Serra ironiza Lula e diz que Rodoanel não tem problema com TCU. Será mesmo?

Acordo com Ministério Público para obras no rodoanel de São Paulo será monitorado pelo TCU
O Tribunal de Contas da União vai monitorar o termo de ajuste de conduta assinado pelo Ministério Público Federal com empresas e órgãos responsáveis pelas obras do trecho sul do Rodoanel de São Paulo. O termo foi assinado com base em apuração do TCU e evita prejuízos com pagamentos indevidos, além de garantir a finalização das obras sem aumento de preço. O ajuste ainda foi considerado pelo TCU uma forma de se evitar a interrupção de repasse de recursos para a construção do trecho sul do rodoanel, que já tem 90% das obras concluídas. Em auditoria feita em 2009, o TCU constatou a realização de pagamentos adiantados que ultrapassavam 236 milhões de reai, pagamentos por serviços não incluídos no contrato e alterações de projeto com reflexos econômicos sobre o orçamento original e o custo real da obra. O TCU também está apurando outras irregularidades verificadas em auditoria de 2008, ainda não finalizada. TCU: Fiscalização a serviço da sociedade.

Benefícios da atuação do TCU
O Tribunal de Contas da União é o órgão que fiscaliza o correto uso do dinheiro público em benefício da sociedade. Para prestar contas de suas ações, o TCU encaminha a cada três meses relatório de atividades ao Congresso Nacional. No terceiro trimestre deste ano, o relatório destaca que as ações do tribunal de contas renderam benefícios à sociedade de mais de nove bilhões de reais. Isso significa que para cada real gasto com o tribunal, o país economizou trinta e quatro reais. O documento ressalta a atuação preventiva do tribunal para evitar graves prejuízos aos cofres da União, principalmente na fiscalização de obras. Durante o ano, foram fiscalizadas mais de duzentas obras de grande porte em todo o país. Entre elas estão as obras do Rodoanel em São Paulo e da Usina Nuclear Angra três no Rio de Janeiro. Somente nessas duas obras as orientações do TCU evitaram um prejuízo potencial de quatrocentos e sessenta milhões de reais, sem a necessidade de paralisação dos trabalhos. TCU: fiscalização a serviço da sociedade.

(Blog do Favre)

Sérgio Gabrielli: não é justo o Rio ter 80% dos royalties

Imagem Ilustativa

Presidente da Petrobras critica sistema atual e compara recursos fluminenses aos da Bahia, mas discorda da emenda Ibsen

Ronaldo D”Ercole – O Globo

SÃO PAULO e RIO. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que considera injusta a forma como os royalties do petróleo são distribuídos atualmente entre os estados brasileiros. A afirmação foi feita durante evento com empresários, em resposta à pergunta de um dos participantes, que quis saber a opinião de Gabrielli sobre a emenda Ibsen.

Ressaltando tratar-se de uma posição pessoal, e não da empresa que dirige, ele afirmou que o sistema de distribuição atual, em que o Rio de Janeiro leva 80,9% dos royalties recolhidos sobre todo o petróleo produzido no país, “está errado”.

Em defesa da mudança nas regras atuais, Gabrielli citou a disparidade que existe entre o que a Bahia, seu estado natal, recebe de royalties e o que é embolsado pelas prefeituras e o governo do Estado do Rio.

— Manter os critérios atuais em que o Rio de Janeiro levou, em participações especiais e royalties, em 2009, R$ 7,5 bilhões, e o meu estado, a Bahia, levou R$ 240 milhões, não é uma distribuição justa.

Cabral não quis comentar declarações de Gabrielli No entanto, para Gabrielli, o modelo proposto pela emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que não diferencia os royalties distribuídos aos estados e municípios produtores de petróleo dos demais, também está equivocado.

— Não concordo com a emenda Ibsen também, porque o distributivismo total não está correto — disse.

O presidente da Petrobras lembrou que, como estabelece a Constituição, os recursos da exploração do petróleo pertencem à União, aos estados e aos muncípios. Mas ele insistiu que esse dinheiro precisa ser mais bem distribuído: — Agora, (a Constituição) não diz que têm de ser recompensados na desigualdade que existe na distribuição atual.

Dizendo não usar o termo “estado produtor”, porque são áreas onde “está localizada a atividade de exploração e desenvolvimento da produção” de petróleo, Gabrielli defendeu a diferenciação na distribuição do royalties, porque efetivamente nessas localidades o impacto é maior: — É preciso lembrar que o royalty ocorre como pagamento de um produto que vai se exaurir em determinada localidade.

Então, é necessário que aquela localidade tenha um recurso maior que outras.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, não quis comentar as declarações do presidente da Petrobras sobre a suposta injustiça na divisão dos royalties.

Depois de Gabrielli detalhar as estratégias da estatal para a exploração do petróleo da camada do pré-sal, que irão consumir R$ 88 bilhões em investimentos somente este ano, e um total de R$ 249,8 bilhões até 2014, outro empresário perguntou se ele não temia que esses planos fossem mudados na eventualidade de uma vitória da oposição nas eleições presidenciais.

Em resposta, Gabrielli observou que a Petrobras tem 56 anos e é uma empresa disciplinada, e que sempre “planejou além dos governos”.

Mas reconheceu que todo governo pode dar uma orientação própria à companhia. Por isso, disse que seria interessante que os candidatos tornassem públicos seus projetos para a Petrobras: — Só espero que haja clareza do que o (próximo) governo vai fazer com a Petrobras, se vai querer privatizar, se vai querer inibir o crescimento dela, se vai querer que ela continue fazendo o que faz.

‘Não tem plano B. Nós vamos buscar dinheiro no mercado’ Em sua exposição aos empresários, Gabrielli afirmou que a estatal está próxima do seu limite de endividamento, e que por isso terá de capitalizarse ainda este ano. Sobre os riscos de a proposta de capitalização que tramita no Congresso, cujos recursos contemplam também o pagamento da “cessão onerosa” ao governo, ele afirmou: — Não tem plano B. Nós vamos buscar dinheiro no mercado. O que se está discutindo (no Congresso) é dimensionar o valor da capitalização para quitar também a cessão onerosa.

(Blog do Favre)

Infiltração e repressão: Serra aplica cartilha de Yeda

Em 2009, um homem, apontado como sendo agente do serviço secreto da Brigada Militar (a PM gaúcha), usou indevidamente o nome da Carta Maior ao infiltrar-se em uma manifestação de servidores públicos contra o governo Yeda , em Porto Alegre, e fazer fotos dos manifestantes

por Marco Aurélio Weissheimer,em RS Urgente e Carta Maior, dica Stanley Burburinho

O governo José Serra (PSDB) adotou as mesmas táticas policiais utilizadas pela também tucana Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Integram essas táticas, entre outras, duas medidas básicas: reprimir violentamente protestos e manifestações de ruas e infiltrar policiais à paisana nestes protestos e manifestações. O episódio da foto onde um homem carrega uma PM ferida nos protestos de 26 de março expôs, involuntariamente, esse tipo de prática. Inicialmente, um texto do jornalista Leandro Fortes reproduziu a versão difundida pela Agência Estado dando conta de que o homem era um manifestante que participava do ato dos professores. Diante da repercussão causada pela foto, dois dias depois, o comando da PM de São Paulo divulgou uma nota garantindo que se tratava de um policial à paisana “que estava passando por ali por acaso”. A PM negou tratar-se de um “infiltrado”, mas negou-se a divulgar o nome do mesmo o que só reforça a tese de que se tratava de um homem do chamado “serviço de inteligência” da polícia.

Uma das regras básicas do trabalho desse “serviço de inteligência” é não ser identificado publicamente. Vale tudo para assegurar o anonimato, desde disfarçar-se de manifestante ou mesmo de jornalista. No dia 30 de abril de 2009, um homem, apontado por manifestantes como sendo agente da PM2, o serviço secreto da Brigada Militar (a PM gaúcha), usou indevidamente o nome da Carta Maior ao infiltrar-se em uma manifestação de servidores públicos contra o governo Yeda Crusius, em Porto Alegre, e fazer fotos dos manifestantes [foto acima]. Não foi a primeira vez que servidores de órgãos de segurança disfarçaram-se de fotógrafos no Rio Grande do Sul, identificando-se como profissionais de imprensa para espionar manifestações de sindicatos e movimentos sociais. Em geral, essa prática conta com a cumplicidade (pelo silêncio) da imprensa local, que tem conhecimento da mesma, mas não fala no assunto.

O papel dos infiltrados é duplo: recolher informações e fazer fotos de manifestantes, por um lado; e, eventualmente, dar início a provocações que levem a distúrbios e conflitos que, posteriormente, serão atribuídos aos manifestantes. Essa prática, aplicada várias vezes contra sem terras, professores e servidores públicos no Rio Grande do Sul, é repetida agora em São Paulo com as acusações de que os professores em greve seriam “baderneiros” e responsáveis pelos conflitos com a polícia. A decisão do PSDB de São Paulo de entrar na Justiça contra o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo também segue a mesma cartilha utilizada pelo governo Yeda no RS. Segundo a representação encaminhada em conjunto pelo PSDB e pelo DEM, “o movimento se organiza em torno de palavras de ordem e outras manifestações que tendem a interferir no âmbito eleitoral, partidarizando o movimento”.

No Rio Grande do Sul, dirigentes sindicais, jornalistas e lideranças de movimentos sociais já perderam a conta do número de processos, no âmbito civil e criminal, movidos pela governadora Yeda Crusius. O Ministério Público do Rio Grande do Sul chegou a determinar, em 2009, a retirada de cartazes e outdoors que faziam parte de uma campanha de sindicatos de servidores públicos e movimentos sociais denunciando casos de corrupção envolvendo o governo Yeda. A atual presidente do Centro de Professores do Estado do RS (CPERS/Sindicato), Rejane Rodrigues, está sofrendo vários processos, um deles por ter participado de uma manifestação em frente à casa da governadora.

O fato é que os governos tucanos apresentam uma uniformidade no trato com manifestações sociais: o que domina é a lógica da repressão, a ausência do diálogo e a aversão ao contraditório. O uso de policiais infiltrados nas manifestações é típico de tempos autoritários, onde a “interlocução” de governos com a oposição é feita nos subterrâneos, com práticas nada transparentes. Não é por acaso, portanto, que cenas e práticas similares vêm sendo vistas nas ruas de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

(Viomundo.com.br)

Márcio Pochmann: A difícil transição paulista

Marcio Pochmann, emTendências/Debates da Folha de SP

QUANDO SE completa a primeira década do século 21, o Estado de São Paulo demonstra viver um de seus maiores desafios históricos, qual seja, o de continuar sendo a locomotiva econômica que dirige o país. Na perspectiva recente, isso parece estar comprometido diante de importantes sintomas de decadência antecipada.

Entre 1990 e 2005, por exemplo, o Estado paulista registrou o segundo pior desempenho em termos de dinamismo econômico nacional, somente superando o Rio de Janeiro, último colocado entre os desempenhos das 27 unidades da Federação.

Atualmente, o Estado paulista responde por menos de um terço da ocupação industrial nacional -na década de 1980, era responsável por mais de dois quintos dos postos de trabalho em manufatura.

Simultaneamente, concentra significativo contingente de desempregados, com abrigo de um quarto de toda mão de obra excedente do país -há três décadas registrava somente um quinto dos brasileiros sem trabalho.

Em consequência, percebe-se a perda de importância relativa no total da ocupação nacional, que decaiu de um quinto para um quarto na virada do século passado para o presente.

Se projetada no tempo, essa situação pode se tornar ainda mais grave, com São Paulo chegando a responder por menos de 20% da ocupação nacional, por um terço de todos os desempregados e apenas por um quinto do emprego industrial brasileiro no início da terceira década do século 21.

Essa trajetória pode ser perfeitamente revertida, uma vez que não há obstáculo econômico sem superação.

A resposta paulista, contudo, precisaria vir da montagem de uma estratégia inovadora e de longo prazo que não seja a mera repetição do passado.

Na visão da antiga oligarquia paulista, governar seria fundamentalmente abrir estradas, o que permitiria ocupar o novo espaço com o natural progresso econômico. Por muito tempo, o Estado pôde se privilegiar dos largos investimentos governamentais em infraestrutura, o que permitiu transitar das grandes fazendas produtoras e exportadoras de café no século 19 para o imenso e diversificado complexo industrial do século 20.

Em apenas duas décadas, o Estado paulista rebaixou a concentração de quase dois terços de sua mão de obra no setor primário para menos de um terço, dando lugar ao rápido crescimento do seu proletariado industrial.

Com isso, a ocupação em manufatura convergiu para São Paulo, passando a representar 40% de todos os empregos industriais do país na década de 1960, contra um quarto em 1940.

Em virtude disso, o protagonismo paulista reverberou nacionalmente por meio do ideário de que seria a locomotiva a liderar economicamente o Brasil grande. Tanto que não era incomum à época que as lideranças de outros Estados sonhassem com a possibilidade de repetir o caminho paulista. O principal exemplo se deu com a implantação de uma “mini-São Paulo” no meio da Floresta Amazônica, por intermédio da exitosa implantação da Zona Franca de Manaus.

Para as décadas vindouras, o futuro tende a exigir a ampliação predominante do trabalho imaterial, cujo principal ativo é o conhecimento.

Não significa dizer que as bases do trabalho material (agropecuária e indústria) deixem de ser importantes, pois é estratégico o fortalecimento das novas fontes a protagonizar o dinamismo econômico do século 21.

Se houver força política nesse sentido, o Estado de São Paulo poderá transitar para a continuidade da condição de liderança econômica da nação, passando a responder por 40% do total do trabalho imaterial do país.

Os esforços de transformação são inegáveis, pois, além da necessária oxigenação de suas instituições, os próximos governos precisariam inverter suas prioridades, com a adoção, por exemplo, de um gigantesco e revolucionário sistema educacional que assegure as condições necessárias do acesso de todos ao ensino, do básico ao superior, ademais da educação para a vida toda e com qualidade.

Na sociedade do conhecimento em construção, a liderança econômica não surgirá da reprodução de sistemas de ensino comprometidos com o passado, tampouco de relações governamentais com profissionais da educação compatíveis com o século 19.

Ainda há tempo para mudanças contemporâneas, sobretudo quando a política pública é capaz de romper com o governo das ideias ultrapassadas. Sem isso, o fantasma da decadência reaparece, fazendo relembrar as fases de liderança econômica de Pernambuco durante a colônia e do Rio de Janeiro no império.

MARCIO POCHMANN, 47, economista, é presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp. Foi secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo (gestão Marta Suplicy).

Estadão derrapa na reportagem e ainda reclama das críticas

Na sexta-feira passada (26/03) o Estadão publicou editorial reclamando do presidente Lula por se queixar da má-fé de setores da imprensa. Até parece que o jornal estava se defendendo antecipadamente. Vejam como o Estadão muda o contexto de uma declaração do presidente em reportagem assinada pelos repórteres Tânia Monteiro e Renato Andrade na edição desta terça-feira (30/3) e tirem suas conclusões.

O título da matéria é “Ao lado de 18 governadores, Lula lança PAC 2 para impulsionar Dilma”. No quarto parágrafo, os repórteres, que deveriam reportar os fatos com fidelidade, dizem o seguinte:

No mesmo discurso, o presidente anunciou que havia desistido de viajar hoje a Pernambuco para inaugurar uma parte da Ferrovia Transnordestina, por problemas com a obra. “Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora”, disse Lula, reconhecendo fragilidades do PAC 1.

Em primeiro lugar, o Presidente não reconheceu fragilidades do PAC 1, como afirmaram os repórteres do Estadão. A reconhecida insatisfação com o que foi feito até agora foi dita em um contexto diferente do apontado no texto. Ele se referia ao conjunto de realizações do governo. Inclusive, o exemplo citado foi o do Bolsa Família, que não está no PAC.

Vejam o trecho a seguir para tirar suas conclusões e ver se o presidente não tem razão de criticar — para ler a transcrição da íntegra do discurso, clique aqui.

Então, eu quero terminar, companheiros, dizendo para vocês apenas duas coisas. Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora, e acho que nenhum de vocês está contente, porque nós temos a obrigação de fazer mais, temos competência de fazer mais. O povo pobre deste país precisa que a gente faça mais, e a economia precisa que isso aconteça.

Eu fico imaginando se nós, naquele momento de crise, tivemos que fazer um investimento de quase R$ 12 bilhões no Bolsa Família, o próximo governo não pode se contentar com [R$] 12 [bilhões], vai ter que fazer mais. Ou vai ter que gerar tanto emprego, que um dia não vai precisar mais ninguém ter o Bolsa Família. Porque quando a gente começou a fazer o programa Bolsa Família, qual era a crítica que a gente recebia? “Cadê a porta da saída? A porta da saída? A porta da saída?”. Os coitados não tinham nem entrado. Eu não sei porque pobre incomoda tanta gente neste país! Não, porque a verdade é essa, é que incomoda.

Em segundo lugar, o presidente não disse que havia desistido de viajar a Pernambuco para inaugurar parte da Ferrovia Transnordestina e nem que a obra estava com problemas. Até porque não estava prevista nenhuma inauguração de trecho da ferrovia. O que se cogitou foi inaugurar uma fábrica de dormentes e uma fábrica de britas, que não ficaram prontas. Isso foi dito à repórter Tânia Monteiro por mais de um assessor de imprensa da Presidência, mas foi ignorado. Confiram o que o presidente disse, e julguem a qualidade da reportagem:

Veja, eu estou dizendo isso de público porque eu ia amanhã para a Transnordestina, para inaugurar a fábrica de dormentes, a maior do mundo, e a fábrica de brita que, sozinha a usina de brita, vai produzir mais brita que as quarenta que tem em São Paulo. E não vamos porque não está pronta. Esse compromisso foi feito comigo em janeiro, em janeiro. Não está pronta.

Então, eu quero terminar, companheiros, dizendo para vocês apenas duas coisas. Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora, e acho que nenhum de vocês está contente, porque nós temos a obrigação de fazer mais, temos competência de fazer mais. O povo pobre deste país precisa que a gente faça mais, e a economia precisa que isso aconteça.

Eu fico imaginando se nós, naquele momento de crise, tivemos que fazer um investimento de quase R$ 12 bilhões no Bolsa Família, o próximo governo não pode se contentar com [R$] 12 [bilhões], vai ter que fazer mais. Ou vai ter que gerar tanto emprego, que um dia não vai precisar mais ninguém ter o Bolsa Família. Porque quando a gente começou a fazer o programa Bolsa Família, qual era a crítica que a gente recebia? “Cadê a porta da saída? A porta da saída? A porta da saída?”. Os coitados não tinham nem entrado. Eu não sei porque pobre incomoda tanta gente neste país! Não, porque a verdade é essa, é que incomoda.

