Arquivo da categoria: Eleições 2014

Ceará: Saiba quanto seu deputado federal eleito diz ter gasto para ganhar mandato

Blog do Eliomar, O Povo

“Os 22 deputados federais eleitos pelo Ceará informaram que gastaram, juntos, R$ 22,2 milhões para conseguir lugar ao sol em Brasília. Foi esse o valor que eles declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na prestação de contas definitiva da campanha. Com base no montante, cada voto conquistado pelos 22 tenha custou, em média, 7,42 reais.

A campanha mais cara, segundo os dados oficiais, foi a de Danilo Forte (PMDB), quinto mais votado no Estado. Ele declarou despesa de R$ 2,47 milhões, seguido de Antônio Balman (Pros), com R$ 2,27 milhões.

Três candidatos do Ceará ao Senado, Tasso Jereissati (PSDB), Mauro Filho (Pros) e Raquel Dias (PSTU), informaram ao TSE despesa de R$ 13,1 milhões, juntos. Até as 21 horas, os dados da ex-candidata Geovana Cartaxo (PSB) não haviam sido divulgados.

Dos concorrentes ao Governo, só Eliane Novais (PSB) e Ailton Lopes (Psol) já prestaram contas. Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), que disputaram 2º turno, têm até o dia 25.”

listaaaa

Derrotas de Camilo para Eunício em Fortaleza devem ser avaliadas, dizem aliados

A derrota de Camilo Santana (PT) para Eunício Oliveira (PMDB) entre o eleitorado de Fortaleza na disputa pelo governo é coisa a ser avaliada com atenção, dizem aliados ao prefeito Roberto Cláudio (Pros) e ao governador Cid Gomes (Pros), cabos eleitorais do petista. Animado por seu desempenho na capital, Eunício afirmou ontem que o PMDB terá candidato a prefeito em 2016 e prometeu oposição ao futuro governador.

O adversário de Camilo o venceu em Fortaleza no primeiro turno e aumentou a vantagem no segundo. Eunício recebeu 540.221 votos contra 434.393 do petista na primeira etapa da eleição. No último domingo, Camilo teve 526.239 e Eunício 702.380.

“É necessário fazermos uma análise detalhada sobre o significado desse resultado. A gente tem que avaliar a comunicação. Fortaleza não é para principiantes”, disse o líder do prefeito na Câmara, Evaldo Lima (PCdoB).

Para Evaldo, o não envolvimento de Dilma Rousseff na campanha de Camilo, em respeito a Eunício, também aliado ao governo federal, pode ser uma explicação. “Não sei até que ponto a estratégia geral foi correta”.

Para José Sarto (Pros), líder do governo Cid na Assembleia, o desempenho em Fortaleza de Camilo não está diretamente relacionado à gestão Roberto Cláudio e sim a fatores ligados à administração estadual que se fazem sentir com mais força na Capital, como a insegurança. “A candidatura adversária soube explorar isso muito bem”.

Lembrando a eleição de Maria Luiza Fontenele, em 1985, ele afirma que “Fortaleza sempre foi uma cidade atípica”. Sarto diz acreditar ainda que o crescimento de Aécio Neves (PSDB) pode ter ajudado Eunício.

Seja como for, Sarto observa que Cid e aliados devem estar atentos à mensagem do eleitorado fortalezense, que daqui a dois anos votará para prefeito. “Com humildade e franqueza, isso deve ser examinado, para que possamos corrigir a tempo e melhorar a interlocução com a Capital”.

PMDB na oposição

Eunício declarou ao jornal Folha de S.Paulo que “o PMDB é a partir de agora oposição no Ceará” e prometeu punir correligionários que forem para base de Camilo. “Faremos oposição propositiva, e não raivosa. Oposição assina CPI, faz o que precisa ser feito. Aquele parlamentar que for cooptado e quiser fazer parte do governo, vamos brigar para que perca o mandato na Justiça”. 

Eunício disse também que o PMDB vai lançar candidato em Fortaleza e na maioria dos municípios cearenses. “Vou coordenar isso particularmente em 2016. Saímos extremamente fortalecidos das urnas. Tivemos 57% dos votos na Capital”. (com agências) 

Saiba mais

Para Heitor Férrer (PDT), deputado opositor a Cid Gomes e provável candidato a prefeito em 2016, a gestão de Roberto Cláudio não influiu na derrota de Camilo Santana para Eunício Oliveira em Fortaleza. 

Segundo o deputado, o eleitorado fortalezense levou mais em conta o fato de Camilo ser o candidato apoiado por Cid. “O eleitor estava votando contra o modo de governar do Cid. Ele votou contra o Camilo por atrelá-lo ao governador”. 

Chamando o placar da eleição estadual em Fortaleza de “termômetro para 2016”, Heitor afirma que, mesmo assim, Roberto Cláudio saiu fragilizado. “Para mostrar força e consolidar sua administração, ele teria que ter derrotado o opositor na cidade dele”.

(Bruno Pontes, O Povo)

Confira mapa da votação em Fortaleza para governador e presidente

Reeleita no último domingo (26), a presidente Dilma Rousseff (PT) obteve 856.680 votos em Fortaleza contra 404.137 do candidato Aécio Neves (PSDB). No total, a petista somou 67,95% eganhou em 12 das 13 zonas da Capital.

Com 32,05% dos votos, o candidato do PSDB venceu apenas na zona 3, que engloba os bairros Aldeota, Meireles, Praia de Iracema, Centro e Moura Brasil. Na região, Aécio obteve 51,11%  contra 48,89% de Dilma.

A zona 116 foi o local de Fortaleza onde a petista teve a maior vantagem sobre Aécio Neves. Somando os votos dos bairros Granja Lisboa, Granja Portugal, Conjunto Ceará I e II e Genibaú, Dilma chegou aos 75,15% contra 24,85% do candidato do PSDB.

Confira quem venceu em cada zona:

presidente

Eunício lidera em todas as zonas da Capital

Na disputa estadual, o governador eleito Camilo Santana (PT) perdeu para Eunício Oliveira(PMDB) em todas as 13 zonas de Fortaleza. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral  (TSE), na zona 83 foi o local onde Eunício obteve a maior vantagem.

A zona 83 inclui bairros como Jóquei Clube, Pan-Americano e Boa Vista, Na região, Eunício teve 54.406 votos, representando 61,84%, enquanto Camilo Santana chegou aos 33.577, 38,16% do total.

Veja a disputa por zona para governador:

governador

(Diário do Nordeste)

Eleições 2014: Discriminação é crime, denuncie

Jornal GGN – As discriminações contra os nordestinos durante as eleições presidenciais são considerados crime nos artigos 286 e 287 do Código Penal. E qualquer um pode denunciar.
Para mobilizar e facilitar o trabalho de reunir essas manifestações de ódio e preconceito pelo Facebook, Twitter e demais redes sociais, um grupo criou o site Esses Nordestinos.
A página reune as postagens e fornece dicas de como denunciar diretamente para o Ministério Público Federal. “Enviar prints de manifestações xenofóbicas para este tumblr ajuda a expor o problema e gerar discussão, mas se você quer dar um passo adiante e fazer com que os autores das mensagens respondam por suas palavras, considere fazer uma denúncia formal no site do Ministério Público Federal”, explica o portal.
Sem burocracia, é fácil fazer as denúncias. Basta registrar os dados no sistema de denúncia online do MPF.
Ainda, para aqueles que não querem se identificar, uma ONG que trabalha pela defesa dos direitos humanos, a SafernetBrasil, em parceria com o próprio Ministério Público Federal criaram o site de denúncias anônimas de discriminação, preconceito ou incitação ao crime na web: o www.denuncie.org.br, que encaminha as ações aos órgãos públicos competentes.
O presidente da Safernet, Tiago Tavares, em entrevista ao programa Ponto Com Ponto Br, lembrou de um caso que ocorreu no fim das eleições de 2010. Episódios semelhantes aos acompanhados nos últimos dias também ocorreram. Em um deles, uma estudante de direito publicou no Twitter: “Nordestisno (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”.
Com a denúncia da mensagem preconceituosa, a estudante perdeu o seu trabalho como estagiária e foi condenada pela Justiça Federal de São Paulo pelo crime de discriminação, a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão, que foi convertido em prestação de serviço comunitário e multa. “Infelizmente, a repercussão desse caso não foi suficiente para coibir o que os usuários fizeram após as eleições do dia 5”, disse o presidente.
Por outro lado, houve o aumento de denúncias de crimes cibernéticos no site, refletindo uma conscientização maior da população.
As mensagens preconceituosas dos últimos dias terão consequência jurídica: “alguns vão responder por crime, sofrer sanções civis e outros serão penalizados pela sua própria rede de relacionamento”, garantiu.
Com informações da Agência Brasil.
Veja algumas denúncias publicadas em Esses Nordestinos:

Vazou: às 19:30 de domingo, Aécio recebeu telefonema que dizia que ele já era o novo presidente

Viralizou a informação de que por volta das 19:30 de domingo o apartamento de Andreia Neves em Belo Horizonte estava em festa. Segundo o que emergiu, naquela hora Aécio recebeu um telefonema em que alguém lhe dizia que já estava com mais da metade dos votos válidos e já poderia ser considerado Presidente da República.

Sua filha Gabriela, sempre de acordo com o relato, fora as pressas para BH assim que soube que o pai abrira uma larga vantagem por volta das 17:40.

FHC ao tomar conhecimento da notícia já estava com tudo pronto para ir para Belo Horizonte.

No apartamento de Andreia o clima era de êxtase: abraços de parabéns pela sala e selfies com o novo presidente.

A festa foi subitamente interrompida as 19:32. Dilma tinha virado.

(Diário do Centro do Mundo)

Após eleger Camilo, Cid Gomes quer ser presidente da República

O notável desempenho do governador do Ceará, Cid Gomes, nas eleições deste ano, impulsionou-o a projetos mais ousados. Após fazer seu sucessor no Estado e contribuir consideravelmente para a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), Cid quer ser presidente da República. Contrariando os prognósticos óbvios, o governador tem um palpite de que o ex-presidente Lula não regressará no pleito vindouro.

Segundo a coluna Brasília-DF, de Denise Rothenburg (do Correio Braziliense), desta terça-feira (28), Cid busca tirar Dilma da dependência do PMDB para, com isso, se cacifar para a candidatura ao Planalto, em 2018.

Calculista que é, o governador sabe que tal ambição exige planejamento detalhado, por isso, traçou planos para curto, médio e longo prazo. Conforme o Ceará News7 antecipou, a pretensão imediata de Cid é a criação de um novo partido, que deve condensar sua legenda, o PROS, e os aliados PDT e PCdoB. A nova sigla seria uma via mais cômoda para arregimentar todos os apoiadores dos irmãos Ferreira Gomes, em especial, o governador eleito, Camilo Santana (PT), afiliado do PT.

Caso não logre êxito, seu plano B seria migrar para o PT. Apesar de, aparentemente, esta ser a forma de melhor aproximar-se de suas pretensões palacianas, o desembarque seria o caminho mais tumultuado para tal fim, uma vez que alteraria a conjuntura política em níveis estadual e nacional.

Já na “porta de entrada”, dois problemas. O primeiro, seria convencer seu irmão Ciro Gomes a também entrar e, o segundo, convencer Luizianne Lins (PT) a não sair. A ex-prefeita de Fortaleza e deputada federal eleita já deixou bastante claro que não pretende dividir legenda com os “FGs”, seus desafetos políticos. Em outro momento, a lôra decretou que, se Cid e Ciro entrassem para o PT por uma porta, na mesma hora, ela sairia por outra.

Outra pedra já foi previamente colocada no caminho de Cid Gomes. Em seu primeiro pronunciamento após ser reeleita presidente da República, Dilma homenageou seu vice, Michel Temer (PMDB), decretando vida longa à aliança entre petistas e peemedebistas.

* Coluna de Denise Rothenburg (Correio Braziliense) desta terça-feira (28).

Eleição de Camilo Santana inicia novo momento de um mesmo ciclo

Camilo abraça Cid na festa da vitória, ao lado do prefeito Roberto Cláudio. Petista fala em “novo governo” – Foto: Fábio Lima

O terceiro mandato do grupo que comanda o Ceará há oito anos foi conquistado de forma diferente das eleições anteriores, nas quais Cid Gomes (Pros) foi vitorioso. O contexto político, a situação do Estado e o perfil do governador eleito Camilo Santana (PT) apontam para uma gestão que, se representa a continuidade do modelo, indica mudanças em áreas sensíveis. E necessidade de um jeito diferente de fazer política, diante da nova correlação de forças.

Enquanto Cid, principal apoiador do governador eleito ontem, venceu duas vezes com mais de 60% dos votos e sempre no primeiro turno, Camilo enfrentou disputa bem mais parelha.

 

O primeiro governador eleito no Ceará pelo PT precisou passar por um segundo turno – só realizado antes uma vez na esfera estadual, em 2002. Camilo recebeu 53,35% dos votos, contra 46,65% do senador Eunício Oliveira (PMDB). A diferença foi de 303,7 mil votos.

O opositor teve 2,1 milhões de votos e venceu em Fortaleza com 176 mil a mais que Camilo. Além da divisão no eleitorado, o futuro governador encontra rachada a base de apoio que garantiu a tranquilidade para Cid governar. Pilares da sustentação política dos Ferreira Gomes, o PMDB está na oposição e parcela importante do próprio PT não apoia Camilo.

A maioria eleita na Assembleia no último dia 5 sinaliza para relativa paz no Legislativo. A oposição, todavia, a princípio se fortalece e deve causar mais incômodo que nos últimos oito anos.

Antes da apuração que daria a vitória ao seu candidato, Cid Gomes alertava, após votar ontem, em Sobral, para a necessidade de construir pontes. “A grande tarefa do Camilo agora é procurar unir o povo cearense. O governador não é só de uma banda, de um conjunto, de uma coligação”.

 

Com o resultado confirmada, o futuro governador reforçou a necessidade de diálogo, sem fechar as portas para o entendimento com Eunício e o PMDB.

“Campanha passou, vamos procurar dialogar. Vamos aguardar, vamos aguardar”.

Governo novo

Camilo se referiu a Cid como “maior governador da história”. “Mas vamos fazer um governo novo”, sinalizou. 

Mantra repetido ao longo da campanha, ele reforçou que irá “garantir tudo de bom que conquistamos, corrigir o que não está bom, e apresentar novos projetos”.

Questionado sobre o que não estaria funcionando, preferiu apontar os maiores “desafios”: “Segurança e saúde, dois segmentos que vêm preocupando o cearense”, conforme disse na tarde de ontem, ao chegar a Fortaleza e antes da apuração.

O próximo governador destacou as ações que têm sido feitas, mas reconheceu a necessidade de melhorar o atendimento e ampliar a rede pública na saúde, por meio de parcerias com os municípios.

Na segurança, mencionou a ampliação do Raio como polícia ostensiva. E defendeu, sobretudo, a ampliação do programa “Em Defesa da Vida”, adotado pelo atual governo, inspirado na experiência pernambucana.

Como terceiro desafio crucial, mencionou a cultura e reafirmou o compromisso de ampliar o investimento no setor para 1,5% do orçamento, “quase cinco vezes mais que o que se investe”. 

Novidades

Como novidades de seu governo, Camilo apontou a promessa de Bilhete Único nos ônibus intermunicipais, inspirado na gestão Roberto Cláudio (Pros) em Fortaleza. E, ainda, a gradual transformação das escolas de ensino médio em escolas profissionalizantes. 

As áreas em que deve haver maior continuidade são na gestão financeira e na educação. Entre seus quadros mais influentes provavelmente estarão o candidato derrotado ao Senado Mauro Filho (Pros) e a vice-governadora eleita Izolda Cela (Pros). 

Números 

53,35%

Foi o percentual de votos válidos do candidato Camilo Santana (PT), o que representa 2.417.668 eleitores. 

46,65%

Foi o percentual de votos válidos do candidato Eunício Oliveira (PMDB), o que representa 2.113.940 eleitores.

(O Povo)

Cid Gomes é cotado para assumir o Ministério da Educação, aponta O Globo

O nome do atual governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), foi cotado na manhã desta terça (28) como um dos possíveis nomes de Dilma para assumir o Ministério da Educação  em 2015, segundo informações do jornal O Globo.

Segundo a publicação, Dilma tem admiração pelos resultados de Cid no Governo no Ceará, especialmente na área de educação por conta do programa Alfabetização na Idade Certa. A secretaria era comandada pela atual vice-governadora eleita, Izolda Cela.

Além de Cid, foram cotados para trabalhar com a presidente a partir do dia 2 de janeiro o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT); o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD); Miguel Rossetto, que deixou o Ministério do Desenvolvimento Agrário; os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini(Relações Institucionais). Estariam de saída os ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Marta Suplicy (Cultura).

