Caixa Econômica Federal abre processo seletivo para estagiários em 14 estados

Para quem está cursando ou completou o ensino médio ou cursos técnicos, a Caixa Econômica Federal está com uma boa oportunidade de emprego público. O órgão lançou processo seletivo simplificado com o objetivo de formar cadastro reserva em programa de estágio remunerado. As vagas compreenderão as unidades nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Os candidatos que desejam participar do seletivo devem possuir idade mínima de 16 anos e estar cursando o ensino médio, ou Educação de Jovens e Adultos, ou ainda os cursos técnicos de Administração, Administração Integrada ao Ensino Médio, Finanças, Secretariado ou Segurança do Trabalho. A função de estagiário de nível médio prevê remuneração com bolsa auxilio no valor de R$ 500,00, acrescido de auxílio transporte no valor de R$ 130,00, por jornada de trabalho de 5 horas diárias.

O período de inscrições encontra-se aberto e as mesmas podem ser feitas gratuitamente pelo site do CIEE – www.ciee.org.br – até às 23h59min do dia 26 de abril de 2015. O edital reserva 10% do total de vagas aos candidatos portadores de deficiência.

Como método de avaliação dos candidatos, o seletivo constará de prova on-line e entrevista. A prova on-line deverá ser realizada durante o período de 13 a 26 de abril de 2015 (horário de Brasília), e será composta por 30 questões, distribuídas nas disciplinas de língua portuguesa (10), matemática (10) e conhecimentos gerais (10), sobre atualidades; geografia; responsabilidade social; meio ambiente; e história. Candidatos que cursam técnico em segurança do trabalho ou técnico de segurança do trabalho integrado ao ensino médio, terão 5 questões sobre conhecimentos específicos.

As questões objetivas terão 4 alternativas e o candidato terá 2 minutos para responder cada questão, se a mesma não for respondida, será atribuído a nota “Zero”, sem direito de substituição da questão. As questões serão selecionadas no banco de dados e apresentadas de forma randômica, questão por questão, e após a conclusão de cada uma ou término do tempo previsto, esta não poderá mais ser acessada

O caderno de questões e o gabarito provisório serão publicados em 27 de abril de 2015 no site do CIEE.

Os aprovados nessa etapa serão submetidos a uma entrevista pessoal, de caráter eliminatória e classificatória, que será realizada por empregado da CAIXA, para verificação de conhecimentos, potencialidades, interesse, iniciativa e motivação do candidato.

O candidato no momento da contratação deverá ter condição de realizar estágio com jornada de 5 horas diárias pelo período de, no mínimo, 6 meses de contrato.

Via http://www.acheconcursos.com.br/noticia/caixa-abre-vagas-de-estagio-em-2015-para-14-estados-2526

A história de Fortaleza antes do aniversário oficial

Fortaleza Antiga: Praça do Ferreira

Fortaleza permanece marcada pelas cicatrizes das origens. Embora o aniversário oficial seja comemorado na próxima semana, o território já era conhecido por europeus, segundo registros, desde antes da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. E, quase 150 anos antes do 13 de abril de 1726, o local era citado em detalhadas descrições do litoral do atual Ceará.

 

A partir do século XVII, houve ao menos quatro empreitadas portuguesas e duas holandesas para tentar ocupar a área entre o rio Ceará e o Mucuripe. Quase todas fracassaram, por razões presentes ainda hoje: seca, medo, violência e até problemas ambientais.

 

Fortaleza é ponto fora da curva na história das atuais grandes cidades brasileiras que surgiram no período colonial. Foi empreitada inusitada e improvável.

 

Não há divergência quanto a ter havido várias iniciativas de ocupação do local onde hoje é Fortaleza, muito antes de 1726. O que há são interpretações conflitantes sobre qual desses empreendimentos acabou sendo o núcleo gerador da vila oficialmente instituída pelo rei de Portugal num 13 de abril 289 anos atrás. Sem pretensão de definir um marco fundador, O POVO buscou em fontes históricas registros do que existia em Fortaleza antes da fundação oficial. Um pouco da história antes do aniversário.

 

PRIMEIROS “FORTALEZENSES”

O historiador Aírton de Farias, em História da Sociedade Cearense (Livro Técnico, 2004), cita Thomaz Pompeu Sobrinho (1880-1967), segundo o qual a povoação do território onde hoje é o Ceará teria começado entre 5 mil a 4 mil a.C. Os primeiros povos teriam chegado pelo Piauí. Porém, registros arqueológicos mais recentes poderão indicar data ainda anterior. Entre os povos que habitavam as imediações de onde hoje é Fortaleza estavam os anassés, os potiguaras, paiacus e jaguaribaras.

 

EUROPEUS

O primeiro relato conhecido de europeus que teriam estado em Fortaleza remete à viagem do espanhol Vicente Yañez Pinzón, que fora companheiro de Colombo na viagem à América. Por volta de janeiro ou fevereiro de 1500, após passar pelo atual Aracati, seguiu para o atual Mucuripe. Pouco tempo depois, o também espanhol Diogo de Lepe esteve no local, que chamou de “Rostro Hermoso” (rosto bonito).

 

CONHECIMENTO DA ÁREA

Mesmo com quase nenhum interesse português, ainda no fim do século XVI há registros de que o litoral cearense era conhecido em detalhes pelos navegadores. Em 1587, Gabriel Soares publicou, em Madri, o Roteiro do Brasil, no qual descreve a “enseada de Macorive”, hoje Mucuripe. A “enseada é muito grande; e ao longo dela navegam navios da costa; mas dentro em toda tem bom surgidouro e abrigo”. O relato é registrado por Tristão de Alencar Araripe em sua História da Província do Ceará (de 1867, reeditado em 2002 pelas Edições Demócrito Rocha).

 

CRUELDADE E SECA

O lugar onde hoje fica Fortaleza entrou na história colonial brasileira por causa do Maranhão. Em 1603, Pero Coelho de Sousa recebeu o título de capitão-mor e organizou uma bandeira, com objetivo de subjugar os índios da Serra da Ibiapaba, conter o comércio de piratas e abrir caminho para o Maranhão. De quebra, buscava ouro e prata. Derrotou índios e alguns estrangeiros, mas, ao chegar ao rio Parnaíba, no Piauí, teve de recuar. À margem do rio Ceará, ergueu um pequeno forte chamado de São Tiago. A povoação que se formou foi batizada de Nova Lisboa. O São Tiago seria o posto avançado para guarnição e abastecimento das tropas. Esse seria o principal atributo enxergado pelos europeus naquele pedaço de chão: função estratégico-militar.

 

A postura de Pero Coelho é retratada por Alencar Araripe como cruel e tirânica, contra inimigos e até contra índios aliados. Enfrentou ataques de uns e revolta de outros. Isso aliado à seca de 1605 a 1607 – a primeira registrada no Ceará – obrigou-o a abandonar o São Tiago. Segundo Araripe, foi preso, remetido para Lisboa e morreu no cárcere. A memória de sua crueldade foi obstáculos para expedições posteriores.

 

MISSIONÁRIOS

Em 1607, chegaram ao que hoje é Fortaleza os padres jesuítas Francisco Pinto e Luís Figueira. Pinto fundou, com os índios potiguaras, a aldeia Paupina, considerada a origem do atual bairro de Messejana. Os missionários seguiram para a Ibiapaba, onde Francisco Pinto foi morto pelos tacarijás. Mais tarde, Figueira se retirou para o Rio Grande do Norte.

O 2º FORTE

Entre 1611 e 1612, retornou ao Ceará Martim Soares Moreno. Ele fizera parte da expedição de Pero Coelho. Agora como capitão-mor, ergueu o forte São Sebastião, no local onde antes estivera o São Tiago. E dedicou uma igrejinha a Nossa Senhora do Amparo.

HOLANDESES

Em 1637, holandeses desembarcaram no Mucuripe e tomaram o São Sebastião. Ficou sob comando de Hendrick Van Ham e, em seguida, de Gedeon Morris de Jonge, um dos grandes estrategistas da ocupação flamenga no Nordeste. Ele explorou salinas, ergueu pequenas fortificações em Jericoacoara e Camocim. Foi talvez o início da atividade econômica no Ceará. Em 1644, índios mataram todos os ocupantes do forte. Jonge foi degolado.

O 3º FORTE

Em 1649, os holandeses fizeram nova tentativa, sob comando de Matias Beck. Ele desistiu das margens do rio Ceará. Conforme expõe Antonio Luiz Macêdo e Silva e Filho, em Fortaleza: imagens da cidade (2004, Museu do Ceará), a foz do rio sofria processo de assoreamento – quase certamente por causas naturais, pois não há registro de ação humana na época a ponto de justificar tal efeito. De todo modo, era inviabilizada a ancoragem das embarcações. Beck manteve o ancoradouro no Mucuripe e, em 10 de abril de 1649, instalou o forte numa elevação próxima ao Pajeú. O local foi chamado de Schoonenborch, nome do então governador holandês no Brasil. Em 1654, com a expulsão dos holandeses do Recife, o Schoonenborch foi abandonado.

 

VOLTA DOS PORTUGUESES

Tropas sob o comando de Álvaro de Azevedo Barreto tomaram o forte em 1654, sem resistência. O nome do forte foi mudado para Nossa Senhora da Assunção, até hoje padroeira da cidade. Nas décadas seguintes, o povoado ao lado do forte teve lenta expansão. Conforme demonstra Maria Auxiliadora Lemenhe em As razões de uma cidade (1991, Stylus), Fortaleza é exceção na história colonial. As atuais grandes cidades surgidas no período, como Rio de Janeiro ou Belém, eram centro de escoamento da produção para o mercado externo e, também, sede da estrutura militar e burocrática. Fortaleza estava longe da incipiente produção econômica na capitania, ligada à pecuária. E, diante da dependência administrativa, tampouco havia relevância burocrática. Afinal, o Ceará ficou subordinado ao Maranhão entre as décadas de 1620 até a de 1660. E, depois, a Pernambuco, até 1799. A função defensiva, durante longo período, foi a única razão para existir o povoado. Em 1696, o capitão-mor Pedro Lelou estimou a população em cerca de 200 pessoas. A maioria das casas era de palha. Raras tinham telhas.

 

VILA EM DISPUTA

Em 13 de fevereiro de 1699, ordem da Coroa portuguesa criou a vila de São José de Ribamar, no Ceará. Foi o início de uma longa contenda. A ordem régia não definiu o lugar. O capitão-mor, os soldados e padres – uma incipiente burocracia local – queria mas proximidades do forte. Os proprietários de algumas terras – um arremedo de elite econômica – preferiam Aquiraz.

 

Houve ao menos quatro mudanças do local. Como aponta o livro Fortaleza: uma breve história, de Artur Bruno e Airton de Farias (2012, Edições Demócrito Rocha), passou por Aquiraz, pelo Pajeú e pela foz do rio Ceará. Até que, em 27 de junho de 1713, então, a vila de São José de Ribamar foi instalada em Aquiraz. Mas, em 18 de agosto do mesmo ano, como desenrolar da chamada “guerra dos bárbaros”, índios anassés atacaram a primeira vila do Ceará. Cerca de 200 pessoas morreram. Os sobreviventes buscaram abrigo no forte do riacho Pajeú, para onde a Câmara foi transferida, diante da insegurança constatada em sua localização original. A violência e o medo novamente atuavam na história de Fortaleza. Em 13 de abril de 1726, foi instalada uma segunda vila.
HEGEMONIA

As duas vilas reivindicavam a denominação de São José de Ribamar. E ambas queriam que a outra fosse suprimida. Em 1728, ordem régia reafirmou que as duas deveriam ser mantidas. Quanto à denominação, com o tempo prevaleceu que uma passou a se chamar Aquiraz e a outra, Fortaleza. Em 1758, foram criadas duas outras vilas no território da atual Fortaleza: Vila Nova de Arronches (Parangaba) e Messejana, atuais bairros da Capital.

 

CIDADE

Em 1799, com o desmembramento do Ceará em relação a Pernambuco, Fortaleza foi conformada como Capital. No fim da década de 1810, o forte de Nossa Senhora da Assunção, de madeira e em estado avançado de deterioração, foi reconstruído em alvenaria. Em 1823, a vila foi elevada à condição de cidade, com nome de Fortaleza de Nova Bragança. A denominação não vingou.

 

SAIBA MAIS

 

COMO FORTALEZA JÁ FOI CHAMADA ANTES

1500 – Rostro Hermoso (rosto bonito)

1603 – Nova Lisboa

1611 – Forte de São Sebastião

1649 – Forte Schoonenborch

1654 – Forte de Nossa

 

Senhora da Assunção

1699 – Vila de São José de Ribamar (status e nome reivindicado, em disputa com Aquiraz). Após a elevação definitiva a vila, em 13 de abril de 1726, seguiu-se disputa pelo nome, embora já tivesse ficado consagrada como vila do forte, do Pajeú ou vila da Fortaleza

1823 – Cidade de Fortaleza de Nova Bragança (não vingou)

(Érico Firmo, O Povo)

Ceará tem 23 municípios em ‘colapso hídrico’, diz Ministério da Integração

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Dos 56 municípios do Nordeste atualmente em “colapso hídrico”, 23 estão localizados no Ceará. Na manhã desta quarta-feira (1º), o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, anunciou no Palácio do Planalto, em Brasília, após reunião interministerial, que esses centros urbanos do Nordeste passarão a ser atendidos com ações emergenciais para o enfrentamento à escassez hídrica. Occhi disse que há racionamento no fornecimento de energia nos municípios em colapso e em, algumas cidades, a população tem serviço de abastecimento de água a cada 15 dias.

A lista está sendo fechada com os municípios para confirmar as informações repassadas pelos estados, uma vez que o número total a ser atendido pode variar de acordo com a situação climática local.  A indicação inicial dos municípios feita pelos estados ocorreu a partir de uma preocupação do Governo Federal em mapear a situação hídrica na região para eventual apoio aos governos. Os municípios são dos estados de Alagoas (2), Bahia (5), Ceará (23), Paraíba (15), Pernambuco (2) e Rio Grande do Norte (9).

“Identificamos 56 cidades que hoje estão em colapso, sendo atendidas pelas prefeituras ou pelos governos estaduais. Nenhuma dessas é atendida pelo governo federal, mas como a situação está se ampliando, o governo federal pediu um levantamento, e nós podemos chegar, dentro de uma avaliação, ao número de 105 cidades que estão ou poderão estar [em colapso]”, afirmou.

Ações
De acordo com o Ministério da Integração Nacional, uma das ações será o fornecimento de água por meio dos carros-pipa. O Governo Federal já atende 795 municípios na área rural do semiárido nordestino e norte de Minas Gerais com 6.779 carros-pipa que beneficiam 3,8 milhões de pessoas. Outras ações emergenciais são: perfuração de poços, implantação de cisternas, sistemas de abastecimento e adutora de engate rápido.

Durante a reunião interministerial no Palácio do Planalto, também ficou acertada a priorização da conclusão  das obras hídricas possíveis de serem entregues em 2015 no Nordeste. Neste caso, ainda haverá reuniões para definir as prioridades entre os ministérios da Integração Nacional, Cidades, Planejamento, Saúde (Funasa) e Fazenda.

(G1 Ceará)

Barragem do Cedro e mais cinco bens brasileiros são indicados a Patrimônio Mundial

A Barragem do Cedro nos Monólitos de Quixadá e mais cinco bens culturais foram incluídos na indicação brasileira para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural Mundial.
A Barragem do Cedro foi a primeira grande obra hidráulica moderna da América do Sul e uma das pioneiras obras do seu tipo no mundo. Além de sua funcionalidade de represamento, a estrutura chama atenção pelo seu desenho e sua paisagem, formada por monólitos.
Poderão ainda ser incluídos como Patrimônio Mundial os Geoglifos do Acre (AC), os Teatros da Amazônia (AM, PA), as Itacoatiaras do Rio Ingá (PB), o Sítio Roberto Burle Marx (RJ) e o Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN).
A lista indicativa brasileira tem 24 bens. Além dos seis últimos adicionados, ainda constam outros 18, como o Cais do Valongo (RJ), a Vila Ferroviária de Paranapiacaba (SP) e o Ver-o-Peso (PA).
A iniciativa inclui bens culturais, naturais e mistos. O objetivo é incentivar a preservação do patrimônio cultural e natural mundial.
Redação O POVO Online

Ceará deve receber 57 mil turistas na Semana Santa; Guaramiranga é destino mais procurado

Guaramiranga-Ceará

Cerca de 57 mil turistas devem chegar ao Ceará via Fortaleza no feriadão da Semana Santa, segundo dados do Departamento de Estudos e Pesquisas da Secretaria do Turismo do Ceará (Setur). Para a economia estadual, a Setur prevê um impacto de R$ 64,6 milhões de receita direta, o que deve resultar em R$ 113,1 milhões de renda gerada na cadeia produtiva do turismo.

O novo aporte de turistas representa um crescimento de 5° em relação ao feriado da semana santa de 2014, quando foram recebidos 53.990 visitantes. A Setur identificou ainda que do total de pessoas que chegam para o feriado, 30.841 devem utilizar os hotéis de Fortaleza e permanecer na Capital.

Assim, a rede a hoteleira de Fortaleza deve atingir 77% de ocupação, distribuída em hotéis (79,2%), flats (77%), pousadas (65,5%) e albergues (62,9%). “O dólar alto faz com que menos brasileiros viajem para fora do país. Ao mesmo tempo é fator atrativo para o fluxo de estrangeiros”, avalia o coordenador de Estudos e Pesquisas da Setur, José Valdo Mesquita.

Frio na serra
Os turistas demonstram interesse pelo frio de Guramiranga, que lidera o ranking de ocupação hoteleira com 88,5% da preferência, segundo a Setur. A cidade serrana é seguida por Canoa Quebrada (85%), Jericoacoara (79,3%), Camocim (71,9%), Praia das Fontes/Morro Branco (68,9%) e Cumbuco (66,3%).

(O Povo e Setur)

Fortaleza e Jericoacoara estão os 10 melhores destinos de viagem do Brasil

Jericoacoara

Fortaleza e Jericoacoara ficaram entre os dez melhores destinos de viagem do Brasil, no prêmio Traveler’s Choice 2015, promovido pelo site TripAdvisor. A Capital conquistou a décima colocação, enquanto Jeri ficou em sétimo lugar.

Gramado, no Rio Grande do Sul, ficou em primeiro lugar. A cidade obteve ainda a terceira colocação no ranking que considera as cidades preferidas da América do Sul, de acordo com votação dos usuários do site.

A lista inclui, ainda, Rio de Janeiro e São Paulo entre os três destinos mais desejados do País. O Rio de Janeiro aparece também como quinto melhor destino da América do Sul.

O ranking mundial é liderado pela cidade de Marrakech, no Marrocos. O resultado levou em consideração a quantidade e a qualidade das avaliações de hotéis, atrações e restaurantes localizadas em cada destino.