Em segundo lugar, o presidente não disse que havia desistido de viajar a Pernambuco para inaugurar parte da Ferrovia Transnordestina e nem que a obra estava com problemas. Até porque não estava prevista nenhuma inauguração de trecho da ferrovia. O que se cogitou foi inaugurar uma fábrica de dormentes e uma fábrica de britas, que não ficaram prontas. Isso foi dito à repórter Tânia Monteiro por mais de um assessor de imprensa da Presidência, mas foi ignorado. Confiram o que o presidente disse, e julguem a qualidade da reportagem:

Veja, eu estou dizendo isso de público porque eu ia amanhã para a Transnordestina, para inaugurar a fábrica de dormentes, a maior do mundo, e a fábrica de brita que, sozinha a usina de brita, vai produzir mais brita que as quarenta que tem em São Paulo. E não vamos porque não está pronta. Esse compromisso foi feito comigo em janeiro, em janeiro. Não está pronta.

(Blog do Planalto)

Eleições 2010: O que você pode fazer para desconstruir o banditismo digital

Seguindo a boa política do Vi o Mundo de prestar consultoria gratuita em campanhas eleitorais, vamos abordar um pouco a atuação dos trolls na rede e como a bandidagem digital utiliza suas práticas para impregnar o debate político, atrapalhando o fluxo das boas idéias que podem elevar a discussão democrática no país.

O troll digital está sempre pronto para desestabilizar o debate. Seu único objetivo é confundir e impedir que uma discussão flua naturalmente, utilizando argumentos com baixa credibilidade e, ao final, apelando para a verborragia e ofensa. A tática do troll, quase sempre, é começar “testando hipóteses” para sentir a lista de discussão (ou comentários). Em época eleitoral, a prática é a mesma, muitas vezes remunerada, alterando somente o fim da ação para a ofensa a um candidato ou as idéias que este defende perante seu provável eleitorado.

O apelido troll, dado aos difamadores da rede, é baseado nas personagens do folclore escandinavo, conforme nos ensina a Wikipedia. São humanóides pouco inteligentes que não vivem em bandos, são agressivos e temidos pelo domínio da arte da ilusão.

Durante o processo eleitoral as atividades dos trolls profissionais vão além da interferência nos debates. Dentre suas atribuições momentâneas estão a redação de e-mails falsos atribuídos a jornalistas, a disseminação destes e-mails, a criação de perfis falsos em redes sociais e também a criação de perfis genéricos. Existe uma diferença entre o perfil fake (falso) e o genérico. O fake levanta a bola do debate, muita vezes reproduzindo o que outras pessoas enviam. O perfil genérico parece real, com dados pessoais que simulam um histórico de vida. Este é o avatar do troll.

Para você cidadão que preza o debate construtivo, que pretende nestas eleições discutir propostas, idéias e discordar até, inteligentemente,  veja alguns itens que podem ajudar a combater o banditismo digital gratuito ou patrocinado. Prováveis candidatos que pretendem fazer campanha limpa, com plataforma de campanha, também podem utilizar as informações abaixo.

Investigação de e-mails falsos

Investigar os e-mails falsos é um trabalho fundamental durante uma campanha e pode ser realizado pela equipe do comitê ou por qualquer simpatizante. Diversos virais com informações falsas circulam na rede. É preciso mapear os principais, diariamente, investigar e soltar uma nota desmentindo a informação. É um trabalho profundo de apuração para identificar locais ou pessoas citadas nas mensagens e conseguir declarações de desmentidos, invalidando assim o rumor. O texto resposta deve ser liberado no site de campanha, nas redes sociais, lista de e-mails e boletins de campanha.

Como checar um e-mail falso usando a rede

É muito simples. Ao receber o e-mail pegue partes do texto, geralmente a manchete, ou palavras-chave, e faça uma busca nos indexadores de rede como o Google ou Yahoo. O referenciamento vai lhe dizer se a história é falsa ou não. Geralmente, em período eleitoral, textos antigos voltam a circular repaginados para as eleições. Até hoje, textos de 2000 atribuídos a jornalistas e escritores de grande influência são disseminados. Esta prática visa atingir eleitores desprevenidos, que não acompanham habitualmente a cobertura jornalística e que não conhecem as posições destes profissionais sobre determinados assuntos.Uma busca resolve o problema, indicando o desmentido dos jornalistas em seus próprios blogs ou sites das empresas em que atuam.

Os e-mails falsos chegam até você

Sem muito esforço o e-mail falso chega até você. Para isto é preciso sempre manter canais de comunicação abertos com a população, via conta institucional ou a checagem constante das redes sociais. O search do Twitter é essencial nesta localização. Canais abertos ajudam os aliados a enviarem denúncias falsas que devem ser investigadas e também permitir que os opositores entrem em contato com seus próprios e-mails de ataque. Não se iludam, isto sempre acontece e serve para saber quais os níveis de ataque e o que deve ser respondido. A conta de e-mail deve ter um filtro por assunto para catalogar os temas e acompanhar o que mais está circulando no dia.

Resposta por mail

Todos os mails devem ser respondidos, desde ataques ou elogios. A resposta sempre circula. Os mails de ataques não devem ser respondidos com mais ataques. A resposta deve ser com proposta de trabalho, nunca desqualificando quem ataca, mesmo que seja ataque pessoal. A resposta de ataque, enfurecida, pode servir de armadilha para que o opositor divulgue o candidado como destemperado.

Não repassar e-mail sem checar a informação

O que mais acontece na rede é a criação de boatos para desestabilizar campanhas/pessoas. É o famoso “ ouvi dizer”. Na rede ninguém está escondido. O candidato que se sentir ofendido por uma informação falsa pode realizar o rastreamento na rede para encontrar o provedor de onde partiram os ataques utilizando o IP (internet protocol) se estes estiverem disponíveis nas mensagens enviadas.

Tudo na internet tem identificação, via endereços de protocolo, os chamados IPs (Internet Protocol). Diversas ferramentas permitem chegar até o provedor de acesso, como o site “What’s my IP address” e, com decisão judicial, identificar quem repassou a mensagem. Por isso, quem pensa que está protegido atrás de um computador, está equivocado. Repassar mensagens falsas, além de trazer prejuízos para o próprio eleitor, pode prejudicar o honesto debate eleitoral na rede. Trolls profissionais podem se esconder na rede utilizando ferramentas como o Tor ou outras ferramentas. Veja aqui o post do @gutocarvalho explicando a privacidade na rede.

O tempo que se perde repassando uma mensagem falsa, tentando destruir a reputação de um candidato, pode ser utilizado para ajudar o seu próprio candidato a disseminar propostas de campanha, com os boletins, a argumentação coerente nas redes sociais e respondendo dúvidas dos eleitores indecisos.

É sempre importante denunciar para os próprios comitês que você apóia as mensagens falsas que estejam circulando para prejudicar o oponente. Assim, o seu candidato pode soltar alguma nota negando que a tal mensagem difamatória tenha saído do seu comitê. Lembrem-se que isso pode prejudicar a candidatura perante o TRE ou TSE, gerando multas ou até a impugnação da candidatura.

Toda e qualquer ofensa difamatória ao seu candidato, ou ofensas aos adversários atribuídas ao seu candidato, devem ser notificadas ao Tribunal Superior Eleitoral ou Tribunal Regional Eleitoral, seja por e-mail ou protocolando documentos nas sedes das entidades. O registro pode ajudar os tribunais a obter informações em qualquer denúncia de crime eleitoral para rastrear prováveis fraudadores.

Perfis falsos de políticos em redes sociais

O submundo da militância cria sempre perfis falsos em redes sociais para soltar informações virais na rede sobre um candidato. Alguém que não gosta de um político cria um perfil em nome dele para prejudicá-lo na campanha, acumulando seguidores para lançar informações incorretas ou mensagens difamatórias. Não se deve estimular que as pessoas sigam estes perfis, que ajudam a desestabilizar a discussão democrática. É preciso também denunciar aos comitês de campanha quando isto acontece.

Perfis genéricos para lançar dúvidas ideológicas

É comum também que os profissionais da militância de submundo criem perfis genéricos para atuar na rede, com uma prática muito simples: a de desqualificar ideologicamente o candidato subvertendo o que ele pensa perante grupos religiosos ou políticos. Ex: em 2006 diversas comunidades religiosas no Orkut, que eram contra o aborto, foram invadidas por estes perfis genéricos para entrar no debate e levar a impressão de que o presidente Lula era a favor do aborto. É público e notório que o presidente era, e é, contra o aborto. Estes perfis não entravam de forma raivosa no debate. Entravam de forma sútil, como um participante comum, estimulando idéias para depois inserir frases como: “pois é, por isso eu não voto no Lula, ele é a favor do aborto”. O raciocínio destes perfis genéricos é contar com a desinformação do eleitor, que muitas vezes não conhece a opinião de um candidato sobre diversos assuntos. Por isso, antes de tudo, é importante que o eleitor se informe sobre a opinião do seu candidato sobre assuntos polêmicos.

O candidato na web

Para quem deseja se candidatar a algum cargo público é preciso marcar presença na rede. Como? Criando perfis nas principais redes sociais para participar de comunidades. Redes sociais: Orkut, Twitter, Linkdin, Flickr (fotos) e Facebook. O candidato precisa se dedicar, em algum momento, a alimentar seu próprio perfil. Os usuários esperam sempre, nas redes sociais, que o cidadão do outro lado do perfil seja real e esteja presente incentivando o debate com propostas de campanha e soluções, gerando informações exclusivas para seus seguidores. Na impossibilidade do candidato não conseguir manter a interação, não adianta colocar um assessor para dar atenção ao público. Esta prática é facilmente identificada pelos usuários. O ideal nestes casos é criar um perfil da chapa para estimular o debate.

Comunidades no Orkut são sempre interessantes para debater e também para lançar informações de campanha para a base de eleitores e militantes. Ex: um texto de campanha pode ser imediatamente lançado na comunidade, que o replica em blogs e outras redes sociais.

Frequentar comunidades de candidatos concorrentes? Sim, desde que seja para se defender de ataques e debater com propostas. O candidato nunca deve cair em discurso de provocadores nas redes sociais, pois é isto que eles querem: a desmoralização diante do público. O candidato só deve responder questionamentos sérios, mesmo que divergentes das suas idéias.

Website

O website deve ser padrão, com todas as propostas, e em formato multimídia, com publicação imediata de textos, áudios, vídeos e fotos em sequência de blog. Os conteúdos são independentes e não precisam mais de conjugação entre si. Uma foto com legenda é um post, um vídeo, áudio, mesmo que isolados, é conteúdo que pode ser replicado em blogs. Isso tudo não impede que sejam feitos textos consolidados, mais parrudos de informação. Claro, podem existir, mas pensem nos conteúdos isolados para difusão.Usar licença Creative Commons para tudo é o mais adequado. O Copyright só restringe a difusão da informação uma vez que as pessoas perdem tempo para conseguir autorização e acabam desistindo de replicar, burocratizando o comitê. Quanto mais o conteúdo circular, melhor para o candidato. Se o cidadão tiver que ligar, mandar e-mail, passar fax ou enviar carta para pedir autorização de uso, ele desiste. A autorização deve estar embutida em toda a licença do site, afinal, tudo é público.

Boletim de campanha

Todos os dias deve sair um boletim de campanha do candidato, pela manhã ou a tarde. O ideal se possível é que saiam dois boletins. Conteúdo? Propostas de campanha em todas as áreas possíveis, eventualmente respondendo questionamentos dos opositores. Sempre propositivo, estimulando a base de militância em suas ações. O boletim deve ser produzido em formato jornalístico, com fotos, textos e infográficos explicativos, sempre pensando que o material pode ser impresso e distribuído por quem quiser. É material de campanha que deve ser distribuído por e-mail para o mailing de campanha e publicado imediatamente no site com recursos multímidia para enriquecer o conteúdo. Publique sempre versão em PDF dos boletins para download.

(Viomundo.com.br)

Recife é a metrópole mais violenta do Nordeste

Pernambuco até tem o que comemorar, mas ainda muito a fazer ao analisar os dados quinta versão do Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil. O documento, de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, foi divulgado hoje em São Paulo e pesquisou as mortes por homicídio em nove regiões metropolitanas tradicionais – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, na década compreendida entre 1997 e 2007.


Confira a pesquisa na íntegra.

No período, o número mortes em números absolutos no estado cresceu 22,9% (passou de 3.710 assassinatos em 1997, para 4.560, em 2007). O índice, no entanto, é o menor da região Nordeste, que apresentou crescimento médio de 76,5%. Em números relativos (taxa calculada por 100 mil habitantes), o aumento foi de 6,8%, enquanto a média regional foi de 53,3%.

Em relação ao ranking nacional, ainda levando-se em conta a taxa de homicídio por 100 mil, Pernambuco ocupa a terceira posição (a mesma que ocupava em 97), passando de 49,7 para 53,1. O primeiro lugar ficou com Alagoas, que aumentou de 24,1, em 1997, para 59,6 em 2007. Em segundo, vem o Espírito Santo, de 50 para 53,2.

Quando a pesquisa analisou apenas as capitais, Recife foi a única da região a apresentar queda. A redução foi de 6,4%, em números absolutos, passando de 1.430 em 1997 para 1.338 em 2007. A média regional foi de crescimento de 55,7%. A capital pernambucana caiu de primeiro para o segundo lugar na taxa de homicídios por 100 mil habitantes, reduzindo de 105,3, em 1997, para 87,5, em 2007. O primeiro passou a ser ocupado pela cidade de Maceió, que cresceu de 38,4 para 97,4, passando da nona posição no ranking para o incômodo primeiro lugar.

A pior notícia do Mapa para o Estado foi o crescimento de 19,6% no número de mortes registradas na Região Metropolitana do Recife. Em número absolutos, passou de 2.240 mortes em 97, para 2.680, em 2007. A RMR perde apenas para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro (com 4.885 mortes em 2007) e São Paulo (3.812).

A tendência de queda no número de mortes por homicídio nas capitais e de crescimento nas cidades vizinhas foi uma das revelações do Mapa de uma maneira geral. Fenômeno chamado de “interiorização da violência” e registrado em todo o país.

Com isso, algumas cidades da RMR apareceram na lista. Limoeiro, por exemplo, ocupa a 16ª posição no ranking nacional que contabiliza as taxas médias de homicídio (em 100.000) na população total dos municípios. Com 57,6 mil moradores, a cidade teve 51 mortes em 2007, e taxa de 88,6. Já o Recife aparece na 19ª posição, com 87,5. Itapissuma é a 20ª, com 87,4 e o Cabo de Santo Agostinho aparece em 23º (86,3).

O fenômeno histórico da morte de jovens em Pernambuco também não passou desapercebido no estudo. Em relação ao número de homicídios na população de 0 a 19 anos, Pernambuco apresentou crescimento de 36,2%, enquanto a média regional foi de 82,1%. O estado manteve-se em terceiro, perdendo para o Espírito Santo e para Alagoas.

Entre as capitais, o Recife chegou ao primeiro lugar. O número de mortes por 100 mil habitantes cresceu de 57,4 para 61,2. Em 1997, a cidade ocupava o segundo lugar. Em primeiro, estava Vitória do Espírito Santo, que reduziu suas taxas de 61,5 para 56,3.

“Assim, pode-se afirmar que a história recente da violência que resulta em homicídio, no Brasil, é a história do crescimento dessa violência entre jovens. Uma não terá solução sem a outra”, afirma Júlio Waiselfisz no estudo, segundo o qual 512,2 mil pessoas morreram no Brasil vítimas de homicídio entre 1997 e 2007.

(Diário de Pernambuco)

Fortaleza: Veja o que abre e o que fecha na Semana Santa

Na Semana Santa, uma das datas mais importantes para a Igreja Católica, comércio e repartições terão funcionamento diferenciado. As lojas do Centro, dos shopping centers e da Avenida Monsenhor Tabosa fecham na sexta-feira e reabrem no sábado. Bancos, repartições públicas, universidades e escolas não funcionarão. Já os supermercados abrem normalmente.

O turista que escolheu passar a Semana Santa em Fortaleza terá de esperar o fim de semana para visitar o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura ou o Mercado Central, que reabrem no sábado, quando funcionam das 8 às 16 horas, e no domingo, das 8 horas ao meio-dia.

Coelce, Cagece e Oi funcionarão em esquema de plantão. Já a rodoviária Engenheiro João Tomé promete reforçar o quadro de efetivos para atender à população que deseja viajar, a partir de amanhã. Para quem for permanecer em Fortaleza durante o feriado, apenas as praças de alimentação dos shoppings centers, bem como cinemas, funcionarão na sexta. Padarias, farmácias e postos de gasolina abrirão de acordo com a decisão dos proprietários.

Funcionamento

Funcionam

Praças de alimentação de shoppings
Cinemas
Área de lazer dos shopping
Supermercados
Rodoviária, inclusive com aumento no efetivo

Não funcionam

Lojas dos shoppings, Centro e Avenida Monsenhor Tabosa (reabrem sábado)
Mercado Central e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Bancos
Universidades e escolas
Repartições públicas municipais e estaduais
Correios

Facultativo

Postos de combustíveis, na sexta-feira e também no domingo
Farmácias
Padarias

Plantão

Cagece – 0800.275.0195
Coelce – 0800.285.0196
Oi – 10331

(Diário do Nordeste)

Bancos fecham nesta sexta com feriado de Páscoa

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou na terça-feira que os bancos ficarão fechados para atendimento ao público na próxima sexta-feira, 02/04, Dia da Paixão, reabrindo na segunda-feira (5). As contas de consumo, como água, luz, telefone e TV a cabo, e os carnês que vencerem nos dias 2, 3 e 4 de abril poderão ser pagos na segunda-feira sem incidência de multa.

Os clientes também podem agendar nos bancos os pagamentos das contas de consumo ou pagá-las nos caixas automáticos. O pagamento também poderá ser feito nos correspondentes bancários, como lotéricas, Correios e outros estabelecimentos comerciais.

(Portal Terra)

Os perfis falsos na rede

http://www.expressodanoticia.com.br/index.php?pagid=VEBjvml&id=94&tipo=UEZVR&esq=VEBjvml&id_mat=10223

Criar perfis falsos na internet é crime?


“Nos casos de danos causados pela incidência de perfis falsos no Orkut, o Google é processado por fornecer suporte tecnológico e favorecer para a prática do ilícito.”

As redes sociais tornaram-se um autêntico fenômeno de popularidade que se confundem com o próprio conceito de internet para vários brasileiros. Se por um lado esta nova forma de comunicação propicia surgimento de vários negócios, amizades, relacionamentos e até casamentos, por outro, tem sido cenário para a prática de inúmeros abusos previstos na nossa legislação. Nos vários sites de relacionamento existentes os usuários exibem suas fotos pessoais, expõem a sua biografia, manifestam preferências, falam da família, exibem seus amigos e associam-se a comunidades de temas que se identificam com o seu perfil. Já o microblog Twitter vem estimulando as pessoas a se manifestarem sobre conteúdos de sua predileção divulgando instantaneamente as suas ideias para uma enorme audiência. Porém, o perfil exibicionista do brasileiro vem causando diversos problemas durante a interatividade online. A incidência dos perfis falsos, também conhecidos como fakes, tem aumentado e por este motivo tem sido recorrente o uso não autorizado de imagens de terceiros, divulgando conteúdos que atacam a honra, expondo as pessoas ao ridículo, e, por estes motivos, em alguns casos, poderão ser punidos pela legislação brasileira.

O Twitter, Facebook e Orkut têm sido alvo de inúmeros perfis falsos de atores, cantores e apresentadores de televisão e até de personalidades que já morreram. Mas afinal, ter um perfil falso na internet é crime?

