Arquivo da categoria: Campanha Salarial 2013

Santander antecipa a PLR para o dia 20 e Itaú, dia 27

Os funcionários do Bradesco receberam antecipadamente a segunda parcela da PLR nesta sexta (7). No dia 3 passado os funcionários do Citibank também já haviam recebido. A Convenção Coletiva de Trabalho determina que os bancos têm até o dia 03 de março para efetuarem o pagamento. A Contraf-CUT, no entanto, tem pressionado pela antecipação e alguns bancos já confirmaram as datas em que efetuarão os pagamentos. 

O Santander informou que pagará no dia 20 e o Itaú no dia 27. O HSBC ainda não se posicionou em relação à reivindicação.

O Banco do Brasil e a Caixa Federal, que têm regras próprias, se posicionarão apenas após a publicação de seus balanços. O resultado do BB do ano passado será divulgado no dia 13 e o da Caixa, segundo informação do banco público, só ocorrerá na segunda quinzena deste mês.

A PLR é composta por regra básica e parcela adicional. A regra básica, que é paga em duas parcelas, corresponde a 90% do salário do bancário mais R$ 1.694. A primeira parcela (54% do salário mais R$ 1.016) foi acertada no final do ano passado e a segunda tem de vir até 3 de março.

O montante a ser distribuído aos trabalhadores deve alcançar pelo menos 5% do lucro líquido do banco. Se isso não ocorrer, os valores são aumentados até que atinjam os 5% do resultado ou cheguem a 2,2 salários dos funcionários, o que ocorrer primeiro.

A parcela adicional equivale à distribuição de 2,2% do lucro entre os funcionários – ou seja, todos recebem o mesmo valor -, com limite de R$ 3.388. Do valor total será descontada a antecipação feita ao final da Campanha 2013.

PLR sem IR 

Desde o início de 2013, os bancários também podem comemorar a mordida menor do leão na PLR. Com a criação de tabela de tributação exclusiva, está garantida a isenção para quem recebe PLR de até R$ 6.270 e descontos menores a partir desse valor. A isenção era a partir de R$ 6 mil, mas o valor aumentou devido à correção de 4,5% na tabela do IR. Assim, todos pagam menos imposto, independentemente de quanto recebem como participação nos lucros.

Fonte: Contraf-CUT

Folga assiduidade: Bancários têm direito a usufruir do benefício até agosto

Durante a Campanha Nacional dos Bancários 2013, a categoria conquistou um importante direito: a folga assiduidade. Trata-se de um dia de ausência remunerada ao empregado que não tenha falta injustificada ao trabalho no período de um ano. O benefício está previsto na cláusula 24ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2013/2014.

O benefício, inclusive, já pode ser requerido e o direito pode ser exercido até o dia 31 de agosto deste ano para quem não tem falta no período de 01/09/2012 a 31/08/2013 e a data deve ser definida pelo funcionário em conjunto com o gestor. A folga é devida a todos os bancários com um ano de vínculo empregatício com o banco e em efetivo exercício no dia 18 de outubro de 2013, quando foi assinada a CCT.

Essa nova conquista não poderá ser convertida em pecúnia, não adquire caráter cumulativo e não poderá ser utilizada para compensar faltas ao serviço.

O Sindicato dos Bancários, entretanto, alerta para que a categoria faça valer seu direito, pois há casos em que os bancos ainda não orientaram seus gestores sobre a utilização da folga assiduidade e, por isso, muitos bancários ainda encontram obstáculos para usufruir o novo benefício. Qualquer problema deve ser denunciado imediatamente ao Sindicato, através do telefone (85) 3252 4266, para que se possa buscar uma solução.

É importante ressaltar que os bancos que já concedem folgas ao empregado, como “faltas abonadas”, “abono assiduidade”, “folga de aniversário”, ficam desobrigados do cumprimento deste benefício, sempre observando a fruição dessa folga em dia útil.

Confira a íntegra da redação da nova conquista:

CLÁUSULA 24ª – FOLGA ASSIDUIDADE

Os bancos concederão 1 (um) dia de ausência remunerada, a título de “folga assiduidade”, ao empregado em efetivo exercício na data da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho e que não tenha nenhuma falta injustificada ao trabalho no período de 01/09/2012 a 31/08/2013.

Parágrafo Primeiro – Para gozo do benefício, o empregado deverá ter, no mínimo, 12 (doze) meses de vínculo empregatício com o banco.

Parágrafo Segundo – O dia de fruição ocorrerá impreterivelmente no período de 01/09/2013 a 31/08/2014 e será definido pelo gestor em conjunto com o empregado.

Parágrafo Terceiro – A “folga assiduidade” de que trata esta Cláusula não poderá, em hipótese alguma, ser convertida em pecúnia, não poderá adquirir caráter cumulativo e não poderá ser utilizada para compensar faltas ao serviço.

Parágrafo Quarto – O banco que já concede qualquer outro benefício que resulte em folga ao empregado, tais como “faltas abonadas”, “abono assiduidade”, “folga de aniversário”, e outros, fica desobrigado do cumprimento desta cláusula, sempre observando a fruição dessa folga em dia útil e dentro do período estipulado no parágrafo primeiro.

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“Através da luta dos trabalhadores, a partir de agora, cada bancário terá pelo menos um dia de folga para resolver problemas, esticar o fim de semana ou tratar de assuntos pessoais. Isso é fruto da mobilização, da união e da resistência e é por esse caminho que a cada ano garantimos mais  direitos para todos”
Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

BANCÁRIOS DO ITAÚ TÊM PRAZO ATÉ DIA 17 PARA ADERIR AO VALE-CULTURA

O Itaú divulgou orientações aos funcionários sobre a adesão ao vale-cultura, conquistado na Campanha Nacional dos Bancários 2013 e que entrou em vigor no dia 1º de janeiro.

O valor mensal é de R$ 50,00 para salários até cinco salários mínimos (R$ 3.620) por mês e será repassado através de cartão magnético. Ao fazer a adesão, o funcionário terá os descontos previstos na lei e descritos no formulário apropriado.

O desconto e o crédito do vale-cultura serão realizados na data de pagamento do salário, no dia 27 ou no dia útil anterior de cada mês.

O recebimento ainda em janeiro está condicionado à adesão até o dia de fechamento da folha, o que ocorrerá no dia 17. Após essa data, o pagamento será feito somente em fevereiro. Não há possibilidade de pagamento retroativo.

Para receber este direito mensalmente é imprescindível fazer a adesão através do preenchimento do formulário, que deve ser enviado para:relacoessindicais@itau-unibanco.com.br ou através do fax (11) 5029-1174.

“O vale-cultura foi mais uma importante conquista da Campanha 2013, que registrou a maior mobilização dos últimos 20 anos e foi fundamental para garantir avanços frente à intransigência dos bancos”, salienta Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

 Contraf-CUT

Conquista da greve, bancários já estão usufruindo da folga assiduidade

A força da greve nacional dos bancários arrancou importantes conquistas econômicas e sociais para a categoria. Uma delas é a folga assiduidade, prevista na cláusula 24ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2013/2014. Trata-se de um dia de ausência remunerada ao empregado que não tenha falta injustificada ao trabalho no período de 01/09/2012 a 31/08/2013.

“É uma nova conquista dos bancários na luta pela concessão do abono assiduidade de cinco dias por ano, já garantido em acordos coletivos assinados com vários bancos públicos. Agora, cada bancário terá pelo menos um dia de folga para resolver problemas, esticar o fim de semana ou tratar de assuntos pessoais”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

A folga é devida a todos os bancários com um ano de vínculo empregatício com o banco e em efetivo exercício no dia 18 de outubro deste ano, quando foi assinada a CCT. O direito precisa ser exercido até o dia 31 de agosto de 2014 e a data será definida pelo funcionário em conjunto com o gestor.

Essa nova conquista não poderá ser convertida em pecúnia, não adquire caráter cumulativo e não poderá ser utilizada para compensar faltas ao serviço.

O banco que já concede folgas ao empregado, como “faltas abonadas”, “abono assiduidade”, “folga de aniversário”, fica desobrigado do cumprimento desta cláusula, sempre observando a fruição dessa folga em dia útil.

(SEEB-CE)

No Ceará, bancários da Caixa e BB encerram greve; BNB segue parado

Após nova assembleia dos bancários na noite desta segunda-feira (14), os trabalhadores da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil decidiram encerrar a greve. Segundo o sindicato, os bancários das duas empresas retornam às atividades na terça-feira (15).  Na sexta-feira (11), trabalhadores dos bancos privados do Ceará já haviam encerrado a greve. Apenas bancários do Banco do Nordeste do Brasil seguem as paralisações. Os bancários do BNB realizam nova assembleia nesta terça-feira (15).

“A direção do BNB nos apresentou uma proposta rebaixada que chega a ser inferior até mesmo se comparada aos demais bancos federais. A resposta para todos estes desmandos é fortalecer a greve”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do BNB, Tomaz de Aquino.

O sindicato aceitou nesta segunda a mesma oferta da Federação Nacional dos Bancos recusada na sexta-feira. Os trabalhadores receberão 8% de reajuste salarial, 8,5% de aumento no piso da categoria, além de receber o valor do salário equivalente aos dias parados em greve.

A greve durou 23 dias na maior parte do país. No Ceará, a greve dos bancários teve forte adesão e 80% das agências de todo o estado chegaram a ficar fechadas.  Os comerciantes alegam prejuízo para o Dia das Crianças por causa greve dos bancários.

Nesta segunda-feira, após o retorno das atividades na maior parte dos bancos, houve grandes filas nas agências privadas. Já quem procurou bancos públicos não conseguiu ser atendido, como o caminhoneiro Acilon Tavares. Ele viajou até Juazeiro do Norte para dar entrada no Fundo de Garantia e chegou à fila às 5h. “Não teve ninguém para tomar providência. A moça chegou agora e disse que talvez, talvez na quarta-feira”, diz.

(G1 Ceará)

Acordo Aditivo Específico aprovado pelos empregados do Banco do Brasil

Os bancários do Banco do Brasil aprovaram, em assembleia realizada em 11 de outubro, proposta feita pela direção do banco para a renovação do acordo aditivo específico dos funcionários.

> Funcionários aceitam proposta e greve acaba no Banco do Brasil
 



 Sindicato dos Bancários de SP

Confira detalhes da Convenção Coletiva e Trabalho 2013 aprovada pelos bancários

Os bancários aprovaram, em assembleia realizada no dia 11 de outubro, proposta apresentada pela federação dos bancos (Fenaban) para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

> Bancários aceitam propostas e encerram greve
 


 


Sindicato dos Bancários de SP

Bancários e Fenaban chegam a acordo, e greve pode acabar na segunda-feira

Os bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) chegaram, na madrugada desta nesta sexta-feira (11), a um acordo para o fim da greve, que já dura 23 dias, de acordo com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

 

A paralisação dos funcionários do setor financeiro foi a mais longa desde 2004, quando os bancários paralisaram os serviços por 30 dias. No ano passado, os trabalhadores ficaram parados por nove dias e, em 2011, por 21 dias.

 

O Comando Nacional dos bancários aceitou proposta de reajuste de 8%, e vai sugerir às assembleias estaduais que aprovem o fim da greve até segunda-feira (14). Em São Paulo, a assembleia acontece nesta sexta (11), às 17h.

 

“A proposta tem avanços nas principais reivindicações dos bancários e vamos indicar a aprovação em assembleias”, disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, em nota à imprensa.

 

Os bancários devem compensar os dias de paralisação trabalhando no máximo uma hora a mais por dia até 15 de dezembro, segundo a nota da Contraf.

Acordo

Os bancários afirmam, em nota, que receberam proposta de reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%, além de reajuste de 8,5% nos pisos, com ganho real de 2,29%.

A categoria já havia rejeitado duas propostas de reajuste salarial, de 7,1% e 6,1%, e reivindicava 11,93%.

 

Os dois lados acertaram que a regra básica do PLR (Participação nos Lucros e Resultados) será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.694. A reivindicação era de três salários mais R$ 5.553,15.

 

Também recebem reajustes o auxílio-refeição (de R$ 21,46 para R$ 23,18) e a cesta-alimentação (de R$ 367,92 para R$ 397,36).

 

 Os bancários que recebem até 5 salários mínimos receberão o Vale-Cultura mensal, com valor de R$ 50. Todos os funcionários também terão direito a um dia de ausência remunerada a título de abono assiduidade, ainda segundo a nota.

 

Também foi acertado um grupo para debater as razões dos afastamentos por saúde, e a cobrança por metas via mensagem de celular foi proibida, conforme o comunicado.

 

Fonte: Uol

 

GREVE: UM DIREITO DE TODO TRABALHADOR!

Publicado por Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul (extraído pelo JusBrasil)

O direito de greve é garantido pela Constituição Federal do Brasil, através do seu artigo , sendo um direito social de todo e qualquer trabalhador, cabendo aos próprios trabalhadores exercerem a oportunidade desse direito, bem como definirem os interesses que serão defendidos pela greve. É obrigação de a lei definir quais serão os serviços essenciais e dispor sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da sociedade.

Assim, a greve é uma garantia constitucional do servidor público civil, devendo ser exercida em sua plenitude, sem punições ou restrições quando exercida dentro da legalidade, sendo necessário que haja coerência e boa-fé nas negociações, preservando sempre o princípio da dignidade da pessoa humana em relação aos vencimentos e respectivos aumentos remuneratórios, de forma a capacitar o servidor a sustentar sua família, e ter boas condições de saúde, educação e lazer, acompanhando-se a inflação e, consequentemente, viabilizando sua participação ativa no mercado de consumo, levando-se em conta ainda a enorme carga tributária brasileira que consome, e muito, os rendimentos de qualquer cidadão.

Caso se tratem de serviços essenciais, um mínimo de 30% do contingente deverá trabalhar na forma de rodízio, para evitar prejuízos maiores, quer ao Estado, quer à população. Já para o empregado público, a greve terá efeitos imediatos, dentre eles a não percepção de seu salário.

Nessa linha, haverá uma grande desigualdade de forças caso o salário do empregado seja cortado durante a greve, eis que o Estado tem mecanismos de sobrevivência durante o movimento (o Estado, ao contrário de uma empresa, não quebra), podendo, inclusive, postergar uma negociação até o ponto dos empregados públicos em greve não poderem mais manter o movimento grevista, em razão da perda de seus rendimentos e, consequentemente, de seu sustento.

Oportuno registrar que muitas das pessoas que hoje abominam a greve não se recordam que as garantias jurídicas de natureza social que possuem aposentadoria, auxílio-doença, licenças, férias, limitação da jornada de trabalho etc. etc. etc., além de direitos políticos como o voto e a representação democrática das instituições públicas advieram da organização e da reivindicação dos movimentos operários.

Negar aos trabalhadores o direito ao salário quando estiverem exercendo o direito de greve equivale, na prática, a negar-lhes o direito de exercer o direito de greve, e isto não é um mal apenas para os trabalhadores, mas para a democracia e para a configuração do Estado Social de Direito do qual tantos nos orgulhamos!

Conforme Ementa, da lavra de Rafael da Silva Marques, aprovada no Congresso Nacional de Magistrados Trabalhistas, realizado em abril/maio de 2010: não são permitidos os descontos dos dias parados no caso de greve, salvo quando ela é declarada ilegal. A expressão suspender, existente no artigo 7 da lei 7.783/89, em razão do que preceitua o artigo 9º. da CF/88, deve ser entendida como interromper, sob pena de inconstitucionalidade, pela limitação de um direito fundamental não autorizada pela Constituição federal.

Ora, se a greve é um direito fundamental não se pode conceber que o seu exercício implique o sacrifício de outro direito fundamental, o da própria sobrevivência. Lembrando-se que a greve traduz a própria experiência democrática da sociedade capitalista, não se apresenta honesto impor um sofrimento aos trabalhadores que lutam por todos, que, direta ou indiretamente, se beneficiam dos efeitos da greve.

Vale acrescentar que no que se refere aos servidores públicos, ao qual a Constituição brasileira assegurou o direito de greve, por tradição histórica, o não desconto de salários em caso de greve se incorporou ao patrimônio jurídico dos servidores. Qualquer alteração neste sentido, portanto, além de ilegal, conforme acima demonstrado, representa um grave desrespeito aos princípios do não retrocesso social e da condição mais benéfica, até porque as experiências democráticas no sentido da construção da cidadania devem evoluir e não retroceder.

Em suma: só há direito à greve com garantia plena à liberdade de reivindicação por parte dos trabalhadores, pois, afinal, os trabalhadores em greve estão no regular exercício de um direito, não se concebendo que o exercício desse direito seja fundamento para sacrificar o direito à própria sobrevivência, que se vincula ao efetivo recebimento de salário.