A Casa Civil do Governo do Ceará afirmou que não existe nada confirmado oficialmente pelo atual governador.

(Diário do Nordeste)

Em 173 cidades do Ceará, Dilma obteve preferência de 7 entre cada 10 eleitores

Dos 184 municípios cearenses, em 173 deles a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) obteve a preferência de 7 entre cada 10 eleitores. O Ceará foi o terceiro Estado onde a petista obteve melhor desempenho nas urnas, atrás apenas do Piauí (78,30%) e do Maranhão (78,76%) com a maior vantagem. 

De acordo com um levantamento realizado pelo O POVO, com base nos dados divulgados pelo TRE-CE, a disputa foi mais apertada em apenas dois municípios (Parambu e Morrinhos); em outros seis Dilma venceu com mais de 90% dos votos sobre o tucano Aécio Neves.

Para o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará, Diassis Diniz, a vitória representativa de Dilma no Estado encontra resposta no que ele chamou de “política presente no Ceará.

“Temos a presença dela em grandes investimentos para o Ceará: tivemos entrega do kit de máquinas, obras do cinturão das águas, siderúrgica, metrô, VLT, hospitais regionais, ou seja, em todos os momentos para dar apoio ela esteve presente. Essas política atinge os âmbitos mais interessados”, explica Diassis.

Mas se levado em consideração a porcentagem dos votos, a petista obteve em 2014 um resultado um pouco menor quando comparado a 2010. Há quatro anos, Dilma saiu do Ceará com 77,35% (3.288.570) dos votos válidos; desta vez, a petista computou 76,75% (3.522.225) dos votos.

Fortaleza

Na Capital do Estado, em apenas uma zona eleitoral o candidato Aécio Neves (PSDB) ficou à frente de Dilma, apesar da diferença entre eles ter sido de pouco mais de 2 mil votos. Aécio foi líder nos bairros mais ricos da cidade, entre eles Aldeota, Praia de Iracema e Meireles. 

“Fortaleza foi muito polarizada, tivemos um crescimento do Aécio, os votos da Marina também poderiam ter se deslocado para Dilma, mas foram para ele; é um público específico que prega por mudança, que busca alternativa ao PT, incongruente, mas que tinham em pauta tirar o PT do poder”, defende o presidente do partido no Ceará sobre o desempenho dela nestes bairros.

Aécio Neves saiu de Fortaleza com o terceiro pior resultado de todas as capitais do País, ficando atrás apenas de São Luiz (70% Dilma e 30% Aécio) e Teresina (72% Dilma 28% Aécio). 

SERVIÇO

 

Tribunal Regional Eleitoral do Ceará

Onde: Rua Jaime Benévolo, 21 – Centro – Fortaleza

Telefone: (85) 3453-3500

Mais informações: www.tre-ce.jus.br

Confira em detalhes os resultados das eleições 2014:

http://www.tre-ce.jus.br/eleicoes-2014

 

(Erivelton Melo, O Povo)

Dilma estuda nomes para ministério e deve priorizar escolhas para área econômica

Via DCI

BRASÍLIA – A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) está estudando a nova composição do governo, mas não deve divulgar nomes do ministério nesta semana e deve priorizar as escolhas para a área econômica, em um esforço para melhorar a interlocução de seu governo com empresários e investidores.

No domingo, logo após o discurso da vitória de Dilma sobre o tucano Aécio Neves, auxiliares da presidente e ministros afirmaram que ela descansaria por alguns dias e, somente depois, começaria as conversas para formar o novo governo.

Isso não quer dizer que Dilma já não esteja avaliando nomes: a presidente está preocupada em dar respostas rápidas em algumas áreas como a econômica, na avaliação dessas fontes.

“A presidente tem muita consciência dos limites que nós tivemos neste governo. Nós tivemos evidentemente dificuldades na área da econômica”, disse a jornalistas na noite de domingo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Carvalho é um dos que não devem prosseguir no governo após 12 anos no Palácio do Planalto, em seu caso alegando cansaço.

Indagado sobre quando a presidente começará a anunciar nomes para o segundo mandato, ele disse que Dilma deve descansar por uns dias e depois se focará na reformulação do governo. “Vamos com calma, na primeira semana vamos descansar um pouco”, disse ele. “A presidenta vai ter um tempo, naturalmente. Agora que ela vai precisar repensar a composição do novo governo, vai haver muita mudança naturalmente, porque ela já disse isso.”

A equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, está com a imagem bastante desgastada perante empresários e investidores, devido ao fraco crescimento da economia, inflação perto do teto da meta e fracos resultados fiscais nos últimos anos.

Mantega também está de saída, e o mercado financeiro aguarda com ansiedade quem ocupará o seu posto, na esperança de que um novo time na Fazenda possa convencer sobre o compromisso do governo Dilma com os fundamentos macroeconômicos.

Diante de tal cenário, Dilma deve mesmo começar pelos nomes da área econômica, de acordo com uma fonte da campanha de Dilma, que falou à Reuters nesta segunda-feira sob condição de anonimato. “Nessa área acho que em novembro já teremos as definições”, disse, evitando fazer especulações sobre possíveis indicados.

A mesma fonte disse ainda que a presidente deve “seguramente ouvir o ex-presidente” Luiz Inácio Lula da Silva antes de bater o martelo nos nomes da área econômica.

No domingo, uma fonte do Palácio do Planalto disse à Reuters que Dilma já tem um desenho inicial para a área econômica, que incluiria a manutenção de Alexandre Tombini à frente do Banco Central e a nomeação de Josué Gomes para o Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), embora o convite ao empresário ainda não tenha sido feito.

No Ministério da Fazenda, Dilma estaria trabalhando neste momento, segundo essa fonte, com duas opções para substituir Guido Mantega, cuja saída da pasta já foi anunciada: o atual ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), e o ex-secretário executivo da Fazenda Nelson Barbosa.

Outros nomes também são apontados como certos para um futuro ministério de Dilma. O atual ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, por exemplo, pode inclusive permanecer na atual função, segundo duas fontes próximas à presidente.

O ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, apontado como nome ideal para substituir Carvalho, que cuida da interlocução com os movimentos sociais, são consideradas indicações certas para o primeiro escalão de Dilma, segundo as fontes.

Dilma ainda terá que comandar uma complexa negociação com os partidos aliados enquanto estiver compondo o primeiro escalão de seu segundo mandato.

O PMDB, maior partido da aliança de Dilma e que indicou o vice-presidente Michel Temer, prepara uma reunião ampliada prevista para as próximas semanas em que discutirá o espaço que pretende ocupar na Esplanada dos Ministérios.

Outros aliados já se mobilizam, como o PR. Apesar de ainda não haver decisão alguma, nem se o partido continuará no comando do Ministério dos Transportes, a legenda já ventila nos bastidores dois nomes que poderiam substituir Paulo Sérgio Passos na pasta, disse uma outra fonte do governo.

Um deles é o do senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), suplente no Senado da ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT), e que é secretário-geral do PR. Outro nome mencionado nos bastidores como possível ministro é o de Wellington Fagundes, eleito senador pelo PR no Mato Grosso, acrescentou a fonte.

(Por Jeferson Ribeiro, com reportagem adicional de Leonardo Goy e Luciana Otoni)

Dilma virou o jogo com quase 90% dos votos apurados

BRASÍLIA – Enquanto o Brasil inteiro esperava ansioso dar 20h para saber quem estava na frente na apuração dos votos para presidente da República, cerca de 30 privilegiados acompanhavam a apuração voto a voto desde as 17h, em duas salas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eram técnicos de informática do tribunal, responsáveis por checar a regularidade da totalização. O candidato do PSDB, Aécio Neves, largou na frente. A virada foi registrada às 19:32:03, quando estavam somados 88,9% do votos.

Nesse horário, a presidente Dilma Rousseff (PT) atingiu 47.312.422 votos, ou 50,05% do total apurado até então. Aécio ficou para trás de forma irreversível. Tinha 47.224.291 votos, ou 49,95% do total. Embora o momento tenha sido emocionante, nenhum dos presentes comemorou ou demonstrou tristeza. Afinal, estavam todos a trabalho. A vitória inicial e fugaz do tucano ocorreu porque a apuração começou com as urnas do Sul e do Sudeste, onde ele tem maioria de votos.

— Deu uma angústia ver o desenrolar das coisas e não poder compartilhar com ninguém — lembra o secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Giuseppe Janino, que chefiava o grupo. — Para quem viu, foi uma disputa bem emocionante.

A ordem do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, era para que os técnicos ficassem isolados e não passassem a ninguém informações sobre a apuração antes das 20h – nem para ele mesmo. Janino determinou que todos os servidores desligassem o celular e não tivessem acesso ao e-mail, ou redes sociais. Era impossível a comunicação com familiares e amigos. Eles só poderiam conversar entre si. Foi providenciado um lanche para evitar saídas.

— Desliguei meu celular também, para não receber pressão. Não falei nem com a minha família — garante o secretário. — A ordem era para que não passássemos informação nem se tivesse uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando isso.

Na porta das duas salas, cartazes avisavam que o acesso era restrito. Um segurança garantia que ninguém sairia do tribunal a pretexto de ir ao banheiro, por exemplo. Ao sair da sala, o vigia seguia o servidor até o retorno, para não haver nenhum vazamento de informações.

— Todos estavam com o celular desligado. As comunicações eram somente no trabalho. É muito difícil isolar as pessoas hoje, todos têm um computador no celular — observa Janino.

Segundo o secretário, o isolamento tão restrito dos servidores foi inédito. Isso porque o país tem hoje quatro fusos horários, por conta do horário de verão. O primeiro horário é o de Brasília. O último, o do Acre.

DISPUTA ACIRRADA

As eleições foram encerradas na maior parte do país às 17h do horário de Brasília. A partir dessa hora, a Justiça Eleitoral começou a apurar os votos. No entanto, a divulgação só poderia ser feita a partir das 20h, quando os relógios do Acre marcassem 17h e a população do estado acabasse de votar. A precaução existe para que a apuração dos votos não influencie os eleitores do Acre.

A situação ficou mais crítica por conta do acirramento da disputa. Às 20h, quando a divulgação da apuração foi liberada ao público, os percentuais dos dois candidatos estavam muito próximos. A definição do resultado ocorreu apenas às 20:27:53, com 98% das urnas apuradas. Dilma tinha 51,45% dos votos e Aécio, 48,55%.

— Foi um fato inédito, porque não tínhamos uma situação dessa, tão acirrada, e nem quatro fusos horários para administrar — diz Janino.

Depois de divulgado o resultado das eleições, Toffoli foi pessoalmente cumprimentar a equipe de Janino e parabenizar o grupo pelo trabalho bem sucedido. Os técnicos do TSE estão há quatro meses trabalhando direto, sem folga nem nos finais de semana. E parece que o descanso não virá tão cedo.

— No mês que vem, vamos começar a trabalhar para as próximas eleições intensamente — anuncia Janino, servidor do tribunal desde 1996 e desde 2006 ocupando o cargo atual.

(Carolina Brígido, O Globo)

Imprensa internacional repercute vitória de Dilma

Da Agência Brasil com Milton Blay da Rádio Bandeirantes

A vitória de Dilma Rousseff repercutiu na imprensa europeia nesta segunda-feira. O jornal britânico The Guardian estampa uma foto de militantes petistas comemorando os resultados da eleição presidencial e diz que a década de dominação de partidos políticos de esquerda na América do Sul se mantém com a vitória do PT no Brasil. 

Já o norte-americano “The New York Times” noticia em sua manchete a reeleição de Dilma Rousseff (PT) com destaque para a trajetória eleitoral. “A presidente derrotou o adversário de centro, Aécio Neves (PSDB), em uma disputa tumultuada, marcada por acusações de corrupção, insultos pessoais e debates com clima quente”.

x

Reprodução

 

O espanhol El País relembra a história de Dilma Rousseff e sua luta contra um câncer em 2009, e chama a petista de “a presidente com caráter”. O diário enfatiza a pequena margem de diferença entre ela e o candidato adversário, Aécio Neves (PSDB), e diz que “um país dividido será mais difícil de governar”. 

x
Reprodução

 

O Le Monde, da França, traz uma foto de Dilma Rousseff durante seu primeiro discurso após a divulgação dos resultados e observa que a presidente reeleita defendeu o diálogo e a união. O jornal enfatiza a divisão do país entre esquerda e direita, diz que o PT teve sucesso na redução das desigualdades sociais existentes no Brasil, mas que, com as mudanças no cenário internacional, não conseguiu sustentar o crescimento econômico.

 

x
Reprodução

 

Para o alemão Der Spiegel, a presidente Dilma Rousseff foi eleita em uma disputa apertada neste domingo, com apenas uns pontos à frente do adversário Aécio Neves.  

O italiano Corriere della Sera destaca: ‘Dilma vence uma vez mais, porém, o Brasil é um país dividido em dois’. 

No exterior, quase 142 mil brasileiros votaram para presidente da República no segundo turno das eleições. A abstenção, assim como no primeiro turno, continuou alta: 59%. O candidato Aécio Neves teve 77% dos votos dos brasileiros que vivem fora do país, enquanto Dilma Rousseff teve 23%.

(Band. uol)

Lula comemora 69 anos de vida com presente antecipado

Ao lado de Lula, a presidente agradeceu aos brasileiros pela Vitória. Foto: Estadão Conteúdo

Lula completa nesta segunda-feira 69 anos de idade. Mas o presente ele já ganhou nesse domingo, ao ver a presidente Dilma Rousseff ser reeleita.

O ex-presidente, aliás, lembrado de que 2018 vem aí e que seu nome sempre estará cotado ao Palácio do Planalto, anda evitando tratar desse assunto.

Perdeu a eleição e ainda levou uma pisa (surra, apanhou)

Webston Pinheiro

O prefeito de Solonópole, Webston Pinheiro votou em Camilo Santana no primeiro turno e em Eunício Oliveira no segundo turno.

Pois bem! Camilo Santana ficou com 61.56% (6.035 votos) saindo vitorioso e Eunício Oliveira ficou 38,44% dos votos.

Depois que saiu o resultado da eleição, os opositores do prefeito invadiram sua casa e lhe deram uma surra e, de quebra, ainda tentaram botar fogo na casa dele.

O prefeito Webston está internado em um hospital de Fortaleza, devendo receber alta no final da tarde.

(Blog do Roberto Moreira)

PMDB elegeu o maior número de governadores, seguido por PT e PSDB

O PT ganhou as eleições presidenciais, mas, nos governos estaduais, o partido vencedor foi o PMDB. Com as importantes vitórias no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, a legenda do vice de Dilma Rousseff, Michel Temer, irá governar sete estados e é o que mais teve governadores eleitos nesta eleição, roubando o lugar que era do PSDB no último pleito.

Os partidos dos dois candidatos à Presidência — Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) — desse segundo turno são os que vêm logo atrás do PMDB no ranking dos governos estaduais. O PSDB tinha oito estados, perdeu três e agora governará cinco até 2018. O PT ganhou em cinco estados em 2010 e manteve cinco governadores nesta eleição.

Neste domingo (26), Rio de Janeiro, com Luiz Fernando Pezão, Rio Grande do Sul, com José Ivo Sartori, e Rondônia, com Confúcio Moura, elegeram governadores do PMDB, que se somaram a Alagoas (Renan Filho), Espírito Santo (Paulo Hartung), Tocantins (Marcelo Miranda) e Sergipe (Jackson Barreto).

A disputa mais acirrada para os peemedebistas foi em Rondônia, onde Confúcio Moura foi reeleito vencendo Expedito Júnior, do PSDB, por 53% a 46%. No Rio, o placar foi mais folgado, com a vitória do atual governador, Pezão, por 56% a 44% diante de Marcelo Crivella, do PRB. E, no Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori derrotou com tranquilidade o atual governador Tarso Genro, do PT.

Duas derrotas significativas para o PMDB representaram a queda de famílias tradicionais no poder de Maranhão e Pará. No Estado nordestino, a família Sarney foi derrotada com o candidato apoiado por ela, Lobão Filho perdendo a eleição para Flávio Dino (PC do B), ainda no primeiro turno. Já no Pará, a derrota foi da família Barbalho, com Helder Barbalho perdendo uma disputa acirrada para Simão Jatene (PSDB) por 52% a 48%.

PSDB e PT

Partido que até então tinha a maioria dos governos estaduais, o PSDB perdeu três postos — tinha oito governadores e agora ficou com cinco.