Para responder a esta pergunta é preciso identificar que a criação dos fakes, em regra se manifesta de duas formas distintas. A primeira delas o internauta tem o intuito de buscar o anonimato para abordar terceiros se passando por uma pessoa fictícia, seja do mesmo sexo ou não. Esta prática resulta da escolha uma imagem de uma pessoa desconhecida para atribuí-la ao seu perfil falso. Já existem sites especializados na oferta de uma ampla seleção de fotos de terceiros de acordo com diferentes perfis para esta finalidade.

Esta prática não é crime, pois o internauta pode estar apenas infringindo alguma regra dos Termos de Serviço do site de relacionamento, que obriga o criador do perfil zelar pela integridade dos dados cadastrais. Se houver alguma denúncia de abuso o infrator poderá ter o seu perfil excluído. Caso não existam meios para comprovar a incidência de danos a imagem do terceiro que teve sua foto utilizada, está descartada a possibilidade de indenização pela prática deste ato. Entretanto, se a pessoa que teve sua foto utilizada indevidamente, descobrir este fato e julgar que houve danos a sua imagem, terá legitimidade e meios para comprovar o alegado e obter uma indenização judicial.

Portanto, criar um perfil falso, de alguém que não existe, só para preservar sua identidade durante os relacionamentos na internet, sem que esta prática não tenha causado dano, não é crime, mas pode ensejar a quem pratica, sua remoção por infração as condições estipuladas para a prestação do serviço, e, eventualmente, suportar uma indenização se houver meios desta comprovação.

Mas se o fake é criado a partir de uma pessoa real, viva ou morta, o responsável poderá cometer o crime de falsidade ideológica, desde que cause dano a vítima. O ato de incorporar a personalidade de outras pessoas e manifestar em nome de outrem, inserindo declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante é crime de falsidade ideológica.

É importante registrar que sempre há um limite entre a diversão e o abuso. Quem opta por criar perfis fakes nas redes sociais para buscar o anonimato tecnológico pode ultrapassar o limite e cometer crimes contra a honra tais como calúnia, difamação e injúria. A mesma prática pode incorrer também em crime de falsa identidade quando atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem. Além disso, poderá incidir a repercussão cível em que a pessoa lesada poderá requerer ressarcimento em danos morais pelo dano causado.

Outra situação comum é a utilização de imagens de terceiros. O direito à imagem é um dos direitos da personalidade previsto pelo Código Civil. A utilização de uma foto de outra pessoa em seu perfil viola o direito de imagem já que só é permitido usar fotos se a pessoa fotografada fornecer autorização por escrito. Nossa Constituição Federal já prevê em seu artigo 5°, inciso X que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação, bem como é possível a livre manifestação do pensamento, desde que se faça sem a proteção do anonimato.

Vários casos em que as pessoas extrapolam o limite entre diversão e crime estão sendo apreciados pelo Judiciário e a justiça brasileira tem punido os responsáveis. A punição poderá alcançar inclusive o provedor de conteúdo. O Google recentemente foi condenado em Rondônia, pois um cidadão teve o seu perfil falso criado no Orkut, onde foram inseridas diversas informações injuriosas contra ele, que ofenderam a sua honra.

A Justiça determinou que o Google retirasse o perfil falso do Orkut, fornecesse informações sobre quem teria criado a página sob pena de pagamento de multa diária de mil reais além de indenização pela reparação do dano causado.

Outra recente decisão ocorreu do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Trata-se de um perfil falso de uma mulher que se dizia “na idade da loba, faminta por sexo, totalmente liberal, sem preconceitos”, entre outras coisas. O criador do perfil falso ainda incluiu o telefone e o endereço dela. O Google não conseguiu se livrar da condenação que lhe impôs o pagamento de indenização de R$ 30 mil por danos morais a usuária. Nos casos de danos causados pela incidência de perfis falsos no Orkut, o Google é processado por fornecer suporte tecnológico e favorecer para a prática do ilícito.

Como resolver o problema?

Na maioria dos casos as opções existentes nos serviços de denunciar abuso não funcionam como deviam. Ou seja, nem sempre o gestor do site retira o conteúdo do ar, e, quando isto acontece, não fornece os registros eletrônicos que ajudariam a identificar a autoria do ilícito. Este procedimento estimula a impunidade e os incidentes acabam se repetindo posteriormente. Em decorrência desta postura é recomendável sempre que seja ajuizada ação cabível para a retirada do conteúdo cumulada com eventuais danos caso existam.

Nos casos em que a Justiça é acionada o procedimento de exclusão de um perfil falso no Orkut, Facebook ou no Twitter é necessário a tomada de algumas medidas imediatas como a preservação das provas e a quebra do sigilo ou fornecimento de dados cadastrais mediante autorização judicial.

É inegável que os serviços de redes sociais transmitam uma falsa impressão aos seus usuários de que todo conteúdo armazenado seja legalizado, pela possibilidade de liberdade de expressão, pela ausência de censura prévia ou mesmo pelo descontrole gerencial no acesso de inúmeras das informações que circulam pelo serviço. Os internautas devem ficar em alerta, pois o que pode se passar por uma diversão está sujeito a punição pela legislação vigente.

Como se vê nem sempre a prática de criar perfis falsos poderá ser caracterizada como uma conduta criminosa pela legislação brasileira. Mas esta conduta pode se transformar em um campo minado onde internauta terá que tomar muito cuidado para não ultrapassar o limite da sua diversão, ou da superação da timidez pelo anonimato tecnológico, sem causar danos a terceiros que poderão ser punidos pela justiça.

(Por Alexandre Atheniense – Expresso da Notícia)

As mudanças no sigilo bancário

Comissao de assuntos economicos do Senado aprova mudanca profunda no sigilo bancario

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=100579&codAplicativo=2

O sigilo bancário – instituído para proteger o cidadão, mas muitas vezes usado para ocultar transações ilegais, como lavagem de dinheiro e corrupção – pode ter uma mudança profunda. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira projeto com 15 artigos e 129 itens que flexibiliza o conceito de dados que devem ser protegidos e atribui aos órgãos públicos de fiscalização e investigação acesso automático a dados sigilosos, uma vez concedida autorização judicial e dentro da competência desses órgãos, que são listados na proposta.

A ordem judicial, conforme o projeto, será concedida a toda a operação de investigação. Com isso, não é necessária a renovação do pedido quando, a partir da operação, surgirem novos suspeitos ou novos bens, direitos ou valores que mereçam investigação própria. A única exigência aos órgãos de investigação é formalizar uma comunicação ao juiz competente.

Banestado

A proposta acolhida pela CAE é um substitutivo do senador Gerson Camata (PMDB-ES) a dois projetos: um deles (PLS 418/03) apresentado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e outro (PLS 49/05) de autoria do então senador Antero Paes de Barros, com o objetivo de alterar a Lei Complementar 105/01.

Antero usou como base para sua proposta as conclusões da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Banestado (CPMI do Banestado), que apurou a evasão de divisas e lavagem de dinheiro entre 1996 e 2002 no Brasil.

A regulamentação do sigilo bancário – estabelecida pela Lei Complementar 105/01 – mostrou-se inadequada à condução do inquérito, na forma desejada pela CPMI, principalmente no acesso a dados bancários.

A flexibilização do sigilo bancário é uma recomendação da Financial Action Tark Force (FATF), força-tarefa que congrega 31 países, incluindo o Brasil, com o objetivo de combater globalmente a lavagem de dinheiro.

Definição

O projeto, que será analisada também pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), define o que é dado protegido ou não por sigilo. Caso seja aprovado, deixariam de ser sigilosos para os órgãos públicos de fiscalização e investigação, por exemplo, os dados que informem se a pessoa possui ou não capacidade financeira ou patrimonial para realizar determinadas operações ou transações com certas quantias.

Perderiam também a proteção os valores globais, com a respectiva identificação da pessoa física ou jurídica, correspondentes a operações financeiras como lançamento a débito em contas correntes ou em contas de poupança. Veja aqui a lista completa dos dados que deixam de ser sigilosos para os órgãos públicos de fiscalização ou de investigação.

Vassourada

Durante a discussão do projeto na CAE, Gerson Camata (PMDB-ES) afirmou que o projeto representa uma “vassourada, como diria Jânio Quadros”, na corrupção e na lavagem de dinheiro. Para ele, a proposta é melhor do que a do Executivo, que tramita na Câmara dos Deputados. O texto aprovado na comissão, disse, poderá trazer uma grande ajuda às autoridades responsáveis pela condução de investigações sobre esses dois tipos de crimes.

O relator disse ter incluído a Polícia Civil entre os órgãos de investigação, fiscalização e inteligência com acesso a sigilo bancário quebrado, depois de constatar que as investigações desse órgão policial deram início à “faxina política” no Distrito Federal. As averiguações iniciais da Polícia Civil do DF deram origem à Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que resultou na prisão do então governador José Roberto Arruda e alguns auxiliares.

(Djalba Lima / Agência Senado)

Brasil está entre os 15 países com mais assassinatos de mulheres

Em um ranking de 73 países, o Brasil ocupa a 12ª posição em número de mulheres vítimas de homicídios, com 3,9 assassinadas em cada 100 mil habitantes.

Os números fazem parte do “Mapa da Violência 2010”, divulgado ontem pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, com base em dados de 2007.

Na comparação internacional, o país aparece à frente de países como África do Sul e EUA. A taxa de homicídios de mulheres brasileiras também é mais do que o dobro da registrada na Argentina e três vezes maior que a do Chile (veja quadro ao lado).

Entre os Estados brasileiros, o Espírito Santo é o que tem o maior número de mulheres vítimas de homicídios: 10,3 por 100 mil. O Rio de Janeiro aparece na 8ª posição (5,1 por 100 mil), e São Paulo, em 23º lugar, com taxa inferior à média brasileira: 2,8 vítimas em cada 100 mil mulheres.

O estudo chama a atenção para o fato de a média brasileira ser muito elevada na comparação internacional, mas ressalta que o número de mulheres mortas ainda é muito menor que a dos homens: 47,2 homicídios em 100 mil em 2007.

(Destak Jornal)

A violência migra para o interior

BRASÍLIA – O Brasil sofreu um intenso processo de interiorização da violência nos últimos anos, revelou o estudo Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil, divulgado terça-feira em São Paulo. O levantamento, de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, reuniu dados entre 1997 e 2007 e mostra que, enquanto nas capitais do país houve um queda da taxa média de homicídios neste período, no interior os registros apontam um crescimento da violência.

A taxa de homicídios no interior do país cresceu de 13,5 (a cada 100 mil habitantes) para 18,5. Já nas capitais, as ocorrências passaram de 45,7 homicídios a cada 100 mil habitantes para 36,6 no mesmo período. No geral, o número de homicídios mostrou tendência de ligeira queda: passou de 25,4 por 100 mil habitantes em 1997 para 25,2 por 100 mil habitantes.

No caso do Estado do Rio de Janeiro, a pesquisa revela que em Búzios, na Região dos Lagos, por exemplo, são 86,3 homicídios a cada 100 mil habitantes, dado muito acima da média nacional. Em Rio das Ostras, na mesma região, a taxa foi de 84,8. Na Baixada Fluminense, a cidade de Duque de Caxias, apresenta taxa de 74,5 e Nova Iguaçu, 53,3.

– Não há uma explicação exata, mas os dados parecem sugerir que está havendo uma migração dos delitos das grandes cidades, como a capital do Rio, para aquelas que estão em desenvolvimento. Por intuição, podemos levantar a hipótese de que os investimentos do governo federal e do próprio estado na capital tem influenciado essa mudança – sugere o cientista político João Trajano Sento-Sé.

O Rio de Janeiro lidera, em números absolutos, o ranking de homicídios nas capitais brasileiras, com 2.204 casos registrados em 2007 (taxa de 35,7 a cada 100 mil habitantes). São Paulo, que liderava a lista no último levantamento, em 2008 (que analisou os delitos registrados até 2006), ocupa agora a segunda posição em números absolutos, com 1.927 registros (taxa de 17,4), seguido da cidade de Salvador, com 1.357 casos (taxa de 49,3), Recife, 1.338 casos (87,5), e Belo Horizonte, com 1.201 (49,5).

Para o sociólogo Ignácio Cano, professor e integrante do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o levantamento revela que o problema do Rio é sério. Segundo ele, padrões de violência estabelecidos em nível internacional com base na análise de dados de países europeus, por exemplo, sugerem que o aceitável para uma sociedade em que este tipo de crime está sob controle é uma taxa de cinco homicídios para cada 100 mil habitantes.

– Em números absolutos, a liderança do Rio não é surpreendente, mas é relevante. Se levarmos em conta que a população carioca é muito menor que a da capital de São Paulo, chegaremos facilmente à conclusão de que o problema é grave – observa o sociólogo. – Não é certo olhar apenas para os números absolutos, porque eles precisam ser relativizados com o total da população. Contudo, o Rio registra um número muito maior de homicídios que São Paulo, seja no levantamento absoluto, seja na comparação do número de crimes a cada 100 mil habitantes.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio não quis comentar a pesquisa. Por meio de assessores, explicou que desconhece a metodologia do trabalho. As autoridades da pasta, no entanto, afirmam que duas ações consideradas “fundamentais” foram adotadas para combater esse delito: a subdivisão do estado em Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp), com o estabelecimento de metas para queda de delitos estratégicos (homicídios entre eles), e a criação de uma nova Divisão de Homicídios (DH) na Polícia Civil.

(Jornal do Brasil)

Violência no Ceará: Números que envergonham

O Ceará se tornou mais violento quanto aos assassinatos. A taxa de homicídios cearense é maior do que a da região Nordeste e também mais alta do que no Brasil, conforme levantamento do Instituto Sangari, que leva em consideração dados do Ministério da Saúde, entre 1997 e 2007. No Ceará, o crescimento chega a 57,4%. No Nordeste, esse número ficou em 53,3% & foi a região que teve o maior aumento. Pernambuco foi o estado nordestino com melhores resultados & com taxa de 6,8% – enquanto o País apresenta índice negativo de -0,7%. Os dados fazem parte do Mapa da Violência 2010 & Anatomia dos homicídios no Brasil.

O estudo mostra que Fortaleza é a 10ª capital mais violenta sob o mesmo critério & as taxas de homicídio. Maceió (AL) lidera a lista, seguida por Recife (PE) e Vitória (ES). Em Fortaleza, a taxa de homicídio é de 40,3 por 100 mil habitantes. Na capital mais violenta, Maceió, o número é 97,4 por 100 mil. Em Recife, 87,5.

Na população de 0 a 19 anos, também há crescimento da taxa de homicídios no Ceará. São 122,9% no Estado contra 88,6% na região Nordeste. No País, o índice é de 23%. Quanto aos homicídios na população jovem (de 15 a 24 anos), de 1997 a 2007, o Ceará também mostra crescimento & de 88,3%. O aumento é, mais uma vez, superior à taxa da região e à taxa do País.

Uma das vítimas que forma a estatística foi o cearense Assis Sampaio, assassinado em 2003 quando tinha 21 anos. Ele voltava do café da manhã com a tia em uma padaria no bairro Conjunto Ceará. Pegou a bicicleta e foi para o trabalho. Acabara de ser pai e estava animado com o emprego novo de montador de móveis.

Eram quase 8 horas quando foi abordado por um homem na Granja Portugal que queria a bicicleta. Morreu com um tiro na cabeça. E o homem nem levou a bicicleta. Com medo da reação de populares, fugiu. “Foi só pra matar mesmo“, aponta a tia Maria Alice.

Para o diretor-geral da Guarda Municipal de Fortaleza, Arimá Rocha, é esse o tipo de homicídio que mais preocupa, o juvenil. Segundo ele, uma das causas para o aumento dessa violência entre os jovens é a desigualdade social, e não a pobreza. “Isso é a materialização da desigualdade social, porque esses jovens não têm acesso a bens materiais dignos de vida, à formação profissional de qualidade e estão perdendo a esperança“, analisa Arimá.

O que não pode existir, a partir da constatação, é acomodação. Arimá Rocha cita que, ao contrário, essa situação é anormal. “Não podemos tratar isso com normalidade. Vivemos em um estado de exceção, de horror. Isso não é normal, isso não se dá em todo lugar. Se nós nos acostumarmos com esses números, estamos fadados ao fracasso, vamos perder essa geração de jovens e dificilmente vamos recuperar a geração futura“. (Colaborou Bruno de Castro)

EMAIS

– O diretor da Guarda Municipal de Fortaleza, Arimá Rocha, aponta como política de prevenção à violência juvenil as ações implementadas a partir do Pronasci, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, do Ministério da Justiça.

– Em Fortaleza, um exemplo está no Bom Jardim, considerado “Território de Paz“ desde dezembro. Lá, ocorrem políticas de prevenção para jovens.

– O Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil é produzido pelo Instituto Sangari. São utilizados dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

– O período estudado (1997-2007) representa a gestão de quatro governadores: Tasso Jereissati (PSDB & 1º janeiro de 1995 a 6 de abril de 2002), Beni Veras (PSDB & 6 abril de 2002 a 1º jane ro de 2003), Lúcio Alcântara (ex-PSDB, hoje no PR & 1º de janeiro de 2003 a 1º janeiro de 2007) e Cid Gomes (PSB & 2007).

(O Povo Online)

Erradicar a pobreza nas metrópoles

Por Silvio Garcia

Vamos nos colocar uma meta: erradicar a pobreza nas metrópoles brasileiras em 8 anos.

Seria isso possível? Se reunirmos condições políticas para tanto, como poderia ser feito?

Pobreza é, antes de tudo, a impossibilidade de decidir sobre sua própria vida. Neste sentido, erradicar a pobreza é incluir nas decisões públicas os pobres, suas representações coletivas, e descentralizar e democratizar radicalmente as instâncias públicas de decisão.

Pobreza é também a privação de direitos sociais. Para garantir a satisfação de necessidades básicas de todo cidadão, estamos falando de segurança alimentar, trabalho, moradia, saneamento básico, mobilidade, saúde, educação, cultura, esportes e lazer. O foco central deve ser a busca da redução das desigualdades. Portanto, a ênfase é atender com qualidade os que até então não tenham acesso a esses direitos.

O objetivo maior é a reapropriação da gestão das metrópoles por seus cidadãos. Por meio desta reapropriação se mobilizam recursos e se reorientam as políticas públicas para priorizar a redução das desigualdades.

Quais seriam os grandes desafios?

• Colocar o bem-estar da coletividade acima de quaisquer outros interesses.
• Cobrar a transparência da gestão pública e garantir mecanismos de controle, públicos e sociais, sobre essa gestão.

• Elaborar participativamente um projeto de erradicação da pobreza para garantir direitos sociais básicos a todos os cidadãos, com enfoque na dinamização dos circuitos curtos da economia, garantia de trabalho, novos paradigmas de produção e consumo, redução drástica da poluição ambiental, reconversão das matrizes energéticas e preservação do meio ambiente.

Este projeto de erradicação da pobreza equivale à realização de um novo pacto social, com caráter redistributivo, a exemplo do que muitos países fizeram no século XX. O Estado do Bem-Estar Social era isso, o resultado de um novo pacto, feito sob pressão dos movimentos sociais europeus e da ameaça constituída pelo bloco socialista.

