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Gentil Barreira lança livro e exposição ‘Coração Sertão’ em Fortaleza

O sertão de Quixadá; retratado por Gentil Barreira (Foto: Gentil Barreira/Divulgação)

As viagens realizadas pelo fotógrafo Gentil Barreira nos últimos três anos pelo interior do Ceará resultaram no livro “Coração Sertão”, que será lançado nesta quinta-feira (26), em Fortaleza. Na ocasião, também será uma exposição de fotografias, que mostram o contraste do sertão de chuva e estiagem, que compõem a publicação. O evento será às 19h30 na Imagem Brasil Galeria.

,em umaimersão no contraste do sertão de chuva e estiagem, resultaram no livro “Coração Sertão”, com lançamento nesta quinta-feira, 26 de março, às 19h30, na IMAGEM BRASIL Galeria. Na ocasião, será aberta a exposiçãode uma série especial de fotografias que compõem a publicação.

O cenário percorrido no atual trabalho de Gentil Barreira é o mesmo das memórias da infância vivida na fazenda dos avós, mas também toma outro rumo quando, entre os anos de 2012 a 2014,  a estiagem foi a mais intensa das últimas décadas. A dor e lamento da escassez dialoga com a esperança de uma salvação vinda dos céus, com as chuvas.

O ensaio fotográfico traz trechos de obras de autores da literatura cearense, que revelaram em palavras as duas faces do sertão. Os textos criam uma narrativa imaginária, como se o sertão fosse revivido por vários autores. São trechos de obras de José de Alencar, Domingos Olímpio, Rodolfo Teófilo, Manuel de Oliveira Paiva, Adolfo Caminha, Antônio Sales, Demócrito Rocha, Gustavo Barroso, Leonardo Mota, Herman Lima, Jáder de Carvalho, Patativa do Assaré, Rachel de Queiroz, João Climaco Bezerra, Francisco Carvalho e Natércia Campos.

A coordenação literária da publicação é do escritor Gylmar Chaves e de Patricia Veloso, que assina também a coordenação editorial. A exposição “Coração Sertão” fica em cartaz até 27 de abril. A visitação pode ser feita de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Gentil Barreira 
Autodidata, Gentil Barreira iniciou as primeiras experiências com fotografia aos 11 anos, montando um pequeno laboratório para revelar seus filmes. Cursou Arquitetura e Urbanismo em São Paulo, mas antes de concluir os estudos resolveu voltar a Fortaleza, onde vive até hoje. Ingressou e frequentou por dois anos a faculdade de Comunicação na Universidade Federal do Ceará, período em que profissionalizou-se como fotógrafo.

Serviço
CORAÇÃO SERTÃO – Lançamento do livro e abertura de exposição – Dia 26 de março de 2015, às 19:30h, na Imagem Brasil Galeria (Rua Rocha Lima 1707 – Aldeota). O livro será vendido no lançamento por R$ 70. Já à venda também nas livrarias Cultura, Saraiva, Ler, Nobel e Leitura.  “Coração Sertão” permanece em exposição até 27 de abril de 2015. Visitação: De segunda a sexta, das 9h às 19h.

Via http://www.centralizado.com.br

“Tuitaço” em favor da Caixa 100% pública movimenta as redes sociais

Empregados, concursados à espera de convocação, entidades do movimento sindical e associativo, movimentos sociais, clientes, usuários e sociedade em geral. Todos expressando a posição contrária a qualquer proposta de abertura de capital da Caixa Econômica Federal. Assim foi o tuitaço em defesa do banco 100% público, realizado na noite desta quarta-feira (25). Nas redes sociais, principalmente no Twitter, o recado foi dado: a Caixa é um patrimônio dos brasileiros, que não pode ter parte entregue ao capital privado.

No Twitter, foram centenas de mensagens com a hashtag #DilmanãovendaaCaixa. Algumas delas: “a Caixa é o maior, mais eficaz e capilar balcão de atendimento das necessidades da população”; “os bancos públicos, aqui e mundo afora, têm papel fundamental para o fomento e o desenvolvimento”; “o maior programa social do Brasil, o Bolsa Família, tem na Caixa um agente imprescindível para sua execução”; “para garantir inclusão dos menos privilegiados e instrumento do Estado na economia”; “é essa a Caixa que queremos”. Centenas de outras postagens foram feitas no Facebook.

Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, a mobilização nas redes sociais mostrou, mais uma vez, que não há motivos para abrir o capital do banco. “Essa proposta só interessa aos bancos privados, que estão incomodados com o crescimento da Caixa, que avança no mercado sem deixar de lado o forte papel social”, diz. Ele acrescenta: “Há notícias de que a presidenta Dilma desistiu da ideia, mas é preciso uma posição oficial do governo a favor da manutenção da Caixa 100% pública. Ainda não tivemos resposta para os pedidos de audiência que fizemos”.

Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa-Contraf/CUT), avalia: “o tuitaço teve um impacto muito importante, a exemplo do Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública, em 27 de fevereiro, quando milhares de trabalhadores do banco postaram fotos nas redes sociais segurando o cartaz que foi enviado para todas as unidades do Brasil. Mais uma vez, venceremos essa luta contra todos aqueles que querem o fatiamento do banco”.

Tuitaço e outras ações
A realização do tuitaço foi decidida pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública, durante reunião realizada no dia 6 de abril, em Brasília (DF). O fórum é integrado por Fenae, Contraf, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas. Outra ação importante foi a criação de comitês estaduais, cujo objetivo é estimular o debate e organizar atividades locais. Os estados de São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Maranhão, além da região de Criciúma (SC), já instalaram os colegiados.

“Ações como o tuitaço são importantes porque envolvem toda a sociedade no debate. A mobilização vai continuar até que o governo diga, de forma oficial, que desistiu de abrir o capital da Caixa. Por isso, é essencial envolver não apenas os mais de 100 mil empregados, mas toda a sociedade”, afirma Jair Pedro Ferreira. O Comitê Nacional voltará a se reunir na primeira quinzena de abril. O indicativo da data é o dia 10, novamente em Brasília (DF). Na ocasião, novas atividades devem ser propostas e agendadas.

(APCEF SP)

CURSO MATEMÁTICA DO ZERO COM PROF. THIAGO PACÍFICO REINICIA DIA 26/3

O curso Matemática do Zero, promovido pela Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará, reinicia suas aulas no próximo dia 26/5 com o primeiro encontro do módulo Matemática Básica.

Serão oito encontros no total, às quintas-feiras, na sede do Sindicato, no horário das 19h às 22h, com o professor Thiago Pacífico. Este é o terceiro módulo do curso onde já foram ministrados Estatística e Raciocínio Lógico.

Quem desejar cursar somente este módulo, o investimento será de R$ 80,00 para bancários sindicalizados e seus dependentes.

Mais informações: 85 3252 4266, na Secretaria de Formação.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Polícia Federal desarticula quadrilha de estelionatários em Fortaleza

A Polícia Federal (PF), em uma ação denominada “Operação Fidúcia“, desarticulou, na manhã desta terça-feira (24), uma organização criminosa de Fortaleza envolvida em fraudes milionárias junto à Caixa Econômica Federal (CEF). O prejuízo causado pela quadrilha pode chegar aos R$ 100 milhões.
As investigações da PF apontaram que a organização fraudava contratos de financiamentos em agências bancárias da Caixa. Ao todo, a 32ª Vara da Justiça Federal expediu 56 mandadosjudiciais, sendo 5 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, 14 mandados de condução coercitiva e 25 mandados de busca e apreensão contra empresários e servidores do banco envolvidos no esquema.
Os crimonosos faziam financiamentos e empréstimos bancários com uso documentos falsos eempresas de fachada, causando, à primeira vista, um prejuízo de aproximadamente R$ 20 milhões. A Polícia Federal acredita, no entanto, que o rombo pode chegar até a R$ 100 milhões após o término da análise dos documentos apreendidos.
Depois de criar as empresas de fachada para serem beneficiárias dos empréstimos, o grupofalsificava a documentação para viabilizar a concessão dos financiamentos. Os servidores aliciados manipulavam os processos de concessão, ignorando normas básicas de segurança, como a verificação da documentação necessária, detalhou a PF.
Todos os envolvidos no esquema tiveram os bens bloqueados. Os integrantes da quadrilha responderão, na medida de suas participações, por associação criminosa, uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, estelionato e evasão de divisa.

Mirian Belchior diz que não existe estudo para abertura de capital

A presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, assegurou que não está sendo realizado estudo visando a abertura de capital do banco. A declaração foi feita nesta quinta-feira (19), durante reunião do Conselho de Administração (CA), após ser questionada pelo conselheiro eleito pelos empregados Fernando Neiva.

A afirmação de Belchior foi reforçada pelos demais conselheiros do CA, que garantiram que o tema não chegou a ser debatido antes dos eleitos serem empossados.

Segundo Neiva, “a presidente da Caixa disse que não tinha conhecimento de uma proposta de abertura de capital”. O conselheiro eleito destacou que “a Contraf-CUT e o movimento dos empregados estão mobilizando a sociedade brasileira e realizando importantes seminários, sendo que os bancários da Caixa são contrários à abertura de capital e defendem a sua manutenção como empresa 100% pública”.

“Esperamos que o governo e a Caixa se posicionem publicamente contra a abertura de capital”, salientou Neiva.

Para a conselheira eleita suplente pelos empregados, Maria Rita Serrano, “esse recuo é uma vitória clara dos empregados, das entidades sindicais e associativas, dos movimentos sociais e de todos os que lutaram e lutam pela importância das empresas públicas para o desenvolvimento do país”.

No entanto, conforme avaliação dos representantes eleitos, é preciso um pronunciamento oficial da presidenta Dilma Rousseff, assegurando que não haverá abertura de capital da Caixa para encerrar de uma vez por todas as especulações em torno do tema.

A próxima reunião do Conselho de Administração da Caixa será realizada na próxima quinta-feira (26).

Mobilização

Enquanto o governo não afasta oficialmente a possibilidade de abertura de capital da Caixa, as entidades continuam mobilizadas. Na segunda-feira (16), o Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública, integrado pela Contraf-CUT, Fenae, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas, protocolou ofícios nos quais reforça o pedido de audiência com Dilma e com o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, para cobrar posição oficial do governo.

Nos documentos, as seis entidades lembram que a primeira solicitação foi feita no dia 23 de dezembro, logo que foram veiculadas as primeiras notícias de que o governo estaria estudando a abertura de capital da Caixa.

Ofícios reiterando o pedido foram enviados em 9 de fevereiro. Já no dia 6 de março, o Comitê Nacional, após reunião realizada em Brasília, solicitou audiência com a nova presidente do banco, Miriam Belchior. Nenhuma resposta foi dada até o momento.

Tuitaço

Na próxima quarta-feira (25), a partir das 20h, será realizado um “tuitaço” contra a proposta de abertura de capital do banco. Empregados da instituição, dirigentes de entidades do movimento sindical e associativo e todos os brasileiros que apoiam a causa devem postar, no Twitter, mensagens com a hashtag #DilmanãovendaaCaixa.

Para ampliar a mobilização, a hashtag pode ser usada em outras redes sociais, como Facebook e Instagram.

Fonte: Contraf-CUT com Fenae

4º Congresso elege diretoria da Contraf-CUT para gestão 2015/2018

O 4º Congresso da Contraf-CUT terminou neste domingo 22, em São Paulo, com a apresentação da diretoria que comandará a Confederação no período 2015-18, presidida por Roberto Von Der Osten, a convocação de um seminário nacional para definir a estratégia de luta dos bancários nos próximos anos e um chamado para a intensificação da mobilização para enfrentar a difícil conjuntura econômico e política, com o objetivo de defender os diretos dos trabalhadores, a democracia, a reforma política e a democratização dos meios de comunicação.

Participaram do Congresso, que começou na sexta-feira 20 e foi realizado no Hotel Mercure, 353 delegados de todo o país, dos quais 237 homens e 116 mulheres.

“Tivemos um Congresso com suas dificuldades, em uma conjuntura muito difícil, que debateu e elegeu uma direção no momento em que a CUT e os movimentos sociais saíram às ruas e que outros grupos também se manifestaram, estes últimos questionando o governo e algumas instituições. Vamos continuar a organizar e articular a categoria bancária para defender a democracia e os direitos dos trabalhadores”, afirmou no encerramento do Congresso o presidente eleito. “Também vamos organizar a atuação dos bancários no Congresso Nacional contra o PL 4330 da terceirização, que deve retornar à pauta”, disse Roberto Von Der Osten.

Processo eleitoral

A diretoria da Contraf-CUT foi eleita na tarde do sábado 21, em votação secreta, por força de liminar. Concorreram duas chapas.

A Chapa 2 (Articulação Sindical, CSD, Unidade Sindical, Fórum do RJ, Articulação de Esquerda e Intersindical) , encabeçada por Roberto Von Der Osten, atual secretário de Finanças da Contraf-CUT, ganhou 265 votos, ou 75,7% do total. E a Chapa 1 (Articulação Sindical), liderada por Miguel Pereira, atual secretário de Organização da Contraf-CUT, alcançou 85 sufrágios, 24,3%. Houve dois votos em branco e um nulo.

Os delegados e as delegadas aprovaram também a criação de mais duas pastas na diretoria executiva da Contraf-CUT: as secretarias de Juventude e a de Combate ao Racismo, totalizando agora 17. Foi mantida a atual composição de 26 integrantes do Conselho Diretivo.

Os cargos da direção foram distribuídos proporcionalmente pela porcentagem dos votos obtidos por cada chapa, conforme os estatutos Contraf e da CUT. A Chapa 1 protocolou carta de protesto junto à Comissão Organizadora do Congresso e anunciou que vai entrar com um recurso junto à CUT por discordar da forma de aplicação utilizada do critério de proporcionalidade.

Na composição dos cargos da diretoria executiva por cada chapa não foram considerados separadamente os 17 que respondem por secretarias e os 8 que são apenas diretorias executivas. “A Chapa 1, mesmo tendo obtido quase 25% dos votos, ficou sem nenhuma secretaria, ficando todas as pastas da executiva com a Chapa 2, o que estamos questionando porque avaliamos que isso fere profundamente a democracia e não valoriza a nossa representação e a construção da unidade”, disse Miguel Pereira.

A diretoria eleita assume no dia 15 de abril para um mandato de três anos.

Conjuntura política e econômica

Antes do encerramento do Congresso, os delegados e as delegas fizeram uma discussão sobre a conjuntura política e econômica, internacional e nacional, da qual participaram como expositores o chefe mundial da UNI Finanças, Márcio Monzane, e o ex-deputado estadual (PT-SP) Luís Cláudio Marcolino.

Monzane criticou os ajustes que estão sendo implementados pelo governo Dilma Rousseff. “Enquanto a Europa faz uma autocrítica da política de austeridade, que não deu certo para conter a crise, o Brasil quer fazer, neste momento, o que não funcionou lá fora. Mas os trabalhadores precisam se posicionar, alertar a sociedade que estas medidas de austeridade não geram riqueza, nem inclusão social. A Espanha, por exemplo, ainda aposta na austeridade e tem um índice de 30% de desemprego, chegando a 60% entre os jovens. Não gostaríamos de ver este cenário aqui no Brasil”, afirmou o dirigente da UNI Finanças.

Marcolino também criticou o ajuste fiscal, mas fez um balanço positivo dos avanços econômicos e sociais dos governos Lula e Dilma, que segundo ele precisam ser preservados e aprofundados. Para isso, propôs, “é preciso mobilizar os trabalhadores e os movimentos sociais para impedir retrocessos, manter os direitos trabalhistas e defender a democracia, a reforma política e a democratização dos meios de comunicação”.

Moção de apoio aos trabalhadores da Guatemala

Durante os debates, foi aprovada moção de apoio aos trabalhadores da Guatemala, depois que a dirigente sindical guatemalteca Lesbia Amezquita, do Movimento Sindical Indigena e Campesino (MSICG), denunciou a violência contra sindicalistas em seu país, onde 68 foram assassinados e nenhum caso esclarecido pela polícia.

