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Greve dos bancários fecha 327 agências no Ceará

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Em todo o Brasil, 11.531 agências e 48 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas. O número representa 48,97% de todas as agências do País. A mobilização cresceu 15%, na comparação com a sexta-feira.

Nesta terça-feira (13), o Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir com a Fenaban, às 14h, em São Paulo. No último encontro, os bancos propuseram um reajuste de apenas 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. Mais uma vez não cobre, sequer, a inflação do período, já que o INPC de agosto fechou em 9,62%, e representa uma perda de 2,39% para cada bancário e bancária. O Comando Nacional rejeitou na própria mesa de negociação.

“A greve é um instrumento que nós precisamos saber usar. Os bancários, mais do que nunca, têm que se conscientizar desse instrumento e têm que aderir ao movimento, fazer crescer a greve, porque só assim vamos incomodar os banqueiros e conseguir arrancar, na mesa, uma proposta que seja decente, que atenda aos nossos anseios”, avalia Alex Citó, diretor do Sindicato e funcionário do Itaú.

Ao final do dia, os bancários cearenses realizaram uma plenária na Praça do Ferreira, importante ponto de grandes manifestações políticas e culturais de Fortaleza. “O movimento dos bancários hoje é de resistência e de muita resiliência contra uma onda conservadora, fundamentalista que quer retirar direitos dos trabalhadores. A nossa categoria faz parte do Sistema Financeiro e só o nosso patronato, os quatro maiores bancos juntos, lucrou mais do que todos os outros setores juntos da economia do País. Não há crise no setor financeiro, portanto tem totais condições de atender nossas reivindicações. Vivemos um momento delicado, de uma crise política, de uma sabotagem do grande capital e da ofensiva de um Congresso que fala em nome da família, mas que golpeia a democracia”, analisa Gabriel Motta, diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco.

Financiários aderiram à greve

Os financiários aderiram à greve nacional dos bancários em várias cidades do País, na última quinta-feira (08). A decisão foi tomada em assembleias que rejeitaram a proposta da Fenacrefi de reajuste salarial que correspondente a 80% do INPC de 9,83%, referente a junho/2016, mais R$ 1.000 de abono. O índice está muito aquém da reivindicação dos financiários, de reposição da inflação, mais 5% de aumento real.

“A nossa expectativa é fortalecer o movimento a cada dia. Esse é o primeiro ano que fazemos greve e queremos dar uma cara diferente aos financiários, porque nunca fizemos greve e sempre aguardávamos a greve dos bancários para o que saísse para eles, se aplicaria à nossa categoria. A partir do nosso Congresso Nacional, em julho, a categoria decidiu entrar em greve para mostrar aos patrões que nós também temos voz, temos nossos direitos, temos nossas reivindicações. O movimento está crescendo e esperamos fazer pressão para alcançar nossos objetivos”, disse Antônio Marcos, diretor do Sindicato e funcionário da BV Financeira.

(Fonte: SINTRAFI-CE)

Botequim dos Bancários acontece nesta sexta (29) e será em ritmo de Carnaval

Via Sindicato dos Bancários do Ceará

Samba-enredo, frevo, marchinhas, batuque e muita animação. Essa é a promessa para quem vier curtir a primeira edição do Botequim dos Bancários de 2016, que acontece em ritmo de Carnaval, na última sexta-feira do mês, 29/1, a partir das 18 horas, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará. A entrada é gratuita.

A programação prevê a apresentação da bateria de pré-carnaval dos bancários, De Magote Não Tem Quem Derrote, criado pelo Sindicato em 2013, que será responsável pela abertura da festa. O Quarteto Coisa Fina está sendo contratado para dar sequência à folia, seguido pela apresentação da cantora Goretti Almeida, com repertório de frevo, marchinhas e sambas-enredo.

Será uma noite para esquentar os foliões e prepará-los para desfrutar de mais um período momino com alegria e descontração.

“Esse espaço cultural e de convivência para os bancários é um lugar que abriga também o público fortalezense em geral. O projeto cultural Botequim dos Bancários resgata a história da entidade no campo cultural, sempre com grandes atrações. O primeiro Botequim de 2016 promete o mesmo sucesso das edições anteriores. Venha se divertir!” convida Tomaz de Aquino, secretário de Cultura do Sindicato dos Bancários do Ceará.

Vale-Conta

Os bancários sindicalizados que se cadastrarem na entrada do evento concorrerão a três vales-conta no valor de R$ 100,00 cada.

MPT pede prorrogação da validade de concurso da Caixa de 2014

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O Ministério Público do Trabalho da 10ª Região, no Distrito Federal e no Tocantins, ajuizou uma ação civil pública para que a Caixa Econômica Federal prorrogue os prazos de validade dos concursos públicos nº 001/2014-NM e nº 001/2014-NS, de 2014, por tempo indefinido. As informações são do site do MPT.

Os concursos ofereceram vagas de nível médio e superior para os cargos de técnico bancário novo, engenheiro agrônomo, civil, elétrico e mecânico e para médico do trabalho. As oportunidades foram em todo o país. O concurso, que já teve sua validade prorrogada em maio de 2015, é válido até 26 de junho deste ano.

Além da prorrogação, o MPT pede a proibição da realização de novas seleções exclusivamente para cadastro de reserva ou com um número irrisório de vagas, não correspondentes à real demanda.

Também pede que os aprovados no concurso vigente tenham prioridade na convocação caso um novo edital de concurso seja publicado. E que o banco seja condenado a apresentar, em 90 dias, um dimensionamento real do quadro de vagas efetivamente disponível, passando a convocar os aprovados que aguardam em cadastro de reserva.

A Caixa informou que ainda “não foi notificada da referida ação e que, ao receber a eventual notificação, adotará as medidas judiciais cabíveis”. Segundo o órgão, até o momento, não há autorização para realização de um novo concurso em 2016 e que o concurso de 2014, para o cargo de técnico bancário novo, foi realizado para a composição de cadastro de reserva, sem obrigatoriedade de aproveitamento de todos os candidatos.

O órgão informou que foram admitidos 2.486 candidatos aprovados no concurso de 2014, para o cargo de técnico bancário novo. Os relatórios podem ser acessados pelo link http://caixa.gov.br/site/paginas/downloads.aspx. A atualização é semanal e apresenta informações relativas ao quantitativo de candidatos aprovados, admitidos, eliminados e disponíveis em cada polo.

Segundo o procurador Carlos Eduardo Carvalho Brisolla, não restou alternativa ao MPT tendo em vista a afirmação dos representantes legais da Caixa de que não há previsão para convocação dos aprovados no edital atual. “O Ministério Público entende que a omissão do réu em não estipular vagas específicas nos editais para suprir as demandas existentes, ofende não só o princípio do concurso público, mas também os da moralidade, impessoalidade e especialmente, o da publicidade, que naturalmente exige transparência”.

Segundo o procurador, um número expressivo de vaga surgiu a partir do Plano de Apoio à Aposentadoria, no ano passado, sem reposição. Outro ponto de destaque é o Acordo Coletivo assinado pela empresa. A alegação da Caixa é que o acertado foi a convocação de 2 mil aprovados. Porém, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF), o que fora acertado seria o aumento de 2 mil novas vagas, o que já demandaria um número significativo de convocações em todo o país.

Investigação
Em janeiro deste ano, o MPT instaurou um inquérito civil para investigar a convocação de aprovados no último concurso do órgãos para formação de cadastro de reserva para o cargo de técnico bancário (nível médio). Segundo o órgão, existem “indícios de irregularidades na convocação de candidatos aprovados”. As informações são do site do MPT.

A Caixa informou em nota que “em 23/12/2015 foi publicada, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 17, de 22 de dezembro de 2015, por meio da qual o Ministério do Planejamento limitou o quadro de pessoal da Caixa em 97.732 empregados. A contratação dos candidatos aprovados está condicionada ao surgimento de vagas durante o período de validade do concurso, que pode decorrer de transferências ou desligamentos por motivo de rescisão contratual, aposentadoria ou falecimento. A Caixa está à disposição do Ministério Público para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Para o procurador, “a realização de certame com a finalidade exclusiva de aprovar vagas para cadastro de reserva, deixando em espera milhares de candidatos e sem a indicação precisa do número de vagas no edital aponta violação aos princípios aplicáveis à Administração Pública inscritos no artigo 37 da Constituição Federal”.

Cadastro de reserva
Em abril do ano passado, o Banco do Brasil (BB) e o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal firmaram acordo para que o órgão não realize mais concursos exclusivos para formação de cadastro de reserva.

A medida é resultado de acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF), que havia processado o banco para garantir mais transparência nas seleções da instituição.

O cadastro de reserva poderá continuar a ser utilizado, porém, sem criar falsas expectativas nos candidatos aprovados, que terão direito assegurado, caso estejam dentro do quantitativo inicial previsto.

(G1 SP)

 

Corte de empregos no setor bancário aumenta 97,6% em 2015

Em 2015, os bancos que operam no Brasil fecharam 9.886 postos de trabalho, de acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada nesta sexta-feira (22) pela Contraf-CUT. O número quase dobrou em relação a 2014, quando foram fechados 5.004 empregos no setor bancário, representando um avanço de 97,6%.

O estudo é feito mensalmente, em parceria com o Dieese, usa como base os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e também revela que nos últimos três anos o setor permaneceu extinguindo empregos. Na comparação com o ano 2013, quando houve o corte de 4.329 postos de trabalho, os números de 2015 representam um aumento ainda maior, de 128,4%.

Os bancos múltiplos, com carteira comercial, categoria que engloba grandes instituições, como Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, continuam sendo os principais responsáveis pelo saldo negativo. Eles eliminaram 7.248 empregos em 2015 (73% do total). Na Caixa, foram fechados 2.497 postos de trabalho no período (25%).

Na comparação mensal, dezembro apresentou o terceiro pior saldo, foram fechados 1.639 postos de trabalho, perdendo apenas para os meses de julho

(-3.069) e novembro (-1.928). Em julho, o saldo negativo foi influenciado pelos programas de incentivo à aposentadoria implantados no Banco do Brasil e na Caixa.

Para Roberto von der Osten, a pesquisa conclui que os bancos, apesar dos lucros estratosféricos obtidos em 2015, dobraram a sua redução de postos de trabalho. “O que será que eles estão planejando para 2016? Continuar a sua escalada de lucros a qualquer custo, mesmo que para isso tenham que sacrificar o emprego de milhares de famílias? É uma falta de compromisso muito grande para com a sociedade. O setor que mais ganhou deveria estar contribuindo mais para a retomada do crescimento e da distribuição de renda. É isso que esperamos deles”, afirmou.

Confira aqui tabelas e gráficos da pesquisa

Reduções por estados

No total, 22 estados apresentaram saldos negativos de emprego e apenas cinco tiveram saldo positivo entre desligamentos e admissões. As reduções mais expressivas ocorreram em São Paulo (-2.835), Rio de Janeiro (-1.515) e Rio Grande do Sul (-1.088). O estado com maior saldo positivo foi o Pará, com geração de 115 novos postos de trabalho, seguido pelo Mato Grosso, com 41 novos postos no período.

Rotatividade e salário

De acordo com o levantamento da Contraf-CUT/Dieese, além do corte de vagas, a rotatividade continuou alta. Os bancos contrataram 29.889 funcionários e desligaram 39.775, em 2015.

A pesquisa também demonstra que o salário médio dos admitidos pelos bancos foi de R$ 3.550,19, contra R$ 6.308,10 dos desligados. Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio 43,7% menor que a remuneração dos dispensados.

“A rotatividade continua sendo o mecanismo mais usual dos bancos para gerenciarem seus gastos com pessoal. Sistematicamente demitem salários consolidados, maiores e contratam pelo piso da categoria, que vai representar metade do valor médio dos salários dos demitidos”, explicou o presidente da Contraf-CUT.

Desigualdade entre homens e mulheres

A pesquisa reforça também que as mulheres, mesmo representando metade da categoria e tendo maior escolaridade, continuam discriminadas pelos bancos na remuneração. As 14.291 mulheres admitidas nos bancos, em 2015, receberam, em média, R$ 3.158,29. Valor 19,2% inferior à remuneração média dos homens contratados no mesmo período, que foi de R$ 3.909,25. A diferença de remuneração entre homens e mulheres é ainda maior na demissão. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos entre janeiro e dezembro de 2015 recebiam R$ 5.439,40, que representa 23,4% a menos que o salário dos homens desligados dos bancos, de R$ 7.104,83, conforme o levantamento.

Roberto von der Osten ainda completa que A desigualdade de tratamento e de oportunidades entre gêneros está longe de ser superada nos bancos. “A análise dos salários dos homens e mulheres demitidos denuncia uma média salarial das mulheres desligadas expressivamente menor que a dos homens. Mesmo apresentando elas maior escolaridade. Temos que avançar no combate a essa discriminação.”

Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT já marca a história de lutas dos bancários

Mesmo ainda muito jovem, a Contraf-CUT já traz em sua história muitas lutas e grandes avanços, conquistas econômicas, em saúde e condições de trabalho, por igualdade de oportunidades dentro dos bancos, por mais segurança e combate sem tréguas à terceirização.

O primeiro presidente da Contraf-CUT foi Luiz Claudio Marcolino do Itaú, que também presidiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo, que exerceu mandato como interino atá que acontecesse o 1º Congresso, que aconteceu em abril de 2006, em Nazaré Paulista (SP) que elegeu Vagner Freitas do Bradesco. Wagner é hoje presidente nacional da CUT.

A partir daí a categoria conquistou o valor adicional da PLR, implementação do grupo de trabalho para debater assédio moral com a Fenaban, 13º cesta de alimentação e o primeiro Censo da Diversidade. Em 2008, a Contraf-CUT obteve o reconhecimento legal do Ministério do Trabalho.

O 2º Congresso da Contraf-CUT, que ocorreu em abril de 2009, em São Paulo, elegeu Carlos Cordeiro do Itaú, como presidente. No mesmo ano, os bancários conquistam a licença-maternidade de 180 dias, a mudança no modelo de cálculo e melhorias da PLR adicional, além da inclusão dos parceiros de mesmo sexo nos planos de saúde.

O 3º Congresso da Contraf-CUT ocorreu em março e abril de 2012, em Guarulhos (SP) e reelegeu Carlos Cordeiro presidente. Neste ano, os bancários conquistaram o II Censo da Diversidade, além do projeto piloto sobre segurança bancária e avanços na saúde e condições de trabalho.

Intensas lutas foram travadas em 2014, e a grande mobilização dos bancários impediu a votação do PL 4330 da terceirização no CCJ da Câmara dos Deputados. A categoria ainda conquistou a proibição de cobrança de metas via SMS e o vale-cultura. Também asseguraram avanços no combate às metas abusivas e ao assédio moral, na igualdade de oportunidades e na segurança bancária.

O 4º Congresso aconteceu em março de 2015, em São Paulo. Roberto von der Osten foi eleito presidente. A luta contra o PL 4330 mobilizou fortemente os bancários. O ano também teve uma das maiores greves da categoria, com 21 dias de mobilizações, impedindo o retrocesso e as perdas que os bancos tentaram impor aos trabalhadores.

Unidade nacional e determinação da categoria asseguraram aumento real pelo 12º ano consecutivo. Além disso, foram mantidas conquistas importantes, como o vale-cultura, o abono-assiduidade, a licença-maternidade ampliada, a igualdade de direitos para casais homoafetivos. A Campanha 2015 também garantiu a assinatura de um termo de entendimento entre os seis maiores bancos e o movimento sindical bancário para tratar das condições de trabalho nos bancos, com o objetivo de reduzir as causas de adoecimento.

Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT completa 10 anos de lutas e conquistas

Neste dia 26 de janeiro a Contraf-CUT completa dez anos de uma existência firme e vigorosa na organização dos bancários, na defesa de seus direitos como trabalhadores e cidadãos, na reivindicação por salários mais dignos, por um país mais democrático e pela unidade da luta dos trabalhadores brasileiros.

Ao longo desses dez anos de muitas batalhas, a Contraf-CUT fortaleceu a unidade nacional dos bancários e esteve à frente de todas as campanhas salariais, consolidando a convenção coletiva nacional de trabalho, que completa 24 anos em 2016, válida para funcionários de bancos públicos e privados de todo o país. Com a força da unidade nacional e da mobilização, os bancários concretizaram sonhos e ampliaram conquistas.

Historicamente a Contraf-CUT surge da ampliação do espaço de atuação da extinta Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT), construída em 1992, como resultado da unidade e da forte mobilização da categoria.

É herdeira institucional de uma longa tradição de luta dos bancários brasileiros, que remonta ao início do século 20, quando os trabalhadores das casas bancárias fundaram suas primeiras associações. Todas as conquistas da categoria foram obtidas com organização e unidade, em um século de lutas – desde a jornada de 6 horas, em 1933, até os aumentos reais de salário, a valorização do piso, os avanços no combate ao assédio moral e na luta pela igualdade de oportunidades dos últimos anos.

Essa trajetória foi brutalmente interrompida pelo golpe militar de 1964 e retomada em meados da década de 1970, quando bancários, metalúrgicos, químicos, professores e outras categorias profissionais criaram o que ficou conhecido como o “novo sindicalismo”, convergindo para a criação da CUT em 1983.