FONTE:

http://www.webartigos.com/articles/3031/1/O-Direito-De-Greve-Do-Servidor-Público/pagina1.html#ixzz1KegtYWaI

Fonte/Autor: webartigos.com

Serasa diz que greve dos bancários explica queda de 9,8% na busca por crédito em setembro

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo- O número de pessoas em busca de crédito diminuiu 9,8%, em setembro, comparado a agosto, segundo o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito. Já sobre o mesmo mês do ano passado, a procura cresceu 4,4%. De janeiro a setembro, houve um aumento de 4,6% em relação a igual período de 2012.

Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, essa queda na virada de agosto para setembro foi provocada pela greve dos bancários. Eles argumentaram, por meio de nota, que o movimento de paralisação, iniciado a partir da segunda quinzena de setembro, restringiu o acesso dos consumidores às agências bancárias.

Os economistas observaram ainda que, o fato de ter sido registrado aumento sobre setembro do ano passado, pode estar relacionado ao fato de ter havido dois úteis a mais, com um total de 21, ante 19 dias em igual mês de 2012.

Os consumidores de baixa renda foram os que mais reduziram a procura, havendo queda entre os que ganham até R$ 500 mensais (-10,4%); entre R$ 500 e R$ 1.000 (-10,8%); de R$ 1.000 a R$ 2.000 (-9,6%); entre R$ 2.000 e R$ 5.000 (- 7,7%); entre R$ 5.000 e R$ 10.000 (-5,3%); e acima de R$ 10.000 (-5%).

Já no acumulado do ano, os consumidores com os menores rendimento lideram a demanda, com um aumento de 11,1% na faixa até R$ 500 mensais e de 6,5% no caso dos que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 por mês. Aos que têm rendimentos mensais entre R$ 1.000 e R$ 2.000, houve expansão de 2,8%, e entre R$ 2.000 e R$ 5.000, uma pequena alta de 0,5%.

Nesse mesmo período, caiu em 1% o interesse dos consumidores que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais, e recuou em 0,2% nas faixas superiores a R$ 10.000 por mês.

Na virada de agosto para setembro, a Região Sul foi a que apresentou a maior redução no interesse por crédito (-15,4%). Houve redução também no Norte (-14,1%); Nordeste (-14,5%); Sudeste (- 6,4%) e Centro-Oeste (- 2,6%).

De janeiro a setembro, a Região Norte apresentou a maior alta, com 13,7%, seguida pelo Nordeste, com crescimento de 11,2%. No Sul ocorreu avanço de 4,2%, e no Sudeste aumento de 2,8% . A região Centro-Oeste foi a única a ter queda (-1,7%).

A pesquisa tem como base o número de consultas a CPFs feitas ao banco de dados da Serasa pelas entidades bancárias.

Edição: Davi Oliveira

(Agência Brasil)

Sem acordo, greve dos bancários completa 19 dias nesta segunda-feira

A greve dos bancários em todo o País completa 19 dias nesta segunda-feira (7). Na última sexta-feira (4), a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) fez uma proposta de 0,97% de aumento real (reajuste de 7,1%).

Porém, o Comando Nacional dos Bancários encaminhou documento à Fenaban solicitando “uma nova proposta que de fato atenda às reivindicações econômicas e sociais” da categoria.

Em nota, a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, afirma que “propor aumento real abaixo de 1% não é aceitável”.

Nesta semana, assembleias vão ser realizadas em todo o País para discutir os rumos da paralisação. Em São Paulo e no Ceará, a assembleia acontece nesta segunda-feira (7) às 17h. O Comando Nacional dos Bancários afirmou que vai indicar a rejeição da proposta durante as discussões.

A categoria quer um reajuste de 11,93% (aumento real de 5%). Os bancários também pedem a valorização dos vales— refeição e alimentação e melhores condições de trabalho.

Mais de 11 mil agências bancárias fechadas

No último balanço divulgado da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 11.406 agências bancárias tinham sido fechadas até a quinta-feira (3).

Para atender ao público durante o período de greve, os caixas de autoatendimento vão continuar funcionando. Os clientes também poderão usar o internet banking e o aplicativo do banco no celular (mobile banking).

Os correspondentes bancários como casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados estão abertos para as transações financeiras.

O cartão de crédito é mais uma alternativa para pagar contas básicas como água, luz ou telefone. Porém, o serviço pode gerar taxa de até R$ 16 por boleto.

(r7Economia)

Greve dos bancários fecha mais de 11,1 mil agências, informa Contraf

Greve dos Bancários – Fonte: SEEB-CE

A greve dos bancários mantém mais da metade das agências do país fechadas, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (2) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

De acordo com a entidade, os bancários fecharam 11.156 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal nesta quarta. Com isso, a greve, que começou na última quinta-feira (19), atinge 51,9% das agências, considerando 21.500 agências no país.

Segundo a Contraf, o Comando Nacional dos Bancários vai se reunir nesta quinta-feira em São Paulo para avaliar a segunda semana de paralisação e “tomar medidas visando ampliar o movimento e assim forçar os bancos a apresentarem uma nova proposta”.

A enitdade diz que a greve cresceu 81,5% desde o primeiro dia (19), quando 6.145 postos foram fechados.

Greve
Os bancários aprovaram a paralisação por tempo indeterminado em assembleias realizadas em todo o país no dia 12 de setembro. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 5 de setembro, diz a Contraf.

A categoria quer reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860. Pede, ainda, fim de metas abusivas e de assédio moral que, segundo a confederação, adoece os bancários.

O que os bancos oferecem

De acordo com a Contraf, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de reajuste de 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc). A proposta e de PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado), além de parcela adicional da PLR de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.

Febraban diz que será mantida a mesma fórmula de participação nos lucros, com correção dos valores fixos e de tetos em 6,1%. Com isso, o piso salarial para bancários que exercem a função de caixa passará para R$ 2.182,36 para jornadas de seis horas. Entre outros benefícios, estão previstos reajuste do auxílio refeição, que sobe para R$ 22,77 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 390,36 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor e auxílio-creche mensal de R$ 324,89 por filho até 6 anos.

Retirada de benefícios

A Febraban lembra que os aposentados, que começaram a receber no último dia 24 os benefícios de setembro, podem retirá-los na rede de caixas eletrônicos ou em outras agências do mesmo banco.

Para sacar no caixa eletrônico é preciso inserir na máquina e digitar a senha, pressionar a opção “saque” e escolher o valor que deseja sacar. A entidade recomenda que aposentados com dificuldade de usar o terminal eletrônico sejam acompanhados por pessoas conhecidas ou parentes. Os pedidos de ajuda só devem ser feitos a funcionários identificados do banco, nunca a pessoas estranhas.

Os caixas têm limite de saque diurno variável conforme instituição financeira e saques noturnos limitados a R$ 300,00.

Orientações
Procon-SP avisa que a greve não desobriga o consumidor de pagar as contas em dia, mas diz que a empresa credora tem a obrigação de oferecer outras formas e locais para que os pagamentos sejam efetuados.

A orientação é entrar em contato com a empresa para saber quais são as formas e locais de pagamento como internet, sede da empresa, casas lotéricas e código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos. O pedido deve ser documentado (via e-mail ou número de protocolo de atendimento, por exemplo) para permtir a reclamação aos órgãos de defesa do consumidor, caso não seja atendido.

O consumidor não deve adquirir, sem conhecer em detalhes, pacote de serviços oferecidos por bancos, voltados a facilitar a quitação dos débitos durante a greve.

Para o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, a greve é um risco previsto nas atividades de uma instituição financeira, portanto, ela é responsável por possíveis prejuízos causados ao consumidor com a paralisação.

(G1)

A maior greve dos bancários dos últimos 20 anos

Greve dos Bancários do Ceará em 2013 – Foto: SEEB-CE

Os bancários de todo o país ingressaram nesta quarta-feira (2) no 14º dia da sua greve nacional. Segundo balanço da Confederação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), a paralisação já é a maior e a mais longa da história recente da categoria. Neste início de semana, a adesão à greve cresceu com o fechamento de 11.822 agências e centros administrativos em vários estados. Apesar disto, os bancos ainda se recusam a voltar à mesa de negociações, o que demonstra a sua intransigência e o desrespeito com os clientes.

Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do comando nacional dos bancários, “esta já é a maior greve da categoria dos últimos 20 anos. Não apenas a paralisação cresce a cada dia em todos os estados, como os bancários estão indo às ruas em manifestações e passeatas junto com outras categorias de trabalhadores, como ocorre esta semana com os petroleiros. A mobilização serve para demonstrar a indignação dos bancários com os bancos, que têm no Brasil os maiores lucros e a mais alta rentabilidade do sistema financeiro mundial, pagam salários milionários a seus executivos e desrespeitam os trabalhadores que produzem esses resultados”.

A greve nacional dos bancários foi deflagrada em 19 de setembro. Ela foi uma resposta à arrogância dos banqueiros, que em cinco rodadas de negociações propuseram apenas a reposição da inflação e recusaram as demais reivindicações da categoria. No primeiro dia de paralisação foram fechadas 6.145 agências e departamentos nos 26 estados e no Distrito Federal. Após quase duas semanas, a greve cresceu 79,2%. “O recado dos trabalhadores é claro. A greve continuará crescendo enquanto não houver aumento real, valorização dos pisos, melhoria da PLR, proteção do emprego, melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades”, conclui Carlos Cordeiro.

 por Altamiro Borges no Blog do Miro

Greve dos Bancários no Ceará: 403 agências estão paralisadas; Santander fechou 100%

greve dos bancários completou 13 dias nesta terça-feira (1º) e já contabiliza 403 agências bancárias paralisadas. Segundo o Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE), os banqueiros tem ignorado as reivindicações da categoria, portanto as mobilizações devem aumentar. O banco Santander, por exemplo, já paralisou 100%das atividades.

O banco Santander, por exemplo, já paralisou 100% das atividades (FOTO: Divulgação)

Para pressionar a reabertura das negociações, os bancários realizaram nesta terça-feira uma caminhada no corredor bancário da Aldeota, com passagem pelas unidades das Avenidas Santos Dumont e Desembargador Moreira.

O diretor do SEEB/CE, Marcos Saraiva, conta que a agência Nossa Senhora de Fátima da Caixa Econômica tentou furar a greve, mas foi logo impedida pelos grevistas. “Apesar da greve estar forte e coesa é necessário ampliar ainda mais o movimento. É preciso que o número de bancos fechados seja maior para que nossa greve conquiste a reabertura das negociações”.

(Tribuna do Ceará)

Bancos dizem ‘não’ a aumento real, e greve dos bancários persiste

do BOL, em São Paulo 

Em ano de desaceleração da economia, os bancos já decidiram: não haverá aumento acima da inflação para os bancários, que entram hoje no nono dia de greve.

Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, se não cederem de fato, será a primeira vez desde 2003 que a categoria, uma das mais fortes nas negociações salariais, receberá só a reposição da inflação (6,1%).

As negociações dos bancários serve de modelo para os acordos salariais de todo o setor de serviços, segmento de maior pressão para inflação.

Nos últimos nove anos, a categoria teve 22,2% de aumento real, de acordo com a Contraf-CUT (confederação nacional dos bancários).

“Ninguém está falando em cortar benefícios e conceder zero de reajuste, o que seria um mau acordo. Ao repor o poder de compra, os bancários continuarão com os melhores salários do mercado, os melho

 

res benefícios e a participação de lucros [PLR] garantida em convenção coletiva”, diz Magnus Apostólico, diretor de relações trabalhistas da Fenaban (federação dos bancos).

O salário médio dos bancários é hoje de R$ 4.740, sendo que o piso salarial é de R$ 1.519. A PLR paga aos caixas de bancos, segundo o diretor, varia entre 3,5 e 4 salários adicionais.

“Isso corresponde a quase 30% a mais no salário, se dividirmos o valor da PLR por mês”, diz o diretor.

Ainda segundo os bancos, a inflação pelo INPC acumulada nos últimos sete anos foi de 42%, enquanto a correção no piso do setor foi de 80%, e a dos salários, 60%.

“A proposta de conceder só a reposição da inflação é indecente. A greve continuará até que haja proposta melhor”, diz Juvândia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e Região (CUT) e uma das coordenadoras da negociação.

Um dos motivos alegados para não conceder aumento real é o fato de o lucro obtido pelos bancos ter sido menor do que a inflação no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2012.

Na média, os bancos lucraram 3,7% a mais, enquanto a inflação está em 6%.

“Um setor que lucrou R$ 59 bilhões não pode dar aumento real? Mesmo que o lucro não tivesse crescido, ainda seria altíssimo. Não tem cabimento”, diz a sindicalista.

“A economia está girando mais devagar, com resultados inferiores aos de anos anteriores. O cenário é de indefinição neste ano e no primeiro semestre de 2014. É preciso cautela”, afirma o diretor.

AUMENTO REAL

Neste ano, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93%, sendo 5% de aumento real, além de PLR no valor de três salários mais R$ 5.553,15 fixos, entre outros.

No ano passado, foram nove dias de paralisação, que resultaram em reajuste de 7,5%, sendo 2% de aumento real. Em 2011, os bancários cruzaram os braços por 21 dias e voltaram ao trabalho com reajuste de 9% (1,5% acima da inflação). Foi a maior paralisação desde 2004.

Patrões e empregados não sentam para negociar há três semanas. Cada um dos lados espera uma contraproposta.

Segundo os bancários, 10.586 agências e centros administrativos nos 26 Estados e Distrito Federal foram fechados devido à greve. A Fenaban não divulga a adesão.

(Com informações do jornal “Folha de S.Paulo”)

 

Greve dos bancários no Ceará fecha 60% das agências

Os bancários do Ceará chegam hoje (26/09), ao oitavo dia de greve com uma mobilização cada vez mais crescente. Segundo o sindicato da categoria, até a quarta-feira (25), em todo o Estado, o número de agências paradas subiu de 313, para 349, das 507 existentes. Na Capital, 172 agências estão fechadas, enquanto que no Interior esse número é de 177.

 

 

Os números mostram a crescente adesão dos bancários ao movimento: no primeiro dia de greve, 19/9, 166 agências fecharam; na sexta-feira, 280; na segunda, 290; e na terça, 313 agências paralisaram. O número de 349 agências paradas já representa mais de 60% de paralisação no Estado.

Nesta quinta-feira (26), às 14h, em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários se reúne para fazer a avaliação da primeira semana de greve. O presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE), Carlos Eduardo Bezerra, irá participar do encontro. “Vamos apresentar no Comando Nacional a situação de uma greve forte e crescente no Ceará. Deveremos ainda traçar estratégias do movimento para pressionar os banqueiros e assim, arrancarmos nova negociação com os bancos”, informa.

O presidente do Sindicato convoca ainda todos os bancários cearenses a continuarem firmes na luta. “A hora é de permanecermos fortes e unidos, pois na greve estamos construindo a nossa vitória”, conclui.

(via Vermelho)

Comando Nacional dos Bancários se reúne nesta quinta (26/09) para fazer avaliação da greve

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta quinta-feira (26), às 14 horas, em São Paulo, para fazer uma avaliação da primeira semana da greve que está paralisando agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

“Vamos avaliar o movimento, que já é maior do que o do ano passado, e discutir formas de fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações, diante do silêncio dos bancos em retomar o processo de negociações”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Precisamos reforçar ainda mais as paralisações para quebrar a intransigência da Fenaban e arrancar uma proposta decente com conquistas econômicas e sociais para a categoria, bem como garantir avanços nas negociações das pautas de reivindicações específicas com os bancos públicos”, salienta Carlos Cordeiro.

A greve foi deflagrada na última quinta-feira (19), conforme decisão das assembleias dos sindicatos no último dia 12, após ter sido rejeitada a única proposta de 6,1% da Fenaban, que só repõe a inflação do período pelo INPC. 

Na segunda-feira (23), as paralisações atingiram 9.015 agências e centros administrativos em todo o país, um crescimento de 23,8% em relação à sexta-feira (20), quando os bancários pararam 7.282 dependências, um salto de 18,5% em comparação ao primeiro dia de greve, que teve 6.145 unidades fechadas. 

Nesta terça-feira (24) e quarta (25), vários sindicatos realizam passeatas em conjunto com trabalhadores dos Correios, vigilantes e demais categorias em luta. “Vamos mostrar a força da mobilização e dialogar com os clientes e a sociedade que também são vítimas do profundo descaso dos bancos”, ressalta Carlos Cordeiro.

O Comando Nacional representa um total de 143 sindicatos e 10 federações de todo país, totalizando mais de 95% dos bancários de todo Brasil. Além das entidades integrantes, participam como convidados os coordenadores das comissões de empresas dos trabalhadores dos bancos públicos federais. 

Fonte: Contraf-CUT

Greve dos bancários completa 7 dias e fecha 10.024 agências em todo país

Bancários do Ceará realizaram passeata nesta quarta-feira (25/09)

Os bancários, em greve nacional há sete dias, continuam ampliando e intensificando a paralisação da categoria em todo o país. Nesta quarta (25) 10.024 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados foram paralisados nos 26 estados e no Distrito Federal. Trabalhadores de setores estratégicos também aderiram à greve, com destaque para a paralisação de call centers.