Com relação a eleição de 2010, os tucanos perderam os governos de quatro estados onde detinham o poder — Alagoas, Minhas Gerais, Tocantins e Roraima, sendo duas delas derrotas para o PMDB —, mantiveram o governo de outros quatro — São Paulo (Geraldo Alckimin), Goiás (Marconi Perillo), Pará (Simão Jatene) e Paraná (Beto Richa) — e ganharam um novo para governar — o Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja).

O PT, por sua vez, manteve cinco governos estaduais, o mesmo número que já havia conquistado em 2010. Mas dos cinco que tinha, o partido só conseguiu manter dois — o Acre e a Bahia — e acabou derrotado no Distrito Federal, no Rio Grande do Sul e em Sergipe.

Ainda assim, governadores petistas venceram no Ceará (Camilo Santana), no Piauí (Wellington Dias) e em Minas Gerais (Fernando Pimentel) e garantiram o mesmo número de governos estaduais para o PT.

Derrotados

O grande ‘derrotado’ das eleições nos governos estaduais foi o PSB, do falecido ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Em 2010, quando ainda era da base aliada do PT, conseguiu seis governos estaduais e, desta vez, ganhou apenas três estados.

Em Pernambuco, onde ainda predomina a influência de Eduardo Campos — que governou o estado de 2007 a 2014 —, o candidato do PSB, Paulo Câmara, venceu a eleição com tranquilidade no primeiro turno.

Mas dos seis governos que tinha da eleição de 2010, o PSB só conseguiu manter dois — Pernambuco e Paraíba —, perdendo no Espírito Santo, no Piauí, no Amazonas e no Ceará. No Distrito Federal, o partido conseguiu um novo posto, com Rodrigo Rollemberg sendo eleito em segundo turno.

Outro ‘derrotado’ da eleição estadual foi o DEM, que ficou sem nenhum estado — em 2010, o partido tinha dois governos, o do Rio Grande do Norte e o de Santa Catarina. Alguns dissidentes do DEM saíram do partido para fundar o PSD em 2011. O novo partido, encabeçado por Gilberto Kassab, ficou com os dois estados que eram do DEM, com Robinson Faria (RN) e Raimundo Colombo (SC).

(R7)

Vitória de Dilma em MG ‘compensou’ derrota em SP, dizem analistas

Desde a redemocratização, nenhum presidente conseguiu se eleger sem vencer em Minas Gerais — e esta máxima mais uma vez se provou verdadeira, com a inesperada vitória de Dilma Rousseff (PT) no Estado.

Segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil, este resultado obtido no reduto de Aécio Neves (PSDB) foi fundamental para a reeleição da candidata petista. Dilma teve 52,41% dos votos válidos no segundo maior colégio eleitoral do País, enquanto Aécio teve 47,59%.

Isso representa uma diferença de 550.601 votos entre Dilma e Aécio na disputa deste domingo.

A candidata petista já havia vencido a votação no primeiro turno no Estado, quando teve 43,48% dos votos válidos, diante dos 39,75% obtidos por Aécio. No entanto, a diferença entre Dilma e Aécio no primeiro turno em Minas foi de 415.061 votos.

Isso significa que a candidata petista ampliou sua vantagem em Minas na segunda votação, apesar dos esforços de Aécio para tentar reverter o resultado do primeiro turno.

Baque

“Isso é grave para o PSDB, porque Aécio imaginava que ganharia de lavada em Minas”, diz Cláudio Couto, cientista político da FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo.

— Perder em São Paulo não é uma novidade para o PT. Já a vitória em Minas compensa o baque que foi a pouca votação obtida por Dilma entre os paulistas.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, Aécio obteve 64,31% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Dilma ficou com 35,69%.

“Esta eleição foi a mais acirrada desde a redemocratização por causa desta onda conservadora que tomou São Paulo, com a reeleição de Geraldo Alckmin para o governo, a eleição de José Serra para o Senado e o aumento da bancada tucana no Congresso e na Assembleia Legislativa do Estado”, afirma o cientista político Pedro Fassoni Arruda, da PUC-SP.

“No entanto, a vitória de Aécio em São Paulo foi neutralizada pela derrota no seu próprio Estado, onde ele se vangloriava de ter saído do governo com aprovação de 92%. Junto com a vitória no Rio e em Pernambuco, isso acabou compensando a derrota de Dilma em São Paulo, que já era esperada.”

(BBC Brasil)

Frei Betto: na reeleição de Dilma, a vitória dos mais pobres

São Paulo – Frei Betto, assessor de movimentos sociais, em comentário àRBA nesta segunda-feira (27), ressalta vitória sofrida da presidenta Dilma Rousseff obtida, segundo ele “na base da reza, dos pobres do Brasil que tiveram suas vidas melhoradas nos últimos 12 anos”.

Ele lembra que em um cenário atribulado, a reta final da campanha foi marcada pelo terrorismo da revista Veja,que publicou notícia de capa envolvendo novas denúncias sem prova no caso Petrobras, e pela estridente reação de parte da militância, que foi às portas da editora para protestar. Frei Betto menciona uma “verdadeira guerra movida pelos setores conservadores”. “A eleição foi um susto bem dado no PT, que precisa recuperar o capital ético, a politização, as pontes com os movimentos sociais e com reformas estruturais.”

O assessor dos movimentos sociais pede atenção à reforma política e à convocação de um plebiscito, proposta em discurso pela presidenta reeleita, e clama por um retorno à fundação do PT, que necessita voltar a ser movido por utopias “sem vergonha de abraçar a causa dos pobres”.

Propõe que o partido busque a governabilidade junto aos movimentos sociais e não em alianças com partidos tradicionais.

Frei Betto destaca também a dupla derrota de Aécio Neves (PSDB) em Minas gerais, ao não conseguir eleger seu candidato ao governo do estado, Pimenta da Veiga, e por perder os dois turnos das eleições presidenciais.

(Rede Brasil Atual)

Dilma Rousseff: De militante contra a ditadura a ‘mãe do PAC’, a história da primeira presidenta reeleita

São Paulo – Consagrada vitoriosa numa das eleições mais tensas da história recente do país, a Dilma Rousseff que comandará o país entre 2015 e 2018 não é a mesma que subiu a rampa do Palácio do Planalto em 1º de janeiro de 2011. Não foi só o país que mudou ao longo dos últimos quatro anos: a ex-militante contra a ditadura, seguidora das ideias de Leonel Brizola e ministra da Casa Civil de Luiz Inácio Lula da Silva se deparou com situações inéditas e passou quatro anos entre novas e velhas dificuldades até chegar ao triunfo contra Aécio Neves. Primeira mulher a comandar o Executivo brasileiro, a petista é, agora, a primeira reeleita da história nacional.

Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte. Filha de imigrante búlgaro (Pedro Rousseff, nome aportuguesado do original Pétar Russév) e de uma professora brasileira (Dilma Jane da Silva), iniciou sua militância política em 1964, enquanto estudava no Colégio Estadual Central, na capital mineira.

No mesmo ano, marcado pelo golpe contra João Goulart que traria uma ditadura que ficou no poder até 1985, Dilma começou a militar na organização de esquerda Política Operária (Polop), onde também era ativista seu namorado Cláudio Galeno, com quem se casou no civil em 1967. Já no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, passou a atuar em outra organização que combatia o regime, o Comando de Libertação Nacional (Colina).

Após ingressar em outra organização, a marxista-leninista VAR-Palmares, fusão dos grupos Colina e Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi presa no início de 1970 em São Paulo. Na prisão, foi torturada. Saiu do Presídio Tiradentes no final de 1972.

Em Porto Alegre, para onde se mudou em 1973, Dilma Rousseff voltou à vida política junto ao então companheiro, Carlos Araújo. Com ele, ajudou Leonel Brizola a fundar o Partido Democrático Trabalhista, em 1979. Foi secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre (1985-1988) na gestão do pedetista Alceu Collares, e por duas vezes secretária de Minas, Energia e Comunicações do Rio Grande do Sul: 1993-1994 (no governo do mesmo Collares) e 1999-2002 (Olívio Dutra).

Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva presidente da República, Dilma foi nomeada ministra de Minas e Energia. Com o desenvolvimento do chamado “escândalo do mensalão”, sua exploração midiática e a saída de cena do então ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, ela ocupou espaços e, para surpresa de muitos, foi indicada candidata à presidência da República e eleita a primeira mulher a ocupar o cargo no país. Teve 55,7 milhões de votos, 56,05% do eleitorado.

Governo

O governo de Dilma Rousseff foi marcado pela continuidade e ampliação dos programas sociais e obras de infraestrutura desenvolvidos a partir do governo Lula, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o plano habitacional Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família.

Uma das marcas mais importantes do governo Dilma foi o programa Mais Médicos, apresentado como uma das respostas às insatisfações trazidas à tona pelas manifestações de junho e julho de 2013. O principal argumento foi a falta de profissionais nas regiões mais pobres do Brasil – o país tinha 1,8 médico por mil habitantes, contra 3,2 da Argentina, 4 de Espanha e Portugal e 2,7 da Inglaterra, 2,7.

A relação do governo com o Congresso Nacional foi marcada por problemas com o maior partido da base, o PMDB. Sob o comando do líder da bancada na Câmara, o deputado Eduardo Cunha (RJ), uma ala rebelde do partido impôs problemas a Dilma e dificuldades na aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto, em especial no início de 2014. As insatisfações foram atribuídas à eterna sede do PMDB por cargos, e ao mesmo tempo à dificuldade da presidenta na relação com políticos e partidos, no Legislativo, e mesmo com movimentos sociais.

Nesta intrincada relação, duas de suas principais vitórias foram a aprovação da Lei dos Royalties, sancionada em setembro de 2013, que destina 75% dos royalties do petróleo da camada pré-sal para a educação e 25% para a saúde, e o Marco Civil da Internet, sancionado em abril de 2014, considerado a Constituição da internet brasileira.

Após as manifestações de junho de 2013, a presidenta propôs um plebiscito por uma reforma política a ser feita por uma Assembleia Constituinte exclusiva, mas a ideia não prosperou no Parlamento. A popularidade de Dilma e de seu governo caiu e só voltou a se recuperar, segundo pesquisas, nas últimas semanas da campanha eleitoral.

A presidenta enfrenta uma crise financeira internacional ainda não superada. Os efeitos dos problemas econômicos globais, vividos dos Estados Unidos à Europa e China, foram explorados sistematicamente pela oposição e pelos veículos de imprensa tradicionais, que atribuíram à petista descontrole sobre a inflação e dificuldade em garantir o crescimento econômico do país.

As expectativas do segundo mandato da primeira mulher a presidir o país são de que as dificuldades impostas ao governo pela mídia, as manifestações de junho de 2013 e o apoio, à candidata petista, de amplos setores à esquerda e dos movimentos sociais no segundo turno da eleição de 2014, contra o tucano Aécio Neves, a levem a fazer uma gestão com mais diálogo e mais ousada quanto a reivindicações de entidades de representação da sociedade. No entanto, problemas com o Congresso Nacional, ainda mais conservador do que na legislatura que chega ao fim, vão continuar.

(Rede Brasil Atual)

Em eleição livre e democrática, Dilma Rousseff enfrenta e volta a vencer golpistas

Governo do PT (2003-2018) terá o dobro do período tucano (1999-2002)

São Paulo – Foi uma vitória maiúscula. A reeleição de Dilma Vana Rousseff (PT) escreve muitos capítulos inéditos e carrega uma força simbólica que, se não é maior que a das demais disputas vencidas pelo PT no plano federal, é única. A mulher nascida em Belo Horizonte em 1947 mais uma vez deixa de joelhos, boquiaberta, a repressão que lhe tentou cassar os direitos políticos.

Se havia alguma dúvida de que esta era uma eleição do candidato do sistema patriarcal brasileiro contra todo o resto, a edição do Jornal Nacional na véspera eliminou qualquer margem de ingenuidade. Jornalismo mandou lembrança, William Bonner. Dividida entre interesses públicos e privados, a emissora dos Marinho atendeu novamente a seu chamado de classe ao exibir reportagem sobre supostas denúncias de que Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva teriam ciência de um esquema de pagamento de propinas utilizando verbas da Petrobras.

Tentou um desfecho sujo para uma temporada eleitoral eleição suja. Sob o pretexto de um protesto de jovens que empilharam lixo em um prédio da editora, que chamou de “ataque” à sede do Grupo Abril, o Jornal Nacional dedicou seis minutos a narrar a “denúncia” da revista Veja, uma publicação que nunca esteve tão à altura da alcunha de “mídia golpista”. Lá pelas tantas aparecia a figura de Aécio Neves, candidato do PSDB dado a vitórias no tapetão. Fosse tão ético quanto jura ser, o tucano teria se recusado a ecoar uma reportagem feita com base num depoimento inventado – seu suposto autor, o doleiro Alberto Youssef, desmentiu que tenha feito as declarações difundidas pela publicação semanal.

Mas Aécio, a exemplo do Jornal Nacional, atendeu a seu DNA de classe, uma elite financeira que há muito chegou à conclusão de que vale qualquer coisa para tirar o PT do poder. Têm razão as pessoas que comparam essa disputa com a de 1989. Não pelo acirramento, nem pelo embate ideológico, mas pela tentativa da Globo de se fazer protagonista de um pleito do qual não é partícipe – ou, legalmente, não o é.

A divulgação de reportagem contra Dilma na véspera da eleição não se deu ao acaso: a “denúncia” já era de conhecimento público na véspera, quando os Marinho não a quiseram levar ao ar. Não quiseram por um motivo óbvio: a presidenta teria tempo de apresentar sua versão no debate daquela noite ou de buscar direito de resposta no Tribunal Superior Eleitoral, como o obtido contra a Veja.

A última edição do Jornal Nacional antes das eleições não pode ser enxergada fora de contexto. São 12 anos de bombardeio, quatro em particular, 2014 em particularíssimo. A vitória de Dilma não é uma derrota apenas de Aécio e do PSDB. É da mídia tradicional, que investiu até o último grama de força para bater no PT, chegando ao ponto da desestabilização da democracia. É do mercado financeiro, que nos últimos três meses praticou um rally eleitoral e encontrou no tucano um porta-voz de sua vontade de ter um governo que deixe a especulação comer solta. É de Marina Silva e do PSB, que, sob o pretexto da não neutralidade maltrataram suas histórias e alinharam-se à força neoliberal que tanto combateram. É do ódio visceral a um partido, de um sentimento mais vomitado e gritado do que explicado.

É de todo um sistema repressor da democracia. O segundo turno clareou o que estava em jogo. De um lado alinharam-se movimentos sociais comprometidos com avanços, centrais sindicais em busca de melhorias para a vida do trabalhador, partidos que carregam no histórico a tentativa de transformação do país. De outro estiveram meios de comunicação a serviço da especulação financeira, representantes de segmentos fundamentalistas apavorados com qualquer avanço social, partidos que carregam no histórico a marca do elitismo e da divisão de classes.

A vitória de Dilma, por isso, jamais poderá ser entendida como um sucesso alcançado sozinho. É o êxito que coroa uma união de forças progressistas. É o êxito das ideias democráticas sobre o ideário que considera que Brasil bom é o que se divide entre pobres e ricos e que vê como intento autoritário a proposta de ampliar a participação popular, já que o exercício do sistema político deve se dar entre quatro paredes.

É esta corrente que a presidenta terá de encabeçar no exercício do mandato. Se a primeira vitória foi celebrada por trazer no bojo a maior base aliada da história no Congresso, a segunda deve ser motivo de comemoração para a esquerda por uma rara união. União que só poderá ser mantida mediante avanços institucionais em diversas áreas.

A reeleição da presidenta carrega o poder simbólico da foto em que aparece, menina, com gesto imponente perante militares que representavam a tortura e a cassação de seus ideais. Deixou a repressão de joelhos ao sobreviver às sevícias, retomar sua militância política, se tornar secretária no Rio Grande do Sul, ministra de Lula, presidenta do Brasil e uma das mulheres mais influentes do mundo.

Ao longo dos quatro anos, e particularmente desde julho, foi submetida a uma surra inesquecível. As cicatrizes, carregará para sempre. Tentarão deixar outras marcas, buscando agora um terceiro turno que já haviam tentado em 2010, ao tratar por ilegítima uma vitória obtida com a superação de dificuldades, mentiras, acusações. Dilma deixou a repressão de joelhos, mais uma vez. Não será perdoada, e terá de travar uma batalha definitiva contra os fantasmas do passado.

 (Rede Brasil Atual)

Dilma vence eleições em 15 estados; Aécio ganha em 11 e no Distrito Federal

São Paulo – Com quase todos os votos apurados, a presidenta reeleita Dilma Rousseff (PT) venceu em 15 estados, enquanto Aécio Neves (PSDB) ficou à frente em 11 e no Distrito Federal. A petista triunfou em toda a região Nordeste, mas também teve bom desempenho no Sudeste, com vitórias em Minas Gerais, terra de Aécio (52% x 48%) e no Rio de Janeiro (55% x 45%). São Paulo se apresenta como o principal foco de oposição. No maior colégio eleitoral do país, o tucano garantiu uma vantagem de quase 7 milhões de votos, com 64% do total, ante 36% de Dilma.

