Arquivo da categoria: Campanha Salarial 2014

Bancários comemoram segundo ano de isenção do IR na PLR

Os ganhos na PLR também são frutos da greve da categoria

A Convenção Coletiva de Trabalho assinada no dia 13 deste mês garantiu avanços importantes para os bancários. Além da consolidação do aumento real, da valorização dos pisos e de instrumentos mais efetivos de combate às metas, a categoria conquistou, pelo segundo ano seguido, a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem receber até R$6 mil de participação dos lucros e resultados (PLR) e a redução para que tem vencimento a partir de R$6.500. O avanço é fruto da mobilização da categoria iniciada em 2011, numa campanha dos bancários em conjunto com metalúrgicos, químicos, petroleiros e urbanitários. Veja no quadro ao lado a redução do IR em sua PLR.
Primeira parcela
A primeira parcela da PLR começa a ser paga hoje (17) pelo Itaú e Bradesco. Já o Santander e a Caixa Econômica Federal creditam na segunda-feira, dia 20. O Banco do Brasil foi o primeiro a pagar, no último dia 13. Os bancos têm até o dia 23 de outubro para efetuar o pagamento da antecipação da PLR.
O valor da antecipação da PLR será de 54% do salário mais R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido. Na mesma data, haverá, ainda, antecipação da parcela adicional. O valor será de 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.837,99.

(Sindicato dos Bancários do Rio)

Bradesco credita antecipação da PLR no dia 17 e diferenças na folha

Em resposta ao ofício enviado pela Contraf-CUT na última quinta-feira, 9/10,  o Bradesco comunicou na tarde desta segunda-feira, 14/10,  que efetuará o pagamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na próxima sexta-feira, 17/10.  Já as diferenças de salário e de vales refeição e alimentação serão acertadas na folha de outubro. 

No documento enviado ao Bradesco, a Contraf-CUT solicitou que os valores fossem logo depositados, como forma de valorização dos trabalhadores. Pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada nesta segunda-feira entre as entidades sindicais e a Fenaban, os bancos têm prazo de até 10 dias para pagar a primeira parcela da PLR, isto é, até o dia 23 de outubro.
Para a diretora do departamento jurídico do SindBancários e funcionária do Bradesco, Geovana da Silva Freitas, essa atitude do banco demonstra que a campanha salarial da categoria saiu, mais uma vez,  vitoriosa. “Essa conquista é consequência da união e da força dessa classe que sempre lutou pela ampliação de seus direitos.” 

“Tanto a PLR como o reajuste de 8,5% nos salários, 9% no piso e 12,2% no vale refeição, são importantes conquistas econômicas da Campanha Nacional dos Bancários 2014”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. 

PLR 

A antecipação da PLR é formada por regra básica e parcela adicional.  A regra básica da PLR corresponde a 54% do salário mais valor fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido do banco no primeiro semestre de 2014, o que ocorrer primeiro. 

Já a parcela adicional da PLR corresponde a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre com distribuição linear entre os funcionários, limitado a R$ 1.837,99. 

A segunda parcela da PLR deve ser paga até o dia 2 de março de 2015.

Foto: Jonatas Dias 

Fonte: Contraf-CUT/Imprensa SindBancários

Itaú paga PLR e PCR de R$ 2.080 no dia 17 e diferenças no dia 27/10

Em resposta ao ofício enviado pela Contraf-CUT na última quinta-feira (9), o Itaú comunicou na tarde desta segunda-feira (14) que efetuará o pagamento da antecipação da PLR junto com o programa da Participação Complementar de Resultados (PCR) de R$ 2.080 na próxima sexta-feira (17). Já as diferenças de salário e de vales refeição e alimentação serão acertadas na folha de outubro, no próximo dia 27.

No documento enviado ao Itaú, a Contraf-CUT solicitou que os valores fossem logo depositados, como forma de valorização dos trabalhadores. Pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada nesta segunda-feira entre as entidades sindicais e a Fenaban, os bancos têm prazo de até 10 dias para pagar a primeira parcela da PLR, isto é, até o dia 23 de outubro.

“Tanto a PLR como o PCR, assim como o reajuste de 8,5% nos salários, 9% no piso e 12,2% no vale refeição, são importantes conquistas econômicas da Campanha Nacional dos Bancários 2014”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

PLR

A antecipação da PLR é formada por regra básica e parcela adicional.
A regra básica da PLR corresponde a 54% do salário mais valor fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido do banco no primeiro semestre de 2014, o que ocorrer primeiro.

Já a parcela adicional da PLR corresponde a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre com distribuição linear entre os funcionários, limitado a R$ 1.837,99.

A segunda parcela da PLR deve ser paga até o dia 2 de março de 2015.

PCR

O acordo coletivo de PCR foi aprovado em assembleias dos funcionários do Itaú em todo o país em outubro de 2013, com valores de R$ 1.950 naquele ano e R$ 2.080 em 2014. O montante deste ano é 6,67% maior que o do ano passado. O pagamento é integral, ou seja, não sofre desconto da PLR.

Fonte: Contraf-CUT

Ganho real da categoria bancária desde 2004 supera os 20%

São Paulo – Com os 2,02% de aumento real conquistado neste ano – o maior não escalonado desde 1995 – os bancários superaram a marca de 20% (20,7%) de reajustes acima da inflação desde 2004 nos bancos privados. Na Caixa Federal e no Banco do Brasil o ganho foi de 21,3% nesse período.

Para o piso, foi ainda maior. Com os 2,49% de agora, o reajuste real desde 2004 bate na casa dos 42,1%.

Na íntegra (sem descontar a inflação), os reajustes em 2014 foram de 8,5% para salários, vale-alimentação, 13ª cesta, auxílios creche e babá, regra básica da PLR e parcela adicional; 9% para os pisos e 12,2% no vale-refeição.

Os índices foram sacramentados na segunda-feira 13, data das assinaturas da nova Convenção Coletiva de Trabalho e dos acordos aditivos dos bancos federais, válidos em todo o Brasil. Tudo deve ser pago retroativamente a 1º de setembro, data-base da categoria.

Dentre as conquistas deste ano, os 5,5% de ganho real para o vale-refeição e os 2,02% na regra básica e na parcela adicional da PLR, vale-alimentação, 13ª cesta e auxílios creche e babá. Houve avanços, ainda, no combate ao assédio moral, pressão por metas, formação profissional, 13º e reabilitação para afastados, direitos da gestante, dos homoafetivos e segurança.

11 anos – Este ano foi o 11º seguido de aumento real para os bancários, conquista de muita luta e organização da categoria. Parece rotina, mas nem sempre foi assim. Nos dez anos anteriores, ou seja, de 1995 a 2003, só quatro com aumento real e outros seis com perdas. Além de em maior quantidade, mais intensas. Em 1995, foram 3,34% de valorização, anulada logo no ano seguinte, quando a categoria perdeu 3,05% de seu poder de compra. Logo depois, um pequeno ganho, também engolido por forte queda, de 2,31%, em 1998. O fim da década e início dos anos 2000 agravaram o cenário. Dois anos que, somados, não chegaram a 0,5% de aumento real e três fortes quedas. No geral, 8,6% de perdas salariais no período.

> Demissão e arrocho resumem final dos anos 90

O achatamento, também conhecido como arrocho salarial, veio lado a lado com demissões. De 1994 a 2002 bateram em 30% na categoria ou mais de 150 mil trabalhadores dispensados. No ciclo seguinte, a partir de 2003, só crescimento até 2012. No total, de 30%, ou 110 mil bancários a mais.

“É nítida a diferença de política. Não são casos isolados, desconexos. Está claro que em um momento, nos governos neoliberais do PSDB, havia desvalorização do salário e do emprego. No outro, de Lula e Dilma, os salários cresceram e também o número de bancários”, afirma Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato, que à época do governo do PSDB era funcionária do departamento de câmbio do Bradesco, na Nova Central.

(Sindicato dos Bancários de SP)

Campanha Salarial dos Bancários: CCT e aditivos assinados; PLR vem em até 10 dias

São Paulo – O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) assinaram na segunda 13 a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Os direitos, válidos para bancários de todo o Brasil, preveem aumento real para salários, PLR e auxílios, além da valorização maior no piso e vale-refeição (veja quadro).

Também foram assinados os acordos aditivos específicos dos bancários da Caixa Federal e do Banco do Brasil.

“Foi uma campanha mais rápida, com melhor resultado para os trabalhadores que no ano passado. Conquistamos mais um ano de aumento real, valorização do piso e avanços nas cláusulas sociais, notadamente no combate às metas”, afirmou a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, durante a cerimônia de assinatura. “Esse é um momento importante,
que começou com a consulta sobre as prioridades dos bancários, as conferências estaduais e a nacional, a entrega da pauta. É importante que o processo de negociação avance a cada ano, com resultado cada vez melhor para a categoria.”