Veja a lista completa dos destinos mais procurados:

Brasil

1) Gramado (RS)

2) Rio de Janeiro (RJ)

3) São Paulo (SP)

4) Florianópolis (SC)

5) Foz do Iguaçu (PR)

6) Salvador (BA)

7) Jericoacoara (CE)

8) Ipojuca (PE)

9) Curitiba (PR)

10) Fortaleza (CE)

América do Sul

1) Buenos Aires (Argentina)

2) Cusco (Peru)

3) Gramado (Brasil)

4) San Carlos de Bariloche (Argentina)

5) Rio de Janeiro (Brasil)

6) Cartagena (Colômbia)

7) Mendoza (Argentina)

8) Santiago (Chile)

9) Lima (Peru)

10) Bogotá (Colômbia)

(Diário do Nordeste)

Maior aquífero do mundo fica no Brasil e abasteceria o planeta por 250 anos

Carlos Madeiro, Uol Maceió

Imagine uma quantidade de água subterrânea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. Essa reserva existe, está localizada na parte brasileira da Amazônia e é praticamente subutilizada.

Até dois anos atrás, o aquífero era conhecido como Alter do Chão. Em 2013, novos estudos feitos por pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) apontaram para uma área maior e nova definição.

“A gente avançou bastante e passamos a chamar de SAGA, o Sistema Aquífero Grande Amazônia. Fizemos um estudo e vimos que aquilo que era o Alter do Chão é muito maior do que sempre se considerou, e criamos um novo nome para que não ficasse essa confusão”, explicou o professor de Instituto de Geociência da UFPA, Francisco Matos.

Segundo a pesquisa, o aquífero possui reservas hídricas estimadas preliminarmente em 162.520 km³ –sendo a maior que se tem conhecimento no planeta. “Isso considerando a reserva até uma profundidade de 500 metros. O aquífero Guarani, que era ao maior, tem 39 mil km³ e já era considerado o maior do mundo”, explicou Matos.

 

O aquífero está posicionado nas bacias do Marajó (PA), Amazonas, Solimões (AM) e Acre –todas na região amazônica– chegando até a bacias sub-andinas. Para se ter ideia, a reserva de água equivale a mais de 150 quadrilhões de litros. “Daria para abastecer o planeta por pelo menos 250 anos”, estimou Matos.

O aquífero exemplifica a má distribuição do volume hídrico nacional com relação à concentração populacional. Na Amazônia, vive apenas 5% da população do país, mas é a região que concentra mais da metade de toda água doce existente no Brasil.

Por conta disso, a água é subutilizada. Hoje, o aquífero serve apenas para fornecer água para cidades do vale amazônico, com cidades como Manaus e Santarém. “O que poderíamos fazer era aproveitar para termos outro ciclo, além do natural, para produção de alimentos, que ocorreria por meio da irrigação. Isso poderia ampliar a produção de vários tipos de cultivo na Amazônia”, afirmou Matos.

Para o professor, o uso da água do aquífero deve adotar critérios específicos para evitar problemas ambientais. “Esse patrimônio tem de ser visto no ciclo hidrológico completo. As águas do sistema subterrâneo são as que alimentam o rio, que são abastecidos pelas chuvas. Está tudo interligado. É preciso planejamento para poder entender esse esquema para que o uso seja feito de forma equilibrada. Se fizer errado pode causar um desequilíbrio”, disse.

Mesmo com a água em abundância, Matos tem pouca esperança de ver essa água abastecendo regiões secas, como o semiárido brasileiro. “O problema todo é que essa água não tem como ser transportada para Nordeste ou São Paulo. Para isso seriam necessárias obras faraônicas. Não dá para pensar hoje em transportar isso em distâncias tão grandes”, afirmou.

Via http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/03/21/maior-aquifero-do-mundo-fica-no-brasil-e-abasteceria-o-planeta-por-250-anos.htm

Maré alta destrói lua e estrela símbolo de Canoa Quebrada

A lua e a estrela que simbolizam a praia de Canoa Quebrada, no município de Aracati,não resistiram à maré alta e à ressaca do início do ano. Há cerca de 10 dias, uma das quatro obras esculpidas à beira da praia, nas falésias, foi destruída pela força do mar.

Segundo o presidente do Conselho Comunitário de Canoa Quebrada, Francisco Edvando Ferreira, conhecido como Louro, essa não é a primeira vez que a escultura sucumbe. “Artistas locais já tinham feito uma nesse local, mas a maré derrubou. Eles fizeram em uma área mais protegida, mais fácil para os turistas fotografarem. O problema é que a maré está grande demais. É muita força”, explica.

Além dessa escultura na comunidade de Estêvão, há outras três na praia. Essas resistem, segundo Edvando Ferreira, porque ficam perto das barracas de praia e, de certa forma, recebem a proteção indireta dos equipamentos. “Antes de chegar na falésia, o mar encontra as mesas, cadeiras e a própria barraca. Por isso ele não derruba”, avalia.

As esculturas são feitas na própria falésia. Ainda de acordo com o presidente do Conselho, após desenhadas, as luas e estrelas recebem uma camada de cimento e tinta para aumentar a resistência e impermeabilizar os símbolos que diariamente servem de cartão postal para registros de turistas. Edvando Ferreira conta que o primeiro símbolo de lua e estrela na praia é do artista plástico Carlos Lima Verde, conhecido como Caco, e data dos anos 1970.

(Diário do Nordeste)

Muito além da Internet das Coisas: a Geografia das Coisas

Unir Geografia e Tecnologia? Sim, essa é a nossa nova realidade e o desafio atual

*Por Abimael Cereda Júnior

Manhã de sábado ensolarada. Você resolve conhecer a nova área de lazer da cidade. Liga seu smartphone, coloca sua pulseira fitness, digita o endereço em seu aplicativo preferido de mapas mas, antes de sair, seu ‘assistente pessoal’, avisa que o trânsito no local está interrompido. Você consulta rapidamente as linhas de ônibus mais próximas no app da empresa responsável pelo transporte público da sua cidade, mas resolve ir a pé até o local – afinal, as linhas estão com atraso.
 
No caminho até lá, passa na padaria na qual te chamam pelo nome e faz um check-in, publicando nas redes sociais: ‘melhor café da cidade’. Chega na nova área de lazer e caminha por todo o parque, enviando, antes de voltar para a casa, o caminho percorrido e as informações coletadas pela pulseira fitness para seus amigos dizendo: ‘vida saudável é isso’, mas não sem antes passar no supermercado para aproveitar a promoção que chegou via SMS quando estava próximo a ele. 
 
O que esta pequena história (que pode ser SUA história) mostra? Um futuro como no desenho “Os Jetsons” ou um presente em que, cada uma das ações – utilizar o smartphone para navegação, verificar o trânsito, as linhas de ônibus, o check-in e mesmo a promoção – não são somente operações técnicas, mas sim, novas formas de interagir com seu meio e com as pessoas, que modifica a maneira como entendemos e construímos o mundo.
 
A chamada Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), termo cunhado por Kevin Ashton, do MIT em 1999, não possui um conceito claro ou único, mas podemos entender como outra forma de descrever uma rede de dispositivos, pessoas ou equipamentos interconectados. Uma vez conectados, os dispositivos podem enviar dados entre si ou para pessoas, que poderão analisar, escolher e manipular os dispositivos remotamente, conforme Coordination and Support Action for Global RFID-related Activities and Standardisation (CASAGRAS).
 
De maneira sucinta, a anunciada IoT descreve um futuro em que objetos banais – como um relógio ou mesmo sua geladeira – estão conectados à Internet e podem se identificar, bem como se conectar a outros dispositivos, enviando e recebendo informações, permitindo a interação homem-máquina, bem como máquina-máquina.
 
Tendo isso em mente, a Inteligência Geográfica, ou seja, a integração entre a Ciência Geográfica e as Tecnologias – em seu estado da arte – nos permite o desvelar não só do Território, mas o entendimento do Lugar. E, com isso, podemos cunhar o termo “Geografia das Coisas” (ou GIS of Things), que concretiza o que foi prenunciado pelo pai do Sistema de Informações Geográficas – SIG (GIS), o Geógrafo Roger Tomlinson em 1962. Ele afirmava que “quando você descobre a Geografia, você ganha um novo par de olhos”; e sabemos que essa relação não é somente homem-máquina: é uma relação cidadão-sociedade-tecnologia.
 
Unir Geografia e Tecnologia? Sim, essa é a nossa realidade e desafio atual – a Inteligência Geográfica quebrando paradigmas, trazendo fatos inéditos na história da humanidade, como nos relacionamos até mesmo com mapas: não é mais você que se procura nele, mas o mapa que se ajusta a você.
 
Contudo, como pontuei em 2012, no artigo ‘Da Análise Espacial à Análise do Espaço: para além dos algoritmos’ é necessário entender que “o período de apropriação das técnicas e tecnologias ligadas à chamada ‘Análise Espacial’ não poderia ser mais propício. A multiplicidade de sistemas sensores remotos (principalmente os orbitais, alguns financiados por empresas ligadas às grandes corporações de coleta, análise e consulta sistemática de dados via internet), a facilidade no uso de ferramentas cartográficas, em seus níveis mais elementares de manipulação de estruturas representacionais do Espaço Geográfico (pontos, linhas e polígonos) e a necessidade do homem do período técnico-científico-informacional em ser, estar e se localizar permitem os usos e abusos do Geoprocessamento”.
 
Se antes falar sobre Geoprocessamento, SIG, Sensoriamento Remoto, Sistemas de Localização (como o GPS) era algo complicado que envolvia entender sobre configurações de hardware, software e estava restrito a um pequeno número de superespecialistas, hoje as tais tecnologias – e geotecnologias – estão cada vez mais intuitivas e disponíveis no dia a dia de qualquer cidadão (como esse da história acima) que acompanha desde a previsão do tempo até cria rotas de suas viagens, bem como das empresas e governos que devem ser apropriar delas para o entendimento, tomada de decisão e ações territoriais. Ou o lado obscuro: grandes corporações coletando dados sobre sua localização, sem informar ao usuário. 
 
Estamos passando por mudanças na forma que trabalhamos e interagimos com as pessoas; vivemos a Era da Consumerização. Dispositivos, apps, aparelhos não são mais do seu escritório, mas estão com você – conceito que grandes empresas gostam de propagar: Bring Your Own Device (BYOD).
 
A Geografia das Coisas, na Era da Consumerização, vai muito além da Internet das Coisas: não estamos falando somente de uma rede de sensores e dispositivos interligados. Estamos vivendo uma nova maneira de integrarmos – e transformarmos – a sociedade, em que o protagonismo não é somente um desejo ou algo para a minoria: todos podem fazer parte dessaRevolução Geoespacial.
 
E isso, muito além da pequena cena narrada início do texto, já tem trazido impacto positivo na vida contemporânea. Em um evento (hackaton) para desenvolvedores ocorrido em fevereiro de 2015, um dos projetos vencedores criou uma rede de sensores e análises espaciais em que, por meio de informações ambientais (como a quantidade de CO2), são traçadas as melhores rotas para navegação nas ruas, não baseadas somente em tempo ou distância, mas naquelas que impactam da menor maneira possível o ambiente. Vivemos a Geografia das Coisas, que amplia o horizonte da Internet das Coisas e dá humanidade à ela. Esse é apenas um exemplo que revela o caminhar da sociedade em prol de um mundo melhor para nós mesmos e para o meio que nos cerca a partir de um entendimento e interação adequada com nosso território e tecnologias.
 
*Abimael Cereda Junior é geógrafo e gerente para o setor de Educação na Imagem, empresa de Inteligência Geográfica em São José dos Campos

 

 

Baía do Sancho, em Noronha, é eleita melhor praia do mundo pela 2ª vez

A Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE), foi eleita a melhor praia do planeta  pela segunda vez, segundo pesquisa divulgada anualmente pelo site de viagens TripAdvisor. O ‘Traveller´s Choice Awards’ leva em conta as praias mais bem avaliadas pelos usuários nos últimos 12 meses.

A Baía do Sancho é a única brasileira entre as dez mais votadas no mundo. Na lista das melhores da América do Sul, as praias brasileiras ocuparam sete das dez primeiras posições.

Além do Sancho, essa lista regional inclui Lopes Mendes, em Ilha Grande (RJ); Praia dos Carneiros (PE); Praia do Forno, em Arraial do Cabo (RJ); Praia da Pipa (RN); Grumari, no Rio; e Gales, em Maragogi (AL). 

O resultado completo da votação de melhores praias pode ser visto neste link.

Grace Bay Beach, em Turks & Caicos (Foto: Angelo Cavalli/Tips/ Photononstop/AFP)Grace Bay Beach, em Turks & Caicos, foi eleita a segunda melhor praia do mundo

(Foto: Angelo Cavalli/Tips/ Photononstop/AFP)

1°- Baía do Sancho, Fernando de Noronha (PE), Brasil
2°- Grace Bay, Turks & Caicos
3°- Isola del Conigli, Sicília, Itália
4°- Playa Paraíso, Cayo Largo, Cuba
5°- Playa de Ses Illetes, Baleares, Espanha
6°- Anse Lazio, Seychelles
7°- White Beach, Boracay, Filipinas
8°- Playa Flamenco, Culebra, Porto Rico
9°- Whitehaven Beach, Ilhas Whitsunday, Austrália
10°- Elafonissi, Grécia
11°- Camp´s Bay Beach, África do Sul
12°- Radhanagar Beach, Havelock Island, Índia
13°- Woolacombe Beach, Reino Unido
14°- Siesta Beach, Flórida, estados Unidos
15°- West Bay Beach, Honduras

As 10 melhores da América do Sul

Leões marinhos em Galápagos, no Equador (Foto: Michael Nolan / Robert Harding Premium / Robert Harding/AFP)Leões marinhos em Galápagos, no Equador (Foto: Michael Nolan / Robert Harding Premium / Robert Harding/AFP)
1°- Baía do Sancho, Fernando de Noronha (PE), Brasil

2°- Cayo de Agua, Los Roques, Vebezuela
3°- Praia de Lopes Mendes, Ilha Grande (RJ), Brasil
4°- Praias dos Carneiros (PE), Brasil
5°- Praia do Forno, Araial do Cabo (RJ), Brasil
6°- Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa (RN), Brasil
7°- Grumari, Rio (RJ), Brasil
8° – Galés, Maragogi (AL), Brasil
9° – Praia de Galápagos, Equador
10° – Anakena, Ilha de Páscoa, Chile

As 10 melhores do Brasil

Praia de Mendes Lopes, em Ilha Grande, RJ (Foto: Gardel Bertrand/hemis.fr/AFP)Praia de Lopes Mendes, em Ilha Grande, RJ (Foto: Gardel Bertrand/hemis.fr/AFP)

1°- Baía do Sancho, Fernando de Noronha (PE)
2°- Lopes Mendes, Ilha Grande (RJ)
3°- Praia dos Carneiros, Tamandaré (PE)
4°- Praia do Forno, Araial do Cabo (RJ), Brasil
5°- Baía dos Golfinhos, Pipa (RN)
6°- Grumari, Rio (RJ)
7°- Galés, Maragogi (AL), Brasil
8°- Praia dio Rosa (SC)
9°- Prainha, Rio (RJ)
10°- Praia do Farol, Arraial do Cabo (RJ)

(G1 Turismo e Viagem)

Aguanambi e Washington Soares são as avenidas com maior fluxo de veículos em Fortaleza

Avenida Washington Soares – ÉRIKA FONSECA

Em um ano, entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015, o fluxo de veículos na Avenida Aguanambi aumentou 53,5%, passando de 41,3 mil para 63,4 mil por dia. Este salto a coloca em primeiro lugar no ranking das vias de maior fluxo médio diário em Fortaleza. A Washington Soares, que por vários anos liderou a lista, está em segundo lugar, com 60 mil veículos/dia. Os dados são da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE) e foram divulgados nesta sexta-feira (20).

O que chama atenção é a Avenida Domingos Olímpio. Neste mesmo período, ela registrou um acréscimo de 70,8% no número de carro, motos, ônibus, caminhões, entre outros, que por ali trafegam. No ano passado, a via estava em quinto lugar no ranking, com 29,8 mil veículos. Neste ano, mais de 50 mil circulam por ela.

Logo depois, estão as avenidas Engenheiro Santana Júnior (49,3 mil/dia); Bezerra de Menezes (48,8 mil); Raul Barbosa (47,8 mil); Abolição (47,4mil); Borges de Melo (45,7mil/dia); 13 de Maio (43,4 mil); Oliveira Paiva (41 mil); Senador Carlos Jereissati – CE-402 – (40 mil/dia); Ministro José Américo de Almeida – CE-401 -(40 mil/dia); Godofredo Maciel (39, 6mil) e Maestro Lisboa -CE-025 – (20 mil veículos por dia).

O novo ranking traz mais novidades e deixa de fora, pelo menos das 14 primeiras colocações, vias tidas como as mais congestionadas da Capital, entre elas, a Santos Dumont, a Antônio Sales, a Barão de Studart e também a Rui Barbosa.

A professora Ana Flávia Pereira sabe bem o que é enfrentar congestionamentos tanto na hora de ira para o trabalho, como na volta para a casa. “Eu nem sei mais o que fazer para driblar tantos transtornos diários. É preciso paciência e, agora, costumo levar um livro para ler enquanto espero o trânsito andar pela Av. Aguanambi”, brinca ela.

Soluções

Para o engenheiro de transporte da Universidade Federal do Ceará (UFC), professor Mário Azevedo, não existe solução em nenhuma cidade do mundo – por mais que se prometa ou faça em obras de mobilidade em Fortaleza – enquanto não mudar o paradigma de que o carro dá status e poder e de que o transporte público da Capital não é satisfatório. “Fortaleza tem hoje quase um milhão de veículos, no entanto seu território não é ampliado e continua com os mesmo 314 Km². Então, a estratégia é simples, vamos deixar o automóvel em casa e circular de ônibus, metrô, de bicicleta ou a pé, preferencialmente, se os trechos forem curtos”, aconselha Azevedo.

Segundo ele, quem estuda engenharia de trânsito sabe que as avenidas Aguanambi e a Washington Soares são raios, da mesma forma que a Bezerra de Menezes, Sargento Hermínio, José Bastos, Gomes de Matos, BR-116. “Todas saem de pontos distantes para a área central, marcada por intenso fluxo e refluxo de pessoas, mercadorias e de capital e isso é complicado com cada vez mais veículos”.

Planejamento falho motiva caos

Na avaliação do coordenador do Núcleo de Atuação Especial de Controle, Fiscalização e Acompanhamento de Políticas do Trânsito (Naetran) do Ministério Público Estadual (MPE), Gilvan Melo, a frota de veículos em si não é motivo para o caos que enfrentamos todos os dias. Para ele, a falta de planejamento estratégico tanto da infraestrutura urbana quanto da fiscalização contribui quase 100% para os transtornos. “Misture aí as obras sem fim, motoristas inconsequentes e sem respeito ao próximo e às leis de trânsito e o cenário é esse aí que enfrentamos todos os dias”, aponta ele.