Conheça a direção eleita

Diretoria executiva

Presidente – Roberto Antonio Von Der Osten
Vice-presidenta – Juvandia Moreira Leite
Secretaria-geral – Carlos de Souza
Secretaria Finanças – Sérgio Hiroshi Takemoto
Secretaria Imprensa – Gerson Carlos Pereira
Secretaria Relações Internacionais – Mario Luis Raia
Secretaria Saúde – Walcyr Previtale
Secretaria Formação – Ernesto Izumi
Secretaria Organização do Ramo Financeiro – Carlindo Dias de Oliveira
Secretaria Assuntos Jurídicos – Mauri Sergio Marins de Souza
Secretaria Assuntos Sócioeconômicos – Rosalina Amorim
Secretaria Políticas Sindicais – Gustavo Machado Tabatinga Junior
Secretaria da Mulher – Elaine Cutis
Secretaria de Relações do Trabalho – Mauro Salles Machado
Secretaria de Políticas Sociais – Fabiano Paulo da Silva Junior
Secretaria da Juventude – Fabiana Uehara Proscht
Secretaria de Combate ao Racismo – Almir Costa de Aguiar

Diretores Executivos

Barbara Peixoto de Oliveira
Adilson Claudio Martins Barros
Andrea Vasconcelos
Carlos Alberto Cordeiro da Silva
Deise Recoaro
Enilson Cardoso da Silva
Lúcio Paz
Miguel Pereira

Suplentes da Diretoria Executiva

Maria da Conceição Bezerra
Sérgio Siqueira
Maria Rita Serrano
Marcelo Azevedo
Alan Patrício Mendes Silva
Manoel Elídio Rosa
Rafael Marinho Duarte
Ademir Wiederkehr
Sonia Rocha

Conselho Fiscal

Clarice Torquato Neto
Gilmar Carneiro dos Santos
Paulo Roberto Stekel

Suplentes do Conselho Fiscal

Gilmar Aguirre
José Ricardo Jacques
Maria Arivoneide Cerqueira

Conselho Diretivo

André Luis Rodrigues
Sebastião Eugenio de Castro Filho
Célio Dias Cunha
Cícero Ferreira Mateus
Antonio Carlos Pirotti
Eliomar Carvalho Silva
José Carlos Garcia
Nelson Luis da Silva Nascimento
Paulo Ranieri Medeiros da Silva
Carolina Costa
Valdevir Fernandes Filho
Marcos Vandai Tavares Rolim
Graziela Rezende Ferreira
Luis Claudio Marcolino
Livia Gomes Terra
Fernanda Lopes de Oliveira
Carolina Benedetti Pedroso
Milton dos Santos Rezende
Raquel Araujo Lima
Paulo Robson dos Santos Manhães
José Pinheiro
Carlos Eduardo de Oliveira
Italina Facchini
José de Castro Souza
Keli Cristina Vieira
Wanderley Antonio Crivellari

Fonte: Contraf-CUT

Itaú se une à MasterCard em nova rede de pagamentos

O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira uma “aliança estratégica” com a Mastercard Brasil para operação de uma nova rede de pagamentos eletrônicos com bandeira de aceitação nacional e internacional. Segundo comunicado ao mercado, o acordo tem prazo de 20 anos e a nova rede será operada por sociedade controlada pela Mastercard, na qual o Itaú Unibanco terá determinados direitos de veto e de aprovação.

Não foram divulgados detalhes financeiros do negócio, com o Itaú se limitando a prever que a aliança não causará impacto material em seus resultados neste ano. O banco informou que seus objetivos com o acordo são focar na ampliação de seus negócios de emissão e adquirência, ter acesso a novas tecnologias de soluções de pagamento, obter ganhos de escala e eficiência e se beneficiar da expertise da Mastercard na gestão de bandeiras.

A operação ainda precisa passar por avaliação das autoridades regulatórias, informou o Itaú.Atualmente, a Mastercard presta serviços de transações de cartões de crédito e débito que contemplam bandeiras proprietárias do Itaú Unibanco.

“Esta aliança estratégica nos permitirá concentrar no crescimento das operações”, disse Milton Maluhy Filho, diretor executivo do Itaú Unibanco, no comunicado. “Continuaremos trabalhando com outras redes, inclusive cartões comerciais e co-branded para o consumidor”, completou.

“Por ser uma empresa de tecnologia de pagamentos eletrônicos, a MasterCard é a escolha ideal para fornecer as melhores soluções aos seus parceiros de negócios. O Itaú é um parceiro estratégico importante para a MasterCard no Brasil e na América Latina. Há décadas trabalhamos juntos na oferta de cartões de crédito, débito e pré-pagos a consumidores e empresas de todos os portes”, disse João Pedro Paro Neto, presidente da MasterCard Brasil e Cone Sul.

O negócio é anunciado após a companhia de meios de pagamento Cielo e o Banco do Brasil terem concluído em fevereiro formação de parceria estratégica no setor de meios eletrônicos de pagamento, após aprovação pelos órgãos reguladores e o cumprimento de todas as condições contratuais precedentes.

( O Dia)

SEEB/CE realiza IV Passeio Cultural e Religioso na Sexta-feira Santa. Garanta sua vaga!

O IV Passeio Cultural e Religioso, promovido pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, que acontece tradicionalmente na Sexta-feira Santa, este ano dia 3 de abril,incluirá a cidade de Quixadá, no sertão central do Ceará, no circuito. O trecho tradicional Guaramiranga/Pacatuba, no maciço de Baturité, permanece na programação que inclui, além da visita a monumentos sacros em pleno frio da Serra, o espetáculo da Paixão de Cristo encenado há mais de 40 anos em Pacatuba.

Os bancários sindicalizados devem se inscrever através do site  (www.bancariosce.org.br/passeio_confirma_dados.php),  indicando qual o destino de sua preferência, com direito a um acompanhante. As inscrições vão até o próximo dia 27 de março, mas garanta logo seu lugar, pois as vagas são limitadas em dois ônibus para cada destino.

Preenchidas as vagas, será aberta uma lista de espera preenchida por ordem de chegada no dia do evento. O Sindicato entrará em contato com os inscritos para confirmar os dados. Os ônibus devem sair da sede da entidade no horário entre 8h e 8h30.

Aos participantes é assegurado, além do transporte em ônibus turístico, almoço e ingressos para assistir peça teatral em Pacatuba.

Em Quixadá, além da visita a pontos turísticos, como “Pedra da Galinha Choca”, “Açude do Cedro”, “Museu e Teatro Rachel de Queiroz” e “Santuário da Virgem Mãe Rainha do Sertão”, os participantes do passeio poderão assistir a peça sobre a Paixão de Cristo, a ser encenada em praça pública local.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Rafaela Manville será atração do Botequim dos Bancários, dia 27/03

Por recomendação médica, a cantora Cláudia Barroso cancelou sua apresentação no Botequim dos Bancários deste mês de março. Para substituí-la à altura, a produção do projeto cultural do Sindicato dos Bancários contratou Rafaela Manville, artista de grande inserção na noite cearense, com reconhecimento já se ampliando para o cenário artístico regional e nacional.

De estilo diferente, com repertório marcado pelo axé e outros gêneros dançantes atuais, Rafaela já animou eventos de grande porte na cena musical local, dentre os quais destacam-se réveillons de renomados clubes sociais de Fortaleza. Aplaudida pelo público jovem e por todos que buscam ambientes descontraídos e de alto astral, a intérprete certamente agradará em cheio a todos os presentes na edição do mês das mulheres.

Vasta programação

Além de Rafaela, o Botequim terá a apresentação de quadros tradicionais do projeto, como o “Conversa de Botequim”, com a fundadora do Iprede, Ana Maria Norões, que será entrevistada pela apresentadora Maysa Vasconcelos. Teremos ainda o quadro “Talento Bancário”, protagonizado nesta edição pela colega Rosanne Santos (foto), do BNB, que mostrará toda a sua qualidade musical e artística no palco do evento.

O espaço destinado aos “Talentos da Terra” terá continuidade com a apresentação da cantora Sheyla Maria, artista cearense com incursão na noite carioca, agora de volta ao seu Estado natal para divulgar seu último CD. Antes, na abertura, o colega aposentado da Caixa Econômica Federal, José Cavalcante Ribeiro, fará lançamento do livro de sua autoria “O Poder da Educação Numa Trajetória de Superação”.

A busca por revelações, principalmente entre os bancários, através do quadro “Caça Talentos”, prosseguirá mediante inscrição de interessados em participar ao vivo do que se convencionaria chamar “Show de Calouros”. Nesse quadro serão distribuídos três prêmios, no valor de R$ 200,00 cada, sendo um para o bancário que melhor se apresentar a critério do júri técnico; outro para bancário aclamado pelo público e um terceiro para convidado, também escolhido por júri técnico.

Prêmio Especial e sorteios

Bancários sindicalizados presentes no Botequim concorrerão a um cartão presente no valor R$ 1.000,00, a ser utilizado nas lojas credenciadas. A inscrição para o sorteio será através do site do Sindicato (www.bancariosce.org.br/sorteio.php) até às 17h do dia da festa. A mesma inscrição serve para o sorteio de quatro vales conta entre os bancários presentes, no valor de R$ 100,00 cada e para participar do quadro “Caça Talentos”.

Também está assegurada a promoção clone de cerveja, uísque, refrigerante e água na qual para cada bebida comprada ganha-se mais uma de brinde. O estacionamento para os 25 primeiros bancários sindicalizados que chegarem ao evento está garantido em espaço localizado em frente à sede do Sindicato.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Banco do Brasil deve abrir novo concurso de nível médio em 2015

Interessados no concurso público para escriturário do Banco do Brasil devem se animar. Isso porque o edital do certame para diversos Estados, entre eles o Espírito Santo, está quase pronto.
Segundo o diretor de Gestão de Pessoas da instituição, Carlos Netto, assim que finalizado o concurso que está aberto, com a realização da prova, serão divulgadas as primeiras informações efetivas sobre a seleção para escriturário que abrangerá o Rio e diversos outros Estados com seleção prestes a vencer.
A validade do concurso do Estado acaba no fim em 26 de setembro. Mantida a tradição de divulgar novos editais três ou quatro meses antes de expirar , o BB deverá lançar em abril, no máximo em maio.
Concurso Banco do Brasil: Novo concurso para escriturário no ES e outros Estados
Concurso Banco do Brasil
O concurso que está em andamento prevê contratar profissionais em 15 estados. Os exames deste certame serão aplicados no dia 15 de março e tem parcial de 535 mil inscritos, número 58% maior do que o registrado na seleção para aquelas mesmas regiões, aberto em 2012.
O cargo de escriturário exige o nível médio e tem hoje o salário inicial de R$ 3.280, considerando o salário-base de R$ 2.227,26, ajuda alimentação de R$ 572, vale-refeição de R$ 431,16 e vale-cultura de R$ 50.
Os funcionários do BB podem contar ainda com a participação nos lucros ou resultados, vale-transporte, auxílio-creche, auxílio a filho com deficiência, plano odontológico, assistência médica (planos de saúde), previdência privada e participação no Programa de Qualidade de Vida no Trabalho.
O conteúdo programático e a estrutura do concurso deverão ser os mesmos da seleção para 15 estados que está em andamento. Serão propostas 70 questões objetivas (além de uma redação), as quais serão divididas da seguinte forma: 25 questões de Conhecimentos Básicos – com cinco de Atualidades do Mercado Financeiro, dez de Língua Portuguesa e dez de Raciocínio Lógico-Matemático – e 45 de Conhecimentos Específicos – com cinco de Cultura Organizacional, cinco de Domínio Produtivo da Informática, cinco de Inglês, dez de Atendimento, dez de Técnicas de Vendas e dez de Conhecimentos Bancários. Já a redação será do tipo dissertativo-argumentativo e terá entre 25 e 30 linhas. 

 

TST condena Caixa a permitir que bancário acumule cargo de professor

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou provimento a recurso da Caixa Econômica Federal e manteve o direito de um bancário de Teresina (PI) a acumular o cargo com o de professor de rede estadual de ensino.

Segundo a Caixa, que entrou com recurso de revista no TST pedindo a reforma da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (PI), o funcionário não estaria abrangido pela exceção prevista no artigo 37, inciso XVI, da Constituição da República, que permite a acumulação de um cargo técnico e um de professor, desde que haja compatibilidade de horários. Para o banco, a acumulação é ilegal, pois o cargo de técnico bancário não pode ser considerado técnico.

Mas, no TST, o relator do recurso, ministro Mauricio Godinho Delgado – que conheceu do apelo por razões processuais, mas negou provimento ao recurso do banco – rechaçou a alegação da instituição quanto à acumulação ilícita de cargos públicos, já que a função de técnico bancário abrangeria a expressão “cargo técnico” prevista na constituição. “Em uma sociedade, como a atual, dominada pelo império financeiro, não possui consistência técnica, sociológica, econômica, jurídica e científica desqualificar o bancário ou financiário para o considerar como ocupante de função ‘não técnica'”, destacou.

“A função exige conhecimentos especializados, ainda que bancários, financeiros, burocráticos e administrativos.”

Incentivo constitucional

Em seu voto, Mauricio Godinho ainda destacou que, embora haja decisões no sentido de não ser possível essa acumulação, a Constituição Federal incentiva a educação e a coloca como direito fundamental.

“Há o dever constitucional de colaboração educacional de todas as entidades sociais existentes, inclusive as empresas estatais, na promoção da educação”, afirmou. “A Caixa e o Banco do Brasil levam para o interior do país mão de obra qualificada, e não haveria sentido em interpretar a vedação de modo a impedir que estas pessoas contribuam para as comunidades nas quais se inserem”, concluiu.

O voto do relator foi acompanhado, por unanimidade, pela Terceira Turma.

Fonte: TST

 

SEEB/CE realiza Rodas de Conversa para comemorar o Dia Internacional da Mulher

No próximo domingo, dia 8 de março, será comemorado o Dia Internacional da Mulher, data que nasceu em 1975 para homenagear 129 operárias de uma fábrica em Nova York que morreram em um incêndio, em 1857, lutando por direitos, hoje considerados simples, como redução da jornada, licença-maternidade e equiparação salarial.

E depois delas, outras tantas deram a vida, e doaram a vida, por direitos iguais, por melhores condições de trabalho, contra a violência sexual, contra a violência doméstica, contra a violação dos direitos humanos, e em prol de um mundo melhor, com mais igualdade e justiça.

Sendo assim, o 8 de Março traz uma reflexão: se hoje eu tenho direitos que considero tão naturais foi porque, no passado, outras lutaram e até morreram para que eu conquistasse esses benefícios. E mais ainda: o que eu, como pessoa e como mulher, posso fazer para tornar melhor o mundo em que vivo, para mim, para os meus e para as futuras gerações? E o que essa sociedade espera de nós?

Para debater esses e outros pontos de vista, o Coletivo de Mulheres Bancárias do Sindicato dos Bancários do Ceará realiza no sábado, dia 14 de março, o Projeto Rodas de Conversa com o tema “O Mundo Pode Ser Melhor! Vamos Juntas?”, com várias atividades. O evento acontece a partir das 8h30, na sede do Sindicato dos Bancários (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro).

Para conversar sobre Saúde e Bem-Estar teremos como convidados o médico Rômulo Viana, da Cassi, e o nutricionista Homero Júnior. Para debater o tema “O Mundo Pode Ser Melhor! Vamos Juntas?”, teremos a presença da assistente social e pesquisadora do movimento feminista, Lidiane Dantas.

Durante o dia haverá ainda stands de Massoterapia, Arteterapia, Economia Solidária, Maquiagem e Nutrição, além de Brinquedoteca.

Encerraremos com almoço e sorteio de brindes. Contamos com sua presença!

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Manifesto “A Caixa não se vende” ganha apoio de parlamentares do Ceará

O manifesto “A Caixa não se vende”, lançado em Fortaleza durante audiência pública na Assembleia Legislativa, no dia 27 de fevereiro, pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, ganhou reforço nesta semana com o apoio de parlamentares cearenses. Após a mobilização, 20 deputados estaduais assinaram o manifesto.

O texto, assinado pelo Sindicato, foi lançado pela Contraf-CUT, Fenae, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas e destaca que “só a Caixa 100% pública pode ser uma ferramenta para o Estado brasileiro atuar no mercado financeiro no sentido da diminuição dos juros e do spread bancário”. O documento mostra ainda alguns dos investimentos feitos pela Caixa no nosso Estado.

O manifesto diz ainda: “Vender o patrimônio do povo brasileiro para fazer superávit primário para pagar juros ao sistema financeiro é um filme que já vimos. Sabemos onde vai dar esse caminho equivocado: demissão, arrocho e, por fim, privatização, como ocorreu com os bancos estaduais no passado, sem que isso representasse uma solução duradoura para o Estado brasileiro”.

E finaliza: “A inclusão social, o acesso à moradia, o planejamento urbano, enfim, todos esses valores que conferem dignidade ao povo brasileiro e que são a razão de ser da Caixa são valores inegociáveis. A Caixa é do povo. A Caixa não se vende”.

“Essa é uma luta importante para o País e hoje temos unidade do movimento, que conta também com o apoio dos parlamentares de diversas tendências políticas. Isso fortalece a mobilização em torno da Caixa 100% pública”, disse Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato.

Fonte: Contraf-CUT

Fiscais apontam grave risco de adoecimento entre operadores de telemarketing do Bradesco, Itaú e Oi

Na central de atendimento da Contax, só se entra com uma garrafa d´água e a roupa do corpo – nada mais. O ponto começa a contar depois que o funcionário liga o computador, coloca o fone no ouvido e digita sua senha. Se atrasar um minuto do horário de entrada, perde bônus.

A partir de então, um gerente faz a ronda, ditando ordens em voz alta. E há a ronda virtual: cada palavra dita aos clientes é gravada para que a equipe de escuta possa checar se o funcionário seguiu o script da empresa – e se o fez com um “sorriso na voz”. Se estiver num dia triste, perde bônus.

