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Fortaleza e Jericoacoara estão os 10 melhores destinos de viagem do Brasil

Jericoacoara

Fortaleza e Jericoacoara ficaram entre os dez melhores destinos de viagem do Brasil, no prêmio Traveler’s Choice 2015, promovido pelo site TripAdvisor. A Capital conquistou a décima colocação, enquanto Jeri ficou em sétimo lugar.

Gramado, no Rio Grande do Sul, ficou em primeiro lugar. A cidade obteve ainda a terceira colocação no ranking que considera as cidades preferidas da América do Sul, de acordo com votação dos usuários do site.

A lista inclui, ainda, Rio de Janeiro e São Paulo entre os três destinos mais desejados do País. O Rio de Janeiro aparece também como quinto melhor destino da América do Sul.

O ranking mundial é liderado pela cidade de Marrakech, no Marrocos. O resultado levou em consideração a quantidade e a qualidade das avaliações de hotéis, atrações e restaurantes localizadas em cada destino.

Veja a lista completa dos destinos mais procurados:

Brasil

1) Gramado (RS)

2) Rio de Janeiro (RJ)

3) São Paulo (SP)

4) Florianópolis (SC)

5) Foz do Iguaçu (PR)

6) Salvador (BA)

7) Jericoacoara (CE)

8) Ipojuca (PE)

9) Curitiba (PR)

10) Fortaleza (CE)

América do Sul

1) Buenos Aires (Argentina)

2) Cusco (Peru)

3) Gramado (Brasil)

4) San Carlos de Bariloche (Argentina)

5) Rio de Janeiro (Brasil)

6) Cartagena (Colômbia)

7) Mendoza (Argentina)

8) Santiago (Chile)

9) Lima (Peru)

10) Bogotá (Colômbia)

(Diário do Nordeste)

Maior aquífero do mundo fica no Brasil e abasteceria o planeta por 250 anos

Carlos Madeiro, Uol Maceió

Imagine uma quantidade de água subterrânea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. Essa reserva existe, está localizada na parte brasileira da Amazônia e é praticamente subutilizada.

Até dois anos atrás, o aquífero era conhecido como Alter do Chão. Em 2013, novos estudos feitos por pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) apontaram para uma área maior e nova definição.

“A gente avançou bastante e passamos a chamar de SAGA, o Sistema Aquífero Grande Amazônia. Fizemos um estudo e vimos que aquilo que era o Alter do Chão é muito maior do que sempre se considerou, e criamos um novo nome para que não ficasse essa confusão”, explicou o professor de Instituto de Geociência da UFPA, Francisco Matos.

Segundo a pesquisa, o aquífero possui reservas hídricas estimadas preliminarmente em 162.520 km³ –sendo a maior que se tem conhecimento no planeta. “Isso considerando a reserva até uma profundidade de 500 metros. O aquífero Guarani, que era ao maior, tem 39 mil km³ e já era considerado o maior do mundo”, explicou Matos.

 

O aquífero está posicionado nas bacias do Marajó (PA), Amazonas, Solimões (AM) e Acre –todas na região amazônica– chegando até a bacias sub-andinas. Para se ter ideia, a reserva de água equivale a mais de 150 quadrilhões de litros. “Daria para abastecer o planeta por pelo menos 250 anos”, estimou Matos.

O aquífero exemplifica a má distribuição do volume hídrico nacional com relação à concentração populacional. Na Amazônia, vive apenas 5% da população do país, mas é a região que concentra mais da metade de toda água doce existente no Brasil.

Por conta disso, a água é subutilizada. Hoje, o aquífero serve apenas para fornecer água para cidades do vale amazônico, com cidades como Manaus e Santarém. “O que poderíamos fazer era aproveitar para termos outro ciclo, além do natural, para produção de alimentos, que ocorreria por meio da irrigação. Isso poderia ampliar a produção de vários tipos de cultivo na Amazônia”, afirmou Matos.

Para o professor, o uso da água do aquífero deve adotar critérios específicos para evitar problemas ambientais. “Esse patrimônio tem de ser visto no ciclo hidrológico completo. As águas do sistema subterrâneo são as que alimentam o rio, que são abastecidos pelas chuvas. Está tudo interligado. É preciso planejamento para poder entender esse esquema para que o uso seja feito de forma equilibrada. Se fizer errado pode causar um desequilíbrio”, disse.

Mesmo com a água em abundância, Matos tem pouca esperança de ver essa água abastecendo regiões secas, como o semiárido brasileiro. “O problema todo é que essa água não tem como ser transportada para Nordeste ou São Paulo. Para isso seriam necessárias obras faraônicas. Não dá para pensar hoje em transportar isso em distâncias tão grandes”, afirmou.

Via http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/03/21/maior-aquifero-do-mundo-fica-no-brasil-e-abasteceria-o-planeta-por-250-anos.htm

Maré alta destrói lua e estrela símbolo de Canoa Quebrada

A lua e a estrela que simbolizam a praia de Canoa Quebrada, no município de Aracati,não resistiram à maré alta e à ressaca do início do ano. Há cerca de 10 dias, uma das quatro obras esculpidas à beira da praia, nas falésias, foi destruída pela força do mar.

Segundo o presidente do Conselho Comunitário de Canoa Quebrada, Francisco Edvando Ferreira, conhecido como Louro, essa não é a primeira vez que a escultura sucumbe. “Artistas locais já tinham feito uma nesse local, mas a maré derrubou. Eles fizeram em uma área mais protegida, mais fácil para os turistas fotografarem. O problema é que a maré está grande demais. É muita força”, explica.

Além dessa escultura na comunidade de Estêvão, há outras três na praia. Essas resistem, segundo Edvando Ferreira, porque ficam perto das barracas de praia e, de certa forma, recebem a proteção indireta dos equipamentos. “Antes de chegar na falésia, o mar encontra as mesas, cadeiras e a própria barraca. Por isso ele não derruba”, avalia.

As esculturas são feitas na própria falésia. Ainda de acordo com o presidente do Conselho, após desenhadas, as luas e estrelas recebem uma camada de cimento e tinta para aumentar a resistência e impermeabilizar os símbolos que diariamente servem de cartão postal para registros de turistas. Edvando Ferreira conta que o primeiro símbolo de lua e estrela na praia é do artista plástico Carlos Lima Verde, conhecido como Caco, e data dos anos 1970.

(Diário do Nordeste)

Muito além da Internet das Coisas: a Geografia das Coisas

Unir Geografia e Tecnologia? Sim, essa é a nossa nova realidade e o desafio atual

*Por Abimael Cereda Júnior

Manhã de sábado ensolarada. Você resolve conhecer a nova área de lazer da cidade. Liga seu smartphone, coloca sua pulseira fitness, digita o endereço em seu aplicativo preferido de mapas mas, antes de sair, seu ‘assistente pessoal’, avisa que o trânsito no local está interrompido. Você consulta rapidamente as linhas de ônibus mais próximas no app da empresa responsável pelo transporte público da sua cidade, mas resolve ir a pé até o local – afinal, as linhas estão com atraso.
 
No caminho até lá, passa na padaria na qual te chamam pelo nome e faz um check-in, publicando nas redes sociais: ‘melhor café da cidade’. Chega na nova área de lazer e caminha por todo o parque, enviando, antes de voltar para a casa, o caminho percorrido e as informações coletadas pela pulseira fitness para seus amigos dizendo: ‘vida saudável é isso’, mas não sem antes passar no supermercado para aproveitar a promoção que chegou via SMS quando estava próximo a ele. 
 
O que esta pequena história (que pode ser SUA história) mostra? Um futuro como no desenho “Os Jetsons” ou um presente em que, cada uma das ações – utilizar o smartphone para navegação, verificar o trânsito, as linhas de ônibus, o check-in e mesmo a promoção – não são somente operações técnicas, mas sim, novas formas de interagir com seu meio e com as pessoas, que modifica a maneira como entendemos e construímos o mundo.
 
A chamada Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), termo cunhado por Kevin Ashton, do MIT em 1999, não possui um conceito claro ou único, mas podemos entender como outra forma de descrever uma rede de dispositivos, pessoas ou equipamentos interconectados. Uma vez conectados, os dispositivos podem enviar dados entre si ou para pessoas, que poderão analisar, escolher e manipular os dispositivos remotamente, conforme Coordination and Support Action for Global RFID-related Activities and Standardisation (CASAGRAS).
 
De maneira sucinta, a anunciada IoT descreve um futuro em que objetos banais – como um relógio ou mesmo sua geladeira – estão conectados à Internet e podem se identificar, bem como se conectar a outros dispositivos, enviando e recebendo informações, permitindo a interação homem-máquina, bem como máquina-máquina.
 
Tendo isso em mente, a Inteligência Geográfica, ou seja, a integração entre a Ciência Geográfica e as Tecnologias – em seu estado da arte – nos permite o desvelar não só do Território, mas o entendimento do Lugar. E, com isso, podemos cunhar o termo “Geografia das Coisas” (ou GIS of Things), que concretiza o que foi prenunciado pelo pai do Sistema de Informações Geográficas – SIG (GIS), o Geógrafo Roger Tomlinson em 1962. Ele afirmava que “quando você descobre a Geografia, você ganha um novo par de olhos”; e sabemos que essa relação não é somente homem-máquina: é uma relação cidadão-sociedade-tecnologia.
 
Unir Geografia e Tecnologia? Sim, essa é a nossa realidade e desafio atual – a Inteligência Geográfica quebrando paradigmas, trazendo fatos inéditos na história da humanidade, como nos relacionamos até mesmo com mapas: não é mais você que se procura nele, mas o mapa que se ajusta a você.
 
Contudo, como pontuei em 2012, no artigo ‘Da Análise Espacial à Análise do Espaço: para além dos algoritmos’ é necessário entender que “o período de apropriação das técnicas e tecnologias ligadas à chamada ‘Análise Espacial’ não poderia ser mais propício. A multiplicidade de sistemas sensores remotos (principalmente os orbitais, alguns financiados por empresas ligadas às grandes corporações de coleta, análise e consulta sistemática de dados via internet), a facilidade no uso de ferramentas cartográficas, em seus níveis mais elementares de manipulação de estruturas representacionais do Espaço Geográfico (pontos, linhas e polígonos) e a necessidade do homem do período técnico-científico-informacional em ser, estar e se localizar permitem os usos e abusos do Geoprocessamento”.
 
Se antes falar sobre Geoprocessamento, SIG, Sensoriamento Remoto, Sistemas de Localização (como o GPS) era algo complicado que envolvia entender sobre configurações de hardware, software e estava restrito a um pequeno número de superespecialistas, hoje as tais tecnologias – e geotecnologias – estão cada vez mais intuitivas e disponíveis no dia a dia de qualquer cidadão (como esse da história acima) que acompanha desde a previsão do tempo até cria rotas de suas viagens, bem como das empresas e governos que devem ser apropriar delas para o entendimento, tomada de decisão e ações territoriais. Ou o lado obscuro: grandes corporações coletando dados sobre sua localização, sem informar ao usuário. 
 
Estamos passando por mudanças na forma que trabalhamos e interagimos com as pessoas; vivemos a Era da Consumerização. Dispositivos, apps, aparelhos não são mais do seu escritório, mas estão com você – conceito que grandes empresas gostam de propagar: Bring Your Own Device (BYOD).
 
A Geografia das Coisas, na Era da Consumerização, vai muito além da Internet das Coisas: não estamos falando somente de uma rede de sensores e dispositivos interligados. Estamos vivendo uma nova maneira de integrarmos – e transformarmos – a sociedade, em que o protagonismo não é somente um desejo ou algo para a minoria: todos podem fazer parte dessaRevolução Geoespacial.
 
E isso, muito além da pequena cena narrada início do texto, já tem trazido impacto positivo na vida contemporânea. Em um evento (hackaton) para desenvolvedores ocorrido em fevereiro de 2015, um dos projetos vencedores criou uma rede de sensores e análises espaciais em que, por meio de informações ambientais (como a quantidade de CO2), são traçadas as melhores rotas para navegação nas ruas, não baseadas somente em tempo ou distância, mas naquelas que impactam da menor maneira possível o ambiente. Vivemos a Geografia das Coisas, que amplia o horizonte da Internet das Coisas e dá humanidade à ela. Esse é apenas um exemplo que revela o caminhar da sociedade em prol de um mundo melhor para nós mesmos e para o meio que nos cerca a partir de um entendimento e interação adequada com nosso território e tecnologias.
 
*Abimael Cereda Junior é geógrafo e gerente para o setor de Educação na Imagem, empresa de Inteligência Geográfica em São José dos Campos

 

 

Baía do Sancho, em Noronha, é eleita melhor praia do mundo pela 2ª vez

A Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE), foi eleita a melhor praia do planeta  pela segunda vez, segundo pesquisa divulgada anualmente pelo site de viagens TripAdvisor. O ‘Traveller´s Choice Awards’ leva em conta as praias mais bem avaliadas pelos usuários nos últimos 12 meses.

A Baía do Sancho é a única brasileira entre as dez mais votadas no mundo. Na lista das melhores da América do Sul, as praias brasileiras ocuparam sete das dez primeiras posições.

Além do Sancho, essa lista regional inclui Lopes Mendes, em Ilha Grande (RJ); Praia dos Carneiros (PE); Praia do Forno, em Arraial do Cabo (RJ); Praia da Pipa (RN); Grumari, no Rio; e Gales, em Maragogi (AL). 

O resultado completo da votação de melhores praias pode ser visto neste link.

Grace Bay Beach, em Turks & Caicos (Foto: Angelo Cavalli/Tips/ Photononstop/AFP)Grace Bay Beach, em Turks & Caicos, foi eleita a segunda melhor praia do mundo

(Foto: Angelo Cavalli/Tips/ Photononstop/AFP)

1°- Baía do Sancho, Fernando de Noronha (PE), Brasil
2°- Grace Bay, Turks & Caicos
3°- Isola del Conigli, Sicília, Itália
4°- Playa Paraíso, Cayo Largo, Cuba
5°- Playa de Ses Illetes, Baleares, Espanha
6°- Anse Lazio, Seychelles
7°- White Beach, Boracay, Filipinas
8°- Playa Flamenco, Culebra, Porto Rico
9°- Whitehaven Beach, Ilhas Whitsunday, Austrália
10°- Elafonissi, Grécia
11°- Camp´s Bay Beach, África do Sul
12°- Radhanagar Beach, Havelock Island, Índia
13°- Woolacombe Beach, Reino Unido
14°- Siesta Beach, Flórida, estados Unidos
15°- West Bay Beach, Honduras

As 10 melhores da América do Sul

Leões marinhos em Galápagos, no Equador (Foto: Michael Nolan / Robert Harding Premium / Robert Harding/AFP)Leões marinhos em Galápagos, no Equador (Foto: Michael Nolan / Robert Harding Premium / Robert Harding/AFP)
1°- Baía do Sancho, Fernando de Noronha (PE), Brasil

2°- Cayo de Agua, Los Roques, Vebezuela
3°- Praia de Lopes Mendes, Ilha Grande (RJ), Brasil
4°- Praias dos Carneiros (PE), Brasil
5°- Praia do Forno, Araial do Cabo (RJ), Brasil
6°- Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa (RN), Brasil
7°- Grumari, Rio (RJ), Brasil
8° – Galés, Maragogi (AL), Brasil
9° – Praia de Galápagos, Equador
10° – Anakena, Ilha de Páscoa, Chile

As 10 melhores do Brasil

Praia de Mendes Lopes, em Ilha Grande, RJ (Foto: Gardel Bertrand/hemis.fr/AFP)Praia de Lopes Mendes, em Ilha Grande, RJ (Foto: Gardel Bertrand/hemis.fr/AFP)

1°- Baía do Sancho, Fernando de Noronha (PE)
2°- Lopes Mendes, Ilha Grande (RJ)
3°- Praia dos Carneiros, Tamandaré (PE)
4°- Praia do Forno, Araial do Cabo (RJ), Brasil
5°- Baía dos Golfinhos, Pipa (RN)
6°- Grumari, Rio (RJ)
7°- Galés, Maragogi (AL), Brasil
8°- Praia dio Rosa (SC)
9°- Prainha, Rio (RJ)
10°- Praia do Farol, Arraial do Cabo (RJ)

(G1 Turismo e Viagem)

Ceará terá chuvas irregulares no período de Carnaval, prevê Funceme

Pode chover de forma irregular em todas as regiões do Ceará no período de Carnaval. De acordo com previsão do tempo elaborada nesta sexta-feira (13) pela  Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), entre o sábado e a terça-feira, as precipitações serão marcadas pela irregularidade espacial e temporal. Áreas de instabilidade atmosférica deixam todas as regiões do Estado com condições favoráveis à ocorrência de chuva isolada.

Segundo a previsão, a faixa litorânea deverá ter nebulosidade variável com registro de chuvas fracas na madrugada e início da manhã e sol com poucas nuvens no restante do dia. No centro-sul do Ceará e na região Jaguaribana, a tendência é de nebulosidade variável com chuvas mais significativas, principalmente à tarde e à noite.

“Em geral, não será um Carnaval marcado pela chuva. Haverá precipitações, mas deveremos ter bastante calor até a terça-feira. As temperaturas devem variar de 31°C a 33°C no litoral e de 32°C a 37°C no interior. Ainda não há uma atuação direta da Zona de Convergência Intertropical, que poderia trazer chuvas mais generalizadas”, explica o meteorologista Raul Fritz.