A magnitude do desafio de erradicar a pobreza e as exigências de novos paradigmas para a vida em sociedade abrem novas possibilidades, como a de convocar um grande mutirão da sociedade, empregando os desempregados, especialmente os jovens, para produzir uma “economia verde” com planejamento e financiamento públicos: a execução a cargo da iniciativa privada; a fiscalização e o controle dos entes públicos e da sociedade civil.

Um programa de erradicação da pobreza deve começar por assegurar renda básica e trabalho remunerado a todos os desempregados, a partir de um novo projeto de cidade, orientado para garantir direitos e a “revolução verde”. E realizar investimentos maciços para produzir equipamentos e serviços públicos que universalizam direitos. 

Apenas para ilustrar possibilidades: 

Na questão do saneamento básico e da moradia, promover, em conjunto com a iniciativa privada responsável pelas construções, cursos de profissionalização, e contratar os trabalhadores do local beneficiado, especialmente os jovens, para a realização das obras previstas.

Na questão da mobilidade, já é um consenso priorizar o transporte coletivo. Isso significa fazer mais metrô e implantar nas principais vias o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos –, modalidade de transporte mais eficaz depois do metrô. Trata-se do velho bonde, agora articulado, silencioso, com ar-condicionado e design futurista. Iniciativa que permite a reconversão, ao menos em parte, da indústria automobilística para a produção desses novos veículos coletivos.

Na questão ambiental, introduzir novas fontes de energia não poluentes, como a solar e a eólica, ampliar o número de parques e espaços públicos, arborizar a cidade, promover a educação ambiental e o manejo e reaproveitamento dos resíduos sólidos.

Muitas outras propostas podem ser apresentadas, fruto das mobilizações sociais e das inovações tecnológicas. Mas como efetivá-las se não há, principalmente, recursos?

Esta é justamente a questão. Depois que, globalmente, foram empregados mais de US$ 13 trilhões de fundos públicos, em um ano, para salvar o sistema financeiro internacional, não há mais argumentos para recusar o financiamento da melhoria de vida nas metrópoles. Além do que, não se trata de gasto, mas de investimento, com fortes repercussões na demanda do mercado interno, com uma melhoria da qualidade de vida que beneficia a todos.

Em 2009, o investimento federal em infraestrutura foi de R$ 32,2 bilhões, o maior em duas décadas. Isso corresponde a cerca de 1,03% do PIB brasileiro, o que fica muito aquém do Chile, por exemplo, que investiu 6,2% do seu PIB nessa mesma área.

Somados o setor público e privado no Brasil, os investimentos em infraestrutura se mantêm entre 2% e 2,5% há anos. Segundo especialistas, o Brasil precisa investir de 5% a 6% do seu PIB em infraestrutura para dar sustentação ao seu crescimento econômico de longo prazo.

Se num programa de erradicação da pobreza nas regiões metropolitanas do Brasil for empregado algo como 1% do PIB, anualmente, em 8 anos serão aproximadamente R$ 280 bilhões. Dinheiro que, se bem empregado, fará uma enorme diferença e muito beneficiará todos os cidadãos e cidadãs, assim como as empresas que se dedicarem a este enorme desafio.

Silvio Caccia Bava é editor de Le Monde Diplomatique Brasil e coordenador geral do Instituto Pólis.

PAC 2 tem plano de investimentos de R$ 1,59 trilhão

A segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) tem previsão de investimentos de R$ 958,9 bilhões, no período 2011-2014. Para os anos pós-2014, a estimativa de investimentos é de R$ 631,6 bilhões. Os dois períodos somados alcançam um montante de R$ 1,59 trilhão.

O PAC 2 inclui novos projetos com investimentos para o período 2011-2014 e pós-2014 e incorpora ações com etapas iniciadas no primeiro PAC e que tinham originalmente cronogramas de execução previstos para depois de 2010.

Os focos de atuação do PAC 2 permanecem os mesmos – Logística, Energia e Social-Urbano -, mas para favorecer o acompanhamento e o controle social decidiu-se desdobrá-los em seis grupos: Cidade Melhor, Comunidade Cidadã, Minha Casa, Minha Vida, Água e Luz para Todos, Energia e Transportes.

Cada grupo conta com uma estimativa de recursos. Os grupos Transportes e Energia apresentam uma seleção preliminar de projetos. Os demais grupos, assim como foi feito no PAC, terão sua seleção de projetos feita entre abril e junho, a partir de diálogo com Estados e Municípios.

O Legado do PAC

O PAC é um programa estratégico de investimentos, que combina medidas de gestão e obras de infraestrutura. A primeira edição do Programa, lançada em janeiro de 2007, previa investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010. Este valor foi, posteriormente, ampliado para R$ 638 bilhões.

De acordo com o último relatório divulgado pelo comitê-gestor do PAC, o valor investido até dezembro de 2009 foi de R$ 403,8 bilhões, correspondendo a 63,3% do total.

As ações concluídas nos primeiros três anos totalizam R$ 256,9 bilhões, ou 40,3% do montante.

Um dos principais resultados do Programa foi ter elevado a taxa de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), de 16,4%, em 2006, para 18,7%, em 2009.

Os investimentos do Governo Federal (OGU e Estatais) também aumentaram sua participação no PIB, de 1,6% para 2,9%, no mesmo período.

O PAC contribuiu, ainda, para a geração novos postos de trabalho formal. Entre janeiro de 2007 e fevereiro de 2010 foram criados de 5,67 milhões de empregos. Em alguns setores envolvidos nas obras do Programa, a média de empregos criados é cinco ou seis vezes maior que a média geral.

De 2007 a 2009, as desonerações tributárias oriundas de medidas do PAC alcançaram R$ 42 bilhões, com previsão de mais R$ 24,1 bilhões para 2010.

Junto com a recuperação da capacidade de planejar e investir, o PAC firmou uma sólida parceria do setor público com o setor privado e revigorou o pacto federativo, promovendo um trabalho harmônico e integrado entre as esferas da Federação.

PAC 2 – EIXOS, ÁREAS, METAS E INVESTIMENTOS PREVISTOS

PAC – Cidade Melhor
Áreas – Saneamento, Prevenção em Áreas de Risco, Mobilidade Urbana e Pavimentação.
Meta – Enfrentar os principais desafios das grandes aglomerações urbanas, propiciando melhor qualidade de vida.
Investimento previsto – R$ 57,1 bilhões (2011-2014).

PAC – Comunidade Cidadã
Áreas – Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) e Unidades Básicas de Saúde, Creches e Pré-escolas, Quadras esportivas nas escolas, Praças do PAC e Postos de Polícia Comunitária.
Meta – Presença do Estado nos bairros populares – aumentando a cobertura de serviços.
Investimento previsto – R$ 23 bilhões (2011-2014)

PAC – Minha Casa, Minha Vida
Áreas – Minha Casa, Minha Vida, Financiamento SBPE, Urbanização de Assentamentos Precários.
Meta – Redução do déficit habitacional, dinamizando o setor de construção civil e gerando trabalho e renda.
Investimento previsto – R$ 278,2 bilhões (2011-2014)

PAC – Água e Luz Para Todos
Áreas – Luz Para Todos, Água em Áreas Urbanas e Recursos Hídricos.
Meta – Universalização do acesso à água e à energia elétrica.
Investimento previsto – R$ 30,6 bilhões (2011-2014)

PAC – Transportes
Áreas – Rodovias, Ferrovias, Portos, Hidrovias, Aeroportos, Equipamentos para estradas vicinais.
Meta – Consolidar e ampliar a rede logística, interligando os diversos modais, garantindo qualidade e segurança.
Investimento previsto – R$ 104,5 bilhões (2011-2014) e R$ 4,5 bilhões (pós-2014).

PAC – Energia
Áreas – Geração e Transmissão de Energia Elétrica, Petróleo e Gás Natural, Indústria Naval, Combustíveis Renováveis, Eficiência Energética, Pesquisa Mineral.
Meta – Garantir a segurança do suprimento a partir de uma matriz energética baseada em fontes renováveis e limpas; Desenvolver as descobertas no Pré-Sal, ampliando a produção.
Investimento previsto – R$ 465,5 bilhões (2011-2014) e R$ 627,1 (pós-2014).

(Blog Os Amigos do Presidente Lula)

Corrupção da imprensa: Serra doa e banca centro de treinamento anexo à Globo, disfarçado de escola técnica

A TV Record levou ao ar neste domingo, a história do terreno invadido pela TV Globo de São Paulo que, após a denúncia, virou projeto de uma escola técnica estadual voltado ao audio-visual. Além da polêmica sobre o uso privado de um terreno público durante anos, existe todo um conflito de interessses na construção dessa escola.

A Globo, tão “bonzinha”, irá construir o prédio (um valor menor do que o custo do terreno), e certamente o construirá adequado a seus interesses, além de “apoiar” o projeto “pedagógico” moldando aos padrões Globais. Ao Estado de São Paulo caberá arcar com a fatia do leão ao longo do tempo: o pagamento dos professores e funcionários.

A PPP (Parceria Público Privada) até seria louvável, se não houvesse conflitos de interesses públicos com o privado.

Se essa benfeitoria fosse construída em uma área carente de escolas técnicas na periferia, não haveria grandes desconfianças. Mas, espertamente, a “escola” acabará sendo um anexo aos estúdios da Globo, um centro de treinamento da própria empresa bancado com dinheiro público.

Ali a Globo terá até “oportunidade” de “ensinar” os alunos a fazerem de graça uma parte da produção televisiva comercial.

Outra parte dos alunos poderá “estagiar” na emissora, funcionando como mão de obra barata, permitindo à Globo demitir técnicos que trabalham em regime da CLT, trocando profissionais com salários de mercado por mão de obra barata e com direitos e remuneração precários. Com uma escola ao lado, não faltará essa mão de obra barata, mesmo que o rodízio seja grande.

Como se vê, a Parceria de José Serra (PSDB/SP) com a TV Globo, tem muito de interesse privado, e pouco de interesse público em jogo.

Se José Serra (PSDB/SP) tomasse uma atitude honesta, venderia o terreno à Globo, para ela ampliar seus estúdios e construir seu centro de treinamento, bancando o custeio com dinheiro da empresa e não do contribuinte paulista. Com o dinheiro da venda do terreno em área nobre, seria suficiente para construir mais de uma escola técnica, em regiões carentes, onde realmente faria uma grande diferença transformadora.

Depois as pessoas desavisadas ainda perguntam porque as Organizações Globo querem tanto que Serra seja presidente, e fazem tanta campanha demo-tucana embutida no noticiário.

(Blog Os Amigos do Presidente Lula)

Em 2009, 714 pessoas receberam pena de morte

A Anistia Internacional, maior organização de defesa de direitos humanos do mundo, divulga nesta terça-feira (30/3), seu relatório anual sobre pena de morte. O dossiê indica que, em 2009, 714 pessoas receberam a pena capital em 18 países, e que pelo menos 2001 pessoas foram executadas em 56 países. “Convocamos a que a China torne público os seus números, porque nosso levantamento não inclui as centenas de execuções perpetradas na China, onde os dados sobre pena de morte continuam sob segredo de estado”, diz o relatório. Como represália a este silêncio chinês, a Anistia resolveu excluir do dossiê os dados que apurou, parcialmente, naquele país — sabedora de que seriam irreais.

Depois da China o país que mais executou condenados, segundo o relatório, foi o Irã, com pelo menos 388 execuções, seguido do Iraque, com 120 casos, depois a Arábia Saudita, com 69 execuções, e finalmente, em quinto lugar, os Estados Unidos, com 52 casos.

O recorde de execuções em menor espaço de tempo foi para o Irã, com 113 casos em apenas oito semanas, aquelas situadas entre as eleições presidenciais de 12 de junho e a data em que o presidente Mahmoud Ahmadinejad tomou posse em seu segundo mandato, em 5 de agosto.

Em 2009, dois países aboliram a pena capital: Burundi e Togo, o que eleva para 95 o número de nações que abominam a pena de morte. Na Europa, onde não ocorreram execuções em 2009, apenas Belarus mantém a pena capital.

(Consultor Jurídico)

Caso Isabella: sociedade aceitaria absolvição do casal Nardoni?

Se estivesse vivo, Ayrton Senna teria completado 50 anos no último domingo. Sua trágica morte deixou o país desconsolado, em estado de choque. Multidões foram às ruas de São Paulo acompanhar o cortejo que levou o corpo do ídolo ao seu descanso final. O tema da vitória e a Canção da América de Milton Nascimento foram os hinos de 1994.

Tenho poucas lembranças daquele dia, também um domingo, ainda era muito pequeno. Só sei que aquela foi a primeira vez que vi meu pai chorar. Lembro de vê-lo atônito em frente à televisão e não compreender bem como ele poderia chorar por alguém que nunca havia visto na vida.

Tragédias como essa têm o poder de tocar e mover as pessoas, tirá-las de seu estado natural de passividade, dar a elas uma sensação de pertencimento e união difíceis de explicar.

Mas, se por um lado a comoção popular têm a capacidade de despertar solidariedade e fraternidade; por outro, pode trazer à tona aquilo que há de mais primitivo e irracional em cada um de nós.

Nesta segunda-feira (29/3), completam-se exatos dois anos do dia em que a menina Isabella Nardoni foi atirada do 6º andar do prédio em que o pai e a madrasta moravam. Na noite de sexta-feira, já adentrando a madrugada de sábado, seus algozes, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, foram considerados culpados por um júri formado por iguais e um juiz de direito os sentenciou a longas penas. “A justiça foi feita”, nas palavras da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira.

Enquanto o juiz Maurício Fossen lia a sentença, transmitida ao vivo pelo rádio, rojões estouravam em frente ao Fórum de Santana. O tema da vitória, que automaticamente remete à imagem do capacete amarelo e dos punhos cerrados de Senna, dessa vez era a trilha sonora de um cenário medieval.

Não era só por justiça que a multidão que estampava a foto de Isabella em suas camisetas gritava. Em ritmo de funk, eles pediam: “Pega lá, pega lá, pega lá, o casal pra nós linchar (sic)”. Berros de “joga pela janela” e “cadeira elétrica neles” também eram facilmente ouvidos. Só faltaram as tochas, as foices e uma forca na frente do tribunal.

O que definitivamente não faltou foram carros de TV, câmeras, um emaranhado de cabos, fotógrafos e jornalistas, muitos jornalistas —incluindo o autor destas linhas.

O advogado Roberto Podval, alvo de frequentes hostilidades da massa ensandecida —inclusive tentativas de agressão— não conseguiu provar a inocência do casal. Era mesmo uma tarefa difícil. Mas propôs uma reflexão importante ao perguntar aos jurados: Será que chegaríamos ao mesmo resultado [a condenação dos réus] se a cobertura da imprensa tivesse sido diferente?

O promotor Francisco Cembranelli garantiu que não, que os réus já chegaram condenados ao julgamento não pela mídia ou pela sociedade, mas pelas provas.

É provável que Cembranelli tenha razão. Mas aqui cabe uma outra pergunta: a sociedade —ou a parte dela que ficou vidrada na TV, no rádio, nos jornais e na internet por cinco dias, e que aguardava há quase dois anos uma resposta para aquele crime bárbaro — aceitaria um resultado diferente? Uma absolvição, caso os jurados não tivessem ficado 100% convencidos da culpa dos réus?

A julgar pelo número de pessoas que correram atrás do camburão que levava o casal Nardoni de volta à prisão, mesmo após terem sido condenados dentro da lei, é difícil acreditar.

A defesa já adianta que tentará anular o júri. Se existirem razões júridicas para tanto e o Judiciário reconhecer que os réus tem o direito de serem julgados novamente, qual será a reação da massa?

É absolutamente compreensível que um caso atroz de violência como o de Isabella gere revolta e provoque nas pessoas uma sede por justiça. Mas foi exatamente para aplacar esse impulso de conseguir a justiça pelas próprias mãos que as sociedades conferiram ao Estado o monopólio do uso da força, criando um órgão imparcial —o Judiciário— para mediar os conflitos sociais.

Nesse contexto, o papel da imprensa não pode ser desconsiderado. Desde o início, por possuir características únicas, o caso Isabella tomou dimensões gigantescas. Os defensores da cobertura feita pela imprensa nos últimos dois anos, dizem que o jornalismo apenas entregou aquilo que o público demandava.

O jornalista Carlos Eduardo Lins e Silva, ex-ombudsman da Folha de S. Paulo, tem uma visão relevante sobre o tema: “Será que o jornalismo sério precisa mesmo entregar o que o público quer, ou diz querer?”. Para ele, além de atender à demanda do público, o jornalismo precisa liderar. “É preciso haver uma troca entre o meio de comunicação e seu consumidor para que o jornal atenda os desejos dos leitores, mas também ajude a melhorar a qualidade desses desejos”.

Na época da morte de Isabella, o Rio de Janeiro passava por uma grave epidemia de dengue. O número de mortos passou de 100 no Estado, grande parte delas, crianças. A tragédia do edifício London ofuscou a catástrofe da saúde pública no Rio.

Na semana que passou, os olhos do país estiveram concentrados no pequeno fórum da zona norte de São Paulo. Enquanto isso, chegou a 16 o número de crianças mortas por falta de UTI no Maranhão.

Confira a cobertura completa do caso:4º dia de julgamento:
Depoimento do casal Nardoni não traz surpresas; júri deve terminar nesta sexta
Não há contradição relevante entre Alexandre e Anna Jatobá, diz jurista
Alexandre Nardoni chora e nega ter matado a filha Isabella
Chuva não espanta curiosos do julgamento do casal Nardoni Promotor se irrita com pedidos de advogado de Nardoni e é repreendido por juiz
Quarto dia de julgamento começa com depoimento de Alexandre Nardoni
Defesa tentará desqualificar prova que incrimina Alexandre Nardoni

3º dia de julgamento:
Juiz mantém mãe de Isabella isolada; interrogatório dos réus começa na 5ª
Defesa do casal Nardoni deve reduzir número de testemunhas pela metade
Terceiro dia de julgamento começa com depoimento de perita
Perita admite que exame em sangue na fralda foi inconclusivo
Alexandre Nardoni defenestrou Isabella, afirma perita
Defesa dispensa todas as testemunhas para encurtar júri

2° dia de julgamento:
Queda do 6º andar não foi determinante para morte de Isabella, afirma legista
Defesa do casal Nardoni “segura” segunda testemunha do caso
Delegada diz que só indiciou casal Nardoni porque tinha 100% de certeza
Advogado defende isolamento de mãe de Isabella para acareação com os Nardoni
Julgamento recomeça com depoimento de testemunhas; réus serão ouvidos amanhã

1° dia de julgamento:
Defesa mostra que vai passar por cima de qualquer sentimento, diz promotor
Termina 1º dia do julgamento; mãe de Isabella ficará isolada para acareação
Mãe de Isabella chora e diz que Alexandre Nardoni não era um pai participativo
Começa depoimento de Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella Nardoni
Júri do casal Nardoni será formado por 4 mulheres e 3 homens
Alexandre Nardoni está “bem de coração e de consciência”, diz pai
Começa o júri popular do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá
Movimentação de curiosos ainda é pequena para o julgamento dos Nardoni
Dúvidas x provas inequívocas: a defesa e a acusação no júri do casal Nardoni
Casal Nardoni vai a júri popular pela morte da menina Isabella

OPINIÃO:
Quem será julgado no caso Nardoni?
Casal Nardoni: inocente ou culpado?
A condenação prévia do casal Nardoni
O julgamento do casal Nardoni na sociedade do espetáculo
Os homens sentenciantes: sobre os Nardoni, Cristo e Barrabás?