O candidato do PSDB só teve percentual maior em Santa Catarina, onde conseguiu 65%. No total, Dilma venceu com 3,4 milhões de votos de vantagem.

Por dados ainda parciais até as 21h30 deste domingo (26), a presidenta teve 70% ou mais dos votos válidos em seis estados: Bahia (70%), Ceará (77%), Maranhão (79%), Pernambuco (70%), Piauí (78%), Rio Grande do Norte (70%).

O resultado de Pernambuco, de onde saiu a candidatura Eduardo Campos (PSB), substituído após a tragédia que o vitimou em agosto deste ano por Marina Silva (PSB), surpreendeu. No segundo turno, Marina e a família de Campos apoiaram Aécio, mas os dados mostram que não houve transferência de votos. A vitória de Dilma ficou pouco abaixo do resultado conquistado em 2010, quando Dilma obteve 75% dos votos no estado.

(Rede Brasil Atual)

Aécio ganha força, mas agora será alvo da disputa interna no PSDB

‘Serei eternamente grato a cada um de vocês que me permitiram voltar a sonhar e a acreditar na construção de um novo projeto’ – SERGIO MORAES / REUTERS

Recém-saído de mais uma derrota eleitoral, o PSDB deverá agora se debruçar sobre o futuro. Majoritariamente, correligionários dizem que o senador mineiro Aécio Neves deixa a campanha com um capital político muito maior do que aquele que tinha. Sua derrota é relativizada, sobretudo em função da pequena diferença que o separou da vitória. Faltaram a Aécio 3.458.849 de votos, num universo de 105.536.615 de votos válidos, que representam diferença de 3,28 pontos percentuais. Tornou-se conhecido do eleitorado nacional e rompeu o regionalismo de seu nome. Isso não significa, porém, que Aécio seja a escolha natural do partido para 2018.

O senador mineiro é frequentemente elogiado, inclusive pelo PSDB paulista, diretório que teve de lidar com mágoas do passado. Seus aliados destacam as qualidades de um candidato que soube contagiar os aliados com entusiasmo e não deixou o moral cair mesmo nos momentos mais difíceis da campanha. Entretanto, Aécio teve sua vez e agora terá de disputar internamente com nomes como Geraldo Alckmin, José Serra e Beto Richa, governador paranaense reeleito no primeiro turno que ganhou força para se colocar como opção em 2018, junto aos nomes já consolidados.

Alckmin é apontado internamente como dono de um capital eleitoral que contará pontos de sobra em 2018. O governador paulista

concorreu em 2006 e não gerou problemas para o partido. Planejou sua trajetória no governo paulista e abriu espaço para que correligionários disputassem em 2010 e 2014. Deverá cobrar a fatura, alegando que a próxima disputa é a sua vez.

Serra, que tem 72 anos, chegaria a 2018 com 76 anos e poderia usar o argumento de última chance para se colocar como candidato. Poucos duvidam que ele tentará disputar a Presidência pela terceira vez. E Richa tem sido frequentemente citado depois que conseguiu ser reeleito com folga já no primeiro turno para o segundo mandato no Paraná.

Diagnóstico da derrota

A ressaca da derrota está longe de ser assimilada, mas internamente, tucanos reconhecem erros na campanha presidencial e admitem reservadamente a necessidade de mudar a forma de dialogar com os setores mais pobres da sociedade. Apesar disso, a tese do uso abusivo da máquina pública por parte do adversário aliada a uma campanha recheada de acusações também são destacados como causas de mais uma derrota em disputas presidenciais, a quarta seguida, impondo 14 anos desde a última eleição vendida pelo partido.

Tucanos admitem, por exemplo, que Aécio dançou demais a dança de Dilma Rousseff (PT) no debate eleitoral. A avaliação é que o PSDB gastou tempo discutindo o passado e deixou de debater suficientemente o futuro. Aécio procurou puxar o debate para essa direção ao abusar de um de seus mantras durante o segundo turno: “tire os olhos do retrovisor”. Dilma e a campanha petista não tiraram e o senador mineiro acabou entrando na dança, até para defender o legado do principal artífice de sua campanha, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para tucanos, isso foi uma armadilha para o esforço do PSDB.

Nesse sentido, há também uma visão crítica sobre a forma como o partido lidou com a presença do legado do ex-presidente Lula na disputa. Para alguns correligionários de Aécio, a estratégia deveria ter priorizado os ataques sobre Dilma e seu mandato. Ainda que a estratégia do PT fosse transformar os mandatos de Lula e Dilma numa coisa só, ha quem acredite que isoladamente, a gestão da presidente tinha um imenso telhado de vidro.

Minas Gerais

O fator Minas Gerais também é apontado por tucanos como bastante relevante para a derrota do PSDB. A escolha de Pimenta da Veiga para a disputa local é visto como um descuido de Aécio no seu estado natal. Antes mesmo da votação, tucanos já alertavam para a importância de buscar o resultado em Minas Gerais, que já havia dado uma vitória para Dilma no primeiro turno. Para aliados, Aécio perder em casa teve um simbolismo que foi bem usado pelo PT.

Se por um lado, houve um empenho reconhecidamente grande do PSDB de São Paulo, onde Aécio teve 64,31% dos votos contra 35,69% de Dilma, esse esforço acabou minado pelo desempenho ruim em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Dilma abocanhou 5.979.329 votos em Minas, 52,41% do total. Tucanos veem nesse dado o fator mais determinante para a derrota. A vitória do ex-ministro Fernando Pimentel (PT) já no primeiro turno, tirou alguns temas que poderiam favorecer Aécio no debate eleitoral.

O olhar crítico dos tucanos também aborda a dificuldade que o partido tem em dialogar com os setores mais populares do eleitorado. Mais uma vez essa reflexão, que já foi apontada no passado como determinante para derrotas anteriores, retorna para atormentar o partido. Embora tenha criado o embrião do Bolsa Família, o partido não consegue ter sua paternidade reconhecida por causa da falta de habilidade em se comunicar com os setores populares. Criou um núcleo sindical que pouco atuou e que poderia ter contribuído com essa tarefa.

(Marcel Frota, IG Brasília)

Aécio vence em 15 capitais; Dilma, em 12

Por Rosanne D’Agostino

Com quase 100% das urnas apuradas, Aécio Neves (PSDB) conquistou 15 capitais nestas eleições, e Dilma Rousseff (PT), 11. A petista foi reeleita presidente da República no segundo turno. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Veja mapa da apuração completo

No primeiro turno, Dilma e Aécio conquistaram 11 capitais cada, e Marina Silva (PSB), cinco. Houve viradas em sete capitais. Aécio reverteu o resultado anterior em Belém, Palmas, Porto Velho e Rio Branco. Dilma virou no Rio de Janeiro, Recife e Maceió.

(G1)

 

Dilma Rousseff é reeleita com 54,5 milhões de votos no segundo turno

Dilma e Lula comemoram vitória petista nas eleições presidenciais de 2014 – Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Foi uma disputa emocionante, decidida voto a voto para a Presidência da República. Dilma Rousseff, do PT, foi reeleita 51,64% dos votos válidos. Aécio Neves, do PSDB, teve 48,36%. Em números absolutos, Dilma somou 54,5 milhões de votos e Aécio, 51,041 milhões.

Houve abstenção de 21,1% dos votos. Votos em brancos somaram 1,71% e nulos, 4,63%. 

Dilma Rousseff ganhou na região Norte e Nordeste e Aécio Neves venceu no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. No Norte, Dilma teve 56,55% e Aécio, 43,45%. No Nordeste, vitória muito grande da presidente Dilma, com 71,69% dos votos válidos. Aécio ficou com 28,31%.

No Centro-Oeste, Aécio Neves ganhou com 57,42% e Dilma Rousseff ficou com 42,58%. No Sudeste, vitória também de Aécio Neves com 56,18%. Dilma ficou com 43,82%. Aécio também foi o mais votado no Sul, com 58,9%. Dilma teve 41,1%.

Dilma venceu em 15 estados e Aécio, em 11 mais Distrito Federal. A presidente reeleita foi mais votada no Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Aécio foi vitorioso no Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

(Bom Dia Brasil)

Festas do PT pela vitória misturam cores em Fortaleza

A festa foi do Benfica ao Cocó, com programação também na Praia de Iracema, na noite da reeleição de Dilma Rousseff (PT) e da vitória de Camilo Santana (PT). Na Capital, o reduto petista no Benfica foi destino de militantes históricos cobertos de camisas vermelhas, adesivos e bandeiras da presidente. Já no Cocó, no comitê que aportou a campanha do petista apoiado pelo governador Cid Gomes (Pros), uma multidão, a maioria trajando o amarelo característico do partido governista, acompanhou o primeiro discurso de Camilo como governador.

Em cima da carroceria de um carro amarelo dirigido por Cid, Camilo chegou ao comitê por volta das 20h40min e foi recepcionado por multidão que se aglomerou em volta do veículo, causando tumulto. Todos buscavam o melhor ângulo para fotos do novo governador do Ceará. Os eleitores acompanharam toda a apuração no comitê e vibravam a cada atualização dos números.

Nos ombros de eleitores, Cid, Camilo e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), foram levados até o palanque onde o eleito fez um discurso breve. Camilo agradeceu, falou sobre a primeira mulher eleita vice-governadora do Estado, Izolda Cela (Pros), e puxou o coro para que a multidão gritasse “Dilma, Dilma!”.

Na festa, a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) Helena Frota defendeu que Camilo terá de manter um diálogo mais aberto com a instituição. Já a psicopedagoga Glaina Santos comentou que são grandes desafios do novo governador “dar mais atenção à situação dos dependentes químicos e melhorar a segurança pública”. Para a estudante Márcia Gouveia, Camilo precisa fazer melhorias na educação. “Ele tem de colocar mais e melhores professores nas escolas”, opinou. 

Benfica

O início da noite na Avenida da Universidade foi tímido, reunindo só aqueles que queriam dividir a ansiedade da espera pelo resultado já nas ruas. E foi aos gritos parcelados a cada atualização dos números que a comemoração petista se delineou em frente ao telão. A festa reuniu militantes de longa data e outros levados à campanha pelo acirramento histórico que marcou o pleito.  

O produtor cultural Adriano Lima ressaltou a militância de 30 anos e se emocionou ao falar de como os militantes reacenderam a chama nesta eleição. “Escolhemos vir para cá porque é um lugar histórico do PT e da esquerda”, comentou. “O coração é valente, mas não precisa disso tudo”, comentava a professora Mônica Lima com a agonia pela disputa apertada e as constantes contas para saber se ainda era possível alguma virada.

Foi com a confirmação da vitória que a multidão começou a lotar a avenida para acompanhar os shows de três bandas locais noite adentro.

Para o deputado federal José Guimarães, que compareceu à festa na avenida, o PT deve a vitória à militância e precisa fazer um novo governo em resposta a ela.

(O Povo)

Conheça a história de Camilo Santana, o novo governador do Ceará

O novo governador do Ceará tem suas raízes no Cariri. Nascido na cidade do Crato, Camilo Santana (PT) é filho de Eudoro Santana e Ermengarda Santana. Ele é casado, tem 46 anos de idade e é pai de dois filhos.

Ainda na faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Camilo deu os primeiros passos na vida política ao participar movimento estudantil. Ocupou os cargos de presidente do Centro Acadêmico (CA) de Agronomia e de diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Além de engenheiro agrônomo, o novo gestor é mestre em em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela UFC.

O novo gestor é servidor público federal concursado do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), tendo exercido a função de analista ambiental e professor do curso de Saneamento Ambiental do  Instituto Centro de Ensino Tecnológico(Centec), em Juazeiro do Norte, onde foi coordenador. Foi também  superintendente adjunto do IBAMA no Estado do Ceará em 2003 e 2004. 

A primeira disputa 

Camilo disputou um cargo político pela primeira vez em 2000, quando se candidatou à Prefeitura de Barbalha, mas não obteve sucesso. Na segunda, em 2004 recebeu 9.925 votos, mas ficou em segundo lugar.

Em 2006, ele participou da campanha que ajudou Cid Gomes a chegar ao Governo do Ceará. Já no ano seguinte, no início da nova gestão, em 2007, assumiu a da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, permanecendo como titular por três anos.

A primeira vitória 

O petista decidiu tentar uma vaga no Legislativo Estadual em 2010 e obteve sucesso pela primeira vez em uma corrida eleitoral. Foi o deputado estadual mais votado do Ceará, recebendo 131.171 votos no Estado. No segundo mandado de Cid Gomes como governador, ele assumiu a Secretaria das Cidades partir de 2011.

A candidatura do petista ao Governo do Estado foi oficializada na manhã do dia 29 de junho deste ano, durante convenção coletiva do PROS, PT e outros partidos aliados à coligação liderada pelo governador Cid Gomes.

(Diário do Nordeste)

 

Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Sobral, Crateús e Aracati terão reforço de tropas federais no 2º turno

Por Anderson Pires

Em sessão extraordinária realizada na manhã desta quinta-feira (23), a Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, presidida pela desembargadora Iracema do Vale, decidiu pela inclusão de mais seis municípios cearenses – Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Sobral, Crateús e Aracati – no pedido ao TSE de reforço das tropas federais para o 2º turno das eleições.

A desembargadora Iracema do Vale já enviou o Ofício nº 3979/2014 (anexo) ao Tribunal Superior Eleitoral, formalizando o pedido, em resposta à Mensagem do ministro do TSE, João Otávio de Noronha, nos autos do Processo Administrativo nº 166727/2014, solicitando que o TRE se manifestasse com urgência sobre os documentos juntados no processo “sobre a necessidade de envio de forças federais para os municípios de Crato, Barbalha, Juazeiro do Norte, Sobral, Aracati, Crateús, Campos Sales, Itapipoca, Tianguá, Aracati e Mauriti”. Esta solicitação foi encaminhada ao TSE pela Procuradoria Geral Eleitoral, atendendo a um pedido da coligação ‘Ceará de Todos’.

Na sessão extraordinária, o procurador regional eleitoral, Rômulo Conrado, opinou pelo reforço de tropas federais apenas para Juazeiro do Norte e Sobral. Mas, após ponderação do desembargador Abelardo Benevides Moraes, os demais juízes da Corte do TRE também decidiram pela inclusão dos seis municípios, somando-se aos outros cinco, já autorizados anteriormente pelo TSE – Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Pacatuba.

A presidente do TRE-CE, desembargadora Iracema do Vale, já entrou em contato com o comandante da 10ª Região Militar, general Marco Antônio Freire Gomes, que assegurou não haver problemas para a distribuição dos 2.500 militares do Exército nos municípios solicitados. O TRE aguarda apenas a autorização do TSE para que o pedido seja formalizado. De acordo com a desembargadora Iracema do Vale, “a Justiça Eleitoral tem sido rápida nas tomadas de decisão para que tenhamos uma eleição transparente, segura, levando tranquilidade aos eleitores que votarão no próximo domingo”.

* Com informações do TRE/CE

Brasil – Para onde iremos? Uma reflexão sobre o cenário contemporâneo

Por Drawlio Joca – fotógrafo

Tenho estado particularmente perplexo com tudo que venho assistindo no atual cenário político brasileiro, bem como ao correspondente espetáculo midiático e suas graves consequências. Situarei ao longo desta reflexão, a quem se dará ao exercício da leitura, claramente qual é o meu posicionamento perante a nossa conjuntura. Neste sentido, digo de antemão aos possíveis discordantes que são bem-vindos, posto que não creio que nenhum posicionamento, meu ou vosso, principalmente quando relativo à questão tão cara a todos nós, por envolver o destino do nosso país, deva ser imutável, notadamente perante argumentações possivelmente válidas. Mas a quem não estiver disposto à reflexão crítica ou não tiver verdadeira preocupação com a dignidade do seu voto e com o país, então não perca seu precioso tempo. Portanto, quem vir ao debate é bem-vindo, mas venha fundamentado.

Primeiro, devo dizer que não fui, nem sou filiado a nenhum partido. Não devo nada a quaisquer políticos ou agremiações partidárias, nunca dei “tapinhas nas costas” de seu ninguém, nem nada que tenho veio às custas de qualquer troca espúria ou bajulação. Entendo partido como meio, não como fim. Guardo, inclusive, certa antipatia a quem faz de partido, religião, ao ponto de ser incapaz de qualquer reflexão.