Novo prognóstico
A Funceme divulgará o prognóstico climático para os meses de março, abril e maio, na segunda quinzena de fevereiro. No primeiro prognóstico do ano, divulgado em janeiro, a categoria de chuvas abaixo da média histórica foi apontada como a mais provável, com 64% de chance. A probabilidade de haver chuva acima da média no período foi 9% e, na média, 27%.

(G1 Ceará)

Fórum em Fortaleza reúne arquitetos e urbanistas jovens da América Latina

Estão abertas as inscrições para o Fórum Jovens Arquitetos Latino-Americanos (FJAL), que acontece entre os dias 06 e 08 de maio em Fortaleza (CE). A edição deste ano terá o tema “Do edifício ao território” e abordará a relação entre os prédios e as cidades, as interações e os usos que podem gerar ou potencializar na paisagem e no território. O Fórum tem o objetivo de aproximar experiências teóricas e práticas, a fim de incentivar a busca por novas soluções para as áreas urbanas. 

Entre os palestrantes confirmados estão Camilo Restrepo (Colômbia), Arzubialde (Argentina), Grupo Talca (Chile), Javier Sanchéz (México), Alejandro Haiek (Venezuela), Andrade Morettin (SP), Gabriel Duarte – CAMPO (RJ) e Jirau (PE). Ao final de cada dia do evento, haverá um debate com os palestrantes da data moderado pelo arquiteto e professor Fernando Lara. 

O FJAL acontece desde junho de 2010 e começou a ser realizado por iniciativa de um grupo de jovens arquitetos independentes de Fortaleza para debater a nova produção arquitetônica da América Latina. O evento é idealizado pelo escritório Rede Arquitetos e conta com a organização da Ikone Eventos e Promoção da Astef e Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura – FCPC. 

Mais informações e inscrições: http://www.fjal.com.br/.

Prefeitura de Fortaleza promove palestra internacional sobre planejamento urbano

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), e em parceria com o Banco Mundial (Bird), traz a Fortaleza a especialista sênior em Desenvolvimento Urbano e ex-vice-prefeita de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Washington (EUA), Valerie Santos. A palestra “Exemplos Internacionais de Projetos de Transformação Urbana e Perspectivas para o Desenvolvimento de Fortaleza” será nesta quinta-feira (12/02), às 19 horas, no auditório Luiz Esteves Neto, na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

O encontro faz parte de uma série de reuniões entre o Município e o Bird para viabilizar o financiamento do projeto Fortaleza: Cidade Sustentável.  A ideia da palestra é apresentar cases de transformação urbana e perspectivas de desenvolvimento a partir de Operações Urbanas Consorciadas e Leis de Zoneamento.

Com 15 anos de experiência em desenvolvimento urbano e estruturação de parcerias público-privadas, Valerie tem contribuído em projetos de desenvolvimento econômico e gestão de áreas metropolitanas e de habitação em países como Brasil, Guatemala, Colômbia, Panamá, Geórgia, Filipinas e África do Sul.

Em Washington (EUA), sob sua coordenação, no entorno do Rio Anacostia, foram construídas 10.000 habitações de interesse social, diversas áreas de lazer e parques em regiões subutilizadas. No mesmo contexto, comércio varejista e supermercados foram atraídos para comunidades antes desassistidas. Neste trabalho, mais de 150 projetos que resultaram em investimentos de cerca de US$ 13 bilhões foram alavancados e mudaram a feição de bairros inteiros.

Serviço
Palestra “Exemplos Internacionais de Projetos de Transformação Urbana e Perspectivas para o Desenvolvimento de Fortaleza”, com Valerie Santos

Data: Quinta-feira (12/02)
Horário: 19 horas
Local: Auditório Luiz Esteves Neto – Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) – Avenida Barão de Studart, 1980

(Prefeitura de Fortaleza)

Prefeitura de Fortaleza só cumpriu metade da meta de replantio de árvores

O concreto avança sobre o verde por todas as regiões de Fortaleza através de empreendimentos imobiliários e obras de infraestrutura. As leis apontam para a necessidade de que tal perda seja compensada. No entanto, a velocidade da supressão de árvores e o fato de o plantio ser investimento a médio e longo prazo faz com que tais ações não condigam mitigar a perda do verde a altura. 

Em 2014, 62,5% do plantio de árvores previsto no Plano de Arborização de Fortaleza foi feito somente por um empreendimento como compensação ambiental. O Plano foi lançado em junho de 2014 e previa o plantio de oito mil árvores até o fim do ano. No entanto, só quatro mil foram plantadas, informou a titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma),Águeda Muniz.

Desse total, 2,5 mil faziam parte da compensatória ambiental da construção do shopping Riomar, no Papicu. Segundo Águeda, os plantios da gestão municipal deixaram de ocorrer a partir de setembro e seriam retomados neste início de ano. O motivo apontado para a interrupção foi a umidade do ar, que ficou abaixo do esperado para esses meses, o que impactaria na adaptação das plantas e, provavelmente, na necessidade de refazer o trabalho de plantio.

O principal impacto ambiental dos empreendimentos realizados atualmente em Fortaleza é a supressão de vegetação. Ações recentes que implicaram em compensatórias foram a implantação do binário da Aldeota, a construção do viaduto da Antônio Sales, a retirada de árvores de bosque do Exército pela Cagece e o shopping Riomar. Também está na lista o desmate de área do Cocó para a construção de conjunto habitacional no Dendê, mostrada pelo O POVO na semana passada. A compensação será com o plantio de 1,9 mil árvores.

Segundo Águeda, as compensatórias passaram a ser mais rigorosas a partir de 2014. Portaria da Seuma apontou que o número de árvores a serem plantadas por cada uma suprimida pode chegar a 15, a depender de especificidades como espécie e tamanho. Antes, eram duas plantadas para cada suprimida, informa.

A secretária também reitera que há exigência na compensatória de que as árvores plantadas sejam semiadultas e a manutenção seja realizada pelos empreendimentos. A Seuma, nesses casos, acompanha o plantio e o cuidado por meio de relatórios e visitas mensais. Caso alguma planta não se adapte e morra – como muitos relatam em avenidas da cidade como a Aldy Mentor – o empreendimento responsável é obrigado a plantar uma nova. 

Longo prazo

Segundo o engenheiro agrônomo Alexandre Krause, secretário da Regional Nordeste da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, a compensação da retirada da vegetação só tem resultados a médio e longo prazo. 

“De cada 100 árvores plantadas em áreas públicas, 20 a 30 chegam à fase adulta”, ressaltou Alexandre, lembrando a experiência em Recife, onde atua. Segundo ele, a depredação da população e a falta de manutenção adequada (que inclui a carência de técnicos) são obstáculos.

Ações de conscientização, manutenção adequada das árvores plantadas, planejamento maior das obras, cumprimento real das leis que versam sobre proteção e compensações são imprescindíveis para que o verde não seja cada vez mais raro nas áreas urbanas já descaracterizadas.

(Samaisa dos Anjos, O Povo)

Roberto Cláudio promete desburocratizar licenças ambientais e alvarás para construção

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), afirmou ontem que pretende “desburocratizar” a concessão de licenças ambientais e alvarás para construção. “Seremos muito fiéis às legislações ambientais, mas não por isso deveremos ser burocráticos”, declarou em discurso na Câmara Municipal de Fortaleza, durante a abertura do ano legislativo.

Entre as medidas para “desburocratizar a cidade de Fortaleza”, RC deseja tornar cada vez mais virtual o processo de licenciamento e concessão de alvarás.

De acordo com o líder da oposição na Câmara, o vereador Ronivaldo Maia (PT), a liberação de licenças ambientais “até que não é demorada”. Segundo o petista, a titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Águeda Muniz, “é voltada a alguns interesses da cidade”. Maia não citou quais seriam esses interesses.

Roberto Cláudio também anunciou outras propostas na área ambiental. O chefe do Executivo municipal quer que, em 2015, o problema do lixo urbano tenha a mesma atenção que o da mobilidade teve ao longo de 2014. Segundo o prefeito, contra os grandes geradores de lixo na cidade, “a resposta virá pela força da lei”.

No mesmo pronunciamento de ontem, o prefeito Roberto Cláudio também disse que pretende enviar à Câmara mensagem para disciplinar as fiações aéreas. “Hoje, esse se tornou um gravíssimo problema, que deixou de ser apenas estético para ser de segurança viária”, disse RC.

Conforme o prefeito, a quantidade de postes derrubados na cidade ao longo dos anos não é fruto do acaso, mas resultado da sobrecarga causada pelo uso desordenado de concessionárias.

Polêmicas

Desde o início de sua gestão, Roberto Cláudio tem protagonizado diversas polêmicas com setores ambientais da Capital, como a construção dos viadutos Celina Queiroz e Antonio Martins Filho, localizados no entroncamento das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior. Outra polêmica foi a da retirada de árvores para a construção do binário das avenidas Santos Dumont e Dom Manuel.  

Em novembro passado, Águeda Muniz foi eleita pela Cooperativa da Construção Civil do Estado do Ceará (Coopercon-CE) a “personalidade do ano”.

À época, o presidente da entidade, Marcos Novaes, afirmou que a escolha deveu-se ao dinamismo que a arquiteta havia produzido na liberação de licenças ambientais.

 

SERVIÇO 

Câmara Municipal de Fortaleza

Onde: Rua Thompson Bulcão, 830, bairro Patriolino Ribeiro

Telefone: 3444 8300

Saiba mais

Ontem, também tomaram posse novos vereadores. Vicente Pinto (PT) assume a cadeira do agora secretário estadual de Cultura Guilherme Sampaio (PT), Cristiana Brasil (PTdoB) assume durante a licença de seu colega de partido John Monteiro (PTdoB), Ruthmar Xavier (PR) e Luciram Girão (PMDB) substituem os agora deputados estaduais Capitão Wagner (PR) e Walter Cavalcante (PMDB) e Marcus Teixeira (PMDB) assumiu no lugar de Vitor Valim, eleito deputado federal.

Salmito aproveitou seu discurso para defender novamente a ida da Câmara para o Centro. Para ele, a atual sede “tornou-se pequena para a vontade da população de participar”. Ele garante que, até fim do mês, será feita consulta à comunidade do Centro sobre a proposta, que conta com o apoio do prefeito.

A eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara de Deputados também ecoou hoje no Legislativo municipal.A vereadora Toinha Rocha (Psol) afirmou ser uma “má notícia” a escolha de Cunha (PMDB). Como resposta, ouviu Carlos Mesquita, correligionário de Cunha, declarar que “o candidato do PMDB teve quase 300 votos e o candidato do partido dela teve oito”. De acordo com o peemedebista, “se a gente vive em um país de democracia, a gente tem que se quedar à maioria”.

(Renato Sousa, O Povo)

Bombeiros resgatam tubarão-lixa de dois metros em praia de Fortaleza

Major do Corpo de Bombeiros recomenda que banhistas deixem o mar caso avistem tubarões (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O Corpo de Bombeiros resgatou na tarde desta sexta-feira (30) um tubarão-lixa de dois metros na Praia do Futuro, uma das mais movimentadas do litoral de Fortaleza. Segundo o major do Corpo de Bombeiros Cláudio Barreto, o animal foi visto preso a uma rede de pescadores e levado à praia por quatro salva-vidas. O animal não resistiu aos ferimentos da rede de pesca e morreu.

O major Cláudio Barreto diz que a espécie não é agressiva e sua presença não é comum no litoral de Fortaleza. “Acredito que ele tenha chegado aqui trazido por correntes marítimas, talvez ele tenha sido trazido da região do Recife”, diz.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, vários banhistas informaram terem avistados tubarões na Praia de Iracema, em Fortaleza, desde o início da semana. “Esses relatos têm nos preocupado porque são informações de aparecimento de tubarão-martelo, que podem ser agressivos”, afirma.

O major recomenda que, caso banhistas avistem tubarões, deixam o mar. “Também se deve tentar resgate desses animais. Esse tubarão foi retirado do mar por profissionais”, afirma o major Cláudio Barreto.

(G1 Ceará)

Petrobras faz nova descoberta de petróleo em Aracati e Icapuí, no Ceará

A Petrobras descobriu novos indícios de petróleo em concessão que possui no território cearense. A notificação foi feita no último dia 19, à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e trata-se de uma descoberta na Fazenda Belém, campo terrestre que se espalha pelos municípios de Icapuí, Aracati e Jaguaruana.

A Fazenda Belém se localiza na Bacia Potiguar, que abrange campos no Rio Grande do Norte e Ceará. De acordo com informações da ANP, a descoberta foi feita no poço denominado 3BRSA1277CE. Essa é a segunda notificação de descoberta no mesmo poço em dois meses.

Um pouco antes disso, em outubro, a estatal notificou a agência de outra descoberta no poço 3BRSA1275CE, também na Fazenda Belém. Antes destas, a última descoberta de indícios de óleo no Ceará foi em setembro de 2013, em poço marítimo também na Bacia Potiguar, a uma profundidade de 1.924 metros.

Campo maduro

As descobertas na Fazenda Belém podem ajudar a recuperar a produção no campo, que já sofreu redução de 45%, do volume explorado entre os anos de 2009 e 2013. Por já ser uma área de exploração madura, de vários anos, a queda é considerada normal. Entretanto, a Petrobras está buscando recuperar a produção na área, com um projeto iniciado em março do ano passado, que prevê a perfuração de 72 novos poços no campo .

Além de elevar a produção e o fator de recuperação, a petrolífera pretende agregar reservas com essas novas perfurações. O volume de petróleo recuperado na Fazenda Belém voltou a crescer em outubro do ano passado e, de janeiro até novembro, já acumulava incremento de 4,9% sobre o mesmo período de 2013.

Caso o mês de dezembro tenha mantido bons resultados – os dados ainda não foram divulgados pela ANP -, o campo reverterá a tendência de declínio, mas ainda estará distante dos volumes registrados em 2003, quando foram produzidos 996,7 mil barris de petróleo. Nos nove primeiros meses do ano passado, a produção terrestre foi de 369,7 mil barris.

Novos poços

A estatal também havia informado, em 2013, que estava analisando um projeto para perfuração de cerca de mil novos poços no local, até este ano, o que quase triplicaria a produção de petróleo, em terra da empresa, no campo exploratório. A Petrobras, no entanto, não voltou maia a falar sobre este plano.

O campo de Fazenda Belém foi descoberto em março de 1980 e teve sua exploração concedida à Petrobras em 1998. O Ceará terminou o ano de 2013 com 317 poços terrestres, de acordo com dados do Anuário Estatístico 2014 da ANP.

A produção terrestre, contudo, só representa 15% do petróleo extraído atualmente no Estado. Todo o restante é produzido em quatro campos marítimos no litoral de Paracuru, na Bacia petrolífera do Ceará.

(Redepetro)

Sabesp cogita rodízio ‘drástico: cinco dias sem água por semana em São Paulo

Luis Moura/Estadão Conteúdo

São Paulo – O diretor metropolitano da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), Paulo Massato, afirmou hoje (27) que, caso seja necessário o racionamento, este seria “drástico”, deixando a população dois dias com água e cinco dias com as torneiras secas. A Sabesp divulgou, também hoje, um site com os dias e horários em que a chamada redução de pressão da água é praticada nos bairros da capital paulista e da região metropolitana de São Paulo. Massato disse que a medida está sendo ampliada, o que vai levar mais gente a sentir os efeitos da falta de água nos próximos dias.

“Para fazer rodízio, teria que ser muito pesado, muito drástico. Para ganhar mais do que já economizamos hoje, seriam necessários dois dias com água e cinco dias sem água”, afirmou Massato, durante anúncio da ampliação da adutora Guaratuba, que atende ao Sistema Alto Tietê, em Suzano, na Grande São Paulo. A aplicação de rodízio depende de aprovação dos órgãos reguladores e será utilizado “se não chover”, disse o diretor.

Massato admitiu que a prática de reduzir a pressão da água será aplicada também durante o dia. A Sabesp admitia a medida, mas somente durante a noite, com a justificativa de evitar perdas de águas em virtude de fissuras nas tubulações da rede de distribuição. A companhia perde cerca de 25%, segundo o Instituto Trata Brasil, de toda a água tratada que deveria chegar nas casas de toda a população da região metropolitana e da capital.

Na prática, a redução equivale a um racionamento, ainda não oficializado pelo governador, pois a água que chega nas torneiras vai diminuindo com o passar das horas até não verter mais. Alguns locais chegam a ficar 18 horas sob a medida, como a Vila Sônia, na zona oeste, e a Vila Matilde, na zona leste. Nos demais, a redução é de, no mínimo, 12 horas. A única exceção é o Parque Anhanguera, na zona noroeste da cidade, que segundo a Sabesp, não sofre redução de pressão.

Segundo a companhia, 52% da economia de água obtida desde o início da crise foi obtida com essa medida. Outros 23% seriam derivados do bônus implementado no ano passado, com descontos de 30% na conta para quem reduzir 20% no consumo médio. Porém, as duas contas podem estar sobrepostas, já que quem fica sem água por longos períodos acaba, naturalmente, gastando menos.