A greve nacional foi deflagrada na quinta-feira (19) e, como nos anos anteriores, vem crescendo a cada dia. No primeiro dia foram fechados 6.145 unidades, subindo para 7.282 no segundo dia, 9015 no quinto dia e 9.665 unidades no sexto dia. Trata-se de um crescimento de 63,12% em relação ao primeiro dia de greve.

A (única) proposta da Fenaban de reajuste 6,1%, que repõe apenas a inflação do período, foi apresentada no dia 5 de setembro e foi rejeitada pelos bancários em assembleias realizadas dia 12, em todo o país.

“Completamos uma semana de uma forte greve nacional, maior do que a do ano passado. Enquanto isso, os bancos estão há vinte dias calados, intransigentes, sem negociar com os bancários, desrespeitando a categoria e a sociedade. Vamos fortalecer ainda mais o movimento, ampliar ainda mais as paralisações, para forçar a reabertura das negociações visando conquistar uma proposta decente , com aumento real de salário, ampliação da PLR, valorização do piso, mais contratações, fim da rotatividade e das terceirizações, melhores condições de trabalho com fim das metas abusivas, mais segurança e igualdade de oportunidades”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

O Comando Nacional, que representa 95% dos bancários de todo o Brasil, vai se reunir nesta quinta-feira (26), às 14h, em São Paulo, para fazer uma avaliação da primeira semana de greve e definir formas de ampliar e fortalecer ainda mais o movimento.

Mais passeatas e manifestações

Além de paralisar as atividades, os bancários vêm intensificando a realização de passeatas e manifestações em todo o país. Na terça (24) ocorreram caminhadas em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Campo Grande. Hoje, estavam agendadas mobilizações em Brasília, João Pessoa, Fortaleza e Salvador, entre outras.

“Vamos aumentar os protestos nas ruas para dialogar com os clientes e a sociedade, mostrando que os bancos, cujos lucros atingiram 29 bilhões de reais no primeiro semestre deste ano, têm plenas condições que atender às reivindicações econômicas e sociais dos bancários, reduzir as altas taxas de juros e tarifas cobrados dos clientes e garantir atendimento de qualidade à população “, conclui Carlos Cordeiro.

As principais reivindicações dos bancários

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

Fonte: Contraf-CUT

Negociação: BNB não oferece nada e funcionários devem aderir à greve

Mais uma vez, a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) frustrou as expectativas do funcionalismo durante rodada de negociação realizada no centro administrativo do Passaré, na segunda-feira, 9/9, em Fortaleza. O Banco limitou-se a apresentar alguns avanços da mesa permanente, entretanto sem apresentar nada de concreto relativo às reivindicações da pauta específica dos funcionários.

O diretor administrativo e de TI, Nelson Antônio de Sousa, e o superintendente de Desenvolvimento Humano, Alan Teixeira, ressaltaram como avanços da mesa a suspensão do empréstimo de férias e do CDC; a resolução dos casos pendentes oriundos da reestruturação realizada nas centrais operacionais; a convocação de 210 concursados, inclusive de áreas técnicas; a abertura de novas agências e previsão de mais 78 inauguradas até o final de 2013; a desmobilização de terceirizados; a disponibilidade do Banco em negociar passivos trabalhistas; a definição da comissão eleitoral para eleição do representante dos trabalhadores no Conselho Administrativo nos moldes do BB e, pela primeira vez, o BNB falou oficialmente sobre a existência de um Plano de Incentivo ao Desligamento, que se encontra em análise pelo Ministério da Fazenda e DEST. O Banco negou ainda o asseguramento de função de 12 meses, reivindicado pela Contraf-CUT, no que se refere à reestruturação realizada recentemente pelo BNB.

“Nós trabalhadores reconhecemos os avanços conquistados na mesa permanente com o BNB e consideramos positivas essas questões apontadas pelo Banco, pois demonstram que nossas justas reivindicações vêm sendo atendidas. Entretanto, diante do momento que vivemos, decisivo, da campanha salarial, esperamos pelo menos que o Banco apresente algo relativo à nossa pauta, a exemplo: PCR Já, PLR Social de 5%, implementação imediata do ponto eletrônico, contratação de todo o banco de reserva do concurso que expira no meio do ano que vem, fim das terceirizações, entre outras demandas que já foram discutidas e apresentadas, ponto a ponto, em negociações anteriores”, avalia o vice-presidente da Contraf-CUT, Carlos Souza.

A representação dos funcionários cobrou respostas para a revisão do PCR, o aumento de 3% para 5% no pagamento linear da PLR Social, as questões relativas à CAPEF e CAMED, a implementação real do ponto eletrônico, emprego, entre outras.

“Nós entendemos que a revisão do PCR e a PLR Social são formas de incentivar e de reconhecer o trabalho e o esforço dos funcionários para fortalecer este Banco cada vez mais. A situação da CAPEF e da CAMED também muito nos preocupa e nada mais justo que tenhamos representantes nessas diretorias, como forma de proteger o trabalhador. Com relação ao ponto eletrônico, precisamos implementá-lo de fato, como forma de coibir a jornada irregular, que são denúncias que o Sindicato recebe praticamente todos os dias. Além disso, a contratação de mais funcionários para amenizar o caos nas agências também é uma reivindicação simples e justa. Esperávamos, pelo menos, propostas para esses casos mais urgentes. Mas, nem isso veio”, lamenta Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB.

Revisão do PCR – Tomaz cobrou que fosse retomada a comissão paritária para discutir a revisão do PCR, informando que inclusive os trabalhadores já apresentaram seus nomes à comissão. Segundo ele, esse é um trabalho que já está encaminhado e não vê porque protelar tanto a instalação da comissão.

Emprego – A representação dos trabalhadores, Contraf-CUT e CNFBNB, entendem que é positiva toda e qualquer convocação de concursados, principalmente no BNB que está num processo louvável de desmobilização de terceirizados. No entanto, esse número de 210 convocados ainda é insuficiente para atender à demanda das agências.

As entidades reivindicaram novamente que, diante da impossibilidade legal de se prorrogar o concurso vigente, que sejam convocados o maior número possível de concursados até a sua expiração, em meados de 2014.

“Segundo nos informou o próprio Banco, 78 novas agências devem ser inauguradas até o final do ano. Se são necessários oito funcionários no mínimo por cada agência, nós calculamos que o BNB precisará de pelo menos mais 600 trabalhadores”, analisa Carlos Souza.

PLR Social – Os funcionários do BNB pleiteiam o aumento da PLR Social de 3% para 5%. “Considerando que o papel do Banco é tão importante para a sociedade, quanto o da Caixa Econômica Federal é incoerente que o BNB receba PLR Social inferior já que o patrão é o mesmo: o governo federal”, pondera o vice-presidente da Contraf-CUT. Hoje, os trabalhadores da CEF recebem 4% de PLR Social.

Previdência e Saúde – Os trabalhadores esperam uma solução urgente para o plano BD da Capef para que os funcionários possam se aposentar de forma digna. Quanto à Camed, uma das reivindicações é o fim da co-participação que onera o funcionalismo. Além disso, os bancários querem a criação de um plano de custeio, uma reivindicação antiga dos trabalhadores.

Mobilizar para conquistar – Como o Banco não atendeu a maioria das reivindicações dos trabalhadores, a Contraf –CUT orienta que os funcionários se mobilizem e participem ativamente das atividades dos sindicatos, fiquem atentos ao calendário de luta para construir uma grande campanha com força para arrancar as reivindicações dos trabalhadores.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Sindicato dos Bancários do Ceará mobiliza bancários para greve dia 19/09

Dirigentes do Sindicato dos Bancários do Ceará estiveram nesta terça-feira, dia 10/9, intensificando a mobilização dos funcionários do Banco do Brasil, da agência Praça do Carmo, em Fortaleza, preparando-os para a greve da categoria. Os dirigentes sindicais dialogaram com os companheiros sobre a importância dos bancários mostrarem sua força e sua unidade para enfrentar a intransigência do Governo Federal e dos bancos privados. Na ocasião convocaram os colegas para a assembleia nesta quinta-feira, dia 12, a partir das 19 horas, na sede do Sindicato.

“Não resta aos trabalhadores outra alternativa senão a greve. É importante a presença de todos na assembleia de quinta-feira, sejam de bancos públicos ou privados, para nós deliberarmos pelo início da nossa greve no dia 19. Contamos com a compreensão da população, pois como os bancários são explorados, os cliente também são explorados tendo que enfrentar longas filas, pela escassez de bancários, como também pela extorsão nas altas tarifas e juros”, disse o diretor do Sindicato, Ribamar Pacheco.

Segundo Pacheco é importante a adesão dos funcionários do BB à greve para forçar uma proposta decente por parte dos bancos. Para os clientes, esclareceu sobre os motivos da paralisação e orientou-os a se programar. “Já na próxima semana, dia 19, não terá atendimento nas agências”, completou.

De acordo com o diretor Sindicato, Bosco Mota, “a greve não é contra a população, mas contra a intransigência do Governo e dos bancos em atender nossas reivindicações. Bancários e a população devem andar de mãos dadas. A convocação é para todos os funcionários do BB, comissionados e não comissionados. Todos estão convocados à assembleia nesta quinta-feira, para deliberarmos por uma greve forte em todo o País”.

Segundo o diretor do SEEB/CE, Jefferson Tramontini, “essa proposta da Fenaban de 6,1% é indecente. Os bancos lucram milhões e milhões por dia e oferecem uma proposta que não cobre nem a inflação e nem fala das demais cláusulas da categoria. Nas mesas específicas do BB, Caixa, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia a postura do Governo Federal é a mesma. Os bancários querem sua fatia desse bolo. Queremos uma resposta decente para nossas reivindicações. Só a greve forte vai fazer esse Governo e os banqueiros darem uma resposta que atenda nossas expectativas”.

Assembleia do bancários do Ceará define sobre greve a partir do dia 19

Nesta quinta-feira, dia 12/9, às 19 horas, haverá assembleia na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará para apreciar a proposta da Fenanban e deliberar sobre greve por tempo indeterminado, a partir do dia 19/9, se até lá os bancos não apresentarem uma nova proposta que contemple as expectativas da categoria. O Comando Nacional indignado rejeitou a proposta dos banqueiros na mesa de negociação e aprovou um calendário de luta.

“A proposta dos bancos é uma provocação, um total desrespeito aos bancários. Só uma forte mobilização da categoria fará os bancos melhorarem a proposta”, acrescenta Carlos Eduardo Bezerra, presidente do SEEB/CE.

Por isso o Comando Nacional, reunido ao final do encontro com a Fenaban, aprovou o seguinte calendário de luta:

12 de setembro – Assembleia na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro, Fortaleza) às 19 horas, para decretar greve por tempo indeterminado a partir do dia 19.

17 de setembro – Todos a Brasília para pressionar os deputados federais durante a audiência pública sobre o PL 4330 no plenário da Câmara.

18 de setembro  – Assembleia organizativa da greve.

19 de setembro – Deflagração da greve nacional dos bancários por tempo indeterminado.

 

Veja as reivindicações dos bancários
 

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real mais inflação projetada de 6,6%)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
 

Veja a proposta da Fenaban rejeitada na mesa de negociação pelo Comando Nacional
 

Reajuste – 6,1% (previsão da inflação pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc.)

PLR – 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado).

Parcela adicional da PLR – 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.

Adiantamento emergencial – Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS.

Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho – Redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.

Adoecimento de bancários – Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos.

Inovações tecnológicas – Realização, em data a ser definida, de um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.

 

CLIQUE AQUI E VEJA COMO FICARIAM OS VALORES DOS BENEFÍCIOS COM O REAJUSTE DE 6,1% EM COMPARAÇÃO COM O QUE QUEREM OS BANCÁRIOS

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS
BANCÁRIOS NO ESTADO DO CEARÁ

EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Ceará – SEEB/CE, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 07.340.953/0001-48 e Registro Sindical nº 208.327-59, por seu presidente, abaixo assinado, convoca todos os empregados em estabelecimentos bancários dos bancos públicos e privados, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para a Assembleia Geral Extraordinária que se realizará dia 12/09/2013, às 18h30min, em primeira convocação, ou às 19h00min, em segunda convocação, em sua sede, na Rua 24 de Maio, 1289 – Centro, Fortaleza –CE, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

1. Avaliação e deliberação sobre a rejeição da contraproposta apresentada pela FENABAN,
na reunião de 05/09/2013, à minuta de reivindicações entregue em 01/08/2013;

2. Deliberação acerca de paralisação das atividades por prazo indeterminado a partir
da 00h00 do dia 19/09/2013.

Fortaleza-CE, 07 de setembro de 2013.
Carlos Eduardo Bezerra Marques
PRESIDENTE

(Sindicato dos Bancários do Ceará e Contraf-CUT)

Bancários do Ceará participam do Dia Nacional de Paralisação das Centrais Sindicais

Portando bandeiras, faixas, apitos e gritando palavras de ordem, milhares de trabalhadores de diversas categorias participam do Dia Nacional de Mobilização e Paralisação convocado pelas Centrais Sindicais de todo o Brasil. No Ceará, bancários, metalúrgicos, comerciários, professores, profissionais da saúde, motoristas, entre outras categorias, dão sua contribuição para o movimento nacional, paralisando suas atividades e indo às ruas nesta sexta-feira, dia 30/8.

O objetivo da mobilização é defender a pauta de reivindicações da classe trabalhadora, que tem como principal mote a derrubada do Projeto de Lei 4330, que prevê a precarização das relações de trabalho com a ampliação da terceirização no País. A pauta também defende: fim do fator previdenciário; redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salário; 10% do PIB para a educação; 10% do orçamento da União para a saúde; transporte público e de qualidade; valorização das aposentadorias; reforma agrária e suspensão dos leilões do petróleo.

A concentração acontece no Centro de Fortaleza, nas praças da Bandeira e do Carmo. Em seguida, a manifestação seguirá em caminhada pelas ruas do bairro. Agências bancárias e comércios da cidade estão aderindo, espontaneamente, ao movimento. Primeira a ser fechada, a agência do Banco do Brasil da Praça do Carmo paralisou o atendimento por duas horas (das 10h às 12h). 

“Estamos nas ruas para mostrar à população e àqueles que estão dentro dos governos municipal, estadual e federal que os trabalhadores exigem prioridade para agenda da classe trabalhadora. Por isso estamos nas ruas de todo o País, porque trabalhadores na rua é que faz com que seus direitos sejam garantidos e que muito mais seja conquistado”, afirmou Clécio Morse, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará.

O presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, destacou algumas pautas da categoria bancária, como a questão da segurança e as condições de trabalho, prioridades na Campanha Nacional deste ano. “Só no primeiro semestre de 2013 foram 30 mortes decorrentes de ataques a bancos no Brasil. O bancário é a vítima, o vigilante é a vítima, o cliente é a vítima e o policial é a vítima. Não tem nenhum banqueiro vítima, mas os trabalhadores são. A cobrança abusiva para cumprimento de metas e a política de assédio moral, que crescem como um câncer nas relações cotidianas do trabalho, têm adoecido a categoria”, denunciou. 

(Sindicato dos Bancários do Ceará

Campanha Salarial dos Bancários 2013: Fenaban apresenta proposta dia 5/09

São Paulo – Foram encerrados os debates sobre remuneração da Campanha 2013. Nas reuniões realizadas na segunda e nesta terça-feira, dias 26 e 27 de agosto, o Comando Nacional dos Bancários reforçou, com uma série de dados, um quadro que tem de mudar: apesar das conquistas da categoria, os empregados dos bancos têm participação cada vez menor no lucro do setor.

A federação dos bancos (Fenaban) informou que levará todas as suas anotações aos diretores das instituições financeiras e apresentará proposta na tarde da quinta-feira dia 5. O Comando cobrou que essa mesa tenha proposta contemplando as reivindicações apresentadas pelos bancários nas três rodadas de negociação realizadas até agora: saúde, condições de trabalho e segurança; emprego e igualdade de oportunidades; remuneração.

> Veja como foram todas as negociações da Campanha

Na mesa desta terça-feira, foram debatidos temas como PLR (Participação nos Lucros e Resultados), remuneração variável, vales e auxílios.

PLR – Os trabalhadores voltaram a cobrar critérios mais claros para  a PLR. A regra atual não dá transparência e os bancários questionam.  O pagamento conquistado na Campanha de 2012, nos bancos privados, correspondeu a 90% do salário mais R$ 1.540, limitado a R$ 8.414,34. Após fazer o crédito, se o montante distribuído foi inferior a 5% do total do lucro líquido do banco, o valor individual teve de ser majorado até alcançar 2,2 salários, limitado a R$ 18.511,54, ou até que atinja os 5%.

