiro. Se ela não faz isso, está comprometendo o jornalismo e tangenciando uma possibilidade de ilegalidade que, se houver, precisa ser esclarecida. A Fenaj não vai proteger jornalistas criminosos.

Sul21 – A revelação desse modus-operandi da Veja está gerando uma discussão quase inédita no país: a mídia está debatendo a mídia. A revista Carta Capital tem dedicado diversas capas ao tema e a Record já fez uma reportagem sobre o assunto. É um fenômeno comum em outros países, mas até então não ocorria no Brasil.
Schroder – Nos anos 1980, quando a Fenaj propôs uma linha para a democratização da comunicação, partimos da compreensão de que a democratização do país não havia conseguido chegar à mídia. O sistema midiático brasileiro, ao contrário de todas as outras instituições, não havia sido democratizado. Temos cinco artigos da Constituição nessa área que não estão regulamentados. Durante 30 anos tivemos diversas iniciativas de tentar construir  esse debate. A lógica da regulamentação existe em todos os países do mundo. Mas, no Brasil, isso enfrenta resistências de uma mídia poderosa, que fez os dois primeiros presidentes da República após a democratização. Sarney e Collor são dois políticos que saíram dos quadros da Rede Globo. Na presidência do Congresso tivemos outros afilhados da Rede Globo, como Antonio Carlos Magalhães, que também foi ministro das Comunicações. A mídia não só está concentrada, no sentido de ter monopólios, como está desprovida de qualquer controle público. Está absolutamente entregue à ideia de que a liberdade de expressão é a liberdade de expressão dos donos da mídia. Enquanto que o preceito constitucional diz que a liberdade de expressão é do povo, e o papel da mídia é assegurar isso.

Sul21 – Quanto se conseguiu avançar nesse debate desde então?
Schroder – Estamos há 30 anos pautando esse debate até chegarmos a Confecom (Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009). A Fenaj consegue constituir a ideia de que esse debate precisa ser público, já que ele é omitido pela mídia, que atribui à essa discussão uma tentativa de censura. A Confecom, no início, teve a anuência das empresas. Eu fui junto com os representantes da RBS e da Globo aos ministros Helio Costa (Comunicações),  Tarso Genro (Justiça) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) propor a conferência. As empresas compreendiam que, naquele momento, a telefonia estava chegando e ameaçava um modelo de negócios. Mas, durante a Confecom, a Rede Globo e todos os seus aliados se retiraram, tentando sabotar mais uma vez o debate. O espírito conservador está no DNA da Rede Globo. Ela acostumou-se à ideia de que para o seu negócio não deve existir nenhuma regra. Acostumou-se a impor seus interesses ao país e, portanto, é ontológicamente contra qualquer regra. Naquele momento em que a Globo se retirou da Confecom ficou claro que não é possível contar com esses empresários para qualquer tipo de tentativa de atribuir à comunicação no Brasil uma dimensão pública, humana e nacional, regida por princípios culturais, democráticos e educacionais, não simplesmente pelo lucro fácil e rápido.

Sul21 – O editorial do jornal O Globo defendendo a revista Veja é um indício de que há um corporativismo muito grande entre os donos da mídia tradicional?
Schroder – O princípio que os une é aquele verbalizado pela Sociedade Interamericana de Imprensa: Lei melhor é lei nenhuma. As empresas alinhadas à ideia de que não podem estar submetidas à lei protegem-se. Abrigadas no manto de uma liberdade de expressão apropriada por elas, protegem seus interesses e seus negócios, atuando de uma maneira corporativa e antipública.  O jornalismo é fruto de uma atividade profissional, não é fruto de um negócio. Jornalismo não é venda de anúncios. Jornalismo é, essencialmente, o resultado do trabalho dos jornalistas. Portanto, a obrigação dos jornalistas é denunciar sempre que o jornalismo for maculado, como ocorreu com a Veja. Seria, também, uma obrigação das empresas jornalísticas, na medida em que elas não estejam envolvidas com esse tipo de prática. Ao tornarem-se cúmplice e acobertarem esse tipo de prática, as empresas aliam-se a elas. Essas empresas disputam o mercado, mas protegem-se no que consideram essencial, no sentido de inviabilizar a ideia de que exercem uma atividade submetida aos interesses públicos, como qualquer outra.

(brasil 247)

Thomas Demétrio: Cearense vence Copa Brasil de Surf Universitário

FOTO: FACEBOOK/TOMÁS DEMÉTRIO

Domingo de comemoração para o cearense Thomas Demétrio, que garantiu o título da disputa da categoria Open Masculino Universitário, principal competição da Copa Brasil de Surf Universitário, disputado neste fim de semana, na Praia do Futuro, em Fortaleza.

“Estou muito feliz com o título e com a minha premiação”, festejou o cearense, que ganhou como premiação um carro 0km. Completaram o pódio da categoria Open Universitário, os atletas potiguares: Marinho Lima, que ficou em segundo lugar; e Caio César, em terceiro.

A competição contou com 128 atletas. O Ceará também foi destaque na categoria Open Feminino Universitário. Nayára Silva conquistou o título e levou uma moto 0km para casa. Completaram o pódio Alessandra Ramos (RN), em segundo, e Gabriela Silveira (RN), em terceira.

Outros resultados

André Fagundes (RN) foi o 1º colocado na categoria Master Degrre. Na Free Surf Universitário, Jhonny Ferreira (RN) foi o campeão. Já a categoria Open Estudantil foi conquistada pelo cearense Michel Rodrigues.

(Diário do Nordeste)

Grupo britânico compra Ypióca por R$ 900 milhões

O grupo britânico de bebidas Diageo anunciou nesta segunda-feira (28) acordo para comprar a fabricante brasileira de aguardente Ypióca por cerca de 300 milhões de libras (469 milhões de dólares), aumentando presença em mercados emergentes enquanto briga por um maior espaço em tequila.

A produtora do uísque Johnnie Walker e da vodca Smirnoff, que tem planos de ter metade das suas vendas em mercados emergentes até 2015, anunciou nesta segunda-feira acordo para comprar a marca Ypióca de sua família controladora, além de parte dos ativos de produção e distribuição da bebida.

A Ypióca é a terceira maior marca do mercado de cachaça e líder de um segmento de rápido crescimento dessa bebida, o premium. A companhia, fundada em 1846 e com sede em Fortaleza, emprega cerca de 3,2 mil funcionários e tem cinco fábricas no país. A cachaça responde por cerca de 80 por cento da indústria brasileira de bebidas destiladas.

“O Brasil é atrativo, um mercado de rápido crescimento para a Diageo com demografia favorável e crescente renda disponível. A aquisição da Ypióca nos dá a marca premium líder na maior categoria local de bebidas destiladas”, disse o presidente-executivo da Diageo, Paul Walsh.

Emergentes

A Diageo, assim como outros grupos internacionais de bebida, tenta se fazer presente em países emergentes para compensar a demanda instável na Europa.

O grupo há muito tempo negocia com a dona da Jose Cuervo para ter uma parte da marca líder de tequila, avaliada em mais de 3 bilhões de dólares. Algumas fontes dizem que as negociações esfriaram por causa de problemas relacionados ao controle da marca.

A companhia londrina recentemente investiu em negócios como a Mey Icki (Turquia) e ShuiJingfang (China) para aumentar as vendas nos países emergentes, que atualmente respondem por quase 40 por cento do total da Diageo.

Lucro

A Diageo disse que a aquisição da Ypióca deve ser neutra para o lucro no primeiro ano de controle e cobrir o custo de capital até o quinto ano após o negócio, o que analistas dizem estar em linha com os negócios recentes. O grupo britânico não deu números exatos de lucro para a companhia brasileira.

“Nós consideramos positivo esse tipo de negócio em países emergentes, dando a liderança em marca premium local e sinergia em distribuição a médio prazo para as bebidas destiladas internacionais da Diageo”, disse a analista do UBS, Melissa Earlam.

Ela estima que a Diageo tenha pago 19 vezes o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) pelo negócio e estima uma margem Ebitda de 25 por cento nas vendas anuais de 60 milhões de libras.

 (Diário do Nordeste)

Veja quem luta as semifinais do TUF Brasil

DANIEL SARAFIAN

Na noite do último domingo, dia 27 de maio de 2012, aconteceu a primeira semifinal do reality show do UFC na Globo o ‘The Ultimate Fighter – Em busca de campeões’.

No décimo capítulo do programa, Pepey venceu Vina por finalização e garantiu sua vaga na final da categoria peso-pena e aguardará agora a luta entre Rony Jason e Hugo Wolverine para saber qual será seu adversário.

Já entre os pesos-médios as semifinais ficarão por conta dos combates entre Daniel Sarafian e Serginho Moraes, e Cezar Mutante e Thiago Bodão.

Dia 4 de maio de 2012, o próximo domingo, acontece a luta entre Sarafian e Serginho e promete muita tensão na casa, pois na chamada para o próximo programa mostrou os atletas se provocando dentro do octógono.

Será com certeza uma luta quente entre duas grandes promessas da categoria peso-médio.