Curiosamente, o site que a Sabesp criou para divulgar a informação tem como endereçocalculadoradesonhos.sabesp.com.br. Desde que a crise foi assumida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a estatal ainda não apresentou um plano efetivo para enfrentá-la. Duas propostas foram rejeitadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) por não estabelecerem um nível aceitável de manutenção de água nas represas. A companhia continua esperando que as chuvas voltem a cair normalmente este ano – e se possível acima da média – para solucionar a crise.

(Rodrigo Gomes, Rede Brasil Atual)

Evento defende a Praça Portugal de Fortaleza e faz paródia a ‘food park’

Evento é organizado por grupos contrários às intervenções na Praça Portugal (Foto: Facebook/Reprodução)

Grupos contrários às intervenções na Praça Portugal anunciadas pela Prefeitura de Fortaleza realizam neste sábado (17) o “Ai Dentu – Lá na Praça Portugal”, evento que deve reunir vendedores ambulantes, “da tapioca ao sanduíche (passando por pastel, bolo, suco, picolé, cachorro-quente, pizza, churros, água-de-coco, dindin, biscoitos, etc…) para aproveitar o espaço público na Praça Portugal”.

O nome do evento é uma paródia ao food park realizado em Fortaleza, o “Lá Fora”, que ocorre em estacionamento de um shopping. “O Ai Dentu – Lá na Praça é um movimento que surge em resposta à valorização de eventos nos espaços privados que muitas vezes segregam parte da população e ainda dificultam a interação das pessoas com a cidade. Enquanto isso, muitos espaços públicos estão ociosos”, diz a descrição do evento em rede social.

A escolha do local, segundo os organizadores, é devido ao anúncio das intervenções na praça. A Prefeitura de Fortaleza planeja remover a Praça Portugal como modelo de rotatória das avenidas Dom Luís e Desembargador Moreira.

No lugar da praça central, devem ser construídas quatro praças, uma em cada esquina do cruzamento. Segundo a Prefeitura de Fortaleza, a mudança deve melhorar o tráfego de veículos no Bairro Aldeota. As intervenções estão em processo de licitação e ainda não há data para ser iniciada.

“Sendo este um dos espaços mais simbólicos e belos da região (senão da cidade), com uma implantação peculiar e visualmente incrível, que pode estar passando por seus últimos momentos, é importante mostrar que há pessoas que têm afeto por ela”, diz a descrição do Ai Dentu – Lá na Praça Portugal. O evento está previsto para começar às 16h deste sábado.

(G1 Ceará)

Barragem do Castanhão muda vida socioeconômica no Nordeste

Açude  Castanhão

O açude Castanhão, idealizado ainda nos primórdios do século XX, teve seu apogeu em 2004, quando 5,5 bilhões de metros cúbicos, dos 6,7 bilhões de capacidade máxima, foram cheios em apenas 40 dias, contrariando a previsão de vários especialistas.

Localizado no Médio Jaguaribe, abrangendo as cidades de Alto Santo, Jaguaribara e Jaguaretama, no estado do Ceará, os 325 km quadrados do lago que some à vista de quem o visita modificou paradigmas.

Também alterou a conjectura socioeconômica de toda região e mostrou, a um continente inteiro, que é possível conviver, de forma digna e produtiva, com os percalços causados pela natureza.

A Barragem do Castanhão, concebida como reservatório interanual de usos múltiplos, tem por objetivos o controle de cheias do Baixo Vale do Jaguaribe e a constituição de um reservatório pulmão que, através da interligação com outras bacias, pudesse ampliar a oferta de água para outras áreas do estado do Ceará.

Além do abastecimento urbano, os 60.000 ha de área inundada em sua cota cheia máxima vêm trazendo grandes benefícios ao setor agrícola e da piscicultura, fomentando ainda mais o desenvolvimento sustentável do estado e da região do Vale do Jaguaribe.

Estima-se que a população beneficiada com a implementação do Complexo é da ordem de 3,5 milhões de habitantes, envolvendo 12 cidades.

De acordo com o estudo realizado pela mestre em Planejamento em Políticas Públicas, Heloísa da Aquino Câmara, e o doutor em Sociologia da Universidade de Salamanca, Francisco Horácio da Silva Frota, intitulado “A Barragem do Castanhão e sua Importância Socioeconômica para Jaguaribara e o Estado do Ceará”, são inúmeros os impactos positivos do açude, que alterou para sempre a convivência com o semiárido cearense.

O Castanhão viabiliza a irrigação de cerca de 40.000 ha de solos irrigáveis, está assegurando, mesmo em anos críticos, o abastecimento de água da Região Metropolitana de Fortaleza e da população do Baixo Vale, e está protegendo 25.000 ha de várzea das inundações.

Atualmente, a Barragem do Castanhão é o principal complexo hídrico responsável pelo abastecimento humano da Capital cearense e sua Região Metropolitana. Cerca de 3,8 milhões de pessoas dependem das águas represadas na região jaguaribana, tornando o açude uma das mais importantes ferramentas estratégicas de controle da seca e das cheias sazonais do Vale do Jaguaribe.

Incentivo a produção

Atividades produtivas também foram alavancadas com a construção da barragem. O potencial de produção de pescado é estimado em 3.800 toneladas/ano.

A geração de 22,5 megawatts de energia também é uma das características do espelho d’água, além da constituição de um polo turístico e de lazer que atende a toda a região.

Entretanto, para idealizar um empreendimento hídrico deste porte foi necessário realizar um significativo deslocamento populacional com o objetivo de garantir a total eficiência do projeto.

No caso mais agudo, o surgimento da barragem fez com que a cidade de Jaguaribara fosse inundada, sendo planejada daí a Nova Jaguaribara.

A nova cidade foi pensada e esboçado de forma a preservar as características estruturais da antiga.

No local foram implementadas habitações de padrão técnico compatível, infra-estrutura viária, elétrica, telefônica e de saneamento toda implantada, manutenção das relações de vizinhança, respeito ao simbolismo na construção de edificações como as igrejas, o aumento da oferta de água para abastecimento humano e agrícola, entre outros.

A médio prazo, os esforços foram executados para desenvolver a ampliação das atividades produtivas nas áreas agrícolas e pesqueira, gerando emprego e renda, o aproveitamento das áreas de várzeas na produção de alimentos, os resultados dos programas de capacitação em parceria com o Estado e o Sebrae, e o crescimento do fluxo turístico.

Participação popular

Mas todo o progresso foi regido com a participação popular que, em todas as fases do projeto, foram representadas por um Grupo de Trabalho composto por três representantes de cada município (Jaguaribara, Jaguaretama, Alto Santo e Morada Nova) e mais um representante de órgãos estaduais (Secretaria de Recursos Hídricos, secretaria de Desenvolvimento Urbano, Secretaria do Governo, Assembleia Legislativa e DNOCS).

Mediante isto, o estudo também ressalta que “o Açude Castanhão não deve ser visto como uma obra isolada, mas sim inserida num contexto de um projeto de desenvolvimento de uma região já que suas repercussões econômicas e sociais transcendem, inclusive, os limites do Vale, gerando um polo de abrangência que ultrapassará, rapidamente, as fronteiras estaduais”.

Fonte:
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas

Usina chinesa de Três Gargantas supera Itaipu como maior produtora de energia em 2014

usina hidrelétrica de Três Gargantas da China

A usina hidrelétrica de Três Gargantas da China, a maior infraestrutura desse tipo no mundo, superou Itaipu na produção de energia elétrica em 2014, segundo informações da agência de notícias EFE.

Dados divulgados pela Corporação de Três Gargantas, responsável pela gestão do local, e reproduzidos pela agência oficial ‘Xinhua’, mostram que foram produzidos 98,8 milhões de megawatts por hora (MWh) na usina em 2014, um novo recorde para o setor.

Já de acordo com a assessoria de imprensa de Itaipu, a segunda maior usina do mundo em capacidade instalada produziu pouco mais de 87,8 milhões de MWh, perdendo o primeiro lugar em geração de energia conquistado por dois anos consecutivos – 2012 e 2013.

Três Gargantas tem uma capacidade instalada de geração de 22,5 mil MWh de energia elétrica, frente aos 14 mil MWh de Itaipu.

Ainda conforme a EFE, a Corporação das Três Gargantas explicou que a energia produzida equivale a uma economia de 49 milhões de toneladas de carvão, que continua sendo a principal fonte de energia da China, evitando também a emissão de 100 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Idealizada por Mao Tse-tung ainda nos anos 50 para acabar com o déficit energético de Xangai, a usina chinesa só começou a ser construída em 1993 e suas obras foram finalizadas 17 anos depois. Apesar disso, a represa é criticada pelos danos ambientais causados, pelas desapropriações e perdas patrimoniais causadas pelas obras.

A instalação perdeu o posto de maior obra hidráulica do mundo para outro projeto chinês de concepção maoísta, chamado de transposição Sul-Norte. A ideia é abastecer todas as regiões do país, incluindo a capital Pequim, com as águas do rio Yang Tse.

(G1 Economia)

Demolição da Praça Portugal já tem data para começar: dia 15 de janeiro de 2015

Praça Portugal – Fortaleza-CE

A demolição da Praça Portugal, que tanto foi alvo de polêmica em 2014, já tem data para começar: a previsão é o dia 15 de janeiro de 2015, daqui a um mês. Mesmo assim, a Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor), responsável pela obra, ainda não bate o martelo, e admite que a intervenção pode contar com atraso.

O motivo da demora seria a licitação para a escolha de uma empresa que assuma a obra que ainda não foi realizada. A previsão de que o processo seja concluído é de seis meses após o início.

Demolição da praça

No dia 7 de março de 2014, o prefeito Roberto Cláudio anunciou a demolição da praça. No local, será feito um cruzamento, além de serem construídas quatro mini-praças, localizadas em cada canteiro.

O início das obras se postergou durante nove meses graças ao processo do Ministério Público do Ceará (MPCE), que atua contra a demolição, por se tratar de um equipamento cultural local. O MP entrou com Ação Civil Pública pedindo o tombamento da Praça Portugal no dia 29 de maio.

Após muita polêmica, que levantou bandeiras contra e a favor,a Câmara Municipal de Fortaleza votou a favor do projeto da Prefeitura de Fortaleza no dia 5 de junho de 2014. “O projeto da nova Praça Portugal tem como objetivo principal devolver a praça à população, promovendo o resgate de sua função original como lugar de convívio e atividades ao ar livre, um espaço urbano essencialmente democrático, que acolhe a todos sem distinção e aproxima os mais diversos grupos sociais da cidade”, justificava o Poder Executivo na mensagem.

Processo

No dia 19 de setembro de 2014, o desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido, presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), suspendeu liminar que impedia a Prefeitura de Fortaleza de realizar obras no local.

A gestão municipal estava impedida de promover intervenções na Praça Portugal desde junho deste ano, quando o juiz Demetrio Saker Neto, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Fórum Clóvis Beviláqua, atendeu pedido do Ministério Público para impedir a demolição sob multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

(Tribuna do Ceará)

 

Cientistas descobrem «escudo invisível» em volta da Terra

Cientistas da Universidade do Colorado e do MIT, ambas nos EUA, descobriram um «escudo invisível» que protege o planeta Terra de eletrões de alta energia, carregados de radiação, que poderia ser perigosa para astronautas e para objetos que orbitam o planeta, como satélites.

Segundo o «Tech Times», o «escudo» funciona como as barreiras invisíveis vistas nos filmes «Star Trek», que repeliam as armas de aliens inimigos.

Graças a este «escudo», estes eletrões não se conseguem aproximar mais de 10,900 quilómetros do planeta, onde «algo» os trava.

«É como se estes eletrões estivessem a ir contra um vidro no espaço. Algo como os escudos criados por barreiras de força vistos em “Star Trek”, usados para repelir armas dos aliens. (…) É um fenómeno extremamente complexo», disse o líder do estudo Daniel Baker, da Universidade do Colorado.

O que «segura» estes eletrões não é o «escudo» magnético da Terra, mas sim ondas eletromagnéticas de baixa-frequência detetadas na atmosfera mais alta do planeta. Se gravadas, estas ondas, soariam como estática.

Nesta barreira, chamada de «plasmoesfera» (plasmasphere), aparentemente impenetrável, as ondas empurram os eletrões contra gás neutro e eventualmente desaparecem. Uma proteção «extremamente rígida», mesmo à beira do anel de radiação.

«Isto significa que se estacionássemos um satélite ou uma estação espacial, com humanos, dentro desta barreira, é expectável que tivessem vidas mais longas. Isto é algo bom de saber», disse John Foster, do MIT.

A descoberta, publicada na revista «Nature», chega depois da análise de dados recolhidos ao longo de cerca de dois anos pelas sondas da NASA, «Van Allen Probes», que orbitam os «cintos de radiação», que existem em redor da Terra, para analisar o comportamento destes eletrões de alta energia.

«É como olhar para o fenómeno com novos olhos, com novos instrumentos, que nos mostram que “sim, existe uma barreira forte e rápida”», continuou Foster.

Via http://maiortv.com.pt/terra-protegida-por-escudo-invisivel/

Equipe de arqueólogos acompanhará obra da Cagece em Viçosa do Ceará

Viçosa do Ceará-CE
A Cagece deu ordem de serviço para o início das obras de implantação do sistema de esgoto de Viçosa do Ceará. Serão investidos R$ 18.037.869,67 com recursos do PAC/ OGU. A implantação será acompanhada de uma equipe de arqueólogos, com a finalidade de preservar o patrimônio cultural e realizar buscas paralelas de possíveis objetos de valor históricos e culturais.
A obra constará da execução de 24.219 metros de rede coletora, 3.865,66 metros de linhas de recalques e 3.172 ligações de esgoto. Será construída uma Estação de Tratamento de Esgoto.
Essa obra terá o acompanhamento de arqueólogos que participarão das escavações, pois existe a possibilidade de encontrar peças históricas, fósseis ou até sítios arqueológicos. O trabalho desses profissionais será relevante para investigar e estudar como viviam e reconstituir o modo de vida das sociedades coloniais e pré-coloniais.
Os arqueólogos podem localizar, em Viçosa, objetos que pertenciam aos antigos moradores, como: fragmentos de cerâmica, ferramentas em pedra, instrumentos de caça e pesca, restos de alimentos, ossos, restos de habitações, dentre outros achados.
De acordo com a gerente de meio ambiente da Cagece, Maria Amélia Menezes, os arqueólogos entram em parceria com os engenheiros da Companhia para facilitar esse trabalho de investigação.
Via Sobral de Prima

Fortaleza terá água garantida em 2015 mesmo sem chuva, diz Cogerh

Açude Castanhão – Ceará

“Se não houver recarga no ano que vem, a Região Metropolitana de Fortaleza e o sistema do Pecém terão segurança hídrica, com certeza. Fizemos simulações que identificam que em fevereiro de 2016 a gente chegaria com 11% [da capacidade de armazenamento], em torno de 700 milhões de metros cúbicos”. A afirmação é de Ricardo Adeodato, diretor de Operações da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh).

A garantia, segundo Adeodato, vem do açude Castanhão, o maior do Ceará. Localizado no município de Nova Jaguaribara, a 260 quilômetros de Fortaleza, o reservatório tem capacidade para armazenar 7,5 bilhões de metros cúbicos de água, mas hoje acumula apenas 1,98 bilhões, que representa apenas 29,57% da sua capacidade de armazenamento, o pior índice desde que foi inaugurado há 11 anos. Além de Fortaleza, outros 25 municípios são abastecidos pelo Castanhão, incluindo o Complexo Portuário do Pecém e os distritos industriais. O consumo anual dessa região é de 800 milhões de metros cúbicos.

Mesmo com garantia, o diretor afirma que a economia de água não está descartada. “A gente precisa interagir com a sociedade de uma maneira bem objetiva e democrática para que se comece a economizar água. A gente entende que existe muito desperdício.  È muito pouco provável que a gente passe quatro anos sem recarga. Cidade nenhuma do mundo suporta isso”, diz.

A aparente tranquilidade com relação à Região Metropolitana de Fortaleza não se estende ao resto do Estado. Dos 149 açudes monitorados pela Cogerh  em parceria com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), apenas um está com volume acima de 90% da capacidade de abastecimento, o açude Gavião, no município de Pacatuba, parte da Bacia Metropolitana, está com 91,47% de volume de água. Outros 119, estão com volume inferior a 30%, segundo a Cogerh.

A situação dos açudes é consequência da escassez de chuvas registrada principalmente nos últimos três anos, quando o volume ficou bem abaixo da média histórica. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), enquanto a estação chuvosa de 2014 ficou 24% abaixo da média histórica de 607,4mm, nos anos anteriores os índices foram piores. Em 2013, as precipitações entre fevereiro e maio ficaram 37,7% abaixo da média e, em 2012, 50,7%.

“Das 12 bacias hidrográficas do Ceará, a que está mais complicada é a bacia do Sertão de Crateús, que está com 1,2% de volume. Temos também a bacia hidrográfica do Curu, em torno de 3,7%. Mas temos bacias em situações bem mais confortáveis, como a do Alto Jaguaribe, em torno de 46%, e a bacia da Serra da Ibiapaba com 29%. O Ceará tem hoje a sua média em 24,1% em volume de água nos açudes, isso representa 4,5 bilhões de metros cúbicos de água, mas não é distribuída de forma linear”, explica Adeodato.