(Ultima Instância)

Globo terá que indenizar família de figurante morto durante gravação de minissérie

A 4ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve a condenação da TV Globo ao pagamento de indenização por danos morais e materiais por culpa recíproca,referente a morte de um figurante durante participação da minisséria “A Muralha”, em 1999. A minissérie foi filmada no município de Alto Paraíso (GO).

De acordo com os autos, em 13 de setembro de 1999, durante o intervalo das filmagens, para descanso dos atores, a produção da Tv Globo permitiu que os figurantes tomassem banho no Rio Paranã. O figurante morreu afogado em decorrência de uma forte correnteza.

A mãe do figurante ajuizou ação de reparação de danos contra a Rede Globo.

Mesmo sem o pronunciamento do pai, o Tribunal decidiu que diante da solidariedade creditícia entre a autora e seu esposo, o pagamento da pensão é devido até que o último do casal sobreviva.

O TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) concluiu que houve culpa recíproca pelo acidente, já que o figurante também foi imprudente.

Condenou a emissora ao pagamento de pensão mensal equivalente a 2/3 do salário mínimo, do dia do acidente até a data em que a vítima completaria 65 anos de idade.

A emissora também foi condenada ao pagamento de  de R$ 50 mil.

A Globo Comunicação e Participações S/A recorreu ao STJ alegando culpa exclusiva da vítima. Sustentou que o figurante, maior de idade e em pleno gozo de sua capacidade física e mental, entrou no rio por sua conta e risco, sem a cautela exigida para a situação, e que a conduta imprudente realizada durante o intervalo da jornada de trabalho afasta a responsabilidade e a obrigação de indenizar do empregador.

Recorreu também da extensão da indenização ao marido em caso de falecimento da autora, sem que o pedido tenha sido requerido na inicial, caracteriza julgamento extra petita (além do pedido).

O relator, ministro Luis Felipe Salomão entendeu que a emissora deu a permissão para que o figurante entrasse no rio sem a devida segurança e não o informou acerca da periculosidade do local.

Afirmou que a Globo criou um risco desnecessário ao funcionário e violou o preceito constitucional que prevê como direito do trabalhador a “redução dos riscos inerentes ao trabalho, nos termos do art. 7º, inciso XXII.

O relator ressaltou que o fato de o acidente ter ocorrido em intervalo do trabalho, é irrelevante.

“É dicção literal do art. 21, § 1º, da Lei n.º 8.213/91 a equiparação a acidentes do trabalho os ocorridos nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este”, afirmou em seu voto.

Em relação a pensão ao marido, a Turma entendeu que ele não é beneficiário da pensão, e sequer figurou no processo, por isso, deixará de receber a indenização.

Assim, por unanimidade, a Turma negou indenização ao esposo, mas manteve a sentença que condena a Rede Globo ao pagamento de indenização a mãe da vítima.

(Ultima Instância)

A guerra pessoal da José Serra

PSDB vai processar sindicato dos professores de SP por contrapropaganda eleitoral

CATIA SEABRA

da Folha de S.Paulo

O PSDB vai entrar com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo) e sua presidente, Maria Izabel Noronha, por contrapropaganda eleitoral. O sindicato, que organiza uma paralisação no Estado, aproveita as manifestações da categoria para incitar palavras de ordem contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

Na representação, o partido de Serra pede que a Apeoesp e sua dirigente sejam multados por uso eleitoral de palanques para coordenar a greve.

Para embasar o pedido de multa à entidade e sua dirigente, a Apeoesp anexou filmes que mostram Noronha perguntando para os professores se Serra será presidente. E, em coro, os manifestantes respondem que não. Em outro filmete, há uma música que diz: “Daqui a pouco tem eleição. No Planalto ele não chega não”.

O advogado do partido, Ricardo Penteado, diz que o caso é passível de multa sem prejuízo de uma investigação sobre os recursos sindicais repassados para a Apeoesp.

Para a presidente da Apeosp, a ação é uma tentativa de desqualificação da entidade. “Eles podem usar todos instrumentos jurídicos deles, que eu vou usar os meus para me defender”, disse Maria Izabel Noronha.

Ela afirmou que não é possível fazer reivindicações sindicais sem criticar o partido que está no governo. “Parece que estou vivendo em um sonho. Não estamos no estado democrático de direito.”

Manifestação

Na manifestação da semana passada, a sindicalista disse: “Esse senhor não vai ser presidente do Brasil”, afirmou ela. “Se for eleito vai acabar com imagem que Brasil conquistou lá fora.”

Ela também convocou os professores a “acabarem com o partido” de Serra: “Estamos aqui para quebrar a espinha dorsal desse partido e desse governador”, disse Bebel, como é conhecida.

Ela disse que a categoria deve aproveitar os últimos dias do governo Serra para protestar. Ele deixa o cargo na quarta-feira (31) para disputar a Presidência. “Vamos aproveitar enquanto o governador não sai.”

O próximo protesto da Apeoesp foi marcado justamente para a data de saída de Serra do governo. Deve ocorrer às 15h, na avenida Paulista, região central da cidade.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u713644.shtml

Empresa cearense, referência em robótica e tecnologia, cria máquinas para petróleo, gás e defesa

Robôs chamados Saci e Caipora têm de pular numa perna só ou andar com os pés voltados para trás? Não exatamente. As máquinas desenvolvidas pela empresa de robótica e tecnologia cearense Armtec têm funcionalidades muito mais sérias, sem perder o bom humor nos nomes dos projetos.

Referência nas áreas de petróleo e gás e defesa, a empresa recebeu diversos prêmios de inovação no Brasil, incluindo Finep, Petrobras e Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas surgiu de maneira prosaica, a partir do trabalho de conclusão de curso de graduação de Roberto Macedo, que se formou em engenharia eletrônica pela Universidade de Fortaleza, em 2004.

Desenvolvido com tecnologia 100% nacional, o SACI é um robô para combate a incêndios

À época, ele desenvolveu um robô com tecnologia 100% nacional para o combate a incêndios. Nascia o Saci (Sistema de Apoio ao Combate de Incidentes), que transporta um dos mais modernos canhões de combate a incêndio do mundo, capaz de gerar névoa, jato sólido ou espuma. O projeto chamou a atenção do governo cearense, que o incentivou a criar e incubar uma empresa para fabricar o robô.

“O projeto já contava com depósito de patente desde o início e fomos a primeira empresa incubada na Universidade de Fortaleza”, afirma Macedo, que hoje ocupa o cargo de diretor-executivo da Armtec.

O Saci foi o primeiro de uma série de robôs com siglas que formam nomes tipicamente brasileiros. Entre as outras invenções da Armtec estão ainda a Mulata (Máquina Unificada para Lazer, Atendimento, Treinamento e Apresentações), o Samba (Mini-Submarino de Avaliação de Estruturas Marítimas, Fluviais e Meio Ambiente Brasileiro Automatizado) e o Caipora (Carro Automatizado Instrumentado para Perícia, Observação, Resgate e Ataque a Artefatos Suspeitos e Cargas Perigosas).

A Mulata, apresentada até no evento o Melhor do Brasil em dezembro de 2009, a convite da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), é uma espécie de avatar, explica Macedo. Ou seja, trata-se de uma máquina controlada à distância para apresentação em eventos e exposições, capaz de interagir com as pessoas e de realizar o papel de agente de marketing e propaganda.

Profissionais de vários estados brasileiros, além de franceses, austríacos e alemães _sem contar os estagiários peruanos e americanos que devem chegar em breve_ formam a diversificada e enxuta equipe da empresa de Fortaleza.

“Somos um mix de instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, com empresa que transfere tecnologias e fornece equipamentos”, afirma Macedo, sobre o negócio fundado por ele há pouco mais de cinco anos e que conta com quase 30 profissionais.

Samba e Siri prometem facilitar a manutenção de estruturas submersas

As invenções da Armtec não param por aí. O Samba, projeto que tem como parceiros a Universidade de Fortaleza (Unifor) e a Marinha, é um minirrobô submarino, também controlado à distância, utilizado para avaliar o meio ambiente e efetuar algumas operações de manutenção e inspeção de estruturas submersas e que atinge 100 metros de profundidade. “O uso do Samba protege os mergulhadores de riscos desnecessários nessas tarefas”, diz Macedo.

Roberto Macedo e a Mulata, robô controlado à distância para apresentação em eventos

O primeiro Samba vai ao mar em pouco mais de um mês. A partir deste lançamento, terá início a série de testes com o Siri (Sistema Integrado para Resgate e Investigação), robô submarino que deverá chegar a 300 metros de profundidade e que, além de ser telecomandado, será também autônomo, cumprindo sozinho tarefas previamente programadas.

Outro equipamento que atrai o interesse no mercado nacional e no exterior é o Caipora, robô antibomba desenvolvido pela Armtec. Rússia, Emirados Árabes, Alemanha e Estados Unidos estão entre os países interessados no Caipora e no Saci.

Coordenadora nacional do Prêmio Finep de Inovação, Vera Marina da Cruz e Silva avalia que empresas como a Armtec, que perceberam a importância de investir em novas tecnologias são fundamentais para o País. “Quanto mais companhias aderirem ao conceito de inovação, como no caso da Armtec, mais rápido será nosso desenvolvimento”, afirma.

(Por Carla Falcão – Ig Economia)

Típico do Nordeste: acarajé, tapioca, robótica e TI

Faça sua aposta. Em qual estado do País está localizada a sede de uma das maiores empresas de realidade virtual da América Latina, com clientes como Fiat e Petrobras? Se você apontou um estado da Região Sudeste ou Sul, está na hora de conhecer um Nordeste bem diferente daquele visto pelos turistas em busca de sol e belas praias.

Assim como a baiana Absolut Technologies, a empresa de realidade virtual mencionada acima, uma série de companhias “porretas” e criativas vem mostrando ao País _e, em alguns casos, ao mundo_ que o Nordeste é, também, um pólo de inovação.

robótica

Tecnologia da Informação (TI), biotecnologia, petróleo e gás e serviços de forma geral são algumas das áreas nas quais as empresas nordestinas mais se destacam, em criação e desenvolvimento de novos produtos e soluções.

Coordenadora nacional do Prêmio Finep de Inovação, que anualmente reconhece as empresas brasileiras mais inovadoras, Vera Marina da Cruz e Silva afirma que o Nordeste vem se firmando como um importante centro de desenvolvimento de novos produtos e serviços no País.

tapioca

Como parâmetro, ela cita o crescimento do número de empresas da região inscritas anualmente no prêmio. De 12 inscrições em 2001, o Nordeste saltou para 110, em 2009. Em 2008, quando as regras do concurso mudaram e cada empresa passou a se inscrever em uma única categoria, os empreendedores e pesquisadores nordestinos foram responsáveis por 22,66% das inscrições no prêmio. “Quando analisamos os vencedores dos últimos anos, também notamos um relevante aumento da participação do Nordeste” afirma.

Entre os vencedores nordestinos das últimas edições do Prêmio Finep de Inovação há desde empresas que desenvolveram soluções para a área médica a inventores que criaram novos métodos de drenagem para porões de navios petroleiros e mineraleiros. O engenheiro naval maranhense José Luiz Mattos, autor dessa invenção utilizada por empresas do porte da Vale, representou o Brasil no Taipei International Invention Show. Ele já prepara novos projetos. “Meu próximo desafio é apresentar o sistema que desenvolvi para tratamento de água de lastro, considerada hoje um dos grandes poluidores dos mares”, diz Mattos, que tem uma consultoria em pesquisas navais em São Luiz.

Inovações com sabor local – Além da área de petróleo e gás, outros setores que concentram inovações no Nordeste são TI, biotecnologia e todos aqueles voltados para a agroindústria. Francilene Procópio Garcia, diretora da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (ParqTecPB), diz que, diante da ainda pequena infraestrutura para indústrias, a região voltou-se para serviços de alto valor agregado. “Neste contexto, a área de TI, por exemplo, recebeu grande destaque, como no caso do Porto Digital, em Recife”, afirma.

Tecnologia da Informação

Francilene afirma ainda que, de forma geral, as inovações nordestinas costumam levar em consideração as especificidades regionais. “Os empreendedores buscam, nas características locais, os diferenciais para seus produtos e serviços”, diz.

Um exemplo é a cearense Piscis, que desenvolveu um processo para beneficiar as vísceras de tilápias, peixe produzido em grande quantidade no Estado. André de Freitas Siqueira, responsável pelo projeto, conta que as vísceras do peixe, antes um grande problema ambiental, geram agora um óleo que serve para produção de biocombustível e fabricação de sabão e ração animal.

Recentemente selecionada para receber recursos do Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime) da Finep, a Piscis está localizada na cidade de Jaguaribara, onde se encontra o maior açude do Ceará. Por mês, são beneficiados na empresa 7 mil quilos de vísceras.

Segundo Siqueira, doutorando em Biotecnologia pela Rede de Biotecnologia no Nordeste, o óleo já está sendo vendido para uso na alimentação de alguns animais como suínos e aves.

(IG Economia)

Grandes obras abrem caminho do novo Nordeste

Por Ig Economia

No começo de abril, 60 operários darão início a uma obra num terreno de 220 hectares em Tauá, município de 17 mil habitantes localizado no sertão cearense. O trabalho promete ser duro. Distante 340 quilômetros do mar, Tauá ganhou fama por ser o lugar com a maior incidência de sol entre os 184 municípios do estado. Por causa dessa peculiaridade, em pouco tempo a cidade será conhecida também por abrigar a maior fazenda de energia solar da América do Sul, a segunda maior do mundo. A produção começa até o final do ano, mas a princípio será modesta: apenas 1 megawatt, suficiente para abastecer duas mil pessoas. Até 2013, esse número deverá chegar a 50 MW, gerando energia capaz de iluminar uma cidade de 100 mil habitantes. Idealizada pela MPX, do grupo EBX, do empresário Eike Batista, o projeto piloto da fazenda vai atrair investimentos de US$ 250 milhões para a região. Mais importante, vai ajudar a consolidar o Ceará como a capital nacional da energia limpa e referência internacional em crescimento econômico sustentável.

Foto: Haroldo Saboia A fazenda Bons Ventos, em Aracati: 75 torres usam a força dos ventos para produzir 150 MW num dos cartões postais do Estado do Ceará

Essa é a nova face do desenvolvimento nordestino. Indicadores macroeconômicos mostram nos últimos anos que a região tornou-se um dos mais dinâmicos pólos de investimentos e de consumo do País, movido principalmente pelo aumento da renda. Segundo o IBGE, o rendimento médio do nordestino aumentou 77% entre 2003 e 2008, enquanto o aumento médio da renda no Brasil foi de 60% no período. As pesquisas e seus números, no entanto, não captam que as transformações locais vão muito além do clichê divulgado no Sudeste que fala do aumento nas vendas de potes de margarina e de iogurte e da ridícula caricatura da troca do jegue pela moto como veículo de transporte. A emergente economia nordestina é marcada pela criatividade, pela inovação e pela geração de novas tecnologias. Ao contrário do senso comum, que acredita ser o dinamismo monopólio do Sul, ilhas de excelência pipocam na região e colocam a economia local em linha com o que há de mais moderno no mundo e, em alguns casos, à frente do resto do Brasil. O parque de energia solar que brota sob o sol escaldante do sertão cearense é apenas um dos sinais de que Nordeste não apenas cresce, moderniza-se.

A equipe de reportagem do iG percorreu 1.500 quilômetros de estradas e nove cidades para ver de perto o que está ocorrendo no Nordeste. Ao longo das próximas semanas, apresenta uma série de reportagens que mostra as particularidades do crescimento econômico nordestino. Será uma viagem marcada por contrastes inesperados. Enquanto o resto do Brasil investe em térmicas movidas a óleo diesel, fonte poluidora de energia, a região semi-árida, pouco apropriada para hidrelétricas, firma-se como produtor de energias limpas graças ao aproveitamento não apenas do sol, ma também das marés e principalmente dos ventos. Parques de energia eólica desenham uma nova paisagem em praias do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. A expansão acelerada das fazendas de ventos estimula a criação de uma nova indústria de fornecedores de equipamentos, como a Tecnomaq, empresa 100% cearense. A produção de torres tornou-se um segmento tão pujante que a estimativa é que neste ano o setor ultrapasse a indústria automotiva e torne-se o maior consumidor de chapas de aço do país. “O Nordeste passa por um novo ciclo de desenvolvimento”, diz Luiz Eduardo Aquilar, presidente da Bons Ventos, hoje o maior parque eólico do país, localizado em Aracati, no Ceará. “A região deixou de ser apenas um local de sol e turismo e recebe investimentos que vão diminuir a desigualdade com o Sul e o Sudeste.”

Foto: Jorge Luiz Bezzerra Estaleiro Atlântico Sul, no porto de Suape (PE), constrói sua primeira embarcação: um navio tanque Suezmax encomendado pela Transpetro

O desenvolvimento com preocupação ambiental, baseado em novas tecnologias, desponta em vários outros segmentos. A fábrica de calçados mais produtiva e ecologicamente correta do País não está no Rio Grande do Sul, o maior pólo calçadista brasileiro. Fica em Sobral, no Ceará. Lá a Grendene, fabricante com sede em Farroupilha, na serra gaúcha, instalou uma fábrica cujos índices de produção superam os dos fabricantes chineses, considerados os mais ágeis do mundo. “A fábrica de Sobral é mais uma prova de que os tempos de atraso do Nordeste ficaram para trás”, afirma Nelson José Rossi, gerente-geral da fábrica da Grendene. O mais importante centro de desenvolvimento de softwares do País, segundo a consultoria ATKearney, não fica em São Paulo. Está no Recife, capital de Pernambuco. O Porto Digital, grupo de 135 empresas de tecnologia espalhados em 12 prédios históricos situados na área do antigo porto, tornou-se referência para empresas como a Microsoft e fonte de inspiração para universitários locais que sonham abrir seu próprio negócio. “Somos pobres e não podemos nos dar ao luxo de exportar cérebros e conhecimento”, diz Francisco Saboya, diretor presidente do Porto Digital. “Criamos uma alternativa para preservá-los”.

A 40 quilômetros da capital pernambucana, outro porto se descola da média nacional. O Porto de Suape, em Ipojuca, recebe os mais modernos empreendimentos brasileiros na área de infraestrutura. É lá _e não no polo naval do Rio de Janeiro_ que está em fase final de instalação o Atlântico Sul, o mais moderno estaleiro das Américas. Entre seus equipamentos de última geração estão dois superguindastes Golias, legítimos colossos com 100 metros de altura, o equivalente a prédios de 30 andares, e capacidade para içar 1,5 mil toneladas. Com eles o Atlântico Sul ganha não apenas força, mas velocidade para montar os navios e fazer frente aos concorrentes coreanos, hoje os fabricantes mais eficientes dessa indústria. Os quase 4 mil trabalhadores responsáveis por essa façanha serão predominantemente nordestinos porque o estaleiro optou por capacitar a mão-de-obra local. “Estamos assistindo a uma mudança de paradigma”, diz Sidnei Aires, vice-presidente do complexo industrial portuário de Suape. “Onde havia lavradores, pescadores e cortadores de cana agora temos operários com capacete e macacão: criamos um mercado de trabalho mais especializado.”