> Cláusula para acabar com as metas
> Aumento real maior que outras categoria

Como a data-base é 1º de setembro, os bancários têm diferenças salariais e nas verbas a receber retroativas a essa data (veja abaixo).

Antecipação da PLR – Em até dez dias após a assinatura do acordo, os bancos têm de pagar a antecipação da PLR.

BB – O banco anunciou que creditaria a PLR ainda na segunda.

Bradesco – O crédito será feito no dia 17.

Itaú – Os bancários do Itaú recebem PLR e Programa Complementar de Remuneração (PCR), de R$ 2.080, no dia 17.

> Bradesco e Itaú pagam PLR dia 17

Caixa – O pagamento será no dia 20.

> Antecipação da PLR da Caixa vem no dia 20

HSBC – Após cobrança do movimento sindical os bancários do HSBC receberão R$ 3 mil de participação nos resultados do trabalho: R$ 2 mil que têm de ser pagos em até 10 dias e os outros R$ 1 mil em fevereiro de 2015.

> Luta garante valorização no HSBC

Dias parados – Os sete dias de greve não serão descontados. O Comando Nacional dos Bancários garantiu compensação das horas, de forma que mais da metade do tempo parado será anistiado.

> Dias parados não serão descontados

Assim, quem tem jornada de seis horas compensará até uma hora por dia de 15 a 31 de outubro. Para os que trabalham oito horas, até uma hora por dia entre 15 de outubro e 7 de novembro. Isso vale para bancos privados, Caixa e BB.

(Sindicato dos Bancários de SP)

Bancários: Aumento real é maior do que de outras categorias

São Paulo – Entre as principais categorias em campanha no segundo semestre, os bancários conseguiram conquistar um dos melhores aumentos reais. A proposta apresentada pelos bancos e aprovada pelos bancários representa ganho de 2,02% acima da inflação nos salários e PLR (índice de reajuste de 8,5%), 2,5% no piso (índice de reajuste de 9%), e 5,5% no vale-refeição (índice de reajuste de 12,2%). Esse é o maior ganho real não escalonado conseguido pela categoria desde 1995.

Somados, vale-alimentação (R$ 431,16 ao mês) e vale-refeição (R$ 26 ao dia ou R$ 572 ao mês) vão representar ganho mensal de R$ 1.003 para os bancários.

Nos Correios, por exemplo, após o reajuste de 6,5% ou R$ 200 (o que for maior) conquistado para salários e verbas, esses valores passaram para R$ 971,96 ao mês.

Outras categorias – Os comerciários conseguiram reajuste de 8% para os salários, com aumento real de 1,55%. Na Petrobras o índice foi de 9,71%, o que representa ganho real de 2,33% a 3% somente até o 5º nível, acima disso apenas a inflação – sendo que eles têm 17 níveis.

“O ganho real no nosso piso, com o reajuste de 9% deste ano, soma 42,1% de aumento acima da inflação desde 2004. Com isso, o piso dos bancários passou a R$ 1.796,45: bem maior que a média dos pisos das demais categorias, que de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconomicos) é de R$ 879,04”, explica a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Isso é resultado da luta dos bancários ao lado do Sindicato. Assim temos avançado ano a ano, mantendo direitos e arrancando conquistas para a categoria.” –

(Cláudia Motta, Bancários SP)

Campanha Salarial dos Bancários traz conquistas e manutenção de direitos

São Paulo – Na luta desigual entre bancos e bancários, a organização e união dos trabalhadores ao lado do Sindicato têm garantido tanto a manutenção dos direitos conquistados – e que as empresas sempre querem retirar – como avanços na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Na Campanha Nacional deste ano, além da nova cláusula de combate às metas, está mantida a proibição de publicação de ranking de resultados na venda de produtos e aprimorada a cláusula que coíbe o envio de mensagens para o celular particular dos bancários.

Veja abaixo outros avanços conquistados na Campanha Nacional Unificada 2014

CPA 10 e 20 – Os bancos vão custear os exames de CPA 10 e CPA 20 exigidos pelas instituições financeiras e se o bancário for aprovado. O pagamento não será feito para todas as tentativas, caso o trabalhador não passe.

13º para afastados – Os trabalhadores afastados por doença ou acidente de trabalho receberão o pagamento do adiantamento do 13º salário na complementação salarial.

Reabilitação – Será feita uma mudança de redação na cláusula 44 da CCT, que fala em reabilitação profissional e deverá tratar da questão no retorno ao trabalho. A Fenaban também aceitou fazer o debate com o movimento sindical dos moldes como é feita essa reabilitação, com detecção precoce do problema e realocação no trabalho se necessário.

Celular – Os bancos não podem usar o celular particular dos bancários para enviar mensagens. A cláusula da CCT que prevê esse direito será aprimorada para deixar claro que é proibido qualquer tipo de comunicação e pressão, seja via torpedo, WhatsApp ou outra ferramenta tecnológica que venha a surgir.

Grávidas – Mulheres que forem demitidas e que engravidaram durante o aviso prévio proporcional, serão readmitidas. Os bancos se comprometeram a respeitar a garantia de emprego prevista, sem necessidade de a trabalhadora ter de acionar a Justiça.

Homoafetivos – A opção pela extensão de direitos como o plano de saúde aos casais homoafetivos será feita diretamente aos departamentos de RH ou Gestão de Pessoas e não no local de trabalho. O objetivo é evitar qualquer tipo de constrangimento a quem quiser fazer uso dessa conquista e preservar o trabalhador postulante. Os bancos também têm de divulgar mais esse direito entre os bancários.

Segurança – A Fenaban propôs colocar em prática mais dois projetos piloto: um em região indicada pelo Comando Nacional dos Bancários e outro pelos bancos. O Comando está avaliando essa proposta.

Tecnologia – Serão realizados, periodicamente, seminários para debater as novas tecnologias no trabalho bancário.

Direitos adquiridos – Todos os direitos previstos pela CCT dos bancários – que já conta com 22 anos – estão mantidos em todo o país. Assim, conquistas recentes como o vale-cultura de R$ 50 para os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos e o abono-assiduidade (um dia de folga por ano, para fazer o que quiser) continuam garantidas e podem ser usufruídas por toda a categoria. Em caso de dificuldade, denuncie ao Sindicato.

(Cláudia Motta, Bancários SP)

CCT e aditivos do Banco do Brasil e Caixa serão assinados na segunda, dia 13/10

São Paulo – A Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários será assinada na segunda-feira 13 às 15h, em São Paulo. A proposta feita pela federação dos bancos no dia 3 foi aprovada pelas assembleias na segunda 6 e vem se somar aos direitos da categoria previstos na CCT que já conta mais de 20 anos. Na mesma data, haverá também as assinaturas dos acordos aditivos do Banco do Brasil e da Caixa Federal.

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Com a definição da data, os bancos têm até dez dias para pagar a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados. Essa primeira parcela corresponde, na regra básica, a 54% do salário mais valor fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido. A antecipação da parcela adicional será de 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.837,99. O restante deve ser pago até 2 de março de 2015.

No caso do HSBC, que teve prejuízo no primeiro semestre de 2014, o movimento sindical garantiu o pagamento de R$ 3 mil de participação nos resultados do trabalho para os funcionários. O valor de R$ 2 mil será pago agora, junto com a antecipação da PLR dos demais bancários, e os outros R$ 1 mil em fevereiro de 2015.

Os bancários do Itaú recebem ainda, junto com a primeira parcela da PLR e do adicional, o PCR de R$ 2.080.

Nova CCT – Dentre as conquistas dos trabalhadores na Campanha Nacional Unificada 2014 está o reajuste para os salários e demais verbas em 8,5% (aumento real de 2,02%) e em 9% para o piso (2,49% acima da inflação). O vale-refeição subiu 12,2% (5,5% de ganho real).

Este é o 11º ano consecutivo com aumento real para os salários. Os ganhos acima da inflação já somam 20,7% nos salários, desde 2004. No caso dos pisos, o ganho real nesses últimos anos representa 42,1%.

“Os bancários estão de parabéns. Mesmo diante de um setor que lucra tanto, mas quer sempre economizar às custas dos seus empregados, conseguimos aumentos reais maiores tanto nos salários quanto no piso, além do um reajuste expressivo para o vale-refeição atendendo a uma das principais demandas dos bancários que responderam a consulta feita pelo Sindicato em julho. Isso é resultado da união e organização dos bancários de instituições públicas e privadas de todo o país, ao lado de seus sindicatos”, ressalta a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Outras garantias importantes vieram em relação a saúde e condições de trabalho, além do não desconto dos dias parados. Nossa luta valeu!”, afirma a dirigente, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, que negocia com a federação os bancos.