Tenho a honra de afirmar, que todos os votos que dei e alguns trabalhos voluntários políticos que fiz ao longo da vida, foram movidos não por escolhas que me favoreceriam individualmente, profissionalmente, nem mesmo àquelas possivelmente mais oportunas à minha classe social. Sempre pautei minhas opções principalmente por uma preocupação que tive e tenho com os que considero menos favorecidos em um Brasil historicamente socialmente injusto e pelo que refleti serem as melhores possibilidades à coletividade e ao país. Nesse sentido, votei habitualmente em partidos da dita esquerda brasileira. Alguns destes partidos, em alguns momentos estiveram ou estão aliados a forças com as quais guardo discordância, o que fez meu voto oscilar entre algumas siglas, em busca daquela que considerei, a cada conjuntura, ser a melhor opção. Especificamente sobre isso, vale ressaltar que muito temos a refletir sobre a estrutura política e eleitoral brasileira que, não à toa, favorece à necessidade da formação de alianças demasiadamente heterogêneas e que cerca os pretensamente éticos com a ameaça perene da ingovernabilidade. Esta estrutura está firmemente e nada ingenuamente voltada a manutenção do status quo, esteja quem estiver no Poder Executivo. O poder, vale lembrar, é multifacetado e muito de sua estrutura é oculta e passa desapercebida a olhares menos avisados.

Mas, vamos ao cenário contemporâneo, que é o que agora importa. Impressiona-me muitíssimo que alguém com o mínimo de discernimento e senso crítico consiga crer que haja alguma decência nas palavras, atitudes e notadamente na trajetória de Aécio Neves. Neste ponto específico, não me refiro – ainda – a quaisquer méritos ideológicos, políticos ou partidários. Situo-me na anterioridade, na substância. Falo do mais essencial, da questão simplesmente humana. Pelo menos a mim, me basta olhar nos olhos, ouvir e sentir o tal indivíduo para bem sabê-lo.

Neste cenário de eleitores pró Aécio, há quem se situe, em suas escolhas, numa confusão ideológica relativamente compreensiva, resultante, em muitos casos, da grave crise ética que vivemos. É válido pensar que a chamada esquerda brasileira tem considerável parcela de responsabilidade nessa crise moral, notadamente por ter levantado bandeiras éticas que não foram cumpridas. Entretanto, nesse jogo de culpas e responsabilidades, muitos esquecem que todos nós também somos responsáveis pelo desmanche moral, em nossas atitudes cotidianas nada éticas, nada cidadãs, bem como nas escolhas políticas que fazemos, quando muitos de nós acabamos por dar sustentabilidade à estúpida estrutura política e eleitoral brasileira a que me referi.

Aos que pensam em destinar seus votos ao peessedebista por terem verdadeira preocupação ética e por estarem desencantados com os tão propagandeados escândalos próximos ao Governo, envolvendo parte dos quadros do Partido dos Trabalhadores e partidos aliados, eu pergunto: se vossa preocupação é realmente ética, o outro lado é por acaso ético, moral e digno? Para mim, estes são infinitamente piores neste aspecto e extremamente mais profissionais nos malfazejos, com o agravante que suas corrupções não permanecem na mídia, nem são objetos da devida Justiça, posto que toda a estrutura dominante sempre os favoreceu e os favorece. A estrutura de poder, que os manteve e mantém, permaneceu suficientemente sólida e atuante em governos a e b. O poder lava a mão do poder e sua teia é consideravelmente complexa e subterrânea.

Então devemos perdoar uma corrupção em outra e deixar tudo como está? Obviamente que não, mas não é retrocedendo ao pior dos mundos que iremos de fato avançar nesse sentido, mas exercendo todo um conjunto de reflexões, pressões e práticas políticas que podem verdadeiramente inferir em nossa podre estrutura.

Mas, voltando aos perfis dos sufragistas aecianos. Há aqueles que movem seus votos e seus discursos por puro revanchismo, ressentimentos, questões pessoais, ódios particulares, dores de cotovelo partidárias, conflitos ideológicos e outras pequenezas que são das mais lamentáveis e profundamente danosas aos processos que ora se encaminham. Digo apenas a estes, que os posicionamentos, por exemplo, de Marina Silva, carregados da mais profunda confusão e contradição ideológica, falam por si sobre o que é sua “nova política”. Quem conhece a trajetória dela, sabe o quão gravemente ela rasgou definitivamente sua própria história. Acho que a religião não fez bem a cabeça dessa senhora. Ou seja lá qual for o problema dela, ao resolver se alinhar àqueles que são, sem dúvida, os maiores corruptos desse país, além de suas ideologias que, em essência, historicamente privilegiam tão somente às suas próprias classes, em contraposição e dano à coletividade; e mais: sua lastimável e intrínseca lógica do acumular em excesso, do ter, em detrimento ao ser.

Outros votantes azuis, por sua vez, até ditos intelectuais, cultos e bem instruídos, ou perderam mesmo a capacidade de discernir, ou são vítimas ou partícipes, dos ingênuos àqueles nada inocentes, inteligentes, supostamente críticos e bem informados, do circo de mentiras que está – interessantemente para alguns e lamentavelmente para muitos – posto na atual conjuntura brasileira. Circo este constituído nos bastidores econômicos e políticos e multiplicado em um espetáculo midiático profundamente maniqueísta e astutamente travestido de jornalismo e informação supostamente isenta e idônea.

Se de um lado, até os tão inteligentes são cidadãos e eleitores surpreendentemente manipuláveis e suscetíveis à orquestração política e ao circo midiático. Se por outro, não lhes é possível, ao ouvir e olhar um ser humano, minimamente sabê-lo. Se suas intuições e vastos conhecimentos pouco ou nada lhes falam, talvez devessem revisitar então, atenta e consideravelmente, um conhecimento impressionantemente esquecido – e em momento tão crítico! – na imensa maioria das falas e debates extremamente rasos expostos: uma tal de história! Revê-la ou, para alguns, conhecê-la, quem sabe os fizesse melhor compreender estruturalmente o Brasil, bem como a conjuntura contemporânea.

Vê-se ainda, dentre os eleitores aecianos, os que são claramente defensores do neoliberalismo, que creem nos mercados livres, nacional e internacional, como gestores suficientes e dignos às questões humanas e que atuam em defesa unicamente dos interesses de suas classes historicamente dominantes. Há os que pensam seu voto como seu próprio umbigo. Há ainda os preconceituosos de toda espécie. Dizer o que a estes?

Particularmente declaro o meu voto a Dilma, mesmo com todas as corrupções circundantes, com todos os percalços e poréns, com toda a estrutura podre e viciada da política brasileira que ultrapassa partidos e ideologias, com todos os políticos sujos que infelizmente também a cercam na via da sustentação da governabilidade. Particularmente acredito na honestidade pessoal da Presidente e creio firmemente que, mesmo dentro da contradição, há aqui – e não acolá – uma verdadeira preocupação e políticas voltadas aos excluídos, além da considerável diferença ideológica e dos méritos e significativos avanços alcançados nos últimos anos, desde as políticas públicas até a política internacional, antes extremamente subserviente e dependente. E digo mais, aqui usando a coloquialidade da força e identidade nordestinas, também vitimadas no atual cenário pelos maiores absurdos e mais horrendos preconceitos: este caba, tal de Aécio, é um senvergoin! E seu agrupamento político e seus partícipes, de éticos e virtuosos não têm absolutamente nada! E é a este e a seu segmento que muitos de vós pretendem entregar o país! Vós! Muitos cultos, representantes da intelligentsia local e nacional, estudados nas melhores Universidades Públicas brasileiras com o nosso dinheirinho público, o mesmíssimo do bolsa família e de outros programas sociais que a muitos de vós tanto incomoda.

“Ensinem a pescar, mas não deem o peixe”. Sei bem como é. Mas quando o peixinho público veio e vem fritinho às vossas mesas e fomentou, por exemplo, vossos conhecimentos e formação acadêmica, aí é digno! Mas para corrigir distorções históricas, não! (Opa! A tal história!) Em vosso favor, em proveito próprio e favorecimento de suas classes, o l’argent público foi e é muitíssimo bem-vindo hein senhores doutores?

Mas, o que em tudo mais me impressiona, é que muitos de vós, tão inteligentes, artistas, profissionais respeitados, jornalistas, formadores de opinião, doutores, sejam capazes de trair até mesmo, em muitos casos, às suas próprias trajetórias e ideais, ao apoiar uma candidatura que representa claramente o mais estruturado e egoísta poder econômico e político desse país, que desde sua origem e em toda sua história, formou e fomentou estruturas de dominação, de exploração e interessada manutenção da miséria, de constantes posturas históricas voltadas contra os direitos dos trabalhadores e minorias, de mentalidade, desde sua gênese, arraigadamente escravocrata. Uma candidatura e uma proposta de país tão espúria, atrelada a um segmento que historicamente fez por 500 anos e novamente fará, se vitorioso, qualquer escândalo contemporâneo parecer brincadeira de criança. E mais! Como anteriormente brevemente citei, com o agravante que para essa turma, ninguém se dá mal! Vamos lá! Todos sabemos muitíssimo bem como é que funciona. Fulanos políticos são amigos de sicranos juízes e desembargadores, que tomam escocês com beltranos detentores dos meios de comunicação, que dão abraços calorosos nos abastados empreiteiros, que cheiram pó com outros tantos fulanos políticos e assim segue o ciclo. E o circo! Creio que nessa fala, não descobri a roda. E todos protegem todos. E todos ocultam a podridão de todos. E ninguém vai preso não. Nem dá ou se dá, não permanece nos meios de comunicação. É aquela máxima antiga: aos inimigos a lei! E acrescento: a mídia!

O circo está inteligentemente armado e o espetáculo devidamente direcionado às astutas e ingênuas plateias! Façam suas apostas.

Eu estou com Dilma! Sem dúvida. E com orgulho.

Vantagem de Aécio para Dilma cai no Sudeste e Centro-Oeste; petista sobe no Norte e Nordeste

São Paulo – Pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (20/10) detalha as intenções de voto para presidente no segundo turno das eleições. Na divisão por região, Aécio Neves viu a sua vantagem sobre Dilma Rousseff cair no Sudeste em relação ao levantamento anterior, dos dias 14 e 15 de outubro. O tucano também perdeu espaço no Centro-Oeste.


Dilma avançou entre eleitores de todas as faixas com renda familiar de até dez salários, enquanto Aécio oscilou negativamente entre aqueles com renda entre cinco e dez salários

Foto:  Reuters

Dilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição pelo PT, apresentou melhora no Nordeste e também avançou na região Norte. Veja os números e a comparação com a pesquisa anterior:

Sudeste:
– Aécio Neves: passou de 59% para 56%
– Dilma Rousseff: passou de 41% para 44%

Sul:
– Aécio: manteve os 61%
– Dilma: manteve os 39%

Nordeste:
– Dilma: passou de 68 para 70%
– Aécio: caiu de 32% para 30%

Centro-Oeste:
– Aécio: caiu de 63% para 56%
– Dilma: passou de 37% para 44%

Norte:
– Dilma: passou de 56% para 58%
– Aécio: caiu de 44% para 42%

O Datafolha também dividiu os entrevistados por idade e em todas as faixas etárias, Dilma Rousseff avançou. A petista aparece atrás de Aécio apenas nas faixas de 16 a 24 anos e 60 anos ou mais, mas ainda assim teve melhora enquanto o rival caiu.

Ainda segundo o levantamento, Dilma avançou entre eleitores de todas as faixas com renda familiar de até dez salários, enquanto Aécio oscilou negativamente entre aqueles com renda entre cinco e dez salários, e ganhou um ponto na faixa de mais de dez salários.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.

Aécio continua perdendo para Dilma em Minas Gerais, diz Vox Populi

A presidente Dilma Rousseff (PT) lidera as intenções de voto no reduto eleitoral do seu adversário Aécio Neves (PSDB). De acordo com pesquisa Vox Populi, a petista alcança 44% do eleitorado mineiro contra 41% do tucano, que governou o estado de 2003 a 2010. A estatística é referente à votação estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos.

No primeiro turno da eleição, Dilma também venceu Aécio em Minas por 43% dos votos válidos contra 39% do senador. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do País e será decisivo na votação deste segundo turno.

Conforme o levantamento, Dilma vence por 50% a 35% entre os eleitores mineiros com renda de até dois salários mínimos. Na faixa entre dois até cinco salários mínimos, o tucano vence a petista por 43% a 42%. Aécio também alcança mais votos entre os mineiros com renda superior a cinco salários mínimos (52% a 35%).

Avaliação do governo

De acordo com o levantamento, 8% dos entrevistados consideram “ótimo” o governo da presidente Dilma. Os eleitores que acham regular somam 34%; ruim/péssimo, 36%, e não sabem/não responderam, 2%.

A pesquisa foi realizada com 1.600 eleitores, em 91 municípios mineiros, no dias 19 e 20 deste mês. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e foi protocolado na Justiça Eleitoral sob o número BR-001150/2014. O nível de confiança é de 95%.

(Brasil 247)

Programa de Dilma Rousseff na tevê é melhor do que o de Aécio Neves

“O Datafolha de hoje é a comprovação do protagonismo de João Santana nesta eleição presidencial. A pesquisa revela que o otimismo do brasileiro com a economia, melhorou.

Em relação à inflação, por exemplo, o dado é impressionante: desde 2007, nunca tantos brasileiros acharam que a inflação vai parar de subir ou mesmo cair.

Não resta dúvida de que foram os programas criados por João Santana para Dilma Rousseff que (douraram a pílula e) levaram tal otimismo ao eleitor.

Os programas de Dilma na TV e no rádio são superiores aos feitos pela equipe de Aécio Neves. No primeiro turno, muita gente ainda queria tapar o sol com a peneira, argumentando que Aécio tinha menos da metade do tempo destinado ao PT.

Os programas e comerciais de Santana são mais eficientes não só para desconstruir, como já se viu, mas também para construir – isso é pouco ressaltado.

Essa batalha a Dilma já ganhou: a da comunicação na TV e no rádio.

Aécio Neves pode vencer a eleição. Mas se o conseguir terá sido apesar do seu programa de rádio e TV.

(Coluna Radar, da Veja Online)

Dilma é real, Marina foi sonho, Aécio é pesadelo

Estou glosando artigo de Luís Nassif publicado no ABCD Maior algumas semanas atrás. Dizia ele que a situação do primeiro turno lembrava a de um matrimônio prolongado: a ou o consorte a gente conhece. É o caso de Dilma: a gente sabe as qualidades e os problemas. Mas, dizia ele, há quem fique sonhando com os namorados ou namoradas de antanho. Eles são sonho, não roncam, não têm manias mais etc. Dizia então: Marina (naquele momento),  é assim: um sonho a verificar. E a escolha seria então entre apostar no que se conhece ou na hipótese do sonho.

Bom, o sonho desandou. Marina tanto pulou de um lado para o outro que acabou pulando fora da disputa. Querendo agradar gregos e troianos, Malafaias e banqueiros, perdeu para Aécio, o galardão do antipetismo, que lhe tomara de início, depois da tragédia da morte de Eduardo Campos. Os votos que dele migraram para ela voltaram ao aprisco original, diante da possibilidade de que ela não mais vencesse Dilma no segundo turno.

Restou a realidade de Dilma: um projeto de longo prazo para o país, apoiado num papel pró-ativo do Estado e propulsor de políticas includentes, em todos os setores.

Problemas? Sim, problemas. Impulsionar, como já vem sendo feito, a reindustrialização do país, comprometida pela política de total “abertura dos portos” empreendida pelo PSDB nos anos FHC. Redimensionar políticas como a da reforma agrária, diante de um Congresso que lhe será mais hostil do que era. Redimensionar a iniciativa dos ministérios, dando-lhes mais autonomia. Equacionar a proposta de uma reforma política progressista, não regressiva, como querem os conservadores. E a reforma tributária? O debate será terrível, sem falar no campo das comunicações… E outros e outros.

Entretanto, em meio às dúvidas que a hipótese Dilma nos apresenta, podemos ter certeza quando às certezas que o pesadelo Aécio nos anuncia. O primeiro debate foi eloquente: entre as evasivas vieram as confirmações do pesadelo. Salário mínimo muito alto é um problema, bancos públicos devem se retrair, inclusive na manutenção das políticas sociais, o mercado deve ser a prima dona de tudo, do câmbio aos juros, da política financeira ao emprego ou desemprego. Cortes nos investimentos públicos à vista: onde? Nas políticas sociais, ora. Onde mais há para cortar?

O interessante é que este pesadelo está em curso aqui na Europa, de onde escrevo. Chama-se “política de austeridade”. Está prostrando há anos a capacidade de recuperação das economias europeias, depois da crise financeira de 2007/2008, que delapidou vários erários públicos no continente. Depois de muito tempo, como não poderia deixar de ser, a política recessiva trouxe a inundaçào às portas da fortaleza alemã.