As ligações entram continuamente pelo fone de ouvido, só param nos intervalos determinados pela empresa: 20 minutos para o almoço e dois intervalos de 10 minutos para o banheiro ou água. No caso de um chamado da natureza, um cronômetro marca o tempo que o funcionário leva para atender a urgência fisiológica. Para não perder o bônus, alguns preferem trabalhar de fralda geriátrica.

Além de perder um complemento importante ao salário, quem não segue cada uma das regras acima pode levar bronca do supervisor e corre o risco de entrar no que a empresa chama de “linha de corte”: um limbo que antecede a demissão por justa causa. Uma vez na linha de corte, cada deslize vira advertência ou suspensão. A maior aspiração dos funcionários é conquistar o que chamam de “degrau da rua”: a demissão sem justa causa.

Esse é a rotina dos atendentes da empresa de telemarketing Contax, onde ficam as principais centrais de teleatendimento do Bradesco, Citibank, Itaú, Santander, Net, Oi e Vivo. A descrição acima foi baseada nos registros feitos pelo Ministério do Trabalho durante mega fiscalização em 2014, quando unidades da Contax em sete estados foram inspecionadas. O órgão considerou a terceirização ilícita e responsabilizou os bancos e empresas de telefonia por um conjunto de infrações de trabalhistas que somaram R$ 300 milhões em multas e R$ 1,5 bilhão em débitos salariais.

Apesar das exigências para que corrigissem as infrações, em janeiro desse ano os auditores voltaram a encontrar os mesmos problemas nas centrais de atendimento do Itaú, Bradesco e OI – todas sediadas na Contax de Recife, Pernambuco. Essas centrais foram interditadas em 21 de janeiro por não atender a mudanças como, por exemplo, parar de constranger o trabalhador a não usar o banheiro. Além de contabilizar diversos casos de adoecimento, os auditores entenderam que as violações sistemáticas apresentam um risco grave e iminente de adoecimento para todos os operadores.

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Mas as centrais não ficaram muito tempo de portas fechadas. Um dia depois da interdição, a Contax entrou com um mandado de segurança e conseguiu uma liminar para voltar a funcionar . Com base na defesa da empresa, que diz estar implementando as mudanças necessárias, a 14ª vara da Justiça do Trabalho de Pernambuco não só liberou o funcionamento, como proibiu o Ministério do Trabalho de emitir novas multas.

“Nós continuamos a receber denúncias dos trabalhadores, mas estamos de mãos atadas”, alerta Cristina Serrano, uma das auditoras fiscais do trabalho à frente da operação. “A empresa diz que está tomando providências, mas seus funcionários nos procuram para dizer que continuam sofrendo os controles excessivos. Recebemos denúncias de funcionários com infecção urinária, depressão e síndrome do pânico que continuam trabalhando”.

Para piorar, novos problemas surgiram. No dia em que voltaram a trabalhar, funcionárias da Contax gravaram vídeo no celular em que revelam a cor marrom da água disponibilizada no bebedouro. Uma delas afirma que já pegou uma infecção por conta disso. 

Os problemas de saúde foram o principal fator que motivou a interdição. Só em 2013, essa unidade recebeu mais de 23.000 atestados de afastamento devido a lesões por esforços repetitivos e doenças osteomusculares. Os auditores registraram alto índice de problemas psíquicos e identificaram grande risco para a ocorrência de problemas vocais e de audição. “São todas doenças resultantes da organização do trabalho: decorrentes de assédio moral, exigência para que fiquem sentados na mesma postura por longos períodos, ritmo de digitação acelerado”, diz Odete Reis, médica e auditora fiscal responsável pela parte de saúde e segurança da inspeção.

Sobre esses números, a juíza Camila Augusta Cabral de Vasconcellos, que liberou o funcionamento das centrais, julgou que “é plenamente possível que, em um contingente de milhares de trabalhadores, como é o caso da Contax, alguns apresentem enfermidades”. Com um prédio que abriga 14.000 funcionários, a média anual de atestados por esforço repetitivo da unidade supera o total de trabalhadores contratados. A rotatividade é alta. Isso sem contar os atestados por problemas psíquicos, de voz e de audição. A grande incidência de doenças chama ainda mais atenção quando se considera que os funcionários são jovens: 83% têm menos 30 anos.

Em recurso na justiça do trabalho, a Advocacia Geral da União entrou com mandato para pedir que a empresa feche as portas enquanto as mudanças não foram comprovadamente implementadas. A Superintendência do Trabalho e Emprego de Pernambuco também entrou com um recurso. Os auditores argumentam que a justiça não pode confiar apenas na boa vontade da empresa. Citam o caso da Bahia, onde a Contax assinou um Termo de Ajustamento de Conduta em 2007 e, sete anos depois, a fiscalização encontrou as mesmas irregularidades que já deveriam ter sido corrigidas.

Em nota, a Contax argumentou que é “a maior empregadora do município e a paralisação das suas atividades, com possibilidade de perda dos contratos de prestação dos serviços, acarretará em demissão em massa de mais de 10.000 funcionários, afetando a vida particular de cada um, gerando sofrimento e angústia destes e de seus familiares, bem como a economia da localidade, sem contar com a infinidade de impostos recolhidos”. A empresa conclui o comunicado afirmando que “cumpre toda a legislação trabalhista e as normas específicas para o setor de call center e se mantém aberto ao diálogo com o Ministério do Trabalho e Emprego”.

(Por Ana Aranha, via http://reporterbrasil.org.br)

 

Santander pressiona bancários para fracionamento de férias

São Paulo – Gestores estão pressionando bancários a dividirem suas férias, conforme denúncias feitas por trabalhadores do Santander ao Sindicato. O descanso anual de 30 dias seguidos, garantido pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), estaria sendo substituído por períodos de 10 ou 15 dias gozados em épocas diferentes no ano.

“Os gestores estão pressionando os trabalhadores a fracionarem suas férias. O trabalhador pode fracionar, mas tem o direito também de tirar 30 dias corridos, como ele queira. Mas o banco não pode intimidá-lo a fracionar ou vender parcialmente as férias”, explica a diretora do Sindicato Lucimara Malaquias. “Faltam funcionários para dar conta de tanto serviço. Com pressão constante para o cumprimento de metas abusivas, a categoria está cada vez mais doente. Não tirar o período de 30 dias garantido por lei é mais um fator que leva os bancários do Santander a adoecer”, afirma.

O Santander eliminou 312 postos de trabalho e fechou 61 agências, em 2014. Ao mesmo tempo, o total de clientes subiu 1,581 milhão, entre 2013 e 2014.

Denuncie – A orientação é que os bancários entrem em contato com os dirigentes sindicais ou façam denúncia pelo canal de combate ao assédio moral e a conflitos (clique aqui).

O Sindicato tem atuação cerrada contra imposições que venham restringir os direitos dos trabalhadores sob a forma de assédio moral. Na quinta 19, por exemplo, a abertura em uma agência foi atrasada em protesto contra reincidência da prática de assédio.

(Mariana Castro Alves, SEEB/SP)

Abertas inscrições para bolsas de estudo do Itaú até dia 20 de março

Estão abertas até o dia 20 de março as inscrições para o programa de auxílio-educação do Itaú. Conforme acordo coletivo assinado com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, com validade de dois anos, as bolsas garantem direito a reembolso de até 11 mensalidades no valor de 70%, com teto de R$ 320.

A exemplo do ano passado, serão concedidas novamente 5.500 bolsas em 2015: 4 mil para bancários, 1.000 para bancários com deficiência e outras 500 para trabalhadores não bancários da holding.

“A ampliação no número de bolsas foi resultado de intensas negociações entre as entidades sindicais e o banco e os trabalhadores conquistaram mais 1.500, sendo que 1.000 serão destinadas preferencialmente a bancários com deficiência”, salienta Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

“Este ano vamos retomar as negociações com o banco e, com unidade e mobilização, esperamos conseguir elevar o número das bolsas e aumentar o valor do reembolso”, projeta o dirigente sindical.

Como se inscrever

Para se habilitar, o bancário deve trabalhar há mais de 12 meses no Itaú, ter ensino médio completo, estar inscrito ou cursando a primeira ou segunda graduação ou primeira pós-graduação em instituição reconhecida pelo MEC. Só não pode ser beneficiário de outro programa com a mesma finalidade.

A inscrição deve ser feita diretamente no portal do Itaú:

> feito para mim > tudo por você > vantagens> bolsa auxílio educação > solicitação de inscrição no programa.

Segundo o banco, a divulgação dos contemplados acontecerá em abril.

(CONTRAF/CUT)

Trio de diretores-gerais vai comandar o Itaú Unibanco

Por Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) – O Itaú Unibanco deu um passo em direção à sucessão do presidente-executivo Roberto Egydio Setubal nesta segunda-feira, ao indicar os executivos que irão liderar as unidades de varejo e atacado do maior banco em valor de mercado do Brasil.

De acordo com comunicado, o vice-presidente sênior Marco Bonomi irá liderar a unidade de varejo do banco, conhecida como DGV. Candido Bracher, chefe de atacado e da unidade de investment banking Itaú BBA, será responsável pelas operações de atacado do Itaú e asset management, sob a chamada divisão DGA.

As mudanças devem permitir que Setubal oriente uma suave transição na direção do banco que ele preside desde 1994. Ele é membro de uma das famílias controladoras do Itaú Unibanco – as outras duas famílias incluem os Villela e os Moreira Salles.

A reformulação da cadeia de comando do Itaú ocorre num momento em que o banco está atravessando um período de rentabilidade recorde e profunda transformação operacional. Ao longo dos últimos dois anos, o Itaú tem evitado o crescimento rápido e, em vez disso, optou por crescer com prudência nos segmentos de crédito de menor risco, aumentar as receitas de serviços, reduzir despesas e apertar os critérios de desembolso dos empréstimos.

Há dois anos, o Itaú anunciou um plano para alterar estatutos e preparar os acionistas para um processo de sucessão administrativa que pode durar quatro anos. Naquela época, Setubal concordou em renunciar à presidência do banco comercial Itaú Unibanco SA, enquanto se aproximava da idade para aposentadoria compulsória de 60 anos.

Como parte do plano, Setubal está programado para se aposentar como presidente do Itaú Unibanco Holding aos 62 anos, ou em cerca de dois anos.

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NOVA ESTRUTURA

Sob a nova estrutura, o Itaú Unibanco terá uma equipe de gerência composta por três diretores-gerais e dois vice-presidentes sêniores. Além de Bonomi e Bracher, Márcio Schettini foi eleito como chefe da unidade geral que inclui tecnologia, operações e eficiência.

Os dois novos vice-presidentes sêniores serão Eduardo Vassimon, que acumulará os cargos de diretor financeiro do Itaú e diretor de risco, e Claudia Politanksi, que terá os cargos de diretora jurídica e de recursos humanos e relações institucionais.

As responsabilidades de Bonomi incluem dirigir o banco de varejo, bem como o negócio de processamento de cartões e a área de marketing. Além da unidade de varejo, Bracher também terá responsabilidade por serviços de investimentos e a unidade de transação de sistemas, bem como os negócios latino-americanos.

 

(Reuters)

Bancário do Itaú com LER/Dort é reintegrado pela segunda vez no Rio

Trabalhador com apoio do Sindicato obteve nova liminar judicial

O bancário Carlos Roberto da Costa Dourado trabalha no Itaú desde março de 1988. Operador de serviços, trabalhador dedicado, ele contraiu, por conta do exercício repetitivo de suas tarefas, bursite, tendinite, epicondilite e miosite, segundo a confirmação pericial do INSS, que lhe concedeu licença pelo código B-91 – acidente de trabalho.

Mesmo assim, o banco o demitiu em 2005. Ficou afastado até 2008. De volta ao trabalho, foi novamente demitido em 2009. Ele recorreu ao Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, que moveu nova ação judicial contra a iniciativa do banco.

Na dia 26 de janeiro, a juíza Janice Bastos, da 16ª Vara do Trabalho, concedeu liminar com tutela antecipada em favor da reintegração de Dourado.

“Ao ser demitido, o bancário deve procurar o Sindicato para conhecer melhor seus direitos”, disse a diretora do Sindicato Jô Araújo, que acompanhou a reintegração.

O diretor da Fetraf RJ/ES Belmar Marchetti também manifestou a importância da ação sindical. “Através do Departamento Jurídico e da Secretaria de Saúde do Trabalhador, o Sindicato já reintegrou centenas de bancários com LER/Dort. Procure-nos”, disse.

Fonte: Seeb Rio

Itaú demite gerentes-gerais com mais de 25 anos de banco em São Paulo

O Sindicato dos Bancários de São Paulo está recebendo uma série de denúncias sobre demissões de gerentes-gerais na região 53 do Itaú. O perfil profissional dos desligados é de funcionários entre 25 e 30 anos de casa e a justificativa é a famosa “baixa performance”. O Sindicato questionou o banco, que negou esse processo.

Segundo o Sindicato apurou, a direção do banco deu liberalidade para demitir até 15% da gerência da região 53. As denúncias apontam cerca de 40 demissões – 30 gerentes-gerais comerciais, 7 regionais de agência e três superintendentes – nos bairros da Lapa, Butantã, Santo Amaro e município de Osasco.

“Nunca iremos concordar com o banco sobre demissão, muito menos por baixa performance, pois conhecemos de perto a política perversa de cobrança exacerbada por resultados”, afirma a diretora executiva do Sindicato Marta Soares.

A dirigente sindical argumenta que o Itaú não elabora estudo onde as agências estão instaladas no que se refere à condição social da população e renda, o que obriga o funcionário a se desdobrar para cumprir as metas muitas vezes incompatíveis com a realidade local.

O depoimento de um gerente da região 53 confirma: “A pressão é tão grande pelas metas que não existe qualidade e produtos são ‘empurrados’ a clientes a qualquer custo. O cidadão, na maioria das vezes, nem sequer sabe o que está levando e nem para que servem esses produtos que talvez nem sejam utilizados.”

Zumbis

Ele diz que conhece alguns dos desligados e afirma que não há justificativa para as demissões. “Sempre vestiram a camisa do banco, dando o melhor de si. O que temos passado desde a fusão [com o Unibanco] é que nos sentimos num galpão escuro, sendo preparados para o abate, igualmente aos campos de concentração. Perdemos nossas identidades, disseminados como inúteis e incapazes, estamos virando zumbis de um sistema que não valoriza o ser humano, mas somente o resultado que ele traz, não se importando a que custo e de que forma”, desabafa.

Além da ameaça de dispensa, os bancários ainda convivem com a pressão pelo cumprimento de metas abusivas, que deságua em um oceano de problemas como assédio moral e adoecimentos.

“É comum gestores perderam o respeito profissional pelos demais. Conheço no mínimo dois funcionários por agência que estão com problemas psicológicos ocasionados pela forma de gestão e estratégia que o Itaú vem pregando. Isso quando não são diagnosticados com câncer ou sofrem infarto ou derrame”, afirma.

Marta Soares acrescenta que “não há motivo para essas demissões. O lucro de R$ 20 bilhões apresentado recentemente comprova. O Sindicato vai continuar apurando e, caso continuem as demissões, vamos realizar protestos para forçar o banco a cessar esse processo que causa sobrecarga de trabalho nos remanescentes e injustiça em pais e mães de família que deram a vida pelo banco e agora são demitidos sem a menor consideração”.

Fonte: Seeb São Paulo

exposição “A História do Futebol Cearense” é aberta nesta terça-feira

Torneio Início de 1927 no Campo do Prado

Anderson Pires, Portal CNews

O RioMar Fortaleza recebe nesta terça-feira (10/02), às 19h, a exposição “A História do Futebol Cearense”, vinda do Espaço Cultural Deputado Etevaldo Nogueira da Arena Castelão. A exposição fica aberta ao público de 11 de fevereiro a 02 e março e será gratuita. Um dos destaques da mostra é o Foot Fame/Projeto Pé da Fama, que estreará no evento mais uma pegada para a calçada da fama, com a presença do pentacampeão mundial e eterno capitão da seleção brasileira, Cafu. Além de Cafu, grandes nomes do futebol da região estarão presentes no evento: Pacoti, Erandy Pereira e Geraldino Saravá.

“É um projeto muito lindo e fico honrado de ser homenageado também. É muito importante reviver e lembrar sempre esta história linda que o futebol brasileiro escreveu”, disse Cafu.

O Foot Fame/Projeto Pé da Fama é um monumento permanente que conta com as pegadas de jogadores, técnicos, treinadores e jornalistas, que contribuem para o futebol seja na prestação desportiva, no desenvolvimento da modalidade ou até na vertente social. Em todo o Brasil, o Projeto só existe em Fortaleza, na Arena Castelão, e foi inaugurado em dezembro de 2014. O projeto contará com mais de 100 pegadas de personalidade do futebol de diferentes nacionalidades e gerações.