Gilvan Melo é um dos que preveem o colapso da mobilidade urbana e defende que chegou a hora do rodízio de veículos e mais incentivo ao transporte público. Além disso, argumenta, será preciso ações rigorosas com relação ao tráfego de caminhões, seja qual for o tamanho. “Sugiro a proibição deles não só no Centro ou Aldeota, mas em outros bairros como Montese, Parangaba, Água Fria, Maraponga e Messejana de 6h às 21h diariamente. Para isso, é preciso querer político e, torno a repetir, mais fiscalização. Sem isso fica complicado”, afirma.

Para o psicólogo especialista em trânsito José Jaques Cavalcante, além de tudo, o trânsito não é percebido como um fenômeno coletivo pelas pessoas. Segundo ele, há um individualismo exacerbado dos motoristas.

“As pessoas sempre acreditam que o problema é dos outros, que correm feito loucos, enquanto que elas mesmas só exageram um pouquinho”, analisa Cavalcante.

Lêda Gonçalves
Repórter

 

Ceará terá chuvas irregulares no período de Carnaval, prevê Funceme

Pode chover de forma irregular em todas as regiões do Ceará no período de Carnaval. De acordo com previsão do tempo elaborada nesta sexta-feira (13) pela  Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), entre o sábado e a terça-feira, as precipitações serão marcadas pela irregularidade espacial e temporal. Áreas de instabilidade atmosférica deixam todas as regiões do Estado com condições favoráveis à ocorrência de chuva isolada.

Segundo a previsão, a faixa litorânea deverá ter nebulosidade variável com registro de chuvas fracas na madrugada e início da manhã e sol com poucas nuvens no restante do dia. No centro-sul do Ceará e na região Jaguaribana, a tendência é de nebulosidade variável com chuvas mais significativas, principalmente à tarde e à noite.

“Em geral, não será um Carnaval marcado pela chuva. Haverá precipitações, mas deveremos ter bastante calor até a terça-feira. As temperaturas devem variar de 31°C a 33°C no litoral e de 32°C a 37°C no interior. Ainda não há uma atuação direta da Zona de Convergência Intertropical, que poderia trazer chuvas mais generalizadas”, explica o meteorologista Raul Fritz.

Novo prognóstico
A Funceme divulgará o prognóstico climático para os meses de março, abril e maio, na segunda quinzena de fevereiro. No primeiro prognóstico do ano, divulgado em janeiro, a categoria de chuvas abaixo da média histórica foi apontada como a mais provável, com 64% de chance. A probabilidade de haver chuva acima da média no período foi 9% e, na média, 27%.

(G1 Ceará)

Fórum em Fortaleza reúne arquitetos e urbanistas jovens da América Latina

Estão abertas as inscrições para o Fórum Jovens Arquitetos Latino-Americanos (FJAL), que acontece entre os dias 06 e 08 de maio em Fortaleza (CE). A edição deste ano terá o tema “Do edifício ao território” e abordará a relação entre os prédios e as cidades, as interações e os usos que podem gerar ou potencializar na paisagem e no território. O Fórum tem o objetivo de aproximar experiências teóricas e práticas, a fim de incentivar a busca por novas soluções para as áreas urbanas. 

Entre os palestrantes confirmados estão Camilo Restrepo (Colômbia), Arzubialde (Argentina), Grupo Talca (Chile), Javier Sanchéz (México), Alejandro Haiek (Venezuela), Andrade Morettin (SP), Gabriel Duarte – CAMPO (RJ) e Jirau (PE). Ao final de cada dia do evento, haverá um debate com os palestrantes da data moderado pelo arquiteto e professor Fernando Lara. 

O FJAL acontece desde junho de 2010 e começou a ser realizado por iniciativa de um grupo de jovens arquitetos independentes de Fortaleza para debater a nova produção arquitetônica da América Latina. O evento é idealizado pelo escritório Rede Arquitetos e conta com a organização da Ikone Eventos e Promoção da Astef e Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura – FCPC. 

Mais informações e inscrições: http://www.fjal.com.br/.

Prefeitura de Fortaleza promove palestra internacional sobre planejamento urbano

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), e em parceria com o Banco Mundial (Bird), traz a Fortaleza a especialista sênior em Desenvolvimento Urbano e ex-vice-prefeita de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Washington (EUA), Valerie Santos. A palestra “Exemplos Internacionais de Projetos de Transformação Urbana e Perspectivas para o Desenvolvimento de Fortaleza” será nesta quinta-feira (12/02), às 19 horas, no auditório Luiz Esteves Neto, na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

O encontro faz parte de uma série de reuniões entre o Município e o Bird para viabilizar o financiamento do projeto Fortaleza: Cidade Sustentável.  A ideia da palestra é apresentar cases de transformação urbana e perspectivas de desenvolvimento a partir de Operações Urbanas Consorciadas e Leis de Zoneamento.

Com 15 anos de experiência em desenvolvimento urbano e estruturação de parcerias público-privadas, Valerie tem contribuído em projetos de desenvolvimento econômico e gestão de áreas metropolitanas e de habitação em países como Brasil, Guatemala, Colômbia, Panamá, Geórgia, Filipinas e África do Sul.

Em Washington (EUA), sob sua coordenação, no entorno do Rio Anacostia, foram construídas 10.000 habitações de interesse social, diversas áreas de lazer e parques em regiões subutilizadas. No mesmo contexto, comércio varejista e supermercados foram atraídos para comunidades antes desassistidas. Neste trabalho, mais de 150 projetos que resultaram em investimentos de cerca de US$ 13 bilhões foram alavancados e mudaram a feição de bairros inteiros.

Serviço
Palestra “Exemplos Internacionais de Projetos de Transformação Urbana e Perspectivas para o Desenvolvimento de Fortaleza”, com Valerie Santos

Data: Quinta-feira (12/02)
Horário: 19 horas
Local: Auditório Luiz Esteves Neto – Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) – Avenida Barão de Studart, 1980

(Prefeitura de Fortaleza)

Prefeitura de Fortaleza só cumpriu metade da meta de replantio de árvores

O concreto avança sobre o verde por todas as regiões de Fortaleza através de empreendimentos imobiliários e obras de infraestrutura. As leis apontam para a necessidade de que tal perda seja compensada. No entanto, a velocidade da supressão de árvores e o fato de o plantio ser investimento a médio e longo prazo faz com que tais ações não condigam mitigar a perda do verde a altura. 

Em 2014, 62,5% do plantio de árvores previsto no Plano de Arborização de Fortaleza foi feito somente por um empreendimento como compensação ambiental. O Plano foi lançado em junho de 2014 e previa o plantio de oito mil árvores até o fim do ano. No entanto, só quatro mil foram plantadas, informou a titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma),Águeda Muniz.

Desse total, 2,5 mil faziam parte da compensatória ambiental da construção do shopping Riomar, no Papicu. Segundo Águeda, os plantios da gestão municipal deixaram de ocorrer a partir de setembro e seriam retomados neste início de ano. O motivo apontado para a interrupção foi a umidade do ar, que ficou abaixo do esperado para esses meses, o que impactaria na adaptação das plantas e, provavelmente, na necessidade de refazer o trabalho de plantio.

O principal impacto ambiental dos empreendimentos realizados atualmente em Fortaleza é a supressão de vegetação. Ações recentes que implicaram em compensatórias foram a implantação do binário da Aldeota, a construção do viaduto da Antônio Sales, a retirada de árvores de bosque do Exército pela Cagece e o shopping Riomar. Também está na lista o desmate de área do Cocó para a construção de conjunto habitacional no Dendê, mostrada pelo O POVO na semana passada. A compensação será com o plantio de 1,9 mil árvores.

Segundo Águeda, as compensatórias passaram a ser mais rigorosas a partir de 2014. Portaria da Seuma apontou que o número de árvores a serem plantadas por cada uma suprimida pode chegar a 15, a depender de especificidades como espécie e tamanho. Antes, eram duas plantadas para cada suprimida, informa.

A secretária também reitera que há exigência na compensatória de que as árvores plantadas sejam semiadultas e a manutenção seja realizada pelos empreendimentos. A Seuma, nesses casos, acompanha o plantio e o cuidado por meio de relatórios e visitas mensais. Caso alguma planta não se adapte e morra – como muitos relatam em avenidas da cidade como a Aldy Mentor – o empreendimento responsável é obrigado a plantar uma nova. 

Longo prazo

Segundo o engenheiro agrônomo Alexandre Krause, secretário da Regional Nordeste da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, a compensação da retirada da vegetação só tem resultados a médio e longo prazo. 

“De cada 100 árvores plantadas em áreas públicas, 20 a 30 chegam à fase adulta”, ressaltou Alexandre, lembrando a experiência em Recife, onde atua. Segundo ele, a depredação da população e a falta de manutenção adequada (que inclui a carência de técnicos) são obstáculos.

Ações de conscientização, manutenção adequada das árvores plantadas, planejamento maior das obras, cumprimento real das leis que versam sobre proteção e compensações são imprescindíveis para que o verde não seja cada vez mais raro nas áreas urbanas já descaracterizadas.

(Samaisa dos Anjos, O Povo)

Roberto Cláudio promete desburocratizar licenças ambientais e alvarás para construção

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), afirmou ontem que pretende “desburocratizar” a concessão de licenças ambientais e alvarás para construção. “Seremos muito fiéis às legislações ambientais, mas não por isso deveremos ser burocráticos”, declarou em discurso na Câmara Municipal de Fortaleza, durante a abertura do ano legislativo.

Entre as medidas para “desburocratizar a cidade de Fortaleza”, RC deseja tornar cada vez mais virtual o processo de licenciamento e concessão de alvarás.

De acordo com o líder da oposição na Câmara, o vereador Ronivaldo Maia (PT), a liberação de licenças ambientais “até que não é demorada”. Segundo o petista, a titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Águeda Muniz, “é voltada a alguns interesses da cidade”. Maia não citou quais seriam esses interesses.

Roberto Cláudio também anunciou outras propostas na área ambiental. O chefe do Executivo municipal quer que, em 2015, o problema do lixo urbano tenha a mesma atenção que o da mobilidade teve ao longo de 2014. Segundo o prefeito, contra os grandes geradores de lixo na cidade, “a resposta virá pela força da lei”.

No mesmo pronunciamento de ontem, o prefeito Roberto Cláudio também disse que pretende enviar à Câmara mensagem para disciplinar as fiações aéreas. “Hoje, esse se tornou um gravíssimo problema, que deixou de ser apenas estético para ser de segurança viária”, disse RC.

Conforme o prefeito, a quantidade de postes derrubados na cidade ao longo dos anos não é fruto do acaso, mas resultado da sobrecarga causada pelo uso desordenado de concessionárias.

Polêmicas

Desde o início de sua gestão, Roberto Cláudio tem protagonizado diversas polêmicas com setores ambientais da Capital, como a construção dos viadutos Celina Queiroz e Antonio Martins Filho, localizados no entroncamento das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior. Outra polêmica foi a da retirada de árvores para a construção do binário das avenidas Santos Dumont e Dom Manuel.  

Em novembro passado, Águeda Muniz foi eleita pela Cooperativa da Construção Civil do Estado do Ceará (Coopercon-CE) a “personalidade do ano”.

À época, o presidente da entidade, Marcos Novaes, afirmou que a escolha deveu-se ao dinamismo que a arquiteta havia produzido na liberação de licenças ambientais.

 

SERVIÇO 

Câmara Municipal de Fortaleza

Onde: Rua Thompson Bulcão, 830, bairro Patriolino Ribeiro

Telefone: 3444 8300

Saiba mais

Ontem, também tomaram posse novos vereadores. Vicente Pinto (PT) assume a cadeira do agora secretário estadual de Cultura Guilherme Sampaio (PT), Cristiana Brasil (PTdoB) assume durante a licença de seu colega de partido John Monteiro (PTdoB), Ruthmar Xavier (PR) e Luciram Girão (PMDB) substituem os agora deputados estaduais Capitão Wagner (PR) e Walter Cavalcante (PMDB) e Marcus Teixeira (PMDB) assumiu no lugar de Vitor Valim, eleito deputado federal.

Salmito aproveitou seu discurso para defender novamente a ida da Câmara para o Centro. Para ele, a atual sede “tornou-se pequena para a vontade da população de participar”. Ele garante que, até fim do mês, será feita consulta à comunidade do Centro sobre a proposta, que conta com o apoio do prefeito.

A eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara de Deputados também ecoou hoje no Legislativo municipal.A vereadora Toinha Rocha (Psol) afirmou ser uma “má notícia” a escolha de Cunha (PMDB). Como resposta, ouviu Carlos Mesquita, correligionário de Cunha, declarar que “o candidato do PMDB teve quase 300 votos e o candidato do partido dela teve oito”. De acordo com o peemedebista, “se a gente vive em um país de democracia, a gente tem que se quedar à maioria”.

(Renato Sousa, O Povo)

Bombeiros resgatam tubarão-lixa de dois metros em praia de Fortaleza

Major do Corpo de Bombeiros recomenda que banhistas deixem o mar caso avistem tubarões (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O Corpo de Bombeiros resgatou na tarde desta sexta-feira (30) um tubarão-lixa de dois metros na Praia do Futuro, uma das mais movimentadas do litoral de Fortaleza. Segundo o major do Corpo de Bombeiros Cláudio Barreto, o animal foi visto preso a uma rede de pescadores e levado à praia por quatro salva-vidas. O animal não resistiu aos ferimentos da rede de pesca e morreu.

O major Cláudio Barreto diz que a espécie não é agressiva e sua presença não é comum no litoral de Fortaleza. “Acredito que ele tenha chegado aqui trazido por correntes marítimas, talvez ele tenha sido trazido da região do Recife”, diz.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, vários banhistas informaram terem avistados tubarões na Praia de Iracema, em Fortaleza, desde o início da semana. “Esses relatos têm nos preocupado porque são informações de aparecimento de tubarão-martelo, que podem ser agressivos”, afirma.

O major recomenda que, caso banhistas avistem tubarões, deixam o mar. “Também se deve tentar resgate desses animais. Esse tubarão foi retirado do mar por profissionais”, afirma o major Cláudio Barreto.

(G1 Ceará)

Petrobras faz nova descoberta de petróleo em Aracati e Icapuí, no Ceará

A Petrobras descobriu novos indícios de petróleo em concessão que possui no território cearense. A notificação foi feita no último dia 19, à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e trata-se de uma descoberta na Fazenda Belém, campo terrestre que se espalha pelos municípios de Icapuí, Aracati e Jaguaruana.

A Fazenda Belém se localiza na Bacia Potiguar, que abrange campos no Rio Grande do Norte e Ceará. De acordo com informações da ANP, a descoberta foi feita no poço denominado 3BRSA1277CE. Essa é a segunda notificação de descoberta no mesmo poço em dois meses.

Um pouco antes disso, em outubro, a estatal notificou a agência de outra descoberta no poço 3BRSA1275CE, também na Fazenda Belém. Antes destas, a última descoberta de indícios de óleo no Ceará foi em setembro de 2013, em poço marítimo também na Bacia Potiguar, a uma profundidade de 1.924 metros.

Campo maduro

As descobertas na Fazenda Belém podem ajudar a recuperar a produção no campo, que já sofreu redução de 45%, do volume explorado entre os anos de 2009 e 2013. Por já ser uma área de exploração madura, de vários anos, a queda é considerada normal. Entretanto, a Petrobras está buscando recuperar a produção na área, com um projeto iniciado em março do ano passado, que prevê a perfuração de 72 novos poços no campo .

Além de elevar a produção e o fator de recuperação, a petrolífera pretende agregar reservas com essas novas perfurações. O volume de petróleo recuperado na Fazenda Belém voltou a crescer em outubro do ano passado e, de janeiro até novembro, já acumulava incremento de 4,9% sobre o mesmo período de 2013.

Caso o mês de dezembro tenha mantido bons resultados – os dados ainda não foram divulgados pela ANP -, o campo reverterá a tendência de declínio, mas ainda estará distante dos volumes registrados em 2003, quando foram produzidos 996,7 mil barris de petróleo. Nos nove primeiros meses do ano passado, a produção terrestre foi de 369,7 mil barris.

Novos poços

A estatal também havia informado, em 2013, que estava analisando um projeto para perfuração de cerca de mil novos poços no local, até este ano, o que quase triplicaria a produção de petróleo, em terra da empresa, no campo exploratório. A Petrobras, no entanto, não voltou maia a falar sobre este plano.

O campo de Fazenda Belém foi descoberto em março de 1980 e teve sua exploração concedida à Petrobras em 1998. O Ceará terminou o ano de 2013 com 317 poços terrestres, de acordo com dados do Anuário Estatístico 2014 da ANP.

A produção terrestre, contudo, só representa 15% do petróleo extraído atualmente no Estado. Todo o restante é produzido em quatro campos marítimos no litoral de Paracuru, na Bacia petrolífera do Ceará.

(Redepetro)

Sabesp cogita rodízio ‘drástico: cinco dias sem água por semana em São Paulo

Luis Moura/Estadão Conteúdo

São Paulo – O diretor metropolitano da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), Paulo Massato, afirmou hoje (27) que, caso seja necessário o racionamento, este seria “drástico”, deixando a população dois dias com água e cinco dias com as torneiras secas. A Sabesp divulgou, também hoje, um site com os dias e horários em que a chamada redução de pressão da água é praticada nos bairros da capital paulista e da região metropolitana de São Paulo. Massato disse que a medida está sendo ampliada, o que vai levar mais gente a sentir os efeitos da falta de água nos próximos dias.

“Para fazer rodízio, teria que ser muito pesado, muito drástico. Para ganhar mais do que já economizamos hoje, seriam necessários dois dias com água e cinco dias sem água”, afirmou Massato, durante anúncio da ampliação da adutora Guaratuba, que atende ao Sistema Alto Tietê, em Suzano, na Grande São Paulo. A aplicação de rodízio depende de aprovação dos órgãos reguladores e será utilizado “se não chover”, disse o diretor.

Massato admitiu que a prática de reduzir a pressão da água será aplicada também durante o dia. A Sabesp admitia a medida, mas somente durante a noite, com a justificativa de evitar perdas de águas em virtude de fissuras nas tubulações da rede de distribuição. A companhia perde cerca de 25%, segundo o Instituto Trata Brasil, de toda a água tratada que deveria chegar nas casas de toda a população da região metropolitana e da capital.

Na prática, a redução equivale a um racionamento, ainda não oficializado pelo governador, pois a água que chega nas torneiras vai diminuindo com o passar das horas até não verter mais. Alguns locais chegam a ficar 18 horas sob a medida, como a Vila Sônia, na zona oeste, e a Vila Matilde, na zona leste. Nos demais, a redução é de, no mínimo, 12 horas. A única exceção é o Parque Anhanguera, na zona noroeste da cidade, que segundo a Sabesp, não sofre redução de pressão.

Segundo a companhia, 52% da economia de água obtida desde o início da crise foi obtida com essa medida. Outros 23% seriam derivados do bônus implementado no ano passado, com descontos de 30% na conta para quem reduzir 20% no consumo médio. Porém, as duas contas podem estar sobrepostas, já que quem fica sem água por longos períodos acaba, naturalmente, gastando menos.