Com a ascensão das lutas sindicais na década de 1980, os bancários sentiram a necessidade de reorganizar suas entidades nacionais, a fim de articular a organização e as mobilizações em todo o país. Assim nasceu o Departamento Nacional dos Bancários da CUT (DNB-CUT), em 1985, sucedido de 1992 a 2006 pela Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT), que foi sucedido, em 2006, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Para Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, no ato da fundação da Contraf CUT, no dia 26 de janeiro de 2006, em Curitiba na sede da FETEC PR, nem todos os dirigentes sindicais bancários da CUT tinham a ideia da dimensão e do significado do evento; “Era a materialização de um sonho e de uma necessidade, feita a partir da deliberação corajosa da CNB – Confederação Nacional dos Bancários, amparada pela decisão das FETEC Paraná, São Paulo e Centro Norte: fundar uma Confederação de Ramo da CUT para transpor a nossa concepção e prática de negociação por categoria. A gente começava a pensar grande. Muito grande. Unidade, mobilização e democracia. Os três pilares da fundação do Departamento Nacional dos Bancários continuam vivos”, afirmou.

A Contraf-CUT coordena o Comando Nacional dos Bancários e possui atualmente 8 federações e 115 sindicatos filiados em todo o Brasil, representando mais de 90% de todos os funcionários de bancos públicos e privados do Brasil. A entidade é também referência internacional para os trabalhadores de todo mundo. É filiada à UNI Global Union, o sindicato mundial que representa mais de 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços.

“A Contraf-CUT está completando 10 anos de uma experiência exitosa e é um exemplo de organização para a classe trabalhadora do Brasil. A categoria bancária é uma das poucas que tem uma organização nacional e negocia a convenção coletiva que vale para o Brasil inteiro. Que organiza não só as negociações, mas toda a mobilização em torno dos problemas nacionais. Que também tem uma organização por banco, com mobilização e solução dos problemas específicos dos bancários de cada banco. Por isso, os bancários do Brasil inteiro estão de parabéns por ter construído uma organização tão forte e tão bonita como é a Contraf-CUT”, afirmou Juvandia Moreira Leite, vice-presidenta da Contraf-CUT e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A presidência mundial da UNI Finanças é ocupada pela representante da Contraf-CUT, Rita Berlofa, dirigente do Seeb SP. A Confederação ocupa ainda os cargos de vice-presidente da UNI Finanças América e faz parte do Comitê Executivo UNI Global e do Comitê Executivo Regional da UNI Américas.

Fonte: Contraf-CUT

Em reunião frustrante, Contraf-CUT pede suspensão da reestruturação do BB

Aconteceu na quarta-feira (20), em Brasília, uma nova reunião entre a Contraf-CUT assessorada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e o Banco do Brasil, para tratar do processo de reestruturação na VISIN (Vice-Presidência de Serviços, Infraestrutura e Operações), que envolve as áreas de logística, operações e plataforma do PSO e setor dos caixas das agências.

Os representantes dos funcionários apresentaram ao banco o quadro percebido nos locais de trabalho, onde há falta de informação, informações incorretas e dados inconsistentes nos próprios sistemas do banco.

Foi cobrado do BB, mais uma vez, uma planilha com o quadro real dos cortes em cada praça que haverá diminuição de cargos. A Comissão de Empresa argumentou que o compromisso do banco não foi cumprido e que até hoje não há informação real de cada cargo que será extinto ou remanejado de cidade.

Suspensão do processo

Os representantes dos funcionários solicitaram ao banco a suspensão do processo de reestruturação na VISIN, considerando-se o grande tumulto causado nos locais, a falta de consistência nos sistemas de concorrências e a falta de comunicação formal aos funcionários dos locais envolvidos.

Prazo insuficiente

O Banco do Brasil ampliou o prazo de início do VCP – verba de caráter pessoal (garantia de manutenção da remuneração por 4 meses) de 25/01 para 15/02 aos funcionários que não forem remanejados de praça ou que tiveram redução de salários. Os representantes dos funcionários consideraram o prazo insuficiente, uma vez que para muitos funcionários a única opção de permanecer com o cargo será o deslocamento de mais de 4 mil quilômetros.

Poucas garantias apresentadas

Dentro das cobranças apresentadas pela Contraf-CUT, de garantias aos funcionários, o BB informou que está agilizando a quebra da trava de concorrência, fará um  curso de capacitação para quem for para a rede de agências, vai garantir a migração na lateralidade de 6 ou 8 horas se houver o cargo no novo prefixo e, ainda, a garantia de extra-quadro como escriturário em agência de preferência do funcionário, analisando ao número de pedidos de cada local, para se evitar um número grande de extra-quadro na mesma dependência.

Plano de Funções complica a reestruturação

Os representantes dos funcionários argumentaram ao banco que poderá ocorrer problemas de migração e realocação mesmo nas cidades que aumentarão o quadro de pessoal, devido ao plano de funções, uma vez que pela regra do Plano de Funções alguns funcionários terão salário reduzido mesmo subindo de cargo.

Pressão e assédio nos locais de trabalho

Foi denunciado ao banco a pressão de alguns gestores para que os funcionários façam opção de migração urgentemente, mesmo antes do prazo estabelecido pelo banco. Muitos gestores estão tentando dar um ritmo próprio e açodado, em alguns casos ameaçando funcionários de rebaixamento de cargos.

Cobrança por mais garantias

A Comissão de Empresa da Contraf-CUT cobrou do BB que seja garantida aos funcionários a mesma remuneração para quem ficar extra-quadro nas agências, a extensão do VCP para 12 meses e adiar o prazo de início do VCP para além da data insuficiente de 15/02.

Apresentação de Planilha e contato com outras áreas

Ficou acordado que o Banco entregará semanalmente à Comissão de Empresa uma planilha com o quadro de vagas e movimentações para que seja feito acompanhamento real. Ficou acertado o dia 26/01 a apresentação do quadro geral de movimentações até aquela data. Ainda, será feito contato com outras áreas que não são da VISIN para desbloqueio de vagas de cargos semelhantes, com o objetivo de melhor realocação dos funcionários que estão perdendo funções.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o pedido mais coerente neste momento é a suspensão do processo: “Nos parece que todos os tratores foram ligados e estão atropelando pessoas e processos. Faltam garantias concretas para os funcionários, como a de manutenção da remuneração em extra-quadro. Se o banco quer mudar tanto os serviços de local, que gaste um pouco mais de dinheiro e dê segurança financeira aos seus funcionários. Uma reestruturação que corta cargos em tantos locais, traz com certeza economia ao banco” afirma.

Segundo ele, é impressionante a falta de conhecimento que diversas áreas do banco têm do plano de funções que imposta aos funcionários anos atrás: “As diretorias fazem reestruturações sem saber que tem gente que sobe de cargo e diminui salário, situação inusitada criada pelo plano de funções. Se a empresa realmente se preocupa com seus funcionários, deve usar um pouco a economia de milhões do plano de funções e manter os salários sem perda nas reestruturações.

Orientações

A Contraf-CUT orienta a todos os sindicatos a continuarem as visitas nos locais envolvidos nos grandes centros e também nas plataformas de PSO, na busca por informações mais detalhadas das movimentações, para que se possa buscar a proteção dos funcionários. Os funcionários devem relatar aos sindicatos os casos de arbitrariedades cometidas para que seja tratado no âmbito administrativo e jurídico se for necessário.

(CONTRAF-CUT)

Banco Itaú terá de indenizar funcionária submetida a ‘terror psicológico’

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O banco Itaú e as empresas Hipercard e Allis foram condenadas pela Justiça a pagar, juntas, indenização de R$ 100 mil por danos morais a uma supervisora que era obrigada a cumprir e a cobrar metas abusivas de seus subordinados em Florianópolis.

O juiz do trabalho Valter Túlio Amado Ribeiro entendeu que os funcionários foram submetidos a um clima de ‘terror psicológico’ e assédio generalizado, caracterizando a chamada ‘gestão por estresse’, conforme a 2ª Vara do Trabalho de Florianópolis.

Contratada como terceirizada, a supervisora atuava em uma loja em um shopping de Florianópolis, onde vendia planos de seguro, empréstimos e cartões de crédito. Ela disse à Justiça que era orientada a fazer o cliente ‘engolir’ diversos serviços não solicitados, sob constante ameaça de ser dispensada.

A funcionária relatou ainda agressões entre os membros da equipe, especialmente quando os resultados não eram alcançados.

À Justiça do Trabalho, o Itaú e a Hipercard contestaram as acusações, alegando que as metas eram compatíveis com a função dos empregados, sendo frequentemente atingidas ou superadas. A defesa das empresas também negou as ameaças de demissão e afirmou que as reclamações de assédio eram infundadas.

Opressão
Com as provas apresentadas, o juiz entendeu que a rotina de trabalho da empregada envolvia metas exageradas e orientações opressoras. Ele considerou que, mesmo na posição de supervisora, a funcionária não poderia ser responsabilizada como coautora do assédio, já que todos os empregados se revezavam na prática.

De acordo com a 2ª Vara do Trabalho, a defesa ainda pode recorrer da decisão.

(G1 Santa Catarina)

Banco do Brasil amplia o desmonte

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O Banco do Brasil anunciou no último dia 7, a ampliação do desmonte em unidades meio sendo, mais uma vez, o Rio de Janeiro uma das praças mais atingidas, com a extinção de cerca de 26 postos de trabalho. As mudanças estão sendo impostas na VISIN (Vice-Presidência de Serviços, Infraestrutura e Operações), com a criação de sete novos centros e centralização de serviços. Esta reestruturação envolve as principais localidades onde já existem os grandes centros de serviços e logística e, praticamente, todos os locais com plataformas PSO.

O banco informou que haverá criação de diversos cargos, mas também necessidade de movimentação de pessoal em várias localidades, sendo que as praças mais atingidas, além do Rio de Janeiro, serão as de Recife, Belo Horizonte, Campo Grande,Florianópolis e Ribeirão Preto. “Mais uma vez o BB faz tudo sem negociação, impondo as mudanças e apenas comunicando depois de tudo pronto, com prazo exíguo para que os funcionários possam se realocar. Para piorar, não há garantias de manutenção da remuneração. Mais uma vez repetimos que a eficiência operacional que a empresa almeja não pode ser paga com a redução salarial dos funcionários”, afirmou Rita Mota, representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Nesta terça-feira, haverá reunião entre representantes do Sindicato e os funcionários no CSL do Andaraí. Para o coordenador da Comissão de Empresa, Wagner Nascimento, é extremamente necessário a dilatação do prazo inicial e que o banco apresente garantias mais concretas de aproveitamento dos funcionários nas localidades onde haverá redução de quadro. “Por isso, solicitamos, na reunião em que o banco comunicou a reestruturação uma nova reunião para avaliação da situação e apresentarmos novos encaminhamentos”, ponderou Wagner.

Além da prorrogação dos prazos, a Comissão e a Contraf-CUT solicitaram ao BB a a apresentação de números mais detalhados de cada praça, a garantia de manutenção de local e remuneração aos funcionários envolvidos, com critério claros nas movimentações e o aproveitamento prioritário nas vagas de ascensão profissional. Foi solicitado que após a rodada de movimentações, caso não haja aproveitamento e realocação total em cada praça, seja implantado VCP de reestruturação com prazo mínimo de 1 ano.

Os representantes dos funcionários também solicitaram uma nova reunião no dia 20 de janeiro para avaliação do processo apresentação da real necessidade de movimentações em cada praça.

(Sindicato dos Bancários do RJ)

MPT abre inquérito civil para investigar último concurso da Caixa Econômica Federal

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu inquérito civil para investigar o último concurso da Caixa Econômica Federal (CAIXA), em 2014. Segundo o MPT, mais de 30 mil candidatos foram habilitados ao cargo de técnico bancário na Caixa. Destes, 2.093 foram nomeados. Os demais aguardam a convocação e questionam a falta de reposição de empregados, principalmente em razão do Plano de Aposentadoria Anual.

Em Mediação conduzida pelo procurador Carlos Eduardo Carvalho Brisolla, o Ministério Público do Trabalho cobrou a empresa pública sobre a pretensão de convocação até o fim do concurso, que expira em junho deste ano, porém obteve resposta negativa. Segundo representantes da instituição bancária, não há cronograma de contratação previsto, tampouco expectativa de nomear novos empregados. A CAIXA alega que o cenário econômico mudou, motivo pelo qual foi preciso “rever seu planejamento estratégico, inclusive sobre a admissão dos candidatos”.

Diante da resposta, o procurador Carlos Eduardo Brisolla determinou a instauração de inquérito civil, em razão da urgente necessidade de se investigar o caso antes do final da validade do concurso e também pela “existência de indícios de irregularidades na convocação de candidatos aprovados”.

Para o procurador, “a realização de certame com a finalidade exclusiva de aprovar vagas para cadastro de reserva, deixando em espera milhares de candidatos e sem a indicação precisa do número de vagas no edital aponta violação aos princípios aplicáveis à Administração Pública inscritos no artigo 37 da Constituição Federal”.

Carlos Brisolla já enviou ofício à presidente da CAIXA, Miriam Aparecida Belchior, para que, em dez dias, a entidade bancária apresente relação dos candidatos aprovados no certame de 2014 e efetivamente admitidos desde 17 de junho de 2014, relacionados por micro-polo. Ele também requereu o número de vacâncias surgidas desde então por aposentadorias e por outras razões, discriminando-as também por micro-polo.

Fonte: MPT

link: http://www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/cidades/662221/mpt-abre-inquerito-civil-para-investigar-ultimo-concurso-da-caixa-economica-federal/

TRT condena Banco do Brasil a efetivar os escriturários que atuam no PSO Cuiabá

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O sindicato dos bancários de Mato Grosso comemora a decisão do Juiz do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) que determina que o Banco do Brasil efetive todos os escriturários lotados no PSO (Plataforma de Serviços Operacionais em Cuiabá/MT).

O Juiz do Trabalho, Alex Fabiano de Souza, determinou ao BB que no prazo de 15 dias efetive todos os escriturários lotados no PSO Cuiabá, que exercem a função de Caixa Executivo há mais de 90 dias, sob pena de multa no valor de R$ 5.000,00, por empregado prejudicado.

Para o Juiz ficou evidente a violação do princípio da isonomia, uma vez que existem empregados efetivos e “substitutos” em situação idêntica de trabalho, ou seja, trabalhadores prestando os mesmos serviços com as mesmas responsabilidades, porém com tratamento diferenciado pelo banco, ferindo o Art. 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o 5º Art. da Constituição Federal.

Atitude Antissindical do BB

O Juiz também condenou o Banco do Brasil por ato antissindical, na medida em que penalizou os trabalhadores que aderiram à paralisação realizada em 30 de abril em Cuiabá e condenando ao pagamento de multa no valor R$ 60.000.00 por Danos Morais Coletivos.

O Juiz ainda determinou que o banco faça o ressarcimento de todos os valores que não foram pagos no período da greve e também altere a classificação dos substituídos no sistema do banco no 30 de abril de “falta Não justificada e não abonada” para “falta motivada e justificada”.

Para o secretário de assuntos jurídicos do Sindicato, e funcionário do Banco do Brasil (BB), Alex Rodrigues a decisão da Justiça do Trabalho, além de garantir os direitos dos funcionários que atuam como caixas no PSO, reestabelece o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2013/2014, que o banco descumpriu. “Valeu a nossa luta, determinação e coragem. Não foi fácil, mas juntos fizemos por fazer valer nossos direitos”, comemorou.

Alex ressalta a importância da vitória do jurídico do Sindicato. “A vitória do Sindicato mostra que acertamos, que tomamos as decisões no momento certo e que essa luta será um referência pra os demais sindicatos da nossa Confederação”, completou.

Fonte: Seeb Mato Grosso

Presente de Natal do Itaú é demissão para reestruturação de setor e para cobrar ainda mais metas

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Bastou estarmos a pouco mais de um mês do Natal para que o Itaú começasse a entregar um presente de grego para os funcionários. Na sexta-feira, 13/11, quatro colegas da área de serviços cash, filial de Porto Alegre, foram comunicados de que estavam demitidos. Eles contam que o banco anunciou que estava tomando uma “decisão institucional” e de que estava começando uma reestruturação do banco de atacado. O SindBancários já está investigando as demissões e vai cobrar esclarecimentos do Itaú. Em todo o país, mais de 20 colegas da área de serviços cash foram demitidos.

O problema é que essas palavras que servem para diminuir o impacto da total falta de ética e de transparência, dois conceitos de que o banco se orgulha, atingiram funcionários considerados muito competentes. São analistas e especialistas no setor de cash, onde transitam folhas de pagamentos de grandes e médias empresas, que receberam prêmios pelo oitavo ano consecutivo no mês passado. Os colegas fazem parte de um setor que recebeu o título de melhor cash da América Latina. A distinção é importante. É da Agência Euromoney.

Pela premiação, os colegas das outras filiais, que também fazem parte do setor de cash, ganharam um saco de balas. Como vergonha pouca é bobagem para o Itaú, a forma como os colegas foram comunicados da demissão chega a deixar indignado. Chamaram os quatro colegas de Porto Alegre para um conversa às 16h da sexta-feira e comunicaram as demissões. Telefones das mesas dos colegas ficaram tocando. Eram clientes. Computadores ficaram abertos e contratos ficaram por ser fechados, à espera de assinatura.

A diretora do SindBancários e funcionária do Itaú, Catia Nunes, disse que o banco já havia cobrado dos colegas um relatório completo das contas que administravam, o que os bancários chamam de “book”. “Esse é o presente de Natal que o Itaú está dando aos colegas, a demissão. Recebemos denúncias dizendo que o banco está comunicando que as demissões obedecem a um processo de reestruturação. Nós sabemos que se trata de demissão e rotatividade. Porque os colegas que foram demitidos têm todos mais de nove anos de banco”, explicou Catia.

O SindBancários está investigando as demissões. Mesmo que o banco diga que se trata de “decisão institucional”, o SindBancários irá cobrar esclarecimentos. Isso porque a reestruturação fechou todas as filiais da área de cash das filiais do Itaú no país. De um só golpe, o banco fechou Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Goiânia e Rio de Janeiro. Tudo ficou centralizado em São Paulo.