Entre os onze nomes que já deixaram sua história marcada na calçada da Fama estão: Paulino Rocha, Gildo Fernandes, Ronaldo Angelim, Pacoti, Erandy Pereira Montenegro, Geraldino Saravá, Garrincha, Pelé, Ricardo Goulart Pereira, Ricardo Rocha e Roberto Carlos.

Sobre a Exposição
Originalmente, a Exposição História do Futebol Cearense fica no Espaço Cultural Deputado Etevaldo Nogueira na Arena Castelão, mas estará no RioMar Fortaleza exclusivamente durante este período de 11 de fevereiro a 02 de março. O Museu do Futebol Cearense é destinado às histórias dos grandes clássicos e de seus protagonistas No espaço, a memória do futebol é retratada por meio de troféus, fotos, camisas e a famosa “Foot Fame”.

•    Com informações da assessoria do evento

Miriam Belchior será nomeada presidente da Caixa nesta terça-feira

Miriam Belchior

Agência O Globo

A presidente Dilma Rousseff deve anunciar nesta terça-feira a indicação da ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior para a presidência da Caixa Econômica Federal. Ela substituirá o atual presidente, Jorge Hereda, no cargo desde o governo Lula.

Miriam esteve com Dilma no Palácio do Planalto na manhã de hoje. Sua ida para a presidência da Caixa é a primeira baixa do Conselho de Administração da Petrobras. Também é iminente o afastamento do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, da presidência do conselho.

A expectativa é que Miriam realize mudanças na direção da Caixa, dando preferência para nomeações técnicas, em vez de indicações políticas. Seu principal desafio será preparar a instituição para o processo de abertura de capital, o que não deverá ocorrer neste ano.

No caso do Conselho de Administração da estatal brasileira, o mais provável é que não caberá aos atuais conselheiros divulgar o balanço anual fechado e outros dados aguardados pelo mercado. Depois do remanejamento de Aldemir Bendine do Banco do Brasil para a presidência da Petrobras, agora a prioridade do governo é a renovação do grupo.

Itaú paga PLR cheia somente na folha do dia 27 com diferença de PCR

O Itaú anunciou na manhã desta terça-feira (10) para a Contraf-CUT que vai pagar a segunda parte da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) somente na folha do próximo dia 27. O banco também vai creditar uma diferença de R$ 100 da Participação Complementar de Resultados (PCR).

“Apesar de ter obtido mais um lucro bilionário, fruto do empenho e dedicação dos funcionários, o banco não aceitou a proposta que enviamos por ofício no último dia 3, quando foi publicado o balanço, de antecipar o pagamento o mais breve possível, frustrando assim a grande expectativa de que o crédito fosse efetuado antes do carnaval”, critica o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

Com o lucro líquido recorrente de R$ 20,6 bilhões em 2014, o que representa um crescimento de 25,9% em relação a 2013, o Itaú efetuará o pagamento da PLR cheia, equivalente a 2,2 salários, limitado a R$ 21.691,82, descontados os valores antecipados na antecipação feita em outubro do ano passado.

Além disso, será paga a parcela adicional da PLR, correspondente à distribuição de 2,2% do lucro líquido entre todos os trabalhadores, no teto de R$ 3.675,98, também descontando o que foi adiantado em 2014.

“A PLR e o PCR não são benefícios, mas importantes conquistas das negociações e das mobilizações das entidades sindicais”, salienta Cordeiro.

Veja como será feito o pagamento da PLR no Itaú:

Regra básica – 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82.

Haverá o desconto da antecipação realizada, que foi de 54% do salário mais o valor fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95.

Parcela adicional – R$ 3.675,98.

Haverá o desconto da antecipação realizada, que foi de R$ 1.837,99.

PCR

O Itaú vai pagar também uma diferença de R$ 100 de PCR.

O acordo coletivo assinado com o banco em 2013, com validade de dois anos, garantiu um valor mínimo de R$ 2.080 de PCR em 2014, creditado em outubro do ano passado.

Ocorre que o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi superior a 23%, atingindo 24,7%. Com isso, conforme o acordo, a PCR passa a ser de R$ 2.180, fazendo com que cada funcionário receba uma diferença de R$ 100.

A PCR não sofre desconto da PLR.

Fonte: Contraf-CUT

Bancos fecham no Carnaval e só reabrem na quarta-feira de Cinzas, às 12h

A Federação Brasileira de Bancos – Febraban informou hoje (9/2) que as agências bancárias fecharão as portas nos dias 16 e 17 de fevereiro, segunda e terça-feira de  carnaval.

Na Quarta-Feira de Cinzas (18/2), os bancos abrirão a partir do meio-dia. A entidade recomenda que, nos dias em que os bancos fecham, a população use os canais eletrônicos para realizar operações bancárias.

No caso de contas a pagar, as que têm vencimento durante o feriado podem ser pagas no primeiro dia útil subsequente, ou seja, na Quarta-Feira de Cinzas.

No entanto, os clientes que preferirem agendar o pagamento podem usar caixas eletrônicos, a internet ou o telefone, dependendo do banco.

O pagamento pode ser agendado ainda por débito direto autorizado – DDA, sistema que permite receber boletos por meio eletrônico, em lugar de papel. Para usar essa opção, no entanto, é preciso ter se cadastrado previamente.

Os feriados valem para todos os bancos associados à Febraban.

Via Tribuna da Bahia

4º Congresso da Contraf-CUT será realizado de 20 a 22 de março

A Direção Nacional da Contraf-CUT, reunida nesta quinta-feira (5), na sede da entidade, aprovou a realização do 4º Congresso para os dias 20, 21 e 22 de março. O evento ocorrerá em São Paulo, em local ainda a ser definido.

A exemplo do congresso anterior, a pauta será a seguinte:

1. Eleição da diretoria executiva nacional, conselho fiscal e conselho diretivo;
2. Definição de linha política e organizativa da Contraf;
3. Reforma Estatutária;
4. Outros assuntos.

As assembleias das entidades filiadas para a eleição de delegados e delegadas deverão ser realizadas até o dia 12 de março, de acordo com os critérios definidos pela Executiva da Contraf-CUT, conforme previsto nos incisos I e II, do artigo 42 e parágrafos do estatuto social da entidade.

Também foram escolhidos os cinco integrantes da Comissão Organizadora do 4º Congresso, segundo estabelece o estatuto, ficando constituída por Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT; Ivone Silva, vice-presidenta da Contraf-CUT e secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo; Adriana Nalesso, vice-presidenta do Sindicato do Rio de Janeiro; Magaly Fagundes, presidenta da Fetraf-Minas Gerais; e Mauro Salles Machado, diretor do Sindicato de Porto Alegre.

“Chamamos os bancários e os dirigentes sindicais para fazer um bom debate nos sindicatos e nas federações, participando ativamente de todo o processo congressual e organizando a luta dos trabalhadores com muita ousadia, unidade e mobilização”, afirma Carlos Cordeiro.

História de lutas e conquistas

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, fundada em histórica assembleia no dia 26 de janeiro de 2006, em Curitiba, possui nove anos de muitas lutas e conquistas. Com muita luta, a entidade ampliou o espaço de ação da extinta Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT) e do antigo Departamento Nacional dos Bancários (DNB-CUT), assumindo a representação dos trabalhadores do ramo financeiro. Os avanços são inegáveis, mas ainda há muito por fazer.

O primeiro presidente da entidade foi o funcionário do Itaú, Luiz Cláudio Marcolino, que também presidiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo. O 1º Congresso da Contraf-CUT aconteceu no dia 25 de abril de 2006, em Nazaré Paulista (SP). Vagner Freitas, empregado do Bradesco e hoje presidente nacional da CUT, foi eleito presidente.

O 2º Congresso da Contraf-CUT aconteceu nos dias 14 e 15 de abril de 2009, em São Paulo, que elegeu o bancário do Itaú e ex-secretário-geral Carlos Cordeiro para presidente.

Já o 3º Congresso da Contraf-CUT ocorreu nos dias 30 e 31 de março e 1º de abril de 2012, em Guarulhos (SP), onde Carlos Cordeiro foi reeleito presidente.

A Contraf-CUT coordena o Comando Nacional dos Bancários, que representa mais de 90% de todos os funcionários de bancos públicos e privados do Brasil.

A entidade é também referência internacional para os trabalhadores de todo mundo. É filiada à UNI Global Union, o sindicato mundial que representa cerca de 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços. Carlos Cordeiro é o atual vice-presidente da UNI Américas Finanças, que organiza os bancários do continente americano.

Fonte: Contraf-CUT

Santander confirma antecipação da PLR e PPRS de R$ 1.858 no dia 20/02

O Santander confirmou na quinta-feira (5) para a Contraf-CUT que efetuará a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS), junto com os programas de renda variável do segundo semestre de 2014, na folha de fevereiro, que será creditada no próximo dia 20. O banco espanhol não aceitou a proposta da Contraf-CUT de fazer o crédito “dentro da maior brevidade possível”. O balanço foi publicado na terça-feira (3) com lucro líquido gerencial de R$ 5,8 bilhões em 2014.

“Havia uma grande expectativa dos funcionários em receber a antecipação mais cedo este ano, antes do carnaval, mas o banco manteve a posição dos anos anteriores, decepcionando os funcionários, principais responsáveis pelos resultados alcançados, que representam 19% do lucro global do Santander”, afirma o secretário de Imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

A PLR e o PPRS não são benefícios, mas sim importantes conquistas das negociações e das mobilizações das entidades sindicais, garantidas em convenções e acordos coletivos.

PLR

O banco informou para a Contraf-CUT que está calculando a majoração da regra básica, bem como o valor final da parcela adicional da PLR, ficando de comunicar esses valores até a próxima segunda-feira (9).

Veja o que prevê a convenção coletiva e o que o banco já pagou em outubro de 2014:

Regra básica – 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93.

Haverá majoração até a distribuição de 5% do lucro líquido, limitada a 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82.

Também haverá o desconto da antecipação realizada, que foi de 54% do salário mais o valor fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95.

Parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98.

Haverá o desconto da antecipação realizada, que foi de R$ 1.409,11.

PPRS

O PPRS está previsto em acordo coletivo assinado no final do ano passado pelas entidades sindicais com o Santander, que assegura o pagamento de R$ 1.858 em 2015 e de R$ 2.016 em 2016. Os valores foram atualizados pelos índices de reajuste da categoria em 2013 e 2014, respectivamente.

Conforme o acordo, o PPRS não é compensável com o pagamento da PLR, porém são descontados os valores recebidos com os programas próprios de renda variável.

Fonte: Contraf-CUT

Santander lucra R$ 5,85 bilhões e frustra trabalhadores

São Paulo – Pouca concessão de crédito, redução de postos de trabalho, fechamento de agências, rotatividade e diminuição de verbas para treinamento foram alguns fatores que fizeram os resultados do Santander frustrarem os empregados do banco.

Balanço de 2014 divulgado pela instituição financeira mostra lucro de R$ 5,85 bilhões, crescimento de 1,8% frente aos R$ 5,74 bilhões de 2013.

O Sindicato reivindicou antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para antes do Carnaval. O Santander informou que, infelizmente, não tem como atender a solicitação. Porém, a antecipação virá no dia 20 de fevereiro, junto com o pagamento salarial. De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a PLR poderia ser paga até 2 de março.

Mais clientes, menos bancários – O total de clientes subiu 1,581 milhão, entre 2013 e 2014, alcançando mais de 31 milhões de contas.

Apesar disso, o Santander eliminou 312 postos de trabalho e fechou 61 agências, em 2014, conforme balancete do Brasil. O balanço global traz números diferentes: de 2013 a 2014, os trabalhadores no país teriam passado de 49.371 para 46.464. O Sindicato já questionou a divergência.

Além do fechamento de postos de trabalho, o que o Santander ganhou com tarifas, isto é, R$ 11,05 bilhões, cresceu mais 2,3% do que o banco gastou com pessoal. Ou seja, enquanto recebeu mais dos clientes, a instituição financeira não remunerou melhor nem ampliou a rede de funcionários para garantir melhoria no atendimento.

Outro dado apresentado foi a pouca ampliação da concessão de crédito, que teve um crescimento de apenas 7,9% em comparação com 2013.

“O lucro do Santander no país – conquistado pelo suor dos seus 50 mil trabalhadores no Brasil – voltou a crescer, mas ainda ficou muito aquém da expectativa e do enorme esforço empreendido por seus funcionários”, avalia a diretora executiva do Sindicato Rita Berlofa.

“O Santander teve um perfil conservador. Os cortes sobrecarregam e adoecem a categoria. Além disso, a minimização de riscos, por exemplo, com retenção de crédito, não contribuiu em nada para a melhoria dos resultados. Ou seja, o banco ainda está com uma gestão equivocada”, diz a dirigente Rita Berlofa.

Escolhas erradas – Para questionar a gestão de arrocho e seus impactos para a categoria e clientes no Brasil, a diretora do Sindicato se apoia em comparações internacionais.

No Brasil, onde são mais de 49 mil empregados, os lucros representam 19% do total global. De todo o crédito concedido, o país responde por 10% do mundial.

Nos Estados Unidos, o Santander é pequeno, empregando somente um terço dos trabalhadores do Brasil. Entretanto, já respondem por 10% do lucro global da instituição, metade do lucro brasileiro, com 9% de crédito concedido globalmente, ou seja, apenas um ponto percentual a menos que o emprestado aqui.

Já o Reino Unido tem participação de 19% no lucro global, igual a do Brasil. Mas, sua participação no crédito é de 34%, mais de três vezes maior do que a brasileira.

“A própria Espanha, em 2013, participava com 7% do lucro global e agora está com 14%. Porém, a Espanha tem uma participação no crédito da ordem de 22% do global, mais que o dobro do Brasil. Ou seja, ainda vivendo uma crise sem precedentes, a Espanha concede muito mais crédito. Não vemos outra resposta: são escolhas e estamos questionando essas escolhas, no nosso ver equivocadas, da gestão no Brasil”, afirma Rita.

Desvalorização – Outro dado destacado são as despesas com pessoal, incluindo PLR, que cresceram somente 2%. “Esse aumento ficou muito aquém dos 8,5% conquistados pela categoria na Campanha Nacional de 2014 somados à inflação. E é resultado de demissões, rotatividade e redução de postos de trabalho”, lembra Rita.

A dirigente ainda chama a atenção para a queda de 25% nas verbas investidas em treinamento. “Enquanto demitem quem tem mais experiência, só para reduzir custos, ainda cortam treinamento. É uma lógica errada.”

Sobrecarga – O balanço comprova a sobrecarga de trabalho vivenciada pelos funcionários. No primeiro trimestre de 2011, cada empregado cuidava de 431 clientes. Já no quarto trimestre de 2014, cada bancário se tornou responsável por 631 clientes, ou seja, aumento de 200 clientes para cada trabalhador (veja gráfico que mostra os balanços trimestrais).

“Se tivesse uma política de mais concessão de empréstimos e de investimentos de verdade, com contratação, mais treinamento, abertura de unidades, com consequente melhoria no atendimento, o banco poderia apresentar resultados melhores, no nosso ver”, reforça Rita. “Ao contrário, a gestão do Santander continua a sobrecarregar os funcionários, algo que se reflete na permanência do banco no desonroso posto de uma das empresas com mais queixas no país. Isso é contraditório com o que fala o presidente Jesús Zabalza de que a instituição será o sonho dos clientes”, critica.

“Primeiro, o banco tem de pensar em se transformar no sonho dos trabalhadores – que, só satisfeitos e em número suficiente, podem dar bom atendimento e, assim, resultados. Todos ganhariam: trabalhadores, clientes e acionistas”, declara.

(Mariana Castro Alves – SEEB/SP)

Empregada contratada pelo Bradesco como corretora deve ser reconhecida como bancária

A 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) reconheceu vínculo de emprego entre o Bradesco e uma trabalhadora contratada, a princípio, como corretora de seguros autônoma, pela Bradesco Vida e Previdência. Ela atuava nas dependências do banco e realizava atividades típicas dos bancários, tais como a venda de cartões de crédito, títulos de capitalização e consórcios, além de auxiliar no atendimento a clientes. Para os desembargadores, ficou comprovado que quem se beneficiava do trabalho da empregada era o banco e, portanto, ela deveria ser reconhecida como bancária. O entendimento reforma sentença da 8ª Vara do Trabalho de Porto Alegre. Cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Na petição inicial, a empregada alegou que sua habilitação como corretora de seguros ocorreu após o ajuste entre ela e a Bradesco Vida e Previdência, o que seria um dos indícios de que as intenções do Bradesco era que ela realizasse, na verdade, atividades de bancária. Também informou que era subordinada aos gerentes da agência onde trabalhava e que tinha acesso aos sistemas específicos do banco para fazer operações que os bancários também faziam. Diante disso, pleiteou reconhecimento como bancária, no período de setembro de 2007 a setembro de 2011. Em primeira instância o pedido foi considerado improcedente, o que fez com que a empregada recorresse ao TRT-RS.