Como a Europa ainda é a principal parceira econômica da Alemanha, a perda do poder aquisitivo (que é o que os magos do PSDB querem reimpor ao Brasil) individual e coletivo começou a manietar a indústria germânica. Menos pedidos, menos produção é igual a crescimento zero nos últimos meses. PIB em queda, de 1,7% (coisa que a mídia conservadora no Brasil qualificaria de “pífia”, se se tratasse do Brasil), para 1,2 ou 1,3% em 2014. Para a Zona do Euro, 0,8%, se tanto. E se a economia alemã de fato entrar em recessão, o resto do continente vai para a depressão.

Em suma, este é o pesadelo que Aécio, Armínio e companhia ilimitada querem importar de volta para o Brasil.

(Flávio Aguiar, Rede Brasil Atual)

TRE-CE solicita ao TSE reforço da força federal para o 2º turno

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará solicitou ao TSE o envio de tropas federais para reforçar a segurança no 2º turno das eleições. O pedido foi formalizado na sessão desta quinta-feira, 16/10, pela Corte do TRE, presidida pela desembargadora Iracema do Vale.
Através do Ofício nº 3884/2014 (anexo), o TRE-CE encaminhou ao presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, “a solicitação de apoio de força federal para assegurar a normalidade da votação e apuração dos resultados relativos ao seguindo turno das eleições”, em Fortaleza e mais quatro municípios da Região Metropolitna: Caucaia, Maranguape, Maracanaú e Pacatuba.

Iniciativa

A iniciativa partiu do procurador regional eleitoral, Rômulo Conrado, que protocolizou no TRE o Ofício nº 9293 (anexo) do MPE, após comunicado ao tribunal na última segunda-feira. De acordo com relato do procurador, “tem-se  manifesto temor de que venha a ocorrer o cerceamento ao regular exercício das atividades policiais afetas à Polícia Militar. Bem como que novamente seja posta em prática a esdrúxula medida de fixar as viaturas em pontos base e somente permitir que ingressem em circulação a partir do que for determinado pelos órgãos de segurança pública. Por outro lado, tem-se situação de notório acirramento de ânimos considerando o engajamento em campanha eleitoral do candidato Capitão Wagner, candidato mais votado ao cargo de Deputado Estadual, opositor do grupo político liderado pelo Governador Cid Ferreira Gomes”.

A partir do pedido do MPE, a presidente do TRE-CE, desembargadora Iracema do Vale, enviou ofício ao Governador do Estado, Cid Gomes, para que ele se manifestasse sobre a necessidade do reforço de tropas federais “para garantir a lisura e a segurança do pleito”. Nesta quarta-feira, 15/10, o governador respondeu ao TRE, afirmando ser favorável à solicitação das tropas federais. No Ofício GG nº 296/2014  (anexo) ressaltou que “compreende salutar e fortalecedora a solicitação de atuação das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), no dia 26.10.2014, data do segundo turno das eleições, assim se posicionando não por todos os motivos levantados pelo Ministério Público Eleitoral, mas para que seja possível garantir, com atuação conjunta e harmoniosa, a necessária e imprescindível isenção do pleito, contribuindo assim, com suficiência, para a tranquilidade dos trabalhos eleitorais, objetivo perseguido por todos”.

Durante a sessão da Corte do TRE, nesta quinta-feira, 16/10, o procurador regional eleitoral, Rômulo Conrado, afirmou que, através da Procuradoria Geral da República, em Brasília, tentará ampliar a presença da força federal em mais cinco municípios cearenses –  Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Sobral e Itaitinga – além daqueles já incluídos na lista dos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza, enviada pelo TRE-CE ao TSE, atendendo solicitação do próprio MPE.

(TRE/CE)

Camilo Santana tem 51% e Eunício Oliveira 49%, aponta pesquisa Ibope

Segundo pesquisa do Ibope, Camilo Santana (PT) tem 51% dos votos e Eunício Oliveira (PMDB) 49%. A margem de erro da pesquisa é 3 % para mais ou para menos. O Ibope ouviu 1204 eleitores, entre os dias 13 e 15 de outubro. A pesquisa foi encomendada pela televisão Verdes Mares.

Votos totais:

Se forem incluídos os votos em branco e nulos e dos eleitores que se declararam indecisos, os votos totais das pesquisa estimulada são:

Camilo Santana (PT) – 46%

Eunício Oliveira (PMDB) – 44%

Brancos / nulos / nenhum – 6%

Indecisos – 4%

O Ibope também pesquisou o índice de rejeição dos candidatos. Confira os números:

Camilo Santana (PT) – 38%

Eunício Oliveira (PMDB) – 38%

Poderiam votar em todos – 18%

Não sabem ou não responderam – 9%

(Blog do Roberto Moreira)

Luiz Carlos Bresser-Pereira, fundador do PSDB, declara voto em Dilma

O cientista político Luiz Carlos Bresser-Pereira, um dos principais intelectuais brasileiros, que foi fundador do PSDB e ministro do governo FHC, anunciou, neste domingo, que votará na presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, é ela quem está melhor capacitada a reduzir a desigualdade social no País. Leia abaixo o artigo de Bresser-Pereira:

Meu voto em Dilma

Vou votar pela reeleição de Dilma Rousseff porque é ela quem melhor atende aos critérios que adoto para escolher o candidato à Presidência da República.

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Em 1988 fui um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira e sempre votei em seus candidatos à presidência. Mas, gradualmente, fui me afastando do partido por razões de ordem ideológica e, depois da última eleição presidencial, vendo que o partido havia dado uma forte guinada para a direita, que deixara de ser um partido de centro-esquerda, e que abandonara a perspectiva desenvolvimentista e nacional para se tornar um campeão do liberalismo econômico, desliguei-me dele. Por isso quando hoje perguntam em quem vou votar, a pergunta faz sentido.
Vou votar pela reeleição de Dilma Rousseff, não por que seu governo tenha sido bem sucedido, mas porque é ela quem melhor atende aos critérios que adoto para escolher o candidato. São dois esses critérios: quanto o candidato está comprometido com os interesses dos pobres, e quão capaz será ele e os partidos políticos que o apoiam de atender a esses interesses, promovendo o desenvolvimento econômico e a diminuição da desigualdade.
Dilma atende ao primeiro critério melhor do que Marina Silva e muito melhor do que Aécio Neves. Isto nos é dito com clareza pelas pesquisas de intenção de voto, onde ela vence na faixa dos salários mais baixos, e reflete a preferência clara pelos pobres que os três governos do PT revelaram. O mesmo se diga em relação ao segundo critério na parte referente à desigualdade. O grande avanço social ocorrido nos doze anos de governo do PT tem um valor inestimável.
Já em relação ao desafio do desenvolvimento econômico, o problema é mais complexo. Estou convencido que Dilma conhece melhor do que seus competidores quais os obstáculos maiores que vêm impedindo a retomada do desenvolvimento econômico desde que, em 1994, a alta inflação inercial foi superada. Os resultados econômicos no seu governo não foram bons, mas isto se deveu menos a suas fraquezas e erros, e, mais, ao fato que não teve as condições necessárias de enfrentar a falha de mercado estrutural que está apreciando cronicamente a taxa de câmbio e desligando as empresas competentes do país de seu mercado, e, assim, , está condenando a economia brasileira à quase-estagnação. Desde 1990-91 , ao se realizar a abertura comercial, os economistas brasileiros (inclusive eu, naquele momento) não estávamos nos dando conta que o imposto sobre exportações de commodities denominado “confisco cambial” – essencial para a neutralização da doença holandesa – estava sendo extinto. Em consequência, as empresas industriais brasileiras passavam a ter uma desvantagem (custo maior) para exportar de cerca de 25% em relação às empresas de outros países por razão exclusivamente cambial, e uma desvantagem desse valor menos a tarifa de importação (hoje, em média, de 12%) para concorrer no mercado interno com as empresas que para aqui exportam.
A esta causa estrutural de apreciação cambial (a não-neutralização da doença holandesa[*]) devem ser adicionadas duas políticas equivocadas normalmente adotadas pelos países em desenvolvimento. A política de crescimento com poupança externa (de déficit em conta-corrente) e a política de âncora cambial para controlar a inflação apreciam o câmbio no longo prazo. Elas são responsáveis por cerca de mais 10 pontos percentuais de apreciação da taxa de câmbio que devem ser somados aos 25% acima referidos. Logo, a desvantagem total das empresas brasileiras em relação às empresas de outros países que exportam para os mesmos mercados que nós é, em média, de 35% ( 25% 10%), e a desvantagem total em relação às empresas estrangeiras que exportam para o mercado brasileiro é de 23% (35% – 12%). Estas duas desvantagens desaparecem nos momentos de crise financeira, que, mais cedo ou mais tarde, decorrem necessariamente dessa sobreapreciação.
Quando digo que a presidente não teve “condições”, estou dizendo que ela não teve poder suficiente eliminar essa desvantagem competitiva de longo prazo. Ela tentou: iniciou o governo fazendo um ajuste fiscal, reduzindo os juros, e promovendo uma depreciação real de cerca de 20%. Mas ela recebeu do governo anterior, marcado pelo populismo cambial, uma taxa de câmbio brutalmente apreciada, de R$ 1,90 por dólar, a preços de hoje. Por isso, a elevação da taxa de câmbio para cerca de R$ 2,28 por dólar não foi suficiente para torná-la competitiva.
A taxa de câmbio que torna competitivas as empresas competentes existentes no Brasil (que denomino “de equilíbrio industrial”) deve estar em torno de R$ 3,00 por dólar. Em consequência desse fato e da retração da economia mundial, a depreciação não foi suficiente para levar as empresas a voltar a investir; foi, porém, suficiente para aumentar um pouco a inflação. Diante desses dois resultados negativos, os economistas do mercado financeiro e a mídia liberal gritaram, mostraram erros do governo (como o controle dos preços da eletricidade e do petróleo e a “aritmética criativa” para aumentar o superávit primário) e assim, sob forte pressão e preocupada em não ser reeleita, a presidente foi obrigada a recuar.
Mas não terão os outros dois candidatos mais importantes condições de fazer o que Dilma não fez? Estou convencido que não. Não apenas porque eles também não terão poder para enfrentar os interesses de curto prazo dos que rejeitam a depreciação cambial porque não querem ver seus salários e demais rendimentos diminuam e a inflação aumente, ainda que temporariamente. Também porque seus economistas não reconhecem o problema da doença holandesa e não são críticos das duas políticas acima referidas. Supõem, equivocadamente, que a grande sobreapreciação cambial existente no país é um problema de curto prazo, de “volatilidade cambial”. Basta ler seus programas de governo.
Terá a presidente poder suficiente para mudar esse quadro caso reeleita? É duvidoso. Ela não enfrenta apenas a oposição liberal e colonial, que é incapaz de criticar a ortodoxia liberal e não vê os conflitos entre os interesses do Brasil e a dos países ricos. A presidente enfrenta também a incompetência da grande maioria dos economistas brasileiros, que, apegados a seus livros-texto convencionais, não compreendem hoje a tese central da macroeconomia novo-desenvolvimentista (a tendência à sobreapreciação cíclica e crônica da taxa de câmbio) como não entendiam entre 1981 e 1994 a teoria da inflação inercial. Naquele tempo havia apenas oito (sim, oito) economistas que entendiam a inflação inercial. Quantos entenderão hoje os economistas que compreendem porque, deixada livre, a taxa de câmbio tende a ser sobreapreciada no longo prazo, só se depreciando bruscamente nos momentos de crise de balanço de pagamentos?
Voto pela reeleição da presidente, mas já deve estar ficando claro que não estou otimista em relação ao futuro do Brasil. Quando as elites brasileiras não conseguem sequer identificar o fato novo (mas que já tem 23 anos) que impede que o Brasil volte a crescer de maneira satisfatória desde 1990-91, como podemos pensar em retomar o desenvolvimento econômico? A esquerda associada ao PT está muda, perplexa; a direita liberal supõe que basta fazer um ajuste fiscal para resolver o problema. Embora um ajuste fiscal forte seja essencial para a política novo-desenvolvimentista de colocar os preços macroeconômicos no lugar certo, apenas esse ajuste não basta. Será necessário também baixar o nível da taxa de juros e depreciar a taxa de câmbio para que a taxa de lucro se torne satisfatória e as empresas voltem a investir. Só assim a economia brasileira deixará de estar a serviço de rentistas e financistas, como está há muito tempo, e os interesses dos empresários ou do setor produtivo da economia voltem a coincidir razoavelmente com os interesses dos trabalhadores.
A presidente tem uma famosa dificuldade de ouvir os outros, mas é dotada de coragem, determinação, espírito republicano e se orienta por um padrão moral elevado. Conta, ao seu lado, com alguns políticos de boa qualidade. Ela foi derrotada no primeiro round, mas, quem sabe, vencerá o segundo?


[*] Nota da Redação:
“Em economia, doença holandesa (do inglês Dutch disease) refere-se à relação entre a exportação de recursos naturais e o declínio do setor manufatureiro. A abundância de recursos naturais gera vantagens comparativas para o país que os possui, levando-o a se especializar na produção desses bens e a não se industrializar ou mesmo a se desindustrializar – o que, a longo prazo, inibe o processo de desenvolvimento econômico.
A expressão “doença holandesa” foi inspirada em eventos dos anos 1960, quando uma escalada dos preços do gás teve como consequência um aumento substancial das receitas de exportação dos Países Baixos e a valorização do florim (moeda da época). A valorização cambial acabou por derrubar as exportações dos demais produtos holandeses, cujos preços se tornaram menos competitivos internacionalmente, na década seguinte.” (Fonte: Wikipédia, verbete “Doença holandesa)

Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2014/10/fundador-do-psdb-declara-voto-em-dilma.html#ixzz3GLrbbowH

O caso dos vídeos sobre Aécio Neves que estão sendo censurados no YouTube

O documentário “Helicoca — o helicóptero de 50 milhões de reais”, produzido pelo DCM, foi retirado do YouTube por causa de uma reivindicação de direitos autorais.

O responsável pelo pedido, um certo “Jorge Scalvini”, não existe. É um perfil fake da internet. Recorremos ao Google há uma semana, mas até agora nada. Isso é resultado de uma prática kafkiana chamada “notice and take down”, em que o autor é obrigado a provar ao YouTube que existe, enquanto o denunciante só necessita de um CPF. 

A derrubada do “Helicoca” está longe de ser um episódio isolado. Há pelo menos dois casos similares. Ambos envolvem Aécio Neves.

O primeiro é o do instigante “Liberdade, Essa Palavra”, filme sobre o qual já falei aqui. Foi o trabalho de conclusão do curso de jornalismo de Marcelo Baêta. “Liberdade…” trata da relação da imprensa mineira com o governo de Aécio em seu primeiro mandato (2003/2006).

São várias histórias sobre a pressão da administração aecista sobre jornalistas e as demissões que decorreram dela. Andrea Neves, irmã e braço direito, é um dos personagens principais. Na época, o PSDB mineiro colocou no ar uma resposta acusando Baêta de “petista” e seu trabalho de “manipulação” e “fraude”.

O original de “Liberdade, Essa Palavra” (um verso de Cecília Meireles) foi abatido do YouTube por causa de — adivinhe — reivindicação de direitos autorais.

A trajetória de “Gagged in Brazil” (“Amordaçados no Brasil”) não é muito diferente. Foi escrito e dirigido por Daniel Florêncio para a Current TV, canal por assinatura e portal da web criado por Al Gore.

Tema e período são os mesmos da obra de Baêta. Daniel mostra a cumplicidade da mídia com o projeto de poder de Aécio. Uma editora da TV Globo aparece, sem ser identificada, relatando que a emissora esperava que Aécio estivesse “do lado da Globo”.

Uma matéria no Jornal Nacional elogiava o “déficit zero” nas contas públicas do estado. Logo após a “notícia” narrada por Fátima Bernardes, entrava nos comerciais um anúncio do governo de MG repetindo quase ipsis verbis o que a âncora relatara.

“Gagged” foi ao ar na Current TV no Reino Unido e nos EUA em maio de 2008. Uma semana mais tarde, foi postado no YouTube, com legendas, e bombou em pouco tempo.

Quatro meses depois, sairia da Current.com. Florêncio — que mora em Londres há dez anos — escreveu noObservatório de Imprensa que sua editora lhe esclareceu o seguinte: “Os executivos seniors do canal nos EUA receberam cartas com severas considerações e críticas sérias em relação ao filme. As cartas foram enviadas pelo PSDB de Minas Gerais. O PSDB afirmava que meu filme tinha caráter político-partidário, que não representava a realidade no estado e questionava minha conduta ética”.