Caixa – Uma das principais conquistas específicas dos trabalhadores da Caixa foi a aplicação do índice de reajuste de 9% (2,5% de ganho real) no PCS (Plano de Cargos e Salários).

Segundo o diretor do Sindicato e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Dionísio Reis, há muito tempo não havia aumento real do piso nas referências do PCS. “Nossa luta conquistou essa valorização, inclusive para quem não saldou o REG/Replan. Isso é um avanço também nas questões de isonomia”, explica.

(Cláudia Motta, Bancários SP)

Convocação pela base: SEEB-CE chama assembleia para reapreciar proposta feita pelo BNB

Insatisfeitos com a decisão da assembleia do último dia 6/10 que rejeitou por maioria proposta de acordo salarial apresentada pela direção do BNB, centenas de funcionários do Banco, associados ao Sindicato, requereram, com base no artigo 99 do Estatuto Social da Entidade, a realização de uma nova assembleia para “reapreciar proposta para celebração de Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015, com o Banco Nordeste do Brasil S.A”.

Os abaixo-assinados foram protocolados durante todo o dia 08/10/2014 e, em cumprimento do Estatuto, o Sindicato fez divulgar nas unidades do BNB, edital para realização de nova assembleia para a quinta-feira, dia 9 de outubro de 2014, às 18h30 em primeira convocação e às 19h, em segunda e última convocação. A assembleia, de caráter deliberativo, ocorrerá na sede do Sindicato, sito à Rua 24 de Maio, 1289 – Centro.

O mecanismo democrático de convocação de assembleia pela base permite ao Sindicato realizar a nova assembleia, fato que, até então, não havia sido possível em função da decisão de assembleia anterior, defendida pelo grupo de oposição à diretoria do Sindicato.

Em respeito à vontade da maioria, todos devem comparecer nesta quinta-feira à assembleia no Sindicato.

SEGUE O EDITAL DE CONVOCAÇÃO:
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO

OS ASSOCIADOS do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro no Estado do Ceará – SINTRAFI-CE (também denominado Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Ceará), CNPJ nº. 07.340.953/0001-48 e registro sindical MTIC nº 208.327-59, EMPREGADOS DO BANCO DO NORDESTE (BNB), relacionados nos abaixo-assinados protocolados neste Sindicato, nesta data, em consonância com o art. 99 do Estatuto da citada entidade, CONVOCAM todos os empregados da referida Instituição Financeira, sócios e não sócios do Sindicato, para a Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 09 de outubro de 2014, quinta-feira, em primeira convocação, às 18h30min, e em segunda convocação, às 19h00min, na sede do Sindicato, na Rua 24 de Maio, 1289, Centro, Fortaleza-CE, com a finalidade de “reapreciar proposta para celebração de Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015 do BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S.A.”

Fortaleza(CE), 08 de outubro de 2014.

Maria de Lourdes G. Meireles
Maria Inês P. Novais
Rodrigo Bourbon N. Oliveira
Isael Bernardo de Oliveira
e OUTROS

Fonte: SEEB-CE

Greve dos bancários paralisa 346 agências no Ceará

Anderson Pires, Portal CearaNews7

O terceiro dia de greve dos bancários no Ceará foi bastante movimentado e marcado por uma adesão cada vez mais crescente. De acordo com o sindicato da categoria, nesta quinta-feira (02), foram paralisadas 346 em todo o Estado, representando 65,46% de adesão.

Durante este terceiro dia, a greve foi intensificada nos bancos privados, especialmente no Itaú. Uma mobilização de convencimento visitou também alguns ambientes da sede administrativa do BNB no Passaré que ainda funcionam parcialmente.

“A greve está consolidada e os bancários do Ceará estão firmes mostrando sua disposição de luta. Se os banqueiros querem apostar no confronto, nós estamos respondendo com a força da nossa mobilização”, avalia o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

Em defesa do Banco Central

Encerrando o dia, foi realizada uma grande manifestação em frente à sede do Banco Central em Fortaleza, para combater propostas políticas que os bancos colocaram em pauta na agenda da eleição presidencial deste ano, entre elas a independência do BC, a limitação do papel dos bancos públicos e o fim do crédito direcionado. Os bancários promoveram um abraço simbólico no edifício sede do Banco Central em Fortaleza.

O ato foi convocado pelo Comando Nacional dos Bancários e aconteceu em outras cidades onde há sede do Banco Central. No Ceará, a mobilização contou com o apoio de entidades como CUT/CE, Fetamce, Apcef/CE, CTB, AFBNB e outras entidades do movimento civil organizado.

“Nós realizamos essa manifestação contra os banqueiros que querem desvincular o Banco Central do Estado brasileiro, procurando desconstruir a subordinação do BC ao governo e tentando fazer com que a instituição vire o ‘sindicato dos bancos’. Nós trabalhadores não podemos admitir essa atrocidade à democracia brasileira. Essa medida só prejudica a nossa sociedade que ficaria à mercê da tirania dos banqueiros, que passariam a regular a economia brasileira à sua maneira”, alertou o presidente do Sindicato.

Ao final do ato em defesa do BC, foi realizada uma assembleia dos bancários cearenses que aprovaram a continuidade da greve. Nova assembleia só será realizada quando houver proposta da Fenaban.

* Com informações do Sindicato dos Bancários do Ceará

Bancários do Ceará aderem à greve por tempo indeterminado

O Sindicato dos Bancários do Ceará informou, nesta terça-feira (30), que a greve deve ser “forte” em Fortaleza e no interior do estado. “Nosso objetivo é que seja forte e rápida para minimizar os danos para a população”, disse o diretor executivo do sindicato, Clércio Morse, que espera dar celeridade as negociações com o movimento grevista.

Os bancários de bancos públicos e privados decidiram em assembleias realizadas nesta segunda-feira (29) entrar em greve a partir de terça-feira, por tempo indeterminado, segundo informou em nota a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Até as 22h desta segunda, além do Ceará, outros 19 estados e mais o Distrito Federal haviam aderido à greve.

“Essa é uma greve que foi avisada há muito tempo. Sábado teve uma nova rodada de negociação e as propostas melhoraram, mas ainda estão aquém do que estamos pedindo”, disse Morse. Segundo o  sindicalista, as agências bancárias localizadas no Centro de Fortaleza e nos principais corredores financeiros, devem parar nesta terça-feira. “Avenida Bezerra de Menezes, Washington Soares, Gomes de Matos, Santos Dumont, todas estarão paradas hoje”, afirmou.

O que para e o que funciona

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, informou que a greve será iniciada apenas em agências bancárias. Caixas eletrônicos, serviços de teleatendimento e centros administrativos continuam funcionando. Porém, segundo Cordeiro, existe a possibilidade de estender a greve a outros setores se as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) demorarem.

Reivindicações dos bancários
Os trabalhadores que decidiram pela greve pedem reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pede aumento nos valores de benefícios como vale refeição, auxílio creche, gratificação de caixa, entre outros.

Além do aumento de salário e benefícios, os bancários também pedem melhores condições de trabalho com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas.

No sábado (27), o Comando Nacional dos Bancários confirmou o indicativo de greve mesmo após uma nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As instituições financeiras elevaram o reajuste de 7% a 7,35% para os salários, enquanto o aumento no piso da categoria foi de 7,5% para 8%. No entanto, os novos índices foram considerados insuficientes pelos bancários em reunião realizada em São Paulo.

(G1 Ceará)

Bancários fazem assembleia para decidir sobre greve

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco

Os bancários fazem hoje (29) assembleia para organizar a paralisação da categoria, que deve começar amanhã (30). Foi o que informou o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Segundo o comando de greve, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na tentativa de evitar a paralisação, foi considerada “insuficiente, não somente do ponto de vista econômico, mas também porque ignora completamente as demais reivindicações da pauta da categoria”.

Entre as reivindicações dos bancários, estão reajuste salarial de 12,5%; piso salarial de R$ 2.979,25; 14º salário; participação nos lucros e resultados de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247; vales-alimentação e refeição, cesta alimentação, décima terceira cesta e auxílio-creche/babá de R$ 724 ao mês. Outas demadas são:  gratificação de caixa, no valor de R$ 1.042,74; gratificação de função equivalente a 70% do salário do cargo efetivo; e vale-cultura de R$ 112,50 para todos trabalhadores.