“Nossa reivindicação (três salários mais R$ 5.553,15) amplia a transparência, a clareza e os trabalhadores podem controlar”, explica a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, lembrando que os dados apresentados pelo Comando deixaram claro que, embora o valor recebido pelos bancários cresça, o percentual do lucro distribuído está diminuindo. “Quando a PLR foi criada, em 1995, os bancários ficavam com algo em torno de 12% do lucro. O lucro cresceu ao longo dos últimos anos, mas não se manteve o nível de distribuição aos bancários e isso tem de mudar”, ressalta Juvandia, lembrando que os bancos usam recursos como o provisionamento para devedores duvidosos (PDD), para distribuir menos. “Deixamos claro que queremos distribuir parte maior do lucro para todos.”

Vales – Os bancários reforçaram a reivindicação de R$ 678 ao mês para os vales refeição, alimentação e a 13ª cesta (um salário mínimo nacional para cada), mas a Fenaban considera o valor “impossível” e ficou de checar juntos aos bancos os patamares que podem atingir. Eles acham que os vales só devem ter o reajuste que for pago aos salários e lembraram que os valores vêm sendo corrigidos com aumento real há bastante tempo, defendendo que nem essa correção deveria ter sido feita.

O Comando cobrou acabar com o tempo limite de pagamento de 180 dias do vale-alimentação para os afastados, que está sendo questionado inclusive pelo Ministério Público. “Esse limite é injusto e sem sentido”, afirma Juvandia.

Auxílio-creche/babá – A reivindicação de R$ 678 ao mês foi reforçada pelos bancários, afirmando ser pequeno o valor atual de R$ 306,21. A Fenaban destacou que é um auxílio, não tem objetivo de cobrir despesa e que é pago por filho. Ficaram de avaliar, mas informaram a pretensão de dar o mesmo reajuste que vier para os salários.

“Cobramos valor maior para que os pais possam ter segurança e tranquilidade ao sair para trabalhar e lembramos que o gasto também é por filho”, salienta Juvandia, destacando que o Brasil tem taxa de natalidade pequena, os bancários são público jovem ou muitos têm filhos mais velhos. “Ou seja, o impacto é pequeno para o banco, mas para o trabalhador é grande: a diferença entre o que recebem do banco e o que pagam acaba saindo do salário.”

Também foi reivindicado que a CCT estabeleça o direito para quem está em processo de adoção.

Auxílio-educação – Os bancários voltaram a cobrar o pagamento do auxílio para todos, lembrando que o único dos bancos grandes que não têm qualquer tipo de programa nesse sentido é o Bradesco. “Com o auxílio-educação ganham os dois lados: os bancários qualificados e os bancos com a qualificação de seus funcionários”, destaca Juvandia. A Fenaban voltou a afirmar que isso é gestão de cada empresa.

Férias – O Comando reivindicou que o adiantamento de férias possa ser devolvido em até dez parcelas. Para a Fenaban, não há dificuldade em discutir esse tema, desde que possam levar também o debate de fracionamento das férias. Os trabalhadores ressaltaram que a contrapartida não faz parte das reinvindicações da categoria.

Previdência complementar – Planos de previdência complementar é uma reivindicação que tem por objetivo melhorar a aposentadoria dos trabalhadores. O Comando propôs formar uma comissão paritária para definir como isso poderia ser feito e destacou que as consultas nas bases de cada sindicato apontam que essa reivindicação é importante. Para a Fenaban não tem acordo, porque cada banco pode ter o seu.

“Lembramos que eles vendem planos no mercado, mas muitos funcionários não os têm”, diz Juvandia. E o Comando criticou a gestão do lucro: olham bancário como consumidor para comprar o produto. “Os trabalhadores querem ter direito a uma complementação digna no futuro.”

Auxílio filhos em período escolar ou com deficiência – Para a Fenaban esse debate não prospera. Os trabalhadores reforçaram a reivindicação.

Gratificação semestral – A Fenaban se recusa a debater a gratificação semestral aos trabalhadores, alegando que desde que foi instituída a PLR, isso é contraditório, “não faz sentido ter os dois”. Os bancos informaram que querem acabar onde existe, mas o Comando reforçou a importância da reivindicação.

Cláudia Motta – Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região

NEGOCIAÇÕES COM BNB NÃO AVANÇAM E COMANDO APONTA MOBILIZAÇÃO

Passados os dois dias de negociação, na sexta-feira (23) e segunda-feira (26), em duas cidades diferentes (Salvador e Fortaleza), apesar das diversidades de tempo e local para discutir a pauta específica de reivindicações da Campanha Nacional 2013, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) não apresentou avanços significativos para os funcionários.

Durante os dois dias, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB), defendeu as reivindicações aprovadas no XIX Congresso Nacional dos Funcionários do BNB e debateu especialmente saúde e previdência, segurança, condições de trabalho, emprego e remuneração.

 Na quinta-feira, houve debate das demandas sobre saúde, previdência, segurança e condições de trabalho. O BNB apenas escutou a representação dos funcionários, não registrando avanços nas negociações. O banco manteve a mesma postura em Fortaleza, na segunda-feira, quando foram debatidas as propostas referentes à remuneração.

 O BNB apenas se posicionou sobre a questão da segurança, silenciando sobre as demais reivindicações. Os representantes do banco apresentaram um relatório, onde mostraram que o BNB está cumprindo as determinações legais. “Mas sabemos que existem agências onde a segurança está falha, como em relação aos biombos, por exemplo”, apontou Tomaz de Aquino, coordenador da CNFBNB.

Segundo Carlos Souza, vice-presidente da Contraf-CUT, as reivindicações sobre segurança visam a prevenção contra assaltos nas agências, principalmente no interior do Nordeste. O Comando pleiteou a instalação de uma mesa temática de segurança para debater esses assuntos.

 Além disso, os dirigentes sindicais apresentaram reivindicações referentes à isonomia de tratamento; despesas com transporte; vale cultura; ampliação da bolsa educação e da licença-paternidade; isonomia entre funções (atribuições similares com remuneração diferenciada); efetivação da função (que reflete num processo seletivo mais transparente com predominância de critérios mais objetivos); incorporação de função; curso de formação bancária com cursos mais voltados para a área de fomento, entre outras. 

Saúde e previdência 

O Comando fez uma avaliação geral sobre a Camed e a Capef e reivindicou a eleição de diretores executivos nos planos, além de uma maior participação da empresa. O banco, por sua vez, não acatou, afirmando que não tem ingerência sobre esse assunto.

“É preciso revisar o plano BD para atualizar os valores, pois muita gente não está se aposentando pela Capef e continua trabalhando, mesmo recebendo o benefício do INSS”, afirmou Tomaz. 

Emprego 

Foram reivindicadas mais contratações e o fim do processo de terceirização. Até 2016, o BNB está autorizado a ampliar seu quadro funcional para 7.150 trabalhadores. Porém, a representação dos bancários alertou que, diante da crescente demanda nas agências, esse número deveria subir para 10 mil ou 12 mil, no mínimo. 

“O banco tem atualmente 6.320 funcionários. Então, falta menos de mil pessoas para chegar à meta e esse número está muito aquém das atuais necessidades das agências. O número insuficiente de funcionários gera uma série de problemas, como péssimas condições de trabalho, extrapolação de jornada e trabalho nos fins de semana”, explicou Tomaz. Ele cobrou do banco o fim da burla do ponto eletrônico e do não pagamento de horas extras. “O BNB diz que não orienta essa postura, mas nós recebemos todos os dias esse tipo de denúncia”, disse.

“Queremos contribuir para o crescimento do BNB e essas reivindicações pela convocação dos concursados, mais funcionários, fim das terceirizações são fundamentais para o fortalecimento do banco como fomentador do desenvolvimento regional”, salienta Carlos Souza.

“O banco precisa ocupar o serviço do Credi e Agroamigo com funcionários concursados. É um absurdo que hoje o serviço seja feito por uma Ocip e com um número de contratados quase igual ao efetivo do banco. Isso é terceirização, usando inclusive a estrutura do banco e a logomarca”, denuncia Carlos Souza. 

Como resposta às reivindicações por mais contratações, a direção do BNB informou apenas que deve convocar em breve 20 engenheiros (civil e mecânico), além das convocações para compor o quadro de 7.150 funcionários até 2016.

 “Claro que a convocação desses engenheiros é importante, pois há muito tempo não se contratava funcionários de quadro técnico. Entretanto, é necessário chamar também os engenheiros agrônomos, pois um banco que tem como missão a promoção do desenvolvimento regional. Todavia, esse número de convocados fica aquém das necessidades da instituição”, analisa o vice-presidente da Contraf-CUT.

Revisão do PCR

Após cobrança das entidades sindicais, o BNB afirmou que tem interesse em revisar o PCR e deve ampliar no número de níveis, de acordo com estudo da comissão paritária sobre a revisão do PCR finalizado em 2010. O banco pretende reativar a comissão e, após analisar novamente o estudo, deve enviar a proposta ao Dest. 

Carlos Souza aponta que “a implantação do novo projeto de PCR é fundamental para os trabalhados do BNB nessa campanha e, se for necessário, intensificaremos as mobilizações para avançar no tema”.

PLR Social 

 Os trabalhadores reivindicaram que o pagamento da PLR Social, que hoje corresponde a 3% do lucro líquido do Banco, seja ampliado para 5%. O banco informou que esse índice é determinado pelo governo federal, mas vai encaminhar a proposta dos bancários. 

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Ceará
Foto: Seeb Ceará

Lucro da Caixa atinge valor recorde de R$ 3,1 bilhões no 1º semestre

Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 3,1 bilhões no primeiro semestre de 2013, um crescimento de 10,3% sobre o mesmo período do ano passado, e recorde em relação aos primeiros semestres dos anos anteriores, divulgou nesta quinta-feira (15) o banco.

No segundo trimestre, o lucro líquido foi de R$ 1,8 bilhão, aumento de 39,7% em relação ao primeiro trimestre do ano.

As receitas totais atingiram R$ 45,8 bilhões, um aumento de 16,5%, enquanto as receitas com operações de crédito alcançaram R$ 20,8 bilhões, acréscimo de 25,9%.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado foi de 26,7% no semestre.

De acordo com a divulgação, o índice de inadimplência fechou em 2,27% no primeiro semestre, abaixo do percentual apresentado em março de 2013, de 2,34%, e do percentual médio do mercado, de 3,40%, diz o banco.

Crédito
No semestre, foram contratados R$ 197,3 bilhões em crédito, 46,3% a mais do que o registrado no mesmo período de 2012, diz.

A carteira de crédito alcançou saldo de R$ 431,3 bilhões, crescimento de 42,5% em 12 meses e participação de 16,95% no mercado, afirma.

A Caixa destaca o crédito habitacional, cuja carteira atingiu saldo de R$ 238,5 bilhões, crescimento de 34,6% nos últimos 12 meses. A instituição financeira é líder no segmento, com 69,1% do mercado.

Os financiamentos imobiliários somaram R$ 66,1 bilhões no primeiro semestre de 2013, evolução de 43,9% em relação ao registrado no mesmo período de 2012. As operações com recursos de poupança (SBPE) totalizaram R$ 30 bilhões, e as linhas que utilizam recursos do FGTS, R$ 23 bilhões.

Dentro do programa do governo federal “Minha Casa Minha Vida”, a Caixa diz que contratou R$ 28,5 bilhões no período, beneficiando 1,5 milhão de pessoas com 378,9 mil unidades habitacionais. Desse valor, 58% foram destinado a famílias com renda de até três salários mínimos, diz.

Clientes
A instituição financeira destaca a conquista de 3,6 milhões de novos clientes no semestre, totalizando uma base de 68,8 milhões de correntistas e poupadores.

Com isso, as captações apresentaram saldo de R$ 543,3 bilhões em junho de 2013.

A poupança atingiu saldo de R$ 189,7 bilhões, crescimento de 17,2%.

Os depósitos e letras alcançaram saldo de R$ 403,8 bilhões, aumento de 27,9% em relação a junho de 2012, com captação líquida total de R$ 27,6 bilhões, evolução de 12,9% em relação ao mesmo período de 2012.

(G1 SP)

Bancários do Ceará lançam Campanha Nacional 2013 nesta sexta, dia 16/08

O Sindicato dos Bancários do Ceará fará o lançamento da Campanha Nacional 2013, no Centro de Fortaleza, no próximo dia 16/8, com concentração na Praça do Carmo, às 16 horas. Os bancários, seus familiares e amigos estão sendo convidados a participar dessa manifestação. O lançamento desenvolverá o tema da Campanha #Vempraluta, bancário! Nesse dia, a concentração começa por volta das 16 horas, com um ato público no local, seguido de caminhada pelas ruas do Centro.

Seguindo o calendário de mobilizações da Campanha 2013, o Sindicato fará no dia 20/8, passeata percorrendo as principais agências da Aldeota, tais como Banco do Nordeste, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú e HSBC, fazendo a mobilização da categoria e mostrando à sociedade as manobras dos banqueiros. Ao final haverá concentração no cruzamento das Avenidas Santos Dumont com Desembargador Moreira, às 16 horas.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra, é importante a mobilização da categoria para fortalecimento da luta em defesa das reivindicações da categoria. “É importante também a conscientização dos clientes, da sociedade como um todo, para a campanha salarial dos bancários ser bem sucedida”, completou.

“Estamos apostando na mobilização dos bancários e, como fazemos todos os anos, estamos sensibilizando a sociedade. Sabemos que a campanha deste ano pode ser mais difícil do que as anteriores, mas com a mobilização da categoria, com a sua capacidade de luta, vamos rumo às conquistas”, acrescentou.

Este ano, a expectativa do movimento sindical é de os banqueiros usarão como desculpa a inflação, a queda dos juros, entre outras falácias, para não atender as reivindicações da categoria. No entanto, os lucros dos bancos continuam crescendo no Brasil e seus ganhos acumulados não têm precedentes na história. “Esse embate será um desafio, mas com certeza teremos os bancários do Ceará participando da Campanha e fortalecendo nossa unidade”, finalizou Carlos Eduardo.

Eis as principais reivindicações da categoria:

• Reajuste salarial de 11,93%, composto de 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%.

• PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

• Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

• Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

• Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

• Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

• Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

• Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.

(SEEB-CE com adaptação)

Itaú, Santander e Bradesco lucram R$ 15,9 bilhões, mas continuam demitindo

São Paulo – No dia em que os bancários entregaram aos bancos sua pauta de reivindicações para a Campanha Nacional Unificada 2013, as três maiores instituições privadas brasileiras já tinham divulgado seus balanços relativos ao primeiro semestre deste ano e provado, por meio de números, que devem muito aos bancários e a seus clientes.

O Itaú, com seus R$ 7,055 bilhões de lucro, alcançou o segundo maior resultado da história dos bancos no país para o período. Perde somente para ele mesmo nos primeiros seis meses de 2011 (R$ 7,133 bilhões). Mas o recordista de lucro extinguiu 2.290 postos de trabalho no primeiro semestre deste ano. Em 12 meses (junho de 2012 a junho de 2013) foram 4.458 postos de trabalho a menos.

> Lucro do Itaú alcança R$ 7 bi

Com o maior ganho de sua história, o Bradesco teve lucro líquido ajustado de R$ 5,921 bilhões no primeiro semestre. Apesar da excelente performance, o número de empregos caiu 2.580 nos últimos 12 meses. Apenas entre março e junho, o banco cortou 842 vagas.

Bradesco lucra quase R$ 6 bi e demite

O lucro líquido gerencial do Santander chegou a R$ 2,929 bilhões no primeiro semestre. Houve queda de 9,8% no semestre, mesmo assim o banco no Brasil continua o responsável pela maior fatia do lucro mundial da instituição espanhola, com 25% de participação. Apesar disso, demite. Apenas no último trimestre, fechou 1.782 postos de trabalho. Desde junho de 2012, a redução foi de 3.216 funcionários.

> Santander lucra R$ 2,9 bilhões no semestre

“Está claro que os bancos podem atender nossas reivindicações econômicas de aumento real para os salários, valorização para os pisos, vales e para a PLR”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Mas a maior dívida dessas instituições é com a saúde dos seus funcionários. Como podem empresas em franco crescimento demitir tanto? A sobrecarga de trabalho nos bancos está adoecendo os bancários e isso tem de parar. Assim como tem de acabar a cobrança por metas absurdas, impostas unilateralmente e que mudam de uma hora pra outra”, reforça a dirigente. “Por isso nosso mote este ano é o #Vem para luta, vem! Os bancários não aguentam mais as condições de trabalho e isso vai ficar claro se os bancos não atenderem às nossas reivindicações.”

Cláudia Motta – SEEB-SP

Caixa inicia negociação com a Fenaban dia 09 de agosto

São Paulo – Saúde e condições de trabalho abrem os debates entre os representantes dos empregados e da Caixa Federal visando a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A primeira rodada de negociação está marcada para sexta 9.

As propostas específicas dos empregados foram definidas durante o 29º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Federal), realizado de 17 e 19 de maio. A pauta foi entregue à direção do banco público em 30 de julho.

De acordo com Dionísio Reis, integrante da Comissão Executiva dos Empregados, o fim dos descomissionamentos injustificados é uma das principais reivindicações dos bancários para melhorar as condições de trabalho. “Há chefias que utilizam a perda de função para assediar moralmente os trabalhadores. Queremos que sejam criados mecanismos para que os empregados possam se defender dessa prática”, afirma.

