A Polícia Federal desencadeia nesta terça-feira (20) a segunda fase da Operação Fidúcia dando cumprimento a três mandados de prisão preventiva, seis prisão temporária, sete conduções coercitivas, 20 mandados de busca e apreensão em desfavor de mutuários, empresários e servidores públicos.

Nesta segunda fase da Operação Fidúcia, as investigações concentram-se nos contratos de empréstimos destinados à pessoa física. A operação iniciou em julho de 2013 e terminou em fevereiro de 2014. Golpe ocorreu em duas agências localizadas na Região Metropolitana de Fortaleza. . Uma no Bairro Parquelândia, na capital, onde aconteceram oito operações fraudulentas e outra em Maranguape, onde segundo a Polícia Federal, foi detectada uma fraude e uma tentativa de fraude.

Auditoria interna e investigações
A Caixa Econômica Federal, através de auditoria interna, constatou fraudes na obtenção de vários empréstimos bancários da modalidade crédito imóvel em favor da Caixa que causaram um prejuízo de mais de três milhões de reais.

De acordo com coordenador da Polícia Federal, Gilson Mapurunga da Costa, o golpe contou com a ajuda de servidores da Caixa Econômica, como por exemplo, um gerente de uma agência que pediu demissão em agosto deste ano.

“Os indiciados são empresários. Um deles se dizia trabalhar como corretora. Junto com outros envolvidos (os servidores), entre eles um gerente, eles fraudavam documentação e esses funcionários da Caixa facilitaram o golpe e empréstimos e estes eram transferidos para conta de terceiros onde eram sacados em espécie e transferidos em seguida para pessoas físicas.  Esse gerente que está preso preventivamente pediu demissão  no mês de agosto”

Os investigados respoderão, na medida de suas participações, pelos crimes de estelionato, uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, integrar organização criminosa, contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

Sobre a relação com a primeira operação, Gilson, descartou que haja alguma ligação com a segunda.

“Na primeira operação a modalidade da garantia era maquinário e utensílio e eram voltadas para pessoa jurídica. Há ligação com a primeira? A princípio não. Mas, durante as investigações podemos ter novidades. A verdade é qUe são dois grupos criminosos que agiam de forma separados”, disse.

(G1 Ceará)