Primazia da realidade

Ao relatar o processo na 1ª Turma, a desembargadora Rosane Serafini Casa Nova observou que as duas testemunhas indicadas pela trabalhadora confirmaram as alegações da inicial, segundo as quais a empregada prestava serviços em uma agência do Bradesco, com horário fixo e subordinada ao gerente. A magistrada salientou, também, que as atividades desenvolvidas pela autora eram similares às desempenhadas pelos bancários, sendo que a habilitação da empregada como corretora só ocorreu após a formalização do ajuste com a empresa Bradesco Vida e Presidência, o que indica que na verdade o objetivo do banco era mascarar uma verdadeira relação de emprego.

No Direito do Trabalho, argumentou a desembargadora, os fatos tem primazia diante das situações formais, como consequência do princípio da primazia da realidade. Portanto, ao constatar que a trabalhadora desempenhava funções de bancária, a relatora decidiu por reconhecer o vínculo de emprego e determinou o registro como bancária na Carteira de Trabalho da empregada, com o Bradesco sendo obrigado a pagar todas as verbas e vantagens recebidas pela categoria.

Saiba mais

Relação de trabalho é qualquer relação admitida pelo ordenamento jurídico em que uma pessoa coloca sua força de trabalho à disposição de uma pessoa física ou jurídica. Como exemplos, existem o trabalho voluntário, o trabalho autônomo, o estágio, a relação de emprego, entre outros.

A relação de emprego é aquela definida pelos artigos 2º e 3º da Consolidação das Leis do Trabalho. Conforme o dispositivo legal, para que haja vínculo de emprego é necessário que o trabalho seja prestado por pessoa física, com pessoalidade (o empregado contratado deve prestar o serviço pessoalmente, não podendo se fazer substituir por outro), onerosidade (as atividades são realizadas mediante salário), não eventualidade (o trabalho deve repetir-se ao longo do tempo na empregadora, ou seja, não pode ser um evento isolado) e subordinação (o empregador tem direito de dirigir o trabalho, dar ordens ao empregado, que está juridicamente subordinado à empresa).

Pelo princípio da primazia da realidade, se estes requisitos estiverem presentes, mas a situação formal de um trabalhador estiver caracterizada como outra relação, os órgãos de proteção do trabalho devem desconstituir a situação formal e reconhecer a situação real, já que o artigo 9 da CLT prevê que são nulos de pleno direito os atos que visem fraudar a relação de emprego.

Fonte: Juliano Machado – Secom/TRT4

 

Banco do Nordeste inaugura agência em Eusébio (CE)

O Banco do Nordeste inaugurou, nesta quarta-feira (4), mais uma unidade na Região Metropolitana de Fortaleza, na cidade de Eusébio.

A agência está localizada na rua Irmã Ambrosina, nº 197, Centro – Eusébio (CE). O telefone do posto de atendimento é (85) 3459-9051.

O gerente da agência, Jorge Luís Nascimento de Mendonça, destaca que Eusébio vem vivenciando um período importante de crescimento, com a chegada de novos empreendimentos e geração de empregos.

“Por esse motivo, a vinda do Banco do Nordeste para o município acontece em um momento extremamente oportuno e temos certeza que iremos contribuir positivamente para que os resultados sejam ainda melhores, principalmente no apoio às micro e pequenas empresas”, disse o gerente.

A cidade vem se consolidando pelo seu desenvolvimento social e econômico, atraindo principalmente empresas da área de construção civil, comércio e serviços.

Com a inauguração da agência, o Banco do Nordeste passa a contar com 47 unidades distribuídas em todo o Ceará. Essa estratégia de expansão, iniciada no ano passado, visa ampliar a capilaridade da Instituição.

Fonte:
Banco do Nordeste

SEEB Ceará cria fórum para debater transformação dos PAAs em agências

O Sindicato dos Bancários do Ceará promove no próximo dia 7 de fevereiro (sábado) em sua sede, a partir das 9 horas, encontro com os funcionários de todos os PAAs do Banco do Brasil do interior cearense. O objetivo é debater e tirar encaminhamentos para solucionar os problemas dessas unidades, principalmente com relação a falta de funcionários e as precárias condições de trabalho. É proposta do Sindicato conseguir com a direção do BB a transformação desses pontos de atendimento em agências estruturadas, para atender a demanda dos municípios.

Somente os estados do Ceará, Paraíba e Bahia ainda mantêm o formato de pontos de atendimento, os PAAS.  Atualmente existem 36 PAAs no Ceará, com um total de 120 funcionários, que estão hoje trabalhando em condições totalmente adversas. Há precariedade no atendimento à população por falta de funcionários, falta de segurança, a logística é ruim e os prédios são pequenos e mal instalados.

Nesse encontro do dia 7/2, o Sindicato vai criar um fórum de funcionários de PAAs do Banco do Brasil para avançar no debate no sentido de transformar essas unidades em agências. Isto porque as cidades onde funcionam esses pontos de atendimento não comportam mais esse modelo de unidade precária, especialmente pelo volume de atendimento, haja vista o número de habitantes que utilizam os serviços do BB. O atendimento atual não corresponde à demanda dos clientes do Interior.

O encontro dos funcionários dos PAAS do Banco do Brasil será a partir das 9 horas, com um café da manhã na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289, Centro – Fortaleza).  Nessa reunião será tirado um calendário de trabalho para que o Sindicato possa negociar com a direção do BB .

“Convocamos todos os funcionários dos PAAs do Banco do Brasil para juntar forças com o Sindicato visando a transformação dessas unidades em agências.  O Sindicato encampa essa luta em defesa da melhoria nas condições de trabalho dos bancários e de atendimento aos clientes”
José Eduardo Marinho, diretor do Sindicato e funcionário do Banco do Brasil

(SEEB-CE)

SEEB Ceará reivindica posição sobre reintegração dos demitidos na Gestão Byron

No último dia 26/1, o Sindicato dos Bancários do Ceará protocolou junto à Superintendência de Desenvolvimento Humanos do BNB, documento onde cobra resposta para a cláusula 54ª da Pauta de Reivindicações Específicas aprovada no último Congresso Nacional dos Funcionários do BNB.

O documento procura demonstrar para a direção do Banco e órgãos controladores integrantes do Governo Federal que a reivindicação é justa, pois busca recuperar o emprego de trabalhadores autoritariamente demitidos da Instituição sem qualquer incentivo como foi dado a funcionários de outras estatais.

Conforme o documento entregue ao Banco, as demissões ocorridas no BNB no período de 1995 a 2003 foram realizadas sem justa causa e sem qualquer vantagem adicional, pecuniária ou de benefícios, ao contrário de outras demissões ocorridas no mesmo período em outras estatais, com base em PDV – Programa de Demissão Voluntária. Ou seja, os bancários demitidos do BNB não tiveram a oportunidade de opção do PDV.

Além das demissões no BNB terem sido sem justa causa, sem PDV e por motivações políticas ou de assédio moral, a reintegração desses demitidos é diferente dos demais bancos públicos e das empresas estatais, por ser o único caso em que a reintegração será através de acordo coletivo e sem o recolhimento das contribuições previdenciárias ou de qualquer benefício retroativo ao período de afastamento.

Dos 287 demitidos sem justa causa, restam hoje cerca de 100 que declaram interesse na reintegração, uma vez que boa parte já foi reintegrada, outros faleceram e há os que não têm interesse em retornar ao Banco. Essa reintegração encontra precedente, segundo o documento, pois em 1992, cerca de 100 funcionários demitidos sem justa causa pelo governo Collor foram reintegrados também por acordo coletivo.

“A reivindicação é também uma questão de isonomia, pois até 2009, 31 dos 287 demitidos durante a Gestão Byron Queiroz já haviam sido reintegrados através de acordos na justiça”
Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB e diretor do SEEB/CE

Ação de Equiparação: BNB impugna cálculos e SEEB-CE busca liquidar ação

O BNB apresentou a impugnação dos cálculos do sindicato dentro do prazo estabelecido pela juíza da 3ª. Vara do Trabalho, que se estendeu até o dia 22/01/2015 por conta do recesso do judiciário. As principais impugnações dizem respeito aos beneficiários da ação e à polêmica questão das horas extras que não eram pagas pelo Banco do Brasil aos seus comissionados, no período compreendido entre 31/10/88 e 30/11/1992.

Quanto aos beneficiários da ação, a juíza da 3ª. Varajá sentenciou que no cálculo dos artigos de liquidação o direito de cada beneficiário seria devidamente apurado, não havendo fundamento a tentativa de exclusão prévia desses substituídos. Ora, os cálculos de todos os 1.631 beneficiários que foram apresentados para liquidação judicial baseiam-se nos valores de AFC fornecidos pelo próprio BNB, inclusive de alguns que o jurídico do Banco alega na impugnação “que não foram comissionados durante todo o período reclamado”.

Ainda em relação aos beneficiários, o setor jurídico do BNB insiste em excluir 222 nomes apenas pelo fato de que a respectiva relação foi anexada após a ação inicial, desconsiderando o direito inquestionável de cada um à equiparação, bem como pretende excluir 141 nomes sob a alegação de que não eram comissionados em 31/10/1988, desconsiderando o período restante de todos que foram comissionados após essa data e antes do ajuizamento da ação, em agosto de 1991.

Com relação à questão das horas extras, o entendimento do departamento jurídico do sindicato é de que a sentença do TST limita-se a determinar o pagamento das diferenças entre as funções de comissão do BNB e do BB, equiparando seus valores. Portanto, juridicamente não há porque deduzir o valor das horas extras pagas pelo BNB do cálculo dessas diferenças, pois a sentença não faz qualquer referência à jornada de trabalho dos comissionados, quer sejam do BB ou do BNB.

Essa dedução do valor das horas extras pagas pelo BNB no período de 31/10/88 a 30/11/1992 somente foi admitida pelo sindicato com o único objetivo de fazer um acordo com o Banco, tal como ficou acertado na audiência realizada em 29/08/2013.

No entanto, apesar de todos os esforços empreendidos pelo sindicato sequer o Banco apresentou uma proposta para acordo, apesar de ter prometido várias vezes, e a entidade decidiu, conforme aprovado por unanimidade em assembleia dos substituídos, apresentar os cálculos para liquidaçãojudicial sem a dedução de horas extras, o que resultou no total de R$ 890 milhões, a preços de agosto de 2014.

Agora, diante das inconsistências da impugnação feita pelo BNB só resta pedir a 3ª. Vara do Trabalho a liquidação da ação homologando os cálculos apresentados pelo sindicato.

(SEEB-CE)

Confira programação do 3º fim de semana de pré-carnaval em Fortaleza

Fortaleza terá mais um fim de semana repleto de atrações carnavalescas. Além da programação em pontos turísticos, a capital conta também com o agito dos blocos nos bairros.Confira a programação desta sexta-feira, sábado e domingo:

Sexta, 30 de janeiro
Bloco Luxo da Aldeia, às 19h, no Mercado dos Pinhões

Bloco Carnavalesco Lord, concentração às 16h, na Praça General Tibúrcio (Praça dos Leões)

Bloco Amigos da Folia, concentração às 18h, na Avenida Plácido Castelo, 473

Bloco A Turma do Mamão, concentração às 19h, na Praça dos Navegantes, na Rua Aprendiz de Marinheiro, Bairro Moura Brasil

Bloco Segura o Copo, concentração às 18h, na Praça João Gentil, Benfica

Bloco Pra Cima
Concentração, 18h, na Rua Tabelião João Lopes, 300, Parque Manibura

Bloco Almeidão Folia, concentração às 18h30, na Rua Dr. Almeidão Filho, esquina com Dr. Atualpa, Bairro Ellery

Bloco Cabeça de Touro, concentração às 18h, na Avenida F, Esquina com avenida I – Prefeito José Walter

Bloco Kuekão de Kouro, com concentração às 19h, na Rua Gonçala Alves Rodrigues, 402, Bairro Pici

Bloco K+1
Concentração: 19h, na Rua Padre Mororó, nº 1223 – Centro

Bloco do Jardim América
Concentração: 18h, na Praça do Jardim América (Pres. Roosevelt)

Bloco Me Chama Que Eu Vou, concentração às 18h, na Quadra de Esporte Bairro Sítio São João, situada entre as ruas 39 e a 42.

Bloco Galo do Jardim América, com concentração às 18h, na Rua Damasceno Girão, nº 1933, Caixa D’Agua do Jardim América

Bloco Tá Dentro Deixa, com concentração às 18h, Central, 3ª Etapa, Bairro Conjunto Ceará

Bloco dos Bodes, com concentração às 19 h, na Desembargador Faustino de
Albuquerque, 601

Sábado, 31 de janeiro
Desfiles dos Blocos de Rua na Praia de Iracema
Percurso Poço da Draga – Tabajaras
16h – Unidos da Cachorra
16h30 – Baqueta
17h – Bloco Convidado: Ilê Aiyê
17h30 – Camaleões do Vila
18h – Bons Amigos

Percurso João Cordeiro
18h30 – Cheiro

Bloco Unidos da Cachorra
Concentração: 16h, na Rua Dragão do Mar, Praia de Iracema

Bloco do Baqueta
Concentração: 16h, na Rua Almirante Jaceguaí, Centro Dragão
do Mar

Bloco Concentra Mas Não Sai
Concentração: 18h, na Praça do Ferreira, Centro

Bloco Sai na Marrinha (infantil)
Concentração: 16h, na Rua Almeida Filho, 326, Ellery

Bloco Banda de Iracema
Concentração: 16h, na Rua Tigipió com Tomás Lopes, Praia de Iracema

Bloco Jacaré Folia
Concentração: 16h, na Rua Sergipe (entre as ruas Goiás e Mato Grosso)

Bloco Me Chama Que Eu Vou
Concentração: 16h, na Quadra de Esporte Bairro Sítio São João, situada entre as ruas 39 e a 42

Bloco Mió K.I
Concentração: 16h30, na Rua Rodrigues Júnior, 103

Bloco Doido é Tú
Concentração: 17h, na Rua Frei Marcelino, Quadra do Campo Novo Ideal, em frente a Fundação Educacional Silvestre Gomes, 1511.

Bloco Bons Amigos
Concentração: 17h, na Rua Dragão do Mar, 80

Bloco Que Merda É Essa
Concentração: 17h, na Rua João Cordeiro, 556

Bloco Camaleões da Vila
Concentração: 17h, na Rua José Avelino, 508, Praia de Iracema

Bloco Relaxa Bebe
Concentração: 17h, na Rua Bárbara de Alencar (Entre as ruas Antonio Augusto e João Cordeiro) – Aldeota

Bloco De Magote Não Tem Quem Derrote
Concentração: 17h, na Praça Visconde de Pelotas , s/n (ao lado do Mercado dos Pinhões) – Centro

Bloco Fina Flor
Concentração: 17h, na Rua Manoel Jesuino, esquina com João
arruda, Varjota

Bloco Matou a Pau… Ta!
Concentração: 17h30, na Rua Floriano Peixoto, nº 941, Centro

Bloco Jeguerê
Concentração: 17h, na Rua Raimundo Brás, s/n – Messejana

Bloco Monte Folia
Concentração: 18h, na Praça Coronel João Pontes (rua Benjamim
Barroso com rua Antonio Drumont)

Bloco Cachorra Magra
Concentração: 17h30, na Rua Marechal Deodoro, 216, Benfica

Bloco Império da Vila
Concentração: 18h, na Rua Gomes de Passos com Vicente Saboia
(Praça Valentim Monteiro), Carlito Pamplona

Bloco do Jardim América
Concentração: 18h, na Praça do Jardim América (Pres. Roosevelt)

Bloco Olavo Folia
Concentração: 18h, na Rua General João Couto, 464, Altos

Bloco Tá Dentro Deixa
Concentração: 18h, Central, 3ª Etapa, Conjunto Ceará

Bloco Bonde Batuque
Concentração: 18h, na Rua João Cordeiro, 655, Praia de Iracema

Bloco Kururu da Lagoa
Concentração: 18h, na Rua Valdemar Tavares, esquina com Francisco Matias, Lagoa Redonda

Bloco Unidos do Morro
Concentração: 18h, na Travessa da Saudade, esquina com rua do Trilho, Moura Brasil

Bloco Vá Tomar no Carlito… Pamplona
Concentração: 19h, na Rua Teodoro Cabral, 600, Carlito Pamplona

Bloco Vassouras do Babau
Concentração: 19h, na Rua Major Facundo, 1.394, Centro

Bloco Cheiro
Concentração: 20h, na Rua Padre Justino, 168

Domingo, 1º de fevereiro
Programação Infantil – Piquenique Bailinho
9h30, no Passeio Público
Atração: Alexandre e Banda Só Alegria

Bloco Girassol
Concentração, 15h, Rua dos Tabajaras, nº 397 (Estoril)

Bloco Tambores Carnavalescos, com concentração às 16h, Rua dos Tabajaras, nº 397 (Estoril)

Bloco Kururu da Lagoa, com concentração às 17h, Rua Valdemar Tavares, esquina com Francisco Matias – Lagoa Redonda

Bloco dos Bodes, com concentração às 17h, na Desembargador Faustino de Albuquerque, 601

Bloco Cordões do Ancuri, com concentração às 19h30, na Rua Joceno Monteiro, 506, Parque Santa Maria

(G1 Ceará)

Caixa Econômica Federal abre processo seletivo para estágio

A Caixa Econômica Federal abriu na segunda-feira (26) inscrições para processo seletivo para formação de cadastro reserva para estágio remunerado de nível médio e técnico para preenchimento de vagas. As inscrições podem ser feitas até o dia 6 de fevereiro no site do CIEE.