Por desejo do diretor de programação David Newman, o gerente de jornalismo Andrew Fitzgerald deu início a uma investigação. “Elaborei dossiês, contatei minhas fontes no Brasil, e escancarei meus procedimentos para Andrew Fitzgerald”, diz Daniel. Fitzgerald o avisaria, afinal, que “Gagged in Brazil” estava de volta à Current TV.

No YouTube, porém, o desfecho foi outro. No dia 3 de fevereiro deste ano, Florêncio recebeu um alerta de um desconhecido, querendo saber o que houve com o filme. Quando clicou no link, pumba!: infração de copyright, requisitado por um certo Gabriel Amâncio. Ganha um pão de queijo quem acredita que Gabriel Amâncio é um cidadão de carne, osso, miolos e músculo.

Como no caso de “Liberdade”, outras versões estavam disponíves. Mas a eliminada contava com quase meio milhão de visitas, além dos links em sites, blogs e nas redes sociais. Na internet, a relevância varia de acordo com o número de links e visitas. O objetivo era fazer com que o documentário se tornasse irrelevante no Google, Bing, Yahoo etc.

O PSDB perpetrou um vídeo-resposta a “Gagged” que explodiu milagrosamente no YouTube. Os comentários, veja só que curioso, eram de países da Ásia, África, Europa. Todos falsos. Daniel explicou a ciência por trás dessa façanha num outro filme curto, que eu posto abaixo. Basicamente, é um spam. Assista enquanto Jorge Scalvini não dá as caras.

Aécio tem processos contra Facebook, Twitter e Google. Quem o representa é o escritório de advocacia Opice Blum, tido como autoridade em direito digital. Segundo um perfil do candidato na Piauí, seu contrato é como pessoa física.

Uma advogada afirmou à revista que as ações contra buscadores fazem referência a “uma mentira que espalharam na rede dizendo que o senador é acusado em ação judicial promovida pelo Ministério Público de ter desviado 4,3 bilhões de reais”.

Foi o Opice Blum que moveu a ação contra o Twitter para descobrir os dados cadastrais de 66 contas que, supostamente, fariam parte de uma “rede virtual de disseminação de mentiras e ofensas”. Uma dessas contas é a do DCM.

Noves fora a onda de repulsa que essas arbitrariedades causam, a cada vídeo retirado aparecem outros, num efeito multiplicador. O “Helicoca”, por exemplo, tem cinco versões no YouTube no momento em que digito estas maltraçadas. Sem contar as do Vimeo e as do Daily Motion. Existem outras tantas de “Gagged” e de “Liberdade, Essa Palavra”.

Já dizia a fabulosa Hannah Arendt: “Somente quando as coisas podem ser vistas por muitas pessoas, numa variedade de aspectos, sem mudar de identidade, de sorte que os que estão à sua volta sabem que vêem o mesmo na mais completa diversidade, pode a realidade do mundo manifestar-se de maneira real e fidedigna”.

Marina Silva citava Hannah Arendt com frequência. Não sei se Aécio Neves tem ideia de quem se trata.

 

 

 

(Diário do Centro do Mundo)

 

 

 

 

 

Datafolha e Ibope divulgam pesquisas para o Governo do Ceará no 2º turno

O Datafolha e o Ibope divulgarão, nesta quinta-feira, a primeira pesquisa da corrida sucessória estadual deste segundo turno da eleição. Há muita expectativa nos comitês dos postulantes, até porque os números devem mexer com o ânimo dos militantes.

Camilo Santana, candidato petista apoiado pelos irmãos Ferreira Gomes, pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, ganhou o primeiro turno com 47,81% dos votos válidos.

Já o senador Eunício Oliveira, candidato a governador pelo PMDB e contando com apoio de Tasso Jereissati e do ex-governador Lúcio Alcântara, obteve 46,41% dos votos válidos.

(Eliomar de Lima)

Colunista Ricardo Noblat, de “O Globo”, afirma que Dilma venceu o debate da Band

De acordo com Ricardo Noblat, principal colunista político do jornal O Globo, Dilma Rousseff sagrou-se vitoriosa no primeiro embate do segundo turno com Aécio Neves. Em sua coluna, Noblat considera que a atual presidente usou contra o candidato tucano acusações de forte apelo popular no debate da band, realizado na noite desta terça-feira (14), e que Aécio não consegui rebatê-las devidamente.

VEJA TAMBÉM: O resumo do debate da band entre Dilma e Aécio

“Chamar Dilma de leviana ou de mentirosa não acrescenta votos a Aécio. Pode até soar como uma indelicadeza aos ouvidos mais sensíveis. Dizer que Aécio empregou parentes quando governou Minas Gerais é uma coisa que todo mundo entende e pode guardar na memória. Dizer que ele responde a processo por improbidade administrativa, também. Enumerar os escândalos do governo de Fernando Henrique que ficaram impunes, idem”

Com a coluna que coloca Dilma como vencedora do debate da Band, Noblat, que geralmente é o primeiro blogueiro destacado no site do jornal O Globo, foi ocultado da página, que relaciona nesta manhã oito colunistas. Noblat não está entre eles. Veja o print da página abaixo:

Leia abaixo a íntegra do texto do blogueiro de O Globo, Ricardo Noblat:

Dilma venceu Aécio no debate da Rede Bandeirantes

Como conseguiu enfrentar Aécio de igual para igual, Dilma ganhou o debate de ontem à noite na Rede Bandeirantes de Televisão.

Confesse, seja você PSDB ou PT: você torcia por uma derrota de Dilma. Você temia uma derrota de Dilma.

Quem foi capaz de imaginar que Dilma atacaria com esmero e se defenderia com eficiência? Ou que deixaria Aécio, em mais de uma ocasião, acuado?

É por isso que digo que ela ganhou o primeiro dos quatro debates de televisão do segundo turno da eleição presidencial.

Onde estava a Dilma de raciocínio confuso? Apareceu – e rapidamente – duas ou três vezes, se tanto.

Onde estava a Dilma que não consegue dizer algo com começo, meio e fim? Surpreendentemente ficou em casa.

Onde estava a Dilma que aprecia citar um monte de números? Recebeu uma lavagem cerebral e esqueceu os números.

Aécio não esteve mal. Apenas foi surpreendido por uma Dilma que fez direitinho seu dever de casa com o marqueteiro João Santana.

Chamar Dilma de leviana ou de mentirosa não acrescenta votos a Aécio. Pode até soar como uma indelicadeza aos ouvidos mais sensíveis.

Dizer que Aécio empregou parentes quando governou Minas Gerais é uma coisa que todo mundo entende e pode guardar na memória.

Dizer que ele responde a processo por improbidade administrativa, também. Enumerar os escândalos do governo de Fernando Henrique que ficaram impunes, idem.

Dilma sapecou em Aécio acusações de forte apelo popular. A recíproca não foi verdadeira.

O Aécio à vontade, leve, livre e solto do debate da Rede Globo de Televisão no primeiro turno, faltou ao debate da Bandeirantes.

Nesta quinta-feira haverá outro – o do SBT. No próximo domingo, o da Rede Record. O da Globo ocorrerá na antevéspera do dia da eleição.

Para quem torce por um lado ou pelo outro, haja coração!

Atualização (10h:55min). A coluna de Ricardo Noblat voltou à página inicial do site do jornal O Globo.

com informações de 247

Cúpula da Rede deixa partido denunciando que ele se tornou mercadoria à venda

Jornal GGN – Sete coordenadores do Rede Sustentabilidade em São Paulo saíram do partido em protesto à adesão de Marina Silva à candidatura de Aécio Neves. São eles os coordenadores executivos Valfredo Pires e Marcelo Pilon; os coordenadores de comunicação Emílio Franco e Renato Ribeiro; os coordenadores de finanças Gérson Moura e Marcelo Saes e o coordenador de organização Washington Carvalho.

No manifesto divulgado dizem que “Um apoio, explícito ou velado, por parte da Rede a qualquer um dos candidatos finalistas reforça o argumento daqueles que acusam a sigla de ser mais do mesmo, de ser só uma nova roupagem para a velha e corrupta política que tanto nos dispusemos a combater”.

Na parte mais dura do manifesto, o grupos salienta que  “As nossas esperanças de um Brasil mais justo, mais ético e mais sustentável mostraram-se como mercadorias, à venda por promessas que não surtirão resultados a médio e a longo prazo”.

 

Da Folha

Apoio a Aécio provoca debandada na cúpula da Rede em São Paulo

Em carta, sete coordenadores do partido pediram renúncia de suas atribuições

GUSTAVO URIBEDE SÃO PAULO

O apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB) ao candidato do PSDB à sucessão presidencial, Aécio Neves, causou uma debandada na Executiva Estadual da Rede em São Paulo.

Em carta divulgada nesta segunda-feira (13) sete coordenadores do partido, que não conseguiu autorização na Justiça Eleitoral e foi abrigado pelo PSB na disputa eleitoral deste ano, pediram renúncia de suas atribuições no comando estadual.

No texto, o grupo afirma que o apoio a qualquer um dos candidatos à sucessão presidencial neste segundo turno reforça a polarização entre PT e PSDB, criticada pela Rede no primeiro turno da disputa eleitoral.

“Um apoio, explícito ou velado, por parte da Rede a qualquer um dos candidatos finalistas reforça o argumento daqueles que acusam a sigla de ser mais do mesmo, de ser só uma nova roupagem para a velha e corrupta política que tanto nos dispusemos a combater”, disse.

Em uma crítica ao PSDB, o grupo afirma que não pode servir indiretamente a um projeto de poder que “já foi testado” e com o qual não concorda. Ele ressalta ainda que não responderá pelo “assassinato” de ideais e princípios que o atraíram à Rede.

“As nossas esperanças de um Brasil mais justo, mais ético e mais sustentável mostraram-se como mercadorias, à venda por promessas que não surtirão resultados a médio e a longo prazo”, ressaltou.

Ao todo, deixaram a Executiva da Rede em São Paulo os coordenadores executivos Valfredo Pires e Marcelo Pilon; os coordenadores de comunicação Emílio Franco e Renato Ribeiro; os coordenadores de finanças Gérson Moura e Marcelo Saes e o coordenador de organização Washington Carvalho.

“No primeiro turno, a Rede tinha como discurso sair da polarização entre PSDB e PT. E, agora, quebra-se essa posição”, criticou Pires.

Em nota divulgada na última sexta-feira (10) a Executiva Nacional da Rede manifestou como legítimos no segundo turno os votos de seus militantes “em branco, nulo ou em Aécio Neves”.

O porta-voz da Rede em São Paulo Alexandre Zeitune lamentou o desligamento dos coordenadores do comando estadual do partido.

“A Rede esclarece que, apesar da tentativa de construir um diálogo com respeito a opiniões diversas, não foi possível se chegar a um consenso”, afirmou, por meio de nota.

Economistas lançam manifesto de apoio à reeleição de Dilma

Marina da Conceição Tavares, professora emérita da UFRJ e Unicamp, assina o documento

Jornal GGN – Um grupo de economistas, professores e pesquisadores de diversas faculdades do país, se reuniu para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff. “O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro. É a opção entre as políticas que serviram para perpetuar as desigualdades e o modelo que contribuiu para aprofundar a democracia, trazendo à luz milhões de novos cidadãos”, diz o manifesto.

Economistas com Dilma: “O Brasil não quer voltar atrás”

Do Brasil Debate

O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro. É a opção entre as políticas que serviram para perpetuar as desigualdades e o modelo que contribuiu para aprofundar a democracia, trazendo à luz milhões de novos cidadãos

O Brasil está vivendo uma profunda transformação social que interrompeu o ciclo histórico da desigualdade no País. Nos últimos 12 anos, dezenas de milhões de pessoas tiveram acesso à economia formal e conquistaram um novo patamar de cidadania. Na base dessa transformação está o modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social iniciado no governo do presidente Lula e que prossegue no governo da presidenta Dilma Rousseff.

Este modelo ampliou o acesso ao emprego, ao crédito e ao consumo. Combinado com a valorização dos salários e a transferência de renda, dinamizou o mercado interno, estimulou o investimento e promoveu o crescimento econômico, beneficiando a sociedade como um todo. A nova dinâmica da economia permitiu aumentar os investimentos sociais e em infraestrutura. O Brasil tornou-se mais robusto diante das oscilações internacionais.

Mesmo no contexto econômico global mais adverso dos últimos tempos, o governo Dilma manteve seu foco no aumento do bem-estar da população, com ênfase na promoção da igualdade de oportunidades, para que todos possam progredir e realizar seus sonhos e aspirações. Em quatro anos, foram criados 5,5 milhões de empregos formais e a renda das famílias continuou a crescer.

Dificuldades conjunturais existem e devem ser enfrentadas com firmeza; fazendo correções e ajustes sempre que necessário. Mas não podem servir de pretexto para um retorno às políticas econômicas do passado, que se voltavam apenas para uma parcela da população e, diante dos problemas, impunham à maioria o preço da recessão, do desemprego, do arrocho salarial e do corte dos investimentos sociais.

Nos governos Lula e Dilma, a garantia da estabilidade econômica sempre esteve associada ao objetivo de promover o crescimento econômico, com geração de emprego e renda, e a superação das desigualdades sociais e regionais. Essa é a diferença essencial em relação ao modelo anterior, representado pela candidatura do PSDB.

O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro. É a opção entre as políticas que serviram para perpetuar as desigualdades e o modelo que contribuiu para aprofundar a democracia, trazendo à luz milhões de novos cidadãos.

Quem reduziu a pobreza e a desigualdade de renda tem mais capacidade de avançar no processo de inclusão social. Quem aumentou a geração de empregos e ampliou o acesso ao crédito tem mais capacidade de fazer o País crescer. Quem investiu no futuro, duplicando para sete milhões o número de vagas no ensino superior, é capaz de continuar mudando o Brasil e dialogar com demandas sociais crescentes e justas.

Quem construiu as bases de um novo ciclo de desenvolvimento é capaz de conduzir o Brasil nessa nova etapa. Quem democratizou a oferta de oportunidades, criando os alicerces de uma Nação mais justa, é que pode manter o País unido e superar os desafios do momento, sem deixar nenhum brasileiro para trás.

Para o Brasil continuar avançando, com democracia e desenvolvimento econômico para todos, apoiamos a reeleição da Presidenta DILMA ROUSSEFF.

Dê seu apoio, colocando nome e local de trabalho em: economistascomdilma@gmail.com

Lista de Apoio Inicial

Maria da Conceição Tavares, Professora Emérita da UFRJ e Unicamp

Luiz Gonzaga Belluzzo, Professor da FACAMP e UNICAMP

Nelson Barbosa, Professor e Pesquisador da FGV e Professor da UFRJ

Ricardo Carneiro, Professor UNICAMP e Diretor do BID

Fabricio Augusto de Oliveira, Professor da UFMG

José Flores Fernandes Filho, Professor do Instituto de Economia da UFU

Lauro Mattei – Professor Universidade Federal de Santa Catarina

Márcio Pochmann, Professor da Unicamp

Ana Maria de Paiva Franco, Professora IE, Universidade Federal de Uberlândia

Clemente Ganz, Economista do DIEESE

Jorge Mattoso, Professor da Unicamp

Fórum Nacional de Educação Inclusiva declara voto em Dilma

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Jornal GGN – O Fórum Nacional de Educação Inclusiva emitiu uma nota, nesta terça (14), declarando apoio à reelição da presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com o texto, os avanços na área foram conquistados apenas durante os governos Lula e Dilma. A nota sublinha a dedicação dos dois governantes em garantir educação inclusiva desde a creche até o ensino técnico e superior. O GGN reproduz o informe abaixo:

Nota do Fórum Nacional de Educação Inclusiva em apoio à Dilma

O Fórum Nacional de Educação Inclusiva vem a público manifestar apoio à candidatura de Dilma Rousseff, por acreditar na construção da cultura inclusiva em uma sociedade mais justa e igualitária. Nos últimos 12 anos caminhamos e avançamos na promoção da acessibilidade e na garantia do acesso e permanência na educação para uma população historicamente excluída e discriminada, as pessoas com deficiência, que, de acordo com o censo do IBGE 2010 somam aproximadamente 45.000.000 de cidadãos, residentes nas 5 regiões do país.

Reconhecemos que muito ainda há por fazer na educação inclusiva e, por este motivo, não podemos sequer conceber políticas de governo que imponham retrocessos aos avanços duramente conquistados pela sociedade civil organizada. O Governo Federal instituiu políticas que promoveram o exercício da cidadania para pessoas com deficiência, entre elas o Programa BPC na Escola e o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência: Viver Sem Limite, que integra ações de 17 ministérios e tem quatro fortes eixos de atuação: acesso à educação, atenção à saúde, inclusão social e acessibilidade.