Há ainda reivindicações contra as “metas abusivas” apresentadas por chefias e de combate ao assédio moral, bem como isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde. Os funcionários dos bancos querem ainda a manutenção dos planos de saúde na aposentadoria, o fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição de dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Na proposta apresentada pela Fenaban no último sábado (27), os bancos oferecem reajuste de 7,35% para salários e demais verbas salariais (ante os 7% propostos anteriormente). O valor, segundo a entidade, representa aumento real de 0,94% e de 8% para os pisos salariais (reajuste 1,55% acima da inflação).

Insatisfeito com a proposta apresentada pelos bancos, o Comando Nacional dos Bancários decidiu manter o calendário aprovado anteriormente, com greve por tempo indeterminado a partir de amanhã. A decisão será tomada em assembleia nesta segunda-feira.

Segundo o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, a proposta dos bancos precisa melhorar, “não somente na parte econômica, mas também porque não traz nada sobre garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades”.

A Contraf informou que está organizando, para quinta-feira (2), atos em frente à sede e às representações do Banco Central em todo o país. De acordo com a Contraf, esses atos serão também em protesto contra as propostas de independência do Banco Central e em defesa do fortalecimento do papel dos bancos públicos. Cordeiro explica que a autonomia do BC, na forma como tem sido defendida por candidatos à Presidência da República e por seus assessores, são “bandeiras dos bancos privados e da Fenaban, que se chocam frontalmente com as posições que os bancários têm defendido historicamente em suas conferências nacionais e nos congressos”.

Para ele, o Banco Central já desfruta de autonomia , e sua “independência formal” significa “entregar a condução da política macroeconômica do país ao mercado financeiro, roubando uma atribuição constitucional dos governos democraticamente eleitos pela população”

(Agência Brasil)

Bancários do Ceará entram em greve a partir do dia 30/09

A partir do próximo dia 30 de setembro (terça-feira) os bancários entrarão em greve por tempo indeterminado, ou até que os bancos e o Governo apresentem proposta que contemple suas reivindicações. A categoria decidiu pela deflagração da paralisação em assembleia realizada nesta quarta-feira, dia 24/9, no Sindicato dos Bancários do Ceará.  A categoria apreciou as propostas da Fenaban, Caixa, Banco do Brasil e BNB e deliberou pela greve.

A proposta dos bancos de reajuste de 7% sobre todas as verbas e 7,5% sobre o piso, foi rejeitada por unanimidade. As reivindicações sobre emprego, saúde, condições de trabalho, fim das metas abusivas, assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades foram ignoradas pelos bancos.

A aprovação da greve segue orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que avaliou como “insuficientes” as propostas da Fenaban e dos bancos públicos.

“É lamentável que tenhamos que ir à greve para garantir direitos. Vamos mostrar nossa força, pois com nossa mobilização podemos garantir mais conquistas econômicas e sociais. A greve é uma correlação de forças e temos clareza que unidos vamos avançar na contratação e renovação de direitos. Vamos à greve, vamos à luta, vamos à vitória”, bradou o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.

Os bancos possuem todas as condições de atender as reivindicações da categoria, haja vista que, as instituições financeiras que atuam no Brasil têm a mais alta rentabilidade de todo o sistema financeiro internacional. Somente os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de R$ 56,7 bilhões em 2013 e mais R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre deste ano.

Na próxima segunda-feira dia 29/9, haverá uma nova assembleia de caráter organizativo, na sede do Sindicato.


VEJA AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS

> Reajuste salarial de 12,5%.

> PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

> 14º salário.

> Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

> Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

> Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

> Fim das metas abusivas.

> Combate ao assédio moral.

> Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

> Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

> Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

> Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Bancos propõem aumento de 7% no salário e 7,5% para piso

São Paulo – A federação dos bancos (Fenaban) propôs 7% de reajuste para os salários – o índice representa aumento real de 0,61% diante da inflação de 6,35% (INPC). Para o piso, 7,5%, com aumento real de 1,08%.

O Comando Nacional dos Bancários já informou, em mesa, que considera a proposta insuficiente, mas que levará às assembleias para decisão da categoria.

“Além de acharmos que os bancos têm condição de atender nossas reivindicações econômicas, com aumento real maior, valorização do piso e vales, nossa campanha também é para combater os motivos que levam ao adoecimento dos bancários, as metas abusivas, a pressão e cobrança para o cumprimento das mesmas, além da sobrecarga por falta de funcionários. Isso tem de acabar, a categoria não aguenta mais e a proposta da Fenaban não apresenta nada para mudar esse quadro”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando. “Queremos solução também para a discriminação que as mulheres sofrem nos bancos, ganhando em média 24% menos que os homens, apesar de terem mais escolaridade.”

> Dados mostram: bancos podem valorizar categoria

PLR – A proposta da Fenaban prevê que a regra da PLR será mantida, corrigindo os valores em 7%: 90% do salário mais R$ 1.812,58, além da parcela adicional de 2,2% do lucro líquido distribuído linearmente com teto de R$ 3.625,16. Os bancários querem três salários mais R$ 6.247. O lucro dos maiores (BB, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander), que aumentou 16,5% somente no primeiro semestre deste ano, é mais uma prova de que os bancos podem melhorar o que apresentaram.

VA, VR e creche – Os 7% também seriam aplicados aos vales refeição (que passaria de R$ 23,18 ao dia para R$ 24,80), alimentação (de R$ 397,36 para R$ 425,20 ao mês) e auxílio-creche (de R$ 330,71 para 353,86). “Isso é muito pouco, queremos aumento maior. A alimentação fora de casa subiu mais de 10% no último ano e antes do fim do mês os bancários já têm de desembolsar dinheiro para pagar suas refeições. Não dá pra aceitar”, destaca Juvandia.

Tem de mudar essa história – O Comando reforçou junto aos bancos que quer respostas para questões consideradas fundamentais para a categoria. “Queremos o fim das demissões imotivadas e mais contratações, o fim das metas abusivas, que mudam todos os dias e geram assédio moral, a criação de mecanismos que promovam igualdade de oportunidades nos bancos e acabem com a discriminação contra as mulheres, além da adoção de medidas que ampliem a segurança para trabalhadores e clientes nas agências”, reforça Juvandia.

Na rodada do dia 17 os bancos apontaram alguns avanços, no entanto para essas outras reivindicações ainda não houve proposta (clique aqui).

“Os bancários não aguentam mais pressão, adoecem de forma epidêmica, vivem dificuldades de ascensão profissional e temem a insegurança nos locais de trabalho. Se quiserem mesmo encerrar a Campanha 2014 sem conflito, como disseram, tudo isso precisa mudar. Se não apresentarem uma nova proposta que atenda nossas reivindicações, estarão empurrando os trabalhadores à greve por mais um ano seguido”, completa a presidenta do Sindicato.

Públicos – Os bancários estão cobrando que os bancos públicos marquem novas rodadas de negociação, antes do dia 25, para apresentar suas propostas específicas, de forma que possam ser analisadas pelas assembleias em todo o Brasil.

Calendário – O Comando indica a realização de assembleias até o dia 25, com indicativo de greve a partir de 30 de setembro.

As datas respeitam a lei, de forma que uma possível paralisação não seja considerada abusiva. Assim, após as assembleias do dia 25, são necessárias 72 horas entre o aviso à população e à Fenaban (que deve ser feito no dia 26, em jornal de grande circulação) e o início da paralisação prevista para o dia 30. No dia 29, outra assembleia deve ser realizada, seja para apreciar nova proposta que venha a surgir ou para organizar o movimento grevista. “Temos obrigação de respeitar todos os prazos da lei de greve para preservar os direitos dos bancários, para que não possam ser ameaçados com demissões como ocorreu com os metroviários, por exemplo”, explica Juvandia.

No dia 2 de outubro, os trabalhadores promovem atos em todo o Brasil contra a independência do Banco Central, que vem sendo aventada pelo programa político de candidatos à Presidência da República. “A independência do BC só interessa aos bancos, é ruim para os bancários e para toda a sociedade”, finaliza a dirigente sindical.

Cláudia Motta -Sindicato dos Bancários de SP

Mudou de ideia, de novo: Marina corrige rota e diz que “pré-sal será mantido

247 – A candidata do PSB, Marina Silva, afirmou não ser verdadeira a afirmação de que ela não irá tratar o pré-sal como prioridade caso seja eleita presidente da República. “O pré-sal continua com a prioridade, mas também haverá outras prioridades”, disse a presidenciável nesta quarta-feira 3, em sabatina ao portal G1, da Globo. Segundo ela, os recursos para a exploração “serão mantidos”.