Por onde se vai na região, é nítido o movimento de valorização do profissional local. Quando comparado ao Sudeste e a Sul, o Nordeste de maneira geral ainda tem níveis de escolaridade e de qualificação profissional abaixo dos índices nacionais. Em média, o nordestino tem menos de seis anos de estudo, enquanto a média de permanência nos bancos escolares no Brasil é de sete anos. Mas gente talentosa, competente e bem formada desponta em diferentes frentes. Um dos destaques do mais recente Prêmio Finep de Inovação é o engenheiro naval maranhense José Luiz Mattos, criador de um sistema de drenagem para porões de navios petroleiros e de minérios. A participação de nordestinos no prêmio multiplicou por 10 desde o início da década e eles já somam 22% dos inscritos. “Um numero cada vez maior de empresas nordestinas incorpora o investimento em inovação ao seu dia a dia”, diz Vera Maria, coordenadora nacional do Prêmio Finep de Inovação. “Essa prática tem elevado a competitividade das empresas locais.”

Na área financeira, ganha projeção uma jovem de 26 anos filha de agricultores. Lilian Prado ajudou a criar e dirige a Acreditar, instituição de microfinanças especializa na concessão de crédito para jovens e mulheres. A sede da empresa fica em Glória do Goitá, município pernambucano com 30 mil habitantes, metade deles vivendo na zona rural. A Acreditar investe em pequenos negócios para evitar o êxodo de pequenos agricultores para os centros urbanos do Sudeste por falta de trabalho no Nordeste, antigo problema para as comunidades locais. Seu trabalho ganhou projeção nacional. O Itaú Unibanco se inspirou na história da instituição para redigir um manual de como montar uma empresa de microfinanças. “Lilian está se projetando nacionalmente como empreendedora social”, diz Denise Gibran Nogueira, gerente de sustentabilidade do Itaú Unibanco. “E, a Acreditar, inspirando a criação de outras instituições de microcrédito no Sul e no Sudeste.”

O projeto que mais bem sintetiza o frenesi gerado pela mudança em curso é a transposição do Rio São Francisco. Quase 5 mil máquinas e 10 mil operários trabalham na terraplenagem, abertura e concretagem dos canais que vão irrigar com a água do São Francisco rios intermitentes espalhados por 60 municípios. A obra, polêmica e arrojada, vai garantir água o ano inteiro para 12 milhões de nordestinos que hoje convivem com deficiências no abastecimento. Nesse batalhão de operários anônimos trabalha o topógrafo Áureo Araújo da Silva. Natural de Petrolândia, Pernambuco, ele deixou o Nordeste há 15 anos em busca de emprego e melhores condições de vida. Morou em São Paulo e no Rio de Janeiro. Há dois anos, recebeu convite para trabalhar nas obras de transposição e se mudou de volta para a cidade natal. “Fui embora porque aqui não tinha emprego, não tinha futuro”, diz Silva. “Agora a realidade é outra e sei que meu lugar é aqui.”

(Colaborou Carla Falcão, iG São Paulo)

ONU elogia gestão do PT na política habitacional em São Paulo

Um relatório sobre a cidade de São Paulo, encomendado pelo Programa das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos (UN-Habitat), gerou problemas com a Prefeitura da capital paulista. O documento, que seria divulgado no 5º Fórum Urbano Mundial (realizado de 22 a 26 de março no Rio de Janeiro), elogia a gestão de Marta Suplicy na política habitacional e critica, sem citar nomes, a gestão Serra/Kassab.

Contudo, de forma lamentável, essa divulgação foi suspensa após queixa oficial.
Para o deputado Paulo Teixeira, secretário de Habitação de São Paulo na gestão de Marta, o sucesso daquela administração se deveu à diversidade de programas habitacionais e ao diálogo aberto com a sociedade.

Confira abaixo reportagem da Folha e repercussão do Estadão:

Prefeitura de SP ataca relatório da ONU que elogia PT

Um relatório sobre a cidade de São Paulo encomendado pelo UN-Habitat (Programa das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos) gerou uma crise com a Prefeitura de São Paulo. Sua divulgação, prevista para ontem (24) no 5º Fórum Urbano Mundial, foi suspensa.

O texto elogia a política habitacional de Marta Suplicy (PT) e critica, sem citar nomes, seus sucessores José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM).
Após ter acesso a um rascunho do relatório “São Paulo: um Conto de Duas Cidades”, a superintendente de habitação popular da prefeitura, Elisabete França, enviou e-mail ao chefe da divisão de pesquisas do UN-Habitat, Eduardo Moreno, reclamando que o texto, do consultor independente Christopher Horwood, “mais parece um panfleto político do que um estudo técnico”.

O UN-Habitat recuou. Alberto Paranhos, autoridade principal do escritório para América Latina e Caribe, disse que será marcada nova data, mas só após o autor do texto apresentar suas críticas à prefeitura e ouvir suas considerações.

“Não temos problema em criticar, mas adotamos como prática apresentar as críticas antes para dar direito de réplica e ter certeza de que o que está escrito é verdadeiro. No caso desse documento, quando descobrimos que ele já estava sendo impresso, suspendemos o processo. Mas algumas cópias acabaram sendo divulgadas”, afirmou Paranhos.

A Folha foi um dos veículos a ter acesso ao relatório. Os quatro primeiros capítulos trazem dados de uma pesquisa feita em parceria com a Fundação Seade, vinculada ao governo de São Paulo. No quinto parágrafo, é feita uma análise das políticas públicas habitacionais.

O texto diz que a gestão Marta “marcou importante era na política habitacional de São Paulo”, citando positivamente a criação das Zonas Especiais de Interesse Social, o programa Bairro Legal e os Centros Educacionais Unificados.

O documento afirma que os sucessores da petista não deram continuidade a algumas dessas políticas e que especialistas consultados “concordam que as autoridades municipais não estão cientes ou comprometidas com a melhoria das condições de vida em cortiços e favelas”.

A Folha tentou entrar em contato com Horwood, mas não conseguiu localizá-lo.

ONU nega viés ideológico em estudo sobre São Paulo
(Estadão, 25 de março de 2010 | 19h 38)

O mexicano Eduardo Moreno, coordenador da pesquisa feita pelo do Programa para Assentamentos Humanos das Nações Unidas (ONU-Habitat) sobre a cidade de São Paulo, defendeu hoje as conclusões apresentadas pelo estudo e negou que documento tenha viés ideológico ou partidário.

A Prefeitura de São Paulo apresentou uma série de reclamações sobre o documento, acusando-o, principalmente, de fazer elogios à administração da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e de omitir informações sobre a gestão de José Serra. A queixa fez com que a ONU-Habitat adiasse para junho o lançamento do relatório, que deveria ter sido apresentado hoje, durante solenidade no 5.º Fórum Urbano Mundial, que acontece no Rio.

Moreno afirmou que o texto foi elaborado a partir de fatos analisados por um grupo de pesquisadores e compilados por um consultor independente, o inglês Christopher Horwood. “O que eles estão a reclamar é que tem uma certa posição ideológica (no estudo). Minha resposta é que vejo fatos”, afirmou Moreno. “O que não vamos fazer de nenhuma maneira é entrar num debate ideológico ou político. Essa não é a posição da ONU”, concluiu o coordenador, destacando ainda que se houver confirmação de dado ou fato errado na pesquisa, o texto poderá ser alterado.

A posição de Moreno se opõe à postura do representante do escritório regional do Habitat, Alberto Paranhos, que deu razão às reclamações da prefeitura. “O que Alberto diz é correto até certo ponto. A tônica dessa série de relatórios não é deixar ao final a municipalidade expressar o que ela quer. Se a prefeitura quer escrever um livro sobre São Paulo que o faça”, disse Moreno.

Apesar da polêmica, a pesquisa São Paulo: Um Conto de Duas Cidades apresenta um quadro positivo da cidade. Mesmo com disparidades críticas entre os bairros mais ricos e mais pobres, a divisão social no município está diminuindo – de acordo com o texto da ONU-Habitat. Moema, Pinheiros, Jardim Paulista, Perdizes e Itaim Bibi têm índices de desenvolvimento humano similares a de países como Suécia e Canadá. Do outro lado, Marsilac, Parelheiros, Lajeado, Jardim Ângela e Iguatemi se comparam ao Azerbaijão.

“Indicadores de violência, redução de pobreza e cobertura de serviços básicos mostram que há tendência de redução de desigualdade”, avaliou Moreno.

(Do gabinete do deputado federal Paulo Teixeira)

(Blog do Favre)

Aparência das unhas podem indicar problemas de saúde

“Os pastéis vão voltar com tudo e o cintilante também, como o vermelho com cintilante, vinho com cintilante, beterraba ainda continua”, diz

Mas o que Laura e muitas manicures ainda não sabem é decifrar os sinais que as unhas podem revelar sobre os problemas de saúde das pessoas.

As unhas sempre mereceram uma atenção especial da medicina chinesa. A sabedoria milenar ensina que o diagnóstico de algumas doenças pode ser feito através da análise das unhas, por isso não custa nada observá-las constantemente e fazer desta observação um hábito mesmo, porque qualquer alteração pode servir de alerta e ajudar na prevenção de doenças.

“Deficiências de circulação, deficiências de nutrientes, como anemia”, diz Sérgio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – PE.

As manicures querem saber…

“Quando a unha tá muito quebrada ou quebra com facilidade, se é alguma doença?”, pergunta Laura Teodoro, manicure.

“Quando você tem uma doença da glândula da tieróide, ela pode levar ao enfraquecimento da unha. As anemias também, as carências nutricionais, as doenças que consomem o indivíduo, todas elas também podem estar levando a fragilidade da unha”, diz o dermatologista.

“Quando a unha tá descolando é sinal de doença?”, questiona outra manicure.

“Ela favorece as infecções secundárias, como a presença dos fungos e bactérias. Pode ser também secundária a traumatismo, ao uso de medicamentos prolongados”, orienta Palma.

“E se a unha é amarelada?”.

“Unha amarelada pode indicar alguma doença respiratória e doenças do fígado também podem levar a esta coloração da unha”, afirma.

“Quando a unha tá avermelhada?”.
“Pode ser sinal de problemas de circulação”.
O dermatologista também ensina: é preciso dar uma folga ao esmalte de vez em quando.

“A cada quatro, cinco dias, retirar esse esmalte e de preferência deixar em torno de dois a três dias essa unha sem a cobertura do esmalte. Justamente pra ela poder tá respirando. A cor natural é um rosa clarinho… Ela não deve estar descolando, sem sinais de infecção, não ter nenhum inchaço, sequinhas, estarem sempre limpas e cortadas”, conclui o dermatologista.

(jcorreio.com.br)

Aparelhos eletrônicos podem substituir olhar humano na seleção de frutas e hortaliças

Câmeras, computadores e aparelhos automatizados podem substituir o olhar humano em uma tarefa importante para o mercado agrícola: a seleção de frutas e hortaliças.

Diferentemente do controlador de qualidade humano, o sistema eletrônico não sofre fadiga visual, estresse, nem faz julgamentos subjetivos, além de ser rápido. Seus principais pontos negativos estão em seus altos custos.

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) procura minimizar os gastos utilizando programas de computador que permitem acesso ao código fonte. Os softwares livres estão no coração do programa “Uso de imagem digital para seleção e classificação para plantas e hortaliças”, que desenvolveu um sistema específico para triar morangos.

Com um computador, uma câmera digital e o software livre Image J, o estudante de engenharia agrícola da Universidade Estadual de Campinas, Danilo Carlos Silva, orientado pela pesquisadora do IAC, Juliana Sanches, desenvolveu um sistema capaz de medir e analisar imagens das frutas a fim de executar uma seleção automática.

O sistema desenvolvido por Silva utiliza arquitetura aberta, o que permite a inclusão de programas acessórios (plug ins) que podem aumentar a capacidade e as funções executadas pelo programa original. Em 2009, o trabalho rendeu ao estudante o prêmio “Maria Beatriz Perecin” concedido pelo IAC às melhores pesquisas desenvolvidas dentro do instituto.

Mais informações: www.iac.sp.gov.br

Bradesco é a marca mais valiosa do Brasil em 2010

A Brand Finance, em parceria com a revista The Brander/IAM, divulga a quinta edição do estudo anual “As 100 marcas mais valiosas do Brasil”. De acordo com o CEO e sócio da Brand Finance América do Sul e da revista The Brander/IAM, Gilson Nunes, enquanto o valor de mercado das empresas listadas em bolsa e no estudo subiu de R$ 995,2 bilhões para R$ 1,52 trilhão – crescimento de 52,8% em relação a 2008, a soma do valor de suas marcas aumentou 23%, saltando de R$ 221, 4 bilhões para R$ 273,3 bilhões.

“Este resultado mostra que as marcas mais fortes e valiosas do país não foram abaladas mediante a estagnação econômica do ano anterior, já que são ativos estratégicos geralmente mais resistentes e duráveis em momentos de crises, quando comparadas aos demais ativos das empresas. Atualmente, as marcas são o maior diferencial competitivo sustentável das empresas”, afirma Nunes.

Pelo quarto ano consecutivo, Bradesco é a marca mais valiosa do Brasil, com valor de R$ 23,1 bilhões (“A” em termos de Força de Marca ou brand rating ); seguido, pela ordem, por Banco Itaú (R$ 12,0 bilhões e BBB em Força de Marca), Banco do Brasil (R$ 11,6 bilhões e BB-); Petrobras (R$ 9,7 bilhões, BBB-); Vivo (7,6 bilhões e BBB), Oi/Telemar (R$ 7,5 bilhões e BB); Casas Bahia (R$ 7,2 bilhões e BBB ); Caixa (R$ 7,0 bilhões e BB-); Carrefour (R$ 6,5 bilhões e BBB) e Fiat (R$ 6,4 bilhões e BBB em Força de Marca).

Os setores nos quais as marcas obtiveram maior percentual de crescimento em valor, quando comparadas ao período anterior, foram os bancos (Santander, HSBC, Caixa, BNDES , Banco do Brasil e Bradesco), varejo (Wall Mart, Carrefour, Casas Bahia e Magazine Luiza) e exportação de commodities (Gerdau, Petrobras). “Estes setores foram beneficiados pela recuperação da bolsa de valores após julho de 2009 e por boas perspectivas futuras (em especial Gerdau e Petrobras) e, ainda, pelo crescimento do consumo das famílias brasileiras, graças ao pacote do governo de estímulo à economia, isenção de IPI, entre outros. Já no setor automobilístico, apesar dos estímulos  e do forte crescimento em vendas, apenas a marca Honda teve alta expressiva em seu valor. As demais do setor mantiveram seus valores financeiros ou cresceram a taxas modestas, resultado da queda no índice de força da marca avaliada pelos consumidores, que apontaram problemas em assistência técnica, pós venda, serviços ao consumidor e qualidade do produto, entre outros”, explica Nunes.

Neste contexto, as marcas que mais cresceram em valor são, pela ordem: Santander (140%), Ultrapar (109%), Gerdau (106%), HSBC (93%), Caixa (74%), Wall Mart (74%), Petrobras (65%), BNDES (62%), Banco do Brasil (56%), Honda (54%), Carrefour (52%), Casas Bahia (44%), Magazine Luiza (44%) e Bradesco (42%).

Estudo aponta as quedas e inclui novas marcas
–  Já quedas notáveis em valores ocorreram com as marcas Sadia (-26%);  Nokia (-38%) e Texaco (-34%), entre outras que também caíram de posição no ranking 2010 (*ver quadro completo abaixo). “Estas marcas foram negativamente impactadas por fatores como piora da economia, maior concorrência ou falta de investimento apropriado na marca, seja em marketing, promoção, ponto de venda, pós venda, garantia e serviços ao consumidor, entre outros itens avaliados”, afirma Nunes.
Por outro lado, Cargill, Pepsico, Visa, Odebrecht, WEG, ArcelorMittal, Localiza, Banrisul e Microsoft são as novas marcas  que entraram no rol das 100  mais valiosas do Brasil em 2010 (ver abaixo quadro com a classificação).

Metodologia –  As marcas foram avaliadas por meio de pesquisa quantitativa de mercado em nível nacional, com 6.221 pessoas e base nos indicadores: produtos e serviços; preço; marketing e comunicação; governança corporativa e responsabilidade socioambiental;  pós venda;  e canal de distribuição. A nota final dada pelos usuários de cada marca em cada um dos indicadores é o índice de Força da Marca. As classificações finais das marcas são expressas como uma pontuação de índices de 0-100. Também são expressas alfabeticamente de AAA até D: (AAA, extremamente forte); (AA, muito forte); (A, forte); (BBB, média); (BB, de baixo desempenho); (B, fraca); (CCC, muito fraca); (CC, extremamente fraca); (C, fracassando) e (D, moribunda). As classificações podem ser alteradas incluindo-se um sinal de mais ( ) ou menos (-) para mostrar seu posicionamento de forma mais detalhada.

(AD News)

Consulta dos locais de prova do concurso do Banco do Nordeste já está disponível

Os candidatos inscritos no concurso do Banco do Nordeste já podem saber o local onde farão a prova da seleção. A consulta pode ser feita no site da organizadora do certame, a Associação Cearense de Estudos e Pesquisas (Acep).

A organizadora confirmou que a prova escrita será aplicada no próximo dia 11 de abril com horário previsto para iniciar as 13h, horário de Brasília.

Quem ficou em dúvida se a inscrição foi mesmo concretizada ou perdeu o
comprovante de pagamento da taxa de participação também pode, pelo site da Acep, checar a confirmação da inscrição.

A SELEÇÃO

O concurso do BNB visa a formação de cadastro reserva para os cargos de analista bancário, analista técnico (funções que exigem nível médio completo) e especialista técnico (que exige ensino superior completo em várias especialidades).

A remuneração pode chegar a R$ 7.029,75.

O processo seletivo já tem data marcada para começar. As provas escritas serão aplicadas no próximo dia 11 de abril.

>>> SERVIÇO

Confirme sua inscrição e conheça o local de prova

(O Povo Online)

Ceará: Divulgado o resultado da 4ª fase do concurso dos professores do Estado

Foi divulgado na tarde desta segunda-feira (29) o resultado da 4ª etapa (avaliação de títulos) do concurso que vai contratar 4 mil professores para a rede estadual de ensino.

O anúncio é provisório e os candidatos podem recorrer  a partir das 9 horas desta terça-feira (30) até as 18 horas desta quarta-feira, por meio de um sistema eletrônico disponibilizado no site Cespe/UnB, organizadora do processo seletivo do certame.

A argumentação do candidato deve ser clara, consistente e objetiva. Recursos cujo teor desrespeite a banca serão preliminarmente indeferidos. Detalhe: não serão aceitos recursos via postal, via fax, via correio eletrônico ou, ainda, fora do prazo.