(PORTAL MMA SPACE)

Godofredo “Pepey” vence Vina e é o primeiro finalista do TUF Brasil

Está definido o primeiro finalista da versão brasileira do reality show The Ultimate Fighter. No programa deste domingo, o cearense Godofredo “Pepey” de Oliveira finalizou Marcus Vinícius “Vina” Pancini com uma chave de braço e venceu a primeira semifinal do peso pena. A finalização ocorreu no segundo round da luta, que foi dominada pelo atleta do time de Wanderlei Silva. A próxima semi será Daniel Sarafian x Serginho, pelos médios.

A final ocorrerá no UFC 147, que acontece em Belo Horizonte em 23 de junho. A disputa principal do evento seria o enfrentamento entre os treinadores Wanderlei Silva e Vitor Belfort, mas uma mão fratura afastou Belfort do encontro com o rival. Ainda será determinado um substituto.

O programa iniciou com a definição dos semifinalistas e das novas composições dos times. Como a equipe de Belfort havia vencido sete das oito lutas, três de seus atletas precisaram passar para os treinados por Wanderlei Silva. Com isso, Pepey, Sérgio Morais e Bodão começaram a vestir a camisa verde.

Para as semifinais, foram definidos os confrontos Serginho x Daniel Sarafian e Thiago Bodão x Cezar Mutante no peso médio, enquanto Hugo Wolverine x Rony Jason e Pepey x Rodrigo Damm seriam as lutas para chegar à final dos penas.

Este último foi escolhido para iniciar as semifinais, mas precisou ser alterado. Os médicos do programa determinaram que Damm estava com os rins sobrecarregados devido à perda constante de peso e não teria condições físicas de se manter na competição. Com isso, Vina, que havia sido derrotado por Wolverine, assumiu o posto na semifinal.

A luta entre os dois penas começou enroscada no chão, com tentativa de Pepey resolvê-la por meio do jiu-jitsu. Enquanto isso Vina conseguia acertar alguns socos no rosto do adversário, mas sem criar estrago. O atleta do time Wanderlei ficou perto de conseguir a finalização, mas viu o primeiro round terminar.

O próximo assalto começou com Pepey derrubando Vina e buscando martelar o rosto do adversário. O lutador do time Wanderlei, porém, demonstrava claramente estar cansado, o que melhorou a situação para Vina. Ainda assim, Pepey superou o esgotamento e se garantiu na final do peso pena com uma chave de braço.

Luizianne Lins diz que “política não é dívida, é parceria”

A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), rebateu as declarações do governador Cid Gomes (PSB), que, na última sexta-feira, afirmou que não devia mais nada a ela em termos de apoio político. Na noite de sábado, em entrevista à imprensa, Luizianne disse que “não existe ninguém devendo nada a ninguém, até porque política não é dívida, política é parceria, é aliança”. 

Luizianne também disse que o foco da discussão não é a questão de estar ou não “quite”, referindo-se à declaração de Cid, que afirmou não ter mais dívidas com a prefeita “no aspecto moral, de gratidão e agradecimento”. Ela relembrou que apoiou Cid em duas oportunidades (2006 e 2010), enquanto ele a apoiou apenas em 2008. Em 2004, quando Luizianne venceu pela primeira vez a eleição para prefeita, Cid estava no PPS e apoiou a candidatura do hoje senador Inácio Arruda (PCdoB).

A petista reafirmou que vem tentando falar com o governador, ligando diretamente para ele, sem êxito. Cid havia dito que verificou com sua secretária e não havia registro de nenhum contato da prefeita. “Eu não liguei pra secretária dele. Liguei diretamente pra ele, pelo celular dele. Sempre me comuniquei com ele dessa forma”, enfatizou. 

“É preciso enfrentar”

Além disso, segundo a petista, o deputado estadual Antônio Carlos (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa, tentou ser um intermediário no contato, mas também não teve sucesso. “A gente tem que enfrentar as coisas como elas são. Às vezes você tem que enfrentar até dizer um não, mas é importante que se enfrente”, criticou Luizianne.

Um dos pontos de maior desentendimento entre o governador e a prefeita é em relação ao nome a ser indicado para disputar a eleição, caso a aliança se mantenha. O preferido da prefeita é o secretário municipal de Educação, Elmano de Freitas. Ele tem o apoio da maioria dos delegados do PT, que realizará seu encontro municipal no próximo dia 3, quando o candidato poderá ser definido.

Referindo-se à suposta resistência do governador a alguns nomes do PT, a prefeita considerou que “é muito complicado você dizer: ‘Eu apoio o candidato de lá, desde que seja da minha preferência’”.

Na sexta-feira (25), Cid disse que continuaria fazendo o possível para preservar a aliança entre PT e PSB, o que não significava dizer, segundo ele, que o PSB aceitaria imposições. Luizianne contestou essa possibilidade dizendo que o PT tem o direito de se posicionar, fazer seu processo interno de debate e definir o candidato. “Como é que tem imposição de nome, se o PT ainda vai democraticamente decidir?”, questionou.

A prefeita ressaltou ainda que o PT tem muita tranquilidade no momento porque, na opinião dela, o partido conhece a “Fortaleza real” melhor que qualquer outra candidatura que apareça. De acordo com Luizianne, há “muita fala populista e demagógica” e pessoas “que ficam muito nos clichês”.

O desentendimento entre Cid e Luizianne se acentuou a partir da última terça-feira, quando o governador se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, e chegou a conversar sobre a sucessão em Fortaleza. Embora tenha dito que considerou o encontro “natural”, a prefeita demonstrou descontentamento e disse que “não precisava o governador conversar com o (ex-) presidente” antes de falar com ela. Apesar disso, ambos continuam pregando a manutenção da aliança.

ENTENDA A NOTÍCIA

A já tumultuada aliança entre PT e PSB se desgastou ainda mais na última semana, após declarações conflitantes de Luizianne Lins e Cid Gomes. Embora ainda preguem a manutenção da aliança, o acordo está quase inviável.

Frases

 

Falta de diálogo

“Eu tenho ligado para o governador e o governador não me atende. 

O que eu posso fazer mais?”

 

Luizianne, dizendo que o governador Cid Gomes tem se esquivado das tentativas de conversa que ela tem feito

 

Dívida

“Não existe ninguém devendo nada a ninguém, até porque política não é dívida, política é parceria, é aliança.” 

 

Luizianne, respondendo ao governador, que disse não dever mais nada a ela em termos de apoio político

 

“Eu não liguei pra secretária dele. Liguei diretamente pra ele, pelo celular dele. Sempre me comuniquei com ele dessa forma.”

 

Após Cid ter dito que desconhecia as tentativas de contato da prefeita

 

“O partido (PT) tem o direito de se posicionar, fazer seu processo interno de debate e sair com seu nome.”

 

Defendendo que o PT tenha autonomia na escolha do candidato

 

“Não precisava o governador conversar com o (ex-) presidente antes de falar comigo.”

 

Sobre Cid ter se reunido com Lula na semana passada

 

Frases


Falta de diálogo

“Sinceramente, desconheço. Perguntei a secretária, quando vi a noticia no jornal, e ela me disse que não tinha nenhum registro da prefeita Luizianne Lins.”

Cid Gomes, após a prefeita ter dito que ele estava se esquivando do contato com ela

 

Dívida

“Nesse aspecto moral, de gratidão e agradecimento, (estamos) quites. 
Nem ela me deve nada, nem eu devo nada a ela.”

 

Cid Gomes, dizendo que está livre da necessidade de apoiar a prefeita na próxima eleição

 

“O que estiver ao meu alcance para preservar a aliança do PSB com o PT eu vou fazer. Agora, isso não quer dizer que a gente tenha que aceitar imposições” 

 

Cid (assim como Luizianne) continua pregando a manutenção da aliança. Porém, há exigências de ambas as partes

 

“Eu reconheço que o PT tem o direito de decidir sozinho. Se quer escolher sozinho, não pode pedir apoio de ninguém. Se quer o apoio de outros, tem que conversar com os outros. ” 

 

Cobrando que os aliados participem na escolha do candidato 

 

 (Marcos Robério – O Povo Online)

Feirão da Casa Própria oferece 1.276 imóveis na região do Cariri, no Ceará

A Caixa Econômica Federal realiza neste sábado (26) e domingo (27) um Feirão de Imóveis, em Juazeiro do Norte. Segundo a CEF, serão oferecidos 1.276 imóveis prontos em Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, sendo mais de 90% novos. Os valores variam de R$ 90 mil a R$ 700 mil. O atendimento no sábado (26) será das 10h às 22h e no domingo (27), das 12h às 18h, no Cariri Shopping.

A feira contará com 22 estandes de construtoras e imobiliárias. No local, será possível realizar o negócio, conhecer dados do imóvel e dar entrada nos papéis do financiamento. Segundo a Caixa, vão ser oferecidas oportunidades de negócios com financiamento de até 100% do valor do imóvel e com prazo de pagamento de até 30 anos. Os juros podem variar de 4,6% a.a. até 9% a.a..