No último debate presidencial, realizado por Folha, Uol, SBT e Jovem Pan, a presidente Dilma Rousseff questionou Marina sobre o fato de ela não tratar com prioridade essa “riqueza tão invejada pelo mundo”. Hoje, Marina reafirmou que pretende investigar em outras fontes de energia, como etanol, eólica e de biomassa, mas que, para isso, não é necessário transferir recursos.

“Não há necessidade de tirar recursos do pré-sal para investir no etanol. O pré-sal vai gerar riquezas para investir em educação, tecnologia e inovação para que possamos investir em outras fontes”, disse Marina aos jornalistas Tonico Ferreira, da TV Globo, e Nathalia Passarinho, do G1. Ela também disse que, em um eventual governo, pretende “corrigir as políticas erráticas que foram tomadas em relação aos combustíveis”.

Questionada sobre o uso, pelo PSB, do avião comprado por empresas fantasmas, Marina afirmou que ele “está sendo declarado na conta do Eduardo [Campos, que morreu na tragédia com o jato]. Já foi encaminhado para a Justiça dessa forma e, além do esforço que o partido fez para dar todos os esclarecimentos, existe uma investigação da Polícia Federal em relação à problemática dos empresários (…). A declaração do uso do serviço é na conta do candidato e acreditamos que isso está esclarecido”, disse.

Marina voltou a dizer que não há contradição em sua aliança com Beto Albuquerque (PSB), candidato a vice, por ele ter aceitado doações de campanha da indústria de armas, o que vai contra os princípios da presidenciável. Segundo Marina, “a aliança se baseia no programa – que eu e Eduardo acordamos” e está “inteiramente coerente com a nova política”. A candidata ressaltou que “é um engano imaginar” que a nova política será feita por ela ou pelo vice. “É a sociedade brasileira [quem fará]”.

Sobre se aceitará apoio do PSDB num eventual segundo turno, disse que “assunto de segundo turno a gente trata no segundo turno”, acrescentando que “respeita os adversários”. Quanto às chances de vencer em primeiro turno, fez uma imagem: “devemos andar de sandálias com solas de algodão”, fazendo menção ao cuidado que deve ter com este tema: “quem decide é o cidadão”. Marina Silva voltou a afirmar que pretende governar com “pessoas de bem”, que é contra a reeleição – “meu governo será de quatro anos” – e insistiu por diversas vezes que pretende “corrigir os erros” do governo Dilma.

Abaixo, reportagem da Reuters sobre a entrevista:

Marina diz que “medo” é a pior forma de se fazer política

BRASÍLIA (Reuters) – Em resposta às insinuações de que pode ser um novo Jânio Quadros ou outro Fernando Collor de Mello, ex-presidentes que não concluíram seus mandatos, a presidenciável Marina Silva (PSB), afirmou nesta quarta-feira que o “medo” é a pior forma de fazer política.

Em entrevista ao portal de notícias G1, Marina afirmou que a utilização do medo na campanha é semelhante ao “terrorismo” feito contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição de 2002.

“Infelizmente quem está querendo ressuscitar o medo é a presidente Dilma (Rousseff, PT). E a pior forma de se fazer política é pelo medo”, disse a candidata, em entrevista ao portal de notícias G1 nesta quarta-feira.

“Eu prefiro fazer política pelas duas coisas que orientaram a minha vida: pela esperança e pela confiança”, disse a candidata do PSB.

Na terça-feira, a propaganda de Dilma na TV exibiu trechos em que um locutor questiona a governabilidade de um eventual governo de Marina, citando Jânio e Collor como momentos em que o país escolheu “salvadores da pátria” e “chefes do partido do eu sozinho”. Jânio renunciou e Collor sofreu impeachment.

No mesmo dia, mais tarde, o vice na chapa da candidata do PSB, Beto Albuquerque, classificou as comparações como lacerdismo e golpismo. Antes de Albuquerque, a própria Marina já havia rebatido a comparação, citando sua atuação na política para afirmar que “a sociedade brasileira” conhece seus valores e sua luta “há mais de 30 anos”.

ERROS E MINISTÉRIOS

Ao ser questionada sobre as erratas de seu programa de governo, Marina aproveitou para alfinetar Dilma, afirmando que a atual gestão não reconhece seus erros, principalmente na condução da economia.

“Agora mesmo nós temos inflação alta, nós temos os juros altos, baixo crescimento, e não há o reconhecimento por parte do governo dos problemas que nós temos”, disse.

“Quem persiste no erro, não reconhece o erro, são aquelas que causam maiores prejuízos ao país.”

A candidata, que tem reafirmado compromissos com programas sociais e ampliação de recursos para áreas como a saúde, defendeu a eficiência dos gastos públicos como forma de gerar fontes para essas promessas de campanha.

Em declarações anteriores, Marina já havia sugerido a reavaliação da política de desonerações do governo, e a “qualificação” dos gastos públicos.

Nesta quarta, a ex-senadora apostou no crescimento da economia para gerar espaço a esses investimentos e ainda em um enxugamento da máquina pública, incluindo a redução de ministérios.

“A decisão de que vamos fazer essa redução (de ministérios) está tomada. Agora quais serão reduzidos, isso é algo que você faz no momento em que você é eleito, na hora em que você está fazendo a transição”, afirmou. “Ninguém pode ficar fazendo qualquer tipo de ilação se você ainda não tem os dados, não está à frente do processo.”

Marina defendeu ainda o critério da “competência” para a escolha de ocupantes de cargos públicos, dirigindo suas críticas especialmente a nomeações para a Petrobras, e agências reguladoras.

PSB E REDE

Sobre sua permanência no PSB, partido que a acolheu em outubro do ano passado, quando teve frustrada a tentativa de criar sua prórpia sigla, Marina não foi clara, apesar de afirmar que tão logo seja possível, a Rede Sustentabilidade será formalizado por seus apoiadores, que já constituíram diretórios em todas as unidades federativas.

“Eu vou continuar como presidente da República, eleita pelo PSB, porque eu não quero instrumentalizar esse lugar. A Rede Sustentabilidade vai ter o meu apoio sempre, e teria o apoio de Eduardo Campos, mas nós estamos imbuídos de governar com todos os partidos”, disse.

A presidenciável afirmou ainda que tem o compromisso de “ajudar o PSB a encontrar a sua estabilidade política interna” após a trágica morte de Eduardo Campos em um acidente de avião no mês passado.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello, via Brasil 247)

SEEB-CE lança Campanha Salarial 2014 nesta sexta, 15/08, no Clube da Caixa

O Sindicato dos Bancários do Ceará realiza o lançamento oficial da Campanha Nacional dos Bancários 2014 na próxima sexta-feira, 15/8 (feriado municipal de Nossa Senhora da Assunção), a partir das 10h, no Clube da Caixa (Av. Frei Cirilo, 4700 – Messejana).

O lançamento da campanha, cujo mote deste ano é #QueremosMais (mais emprego, salário, saúde, segurança, igualdade), terá roda de samba, feijoada grátis e clone de cerveja, refrigerante ou água (você compra uma ficha por R$ 4,00 e recebe outra).  Além disso, haverá o sorteio de uma TV de 40 polegadas e um tablet.

Será disponibilizado ainda espaço para a criançada com acesso à piscina, parque aquático e brinquedoteca, além de distribuição de algodão doce e pipoca.

Participe! Traga a sua família para juntos conquistarmos mais direitos e construirmos uma Campanha vitoriosa!

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Comando Nacional dos Bancários entrega pauta de reivindicações aos bancos no dia 11

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, fará a entrega da minuta de reivindicações da categoria para a Fenaban no próximo dia 11 de agosto (segunda-feira), às 11 horas, em São Paulo. A pauta foi aprovada na 16ª Conferência Nacional, realizada de 25 a 27 de julho, em Atibaia (SP), com a participação de 634 delegados e delegados de todo o país.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,5%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.979,25 em junho), PLR maior, mais empregos, fim da terceirização, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, e igualdade de oportunidades, dentre outras demandas.

“Vamos entregar para a Fenaban a pauta de reivindicações aprovada democraticamente na 16ª Conferência Nacional, construída a partir de consultas aos bancários e encontros estaduais e regionais realizados em todo o país”, destaca Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Também vamos organizar com o Comando o lançamento da campanha em todo o país para impulsionar o processo de mobilização, a fim de que haja avanços concretos nas negociações com os bancos, pois com os lucros acumulados eles possuem todas as condições para atender as demandas da categoria”, ressalta.

Principais reivindicações

Reajuste salarial de 12,5%.

PLR: três salários mais R$ 6.247.

Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Contraf-CUT

Campanha Salarial 2014: Bancários querem 12,5% de reajuste e melhores condições de trabalho

Crédito: Caetano Ribas/Contraf-CUT

Rede de Comunicação dos Bancários

A 16ª Conferência Nacional dos Bancários aprovou na plenária final, realizada neste domingo 27 em Atibaia (SP), a estratégia, o calendário e a pauta de reivindicações da Campanha 2014, que terá como eixos centrais reajuste de 12,5%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.979,25 em junho), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.

Participaram da Conferência, aberta na sexta-feira 25 no hotel Bourbon Atibaia, 697 bancários de todo o país, dos quais 634 delegados eleitos nas conferências regionais e estaduais (entre eles 442 homens e 192 mulheres), além de 63 observadores.

“Foi uma conferência extraordinária que nós fizemos aqui em Atibaia, com a participação de quase 700 bancários de todo o Brasil, mostrando que todos os estados estão participando e querendo mais do que nunca mobilizar os bancários para que a gente possa fazer com que as condições de trabalho nos bancos possam ser melhoradas, principalmente acabar com o assédio moral”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Nós queremos um emprego decente para acabar não só com a rotatividade perversa, que reduz salários, mas acima de tudo queremos garantia de emprego e que todo o trabalhador tenha a tranquilidade de saber que vai continuar empregado pelo bom trabalho que faz dentro dos bancos. Nós saímos daqui fortalecidos”, acrescenta Cordeiro.

Principais reivindicações aprovadas na Conferência

> Reajuste salarial de 12,5%.

> PLR: três salários mais R$ 6.247.

> Piso: R$ 2.979,25 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, fim da rotatividade, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF. Além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas. Veja aqui a Carta de Atibaia, manifesto dos bancários contra a terceirização aprovado pela Conferência.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

> Prevenção contra assaltos e sequestros. Cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências. Fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Agenda política

Os 634 delegados que participaram da 16ª Conferência também aprovaram uma agenda política, com temas importantes da conjuntura nacional que precisam ser discutidos com os bancários e com a população, como marco regulatório da mídia visando democratizar as comunicações, Conferência Nacional do Sistema Financeiro, Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e defesa da plataforma da classe trabalhadora.

Calendário de luta

O Comando Nacional dos Bancários se reunirá nos próximos dias para definir a data de entrega da pauta de reivindicações à Fenaban e o calendário de negociações, assim como as assembleias para aprovação da minuta e a data das seguintes atividades:

> Dia Nacional de Luta pela Segurança.

> Dia Nacional de Luta contra a Terceirização.

> Dia Nacional de Luta pelo Emprego.

> Paralisação nacional de duas horas contra as metas abusivas.

> Dia Nacional de Luta no Santander.

> Mobilização Nacional pelo Plebiscito da Reforma Política.

> Mobilização Nacional pela Democratização da Mídia.

14 e 15/8 – Participação massiva dos sindicatos no Seminário Nacional sobre “A Terceirização no Brasil: Impactos, resistências e lutas”, em Brasília.

Delegados aprovam apoio à reeleição de Dilma

A 16ª Conferência Nacional também aprovou resolução de apoio à reeleição da presidenta Dilma Roussef, por avaliar que ela representa a melhor opção para os trabalhadores dentre os dois projetos que estarão em disputa na eleição de outubro.

O outro projeto representa o retorno ao governo das forças conservadoras e neoliberais, as mesmas que na década de 1990 privatizaram empresas públicas, retiraram direitos, congelaram salários e fizeram demissões em massa no BB e na Caixa, enfraquecendo seu papel de bancos públicos voltados para o fomento do desenvolvimento econômico e social.

Além de dar o apoio, os bancários vão cobrar da presidenta Dilma Roussef que mude a gestão do Banco do Brasil, hoje mais voltado para o mercado tal qual o Itaú e o Bradesco, distante do seu papel de banco público, e fortaleça o seu papel de banco público. Também vão exigir da presidenta que o BB melhore as condições de trabalho e respeite mais seus trabalhadores.

Conferência Nacional dos Bancários começa nesta sexta-feira com transmissão ao vivo

Evento reunirá cerca de 700 delegados, delegados e observadores

A 16ª Conferência Nacional dos Bancários, que aprovará a estratégia e a pauta de reivindicações da Campanha 2014, começa nesta sexta-feira 25 no Hotel Bourbon Atibaia (Rodovia Fernão Dias, km 37,5), em Atibaia (SP). A Contraf-CUT transmitirá ao vivo aqui no site, por webtv, a abertura e as palestras de especialistas sobre os temas da campanha. Estão inscritos para a Conferência, que termina no domingo 27, cerca de 700 delegados, delegadas e observadores de todo o país.

Haverá painéis sobre conjuntura, sistema financeiro e mundo do trabalho, bem como estarão em debate as propostas aprovadas nas conferências estaduais e interestaduais e encontros preparatórios em todo o país. Também acontecerá a apresentação dos resultados da consulta feita pelos sindicatos aos bancários para ouvir as prioridades de cada colega para a campanha deste ano.

Os quatro grandes eixos temáticos são: emprego (corte/demissões, rotatividade e terceirização); reestruturação produtiva no sistema financeiro (banco de futuro, correspondentes bancários e bancos pelo celular); remuneração (aumento real, piso salarial e PCS); e condições de trabalho (metas e segurança bancária). Os trabalhos em grupos serão também permeados pela discussão da estratégia da campanha.

“Vamos realizar mais uma grande conferência nacional, coroando esse processo democrático e participativo de construção da campanha, que valoriza a opinião de cada bancário e bancária desde o local de trabalho. E com ousadia, unidade e mobilização, vamos enfrentar os desafios da conjuntura atual e buscar novos avanços para a categoria e a classe trabalhadora”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Na plenária final da 16ª Conferência, será aprovada a pauta nacional de reivindicações, que será entregue para a Fenaban, a fim de ser negociada com os bancos para a renovação da convenção coletiva de trabalho dos bancários. “Com os lucros gigantescos acumulados, os bancos não têm motivos para negar o atendimento das demandas da categoria”, ressalta.

PROGRAMAÇÃO

Sexta, 25 de julho

8h30 às 18h – Credenciamento

9h30 às 11h – Painel sobre Emprego e Reestruturação Produtiva (ao vivo)

Palestrantes:
Dr. Grijalbo Fernandes Coutinho, juiz do Trabalho.

Ana Tércia Sanches, diretora do Seeb São Paulo, pesquisadora do Centro de Pesquisas 28 de Agosto, especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo pela Unicamp e doutoranda em Sociologia pela USP.

Vivian Machado Bárbara Vasquez, técnicas do Dieese/Subseção Contraf-CUT.

11h às 12h30 – Painel sobre Condições de Trabalho e Remuneração (ao vivo)

Palestrantes:
Dr. Roberto Heloani, especialista em organização do trabalho da Unicamp e FGV.

Ademar Orsi, doutor em Administração de Empresas pela FEA/USP.

Regina Camargos, coordenadora da Rede Bancários do Dieese.

12h30 às 14h30 – Almoço e check-in hotel

14h30 às 16h – Painel “Em Defesa da Democracia – Ditadura Nunca Mais” (ao vivo)

Palestrantes:
Adriano Diogo, deputado estadual (PT), presidente da Comissão da Verdade Rubens Paiva da Assembleia Legislativa de SP.

Rose Nogueira, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, ex-presa política, companheira de cela de Dilma Roussef. Veja aqui quem é Rose Nogueira em vídeo de dois minutos produzido pela Fundação Perseu Abramo.

16h às 18h – Painel do Plebiscito sobre Constituinte do Sistema Político (ao vivo)

Palestrante:
Vagner Freitas, presidente da CUT.

19h – Abertura solene da 16ª Conferência Nacional dos Bancários (ao vivo)

Sábado, 26 de julho

8h30 às 13h – Credenciamento

9h às 9h30 – Votação de Regimento Interno

9h30 às 10h – Apresentação dos resultados da consulta aos bancários

10h00 às 12h30 – Análise de conjuntura

12h30 às 14h – Almoço

Após o almoço, o Sindicato de Guarulhos promoverá a apresentação da peça teatral “Tito – É melhor morrer do que perder a vida”, sobre a vida de Frei Tito, preso e torturado pela ditadura militar e depois exilado na França, onde se suicidou.

14h às 18h – Trabalho em grupos

Grupo 1 – Emprego (Corte de postos de trabalho/Rotatividade/Terceirização)

Grupo 2 – Reestruturação Produtiva no Sistema Financeiro (Banco do Futuro/Correspondentes Bancários/Bancos pelo celular)

Grupo 3 – Remuneração (Aumento real/ PCS /Piso salarial/PLR)

Grupo 4 – Saúde e Condições de Trabalho (Metas/Assédio moral/Segurança Bancária)

Todos os quatro grupos discutirão Estratégia de Campanha.