“Os colegas demitidos disseram que a última semana deles foi de total pressão. Não avisaram sobre a demissão, não ofereceram sequer curso para realocação. Foram corridos pelo banco. Simplesmente demitiram. O banco tem falado em eficiência. Mas eficiência, no caso do Itaú, é sinônimo de demissão e cobrança ainda maior de metas. A partir de janeiro, o banco já anunciou que a cobrança de metas será por gerente. O banco vai colocar o corte de custos como meta”, avaliou a diretora Catia Nunes.

(Sindicato dos Bancários de Porto Alegre)

Bradesco paga PLR nesta terça 10, Itaú e Santander na quinta 12 e HSBC na sexta 13. BB e Caixa já depositaram

A Caixa Econômica Federal deposita nesta sexta-feira 6 a antecipação da PLR, seguida pelo Bradesco, que paga na terça-feira 10, e pelo Itaú e Santander, que fazem o depósito na quinta-feira 12. O HSBC anunciou o pagamento para a sexta-feira 13. O Banco do Brasil já fez a antecipação da PLR no dia 3 de novembro.

Veja aqui  quais os valores da antecipação da PLR.

A maioria dos bancos também já definiu a data de pagamento das diferenças dos salários e das verbas salarias reajustadas em 10% e dos vales refeição e alimentação (aumento de 14%) retroativas a 1º de setembro, data-base da categoria bancária.

O Banco da Amazônia já efetuou os pagamentos dos atrasados. O Santander pagará as diferenças no dia 19 de novembro, o BB e a Caixa até o dia 20 e o Itaú no dia 27. Bradesco e HSBC ainda não informaram.

Confira aqui qual o montante dessas diferenças.

A Federação Centro Norte (Fetec-CUT/CN) e os 12 sindicatos filiados assinaram na terça-feira 3 em São Paulo, junto com as entidades sindicais de todo o país, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2015/2016 com a Fenaban e os acordos aditivos específicos com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal, além do PCR com o Itaú e a gratificação de R$ 3 mil conquistada pelos bancários no HSBC.

Com o Banco da Amazônia, a Fetec-CUT/CN, o Sindicato do Pará e a Contraf-CUT assinaram na última quinta-feira, 29 de outubro, um Ajuste Preliminar do ACT 2015/ 2016  (veja aqui), que garante as conquistas com a greve. O acordo específico com o Banpará deve ser assinado na próxima semana e o do BRB ainda não tem data definida.

Conquista da mobilização

“Essa campanha nacional dos bancários foi vitoriosa porque demonstrou que os bancários, independente de serem de bancos públicos ou privados, mostraram sua unidade e sua força, fazendo uma grande greve. Particularmente na nossa região, a Centro Norte, onde estão as sedes de dois bancos públicos federais e dois estaduais, estivemos muito unidos, não importando o tamanho do sindicato, grande ou pequeno“, afirmou José Avelino, presidente da Fetec-CUT/CN e integrante do Comando Nacional dos Bancários, logo após assinar os documentos, em cerimônia realizada no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.  “Os bancários entraram unidos na greve e saíram dela mais unificados ainda. E é essa a grande força dos bancários”, acrescentou Avelino.

Banco do Brasil deposita PLR

O BB já efetuou o pagamento da antecipação da PLR nesta terça 3, mesmo dia da assinatura do acordo aditivo específico com a Fetec-CUT/CN e sindicatos. Os valores pagos são: escriturário, R$ 4.952,94; caixa, R$ 5.420,74; 1º gestor, 1,86 salário; comissionado, 1,48 salário; gerência média, 1,56 salário e assessores, 1,59 salário.

As diferenças dos salários e verbas retroativas a 1º de setembro serão pagas até o dia 20 de novembro.

Rafael Zanon, representante da Fetec-CUT/CN na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e diretor do Sindicato de Brasília, disse após a assinatura do acordo aditivo que “a campanha deste ano foi duríssima, principalmente levando em consideração a conjuntura econômica adversa” . Para ele, os bancários de todos os bancos demonstraram grande unidade nacional e, com a força da mobilização, “resistiram e evitaram que as empresas impusessem perdas salariais”.

Mesmo com o êxito da Campanha Nacional 2015, Zanon prenuncia mais mobilizações: “Os funcionários do Banco do Brasil continuam mobilizados na luta em relação à sustentabilidade da Cassi e a outros itens prioritários, como a busca de critérios mais claros e objetivos de ascensão profissional”.

Caixa

Na Caixa, além da aplicação do índice da Fenaban de 10% nos salários, no piso e na PLR e do reajuste de 14% nos vales refeição e alimentação e PLR adicional de 4% do lucro, distribuída de forma linear, os empregados também conquistaram com a greve a assinatura de um termo de entendimento que prevê a suspensão do GDP e dos 15 minutos de pausa para mulheres antes da hora extra, retorno do adiantamento odontológico, devolução dos dias descontados em mobilizações em defesa da “Caixa 100% Pública” e contra a terceirização, e promoção por mérito para 2017, com sistemática a ser realizada em 2016.

“Não foi uma negociação tranquila e não é o acordo ideal, mas tivemos avanços e a nossa resistência nos permitiu chegar até aqui. Agora é seguir na luta em defesa dos empregados e empregadas da Caixa e da própria empresa enquanto patrimônio do povo”, afirmou Wandeir Severo, representante da Fetec-CUT/CN na Comissão Executiva dos Empregados (CEE), após a assinatura do acordo aditivo.

Banco da Amazônia

Os empregados do Banco da Amazônia receberão nesta quinta-feira 5 as diferenças dos salários de setembro e outubro, bem como dos tíquetes e das cestas. E a antecipação da PLR, no valor de R$ 1.500,00, sai em até 40 dias. Essas são algumas das conquistas do funcionalismo do banco em 22 dias em greve, referendadas com a assinatura do Ajuste Preliminar do ACT 2015/ 2016 no dia 29 de outubro entre as entidades sindicais (Sindicato do Pará, Contraf-CUT e Fetec-CUT/CN) e o Banco da Amazônia. A assinatura do acordo propriamente dito não em data definida.

“No Banco da Amazônia, o que marcou nesta Campanha foi a adesão espontânea dos empregados. Uma demonstração que a organização dos trabalhadores é fundamental para propiciar uma dinâmica negocial com avanços, como o debate do PCCS numa comissão permanente com reuniões mensais; reajuste de 20% nas faixas salariais da tabela de reembolso do programa Saúde Amazônia, que reduz o custo para o plano de saúde; e a antecipação da PLR de 1.500,00”, ressalta o vice-presidente da Fetec-CUT/CN, diretor do Sindicato do Pará e empregado do banco, Sérgio Trindade.

“Esta Campanha trouxe pontos importantes que merecem ser evidenciados pela categoria. A primeira delas é a mobilização dos bancários e bancárias frente à tentativa dos bancos de impor uma nova fórmula de reajuste de salário, sem reposição da inflação mais abono. No Banco da Amazônia essa disposição refletiu nas mesas de negociação onde as entidades e o banco negociaram à exaustão culminando com o fechamento do acordo aprovado em assembleia. Nesta Campanha, que mesmo antes de começar sabíamos o quão seria difícil o processo, tivemos conquistas inéditas como a licença paternidade de 6 meses em caso de falecimento da mãe. Agora estamos na expectativa da assinatura do Acordo e esperamos que ocorra ainda esse ano”, destaca a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim.

Bancários injetarão R$ 11,2 bi na economia

Somando o reajuste de 10% nos salários, de 14% no vale-refeição e cesta-alimentação e a PLR total, como resultado da grande mobilização da categoria na Campanha Nacional 2015, os bancários injetarão na economia uma soma extra de cerca de R$ 11,2 bilhões nos próximos 12 meses, segundo avaliação do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioecomômicos).

Os valores são assim distribuídos:

• R$ 4,240 bilhões com o reajuste de 10% nos salários.

• R$ 6,045 bilhões com a PLR, dos quais R$ 2,437 bilhões serão pagos de antecipação agora em novembro.

• R$ 894,092 milhões com o reajuste de 14% no auxílio-refeição e na cesta-alimentação.

˃ Veja aqui o que prevê a Convenção Coletiva de 2015/2016 e os acordos adito específico com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal.

˃ Conheça também a proposta aprovada pelos funcionários do Banco da Amazônia. Veja aqui

Fonte: Fetec-CUT/CN

Banco do Brasil deverá indenizar funcionária vítima de assalto em agência sem porta giratória

A Justiça do Trabalho concedeu direito a indenização por danos materiais e morais a uma caixa do Banco do Brasil que sofreu estresse pós-traumático após ser vítima de assalto em um posto de atendimento bancário sem porta giratória de segurança, em Curitiba. Pela decisão da 4ª Turma de desembargadores do TRT-PR, o banco deverá pagar R$ 50 mil por danos morais e R$ 100 mil por danos materiais. Cabe recurso.

O assalto contra o posto de atendimento bancário do DETRAN no bairro Tarumã, em Curitiba, ocorreu em março de 2007. Quatro homens invadiram o local e ameaçaram funcionários e clientes com armas de fogo. A caixa, que teve uma arma apontada contra a cabeça, desenvolveu estresse pós-traumático e ficou com sequelas que se traduzem em sintomas como medo e insegurança. Segundo a perícia, ainda que possa exercer atividades que dependam de esforço mental, ela tem limitações, como dificuldades para o trato com o público e permanência em locais vulneráveis à agressão de desconhecidos. Desde os fatos, a bancária permanece afastada recebendo auxílio-doença.
No processo, ficou comprovado que o banco não dispunha de porta giratória de segurança, o que feriu a obrigação legal (Lei Estadual 11.571/96, Lei Federal 7.102/83 e art. 7º, XXII da Constituição Federal).

Em Primeiro Grau, a juíza da 21ª Vara do Trabalho de Curitiba, Mariele Moya Munhoz, sentenciou que a instalação de porta de segurança era medida exigível e necessária, em razão da própria natureza da empresa, e notadamente diante da ocorrência de assaltos anteriores contra PABs. Tanto assim que, logo após o ocorrido, a empresa tratou de providenciar a instalação da porta, conforme declarado por testemunhas. A magistrada entendeu presentes todos os requisitos aptos a gerar a indenização, havendo nexo entre a conduta da reclamada (condições de trabalho com risco para ocorrência de assalto) e as repercussões na vida profissional e pessoal da reclamante. Foi fixada indenização por danos morais em R$ 50.000,00 e por danos materiais em outros R$ 50.000,00, em decorrência da redução na capacidade laborativa da trabalhadora.

Na análise do recurso, a 4ª Turma do TRT-PR discordou do raciocínio da ré de que a ausência da porta giratória de maneira alguma impediria o funcionamento do PAB. “Com efeito, em nada impediu a atuação dos bandidos. Fato, sim, é que tal atitude, a economia com itens básicos de segurança, precarizou as relações de trabalho, expondo seus empregados a risco direto. À evidência, um banco sem dita porta giratória é preferência para assaltos, verdadeiro convite aos criminosos. (…) Chega a ser risível o argumento recursal de que os assaltantes mostravam-se muito calmos, bem assim a ilação ‘conclui-se, portanto, que não houve violência por parte dos criminosos’ “, assinalaram os magistrados.

O colegiado acatou parcialmente o recurso da reclamante, mantendo o valor estipulado a título de danos morais e aumentando a condenação referente a danos materiais para R$ 100.000,00.

Fonte: TRT PR

Bradesco é condenado por exigir que dirigente sindical renunciasse para ser promovido

A Justiça do Trabalho condenou o Banco Bradesco S/A a indenizar um bancário da Agência de Barra Mansa (RJ) por condicionar sua promoção à renúncia do cargo que exercia no sindicato da categoria. A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo do banco por entender configurada conduta antissindical, pois, além de prejudicar o bancário profissionalmente, violou o direito à livre associação sindical, garantido no artigo 8º da Constituição Federal.

O bancário foi admitido como escriturário em 1989 e, em 1992, foi promovido a caixa, função exercida nos últimos 20 anos. Em 2007, o setor de recursos humanos deu parecer favorável a sua promoção, ressaltando que sempre teve ótima conduta pessoal e profissional e comprometimento com as atribuições do cargo. Todavia, segundo ele, seu superior propôs que renunciasse ao cargo de dirigente sindical para somente depois pretender qualquer promoção no banco.

Considerando que a conduta foi discriminatória, pois vários colegas contemporâneos foram promovidos, ajuizou reclamação trabalhista pedindo indenização pela perda de uma chance e assédio moral. O banco, em sua defesa, negou a discriminação e afirmou que não era obrigado a promover o empregado, sustentando não haver prova de que ele estivesse qualificado para a promoção.

O juízo da Vara do Trabalho de Barra Mansa, diante das provas e depoimentos que confirmaram as alegações do bancário, condenou o Bradesco a pagar indenização equivalente a cem salários mínimos. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) manteve a sentença.

Conduta antijurídica

Para o relator do agravo pelo qual o Bradesco pretendia trazer a discussão ao TST, desembargador convocado Cláudio Couce de Menezes, o quadro descrito pelo Regional evidenciou a antijuridicidade da conduta. “A não promoção do bancário em retaliação à atuação sindical representou conduta ilícita intencional, o que pode ser deduzido pela progressão dos colegas, gerando consequências danosas para o dirigente e a coletividade, servindo como advertência aos demais”, afirmou. “Infelizmente ainda presenciamos atos e procedimentos antissindicais, como o narrado neste caso, traduzidos em discriminação, punição ou despedida de dirigentes e ativistas sindicais ou, mais grave ainda, daqueles que simplesmente participaram de movimentos grevistas”.

Cláudio Couce lembrou que as relações de trabalho são marcadas pela desigualdade, e apenas no plano coletivo o trabalhador obtém resultados em suas reivindicações. “A precariedade, a flexibilização, o regime de instabilidade no emprego, a flutuação e o deslocamento das empresas já são suficientes para o enfraquecimento dos movimentos coletivos e sindicais”, observou. “Os trabalhadores não precisam da dose extra que é a repressão das atividades sindicais e da atuação de seus dirigentes”, concluiu.

A decisão foi unânime.

Fonte:  TST – Tribunal Superior do Trabalho

Link: http://www.direitonet.com.br/noticias/exibir/16703/Bradesco-e-condenado-por-exigir-que-dirigente-sindical-renunciasse-para-ser-promovido

Rita Berlofa, dirigente da CUT, é eleita para presidir a UNI Finance

Entre os “enormes desafios” colocados para a gestão, Rita apontou a regulamentação do sistema financeiro

A sindicalista Rita Berlofa, diretora da CUT e do Sindicato dos Bancários de São Paulo, foi eleita presidenta da UNI Finance, que representa mais de 3 milhões de trabalhadores de 237 sindicatos do setor financeiro no mundo. A eleição ocorreu durante a 4ª Conferência Mundial da entidade, ocorrida na sexta-feira (23) na cidade de Antalya, na Turquia.

“Esta é a primeira vez que alguém de fora da União Europeia é eleito presidente da UNI Finance. É a primeira vez também que uma mulher ocupará este cargo. Vejo isso como um importante reconhecimento do trabalho que temos feito no Brasil, um reconhecimento dos princípios cutistas que norteiam nossa ação sindical”, declarou Rita.

Entre os “enormes desafios” colocados para a gestão, a nova presidenta apontou a regulamentação do sistema financeiro, considerando as diferenças regionais, e a integração sindical, com a estruturação e o fortalecimento das entidades no conjunto dos países.

Um dos graves problemas existentes reside na ausência de representação do 1,7 milhão bancários norte-americanos, que são um terço do total do planeta. “O fato de os bancários dos Estados Unidos não terem sindicato nos traz uma dificuldade tremenda. Por isso, inclusive, iniciamos uma parceria com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a CUT com o Sindicato dos Trabalhadores em Comunicações da América (CWA) – que representa mais de 700 mil trabalhadores”, disse Rita.

De acordo com a dirigente, a situação é agravada pelo fato de “os EUA serem um país que exporta más práticas sindicais, portanto, traz riscos para a organização de todos”. “Como não existe ilha em uma economia globalizada, o trabalho que teremos pela frente é hercúleo”, acrescentou.

Sublinhando a importância da solidariedade com os bancários norte-americanos, Rita descreveu a situação de penúria a que são submetidos: “Trinta por cento vivem abaixo da linha da pobreza e 70% desses 30% têm necessidade de receber ajuda do governo para se alimentar, morar e ter calefação, pois recebe menos do que o pessoal da limpeza, que tem sindicato para lutar por seus salários e direitos”.

“Vamos encarar cada um esses desafios com a história e a política da CUT”, disse.

(Rede Brasil Atual)

Conquista salarial dos bancários terá impacto de R$ 11 bilhões na economia

São Paulo – Os reajustes nos salários, vales e participação nos lucros ou resultados (PLR) conquistados pelos bancários na campanha salarial, após 21 dias de greve – encerrada na última segunda-feira (26) –, vão injetar cerca de R$ 11 bilhões na economia, segundo levantamento do Dieese. O diretor técnico do instituto, Clemente Ganz Lúcio, em entrevista à Rádio Brasil Atual hoje (29), diz que essas conquistas contribuem para a dinamização da economia interna do país, pelo aumento do consumo das famílias, decorrente do crescimento de poder de compra dos salários, estimulando outros setores a produzir.

“É um resultado importante, que revela a relevância que o movimento sindical tem para a sociedade, para a economia e para o bem-estar de toda a coletividade”, afirma Clemente, lembrando que nos últimos 12 anos a mobilização dos trabalhadores garantiu ganhos reais (acima da inflação) de 21% e a elevação do piso da categoria em 42%.

Segundo Clemente, os sindicatos cumprem papel fundamental na condução da disputa distributiva, procurando transferir para os trabalhadores parte dos resultados econômicos auferidos pelas empresas.