Como esta é a última etapa do certame, após a avaliação dos recursos o resultado definitivo do concurso deve ser divulgado no próximo dia 5 de abril (segunda-feira), segundo informou ao Blog Concursos a coordenação de recursos humanos da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc).

3ª FASE

Está previsto para esta terça-feira (30) o anúncio do resultado final da prova do Programa de Capacitação Profissional (equivalente à 3ª fase) da seleção.

A SELEÇÃO

Serão contratados, de forma imediata, quatro mil profissionais para assumir o cargo de Professor Pleno I, em áreas de estudo do Ensino Médio. O salário oferecido é de R$1.327,66.

>>> SERVIÇO

Confira aqui o resultado provisório da 4ª etapa

Página de informações aos candidatos

(O povo Online)

Mudanças nas linhas de ônibus de Fortaleza. Fique atento!

A partir do dia 05 de abril, os trechos que ligam os terminais de integração serão atendidos pelas linhas 050 – Siqueira/Papicu (Via Washington Soares), 053 – Messejana/Papicu (Via Washington Soares), 082 Antônio Bezerra/Messejana Via Perimetral, 084 – Siqueira/Messejana (Via Perimetral) e 097 – Antônio Bezerra/Siqueira.

Essas linhas podem ser entendidas como um reforço da 051 – Grande Circular 1 e da 052 – Grande Circular 2, que passam pelos terminais do Antônio Bezerra, Siqueira, Messejana e Papicu. Com as novas ligações, o usuário que necessita deslocar-se do Terminal do Siqueira para o Terminal de Messejana, por exemplo, não precisa esperar obrigatoriamente pelas linhas 051 – Grande Circular 1 e 052 – Grande Circular 2, afinal, existe outra para atender aquele trecho.

Para informar acerca da ação, panfletos estão sendo distribuídos e cartazes já se encontram fixados nos ônibus e nos terminais deintegração.

(Portal Verdes Mares)

Sindicatos de servidores de SP organizam “bota fora” para protestar contra José Serra

Cerca de 40 entidades de funcionários públicos de São Paulo marcaram um protesto para quarta-feira, 31 de março, dia em que José Serra (PSDB) sai do governo paulista para disputar a eleição presidencial.

Chamado de “bota-fora do Serra”, o protesto é organizado por sindicalistas do Conselho de Política de Administração e Remuneração de Pessoal, fórum de negociação salarial entre o funcionalismo e o governo estadual.

A manifestação está marcada para as 12h de quarta-feira no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Duas horas depois começa no mesmo local a assembleia da Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo), que decidirá se mantém a greve iniciada no dia 8 de março. Depois da assembleia, o “bota fora” continua com uma passeata até o centro de São Paulo.

A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, afirmou que, apesar da participação do sindicato, a manifestação é independente da greve dos professores. Segundo ela, o protesto é uma liberdade de expressão do funcionalismo.

O organizador da manifestação, Angelo D´Agostini, que é diretor Sindsaúde (Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo), negou o caráter partidário do evento. “Nós não estamos indicando votos para ninguém”, afirmou.

De acordo com o sindicalista, o movimento quer mostrar a situação do funcionalismo público do estado. “É um dever nosso mostrar para a população que o servidor ganha um vale-refeição de R$ 4 por dia.” O Sindsaúde marcou para o mesmo dia uma assembleia na qual decidirá se entrará em greve.

A reportagem procurou o governo de São Paulo, que não ainda não se manifestou sobre o protesto dos servidores.

Na sexta-feira, Maria Izabel Azevedo Noronha admitiu que a greve da categoria é política. Mas negou que tenha relação com o PT. “É política, mas não é partidária”, disse ela sobre a paralisação.

Após comandar uma manifestação nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da cidade, a sindicalista fez várias críticas ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

“Esse senhor não vai ser presidente do Brasil”, afirmou ela. “Se for eleito vai acabar com imagem que Brasil conquistou lá fora.”

No protesto, ela disse que a categoria deveria aproveitar os últimos dias do governo Serra para protestar. Cerca de 5.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram do protesto que acabou com 20 feridos depois de um confronto entre policiais e professores.

(Folha Online)

SEEB/CE amplia convênio com as Faculdades Estácio/FIC

O convênio entre o Sindicato dos Bancários do Ceará e a Estácio FIC abrange agora um maior número de beneficiários. Além do bancário filiado ao SEEB/CE, o cônjuge, o companheiro, filhos, enteados e dependentes financeiros também podem receber desconto de 20% em qualquer curso da Estácio FIC. O desconto abrange bancários e beneficiários que se matricularem a partir do período letivo de 2010. O conveniado que realizou matrícula no ano de 2009 continua com o desconto de 30% para a graduação e 10% para a pós-graduação.

Os bancários filiados ao SEEB/CE, assim como os beneficiários citados acima, que residem em outros estados que possuam alguma instituição ligada à Estácio usufruirão do mesmo desconto.

Os interessados em ingressar na Estácio FIC pode fazer realizar inscrição pelo site da instituição e marcar uma data para fazer o vestibular, que ocorre diariamente. Quem já possuir uma graduação, não será preciso fazer vestibular. Na matrícula, o aluno deverá apresentar carteira de associado do Sindicato ou declaração de encaminhamento emitida pela Secretaria de Organização do SEEB/CE. Esse vínculo deverá ser comprovado semestralmente.

A FIC possui cursos de graduação em Administração, Arquitetura e Urbanismo, Hotelaria, Comércio Exterior, Administração em Marketing, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, Jornalismo, Nutrição, Publicidade e Propaganda, Sistema de Informação e Turismo. O material didático de qualquer um dos cursos da FIC será entregue em domicílio sem nenhum custo, assim não será necessário o aluno comprar livros ou tirar cópia de textos. A FIC também oferece cursos de graduação e pós-graduação à distância.

PARCERIA – A parceria entre o SEEB/CE e a Estácio FIC vem se consolidando cada vez mais. O SEEB/CE foi homenageado, no dia 4/2, pela Estácio FIC por ser a instituição que realizou o maior número de matrículas de conveniados em 2009, totalizando 62 alunos. Outras 13 instituições parceiras da Estácio FIC participaram do evento.

Aristides Sampaio, bancário do Banco do Brasil, está cursando o segundo período de Direito na Estácio FIC. Para ele o desconto foi uma grande ajuda. “Ajudou muito, foi muito interessante. Acho que o Sindicato deve manter e até ampliar essa parceria”, disse.

SERVIÇO:

FIC – Faculdades Integradas do Ceará
Rua Visconde de Mauá, 1940 – Dionísio Torres
Fone: (85) 3456 4100 – Site: http://www.fic.br

Secretaria de Organização SEEB/CE
SEEB/CE – Secretaria de Formação (85) 3252 4266
Falar com Erismar ou Alex Cito

(SEEB/CE)

Após fusão, Ricardo Eletro e Insinuante querem faturar R$ 10 bi

SÃO PAULO – A empresa resultante da fusão das redes de varejo Ricardo Eletrol  e da Insinuante, que se chamará Máquina de Vendas, espera atingir um faturamento do R$ 10 bilhões nos próximos quatro anos, dobrando o faturamento atual das duas companhias, de R$ 5 bilhões.

O resultado coloca o novo grupo como a segunda maior empresa de eletroeletrônicos e móveis do País, ultrapassando o Magazine Luiza e ficando atrás apenas da gigante formada pela união de Pão de Açúcar, Ponto Frio e Casas Bahia.

Segundo informação das empresas, a marca Insinuante será a bandeira predominante nas regiões Nordeste e Norte do País enquanto a Ricardo Eletro será utilizada no Centro Oeste e Sudeste.

Já o número de lojas, conforme as empresas, deverá saltar de 528 para mil. A holding espera inaugurar 50 novas unidades este ano, inclusive em regiões em que as duas marcas ainda não estão presentes.

As empresas atuam em 200 cidades distribuídas em 16 Estados mais o Distrito Federal. O controle da holding será compartilhado com 50% de participação de Ricardo Nunes, da Ricardo Eletro, que irá presidir a companhia, e 50% de Luiz Carlos Batista, da Insinuante, que ficará à frente do conselho executivo da holding.

Disputa

Nos últimos anos, as duas redes travavam uma disputa pesada na região Nordeste, grande filão de crescimento do consumo do País. A rede Insinuante, que esteve no páreo para comprar o Ponto Frio adquirido na metade do ano passado pelo Grupo Pão de Açúcar teria visto na união com Ricardo Eletro uma forma de rebater o avanço do próprio Pão de Açúcar.

“Esse negócio é uma reação à compra das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar. E faz sentido porque o varejo de eletroeletrônico é um mercado muito competitivo, com um grande número de redes regionais que precisam se expandir”, afirma Cláudio Felisoni, presidente do Conselho do Programa de Administração de Varejo (Provar).

Ele destaca que, com o crescimento do poder de consumo da classe C, concentrada especialmente na região Nordeste, as redes regionais tendem a se fortalecer para brigar por esse consumidor emergente e fazer frente ao megaconglomerado formado por Pão de Açúcar e Casas Bahia.

Obstáculos

Apesar de as duas redes ganharem sinergia com a união, há dúvidas quanto à compatibilidade entre as empresas. Segundo fontes de mercado, a rede mineira teria um endividamento bem maior que o da Insinuante. A rede baiana é considerada pelos analistas de mercado como uma empresa “redonda” financeiramente.

Outro obstáculo ao casamento das empresas é a diferença na gestão. Ricardo Nunes, presidente da rede que leva seu nome, é conhecido por seu estilo concentrador. Há relatos de que vendedores das lojas da rede já chegaram, em alguns casos, a consultá-lo no celular para saber se poderiam dar desconto em uma venda. Na Insinuante, no entanto, a forma de gestão é mais descentralizada, o que dá maior autonomia aos executivos da empresa.

(Estadão Online Econmomia)

Brasil tem peso para virar potência mundial, diz Wall Street Journal

O diário norte-americano The Wall Street Journal publica nesta segunda-feira um caderno especial sobre o Brasil abrangendo “da sua notável moeda forte e seu explosivo mercado de ações até o ardente debate sobre um astro do futebol [o Ronaldinho Gaúcho]”.

“Para o país do futuro, finalmente é amanhã”, diz a chamada da reportagem principal. “O Brasil virou a esquina e agora é uma nação de peso, ambição e fundamentos econômicos para se tornar uma potência mundial. Mas o país tem enormes desafios que precisa enfrentar até aproveitar integralmente esse potencial.”


Entre os obstáculos que o Brasil tem a encarar, o jornal cita a corrupção “cravejada” no País, o “crime galopante”, a “infraestrutura em mau estado” e o “ambiente de negócios restritivo (”com um código trabalhista arrancado das cartilhas econômicas de Benito Mussolini”). Ainda há ”trabalhos colossais” a serem feitos, diz a reportagem, assinada pelo correspondente Paulo Prada.

Uma das reportagens trata das eleições deste ano e conclui que os brasileiros “querem mais do mesmo”. No plano internacional, o jornal escreve que “de repente”, o que o Brasil fala passa a ter importância no exterior, mas afirma que o País “escorrega no palco global”.

O jornal traz textos, ainda, sobre o projeto de expansão do BTG Pactual (um dos maiores bancos de investimento do País), o crescimento e os desafios da Embraer, a tentativa do governo de resolver os problemas das conexões de internet no País, a dupla de artistas conhecida como Os Gêmeos (veja galeria de imagens), os restaurantes de São Paulo, eventos culturais e dados estatísticos.

O Brasil foi escolhido como o primeiro de uma série de países que serão objetos de reportagens do caderno “The Journal Report”. O objetivo do jornal, diz a “Nota do Editor”, é dar aos leitores “uma compreensão sobre um dos mais vibrantes e importantes lugares do mundo hoje”.

(Estadão Economia)

Falta de diploma impede equiparação salarial, decide TST

Por falta de um diploma profissional, uma auxiliar de enfermagem não conseguiu equiparação salarial com os técnicos de enfermagem. A trabalhadora insistiu até a última instância. A Seção I Especializada em Dissídios Individuais, do Tribunal Superior do Trabalho, rejeitou o seu recurso. Assim, ficou mantida a decisão.

A empregada do Hospital Nossa Senhora da Conceição (RS) salientou que a exigência de diploma de curso técnico era mera formalidade e não serviria de empecilho à sua equiparação. Mas não conseguiu resultado favorável. Seus recursos foram rejeitados tanto na 1ª Turma do TST quanto na SDI-1. O apelo não apresentou divergência jurisprudencial que autorizasse a análise do mérito da questão, informou o ministro Horácio Senna Pires, relator na SDI-1.

O relator explicou que o acórdão desfavorável à empregada foi publicado em 26 e junho de 2009, quase dois anos após a publicação da Lei 11.496/07 (25/6/07) que entrou em vigor em 23 de setembro de 2007 e limitou o cabimento de recurso de embargos na Justiça trabalhista aos casos de divergência jurisprudencial. Como o recurso da auxiliar foi fundamentado em violação de preceitos de lei e da Constituição da República, não foi possível o seu exame, concluiu o relator.

De acordo com os autos, a auxiliar pediu para ser equiparada aos técnicos, sob a justificativa de que eles desempenhavam idênticas funções e, portanto, o salário deveria ser o mesmo para todos. Embora suas afirmações tenham sido comprovadas por provas testemunhais, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul concluiu que lhe faltava a formação profissional exigida para o cargo, estabelecida pelo Conselho Regional de Enfermagem – Coren. A decisão foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Superior do Trabalho.

(consultorjuridico.com.br)

Empresa pode parcelar Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

A Volkswagen do Brasil pode parcelar o pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR) da empresa nas condições ajustadas com os empregados em negociação coletiva. A decisão unânime é da 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que analisou Recurso de Revista da Volks com pedido para excluir da condenação o pagamento dos reflexos da PLR nas demais verbas salariais devidas a ex-empregado.

De acordo com o relator, ministro Márcio Eurico Vitral Amaro, ainda que o artigo 3º, parágrafo 2º, da Lei 10.101/2000 (que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa), proíba o pagamento de antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros e resultados em período inferior a seis meses, essa norma deve ser interpretada em harmonia com as garantias constitucionais. No caso, o reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho (artigo 7º, XXVI).

Assim, explicou o relator, como a questão da participação nos lucros deve ser decidida com base nos princípios constitucionais da autonomia e valorização da negociação coletiva, se houver cláusula com previsão desse pagamento parcelado e sua natureza indenizatória, é um instrumento válido, nos termos do artigo 7º, XI, da Constituição (que trata da participação nos lucros desvinculada da remuneração).

A Volks recorreu ao TST depois que o Tribunal do Trabalho de Campinas (15ª Região) concluiu pela impossibilidade da negociação coletiva da verba participação nos lucros, na medida em que existe legislação específica tratando da matéria e que veda a distribuição ou antecipação da parcela com periodicidade inferior a seis meses.

Na hipótese, tinha sido ajustado entre empregador e trabalhadores o pagamento de 1/12 por mês a título de antecipação de PLR. Para o TRT, portanto, esse método caracterizava a natureza remuneratória da parcela paga em desacordo com a lei, sendo devidos ao empregado os reflexos da participação nos lucros nas demais verbas salariais.

O ministro Márcio Eurico aceitou os argumentos da empresa sobre a possibilidade do pagamento de forma parcelada, pois existira negociação coletiva para tanto. Por conclusão, a 8ª Turma considerou desrespeitada a garantia constitucional do reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho e excluiu da condenação os reflexos da participação nos lucros e resultados nas demais verbas. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Superior do Trabalho.

(Consultorjuridico.com.br)

Magazine Luiza responde a ação coletiva por assédio moral

O Ministério Público do Trabalho em Araraquara ingressou com Ação Civil Pública contra o Magazine Luiza, considerado a segunda maior rede de varejo no país, pedindo o fim do assédio moral em uma loja no município de Matão. O procurador Gustavo Rizzo Ricardo, autor da ACP, também pede a condenação da empresa ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos.

Segundo ação, na pressão por produtividade maior, os trabalhadores eram submetidos a humilhações e declarações que ferem a moral, xingamentos e ameaças de demissão. A ação do MPT pede a regularização integral da jornada de trabalho, com concessão de intervalos e repousos, o fim da manipulação do controle de jornada e o término da alteração de cláusulas contratuais sem o consentimento dos trabalhadores.

Além do assédio, a Gerência Regional do Trabalho de Araraquara,  também acusa a loja de Matão de fazer “acertos” nos cartões de ponto, com o objetivo de evitar o pagamento de horas extras. Acusa a loja  também de excesso de jornada, ausência de intervalos e descanso semanal, e alteração compulsória dos contratos. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPT da 15ª Região.

(consultorjuridico.com.br)

Banco Santander abre 200 vagas de estágio em todo Brasil

O banco Santander está com 200 vagas de estágio abertas para os centros administrativos da empresa, em São Paulo, e para as agências espalhadas por todo o País. A bolsa-auxílio oferecida é a partir de R$ 1.074 para jornada de 6 horas e a partir de R$ 716 para jornada de 4 horas.

A seleção acontece durante todo o ano e recruta estudantes do segundo ao penúltimo ano dos cursos de administração, economia, ciências contábeis, engenharias, ciência da computação, matemática, estatística, direito e marketing, entre outros.

As inscrições podem ser feitas no endereço http://www.santander.com.br. Como o processo é contínuo e as vagas se renovam, não há data limite de inscrição.

Além da bolsa-auxílio, são oferecidos benefícios que incluem vale-refeição (para estágio de 6h), vale-transporte, assistência médica, seguro de vida em grupo e recesso de 30 dias.

A seleção inclui triagem de currículo, testes de português, lógica e excell, jogo on line e entrevista com os gestores.

(Gazetaweb.com.br)

Ácido Alfa-lipóico: O mais poderoso antioxidante e antiinflamatório da natureza

Imagine uma substância tão poderosa que pode mover-se através do corpo humano de forma rápida e indolor, unindo fissuras, acalmando a inflamação e incentivando o sistema imunológico. Imagine que esta substância realiza estes feitos surpreendentes não apenas dentro do organismo, mas também na superfície da pele. Assim é o Ácido Alfa-lipóico.

Ácido Alfa-lipóico e pele envelhecidaBem, como já dito, trata – se de uma substância capaz de movimentar-se pelo organismo humano de forma rápida e indolor, reduzindo inflamações e estimulando o sistema imunológico.

Este ácido é uma molécula completamente natural que existe dentro de cada célula de nosso corpo. Assim como a Vitamina C, o Ácido Alfa-lipóico é bem conhecido pelos cientistas há muito tempo. Ele foi descoberto em 1951 por pesquisadores que constataram que ele era um componente essencial da parte da célula responsável pela produção de energia. Também revelaram que, quando disponibilizado de forma adicional para as células vivas, ele rapidamente entra nestas células e oferece ampla proteção contra os radicais livres.