Para minimizar os efeitos da falta de chuva e a consequente escassez de água na maioria dos municípios cearenses, a Cogerh  implementa medidas para a convivência com a seca. “Estamos priorizando o consumo humano”, diz Adeodato. Além disso, a Companhia está, segundo ele, identificando os principais problemas nos 184 municípios do Ceará. Nessas cidades foi montado um plano de contingência, com três programas: distribuição de água por meio de carros-pipa para as comunidades mais isoladas; construção de poços em locais onde existe água subterrânea; e implantação de adutoras de montagem rápida que levam água de uma região para outra. No Ceará, 178 municípios estão em situação de emergência.

Com a prioridade da água para consumo humano, a “sobrevivência” dos 14 perímetros irrigados do Ceará fica comprometida. Perímetros como Araras Norte, Ayres de Souza, Baixo Acaraú e Tabuleiro de Russas já vivem racionamento de água como forma de evitar prejuízos do que já foi plantado. No Ceará, a produção da maioria dos perímetros é de frutas.

“Estamos negociando [o uso da água]. Já negociação uma redução no perímetro irrigado do Bairro Acaraú, no sistema do Curu, que é o Curu-Paraibaba e Curu-Pentecoste,  praticamente está sendo usado águas de poços para salvar o que já foi plantado. No Sistema de Morada Nova, já está em curso uma negociação para não plantar. No Tabuleiro de Russas, temos negociado uma redução de maneira bem objetiva”, explica Ricardo Adeodato.

(G1 Ceará)

Iraucúba, no Ceará, disponibiliza só 20 litros de água ao dia por pessoa

A última reserva de água da cidade de Irauçuba, no Ceará, secou há quatro meses e os 22,3 mil habitantes dependem de água de cidades vizinhas que chegam em carro-pipa. Na zona rural, a água potável é levada pelo Exército, racionada em 20 litros de água por dia por pessoa, que são usados para todas as necessidades. “São 20 litros para lavar prato, lavar roupa, fazer a comida, tomar banho e ainda beber. É impossível. Estamos em uma situação de penúria mesmo, só sobrevivendo”, relata a agricultora Geovana Maria de Sousa.

Ela tem no quintal de casa uma cisterna que acumulava água da chuva. Até o fim de setembro era a fonte da família. “Mesmo com pouca chuva neste ano, ainda deu para encher a cisterna toda. Depois que o açude secou, a gente só tinha ela para tirar água e acabou rápido.”

Na zona urbana de Irauçuba, a 150 quilômetros de Fortaleza, a estação de tratamento da Companhia de Água e Esgoto (Cagece) recebe um volume diário de 250 mil litros, trazidos de açudes vizinhos em carro-pipa. Com essa baixa quantidade – a cidade precisa diariamente de 1,2 milhão de litros (cerca de cinco vezes o que recebe) –, a água chega apenas às torneiras das casas mais próximas da estação.

A maioria da população depende da água levada pela Defesa Civil do Estado do Cearáa tanques públicos espalhados pela cidade. Como o abastecimento é irregular e chega a demorar 10 dias, muitos têm que pagar pelo que consomem.

Açude Jerimum, principal fonte de abastecimento de Irauçuba, secou há quatro meses. As últimas poças d'água são inadequadas para o consumo humana, mas serve para o rebanho (Foto: André Teixeira/G1)Açude Jerimum, principal fonte de abastecimento de Irauçuba, que secou há quatro meses (Foto: André Teixeira/G1)

“Vender água em Irauçuba virou um negócio lucrativo nos últimos meses. As pessoas que têm caminhão deixaram de fazer outras atividades para vender água, que é a mercadoria que todo mundo quer. Alguns, inclusive, já expandiram o negócio. Começaram com três caminhões e hoje já têm seis ou sete”, diz o secretário de Meio Ambiente do município, Caetano Rodrigues.

frase seca (Foto: André Teixeira/G1)

 

Os pipeiros, como são chamados, trazem água dos açudes do Frade ou Missi, das cidades de Itapajé e Itapipoca, e vendem em Irauçuba por R$ 25 cada mil litros. A água tem forte odor, é suja e inadequada para beber. Em geral, ela é dada aos animais ou usada para tomar banho.

“Procuram direto, dia e noite. Hoje Irauçuba já tem 40 caminhões-pipa, e eles não param. Todos os dias a gente faz dezenas de viagens para abastecer as caixas daqui”, diz Jacob Andrade Ribeiro, pipeiro de 49 anos. Os açudes de Itapajé e Itapipoca têm 20% e 16% da capacidade máxima, respectivamente, e a população teme que essas reservas também acabem.

“A água que vem desses locais só resolve a situação emergencial. A coisa só vai melhorar mesmo com boas chuvas no próximo ano”, diz o secretário Caetano Rodrigues. No Ceará, as chuvas ocorrem, principalmente, em março, abril e junho.

População divide o dinheiro recebido do Bolsa Família para comprar alimento e água (Foto: André Teixeira/G1)Thiago Rafael da Silva Moreira, de 10 anos, comemora a chegada do caminhão-pipa do Exército na zona rural (Foto: André Teixeira/G1)

Na área urbana, quem não pode pagar pela água tem que esperar o abastecimento da Defesa Civil no tanque público mais próximo. Às 2h da manhã de 16 de outubro, a aposentada Maria Amélia levantou da cama acordada pelo filho de 12 anos, que percebeu a chegada do carro-pipa. Em cerca de dois minutos, as ruas da comunidade Fazendo Mocó estavam tomadas por centenas de pessoas com baldes vazios, fazendo fila para coletar água. O caminhão levou 20 minutos para encher o tanque; em menos de 10, ele secou novamente.

“É sempre assim. Todo mundo corre e fica um alvoroço de gente para conseguir água. Normalmente todo mundo consegue. O problema é quando demora muito para voltar, mais de uma semana. Aí a gente fica sem uma gota d’água em casa. Ou consegue de favor dos amigos ou tem que comprar com o dinheiro do Bolsa Família”, relata Maria Amélia.

Raimunda Rodrigues e a mãe Francisca Rodrigues carregam 15 baldes por semana: "coluna dói" (Foto: André Teixeira/G1)Raimunda Rodrigues e a mãe Francisca Rodrigues carregam 15 baldes por semana: “coluna dói” (Foto: André Teixeira/G1)

A autônoma Raimunda Rodrigues, de 42 anos, e a mãe, a aposentada Francisca Rodrigues, 69, também investem parte do dinheiro do Bolsa Família para a compra de água. “Se a gente for esperar [pelo abastecimento de água nos tanque], a gente morre à míngua. Agora a gente compra um pouquinho menos de comida e tem que separar um pouquinho para água de beber”, diz a filha. As duas carregam, semanalmente, 15 baldes de 20 litros da rua em frente à casa até a cozinha. “Nós somos mulheres já de idade. Todo dia é carregando isso. A coluna dói, mas, como a gente mora só, vai ter que ser assim.”

Ficha - especial seca - Irauçuba (CE) (Foto: G1)

 

Segundo a Defesa Civil, a demanda de água em todas as regiões da cidade é muito grande, por isso não há como abastecer de forma regular todos os pontos.

Prejuízos e conta no vermelho
Com a estiagem que já dura três anos e meio, todo o sistema de irrigação e produção agropecuária está parado na cidade. O gado bebe água das cacimbas (poços) feitas onde ficavam os açudes. Segundo o prefeito de Irauçuba, José Mota, nas últimas semanas o prejuízo se estendeu ao comércio e ao serviço público. “Nós temos hospitais, delegacias que não podem deixar de receber água, mas estamos com receio de que falte. Temos cinco indústrias que garantem emprego a muita gente e que precisam de água, não podem ficar sem. O comércio já está sentindo os prejuízos também.”

Segundo Mota, a Prefeitura de Irauçuba investiu R$ 1,23 milhão na compra de água desde o início da sua gestão, em janeiro de 2012. “Esse valor é muito alto para uma cidade como a nossa. A água não pode faltar, então às vezes não conseguimos honrar nossos compromissos. Já estamos atrasados com alguns fornecedores e tememos que situação piore ainda mais”, diz.

Adutora deve ficar pronta em dezembro e vai puxar água de açude que tem atualmente 20% da capacidade máxima (Foto: André Teixeira/G1)Adutora deve ficar pronta em dezembro e vai puxar água de açude que tem atualmente 20% da capacidade máxima (Foto: André Teixeira/G1)

O governo do estado anunciou há mais de um ano uma adutora emergencial para levar água a Irauçuba. O governador Cid Gomes visitou a cidade em 16 de outubro e vistoriou as obras. “Temos que construir a adutora o quanto antes, essa vai ser a solução definitiva para a cidade”, disse. Durante a visita, um pequeno grupo fez uma manifestação cobrando a aceleração na obra. “Desde 2012 estamos esperando, e até agora nada”, reclama Lucas Leitão.

Para o secretário de Meio Ambiente de Irauçuba, Caetano Rodrigues, há risco de que, quando a adutora esteja pronta, a água do açude esteja esgotada. “A adutora deve ser concluída em dezembro, mas o açude de onde ela vai tirar água tem atualmente 20% da capacidade. Quando ela for puxar água, pode ser que não tenha mais nenhuma gota.”

(G1 Ceará)

Geógrafo José Borzacchiello da Silva é o mais novo Professor Emérito da UFC

Durante a solenidade, o Prof. José Borzacchiello disse estar vivendo, naquele instante, ”momento de emoção pura” – Foto: Ribamar Neto

José Borzacchiello da Silva, professor titular do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará e articulistas do jornal O POVO, recebeu, na noite da última terça-feira, 28, o título de Professor Emérito.

Aposentado desde 1996 permanece, desde então, como docente do Programa Especial de Participação de Professores Aposentados, nas atividades de pesquisa e de ensino de pós-graduação.

A frente da apresentação, o reitor Jesualdo Farias afirmou que é esse tipo de profissional que a universidade necessita.

“É de profissionais dessa estirpe que a universidade pública necessita. É graças a pessoas desse quilate que atingimos os patamares de excelência e credibilidade que hoje se constituem no patrimônio mais valioso de nossa instituição”, assegurou o Reitor.

Trajetória de Borzacchiello

Durante a solenidade, sem esconder a emoção, o Prof. José Borzacchiello da Silva disse estar vivendo, naquele instante, “momento de emoção pura”.

“Pode parecer lugar comum. Mas como não estar feliz em meio e com a presença de diletos amigos e de meus familiares? A UFC é meu norte, meu porto, meu eterno retorno. Como não me orgulhar de uma Instituição que se destaca no Ceará, no Brasil e no mundo?”.

Natural do Rio de Janeiro, Borzacchiello falou de sua trajetória, desde o início, quando se diplomou como licenciado e bacharel em Geografia de sua terra natal.

Durante a solenidade ele fez muitos agradecimentos, citando desde as pessoas que o acolheram quando chegou ao Ceará, como os colegas com quem trabalhou e trabalha, sem esquecer-se de mencionar os estudantes e funcionários.

Agradeceu ainda ao ex-vereador Durval Ferraz (que propôs e a Câmara Municipal concedeu o título de Cidadão de Fortaleza), bem como ao vereador João Alfredo (quando deputado), autor da proposta de outorgar-lhe a Medalha Chico Mendes.

Agradeceu ainda ao jornal O Povo, onde escreve artigos na seção “Opinião” desde 1997, e registrou a importância da Fundação Demócrito Rocha no seu desempenho profissional. Agradeceu à mulher, Emília, e aos filhos Leonardo, Gustavo e Bianca.

Para finalizar, Borzacchiello concluiu seu pronunciamento citando Fernando Pessoa: “O Meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas, olhando para a direita e para a esquerda… Sinto-me nascido a cada momento, para a eterna novidade do mundo”. Pedindo licença e liberdade para interpretar as palavras do poeta, assegurou: “Para mim, Fernando Pessoa fala da Universidade e de seu papel histórico de farol, olhando para todos os lados. Fala-nos da reflexão, da consciência do porvir. Somos todos guardadores e rebanhos na construção de uma nação instruída, consciente e livre”, afirmou.

Resumo

José Borzacchiello da Silva é Pós-Doutor em Geografia Humana e docente do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará.

O título que recebido na última terça-feira foi proposto pela Diretora do Centro de Ciências, Profª. Simone Silveira Sá Borges, e aprovado pelo Conselho Universitário (Consuni) por unanimidade, no dia 20 de dezembro de 2013.

Borzacchiello é um dos mais importantes e produtivos geógrafos do País. O pesquisador, com especialidade na área de Geografia Urbana, foi também presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (1986-1988) e da Associação

Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Geografia (2003-2005).

Além disso, é membro do comitê científico das revistas Terra Livre, Aurora Geography Journal (Portugal), Norba – Revista de Geografia (Espanha), Cidades, Confins, Mercator, Geo UERJ, dentre outras.

Borzacchiello foi, ainda, coordenador da Área de Geografia da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no período de 2008 a 2010.

 

Redação O POVO Online

 

Das 10 cidades mais poluídas do mundo, 6 estão na Índia

O segundo país mais populoso do mundo, a Índia, também sofre com altíssimos níveis de poluição. Segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS), seis das 10 cidades mais poluídas do mundo estão na Índia, entre elas a ‘campeã’ Nova Delhi. Parna, Gwalior, Raipur, Ahmedabad e Lucknow são as cidades indianas eleitas pela OMS. Quatro delas entre as primeiras do ranking, com Karachi, no Paquistão, fechando o Top 5.

Além de sofrer com a poluição, a Índia também tem entre seus principais problemas o boom populacional e a pobreza extrema, agravada pela mistura frequente de política estatal e religião no país. Diferente da China, o governo indiano não impõe qualquer controle de natalidade, o que deve piorar tanto a superpopulação quanto a poluição pelas próximas décadas. Hoje, a Índia possui 1,2 bilhões de pessoas, ‘apenas’ 100 milhões (meio Brasil) atrás da China.

Veja abaixo as 10 cidades mais poluídas do planeta:
1. Nova Déli, Índia

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2. Patna, Índia

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3.Gwalior, Índia

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4. Raipur, Índia

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5. Karachi, Paquistão

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6. Peshawar, Paquistão

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7. Rawalpindi, Paquistão

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8. Jorramabad, Irã

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9. Ahmedabad, Índia

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10. Lucknow, Índia

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Via http://trazcafe.com.br/site/das-10-cidades-mais-poluidas-mundo-6-estao-na-india/

 

Seca no Ceará atinge 176 municípios

A seca que assola o  Ceará é a pior dos últimos 55 anos. A informação foi destaque do Jornal O Globo deste domingo. Segundo o periódico, dos 184 municípios que compõem o estado, 96% decretaram situação de emergência, ou seja, 176 cidades. As cidades são abastecidas prioritariamente por carros-pipa, que somam 1.101 para atender 122 municípios. De acordo com a reportagem os resultados referentes à potabilidade da água dos carros-pipa não constam no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA), do Ministério da Saúde. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), responsável pelo controle, não teria enviado os dados de 2013 e 2014.

Apesar de o Relatório Sobre Vigilância da Qualidade da Água ter sido amplamente divulgado em 2013 pela Sesa, a assessoria de comunicação do órgão informa que a responsabilidade por este monitoramento é da 10ª Região Militar e o estudo de 2013 estava com o órgão do exército. Já o coordenador da Operação Carro-Pipa no Ceará, o Coronel Claudemir Rangel dos Santos,  diz que ao exército cabe a distribuição da água e a cobrança do laudo de potabilidade dos mananciais aos municípios atendidos. Ele nega que este tipo de estudo seja de responsabilidade da 10ª Região Militar.

De acordo com a Comissão Especial da Assembleia Legislativa (AL-CE), que acompanha a Problemática da Seca e as Perspectivas de Chuva no Ceará, das 128 localidades que recebiam água de carro-pipa, apenas 28 tinham veículos cadastrados no SISAGUA e coletavam amostras para a vigilância da qualidade da água.

A situação preocupa, pois de acordo com o relatório da Comissão da Seca da AL-CE, o estudo, quando a SESA analisou 381 amostras de água de 28 municípios (os únicos que possuem carros-pipas cadastrados no sistema de informação e coletaram amostras), concluiu-se que 60% das amostras estavam contaminadas: 18% (70) com a bactéria Escherichia coli e 42% (160) com coliformes fecais.

O Ceará registrou, em 2013, um número elevado de casos de doenças diarreicas agudas. Municípios tiveram surtos do problema que está relacionado à qualidade da água que chega à população. Os dados da Sesa, apontavam que a estiagem é “relevante” na ocorrência de doenças diarreicas agudas (DDAs). No Ceará, foram confirmados cerca de 200 mil casos. Não há informação de óbitos, mas 14 municípios somaram 77 surtos.

(Ceará Agora)

Cientistas alertam para risco de desertificação da região sudeste

Do Envolverde

Sudeste, rumo à desertificação

O sudeste do Brasil, parte da região central e do sul caminham para se tornar desérticas. A seca registrada este ano na porção centro-sul, principalmente em São Paulo, está ligada a permanente e acelerada degradação da floresta amazônica. O transporte de umidade para as partes mais ao sul do continente está sendo comprometida, pois além de sua diminuição é trazido partículas geradas nos processos de queimadas que impedem a formação de chuvas.

Os cientistas do (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) há mais de uma década fizeram esse alerta, que a cada ano está pior e mais grave. E coloca em confronto o modelo econômico agropecuário, baseado em commodities, com a área mais industrializada, produtiva e rica do país. E também a mais urbanizada e detentora de 45% da população brasileira e abrigada em apenas 10,5% do território nacional.