(Rede Brasil Atual)

Ação do BEC: SEEB-CE realiza pagamento de valores incontroversos para mais 60 bancários

O Sindicato dos Bancários do Ceará comemorou neste sábado, 10/10, com 60 ex-becistas, o pagamento de mais três lotes dos valores incontroversos de ação que cobra dois reajustes salariais não realizados pelo Banco nos acordos 1996/1997 e 1997/1998. Os cheques com os valores liberados através de alvarás foram entregues durante um café da manhã, ocasião em que a entidade deu esclarecimentos sobre os trâmites de ação e sobre as deduções legais. Aguarda-se a liberação de outros lotes em breve.

Os cheques foram entregues aos ex-becistas pelos diretores do Sindicato, Robério Ximenes, Rita Ferreira, Judas Tadeu, que contaram ainda com a colaboração do assessor jurídico da entidade, Anatole Nogueira. Na ocasião foi lembrado que estão sendo liberados os lotes paulatinamente. Como a Justiça entrou em greve, houve demora na liberação dos valores. O primeiro lote da ação foi pago em junho deste ano.

Mais de 1.200 bancários são beneficiários dessa ação, que foi repartida em 58 execuções separadas por lotes de, em média, 20 bancários cada um. Esses são valores incontroversos liberados, que representam os valores que não estão sendo discutido judicialmente. No entanto, os valores totais da ação continuam sendo postulados e prossegue seu curso na Justiça.

“Não foi um trabalho fácil, mas hoje nós estamos aqui comemorando essa vitória merecida com vocês. Muito nos honra saber que estamos recuperando para os ex-becistas um pouco do que lhes foi tirado”, destacou Rita Ferreira, diretora do Sindicato.

“Essa ação já tramita há 19 anos e hoje é um dia histórico para todos nós. Toda ação coletiva geralmente é muito demorada, é difícil localizar todo mundo, mas é muito satisfatório também chegar a um momento como esse, de devolução de uma parte do direito do trabalhador”, ressaltou Robério Ximenes, enfatizando que a entidade, através do seu Departamento Jurídico, vai continuar lutando para conquistar todos os valores que os ex-becistas têm direito.

O que postula a ação

O Sindicato ajuizou essa ação em 1998, pedindo o pagamento de dois reajustes salariais que o Banco do Estado do Ceará (BEC), não realizou na época, nas Convenções Coletivas de 1996/97 e 1997/98, e que fossem feitos esses reflexos, ou reajustes que o BEC não realizou, junto às verbas salariais, como 13º, férias, FGTS. Enfim, todos os benefícios previstos pela legislação trabalhista e pelas Convenções Coletivas dos Bancários.

Histórico da ação

Essa ação demorou mais de 17 anos entre recursos e decisões sobre a matéria. Em 2013, o juiz determinou que o Sindicato apresentasse execuções individuais, no prazo de um ano. O Sindicato fez esse trabalho árduo e passou a convocar as pessoas, recolheu contracheques, fez análise dos valores que cada uma recebia na época e fez uma planilha específica para cada empregado.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Trabalhadores ocupam o Centro de Fortaleza contra o PL 4330

Fortaleza-CE
Fortaleza-CE

O Centro da cidade de Fortaleza parou na manhã do dia 15/4. Cerca de oito mil trabalhadores de várias categorias, centrais sindicais e movimentos sociais tomaram as ruas do centro para dizer NÃO ao PL 4330, que libera a terceirização sem limites no País. Os bancários também aderiram ao movimento e cerca de 30 agências foram fechadas no Estado. O projeto de lei foi aprovado no último dia 8/4, na Câmara dos Deputados.

Os trabalhadores paralisaram ainda o transporte público, escolas municipais e o comércio do centro da cidade. “Nós estamos na rua para denunciar os deputados que votaram a favor da retirada de direitos dos trabalhadores, a favor de rasgar a CLT. Queremos também mostrar nossa indignação contra esse projeto que é um retrocesso absurdo para a classe trabalhadora”, afirmou o representante da CUT Ceará, Wil Pereira.

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Após a animada concentração na Praça do Carmo, os manifestantes saíram em caminhada pela Rua Barão do Rio Branco, em direção à Praça do Ferreira, onde os trabalhadores ocuparam a praça e as ruas ao redor. Foi uma manifestação pacífica que encontrou apoio de toda a população no Centro da Cidade.
“Vamos fazer muita pressão no Congresso Nacional, no Senado, para que possamos barrar esse projeto de terceirização que só traz prejuízo para a classe trabalhadora”, reforçou o representante da CTB e diretor do Sindicato dos Bancários, Ailson Duarte, destacando que uma grande caravana de terceirizados do setor de Asseio e Conservação acompanhava a movimentação das centrais.

O presidente do Sindicato dos Bancários, Carlos Eduardo Bezerra, ressaltou que todos os movimentos sociais e de trabalhadores estavam nas ruas em todo o País para pressionar o Congresso e mostrar a força da classe trabalhadora que não admite retrocesso nos seus direitos. “Se aprovar esse projeto, que é o maior golpe nos nossos direitos nos últimos cem anos, nós vamos parar o Brasil. Estamos aqui para ganhar os ouvidos da sociedade e dizer que não vamos aceitar esse projeto que vai acabar com o fruto da nossa luta. Se esse PL 4330 passar, teremos bancos sem bancários, fábricas sem operários, lojas sem comerciários, serviço público sem servidor, escola sem professor e isso nós não vamos admitir. Vamos à luta, às ruas e até a vitória!”, concluiu.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Milhares de trabalhadores protestam contra a terceirização em todo o país

Manifestação realizada em Fortaleza-CE

Milhares de trabalhadores foram às ruas de todo o País desde a manhã desta quarta-feira (15) contra a aprovação do Projeto de Lei que regulamenta e amplia a terceirização para as atividades fim. A manifestação foi convocada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e conta com o apoio do PSol, PT e PCdoB.

Ao menos 21 Estados registram protestos, de acordo com o G1.  Não há uma estimativa do total de manifestantes no País.

Fábricas paradas em São Paulo

No início da tarde, manifestantes se reuniram na avenida Paulista, em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Trabalhadores de diversas fábricas fizeram protestos e paralisaram atividades nesta manhã. Entre elas, Embraer, General Motors, Honda, Toyota e Mercedez-Bens, segundo informações da Folha de S.Paulo.

Professores, alunos e funcionários da USP fecharam hoje o portão principal da Cidade Universitária, na zona oeste da capital, contra a PL da Terceirização. O protesto bloqueou a entrada da universidade das 7h às 9h30 e congestionou vias próximas ao local.

Em seguida, os manifestantes seguiram em caminhada até a Estação Butantã do metrô, onde reivindicaram a reintegração dos 40 trabalhadores demitidos durante a última greve dos metroviários.

Manifestantes também bloquearam ao menos três rodovias no início da manhã. A rodovia Anhanguera foi totalmente interditada no sentido capital por volta das 7h, quando cerca de cem pessoas do Movimento Luta Popular atearam fogo em pneus. A pista marginal da Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, foi fechada por meia hora na altura de Guarulhos. Já a rodovia Anchieta foi fechada no sentido litoral.

Confronto entre PM e manifestantes em Vitória

O protesto em Vitória (ES) esta manhã foi marcado por um tumulto. A PM utilizou bombas de efeito moral para tentar dispersar os manifestantes de diversas categorias e segmentos sociais, que começaram a se reunir por volta das 4h30. Vias de grande fluxo de veículos foram interditadas em ao menos dois pontos da capital capixaba.

Segundo o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, os policiais dispararam balas de borracha. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, o direito à manifestação foi respeitado, mas que o uso da força policial foi necessário para cumprir uma decisão judicial de que não houvesse fechamento de vias de acesso à capital. O confronto, no entanto, ocorreu no centro da cidade.

Segundo estimativas da PM, os manifestantes de Vitória e Vila Velha, somados, chegam a 150 pessoas. As entidades que participam do ato, no entanto, falam em cerca de mil pessoas.

Ônibus parados em Porto Alegre

A frota de ônibus da Carris, empresa pública de transporte de Porto Alegre, parou de circular na manhã desta quarta-feira, afetando cerca de 125 mil pessoas.

Manifestantes bloquearam a garagem da empresa impedindo a saída dos veículos e pelo menos duas pessoas ficaram feridas quando um homem vestido com trajes gaúchos agrediu manifestantes e usou uma chaira (objeto que afia facas). Segundo a PM, o homem foi levado para a delegacia para prestar depoimento.

Aulas paralisadas no Recife

As aulas na rede pública de ensino do Recife foram suspensas nesta quarta-feira por conta dos protestos contra o projeto que amplia a terceirização no País. Instituições de ensino privadas e até as Universidades Federal e Federal Rural de Pernambuco optaram por cancelar as aulas da tarde e noite em função da indisponibilidade de transporte público. Cerca de 1,8 milhões de passageiros foram afetados.

Motoristas de ônibus e funcionários do Metrô paralisaram as atividades e centenas de veículos estão estacionados nas ruas centrais da cidade, causando grande congestionamento.

No início da tarde, os manifestantes pretendem realizar uma passeata da sede da Federação das Indústrias do Estado até o Palácio do Campo das Princesas, sede do Executivo estadual.

Os professores – que iniciaram uma greve no começo da semana – prometem participar da mobilização contra o projeto de lei que regulamenta o trabalho terceirizado. Os servidores do Tribunal de Justiça de Pernambuco também cruzaram os braços.

Caminhada pacífica em Fortaleza

Fortaleza-CE
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Uma caminhada reunindo cerca de 8 mil trabalhadores de diversas categorias marcou o Dia Nacional de Paralisação em Fortaleza (CE).

Segundo a presidenta do diretório da CUT no Ceará, Joana D’Arc, setores como os da educação, saúde e construção civil aderiram à paralisação. A Polícia Militar não fez estimativa de público e informou que não foi registrado nenhum incidente durante o ato.

Via http://www.brasilpost.com.br

Sindicato dos Bancários do Ceará retoma os atendimentos junto à CCV/Caixa

Os empregados e ex-empregados da Caixa Econômica Federal que querem discutir pendências trabalhistas têm a oportunidade de buscar acordos via Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), antes de levar o caso para a Justiça. Os bancários podem questionar demandas referentes à 7ª e 8ª hora, além do auxílio-alimentação para ex-empregados.

O objetivo é resolver com brevidade questões que poderiam ficar aguardando por muito tempo por um desfecho judicial. Entretanto, caso o empregado não aceite o acordo proposto pelo banco nas reuniões da CCV, tem até dois anos para ingressar com ação na Justiça, no caso dos aposentados, e até cinco anos para os demais trabalhadores.

Para acionar a CCV, basta o bancário ou ex-empregado da Caixa procurar o Jurídico do Sindicato, de segunda a sexta, das 8h às 16h. Após dar entrada no seu pedido, a CCV encaminha a solicitação ao banco que tem o prazo de até dez dias corridos, contados do recebimento do termo, para manifestar sua posição. A primeira sessão de conciliação deverá ser realizada em até 30 dias após o início do pedido.

Para outras informações, ligue: 85 3252 4266.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

2º Encontro Estadual dos Bancários Aposentados do Ceará acontecerá em maio

No último dia 30/3, a Secretaria de Aposentados do Sindicato dos Bancários do Ceará, à frente o diretor Océlio Silveira, reuniu representantes das entidades ACEA, AABNB e AFABEC para fazer o planejamento do 2º Encontro Estadual dos Bancários Aposentados. O grupo definiu que o evento será dia 23 de maio (sábado), na sede social do BNB Clube.

A programação tem início às 8h30, com um café da manhã, e logo em seguida haverá Roda de Conversa com um sexólogo sobre “Sexo na Terceira Idade”. Durante toda a manhã serão realizadas atividades esportivas, como jogos de xadrez, dama, baralho, tênis de mesa, sinuca e outros. O almoço marcado para as 13 horas terá música ao vivo.

Quem desejar pode enviar sua sugestão para a realização de atividades esportivas no local do evento através dos e-mails: imprensa@bancariosce.org.br ou ocelio.silveira@hotmail.com. Se preferir, pode também votar no site http://www.bancariosce.org.br.

No encerramento, haverá sorteio de brindes entre os presentes. Os convites serão enviados aos bancários aposentados, com detalhamento para realização da inscrição.

Mais informações ou sugestões: (85) 9182 1057 (Marlucia) ou (85) 9155 8784 (Océlio).

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Botequim dos Bancários de abril homenageia o Dia do Trabalhador

A edição de abril do Botequim dos Bancários, projeto cultural do Sindicato dos Bancários do Ceará, acontece no próximo dia 30 de abril, véspera do feriado de 1º de Maio – Dia do Trabalhador. A festa é realizada toda última sexta-feira de cada mês, a partir das 18h30, na sede do Sindicato, mas devido ao feriado, excepcionalmente este mês, acontece numa quinta-feira.

A atração principal dessa edição será o cantor Xexeu, ex-Timbalada, que fez sucesso em todo o País cantando músicas como Beija-Flor e Tonelada de Desejos.

Durante a programação, a bancária Leonilda de Lima, do BNB, lança o livro “Lindas Histórias”. Como Talento Bancário, a Banda Conduta Positiva.

O projeto traz ainda os já tradicionais quadros “Conversa de Botequim” e “Talento da Terra”, com o cantor Carlinhos Patriolino, além de caça-talentos e o clone de bebidas (compre uma ficha de cerveja, refrigerante, wisky ou água e ganhe outra).

Teremos ainda sorteios de prêmios especiais em homenagem ao Dia do Trabalhador. Fiquem atentos, pois em breve divulgaremos mais novidades.

( Sindicato dos Bancários do Ceará)

SEEB/CE orienta beneficiários de ação do anuênio do BB a declarar Imposto de Renda

Em 2014, o Sindicato dos Bancários do Ceará conseguiu na Justiça a liberação do pagamento dos valores incontroversos dos beneficiários da ação do anuênio do Banco do Brasil. Na ocasião, a Diretoria do SEEB/CE, o Dieese e o Departamento Jurídico do Sindicato prestaram esclarecimentos sobre a continuidade da ação e como os beneficiários do anuênio, deveriam declarar o Imposto de Renda.

Os valores referentes ao desconto do imposto de renda não foram deduzidos naquele momento. A título de declaração, esses recebimentos devem ser incluídos na declaração do ano de 2015 (referente aos ganhos em 2014).

O Sindicato informa que a fonte pagadora deve ser o Banco do Brasil, no campo referente a Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica, e o bancário deve usar como base os valores que constam nos recibos entregues pelo Sindicato. O Sindicato dá mais esclarecimentos a seguir:

Na Guia,

Rendimentos recebidos acumuladamente (rendimentos tributáveis de PJ recebidos acumuladamente pelo titular)

Titular

Novo

Exclusiva da fonte

Nome da fonte – Banco do Brasil – CNPJ 00.000.000/001-91 (fonte pagadora)

Rendimentos recebidos – valor bruto

Contribuição previdenciária – não houve

IRFF – não houve

Mês do recebimento –  mês do cheque

Número de meses – 117 meses

O pagamento ao Sindicato

Na Guia,

Pagamentos efetuados

61 – Advogados ( honorários relativos a ações judiciais)

Nome do advogado – Sintraf-CE

CNPJ – 07.340.953/0001-48

Valor pago – 10% do valor bruto do recibo

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Caixa continua 100% pública, mas setor de seguros poderá ter capital aberto

Foto: SEEB/CE

São Paulo – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, anunciaram hoje (8) que o governo vai manter o banco 100% público e que serão iniciados estudos para abertura de capital apenas da Caixa Seguradora, uma das unidades do banco. “Se pudermos, vamos fazer ainda este ano. A intenção está estabelecida”, disse Levy.

A presidenta da Caixa informou que, para esse estudo, o governo vai convidar os principais bancos de investimentos atuantes no País “para discutir conosco e fazer esse estudo de viabilidade, para podermos decidir pela abertura ou não do capital em relação ao negócio seguros”.

Segundo Levy, a medida perseguirá a possibilidade de aumentar a presença da Caixa no segmento. “E também, evidentemente, a gente aproveitar a vitalidade do nosso mercado de capitais. Nós já temos outras experiências, como foi feito com o Banco do Brasil, o BB Seguros, que demonstrou ser um grande sucesso”, comparou. Segundo Miriam, a operação será importante para a expansão de negócios do banco. “Temos um potencial de nos posicionar bem nesse setor.”

O ministro da Fazenda destacou que ainda não é possível avaliar o impacto positivo da operação no superávit primário. Mas, se o resultado do IPO da Caixa Seguradora indicar que o negócio tem valor acima do registrado contabilmente, essa renda adicional será tributada e terá efeito positivo na arrecadação.

Além do impacto nas contas públicas, o ministro também defende a abertura de capital da Caixa Seguros como a oportunidade para criar um instrumento de poupança destinado aos pequenos investidores. “A oferta pública dá a oportunidade de criar um instrumento de poupança, pulveriza o capital”.

Levy argumentou ainda que a expansão do mercado de seguros tem impacto na qualidade de vida das pessoas, que terão mais acesso aos produtos. “A gente tem que aproveitar isso (abertura de capital) para ser um instrumento não só de oportunidade de poupança, de criação de riquezas na própria Caixa, mas também de qualidade de vida das pessoas.”

Controle da inflação

Após a subida da inflação oficial em março, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em 1,32%, o ministro Levy afirmou hoje (8) que o Banco Central (BC) tem sido claro na defesa do controle do índice, o que dá “total conforto” ao governo.

“O Banco Central tem se expressado com clareza e consistência em relação a importância do controle da inflação e à sua disposição em tomar medidas cabíveis. Ele tem sido absolutamente completo em suas explicações, o que nos dá total conforto”, disse o ministro ao ser perguntado sobre a manutenção da inflação dentro da meta.