19h – Jantar e confraternização.

Domingo, dia 27

9h30 às 9h45 – Apresentação da campanha de mídia

9h45 às 13h – Plenária geral

Fonte: Contraf-CUT

Comando Nacional dos Bancários faz reunião para organizar Campanha Salarial 2014

No próximo dia 17 de julho, às 10h, em São Paulo (SP), o Comando Nacional dos Bancários se reúne para concluir os preparativos à 16ª Conferência Nacional dos Bancários, evento que reunirá no Hotel Bourbon Atibaia (Rodovia Fernão Dias – Km 37,5) 695 representantes dos trabalhadores do sistema financeiro de todo o País, entre os dias 25 e 27 de julho, em Atibaia (SP). Essa conferência discutirá os principais problemas da categoria e definirá a pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano.

Para construir a unidade nacional da categoria bancária, de modo a enfrentar os banqueiros com mobilização e luta, todos os sindicatos e federações de bancários vinculados à Contraf/CUT estão convocados para a reunião do Comando. O desafio, nesse caso, é realizar uma nova campanha salarial vitoriosa.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

30º Conecef aprova pauta dos empregados para Campanha Nacional 2014

Crédito: Augusto Coelho – Fenae

O 30º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), encerrado no domingo, dia 8/6, no Hotel Holiday Inn, no Parque Anhembi, em São Paulo, definiu a pauta de reivindicações específicas a ser negociada com a direção do banco na Campanha Nacional dos Bancários 2014 e na mesa de negociações permanentes. O evento reuniu 360 delegados, dos quais 230 homens e 130 mulheres.

Os delegados do 30º Conecef reafirmaram a estratégia de campanha nacional unificada dos trabalhadores dos bancos públicos e privados, bem como aprovaram o apoio à reeleição de Dilma Rousseff para a Presidência da República, como forma de buscar ampliar as conquistas sociais e impedir a volta do projeto neoliberal.

Foram aprovadas ainda moções de apoio à plataforma de reivindicações dos trabalhadores para os candidatos às eleições deste ano. Entre as principais propostas estão o fim do fator previdenciário, contra a privatização do patrimônio público, mais contratações na Caixa para melhorar as condições de trabalho, o fim da terceirização e dos correspondentes bancários, a defesa da Caixa como banco público, a reforma agrária, o fim das isenções fiscais das grandes empresas e mais verbas para educação, saúde e transporte público.

“O maior fórum dos empregados da Caixa pautou suas especificidades e a defesa de uma campanha unificada dos trabalhadores dos bancos públicos e privados. O Conecef mostrou que os empregados estão mobilizados”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará

Veja as principais reivindicações aprovadas

Intensificar a luta por mais contratações

Uma das principais deliberações diz respeito à intensificação da luta por novas contratações. O propósito é para que a Caixa atinja o mínimo de 130 mil empregados, tendo em vista dois fatores: a substituição dos trabalhadores terceirizados e o aumento das demandas em razão da ampliação dos programas sociais do governo federal. Uma constatação: a política de contratação de pessoal, além de urgente, tem estreita relação com condições dignas de trabalho e reforça ainda o papel da Caixa como agente de políticas públicas, sem negligenciar as funções de banco comercial.

Outra prioridade será a luta pelo f im do trabalho gratuito, com jornada de 6h para todas as funções sem redução salarial e com extinção do registro de horas negativas no Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon). Os delegados do 30º Conecef aprovaram o pagamento das horas extras integralmente, a todos os empregados, e não mais a compensação.

A questão da carreira esteve em debate. Nesse particular, uma das reivindicações é a criação de um comitê de acompanhamento dos Processos Seletivos Internos (PSIs) e do Bancop, com a participação dos empregados. Também será reivindicada a concessão de um delta a cada dois anos pelo período em que não houve promoção por mérito nos Planos de Cargos e Salários (PCSs) de 1989 e 1998.

Isonomia de direitos

Na Campanha 2014, um dos pontos centrais da mobilização será a isonomia entre empregados novos e antigos, com a extensão da licença-prêmio e do anuênio para todos os trabalhadores. Foi aprovada, para isso, a realização de um encontro nacional da isonomia, cabendo à Contraf-CUT e CEE/Caixa organizá-lo. A data indicativa é 30 de agosto de 2014.

A proposta prevê ainda que as federações de bancários realizem encontros estaduais ou regionais de isonomia para a eleição de delegados ao evento nacional, na mesma proporção do Conecef. Um dos objetivos é deliberar e organizar uma agenda nacional de mobilização.

Fim do assédio moral e melhorias no Saúde Caixa
O 30º Conecef aprovou também o fortalecimento da luta pelo respeito à jornada de trabalho. Nos debates em grupos, os delegados do evento reafirmaram que a extrapolação do horário de trabalho, o assédio moral, as metas abusivas e a pressão por produtividade são elementos que mais impactam negativamente na saúde do trabalhador da Caixa e precisam ser combatidos para melhorar as condições de trabalho e trazer qualidade de vida aos empregados.

Foram aprovadas ainda a necessidade de ampliação dos serviços do Saúde Caixa e o melhoramento da sua rede credenciada, assim como a criação de um programa de fornecimento de medicamentos com preços diferenciados, além da otimização da gestão do plano. A proposta é de que sejam criadas estruturas específicas do Saúde Caixa e Saúde do Trabalhador, tendo no mínimo uma por estado e com representação nas Superintendências Regionais (SRs).

Foi referendada a importância da destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias na cobertura de atendimento e na rede credenciada do plano. Quanto à eleição de representantes dos empregados no Conselho de Usuários do Saúde Caixa, a deliberação é para que seja estabelecido quórum mínimo de 50% mais um em turno único.

Mais democracia na gestão da Funcef

A exigência de mais democracia na gestão da Funcef, sobretudo no que diz respeito ao fim do voto de Minerva nas instâncias de decisão (conselhos e diretoria), também esteve presente nos debates do 30º Conecef. Será dada ênfase para a luta contra o uso desse instrumento antidemocrático, como também por mudança na legislação, de modo a promover a completa extinção do voto de Minerva. Outra luta é pelo fim do fator previdenciário.

O plenário do 30º Conecef aprovou ainda dois outros itens: a necessidade de estudar e analisar o aperfeiçoamento do processo das eleições na Funcef, para que seja apreciada no Conecef do próximo ano. O objetivo, nesse caso, é constituir um GT com o compromisso de elaborar uma proposta de melhoria do regimento eleitoral da Fundação. Também foi aprovada a convocação de representantes de entidades e de tendências políticas que atuam no movimento, para que seja feita uma imersão na Funcef, a quem caberá abrir os arquivos sobre investimentos e outras questões consideradas pertinentes.

Outras importantes deliberações foram a conclusão do processo de incorporação do REB pelo Novo Plano, o fim das discriminações aos participantes do REG/Replan não-saldado, a justiça às mulheres pré-79 e a composição dos órgãos de gestão da Funcef apenas por empregados da Caixa participantes da Fundação, dentre outras.

Foi aprovada a luta pelo reconhecimento por parte da Caixa do Complemento Temporário Variável de Ajustes de Mercados (CTVA) como verba salarial para fins de aporte à Funcef. Ainda foi aprovada a intensificação da campanha entre os empregados para que aumente o número de participantes da Funcef.
Mais seguranças nas agências e postos

O congresso aprovou diversas reivindicações relativas à segurança bancária, com destaque para a retomada do modelo de agência segura pela Caixa, instalação de portas giratórias com detector de metais em todos os estabelecimentos, colocação de divisórias entre os caixas, proibição de transporte de valores por bancários e fim do atendimento de empregados no espaço dos caixas eletrônicos das agências. Será reivindicado à Caixa o cumprimento do plano de segurança aprovado pela Polícia Federal. Nesse caso, as agências não devem ser abertas caso o plano não seja cumprido em todos os seus pontos.

Organização do movimento

No debate referente à organização do movimento, um dos principais destaques é a manutenção do atual modelo de realização do Conecef: os delegados são eleitos em fóruns preparatórios de caráter regional ou estadual, na proporção de 1 para 300 empregados por estado. Foi aprovada a meta de 50% de participação das mulheres no próximo congresso. As entidades sindicais devem levar no mínimo 40% de gênero para o evento. O aumento da participação das mulheres nos eventos que representam a categoria vem sendo construído gradativamente.