Curiosamente, o site que a Sabesp criou para divulgar a informação tem como endereçocalculadoradesonhos.sabesp.com.br. Desde que a crise foi assumida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a estatal ainda não apresentou um plano efetivo para enfrentá-la. Duas propostas foram rejeitadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) por não estabelecerem um nível aceitável de manutenção de água nas represas. A companhia continua esperando que as chuvas voltem a cair normalmente este ano – e se possível acima da média – para solucionar a crise.

(Rodrigo Gomes, Rede Brasil Atual)

Evento defende a Praça Portugal de Fortaleza e faz paródia a ‘food park’

Evento é organizado por grupos contrários às intervenções na Praça Portugal (Foto: Facebook/Reprodução)

Grupos contrários às intervenções na Praça Portugal anunciadas pela Prefeitura de Fortaleza realizam neste sábado (17) o “Ai Dentu – Lá na Praça Portugal”, evento que deve reunir vendedores ambulantes, “da tapioca ao sanduíche (passando por pastel, bolo, suco, picolé, cachorro-quente, pizza, churros, água-de-coco, dindin, biscoitos, etc…) para aproveitar o espaço público na Praça Portugal”.

O nome do evento é uma paródia ao food park realizado em Fortaleza, o “Lá Fora”, que ocorre em estacionamento de um shopping. “O Ai Dentu – Lá na Praça é um movimento que surge em resposta à valorização de eventos nos espaços privados que muitas vezes segregam parte da população e ainda dificultam a interação das pessoas com a cidade. Enquanto isso, muitos espaços públicos estão ociosos”, diz a descrição do evento em rede social.

A escolha do local, segundo os organizadores, é devido ao anúncio das intervenções na praça. A Prefeitura de Fortaleza planeja remover a Praça Portugal como modelo de rotatória das avenidas Dom Luís e Desembargador Moreira.

No lugar da praça central, devem ser construídas quatro praças, uma em cada esquina do cruzamento. Segundo a Prefeitura de Fortaleza, a mudança deve melhorar o tráfego de veículos no Bairro Aldeota. As intervenções estão em processo de licitação e ainda não há data para ser iniciada.

“Sendo este um dos espaços mais simbólicos e belos da região (senão da cidade), com uma implantação peculiar e visualmente incrível, que pode estar passando por seus últimos momentos, é importante mostrar que há pessoas que têm afeto por ela”, diz a descrição do Ai Dentu – Lá na Praça Portugal. O evento está previsto para começar às 16h deste sábado.

(G1 Ceará)

Fortaleza é sondada para sediar jogos de futebol dos Jogos Olímpicos de 2016

05/01/2015 – Os Jogos Olímpicos de 2016 pode ter mais uma cidade-sede para os jogos de futebol. Atualmente, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e São Paulo já estão confirmadas para receber a modalidade, que é organizada pela Fifa em parceria com o Comitê Olímpico Internacional (COI).

De acordo o presidente do Comitê Organizador da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, a Fifa deseja usar no evento olímpico mais um estádio que foi sede da Copa do Mundo no Brasil. Fortaleza seria uma das cidades candidatas a receber jogos de futebol das Olímpiadas de 2016. Recife, Natal, Manaus, Porto Alegre, Curitiba e Cuiabá também estão cotadas.

Nuzman acredita que até o fim de janeiro deve ter uma definição sobre a sexta cidade-sede do torneio de futebol das Olimpíadas. “Estamos conversando com as autoridades de cada uma dessas cidades para podermos definir se elas terão interesse”, afirmou Nuzman em entrevista à Folha de São Paulo.

Inglaterra

Nos Jogos Olímpicos Londres 2012, seis cidades receberam partidas de futebol: Londres, Manchester, Cardiff, Newcastle, Glasgow e Coventry.

O Brasil nunca conquistou o ouro olímpico. O time masculino bateu na trave e ficou com a prata em três oportunidades. Os homens também conquistaram dois bronzes. Já o feminino consquistou a prata duas vezes.

 

Diário do Nordeste

Usina chinesa de Três Gargantas supera Itaipu como maior produtora de energia em 2014

usina hidrelétrica de Três Gargantas da China

A usina hidrelétrica de Três Gargantas da China, a maior infraestrutura desse tipo no mundo, superou Itaipu na produção de energia elétrica em 2014, segundo informações da agência de notícias EFE.

Dados divulgados pela Corporação de Três Gargantas, responsável pela gestão do local, e reproduzidos pela agência oficial ‘Xinhua’, mostram que foram produzidos 98,8 milhões de megawatts por hora (MWh) na usina em 2014, um novo recorde para o setor.

Já de acordo com a assessoria de imprensa de Itaipu, a segunda maior usina do mundo em capacidade instalada produziu pouco mais de 87,8 milhões de MWh, perdendo o primeiro lugar em geração de energia conquistado por dois anos consecutivos – 2012 e 2013.

Três Gargantas tem uma capacidade instalada de geração de 22,5 mil MWh de energia elétrica, frente aos 14 mil MWh de Itaipu.

Ainda conforme a EFE, a Corporação das Três Gargantas explicou que a energia produzida equivale a uma economia de 49 milhões de toneladas de carvão, que continua sendo a principal fonte de energia da China, evitando também a emissão de 100 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Idealizada por Mao Tse-tung ainda nos anos 50 para acabar com o déficit energético de Xangai, a usina chinesa só começou a ser construída em 1993 e suas obras foram finalizadas 17 anos depois. Apesar disso, a represa é criticada pelos danos ambientais causados, pelas desapropriações e perdas patrimoniais causadas pelas obras.

A instalação perdeu o posto de maior obra hidráulica do mundo para outro projeto chinês de concepção maoísta, chamado de transposição Sul-Norte. A ideia é abastecer todas as regiões do país, incluindo a capital Pequim, com as águas do rio Yang Tse.

(G1 Economia)

Demolição da Praça Portugal já tem data para começar: dia 15 de janeiro de 2015

Praça Portugal – Fortaleza-CE

A demolição da Praça Portugal, que tanto foi alvo de polêmica em 2014, já tem data para começar: a previsão é o dia 15 de janeiro de 2015, daqui a um mês. Mesmo assim, a Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor), responsável pela obra, ainda não bate o martelo, e admite que a intervenção pode contar com atraso.

O motivo da demora seria a licitação para a escolha de uma empresa que assuma a obra que ainda não foi realizada. A previsão de que o processo seja concluído é de seis meses após o início.

Demolição da praça

No dia 7 de março de 2014, o prefeito Roberto Cláudio anunciou a demolição da praça. No local, será feito um cruzamento, além de serem construídas quatro mini-praças, localizadas em cada canteiro.

O início das obras se postergou durante nove meses graças ao processo do Ministério Público do Ceará (MPCE), que atua contra a demolição, por se tratar de um equipamento cultural local. O MP entrou com Ação Civil Pública pedindo o tombamento da Praça Portugal no dia 29 de maio.

Após muita polêmica, que levantou bandeiras contra e a favor,a Câmara Municipal de Fortaleza votou a favor do projeto da Prefeitura de Fortaleza no dia 5 de junho de 2014. “O projeto da nova Praça Portugal tem como objetivo principal devolver a praça à população, promovendo o resgate de sua função original como lugar de convívio e atividades ao ar livre, um espaço urbano essencialmente democrático, que acolhe a todos sem distinção e aproxima os mais diversos grupos sociais da cidade”, justificava o Poder Executivo na mensagem.

Processo

No dia 19 de setembro de 2014, o desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido, presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), suspendeu liminar que impedia a Prefeitura de Fortaleza de realizar obras no local.

A gestão municipal estava impedida de promover intervenções na Praça Portugal desde junho deste ano, quando o juiz Demetrio Saker Neto, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Fórum Clóvis Beviláqua, atendeu pedido do Ministério Público para impedir a demolição sob multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

(Tribuna do Ceará)

 

Cientistas descobrem «escudo invisível» em volta da Terra

Cientistas da Universidade do Colorado e do MIT, ambas nos EUA, descobriram um «escudo invisível» que protege o planeta Terra de eletrões de alta energia, carregados de radiação, que poderia ser perigosa para astronautas e para objetos que orbitam o planeta, como satélites.

Segundo o «Tech Times», o «escudo» funciona como as barreiras invisíveis vistas nos filmes «Star Trek», que repeliam as armas de aliens inimigos.

Graças a este «escudo», estes eletrões não se conseguem aproximar mais de 10,900 quilómetros do planeta, onde «algo» os trava.

«É como se estes eletrões estivessem a ir contra um vidro no espaço. Algo como os escudos criados por barreiras de força vistos em “Star Trek”, usados para repelir armas dos aliens. (…) É um fenómeno extremamente complexo», disse o líder do estudo Daniel Baker, da Universidade do Colorado.

O que «segura» estes eletrões não é o «escudo» magnético da Terra, mas sim ondas eletromagnéticas de baixa-frequência detetadas na atmosfera mais alta do planeta. Se gravadas, estas ondas, soariam como estática.

Nesta barreira, chamada de «plasmoesfera» (plasmasphere), aparentemente impenetrável, as ondas empurram os eletrões contra gás neutro e eventualmente desaparecem. Uma proteção «extremamente rígida», mesmo à beira do anel de radiação.

«Isto significa que se estacionássemos um satélite ou uma estação espacial, com humanos, dentro desta barreira, é expectável que tivessem vidas mais longas. Isto é algo bom de saber», disse John Foster, do MIT.

A descoberta, publicada na revista «Nature», chega depois da análise de dados recolhidos ao longo de cerca de dois anos pelas sondas da NASA, «Van Allen Probes», que orbitam os «cintos de radiação», que existem em redor da Terra, para analisar o comportamento destes eletrões de alta energia.

«É como olhar para o fenómeno com novos olhos, com novos instrumentos, que nos mostram que “sim, existe uma barreira forte e rápida”», continuou Foster.

Via http://maiortv.com.pt/terra-protegida-por-escudo-invisivel/

Equipe de arqueólogos acompanhará obra da Cagece em Viçosa do Ceará

Viçosa do Ceará-CE

A Cagece deu ordem de serviço para o início das obras de implantação do sistema de esgoto de Viçosa do Ceará. Serão investidos R$ 18.037.869,67 com recursos do PAC/ OGU. A implantação será acompanhada de uma equipe de arqueólogos, com a finalidade de preservar o patrimônio cultural e realizar buscas paralelas de possíveis objetos de valor históricos e culturais.
A obra constará da execução de 24.219 metros de rede coletora, 3.865,66 metros de linhas de recalques e 3.172 ligações de esgoto. Será construída uma Estação de Tratamento de Esgoto.
Essa obra terá o acompanhamento de arqueólogos que participarão das escavações, pois existe a possibilidade de encontrar peças históricas, fósseis ou até sítios arqueológicos. O trabalho desses profissionais será relevante para investigar e estudar como viviam e reconstituir o modo de vida das sociedades coloniais e pré-coloniais.
Os arqueólogos podem localizar, em Viçosa, objetos que pertenciam aos antigos moradores, como: fragmentos de cerâmica, ferramentas em pedra, instrumentos de caça e pesca, restos de alimentos, ossos, restos de habitações, dentre outros achados.
De acordo com a gerente de meio ambiente da Cagece, Maria Amélia Menezes, os arqueólogos entram em parceria com os engenheiros da Companhia para facilitar esse trabalho de investigação.
Via Sobral de Prima

Nordeste é reverenciado em debate no Dia Nacional da Cultura Brasileira

Colagem com elementos da cultura nordestina | Arte gráfica: Jéssica Kruck

O cangaço, o vaqueiro e o gado foram uns dos temas discutidos na mesa redonda realizada no Teatro Dragão do Mar, na noite desta quarta-feira, 5. No Dia Nacional da Cultura Brasileira, o homenageado foi o Nordeste e suas diversas facetas culturais, desde a poesia de José de Alencar às canções de Luiz Gonzaga. O momento proporcionou aprendizado enriquecedor sobre a importância nordestina para o Brasil, a partir dos conhecimentos compartilhados do ator e diretor Sérgio Mamberti, o fotógrafo Tiago Santana e o presidente do Instituto Dragão do Mar, Paulo Linhares, sob a mediação do jornalista e diretor institucional do Grupo de Comunicação O POVO, Plínio Bortolotti.

Natural de Santos, Mamberti começou seu discurso durante o debate “Nordeste: Matriz da Cultura Brasileira”, lembrando dos primeiros contatos da região do Sul do país com os nordestinos. Para o ator, o Nordeste passou de um lugar distante como a África para um espaço importante e cheio de vida, que emociona.
“A imagem que a gente tinha do Nordeste, no sul, era quase que pictórica. Vim para São Paulo estudar teatro em 1956, quando a cidade não chegava a ter 4 milhões de habitantes. Eu vi toda a chegada dos nordestinos que vinham com sua cultura. Eles promoveram um processo de integração extraordinária e fizeram uma integração que ainda era uma coisa distante, tão distante como a África”, disse o ator e diretor Sérgio Mamberti.

Paulo Linhares viajou por anos de cultura nordestina. Trazendo um recorte do Ceará, o presidente do Instituto Dragão do Mar passou pelo vaqueiro e o índio do século XIX, a dialética do sol e a água, a seca e o mar, os portugueses em contato com a cultura indígena representada por Iracema, pelos intelectuais como Farias Brito, Capistrano de Abreu e Alberto Nepomuceno, da cultura da década de 60 com Fausto Nilo, Fagner e Belchior até os mitos do Estado, como o humor e a hospitalidade.

Com imagens do sertão que inspiraram o seu livro “Céu de Luiz”, em parceria com o jornalista Audálio Dantas, o fotógrafo Tiago Santana fez mais uma homenagem aquele, que foi um dos mais lembrados durante todo o debate, o Rei do Baião. Antes de apresentar as fotografias feitas em Exu, terra natal do sanfoneiro, e no Cariri cearense, Tiago fez questão de citar um verso de Assum Preto. “Fico emocionado toda vez que leio”, contou o fotógrafo.

Assum Preto também é uma das canções que tocaram o santista Mamberti. A parceria entre o Rei do Baião e Humberto Teixeira mereceu destaque da mesa redonda. “Foi justamente através do Luiz Gonzaga que recebemos imagens reais do Nordeste. Ao lado de Humberto Teixeira, eles criaram uma imagem épica e dolorida com Assum Preto e Asa Branca, mas ao mesmo tempo de uma doçura, da comida, do jeito de namorar, e isso criou uma imagem de uma força extraordinária do Nordeste”, afirmou o ator e diretor.

Veja o vídeo do debate no Teatro Dragão do Mar:

(Lucas Mota, O Povo)

Fortaleza terá água garantida em 2015 mesmo sem chuva, diz Cogerh

Açude Castanhão – Ceará

“Se não houver recarga no ano que vem, a Região Metropolitana de Fortaleza e o sistema do Pecém terão segurança hídrica, com certeza. Fizemos simulações que identificam que em fevereiro de 2016 a gente chegaria com 11% [da capacidade de armazenamento], em torno de 700 milhões de metros cúbicos”. A afirmação é de Ricardo Adeodato, diretor de Operações da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh).

A garantia, segundo Adeodato, vem do açude Castanhão, o maior do Ceará. Localizado no município de Nova Jaguaribara, a 260 quilômetros de Fortaleza, o reservatório tem capacidade para armazenar 7,5 bilhões de metros cúbicos de água, mas hoje acumula apenas 1,98 bilhões, que representa apenas 29,57% da sua capacidade de armazenamento, o pior índice desde que foi inaugurado há 11 anos. Além de Fortaleza, outros 25 municípios são abastecidos pelo Castanhão, incluindo o Complexo Portuário do Pecém e os distritos industriais. O consumo anual dessa região é de 800 milhões de metros cúbicos.

Mesmo com garantia, o diretor afirma que a economia de água não está descartada. “A gente precisa interagir com a sociedade de uma maneira bem objetiva e democrática para que se comece a economizar água. A gente entende que existe muito desperdício.  È muito pouco provável que a gente passe quatro anos sem recarga. Cidade nenhuma do mundo suporta isso”, diz.

A aparente tranquilidade com relação à Região Metropolitana de Fortaleza não se estende ao resto do Estado. Dos 149 açudes monitorados pela Cogerh  em parceria com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), apenas um está com volume acima de 90% da capacidade de abastecimento, o açude Gavião, no município de Pacatuba, parte da Bacia Metropolitana, está com 91,47% de volume de água. Outros 119, estão com volume inferior a 30%, segundo a Cogerh.

A situação dos açudes é consequência da escassez de chuvas registrada principalmente nos últimos três anos, quando o volume ficou bem abaixo da média histórica. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), enquanto a estação chuvosa de 2014 ficou 24% abaixo da média histórica de 607,4mm, nos anos anteriores os índices foram piores. Em 2013, as precipitações entre fevereiro e maio ficaram 37,7% abaixo da média e, em 2012, 50,7%.

“Das 12 bacias hidrográficas do Ceará, a que está mais complicada é a bacia do Sertão de Crateús, que está com 1,2% de volume. Temos também a bacia hidrográfica do Curu, em torno de 3,7%. Mas temos bacias em situações bem mais confortáveis, como a do Alto Jaguaribe, em torno de 46%, e a bacia da Serra da Ibiapaba com 29%. O Ceará tem hoje a sua média em 24,1% em volume de água nos açudes, isso representa 4,5 bilhões de metros cúbicos de água, mas não é distribuída de forma linear”, explica Adeodato.

Para minimizar os efeitos da falta de chuva e a consequente escassez de água na maioria dos municípios cearenses, a Cogerh  implementa medidas para a convivência com a seca. “Estamos priorizando o consumo humano”, diz Adeodato. Além disso, a Companhia está, segundo ele, identificando os principais problemas nos 184 municípios do Ceará. Nessas cidades foi montado um plano de contingência, com três programas: distribuição de água por meio de carros-pipa para as comunidades mais isoladas; construção de poços em locais onde existe água subterrânea; e implantação de adutoras de montagem rápida que levam água de uma região para outra. No Ceará, 178 municípios estão em situação de emergência.

Com a prioridade da água para consumo humano, a “sobrevivência” dos 14 perímetros irrigados do Ceará fica comprometida. Perímetros como Araras Norte, Ayres de Souza, Baixo Acaraú e Tabuleiro de Russas já vivem racionamento de água como forma de evitar prejuízos do que já foi plantado. No Ceará, a produção da maioria dos perímetros é de frutas.

“Estamos negociando [o uso da água]. Já negociação uma redução no perímetro irrigado do Bairro Acaraú, no sistema do Curu, que é o Curu-Paraibaba e Curu-Pentecoste,  praticamente está sendo usado águas de poços para salvar o que já foi plantado. No Sistema de Morada Nova, já está em curso uma negociação para não plantar. No Tabuleiro de Russas, temos negociado uma redução de maneira bem objetiva”, explica Ricardo Adeodato.