A alta de março do IPCA é a maior taxa mensal desde fevereiro de 2003, quando o índice ficou em 1,57%. Em 12 meses, o IPCA acumula inflação de 8,13%, acima do teto da meta do governo federal (6,5%) e a maior taxa desde dezembro de 2003, que foi 9,3%.

(Rede Brasil Atual)

CEARÁ: CENTRAIS SINDICAIS PROMOVEM ATOS CONTRA A APROVAÇÃO DO PL 4330

A Cut Ceará, CTB, MST, UNE, MAB,  CMP e dezenas de outros movimentos populares do campo e da cidade promovem hoje o “Dia Nacional de Luta em Defesa da Classe Trabalhadora”, contra a aprovação do PL 4330, que trata da terceirização de qualquer atividade das empresas privadas, públicas ou de economia mista.

Em Fortaleza, pela manhã, às 5 horas, no saguão do aeroporto Pinto Martins, foi realizado um pequeno ato de protesto, aproveitando o horário de saída do primeiro vôo do dia para Brasília, quando embarcam vários deputados e também o em embarque da delegação de trabalhadores que estará hoje na Câmara Federal, reforçando a manifestação nacional.

A principal atividade no Ceará, entretanto, está prevista para a tarde de hoje com uma caminhada, no centro de Fortaleza. A concentração está marcada para as 15 horas, na Praça da Bandeira. O plenário da Câmara Federal prevê para as 14:30 o início da discussão do PL 4330. Um dos pontos mais polêmicos do texto em análise é possibilidade de terceirização em relação a qualquer das atividades das empresas privadas, públicas ou de economia mista. Os sindicatos temem a precarização da relação trabalhista. O texto também não garante a filiação dos terceirizados no sindicato da atividade preponderante da empresa, o que, na visão dos sindicatos, fragilizará a organização dos trabalhadores terceirizados. Quanto às responsabilidades da empresa contratante do serviço terceirizado, um substitutivo prevê que ela somente responderá solidariamente com a contratada se não fiscalizar os pagamentos devidos aos contratados.

(Ceará 247)

Maior fortuna do HSBC na Suíça tem elo com privatizações de FHC

Família Steinbruch aparece na lista das contas secretas do banco

De todos os sobrenomes de brasileiros envolvidos no chamado ‘Swissleaks’, nenhum chama tanta atenção quanto Steinbruch.

Ao todo, a chamada ‘Família Steinbruch’ possuía nada menos que US$ 543 milhões depositados na filial de Genebra, na Suíça, do HSBC.

Capitaneada por Benjamin, o mais notório integrante do clã, a família prosperou como um foguete na era das privatizações, durante os oito anos do governo FHC.

Antes dos anos 90, os Steinbruch possuíam apenas um grupo têxtil, o Vicunha, que enfrentava as dificuldades decorrentes do processo de abertura econômica.

Com a chegada de FHC ao poder, no entanto, Benjamin enxergou a grande oportunidade para uma guinada completa nos negócios da família. Com as privatizações, o grupo Vicunha conseguiu arrematar três ícones da era estatal: a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Light e até a Vale.

Coincidência ou não, Benjamin contratou em 1995, primeiro ano do governo FHC, ninguém menos do que Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente, como assessor especial.

Em 11 de maio de 1997, Steinbruch já era retratado pela Folha de S. Paulo, em reportagem de Igor Gielow, como o primeiro “megaempresário” gerado na era tucana.

“A identificação com o poder tucano não é apenas retórica. Steinbruch é amigo há vários anos de Paulo Henrique Cardoso, o filho mais velho do presidente da República. Até fevereiro, empregava o “primeiro-filho” na Diretoria de Comunicação e Marketing da CSN. Agora, Paulo Henrique está na Light”, escreveu Gielow.

Em sua reportagem, Gielow também escreveu que Benjamin cultivava outros dois nomes fortes do tucanato. “Avesso a badalações, frequenta estréias de teatro e leilões chiques de cavalos acompanhado de expoentes do tucanato paulista. Entre eles, David Zylberstajn (secretário estadual de Energia e “primeiro-genro”, casado com Beatriz Cardoso). E Andrea Matarazzo (presidente da Cesp), amigo há mais de 20 anos e frequente conselheiro.” (leia aqui).

Em 2000, uma reportagem de Veja, assinada por Policarpo Júnior e Consuelo Dieguez, apontou que o aconselhamento de Paulo Henrique Cardoso foi crucial para que o BNDES se associasse a Steinbruch na compra da Light. “Foi forte também a ligação entre Paulo Henrique e Benjamin Steinbruch, há alguns anos. O filho de FHC estava ao lado do empresário na época da privatização da Light, leiloada em maio de 1996. Steinbruch, um dos controladores da CSN, queria que o BNDES participasse do consórcio formado pela Electricité de France e dois grupos americanos, além da própria CSN. Pessoas que então conviviam com o empresário dizem que o filho do presidente contribuiu para que o banco realmente entrasse no grupo. Como se sabe, esse foi o consórcio vencedor. Nessa tempo, Paulo Henrique trabalhava na CSN como coordenador de comunicação. Com a Light privatizada, foi convidado a ir para lá”, dizia o texto.

Outro escândalo conectando Steinbruch às privatizações diz respeito à privatização da Vale. O empresário foi apoiado pelos fundos de pensão estatais, mas em contrapartida teria recebido um pedido de propina do ex-tesoureiro do PSDB, Ricardo Sérgio de Oliveira. Em 2002, o instituto Datafolha realizou uma pesquisa que apontou que, para 49% dos brasileiros, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tinha conhecimento do pedido de propina.

Com um vínculo tão forte com as privatizações, e uma conta tão parruda no HSBC de Genebra, Steinbruch será um dos principais alvos não apenas da Receita Federal, como também da CPI instalada no Senado para investigar o Swissleaks.

Em nota, a família Steinbruch afirmou que não comentaria “vazamentos ilícitos”.

Fonte: Portal Brasil247

Dieese aponta que maiores bancos lucraram R$ 60,3 bilhões em 2014

Em 2014, os resultados dos cinco maiores bancos do país mostraram que não existe cenário ruim para o setor financeiro, independentemente do desempenho do conjunto da economia.

Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, HSBC e Caixa Econômica Federal, além do Santander, tiveram lucros elevados, mesmo reduzindo o ritmo de expansão das operações de crédito, conforme números divulgados pela sétima edição do estudo “Desempenho dos Bancos”, produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – Rede Bancários.

> Clique aqui para ver o relatório do Dieese.

Segundo o estudo, um dos fatores responsáveis por esse resultado foi a expressiva elevação das receitas com Títulos e Valores Mobiliários, decorrente das sucessivas elevações da taxa Selic no ano passado.

Na busca pela chamada “eficiência operacional”, os bancos privados nacionais deram continuidade ao fechamento de postos de trabalho, embora em ritmo menor que nos anos anteriores. Entre os bancos públicos, o Banco do Brasil seguiu a mesma tendência, enquanto a Caixa Econômica Federal continua sendo a única instituição financeira com forte geração de emprego e concomitante melhora nos índices de eficiência.

Em dezembro do ano passado, o total de ativos dos cinco maiores bancos do país atingiu o expressivo montante de R$ 60, 3 bilhões, com evolução de 14,4% em 12 meses. Há o registro ainda de que o patrimônio líquido dessas instituições cresceu 18,4% no período, atingindo R$ 370 bilhões.

O estudo aponta também que, entre os grandes bancos, a Caixa permanece se destacando. A ponto de, entre 2013 e 2014, os ativos da instituição terem crescido 24% e o patrimônio líquido, 76,1%. É revelado que o forte crescimento do patrimônio líquido do banco ocorreu a partir de julho do ano passado, quando a Caixa teve um aporte de capital da ordem de R$ 27,9 bilhões por parte do Tesouro Nacional, na forma de instrumento híbrido de capital e dívida, conforme resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

O levantamento do Dieese afirma também que, diante do quadro econômico nacional e internacional e do aumento das exigências de capital impostas pelo Acordo de Basiléia III, a estratégia adotada pelos bancos privados foi melhorar o Índice de Eficiência, mediante corte das despesas com pessoal, por meio da redução de postos de trabalho, e aumento das receitas com tarifas bancárias. Por outro lado, a concessão de crédito foi bastante conservadora.

No entanto, para se adequar a uma conjuntura de desaceleração da atividade econômica e às novas exigências regulatórias, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal reduziram o ritmo da oferta de crédito em relação aos patamares que vinham sendo praticados desde o início da crise internacional.

O estudo observa ainda que, apesar disso, a Caixa manteve a estratégia de expansão, ainda que em ritmo menor, cuja atuação tem sido aumentar a estrutura de atendimento e ampliar a cobertura pelo país.

Segundo o Dieese, “a Caixa mostra ser possível melhorar o Índice de Eficiência com ampliação de postos de trabalho, mediante o aumento da participação na oferta de crédito na economia”.

Fonte: Contraf-CUT com Fenae e Dieese

ARTIGO – PL 4330 da terceirização: a quem interessa o empobrecimento da classe trabalhadora?

Sob o pretexto de regulamentar a terceirização no Brasil, forma triangular de se estabelecer relações de produção e de trabalho envolvendo uma empresa contratante, outra contratada e o trabalhador, a Câmara dos Deputados está prestes a aplicar o maior golpe nos direitos trabalhistas e sociais desde a aprovação da CLT, em 1943, com gravíssimos impactos para todos os trabalhadores, rurais e urbanos, públicos e privados, e por consequente desestruturar toda a organização social vigente.

Está marcada para o próximo dia 7 de abril a votação em plenário do Projeto de Lei (PL) nº 4330/2004, do ex-deputado Sandro Mabel, empresário do setor alimentício, cujo relatório a ser apreciado nem sequer foi votado na CCJ da Câmara. A proposta tem como relator o deputado Artur Maia, atualmente no recém-criado partido “Solidariedade”.

Obviamente que tal PL, no mínimo polêmico e controverso, é colocado tão rapidamente na pauta desta legislatura, com apenas dois meses desde o seu início, pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como uma exigência do grande capital nacional e internacional, financiadores das campanhas eleitorais. Agora cobram o seu preço, para colocar a classe trabalhadora brasileira novamente de joelhos, implodindo a sua capacidade de organização e resistência, dentre outros terríveis malefícios, pulverizando inclusive sua capacidade de representação política enquanto classe, aniquilando com as categorias atualmente organizadas e as suas negociações coletivas, rebaixando os patamares alcançados em décadas de lutas, e que possibilitou, dentre outras conquistas organizativas e de expressão política, que foi a construção do Partido dos Trabalhadores.

Aproveitando-se da intencionalmente construída crise política atual, com as suas repercussões econômicas, o que se coloca na berlinda são as possibilidades reais de maior emancipação futura da classe trabalhadora brasileira, que no momento experimenta uma incipiente, mas gradativa participação de seus salários na renda nacional, com a recuperação de seu poder de compra, particularmente com o incremento de uma política de valorização do salário mínimo e aumentos reais de salários, já com expressiva repercussão nas demais esferas de organização social.

Estarrecedor e contraditório é o momento político escolhido para tal votação, caso não fosse a questão dos financiamentos da campanha eleitoral, uma vez que a sociedade acompanha estupefata a chamada “Operação Lava Jato”, justamente envolvendo a apuração de um grande caso de corrupção de bilhões de reais na maior empresa brasileira, a Petrobras, cujo teor das denúncias são as relações promíscuas entre empresas prestadoras de serviços terceirizadas, formação de caixa 2 para partidos e campanhas, propinas e todo tipo de corrupção, comprometendo a imagem do Congresso Nacional, com denúncias inclusive contra o próprio Eduardo Cunha de ter se beneficiado com esse esquema fraudulento. Curioso e sintomático é o silêncio da mídia em geral, que, apesar de espetaculizar as investigações da Polícia Federal, se silencia diante da tentativa de legalização desse tipo de risco que incorrermos.

Muito tem se falado da necessidade de se regulamentar a terceirização no Brasil, o que tem a nossa total concordância. Mas, diferentemente do que propõe o PL 4330, é preciso impedir efetivamente a prática da intermediação ilegal de mão de obra, a discriminação de toda ordem que sofrem os mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados hoje no País, socialmente e de trato nos ambientes de trabalho, com a utilização de vestiários, banheiros, refeitórios e transportes apartados, mas principalmente as graves distorções salariais e de jornadas de trabalho.

Precisamos assegurar salários dignos e iguais aos que são diretamente contratados. Impedir que o adoecimento, os acidentes e as mortes vitimizem de maneira endêmica esses trabalhadores. Os salários dos terceirizados são, em média, menores em cerca de 25% e as jornadas semanais têm acréscimos de três horas. Mas no caso dos bancários, por exemplo, essa diferença chega a salários menores em 75% e jornadas acrescidas em 14 horas semanais, comparando-se com os correspondentes bancários. De cada 10 mortes no trabalho, 8 envolvem trabalhadores terceirizados. Por quê? São menos capazes, produtivos? Claro que não.

É que como medida de economia menos se investe em cursos de treinamento e capacitação, em equipamentos de segurança, expondo os trabalhadores a maior grau de riscos. Apurações recentes das inspeções do trabalho, realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apontam que praticamente a totalidade das centenas de casos identificados como trabalho análogo a escravo tratava-se de alguma forma de contrato terceirizado. Onde estão os direitos humanos desses trabalhadores? Que sociedade é essa que marcha nas ruas cobrando por moralidade pública, fim da corrupção etc e admite que esse tipo de crime ocorra impunemente?

O PL 4330, ao propor a liberalização geral da terceirização para qualquer área, atividade ou setor produtivo das empresas, desde que tenham alguma especialização, altera não apenas as relações laborais, mas as próprias regras de direito empresarial, porque coloca em xeque o próprio estatuto social das empresas, onde se define para qual objeto social foram constituídas, uma vez que poderá repassar todas as suas atividades para terceiros. Teremos empresas sem empregados? E isso certamente trará graves consequências do ponto de vista concorrencial e também relacionadas à qualidade dos produtos e serviços, uma vez que as empresas no Brasil terceirizam para reduzir seus custos, conforme revela a própria pesquisa da CNI, a confederação patronal da indústria.

É um projeto de lei muito mais maléfico para os trabalhadores. Nele também se estabelecem possibilidades infinitas de subcontratações de empresas, inclusive a legalização da figura dos PJs, empresas de uma pessoa só, sem qualquer direito trabalhista, porque nessa modalidade o trabalhador vira pessoa jurídica. E empresas não adoecem, nem tiram férias e licenças, ou se aposentam. Ou seja, na terceirização ilimitada todos os riscos são transferidos para os trabalhadores. A escolha política de reorganizar a produção é das empresas, mas os riscos totais são transferidos para os trabalhadores, que ainda por cima sofrem com os constantes calotes. Como se não bastasse, esse projeto ainda define a responsabilidade entre contratadas e contratantes apenas como subsidiária.

Outra falácia no tocante à exigência da especialização como único critério para abrir de vez a porteira da substituição dos atuais trabalhadores por terceirizados é que no PL 4330 consta expressamente a inobservância dessa exigência aos correspondentes bancários, forma ilegal de terceirização aplicada pelos bancos para precarizar a sua relação de consumo com clientes e usuários, mas que nem de longe possuem as condições exigidas pelo próprio Banco Central às demais instituições financeiras para atuarem no Brasil.

Na realidade, precisamos sim ter uma legislação que impeça a mercantilização da mão de obra no Brasil e efetivamente assegure direitos iguais para os trabalhadores que exerçam a mesma atividade ou função, seja dentro ou fora das empresas. Ou seja, nas possibilidades legais que caibam algum tipo de prestação de serviços por terceiros, não pode haver qualquer espaço para nenhum tipo de precarização do trabalho.

Não é verdade, portanto, que estamos preocupados em proteger apenas os demais 34 milhões de trabalhadores que compõem o mercado formal de trabalho no Brasil, que serão alçados rapidamente à condição de terceirizados ou prestadores de serviços precários, na forma da nova lei, caso seja aprovada. O que, aliás, já seria suficiente para lutarmos para barrar a sua aprovação. E também não é verdade que estamos apenas divergindo sobre a representação desse segmento terceirizado, como maldosamente alguns parlamentares e empresários vêm afirmando.

Queremos sim assegurar a melhor forma de organização e representação, que permita manter e ampliar a unidade da classe trabalhadora, única possibilidade de conquistas, e não a sua pulverização e enfraquecimento como consta no PL 4330. Se há alguém interessado apenas em representar trabalhadores precarizados, esse não é o nosso caso.

Enquanto as empresas estão preocupadas com o chamado risco jurídico, que na verdade nada mais é do que a tentativa de se livrarem dos passivos trabalhistas conscientemente construídos por elas ao longo dos anos, precisamos ter uma lei que impeça o risco de morte, pois a terceirização está matando nossos trabalhadores.

E efetivamente para nenhuma dessas questões apresentadas o PL 4330 traz soluções. Ao contrário, só aprofunda as distorções e ainda por cima aumentará a concentração da renda no país. Menores salários, maiores lucros.

Dessa forma, queremos de fato que a Constituição Federal de 1988 ao estabelecer como princípio fundante da sociedade brasileira o valor social do trabalho como um dos pilares da organização social seja respeitada e em nome de uma sociedade de fato mais justa, fraterna e solidária. Queremos que o PL 4330 seja arquivado e se inicie um novo processo negocial, envolvendo todos os atores sociais para a construção de uma legislação que signifique um avanço social e não um retrocesso histórico para esse nosso país, que é a sétima maior economia capitalista global, feita dia a dia por homens e mulheres trabalhadoras.