Entre as reivindicações dos empregados estão a medição e adequação obrigatória dos índices de ruído, luminosidade e temperatura no ambiente de trabalho a cada seis meses, cobertura pelo Saúde Caixa de fisioterapia, RPG, acupuntura e psicoterapia sem limite de sessões e sem exigência de autorização e a eliminação da carência de 15 dias entre um atendimento e outro quando se tratar de pronto-socorro.

Fenaban – A reunião específica com a direção da Caixa ocorre um dia após o início dos debates da pauta geral da categoria entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban), na quinta 8, também sobre saúde e condições de trabalho.

Jair Rosa, com informações da Fenae

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Bancários entregam pauta específica ao Banco do Nordeste nesta quinta

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entrega nesta quinta-feira, dia 1º de agosto, às 14h, a pauta específica de reivindicações dos funcionários ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB), no Passaré, em Fortaleza. O documento será recebido pelo presidente do banco, Ary Joel. 

A minuta foi definida no 19º Congresso Nacional dos Funcionários do BNB, realizado nos dias 24 e 25 de maio, em Teresina. Na ocasião, também foi aprovado um calendário de mobilizações, visando cobrar do banco a solução para os principais problemas enfrentados pelo funcionalismo, como revisão do PCR, isonomia, assédio moral, situação da Capef e Camed, dentre outras questões.

Para o vice-presidente da Contraf-CUT, Carlos de Souza, “este será um momento importante para os funcionários do BNB, principalmente porque o presidente do banco confirmou que irá receber a pauta específica e pelos claros sinais de que o banco irá participar do processo de mesa única de negociação da categoria”. 

“Conseguimos nos últimos anos aproximar o BNB do calendário nacional e buscamos assinar o acordo concomitante à convenção coletiva. Esperamos que a mobilização e a negociação seja vitoriosa no BNB, com muitas conquistas para todos os trabalhadores”, conclui Carlos de Souza. 

Confira algumas das reivindicações dos funcionários do BNB:

– Isonomia de tratamento;

– Bolsa educação;

– Isonomia entre funções; 

– Incorporação de função;

– Equipamentos e medidas de prevenção contra assaltos, sequestros e extorsões;

– Plano de custeio da Camed;

– Revisão do PCR;

– Planos de previdência complementar.

(Contraf-CUT)

Bancários pedem reajuste salarial de 11,93%, sendo 5% de aumento real

São Paulo – O Comando Nacional dos Bancários entregaram nesta terça (30) a pauta de reivindicações dos trabalhadores à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

As revindicações dos bancários são: reajuste salarial de 11,93%, sendo 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%; Participação nos Lucros e Resultados de três salários mais R$ 5.553,15; piso salarial de R$ 2.860,21; vales-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 678; fim das demissões em massa; ampliação das contratações; combate às terceirizações e contra o Projeto de Lei 4330 (que libera a terceirização e precariza as condições de trabalho); além da aprovação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que inibe a dispensa imotivada.

A pauta ainda pede o fim das metas abusivas e assédio moral, que segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, submete a categoria à pressão por cumprimento de metas, o que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários; mais segurança nas agências bancárias, com a proibição do porte de chaves de cofres e das agências por funcionários; igualdade de oportunidades, com contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afrodescendentes.

“Também queremos mostrar aos clientes que quanto mais os bancos contratarem, mais rápido será o serviço nos bancos e os clientes enfrentarão menos filas”, disse a presidenta do sindicato, Juvandia Moreira.

Ela explicou que a categoria vai reivindicar a redução das taxas de juros e das tarifas bancárias. “Neste semestre, a receita obtida com as tarifas aumentou muito. E não pelo crescimento nem pela melhoria dos serviços, mas pelo aumento das tarifas. Esta é apenas uma das receitas dos bancos. Então, significa que o cliente está pagando mais tarifa”.

Participaram do ato no centro da capital representantes dos sindicatos. Procurada pela Agência Brasil, a Fenaban não se manifestou até o momento sobre a pauta de reivindicações. Os bancários somam 500 mil no país, dos quais 141 mil trabalham em São Paulo, Osasco e na região.

(Exame Online)

Campanha Nacional 2013: Confira principais reivindicações das pautas da Fenaban, BB e Caixa Federal

Fenaban

A pauta de reivinidicações da Campanha Nacional Unificada foi definida por 630 delegados, eleitos pelos trabalhadores de todo o país, durante a 15ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre 19 e 21 de julho, em São Paulo. Nela constam todos os pontos que a categoria exige dos bancos, representados pela Fenaban, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Abaixo, os principais itens da pauta.

15ª  Conferência define pauta da Campanha Nacional Unificada
Video: presidenta do Sindicato comenta a pauta de reivindicações

Além da pauta geral da categoria, há também as específicas do Banco do Brasil e da Caixa, detalhadas também nesta página.
 

Pauta de Reivindicações Fenaban
Reajuste Salarial
11,93%
(5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%)
PLR
3 salários + R$ 5.553,15
Verbas
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá
R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
Piso
R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese)
Escriturário – 
R$ 2.860,21

Caixa – R$ 3.861
1º Comissionado – 
R$ 4.862

1º Gerente – R$ 6.435
Saúde e Condições de Trabalho
Melhores condições com o fim das metas individuais
e abusivas e do assédio moral que adoece os bancários
Emprego
Fim das demissões em massa, ampliação das contratações, aumento da inclusão bancária, combate ao PL 4330, que libera a terceirização e precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe dispensa imotivada)
Carreira
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários
Auxílio-educação
Pagamento para graduação e Pós-Graduação
Segurança
Mais segurança e proibição do porte das
chaves de cofres e agências por bancários
Igualdade de oportunidades
Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes
Pauta geral
Fim do fator previdenciário, contra o PL 4330, pela reforma política, reforma tributária, pela democratização dos meios de comunicação, mais investimentos para a Saúde, para a Educação e transporte público de qualidade, além da regulamentação do Sistema Financeiro Nacional

Caixa Federal

Tudo o que vale na pauta geral, entregue para a Fenaban, vale também para os empregados da Caixa Federal. Porém, além dela há também uma específica só para os trabalhadores deste banco, definida durante o 29º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Federal) ocorrido nos dias 17, 18 e 19, em São Paulo, com a participação de 337 delegados.

> Empregados definem pauta a ser entregue à Caixa
Vídeo: matéria especial sobre o 29º Conecef

Essa pauta visa a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo a Convenção Coletiva de Trabalho. Leva o nome “Aditivo” justamente porque acrescenta direitos aos já previstos na CCT.

Pauta de Reivindicações Específicas Caixa Federal
Saúde do trabalhador, condições de trabalho e Saúde Caixa
Fim do  assédio moral;

Medição e adequação obrigatória dos índices de ruído, luminosidade e temperatura no ambiente de trabalho, a cada seis meses;

Cobertura pelo Saúde Caixa de fisioterapia, RPG,
acupuntura e psicoterapia, sem limite de sessões e sem
exigência de autorização da auditoria ou da Gipes;

Eliminação da carência de 15 dias entre um atendimento
e outro quando se tratar de pronto-socorro, entre outras;

Adicional de periculosidade aos empregados que trabalhem
em locais considerados áreas de risco de assaltos e sequestros

Funcef e aposentados
Fim do voto de Minerva nas instancias da Funcef;

Reconhecimento, por parte da Caixa, do CTVA como
verba salarial para fins de aporte à Funcef, aos que permaneceram
no REG/Replan não saldado, bem como aos que saldaram;

Manutenção do Fundo para Revisão de Benefícios,
art. 115 do regulamento do REG/Replan saldado e
art. 91 do Novo Plano, como instrumento permanente
da política de aumentos reais para os benefícios;

Fim da discriminação e direito do pessoal do REG/Replan
migrar para o Plano de Cargos e Salários (PCS) 2008
e Plano de Funções Gratificadas (PFG) 2010;

Recuperação e utilização do superávit para melhorar
os benefícios REG/Replan a exemplo do saldamento

Segurança bancária, carreira e condições de funcionamento
das agências e representação dos trabalhadores
Fim do descomissionamento arbitrário;

Revogacão imediata das restrições impostas como pré-requisitos para a candidatura de empregados/as ao cargo de representante eleito pelos empregados/as no Conselho de Administração da Caixa, permitindo que qualquer empregado possa concorrer, independentemente de ter ou não ocupado função gratificada;

Elevação do valor da indenização por assalto/sinistro para o
equivalente a 100 salários mínimos calculados pelo Dieese;

Retomada da implantação do modelo “Agência Segura”;
– Abertura de agências somente com o total cumprimento
do plano de segurança homologado pela Polícia Federal;

Criação da função gratificada de assistente no atendimento social;

Valorização da função de avaliador de penhor
com revisão do piso de mercado;

Realização de atendimento expresso obrigatoriamente
por empregado com função de caixa;

Abertura de novas unidades somente com a estrutura
física, de segurança e ergonomia necessárias
ao atendimento adequado à população;

Aperfeiçoamento do modelo do PFG, incluindo progressão
horizontal em cada cargo/função, por tempo de exercício

Papel social, contratação, isonomia, Sipon e jornada de trabalho
Jornada de seis horas para todos;

Fim das horas extras sistemáticas;

Extinção do registro de horas negativas do Sipon e do
bloqueio de acesso motivado por falta de homologação
do gestor ou decorrente de hora extra não acordada;

Isonomia: extensão do ATS e licença-prêmio para
todos os empregados admitidos a partir de 1998;

Revisão da Estrutura Salarial Unificada (ESU) e do Plano de Cargos
e Salários da carreira administrativa, com valorização salarial;

Fim da responsabilizacão do empregado no caso
de irregularidades no registro do Sipon


Banco do Brasil

Assim como os empregados da Caixa, os funcionários do Banco do Brasil também têm um acordo aditivo que funciona nos mesmos moldes, ou seja, acrescenta direitos específicos à Convenção Coletiva de Trabalho. Importante reforçar que tudo o que vale na pauta geral, entregue para a Fenaban, vale também para os bancários do BB.

> Definidas prioridades dos bancários do BB

Também essa pauta visa a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo a Convenção Coletiva de Trabalho. Leva o nome “Aditivo” justamente porque acrescenta direitos aos já previstos na CCT. Ela foi aprovada pelo 24º Congresso Nacional dos Funcionários do BB nos dias 17, 18 e 19 de maio, em São Paulo, com a participação de 318 delegados.

 

Pauta de Reivindicações Específicas Banco do Brasil
Plano de Carreira
Valores maiores e prazos menores nas promoções por mérito e percentual de 6% nas promoções por tempo, aumentando a
amplitude de remuneração entre o piso e o último nível salarial;

Piso do Dieese;

PCR para os caixas desde o primeiro dia na função

Ascenção Profissional e Comissionamentos
VR para caixas;

Jornada de 6 horas sem a redução salarial;

Todos os comissionamentos através de provas e títulos;

Recomposição das verbas das funções que
foram reduzidas pelo Plano de Funções;

Garantia da aplicação de todos os reajustes sobre
todas as verbas salariais do Plano de Funções

Condições de Trabalho
Fim do monitoramento individual do GAT;

Mais contratações;

Cumprimento da NR-17 nas CABB;

Fim das metas intradia;

Fim dos rankings;

Fim da cobrança individual de metas;

Retirada das metas individuais da GDP;

Previdência
Previ e Cassi para todos;

Fim do voto de minerva;

Direito de aposentadoria antecipada para mulheres aos 45 anos;

Contribuição do BB à Previ sobre a PLR;

Volta da eleição do diretor de participações;

Redução da parcela Previ;

Direito de resgate de contribuições
patronais aos associados do Previ Futuro;

Aumento dos benefícios de risco;

Criação de teto remuneratório no benefício pago pela Previ;

Manutenção do pagamento do BET, suspensão das
contribuições e teto de benefícios para 100%

Saúde e Cassi
Previ e Cassi para todos;

Fortalecimento dos conselhos de usuários e Cipas;

Plano odontológico administrado pela Cassi com custeio pelo banco;

Ampliação das Clinicassi;

Promoção do Programa de Estratégia de Saúde do Trabalhador;

Redenciamentos de qualidade e ampliação
de unidades próprias e melhor aparelhadas;

Cumprimento de legislação trabalhista através
da ação conjunta de ESMT, Cipas e Sindicatos;

Defesa do modelo de prevenção da Equipe de Saúde
da Família; aumentar e melhorar os credenciamentos

 (SEEB-SP)

Bancários entregam pautas específicas do BB e da Caixa

São Paulo – As propostas dos trabalhadores para iniciar as negociações para a renovação dos acordos coletivos aditivos à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) já estão com as direções do Banco do Brasil e da Caixa. A entrega das reivindicações dos empregados desses bancos públicos ocorreu logo após à da pauta geral da categoria pelo Comando Nacional dos Bancários à federação dos bancos (Fenaban), nesta terça 30.

“Tanto os trabalhadores do Banco do Brasil quanto da Caixa Federal estão sobrecarregados. Não suportam mais o assédio moral e a pressão para a venda de produtos. Estamos reivindicando mudanças na política desses bancos, para que passem a valorizar mais os bancários e a propiciar melhores condições de trabalho, além de colocarem ponto final à cobrança de metas diárias e inatingíveis”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

Banco do Brasil – As reivindicações do funcionalismo foram aprovadas por 318 delegados, representando bancários de agências e concentrações em todo o país, durante o 24º Congresso Nacional dos Funcionários do BB realizado de 17 a 19 de maio, em São Paulo.

Para Cláudio Luis de Souza, integrante da Comissão de Organização dos Funcionários do BB, a expectativa é que a empresa tenha mais agilidade para debater as reivindicações. “Queremos que o banco mude a lógica de só debater as propostas dos trabalhadores a partir do momento em que se apresenta índice de reajuste na mesa geral com a federação dos bancos. Há temas de saúde, segurança e condições de trabalho, por exemplo, que podem ser resolvidos ao longo do processo negocial”, afirma.

Caixa Federal – Para o dirigente sindical Dionísio Reis, que integra a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, uma das principais reivindicações é que a abertura de novas agências ocorra com o número adequado de trabalhadores. “Temos insistido na tecla de que tem de haver a agilidade nas contratações. A Caixa já foi, inclusive, autorizada pelo governo para fazer isso. Reivindicamos também que a empresa respeite o que é acordado na mesa de negociação.”  

As propostas dos empregados foram aprovadas por 337 delegados de todo o país durante o 29º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Federal) que também foi realizado em São Paulo de 17 a 19 de maio. O evento teve como lema Sou da Caixa, faço um Brasil melhor – Sobra trabalho, faltam estrutura e reconhecimento.

(Jair Rosa – SEEB-SP)

Acompanhe o Calendário de Luta da Campanha Nacional dos Bancários 2013

A 15ª Conferência aprovou ainda um calendário de luta que mescla o engajamento da categoria tanto na Campanha Nacional dos Bancários quanto na pauta de reivindicações da CUT e demais centrais sindicais. Confira:

Até 29/7 – Realização de assembleias para aprovar a pauta definida na 15ª Conferência.

30/7 – Entrega da pauta de reivindicações à Fenaban.

6/8 – Dia Nacional de Luta contra o PL 4330.

12 e 13/8 – Mobilizações em Brasília para convencer os parlamentares a rejeitarem o PL 4330.

22/8 – Dia Nacional de Luta dos Bancários, com passeatas no final do dia.

28/8 – Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização.

30/8 – Greve de 24 horas, em defesa da pauta geral dos trabalhadores apresentada ao governo e ao Congresso Nacional apresentada pela CUT e demais centrais sindicais.

Fonte: Contraf-CUT

Diferença salarial entre quem entra e quem sai é 5 vezes maior nos bancos

A diferença entre o salário médio inicial dos trabalhadores admitidos em relação aos desligados é cinco vezes maior nos bancos do que na economia brasileira como um todo. No país, segundo cálculos da LCA Consultores divulgados nesta segunda-feira 29 pelo jornal Valor Econômico, o salário médio de ingresso nas empresas foi em junho 7,3% menor que a remuneração média dos que saíram. No setor financeiro, essa diferença é de 36% no mesmo período. 

“Não bastassem os bancos terem os maiores lucros e a maior rentabilidade da economia, cobrando as maiores taxas de juros, de spread e tarifas do mundo, e de também serem os campeões de demissões, agora fica comprovado que o sistema financeiro usa a rotatividade para reduzir custos muito mais do que qualquer outro setor da economia”, critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

De acordo com o estudo da LCA Consultores feito com base nos dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a diferença da remuneração média dos trabalhadores que entram e que saem das empresas era em maio último 10,1% na indústria, 5,1% na construção, 5,9% no comércio e 4,8% no setor de serviços.

Confira aqui a reportagem do Valor Econômico publicada nesta segunda-feira 29.