Para quem quer sair já com a carta de crédito aprovada, basta levar documentos como RG, CPF e comprovantes de renda (três últimos contracheques ou seis últimos extratos bancários, para o caso de renda informal).

Serviço: 
8º Feirão CAIXA da Casa Própria e 5ª Feira de Imóveis do Cariri
Data: 26 e 27 de maio
Horário: Dia 26- 10h às 22h / Dia 27- 12h às 18h.
Local: Cariri Shopping (Av. Padre Cícero, 2555 – Juazeiro do Norte)

(G1 CEARÁ)

Larissa Lima: Após se formar em Harvard, cearense vai à Etiópia fazer trabalho voluntário

Larissa de Lima nas Montanhas Simien, na Etiópia, onde vive desde fevereiro (Foto: Arquivo pessoal)

Craque em matemática e preocupada com as causas sociais, a cearense Larissa Lima, de 26 anos, quis estudar em uma instituição de ensino superior que lhe desse uma formação mais ampla, mesclasse disciplinas de exatas e humanas e a ensinasse a pensar criticamente. Encontrou. Deixou Fortaleza, foi para os Estados Unidos estudar na Universidade de Harvard, uma das mais importantes do mundo, entre os anos de 2005 e 2009. Conquistou um diploma de computação e ciências cognitivas, mas também fez aulas de artes, história e literatura, entre outras. Atualmente trabalha como voluntária para uma ONG na cidade de Adis Abeba, capital da Etiópia, na África.

Além de Harvard, Larissa também foi aceita em Yale e no Instituto de Tecnologia deMassachusetts (MIT), outras duas universidades americanas de ponta. Optou por Harvard por acreditar que a instituição, diferente do MIT que é focado em ciências e tecnologia, fosse lhe proporcionar uma formação completa, mais generalista. Deu certo.

“Foi uma experiência fantástica, pelas pessoas que conheci, pelas oportunidades que tive, pela educação. A vida no campus é super interessante, é possível conhecer gente de toda parte do mundo que estuda coisas diferentes. Foi uma grande experiência de vida”, afirma Larissa, em entrevista ao G1 por telefone.

Durante o período em que esteve em Harvard participou de um programa onde conseguiu uma bolsa para trabalhar como estagiária de uma ONG, uma fundação que financia institutos pedagógicos, em Buenos Aires, na Argentina. Mas a experiência não foi suficiente para suprir o desejo do voluntariado. Depois que se formou, Larissa queria fazer algo mais voltado aos aspectos sociais e ao desenvolvimento internacional. Foi parar na Etiópia.

Pobreza
Larissa está na Etiópia desde fevereiro trabalhando como consultora de negócios voluntária na ONG TechnoServe, uma instituição que desenvolve soluções de negócios para combater a pobreza. A brasileira participa de um projeto de assessoria para a indústria de laticínios do país. Larissa não recebe salário, mas a ONG paga o alojamento onde vive. A jovem fica no país até o mês de agosto, quando voltará para os Estados Unidos.

Larissa com os macacos na Montanhas Simien, na Etiópia (Foto: Arquivo pessoal)Larissa com os macacos nas Montanhas Simien, na Etiópia (Foto: Arquivo pessoal)

A estudante escolheu a ONG TechnoServe pois conhecia e admirava seu trabalho e por estar na África, país onde gostaria de atuar. Segundo Larissa, o processo de admissão dos voluntários é competitivo, e inclui entrevista e outras análises.

A jovem afirma que na Etiópia o contato com a pobreza é frequente, que sempre encontra pessoas pedindo esmola, morando nas ruas, algumas com crianças no colo. “É bem difícil, hoje [última quinta-feira, 24], no meu caminho de casa, tinha uma mulher com o que parecia elefantíase nas pernas, mas mesmo assim, andando por todos os lados, à procura de ajuda.”

O mais frustrante e triste é quando há pessoas com toda a força de vontade e ambição, mas sem chance de crescer por falta de oportunidade. Por isso que acho o trabalho de desenvolvimento tão importante”
Larissa de Lima, de 26 anos

Larissa diz que a falta de oportunidade à população é o que mais entristece. Durante uma pesquisa de campo, conversando com fazendeiros, a história de um deles a marcou. “Ele era bem humilde, seu negócio consistia em três vacas leiteiras, mas estava claro que tinha muita vontade de melhorar seu negócio, ser mais produtivo e vender mais. O que ele mais queria era treinamento e informação.”

Para Larissa, assim como a pobreza choca, a vontade de superação impressiona ainda mais. “O mais frustrante e triste é quando há pessoas com toda a força de vontade e ambição, mas sem chance de crescer por falta de oportunidade. Por isso que acho o trabalho de desenvolvimento tão importante. Especialmente a filosofia da TechnoServe, que procura soluções de negócios, para que as pessoas saiam da pobreza por seus próprios negócios, de maneira sustentável e com dignidade.”

Larissa se formou em computação na Universidade de Harvard (Foto: Arquivo pessoal)Formatura de Larissa em Harvard, nos EUA
(Foto: Arquivo pessoal)

Negócios e educação
Em agosto, quando voltará aos Estados Unidos, a jovem vai encontrar o irmão mais velho que vai fazer MBA no MIT. O irmão mais novo e a mãe ainda moram em Fortaleza. O retorno ao Brasil está previsto para daqui quatro ou cinco anos. Antes, Larissa quer ter mais experiências internacionais para entender culturas e perspectivas diferentes. Porém, ainda não sabe qual vai ser seu próximo destino.

No Brasil, Larissa pretende se envolver em algo relacionado a educação e negócios. Há alguns meses, ela ajuda a tocar um projeto criado por amigos em Fortaleza chamado de “Primeira Chance”, que oferece bolsas de estudos em escolas particulares para alunos da rede pública.

“Meu sonho é que mais pessoas de Fortaleza tenham a oportunidade de estudar em uma universidade como Harvard. Mas como também tenho muita paixão pela área de negócios, quero pensar em formas de as pessoas poderem ser empoderadas e assim superar a pobreza. Vou procurar algo na interseção de negócios e educação.”

(G1 CEARÁ)

Marcha das Vadias é realizada simultaneamente em 15 cidades do Brasil neste sábado

São Paulo – Neste sábado, brasileiras de diversas partes do país se reunirão para manifestar os direitos de combate à violência contra a mulher e ressaltar os direitos do sexo feminino. A segunda edição da Marcha das Mulheres concentrará participantes, a partir das 13h, em 15 cidades do país, entre elas as São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF).

Ao todo, 22 manifestações semelhantes serão realizadas no país este ano – em 2011, apenas 10 foram feitas. Nas demais cidades, ou os eventos já aconteceram ou serão realizados depois da data da mobilização nacional. É o caso de Belém do Pará, onde o evento está marcado para 27 de maio, e João Pessoa, na Paraíba, em que o encontro é previsto para 9 de junho.

A manifestação é a versão brasileira do “Slut Walk”, movimento mundial de protesto contra a violência às mulheres, criado em abril do ano passado, após um oficial da polícia de Toronto, no Canadá, dizer que, para evitar estupros, as mulheres deveriam deixar de se “vestir como vadias”. A declaração gerou protestos em países como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França, Holanda, Portugal, Israel, Índia, Argentina, México, Nicarágua e Colômbia.

(EXAME ONLINE)

Junior Cigano luta neste sábado contra Frank Mir

Acontece neste sábado (26) o UFC 146. A luta vale o cinturão atual campeão dos pesos-pesados, Junior Cigano, contra o americano Frank Mir.

A pesagem, que aconteceu nesta sexta-feira (25) foi tranquila para os lutadores. Nenhum deles excedeu o peso limite de suas categorias, e todos estão aptos a lutar no MGM Grand, em Las Vegas.

“Estou pronto para a luta. Se ele não estiver preparado, será uma luta rápida. Para mim, será nocaute no segundo round ” disse Cigano, que recebeu muitas vaias dos fãs presentes ao local da pesagem, em sua maioria torcendo por Frank Mir.

Já o americano mostrou-se tranquilo e disse que não sente pressão por enfrentar o campeão e por ter vencido duas vezes Rodrigo Minotauro, mentor de Cigano. “Não sinto qualquer pressão, já estive aqui muitas vezes, e enfrentar o dono do cinturão já é uma motivação muito grande. Como sempre finalizo minhas lutas de forma rápida, espero que isso aconteça novamente amanhã.”

A TV Globo transmite a luta principal, entre Junior Cigano e Frank Mir, logo após o Supercine.

(TN ONLINE)

Afrânio Marques: Jornalista faleceu nesta sexta-feira

Além de ter se tornado conhecido da população pelo trabalho nos meios de comunicação, ele foi vereador em Fortaleza

Morreu, na tarde de ontem, o jornalista e ex-vereador Afrânio Marques, 51, em decorrência de problemas oriundos da diabetes. Afrânio estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da Unimed e, de acordo com o boletim médico, teve falência múltipla de órgãos decorrente de uma infecção generalizada. O enterro está marcado para as 9 horas deste sábado, no cemitério Parque da Paz, na Capital.