Não ao PL 4330. Dia 7 de abril, todos à mobilização em Brasília!
Miguel Pereira é bacharel em Direito, bancário, secretário de Organização da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e integrante do GT Terceirização da CUT e do Fórum de Defesa dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização.

(CONTRAF/CUT)

Morre Nilson Holanda, ex-presidente do BNB

Nilson Holanda

O economista Nilson Craveiro Holanda, 79, ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), faleceu na manhã de ontem, por volta das 10h, em Brasília. De acordo com sua esposa, Sílvia Holanda, ele passou mal e foi levado a um hospital, não resistindo a um ataque cardíaco.

O velório terá início às 8h de hoje, na capela localizada dentro do cemitério Campo de Esperança, em Brasília e o sepultamento ocorrerá às 14h. O economista deixa sua esposa, com a qual completaria 52 anos de casado, três filhos – Adriano Furtado Holanda, Valéria Furtado Holanda Caetano e Sílvio Furtado Holanda – além de sete netos.

O economista Lima Matos, que integrava o departamento de mercado de capitais na gestão de Nilson enquanto presidente do BNB, destaca o legado que ele deixa.

“Ele foi um dos melhores presidentes que o Banco já teve. Um ser humano exemplar, sempre preocupado em achar soluções de desenvolvimento para o Nordeste, estimulou muito a melhoria como um todo. Vamos ver se a gente faz algum movimento para homenagear ele e que a gente possa realizar isso coletivamente”.

O economista Firmo de Castro conta que seu último contato com Nilson foi em 2013, quando ambos participavam do movimento Integra Brasil. “Estivemos juntos discutindo as tarefas e analisando o que deveria ser feito. Em seguida, ele foi acometido pelo primeiro AVC. Tentamos ver se seria possível reabilitá-lo. A superação foi razoável no primeiro momento, mas não o suficiente para que ele retornasse às atividades profissionais”, lamenta Firmo.

Nelson Antônio de Sousa, presidente do BNB, declara que foi com grande pesar a recepção da notícia de falecimento. “Cearense detentor de uma carreira brilhante, o economista Nilson Holanda contribuiu, de forma singular, para a consolidação do Banco do Nordeste como agente indutor do desenvolvimento regional”.

Carreira

Natural de Limoeiro do Norte, Nilson Holanda nasceu em 22 de junho de 1935. Foi professor da Universidade de Brasília (UNB), da Universidade Federal do Ceará (UFC), além de fundador da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).  

Dirigiu o Projeto de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Araguaia-Tocantins (Prodiat), foi secretário executivo do Ministério da Desburocratização, secretário do Ministério do Planejamento e secretário-adjunto da Secretaria Especial de Políticas Regionais. Chegou à presidência do BNB em 1974, permanecendo no cargo até 1979.

(Giovânia de Alencar, O Povo)

Trajetória do líder sindical José Souza é retratada em documentário

José de Souza

O líder sindical e ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE), José Souza, foi homenageado com o lançamento do documentário “José Souza de Jesus, presente!”. O vídeo traz a trajetória social, sindical e da militância comunista do sindicalista falecido em outubro de 2014. A produção foi lançada na noite desta terça-feira, 31, data em que Souza faria 57 anos.

O documentário traz diversos depoimentos de familiares e amigos de Souza, além de sindicalistas de Sergipe de outros estados. “O documentário traz a trajetória dele no sertão sergipano, o sofrimento de qualquer criança pobre e sertaneja para estudar e construir sua vida, seu primeiro emprego e o momento em que ele ingressou na categoria bancária. Vamos eternizar não só o homem físico, mas o que ele representou, suas ideias, sua liderança e sua obras. Precisávamos eternizar isso de alguma forma para que essa história ajude a construir novas militâncias no movimento sindical”, explica Ivânia Pereira, presidente do Seeb/SE.

Ivânia conta ainda que após o lançamento, o documentário será disponibilizado nas bibliotecas das instituições de ensino superior de Aracaju. “Nossa intenção é encaminhar cópias para as bibliotecas das faculdades e disponibilizar para a juventude. Homens e mulheres com a trajetória de Souza não podem ficar guardados entre os seus pares, precisamos levar isso para a sociedade”, destaca. Esse momento vai eternizar a militância de um camarada cuja atuação no mundo do trabalho nunca teve momento que denegrisse sua imagem. Foi uma trajetória de muitas contribuições, uma liderança ímpar. Vamos nos esforçar para dar continuidade à trajetória dele”, completa.

A viúva de Souza, a jornalista Niura Belfort, participou diretamente da produção do documentário. De acordo com ela, desde que ingressou no movimento sindical na década de 80, Souza abraçou e não largou mais a causa. “Ele era um comunista por convicção. Passou a estudar, lia tudo, participava de todos os cursos e foi se qualificando. Ele abraçou essa causa e foi crescendo e sendo reconhecido pelo seu papel no movimento sindical. Souza não defendia apenas os bancários, mas todas as categorias, pois para ele, a classe trabalhadora era um só. Ele desenvolveu tudo isso de forma ética, honesta e coerente, sem fazer disso um trampolim para ter status. Ele fazia por amor”, conta.

Perda

Souza foi vítima de um infarto fulminante quando estava em um hotel de Fortaleza no dia 21 de outubro de 2014. Ele estava participando das negociações dos dias parados da greve da categoria de 2014 e da assinatura do aditivo da Convenção Coletiva do Banco do Nordeste (BNB). Souza era membro titular do Comando Nacional dos Bancários.

Via http://www.infonet.com.br/cidade//ler.asp?id=170945

SEEB/CE abre inscrições para o Curso CPA-10; aulas iniciam dia 11/4

O Sindicato dos Bancários do Ceará está com inscrições abertas para o CURSO PREPARATÓRIO PARA CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL ANBIMA – CPA-10, em parceria com o professor João Henrique Lemos. O público-alvo são bancários sindicalizados.

A CPA-10 se destina a certificar profissionais que desempenham atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimento diretamente junto ao público investidor nas agências bancárias.

O curso tem a carga horária de 24 horas/aula, distribuídas em três encontros aos sábados, a partir do dia 11 de abril, das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30. O investimento é de R$ 279,00, valor que pode ser pago à vista ou parcelado.

Do conteúdo programático constam disciplinas como Sistema Financeiro Nacional; Ética, Regulamentação e Análise do Perfil do Investidor; Noções de Economia e Finanças; Princípios de Investimento: Conceitos; Fundos de Investimento; Demais Produtos de Investimento, além da resolução de diversos simulados.

O Coletivo de Formação do Sindicato dos Bancários acredita que essa certificação é um anseio de muitos bancários que desejam se especializar em Mercado Financeiro. O Coletivo tenta realizar sempre atividades voltadas para o desenvolvimento e o aprimoramento da categoria, buscando contribuir na qualificação e profissionalização de seus associados.

Como inscrever-se – Os interessados em participar devem entrar em contato com a Secretaria de Formação, através do telefone (85) 3252 4266, falar com Erismar, no horário das 10h às 16h, de segunda a sexta.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Gentil Barreira lança livro e exposição ‘Coração Sertão’ em Fortaleza

O sertão de Quixadá; retratado por Gentil Barreira (Foto: Gentil Barreira/Divulgação)

As viagens realizadas pelo fotógrafo Gentil Barreira nos últimos três anos pelo interior do Ceará resultaram no livro “Coração Sertão”, que será lançado nesta quinta-feira (26), em Fortaleza. Na ocasião, também será uma exposição de fotografias, que mostram o contraste do sertão de chuva e estiagem, que compõem a publicação. O evento será às 19h30 na Imagem Brasil Galeria.

,em umaimersão no contraste do sertão de chuva e estiagem, resultaram no livro “Coração Sertão”, com lançamento nesta quinta-feira, 26 de março, às 19h30, na IMAGEM BRASIL Galeria. Na ocasião, será aberta a exposiçãode uma série especial de fotografias que compõem a publicação.

O cenário percorrido no atual trabalho de Gentil Barreira é o mesmo das memórias da infância vivida na fazenda dos avós, mas também toma outro rumo quando, entre os anos de 2012 a 2014,  a estiagem foi a mais intensa das últimas décadas. A dor e lamento da escassez dialoga com a esperança de uma salvação vinda dos céus, com as chuvas.

O ensaio fotográfico traz trechos de obras de autores da literatura cearense, que revelaram em palavras as duas faces do sertão. Os textos criam uma narrativa imaginária, como se o sertão fosse revivido por vários autores. São trechos de obras de José de Alencar, Domingos Olímpio, Rodolfo Teófilo, Manuel de Oliveira Paiva, Adolfo Caminha, Antônio Sales, Demócrito Rocha, Gustavo Barroso, Leonardo Mota, Herman Lima, Jáder de Carvalho, Patativa do Assaré, Rachel de Queiroz, João Climaco Bezerra, Francisco Carvalho e Natércia Campos.

A coordenação literária da publicação é do escritor Gylmar Chaves e de Patricia Veloso, que assina também a coordenação editorial. A exposição “Coração Sertão” fica em cartaz até 27 de abril. A visitação pode ser feita de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Gentil Barreira 
Autodidata, Gentil Barreira iniciou as primeiras experiências com fotografia aos 11 anos, montando um pequeno laboratório para revelar seus filmes. Cursou Arquitetura e Urbanismo em São Paulo, mas antes de concluir os estudos resolveu voltar a Fortaleza, onde vive até hoje. Ingressou e frequentou por dois anos a faculdade de Comunicação na Universidade Federal do Ceará, período em que profissionalizou-se como fotógrafo.

Serviço
CORAÇÃO SERTÃO – Lançamento do livro e abertura de exposição – Dia 26 de março de 2015, às 19:30h, na Imagem Brasil Galeria (Rua Rocha Lima 1707 – Aldeota). O livro será vendido no lançamento por R$ 70. Já à venda também nas livrarias Cultura, Saraiva, Ler, Nobel e Leitura.  “Coração Sertão” permanece em exposição até 27 de abril de 2015. Visitação: De segunda a sexta, das 9h às 19h.

Via http://www.centralizado.com.br

“Tuitaço” em favor da Caixa 100% pública movimenta as redes sociais

Empregados, concursados à espera de convocação, entidades do movimento sindical e associativo, movimentos sociais, clientes, usuários e sociedade em geral. Todos expressando a posição contrária a qualquer proposta de abertura de capital da Caixa Econômica Federal. Assim foi o tuitaço em defesa do banco 100% público, realizado na noite desta quarta-feira (25). Nas redes sociais, principalmente no Twitter, o recado foi dado: a Caixa é um patrimônio dos brasileiros, que não pode ter parte entregue ao capital privado.

No Twitter, foram centenas de mensagens com a hashtag #DilmanãovendaaCaixa. Algumas delas: “a Caixa é o maior, mais eficaz e capilar balcão de atendimento das necessidades da população”; “os bancos públicos, aqui e mundo afora, têm papel fundamental para o fomento e o desenvolvimento”; “o maior programa social do Brasil, o Bolsa Família, tem na Caixa um agente imprescindível para sua execução”; “para garantir inclusão dos menos privilegiados e instrumento do Estado na economia”; “é essa a Caixa que queremos”. Centenas de outras postagens foram feitas no Facebook.

Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, a mobilização nas redes sociais mostrou, mais uma vez, que não há motivos para abrir o capital do banco. “Essa proposta só interessa aos bancos privados, que estão incomodados com o crescimento da Caixa, que avança no mercado sem deixar de lado o forte papel social”, diz. Ele acrescenta: “Há notícias de que a presidenta Dilma desistiu da ideia, mas é preciso uma posição oficial do governo a favor da manutenção da Caixa 100% pública. Ainda não tivemos resposta para os pedidos de audiência que fizemos”.

Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa-Contraf/CUT), avalia: “o tuitaço teve um impacto muito importante, a exemplo do Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública, em 27 de fevereiro, quando milhares de trabalhadores do banco postaram fotos nas redes sociais segurando o cartaz que foi enviado para todas as unidades do Brasil. Mais uma vez, venceremos essa luta contra todos aqueles que querem o fatiamento do banco”.

Tuitaço e outras ações
A realização do tuitaço foi decidida pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública, durante reunião realizada no dia 6 de abril, em Brasília (DF). O fórum é integrado por Fenae, Contraf, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas. Outra ação importante foi a criação de comitês estaduais, cujo objetivo é estimular o debate e organizar atividades locais. Os estados de São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Maranhão, além da região de Criciúma (SC), já instalaram os colegiados.

“Ações como o tuitaço são importantes porque envolvem toda a sociedade no debate. A mobilização vai continuar até que o governo diga, de forma oficial, que desistiu de abrir o capital da Caixa. Por isso, é essencial envolver não apenas os mais de 100 mil empregados, mas toda a sociedade”, afirma Jair Pedro Ferreira. O Comitê Nacional voltará a se reunir na primeira quinzena de abril. O indicativo da data é o dia 10, novamente em Brasília (DF). Na ocasião, novas atividades devem ser propostas e agendadas.

(APCEF SP)

CURSO MATEMÁTICA DO ZERO COM PROF. THIAGO PACÍFICO REINICIA DIA 26/3

O curso Matemática do Zero, promovido pela Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará, reinicia suas aulas no próximo dia 26/5 com o primeiro encontro do módulo Matemática Básica.

Serão oito encontros no total, às quintas-feiras, na sede do Sindicato, no horário das 19h às 22h, com o professor Thiago Pacífico. Este é o terceiro módulo do curso onde já foram ministrados Estatística e Raciocínio Lógico.

Quem desejar cursar somente este módulo, o investimento será de R$ 80,00 para bancários sindicalizados e seus dependentes.

Mais informações: 85 3252 4266, na Secretaria de Formação.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Polícia Federal desarticula quadrilha de estelionatários em Fortaleza

A Polícia Federal (PF), em uma ação denominada “Operação Fidúcia“, desarticulou, na manhã desta terça-feira (24), uma organização criminosa de Fortaleza envolvida em fraudes milionárias junto à Caixa Econômica Federal (CEF). O prejuízo causado pela quadrilha pode chegar aos R$ 100 milhões.
As investigações da PF apontaram que a organização fraudava contratos de financiamentos em agências bancárias da Caixa. Ao todo, a 32ª Vara da Justiça Federal expediu 56 mandadosjudiciais, sendo 5 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, 14 mandados de condução coercitiva e 25 mandados de busca e apreensão contra empresários e servidores do banco envolvidos no esquema.
Os crimonosos faziam financiamentos e empréstimos bancários com uso documentos falsos eempresas de fachada, causando, à primeira vista, um prejuízo de aproximadamente R$ 20 milhões. A Polícia Federal acredita, no entanto, que o rombo pode chegar até a R$ 100 milhões após o término da análise dos documentos apreendidos.
Depois de criar as empresas de fachada para serem beneficiárias dos empréstimos, o grupofalsificava a documentação para viabilizar a concessão dos financiamentos. Os servidores aliciados manipulavam os processos de concessão, ignorando normas básicas de segurança, como a verificação da documentação necessária, detalhou a PF.
Todos os envolvidos no esquema tiveram os bens bloqueados. Os integrantes da quadrilha responderão, na medida de suas participações, por associação criminosa, uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, estelionato e evasão de divisa.

Mirian Belchior diz que não existe estudo para abertura de capital

A presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, assegurou que não está sendo realizado estudo visando a abertura de capital do banco. A declaração foi feita nesta quinta-feira (19), durante reunião do Conselho de Administração (CA), após ser questionada pelo conselheiro eleito pelos empregados Fernando Neiva.

A afirmação de Belchior foi reforçada pelos demais conselheiros do CA, que garantiram que o tema não chegou a ser debatido antes dos eleitos serem empossados.

Segundo Neiva, “a presidente da Caixa disse que não tinha conhecimento de uma proposta de abertura de capital”. O conselheiro eleito destacou que “a Contraf-CUT e o movimento dos empregados estão mobilizando a sociedade brasileira e realizando importantes seminários, sendo que os bancários da Caixa são contrários à abertura de capital e defendem a sua manutenção como empresa 100% pública”.

“Esperamos que o governo e a Caixa se posicionem publicamente contra a abertura de capital”, salientou Neiva.

Para a conselheira eleita suplente pelos empregados, Maria Rita Serrano, “esse recuo é uma vitória clara dos empregados, das entidades sindicais e associativas, dos movimentos sociais e de todos os que lutaram e lutam pela importância das empresas públicas para o desenvolvimento do país”.

No entanto, conforme avaliação dos representantes eleitos, é preciso um pronunciamento oficial da presidenta Dilma Rousseff, assegurando que não haverá abertura de capital da Caixa para encerrar de uma vez por todas as especulações em torno do tema.

A próxima reunião do Conselho de Administração da Caixa será realizada na próxima quinta-feira (26).

Mobilização

Enquanto o governo não afasta oficialmente a possibilidade de abertura de capital da Caixa, as entidades continuam mobilizadas. Na segunda-feira (16), o Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública, integrado pela Contraf-CUT, Fenae, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas, protocolou ofícios nos quais reforça o pedido de audiência com Dilma e com o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, para cobrar posição oficial do governo.

Nos documentos, as seis entidades lembram que a primeira solicitação foi feita no dia 23 de dezembro, logo que foram veiculadas as primeiras notícias de que o governo estaria estudando a abertura de capital da Caixa.

Ofícios reiterando o pedido foram enviados em 9 de fevereiro. Já no dia 6 de março, o Comitê Nacional, após reunião realizada em Brasília, solicitou audiência com a nova presidente do banco, Miriam Belchior. Nenhuma resposta foi dada até o momento.

Tuitaço

Na próxima quarta-feira (25), a partir das 20h, será realizado um “tuitaço” contra a proposta de abertura de capital do banco. Empregados da instituição, dirigentes de entidades do movimento sindical e associativo e todos os brasileiros que apoiam a causa devem postar, no Twitter, mensagens com a hashtag #DilmanãovendaaCaixa.