De acordo com o edital, 10% das vagas serão asseguradas aos estudantes com algum tipo de deficiência.

O processo seletivo está sendo executado e acompanhado pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e podem participar do processo seletivo os alunos que estiverem com matricula e frequência efetiva em ensino regular nas instituições de ensino médio e técnico, vinculados ao ensino público ou particular, no 1º ou 2º ano, respeitando a política e as condições de realização de estágio de cada instituição de ensino e com idade mínima de 16 anos no ato da assinatura do contrato.

Para o curso técnico está autorizado a participar desta seleção técnico em administração. Serão consideradas como etapas do processo de seleção: pré-inscrição e inscrição; análise curricular e documental; entrevista pessoal estruturada na unidade da Caixa.

Os candidatos que não realizarem ou realizarem de forma incompleta, uma ou mais etapas do processo de seleção, no prazo determinado, serão automaticamente eliminado.

(G1 Sergipe)

Bancos lucraram R$ 44 bilhões, mas demitiram 5 mil empregados em 2014

Os dados fazem parte do levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que observa o número de contratações e demissões. Lúcio lembra que a Caixa Econômica Federal, a única instituição do setor a contratar, abriu 2.600 novos postos, contribuindo para amenizar as perdas.

O comentarista explicita a contradição ao lembrar que, apenas entre janeiro e setembro de 2014, os cinco maiores bancos do país tiveram lucro de R$ 44 bilhões.

Também houve queda na remuneração dos trabalhadores do setor, na comparação entre os que saem e os que entram. No ano passado, a média salarial dos contratados foi de R$ 3.370,00, que representa 63% do rendimento médio do trabalhador desligado, que foi de R$ 5.330,00, valor que agrega benefícios definidos em convenção coletiva e demonstra a importância “do papel que o sindicato desempenha na regulação das condições de trabalho e de salário”, assinala o diretor do Dieese.

A retração nos postos de trabalho, segundo Clemente, deve-se ao movimento de fusões entre instituições bancárias e à introdução de novas tecnologias, que poupam mão de obra.

Fonte: Rede Brasil Atual

3.457 bolsas do Prouni são ofertadas no Ceará

Estudantes interessados em obter bolsa de estudo em instituições particulares de ensino superior já podem se inscrever na primeira edição do Programa Universidade para Todos (Prouni) de 2015. No Ceará, são oferecidas 3.457 bolsas, segundo informações do Ministério da Educação (MEC). Fortaleza tem oferta em 67 cursos. A consulta pública das bolsas está disponível no site do Prouni.

 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente pela Internet até as 23h59min de quinta-feira, 29. O candidato que se inscreveu no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) também pode participar do Prouni. Para se inscrever, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas. Além disso, o candidato não pode ter tirado nota zero na Redação. Outra condição é ainda não ter diploma de curso superior.

 

As bolsas integrais são para estudantes que cursaram o ensino médio nas redes pública ou particular na condição de bolsista integral. Também é necessário comprovar, por pessoa, renda bruta familiar de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas de 50% da mensalidade, a renda bruta familiar deve ser de até três salários mínimos.

 

Em todo o País, nesta edição, o Prouni oferta 213.113 bolsas, sendo 135.616 integrais e 77.497 parciais. As bolsas são para 30.549 cursos e distribuídas em 1.117 instituições particulares. Administração é o curso com a maior oferta: 22.050 bolsas.

 

Conforme o MEC, o primeiro processo seletivo de 2015 para o Prouni tem chamadas sucessivas. O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 2 de fevereiro, enquanto o da segunda chamada, dia 19 de fevereiro. Os resultados são disponibilizados na página do Prouni na Internet, na central de atendimento (0800 616161) e pelas instituições participantes do programa.

 

Após o resultado, o candidato deve se dirigir à instituição para a qual foi pré-selecionado levando os documentos que comprovam as informações prestadas na ficha de inscrição online. O prazo para comprovação das informações dos candidatos pré-selecionados na primeira chamada será de 2 a 9 de fevereiro. Para a comprovação das informações dos candidatos pré-selecionados na segunda chamada, o prazo será de 19 a 24 de fevereiro de 2015.

 

Sisu

Hoje também será divulgado o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os não selecionados podem participar, de hoje até 6 de fevereiro, da lista de espera na primeira opção de curso. Conforme o MEC, mais de 2 milhões de pessoas se inscreveram no Sisu, que oferta 205.514 vagas. No Ceará, participam a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Estadual do Ceará (Uece), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e a Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). São 9.752 vagas no Estado. (com Agência Brasil)

 

Serviço

Para informações sobre o Prouni, acesse:

siteprouni.mec.gov.br

Confira as bolsas ofertadas:

prounialuno.mec.gov.br/consulta/publica

Via O Povo

Rally Piocerá 2015, um desafio e aventura pelo nordeste sobre rodas

Crédito: http://www.webventure.com.br

 

A 28ª edição do Rally Piocerá será realizada de 27 a 30 de janeiro de 2015. Neste ano, o trajeto sai de Teresina, no Piauí, com destino a Beberibe, no Ceará, cidade próxima a capital Fortaleza. Serão quatro dias de competição que passará também por Pedro II (PI), Crateús (CE) e Quixadá (CE).

O evento é reconhecido como uma das principais provas off-road de regularidade das Américas e a única que reúne várias modalidades como motos, quadriciclos, UTVs, carros 4×4 e bikes. Mais de 500 participantes, de 21 estados mais o Distrito Federal, estão inscritos para encarar essa aventura. Ao todo, serão percorridos mais de 1.000 quilômetros. Foram elaborados três diferentes percursos: um exclusivo e desafiador para as motos, outro para carros, quadriciclos, UTVs e a subcategoria motos rally, além de um terceiro para as bicicletas, com trajeto menor, de mais de 200 quilômetros.

O Rally Piocerá abrirá oficialmente os campeonatos brasileiros de Enduro e Rally Cross Country de Regularidade das Confederações Brasileiras de Motociclismo (CBM) e Automobilismo (CBA), com supervisão das federações estaduais do Piauí e Ceará. A prova também valerá pontos para o ranking da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).

Os cinco primeiros colocados de cada categoria recebem troféus e o campeão ganhará a inscrição para o Rally Cerapió 2016. Todos os inscritos levarão para casa medalhas de honra ao mérito.

 

Por que às vezes é Carapió e outras é Piocerá?

Porque quando a competição começa no Piauí se chama Piocerá, e quando começa no Ceará se chama Cerapió. Todo ano é a mesma competição, mas tem esse “charme” na mudança do nome. Outra peculiaridade é que apesar de levar Rally no nome, a competição faz parte do Brasileiro de Enduro de Regularidade.

 

Favoritismo nas motos

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Sinônimo de título do Rally Piocerá, com três consecutivos na Master (2012, 2013, 2014), a principal categoria das motos, Guilherme Cascaes é um dos destaques da 28ª edição da prova. Ainda que não esteja com o melhor condicionamento físico, já que passou recentemente por cirurgia no joelho, o catarinense de Tubarão quer de qualquer jeito o tetracampeonato.

– Infelizmente não estou na melhor forma, fiz a cirurgia em outubro e comecei agora a retomar os exercícios, fazendo reforço muscular. Vai ser bem difícil. Será uma prova de superação. Pensando no campeonato, preciso pontuar e vou dar o meu melhor – conta o piloto.

Ciente das dificuldades que cercam os trajetos do Piocerá, o catarinense espera utilizar sua experiência para ter um bom desempenho.

– O Piocerá é uma prova diferente, um pouco mais longa. São quatro dias, mais de 1.000 km. Então exige muita concentração e navegação, além da experiência. Sem contar que precisamos estar com o preparo físico em dia, pois lá a região é quente, com muita areia – complementa.

 

Estrutura do evento

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A competição conta com uma megaestrutura, com equipe técnica especializada. Para garantir o bom desempenho e qualidade do evento, que tem mais de duas décadas de sucesso, o Rally Piocerá atende os participantes com secretaria de prova; equipe de cenografia; carro abre e fecha trilha; equipe médica com resgate médico, UTI móvel e ambulâncias; sistema de apuração eletrônica, sistema integrado de comunicação, além de assessoria de imprensa e equipe de filmagem.

 

Ações sociais

Muito mais que um rali, o Piocerá reúne esporte radical e responsabilidade social. A cada ano, a competição passa por diversas localidades: pequenas cidades, vilas e povoados, onde deixa ações que, com certeza, farão diferença na vida das pessoas. Para 2015, será mantida a campanha de arrecadação de cestas básicas que serão doadas para a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Teresina). Outro projeto é o “De olho na trilha”, em parceria com a Ótica Jockey, que consiste em consultas oftalmológicas com distribuição de óculos e medicamentos às comunidades carentes. Criado com o objetivo de arrecadar livros e distribuí-los nas escolas públicas dos municípios que recebem a competição off-road, o projeto “Rallyteca” destinará cerca de 10 mil livros às instituições de ensino, em parceria promovida com empresários de São Paulo.

 

Roteiro turístico

Falar de Rally Piocerá é falar também de muitas paisagens. Os competidores têm a oportunidade de passar por trilhas e locais repletos de belezas naturais.  No Piauí, destaque para o pequeno e importante litoral, além das serras e chapadas. O Rio Parnaíba conta com um grandioso delta com mais de 90 ilhas e os parques guardam patrimônios arqueológicos, o que atrai milhares de turistas todos os anos. Destino certo de visitantes nacionais e internacionais, o estado do Ceará reúne mais de 500 km de praias. Serras, sertão e um povo hospitaleiro são as riquezas e atrativos do local, que o Piocerá explora a cada edição.

 

Conheça um pouco mais de cada cidade-sede do Rally Piocerá 2015

Teresina, Piauí – Com povo caloroso e hospitaleiro, Teresina é uma cidade grande que vai além das dimensões físicas. Localizada entre os rios Poty e Parnaíba – que se encontram na zona norte da cidade e seguem juntos para o mar – o local ficou também conhecido como a Mesopotâmia do Nordeste. Batizada pelo escritor Coelho Neto como Cidade Verde, Teresina sabe acolher os visitantes, entre eles, os participantes do Rally Piocerá.

Pedro II, Piauí – Situada na Serra dos Matões, a 208 quilômetros de Teresina, Pedro II é cercado de natureza. Destaque para o Morro do Gritador, cânion com cerca de 280 metros a uma altitude de 730 metros acima do nível do mar; Cachoeira do Salto Liso, com águas frias e cristalinas; Olho d’água Buritizinho, entre outros. Pedro II é o único lugar do mundo que tem minas de opalas, um tipo e pedra, a céu aberto. O artesanato local, com tecelagem de redes e tapetes, encanta os visitantes.

Crateús, Ceará – Por abrigar uma representativa parte da caatinga no sertão de Crateús, a Reserva Particular do Patrimônio Natural Serra das Almas, mantida pela Associação Caatinga, é reconhecida pela Unesco como Posto Avançado da Reserva da Biosfera. São 6.146 hectares de área protegida que resguardam três nascentes e espécies ameaçadas de extinção. Outra beleza de Crateús é o cânion do Rio Poti situado na Serra de Ibiapaba, local de paisagem indescritível que tem relevo, flora e fauna que precisam ser preservados. Uma curiosidade é que a cidade pertencia ao estado do Piauí, porém em 1880 foi entregue ao Ceará em troca da área que é hoje o litoral do Piauí.

Quixadá, Ceará – O município é um dos mais bonitos e exóticos do interior do Ceará. A boa receptividade junto com os atrativos naturais, históricos e religiosos são os ingredientes para o turismo na cidade. Localizado no importante ecossistema semiárido do Nordeste, suas formações rochosas apresentam características singulares. Monólitos, montanhas, trilhas ecológicas, uma exuberante fauna e flora da caatinga, também conhecida como “mata branca”. Quixadá é conhecida também como um dos melhores lugares para a prária de voo livre.

Beberibe, Ceará – Situada a 79 quilômetros de Fortaleza, Beberibe tem o litoral mais disputado da costa leste do Ceará. Com uma biodiversidade privilegiada, cheia de dunas, falésias, coqueirais, mar de águas límpidas e mornas, fontes naturais e uma rica vegetação, o local é cenário para gravação de filmes, comerciais, programas de TV e novelas. O passeio de buggy pelas praias de Morro Branco e Praia das Fontes é uma das atrações da cidade, além do turismo de aventura com o kitesurf, na praia de Uruaú.

 

Números de 2014

– 1.000 km de percurso de muita aventura e adrenalina, na região Nordeste;
– 21 Estados brasileiros, além do Distrito Federal;
– Mais de 45 mil pessoas prestigiam o evento nas cidades envolvidas no roteiro;
– Mais de 500 participantes desafiam as trilhas da região;
– Mais de 1.000 pessoas envolvidas na caravana do evento;
– Mais de 350 passagens aéreas utilizadas pelos participantes e organização;
– Mais de 60.000 litros de combustível consumidos durante o evento;
– Mais de 5.000 leitos são utilizados na rede hoteleira das cidades envolvidas;
– Mais de 15.000 refeições consumidas no período do evento;
– Mais de 150 matérias publicadas em grandes jornais;
– Mais de 30 jornalistas convidados fazem a cobertura da prova;
– Mais de 30 Matérias em revistas especializadas publicadas antes e depois do evento;
– Mais de 450 publicações na internet e cobertura on-line pelos principais websites;
– Mais de 4.700 vídeos publicados no YouTube, com mais de 5 milhões de visualizações;
– Mais de 1.300 mil acessos no site oficial entre janeiro de 2013 a fevereiro de 2014;
– Mais de 2.500 seguidores na fanpage do Facebook, com mais de 3.200 curtidas;
– Mais de 1.000 seguidores no Instagram e mais de 3.600 curtidas;
– Mais de 40 reportagens em TVs e rádios, que impactam mais de 90 milhões de pessoas;
– Mais de R$ 6 milhões de retorno em mídia espontânea

Via http://brmx.com.br/rally-piocera-2015-um-desafio-e-aventura-pelo-nordeste-sobre-rodas/

TRT condena Banco do Brasil a pagar R$ 1,2 milhão de indenização após morte de gerente

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT Piauí) condenou o Banco do Brasil a pagar indenização de R$ 1,2 milhão a família do gerente da agência de Luzilândia, localizada no Norte do Piauí, que foi morto após assalto e seqüestro dentro da agência. A família alegou que o banco reconheceu a responsabilidade sobre o ocorrido e pagou indenização no valor de R$ 108 mil, que era previsto em acordo coletivo, contudo ajuizou ação trabalhista.

Na ação, a esposa do gerente argumentou que o sistema de segurança do banco não funcionou e que a família ficou abataida devido o crime, exigindo assim, indenização por danos morais e materiais. Na primeira instância, o juiz Adriano Craveiro, da 4ª Vara do Trabalho de Teresina, concedeu indenização por danos materiais e calculou o lucro cessante com base na expectativa de vida do ex-gerente, o que resultou em R$ 881.161,80 a serem pagos em parcela única. Já para danos morais, o juiz observou o porte do banco a extensão do dano sofrido, o que o fez deferir indenização no valor de R$ 400 mil.

O banco recorreu ao TRT Piauí argumentando que pagou indenizações e auxílios aos dependentes legais do ex-empregado, tais como auxilio funeral e indenização por assalto, bem como efetuou o pagamento de pecúlio, liquidou empréstimo imobiliário do ex-empregado e concedeu pensão pela caixa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil. A instituição afirmou também que o assalto ocorrido na agência de Luzilândia-PI foge completamente da esfera de atuação do Banco sendo responsabilidade sobre o incidente exclusivamente do Estado.  Ao final, requereu a reforma da decisão primária parajulgar improcedente a demanda.

A desembargadora Enedina Maria Gomes dos Santos, relatora do recurso no TRT, ressaltou que não há controvérsia quanto ao acidente de trabalho e que a morte do obreiro ocorreu em face do exercício do cargo. Para ela, o valor da condenação por danos materiais é razoável e compatível com a da possibilidade de sobrevida, tendo como referencial a expectativa de vida de 70 anos. O mesmo, a desembargadora declarou a respeito dos danos morais, mantendo a condenação fixada pela primeira instância.