Segundo a irmã dele, Ana Marques, o ex-vereador, portador de diabetes, estava com uma dor muito forte na perna direita, que não cessava mediante medicação, sendo, então, necessário o internamento, que ocorreu na noite da última quarta-feira, 23.

Afrânio Marques trabalhou na TV Diário, como repórter policial nos programas Rota 22 e Comando 22

Conforme Ana Marques, na unidade, os médicos detectaram problema de circulação no membro, onde foi feita cirurgia para reverter o quadro, sem sucesso. Afrânio teve o membro amputado, entrando em coma induzido logo em seguida. O falecimento ocorreu às 15h35 de ontem.

O Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce), de onde o repórter era associado há 25 anos, divulgou, na tarde de ontem, nota de pesar em seu site. “O Sindjorce e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) prestam condolências e solidariedade aos familiares e amigos de Afrânio”.

Natural da cidade de Canindé, Afrânio Marques Leite nasceu em 5 de junho de 1961 e era de uma família de oito irmãos. Residiu no Estado da Paraíba, onde concluiu seus estudos na cidade de Campina Grande.

Carreira

No Sistema Verdes Mares, trabalhou como repórter policial nos programas Rota 22 e Comando 22, da TV Diário, entre os anos de 2005 e 2008. O diretor de Jornalismo da TV, Roberto Moreira, destaca o profissional entusiasmado que Afrânio foi, dono de uma determinação que sempre objetivou buscar a resolução dos problemas das pessoas.

“Ele era uma pessoa muito verdadeira e generosa, com grande interesse por jornalismo social”, afirma Moreira.

Para o jornalista e amigo Tom Barros, que trabalhou com Afrânio na TV Diário, o que mais chamava atenção era o zelo com que ele tratava suas matérias. “Dei um abraço muito forte nele no Dia das Mães, então, me chocou muito saber do falecimento dele. Nossa amizade foi muito sincera. Para mim, é uma tristeza enorme”, acrescenta.

Ele também atuou no rádio, como repórter da AM do Povo, e ficou bastante conhecido em sua carreira na televisão. Trabalhou na TV Cidade, no programa Aqui e Agora, de onde saiu para assumir uma cadeira na Câmara dos Vereadores de Fortaleza pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com 6.466 votos. Na eleição seguinte, ele não conseguiu se manter na vaga, tirando 2.613 votos pelo PL e, nos anos seguintes, apesar de concorrer, não obteve êxito nos pleitos. 

(Diário do Nordeste)

Valesca e sua “Gaiola das Popozudas” se apresentam hoje, na boate Donna Santa

Ela canta funk estilo proibidão, tem um corpo “avantajado” e provoca polêmica com o que fala. Valesca Popozuda é assim, por onde passa tem o efeito de um furacão. A funkeira e sua “Gaiola das Popozudas” se apresentam hoje, na boate Donna Santa.

A cantora que, recentemente, lançou “Mama”, um dueto impublicável com Mr. Catra e, entre outras coisas, costuma cantar “quero te dar”, tem consciência da repercussão de seu trabalho. Em entrevista por e-mail ao Zoeira, ela comenta: “Não sinto que minhas letras causem espanto. Podem causar um pouco de polêmica, mas isso Marcelo D2, MV Bill e tantos outros também já causaram”.

Toda essa autenticidade fez da loira um sucesso no meio funk. Para quem pensa que, com o passar do tempo, a cantora pretende maneirar nas letras, ela avisa que continuará na mesma linha. “Valesca vai continuar sendo ela mesma, fazendo aquilo que me faz feliz e meu público aprova”.

Simpatizante

O show de hoje será em uma boate com público predominantemente gay, com o qual Valesca diz ter uma relação “muito boa”. Tanto que a funkeira já disse estar em busca de uma dançarina transexual e/ou travesti para fazer parte de sua “Gaiola”. Em seu Twitter, ela comentou “Precisamos quebrar essa barreira que o mercado de trabalho tem contra os homossexuais”.

Além disso, declarou, essa semana, que tinha vontade de ter uma relação com uma mulher. Sobre o assunto, ela comenta que, apesar da simpatia, não é um desejo que ela pretenda realizar. “Fantasia é fantasia. É algo que você sonha e que não faz parte da sua realidade e ponto”. Mesmo assim, polemizou. De novo!

Na moda

Com a chamada Classe C tão em evidência, o funk também pode voltar a conquistar seu espaço. Mas, para Valesca, a verdade é que o estilo sempre esteve em alta. “O funk vai sempre estar na moda”, defende. E, por em moda, ela garante estar de olho nas tendências na hora de decidir o que usar e de montar seu figurino de palco. “Tenho uma personal stylist que cuida de todo o meu guarda roupa. Isso me deixa sempre ´uptodate´”, observa.

Para os “popofãs” que forem conferir a performance da Popozuda, ela manda o recado: “Alô Fortalezaaa! Late que eu tô chegando pra sacudiiiir”!

Mais informações

Show com Valesca Popozuda

Hoje, às 23h, na boate Donna Santa (Rua Dragão do Mar, 308). (3219.1164)

(Gabriela Dourado – Diário do Nordeste)

Victor Hannover: Jornalista fala sobre a luta que travou contra as drogas e a volta por cima

Ele está diferente. Aos 40 anos, percebe que ganhou fôlego novo e está mais maduro profissionalmente. Sem firulas, fala sobre o motivo dessa mudança: a recuperação após oito anos de luta contra a dependência química.

Podem falar muitas coisas sobre Victor Hannover, mas seria injusto não reconhecer sua coragem de assumir um estilo bem peculiar como locutor e comentarista esportivo e, principalmente, de abrir para o público o seu problema com as drogas.

“Eu abri meu problema no meu blog (http://victorhannover1.blogspot.com.br/). Em uma das vezes em que estava no fundo do poço, cheguei a pedir socorro através dele. Depois, resolvi continuar a falar sobre isso como um alerta para que as pessoas vissem o mal que a droga pode causar na vida de uma pessoa”, justifica Hannover.

Em tratamento desde outubro do ano passado, o locutor esportivo comemora a vitória de cada dia longe do álcool e da cocaína. Vivendo a terceira etapa do tratamento contra adicção, Hannover foi internado durante 40 dias no “Nosso Lar”. Depois, enfrentou mais um mês de tratamento na casa de sua mãe e agora se prepara para voltar para sua própria casa.

“Presenciei cenas fortíssimas na clínica, com pessoas que tinham que ser amarradas para tomar os remédios. Era a segunda vez que eu me internava e sabia o quanto era difícil perder a liberdade e lutar contra isso. Mas era preciso. Se não tivesse ido naquele momento, morreria”, comenta.

Recuperação

Desde que iniciou a luta pela sobriedade, Hannover encontrou em seu caminho muitas pessoas que quiseram ajudá-lo. Além do médico psiquiatra Anchieta Maciel, as psicólogas Elismar Santander e Andrea Autran, ao empresário Luis Eduardo Girão o convidou para trabalhar na Estação da Luz e o diretor de jornalismo da TV Diário, Roberto Moreira, que sempre o incentivou na busca da recuperação e manteve as portas da emissora abertas.

“Isso foi muito importante para mim. Saber que quando eu estivesse bem poderia ter meu emprego e uma ocupação para minha cabeça. Me ajudou bastante. Voltei até a estudar. Quando tinha 16 anos e comecei a trabalhar na rádio, viajando direto para cobertura de jogos, parei. E agora percebi que isso me fazia falta. Fui atrás. Quero agora entrar numa faculdade. É importante para mim, para a sociedade e para o meu trabalho”, revela Victor com a humildade de quem sabe que tem voltar em sua história e recuperar o que ficou para trás.

Com novos propósitos de vida, seu dia a dia ganhou um novo ritmo. Trabalho, estudo, trabalho… E as noitadas ficaram para trás. O que voltou foi a criatividade e a vontade de trabalhar.

“Chegou um momento em que eu estava tão tomado pelo vício e debilitado pela droga que eu não conseguia fazer meu trabalho direito. Hoje eu reconheço isso. Vinha trabalhar por obrigação. Agora, eu venho com vontade de fazer o melhor, de me dedicar de verdade ao meu trabalho”, confessa.

Reflexão

Da mesma forma que Hannover reconhece que poderia ter feito mais, ele também afirma que perdeu muitas oportunidades profissionais por causa do vício.

“Já estive na TV Verdes Mares, onde cobri a Copa do Mundo de 1998; estagiei um período na Globo. Mas, desde que eu cheguei na TV Diário, pude me renovar e ganhei outros desafios. Aqui (na TV Diário) fui repórter policial, de cidade, além do esporte. E posso te dizer: Sou feliz profissionalmente”.

Antes de se despedir da conversa, ele faz questão de agradecer o carinho do público que vem recebendo nas redes sociais (Facebook, Twitter), no seu blog e por e-mail, além do apoio dos colegas de trabalho e da empresa.

O locutor esportivo faz até questão de dizer que foi esse apoio que – algumas vezes- o manteve firme diante dos momentos de recaída durante o tratamento.