O cientista e doutor em meteorologia do Inpe, Gilvam Sampaio de Oliveira, a situação é preocupante e bem mais grave do imaginado em relação a eventos extremos. A comunidade científica está surpresa com a dinâmica das alterações do clima. O número de desastres naturais vem crescendo. Entre 1940 e 2009 houve uma curva ascendente de inundações e o número de dias frios, principalmente em São Paulo, está em franca decadência.

“As questões que já estamos passando, como essa seca, eram projetadas para daqui há 15 ou 20 anos. A área de altas temperaturas está aumentando em toda América do Sul. Em São Paulo e São José dos Campos, por exemplo, há um aumento de chuvas com mais de 100 milímetros concentradas e períodos maiores sem precipitação alguma. E quanto mais seca a região, aumenta o efeito estufa e diminui a possibilidade de chuvas”, alertou o cientista.

O sistema principal formador do ciclo natural que abastece a pluviometria do sudeste começa com a massa de ar quente repleta de umidade, formada na bacia do Amazonas, seguindo até os Andes. Com a barreira natural, ela retorna para a porção sul continental, o que decreta o regime de chuvas.

A revista científica Nature publicou em 2012 um estudo inglês da Universidade de Leeds. O artigo apresentou o resultado de um estudo no qual os mais de 600 mil quilômetros quadrados de floresta amazônica perdidos desde a década de 1970, e com o avanço do desmatamento seguido de queimadas cerca de 40% de todo complexo natural, estará extinto até 2050. Isso comprometerá o regime de chuvas, que seriam reduzidas em mais de 20% nos períodos de seca.

Faixa dos desertos

O sudeste brasileiro está na faixa dos desertos existente no hemisfério sul do planeta. Ela atravessa enormes áreas continentais, como os desertos australianos de Great Sendy, Gibson e Great Victoria, na plataforma africana surgem as áreas desertificadas da Namíbia e do Kalahari e na América do Sul, o do Atacama. Sem qualquer coincidência, ambos desertos africanos, inclusive em expansão, estão alinhados frontalmente, dentro das margens latitudinais, com as regiões dos Estados do Sudeste e do Sul do país.

Essa porção territorial só se viu livre da desertificação com o êxito da Amazônia e a formação da Mata Atlântica. Ambas foram determinantes para se criar um regime de chuvas que mantiveram essas partes do Brasil e da América do Sul com solos férteis e índices pluviométricos mais que satisfatórios à manutenção da vida.

O geólogo do Inpe  e assessor da Agência Espacial Brasileira (AEB), Paulo Roberto Martini,  tem sua teoria para esse fenômeno. Na qual a desertificação destas regiões ocorrerá se o transporte de ar úmido for bloqueado ou escasseado, por ação natural ou antrópica. Exatamente o que vem acontecendo. As investigações geomorfológicas já mostraram que entre os anos 1000 e 1300 houveram secas generalizadas e populações inteiras desaparecerem nas Américas. E isto pode ocorrer novamente, agora potencializado pela devastação causada pelo homem.

“Esse solo da região Sul e Sudeste tem potencial enorme para se tornar deserto, basta não chover regularmente. A distribuição da umidade evitou que essa região da América do Sul fosse transformada num imenso deserto”, explicou Martini.

Segundo o pesquisador, no fim do período glacial, por volta de 12 mil anos, a cobertura do Brasil teria sido predominantemente de savana, como na África, pobre em diversidade e formada por gramíneas e poucas espécies arbóreas. O que ainda é encontrado no interior de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e no Mato Grosso. Entretanto, a umidade oceânica associada à amazônica possibilitou a constituição da Mata Atlântica e seu ingresso continente adentro.

A penetração da flora em áreas de campo realimentou o ciclo das chuvas, nível de umidade das áreas ocupadas e a fertilização do solo. Em milhares de anos formou-se um vasto complexo florestal, atualmente reduzido a menos de 5% de seu tamanho original na época do descobrimento.

“Há uma cultura de degradação e falar em restauração das matas no Brasil é ficção. Só se produz água quando se faz floresta, a sociedade tem que reagir a isso”, observou o dirigente da entidade SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani.

As pesquisas mostram que o povoamento vegetal no que é hoje o território brasileiro teria começado pela costa do Oceano Atlântico, seguindo para o interior ao longo das várzeas dos rios, onde se encontram os solos mais ricos em nutrientes. Foram milhares de anos neste ritmo, o que induziu diversos especialistas a defenderem a tese de que a Mata Atlântica esteve intimamente ligada a Floresta Amazônica, pois ambas detém diversas semelhanças em seus ciclos sazonais e em espécimes de fauna e flora.

Mas com a derrubada desta proteção vegetal e o encurtamento do ciclo de chuvas oriundas do mega sistema amazônico, as mudanças climáticas ganharam impulso e têm causado alterações no desenvolvimento de diferentes culturas agrícolas, entre elas milho, trigo e café com impactos imensos na produção brasileira e norte-americana. A avaliação partiu dos integrantes do Workshop on Impacts of Global Climate Change on Agriculture and Livestock , realizado em maio na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP).

* Júlio Ottoboni é jornalista diplomado e pós-graduado em jornalismo científico.

Enquanto 52 açudes estão em estado crítico, políticos cearenses só pensam em eleição

Enquanto as autoridades do Executivo se empenham nas campanhas políticas, a presidente Dilma em busca da reeleição, Cid Gomes e Roberto Cláudio como cabos eleitorais de seu candidato ao governo estadual, os efeitos da seca no Ceará ameaçam até mesmo o abastecimento para consumo da população. Sem água, os impactos na economia também são consideráveis.

Emergência silenciosa
Nos 149 açudes monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Estado, 105 estão com volume abaixo dos 30%. Das 189 cidades cearenses, nada menos do que 176 estão em situação de emergência por causa da seca. Muitos prefeitos temem uma situação de colapso total no final do ano, logo após as eleições. Como não é antes das eleições, as autoridades posam como se tudo estive sob o mais absoluto controle. Qual deles fala em racionamento? Ou pede desculpas pelo atraso obsceno nas obras de transposição do rio São Francisco? Pois é, nenhum. Falam todos de abundância, de distribuição de cisternas e de adutoras feitas às pressas (um risco do ponto de vista orçamentário). Por enquanto os carros-pipa resolvem, mas já está na hora de perguntar: de onde eles irão tirar água daqui a alguns meses?

Gavião cheio, Castanhão secando…
Em Fortaleza, tudo parece em perfeita ordem, com o açude Gavião, em Pacatuba, registrando 93,28% de volume d’água. Fica a impressão de que, por algum motivo mágico, chove apenas nesse lugar, que mesmo abastecendo a 5ª maior capital do Brasil durante a maior seca dos últimos 50 anos, continua cheio, quase no máximo, enquanto o resto seca. A verdade, no entanto, é que o Gavião é abastecido pelo Castanhão, que fica em Alto Santo, e que está, vejam a situação, com apenas 36,17% de sua capacidade. É muita água ainda, pois é o maior açude do Estado, mas seu nível baixa com regularidade preocupante. Isso nenhum técnico da Secretaria de Recursos Hídricos vai admitir, pelo menos até o dia 5 de outubro.

Abaixo de 10%
Abaixo, segue a lista que fiz com os açudes que apresentam capacidade abaixo de 10%, de acordo com o boletim de hoje, dia 29 de julho, divulgado pela Funceme. São 52, pouco mais de um terço das reservas hídricas do Ceará. Muitos deles bem abaixo desse percentual.  Cidades como Tauá e Canindé, entre outras, estão em situação de calamidade, enquanto nossas autoridades pedem o voto de suas populações. Confira:

Região do Acaraú
BONITO (Ipú) – 3.27%
CARÃO (Tamboril) – 7.55%
CARMINA (Catunda) – 2.1%
FARIAS DE SOUSA (Nova Russas) – 1.27%

Região do Alto Jaguaribe
BRÔCO (Tauá) – 1.94%
FAÉ (Quixelô) – 2.55%
FAVELAS (Tauá) – 8.09%
FORQUILHA II (Tauá) – 0%
MAMOEIRO (Antonina do Norte) – 9.26%
PARAMBU (Parambu) – 1.76%
POÇO DA PEDRA (Campos Sales) – 8.09%
TRICI (Tauá) – 0,66%
VÁRZEA DO BOI (Tauá) 0,48%

Região do Baixo Jaguaribe
S. ANT. DE RUSSAS (Russas) – 7.38%

Região do Banabuiú
CEDRO (Quixadá) – 4.96%
FOGAREIRO (Quixeramobim) – 9.08%
PIRABIBU (Quixeramobim) – 4.54%
SÃO JOSÉ I (Boa Viagem) – 5.55%
UMARI (Madalena) – 3.07%

(Wanderley Filho, Tribuna do Ceará)

Seis perguntas sobre a crise hídrica de São Paulo

Do Planeta Sustentável

Vanessa Barbosa

Assim como futebol e política, “água” virou assunto corrente nas conversas de quem vive em São Paulo. No supermercado, na fila do ônibus, na hora do almoço, as perguntas estão sempre lá: Vai ter racionamento? A água do volume morto é boa? Como São Paulo mergulhou nessa crise? E se não chover, vai faltar? Veja a seguir algumas respostas para as dúvidas mais comuns sobre a crise.

1 – COMO SÃO PAULO MERGULHOU NESTA CRISE?
São Pedro tem participação, mas pequena. O último período chuvoso, que vai de outubro à março, foi o mais seco em 45 anos, segundo dados do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Não à toa, o verão de 2014 fez São Paulo bater vários recordes de calor.

Mas, veja bem, a responsabilidade do santo guardião da chuva termina aí. Uma parcela bem maior cabe ao poder público, o zelador oficial da água, incumbido de gerenciar esse recurso natural com parcimônia.
Faz pelo menos quatro anos que o Estado de São Paulo está a par dos riscos de desabastecimento de água na Região Metropolitana. Em dezembro de 2009, o relatório final do Plano da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, feito pela Fundação de Apoio à USP, não só alertou para a vulnerabilidade do sistema Cantareira como sugeriu medidas cabíveis a serem tomadas pela Sabesp a fim de garantir uma melhor gestão da água.

Antes disso, na outorga de 2004, uma das condicionantes era que a Sabesp tivesse um plano de diminuição de dependência do Cantareira. O grande problema foi a demora de planejamento.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instarou um inquérito civil para esclarecer a crise no Sistema Cantareira e apurar informações sobre a possibilidade de erros de gestão da Sabesp.

2 – QUAL O IMPACTO DO USO DO VOLUME MORTO NA QUALIDADE DA ÁGUA E NA SAÚDE PÚBLICA?
Este é um dos temas mais delicados. Afinal, nunca São Paulo tinha bebido do chamado volume morto, uma reserva abaixo do nível de captação de água feita pela Sabesp. Por se tratar de uma área mais funda, essa reserva “técnica ou estratégica”, como diz o governo, serve de zona de sedimentação dos micropoluentes no ambiente aquático e, também, de alguns metais pesados. Quando remexida, pode impactar não só a qualidade da água, mas a vida dos seres daquele ecossistema.

Estima-se que os gastos da Sabesp tenham aumentado em 40% com tratamento dessa água, comparada à água do volume útil. Procurada pela reportagem, a Sabesp não confirmou a informação.

Em nota, a Cestesb afirmou que realiza, periodicamente, análises da qualidade da água do Reservatório Jacareí, com o objetivo de avaliar os aspectos ambientais do denominado “volume morto”.

“Essa caracterização é realizada por meio de parâmetros físicos, químicos e biológicos. Com base nessa análise, verifica-se que a água do reservatório continua apresentando boas condições de qualidade, tanto para proteção da vida aquática quanto captação visando o abastecimento público”, diz o órgão.

3 – O QUE O GOVERNO ESTADUAL E A SABESP TÊM FEITO PARA TENTAR CONTORNAR A CRISE HÍDRICA?
De saída, a Sabesp ofereceu desconto de até 30% na conta para quem economizasse água. Com a adesão popular e controle dos desperdícios, a ação tem sido bem sucedida.

Outra medida, essa menos popular por vários motivos, foi a tentativa de provocar chuva artificial, um processo chamado de semeadura de nuvens, ao custo de R$ 4,5 milhões.

A investida mais radical, no entanto, foi recorrer a obras para retirada do volume morto, considerada por alguns especialistas uma ação deletéria.

Eles definem o quadro como uma ilusão da abundância em plena escassez, com consequências nefastas para o meio ambiente, a economia e para o próprio bem-estar da população.

Para os experts em recursos hídricos, a reserva do volume morto deveria ser usada a apenas em situação extrema, somente após iniciado um rodízio e caso as chuvas de outubro não chegassem em quantidade suficiente.

Outra alternativa, que depende menos do estado e mais da disposição dos vizinhos, é a proposta de construir um canal para retirar água da bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro.

4 – O SISTEMA CANTAREIRA CONSEGUIRÁ SE RECUPERAR? QUANDO?
Deixar o manancial se esgotar, como está ocorrendo, gera graves efeitos ambientais. O esgotamento de uma represa afeta os lençóis freáticos do entorno e todo o ecossistema.

“Esses mananciais precisam ser preservados e não explorados à exaustão. É uma questão de preservação da qualidade da água”, diz Roberta Baptista Rodrigues, doutora em recursos hídricos e professora dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária e de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi.

Recuperar esses sistemas vai ser muito mais complicado, mesmo com chuvas. À medida que o nível da água reduz, aumenta a taxa de evaporação, porque o solo fica mais seco e em contato com a atmosfera. Assim, a água da chuva infiltra e evapora”, acrescenta.

Segundo análise estatística do comitê que monitora a crise, o sistema tem só 25% de chance de acumular entre dezembro e abril de 2015 uma quantidade de água (546 bilhões de litros) suficiente para repor o “volume morto” usado emergencialmente e ainda devolver ao Cantareira 37% da sua capacidade antes do próximo período de estiagem.

5 – VAI TER RACIONAMENTO?
Para especialistas em recursos hídricos, SP já deveria estar racionando água, tanto para poupar este recurso quanto para preservar os mananciais. Sujeitar 9 milhões de pessoas a regime de racionamento não é uma decisão fácil. Mas é necessária, segundo Marco Antonio Palermo, doutor em engenharia de recursos hídricos pela USP.

“O uso do volume morto é uma estratégia paliativa e muito deletéria, que não trata o problema de forma estrutural. Pior, está virando rotina. Isso não pode ser prática de uma política de gestão de recursos hídricos, que deve focar na produção de água e no uso do volume útil”, defende.

Segundo ele, se São Paulo tivesse iniciado o rodízio no começo do ano, não teria sido necessário recorrer à reserva técnica, que só seria usada como estratégia última. Com isso, cresce o risco de SP enfrentar um racionamento drástico com o aprofundamento da crise.

6 – E SE AS CHUVAS NÃO VOLTAREM EM OUTUBRO E NOVEMBRO PARA ACUDIR OS RESERVATÓRIOS? SP CORRE O RISCO DE FICAR SEM ÁGUA?
“Somente se não chover até outubro é que teremos problemas”, disse, em maio, o diretor de relações com investidores da Sabesp, Mario Sampaio. No pior cenário, a água se esgota até outubro, pelo cálculos do grupo de monitoramento da crise, formado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado (DAEE).

Os cálculos contrariam a afirmação do governo de que até março de 2015 água está garantida. Recentemente, a Sabesp anunciou que pode recorrer ao volume morto do Alto Tietê, o segundo maior sistema de água da Região Metropolitana.

Estimativas apontam que a medida daria apenas um mês de sobrevida ao sistema. Qual será o plano C, quando a última gota chegar? Procurada pela redação, a Sabesp não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Agora que a crise já está instalada, começam a sair do papel projetos antigos que podem proteger a cidade de futuros colapsos. É o caso da construção de um novo reservatório de água, em Ibiúna, fruto de parceria público-privada, prevista para ser concluída em 2018.

 

Barra do Ceará: Bairro mais antigo de Fortaleza completa 410 anos

Desenvolvida em uma área repleta de ambientes naturais, como rio, mangue e praia, a Barra do Ceará comemora hoje 410 anos. Situado no Marco Zero da cidade, o bairro é considerado o mais antigo de Fortaleza. Durante todo o dia, serão realizadas atividades comemorativas. O encerramento ocorre à meia-noite com uma queima de fogos em vários pontos da região.

Proprietário de uma barraca na avenida Vila do Mar – via revitalizada em 2012 e localizada no bairro – Luiz Carlos, 40 anos, trabalhava em São Paulo na década de 90, mas se apaixonou pela orla da Barra do Ceará durante visitas à capital cearense. Empolgados pela paisagem natural do local, Luiz e seus três irmãos resolveram investir no empreendimento na praia e se mudaram de vez para Fortaleza. “É um local privilegiado pela natureza. As pessoas vêm aqui e saem felizes. Os turistas se impressionam”, conta.