(G1 Ceará)

Iraucúba, no Ceará, disponibiliza só 20 litros de água ao dia por pessoa

A última reserva de água da cidade de Irauçuba, no Ceará, secou há quatro meses e os 22,3 mil habitantes dependem de água de cidades vizinhas que chegam em carro-pipa. Na zona rural, a água potável é levada pelo Exército, racionada em 20 litros de água por dia por pessoa, que são usados para todas as necessidades. “São 20 litros para lavar prato, lavar roupa, fazer a comida, tomar banho e ainda beber. É impossível. Estamos em uma situação de penúria mesmo, só sobrevivendo”, relata a agricultora Geovana Maria de Sousa.

Ela tem no quintal de casa uma cisterna que acumulava água da chuva. Até o fim de setembro era a fonte da família. “Mesmo com pouca chuva neste ano, ainda deu para encher a cisterna toda. Depois que o açude secou, a gente só tinha ela para tirar água e acabou rápido.”

Na zona urbana de Irauçuba, a 150 quilômetros de Fortaleza, a estação de tratamento da Companhia de Água e Esgoto (Cagece) recebe um volume diário de 250 mil litros, trazidos de açudes vizinhos em carro-pipa. Com essa baixa quantidade – a cidade precisa diariamente de 1,2 milhão de litros (cerca de cinco vezes o que recebe) –, a água chega apenas às torneiras das casas mais próximas da estação.

A maioria da população depende da água levada pela Defesa Civil do Estado do Cearáa tanques públicos espalhados pela cidade. Como o abastecimento é irregular e chega a demorar 10 dias, muitos têm que pagar pelo que consomem.

Açude Jerimum, principal fonte de abastecimento de Irauçuba, secou há quatro meses. As últimas poças d'água são inadequadas para o consumo humana, mas serve para o rebanho (Foto: André Teixeira/G1)Açude Jerimum, principal fonte de abastecimento de Irauçuba, que secou há quatro meses (Foto: André Teixeira/G1)

“Vender água em Irauçuba virou um negócio lucrativo nos últimos meses. As pessoas que têm caminhão deixaram de fazer outras atividades para vender água, que é a mercadoria que todo mundo quer. Alguns, inclusive, já expandiram o negócio. Começaram com três caminhões e hoje já têm seis ou sete”, diz o secretário de Meio Ambiente do município, Caetano Rodrigues.

frase seca (Foto: André Teixeira/G1)

 

Os pipeiros, como são chamados, trazem água dos açudes do Frade ou Missi, das cidades de Itapajé e Itapipoca, e vendem em Irauçuba por R$ 25 cada mil litros. A água tem forte odor, é suja e inadequada para beber. Em geral, ela é dada aos animais ou usada para tomar banho.

“Procuram direto, dia e noite. Hoje Irauçuba já tem 40 caminhões-pipa, e eles não param. Todos os dias a gente faz dezenas de viagens para abastecer as caixas daqui”, diz Jacob Andrade Ribeiro, pipeiro de 49 anos. Os açudes de Itapajé e Itapipoca têm 20% e 16% da capacidade máxima, respectivamente, e a população teme que essas reservas também acabem.

“A água que vem desses locais só resolve a situação emergencial. A coisa só vai melhorar mesmo com boas chuvas no próximo ano”, diz o secretário Caetano Rodrigues. No Ceará, as chuvas ocorrem, principalmente, em março, abril e junho.

População divide o dinheiro recebido do Bolsa Família para comprar alimento e água (Foto: André Teixeira/G1)Thiago Rafael da Silva Moreira, de 10 anos, comemora a chegada do caminhão-pipa do Exército na zona rural (Foto: André Teixeira/G1)

Na área urbana, quem não pode pagar pela água tem que esperar o abastecimento da Defesa Civil no tanque público mais próximo. Às 2h da manhã de 16 de outubro, a aposentada Maria Amélia levantou da cama acordada pelo filho de 12 anos, que percebeu a chegada do carro-pipa. Em cerca de dois minutos, as ruas da comunidade Fazendo Mocó estavam tomadas por centenas de pessoas com baldes vazios, fazendo fila para coletar água. O caminhão levou 20 minutos para encher o tanque; em menos de 10, ele secou novamente.

“É sempre assim. Todo mundo corre e fica um alvoroço de gente para conseguir água. Normalmente todo mundo consegue. O problema é quando demora muito para voltar, mais de uma semana. Aí a gente fica sem uma gota d’água em casa. Ou consegue de favor dos amigos ou tem que comprar com o dinheiro do Bolsa Família”, relata Maria Amélia.

Raimunda Rodrigues e a mãe Francisca Rodrigues carregam 15 baldes por semana: "coluna dói" (Foto: André Teixeira/G1)Raimunda Rodrigues e a mãe Francisca Rodrigues carregam 15 baldes por semana: “coluna dói” (Foto: André Teixeira/G1)

A autônoma Raimunda Rodrigues, de 42 anos, e a mãe, a aposentada Francisca Rodrigues, 69, também investem parte do dinheiro do Bolsa Família para a compra de água. “Se a gente for esperar [pelo abastecimento de água nos tanque], a gente morre à míngua. Agora a gente compra um pouquinho menos de comida e tem que separar um pouquinho para água de beber”, diz a filha. As duas carregam, semanalmente, 15 baldes de 20 litros da rua em frente à casa até a cozinha. “Nós somos mulheres já de idade. Todo dia é carregando isso. A coluna dói, mas, como a gente mora só, vai ter que ser assim.”

Ficha - especial seca - Irauçuba (CE) (Foto: G1)

 

Segundo a Defesa Civil, a demanda de água em todas as regiões da cidade é muito grande, por isso não há como abastecer de forma regular todos os pontos.

Prejuízos e conta no vermelho
Com a estiagem que já dura três anos e meio, todo o sistema de irrigação e produção agropecuária está parado na cidade. O gado bebe água das cacimbas (poços) feitas onde ficavam os açudes. Segundo o prefeito de Irauçuba, José Mota, nas últimas semanas o prejuízo se estendeu ao comércio e ao serviço público. “Nós temos hospitais, delegacias que não podem deixar de receber água, mas estamos com receio de que falte. Temos cinco indústrias que garantem emprego a muita gente e que precisam de água, não podem ficar sem. O comércio já está sentindo os prejuízos também.”

Segundo Mota, a Prefeitura de Irauçuba investiu R$ 1,23 milhão na compra de água desde o início da sua gestão, em janeiro de 2012. “Esse valor é muito alto para uma cidade como a nossa. A água não pode faltar, então às vezes não conseguimos honrar nossos compromissos. Já estamos atrasados com alguns fornecedores e tememos que situação piore ainda mais”, diz.

Adutora deve ficar pronta em dezembro e vai puxar água de açude que tem atualmente 20% da capacidade máxima (Foto: André Teixeira/G1)Adutora deve ficar pronta em dezembro e vai puxar água de açude que tem atualmente 20% da capacidade máxima (Foto: André Teixeira/G1)

O governo do estado anunciou há mais de um ano uma adutora emergencial para levar água a Irauçuba. O governador Cid Gomes visitou a cidade em 16 de outubro e vistoriou as obras. “Temos que construir a adutora o quanto antes, essa vai ser a solução definitiva para a cidade”, disse. Durante a visita, um pequeno grupo fez uma manifestação cobrando a aceleração na obra. “Desde 2012 estamos esperando, e até agora nada”, reclama Lucas Leitão.

Para o secretário de Meio Ambiente de Irauçuba, Caetano Rodrigues, há risco de que, quando a adutora esteja pronta, a água do açude esteja esgotada. “A adutora deve ser concluída em dezembro, mas o açude de onde ela vai tirar água tem atualmente 20% da capacidade. Quando ela for puxar água, pode ser que não tenha mais nenhuma gota.”

(G1 Ceará)

Geógrafo José Borzacchiello da Silva é o mais novo Professor Emérito da UFC

Durante a solenidade, o Prof. José Borzacchiello disse estar vivendo, naquele instante, ”momento de emoção pura” – Foto: Ribamar Neto

José Borzacchiello da Silva, professor titular do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará e articulistas do jornal O POVO, recebeu, na noite da última terça-feira, 28, o título de Professor Emérito.

Aposentado desde 1996 permanece, desde então, como docente do Programa Especial de Participação de Professores Aposentados, nas atividades de pesquisa e de ensino de pós-graduação.

A frente da apresentação, o reitor Jesualdo Farias afirmou que é esse tipo de profissional que a universidade necessita.

“É de profissionais dessa estirpe que a universidade pública necessita. É graças a pessoas desse quilate que atingimos os patamares de excelência e credibilidade que hoje se constituem no patrimônio mais valioso de nossa instituição”, assegurou o Reitor.

Trajetória de Borzacchiello

Durante a solenidade, sem esconder a emoção, o Prof. José Borzacchiello da Silva disse estar vivendo, naquele instante, “momento de emoção pura”.

“Pode parecer lugar comum. Mas como não estar feliz em meio e com a presença de diletos amigos e de meus familiares? A UFC é meu norte, meu porto, meu eterno retorno. Como não me orgulhar de uma Instituição que se destaca no Ceará, no Brasil e no mundo?”.

Natural do Rio de Janeiro, Borzacchiello falou de sua trajetória, desde o início, quando se diplomou como licenciado e bacharel em Geografia de sua terra natal.

Durante a solenidade ele fez muitos agradecimentos, citando desde as pessoas que o acolheram quando chegou ao Ceará, como os colegas com quem trabalhou e trabalha, sem esquecer-se de mencionar os estudantes e funcionários.

Agradeceu ainda ao ex-vereador Durval Ferraz (que propôs e a Câmara Municipal concedeu o título de Cidadão de Fortaleza), bem como ao vereador João Alfredo (quando deputado), autor da proposta de outorgar-lhe a Medalha Chico Mendes.

Agradeceu ainda ao jornal O Povo, onde escreve artigos na seção “Opinião” desde 1997, e registrou a importância da Fundação Demócrito Rocha no seu desempenho profissional. Agradeceu à mulher, Emília, e aos filhos Leonardo, Gustavo e Bianca.

Para finalizar, Borzacchiello concluiu seu pronunciamento citando Fernando Pessoa: “O Meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas, olhando para a direita e para a esquerda… Sinto-me nascido a cada momento, para a eterna novidade do mundo”. Pedindo licença e liberdade para interpretar as palavras do poeta, assegurou: “Para mim, Fernando Pessoa fala da Universidade e de seu papel histórico de farol, olhando para todos os lados. Fala-nos da reflexão, da consciência do porvir. Somos todos guardadores e rebanhos na construção de uma nação instruída, consciente e livre”, afirmou.

Resumo

José Borzacchiello da Silva é Pós-Doutor em Geografia Humana e docente do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará.

O título que recebido na última terça-feira foi proposto pela Diretora do Centro de Ciências, Profª. Simone Silveira Sá Borges, e aprovado pelo Conselho Universitário (Consuni) por unanimidade, no dia 20 de dezembro de 2013.

Borzacchiello é um dos mais importantes e produtivos geógrafos do País. O pesquisador, com especialidade na área de Geografia Urbana, foi também presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (1986-1988) e da Associação

Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Geografia (2003-2005).

Além disso, é membro do comitê científico das revistas Terra Livre, Aurora Geography Journal (Portugal), Norba – Revista de Geografia (Espanha), Cidades, Confins, Mercator, Geo UERJ, dentre outras.

Borzacchiello foi, ainda, coordenador da Área de Geografia da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no período de 2008 a 2010.

 

Redação O POVO Online

 

MTur elege 7 projetos turísticos para Parques Nacionais; Viçosa do Ceará foi contemplada

Viçosa do Ceará: Princesa da Ibiapaba

O Ministério do Turismo (MTur) selecionou, por meio de chamada pública, sete projetos de incentivo às produções artesanais, industriais ou agropecuárias que incorporem valor turístico aos municípios no entorno de 12 Parques Nacionais. Os projetos classificados poderão receber até R$ 600 mil, totalizando o investimento de R$ 3 milhões distribuídos pelas macrorregiões do País.

“O objetivo inicial da chamada pública era selecionar cinco projetos, sendo um em cada macrorregião. Como o valor de algumas propostas era menor do que o previsto no edital, outros dois projetos poderão ser apoiados ainda neste exercício”, disse o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Neusvaldo Lima.

Entre os selecionados estão os projetos apresentados pelas prefeituras municipais de Conceição do Mato Dentro (MG), Jacinto Machado (SC), Morro do Pilar (MG), Praia Grande (SC), Santo Amaro do Maranhão (MA) e Viçosa do Ceará (CE), além da proposta da Goiás Turismo. As ações favorecem comunidades locais, valorizando a cultura de cada região de modo, com o objetivo de gerar renda aos municípios.

Atualmente os Parques Nacionais brasileiros recebem 12 milhões de pessoas por ano e faturam cerca de R$ 1,5 bilhão. Os parques priorizados pelo Governo Federal são: Anavilhanas (AM), Aparados da Serra (RS), Brasília (DF), Chapada dos Guimarães (MT), Chapada dos Veadeiros (GO), Itatiaia (RJ), Lençóis Maranhenses (MA), Serra do Cipó (MG), Serra dos Órgãos (RJ), Serra Geral (SC), Tijuca (RJ) e Ubajara (CE).

(Panrotas)

A memória dos filhos dos desaparecidos da ditadura argentina em literatura

Da OperaMundi

Por Bruno Arpaia e Alberto Prunetti 

Geração de escritoras e escritores narra anos de violência e repressão através de seus pontos de vista

Era o dia dois de setembro de 2003 quando Néstor Kirchner, então há pouco eleito presidente da Argentina, promulgou a norma que anulava as leis do Punto Final e da Obediencia Debida, que garantiam impunidade aos militares golpistas e torturadores. Em março do ano seguinte, inaugurando o Museu da Memória que ele idealizou no edifício que abrigava a Esma, a Escola de Mecânica da Armada, onde milhares de pessoas argentinas foram torturadas e mortas, Kirchner declarou: “Como Presidente da Nação Argentina, venho pedir perdão por parte do Estado nacional pela vergonha de ter silenciado sobre tantas atrocidades durante vinte anos de democracia. Falemos claramente: não é rancor nem ódio a nos guiar e a me guiar, apenas a justiça e a luta contra a impunidade. Os responsáveis por esses eventos tenebrosos e macabros, por tantos campos de concentração como a Esma, têm só um nome: são assassinos repudiados pelo povo argentino.”

A partir daquele momento, sem mais ser obrigada a lutar para “existir”, uma geração de escritoras e escritores que tinha visto pessoas de suas famílias morrerem sob os golpes da repressão ou desaparecer no oceano Atlântico pôde começar a narrar os anos da violência e da ditadura através de seus pontos de vista. Militantes sobreviventes já tinham produzido ótimos livros, entre os quais obras-primas como “Recuerdo de la morte” (“Lembrança da morte”, em tradução livre), de Miguel Bonasso. Agora o testemunho da narrativa passava às pessoas que tinham vivido aqueles eventos não como protagonistas adultos, mas como crianças, como espectadores e vítimas, frequentemente inconscientes, da aniquilação de suas próprias famílias.

Aquela geração se pôs a acertar as contas com a memória através da literatura. A memória, pessoal e/ou coletiva, é um dos instrumentos principais de pessoas que narram em suas abordagens da realidade. Parece simples: minhas recordações são (deveriam ser) minha “verdadeira realidade”. No entanto, não é nada simples. Os mais recentes estudos sobre o funcionamento do cérebro humano confirmam esse fato, mas para romancistas a falibilidade da memória não é uma descoberta nova. Muitas já tinham descoberto há tempos que a memória não é um armário ou uma geladeira de que se retiram as recordações à medida que se precisa delas. A memória é complexa: não somente acumula, registra, estoca, arquiva… Ela elimina, reduz, corta, infla, estica, adiciona, agiganta, mistura, confunde. A memória fabula, narra. A memória inventa.

E isso é verdade também para a história pessoal recente. Assim confirmaram em outubro de 2013, em Buenos Aires, escritoras e escritores reunidos em um seminário organizado pelo Departamento Lectura Mundi da Universidade Nacional de San Martin, intitulado “Narrativas do real: histórias e memórias”. Laura Alcoba, Félix Bruzzone, Julián López, Mariana Eva Pérez, Raquel Robles, Ernesto Semán e Ángela Urondo contaram como, a partir de 2003, se sentiram livres para encarar as histórias de suas famílias sem mais constrangimentos e como, cada um a seu modo, a partir de suas próprias lembranças ou dos fiapos de memórias, elaboraram histórias que, mesmo quando parecem relatos pessoais ou autobiografia pura, conservam as características da ficção.

“Pequeños combatientes”, de Raquel Robles, por exemplo, é a história, contada em primeira pessoa, com uma voz fresca e adolescente, de uma garota de doze anos e seu irmão de oito, crescidos na clandestinidade e que vivem com os avós. Os irmãos estão convencidos de que os pais estão ainda a combater aquela “guerra” na qual também eles se sentem envolvidos: são, de fato, “pequenos combatentes”, que pouco a pouco se dão conta do desaparecimento dos próprios pais. O romance parece a simples narrativa da história real de Raquel Robles, que é engajada na luta de organizações pelos direitos humanos e é filha de desaparecidos da ditadura. A autora, no entanto, explicou que partiu de um grumo confuso e indistinto de lembranças da infância que depois desenvolveu de acordo com as regras da ficção, buscando a “voz” do romance na filha, que tem a mesma idade da protagonista.

Emblemático também o caso de Ángela Urondo. Em junho de 1976, Ángela tinha apenas onze meses quando o automóvel em que viajava com os pais, ambos militantes montoneros, foi parado e cravejado de balas por militares nos arredores de Mendoza. O pai, o escritor Paco Urondo, morreu no local. Alicia Raboy, a mãe, jornalista, correu com o bebê nos braços tentando se salvar, mas não conseguiu. Acabou na Esma e depois desaparecida. Ángela foi sequestrada pelos militares, entregue em um orfanato e depois à avó materna, que prometeu criá-la em comum acordo com a família Urondo. Porém, sem avisar à outra avó, decidiu dá-la em adoção à sobrinha, que a partir de então cortou os laços entre os Urondo e a menina. A pequena Ángela sabia que seus pais biológicos estavam mortos, mas acreditava que tinham falecido em um acidente de carro. A família adotiva não lhe disse nem ao menos que tinha um irmão e uma irmã, essa última também desaparecida. Ángela descobriu de fato quem é somente quando, aos dezenove anos, o irmão veio “resgatá-la”. Começou então a lutar para recuperar sua própria identidade, seu sobrenome, e iniciou uma causa de “desadoção” (seu próprio neologismo). “Era uma causa civil contra meus pais adotivos, com a qual solicitava à justiça a anulação da adoção. Geralmente, adoções são irreversíveis. Fiz algo fora da norma, mas era um direito meu.” Esse direito lhe foi reconhecido cerca de dois anos depois, quando ela finalmente pôde se chamar Ángela Urondo Raboy. No meio tempo, começou a escrever para contar sobre seu doloroso percurso de reconstrução da própria história pessoal, para tornar público um drama que não era só privado. “¿Quién te creés que sos?” (“Quem você pensa que eu sou?”) é o livro que resultou de todo o processo. Um livro não linear, construído como um quebra-cabeças, em que adquirem sentido até os sonhos recorrentes da autora adulta que, como ela vem a descobrir somente mais tarde, resgatam as cenas terríveis que ela viveu quando bebê.