(Ascom)

Seeb/CE realiza o seminário “Caixa 100% Pública” nesta quinta-feira em Fortaleza

Evento terá como palestrantes Fernando Neiva (conselheiro eleito pelos empregados para o Conselho de Administração) e Augusto Vasconcelos (presidente do Seeb/BA), além de um representante da OAB/CE

Nesta quinta-feira (22), em Fortaleza (CE), às 19h, e com o objetivo de seguir com a luta em defesa da manutenção da Caixa Econômica Federal como banco 100% público, o Sindicato dos Bancários do Ceará realiza o seminário “Os impactos da abertura de capital da Caixa para os trabalhadores, a sociedade e as políticas públicas”.

Os debatedores são Fernando Neiva (representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa, eleito pelos empregados) e Augusto Vasconcelos (presidente do Seeb/BA e membro da CEE/Caixa), além de um representante da OAB/CE. Também está prevista a participação de representantes das centrais sindicais e de parlamentares.

Para o seminário, as inscrições estão abertas pelo e-mail bancariosce@bancariosce.org.br, ou pelo telefone (85) 3252-4266 (falar com Ação Sindical). Será garantido o ressarcimento de despesas com deslocamento para empregados da Caixa no interior que se inscreverem até quarta-feira, dia 21.

O Seeb/CE lembra que a Caixa completou 154 anos no último dia 12, na condição de instituição 100% pública. A entidade diz que, apesar de ter motivos para comemorar, “uma sombra paira sobre o futuro do banco desde o final do ano passado, quando surgiram notícias a respeito da abertura do capital do banco, o que é inaceitável”.

Fonte: Fenae Net

Bancários do Ceará protestam contra abertura de capital da Caixa Econômica

Bancários do Ceará  realizaram nesta segunda-feira (12), na praça do Ferreira, um ato público em protesto contra a declaração da presidente Dilma Rousseff a respeito da abertura de capital da Caixa Econômica Federal (CEF), anunciado no dia 22 de dezembro. Os representantes da categoria alegam que, com a medida, o banco estatal deixaria de ser totalmente público.

Em nota enviada à imprensa, o presidente doSindicato do Bancários, Carlos Eduardo Bezerra, disse que “não existe motivo para abrir o capital da Caixa, um banco público com extraordinário papel social”.

Segundo ele, a mudança enfraqueceria a atuação da instituição em programas sociais do governo, “pois os acionistas vão pressionar para aumentar os lucros, para gerar dividendos, colocando em segundo plano o seu papel social”, completou.

No último dia 22 de dezembro, a presidente confirmou a jornalistas a intenção de abrir o capital da CEF através de uma oferta pública inicial de ações. A mudança daria mais transparência nos números da instituição e poderia trazer mais investimentos. Contudo, o processo demoraria um ano e meio para ser executado,  de acordo com a presidente.

(Diário do Nordeste)

SEEB/CE promove cursinho preparatório para o concurso do BB

Em parceria com a Academia dos Módulos (Master Concursos), o Sindicato dos Bancários do Ceará promove curso preparatório ao concurso do Banco do Brasil. Serão destinadas 85 vagas para bancários sindicalizados e/ou dependentes (limitado a um por bancário). Entretanto, se o bancário fizer uso de sua vaga, não poderá indicar dependente.

O Curso terá carga horária total de 158h/a (aulas diárias de exercícios), com início programado para o próximo dia 19/1, de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h, e aos sábados, das 8h às 11h15 e de 14h às 17h15.

Do conteúdo programático constam disciplinas como Língua Portuguesa, Redação, Raciocínio Lógico-Matemático, Atualidades do Mercado Financeiro, Cultura Organizacional, Técnicas de Vendas, Atendimento, Domínio Produtivo da Informática, Conhecimentos Bancários e Língua Inglesa.

Matrículas – As matrículas serão feitas diretamente na Secretaria de Formação do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro), nos dias 15 e 16/1 (quinta e sexta), obedecendo aos critérios das vagas disponíveis, a partir das 8h. O valor do curso é de R$ 290,00. O pagamento será feito no ato da matrícula, em dinheiro ou cheque.

Mais informações através do telefone: (85) 3252 4266, falar com a Secretaria de Formação.

Esta é mais uma ação do Coletivo  de Formação do Sindicato em favor da categoria. Além da defesa pelos direitos dos trabalhadores, da luta por melhores condições de trabalho, também é papel da entidade promover a qualificação do público bancário”

Coletivo de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

SEEB-CE REALIZA ATO EM DEFESA DA CAIXA 100% PÚBLICA, DIA 12/01

No aniversário de 154 anos da Caixa Econômica Federal, o Sindicato dos Bancários do Ceará fará ato em defesa da sua manutenção 100% pública, no próximo dia 12/1 (segunda-feira), na agência Praça do Ferreira, a partir das 9 horas. Os bancários rejeitam o anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff, que disse “vou abrir o capital da Caixa”, em entrevista no dia 22/12, no Palácio do Planalto.

Segundo o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, “não existe motivo para abrir o capital da Caixa, um banco público com extraordinário papel social. Isso só iria enfraquecer a atuação da Caixa e afetar os programas sociais do governo, pois os acionistas vão pressionar para aumentar os lucros, para gerar dividendos, colocando em segundo plano o seu papel social”.

Outra ação em defesa da Caixa

Também em defesa da manutenção da Caixa 100% pública, o Sindicato realiza no dia 22/01 (quinta-feira), às 19 horas, na sua sede, o Seminário “Os impactos da abertura de capital da Caixa para os trabalhadores, a sociedade e políticas públicas”, com participação da Contraf-CUT,  Fenae, Sindicatos, Federações e Centrais Sindicais, bem como parlamentares.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

CUT: Trabalhadores não podem pagar por ajustes na economia

Tendo em vista as medidas anunciadas pelo governo no dia 29 de dezembro de 2014, com o objetivo de ajustar as despesas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e da Previdência Social, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) manifesta a posição contrária ao método utilizado para a tomada de decisão por parte do governo.

Contrariamente aos compromissos assumidos de que as decisões que envolvessem os trabalhadores deveriam passar por um processo de negociação que permitisse às Centrais Sindicais opinar e oferecer propostas alternativas a quaisquer iniciativas, fomos surpreendidos por um anúncio unilateral das medidas sem que pudéssemos contribuir e de alguma forma assegurar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

A CUT não concorda com as medidas adotadas no âmbito do Seguro Desemprego, tendo em vista que elas penalizam os trabalhadores e trabalhadoras jovens que estão ingressando no mercado de trabalho e também aqueles empregados nos setores com menor especialização, onde a rotatividade de mão de obra é uma prática recorrente do setor patronal.

A CUT considera que as medidas tomadas penalizam exclusivamente os trabalhadores e não impõem nenhuma regra ou sanção para inibir a rotatividade de mão de obra praticada pelas empresas com o único e exclusivo objetivo de reduzir os salários.

A CUT não concorda com o argumento de que os trabalhadores são responsáveis pela rotatividade de mão de obra existente hoje no país. Os exemplos utilizados não se constituem regra e não é a causa do aumento de gastos com o seguro desemprego. Os trabalhadores e trabalhadoras quem manter o seus empregos, terem seus salários valorizados e não fraudar um dispositivo que minimiza os prejuízos causados pela ganância empresarial. Essa medida representa um sério retrocesso aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Em relação ao seguro defeso, a CUT sempre se posicionou pela mais ampla transparência e controle social na concessão de benefícios. Por isso defendemos a manutenção da política de concessão exclusivamente para os trabalhadores e trabalhadoras da pesca e que o cadastro de beneficiários tenha o mesmo controle dos benefícios concedidos por outras políticas sociais, como o Bolsa Família, o Prouni etc.

A Central Única dos Trabalhadores também manifesta a sua preocupação com as medidas tomadas no âmbito da Previdência Social de forma pontual. Somos os maiores interessados na manutenção do equilíbrio das contas da Previdência, no entanto, esse equilíbrio não pode ser feito a custa dos direitos. Por isso queremos que a discussão seja mais abrangente, que possa inclusive criar uma solução para o Fator Previdenciário que tanto penaliza os trabalhadores, para que esses direitos não sejam comprometidos.

De acordo com a presidenta em exercício da CUT, Carmen Helena Foro, “é importante deixar claro que tudo o que se refere à transparência, aperfeiçoamento e maior controle social não trazem problemas para nós, desde que não retirem direitos dos trabalhadores”. Também segundo ela, “é preciso reafirmar o compromisso de que toda a pauta dos trabalhadores e trabalhadoras seja previamente discutida e acordada com a CUT e as Centrais Sindicais”, como foi o compromisso assumido com a presidenta Dilma.

Fonte: CUT

Caixa amplia vale-cultura para quem ganha até oito salários mínimos

Já está em vigor desde o dia 1º de janeiro a extensão do vale-cultura para os empregados da Caixa Econômica Federal que ganham remuneração base de até oito salários mínimos (R$ 6.304).

A opção deve ser feita por meio do autoatendimento do SISRH (opção 4.1), item “solicita/cancela vale-cultura”. Para recebimento ainda este mês, o procedimento deve ser realizado até sexta-feira (9).

“Essa foi uma das conquistas da Campanha Nacional 2014, que só veio graças à mobilização e à unidade da categoria. Entre os grandes bancos, a reivindicação só avançou na Caixa. O limite para recebimento do benefício era de cinco salários mínimos, o que contemplava cerca de 23 mil trabalhadores. Agora, mais de 52 mil poderão pleitear o vale-cultura”, diz Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

Fabiana, que é também diretora de Administração e Finanças da Fenae, salienta que o valor mensal de R$ 50 é fornecido por cartão eletrônico e pode ser usado em mais de 7.500 estabelecimentos no país.

O acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015 prevê a participação do empregado no custeio. São cinco faixas de desconto, que será feito em folha de pagamento. A contribuição do trabalhador será de R$ 3 (2 a 3 salários mínimos), R$ 4 (3 a 4 SM), R$ 5 (4 a 5 SM), R$ 10 (5 a 6 SM) e R$ 17,50 (6 a 8 salários mínimos). Quem ganha R$ 4 mil, por exemplo, vai participar com R$ 10 dos R$ 50 recebidos todo mês.

“O vale-cultura é um benefício do governo federal que tem ampliado o acesso a itens culturais por trabalhadores formais de todo o país. Entre os empregados da Caixa já contemplados, o maior consumo tem ocorrido nas livrarias e nos cinemas”, destaca Moacir Carneiro, diretor de Cultura da Fenae.

O crédito mensal de R$ 50 também pode ser usado em teatros, museus, shows, circos, espetáculos e cursos em diversas áreas, bem como para a compra de CDs, DVDs, revistas, jornais e instrumentos musicais.

Fonte: Contraf-CUT com Fenae

Bancários do Ceará doam 1,3 tonelada de alimentos a crianças carentes

Projeto cultural do Sindicato: engajamento e solidariedade – Crédito: SEEB-CE

Durante o Circuito Natalino 2014 do Coral do Sindicato dos Bancários do Ceará, a categoria foi convidada a participar da Campanha Bancários Solidários, que pedia a contribuição de alimentos a serem doados à Associação João Cavalcanti Neto (Projeto Joãozinho), que cuida de crianças carentes. A campanha arrecadou mais de 1.300 quilos de alimentos.

A doação foi entregue à professora Tânia Cavalcanti, responsável pela Associação, durante o projeto cultural Botequim dos Bancários, no dia 19 de dezembro.

“Esse foi um dos eventos com mais engajamento realizado pelo Sindicato nos últimos tempos, pois todos os bancários, além de outros colaboradores de vários segmentos, se uniram para contribuir. A passagem do Coral dos Bancários pela agências sempre era emocionante, tocando os bancários, clientes e usuários e também levando a mensagem de solidariedade a todos”, disse a diretora do Sindicato, Iêda Marques.

Conheça o Projeto Joãozinho

A Associação Beneficente João Cavalcanti Neto (Projeto Joãozinho) é uma instituição filantrópica que atende há 19 anos famílias carentes das áreas de risco das favelas, resgatando crianças e adolescentes e dando a elas oportunidades de se integrarem na sociedade.

A entidade fica localizada na Rua Fernando Farias de Melo, 1010 – Vila Manuel Sátiro. Quem desejar contribuir com esse trabalho, pode fazer sua doação em qualquer período pelos telefones (85) 3483.7232 ou 3226.0941.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Ceará

I Passeio Ciclístico dos Bancários do Ceará será dia 18/01. Faça sua inscrição

A Secretaria de Esporte e Lazer do Sindicato dos Bancários convoca os adeptos da prática de passeio ciclístico a participarem do I Passeio/Circuito Ciclístico dos Bancários que será realizado dia 18 de janeiro, cuja concentração será na sede do SEEB/CE, a partir das 7h30, com saída prevista às 8h.

O roteiro sairá da sede do Sindicato até a Praia de Iracema e retornando à sede do SEEB/CE. Na ocasião, será sorteada uma bicicleta entre os bancários sindicalizados que concluírem o percurso.

Para a realização da atividade, será disponibilizada toda a estrutura necessária como batedor da AMC, carro de apoio e ambulância. Quem quiser participar e não dispor de bicicleta, haverá serviço de aluguel de bicicleta no local da concentração. Estarão disponíveis 40 bicicletas para aluguel a R$ 15,00 cada.

No ato da inscrição para o passeio, pedimos uma contribuição de duas latas de leite (ou de mucilon, farinha láctea ou derivados). Os alimentos arrecadados serão doados para uma entidade beneficente.

Os interessados em participar deverão entrar em contato com os diretores do SEEB/CE, Ribamar Pacheco: (85) 9155 3632 ou Janaína Lima: (85) 9710 5050. Os sindicalizados podem ainda se inscrever pelo site:www.bancariosce.org.br/sorteio.php

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Abertura de capital da Caixa Econômica Federal gera preocupação entre bancários

O Sindicato dos Bancários do Ceará decidiu iniciar luta contra a abertura do capital da Caixa Econômica Federal e defende a sua manutenção como empresa 100% pública. A reação é contra manifestação nesse sentido feita pela presidente Dilma Roussef, dia 22 de dezembro, após café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.

Para o sindicato, a abertura do capital da Caixa Econômica Federal vai torná-la semelhante ao Banco do Brasil. Ou seja, o País ficará dois bancos de mercado, dois bancos com acionistas que pressionam por lucros. “Será que o governo tem interesse de ficar majoritário em dois bancos com o mesmo objetivo? Ou vai privatizar um deles? Isso pode ser o começo para privatização de um dos dois – ou da Caixa ou Banco do Brasil”, acentua em nota a entidade.

O presidente do Sindicato dos Bancários, Carlos Eduardo Bezerra, vê com preocupação a abertura do capital da Caixa. “Os bancários, em outras épocas, já viveram sob ameaça de privatização. Não existe motivo para abrir o capital da Caixa, um banco público com extraordinário papel social. Isso só iria enfraquecer a atuação da Caixa e afetar os programas sociais do governo”, diz ele.

Via http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/

Banco Central finaliza liquidação judicial do Bamerindus, após 16 anos

Após 16 anos, o Banco Central (BC) decretou o fim da liquidação extrajudicial do Banco Bamerindus. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (19) pelo órgão. O banco de investimentos BTG Pactual havia comprado o que sobrou do banco em 2013, mas o negócio dependia do fim da liquidação extrajudicial para ser concluído.

Uma das maiores instituições financeiras do país até 2009, o Bamerindus entrou em liquidação extrajudicial em 1998. Na época, o banco tinha patrimônio líquido negativo de R$ 4,2 bilhões. O patrimônio líquido é o que sobra de uma empresa após o pagamento de todas as dívidas e o cumprimento de todas as obrigações.

Por meio de liquidação extrajudicial, o Banco Central faz o saneamento das instituições financeiras, restabelecendo as finanças e negociando pagamento aos credores. Segundo o BC, também foi concluída a liquidação de duas empresas não financeiras ligadas ao mesmo grupo: Bamerindus S.A. Participações Empreendimentos e Bastec Tecnologia e Serviços Ltda.

Em janeiro de 2013, o BTG Pactual anunciou que pagaria R$ 418 milhões, em cinco parcelas anuais, para compar o espólio do Bamerindus e de suas subsidiárias. No entanto, o Fundo Garantidor de Crédito – fundo que cobre parte dos depósitos de correntistas em caso de quebra de bancos – teve de desembolsar R$ 3,5 bilhões em maio deste ano para zerar o rombo financeiro do banco.

A injeção de recursos não provocou prejuízos ao FGC, porque, na prática, o fundo trocou R$ 3,5 bilhões de dívidas que não poderiam ser recuperadas pelos R$ 418 milhões pagos pelo BTG Pactual. O saneamento completo dos ativos do Bamerindus era condição para que a venda se concretizasse. Em julho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão que julga a fusão e aquisição de empresas, aprovou o negócio.

agencia brasil

 

Itaú fecha agências sem vigilantes e expostas à violência após derrotas na Justiça

O Itaú tentou se fazer de morto mas o SindBancários mostrou que está atento. Dentro de um projeto de gestão que a gente já conhece e que aparece como discurso de eficiência, o banco da família Setúbal tentou empurrar para bancários e clientes do banco no Centro e na Zona Sul um “novo conceito de agência”. Claro que o banco vende esse conceito como se fosse o último grito em tecnologia e autoatendimento. Mas o problema é que essas agências, sem vigilantes, sem portas giratórias e sem vidros à prova de bala como manda a lei, são vulneráveis e não podem seguir funcionando.