Um dos atrativos naturais da Barra do Ceará é o pôr do sol. O historiador e pesquisador da região, Adauto Leitão, 43, garante que é o mais bonito do Estado. “Nas margens do rio Ceará, as pessoas podem ver o pôr do sol de frente, sem obstáculos. É uma visão privilegiada e limpa do poente”, destaca. Dentro das comemorações da Barra do Ceará está o projeto Ondas de Concreto. O artista visual Luiz Freire é o responsável pela pintura de um paredão abandonado de 4 metros de altura por 100 metros de largura na avenida Vila do Mar. Morador do bairro, Luiz acredita que a região tem um potencial para se desenvolver, mas pede mais cuidado às praias do local. “Através da arte também podemos revitalizar a região. Além da revitalização das áreas urbanas, precisamos valorizas as praias e mobilizar a comunidade”, pontua o artista.

 

Segurança pública

Apesar das belezas moradores reclamam de insegurança no local. Segundo eles, a revitalização da avenida Vilar do Mar e a criação do Cuca da Barra diminuíram os casos de violência, mas os riscos ainda continuam. O policiamento na Barra do Ceará é realizado por seis viaturas da Polícia Militar (PM), sendo três do Ronda do Quarteirão e três do Policiamento Ostensivo Geral (POG), e o pelotão de motos da Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio). Segundo o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e responsável pela Área Integrada de Segurança (AIS) I, tenente-coronel Francisco Souto, a violência no bairro está sobre controle.

 

Serviço

Passeio ecológico de barco pelo rio Ceará

É necessário formar grupos de 10 a 20 pessoas, com agendamento prévio. O passeio dura duas horas.

Valor: R$ 20 por pessoa.

Telefone:(85) 3485 6945 /8753 3940

Endereço: avenida Radialista José Lima Verde, 746, Barra do Ceará (Albertu’s Restaurante) 

Programação

 

6h – Alvorada de Fogos – diversos pontos da Barra do Ceará 

8h - Adorno com bandeiras na ponte da Barra. Homenagem

aos países que marcam presença histórica na Barra do Ceará. 

10h - Homenagem aos 10 anos de instalação do Cruzeiro

de Santiago – Ícone do reconhecimento internacional do Marco Zero. Monumento doado (2004) pela Xunta de Galicia – Espanha.

15h30min - Imagem de Santiago via ABT do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará -percorre as ruas da Barra do Ceará.

16h30min - Encontro da Juventude na Praça

Santiago da Barra - junto ao Cruzeiro de Santiago. Caminhada até a ponte da Barra.

17h – Procissão Marítima com a imagem de Santiago pelo Rio Ceará.

19h - Missa de Santiago.

21h - Final da Copa 410 Anos. Futebol Amador.

(Lucas Mota, O Povo)

Fortaleza precisa de um plano de urbanização à altura do seu tamanho

Com o título “Fim de festa”, eis artigo do professor José Borzacchiello, que pode ser conferido no O POVO desta quarta-feira. Ele fala sobre Fortaleza pós-Copa. Ou seja, com o fim da maquiagem e inicio da campanha eleitoral, os problemas urbanos retornarão à cena com maior visibilidade. 

Os jogos da Copa do Mundo em Fortaleza projetaram a cidade e o Ceará e permitiram a construção de olhares, depoimentos e imagens positivas do modo cearense de ser e de fazer. Esse saldo positivo deve ser tratado com muito cuidado. Nem tudo é o que parece. Com o fim da Copa e início da campanha eleitoral, a maquiagem que transfigurou a cidade no período da competição se desmancha e os problemas urbanos retornam à cena com maior visibilidade. O que fica, certamente, é a certeza que o cearense continua simpático e hospitaleiro, tendo recebido muitos elogios de brasileiros de vários estados e povos de várias nacionalidades. Aos poucos, os vestígios da festa desaparecerão. No palanque ela será sempre lembrada com imagens lindas. Não faltarão aquelas da Fan Fest, do aterrinho e as que consagraram Fortaleza como o epicentro do nacionalismo com a capela do hino nacional que empolgou os jogadores na Copa das Confederações e acabou se repetindo na Copa, em todos os estádios onde nossa seleção jogou. Também estará no palanque a cobrança pelas obras que não foram realizadas e as incompletas do plano de mobilidade urbana. Questionarão também, a inadequação de políticas de remoção da população das áreas atingidas pelas obras.

Passada a Copa, espera-se que os candidatos contemplem, em suas plataformas políticas, uma ampla e séria discussão sobre a cidade e o urbano no Ceará. É urgente que se pense em Fortaleza e sua região metropolitana, considerando sua forte concentração demográfica, seu potencial econômico e as múltiplas atividades ai desenvolvidas. Desde o Planefor, a região metropolitana de Fortaleza tem sido esquecida. Esta apresenta um nível de complexidade a ser esmiuçado pelos pesquisadores, políticos e planejadores. Fortaleza firma-se fortemente no cenário metropolitano, ampliando seu raio de influência direta e incorporando novas funções. Seu crescimento acelerado interfere sobremaneira no território à sua volta, provocando a expansão da malha viária, de infra-estrutura, de equipamentos e serviços, nem sempre concebidos e executados a partir de um plano de gestão.

Fortaleza é muito importante no cenário urbano brasileiro, entretanto, não possui uma urbanização à altura de seu tamanho demográfico e de seu peso funcional. Quando comparada com outras praças de porte idêntico, sua importância comercial e de polo de prestação de serviços se destaca. Não se pode negligenciar seu território metropolitano que contém quinze cidades e uma multiplicidade de atividades como distrito e corredor industrial, complexo porto/industrial, aterro sanitário, reservatórios e estações de tratamento de água para abastecimento de Fortaleza, potencial paisagístico e importantes polos turísticos ligados ao mar, às serras e ao sertão. Isso e muito mais vem à tona quando se discute sucessão política no Ceará. É fim de uma festa e começo de outra.

* José Borzacchiello

borza@secrel.com.br

Geógrafo e professor da UFC.

Vereadores pró-Roberto Cláudio dão farecer favorável para demolição da Praça Portugal

Comissão especial da Câmara Municipal que analisa projeto de demolição da Praça Portugal, na Aldeota, acaba de aprovar parecer favorável à ação proposta pela Prefeitura para a área. Com a medida, o projeto deve ir à votação plenária já em 3 de junho, próxima terça-feira. Em reunião conturbada, a proposta só foi aprovada após a base aliada “driblar” tentativa da oposição de adiar a votação da matéria.

Após muito bate-boca, os oposicionistas Guilherme Sampaio (PT) e João Alfredo (Psol) deixaram a reunião da comissão sem votar. Os outros sete membros do grupo, todos aliados do prefeito Roberto Cláudio (Pros), votaram favoráveis ao projeto – que autoriza demolição da praça e sua substituição por um cruzamento e quatro espaços de convivência.

Embate 

O motivo do desentendimento foi pedido de vistas da oposição, que acabou derrubado pela base aliada. Oposicionistas tentavam adiar votação do parecer para depois de uma audiência pública sobre o tema agendada por Guilherme, marcada para 2 de junho.

Argumentando que o prazo de cinco sessões para vistas não se aplica a projetos em regime de urgência, aliados do prefeito rejeitaram o pedido e aprovaram o parecer. Relatório foi feito pelo vice-líder do governo na Casa, Didi Mangueira (PDT).

Apesar dos embates, Didi minimizou desentendimentos em torno da proposta da Prefeitura. “A discussão foi toda em torno dessa votação, o projeto em si da Praça não foi questionado”, diz.

 Redação O POVO Online

 com informações da repórter Jessica Welma

Especialistas de 15 países debatem mudanças climática em Fortaleza

Fortaleza realiza a partir desta segunda-feira (12) um evento internacional que debate a adaptação às mudanças climáticas. O evento internacional Climate Change Adaptation Conference 2014 começa às 9h, com palestra da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e vai até 16 de maio, no Hotél Vila Galé.

Também estarão presentes representantes de instituições de pesquisa e governamentais de 15 países. A conferência, que discutirá os impactos do clima e as opções de adaptação, vai reunir cientistas e profissionais de países desenvolvidos e em desenvolvimento para compartilhar abordagens de pesquisa, métodos e resultados.

O objetivo é explorar métodos para dirimir os impactos das mudanças climáticas.

O evento é realizado pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Estudos Espaciais (INPE), do Programa Global de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Vulnerabilidade, Impactos e Adaptação (PROVIA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INPE).

(G1 Ceará)

Arquitetos vão entregar abaixo-assinado pedindo tombamento da Praça Portugal

Um grupo de arquitetos vai entregar, às 15 horas desta segunda-feira, na Secretaria de Cultura de Fortaleza, um abaixo-assinado solicitando o tombamento provisório da Praça Portugal, conforme lei nº 9.347, de 11 de março de 2008. Isso, devido “a emergência caracterizada por iminente perigo de destruição, demolição ou alteração do bem”.

O abaixo-assinado, segundo a arquiteta Erika Cavalcante, possui cerca de 350 assinaturas. Segundo adianta, o documento quer comprovar que há o desejo da população em manter a praça na cidade e de estar contra a intervenção precipitada da Prefeitura na área.

(Via Blog do Eliomar de Lima)

Fortaleza será sede de conferência sobre mudanças climáticas

Vai acontecer em Fortaleza, nos dias 12 a 16 de maio, a terceira edição do International Climate Change Adaptation Conference – Adaptation Futures 2014. Esta conferência discutirá os impactos do clima e as opções de adaptação. Para isso a conferência pretende reunir pesquisadores, tomadores de decisão e profissionais, de países desenvolvidos e em desenvolvimento, para compartilhar abordagens, métodos e resultados de pesquisa no tema.

“A nossa meta é criar uma rede de pesquisa internacional, colaborativa e criativa de pesquisadores, tomadores de decisão e profissionais interessados no tema”, declara José Marengo, chefe do CCST/INPE. “A conferência irá explorar qual o melhor caminho a seguir em um mundo onde os impactos das mudanças climáticas são cada vez mais visíveis e as ações de adaptação são cada vez mais necessárias”, complementa.

A Conferência Adaptation Futures 2014 terá cinco eixos temáticos principais: Impactos das mudanças climáticas nos diferentes setores e implicações para adaptação; Relação entre adaptação e desenvolvimento para o bem-estar humano; Abordagens integradas em diferentes níveis (local até global) frente a um mundo 4oC mais quente; Adaptação ao limite em regiões que são mais vulneráveis às mudanças climáticas; e compreendendo, avaliando e comunicando adaptação.

O evento que já aconteceu, em 2010, na Austrália e, em 2012, nos Estados Unidos, é promovido pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) e pelo Programa das Nações Unidas para Estudos sobre Vulnerabilidade, Impactos e Adaptações às Mudanças Climáticas (PROVIA), com o apoio do Governo do Federal e Estadual e vai acontecer no Hotel Vila Galé, na Praia do Futuro, em Fortaleza.

As inscrições para participar do Adaptation Futures 2014 podem ser feitas até o dia 11 de maio pelo site http://adaptationfutures2014.ccst.inpe.br/registration/

(O Estado)

FAO instala escritório regional no Nordeste, em Campina Grande

Campina Grande/Paraíba

Brasília – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) instala hoje (28) em Campina Grande (PB), na sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), o segundo escritório regional no Brasil. A Unidade de Coordenação de Projetos da FAO apoiará projetos regionais para fortalecer a agricultura familiar, o combate à desertificação, ações de recuperação da degradação da terra, a diminuição dos efeitos da seca, a produção de alimentos e o incentivo à fome.

A primeira unidade regional da FAO no Brasil foi instalado ano passado no Paraná, com escritórios em Curitiba e Foz do Iguaçu e ações nos três estados da Região Sul.

O acordo de cooperação será assinado hoje em celebração aos dez anos do Insa, instituto ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, criado com o objetivo de desenvolver ações de pesquisa, formação, difusão e formulação de políticas para a convivência sustentável do Semiárido brasileiro a partir das potencialidades socioeconômicas e ambientais da região.

Na programação do Insa também estão o lançamento da primeira fase do Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro e comemorações ao Dia Nacional da Caatinga.

Em dois módulos de consulta, o sistema reúne e disponibiliza dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido e será usado para divulgar experiências e estudos como forma de gerar conhecimentos nos campos da ciência, tecnologia e inovação. O módulo básico é direcionado a gestores de políticas públicas, organizações sociais e sociedade em geral; já o módulo avançado tem como público equipes técnicas de órgãos gestores, pesquisadores e professores de universidades.

Os dados disponibilizados são provenientes de várias instituições parceiras, como a Agência Nacional de Águas (ANA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis).

O Semiárido brasileiro se estende por oito estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e pelo norte de Minas Gerais.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Poluição atmosférica pode modificar o DNA dos paulistanos

A ciência já comprovou que a poluição atmosférica faz mal para a saúde. Mas, agora, pesquisadores brasileiros detectaram pela primeira vez uma modificação no DNA humano causada pela presença de elementos químicos encontrados na fumaça do cigarro e nas emissões de gases dos veículos de São Paulo.

Os elementos encontrados na poluição são dois aldeídos: acetaldeído e crotonaldeído. “Eles são mutagênicos e podem levar ao desenvolvimento de câncer”, afirmou a INFO a professora Marisa Helena Gennari de Medeiros, do Instituto de Química (IQ) da USP. O grupo de cientistas envolvidos no estudo faz parte de uma rede paulista financiada pela Fapesp e da rede nacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT).

Para chegar nessa conclusão, Marisa e sua equipe fizeram um levantamento e analisaram a urina de 82 pessoas. Dessa total, 47 eram residentes na cidade de São Paulo e outros 35 eram moradores de São João da Boa Vista, município no interior do estado.

Após os testes, os cientistas perceberam uma diferença significativa entre os dois grupos. Os moradores da capital paulista apresentaram uma maior concentração de adutos, que é o resultado da reação dos aldeídos com o DNA.

“O organismo tem sistemas de defesa que reparam as lesões no DNA. O problema é quando o nível de lesões ultrapassa a capacidade do sistema de reparo, ou em indivíduos que tem alguma deficiência nesses sistemas”, diz Marisa.

Ao entrar em contato com o organismo, os aldeídos se ligam à estrutura do DNA e a modificam. Mas as enzimas protetoras dessa estrutura fazem um corte na modificação feita pelos aldeídos. Assim acontece o reparo, que acaba sendo eliminado pela urina. Mas se o dano causado ao DNA não for reparado pode levar a uma mutação e ao câncer.

O uso urina como biomarcador (molécula que indica mudanças nos sistemas biológicos) para esse tipo de estudo é um dos diferenciais da pesquisa. Esse exame é útil justamente porque as substâncias descartadas na urina são produto desse reparo do DNA.

O exame de urina fornece uma boa possibilidade de monitorar a exposição da população a aldeídos presentes na atmosfera. Essa pode ser, portanto, uma ótima ferramenta na região de São Paulo, onde a frota veicular é imensa e os aldeídos presentes na atmosfera oferecem um grande risco para a saúde da população.  

A ideia é, daqui pra frente, ampliar o estudo para analisar e comparar amostras de urina de moradores de diferentes bairros na cidade de São Paulo e de diferentes cidades. Segundo o estudo, o monitoramento pode fornecer informações para a formulação de políticas públicas que reduzam os efeitos nocivos da poluição atmosférica. “A melhor forma de se prevenir desse tipo de mudança do DNA é não se expor. O governo deve ter políticas de controle rígido do nível de poluentes”, diz.

(Vanessa Daraya, via Info Online Abril)

Feriadão da Semana Santa será de chuvas em todo o Ceará, informa Funceme

Com previsão de ocorrência de chuvas abaixo da média histórica nesta quadra chuvosa de 2014, os cearenses podem aproveitar o feriadão com um clima mais ameno. No feriado prolongado, que une a Semana Santa ao Dia de Tiradentes, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) prevê chuva na Região Centro-Norte do Ceará e possibilidade de precipitações isoladas nas demais regiões do estado. Em Fortaleza, a maior chuva do feriadão deve ocorrer nesta quinta-feira (17), com cerca de 45 milímetros.

De acordo com a meteorologista Dayse Moraes, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deverá ficar próxima ao Estado, favorecendo a formação de chuvas. A convergência dos ventos faz com que o ar, quente e úmido ascenda, carregando umidade do oceano para os altos níveis da atmosfera, ocorrendo a formação das nuvens.

“Os modelos mostram que esse sistema não oscilará muito, mantendo-se, na maior parte do tempo, próxima ao Estado. Somente entre sexta-feira e sábado [18 e 19 de abril] ele se desloca, diminuindo a intensidade das chuvas, mas, no domingo [20], tende a aproximar-se novamente, favorecendo as precipitações”, explica a meteorologista.

Segundo a Funceme, na quinta-feira (17), deve ocorrer chuva na parte Centro-Norte do Cearáe possibilidade de precipitações isoladas nas demais regiões. Em Fortaleza, a previsão é de nebulosidade variável com chuvas durante a madrugada e início da manhã. No decorrer do dia, sol entre nuvens.

Na sexta-feira (18), a Funceme prevê chuvas menos intensas e isoladas em todas as regiões cearenses. Em Fortaleza, deverão ocorrer chuvas ocasionais entre a madrugada e o início da manhã. No decorrer do dia, céu parcialmente nublado.

A previsão para o sábado (19), é de chuvas menos intensas e isoladas em todas as regiões do  Ceará. No domingo e na segunda-feira (21), a Funceme prevê chuva na parte Centro-Norte do estado e possibilidade de precipitações isoladas nas demais regiões. Em Fortaleza, os dois  últimos dias do feriado devem ser de sol com muitas nuvens durante o dia.