Também dramático é o caso narrado por Victoria Donda em “Mi nombre es Victoria” (“Meu nome é Victoria”). A obra é menos literária, com um recorte memorialístico e autobiográfico. É a história da reapropriação do nome e da identidade de uma dos tantos hijos de desaparecidos. O elemento interessante é que ela permanece suspensa em uma terra de ninguém, entre duas famílias: não há o final feliz do retorno à família originária, com o acolhimento regado a lágrimas. Pelo contrário: na família de sangue ela encontra também o responsável pela denúncia e pelo desaparecimento dos próprios pais. A família, longe de ser um recanto de paz, é um lugar de conflitos políticos irreconciliáveis. E dramática também é a permanência na família de adoção: o tio da família de sangue era um repressor amigo do pai de adoção. Uma descoberta inquietante: “trata-se de uma pessoa que eu chamava de ‘tio’, que me foi apresentada como meu padrinho de batismo (…). Meu pseudo padrinho, Héctor Febrés, responsável pelo “setor quadro” da Esma, o setor das mulheres grávidas. O homem que me tirou dos braços de minha mãe. Meu sequestrador”, narra Victoria no livro.

O amor de Victoria pelos pais montoneros se desfaz frente à figura do tio Adolfo, irmão e traidor do pai de sangue, conhecido como “Geronimo” pelas pessoas que torturava. Victoria passa então a descrever o relacionamento conflituoso e angustiante dos avós paternos com o filho torturador, o senso de culpa… A família se quebra, como se quebra a sociedade argentina, mas de maneira talvez mais dramática. No fim, Victoria consegue recuperar um contato distante com os avós postiços e mantém um relacionamento com os pais adotivos, que respeitaram a escolha de sua militância política à esquerda, maturada antes de conhecer sua verdadeira história e identidade (quando ainda não era Victoria, mas Analía). Ela não sente necessidade de excluí-los da rede familiar, e sua relação com a irmã adotiva é melhor do que com a irmã de sangue, também criada em uma família conservadora, mas que não tem interesse em iluminar seu próprio passado.

Para Victoria, por fim, família é acima de tudo o grupo de militantes que permaneceu ao seu lado: os jovens dos Hijos, as Avós da Praça de Maio, e as figuras mais maduras no movimento, a quem atribui um papel paterno – aqueles que sente mais próximos ao percurso de luta dos pais desaparecidos. A militância é um modo para “aumentar a amplitude do termo ‘família’”, como escreve Victoria, além dos vínculos de sangue e de adoção.

E ao fim, uma surpresa: quase todas e todos esses escritores e escritoras reivindicam o “direito ao esquecimento”. Escrevem, talvez, para poder esquecer. Atenção: passar uma borracha sobre o que aconteceu está bem distante de suas intenções. Pelo contrário: só se pode esquecer algo que conhecemos e tornamos profundamente nosso. Agora as “últimas vítimas diretas da ditadura”, como algumas dessas pessoas se definem, não precisam mais dar seu testemunho. Agora, talvez, para essas pessoas seja finalmente hora de viver.

Das 10 cidades mais poluídas do mundo, 6 estão na Índia

O segundo país mais populoso do mundo, a Índia, também sofre com altíssimos níveis de poluição. Segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS), seis das 10 cidades mais poluídas do mundo estão na Índia, entre elas a ‘campeã’ Nova Delhi. Parna, Gwalior, Raipur, Ahmedabad e Lucknow são as cidades indianas eleitas pela OMS. Quatro delas entre as primeiras do ranking, com Karachi, no Paquistão, fechando o Top 5.

Além de sofrer com a poluição, a Índia também tem entre seus principais problemas o boom populacional e a pobreza extrema, agravada pela mistura frequente de política estatal e religião no país. Diferente da China, o governo indiano não impõe qualquer controle de natalidade, o que deve piorar tanto a superpopulação quanto a poluição pelas próximas décadas. Hoje, a Índia possui 1,2 bilhões de pessoas, ‘apenas’ 100 milhões (meio Brasil) atrás da China.

Veja abaixo as 10 cidades mais poluídas do planeta:
1. Nova Déli, Índia

1407134095_new_delhi_india_por_jepoirrier_flickr

2. Patna, Índia

1407132812_patna_india_flickr_por_andryn2006

3.Gwalior, Índia

1407132798_gwalior_india_flickr_por_stewartmorris

4. Raipur, Índia

1407132827_raipur_india

5. Karachi, Paquistão

1407132805_karachi_pakist__n_flickr_por_bennylin0724

6. Peshawar, Paquistão

1407132823_peshawar_pakist__n_wikipedia

7. Rawalpindi, Paquistão

1407132829_rawalpindi_pakist__n_flickr_por_travlr

8. Jorramabad, Irã

1407132802_jorramabad_ir__n_flickr_por_ninara

9. Ahmedabad, Índia

1407132792_ahmedabad_flickr_por_ax_

10. Lucknow, Índia

1407132808_lucknow_india_flickr_por_bombman

 

Via http://trazcafe.com.br/site/das-10-cidades-mais-poluidas-mundo-6-estao-na-india/

 

Manaus é única cidade da Amazônia entre as 10 mais populosas do Brasil

Via http://www.portalamazonia.com.br

MANAUS – A capital do Amazonas é a única representante da Amazônia entre os dez municípios mais populosos do País. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade está atrás apenas de grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte. E à frente de Curitiba, Recife e Porto Alegre. Além de Manaus, outras duas capitais da Amazônia, Belém e São Luís, estão na lista dos 25 municípios mais populosos do país.

A capital do Pará figura na 11ª colocação, com 1.432.844 habitantes. Já a capital do Maranhão aparece na 15ª, com 1.064.197.  Por outro lado, a Amazônia está representada pela pequena Araguainha, no Mato Grosso, na lista dos 25 municípios menos populosos do Brasil. Estima-se que o município mato-grossense tenha apenas mil habitantes. Também está na região a capital com a maior taxa de crescimento populacional entre 2013 e 2014. Palmas, no Tocantins, cresceu 2,91% e  saltou de 257.903 para 265.409 habitantes. Para se ter ideia do que isso significa, a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, foi a que menos cresceu, saltou de 1.467.823 para 1.472.482 habitantes, ou 0,32%.

Estados

Pará, Amazonas e Maranhão são os estados que mais cresceram em termos de população desde o último Censo. O Pará teve um aumento de quase meio milhão de habitantes, de 7.581.051 para 8.073.924. O Amazonas cresceu de 3.483.985 para 3.873.743 habitantes. E o Maranhão, que em 2010 tinha 6.574.789 , aumentou 276.095 e chegou a 6.850.884 habitantes. Já os estados que menos cresceram foram Roraima, Acre e Amapá.

Regiões Metropolitanas

As regiões metropolitanas de Manaus, Belém e da Grande São Luís seguiram a mesma tendência das capitais e figuram entre as 25 mais populosas do Brasil. Juntas, as três somam 6.010.714 habitantes. A região de Manaus é a mais bem colocada no ranking e está em 11º lugar, com 2.478.088 habitantes. A de Belém aparece duas posições atrás, em 13º, com 2.129.515 . E a da Grande São Luís é a 17ª colocada, com 1.403.111. As mais populosas do país são as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, elas somam juntas 38.676.123 habitantes.

Panorama geral

A população da Amazônia cresceu 6,8 % em comparação ao Censo 2010.  Hoje, a região abriga 27.306.268 habitantes, ou 13,4% da população brasileira. Veja abaixo a estimativa da população de cada Estado e capital da Amazônia em 2014 e também, quais são os municípios mais e menos populosos de cada um.

População da Amazônia em 2014. Arte: Victor Gabriel/Portal Amazônia

Porto Alegre é capital com menor crescimento de população, segundo IBGE

População da capital gaúcha cresceu 0,32% no último ano Foto: Lívia Stumpf / Especial

Dentre as 27 capitais, Porto Alegre foi a que apresentou o menor crescimento populacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população da capital gaúcha aumentou de 1.467.816 para 1.472.482 habitantes, um crescimento de 4.666 pessoas — 0,32%. Dados específicos sobre cada município foram divulgados nesta quinta-feira e estão presentes em resolução publicada no Diário Oficial da União. Os números são aplicados nos cálculos de repasses de recursos aos municípios e são utilizados também pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A estimativa reflete a população no começo de julho de 2014.

A capital do Rio Grande do Sul aparece apenas na décima posição no ranking das maiores cidades do Brasil, com 1.472.482 pessoas. Os cinco maiores municípios em população são: São Paulo, com 11.895.893; Rio de Janeiro, com 6.453.682; Salvador, com 2.902.927; Brasília, com 2.852.372; e Fortaleza, com 2.571.896. Ainda segundo a estimativa, o Brasil alcançou o número de 202.768.562 habitantes, que anteriormente era de 201.040.714, um crescimento de 1.727.848 (0,85%) em comparação à divulgação de 2013.

Veja quais são as regiões mais e menos populosas do RS:

 

O Rio Grande do Sul é o quinto Estado com maior população do país, com 11.207.274 habitantes. São Paulo é o mais populoso, com 44.035.304, seguido por Minas Gerais, com 20.734.097, Rio de Janeiro, com 16.461.173, e Bahia, com 15.126.371. Roraima é o Estado menos populoso, com 496.936 habitantes.

Além disso, o RS é o Estado com o maior número de municípios com população inferior a 2 mil pessoas. São 31 cidades, sendo André da Rocha a menor do território gaúcho, com 1.286 habitantes, e a 10ª menor do país.

O IBGE explica que as “Estimativas da População para Estados e Municípios”, com data de referência em 1º de julho de 2014, atende às exigências estabelecidas pela Lei nº 8.443/1992 e pela Lei complementar nº 143/2013. Essas leis estabelecem que a “entidade competente do Poder Executivo federal fará publicar no Diário Oficial da União, até o dia 31 de agosto de cada ano, a relação das populações dos municípios, e até 31 de dezembro, a relação das populações dos Estados e do Distrito Federal, para os fins previstos na Lei nº 8.443″.

Veja o comparativo entre as populações das capitais:

* Zero Hora, com Estadão Conteúdo

Seca no Ceará atinge 176 municípios

A seca que assola o  Ceará é a pior dos últimos 55 anos. A informação foi destaque do Jornal O Globo deste domingo. Segundo o periódico, dos 184 municípios que compõem o estado, 96% decretaram situação de emergência, ou seja, 176 cidades. As cidades são abastecidas prioritariamente por carros-pipa, que somam 1.101 para atender 122 municípios. De acordo com a reportagem os resultados referentes à potabilidade da água dos carros-pipa não constam no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA), do Ministério da Saúde. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), responsável pelo controle, não teria enviado os dados de 2013 e 2014.

Apesar de o Relatório Sobre Vigilância da Qualidade da Água ter sido amplamente divulgado em 2013 pela Sesa, a assessoria de comunicação do órgão informa que a responsabilidade por este monitoramento é da 10ª Região Militar e o estudo de 2013 estava com o órgão do exército. Já o coordenador da Operação Carro-Pipa no Ceará, o Coronel Claudemir Rangel dos Santos,  diz que ao exército cabe a distribuição da água e a cobrança do laudo de potabilidade dos mananciais aos municípios atendidos. Ele nega que este tipo de estudo seja de responsabilidade da 10ª Região Militar.

De acordo com a Comissão Especial da Assembleia Legislativa (AL-CE), que acompanha a Problemática da Seca e as Perspectivas de Chuva no Ceará, das 128 localidades que recebiam água de carro-pipa, apenas 28 tinham veículos cadastrados no SISAGUA e coletavam amostras para a vigilância da qualidade da água.

A situação preocupa, pois de acordo com o relatório da Comissão da Seca da AL-CE, o estudo, quando a SESA analisou 381 amostras de água de 28 municípios (os únicos que possuem carros-pipas cadastrados no sistema de informação e coletaram amostras), concluiu-se que 60% das amostras estavam contaminadas: 18% (70) com a bactéria Escherichia coli e 42% (160) com coliformes fecais.

O Ceará registrou, em 2013, um número elevado de casos de doenças diarreicas agudas. Municípios tiveram surtos do problema que está relacionado à qualidade da água que chega à população. Os dados da Sesa, apontavam que a estiagem é “relevante” na ocorrência de doenças diarreicas agudas (DDAs). No Ceará, foram confirmados cerca de 200 mil casos. Não há informação de óbitos, mas 14 municípios somaram 77 surtos.

(Ceará Agora)

Bacias hidrográficas do Ceará registram pior volume dos últimos dez anos

O volume armazenado nas 12 bacias hidrográficas do Ceará é o mais baixo dos últimos dez anos quando comparada a mesma data (31 de julho). Segundo números da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), a bacia em melhor estado, a do Alto Jaguaribe, está com apenas 50,5% do volume. O armazenamento de água total do Ceará também é o mais baixo do período: apenas 29,7%.

A situação é de alerta também quando observados os dez maiores reservatórios do Estado monitorados pela Cogerh. Dos oito açudes que existem desde 2005, apenas o Pacoti não enfrenta a pior situação agora em 2014 (quando comparada a mesma data – 1º de agosto): está com 35,6% do volume e esteve com 32,5% em 1º de agosto de 2012. As barragens mais recentemente inauguradas (Figueiredo, de 2013 e Taquara, de 2010) também têm hoje o pior quadro.

Entre as bacias, a do Sertão de Crateús é a com pior índice: está com apenas 2,57% da capacidade. Ela é composta por nove municípios. Pelo menos 38.810 domicílios dessas cidades são atendidos pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

Futuro

O cenário que se apresenta é de alerta, destaca o chefe de gabinete da Cogerh, Berthyer Peixoto Lima. Apesar de considerar arriscada a análise de período proposta pelo

O POVO, porque “prender-se a dez anos pode representar um erro hidrológico”, Lima reconhece que a situação preocupa e pode se agravar em 2015 dependendo de como o clima se comportar no Ceará.

Por isso, ele adianta que, caso seja percebido “que 2015 é um ano de seca”, as medidas de priorização de água para o consumo humano e animal serão “mais duras”. Além da suspensão das outorgas novas para uso de água para a irrigação, como é feito hoje no Canal do Trabalhador e no Eixão das Águas, outorgas já em execução também podem ser suspensas. “Tem leis estadual e federal que dizem que, em anos de eventos críticos, é necessário que usos de água para consumos menos nobres sejam suspensos. Se a gente perceber que 2015 é ano de seca, vai ter que suspender a água de irrigação pra que possa priorizar o uso para abastecimento humano e animal”, adianta Berthyer.

Ele lembra, porém, que, por enquanto, o comportamento do clima no ano que vem é apenas suposição. Porém, indica, “pressupõe-se” que será um ano de El Niño. “Isso não quer dizer que vá ser ano de seca. Pode ter fenômenos isolados, eventos que acabem causando aporte hídrico satisfatório”, comenta. O tempo para a recuperação dos reservatórios cearenses, porém, é incerto, indica o chefe de gabinete da Cogerh. Assim, o Estado trabalha sempre com “o pior cenário” pensando em soluções no caso de carência de chuvas. 

Serviço

Para acompanhar a situação dos açudes e bacias do Ceará:

Portal Hidrológico do Ceará

http://www.hidro.ce.gov.br

 

(Mariana Lazari, O Povo)

Cientistas alertam para risco de desertificação da região sudeste

Do Envolverde

Sudeste, rumo à desertificação

O sudeste do Brasil, parte da região central e do sul caminham para se tornar desérticas. A seca registrada este ano na porção centro-sul, principalmente em São Paulo, está ligada a permanente e acelerada degradação da floresta amazônica. O transporte de umidade para as partes mais ao sul do continente está sendo comprometida, pois além de sua diminuição é trazido partículas geradas nos processos de queimadas que impedem a formação de chuvas.

Os cientistas do (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) há mais de uma década fizeram esse alerta, que a cada ano está pior e mais grave. E coloca em confronto o modelo econômico agropecuário, baseado em commodities, com a área mais industrializada, produtiva e rica do país. E também a mais urbanizada e detentora de 45% da população brasileira e abrigada em apenas 10,5% do território nacional.

O cientista e doutor em meteorologia do Inpe, Gilvam Sampaio de Oliveira, a situação é preocupante e bem mais grave do imaginado em relação a eventos extremos. A comunidade científica está surpresa com a dinâmica das alterações do clima. O número de desastres naturais vem crescendo. Entre 1940 e 2009 houve uma curva ascendente de inundações e o número de dias frios, principalmente em São Paulo, está em franca decadência.

“As questões que já estamos passando, como essa seca, eram projetadas para daqui há 15 ou 20 anos. A área de altas temperaturas está aumentando em toda América do Sul. Em São Paulo e São José dos Campos, por exemplo, há um aumento de chuvas com mais de 100 milímetros concentradas e períodos maiores sem precipitação alguma. E quanto mais seca a região, aumenta o efeito estufa e diminui a possibilidade de chuvas”, alertou o cientista.

O sistema principal formador do ciclo natural que abastece a pluviometria do sudeste começa com a massa de ar quente repleta de umidade, formada na bacia do Amazonas, seguindo até os Andes. Com a barreira natural, ela retorna para a porção sul continental, o que decreta o regime de chuvas.

A revista científica Nature publicou em 2012 um estudo inglês da Universidade de Leeds. O artigo apresentou o resultado de um estudo no qual os mais de 600 mil quilômetros quadrados de floresta amazônica perdidos desde a década de 1970, e com o avanço do desmatamento seguido de queimadas cerca de 40% de todo complexo natural, estará extinto até 2050. Isso comprometerá o regime de chuvas, que seriam reduzidas em mais de 20% nos períodos de seca.

Faixa dos desertos

O sudeste brasileiro está na faixa dos desertos existente no hemisfério sul do planeta. Ela atravessa enormes áreas continentais, como os desertos australianos de Great Sendy, Gibson e Great Victoria, na plataforma africana surgem as áreas desertificadas da Namíbia e do Kalahari e na América do Sul, o do Atacama. Sem qualquer coincidência, ambos desertos africanos, inclusive em expansão, estão alinhados frontalmente, dentro das margens latitudinais, com as regiões dos Estados do Sudeste e do Sul do país.

Essa porção territorial só se viu livre da desertificação com o êxito da Amazônia e a formação da Mata Atlântica. Ambas foram determinantes para se criar um regime de chuvas que mantiveram essas partes do Brasil e da América do Sul com solos férteis e índices pluviométricos mais que satisfatórios à manutenção da vida.

O geólogo do Inpe  e assessor da Agência Espacial Brasileira (AEB), Paulo Roberto Martini,  tem sua teoria para esse fenômeno. Na qual a desertificação destas regiões ocorrerá se o transporte de ar úmido for bloqueado ou escasseado, por ação natural ou antrópica. Exatamente o que vem acontecendo. As investigações geomorfológicas já mostraram que entre os anos 1000 e 1300 houveram secas generalizadas e populações inteiras desaparecerem nas Américas. E isto pode ocorrer novamente, agora potencializado pela devastação causada pelo homem.