Bancos cortam empregos e concentram renda

Já a 18ª Pesquisa de Emprego Bancário que a Contraf-CUT e o Dieese divulgaram na quinta-feira 25, revelando que os bancos privados fecharam quase cinco mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2013, mostra também que os trabalhadores que entram no sistema financeiro recebem remuneração 36% inferior à dos que saem. O salário médio dos admitidos pelos bancos foi de R$ 2.896,07, contra salário médio de R$ 4.523,65 dos desligados. 

Veja aqui a matéria sobre as demissões e achatamento salarial provocado pela rotatividade nos bancos.

“Isso explica por que, embora com muita mobilização os bancários tenham conquistado 16,2% de aumento real no salário e 35,6% de ganho real no piso salarial desde 2004, a média salarial da categoria diminuiu neste período. Esse é o mais perverso mecanismo de concentração de renda, num país que faz um grande esforço para se tornar menos injusto”, denuncia Carlos Cordeiro.

Defesa do emprego e contra a rotavidade

O fim das demissões, mais contratações e o combate à rotatividade estão entre os principais eixos da pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários deste ano, que será entregue pelo Comando Nacional à Fenaban nesta terça-feira 30.

Leia mais aqui sobre as reivindicações dos bancários para a Campanha Nacional 2013. 

E ao mesmo tempo que enxuga a folha de pagamentos empregando o mecanismo da rotatividade, os bancos engordam a remuneração de seus diretores executivos. 

Segundo levantamento do Dieese com base em dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cada diretor do Itaú ganhou, em média, R$ 9,05 milhões em 2012, ou 234,27 vezes mais que um funcionário recebe com o piso de R$ 38,64 mil no ano. Os diretores do Santander receberam R$ 5,63 milhões (145,67 vezes o piso) e os do Bradesco embolsaram R$ 5,01 bilhões cada um (129,57 vezes o piso). 

“Trata-se de um modelo perverso, que escancara a falta de distribuição de renda no setor financeiro e que não pode continuar. Não é à toa que o Brasil é o 12º país com a maior concentração de renda do mundo”, denuncia Carlos Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

Comando Nacional dos Bancários entrega pauta de reivindicações aos bancos nesta terça

Plenária da 15ª Conferência Nacional aprova a pauta de reivindicações

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entrega nesta terça-feira 30 de julho à Fenaban, às 11h, em São Paulo, a pauta de reivindicações da Campanha 2013, aprovada pela 15ª Conferência Nacional dos Bancários realizada de 19 a 21 de julho. Na sequência, também na sede da Fenaban, o Comando entregará as pautas específicas de reivindicações às direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

A Campanha Nacional dos Bancários deste ano tem como eixos centrais reajuste de 11,93% (inflação projetada do período mais aumento real de 5%), elevação do piso salarial ao valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.860,21), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.

“Os bancários não aguentam mais as demissões e as péssimas condições de trabalho. Não podemos admitir que nossa categoria continue adoecendo física e psicologicamente por causa dos bancos. Por isso este ano a luta contra o assédio moral e as metas abusivas terá um peso maior”, alerta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Os bancários estão mais mobilizados que na greve do ano passado, inclusive pelo momento em que estamos vivendo. Essa campanha não será apenas por questões corporativas. Vamos lutar contra o PL 4330 da terceirização e por toda a pauta colocada pelas centrais sindicais. Também batalharemos pelas reformas que o país precisa, sobretudo a política e a tributária. E, claro, vamos continuar lutando pela realização da Conferência Nacional do Sistema Financeiro, pois temos de discutir que bancos queremos para o país”, afirma Carlos Cordeiro.

Veja aqui quais são as principais reivindicações da Campanha de 2013

Saiba aqui como ficarão o salário e demais verbas com as reivindicações

Clique aqui e conheça a agenda política dos bancários

conheça aqui o calendário de luta dos bancários e das centrais sindicais

Pautas específicas do BB e da Caixa

Ao término da entrega da pauta geral de reivindicações da categoria à Fenaban, o Comando Nacional entregará, também na sede da Fenaban, as pautas de reivindicações específicas dos trabalhadores para as direções do BB e da Caixa. 

Seguindo o modelo de campanha nacional unificada, as negociações com o BB e a Caixa serão realizadas de forma concomitante com a negociação da categoria com a Fenaban. 

A mesa de negociação com os dois bancos públicos é coordenada pela Comando Nacional, com a assessoria da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), ambas integradas por representantes de federações e sindicatos. 

Banco do Brasil

O 24º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprovou a pauta específica centrada no combate ao plano de funções comissionadas, ao assédio moral, às práticas antissindicais e às péssimas condições de trabalho.

“Temos propostas que buscam resolver problemas do funcionalismo nas mais diversas áreas, como saúde e previdência, em que reivindicamos a isonomia de tratamento e o direito de todos na Cassi e na Previ”, afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. 

Segundo o dirigente sindical, também foram aprovadas propostas para melhorar as condições de trabalho, combater o fim das metas e o adoecimento que toma conta nos locais de trabalho no banco. 

Caixa

Os empregados da Caixa aprovaram no 29º Congresso Nacional dos Empregados(Conecef) a pauta específica com reivindicações que envolvem Saúde do trabalhador, condições de trabalho e Saúde Caixa, segurança bancária, carreira e condições de funcionamento das agências, papel social da Caixa, contratação, isonomia, Sipon e jornada de trabalho, e questões que tratam da Funcef e aposentados. 

“São demandas dos empregados que precisam ser atendidas pela Caixa. Todas são muito importantes, mas especialmente a melhoria das condições de trabalho, mais contratações, isonomia, plano de saúde e Funcef. Agora o que vale é a mobilização, que começa com a participação nas reuniões em cada local de trabalho para fazer a diferença e garantir novos avanços e conquistas gerais e específicas”, salienta Jair Ferreira, coordenador da CEE/Caixa.

Fonte: Contraf-CUT

Comando Nacional dos Bancários entrega pauta de reivindicações à Fenaban no dia 30

Plenária da 15ª Conferência Nacional aprova a pauta de reivindicações – Crédito: Jailton Garcia/Contraf-CUT

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entrega na próxima terça-feira 30 de julho, às 11h, à Fenaban, em São Paulo, a pauta de reivindicações aprovada domingo pela 15ª Conferência Nacional dos Bancários, que tem como eixos centrais reajuste de 11,93% (inflação projetada do período mais aumento real de 5%), elevação do piso salarial ao valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.860,21), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.

“Os bancários não aguentam mais as demissões e as péssimas condições de trabalho. Este ano, a luta contra o assédio moral e as metas abusivas terá um peso maior. Não podemos admitir que nossa categoria continue adoecendo física e psicologicamente por causa dos bancos”, alerta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Os bancários estão mais mobilizados que na greve do ano passado, inclusive pelo momento em que estamos vivendo. Essa campanha não será apenas por questões corporativas. Vamos lutar contra o PL 4330 da terceirização e por toda a pauta colocada pelas centrais sindicais. Também batalharemos pelas reformas que o país precisa, sobretudo a política e a tributária. E, claro, vamos continuar lutando pela realização da Conferência Nacional do Sistema Financeiro, pois temos de discutir que bancos queremos para o país. Agora, vamos à luta, pois todas as nossas conquistas só vieram com mobilização”, convoca Carlos Cordeiro.

As principais reivindicações

> Reajuste salarial de 11,93%, composto de 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%.

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.

Agenda política 

Os 629 delegados que participaram da conferência também aprovaram uma agenda política, com temas importantes da conjuntura nacional que precisam ser discutidos com os bancários e com a população. São eles:

* Combate sem tréguas ao PL 4330, que precariza as relações de trabalho.
* Reforma política, para democratizar o Estado.
* Reforma tributária, para corrigir injustiças.
* Marco regulatório da mídia visando democratizar as comunicações.
* Conferência Nacional do Sistema Financeiro.
* Investir 10% do PIB na educação.
* Investir 10% do orçamento em saúde.
* Fim do Fator Previdenciário.
* Transporte público de qualidade.

Calendário de luta

A 15ª Conferência aprovou ainda um calendário de luta que mescla o engajamento da categoria tanto na Campanha Nacional dos Bancários quanto na pauta de reivindicações da CUT e demais centrais sindicais. Confira:

Até 29/7 – Realização de assembleias para aprovar a pauta definida na 15ª Conferência.

30/7 – Entrega da pauta de reivindicações à Fenaban.

6/8 – Dia Nacional de Luta contra o PL 4330.

12 e 13/8 – Mobilizações em Brasília para convencer os parlamentares a rejeitarem o PL 4330.

22/8 – Dia Nacional de Luta dos Bancários, com passeatas no final do dia.

28/8 – Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização.

30/8 – Greve de 24 horas, em defesa da pauta geral dos trabalhadores apresentada ao governo e ao Congresso Nacional apresentada pela CUT e demais centrais sindicais.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários querem ganho real e fim das metas abusivas e das demissões

Resultado foi apresentado neste sábado 20 aos participantes da 15ª Conferência Nacional dos Bancários, em São Paulo

Aumento real de salário, combate ao assédio moral e às metas abusivas e fim das demissões com mais contratações. Essas são as principais expectativas manifestadas pelos 37.097 bancários que responderam à consulta nacional coordenada pela Contraf-CUT e realizada pelos sindicatos em todo o país.

O resultado da consulta foi apresentado pela Confederação neste sábado 20, no segundo dia da 15ª Conferência Nacional dos Bancários, que está sendo realizada em São Paulo.

Remuneração

Dos bancários que responderam ao questionário, 74,7% querem aumento real de salário, 71,1% defenderam cesta-alimentação maior e 83,3% esperam um incremento da PLR.

Em relação ao índice de reajuste que deve ser reivindicado dos bancos, 38,6% querem reajuste de 5% a 10%, incluída a inflação, e 33,1% preferem reajuste de 10% a 15%.

Emprego

Com relação ao emprego, em uma pergunta em que o bancário podia apontar até três opções, 44,9% defendem como prioridade o combate às demissões imotivadas (Convenção 158 da OIT), 43,5% querem mais contratações, 38,7% pediram jornada de 6 horas para todos, 35,5% reivindicam igualdade de oportunidades e 24,9% exigem o fim das terceirizações.

Saúde e condições de trabalho

Em questionamento onde também se podia marcar até três temas, 66,4% querem o fim das metas abusivas, 58,2% pedem o combate ao assédio moral e 27,4% assinalaram segurança contra assaltos e sequestros.

Além disso, a consulta mostrou um índice alarmante de problemas relacionados a saúde do trabalhador. Nos últimos doze meses, 18% dos que responderam à consulta declaram ter se afastado do trabalho por motivos de doença e 19% declararam o uso de medicação controlada.

Formas de participação na campanha

Perguntados sobre que tipo de atividade estão dispostos a se engajar para conquistar essas reivindicações, 44,7% disseram que participarão de assembleias, 37,6% farão greve e 25,2% marcarão presença em protestos.

Regulamentação do sistema financeiro

Dos que responderam à consulta, 72% dos bancários disseram que é “muito importante” o país regulamentar o SFN e outros 21% julgam a regulamentação “importante”.

Redução dos juros

Mais de dois terços dos bancários (67%) consideram a redução dos juros “muito importante” e outros 25% acham isso “importante”.

Democratização da mídia

68% dos bancários que responderam ao questionário consideram a mídia brasileira parcial e 76% são favoráveis ao debate sobre a adoção de um marco regulatório para as comunicações baseado no interesse público e na democratização da mídia.

Via APCEF Paraíba

Momento político é favorável para mobilização dos bancários na campanha salarial

Rede de Comunicação dos Bancários

Ademir Wiederkehr, Alessandra Mota, Andrea Ponte Souza, José Luiz Frare, Júnior Barreto, Renata Silver e Rodolfo Wrolli

“Esse é o momento de ousar e ir pra luta, de mobilizar, de fazer a disputa na sociedade em defesa dos interesses da classe trabalhadora, que passa pela defesa do emprego, pelo enterro do PL 4330 da terceirização, pela melhoria das condições de trabalho, pelo desenvolvimento econômico e social, por distribuição de renda e pela transformação do Brasil em um país mais justo, democrático e solidário.”
Essa é a avaliação do presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, feita na abertura solene da 15ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada nesta sexta-feira 19 no Hotel Holiday Inn, em São Paulo.
Neste sábado 20, na parte da manhã haverá uma mesa para discutir a conjuntura política, econômica e social do país. Depois, os 630 delegados e 44 observadores presentes se dividirão em quatro grupos para aprofundar a discussão sobre os temas Emprego, Remuneração, Condições de Trabalho e Terceirização e Reestruturação Produtiva do Sistema Financeiro Nacional.
As propostas aprovadas nos grupos serão submetidas à deliberação da plenária final da 15ª Conferência, no domingo 21, que definirá a pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários de 2013.
Carlos Cordeiro manifestou a convicção de que a campanha deste ano será vitoriosa. “Acredito em cada sindicato, em cada dirigente sindical e na força da categoria, para aumentarmos a mobilização que tivemos no ano passado, a fim de ampliar as conquistas dos bancários. E tenho certeza de que este ano vamos conquistar novos avanços nos direitos dos bancários.”

Arapucas da mídia

 

O presidente da CUT, Vagner Freitas, ironizou os banqueiros com um recado dirigido à base da categoria. “Os bancários devem ter percebido que a arapuca já está armada. Leiam os editoriais econômicos dos últimos dias. Por conta da conjuntura econômica que eles estão vivendo, por causa da alta da inflação e no descontrole dos gastos públicos, a política de reajuste salarial dos últimos dez anos não poderia mais ser praticada, pois aumento de salário gera mais inflação. Essa é a teoria que eles vão tentar emplacar.”
O dirigente se referiu às manifestações de junho. “Nós, que estamos lutando há 30 anos, damos as boas vindas a vocês que começaram a lutar agora. Agora não venha a mídia tentar manipular esses manifestantes contra a pauta dos trabalhadores”.
Vagner acrescentou que no dia 6 de agosto haverá novo dia nacional de luta contra o PL 4330, e no dia 30 de agosto paralisação de 24 horas, caso o governo não atenda as reivindicações dos trabalhadores apresentadas pelas centrais sindicais.

 

Referência para os trabalhadores

 

Presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e anfitriã da 15ª Conferência, Juvandia Moreira afirmou que a luta dos bancários é uma referência para todos os trabalhadores. “Juntar bancários de todos os estados para discutir uma pauta de reivindicações, estratégias, conjuntura… isso é uma referência. Aqui vamos divergir e debater, mas vamos sair com uma pauta construída. E que começa a ser construída bem antes, a partir do diálogo que mantemos com o trabalhador na base.”
Emanoel de Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e representante da CTB, declarou que “o papel da juventude é a rebeldia. O desafio das centrais e movimentos sociais é construir a unidade na luta e elevar o nível de consciência dos trabalhadores e da população em geral. Só assim poderemos impedir que as vigorosas manifestações das últimas semanas sejam manipuladas pela direita e pela mídia.”
Dirceu Travassos (Didi), da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), destacou a importância do momento histórico que o país atravessa com a força das mobilizações nas ruas, ressaltando que a Campanha Nacional dos Bancários de 2013 precisa incorporar esses novos elementos. “Devemos repensar nossa concepção de organização e estratégia, principalmente porque trabalhamos no setor que é o maior responsável pela crise econômica mundial, que é o sistema financeiro”, afirmou Didi.
O diretor financeiro da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Aparecido Roveroni, o Cidão, destacou que é hora de unidade da categoria de “todas as tendências”. O importante neste ano, nesta Campanha Nacional, é o emprego. E mais: “temos que ousar e inserir a luta contra o PL 4330 em nossa pauta”.

 

Mobiização

 

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e representante da Intersindical, Ricardo Luiz Lima Saraiva, o Big, os estudantes apontaram para o movimento sindical que o momento é de unidade e criticou o governo, “que tem de começar a defender o direito dos trabalhadores e deixar de andar de mãos dadas com banqueiros”.
Ele disse que a CUT foi fundamental para barrar a votação do PL 4330 até agora e propôs: “Temos de apontar para a mobilização e no dia 6 ir para Brasília e deflagrar greve geral para impedir a aprovação do projeto da terceirização”.
O presidente da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito
Santo, Nlton Damião Esperança, o Niltinho, também destacou as manifestações recentes. “Estamos vivendo um momento ímpar no nosso país, em que a população está indo às ruas para demonstrar sua insatisfação. E eu entendo que é hora de convencer os bancários a irem para essa luta, principalmente contra os banqueiros, que sugam os recursos do nosso país.”

 

Caixa Econômica Federal poderá contratar mais 15.019 bancários até 2015

O Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), vinculado ao Ministério do Planejamento, autorizou a Caixa Econômica Federal a ampliar o seu quadro de pessoal. De acordo com a autorização, poderão ser admitidos mais 15.910 novos funcionários, sendo 6.037 em 2013, 4.850 em 2014 e 5.023 em 2015.