Tão logo o banco implantou esse novo conceito em três agências de Porto Alegre, sem portas giratórias, vidros à prova de bala e vigilantes armados, o SindBancários atuou. Entramos com uma liminar que exigia o cumprimento de leis de segurança bancária. Em novembro, a Justiça do Trabalho de Porto alegre acolheu a liminar impetrada pelo SindBancários e proibiu essas agências funcionarem  sem obedecer essas normas. O banco então magoou e anunciou o fechamento de duas agências no Centro de Porto Alegre e uma na Zona Sul. (Leia aqui e aqui as decisões judiciais que proibiram o Itaú de funcionar de forma precária e que oferecesse riscos a bancários e clientes).

 

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, afirmou que não irá permitir que os bancos exponham os colegas aos riscos decorrentes de roubos e assaltos, como muitas vezes já aconteceu. “Em favor da lucratividade cada vez maior dos banqueiros, a vida dos colegas, bem como a de clientes, está sendo colocada em risco. Pressão constante e multas pesadas são necessárias para que as instituições entendam a importância do problema e tomem as atitudes cabíveis buscando evitar a exposição das pessoas à falta de segurança dos bancos”, ressaltou Gimenis.

 

A diretora do SindBancários e funcionária do Itaú, Cátia Cilene Nobre Nunes, classificou como irresponsável a atitude do Itaú. “O banco comete todos os erros possíveis nesse caso. Fecha postos de trabalho, reduz competitividade e mostra-se intransigente quanto a investimentos em segurança e condições de trabalho. Fechar três agências que não oferecem segurança nem condições decentes de trabalho não é uma solução inteligente. É o reconhecimento da derrota de um projeto absurdo e ilegal de criar agências sem bancários, sem vigilantes, sem portas giratória e, agora sabemos, sem clientes e sem trabalho”, disse a Cátia.

O banco sofreu duas derrotas na Justiça. Em 28 de outubro deste ano, a desembargadora 19ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, Brígida Joaquina Charão Barcelos Toschi, reconheceu que a segurança no local de trabalho é elemento essencial para os trabalhadores e que é ilegal o funcionamento da agência comercial sem as condições de segurança previstas na legislação. Ela, inclusive, havia reiterado que as chamadas agências de negócios do Banco Itaú não funcionassem sem porta de segurança e vigilantes armados. (Leia aqui)

No dia 4 de novembro, o Tribunal Regional do Trabalho concedeu uma liminar complementar ao mandado de segurança que já havia sido ajuizado pelo SindBancários e determinou a proibição do banco Itaú em abrir agências ou postos de atendimento sem portas giratórias, vidros à prova de bala e vigilantes armados. (Leia aqui)

Fonte: Imprensa SindBancários

Pra não esquecer, bancários lembram os 17 anos da venda do Meridional

Banco foi privatizado em 1997 no governo FHC após longa resistência da categoria

Nesta quinta-feira, 4 de dezembro, a privatização do ex-Banco Meridional do Brasil completa 17 anos. O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) recorda um pouco da história da brava luta dos trabalhadores e da sociedade gaúcha para impedir a venda do banco. Em 2015, se não tivesse sido vendido, o banco completaria 30 anos.

A privatização deixou um saldo amargo de milhares de desempregados, corte de conquistas dos bancários, fechamento de dezenas de agências e postos, e prejuízos para a economia gaúcha e o atendimento de clientes e da população.

A entrega do banco ocorreu durante os governos Antonio Brito e Fernando Henrique Cardoso, após anos e anos de resistência e luta dos bancários e do povo gaúcho. A categoria realizou inúmeras manifestações públicas, atividades nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional, parcerias com prefeituras em defesa da instituição e até uma greve de fome de quatro mulheres.

O Meridional foi comprado pelo grupo Bozano, Simonsen em 4 de dezembro de 1997, com um lance de R$ 265,66 milhões por 75,61% do capital. O preço mínimo havia sido estipulado em R$ 171,43 milhões. Foi o segundo banco privatizado no governo FHC. O primeiro fora o Banerj em 26 de junho daquele ano.

Política de terra arrasada

O novo dono do Meridional logo baixou uma política de “terra arrasada”. Milhares de funcionários foram obrigados a aderir a um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Outros tantos foram desligados mais tarde, num processo que parece nunca ter fim.

Os bancários do Meridional tinham conquistado um aditivo à convenção coletiva firmada com a Fenaban, que previa o pagamento de valores superiores para vale-refeição, auxílio creche/babá e pisos salariais, entre outras vantagens. O Bozano, Simonsen se negou a negociar a manutenção dessas conquistas e, ao longo dos anos, os valores ficaram congelados até a equiparação com o que está previsto no acordo da categoria.

Em 2000, o Meridional foi vendido, sob as mesmas condições do edital de privatização, para o grupo espanhol Santander, que continuou o desmonte. Poucas cidades médias ainda continuam com unidades do banco. O enxugamento de funcionários e agências foi brutal.

A marca passou, então, a ser denominada Santander Meridional. O nome Meridional, no entanto, foi logo depois abandonado, ficando apenas Santander. Em 2006, a razão social passou para Banco Santander Banespa, unificando todos os nomes do grupo do Brasil. Em 2009, após a compra do Banco Real, foi adotada a denominação de Banco Santander (Brasil), que permanece até hoje.

Atualmente, cerca de 200 funcionários ainda permanecem com a carteira assinada pelo ex-Meridional. Com os demais trabalhadores do banco e com a categoria, eles continuam a história de luta em defesa dos empregos e direitos.

O ex-presidente do SindBancários e atual dirigente da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, ingressou em 1982 no banco, quando ainda era Sulbrasileiro. Ele participou dessas lutas.

“Lembrar a história da privatização do Meridional ajuda a não esquecer de um projeto hegemônico e neoliberal que fez exatamente isso com as empresas públicas nesta época. Falo do projeto neoliberal. Acabamos de sair desse projeto do estado mínimo para o povo e o estado máximo para o poder econômico. Fomos vítima desse projeto, que na época da privatização do Meridional era hegemônico. Ainda bem que o Brasil está num caminho que não é esse de entregar o patrimônio público”, lembra Juberlei.

Este ano, além de garantir aumento real pelo 11º ano consecutivo, os bancários do Santander obtiveram uma proposta do banco que garante a renovação com avanços do aditivo à convenção coletiva, como o direito ao intervalo de 15 minutos dentro da jornada de seis horas e 2.500 bolsas de estudo incluindo pela primeira vez 500 de pós-graduação.

“A luta do Meridional e essa atualização necessária que fazemos é para que não esqueçamos dos tempos de política neoliberal e para que lembremos o valor da nossa luta. A nossa categoria tem história de grandes combates, o que faz com que no presente a gente tenha disposição para ficarmos 20, 40 e até mais dias em greve, se for preciso. Nada acontece por acaso na história dos trabalhadores e também só conquistamos porque temos disposição para a luta”, afirma o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Das cinzas do Sulbrasileiro ao Meridional

A história do Meridional começou com antigos bancos gaúchos. Em 1972, foi efetuada a fusão dos bancos Província do Rio Grande do Sul, Nacional do Comércio (Banmércio) e Industrial e Comercial do Sul (Sulbanco), sendo criado o Banco Sulbrasileiro.

O banco tinha uma rede de agências espalhada pelos três estados do sul do país, além de diversas unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, bem como em várias capitais do Nordeste. A propaganda do Sulbrasileiro dizia “É coisa nossa”.

Em fevereiro de 1985, no final do governo João Figueiredo (último presidente da ditadura ou regime militar), a instituição sofreu a intervenção do Banco Central. A medida visava à liquidação do banco, mas o SindBancários e a Fetrafi-RS organizaram uma forte resistência que ganhou o apoio da sociedade gaúcha.

“Não à liquidação, punição aos corruptos e estatização” eram as principais bandeiras de luta. Houve vigília em frente à agência matriz do banco (o prédio do atual Santander Cultural), além de acampamento em frente ao Congresso Nacional em Brasília, atos e encontros nacionais, dentre outras iniciativas.

O resultado da luta foi a aprovação de um projeto de lei, sancionado pelo então presidente José Sarney, que criava o Banco Meridional do Brasil, tornando-se um banco federalizado.

Aposentados na luta

Os bancos fusionados em 1972 tinham caixas de complementação de aposentadoria para os funcionários, mais conhecidas como “caixinhas”, que são:

– DAB (Departamento de Aposentadoria e Benefícios do Banco da Província do Rio Grande do Sul);

– CACIBAN (Caixa de Auxilio dos Funcionários do Banco Nacional do Comércio S/A);

– DCA (Departamento de Complementação de Aposentadoria do Sulbanco).

Por ocasião da privatização, foi aportada a importância de R$ 147 milhões como reserva específica para honrar esse passivo. As caixas não têm conhecimento da evolução dos recursos, exceto através dos balanços publicados pelo banco.

Apesar da responsabilidade solidária do banco perante essas “caixinhas”, de acordo com o edital de privatização, o Santander limita-se a efetuar o pagamento das complementações, com o repasse do índice de reajuste da categoria.

Diante da fiscalização da Previc, foi efetuado este ano um termo de ajustamento de conduta com o banco e as “caixinhas” se encontram em processo de migração para o Banesprev, que passará a fazer a gestão dos recursos, mas o banco permanece como patrocinador, de acordo com o edital de privatização.

Mais de 1.000 aposentados e pensionistas lutam contra o Santander em defesa dos seus direitos, através de ações judiciais, cobrando responsabilidade social, valorização do Estatuto do Idoso e dignidade para quem trabalhou e construiu a história do banco.

Depoimento

O funcionário do banco e atual diretor do SindBancários e da Contraf-CUT, Paulo Roberto Stekel, participou ativamente da luta dos bancários contra a liquidação do Sulbrasileiro e em defesa do Meridional contra a privatização. Ele fez um depoimento sobre essa longa resistência dos bancários, que marcou a história da categoria, especialmente no Rio Grande do Sul.

“Só a defesa do Meridional foi uma luta de 13 anos”

“Comecei a trabalhar no banco em 9 de março de 1979, como contínuo da agência de Santa Maria. Tínhamos 189 funcionários só nessa agência. Isso mostra o quanto a nossa profissão mudou. Na época que comecei a trabalhar, recém havia acontecido a fusão que deu origem ao Sulbrasileiro. A fusão aconteceu em 1972 e juntou o Banmércio, o Banco da Província e o Sulbanco.

Em fevereiro de 1985, houve a intervenção no Sulbrasileiro e no Habitasul. A crise no banco foi uma grande irresponsabilidade dos governos militares. O banco estava falido depois de muitos anos sob a gestão do Montepio da Família Militar (MFM).

Nessa intervenção do Banco Central, começa uma grande luta dos trabalhadores, dos sindicatos e da sociedade gaúcha para que não houvesse a liquidação do Sulbrasileiro e Habitasul.

Em março de 1985, realizamos várias assembleias em Porto Alegre e decidimos acampar em Brasília. O acampamento chegou a durar uns 40 dias. Lembro que começamos o acampamento, voltamos para Santa Maria para conversar com a base e, depois, de ônibus retornamos a Brasília em abril.

Nunca vou esquecer. No dia 21 de abril de 1985, o nosso ônibus estava chegando em Goiás, quando soubemos da morte do presidente Tancredo Neves, eleito em eleição indireta. Recebemos a notícia no Eixão de Goiás.

Em Brasília, conversávamos com parlamentares de esquerda, que eram muito poucos, e com a bancada gaúcha que estava toda favorável à manutenção do banco. Então, assume o vice José Sarney. O governo apresentou um decreto-lei para federalizar o Sulbrasileiro e criar o Meridional. Só que esse decreto propunha a federalização, com a criação do Banco Meridional.

Reunimos a bancada gaúcha e os deputados de esquerda e apresentamos um substitutivo a este projeto. Foi assinado pelo deputado gaúcho Irajá Andara Rodrigues. O decreto do Governo Sarney não nos servia porque ficava claro no texto que eles queriam privatizar o banco. Eles queriam sanear o banco e entregar para a iniciativa privada. Propunham privatizar o lucro e estatizar o prejuízo. O decreto-lei foi aprovado em maio e regulamentado em agosto, quando as portas do banco abriam para o público.

Ficamos mais de 40 dias em Brasília, o pessoal acampou na Praça da Alfândega. Tínhamos um acampamento permanente. Às vésperas da privatização, em 1997, houve colegas que fizeram greve de fome.

Essa foi uma das maiores lutas que os sindicatos de bancários do Rio Grande do Sul e o SindBancários aqui de Porto Alegre travaram. Foi uma vitória nossa ver as portas do Meridional se abrindo como um banco federal, com empregos preservados, todas as conquistas preservadas.

Em 1990, o Collor assume e a nossa luta em defesa do Meridional recomeça. Ele assumiu em janeiro de 1990 e, em setembro daquele ano, colocou o Meridional no Programa Nacional de Estatização (PND). A nossa luta recomeçou.

Oito anos depois, o Meridional foi vendido ao Bozano, Simonsen, que repassou aos espanhóis do Santander. Só pelo Meridional, a nossa luta sindical foi de 13 anos. Essas datas são muito importantes porque a gente precisa mostrar para as novas gerações o que governos privatistas fazem com os nossos empregos e com bancos que dão lucro.

É preciso falar todos os anos o que aconteceu com o Meridional e o quanto a nossa luta foi importante. Para nunca mais esquecer.”

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Fonte: Seeb Porto Alegre

Desrespeito: No Santander, bancários perto da aposentadoria são demitidos e humilhados

São Paulo – O Sindicato recebeu nos últimos dias uma série de denúncias de trabalhadores do Santander – todos lotados na sede do banco e com muitos anos de casa – que relatam terem sido demitidos de forma desrespeitosa. A entidade mapeou ao menos 15 dispensados que estavam próximos da aposentadoria e está orientando-os a não assinarem a demissão e nem comparecerem à homologação.

“Os bancários que passarem por essa situação devem procurar o mais rápido possível um dirigente sindical ou o próprio Sindicato, que analisará a situação e, dependendo do caso, poderá brigar por uma reintegração”, orienta a dirigente sindical Lucimara Malaquias. O telefone da Central de Atendimento do Sindicato é 3188-5200.

Além de ter de encarar a demissão perto do período de estabilidade pré-aposentadoria, os bancários relatam desrespeitos e humilhações no momento do anúncio do corte.

“Meu gestor mandou me chamar na sua sala e me demitiu sem nem olhar para mim e nem mesmo parar de digitar no computador. Foi agressivo, arrancou o crachá da minha mão, falou para eu fazer o exame demissional, pegar minhas coisas e não voltar mais”, relata uma ex-bancária. “Eu perguntei como ia sair do prédio sem o crachá e ele me disse que um segurança iria me acompanhar até a saída. Chorei, me senti como se estivesse roubando alguma coisa. Foi uma falta de respeito muito grande. Ele tem pouco mais de 30 anos, menos de dois anos no Santander. Eu tenho quase 50 anos, mais de 20 de banco”, acrescenta.

Segundo a ex-funcionária, para justificar a demissão o banco alegou falta de adequação ao novo perfil profissional almejado pela instituição. “Sempre tirei notas acima de três, ou seja, por performance não poderia ter sido demitida. Eu não sei qual o novo perfil de profissional que eles querem. Não nos informaram, mas poderiam ter dado cursos, orientado. Não somos descartáveis, podem aproveitar os profissionais  ao invés de simplesmente demitir.”

A demissão veio menos de um ano antes do período de estabilidade, que começa a ser contado um ano antes da aposentadoria. Para a ex-bancária, quem mais perde com esse descarte de trabalhadores experientes é o próprio banco.

“Me demitiram faltando sete meses para o período de estabilidade, parece até que fizeram as contas. Deveriam verificar quem realmente veste a camisa e trabalha bem, porque do contrário acabam perdendo bons profissionais. Nunca tive um feedback negativo, já fui trabalhar doente tantas vezes, dediquei minha vida ao banco.  Por isso foi realmente inesperado, ainda mais da forma como foi feito.  Onde está o lado humano disso?”, questiona.

A diretora executiva Maria Rosani ressalta que esse é apenas um das dezenas de casos idênticos que chegam todos os anos ao Sindicato. “Essas demissões têm caráter discriminatório em que o foco principal são pessoas com salários maiores, mais tempo de casa, muito próximas de entrar na estabilidade pré-aposentadoria. O sonho de todo trabalhador é um dia se aposentar, e quanto está próximo de concretizar isso, o banco arranca esse sonho. É inaceitável essa postura do Santander que, pensando apenas na redução de custo e no lucro a qualquer preço, tratam dessa forma pessoas que se dedicaram ao banco e como prêmio recebem a demissão nessa fase da vida.”

(Rodolfo Wrolli – Sindicato dos Bancários de SP)