“Fui abraçado pelas pessoas de uma forma que eu não tenho coragem de decepcionar. Tive apoio, carinho e uma segunda chance na vida. Eu não posso e não quero de forma alguma magoá-los”, fala, convicto, um Victor que já virou exemplo de superação.

(Karine Zaranza – Diário do Nordeste)

Brasil pode sediar até 10 UFCs em 2013

Presidente do UFC, Dana White recebeu a imprensa brasileira em Las Vegas, após os treinos abertos do UFC 146, e abriu o jogo sobre os planos da organização para o futuro. No bate-papo sem censura, que você confere abaixo, o mandachuva falou sobre a possibilidade de Anderson Silva se tornar um dos treinadores do TUF, as próximas lutas do UFC, a conversa que teve com Jon Jones sobre sua prisão por dirigir alcoolizado e, entre outros assuntos, a possibilidade de o Brasil sediar 10 edições do UFC em 2013. Confira:

Sobre o TUF Brasil:

O Brasil é uma mina de ouro de talentos e vem sendo assim desde o começo do MMA. Espero que a gente melhore a cada temporada, seja no Brasil, na Inglaterra ou mesmo nos Estados Unidos. Temos vários planos para o Brasil.

Sobre as edições do UFC no Brasil:

Estamos planejando o que vamos fazer até 2017. Nós temos grandes planos para lá. Vamos criar uma grande estrutura e vamos levar a sério. Nós apenas começamos e olha como isso cresceu rápido. Está na hora de levarmos a sério o UFC no Brasil.

Sobre Belfort x Wanderlei:

Obviamente é uma luta que os fãs querem ver há muito tempo. Dois dos melhores caras na categoria 93kg de todos os tempos. É uma grande rivalidade e vamos ver o desfecho. As pessoas no Brasil ficavam divididas entre o Wanderlei ou o Vitor serem treinadores melhores. Eles gostam mais de um do que do outro.

Sobre lutas entre amigos:

A gente tem isso em camps aqui, quando amigos ficam no mesmo camp, mas, pelo que eu vejo, é bobagem. A gente tem um cara como o Greg Jackson. Ele é um cara legal, tem um time bom e tudo mais, mas, no fim do dia, ele é um homem de negócios. Ele tem uns caras como o Rashad Evans e o Jon Jones na mesma categoria. Se ele puder manter esses caras sem lutar e manter vários caras na mesma categoria, ele faz muito dinheiro, mas não funciona assim nesse negócio e em nenhum outro negócio de luta. Amigos lutam entre si. O Jon Jones e o Rashad Evans treinaram juntos, mas será que eles realmente são amigos? Eles querem ser campeões. Se vocês são os dois melhores do mundo, eu quero que vocês lutem. É como dizer que dois times de futebol não vão se enfrentar porque são amigos. Não faz sentido. Eu sei que é uma coisa cultural no Brasil, mas é besteira. Eu tenho que concordar com o Vitor.

Você sabe quem é o Rory McDonald? Ele é o próximo GSP. Sabe quem o treina? O GSP. Ele disse que nunca lutaria com o GSP. Mas eu disse: “se você visse a sua conta bancária, você lutaria (risos). Você cairia na porrada com ele”. Você treina com os melhores do mundo para que um dia você seja um. Sabe o Larry Holmes, o boxeador? Ele era companheiro de treino do Muhammad Ali. Ele acabou batendo no Muhammad Ali. Ele tinha que fazer isso.

E, se ele não quiser, o que você vai fazer? Você vai ser o número dois, três do mundo enquanto o seu amigo ganha dinheiro e ganha tudo que vem com o título? Você está no negócio errado. Esse não é o negócio de amigos, isso é o negócio da luta. Se você é bom assim e você gosta de alguém na sua categoria, provavelmente você vai ter que lutar com ele, mas não significa que você o odeie, desgoste dele ou não possa ser amigo. Vocês vão competir para ver quem é o melhor do mundo. Se você é, vão lutar e continuarão sendo amigos.

Sobre Cigano x Mir:

O Mir vem de uma sequência de vitórias e é o outro cara que merece a chance pelo cinturão, além do Alistair (Overeem). Mas sim, seria bom ter uma revanche. Existe uma história entre esses caras, mas ele bateu o Nogueira duas vezes e ele é o próximo na linha pelo cinturão. Todo mundo dessa sala acha que o Junior dos Santos vai passar o carro no Mir, mas, quando você pensa direito, o Mir está no UFC há 11 anos. Ele nunca foi cortado ou foi lutar em outras organizações e depois voltou. O Frank Mir foi duas vezes campeão dos pesos pesados. Toda vez que alguém o tira de lá, ele vai e vence de novo. É uma daquelas lutas interessantes porque nunca vimos o Junior dos Santos no chão. Toda vez que ele vai para o chão, ele se levanta imediatamente e nocauteia as pessoas. É uma daquelas lutas interessantes que nunca se sabe. O Nogueira achou que ia nocautear na última luta, mas acabou indo para o chão e perdeu por finalização. Uma coisa que é fato para o Mir é que se você for para o chão com ele, ele vai agarrar alguma coisa e ele realmente faz isso. Vai ser interessante. Sabe aquela história da criança que queria vir para a América? Agora ele vai vir.

Sobre Anderson x Sonnen:

Eu espero recorde de pay-per-view para Anderson e Chael. Vai ser uma luta monstruosa, mas espero que essa (Cigano x Mir) também bata recordes.

Sobre o UFC no México:

A gente está trabalhando no México há muito tempo. Quando a gente começou isso, achei que o evento seria sucesso nos Estados Unidos, México e Inglaterra, porque são países de tradição na luta por causa do Boxe. Estamos trabalhando nisso. O México é mais difícil de entrar do que imaginávamos. Queremos fazer na Cidade do México, mas caiu no último minuto. Estamos trabalhando na América Latina toda, incluindo no México. Obviamente, estamos focando no Brasil.

Sobre o UFC em um estádio de futebol:

Sabemos o que a América do Sul está fazendo e o que ela é capaz de fazer, então é uma questão de executar e fazer o que tivermos que fazer. Temos que criar um escritório lá, da mesma forma que aconteceu com o Canadá. Se você olhar o que aconteceu com o Canadá e olhar o que vem acontecendo com o Brasil, vamos replicar na América do Sul da maneira que fizemos no Canadá. O legal é que nos países existe rivalidade e é perfeito para a luta. No Canadá fizemos o nosso primeiro evento em um estádio e fizemos isso com um grande evento. O modelo canadense é o que está acontecendo no Brasil e, com o evento certo, podemos lotar um estádio de futebol. A gente tinha, íamos fazer, mas não funcionou. Tem que ser a luta certa.

Sobre Anderson x GSP:

Isso seria enorme no Brasil ou no Canadá, em qualquer lugar. Você nunca sabe.

Sobre outro UFC Brasil esse ano:

Eu não vou dizer que não. Não sei. Tem que ser a luta certa.

Sobre os planos do UFC no Brasil em 2012:

Até dez.

Sobre a luta do Fábio Maldonado:

É uma daquelas coisas que você tem que fazer quando você sabe que os juízes são ruins. Você não pode deixar para eles. Você tem que fazer tudo que puder para ganhar a luta.

Sobre o futuro do MMA:

A gente planeja as coisas em blocos de cinco anos. A gente tem planos para tudo que fazemos. Estamos trabalhando hoje na América do Sul, principalmente no Brasil. Olhamos para os mercados que são os mais importantes para nós ou tem mais potencial. Afora o Brasil, o maior é a Ásia, no qual estamos trabalhando duro agora. Todo mundo está aqui para essas reuniões e vamos país por país vendo o que faz sentido, o que precisa ser feito, como você faz e é nisso que estamos trabalhando.

Sobre uma edição do TUF ao vivo no Brasil:

Sim, é possível. Temos que ver como as coisas andam lá. Fizemos 15 temporadas do TUF aqui e há muita coisa acontecendo aqui agora. Estou tentando consertar aqui agora. O Brasil está indo otimamente bem.

Sobre Glover Teixeira e Diego Brandão:

Estou animado pelo Diego, obviamente. Ele pode virar uma estrela. Ele é explosivo. O Barboza também. Acabei de tuitar um vídeo de seu último nocaute. Como eu disse, vai ter toneladas de caras talentosos vindo do Brasil. Quem sabe? É tão louco que você pode ter um brasileiro como campeão de cada categoria, ou pelo menos um cara que é o candidato número um. Há tanto talento saindo de lá.

Sobre Anderson Silva de treinador do TUF:

Vocês gostam de drama, não é? Ele é a maior estrela brasileira no UFC.