Atualmente, a Caixa tem 96.012 funcionários, sendo que até o final deste ano o limite máximo passa a ser de 102.049. Já em 2014, o número pode subir para 106.899, passando em 2015 para 111.922. A boa notícia é que, com essa ampliação, a Caixa poderá convocar mais aprovados dos concursos que estão vigentes, além de poder abrir novas seleções.

Último concurso

A seleção de 2012, que abrangeu diversos estados, foi para o cargo de técnico bancário e formação de cadastro de reserva, com remuneração oferecida de R$2.715,04 mensais, já incluindo R$476,12 de auxílio-alimentação/refeição, e R$367,92 de auxílio cesta-alimentação.

Dos candidatos que realizaram o concurso, quase 15 mil aprovados já foram chamados, sendo que cerca de 11 mil foram admitidos. Ainda há 52 mil aguardando no cadastro de reserva. Os aprovados poderão ser chamados até o fim da validade, em 14 de junho de 2014.

Com a validade terminando é provável que haja um novo concurso até o início do ano que vem, destinado a técnico bancário (nível médio).

Fonte: Folha Dirigida

Pagamento via celular já funciona no Brasil e ameaça emprego bancário

Rede de Comunicação dos Bancários
Renata Silver

Durante a mesa sobre Terceirização e Reestruturação Produtiva na 15ª Conferência Nacional dos Bancários, nesta sexta-feira (19), a economista Vivian Machado Rodrigues, da subseção Dieese na Contraf-CUT, falou sobre o “mobile payment”, sistema que usa celulares, smartphones e tablets para operações de compra e pagamento.

Há duas modalidades. Uma foi introduzida pela operadora brasileira Oi na Nigéria e no Quênia e realiza pagamentos por intermédio de mensagem SMS, com o uso de uma senha criptografada que autoriza a transação. “O usuário compra créditos para seu celular e os utiliza não só para serviços de telefonia e internet, mas para compras e pagamentos diversos”, explica Vivian. 

O usuário tem uma conta de pagamentos, mas não uma conta bancária, e essas operações não passam por instituições financeiras, mas pela empresa de telefonia. 

A outra tecnologia, já usada no Japão, chama-se NFC, ou pagamento por proximidade. O celular funciona como uma carteira virtual capaz de realizar operações de até quatro cartões diferentes. Nessa modalidade, a operação é feita através de um banco.

O que vai funcionar no Brasil é um modelo híbrido que mistura as duas tecnologias. A Medida Provisória 615, editada em 17 de maio, autoriza o funcionamento dessas operações, definindo os papéis das empresas envolvidas no processo. O Banco Central ficará encarregado dos pormenores da regulamentação. O Ministério das Comunicações, a Anatel e o Conselho Monetário Nacional também estão envolvidos na implantação do sistema.

O “mobile payment” tem apoio do governo federal, que deverá incluir até benefícios como o Bolsa Família no sistema que usa SMS. “A justificativa é que essa modalidade de pagamento permitiria a inclusão financeira, principalmente das pessoas de baixa renda, que não têm acesso a bancos. No caso do sistema NFC, a expectativa é que tenha maior aceitação junto aos mais jovens, que já vivem conectados”, informa a economista.

Ameaça ao emprego

O sistema já está ativo em algumas praças. O Banco do Brasil opera em parceria com a Oi em estados do Nordeste e deve expandir o sistema para todo o Brasil no segundo semestre. O Bradesco também deve começar a operar em breve, através da operadora Claro. A Caixa tem parceria com a Tim e a Mastercard e o início da operação está previsto para 2013. “Mas a MP e as normativas do Banco Central determinam que as transações sejam feitas entre todos os bancos e todas as operadoras, numa plataforma integrada. E isso, por enquanto, ainda não acontece”, destaca Vivian.

O problema é que esse sistema ameaça o emprego bancário, porque a nova tecnologia pode mudar completamente a estrutura das instituições financeiras. “As agências representam custo e hoje o conceito de banco é marca. Com o mobile payment elas não serão mais necessárias. Foi por isso que o governo desonerou os smartphones e os tablets. E, como todo mundo carrega celular em bancas de jornal, elas se tornarão o novo correspondente bancário”, alerta Vivian.

Demissões e rotatividade reduzem salário médio do bancário, diz economista

Rede de Comunicação dos Bancários
Fábio Jammal Makhoul, Carlos Vasconcellos e Alessandra Mota

A política de demissões e a alta rotatividade nos bancos privados está achatando o salário médio dos bancários, apesar de as campanhas vitoriosas terem conquistado ganhos salariais acima da inflação. A preocupante comparação foi feita pelo economista Nelson Karam, coordenador de educação sindical e diretor da Escola de Ciências do Trabalho do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em exposição realizada nesta sexta-feira, primeiro dia da 15ª Conferência Nacional dos Bancários.

Segundo Karam, que fez a apresentação no Painel sobre Remuneração e Emprego, a luta dos bancários rendeu 85,3% de reajuste salarial desde 2004, valor 16,2% acima da inflação. No piso, a valorização foi ainda maior: 116,2% de aumento, 35,6% a mais que a inflação.

“Entretanto, é preciso observar que a remuneração média dos bancários hoje é menor que em 2000”, afirma. Há treze anos, o salário médio dos bancários era de R$ 4.961,77. Em 2011, último dado disponível, a remuneração média caiu levemente para R$ 4.743,59.

A estagnação do salário médio é causado pela política de rotatividade dos bancos, que demitem funcionários com maiores salários e contrata novos bancários com ganhos menores. “E o pior é que nos últimos anos o ritmo das contratações não está acompanhando o das demissões”, disse. 

Concentração de renda

Enquanto a remuneração média dos bancários segue estagnada, o lucro dos bancos cresceu espantosos 128% de 2002 para cá. A parte conquistada pelos funcionários nesta lucratividade também caiu. Em 2002, os bancários ficavam com 43% do lucro, enquanto os acionistas abocanhavam 34%. Em 2011, a parte dos funcionários caiu para 38%, enquanto a dos acionistas subiu para 40%.

Hoje, um executivo da diretoria do Itaú ganha 234,27 vezes mais que um funcionário recebe com o piso. No Santander, o executivo ganha 145,67 vezes o piso. E essa desvalorização dos bancários é inversamente proporcional ao aumento do trabalho nos bancos. 

Considerando apenas um dos indicadores de produtividade, cada bancário abria 83 contas correntes em 1996. Em 2011, eram 302 contas abertas por cada bancário. Isso mostra que o trabalho aumentou, mas a parte que o empregado recebe do lucro caiu”, explica Karam. 

O economista defendeu que os bancários incluam nos debates da campanha nacional os chamados ganhos de produtividade, que levam em consideração não somente o crescimento dos lucros, mas também o aumento da produtividade no setor e dos ganhos dos executivos dos bancos. 

Aumento da terceirização preocupa 

Segudo Nelson Karam, apesar do crescimento no saldo do emprego do setor bancário nos últimos dez anos, tem crescido muito o número de trabalhadores terceirizados, em função da ampliação dos correspondentes bancários. 

Em 2003, havia pouco mais de 36 mil trabalhadores terceirizados nos bancos. Em 2012, o número saltou para mais de 332 mil. Karam enfatiza que a situação poderá se agravar, caso seja aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), o Projeto de Lei 4330, que escancara as terceirizações, inclusive em atividades-fins.

“A regulação das terceirizações proposta por esse projeto não interessa à classe trabalhadora”, disse.

Ampliação de crédito

Outro dado que preocupa, segundo o especialista, é que apesar do saldo médio do emprego ter crescido 24% de 2000 a 2011, nos últimos meses, os números revelam uma retração. Na opinião de Karam, esta situação pode ser revertida não somente em função da alta lucratividade do setor, mas também devido ao potencial de ampliação do crédito.

“Há um grande potencial a ser explorado no mercado brasileiro. O país carece de crédito em setores sociais, como o imobiliário e de saneamento básico, por exemplo”, afirma. Para ele, o crescimento do emprego nos bancos públicos, especialmente na Caixa Econômica Federal, é um exemplo de que é possível expandir as contratações e continuar ampliando os lucros. 

Karam lembra que de março de 2012 a março de 2013 os bancos privados apresentaram redução de postos de trabalho, o que não ocorreu no Banco do Brasil e principalmente na Caixa. O Itaú apresentou saldo negativo de 6.679 no período e o Bradesco, 2.309. Já a CEF apresentou saldo positivo de 7.423 e o BB, de 261.

No Brasil, o crédito chega a alcançar 50% do Produto Interno Bruto (PIB). Houve um crescimento a partir da política de redução de juros do governo. Mas o índice ainda é bem inferior ao dos países mais desenvolvidos. Nos EUA, a relação entre crédito privado e PIB é de 191% e na Inglaterra, de 186%.

Na opinião do economista, o problema é que os bancos brasileiros preferem o ganho fácil proporcionado pelos juros altos do que ampliar o crédito para investimentos sociais.

Inflação sob controle 

Para Karam, o discurso de que a inflação está fora de controle, disseminado na mídia, interessa aos bancos, que ganham com a elevação das taxas básicas de juros.

“A inflação hoje está localizada em alguns setores e não é fruto do aumento do consumo. Além disso, os preços elevados são também resultado da concentração e dos oligopólios observados em alguns setores da economia, como bancos e supermercados”, ressaltou.

PL 4330 e novas tecnologias ameaçam emprego e direitos dos bancários

Rede de Comunicação dos Bancários – Andrea Ponte Souza e Renata Ortega

A precarização do trabalho, que será inevitável se o projeto de lei 4330 em tramitação na Câmara dos Deputados for aprovado, e intensificação do uso de novas tecnologias pelo sistema financeiro são as grandes ameaças imediatas para o emprego e para os direitos trabalhistas dos bancários. Essas foram, em síntese, as advertências dos palestrantes do painel Terceirização e Reestruturação Produtiva do Setor Financeiro, o terceiro da 15ª Conferência Nacional dos Bancários, que começou nesta sexta 19 e vai até domingo.

Participaram da mesa o secretário de Organização da Contraf-CUT, Miguel Pereira, o pesquisador Moisés Marques, professor e coordenador do Centro de Pesquisas 28 de Agosto do Sindicato de São Paulo, e a economista Vivian Rodrigues, da subseção do Dieese da Contraf-CUT.

“As transações virtuais já superam em quantidade as transações tradicionais”, destacou Moisés. Segundo dados da própria Febraban, em 2008 18% das operações bancárias eram feitas nas agências, 33% nos terminais de autoatendimento e 30% pela internet. Em 2012, pela primeira vez, as transações via internet (39%) superaram até mesmo as realizadas em caixas eletrônicos (26%), enquanto que as feitas em agências caíram para 11%.

Outro dado citado por Moisés mostra que o número de bancários por agência diminuiu: a média era de 36,62 por unidade em 1990; em 2011 foi reduzida para 24,11.

‘Índice de eficiência’ ou corte de custos

O pesquisador destacou ainda a aposta dos bancos no índice de eficiência. “Com a queda da taxa básica de juros, os bancos privados estão apostando no corte de custos”, disse, acrescentando que hoje uma transação via internet custa cerca de 100 vezes menos do que uma transação na agência.

Ele citou ainda o uso de celulares para pagamento de contas, previsto pelo governo por meio de medida provisória (MP 615). Segundo Moisés, essa nova tecnologia permite a “inclusão” financeira sem necessariamente ampliar a inclusão bancária, já que as classes D e E, que têm celular, continuarão com restrições que as impedem de abrir conta em banco.

De acordo com o pesquisador, nesse novo cenário – com maioria de operações virtuais, investimentos em softwares que vão permitir ao banco formatar o perfil de cada cliente sem que o bancário tenha visto seu rosto, agências cada vez menores e menos funcionários -, o emprego já está em transformação. “Acredito que os chamados cargos de front office, ou seja, de bancários que atendem o cliente pessoalmente, vão diminuir consideravelmente, enquanto que haverá crescimento nos cargos de back office, de retaguarda. E o perfil desse bancário, que vai lidar com tecnologia, é jovem e ambicioso, é de um trabalhador que vai querer lidar com as metas determinadas pelo banco. O grande desafio dos sindicatos será mobilizar. Se os bancos estão buscando eficiência operacional, os sindicatos têm de buscar a eficiência na luta e na organização”.

‘PL permite subcontratações infinitas’ 

O secretário de Organização da Contraf-CUT, Miguel Pereira, lembrou que, até então, na ausência de uma legislação específica, a referência que se tem sobre a terceirização no Brasil é a Súmula 331 do TST. “Mesmo com todos os problemas que a Súmula apresenta, permitindo a terceirização das atividades-meio, ela ainda põe um limite, proibindo a terceirização das atividades-fim e a intermediação ilegal da mão-de-obra”, afirmou.

“O substitutivo do deputado Arthur Maia (PMDB-BA), atual texto do PL 4330, autoriza toda e qualquer atividade a ser terceirizada, sem limites, seja no setor público ou privado, rural ou urbano. Mesmo com o conceito de empresa especializada – ainda sem conceituação jurídica -, permite subcontratações infinitas. Ou seja, trata-se de uma reforma trabalhista”, esclarece Miguel.

Segundo o dirigente da Contraf-CUT, o PL traz de volta a figura da Pessoa Jurídica (PJ) da vetada Emenda 3 e subdivide os trabalhadores, já que não garante os mesmos direitos da categoria preponderante aos terceirizados, ainda que trabalhando no mesmo ambiente exercendo as mesmas atividades. “Há também no texto uma única exceção à especialização: os correspondentes bancários, que serão legalizados e legitimados”, acrescenta.

Miguel Pereira alertou para as consequências devastadoras da aprovação do PL 4.330/04: “Em primeiro lugar, os 45 milhões de trabalhadores contratados diretamente hoje poderão virar prestadores de serviço, sem garantias de salários e direitos. Mais do que isso, os 12 milhões de terceirizados que já existem continuarão com seus empregos precarizados. Ou seja, trata-se de uma proposta que não atende os trabalhadores em nenhuma escala”.

Por todos estes motivos, o embate político contra a proposta não é nada fácil. De acordo com o secretário da Contraf-CUT, a aprovação é tão estratégica para o empresariado, sobretudo do setor financeiro, que as negociações têm sido conduzidas pelo diretor da Febraban, Magnus Apostólico, que tem se mostrado irredutível em alterar o texto.

‘Só há uma possibilidade de vitória: a mobilização’ 

Para finalizar, Miguel Pereira relatou a pauta das centrais sindicais e a atuação dos trabalhadores organizados para a sua derrubada, com destaque para a categoria bancária. A pauta é composta por cinco pontos: informação prévia; proibição da terceirização de atividades-fim; igualdade de direitos, tratamento e salarial para os terceirizados; responsabilidade solidária; e punição das empresas infratoras. 

Antes de junho, as centrais estavam atuando com a intenção de evitar a votação, negociar alterações e impedir a precarização dos empregos. Após as mobilizações dos trabalhadores, nas quais os bancários tiveram participação de destaque, os esforços foram redobrados na tentativa de derrotar o PL.

“Muita coisa já foi feita neste curto espaço de tempo: fomos a Brasília três vezes, houve três reuniões de negociação da mesa quadripartite e, no dia 10 de julho, conseguimos retirar da pauta da CCJC a votação do projeto”, lembrou. 

Com o adiamento da votação, quatro novas rodadas de negociações foram marcadas — para os dias 16, 22 e 29 de julho e 05 de agosto –, as centrais sindicais também agendaram duas novas datas de mobilização: 06 e 30 de agosto. Há ainda a possibilidade do PL 4.330/04 ser votado no dia 13 de agosto. “E nós temos uma única possibilidade de vitória: mobilização neles!”, encerrou Miguel Pereira. 

(Contraf-CUT)

CUT e PT defendem reforma política e plebiscito na 15ª Conferência Nacional dos Bancários

O Brasil precisa realizar uma reforma política urgente, com mudanças que vigorem já na próxima eleição, no ano que vem. E a população precisa ser ouvida, através de um plebiscito que aponte o novo modelo político e eleitoral do país.

Essa é a opinião do deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) e do presidente da CUT, Vagner Freitas. Os dois comandaram os debates sobre a reforma política realizados nesta sexta-feira 19, primeiro dia da 15ª Conferência Nacional dos Bancários, em São Paulo. 

Ambos defenderam o financiamento público de campanha e alterações no modelo de representação. Entre as principais propostas está o polêmico fim do Senado (veja mais no quadro ao fim da matéria). 

Berzoini afirmou que o Partido dos Trabalhadores já colhia assinaturas para uma reforma política antes das manifestações populares, de junho. Os atos, segundo ele, trouxeram mensagens difusas, mas levantaram a questão da baixa representatividade política, uma crise presente em todas as democracias do mundo. 

“O atual modelo precisa ser debatido. E o centro do debate é o fim do financiamento privado de campanha. Temos de permitir maior igualdade e este deve ser o foco dos trabalhadores”, afirmou o deputado que faz parte da comissão especial da Câmara que discute a reforma política.