“Esse solo da região Sul e Sudeste tem potencial enorme para se tornar deserto, basta não chover regularmente. A distribuição da umidade evitou que essa região da América do Sul fosse transformada num imenso deserto”, explicou Martini.

Segundo o pesquisador, no fim do período glacial, por volta de 12 mil anos, a cobertura do Brasil teria sido predominantemente de savana, como na África, pobre em diversidade e formada por gramíneas e poucas espécies arbóreas. O que ainda é encontrado no interior de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e no Mato Grosso. Entretanto, a umidade oceânica associada à amazônica possibilitou a constituição da Mata Atlântica e seu ingresso continente adentro.

A penetração da flora em áreas de campo realimentou o ciclo das chuvas, nível de umidade das áreas ocupadas e a fertilização do solo. Em milhares de anos formou-se um vasto complexo florestal, atualmente reduzido a menos de 5% de seu tamanho original na época do descobrimento.

“Há uma cultura de degradação e falar em restauração das matas no Brasil é ficção. Só se produz água quando se faz floresta, a sociedade tem que reagir a isso”, observou o dirigente da entidade SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani.

As pesquisas mostram que o povoamento vegetal no que é hoje o território brasileiro teria começado pela costa do Oceano Atlântico, seguindo para o interior ao longo das várzeas dos rios, onde se encontram os solos mais ricos em nutrientes. Foram milhares de anos neste ritmo, o que induziu diversos especialistas a defenderem a tese de que a Mata Atlântica esteve intimamente ligada a Floresta Amazônica, pois ambas detém diversas semelhanças em seus ciclos sazonais e em espécimes de fauna e flora.

Mas com a derrubada desta proteção vegetal e o encurtamento do ciclo de chuvas oriundas do mega sistema amazônico, as mudanças climáticas ganharam impulso e têm causado alterações no desenvolvimento de diferentes culturas agrícolas, entre elas milho, trigo e café com impactos imensos na produção brasileira e norte-americana. A avaliação partiu dos integrantes do Workshop on Impacts of Global Climate Change on Agriculture and Livestock , realizado em maio na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP).

* Júlio Ottoboni é jornalista diplomado e pós-graduado em jornalismo científico.

Seis perguntas sobre a crise hídrica de São Paulo

Do Planeta Sustentável

Vanessa Barbosa

Assim como futebol e política, “água” virou assunto corrente nas conversas de quem vive em São Paulo. No supermercado, na fila do ônibus, na hora do almoço, as perguntas estão sempre lá: Vai ter racionamento? A água do volume morto é boa? Como São Paulo mergulhou nessa crise? E se não chover, vai faltar? Veja a seguir algumas respostas para as dúvidas mais comuns sobre a crise.

1 – COMO SÃO PAULO MERGULHOU NESTA CRISE?
São Pedro tem participação, mas pequena. O último período chuvoso, que vai de outubro à março, foi o mais seco em 45 anos, segundo dados do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Não à toa, o verão de 2014 fez São Paulo bater vários recordes de calor.

Mas, veja bem, a responsabilidade do santo guardião da chuva termina aí. Uma parcela bem maior cabe ao poder público, o zelador oficial da água, incumbido de gerenciar esse recurso natural com parcimônia.
Faz pelo menos quatro anos que o Estado de São Paulo está a par dos riscos de desabastecimento de água na Região Metropolitana. Em dezembro de 2009, o relatório final do Plano da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, feito pela Fundação de Apoio à USP, não só alertou para a vulnerabilidade do sistema Cantareira como sugeriu medidas cabíveis a serem tomadas pela Sabesp a fim de garantir uma melhor gestão da água.

Antes disso, na outorga de 2004, uma das condicionantes era que a Sabesp tivesse um plano de diminuição de dependência do Cantareira. O grande problema foi a demora de planejamento.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instarou um inquérito civil para esclarecer a crise no Sistema Cantareira e apurar informações sobre a possibilidade de erros de gestão da Sabesp.

2 – QUAL O IMPACTO DO USO DO VOLUME MORTO NA QUALIDADE DA ÁGUA E NA SAÚDE PÚBLICA?
Este é um dos temas mais delicados. Afinal, nunca São Paulo tinha bebido do chamado volume morto, uma reserva abaixo do nível de captação de água feita pela Sabesp. Por se tratar de uma área mais funda, essa reserva “técnica ou estratégica”, como diz o governo, serve de zona de sedimentação dos micropoluentes no ambiente aquático e, também, de alguns metais pesados. Quando remexida, pode impactar não só a qualidade da água, mas a vida dos seres daquele ecossistema.

Estima-se que os gastos da Sabesp tenham aumentado em 40% com tratamento dessa água, comparada à água do volume útil. Procurada pela reportagem, a Sabesp não confirmou a informação.

Em nota, a Cestesb afirmou que realiza, periodicamente, análises da qualidade da água do Reservatório Jacareí, com o objetivo de avaliar os aspectos ambientais do denominado “volume morto”.

“Essa caracterização é realizada por meio de parâmetros físicos, químicos e biológicos. Com base nessa análise, verifica-se que a água do reservatório continua apresentando boas condições de qualidade, tanto para proteção da vida aquática quanto captação visando o abastecimento público”, diz o órgão.

3 – O QUE O GOVERNO ESTADUAL E A SABESP TÊM FEITO PARA TENTAR CONTORNAR A CRISE HÍDRICA?
De saída, a Sabesp ofereceu desconto de até 30% na conta para quem economizasse água. Com a adesão popular e controle dos desperdícios, a ação tem sido bem sucedida.

Outra medida, essa menos popular por vários motivos, foi a tentativa de provocar chuva artificial, um processo chamado de semeadura de nuvens, ao custo de R$ 4,5 milhões.

A investida mais radical, no entanto, foi recorrer a obras para retirada do volume morto, considerada por alguns especialistas uma ação deletéria.

Eles definem o quadro como uma ilusão da abundância em plena escassez, com consequências nefastas para o meio ambiente, a economia e para o próprio bem-estar da população.

Para os experts em recursos hídricos, a reserva do volume morto deveria ser usada a apenas em situação extrema, somente após iniciado um rodízio e caso as chuvas de outubro não chegassem em quantidade suficiente.

Outra alternativa, que depende menos do estado e mais da disposição dos vizinhos, é a proposta de construir um canal para retirar água da bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro.

4 – O SISTEMA CANTAREIRA CONSEGUIRÁ SE RECUPERAR? QUANDO?
Deixar o manancial se esgotar, como está ocorrendo, gera graves efeitos ambientais. O esgotamento de uma represa afeta os lençóis freáticos do entorno e todo o ecossistema.

“Esses mananciais precisam ser preservados e não explorados à exaustão. É uma questão de preservação da qualidade da água”, diz Roberta Baptista Rodrigues, doutora em recursos hídricos e professora dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária e de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi.

Recuperar esses sistemas vai ser muito mais complicado, mesmo com chuvas. À medida que o nível da água reduz, aumenta a taxa de evaporação, porque o solo fica mais seco e em contato com a atmosfera. Assim, a água da chuva infiltra e evapora”, acrescenta.

Segundo análise estatística do comitê que monitora a crise, o sistema tem só 25% de chance de acumular entre dezembro e abril de 2015 uma quantidade de água (546 bilhões de litros) suficiente para repor o “volume morto” usado emergencialmente e ainda devolver ao Cantareira 37% da sua capacidade antes do próximo período de estiagem.

5 – VAI TER RACIONAMENTO?
Para especialistas em recursos hídricos, SP já deveria estar racionando água, tanto para poupar este recurso quanto para preservar os mananciais. Sujeitar 9 milhões de pessoas a regime de racionamento não é uma decisão fácil. Mas é necessária, segundo Marco Antonio Palermo, doutor em engenharia de recursos hídricos pela USP.

“O uso do volume morto é uma estratégia paliativa e muito deletéria, que não trata o problema de forma estrutural. Pior, está virando rotina. Isso não pode ser prática de uma política de gestão de recursos hídricos, que deve focar na produção de água e no uso do volume útil”, defende.

Segundo ele, se São Paulo tivesse iniciado o rodízio no começo do ano, não teria sido necessário recorrer à reserva técnica, que só seria usada como estratégia última. Com isso, cresce o risco de SP enfrentar um racionamento drástico com o aprofundamento da crise.

6 – E SE AS CHUVAS NÃO VOLTAREM EM OUTUBRO E NOVEMBRO PARA ACUDIR OS RESERVATÓRIOS? SP CORRE O RISCO DE FICAR SEM ÁGUA?
“Somente se não chover até outubro é que teremos problemas”, disse, em maio, o diretor de relações com investidores da Sabesp, Mario Sampaio. No pior cenário, a água se esgota até outubro, pelo cálculos do grupo de monitoramento da crise, formado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado (DAEE).

Os cálculos contrariam a afirmação do governo de que até março de 2015 água está garantida. Recentemente, a Sabesp anunciou que pode recorrer ao volume morto do Alto Tietê, o segundo maior sistema de água da Região Metropolitana.

Estimativas apontam que a medida daria apenas um mês de sobrevida ao sistema. Qual será o plano C, quando a última gota chegar? Procurada pela redação, a Sabesp não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Agora que a crise já está instalada, começam a sair do papel projetos antigos que podem proteger a cidade de futuros colapsos. É o caso da construção de um novo reservatório de água, em Ibiúna, fruto de parceria público-privada, prevista para ser concluída em 2018.

 

Barra do Ceará: Bairro mais antigo de Fortaleza completa 410 anos

Desenvolvida em uma área repleta de ambientes naturais, como rio, mangue e praia, a Barra do Ceará comemora hoje 410 anos. Situado no Marco Zero da cidade, o bairro é considerado o mais antigo de Fortaleza. Durante todo o dia, serão realizadas atividades comemorativas. O encerramento ocorre à meia-noite com uma queima de fogos em vários pontos da região.

Proprietário de uma barraca na avenida Vila do Mar – via revitalizada em 2012 e localizada no bairro – Luiz Carlos, 40 anos, trabalhava em São Paulo na década de 90, mas se apaixonou pela orla da Barra do Ceará durante visitas à capital cearense. Empolgados pela paisagem natural do local, Luiz e seus três irmãos resolveram investir no empreendimento na praia e se mudaram de vez para Fortaleza. “É um local privilegiado pela natureza. As pessoas vêm aqui e saem felizes. Os turistas se impressionam”, conta.

Um dos atrativos naturais da Barra do Ceará é o pôr do sol. O historiador e pesquisador da região, Adauto Leitão, 43, garante que é o mais bonito do Estado. “Nas margens do rio Ceará, as pessoas podem ver o pôr do sol de frente, sem obstáculos. É uma visão privilegiada e limpa do poente”, destaca. Dentro das comemorações da Barra do Ceará está o projeto Ondas de Concreto. O artista visual Luiz Freire é o responsável pela pintura de um paredão abandonado de 4 metros de altura por 100 metros de largura na avenida Vila do Mar. Morador do bairro, Luiz acredita que a região tem um potencial para se desenvolver, mas pede mais cuidado às praias do local. “Através da arte também podemos revitalizar a região. Além da revitalização das áreas urbanas, precisamos valorizas as praias e mobilizar a comunidade”, pontua o artista.

 

Segurança pública

Apesar das belezas moradores reclamam de insegurança no local. Segundo eles, a revitalização da avenida Vilar do Mar e a criação do Cuca da Barra diminuíram os casos de violência, mas os riscos ainda continuam. O policiamento na Barra do Ceará é realizado por seis viaturas da Polícia Militar (PM), sendo três do Ronda do Quarteirão e três do Policiamento Ostensivo Geral (POG), e o pelotão de motos da Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio). Segundo o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e responsável pela Área Integrada de Segurança (AIS) I, tenente-coronel Francisco Souto, a violência no bairro está sobre controle.

 

Serviço

Passeio ecológico de barco pelo rio Ceará

É necessário formar grupos de 10 a 20 pessoas, com agendamento prévio. O passeio dura duas horas.

Valor: R$ 20 por pessoa.

Telefone:(85) 3485 6945 /8753 3940

Endereço: avenida Radialista José Lima Verde, 746, Barra do Ceará (Albertu’s Restaurante) 

Programação

 

6h – Alvorada de Fogos – diversos pontos da Barra do Ceará 

8h – Adorno com bandeiras na ponte da Barra. Homenagem

aos países que marcam presença histórica na Barra do Ceará. 

10h – Homenagem aos 10 anos de instalação do Cruzeiro

de Santiago – Ícone do reconhecimento internacional do Marco Zero. Monumento doado (2004) pela Xunta de Galicia – Espanha.

15h30min – Imagem de Santiago via ABT do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará -percorre as ruas da Barra do Ceará.

16h30min – Encontro da Juventude na Praça

Santiago da Barra – junto ao Cruzeiro de Santiago. Caminhada até a ponte da Barra.

17h – Procissão Marítima com a imagem de Santiago pelo Rio Ceará.

19h – Missa de Santiago.

21h – Final da Copa 410 Anos. Futebol Amador.

(Lucas Mota, O Povo)

Exposição em Fortaleza exibe imagens inéditas de Lampião

Exposição reúne 60 fotografias do acervo particular de Silvio Frota (Foto: Divulgação)

A exposição “Iconografia do Cangaço” segue até quinta-feira (10), no Memorial Deputado Pontes Neto, da Assembleia Legislativa do Ceará (Malce), em Fortaleza. A exposição apresenta imagens inéditas e inusitadas de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e seu bando.

Entre as raridades, um cartão de visitas com fotografia na frente e mensagem no verso, escrito à mão e assinado por Lampião; volantes em pose oficial; e a dança de cangaceiros no meio do sertão. 

São 60 fotografias do acervo particular de Silvio Frota, sendo mais da metade de autoria de Benjamin Abrahão, que fotografou e filmou o bando de Lampião com equipamentos e orientação de Adhemar Albuquerque, fundador da Abafilme. As outras fotografias foram feitas por Lauro Cabral de Oliveira, Pedro Maia, João Damasceno Lisboa, Pedro Uchoa, além de outros fotógrafos anônimos que conseguiram retratar momentos históricos do cangaço.

A exposição “Iconografia do Cangaço” é dividida em três etapas. Na primeira, expõe o cangaceiro com sua família, em Juazeiro do Norte, no Ceará, em março de 1926. Passa por registros de seu bando, entre 1927 e 1937; mostra a repressão, com a atuação das Volantes, milícias armadas criadas para combater o cangaço; e a morte de Lampião e integrantes do bando, com os corpos  e as cabeças decapitadas e expostas ao público como provas das capturas, em 1938. Há registros também da rendição de outros cangaceiros, em 1939.

O visitante vai encontrar, ainda, recortes com matérias sobre Lampião e seu bando, publicadas jornais da época. O Malce também exibirá o filme feito por Benjamin Abrahão do bando de Lampião, com duração de 11 minutos e 30 segundos.

Via http://www.cbnfoz.com.br

Fortaleza precisa de um plano de urbanização à altura do seu tamanho

Com o título “Fim de festa”, eis artigo do professor José Borzacchiello, que pode ser conferido no O POVO desta quarta-feira. Ele fala sobre Fortaleza pós-Copa. Ou seja, com o fim da maquiagem e inicio da campanha eleitoral, os problemas urbanos retornarão à cena com maior visibilidade. 

Os jogos da Copa do Mundo em Fortaleza projetaram a cidade e o Ceará e permitiram a construção de olhares, depoimentos e imagens positivas do modo cearense de ser e de fazer. Esse saldo positivo deve ser tratado com muito cuidado. Nem tudo é o que parece. Com o fim da Copa e início da campanha eleitoral, a maquiagem que transfigurou a cidade no período da competição se desmancha e os problemas urbanos retornam à cena com maior visibilidade. O que fica, certamente, é a certeza que o cearense continua simpático e hospitaleiro, tendo recebido muitos elogios de brasileiros de vários estados e povos de várias nacionalidades. Aos poucos, os vestígios da festa desaparecerão. No palanque ela será sempre lembrada com imagens lindas. Não faltarão aquelas da Fan Fest, do aterrinho e as que consagraram Fortaleza como o epicentro do nacionalismo com a capela do hino nacional que empolgou os jogadores na Copa das Confederações e acabou se repetindo na Copa, em todos os estádios onde nossa seleção jogou. Também estará no palanque a cobrança pelas obras que não foram realizadas e as incompletas do plano de mobilidade urbana. Questionarão também, a inadequação de políticas de remoção da população das áreas atingidas pelas obras.

Passada a Copa, espera-se que os candidatos contemplem, em suas plataformas políticas, uma ampla e séria discussão sobre a cidade e o urbano no Ceará. É urgente que se pense em Fortaleza e sua região metropolitana, considerando sua forte concentração demográfica, seu potencial econômico e as múltiplas atividades ai desenvolvidas. Desde o Planefor, a região metropolitana de Fortaleza tem sido esquecida. Esta apresenta um nível de complexidade a ser esmiuçado pelos pesquisadores, políticos e planejadores. Fortaleza firma-se fortemente no cenário metropolitano, ampliando seu raio de influência direta e incorporando novas funções. Seu crescimento acelerado interfere sobremaneira no território à sua volta, provocando a expansão da malha viária, de infra-estrutura, de equipamentos e serviços, nem sempre concebidos e executados a partir de um plano de gestão.

Fortaleza é muito importante no cenário urbano brasileiro, entretanto, não possui uma urbanização à altura de seu tamanho demográfico e de seu peso funcional. Quando comparada com outras praças de porte idêntico, sua importância comercial e de polo de prestação de serviços se destaca. Não se pode negligenciar seu território metropolitano que contém quinze cidades e uma multiplicidade de atividades como distrito e corredor industrial, complexo porto/industrial, aterro sanitário, reservatórios e estações de tratamento de água para abastecimento de Fortaleza, potencial paisagístico e importantes polos turísticos ligados ao mar, às serras e ao sertão. Isso e muito mais vem à tona quando se discute sucessão política no Ceará. É fim de uma festa e começo de outra.

* José Borzacchiello

borza@secrel.com.br

Geógrafo e professor da UFC.

Cid Gomes tem dois secretários fichas sujas que deverão ser demitidos de seus cargos

Renê Barreira

A relação do Tribunal de Contas da União (TCU), entregue nesta semana ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os nomes de gestores públicos fichas sujas, traz dois secretários do governador Cid Gomes: Renê Barreira, secretário da Ciência e Tecnologia, e Otacílio Borges, secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura.

O governador Cid Gomes com a revelação da inclusão dois dois nomes de seus auxiliares na lista dos fichas sujas deve agora demiti-los de seus cargos seguindo a Constituição brasileira e cearense que proíbe que quem tem contas desaprovadas ocupe cargo público.

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou em abril de 2012 a Lei da Ficha Limpa para cargos públicos estaduais. Com isso, os secretários citados não poderiam estar ocupando os referidos cargos.