Sobre Jon Jones:

A gente encontrou com ele ontem há noite. O Jon Jones tem 24 anos, uma tonelada de dinheiro, é incrivelmente famoso e aconteceu tudo muito rápido. Ele cometeu erros. Ele teve muita sorte que ninguém saiu ferido nessa. Mas, de novo, é uma daquelas situação que ele vai ter que aprender com isso. A partir de agora, ele vai descobrir do que isso se trata e o que acontece. Se as pessoas realmente acreditassem que você consegue controlar 400 caras que vivem ao redor do mundo… Juro que as expectativas de vocês são muito altas (risos). Para nós, controlar 400 lutadores que moram espalhados do mundo… Fazemos o melhor que podemos e, no final do dia, você tem que lembrar que está lidando com seres humanos também. Você está lidando com um garoto de 24 anos que comete erros. Vamos ser sinceros: todo mundo sabe que não deve beber e dirigir. É a coisa mais burra do mundo que você pode fazer. Leva dois segundos para entrar num taxi, ligar para alguém ou dormir no sofá. Eu não me importo com o que você faça, mas não entre no seu carro bêbado e dirija. Não faça isso. Mas, quantas pessoas não entraram no carro e dirigiram bêbadas para casa quando eram mais novas? Talvez, se você falar com cem pessoas, duas pessoas nunca fizeram porque não bebem ou algo assim. Todo mundo já cometeu esse erro e no dia seguinte você agradece a Deus por nada ter acontecido. Bom, o Jon Jones chegou perto de alguma coisa acontecer, alguma coisa muito ruim. Na conversa que eu tive com ele ontem, eu vi que ele sabe o que fez, está apavorado por isso. Eu tenho que manter esses caras na academia treinando (risos). Eu vou fazer mais eventos ano que vem para mantê-los ocupados (risos).

Todo dia eu acordo e alguém fez alguma idiotice. Eu não quero parecer insensível, mas quando o seu produto é um ser humano, você terá vários problemas. Pensa no seu dia a dia. É o jeito que acontece. Você os coloca em pedestais, mas eles são que nem nós. Eles têm problemas, contas para pagar, briga com namoradas, não importa. Eles têm problemas também. A gente lida com todos esses caras e todas essas situações e adivinha: vocês veem o que é público e é isso. Vocês não sabem de nada. Vocês só veem o que está solto por aí. O Jon Jones bateu com o carro na árvore, mas tem muita coisa que vocês não ouvem e nós temos que lidar todo dia. Todo mundo tem problemas. Imagina ter 400 pessoas e lidar com todos os seus problemas, além de seus egos. Você tem os problemas e os egos e tudo mais que vem com isso. É um negócio difícil e não é todo mundo que aguentaria se envolver no esporte e manter tudo junto. Todo cara acha vale 300 milhões de dólares, todos acham que são o melhor e que devem ser postos para lutar antes, todos acham que devem ser o próximo a ganhar uma chance pelo título. Há uma lista muito longa que a gente tenta coordenar para 400 atletas e fazer shows no mundo inteiro.

Sobre o que realmente acontece por trás dos panos no UFC:

Isso é totalmente verdade. Se isso acontece no futebol, que é o maior esporte do mundo, aqui vocês sabem de 1% (risos). Vocês me veem sempre e sabem que eu amo isso e que eu não queria fazer nada além disso, mas quando as pessoas me veem, elas falam que eu tenho o emprego dos sonhos (risos). Calma, cara. É um trabalho. Não é tão glamoroso quanto parece.

Sobre o potencial do Brasil no MMA:

O Brasil é uma mina de ouro de talentos. A chave para o esporte é ter muito talento. Quando você fala de marketing, o Brasil é grande, a economia está indo bem, todos os grandes eventos esportivo estão indo para lá e você tem uma mina de ouro de talento. Os melhores caras do mundo são de lá. Não os melhores em suas categorias, mas peso por peso, são os melhores do mundo. Há uma lista extensa vindo de lá.

Sobre a falta de estrutura das academias no Brasil:

O quanto mais rápido crescer a popularidade do esporte no Brasil, mais fácil vai ficar. Olha quantos caras deixaram o Brasil nos últimos 20 anos para viajar para outros lugares no mundo para ensinar Jiu-Jitsu, abrir escolas e fazer todas essas coisas. O lugar onde isso tudo começou do Brazilian Jiu-Jitsu e do MMA é lá e agora estão todos voltando para o Brasil. Você vai começar a ver essas academias, sejam elas para treinar lutadores, pessoas como vocês que querem ficar em forma e se sentir bem ou até academias para manter as crianças fora das ruas. Você vai ver isso em todo lugar nos próximos cinco anos. Vai ser uma loucura.

Marque as minhas palavras: vai ser enorme. Em todo lugar que você for, toda vez que a gente vai lá e fala que vai ter um evento tem uma explosão. As escolar começam a surgir e a realidade é que essa é a nova arte marcial. Quantas pessoas realmente podem jogar futebol no Brasil? Quantas crianças chegam a times e viram jogadores profissionais? Não muitos, certo? Mas vão ser muitas as crianças que vão entrar nas artes marciais e fazer dinheiro. É uma das coisas que estamos falando sobre. Fizemos uma grande luta ontem com um dos nossos caras e todo mundo quer apontar para onde o dinheiro vai. No sábado, tem caras que só lutam uma vez por ano e você vê toda essa bolha de mídia em cima deles para ver um lutando contra o outro. A gente está fazendo uns 40 eventos por ano e o dinheiro se espalhou. Estamos fazendo 14 pay-per-views por ano.

(REVISTA TATAME)

‘TUF Brasil vs. EUA’ pode acontecer em 2013

O reality show ‘The Ultimate Fighter – Em busca de campeões’ está no nono episódio e já tem definidos os semifinalistas que lutarão, literalmente, pelas vagas nas finais da categoria peso-médio e peso-pena, visando um contrato no UFC. 

Dana White, declarou que está muito satisfeito com o resultado do programa no Brasil, o que fez com que se popularizasse o esporte no maior veículo de massa do país, a TV Globo, que vem obtendo bons resultados, com uma média de 10 pontos percentuais de audiência, considerado muito bom ao comparar com outros programas que costumavam ser veiculados no mesmo horário, sem contar no líder de audiência Big Brother Brasil.

Com as escolhes de atletas amigos e a diferença cultural citada por Dana White, existe a possibilidade de uma mudança no formato para o ano que vem, e é cogitado até mesmo a possibilidade de um TUF com Brasil vs. Estados Unidos. Sendo um formato parecido com o já ocorrido Reino Unido vs. EUA.

Ainda não há nada confirmado, mas a possibilidade de um TUF que unisse integralmente a torcida brasileira para uma equipe com certeza seria estimulante e faria um ‘clima de copa do mundo’ acerca das possibilidades.

Em contrapartida, mantendo o formato atual ou alguma variação, já foi cogitada entre os próprios lutadores um TUF entre Lyoto Machida e Shogun Rua, dois outros ídolos brasileiros no UFC, que enfrentaram-se duas vezes com uma vitória para cada.

Fonte: Na Grade do MMA

Justiça determina limite de seis horas para espera em hospital de Fortaleza

O juiz federal Ricardo José Brito Bastos, da 6ª Vara da Justiça Federal no Ceará, determinou que a União, o Estado do Ceará e o Município de Fortaleza adotem as medidas necessárias para que não supere seis horas o tempo de espera de atendimento para internação no Hospital de Saúde Mental de Messejana, em Fortaleza. A decisão judicial foi deferida na quinta-feira (24) em resposta a uma ação civil pública movida pela Defensoria Pública da União.

O Hospital Mental de Messejana reconhece que a demanda no local é maior do que a capacidade de atendimento e que, alguns pacientes, precisam esperar até três dias para serem internados por falta de leitos. A unidade conta, atualmente, com 160 leitos, 80 para homens e 80 para mulheres, e informou que realiza cerca de 1.000 atendimentos por mês. A Central de Regulação do Município também funciona no hospital e encaminha os pacientes para uma das três unidades municipais de saúde mental que oferecer, primeiro, um leito de internação vago.

A Secretaria da Saúde do Ceará respondeu que hospital passou recentemente por obras de reformas e se tornou uma unidade de saúde “humanizada”. A secretaria disse ainda que o Hospital Regional do Norte do Estado – que está sendo construído em Sobral e tem previsão para inauguração em agosto deste ano – deve amenizar a situação do hospital de Messejana. De acordo com a Secretaria da Saúde, o hospital de Sobral terá uma unidade exclusiva para serviços psiquiátricos e deve deve atender a demanda de cidades da região Norte do estado, reduzindo a demanda na capital.

Segundo a setença do juiz federal, caso seja descumprido o atendimento dos pacientes no Hospital Mental de Messejana no tempo de até seis horas, será cobrada uma multa referente a cada atendimento no valor de R$ 200.000,00, sendo 60% pago pelo Estado do Ceará, 20% pelo Município de Fortaleza e os outros 20% pela União.

O juiz ainda determina que seja disponibilizada em uma página na internet uma estatística mensal do tempo para o atendimento dos pacientes. Os relatórios devem ser apresentados mensalmente e o primeiro deve ser divulgado no dia 10 de agosto de 2012. A multa por cada dia de atraso será de R$ 5.000,00. Além disso, incidirá multa de R$ 50.000,00 cada vez que for constatada divergência entre o relatório e a realidade dos atendimentos.