Para ampliar a mobilização, a hashtag pode ser usada em outras redes sociais, como Facebook e Instagram.

Fonte: Contraf-CUT com Fenae

4º Congresso elege diretoria da Contraf-CUT para gestão 2015/2018

O 4º Congresso da Contraf-CUT terminou neste domingo 22, em São Paulo, com a apresentação da diretoria que comandará a Confederação no período 2015-18, presidida por Roberto Von Der Osten, a convocação de um seminário nacional para definir a estratégia de luta dos bancários nos próximos anos e um chamado para a intensificação da mobilização para enfrentar a difícil conjuntura econômico e política, com o objetivo de defender os diretos dos trabalhadores, a democracia, a reforma política e a democratização dos meios de comunicação.

Participaram do Congresso, que começou na sexta-feira 20 e foi realizado no Hotel Mercure, 353 delegados de todo o país, dos quais 237 homens e 116 mulheres.

“Tivemos um Congresso com suas dificuldades, em uma conjuntura muito difícil, que debateu e elegeu uma direção no momento em que a CUT e os movimentos sociais saíram às ruas e que outros grupos também se manifestaram, estes últimos questionando o governo e algumas instituições. Vamos continuar a organizar e articular a categoria bancária para defender a democracia e os direitos dos trabalhadores”, afirmou no encerramento do Congresso o presidente eleito. “Também vamos organizar a atuação dos bancários no Congresso Nacional contra o PL 4330 da terceirização, que deve retornar à pauta”, disse Roberto Von Der Osten.

Processo eleitoral

A diretoria da Contraf-CUT foi eleita na tarde do sábado 21, em votação secreta, por força de liminar. Concorreram duas chapas.

A Chapa 2 (Articulação Sindical, CSD, Unidade Sindical, Fórum do RJ, Articulação de Esquerda e Intersindical) , encabeçada por Roberto Von Der Osten, atual secretário de Finanças da Contraf-CUT, ganhou 265 votos, ou 75,7% do total. E a Chapa 1 (Articulação Sindical), liderada por Miguel Pereira, atual secretário de Organização da Contraf-CUT, alcançou 85 sufrágios, 24,3%. Houve dois votos em branco e um nulo.

Os delegados e as delegadas aprovaram também a criação de mais duas pastas na diretoria executiva da Contraf-CUT: as secretarias de Juventude e a de Combate ao Racismo, totalizando agora 17. Foi mantida a atual composição de 26 integrantes do Conselho Diretivo.

Os cargos da direção foram distribuídos proporcionalmente pela porcentagem dos votos obtidos por cada chapa, conforme os estatutos Contraf e da CUT. A Chapa 1 protocolou carta de protesto junto à Comissão Organizadora do Congresso e anunciou que vai entrar com um recurso junto à CUT por discordar da forma de aplicação utilizada do critério de proporcionalidade.

Na composição dos cargos da diretoria executiva por cada chapa não foram considerados separadamente os 17 que respondem por secretarias e os 8 que são apenas diretorias executivas. “A Chapa 1, mesmo tendo obtido quase 25% dos votos, ficou sem nenhuma secretaria, ficando todas as pastas da executiva com a Chapa 2, o que estamos questionando porque avaliamos que isso fere profundamente a democracia e não valoriza a nossa representação e a construção da unidade”, disse Miguel Pereira.

A diretoria eleita assume no dia 15 de abril para um mandato de três anos.

Conjuntura política e econômica

Antes do encerramento do Congresso, os delegados e as delegas fizeram uma discussão sobre a conjuntura política e econômica, internacional e nacional, da qual participaram como expositores o chefe mundial da UNI Finanças, Márcio Monzane, e o ex-deputado estadual (PT-SP) Luís Cláudio Marcolino.

Monzane criticou os ajustes que estão sendo implementados pelo governo Dilma Rousseff. “Enquanto a Europa faz uma autocrítica da política de austeridade, que não deu certo para conter a crise, o Brasil quer fazer, neste momento, o que não funcionou lá fora. Mas os trabalhadores precisam se posicionar, alertar a sociedade que estas medidas de austeridade não geram riqueza, nem inclusão social. A Espanha, por exemplo, ainda aposta na austeridade e tem um índice de 30% de desemprego, chegando a 60% entre os jovens. Não gostaríamos de ver este cenário aqui no Brasil”, afirmou o dirigente da UNI Finanças.

Marcolino também criticou o ajuste fiscal, mas fez um balanço positivo dos avanços econômicos e sociais dos governos Lula e Dilma, que segundo ele precisam ser preservados e aprofundados. Para isso, propôs, “é preciso mobilizar os trabalhadores e os movimentos sociais para impedir retrocessos, manter os direitos trabalhistas e defender a democracia, a reforma política e a democratização dos meios de comunicação”.

Moção de apoio aos trabalhadores da Guatemala

Durante os debates, foi aprovada moção de apoio aos trabalhadores da Guatemala, depois que a dirigente sindical guatemalteca Lesbia Amezquita, do Movimento Sindical Indigena e Campesino (MSICG), denunciou a violência contra sindicalistas em seu país, onde 68 foram assassinados e nenhum caso esclarecido pela polícia.

Conheça a direção eleita

Diretoria executiva

Presidente – Roberto Antonio Von Der Osten
Vice-presidenta – Juvandia Moreira Leite
Secretaria-geral – Carlos de Souza
Secretaria Finanças – Sérgio Hiroshi Takemoto
Secretaria Imprensa – Gerson Carlos Pereira
Secretaria Relações Internacionais – Mario Luis Raia
Secretaria Saúde – Walcyr Previtale
Secretaria Formação – Ernesto Izumi
Secretaria Organização do Ramo Financeiro – Carlindo Dias de Oliveira
Secretaria Assuntos Jurídicos – Mauri Sergio Marins de Souza
Secretaria Assuntos Sócioeconômicos – Rosalina Amorim
Secretaria Políticas Sindicais – Gustavo Machado Tabatinga Junior
Secretaria da Mulher – Elaine Cutis
Secretaria de Relações do Trabalho – Mauro Salles Machado
Secretaria de Políticas Sociais – Fabiano Paulo da Silva Junior
Secretaria da Juventude – Fabiana Uehara Proscht
Secretaria de Combate ao Racismo – Almir Costa de Aguiar

Diretores Executivos

Barbara Peixoto de Oliveira
Adilson Claudio Martins Barros
Andrea Vasconcelos
Carlos Alberto Cordeiro da Silva
Deise Recoaro
Enilson Cardoso da Silva
Lúcio Paz
Miguel Pereira

Suplentes da Diretoria Executiva

Maria da Conceição Bezerra
Sérgio Siqueira
Maria Rita Serrano
Marcelo Azevedo
Alan Patrício Mendes Silva
Manoel Elídio Rosa
Rafael Marinho Duarte
Ademir Wiederkehr
Sonia Rocha

Conselho Fiscal

Clarice Torquato Neto
Gilmar Carneiro dos Santos
Paulo Roberto Stekel

Suplentes do Conselho Fiscal

Gilmar Aguirre
José Ricardo Jacques
Maria Arivoneide Cerqueira

Conselho Diretivo

André Luis Rodrigues
Sebastião Eugenio de Castro Filho
Célio Dias Cunha
Cícero Ferreira Mateus
Antonio Carlos Pirotti
Eliomar Carvalho Silva
José Carlos Garcia
Nelson Luis da Silva Nascimento
Paulo Ranieri Medeiros da Silva
Carolina Costa
Valdevir Fernandes Filho
Marcos Vandai Tavares Rolim
Graziela Rezende Ferreira
Luis Claudio Marcolino
Livia Gomes Terra
Fernanda Lopes de Oliveira
Carolina Benedetti Pedroso
Milton dos Santos Rezende
Raquel Araujo Lima
Paulo Robson dos Santos Manhães
José Pinheiro
Carlos Eduardo de Oliveira
Italina Facchini
José de Castro Souza
Keli Cristina Vieira
Wanderley Antonio Crivellari

Fonte: Contraf-CUT

Itaú se une à MasterCard em nova rede de pagamentos

O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira uma “aliança estratégica” com a Mastercard Brasil para operação de uma nova rede de pagamentos eletrônicos com bandeira de aceitação nacional e internacional. Segundo comunicado ao mercado, o acordo tem prazo de 20 anos e a nova rede será operada por sociedade controlada pela Mastercard, na qual o Itaú Unibanco terá determinados direitos de veto e de aprovação.

Não foram divulgados detalhes financeiros do negócio, com o Itaú se limitando a prever que a aliança não causará impacto material em seus resultados neste ano. O banco informou que seus objetivos com o acordo são focar na ampliação de seus negócios de emissão e adquirência, ter acesso a novas tecnologias de soluções de pagamento, obter ganhos de escala e eficiência e se beneficiar da expertise da Mastercard na gestão de bandeiras.

A operação ainda precisa passar por avaliação das autoridades regulatórias, informou o Itaú.Atualmente, a Mastercard presta serviços de transações de cartões de crédito e débito que contemplam bandeiras proprietárias do Itaú Unibanco.

“Esta aliança estratégica nos permitirá concentrar no crescimento das operações”, disse Milton Maluhy Filho, diretor executivo do Itaú Unibanco, no comunicado. “Continuaremos trabalhando com outras redes, inclusive cartões comerciais e co-branded para o consumidor”, completou.

“Por ser uma empresa de tecnologia de pagamentos eletrônicos, a MasterCard é a escolha ideal para fornecer as melhores soluções aos seus parceiros de negócios. O Itaú é um parceiro estratégico importante para a MasterCard no Brasil e na América Latina. Há décadas trabalhamos juntos na oferta de cartões de crédito, débito e pré-pagos a consumidores e empresas de todos os portes”, disse João Pedro Paro Neto, presidente da MasterCard Brasil e Cone Sul.

O negócio é anunciado após a companhia de meios de pagamento Cielo e o Banco do Brasil terem concluído em fevereiro formação de parceria estratégica no setor de meios eletrônicos de pagamento, após aprovação pelos órgãos reguladores e o cumprimento de todas as condições contratuais precedentes.

( O Dia)

SEEB/CE realiza IV Passeio Cultural e Religioso na Sexta-feira Santa. Garanta sua vaga!

O IV Passeio Cultural e Religioso, promovido pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, que acontece tradicionalmente na Sexta-feira Santa, este ano dia 3 de abril,incluirá a cidade de Quixadá, no sertão central do Ceará, no circuito. O trecho tradicional Guaramiranga/Pacatuba, no maciço de Baturité, permanece na programação que inclui, além da visita a monumentos sacros em pleno frio da Serra, o espetáculo da Paixão de Cristo encenado há mais de 40 anos em Pacatuba.

Os bancários sindicalizados devem se inscrever através do site  (www.bancariosce.org.br/passeio_confirma_dados.php),  indicando qual o destino de sua preferência, com direito a um acompanhante. As inscrições vão até o próximo dia 27 de março, mas garanta logo seu lugar, pois as vagas são limitadas em dois ônibus para cada destino.

Preenchidas as vagas, será aberta uma lista de espera preenchida por ordem de chegada no dia do evento. O Sindicato entrará em contato com os inscritos para confirmar os dados. Os ônibus devem sair da sede da entidade no horário entre 8h e 8h30.

Aos participantes é assegurado, além do transporte em ônibus turístico, almoço e ingressos para assistir peça teatral em Pacatuba.

Em Quixadá, além da visita a pontos turísticos, como “Pedra da Galinha Choca”, “Açude do Cedro”, “Museu e Teatro Rachel de Queiroz” e “Santuário da Virgem Mãe Rainha do Sertão”, os participantes do passeio poderão assistir a peça sobre a Paixão de Cristo, a ser encenada em praça pública local.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Rafaela Manville será atração do Botequim dos Bancários, dia 27/03

Por recomendação médica, a cantora Cláudia Barroso cancelou sua apresentação no Botequim dos Bancários deste mês de março. Para substituí-la à altura, a produção do projeto cultural do Sindicato dos Bancários contratou Rafaela Manville, artista de grande inserção na noite cearense, com reconhecimento já se ampliando para o cenário artístico regional e nacional.

De estilo diferente, com repertório marcado pelo axé e outros gêneros dançantes atuais, Rafaela já animou eventos de grande porte na cena musical local, dentre os quais destacam-se réveillons de renomados clubes sociais de Fortaleza. Aplaudida pelo público jovem e por todos que buscam ambientes descontraídos e de alto astral, a intérprete certamente agradará em cheio a todos os presentes na edição do mês das mulheres.

Vasta programação

Além de Rafaela, o Botequim terá a apresentação de quadros tradicionais do projeto, como o “Conversa de Botequim”, com a fundadora do Iprede, Ana Maria Norões, que será entrevistada pela apresentadora Maysa Vasconcelos. Teremos ainda o quadro “Talento Bancário”, protagonizado nesta edição pela colega Rosanne Santos (foto), do BNB, que mostrará toda a sua qualidade musical e artística no palco do evento.

O espaço destinado aos “Talentos da Terra” terá continuidade com a apresentação da cantora Sheyla Maria, artista cearense com incursão na noite carioca, agora de volta ao seu Estado natal para divulgar seu último CD. Antes, na abertura, o colega aposentado da Caixa Econômica Federal, José Cavalcante Ribeiro, fará lançamento do livro de sua autoria “O Poder da Educação Numa Trajetória de Superação”.

A busca por revelações, principalmente entre os bancários, através do quadro “Caça Talentos”, prosseguirá mediante inscrição de interessados em participar ao vivo do que se convencionaria chamar “Show de Calouros”. Nesse quadro serão distribuídos três prêmios, no valor de R$ 200,00 cada, sendo um para o bancário que melhor se apresentar a critério do júri técnico; outro para bancário aclamado pelo público e um terceiro para convidado, também escolhido por júri técnico.

Prêmio Especial e sorteios

Bancários sindicalizados presentes no Botequim concorrerão a um cartão presente no valor R$ 1.000,00, a ser utilizado nas lojas credenciadas. A inscrição para o sorteio será através do site do Sindicato (www.bancariosce.org.br/sorteio.php) até às 17h do dia da festa. A mesma inscrição serve para o sorteio de quatro vales conta entre os bancários presentes, no valor de R$ 100,00 cada e para participar do quadro “Caça Talentos”.

Também está assegurada a promoção clone de cerveja, uísque, refrigerante e água na qual para cada bebida comprada ganha-se mais uma de brinde. O estacionamento para os 25 primeiros bancários sindicalizados que chegarem ao evento está garantido em espaço localizado em frente à sede do Sindicato.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Banco do Brasil deve abrir novo concurso de nível médio em 2015

Interessados no concurso público para escriturário do Banco do Brasil devem se animar. Isso porque o edital do certame para diversos Estados, entre eles o Espírito Santo, está quase pronto.
Segundo o diretor de Gestão de Pessoas da instituição, Carlos Netto, assim que finalizado o concurso que está aberto, com a realização da prova, serão divulgadas as primeiras informações efetivas sobre a seleção para escriturário que abrangerá o Rio e diversos outros Estados com seleção prestes a vencer.
A validade do concurso do Estado acaba no fim em 26 de setembro. Mantida a tradição de divulgar novos editais três ou quatro meses antes de expirar , o BB deverá lançar em abril, no máximo em maio.
Concurso Banco do Brasil: Novo concurso para escriturário no ES e outros Estados
Concurso Banco do Brasil
O concurso que está em andamento prevê contratar profissionais em 15 estados. Os exames deste certame serão aplicados no dia 15 de março e tem parcial de 535 mil inscritos, número 58% maior do que o registrado na seleção para aquelas mesmas regiões, aberto em 2012.
O cargo de escriturário exige o nível médio e tem hoje o salário inicial de R$ 3.280, considerando o salário-base de R$ 2.227,26, ajuda alimentação de R$ 572, vale-refeição de R$ 431,16 e vale-cultura de R$ 50.
Os funcionários do BB podem contar ainda com a participação nos lucros ou resultados, vale-transporte, auxílio-creche, auxílio a filho com deficiência, plano odontológico, assistência médica (planos de saúde), previdência privada e participação no Programa de Qualidade de Vida no Trabalho.
O conteúdo programático e a estrutura do concurso deverão ser os mesmos da seleção para 15 estados que está em andamento. Serão propostas 70 questões objetivas (além de uma redação), as quais serão divididas da seguinte forma: 25 questões de Conhecimentos Básicos – com cinco de Atualidades do Mercado Financeiro, dez de Língua Portuguesa e dez de Raciocínio Lógico-Matemático – e 45 de Conhecimentos Específicos – com cinco de Cultura Organizacional, cinco de Domínio Produtivo da Informática, cinco de Inglês, dez de Atendimento, dez de Técnicas de Vendas e dez de Conhecimentos Bancários. Já a redação será do tipo dissertativo-argumentativo e terá entre 25 e 30 linhas. 

 

TST condena Caixa a permitir que bancário acumule cargo de professor

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou provimento a recurso da Caixa Econômica Federal e manteve o direito de um bancário de Teresina (PI) a acumular o cargo com o de professor de rede estadual de ensino.

Segundo a Caixa, que entrou com recurso de revista no TST pedindo a reforma da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (PI), o funcionário não estaria abrangido pela exceção prevista no artigo 37, inciso XVI, da Constituição da República, que permite a acumulação de um cargo técnico e um de professor, desde que haja compatibilidade de horários. Para o banco, a acumulação é ilegal, pois o cargo de técnico bancário não pode ser considerado técnico.