Veja a lista completa do TCU

Via

Governo Brasileiro cria canal 138 para receber denúncias contra o racismo

Rio de Janeiro – A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros anunciou nesta sexta-feira (20), em entrevista coletiva, às 12h, no Centro Aberto de Mídia João Saldanha (CAM), a criação de um novo canal para recebimento e encaminhamento de denúncias sobre o crime de racismo.

O Disque Igualdade Racial ou Disque Racismo, deverá ser efetivado nos próximos meses e funcionará em todo País por meio do número 138. “O enfrentamento ao racismo e seus efeitos na vida das pessoas passou a fazer parte da agenda governamental a partir de 2003, quando foi criada a Seppir. Desde então temos desenvolvido um conjunto de iniciativas, de agendas que se traduzem em planos e programas para segmentos da população negra no Brasil”, disse a ministra.

“Dentro do governo já existia a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, que acolhe da parte da sociedade denúncias de discriminação que são encaminhadas para os poderes de justiça, para que eles deem seguimento a essas denúncias. Para agilizar essas denúncias é que criamos o Disque Igualdade Racial, por meio do número 138. Neste canal, o Estado brasileiro dará uma resposta e uma distribuição mais ágil para a justiça”, completou ela. A ouvidoria já recebeu, desde 2011, 1.545 denúncias de racismo.

A criação do Disque Racismo é mais uma ofensiva do governo brasileiro, que foi pioneiro no mundo na idéia de criar uma Secretaria no primeiro escalão da administração federal, com status de Ministério, para tratar do assunto. Por ter sido o primeiro governo do mundo a institucionalizar a discussão de políticas de igualdade racial, o Brasil é referência internacional na área.

Nos últimos meses, a SEPPIR tem mantido contato com entidades ligadas ao futebol, aos árbitros e às torcidas organizadas para prevenir e conscientizar sobre o racismo, difundindo que tal prática é considerada crime imprescritível e inafiançável no País, com pena prevista de 1 a 5 anos de prisão e multa pela Lei 7.716/89.

Na coletiva, a ministra acompanhou o ex-árbitro de futebol Márcio Chagas da Silva, que foi vítima de racismo no início de março passado, quando apitava um jogo do Campeonato Gaúcho, em Porto Alegre. “Sofri muito com os xingamentos durante partidas, tive o carro depredado com pontapés na porta e bananas jogadas. Não fui só eu, também sofreram colegas em campo, como os jogadores Tinga, Arouca e Daniel Alves”, afirmou Márcio.

“Quase desisti do futebol em 5 de março, mas estava de cabeça quente. Conversei com minha família e resolvi ir até o fim daquele campeonato. Continuo no futebol, mas como comentarista esportivo. As pessoas se transformam quando a bola rola”, disse o ex-árbitro, que se aposentou recentemente. “Trazer à tona essas ocorrências é fazer com que as pessoas saibam o quanto é forte o racismo no futebol”, completou.

No Brasil, o futebol é reconhecido por toda a sociedade como lugar de excelência. A diversidade racial tem sido elemento determinante da excelência no futebol. Mas, a exemplo do futebol, o País pode fazer da diversidade racial um fator de excelência em todas as áreas da vida social. Para Luiza Bairros, a Copa no Brasil é uma oportunidade – “O Brasil está num lugar privilegiado para protagonizar esta campanha contra o racismo, também no futebol. São exemplos fortes e que nos colocam numa posição política confortável para propor que esta Copa seja a copa contra o racismo”.

O entendimento de autoridades do setor é que o racismo ainda presente no futebol é um reflexo das manifestações de discriminação que afetam a população negra. 50,7% dos brasileiros são negros ou pardos. “Só quem é negro sabe como machuca e como dói ser vítima de discriminação racial. Como se sente violado e violentado. Só quem passa por isso sabe o que é”, concluiu Márcio Chagas.

Em 2010, o Congresso Nacional aprovou o Estatuto da Igualdade Racial e nos últimos anos aprovou também leis que criam cotas para negros em universidades federais, nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e no serviço público. “Queremos que a discriminação não mais atue”, finalizou Luiza Bairros.

A Lei de Cotas nas universidades federais, instituída em 2012, ampliou a presença da população negra no ensino superior gratuito do País. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da UERJ, o número de vagas reservadas para negros, pardos e indígenas subiu 225% entre 2012 e 2014: eram 13.392 vagas separadas para esse grupo naquele ano, e agora são 43.613 vagas reservadas. Para a ministra, “estamos pautando processos de mudança no Brasil. E este amadurecimento pode ocorrer também na Copa do Mundo”.

Centro Aberto de Mídia

Copa 2014: Fortaleza, capital do humor, terá show dentro e fora de campo

Fábio Vendrame

É para levar a sério: Fortaleza, capital do humor brasileiro no Ceará, tem tudo para dar um show dentro e fora de campo na Copa 2014. Acostumada a receber estrangeiros, a cidade deve ser visitada por mais de 400 mil turistas, estima o Ministério do Turismo. No gramado do novo Castelão, seis jogos do Mundial serão disputados. E o time de Felipão protagoniza ao menos um deles.

Preparamos um roteiro básico para quem tem pelo menos três dias na cidade. A ideia é desfrutar do que há de melhor, das praias à mesa. Com extensão a pontos estratégicos do litoral.

Não será pouca a movimentação em Fortaleza durante a Copa. Na Praia de Iracema vai rolar a Fan Fest. E os hotéis da cidade já registram 98% de ocupação em 17 de junho, quando a seleção brasileira enfrentará o México na Arena Castelão (visitas guiadas sob agendamento). No total, a ocupação média para o período do torneio da Fifa é de 77% dos leitos na capital cearense – dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

DIA 1: Orla urbana e cultural

A Avenida Beira-Mar interliga as três praias centrais de Fortaleza. Apesar de não serem exatamente recomendáveis para um bom banho de mar, Iracema, Meireles e Mucuripe têm seu charme e boa infraestrutura turística. Arborizado, o calçadão que acompanha a orla serve a prazerosas caminhadas e à prática de esportes. Outra opção para arejar mente e pulmões na cidade atende por Parque do Cocó, a meio caminho entre o centro e a Praia do Futuro. Na hora do almoço, a pedida é eleger um dos restaurantes do corredor gastronômico de Varjota, bairro que concentra casas simples e mais sofisticadas. Um clássico é o Colher de Pau.

Abastecido, vá explorar as atrações centrais: a arte do Theatro José de Alencar, o artesanato do Mercado Central, as atrações multiculturais do Dragão do Mar, programa para qualquer hora do dia e da noite, quando música ao vivo, voz e violão, acompanha a happy hour. Ali perto, o entardecer fica mais bonito e romântico na Ponte dos Ingleses.

DIA 2: Futuro garantido
Pé na areia e banho de mar em Fortaleza têm nome: Praia do Futuro. Cercada por barracas com infraestrutura completa, é programa tamanho família de dia inteiro. Dicas: Guarderia Brasil e Vojnilô Praia. A capital cearense também tem endereços com vibe moderninha para sunsets: o Colosso Lake Lounge e o Tempero do Mangue. Outra opção para um dia todinho: o ineludível Beach Park), em Aquiraz. Na volta, não perca a chance de ir ao Centro das Tapioqueiras de Messejana, onde a especialidade ganha diversas versões e recheios como carne de sol.

DIA 3: Leste x oeste – Canoa Quebrada, Cumbuco, Morro Branco
Dia de explorar parte do belo litoral cearense. Escolha o sentido e siga adiante. A oeste de Fortaleza,Cumbuco tem vasta oferta de entretenimento, desde a canga esticada na areia a passeios de buggy e jegue por dunas e lagoas. Também dá para curtir a brisa constante, afinal, você estará num dos melhores pontos para wind e kitesurfe do País. Fica a apenas 35 quilômetros da capital. Se você escolher a direção leste, terá como grande estrela a meia-lua inteira de Canoa Quebrada, a cerca de 150 quilômetros de Fortaleza. No caminho, os labirintos de falésias de Morro Branco, em Beberibe, além das lagoas e coqueirais da Prainha do Canto Verde.

(Estadão Online)

Especialistas de 15 países debatem mudanças climática em Fortaleza

Fortaleza realiza a partir desta segunda-feira (12) um evento internacional que debate a adaptação às mudanças climáticas. O evento internacional Climate Change Adaptation Conference 2014 começa às 9h, com palestra da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e vai até 16 de maio, no Hotél Vila Galé.

Também estarão presentes representantes de instituições de pesquisa e governamentais de 15 países. A conferência, que discutirá os impactos do clima e as opções de adaptação, vai reunir cientistas e profissionais de países desenvolvidos e em desenvolvimento para compartilhar abordagens de pesquisa, métodos e resultados.

O objetivo é explorar métodos para dirimir os impactos das mudanças climáticas.

O evento é realizado pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Estudos Espaciais (INPE), do Programa Global de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Vulnerabilidade, Impactos e Adaptação (PROVIA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INPE).

(G1 Ceará)

Arquitetos vão entregar abaixo-assinado pedindo tombamento da Praça Portugal

Um grupo de arquitetos vai entregar, às 15 horas desta segunda-feira, na Secretaria de Cultura de Fortaleza, um abaixo-assinado solicitando o tombamento provisório da Praça Portugal, conforme lei nº 9.347, de 11 de março de 2008. Isso, devido “a emergência caracterizada por iminente perigo de destruição, demolição ou alteração do bem”.

O abaixo-assinado, segundo a arquiteta Erika Cavalcante, possui cerca de 350 assinaturas. Segundo adianta, o documento quer comprovar que há o desejo da população em manter a praça na cidade e de estar contra a intervenção precipitada da Prefeitura na área.

(Via Blog do Eliomar de Lima)

Fortaleza será sede de conferência sobre mudanças climáticas

Vai acontecer em Fortaleza, nos dias 12 a 16 de maio, a terceira edição do International Climate Change Adaptation Conference – Adaptation Futures 2014. Esta conferência discutirá os impactos do clima e as opções de adaptação. Para isso a conferência pretende reunir pesquisadores, tomadores de decisão e profissionais, de países desenvolvidos e em desenvolvimento, para compartilhar abordagens, métodos e resultados de pesquisa no tema.

“A nossa meta é criar uma rede de pesquisa internacional, colaborativa e criativa de pesquisadores, tomadores de decisão e profissionais interessados no tema”, declara José Marengo, chefe do CCST/INPE. “A conferência irá explorar qual o melhor caminho a seguir em um mundo onde os impactos das mudanças climáticas são cada vez mais visíveis e as ações de adaptação são cada vez mais necessárias”, complementa.

A Conferência Adaptation Futures 2014 terá cinco eixos temáticos principais: Impactos das mudanças climáticas nos diferentes setores e implicações para adaptação; Relação entre adaptação e desenvolvimento para o bem-estar humano; Abordagens integradas em diferentes níveis (local até global) frente a um mundo 4oC mais quente; Adaptação ao limite em regiões que são mais vulneráveis às mudanças climáticas; e compreendendo, avaliando e comunicando adaptação.

O evento que já aconteceu, em 2010, na Austrália e, em 2012, nos Estados Unidos, é promovido pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) e pelo Programa das Nações Unidas para Estudos sobre Vulnerabilidade, Impactos e Adaptações às Mudanças Climáticas (PROVIA), com o apoio do Governo do Federal e Estadual e vai acontecer no Hotel Vila Galé, na Praia do Futuro, em Fortaleza.

As inscrições para participar do Adaptation Futures 2014 podem ser feitas até o dia 11 de maio pelo site http://adaptationfutures2014.ccst.inpe.br/registration/

(O Estado)

FAO instala escritório regional no Nordeste, em Campina Grande

Campina Grande/Paraíba

Brasília – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) instala hoje (28) em Campina Grande (PB), na sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), o segundo escritório regional no Brasil. A Unidade de Coordenação de Projetos da FAO apoiará projetos regionais para fortalecer a agricultura familiar, o combate à desertificação, ações de recuperação da degradação da terra, a diminuição dos efeitos da seca, a produção de alimentos e o incentivo à fome.

A primeira unidade regional da FAO no Brasil foi instalado ano passado no Paraná, com escritórios em Curitiba e Foz do Iguaçu e ações nos três estados da Região Sul.

O acordo de cooperação será assinado hoje em celebração aos dez anos do Insa, instituto ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, criado com o objetivo de desenvolver ações de pesquisa, formação, difusão e formulação de políticas para a convivência sustentável do Semiárido brasileiro a partir das potencialidades socioeconômicas e ambientais da região.

Na programação do Insa também estão o lançamento da primeira fase do Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro e comemorações ao Dia Nacional da Caatinga.

Em dois módulos de consulta, o sistema reúne e disponibiliza dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido e será usado para divulgar experiências e estudos como forma de gerar conhecimentos nos campos da ciência, tecnologia e inovação. O módulo básico é direcionado a gestores de políticas públicas, organizações sociais e sociedade em geral; já o módulo avançado tem como público equipes técnicas de órgãos gestores, pesquisadores e professores de universidades.

Os dados disponibilizados são provenientes de várias instituições parceiras, como a Agência Nacional de Águas (ANA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis).

O Semiárido brasileiro se estende por oito estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e pelo norte de Minas Gerais.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Poluição atmosférica pode modificar o DNA dos paulistanos

A ciência já comprovou que a poluição atmosférica faz mal para a saúde. Mas, agora, pesquisadores brasileiros detectaram pela primeira vez uma modificação no DNA humano causada pela presença de elementos químicos encontrados na fumaça do cigarro e nas emissões de gases dos veículos de São Paulo.

Os elementos encontrados na poluição são dois aldeídos: acetaldeído e crotonaldeído. “Eles são mutagênicos e podem levar ao desenvolvimento de câncer”, afirmou a INFO a professora Marisa Helena Gennari de Medeiros, do Instituto de Química (IQ) da USP. O grupo de cientistas envolvidos no estudo faz parte de uma rede paulista financiada pela Fapesp e da rede nacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT).

Para chegar nessa conclusão, Marisa e sua equipe fizeram um levantamento e analisaram a urina de 82 pessoas. Dessa total, 47 eram residentes na cidade de São Paulo e outros 35 eram moradores de São João da Boa Vista, município no interior do estado.

Após os testes, os cientistas perceberam uma diferença significativa entre os dois grupos. Os moradores da capital paulista apresentaram uma maior concentração de adutos, que é o resultado da reação dos aldeídos com o DNA.

“O organismo tem sistemas de defesa que reparam as lesões no DNA. O problema é quando o nível de lesões ultrapassa a capacidade do sistema de reparo, ou em indivíduos que tem alguma deficiência nesses sistemas”, diz Marisa.

Ao entrar em contato com o organismo, os aldeídos se ligam à estrutura do DNA e a modificam. Mas as enzimas protetoras dessa estrutura fazem um corte na modificação feita pelos aldeídos. Assim acontece o reparo, que acaba sendo eliminado pela urina. Mas se o dano causado ao DNA não for reparado pode levar a uma mutação e ao câncer.

O uso urina como biomarcador (molécula que indica mudanças nos sistemas biológicos) para esse tipo de estudo é um dos diferenciais da pesquisa. Esse exame é útil justamente porque as substâncias descartadas na urina são produto desse reparo do DNA.

O exame de urina fornece uma boa possibilidade de monitorar a exposição da população a aldeídos presentes na atmosfera. Essa pode ser, portanto, uma ótima ferramenta na região de São Paulo, onde a frota veicular é imensa e os aldeídos presentes na atmosfera oferecem um grande risco para a saúde da população.  

A ideia é, daqui pra frente, ampliar o estudo para analisar e comparar amostras de urina de moradores de diferentes bairros na cidade de São Paulo e de diferentes cidades. Segundo o estudo, o monitoramento pode fornecer informações para a formulação de políticas públicas que reduzam os efeitos nocivos da poluição atmosférica. “A melhor forma de se prevenir desse tipo de mudança do DNA é não se expor. O governo deve ter políticas de controle rígido do nível de poluentes”, diz.

(Vanessa Daraya, via Info Online Abril)

Forbes Brasil mostra força do NORDESTE e destaca Fortaleza

O Nordeste, com ênfase em Fortaleza, foi destaque na última edição da tradicional revista Forbes Billionaires – uma das mais conhecidas publicações mundiais de economia e negócios – com circulação em 24 de março último. A matéria, intitulada “Spotlight on the Northeast”, ou Foco no Nordeste, apresentou a região falando sobre o cenário de crescimento e evidenciou os estados do Ceará e de Pernambuco, sobretudo, pela prosperidade do mercado imobiliário e pelo papel do Complexo Industrial Portuário do Suape, respectivamente. Segundo a revista, o Complexo do Suape, em Pernambuco, é um dos mais poderosos “motores de crescimento” da região Nordeste.

Mais de 100 empresas já abriram negócios na localidade, “o que representa US$ 18 bilhões em investimentos diretos para servir ao maior estaleiro e polo petroquímico do País”, explica a matéria sobre Pernambuco.

Também é enfatizada a rápida expansão dos setores industriais, de agroprocessamento, recursos naturais e o turismo cearenses. Impulsionado pela demanda crescente da região, o mercado imobiliário brasileiro, segundo a publicação, tem visto desde 2008, de acordo com a Forbes Brasil, um incremento significativo nos valores, com 200% de alta estimada nos preços da habitação nacional.

Porfólio

A matéria também ressalta o “extenso portfólio de alta qualidade” que a cidade de Fortaleza carrega no que diz respeito a apartamentos e casas de família.

Foi apoiado neste boom imobiliário que o Grupo BSPar ampliou os negócios, contou à Forbes, o empresário Beto Studart, presidente da empresa.

Segundo ele, que em setembro assumirá a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), diante do maior poder de compra adquirido pela classe média, enquanto as taxas de emprego no Brasil permanecerem em 95%, o setor de construção civil vai continuar prosperando.

Studart vê a situação da economia cearense como um reflexo da nacional, e por isso, a inflação é preocupante para o setor, já que naturalmente será agregada ao valor dos imóveis e repercutirá em um futuro próximo de decisão das pessoas que estão pensando em comprar alguma propriedade. Segundo acrescenta, esse fato pode dificultar um pouco o cenário, mas não tudo.

“Vejo que a construção está vivendo não um esfriamento, mas a realidade. Tivemos até o momento, um passado de muita euforia, o que também desorganiza o segmento. Agora, mais do que nunca, temos que pensar e ter responsabilidade ao lançar um empreeendimento e, os clientes, na hora de comprar. Vamos lançar projetos ajustados à realidade cearense e nacional”, declara o empresário.

Gente empreendedora

Oportunidades como o Porto do Pecém, os esforços do governo em infraestrutura, a montagem da siderúrgica no Estado, a possibilidade de refinaria no futuro e a transposição das águas do São Francisco – se realmente for concluída -, são citadas pelo empresário como evidências otimistas de crescimento.

Segundo Beto Studart, o Ceará é um Estado diferente “porque tem esse viés de gente trabalhadora, dinâmica e empreendedora”, mas afirma: “Pernambuco está vivendo o sonho que eu quero que nosso Estado viva”, concluiu.

(Diário do Nordeste)