(G1 Ceará)

Novo estudo mostra que Lua é mais antiga do que se pensava

A Lua começou a se formar até 65 milhões de anos depois do que algumas estimativas anteriores, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira que utiliza uma nova forma de calcular o surgimento do único satélite natural da Terra, de 4,47 bilhões de anos.

O mega-asteróide que colidiu com a Terra, lançando detritos dos quais um mais tarde deu origem à Lua, ocorreu cerca de 95 milhões de anos depois do nascimento do sistema solar, segundo mostra uma pesquisa na edição desta semana da revista Nature.

O estudo contesta, com um grau de 99,9 por cento de precisão, a conclusão de algumas estimativas anteriores de que o impacto formando a Lua ocorreu entre 30 a 40 milhões anos após a formação do sistema solar, cerca de 4,58 bilhões de anos atrás.

O novo estudo é baseado em 259 simulações de computador sobre como o sistema solar evoluiu a partir de um disco primordial de embriões planetários girando em torno do sol. Os programas simulam as colisões e fusões dos pequenos corpos, até que se fundem com os planetas rochosos que existem hoje.

Pelo relógio geológico, o último grande impacto contra a Terra veio de um corpo do tamanho de Marte que a atingiu 95 milhões de anos depois da formação do sistema solar, de acordo com o estudo.

“Achamos que a coisa que atingiu a Terra e acabou formando a Lua, a parte do leão dela, ficou na Terra. Uma pequena fração de sua massa e algum material da Terra foi empurrado para o espaço para formar a Lua”, disse em entrevista o astrônomo John Chambers, do Instituto Carnegie para a Ciência, em Washington. “Esse foi provavelmente o último grande evento”, acrescentou.

A avaliação anterior era baseada na medição do decaimento radioativo que ocorre naturalmente de átomos reveladores dentro de rochas lunares. O mesmo processo, no entanto, também levou à descoberta de que o impacto aconteceu entre 50 milhões e 100 milhões de anos após a formação do sistema solar.

“Nosso novo método … independe de técnicas radiométricas etc, portanto, nós rompemos a controvérsia”, escreveu o pesquisador Seth Jacobson, do Observatório Côte D’Azur, na França, em um e-mail. Os resultados também criam um outro mistério ainda maior sobre o motivo pelo qual alguns planetas, como Marte, se formam de forma relativamente rápida, enquanto outros, como a Terra e, possivelmente, Vênus, demoram muito mais tempo.

Análise de meteoritos marcianos e as simulações de computador indicam que Marte foi formado em apenas alguns milhões de anos. Não há meteoritos conhecidos de Vênus, e até hoje não foram enviadas naves espaciais a Marte ou Vênus para coletar amostras.

(Reuters)

Torre Eiffel produzirá energia limpa e filtrará água da chuva

A capital francesa anda dando show de sustentabilidade: depois de liberar o transporte público gratuito por um fim de semana para combater a poluição e adotar rodízio rigoroso de veículos, Paris vai esverdear um de seus maiores símbolos, a Torre Eiffel.

A edificação está passando por uma série de obras no primeiro andar. Entre elas, a instalação de painéis solares e turbinas eólicas para que passe a produzir energia limpa para autoabastecimento. O consumo energético no local, inclusive, deve diminuir bastante, já que todas as lâmpadas serão trocadas por modelos LED, que são mais econômicos.

E não é só isso: a Torre Eiffel ainda contará com sistema de captação de água da chuva e medidas de acessibilidade. Se todas as novidades verdes não forem suficientes para estimular os turistas a visitar o símbolo de Paris, tem mais. Com a reforma, o local vai ganhar museu ao ar livre, anfiteatro e piso transparente, para que os visitantes possam enxergar o chão a 57 metros de altura.

As obras de restauração, projetadas pelo escritório de arquitetura Moatti-Rivière, vão custar 24,9 milhões de euros e devem terminar no final de 2014. Partiu França para conferir o resultado?

Via  , de Planeta Sustentável

Nordeste brasileiro teve pior seca dos últimos 50 anos em 2013

Segundo o relatório Declaração sobre o Estado do Clima, divulgado nesta segunda (24) pela Organização Metereológica Mundial (WMO, na sigl em inglês), o Nordeste do Brasil viveu em 2013 a pior seca dos últimos 50 anos. O relatório traz detalhes sobre chuvas, inundações, secas, ciclones tropicais, as camadas polares e o nível do mar em cada região do planeta.

O relatório mostra que 2013 foi o sexto ano mais quente desde início dos registros, em 1961. A temperatura média da superfície do oceano e da Terra em 2013 foi de 14,5°C, marca que é 0,50°C maior que a média registrada entre 1961 e 1990, e 0,03°Cs maior que à média da década mais recente (2001-2010). De acordo com a WMO, cada década é mais quente que a anterior, sendo que a última registrada. Treze dos 14 anos mais quentes registrados ocorreram todos no século XXI.

No Brasil o calor provocou seca no Nordeste, ao mesmo tempo em que muitos estados sofreram com chuvas fortes no final do ano. O relatório aponta, por exemplo, o Município de Aimorés (MG), com precipitação média quatro vezes maior do que a normalmente registrada no Sudeste do Brasil para o mês de dezembro.

Ações da CNM e entidades estaduais
No ano passado, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) realizou várias reuniões e mobilizações com os gestores, principalmente os do semiárido, os mais afetados pela seca. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, e os representantes das entidades estaduais cobraram por diversas vezes do governo federal, alternativas para amenizar os efeitos causados pela falta de chuva na região.

A Carta do Nordeste, uma maneira de oficializar os problemas que a seca provocou na região, foi entregue aos ministérios das Relações Institucionais, e da Casa Civil. A carta dizia: “Os presidentes das entidades pedem a desburocratização, ações emergenciais e estruturantes, em parceria com os Municípios, para que estes passem de meros expectadores a agentes ativos desse processo e possam devolver, ao Nordeste e à sua brava gente, opções de vida, trabalho e a oportunidade de contribuir com o desenvolvimento da Nação”.

No entanto, mesmo com os inúmeros apelos da CNM e dos gestores, apenas medidas paliativas foram feitas pelo governo, como construção de barragens e pequenos sistemas de abastecimento de água, na tentativa de acalmar os ânimos dos prefeitos.

A Agência de Noticias da CNM noticiou em 2013 vários Municípios que decretaram Situação de Emergência ou Estado de Calamidade por conta de eventos climáticos.

Via http://www.capitalteresina.com.br

Jericoacoara pode ser privatizada

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (15):

Técnicos dos ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente visitaram o município de Jijoca nesta semana e reuniram moradores para apresentar uma ideia polêmica: a privatização do Parque Nacional de Jericoacoara.

Isso mesmo! Apregoando uma Parceria Público-Privada (PPP), o governo federal quer passar para o controle de uma empresa privada toda a administração do Parque Nacional de Jericoacoara. Essa empresa passaria a controlar todo o fluxo de visitantes e até cobrar pela entrada. Além disso, teria direito de construir hotéis e restaurantes em diversas localidades, incluindo a famosa duna do pôr do sol.

Os cálculos apresentados pelos consultores levam a um faturamento anual de mais de R$ 60 milhões para a empresa que ganhar a licitação, o que representa o dobro do orçamento da Prefeitura de Jijoca.

O Instituto Chico Mendes, esvaziado desde sua criação, é quem responde no momento pelo parque. O deputado estadual João Jaime (DEM), que tem atuação política na área, está cobrando posição do Ministério Público Federal sobre o fato.

Mancha negra é registrada na Praia do Mucuripe, em Fortaleza

A mancha negra foi registrada na manhã desta quinta-feira, 13 – Foto: Luciana Otoch

Uma enorme mancha negra foi registrada no mar da Praia do Mucuripe, na continuação da avenida Beira Mar, na manhã desta quinta-feira, 13, em Fortaleza. A fotógrafa Luciana Otoch fez o registro do fenômeno, que cobre uma extensa faixa da praia.
Segundo Luciana, essa não foi a primeira vez que a mancha apareceu. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informou, através de nota, que uma equipe técnica está no local. A companhia orienta que “a água da chuva não deve ser despejada dentro do sistema de esgoto, pois este não está dimensionado para esta finalidade”.

Em outro ponto da av. Beira Mar, próximo à mancha negra e ao Mercado dos Peixes, motoristas desviam de um esgoto aberto e reclamam do mau cheiro. A Cagece orienta que a população não coloque lixo dentro de rede de esgoto, o que pode ocasionar entupimentos e transbordamentos.

(O Povo Online)

Influência humana é clara no aquecimento “inequívoco” do planeta, diz IPCC

Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas divulga primeira parte de estudo sobre aumento da temperatura no globo e afirma que últimas três décadas foram sucessivamente mais quentes que qualquer outra desde 1850.

O aquecimento do planeta é “inequívoco”, a influência humana no aumento da temperatura global é “clara”, e limitar os efeitos das mudanças climáticas vai requerer reduções “substanciais e sustentadas” das emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou nesta quinta-feira (30/01), em Genebra, a primeira parte do quinto relatório sobre o tema.

Os cientistas do IPCC – que já foram premiados com o Nobel da Paz em 2007 – fizeram um apelo enfático para a redução de gases poluentes. “A continuidade das emissões vai continuar causando mudanças e aquecimento em todos os componentes do sistema climático”, afirmou Thomas Stocker, coordenador e principal autor da Parte 1 do quinto Relatório sobre Mudanças Climáticas, cuja versão preliminar já foi apresentada em setembro de 2013.

O documento serviu de base durante a Conferência das Partes (COP) das Nações Unidas sobre o Clima em Varsóvia, na Polônia, no final do ano passado. Em 1500 páginas, cientistas de todo o mundo se debruçaram sobre as bases físicas das mudanças climáticas, apoiados em mais de 9 mil publicações científicas.

“O relatório apresenta informações sobre o que muda no clima, os motivos para as mudanças e como ele vai mudar no futuro”, disse Stocker.

Correções

A versão final divulgada nesta quinta é um texto revisado e editado e não tem muitas mudanças em relação ao documento apresentado em setembro do ano passado, que elevou o alerta pelo aquecimento global e destacou a influência da ação humana no processo.

“A influência humana no clima é clara”, afirma o texto. “Ela foi detectada no aquecimento da atmosfera e dos oceanos, nas mudanças nos ciclos globais de precipitação, e nas mudanças de alguns extremos no clima.”

Segundo o IPCC, desde a década de 1950, muitas das mudanças observadas no clima não tiveram precedentes nas décadas de milênios anteriores. “A atmosfera e os oceanos estão mais quentes, o volume de neve e de gelo diminuíram, os níveis dos oceanos subiram e a concentração de gases poluentes aumentou”, diz um resumo do documento.

“Cada uma das últimas três décadas foi sucessivamente mais quente na superfície terrestre que qualquer década desde 1850. No hemisfério norte, o período entre 1983 e 2012 provavelmente foi o intervalo de 30 anos mais quente dos últimos 800 anos”, prossegue.

Aquecimento dos oceanos

O grupo de cientistas também lembra que o aquecimento dos oceanos domina o aumento de energia acumulada no sistema climático, e que os mares são responsáveis por mais de 90% da energia acumulada entre 1971 e 2010.

“É praticamente certo que o oceano superior (até 700m de profundidade) aqueceu neste período, enquanto é apenas provável que tenha acontecido o mesmo entre 1870 e 1970″, diz o relatório.

O nível dos mares também aumentou mais desde meados do século 20 que durante os dois milênios anteriores, segundo estima o IPCC. Entre 1901 e 2010, o nível médio dos oceanos teria aumentado cerca de 20 centímetros, diz o documento.

As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e protóxido de nitrogênio (conhecido como gás hilariante) aumentaram, principalmente por causa da ação humana. Tais aumentos se devem especialmente às emissões oriundas de combustíveis fósseis. Os oceanos, por exemplo, sofrem acidificação por absorver uma parte do CO2 emitido.

Futuro sombrio

A temperatura global deverá ultrapassar 1,5ºC até o final deste século em comparação com níveis estimados entre 1850 e 1900. O aquecimento global também deverá continuar além de 2100, mas não será uniforme, dizem os cientistas do clima. As mudanças nos ciclos da água no mundo também não serão homogêneos neste século, e o contraste entre regiões secas e úmidas e regiões de seca e de chuvas deverá aumentar.

O resumo do texto ainda constata que a acumulação de emissões de CO2 deverá ser determinante para o aquecimento global no final do século 21 e adiante. “A maioria dos efeitos das mudanças climáticas deverão perdurar por vários séculos, mesmo com o fim das emissões.”

Até outubro, o IPCC ainda vai publicar mais duas partes do relatório e também um documento final. A segunda parte será divulgada em março, no Japão, e detalhará os impactos, a adaptação e a vulnerabilidade a mudanças climáticas. Em abril, Berlim será palco das conclusões do IPCC sobre mitigação.

Deutsche WelleDeutsche Welle 

Manchineel: conheça a árvore mais venenosa e perigosa do planeta

Que plantas venenosas existem, todos estamos cansados de saber. Porém, nenhuma é capaz de alcançar a Manchineel nesse requisito, a árvore mais perigosa do mundo no Guinness Book, Livro dos Recordes.

Hippomane mancinella (nome científico), é nativa da Flórida, Caribe e Bahamas, de acordo com as informações do Oddity Central. Para começar, a planta produz frutos tóxicos apelidados por Cristóvão Colombo de manzanillas de la muerte, ou maçãs da morte. O mais assustador, no entanto, é saber que essas frutinhas são apenas a ponta do iceberg.

A própria seiva na Manchineel é altamente perigosa, sendo necessário apenas uma gota para causar queimaduras, irritação, surgimento de bolhas e inchaço na pele. Aí você pensa: “tudo bem, só não comer os frutos da Manchineel nem tentar extrair sua seiva, isso não é muito difícil”, certo? Errado! Se em um dia chuvoso você simplesmente pensar em procurar abrigo em uma árvore como esta pode ter certeza que está correndo perigo, pois as gotas de chuva que entrarem em contato com as folhas e com a sua pele em seguida também podem causar queimaduras. Acha pouco? Só por precaução, não esqueça de nunca usar seus galhos e tronco para fazer uma fogueira, pois sua fumaça é capaz de causar cegueira irreversível. Muito sinistra!

Via http://blog.opovo.com.br/fimdemundo/conheca-arvore-mais-perigosa-mundo/

Navio-fantasma vaga sem rumo pelo Atlântico Norte

Uma embarcação da era soviética infestada de ratos, pesando 1.565 toneladas, vagando sem tripulação pelos mares. Poderia ser o roteiro de um filme de Hollywood, mas esse navio-fantasma existe de verdade.

 

 
  

Construído na antiga Iugoslávia em 1976, o Lyubov Orlova acabou abandonado num porto do Canadá após a falência de seus proprietários. Mas o pior estava por vir: durante a operação que o rebocaria em 2010 para a República Dominicana, onde vivia seu comprador, uma corda se rompeu, e o barco definitivamente singrou os mares sem rumo.

No ano passado, uma estação britânica de radar localizou uma massa no Atlântico Norte que correspondia em tamanho ao navio desaparecido. O sinal foi monitorado e, desde então, trabalhos eventuais de busca não tiveram sucesso em localizá-lo.

Autoridades do Reino Unido agora temem que o Lyubov Orlova se choque contra a costa do país. O barco é considerado uma bomba ambulante de doenças. E convivendo há três anos sem alimento, os ratos estariam se canibalizando uns aos outros, acreditam cientistas.

(Último Segundo)

A cada 50 mortes no mundo por raios, uma acontece no Brasil

A cada hora, mais de 5.700 raios atingem o Brasil, segundo dados do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica). Em um ano, o número chega a 50 milhões de descargas elétricas no País. O fenômeno natural faz centenas de vítmas anualmente, o que representa, na média mundial, uma morte a cada 50 calculadas no planeta.

O caso mais recente aconteceu na praia da Enseada, no Guarujá, litoral paulista. No último domingo (12), uma mulher, de 36 anos, foi atingida por um raio e morreu. Os parentes afirmam que o socorro demorou e que o posto do Corpo de Bombeiros, que fica perto do local do acidente, não tinha equipamentos para ajudar a vítima. Os irmãos da mulher disseram ainda que não houve alertas para os banhistas sobre o risco de raios.

A mulher usava um biquíni com um acessório de metal, que se partiu ao meio depois da descarga. De acordo com meteorologistas, o objeto pode atrair o raio, mas, no caso da mulher, a proximidade com o mar pode ter sido o fator responsável pela fatalidade.

Leia mais notícias de São Paulo

Esta não é a primeira vez que turistas morrem no litoral de São Paulo, vítimas de raios. No ano passado, um casal português foi atingido em uma praia de Bertioga. Eles fazem parte das cerca de 130 vítimas que os raios fazem no Brasil por ano.

Ainda de acordo com dados do Elat, o País registrou 1.601 mortes entre 2000 e 2012. Nesse período, mais homens morreram do que mulheres (82% contra 18%), com maioria entre 20 e 39 anos (43% do total). A estação do ano em que mais mortes foram registradas foi o verão (45%), seguido pela primavera (32%), outono (14%) e inverno (9%).

No verão, as cidades normalmente registram altas temperaturas e a atmosfera é naturalmente mais úmida. Essa combinação, segundo os meteorologistas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), provoca mais raios. Só que no caso do litoral de São Paulo, há um fator, que acontece todo verão, que influencia na quantidade de descargas elétricas. Uma faixa de umidade, que vem da Amazônia, tem se deslocado justamente para as praias paulistas.