Sentença
Na sentença, o magistrado cita que “é intolerável que um doente mental seja constrangido a permanecer dias e dias em condições absurdamente precárias, lançado ao chão e ao relento, sujeito ao sol e à chuva, ao cansaço, ao desconforto, subalimentado, à espera de um leito para internação”. Durante a análise da ação civil pública, o juiz federal Ricardo José Brito Bastos, afirmou que visitou pessoalmente o Hospital de Messejana e constatou o mal atendimento.

Além das multas, caso a sentença seja descumprida, fica proibida a veiculação de qualquer propaganda institucional por parte do Estado do Ceará e do Município de Fortaleza, até a regularização da situação. Esta pena pode ser aplicada, de acordo com a decisão do juiz federal, a partir da data fixada para a publicação do primeiro relatório de acompanhamento.

(G1)

Comissão do Senado aprova projeto que inclui casamento gay no Código Civil‎

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou projeto de lei da senadora Marta Suplicy (PT-SP) que introduz no Código Civil a união estável entre casais homossexuais e a possibilidade da conversão dessa união em casamento civil. A proposta não interfere nos critérios adotados pelas igrejas para o casamento religioso.

O projeto define como entidade familiar “a união estável entre duas pessoas, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”.

Para ser transformada em lei, a proposta ainda necessita de aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário do Senado e também na Câmara dos Deputados.

O projeto de Marta Suplicy transforma em lei adecisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em maio do ano passado reconheceu a união estável entre homossexuais como unidade familiar.  “O que nós fizemos foi colocar no Código Civil aquilo que o STF já fez”, declarou a senadora.

De acordo com a Agência Senado, a relatora do projeto na Comissão de Direitos Humanos, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), afirmou que o Congresso está “atrasado” em relação a outras instituições que já reconheceram a união de casais do mesmo sexo, como o STF, a Receita Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Se transformado em lei, o projeto eliminará dificuldades de casais homossexuais para conseguir efetivar o casamento civil, apesar da decisão do Supremo. Mesmo com a decisão do STF, alguns juízes argumentam que não existe legislação sobre o assunto.

(G1)

Fácil assim! Sogro de ex-secretário de Campinas ganhou 40 vezes na loteria

Carlos Henrique Pinto, é advogado, foi secretário das finanças e depois secretário de segurança no governo do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT). Foi candidato e não chegou a se eleger a deputado estadual com apoio de Santos
Foto: Rose Mary de Souza/Terra
ROSE MARY DE SOUZA – Direto de Campinas

Em audiência na tarde desta sexta-feira em Campinas, o agente do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Publico (MP), Henrique Romanini Subi, revelou que o sogro do ex-secretário de Segurança e Finanças, Carlos Henrique Pinto, o empresário Joaquim Argemiro Tinarelli, ganhou 40 vezes na loteria no começo dos anos 2000. De acordo como o agente, o Gaeco encontrou os dados na declaração de imposto de renda do empresário, enviada a Receita Federal e seria uma forma de justificar o aumento no seu patrimônio.

A revelação irritou Pinto, que é acusado pelo MP de corrupção e formação de quadrilha e fazer parte do grupo que desviava dinheiro de contratos de licitações na Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), em Campinas. Segundo o MP, Tinarelli seria proprietário da empresa Biguá Alimentos, que já foi fornecedora de arroz e feijão para a Secretaria de Educação de Campinas. Ele não foi localizado pelo Terra para dar sua versão.

A audiência de instrução começou às 11h30 e ainda prosseguia no começo desta noite com a presença das seis testemunhas convocadas. Os réus foram convocados para acompanhar os depoimentos. Estiveram presentes também a ex-primeira-dama Rosely Nassin Jorge Santos, o ex-vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT), o ex-secretário de Comunicações Francisco de Lagos, o ex-diretor de Planejamento Ricardo Cândia e o ex-presidente da Sanasa Luiz Castrillon de Aquino.

“Quando meu sogro ganhou na loteria eu não era secretário”, afirmou Pinto. Nervoso e um pouco alterado, ele foi cercado por jornalistas quando saiu para tomar café. “É natural que avalie a evolução patrimonial das pessoas”, comentou. Ao ser inquirido com veemência por um repórter chegou a repetir: “Não tenho relação financeira com ele, vão perguntar a ele”.

Carlos Henrique Pinto é advogado e ocupou os cargos de secretário de Finanças e depois secretário de Segurança na administração do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT). Ele concorreu ao cargo de deputado estadual com apoio de Santos, mas não se elegeu. Com a crise do governo de Santos, chegou a ser considerado foragido quando a Justiça decretou a prisão de 20 pessoas em 20 de maio de 2011. Quase dois meses depois, em novo pedido da Justiça, ele foi detido e cumpriu prisão preventiva no quartel da Policia Civil em São Paulo.

Ex-primeira-dama
Amparada por advogados, usando óculos escuros e o cabelo preso por um rabo de cavalo, a ex primeira-dama e ex-chefe de gabinete de Campinas Rosely Nassin Jorge Santos chegou à Cidade Judiciária um pouco depois das 11h para a audiência em que é apontada como a líder de um esquema de fraudes em licitações e desvio de dinheiro na Sanasa. Cercada por jornalistas e fotógrafos, ela não respondeu aos questionamentos e entrou na sala de audiência onde a imprensa não pode gravar som ou imagem.

O empresário Ilário Bocaletto, uma das testemunhas citadas no processo, afirmou ter recebido ameaça de morte nesta manhã e chegou escoltado por policiais da Corregedoria da Policia Civil. Ele revelou aos promotores do Ministério Publico a cobrança de propina para a aprovação de empreendimentos imobiliários na prefeitura durante a gestão do ex-prefeito cassado, Hélio de Oliveira Santos.

Todos são acusados pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) de integrarem um esquema de fraudes em licitações na Sanasa que pode representar em torno de R$ 17 milhões. Outras 16 pessoas foram denunciadas pelo MP e devem responder em juízo. O processo foi desmembrado em dois pelo juiz Bernardes e eles serão julgados separadamente.

No primeiro processo estão Rosely, apontada pelo MP como líder do esquema de fraudes praticado pelos ex-agentes públicos, e o ex-dirigente Aquino, que também figura como delator junto ao MP dos crimes do grupo. Na segunda peça desmembrada ficaram o ex-diretor técnico da Sanasa, Aurélio Cance Júnior, o ex-conselheiro da autarquia, Valdir Carlos Boscato, o promotor de eventos Ivan Goreti, os empresários Gabriel Gutierrez, João Carlos Gutierrez, João Thomaz Pereira Junior, Gregório Wanderlei Cerveira, Alfredo Antunes, Augusto Antunes, Pedro Luis Ibraim Hallack, Dalton dos Santos Avancini e os lobista Emerson Geraldo de Oliveira e Maurício de Paulo Manduca.

Depoimentos
Os depoimentos dos “cabeças” do esquema de desvios de dinheiro ocorrem na semana de aniversário de um ano do pedido de 20 prisões temporárias de empresários e agentes públicos quando foram cumpridos onze mandados, no dia 20 de maio de 2011. Rosely e Aquino são acusados de formação de quadrilha, corrupção passiva e fraude em licitações. Vilagra e Cândia responderão por formação de quadrilha e corrupção passiva. Já Henrique Pinto e Lagos vão a julgamento por formação de quadrilha.

Os empresários e lobistas irão responder por corrupção ativa. Gabriel Gutierrez, João Carlos Gutierrez, João Thomaz Pereira Junior, Gregório Wanderlei Cerveira, Emerson Geraldo de Oliveira e Maurício Paulo Manduca são acusados de fraudes em licitação. Ivan Goreti responderá por formação de quadrilha, enquanto que Aurélio Cance Junior por formação de quadrilha, corrupção passiva e fraudes em licitação. Já Valdir Boscato, por corrupção passiva.

(PORTAL TERRA) 

Klester Cavalcanti: Jornalista brasileiro preso na Síria foi liberado e está em local seguro

O jornalista brasileiro que havia sido detido na Síria já foi liberado. De acordo com o Itamaraty, a Embaixada do Brasil em Damasco, capital síria, está em contato com o profissional.

O Ministério das Relações Exteriores informou que o profissional está bem instalado em um local seguro. A embaixada brasileira está em contato com as autoridades responsáveis para que o jornalista deixe o país o mais rápido possível.

Segundo o ministério, a divulgação de informações detalhadas poderia prejudicar a segurança do jornalista e as negociações para sua retirada daquele país.

De acordo com o canal GloboNews, o jornalista é Klester Cavalcanti, de 42 anos, que trabalha para a Editora Três, que publica a revista IstoÉ. O Itamaraty não confirmou o nome do profissional.

(Agência Brasil)

Dilma veta parte do Código Florestal e muda 32 pontos

BRASÍLIA, 25 Mai (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff decidiu vetar nesta sexta-feira 12 pontos do texto do Código Florestal, produzido pelo Congresso no fim de abril, e introduzir 32 mudanças que devem ser inseridas em medida provisória a ser publicada na próxima semana.