Mas, no TST, o relator do recurso, ministro Mauricio Godinho Delgado – que conheceu do apelo por razões processuais, mas negou provimento ao recurso do banco – rechaçou a alegação da instituição quanto à acumulação ilícita de cargos públicos, já que a função de técnico bancário abrangeria a expressão “cargo técnico” prevista na constituição. “Em uma sociedade, como a atual, dominada pelo império financeiro, não possui consistência técnica, sociológica, econômica, jurídica e científica desqualificar o bancário ou financiário para o considerar como ocupante de função ‘não técnica'”, destacou.

“A função exige conhecimentos especializados, ainda que bancários, financeiros, burocráticos e administrativos.”

Incentivo constitucional

Em seu voto, Mauricio Godinho ainda destacou que, embora haja decisões no sentido de não ser possível essa acumulação, a Constituição Federal incentiva a educação e a coloca como direito fundamental.

“Há o dever constitucional de colaboração educacional de todas as entidades sociais existentes, inclusive as empresas estatais, na promoção da educação”, afirmou. “A Caixa e o Banco do Brasil levam para o interior do país mão de obra qualificada, e não haveria sentido em interpretar a vedação de modo a impedir que estas pessoas contribuam para as comunidades nas quais se inserem”, concluiu.

O voto do relator foi acompanhado, por unanimidade, pela Terceira Turma.

Fonte: TST

 

SEEB/CE realiza Rodas de Conversa para comemorar o Dia Internacional da Mulher

No próximo domingo, dia 8 de março, será comemorado o Dia Internacional da Mulher, data que nasceu em 1975 para homenagear 129 operárias de uma fábrica em Nova York que morreram em um incêndio, em 1857, lutando por direitos, hoje considerados simples, como redução da jornada, licença-maternidade e equiparação salarial.

E depois delas, outras tantas deram a vida, e doaram a vida, por direitos iguais, por melhores condições de trabalho, contra a violência sexual, contra a violência doméstica, contra a violação dos direitos humanos, e em prol de um mundo melhor, com mais igualdade e justiça.

Sendo assim, o 8 de Março traz uma reflexão: se hoje eu tenho direitos que considero tão naturais foi porque, no passado, outras lutaram e até morreram para que eu conquistasse esses benefícios. E mais ainda: o que eu, como pessoa e como mulher, posso fazer para tornar melhor o mundo em que vivo, para mim, para os meus e para as futuras gerações? E o que essa sociedade espera de nós?

Para debater esses e outros pontos de vista, o Coletivo de Mulheres Bancárias do Sindicato dos Bancários do Ceará realiza no sábado, dia 14 de março, o Projeto Rodas de Conversa com o tema “O Mundo Pode Ser Melhor! Vamos Juntas?”, com várias atividades. O evento acontece a partir das 8h30, na sede do Sindicato dos Bancários (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro).

Para conversar sobre Saúde e Bem-Estar teremos como convidados o médico Rômulo Viana, da Cassi, e o nutricionista Homero Júnior. Para debater o tema “O Mundo Pode Ser Melhor! Vamos Juntas?”, teremos a presença da assistente social e pesquisadora do movimento feminista, Lidiane Dantas.

Durante o dia haverá ainda stands de Massoterapia, Arteterapia, Economia Solidária, Maquiagem e Nutrição, além de Brinquedoteca.

Encerraremos com almoço e sorteio de brindes. Contamos com sua presença!

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Manifesto “A Caixa não se vende” ganha apoio de parlamentares do Ceará

O manifesto “A Caixa não se vende”, lançado em Fortaleza durante audiência pública na Assembleia Legislativa, no dia 27 de fevereiro, pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, ganhou reforço nesta semana com o apoio de parlamentares cearenses. Após a mobilização, 20 deputados estaduais assinaram o manifesto.

O texto, assinado pelo Sindicato, foi lançado pela Contraf-CUT, Fenae, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas e destaca que “só a Caixa 100% pública pode ser uma ferramenta para o Estado brasileiro atuar no mercado financeiro no sentido da diminuição dos juros e do spread bancário”. O documento mostra ainda alguns dos investimentos feitos pela Caixa no nosso Estado.

O manifesto diz ainda: “Vender o patrimônio do povo brasileiro para fazer superávit primário para pagar juros ao sistema financeiro é um filme que já vimos. Sabemos onde vai dar esse caminho equivocado: demissão, arrocho e, por fim, privatização, como ocorreu com os bancos estaduais no passado, sem que isso representasse uma solução duradoura para o Estado brasileiro”.

E finaliza: “A inclusão social, o acesso à moradia, o planejamento urbano, enfim, todos esses valores que conferem dignidade ao povo brasileiro e que são a razão de ser da Caixa são valores inegociáveis. A Caixa é do povo. A Caixa não se vende”.

“Essa é uma luta importante para o País e hoje temos unidade do movimento, que conta também com o apoio dos parlamentares de diversas tendências políticas. Isso fortalece a mobilização em torno da Caixa 100% pública”, disse Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato.

Fonte: Contraf-CUT

Fiscais apontam grave risco de adoecimento entre operadores de telemarketing do Bradesco, Itaú e Oi

Na central de atendimento da Contax, só se entra com uma garrafa d´água e a roupa do corpo – nada mais. O ponto começa a contar depois que o funcionário liga o computador, coloca o fone no ouvido e digita sua senha. Se atrasar um minuto do horário de entrada, perde bônus.

A partir de então, um gerente faz a ronda, ditando ordens em voz alta. E há a ronda virtual: cada palavra dita aos clientes é gravada para que a equipe de escuta possa checar se o funcionário seguiu o script da empresa – e se o fez com um “sorriso na voz”. Se estiver num dia triste, perde bônus.

As ligações entram continuamente pelo fone de ouvido, só param nos intervalos determinados pela empresa: 20 minutos para o almoço e dois intervalos de 10 minutos para o banheiro ou água. No caso de um chamado da natureza, um cronômetro marca o tempo que o funcionário leva para atender a urgência fisiológica. Para não perder o bônus, alguns preferem trabalhar de fralda geriátrica.

Além de perder um complemento importante ao salário, quem não segue cada uma das regras acima pode levar bronca do supervisor e corre o risco de entrar no que a empresa chama de “linha de corte”: um limbo que antecede a demissão por justa causa. Uma vez na linha de corte, cada deslize vira advertência ou suspensão. A maior aspiração dos funcionários é conquistar o que chamam de “degrau da rua”: a demissão sem justa causa.

Esse é a rotina dos atendentes da empresa de telemarketing Contax, onde ficam as principais centrais de teleatendimento do Bradesco, Citibank, Itaú, Santander, Net, Oi e Vivo. A descrição acima foi baseada nos registros feitos pelo Ministério do Trabalho durante mega fiscalização em 2014, quando unidades da Contax em sete estados foram inspecionadas. O órgão considerou a terceirização ilícita e responsabilizou os bancos e empresas de telefonia por um conjunto de infrações de trabalhistas que somaram R$ 300 milhões em multas e R$ 1,5 bilhão em débitos salariais.

Apesar das exigências para que corrigissem as infrações, em janeiro desse ano os auditores voltaram a encontrar os mesmos problemas nas centrais de atendimento do Itaú, Bradesco e OI – todas sediadas na Contax de Recife, Pernambuco. Essas centrais foram interditadas em 21 de janeiro por não atender a mudanças como, por exemplo, parar de constranger o trabalhador a não usar o banheiro. Além de contabilizar diversos casos de adoecimento, os auditores entenderam que as violações sistemáticas apresentam um risco grave e iminente de adoecimento para todos os operadores.

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Mas as centrais não ficaram muito tempo de portas fechadas. Um dia depois da interdição, a Contax entrou com um mandado de segurança e conseguiu uma liminar para voltar a funcionar . Com base na defesa da empresa, que diz estar implementando as mudanças necessárias, a 14ª vara da Justiça do Trabalho de Pernambuco não só liberou o funcionamento, como proibiu o Ministério do Trabalho de emitir novas multas.

“Nós continuamos a receber denúncias dos trabalhadores, mas estamos de mãos atadas”, alerta Cristina Serrano, uma das auditoras fiscais do trabalho à frente da operação. “A empresa diz que está tomando providências, mas seus funcionários nos procuram para dizer que continuam sofrendo os controles excessivos. Recebemos denúncias de funcionários com infecção urinária, depressão e síndrome do pânico que continuam trabalhando”.

Para piorar, novos problemas surgiram. No dia em que voltaram a trabalhar, funcionárias da Contax gravaram vídeo no celular em que revelam a cor marrom da água disponibilizada no bebedouro. Uma delas afirma que já pegou uma infecção por conta disso. 

Os problemas de saúde foram o principal fator que motivou a interdição. Só em 2013, essa unidade recebeu mais de 23.000 atestados de afastamento devido a lesões por esforços repetitivos e doenças osteomusculares. Os auditores registraram alto índice de problemas psíquicos e identificaram grande risco para a ocorrência de problemas vocais e de audição. “São todas doenças resultantes da organização do trabalho: decorrentes de assédio moral, exigência para que fiquem sentados na mesma postura por longos períodos, ritmo de digitação acelerado”, diz Odete Reis, médica e auditora fiscal responsável pela parte de saúde e segurança da inspeção.

Sobre esses números, a juíza Camila Augusta Cabral de Vasconcellos, que liberou o funcionamento das centrais, julgou que “é plenamente possível que, em um contingente de milhares de trabalhadores, como é o caso da Contax, alguns apresentem enfermidades”. Com um prédio que abriga 14.000 funcionários, a média anual de atestados por esforço repetitivo da unidade supera o total de trabalhadores contratados. A rotatividade é alta. Isso sem contar os atestados por problemas psíquicos, de voz e de audição. A grande incidência de doenças chama ainda mais atenção quando se considera que os funcionários são jovens: 83% têm menos 30 anos.

Em recurso na justiça do trabalho, a Advocacia Geral da União entrou com mandato para pedir que a empresa feche as portas enquanto as mudanças não foram comprovadamente implementadas. A Superintendência do Trabalho e Emprego de Pernambuco também entrou com um recurso. Os auditores argumentam que a justiça não pode confiar apenas na boa vontade da empresa. Citam o caso da Bahia, onde a Contax assinou um Termo de Ajustamento de Conduta em 2007 e, sete anos depois, a fiscalização encontrou as mesmas irregularidades que já deveriam ter sido corrigidas.

Em nota, a Contax argumentou que é “a maior empregadora do município e a paralisação das suas atividades, com possibilidade de perda dos contratos de prestação dos serviços, acarretará em demissão em massa de mais de 10.000 funcionários, afetando a vida particular de cada um, gerando sofrimento e angústia destes e de seus familiares, bem como a economia da localidade, sem contar com a infinidade de impostos recolhidos”. A empresa conclui o comunicado afirmando que “cumpre toda a legislação trabalhista e as normas específicas para o setor de call center e se mantém aberto ao diálogo com o Ministério do Trabalho e Emprego”.

(Por Ana Aranha, via http://reporterbrasil.org.br)

 

Santander pressiona bancários para fracionamento de férias

São Paulo – Gestores estão pressionando bancários a dividirem suas férias, conforme denúncias feitas por trabalhadores do Santander ao Sindicato. O descanso anual de 30 dias seguidos, garantido pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), estaria sendo substituído por períodos de 10 ou 15 dias gozados em épocas diferentes no ano.

“Os gestores estão pressionando os trabalhadores a fracionarem suas férias. O trabalhador pode fracionar, mas tem o direito também de tirar 30 dias corridos, como ele queira. Mas o banco não pode intimidá-lo a fracionar ou vender parcialmente as férias”, explica a diretora do Sindicato Lucimara Malaquias. “Faltam funcionários para dar conta de tanto serviço. Com pressão constante para o cumprimento de metas abusivas, a categoria está cada vez mais doente. Não tirar o período de 30 dias garantido por lei é mais um fator que leva os bancários do Santander a adoecer”, afirma.

O Santander eliminou 312 postos de trabalho e fechou 61 agências, em 2014. Ao mesmo tempo, o total de clientes subiu 1,581 milhão, entre 2013 e 2014.

Denuncie – A orientação é que os bancários entrem em contato com os dirigentes sindicais ou façam denúncia pelo canal de combate ao assédio moral e a conflitos (clique aqui).

O Sindicato tem atuação cerrada contra imposições que venham restringir os direitos dos trabalhadores sob a forma de assédio moral. Na quinta 19, por exemplo, a abertura em uma agência foi atrasada em protesto contra reincidência da prática de assédio.

(Mariana Castro Alves, SEEB/SP)

Abertas inscrições para bolsas de estudo do Itaú até dia 20 de março

Estão abertas até o dia 20 de março as inscrições para o programa de auxílio-educação do Itaú. Conforme acordo coletivo assinado com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, com validade de dois anos, as bolsas garantem direito a reembolso de até 11 mensalidades no valor de 70%, com teto de R$ 320.

A exemplo do ano passado, serão concedidas novamente 5.500 bolsas em 2015: 4 mil para bancários, 1.000 para bancários com deficiência e outras 500 para trabalhadores não bancários da holding.

“A ampliação no número de bolsas foi resultado de intensas negociações entre as entidades sindicais e o banco e os trabalhadores conquistaram mais 1.500, sendo que 1.000 serão destinadas preferencialmente a bancários com deficiência”, salienta Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

“Este ano vamos retomar as negociações com o banco e, com unidade e mobilização, esperamos conseguir elevar o número das bolsas e aumentar o valor do reembolso”, projeta o dirigente sindical.

Como se inscrever

Para se habilitar, o bancário deve trabalhar há mais de 12 meses no Itaú, ter ensino médio completo, estar inscrito ou cursando a primeira ou segunda graduação ou primeira pós-graduação em instituição reconhecida pelo MEC. Só não pode ser beneficiário de outro programa com a mesma finalidade.

A inscrição deve ser feita diretamente no portal do Itaú:

> feito para mim > tudo por você > vantagens> bolsa auxílio educação > solicitação de inscrição no programa.

Segundo o banco, a divulgação dos contemplados acontecerá em abril.

(CONTRAF/CUT)

Trio de diretores-gerais vai comandar o Itaú Unibanco

Por Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) – O Itaú Unibanco deu um passo em direção à sucessão do presidente-executivo Roberto Egydio Setubal nesta segunda-feira, ao indicar os executivos que irão liderar as unidades de varejo e atacado do maior banco em valor de mercado do Brasil.

De acordo com comunicado, o vice-presidente sênior Marco Bonomi irá liderar a unidade de varejo do banco, conhecida como DGV. Candido Bracher, chefe de atacado e da unidade de investment banking Itaú BBA, será responsável pelas operações de atacado do Itaú e asset management, sob a chamada divisão DGA.

As mudanças devem permitir que Setubal oriente uma suave transição na direção do banco que ele preside desde 1994. Ele é membro de uma das famílias controladoras do Itaú Unibanco – as outras duas famílias incluem os Villela e os Moreira Salles.

A reformulação da cadeia de comando do Itaú ocorre num momento em que o banco está atravessando um período de rentabilidade recorde e profunda transformação operacional. Ao longo dos últimos dois anos, o Itaú tem evitado o crescimento rápido e, em vez disso, optou por crescer com prudência nos segmentos de crédito de menor risco, aumentar as receitas de serviços, reduzir despesas e apertar os critérios de desembolso dos empréstimos.

Há dois anos, o Itaú anunciou um plano para alterar estatutos e preparar os acionistas para um processo de sucessão administrativa que pode durar quatro anos. Naquela época, Setubal concordou em renunciar à presidência do banco comercial Itaú Unibanco SA, enquanto se aproximava da idade para aposentadoria compulsória de 60 anos.

Como parte do plano, Setubal está programado para se aposentar como presidente do Itaú Unibanco Holding aos 62 anos, ou em cerca de dois anos.

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NOVA ESTRUTURA

Sob a nova estrutura, o Itaú Unibanco terá uma equipe de gerência composta por três diretores-gerais e dois vice-presidentes sêniores. Além de Bonomi e Bracher, Márcio Schettini foi eleito como chefe da unidade geral que inclui tecnologia, operações e eficiência.

Os dois novos vice-presidentes sêniores serão Eduardo Vassimon, que acumulará os cargos de diretor financeiro do Itaú e diretor de risco, e Claudia Politanksi, que terá os cargos de diretora jurídica e de recursos humanos e relações institucionais.

As responsabilidades de Bonomi incluem dirigir o banco de varejo, bem como o negócio de processamento de cartões e a área de marketing. Além da unidade de varejo, Bracher também terá responsabilidade por serviços de investimentos e a unidade de transação de sistemas, bem como os negócios latino-americanos.

 

(Reuters)

Bancário do Itaú com LER/Dort é reintegrado pela segunda vez no Rio

Trabalhador com apoio do Sindicato obteve nova liminar judicial

O bancário Carlos Roberto da Costa Dourado trabalha no Itaú desde março de 1988. Operador de serviços, trabalhador dedicado, ele contraiu, por conta do exercício repetitivo de suas tarefas, bursite, tendinite, epicondilite e miosite, segundo a confirmação pericial do INSS, que lhe concedeu licença pelo código B-91 – acidente de trabalho.

Mesmo assim, o banco o demitiu em 2005. Ficou afastado até 2008. De volta ao trabalho, foi novamente demitido em 2009. Ele recorreu ao Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, que moveu nova ação judicial contra a iniciativa do banco.

Na dia 26 de janeiro, a juíza Janice Bastos, da 16ª Vara do Trabalho, concedeu liminar com tutela antecipada em favor da reintegração de Dourado.

“Ao ser demitido, o bancário deve procurar o Sindicato para conhecer melhor seus direitos”, disse a diretora do Sindicato Jô Araújo, que acompanhou a reintegração.

O diretor da Fetraf RJ/ES Belmar Marchetti também manifestou a importância da ação sindical. “Através do Departamento Jurídico e da Secretaria de Saúde do Trabalhador, o Sindicato já reintegrou centenas de bancários com LER/Dort. Procure-nos”, disse.

Fonte: Seeb Rio