Por Estado

O levantamento do Elat durante os anos de 2000 e 2012 mostra que o Estado de São Paulo é o que mais registrou mortes no período, com 267 casos. Minas Gerais é o segundo colocado, com 125 mortes, seguido do Rio Grande do Sul, com 121.

Ainda de acordo com o instituto, as atividades rurais (19%) representam a maior parte das circunstâncias das fatalidades. As ocorrências dentro de casa somam 15%, 14% das mortes aconteceram próximas a veículos e 12% embaixo de árvores. 

(R7 São Paulo)

Nordeste terá chuvas abaixo da média em 2014, diz Inmet

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Atingido por uma estiagem severa nos últimos dois anos, o Nordeste pode voltar a ter chuvas abaixo da média em 2014. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o meteorologista Mozart de Araújo Salvador, a temperatura do Atlântico Norte, cuja alta causou a diminuição das chuvas em 2012 e 2013, continua elevada, embora em patamar menor que o do ano passado.

Segundo Salvador, caso a situação se mantenha,  há chance de menos chuva do que tradicionalmente. No entanto, não é possível prever a intensidade de um eventual novo período de seca. “A possibilidade [de estiagem] não está afastada”, disse ele.

O meteorologista explicou que, em dezembro, quando o Inmet levantou os dados para seu prognóstico mais recente sobre o Nordeste, a temperatura do Atlântico Norte estava de 0,5°C a 1°C acima da média. “Espera-se que [a alta de temperatura] não se intensifique, ou o risco de prejuízos para as chuvas é grande”, acrescentou.

Salvador esclareceu que, no ano passado, a temperatura do oceano chegava a 1,5°C acima da média. Para normalização das chuvas no Nordeste, o ideal é que ela recue nos próximos meses. Uma nova medição será feita na segunda quinzena de janeiro.

Para o primeiro trimestre deste ano, o Inmet vê 40% de possibilidade de chuvas dentro da média e 35% de probabilidade de ficarem abaixo da média para o semiárido do Ceará, do Piauí, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do norte da Bahia. Existem ainda 25% de chance de precipitações acima da média.

Em 2012 e 2013, produtores rurais desses e de outros estados perderam gado e lavoura com a estiagem e tiveram de ser socorridos pelo governo, que disponibilizou linhas de crédito emergenciais e permitiu a renegociação de dívidas a agricultores que não puderam honrar os pagamentos em função das perdas com a estiagem.

Para 2014, o Ministério da Integração Nacional informou que ainda aguarda dados mais concretos com relação ao panorama relacionado à seca para definir ações. O órgão informou ainda que, até o momento, não há decisão sobre renovação das linhas de crédito, mas que é possível aderir à renegociação de débitos até 30 de dezembro deste ano.

(Agência Brasil)

 

Estudo do IBGE define limites entre 113 dos 184 municípios do Ceará

O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) concluíram mais uma etapa  do “Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas do Estado do Ceará” com o  georreferenciamento dos municípios localizados no Sertão Central, Região do Inhamuns, dos municípios de Tianguá e Sobral, além dos localizados no Litoral Oeste do Estado. Com essa etapa, 113 dos 184 municípios cearenses estão com a suas áreas georreferenciadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Esperamos entregar o trabalho completo à Assembleia Legislativa do Ceará até o fim deste semestre”, explica Francisco José Lopes, chefe da unidade do IBGE no Ceará. Segundo ele, com a finalização do Atlas, os novos limites serão reconhecidos e transformados em lei pela Assembleia Legislativa. “A maioria dos municípios do Ceará deverão fazer pequenos ajustes nos seus limites, que serão resultado de acordos entre os administradores desses municípios”, explica.

O projeto “Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas do Estado do Ceará” objetiva a elaboração de uma nova legislação para os limites municipais com o georreferenciamento dos elementos cartográficos e, consequentemente, com a atualização cartográfica, para substituir a citação de elementos não mais existentes no terreno. Pretende, também, definir onde começa e termina o município, a fim de determinar, com precisão, os limites que permitam uma melhor administração municipal, respeitando a cidadania e a identidade histórico-cultural.

Problemas
O estudo mostra problemas da não revisão da legislação que rege os limites municipais, a sua maioria datada de 1951, que resulta na indefinição dos limites, no surgimento de áreas de litígios, administração em área legal pertencente a outro município, distorção da arrecadação de impostos, eleitores cadastrados fora da zona eleitoral, imprecisão nos cálculos de Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de distorções de dados estatísticos.

O chefe da unidade do IBGE, no Ceará , ressalta que as indefinições acerca dos limites territoriais causam problemas para os administradores, prefeitos e para os órgãos técnicos, uma vez que “municípios que administram fora de suas fronteiras efetuam despesas e não recebem os devidos recursos”.

Para o presidente da Comissão de Criação de Novos Municípios e Estudos de Limites e Divisas da Assembleia Legislativa,  Luis Carlos Mourão, a dimensão exata do município é também crucial para a definição dos valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) recebidos pelas prefeituras. “Os municípios de Tejuçuoca e Barreiras são exemplos. A partir dos estudos eles tiveram a cota do FPM elevada em R$ 150 mil e R$ 120 mil mensais, respectivamente”, diz.

(Verônica Prado, G1 CE)

O Brasil e seu ‘mar interior'; por José Luís Fiori

Do site Carta Maior

O Brasil e seu ‘mar interior’

O Brasil possui capacidade econômica e tecnológica para explorar os recursos oferecidos pelo oceano, mas não possui o poder de defender a soberania desse mar.

Situado entre a costa leste da América do Sul, e a costa oeste da África Negra, o Atlântico Sul ocupa um lugar decisivo do ponto de vista do interesse econômico e estratégico brasileiro: como fonte de recursos, como via de comunicação, e como meio de projeção da influência do país no continente africano. Além do “pré-sal”brasileiro, existem reservas de petróleo na plataforma continental argentina, e na região do Golfo da Guiné, sobretudo na Nigéria, Angola, e no Congo, Gabão, São Tomé e Príncipe. Na costa ocidental africana, também existem grandes reservas de gás, na Namíbia, e de carvão, na África do Sul; e na bacia atlântica, se acumulam crostas cobaltíferas, nódulos polimetálicos ( contendo níquel, cobalto, cobre e manganês), sulfetos ( contendo ferro, zinco, prata, cobre e ouro), além de depósitos de diamante, ouro e fósforo entre outros minerais relevantes, e já foram identificadas  grandes fontes energéticas e minerais, na região da Antártica. Além disto, o Atlântico Sul é uma via de transporte e comunicação fundamental, entre o Brasil e a África, e é um espaço crucial para a defesa dos países ribeirinhos, dos dois lados do oceano.

A Argentina tem 5 mil km de costa, sustenta uma disputa territorial com a Grã Bretanha, e tem uma importante projeção no território da Antártida e nas passagens interoceânicas do canal de Beagle e do estreito de Drake. Do outro lado do Atlântico, a África do Sul ocupa o vértice meridional do continente africano, e é um país bioceânico, banhado simultaneamente pelo Atlântico e pelo Indico, com 3000 km de costas marítimas, e cerca de 1 milhão de km2 de águas jurisdicionais, ocupando uma posição muito importante como ponto de passagem entre o “ocidente’ e o “oriente”,  por onde circula cerca de 60% do petróleo embarcado no Oriente Médio, na direção dos EUA e da Europa. Finalmente, a Nigéria e Angola têm 800 e 1600 km de costa atlântica, respectivamente, e as reservas de petróleo do Golfo da Guiné estão estimadas em 100 milhões de barris.
 
Mas não há duvida que o Brasil é o país costeiro  que tem maior importância econômica e geopolítica dentro do Atlântico Sul, com seus 7490 km de costa, e seus 3.600 milhões de km2 de território marítimo, que podem chegar a 4,4 milhões – mais do que a metade do território continental brasileiro – caso sejam aceitas as reivindicações apresentadas pelo Brasil  perante a Comissão de Limites das Nações Unidas: quase o dobro do tamanho do Mar Mediterrâneo e do Caribe, e quase 2/3 do Mar da China.
 
O interesse estratégico do Brasil nesta área vai além da defesa de seu mar territorial, e inclui toda sua  Zona Exclusiva Econômica (ZEE),  por onde passa cerca de 90%  do seu comercio internacional; e onde se encontram, cerca de 90% das reservas totais de petróleo do Brasil, e 82% de sua produção atual; e mais  67% de suas reservas de gás natural. Além disto, o Brasil possui três ilhas atlânticas que tem uma importante projeção sobre o território da Antártida, e que são altamente vulneráveis do ponto de vista de sua segurança.

Apesar disto, o controle militar do Atlântico Sul segue em mãos das duas grandes potências anglo-saxônica.  A  Grã- Bretanha mantém  um cinturão de ilhas e bases navais através do Atlântico Sul, que lhe conferem uma enorme vantagem estratégica no controle da região. E os EUA dispõem de três comandos que operam na mesma área: o USSOUTHCOM, criado em 1963,  o AFRICOM, criado em 2007, e a sua IV Frota Naval criada durante a II Guerra Mundial, e reativada em 2008, com objetivo explícito de policiar o Atlântico Sul.
 
Além disso, as duas potências anglo-saxônicas controlam em comum, a Base Aérea da Ilha de Ascenção, onde operam simultaneamente, a Força Aérea dos EUA, a Força Aérea do Reino Unido e forças dos países da OTAN. Na mesma Ilha de Ascenção estão instaladas estações de interceptação de sinais e bases do sistema de monitoramento global, denominado  Echelon, que permite o monitoramento e  controle de todo o Oceano Atlântico. Caracterizando-se uma enorme assimetria de poder e de recursos entre as forças navais e aéreas, das potencias anglo-saxônicas e da OTAN, e a dos demais países situados nos dois lados do Atlântico Sul.

Neste ponto o Brasil não tem como enganar-se: possui a capacitação econômica e tecnológica para explorar os recursos oferecidos pelo oceano, mas não possui atualmente a capacidade de defender a soberania do seu “mar interior”. A capacitação naval do Brasil foi inteiramente dependente da Grã Bretanha e dos Estados Unidos, pelo menos até a década de 70, e o Brasil segue sendo um país vulnerável do ponto de vista da sua capacidade de defesa de sua costa, e de sua plataforma marítima. E este panorama só poderá ser modificado no longo prazo, depois da construção da nova frota de submarinos convencionais e nucleares que deverão ser entregues à marinha brasileira, entre 2018 e 2045, e depois que o Brasil adquira capacidade autônoma de construção de sua própria defesa aérea. De imediato, entretanto, o cálculo estratégico do Brasil tem que assumir esta assimetria de poder como um dado de realidade e como uma pedra no caminho de sua política de projeção de sua influência  no continente africano, e sobre este seu imenso “mar interior”.

Novo Mapa do Turismo brasileiro contempla 67 municípios do Ceará

Do G1 CE

Região Cidades e locais
Cariri Assaré, Barbalha, Crato,
Juazeiro do Norte, Missão Velha,
Nova Olinda e Santana do Cariri
Centro Sul/Vale do Salgado Icó, Iguatu, Orós, Chapada da
Ibiapaba, Carnaubal, Guaraciaba
do Norte, Ibiapina, Ipu, São Benedito,
Tianguá, Ubajara, Viçosa do Ceará,
Fortaleza, Aquiraz e Caucaia
Litoral Extremo Oeste Acaraú, Barroquinha, Camocim,
Chaval, Cruz, Granja e Jijoca de
Jericoacoara
Litoral Leste Aracati  , Beberibe, Cascavel,
Fortim, Icapuí, Pindoretama,
Litoral Oeste, Amontada, Itapipoca,
Itarema, Paracuru, Paraipaba,
São Gonçalo do Amarante, Trairi
Serras de Aratanha e Baturité Baturité, Guaiúba, Guaramiranga,
Maranguape  , Pacatuba, Pacoti,
Palmácia, Redenção, Sertão Central,
Banabuiú, Canindé, Quixadá,
Quixeramobim
Sertão dos Inhamuns Aiuaba, Crateús, Tauá, Vale do
Acaraú, Meruoca, Sobral, Vale do
Jaguaribe, Jaguaribara, Jaguaribe,
Limoeiro do Norte, Morada Nova

O Ministério do Turismo divulgou nesta terça-feira (17) o novo Mapa Turístico Brasileiro.  A configuração traz, além de regiões consagradas pelo turismo, apostas de roteiros que devem figurar nos próximos guias de viagem e atrair um número crescente de turistas nos próximos anos. O novo mapa turístico orienta a atuação de políticas e investimentos do Ministério do Turismo pelo país. No Ceará, além dos tradicionais destinos como Jijoca de JericoacoaraAquirazBeberibeParaipaba, por exemplo, outras cidades passam a figurar no Mapa do Turismo Brasileiro. 

O Mapa do Turismo Brasileiro de 2013 traz o Ceará dividido em 12 regiões – Cariri, Centro Sul/Vale do Salgado, Chapada da Ibiapaba,Fortaleza, Litoral Extremo Oeste,  Litoral Leste, Litoral Oeste, Serra da Aratanha e Baturité, Serão Central, Sertão dos Inhamuns, Vale do Acaraú e Jaguaribe – com 67 municípios contemplados. Pelo novo Mapa, o Nordeste foi dividida em 81 regiões com 820 municípios contemplados.

Em comparação ao mapa anterior, publicado em 2009, a nova versão possui um número maior de regiões turísticas (303). Todos os municípios selecionados passaram por uma reavaliação do seu interesse turístico, por isso o número diminuiu de 3.635 para 3.345. “Nem todas as cidades do mapa anterior apresentam potencial para fazer parte do processo de desenvolvimento da atividade turística no país. Isso é sinal de maturidade no trabalho de gestão”, afirma o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

De acordo com o Ministério do Turismo, a reavaliação dos destinos e de suas respectivas regiões se baseia nas novas diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo, definidas pelo Plano Nacional de Turismo 2013-2016.

(G1 Ceará)

Índio Guajajara se refugia em árvore e resiste a retirada no Rio

Advogado pede reintegração de posse do prédio do Museu do Índio. Polícia Civil vai autuar 24 manifestante

Grupo de 24 manifestantes retirado do antigo Museu do Índio na manhã de hoje (16) será autuado por resistência (quando há violência ou ameaça a servidor encarregado de cumprir a lei), disse o delegado da 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira), Fábio Barucke. Os manifestantes foram ouvidos, liberados e devem receber penas alternativas no Juizado Especial Criminal.

Outro manifestante foi detido porque entrou no perímetro de isolamento montado pela Polícia Militar em volta da árvore em que o índio Zé Guajajara mantém o protesto. De acordo com o delegado, ele responderá por resistência, desobediência e desacato, por ter xingado os policiais que o retiraram à força. 

O índio Ash, da Aldeia Maracanã, tentou levar comida para Zé Guajajara, mas foi impedido pelos policiais. Guajajara está há seis horas sem comer e beber e diz que só desce da árvore quando chegar o documento da 7ª Vara Civil garantindo à tribo a reintegração de posse da área do museu.

José Guajajara, o índio que resiste na árvore, é um líder da tribo Guajajara, que está desde 2006 na Aldeia Maracanã. Quando ele chegou ao prédio do Museu do Índio, o local era ocupado por drogados e mendigos. Jairo Costa, que desde 1989 reside no bairro do Maracanã, disse que a tribo sempre desempenhou um papel histórico e de resgate da cultura indígena e não é formada por um bando de vagabundos, como diz o governo do estado e ate pessoas desinformadas.

Os índios dançaram e cantaram próximo à árvore. Negociadores da PM estão dialogando com o índio Zé Guajajara. A polícia civil está no prédio do museu. Policiais do choque também estão posicionados nas janelas do prédio creme, ao lado da árvore. Muitos populares acompanham a operação policial.

Um membro da escola técnica da Fiocruz, Alexandre Vasconcelos, negocia com o comando do Bope para que a mulher do índio Jose Guajajara, a índia Potira, possa levar comida ao marido: banana, pão seco, biscoito e água.

Como a pena pode chegar a quatro anos e seis meses, o manifestante detido será encaminhado à justiça comum, e terá de pagar fiança de um salário mínimo para ser liberado.

A decisão judicial que fundamentou a ação da polícia é a mesma que removeu a ocupação do museu em março deste ano. Em agosto, os manifestantes voltaram ao prédio.

A advogada que representa os autuados questionou a ação da polícia por não ter sido acompanhada por um oficial de justiça e por não ter sido apresentado um mandado. De acordo com o delegado, como a decisão já havia sido cumprida em março, não era necessária a presença de um oficial de justiça. 

Manifestantes reclamaram de suposta truculência da polícia: um chegou a improvisar uma tala para o pulso, que afirmou ter sido machucado. Exames de corpo de delito serão feitos para apurar as denúncias.

Outra pessoa foi autuada por receptação, por ter sido encontrada pela polícia com objetos de escritório, clipes, DVDs e CDs, que seriam do Laboratório Nacional Agropecuário, do Ministério da Agricultura. Os policiais supõem que a mercadoria apreendida foi retirada do laboratório, invadido pelos manifestantes no domingo. O prédio é vizinho ao antigo Museu do Índio e será demolido.

Com Agência Brasil