Em coletiva, os ministros envolvidos na discussão – Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Mendes Ribeiro (Agricultura), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) e Luís Inácio Adams (Advovacia-Geral da União) – anunciaram parte das ações que serão promovidas pelo veto e pela MP que irá incorporar as mudanças.

Confira a seguir o que foi anunciado pelo governo nesta sexta-feira:

VETO

— Segundo Adams, após duas semanas de exaustivas reuniões, o governo decidiu pelo veto de 12 dispositivos. Não informou, no entanto, quais seriam todos esses pontos. O detalhamento do veto será divulgado na segunda-feira, quando for publicado no Diário Oficial da União.

— O advogado-geral disse que foi vetado o artigo que trata da polêmica regularização de propriedades que desmataram Área de Preservação Permanente (APP) – regiões a serem protegidas com a função de preservar recursos hídricos, a estabilidade geológica e a biodiversidade, entre outros.

— Também ficaram sujeitos a veto dois parágrafos que deixavam a definição de APP em margens de rios em áreas urbanas para os planos diretores de ordenamento e leis de uso de solo estaduais e municipais.

MUDANÇAS

— O governo anunciou que irá modificar 32 pontos do Código Florestal, sendo que 14 recuperam a essência do texto produzido pelo Senado em dezembro do ano passado, 5 instituem novos instrumentos e 13 trazem alterações ou ajustes “”de conteúdo” no projeto.

— Segundo Izabella, foi retomada a exigência de que a propriedade esteja inserida no Cadastro Ambiental Rural (CAR) ou em um Programa de Regularização Ambiental (PRA) para que consiga obter crédito rural em bancos públicos. Os proprietários terão 5 anos para se adequar.

— Áreas como encostas, topos de morro e manguezais voltam a ser consideradas APPs e devem ser preservadas. O texto do Legislativo ampliava as atividades e ocupações permitidas nessas áreas.

— O Planalto vai resolver, por medida provisória, uma das questões mais controversas do código: as regras de reflorestamento em APPs ao longo de rios. A última versão entregue pelo Congresso à Presidência deixava indefinidas as faixas a serem recuperadas nas margens de rios com mais de 10 metros de largura.

APPS NOS RIOS

— Segundo a ministra Izabella, serão levados em conta o tamanho da propriedade e a largura do rio para a definição das faixas a serem reflorestadas em suas margens. O escalonamento de faixas de vegetação apresentado ficará da seguinte forma:

* propriedades com até 1 módulo fiscal (medida que varia entre 5 e 110 hectares, dependendo da região) – terão de reflorestar 5 metros de vegetação nas margens de rios, desde que essa faixa não ultrapasse o limite de 10 por cento do tamanho do terreno.

* propriedades de tamanho entre 1 e 2 módulo fiscais – devem recuperar 8 metros ao longo dos rios, respeitado o limite de 10 por cento do tamanho do lote.

* entre 2 e 4 módulos – reflorestarão 15 metros nas margens, mas isso não pode ultrapassar o tamanho de 20 por cento da propriedade.

* entre 4 e 10 módulos fiscais – em rios com até dez metros de largura, deverá ser recomposta integralmente uma faixa de 20 metros nas margens; em rios mais largos, será exigido o reflorestamento completo de 30 a 100 metros

* nas grandes propriedades, com mais de 10 módulos fiscais – devem ser recuperados 30 metros nas margens de rios com até dez metros de largura; em rios mais largos, será exigida a recomposição de 30 a 100 metros

CONGRESSO PODE DERRUBAR VETO

— O Congresso pode, embora seja raro, colocar em votação o veto da presidente. Mas para derrubá-lo é necessário que a maioria absoluta da Câmara (257 votos) e do Senado (41 votos) vote nesse sentido. A bancada ruralista, expressiva na Câmara, teria número para derrubar o veto, porém o governo calcula que esse não é o caso do Senado.

O QUE FOI MANTIDO

— Ficou preservada a exigência, nas disposições para o futuro e para as propriedades que não possuem desmatamentos, do mínimo de 30 metros de APP ribeirinha e o máximo de 500.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Ana Flor – Portal R7)

Dia do Orgulho Nerd movimenta as redes sociais

AOS AFICIONADOS, DENTRE OUTRAS COISAS, POR SÉRIES DE TEVÊ (COMO BIG BANG THEORY), JOGOS DE VÍDEOGAME E COMPUTADORES, PARABÉNS, ESTE É O SEU DIA

25 de Maio de 2012 

247 – Alguém, um dia, disse: “Cuide de seu nerd, ele ainda pode ser seu chefe”. Certamente, o conhecimento que demonstram hoje os mais jovens nos leva a crer que é na mão deles que estão as próximas e mais mirabolantes inovações. Neste 25 de maio, data em que se comemora o Dia do Orgulho Nerd, os usuários colocaram na lista de assuntos mais comentados no Twitter quase dez termos voltados ao público geek.

Para quem não sabe, o motivo da data é a saga Star Wars – uma das coisas mais nerds que se tem por aí –, que teve a première do primeiro filme da série lançada nesse mesmo dia, do ano de 1977. Também por conta do Dia do #OrgulhoNerd, comemora-se o Dia da Toalha, que pode parecer um tanto estranho para muitas pessoas. A ideia saiu da série de livros que inicia com O Guia do Mochileiro das Galáxias, do britânico Douglas Adams – conhecido por escrever esquetes para o programa de TV Monty Python – e mostra como o objeto é importante para alguém que pretende um dia voar pelo universo.

No microblog, frases e piadas dão o tom do dia: “Adoraria mudar o mundo, mas não me deram o código fonte”, postaram vários perfis. Já o usuário Jon Cazumbá escreveu: “e quem lembra de quem faz funcionar a internet, suas redes sociais, seu samartphone ou até seu carro? =(“. “Quem está comemorando o dia do orgulho nerd: fãs de Big bang theory, leitores de blogs de memes e a galera que joga tênis no Wii”, escreveu Joe.

Na lista dos maiores geeks – se considerar como suas invenções revolucionaram o mundo em que vivemos hoje – certamente constam Bill Gates, Steve Wosniak, Mark Zuckerberg, Biz Stone e por que não, o principal responsável pela criação de Angry Birds, Mikael Hed. Afinal, videogame é item vital no ranking de preferências dos nerds, em meio a séries de tv e coisas que envolvem o espaço sideral.

Por fim, para aqueles que citam as frases ou imitam a risada do nerdíssimo Sheldon – personagem da série científica The Big Bang Theory –, fica enfurnado durante uma semana na Campus Party – maior evento de tecnologia da América Latina – ou se veste do cosplay (fantasia de personagem de game) sem a menor timidez, este é o seu dia.

(BRASIL 247)

Júnior Brunelli: Ex-deputado distrital é considerado foragido pela polícia

EX-PARLAMENTAR É ACUSADO DE TER DESVIADO R$ 1,7 MILHÃO EM CONVÊNIOS COM A SEDEST; TRÊS PESSOAS FORAM PRESAS NA MANHÃ DESTA SEXTA-FEIRA 25; POLÍCIA ACIONOU A INTERPOL; EX-DISTRITAL É CONHECIDO POR PARTICIPAR DA ORAÇÃO DA PROPINA; ASSISTA VÍDEO

25 de Maio de 2012 

Brasília 247 – A Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) da Polícia Civil deflagrou a Operação Hofini, na manhã desta sexta-feira 25. Três mandatos de prisão foram cumpridos, porém o principal suspeito de desvio de verbas, o ex-deputado distrital Júnior Brunelli, continua foragido. Foram apreendidos computadores e documentos na casa de Brunelli e em outros cinco locais. Polícia já comunicou a Interpol para evitar que Brunelli saia do país.

Depois de dois anos de investigação, o ex parlamentar é acusado de liderar um esquema para desviar R$ 1,7 milhão, que teriam sido obtidos em quatro convênios com a secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda. Os recursos deveriam ir para os projetos “Corpo em forma, mente sadia 2009” e “Projeto Flor da Idade”, quer seriam realizados pela associação Monte das Oliveiras, do pai de Brunelli. O político também teria utilizado notas fiscais adulteradas e empresas de fachada.

A Deco começou a operação às 6h. Estiveram no apartamento do ex-parlamentar, mas não encontraram ninguém na residência. A porta do apartamento foi arrombada e o computador levado para análise. Também foi apreendido o passaporte de Júnior Brunelli.

Adilson de Oliveira, assessor de Brunelli, Carlos Martins, contador, e o dono de uma empresa de paineis estão presos. Eles serão encaminhados para exames do Instituto Médico Legal e depois devem ser levados para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada.

Segundo o advogado de Brunelli, ele deve se apresentar nesta tarde, o que ainda não aconteceu.

Junior Brunelli ficou conhecido durante o escândalo da Caixa de Pandora, em 2009. Na época, o distrital participou da “oração da propina”, confira o vídeo abaixo:

 
(BRASIL 247, Com informações do DFTV, portal G1 e Correio Braziliense)