A esse grupo, o parlamentar deve levar três propostas: o estabelecimento de um teto de gastos em campanhas eleitorais, equivalente a um terço da média de despesas da última eleição; a proibição da contratação de cabos eleitorais e o fim do sigilo bancário nas contas das candidaturas, para estabelecer maior transparência dos gastos. Há amparo legal para que essas três medidas possam começar a valer já em 2014.

Conservadorismo vai disseminar a confusão

Tanto Vagner Freitas quanto Berzoini apontaram que o processo de plebiscito envolverá muita disputa política, já que o conservadorismo tende a disseminar a confusão entre a população, dizendo que o financiamento público tiraria verbas da saúde e da educação para financiar políticos. 

“Na verdade, o financiamento público devolveria a soberania ao povo, garantida na Constituição, que afirma: ‘todo o poder emana do povo’, mas hoje o poder emana do povo, mas é intermediado pelo poder econômico'”, reforçou Berzoini.

Para Vagner Freitas, se a sociedade não se mobilizar para pressionar o Congresso, a reforma política não sairá do papel. “Pode ter certeza que a maioria dos parlamentares, que só têm compromisso com os seus mandatos, vai enterrar a reforma política”, disse.

Vagner afirmou que a CUT defende a realização do plebiscito para que a população possa apontar a direção que a reforma política deve seguir. O presidente da CUT, que é bancário, aproveitou a 15ª Conferência Nacional para lançar uma nova ideia da central. 

“Se os políticos não fizerem o plebiscito, a CUT vai fazer. Vamos coordenar uma ampla consulta popular para ouvir a opinião dos trabalhadores. Este nosso plebiscito pode não ter amparo legal ou valor jurídico. Mas tem valor político. Ele vai mostrar ao Congresso quais as mudanças que o povo quer”, afirmou.

A mãe de todas as reformas

Para Vagner Freitas, a reforma política é a mãe de todas as reformas, mas ela não valerá de nada se o Brasil não estabelecer um novo marco regulatória para a mídia. “A chamada grande imprensa é de direita e não dá voz para a esquerda ou mesmo para os mais pobres. Aliás, esta reforma política será de extrema importância para mostrar quem é de esquerda e quem é de direita, pelas propostas que cada um vai defender”.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, que mediou a mesa de debates sobre a reforma política, afirmou que a conferência dos bancários é um momento oportuno para colocar esta discussão “fundamental para a classe trabalhadora”.

Para ela, a sociedade não se sente representada pelo Congresso Nacional apesar de ter votado em quem está lá, pois “quem o elege efetivamente é o capital”. Um exemplo disso é que hoje no Congresso há apenas seis trabalhadores rurais e 220 representantes do agronegócio. “Que chance tem um líder popular de ser eleito?”, questiona a dirigente.

Contra o PL 4330

Para o presidente da CUT, a tramitação do PL 4330, que libera a terceirização, é um exemplo da necessidade de reforma política, pois a bancada dos empresários é muito mais representativa do que a dos trabalhadores, em função do predomínio do poderio econômico nos processos eleitorais.

“Se não conseguirmos fazer essa reforma agora, a próxima oportunidade pode demorar muito. O papel do movimento sindical e social é a mobilização das massas pela reforma política. A sociedade clama por uma participação que não pode se restringir ao voto. É preciso chamar a população para debater os rumos das políticas públicas. Temos que ter instrumentos de participação popular”, defendeu Vagner.

O dirigente também ressaltou que a melhor alternativa é o plebiscito, não o referendo. “Acho que o referendo é um bom instrumento. Mas nesse momento, o plebiscito seria melhor, pois a população formularia as políticas, enquanto no referendo, apenas diria sim ou não a propostas do Congresso”, explicou, ressaltando que a reforma política é um problema dos trabalhadores, sim.

“É um problema nosso porque interfere diretamente na nossa vida. Voto não é tutela para gerenciarem nossa vida como bem entenderem. Precisamos da reforma política, e precisamos mais: de uma reforma tributária com menos impostos para os pobres e mais para os ricos, com imposto sobre grandes fortunas para financiar políticas públicas”.

Mobilização em 30 de agosto

Vagner Freitas abordou também o processo de mobilização conjunta das centrais sindicais em defesa da pauta dos trabalhadores e convocou os bancários a voltarem às ruas para novos protestos em 30 de agosto. Segundo ele, o governo até tem negociado com as centrais sindicais, mas sem atender as reivindicações que lhe são apresentadas. 

“Vamos intensificar a pressão iniciada no dia nacional de luta que fizemos em 11 de julho, com foco em três questões que consideramos fundamentais: fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e fim da terceirização, que passa pela rejeição ao PL 4330”, ressaltou o presidente da CUT.

A exemplo dos protestos do dia 11 de julho, a mobilização convocada para o dia 30 de agosto conta novamente com o envolvimento de todas as centrais sindicais do país.

Principais propostas da CUT para reforma política

* Fim do Senado 
* Combate à corrupção tornando-a crime inafiançável e fim da imunidade parlamentar para crimes penais e de corrupção
* Financiamento de campanha exclusivamente público
* Voto proporcional em lista partidária, com alternância de sexo, definidas em convenções partidárias democráticas e transparentes
* Diminuição do número de assinaturas para projetos de Iniciativa Popular e mecanismos de facilitação de coleta. Essas propostas teriam tramitação prioritária
* Inclusão de mecanismos para a democratização do Poder Judiciário

(Contraf-CUT)

Encontro Estadual dos Bancários será dia 29/6, em Fortaleza

Acontece no próximo dia 29/6, a partir das 9:00h, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará, o Encontro Estadual dos Bancários, em Fortaleza. Os bancários cearenses de bancos públicos e privados do Estado terão na pauta do evento debates sobre conjuntura nacional, temas específicos e escolherão os delegados para a Conferência Regional dos Bancários, que acontecerá dias 5, 6 e 7 de julho, em Maceió (AL).

A programação constará de debates sobre temas para compor a minuta da Campanha Nacional 2013 e questões específicas por bancos. Estão convidadas lideranças nacionais da Contraf-CUT e da Fetrafi/NE, e representantes dos trabalhadores dos bancos que sentam na mesa de negociação com a Fenaban.

“A participação de todos os bancários cearenses é muito importante, pois essa é a hora de apresentarmos nossas reivindicações e anseios e mandarmos nossa representação à Conferência Regional. Só com a participação de todos vamos construir uma pauta forte para a Campanha Salarial da categoria deste ano”, convoca o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.

(SEEB-CE)

24º Congresso dos Bancários do BANCO DO BRASIL aprova pauta de demandas específicas

Congresso reuniu 318 delegados, dos quais 214 homens e 104 mulheres – Crédito: Jaílton Garcia

O 24º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprovou neste domingo 19, em São Paulo, a pauta de reivindicações específicas, centrada no combate ao plano de funções comissionadas, o assédio moral, a política antissindical e as péssimas condições de trabalho. Participaram do Congresso, realizado no Hotel Holiday Inn, 318 delegados de todo o país, dos quais 214 homens e 104 mulheres.

“O funcionalismo aprovou uma série de propostas para os quatro grandes eixos que foram debatidos no Congresso – que são remuneração e condições de trabalho, saúde e previdência, organização do movimento e Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional – para fazer enfrentamento à pior administração do BB dos últimos anos, que ataca o funcionalismo, coloca em risco o banco, desviando-o do seu papel de banco público”, afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

“Foi construída uma grande unidade de todas as forças do movimento para fazer o enfrentamento com a direção do BB e construir uma grande campanha nacional os bancários que lute contra esse plano de funções implantado unilateralmente, que melhore as condições de trabalho e de remuneração de todo o funcionalismo. E que, além disso, coloque o banco no rumo certo, com respeito aos trabalhadores, boas condições de trabalho, atendendo a população e os interesses da sociedade brasileira”, conclui William.

‘Estamos preparados para a luta’

Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, o Congresso do BB aconteceu em um momento muito importante para o funcionalismo. “A direção do banco vem tentando tirar os direitos dos trabalhadores com um processo de negociação sem o envolvimento das entidades sindicais. O objetivo do BB é seguir o que diz o mercado, focando o tal índice de eficiência”, ressalta Cordeiro. 

Segundo o presidente da Contraf-CUT, infelizmente o BB optou por um caminho contrário ao do banco público, na direção do privado. “Hoje, a direção do banco está mais preocupada em disputar mercado com o Bradesco e o Itaú, quando de fato deveria se preocupar em fazer um banco público voltado para o desenvolvimento, voltado de fato para as pessoas, em que o funcionalismo teria um papel importante”, afirma. 

Por este motivo, enfatiza Carlos Cordeiro, “queremos que o BB possa ter uma negociação séria, valorizando os trabalhadores, e dando fim à prática do assédio moral e metas abusivas, pois é uma política da direção do banco que leva o bancário ao adoecimento. Atualmente é cada vez mais comum termos bancários tomando remédios de tarja preta”. 

“Estamos totalmente preparados para a luta e seguiremos fortalecendo a unidade dos trabalhadores para enfrentar a truculência do banco”, conclui Carlos Cordeiro. 

Fonte: Contraf-CUT

Caixa: Conecef aprova pauta específica e exige melhores condições de trabalho

Aprovadas reivindicações para Campanha 2013 e negociações permanentes – Crédito: Augusto Coelho – Fenae

Após três dias de debates, o 29º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) foi encerrado neste domingo, dia 19, no Hotel Holiday Inn, em São Paulo, com a aprovação da pauta das reivindicações específicas que será defendida durante a Campanha Nacional 2013 e as negociações permanentes com a empresa.

Cinco grandes eixos foram apontados: condições de trabalho – 6 horas já para todos, mais contratações, melhorias na logística e fim do assédio moral; isonomia – ATS e licença prêmio para todos, fim da discriminação do REG/Replan não saldado, ticket na aposentadoria; valorização do piso; Saúde Caixa e recuperação do poder de compra dos salários.

O Congresso deste ano teve como lema “Sou da Caixa, faço um Brasil melhor – Sobra trabalho, faltam estrutura e reconhecimento” e contou com a participação de 337 delegados, sendo 217 homens e 120 mulheres. A precariedade das condições de trabalho na Caixa foi o principal tema em discussão. 

A crescente elevação do volume de trabalho face à forte carência de pessoal, a prática rotineira de horas extras sem registro correto e pagamento correspondente e a cobrança por metas desmedidas figuraram entre os fatores críticos apontados nos debates. 

Já na plenária de abertura do Congresso, na sexta-feira, dia 17, a melhoria das condições de trabalho foi apontada pelo presidente da Fenae, Pedro Eugênio Leite, como questão prioritária na campanha salarial deste ano.

Essa demanda foi reforçada por Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, entidade que organizou o evento com o apoio da Fenae. O dirigente sindical, que também coordena o Comando Nacional dos Bancários, pontuou ainda como desafio para os empregados da Caixa discutir o papel da empresa como banco público, o que implica em combater a precarização e a terceirização trazidas pelos correspondentes bancários e imobiliários.

A conjuntura nacional também foi debatida durante o Conecef. Em palestra proferida, na plenária inicial, Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apontou a luta por avanços na distribuição da renda como questão central para o movimento dos trabalhadores brasileiros.

Reuniões em grupo no segundo dia

No segundo dia do Congresso, os delegados e as delegadas fizeram os debates em grupos sobre os temas Saúde do Trabalhador, condições de trabalho e Saúde Caixa (1); Funcef/aposentados (2); Segurança bancária , carreira e condições de funcionamento das agências (3); e Papel social da Caixa, contratação, isonomia, Sipon e jornada de trabalho (4). O temo organização do movimento foi abordado em todos os grupos. 

Para Jair Pedro Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa) e vice-presidente da Fenae, a ênfase dada pelo congresso à difícil realidade do trabalho nas agências, resultando em deliberações que fortalecem a pressão sobre a empresa por soluções tempestivas e adequadas, mostra que o principal objetivo do 29º Conecef foi alcançado com louvor. 

“Saímos desse Congresso com uma pauta de reivindicações sintonizada com as expectativas dos trabalhadores, com aperfeiçoamentos na nossa estratégia de organização e de mobilização e com a nossa unidade fortalecida”, ressaltou Jair.

Confira as principais resoluções do 29º Conecef:

Saúde do trabalhador, condições de trabalho e Saúde Caixa

-Combate ao assédio moral
-Medição e adequação obrigatória dos índices de ruído, luminosidade e temperatura no ambiente de trabalho, pelo menos a cada seis meses; 
-Realização do PCMSO e PRO no município de moradia do empregado;
– Cobertura pelo Saúde Caixa de fisioterapia, RPG, acupuntura e psicoterapia, sem limite de sessões e sem exigência de autorização da auditoria ou da Gipes; 
-Eliminação da carência de 15 dias entre um atendimento e outro quando se tratar de pronto-socorro, entre outras.
– Pagamento de Adicional de Periculosidade aos empregados que trabalhem em locais considerados áreas de risco de assaltos e seqüestros;

Funcef e Aposentados

– Fim do voto de minerva nas instancias da Funcef;
-Reconhecimento, por parte da Caixa, do CTVA como verba salarial para fins de aporte à Funcef, aos que permaneceram no REG/Replan não saldado, bem como aos que saldaram;
– Apoio aos projetos de lei complementar 140/2007, de autoria do deputado federal Eudes Xavier, 588/2010 e 161/2012 e 236/2012, de autoria do deputado federal Ricardo Berzoini, que alteram disposições das leis complementares 108 e 109/2001;
– Manutenção do Fundo para Revisão de Benefícios, art. 115 do regulamento do REG/Replan saldado e art. 91 do Novo Plano, como instrumento permanente da política de aumentos reais para os benefícios;
– Fim da discriminação e direito do pessoal do REG/Replan migrar para o PCS 2008 e PFG 2010;
-Recuperação e utilização do superávit para melhorar os benefícios REG/Replan a exemplo do saldamento.

Segurança Bancária, carreira e condições de funcionamento das agências e Representação dos Trabalhadores 

– Revogacão imediata das restricões impostas como pré-requisitos para a candidatura de empregados/as ao cargo de representante eleito pelos empregados/as no Conselho de Administração da Caixa, permitindo que qualquer empregado possa concorrer, independentemente de ter ou não ocupado função gratificada;
– Elevação do valor da indenização por assalto/sinistro para o equivalente a 100 salários mínimos calculados pelo Dieese; 
– Retomada da implantação do modelo “Agência Segura”; 
– Abertura de agências somente com o total cumprimento do plano de segurança homologado pela Polícia Federal;
– Criação da função gratificada de assistente no atendimento social; 
– Valorização da função de avaliador de penhor com revisão do piso de mercado; 
– Realização de atendimento expresso obrigatoriamente por empregado com função de caixa; 
-Abertura de novas unidades somente com a estrutura física, de segurança e ergonomia necessárias ao atendimento adequado à população.
– Aperfeiçoamento do modelo do PFG, incluindo progressão horizontal em cada cargo/função, por tempo de exercício;

Papel social da Caixa, contratação, isonomia, Sipon e jornada de trabalho

– Jornada de seis horas para todos
– Fim das horas-extras sistemáticas;
-Extinção do registro de horas negativas do Sipon e do bloqueio de acesso motivado por falta de homologação do gestor ou decorrente de hora-extra não acordada;
– Isonomia: extensão do ATS e licença prêmio para todos os empregados admitidos a partir de 1998;
– Revisão da Estrutura Salarial Unificada (ESU) e do Plano de Cargos e Salários (PCS) da carreira administrativa, com valorização salarial;
-Fim da responsabilizacão do empregado no caso de irregularidades no registro do Sipon.

Fonte: Contraf-CUT com Fenae

Bancários do BB e da Caixa aprovam pautas específicas de reivindicações para Campanha Salarial 2013

318 delegados de todo o país participaram do 24º Congresso do BB – Crédito: Jaílton Garcia

Após três dias de discussões, os congressos nacionais dos funcionários do Banco do Brasil e dos empregados da Caixa Econômica Federal aprovaram neste domingo 19 as pautas de reivindicações específicas que serão encaminhadas aos dois bancos públicos na Campanha 2013 e nas negociações permanentes. Os encontros foram realizados no hotel Holiday Inn, em São Paulo, em espaços separados. 

Caixa

O 29º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) definiu cinco grandes eixos foram apontados: condições de trabalho – 6 horas já para todos, mais contratações, melhorias na logística e fim do assédio moral; isonomia – ATS e licença prêmio para todos, fim da discriminação do REG/Replan não saldado, ticket na aposentadoria; valorização do piso; Saúde Caixa e recuperação do poder de compra dos salários.

Clique aqui para conhecer a pauta definida pelo 29º Conecef.

Banco do Brasil

Já a pauta aprovada pelo 24° Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, que tem como grandes eixos remuneração e condições de trabalho, saúde e previdência, organização do movimento e Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional, está centrada no combate ao plano de funções comissionadas, o assédio moral, a política antissindical e as péssimas condições de trabalho.

Leia aqui para saber como foi o último dia do 24º Congresso Nacional do BB.

Fonte: Contraf-CUT