Sabemos que todos os antioxidantes, até certo ponto, nos protegem dos radicais livres. O que torna o Ácido Alfa-lipóico tão especial é uma pergunta que tem sido o foco do trabalho do Dr. Perricone ao longo dos últimos 10 anos, bem como encontrar os melhores usos para o Ácido Alfa-lipóico para melhorar a pele de seus pacientes. Os resultados encontrados têm sido simplesmente impressionantes.
O Ácido Alfa-lipóico é solúvel tanto em água como em óleo; é capaz de penetrar dentro e fora da célula. Em oposição às vitaminas C e E, ele pode combater radicais livres em qualquer parte da célula e até mesmo penetrar nos espaços entre as células. Outra característica do Ácido Alfa-Lipóico é sua capacidade de afetar o metabolismo. Uma vez que o Ácido Alfa-Lipóico é encontrado naturalmente na mitocôndria – a parte da célula que é responsável pela produção de energia – ele pode literalmente aumentar a velocidade de funcionamento da célula. Um nível maior de energia permite à célula ingerir mais nutrientes, remover resíduos e substituir componentes danificados. Se o metabolismo da célula é lento, como acontece ao envelhecermos, a célula não tem energia para realizar funções essenciais, como essas mencionadas acima.
O fato é que, como uma pessoa que envelhece, uma célula que envelhece tem um metabolismo mais lento, caracterizado por uma produção decrescente de energia, o que leva a uma incapacidade da auto-reparação dos danos celulares. O Ácido Alfa-lipóico é o único antioxidante conhecido que possui a capacidade de curar a célula através de sua produção de energia.
(Portaldaeducacao.com.br)

UECE: Inscrições abertas para Curso de Informática Aplicada

Estão abertas, até o dia 9 de abril, as inscrições para o curso de Informática Aplicada do Programa de Informática (Proinfo) da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Destinadas a pessoas de qualquer idade, as aulas vão ensinar sobre o Sistema Operacional, Editoração Eletrônica (básica e avançada), Planilhas Eletrônicas, Apresentação de Slades e recursos da Internet. Segundo informa o coordenador do Proinfo, Professor Luciano Moura Cavalcante, o conteúdo do curso permite ao aluno, o desenvolvimento de habilidades que facilitam o acesso ao mercado de trabalho.

Quem se quiser participar deve se dirigir à Secretaria do Proinfo, no horário das 8h às 11h30 e das 13h30 às 20h30, no Campus do Itaperi. A matrícula tem valor de R$ 30 e mais cinco parcelas de R$ 25 referentes aos meses de duração do curso. No ato da matrícula, é necessário apresentar a cópia da identidade ou carteira de trabalho.

Oferecido pelo Proinfo há mais de 22 anos, o curso de Informática Aplicada tem como objetivo preparar o cidadão para o mercado de trabalho e também para concursos públicos, oferecendo competência técnica para utilizar conhecimentos de informática de acordo com as inovações ou aplicações tecnológicas, principalmente na atividade produtiva, segundo afirma em nota a assessoria
da Uece.

SERVIÇO
Proinfo

Inscrições: até 9/4
Endereço: Av. Paranjana, nº 1700 – Campus do Itaperi
Telefone: (85) 3101.9790
Site: www.uece.br

(O Povo Online)

SINE/IDT: 756 vagas de emprego para Capital e Interior

O Sistema Nacional de Empregos/ Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT) está com 404 oportunidades de emprego para esta semana em Fortaleza. Apesar de apresentar 65 vagas a menos do que a semana passada, o Instituto manteve o número alto de vagas em aberto.

As profissões de costureira de máquina industrial (80), operador de telemarketing (50) e vendedor pracista (50) continuam oferecendo a maior quantidade de vagas da Capital. Já no interior do Ceará e na Região Metropolitana de Fortaleza estão disponíveis 337 vagas, a maioria nos municípios de Pacatuba (100 para auxiliar de costura) e Cascavel (com 50 vagas para auxiliar de produção). Para os portadores de deficiência estão abertas 15 vagas. Os Interessados devem comparecer com carteira de trabalho a uma das unidades do Sine/IDT.

> FORTALEZA

Centro: (85) 3101.2774
Aldeota: (85) 3101.1660
Barra do Ceará: (85) 3101.2743
Parangaba: (85) 3101.3034
Jovem Trabalhador: (85) 3101.3028

> Alinhador de direção 2
> Atendente de balcão 4
> Auxiliar de cozinha 10
> Auxiliar de produção 3
> Auxiliar de marceneiro 3
> Babás 2
> Barman 3
> Bombeiro hidráulico 8
> Cabeleireiro 4
> Chapista de lanchonete 2
> Chefe de cozinha 3
> Cobrador externo 2
> Confeiteiro 5
> Corretor de seguro 3
> Costureira de máquina industrial 80
> Cozinheiro de restaurante 10
> Cozinheiro industrial 1
> Cromador de metais 1
> Cronoanalista 2
> Eletricista de instalações 2
> Eletromecânico de manutenção de elevadores 1
> Eletrotécnico 2
> Empregada doméstica 20
> Fiscal de loja 3
> Frentista 2
> Fresador 3
> Funileiro industrial 1
> Garçom 15
> Inspetor de qualidade 1
> Jardineiro 7
> Laboratorista de concreto 2
> Marceneiro 6
> Marceneiro de móveis 1
> Mecânico de automóveis 8
> Mecânico de bombas hidráulicas 1
> Mecânico de máquina de costura 1
> Mecânico de motos 1
> Mecânico de refrigeração 3
> Motoboy 8
> Motorista de autos 5
> Motorista de caminhão 2
> Nutricionista 4
> Operador de caixa 3
> Operador de telemarketing ativo 50
> Padeiro 5
> Pedreiro 10
> Pintor de autos 2
> Porteiro 2
> Recepcionista de hotel 2
> Saladeira 4
> Serralheiro 2
> Soldador 3
> Supervisor de atendimento ao cliente 2
> Supervisor de costura do vestuário 3
> Técnico de edificações 2
> Torneiro mecânico 5
> Tosador 2
> Vendedor interno 5
> Vendedor pracista 50
> Zelador 5

> PESSOA COM DEFICIÊNCIA
(85) 3101.2777
> Ajudante de carga e descarga de mercadorias 1
> Ajudante de laboratório 1
> Assistente administrativo 2
> Atendente de balcão 1
> Auxiliar de depósito 1
> Auxiliar de produção 2
> Frentista 3
> Recepcionista 1
> Zelador 3

> AQUIRAZ
(85) 3101.2822
> Acabador de mármore e granito 1
> Ajudante de ferreiro 5
> Auxiliar de produção 20
> Babá 1
> Cabeleireiro 2
> Caseiro 1
> Carpinteiro 10
> Condutor de máquina de fabricar papel 1
> Contramestre de máquina de fabricar papel 1
> Cortador de mármore 1
> Cozinheiro de restaurante 1
> Cozinheiro doméstico 1
> Eletricista 5
> Frentista 1
> Garçom 1
> Laminador de fibras 1
> Manicure 2
> Mecânico industrial 1
> Motoboy 2
> Motorista de caminhão 1
> Operador de caixa 1
> Pedreiro 10
> Técnico de enfermagem do trabalho 1
> Vigia 1

CASCAVEL
(85) 3334.3593
> Auxiliar de produção 50
> Costureira 10

CAUCAIA
(85) 3101.3378
> Agente de portaria 1
> Ajudante de cozinha 2
> Auxiliar contábil 1
> Auxiliar de limpeza 3
> Auxiliar de produção 20
> Bordador a máquina 4
> Coordenador administrativo 1
> Cozinheiro 2
> Eletricista de manutenção industrial 1
> Estofador de móveis 2
> Garçom 2
> Motorista de caminhão 2
> Pintor de obras 9

EUSÉBIO
(85) 3101.2136
> Auxiliar de produção 5
> Zelador 1

> MARACANAÚ
(85) 3101.3031
> Açougueiro 1
> Auxiliar de escritório 2
> Costureira 18

> MARANGUAPE
(85) 3101.2813
> Auxiliar de pessoal 1
> Bibliotecário 1
> Modelista 1
> Pedreiro 1
> Repositor de mercadorias 1
> Soldador 1

PACATUBA
(85) 3101.3352
> Auxiliar de costura 100
> Pedreiro de acabamento 4

SÃO GONÇALO DO AMARANTE
(85) 3315.4504
> Ajudante de obras 8
> Caldeirista 4
> Eletricista 6

(O Povo Online)

Soraya Tupinambá é candidata do PSOL ao Governo do CE

Soraya Tupinambá

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) realizou um encontro estadual, sábado, para escolha dos delegados à convenção nacional da agremiação. Na ocasião o nome da engenheira de pesca Soraya Tupinambá foi definido como candidata do partido ao Governo estadual.

No Ceará, a direção do PSOL trabalha a formação de uma aliança com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), mas como a formação dessa aliança depende de orientação da direção nacional de cada legenda, não está descartada a possibilidade de o partido sair com chapa própria, informa o presidente regional, Moésio Mota.

Por conta da possibilidade de uma aliança com o PCB e com o PSTU a discussão sobre a formação de uma chapa majoritária ficou limitada à escolha de um nome para o Governo. Atualmente o PSOL desenvolve as suas atividades políticas em 55 municípios cearenses e passa por um processo de renovação do quadro de dirigentes, no plano municipal.

Proporcional –  A escolha de nomes para a disputa proporcional ainda está sendo trabalhada. A candidata do PSOL ao Governo do Estado é formada em engenharia de pesca pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e trabalha em uma ONG com atuação na área de desenvolvimento local na comunidade dos Tapebas em Caucaia e em Maracanaú. Durante o encontro de sábado foi feita uma análise da conjuntura política e econômica, sendo realizado um debate sobre o modelo de desenvolvimento do Estado.

(Portal Verdes Mares)

Com 76% de aprovação, Lula atinge popularidade recorde

São Paulo, 28 mar (EFE).- A cerca de nove meses de deixar o cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem hoje 76% de aprovação, o nível mais alto de seu mandato, segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha.

A popularidade de Lula é um recorde para um presidente desde que o Datafolha começou a sondagem, em 1990. A pesquisa foi divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Dos entrevistados, 76% consideraram que a gestão de Lula é ótima, enquanto apenas 4% a qualificaram como péssima.

Entre agosto de 2009 e março deste ano, a popularidade de Lula experimentou uma ascensão de nove pontos percentuais, em coincidência com a melhora dos indicadores econômicos do país após o auge da crise.

A popularidade de Lula, no entanto, contrasta com a estagnação nas pesquisas da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua favorita para a sucessão.

Segundo sondagem do mesmo Datafolha, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), voltou a ganhar vantagem e aparece agora nove pontos percentuais à frente de Dilma.
A pesquisa aponta que Serra tem 36% das intenções de voto contra 27% de Dilma. Na enquete anterior, o governador tinha 32% e a ministra, 28%.

(Portal G1)

Brasil volta a ser oitava maior economia do mundo

Após 11 anos, Brasil voltou ao posto que havia sido perdido para a Rússia segundo ranking que considera PIBs em dólares

Crescimento ajuda a atrair mais investidores e a elevar influência geopolítica; dados foram compilados pela Economist Intelligence Unit

Editoria de Arte/Folha Imagem

A recente crise mundial alçou o Brasil à condição de oitava maior economia do mundo em 2009. É a primeira vez desde 1998 que o pais ocupa essa posição no ranking global com o PIB (Produto Interno Bruto) medido em dólares.

A crise econômica no mundo desenvolvido, a fortaleza do real e políticas anticíclicas bem sucedidas adotadas pelo governo contribuíram para esse resultado.

Mas por trás da performance brasileira há também deficiências, como uma economia ainda fechada, que se travestiram de vantagem durante a crise, mas que no longo prazo tendem a voltar a pesar negativamente na trajetória do país.

O desempenho da economia brasileira já havia sido favorável entre 2007 e 2008, quando passou da décima à nona posição no ranking mundial, deixando para trás a Espanha e o Canadá, embora tenha sido ultrapassado pela Rússia.

Com esse movimento, o Brasil também passou a ser a segunda maior economia das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Ganhar posições no ranking de maiores economias é positivo porque torna o país mais atrativo para investidores externos e aumenta seu peso geopolítico.

Mas desde que a mudança seja sustentável; e, de preferência, se trouxer chances de mais progresso no futuro.

(Folha Online)

Lojas Insinuante e Ricardo Eletro criam nova gigante do varejo

São Paulo – O setor varejista dá mais um passo em direção à consolidação no país. Nesta segunda-feira (29/3), a rede Insinuante, sediada na Bahia e líder do mercado no Nordeste, e a mineira Ricardo Eletro anunciaram uma fusão que deve criar a segunda maior empresa de móveis e eletroeletrônicos do Brasil. A estimativa de faturamento anual gira em torno de 4 bilhões de reais, ultrapassando a Magazine Luiza e ficando atrás apenas do grupo Pão de Açúcar – que comprou o Ponto Frio e assumiu o controle da Casas Bahia.

Com a união, o comando do novo grupo deve ficar a cargo de Ricardo Nunes, dono da Ricardo Eletro, e a presidência do conselho de administração pertencerá a Luiz Carlos Batista, da Insinuante. Entre os sócios que compartilharão a gestão, está o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que já era sócio da Insinuante. Tanto a Insinuante quanto o Magazine Luiza haviam participado da briga pela compra do Ponto Frio no ano passado, mas perderam na reta final para o Pão de Açúcar.

De certa forma, a fusão entre Ricardo Eletro e a Insinuante é uma reação ao avanço do grupo de Abilio Diniz. Juntas as duas empresas terão uma rede de mais de 500 lojas – 55% eram da mineira e 45%, da baiana – distribuídas em 19 Estados. O foco da nova empresa deve ser o Sudeste, concentrando suas estratégias para ganhar mercado em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, as duas redes travavam uma disputa pesada na região Nordeste, grande filão de crescimento do consumo do País.

Com o crescimento do poder de consumo da classe C, concentrada especialmente na região Nordeste, as redes regionais tendem a se fortalecer para brigar por esse consumidor emergente e fazer frente ao megaconglomerado formado por Pão de Açúcar e Casas Bahia. Com informações da Agência Estado.

(Portal Exame Online)

Hora do Planeta: Contra o aquecimento global, 72 cidades brasileiras apagam as luzes

Para manifestar sua preocupação com o aquecimento global, 72 cidades brasileiras – entre as quais 19 capitais – apagarão as luzes de seus principais pontos turísticos neste sábado (27). O ato faz parte da campanha “Hora do Planeta”, organizada pela rede de ONGs WWF, em que pessoas, governos e empresas apagarão as luzes das 20h30 às 21h30 (horário de Brasília) contra as mudanças climáticas.

A iniciativa costuma mobilizar governos a apagarem as luzes de monumentos importantes, como a Torre Eiffel, na França, a Times Square, em Nova York, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. 

Os estados da Amazônia Legal também vão aderir, deixando às escuras alguns cartões-postais que são referência na região, como o Mercado Ver-o-Peso, em Belém. 

A demanda por energia vem crescendo a cada ano nesta parte do país. Em 2008, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética, só a região Norte consumiu 23.873 GW / hora de energia. Os estados do Maranhão e de Mato Grosso, que compõem a Amazônia Legal, consumiram juntos 16.190 GW / hora de energia no mesmo ano. 

No Rio de Janeiro, primeira cidade a aderir, acontece o evento oficial da “Hora do Planeta 2010”, no Jardim Botânico. São Paulo, Brasília, Recife, Salvador e Porto Alegre também estão entre as participantes (veja o site oficial para informações sobre todo o Brasil). 

Abaixo, conheça a programação da Hora do Planeta para a Amazônia Legal, segundo informações do site do evento. 

Manaus: Os parques Ponto dos Bilhares e Lagoa do Japiim terão as luzes apagadas. Haverá shows com os grupos Imbaúba e Pássaros da Amazônia, no Centro Universitário Luterano de Manaus. Após os shows, a multidão irá até a Lagoa do Japiim, a pé ou de bicicleta. 

No interior do estado, a Universidade do Estado do Amazonas está mobilizando seus campi em 24 municípios. Em Itapiranga, haverá uma procissão à luz de velas. Em São Sebastião, os jovens farão uma vigília na igreja adventista do município. Em Barcelos, a Hora do Planeta será na escadaria de uma igreja às margens do Rio Negro. Em Coari, haverá apresentação musical. 

Belém: As luzes serão apagadas no Mercado São Brás e no Ver-o-Peso. Alguns hotéis e restaurantes na capital do Pará também preparam programação especial. 

Palmas: As luzes do Espaço Cultural serão apagadas na capital do Tocantins. 

São Luís: Ficam no escuro o Palácio La Ravardiere (sede da prefeitura), o Memorial Maria Aragão, a Igreja dos Remédios, a sereia da praça Dom Pedro II e o monumento da praça Gonçalves Dias. 

Cuiabá: O Palácio Dante Martins de Oliveira, a praça Rachid Jaudy, o Museu do Morro da Caixa d’Água Velha e o Centro Geodésico da América do Sul terão as luzes apagadas. 

Rio Branco: Participam o Horto Florestal e o Palácio Rio Branco. Alguns restaurantes também vão aderir ao evento.

(Portal G1)

PT do Ceará garante palanque pró-Dilma e apoio a Cid

O PT do Ceará, em hipótese alguma, vai admitir acordo formal ou informal com o PSDB do senador Tasso Jereissati, que deve postular reeleição, e priorizou que Dilma Rousseff terá palanque no Ceará. Eis uma das resoluções definidas, por unanimidade, pelo diretório estadual da legenda, que se reuniu nesta manhã de sábado, na sede do Sindicato dos Bancários do Estado, em Fortaleza. O vice-presidente estadual José Nobre Guimarães comandou a maior parte dos trabalhos. A prefeita Luizianne Lins apareceu para o encerramento dos trabalhos.

Também ficou definido que o PT apresentará o ministro José Pimentel, que se desincompatibilizará do cargo no fim deste mês, como opção ao Senado. O presidente regional do PMDB, deputado federal Eunício Oliveira, também contará com o apoio do partido na disputa para senador.

Outa resolução definida pelo diretório estadual: apoio à reeleição do governador Cid Gomes (PSB).

(O Povo Online)

Chiclete com Banana celebra os 17 anos do Siriguela em Fortaleza

Neste sábado (27), o bloco de Carnaval fora de época Siriguela comemora 17 anos com uma grande micareta. A atração principal é o Chiclete com Banana, presente em todas as edições do evento.

Desta vez, o grupo baiano comandado por Bell Marques mostra as músicas de seu novo CD e DVD, Flutuar, e sucessos já conhecidos dos chicleteiros, como Voa Voa, Se Me Chamar Eu Vou, Quero Chiclete, A Fila Andou e Eu Quero Esse Amor. Um dos pontos altos da apresentação é a interpretação de Bem-vindo ao Mar, que homenageia o bloco e a cidade cearense.

O arrasta-pé eletrônico dos Aviões do Forró e as canções de MPB e pop rock em versão samba do Monobloco completam a programação.

 Durante os intervalos dos shows, DJs tocam música eletrônica em uma tenda especial, nova tendência das micaretas.

SERVIÇO
Aniversário do Siriguela
Endereço: Marina Park Hotel – av. Presidente Castelo Branco, 400, Praia de Iracema, Fortaleza (CE) – (85) 4006-9595
Horário: sábado (27), a partir das 19h
Preço: R$ 70 a R$ 280

(Portal R7)