Ficou mantido o formato atual da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), ficando assim a composição dessa instância: um representante da Contraf-CUT, um representante de cada federação e um representante dos aposentados indicado pela Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa (Fenacef). A coordenação ficará a cargo de Fabiana Matheus.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

25º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil aprova pauta de demandas específicas

O 25º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprovou no último domingo, dia 8/6, em São Paulo, ao final de três dias de discussões, a pauta de reivindicações específicas da Campanha Nacional dos Bancários de 2014. Participaram do encontro, realizado no Hotel Holiday Inn, 306 delegados de todo o País, dos quais 216 homens e 90 mulheres.

“O Congresso foi muito produtivo nos debates e conseguiu construir o maior número de propostas por consenso dos últimos anos em torno dos quatro eixos debatidos, que são remuneração e condições de trabalho, saúde e previdência, organização do movimento e Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional”, avalia Wagner Nascimento, novo coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Wagner assumiu a coordenação da Comissão de Empresa na abertura da plenária final do 25º Congresso.

“Essa unidade ajuda a criar boas condições para a negociação com o banco. Em propostas divergentes e polêmicas, conseguimos avaliar e votar e ao final do processo aprovar uma pauta de reivindicações rica para a campanha nacional. Além disso, aprovamos pautas e resoluções de cunho político e social, e com isso ampliando a participação dos funcionários do BB nas discussões da sociedade”, acrescenta.

“Neste Congresso, os companheiros e as companheiras do BB deram demonstração de unidade e força, sinalizando que nesta Campanha Nacional que se inicia, a categoria está preparada para uma forte mobilização’
Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

Veja as principais reivindicações aprovadas:

Remuneração e condições de trabalho
Os delegados aprovaram a intensificação da luta pelo PCR, por mais contratações e por melhores condições de trabalho, sem assédio moral. O PCR deve valorizar o funcionalismo, estipulando como piso o salário mínimo do Dieese e o interstício na tabela de antiguidade de 6%, um valor maior das letras de mérito e com um tempo menor para adquirir os méritos (um ano e meio por letra). Fortalecer a luta pela instituição de processos de seleção interna e o fim dos descomissionamentos, bem como pelo aumento do número de funcionários, tanto na rede como na área-meio.

 

Saúde e previdênciaEsses dois temas trouxeram muito consenso entre as diversas forças do movimento, quase não havendo divergências quanto à prevenção e preservação da saúde dos trabalhadores. Em relação à Cassi, os delegados aprovaram a defesa do princípio da solidariedade e da prioridade na prevenção e na qualidade de vida, em vez do modelo curativo.
Também aprovaram o fortalecimento do programa Estratégia de Saúde da Família e a Cassi para todos os funcionários, sem discriminação dos bancários oriundos dos bancos incorporados.
Sobre a Previ, o 25º Congresso reiterou a campanha pelo fim do voto de minerva no Conselho Deliberativo, pela volta da consulta ao corpo social, pela eleição do diretor de Participações e pela redução da Parcela Previ, além de exigir que o banco acate a adesão dos funcionários oriundos dos bancos incorporados.

Organização do movimento
Os delegados presentes ao 25º Congresso reafirmaram a estratégia de campanha nacional unificada, com negociação de mesa única na Fenaban e mesas concomitantes para discutir as questões específicas do BB, além do modelo construído pela categoria de comissões de empregados que assessoram a Contraf-CUT nas negociações específicas com os bancos. Também apoiaram o fortalecimento dos fóruns da categoria (sindicatos, federações, Contraf-CUT, Comissão de Empresa e Comando Nacional dos Bancários), a mobilização e a unidade nacional da categoria.

BB e sistema financeiro nacional
Com dados trazidos pelo Dieese e pelo Caref Rafael Matos, os delegados fizeram um amplo debate sobre a importância do fortalecimento do BB como banco público voltado para o financiamento da produção e do desenvolvimento econômico e social do País. Defenderam ainda a internacionalização do BB e a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, que trata do Sistema Financeiro Nacional.

Apoio à reeleição de Dilma
O 25º Congresso também aprovou resolução de apoio à reeleição da presidenta Dilma Roussef, por avaliar que ela representa a melhor opção para os trabalhadores dentre os dois projetos que estarão em disputa na eleição de outubro. O outro projeto representa o retorno ao governo das forças conservadoras e neoliberais, as mesmas que na década de 1990 privatizaram empresas públicas, retiraram direitos, congelaram salários e fizeram demissões em massa no BB e na Caixa, enfraquecendo seu papel de bancos públicos voltados para o fomento do desenvolvimento econômico e social.
Além de dar o apoio, os bancários vão cobrar da presidenta Dilma Roussef que mude a gestão do Banco do Brasil, hoje mais voltado para o mercado tal qual o Itaú e o Bradesco, distante do seu papel de banco público, e fortaleça o seu papel de banco público. Também vão exigir da presidenta que o BB melhore as condições de trabalho e respeite mais seus trabalhadores.

Liberdade sindical aos bancários nos EUA
O 25º Congresso aprovou ainda uma moção para que o BB assine acordo de neutralidade que permita a seus funcionários nos Estados Unidos o início de processo de organização sindical e de sindicalização. Os bancários norte-americanos não possuem sindicato e a Contraf-CUT está trabalhando em parceria com a central sindical CWA, do setor de serviços e telecomunicações, para que os funcionários do BB criem a sua entidade sindical naquele país.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Congresso dos Funcionários do BNB aprova pauta com 57 reivindicações específicas

Crédito: Seeb Ceará

Cento e onze delegados inscritos no XX Congresso Nacional dos Funcionários do BNB aprovaram por maioria de votos pauta de reivindicações específicas a ser entregue à direção do Banco de acordo com agenda da campanha nacional dos bancários deste ano, a ser definida pela Contraf-CUT e Comando Nacional da categoria. O evento aconteceu nos dias 30 e 31/5, em João Pessoa (PB).

Da pauta constam 57 cláusulas abrangendo os temas Emprego e Remuneração; Banco Público; Saúde e Previdência e Organização e Mobilização. A democratização da gestão do BNB e da Camed e Capef e a prevalência da meritocracia no processo de concorrência para funções em comissão foram destacadas como importantes reivindicações a serem alcançadas.

Outros assuntos aprovados considerados prioritários foram a implantação do novo Plano de Cargos e Remuneração, a valorização do salário de ingresso do PCR com desdobramento em toda a curva salarial e o combate à terceirização e à extrapolação da jornada de trabalho. Isonomia entre novos e antigos funcionários e a reintegração de demitidos na gestão Byron Queiroz também foram confirmados na pauta específica de reivindicações.

Debate – Na abertura do evento foi realizado debate sobre conjuntura nacional e o papel do BNB. Pela primeira vez na história dos congressos de funcionários, o presidente do BNB esteve presente ouvindo reivindicações diretamente dos funcionários oriundos de bases sindicais onde o BNB atua.

Nelson Antônio de Souza teve a sua coragem e compromisso reconhecidos pela maioria dos delegados participantes que declararam enxergar no atual presidente do Banco um executivo com perfil técnico e visão política, capaz de dialogar com sinceridade e honestidade sobre os problemas enfrentados pela Instituição e seu corpo funcional.

Momento emocionante no Congresso foi a exibição de vídeo mostrando a resistência de um dos líderes do movimento contra a ditadura militar no Brasil.

O filme Jayme Miranda – Memórias de Sangue (o título da obra se refere ao avô do colega Thiago Miranda – diretor do Sindicato dos Bancários de Alagoas) foi exibido para mostrar às novas gerações o que foi o período de terror instalado há 50 anos pelos militares, através de um golpe, que perdurou até 1985, quando um civil voltou a ocupar a Presidência da República, iniciando o processo de redemocratização no País.

Confira as principais deliberações do Congresso dos Funcionários do BNB

• Democratização da gestão do BNB;

• Democratização das gestões de Camed e Capef;

• Prevalência da meritocracia nos processos de concorrência para funções em comissão;

• Implantação do novo Plano de Cargos e Remuneração (PCR);

• Valorização do salário de ingresso com desdobramento em toda a curva;

• Combate à terceirização;

• Combate à extrapolação da jornada de trabalho;

• Isonomia;

• Reintegração de demitidos irregularmente na gestão Byron

“Foi um encontro muito positivo em que debatemos temas importantes para o funcionalismo do BNB. Desses debates, construiremos a pauta de reivindicações específicas que será entregue à direção do Banco e, com a mobilização de todos, esperamos construir uma campanha nacional vitoriosa em 2014”
Tomaz de Aquino, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB

(Sindicato dos Bancários do Ceará)