Enfatizamos os avanços das políticas públicas de educação inclusiva, pois a Educação finalmente foi garantida à população com deficiência como direito fundamental central, ou seja, direito imprescindível para o exercício dos demais. O governo federal instituiu políticas públicas estruturantes, objetivando assegurar o direito das pessoas com deficiência à educação. E podemos assegurar que avançamos, sim:

Foi implementado desde 2003 o Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, que promove, dentre outras ações, formações de professores em todo o país.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva completou cinco anos de existência e muitas conquistas.

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) foi normatizado como um serviço complementar ou suplementar escolarização, fazendo surgir na educação brasileira uma nova figura, do professor de AEE, que atua no sentido de apoiar o processo de inclusão dos estudantes na escola comum.

Foi instituído o Projeto Educação Infantil 100% Inclusiva, que oferta apoio técnico para que os municípios criem seus planos de ação para efetivar a matrícula de bebês e crianças pequenas com deficiência na rede regular de ensino.

Por meio do Fundeb, foi criada a dupla matrícula de estudantes com deficiência, dobrando o financiamento referente à escolarização e ao atendimento educacional especializado;

42 mil escolas foram beneficiadas com salas de recursos multifuncionais, a fim de apoiar a organização e oferta do atendimento educacional especializado;

57.500 escolas receberam do Ministério da Educação recursos financeiros para a promoção de acessibilidade arquitetônica;

Foram adquiridos 1.366 veículos para transporte escolar acessível, favorecendo 994 municípios brasileiros e cerca de 31.418 estudantes;

Foram criados 30 cursos de Letras/Libras, disponibilizando, anualmente, 2.250 vagas para formação de professores, tradutores e intérpretes da LIBRAS;

Foi instituído o exame nacional de proficiência em Libras – PROLIBRAS, que certificou 6.500 profissionais para o ensino, a tradução e interpretação da LIBRAS;

Foram ofertadas 98.500 vagas em cursos de especialização e aperfeiçoamento, em instituições públicas de educação superior, para professores que atuam em escolas públicas com matrículas de estudantes com deficiência;

Foram disponibilizados no âmbito dos programas nacionais de material didático, 114 títulos em braile e 383 títulos em Mecdaisy, atendendo 5.818 estudantes cegos, matriculados em escolas públicas de educação básica.

Foram disponibilizados, ainda, 13 Títulos em LIBRAS/Língua Portuguesa, além de 11.000 exemplares do Dicionário Trilíngue – LIBRAS/Português/Inglês, beneficiando cerca de 24.323 estudantes surdos, matriculados em escolas públicas de educação básica;

Foi financiada pelo MEC a criação de 30 Centros de Formação de Profissionais da Educação e de Atendimento das Pessoas com Surdez – CAS, bem como, a criação de 55 Centros de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual – CAP, abrangendo todas as unidades da federação;

Foram instituídos e financiados pelo MEC os Núcleos de Acessibilidade em todas as instituições federais de educação superior, visando garantir as condições de acesso, participação e aprendizagem das pessoas com deficiência.;

A implementação dessas ações resultou no crescimento de 347% do número de matrículas de pessoas com deficiência em classes comuns da educação básica, que saiu de 145.141 em 2003, chegando a 648.921 em 2013;

Na educação superior, houve aumento de 475% no acesso, saindo de 5.078, em 2003, atingindo 29.221, em 2013.

Neste governo foi criado o PRONATEC – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, com a oferta meta de oferta de 150.000 vagas ainda neste ano de 2014

Os beneficiários do Programa BPC na Escola sairiam da invisibilidade para a vida em sociedade, com direitos respeitados para além da educação. São pessoas de 0 a 18 anos com deficiência que hoje exercem a cidadania e têm direito ao presente e ao futuro, que já estão ou estarão um dia no mercado de trabalho, direito que lhes era negado.

HOJE, 77% DAS MATRÍCULAS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ESTÃO NA ESCOLA COMUM. NOSSA META É CHEGAR A 100%.

Afirmamos ainda que a universalização do acesso à educação jamais foi bandeira do candidato do partido que se opõe à candidatura de Dilma. Na verdade, são eles que tentam, a todo custo, impedir que a educação também seja direito de todas as pessoas com deficiência, impondo restrições e, por consequência, a hierarquização de seres humanos. Com a nossa luta conquistamos muito, e sabemos quem é quem.

Pelo acima exposto, pelo direito ao exercício da cidadania, pelo direito à esperança e aos sonhos, e por muito mais, manifestamos o nosso apoio a Dilma Rousseff, porque queremos que as políticas públicas de inclusão educacional sejam aprofundadas e por que não há espaço para retrocesso.

Porque tivemos avanços que só foram possíveis nos governos Lula e Dilma Rousseff.

Porque foi no Governo do PT que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi ratificada pelo decreto Executivo 6.949/09 e hoje é norma constitucional.

E porque é com este governo que estamos construindo a cultura da inclusão em creches, escolas de educação infantil, ensino fundamental, ensino técnico profissionalizante e universidades das 5 regiões do pais.

Sim! Apoiamos quem trabalha pela construção de uma educação 100% inclusiva, em todas as etapas, modalidades e níveis de ensino. Estamos com Dilma Rousseff para continuar avançando.

Educação inclusiva é justiça social, dignidade, sustentabilidade, combate ao preconceito e à discriminação. Educação Inclusiva é construção da cultura de paz.

Para mais mudanças, vamos em frente com Dilma 13!

Relator suspende propaganda da revista Veja contra Dilma Rousseff no rádio

Decisão do ministro Admar Gonzaga concedeu liminar à Coligação Com a Força do Povo e Dilma Rousseff, a fim de que seja imediatamente suspensa veiculação de propaganda da Revista Veja no rádio. Sustentam que a Editora Abril, a pretexto de veicular publicidade comercial, estaria veiculando propaganda eleitoral no rádio em favor do candidato à Presidência da República Aécio Neves, em ofensa ao disposto no artigo 44 da Lei nº 9.504/97.

As autoras alegam que a revista Veja estaria repetindo uma conduta já realizada no período eleitoral de 2006. Afirmam que a Editora Abril, na ocasião, teria pago pela publicação da capa de sua revista em diversos outdoors para promover apoio ao candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin, acrescentando que, naquela oportunidade, o TSE determinou a retirada das propagandas.

Assim, pediam, liminarmente a suspensão imediata da propaganda ilegal até o final do período eleitoral em curso, sob pena de multa diária, bem como a apresentação do contrato de compra do espaço da propaganda no rádio em favor do candidato Aécio Neves para fins de contabilização do tempo de veiculação ilícita. No mérito, solicitam a procedência da representação para confirmar a liminar de proibição da publicidade, além de determinar a perda do dobro do tempo na propaganda eleitoral em rádio a que fazem jus a Coligação Muda Brasil e Aécio Neves, em relação ao tempo total de veiculações da propaganda eleitoral irregular questionada na presente representação.

Deferimento

Em sua decisão, o ministro Admar Gonzaga considerou presentes os pressupostos para a concessão da liminar solicitada. Ao examinar atentamente o áudio, o ministro entendeu que houve divulgação de conteúdo próprio do debate eleitoral, porém veiculado na programação normal do rádio, na forma de publicidade comercial, em desacordo com a regra contida no artigo 44, da Lei nº 9.504/97,segundo a qual a propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringe-se ao horário gratuito definido nesta lei, vedada a veiculação de propaganda paga.

“A propaganda da Editora Abril, no trecho ‘Aécio Neves (…) promete tirar a Petrobrás das mãos de uma quadrilha’, incorre em propalar, de forma clara, discurso empreendido pelo candidato Aécio Neves sobre tema em voga e polêmico, que vem sendo o cerne das discussões entre os dois candidatos na disputa pelo cargo de presidente da República, tudo isso sob forma de divulgação da nova edição de sua revista”´, entendeu o relator.

De acordo com ele, apesar de a revista poder abordar esse tema sensível – confirmando sua linha editorial de maior simpatia a uma das candidaturas -, “entendo que a transmissão dessa publicidade por meio de rádio, ou seja, de um serviço que é objeto de concessão pelo Poder Público e de grande penetração, desborda do seu elevado mister de informar, com liberdade, para convolar-se em publicidade eleitoral em favor de uma candidatura em detrimento de outra”.

Essa chamada, prossegue o ministro, que deveria destinar-se à venda de um produto, “desbordou para o debate político-eleitoral, em período crítico e por veículo impróprio”, por isso, para o relator, é merecedora de controle por parte da Justiça Eleitoral, como meio e modo de preservar a igualdade de oportunidades. Por essas razões, o ministro concedeu a liminar para determinar à Abril Comunicações S/A que interrompa a veiculação da propaganda questionada até julgamento final da representação e, ainda, que forneça cópia do contrato e de documento fiscal relacionado à publicidade.

EC/AS

Processo relacionado: RP 161446

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral – http://agencia.tse.jus.br/

Metalúrgicos defendem reeleição de Dilma Rousseff

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA
A Federação Interestadual de Metalúrgicos do Brasil (Fitmetal) publicou uma nota em defesa da reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Os metalúrgicos afirmam que a classe trabalhadora não pode “cometer qualquer tipo de vacilo” e deve garantir a reeleição de Dilma para alcançar novas conquistas e combater a desigualdade social.

O documento também afirma que as eleições presidenciais deste ano evidenciaram a luta de classes no Brasil, onde os setores mais pobres e a classe trabalhadora votaram em Dilma, enquanto Aécio Neves teve sua candidatura insuflada pela ala conservadora da sociedade, que representa os empresários, o capital financeiro, os fundamentalistas e a grande mídia.

Os metalúrgicos não hesitam em afirmar que a classe trabalhadora será a mais prejudicada em um possível governo de Aécio Neves, e usam a própria categoria para exemplificar o caso. “Para nós, trabalhadores metalúrgicos, o cenário é ainda mais preocupante. Durante o período em que o PSDB esteve à frente do poder, nosso setor foi um dos mais afetados. Houve grande retração da economia, pois os grandes favorecidos daquela época foram os rentistas e todos aqueles que se valiam da especulação financeira para enriquecer, sem gerar empregos de qualidade para o país. Quando fomos às ruas lutar por mais direitos e maior valorização, nossas reivindicações foram ignoradas”, diz a nota.

Os trabalhadores também defendem as conquistas sociais que os beneficiaram nestes últimos anos, como a valorização do salário mínimo, a PEC das domésticas, o piso nacional do magistério, a legalização das centrais sindicais, o o Pronatec, a Inclusão Previdenciária para os trabalhadores de baixa renda, a isenção de Imposto de Renda para quem recebe PLR de até R$ 6 mil, a ampliação do Aviso Prévio para 90 dias, entre outras muitas vitórias obtidas por diversas categorias.

Por todas estas conquistas, e pelo que ainda está por vir, os metalúrgicos defendem a reeleição de Dilma Rousseff, o governo que deu continuidade ao projeto político de Lula.

Confira a nota na íntegra em PDF.

Por Mariana Serafini, da Redação do Portal Vermelho

Dilma Rousseff assina documento sobre os direitos da criança

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff assinou neste domingo (12) o documento “Presidente Amiga da Criança”, da Fundação Abrinq, se comprometendo a trabalhar pelos diretos da criança. Dilma encontra-se no Centro de Educação Unificado (Céu) Jambeiro, em Guaianazes, na zona leste da capital paulista. Segundo Dilma, há várias medidas para saber se um país se desenvolveu, mas uma forma importante é saber como este país trata suas crianças.

“Vamos ter que fazer um esforço muito grande para cumprir o processo de universalização para que todas as crianças de zero a três anos possam estar na creche, caso seus país assim queiram”, disse Dilma.

Ela citou a Lei Menino Bernardo, que combate maus tratos à criança, com violência física e exploração sexual das crianças por adultos. Segundo Dilma, um ponto que merece destaque é a redução da mortalidade infantil, por meio da melhoria da renda das famílias e suplementação alimentar.

“Finalmente quero destacar aqui o Orçamento Criança porque os gastos com as crianças percorre todas as políticas sociais”, disse, acrescentando que se orgulha de ter firmado convênios com as Apaes.

 

(Estadão Conteúdo)

Armínio Fraga defende redução dos bancos públicos

Arminio Fraga defende redução dos bancos públicos

Tem apenas 1 minuto.

Escute o áudio de Armínio Fraga, já “nomeado” por Aécio Neves como seu eventual ministro da Fazenda, defendendo redução do papel dos bancos públicos. Ao final, uma frase com reverberações sinistras: “não sei bem o que vai sobrar ao final da linha, talvez não muito”.

É importante destacar que Fraga mente ao falar da “história” do crescimento.

Todos os países desenvolvidos cresceram com enormes investimentos públicos. E hoje, os países que mais crescem, são os que tem bancos públicos fortes, como China.

E os bancos privados são justamente os principais responsáveis pelas periódicas crises financeiras que vem drenando recursos do Estado para mãos de algumas instituições bancárias.

A acusação de que os bancos públicos são capturados por interesses “públicos e privados” é inconsequente, porque finge ignorar que o mesmo acontece, numa escala infinitamente superior, com os bancos privados.

Os bancos públicos são a salvaguarda da nossa soberania econômica e, portanto, também política.

Os bancos públicos são o único instrumento do povo para reduzir o spread bancário e os juros reais, coisas com as quais Fraga não se preocupa.

O Brasil já conhece Armínio Fraga. Ele foi presidente do Banco Central, e sua primeira medida foi elevar os juros para 45%.

Armínio Fraga foi um dos braços direitos de George Soros, apelidado de o “destruidor de países”.

É, meus amigos e amigas, os abutres estão vindo para cá.

PS:

Assistam a esse vídeo, onde Armínio fala que o salário mínimo subiu demais.

O argumento de Armínio, de que é preciso guardar relação entre a produtividade e o salário, é uma falácia, porque o aumento do salário estimula, justamente, o aumento da produtividade do trabalhador. Não é culpa do mesmo se o empresário não investe em tecnologias que elevem a produtividade da firma.

Ao contrário, salários historicamente baixos sempre fizeram os empresários preferirem contratar “escravos” a investir em criatividade e inovação.

Via http://www.ocafezinho.com/2014/10/09/arminio-fraga-e-os-bancos-publicos/

Dilma não vem ao Ceará para o segundo turno da campanha entre Camilo e Eunício

Segundo o jornalista Edilmar Norões, um dos mais bem informados colunistas políticos do Ceará, Dilma e Lula não pisarão no Ceará no segundo turno da campanha envolvendo Camilo e Eunício.

O jornalista informa ainda que tudo se deve ao fato dos dois candidatos pertencerem à base aliada. A informação do jornalista Edilmar Norões bate com a entrevista do vice-presidente Michel Temer que está viajando com Dilma Rousseff pelo Nordeste: “o PMDB e o PT são aliados e a presidente Dilma não irá onde os dois partidos estão envolvidos em disputa direta porque ambos defendem o mesmo projeto”. Temer falou durante visita aos Estados do Piauí e da Paraíba. Na Paraíba, o PMDB declarou apoio ao candidato Ricardo Coutinho(PSB) que também recebeu o apoio de Dilma e Lula.

(Blog do Roberto Moreira)

4 estados concentram metade dos votos que Dilma e Aécio buscarão no 2º turno

Além de tentarem manter fieis os votos que receberam no 1º turno, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) vão brigar por ao menos 36,8 milhões de eleitores nesta reta final de campanha rumo à Presidência, pouco mais da metade disso em quatro estados (SP, RJ, MG e PE).

O número inclui os votos de Marina e de candidatos nanicos, além dos brancos e nulos. Estão fora da conta as abstenções de cerca de 27,4 milhões de eleitores (se mantiver o padrão de eleições passadas, a abstenção deve ser um pouco mais alta no 2º turno: em 2006, subiu de 16,75% para 18,99%, e em 2010, de 18,12% para 21,5%).

Em números absolutos, o colégio eleitoral de SP é o que mais deve atrair a atenção dos presidenciáveis. São 9,6 milhões de votos dados a Marina, Luciana Genro e outros tantos anulados que os dois querem capitalizar durante a campanha.

No Rio de Janeiro, onde Marina foi bem, a briga também promete ser acirrada pelos votos. São ao menos 4,4 milhões (2,5 milhões apenas da candidata do PSB).

Outro fiel da balança pode ser Minas Gerais, estado que Aécio governou por oito anos. Apesar de ter saído derrotado no 1º turno, o senador pode tentar recuperar votos de Marina e de brancos e nulos na primeira etapa (que somam 2,9 milhões).

(Veja como foi a votação em cada estado)

(Portal G1)

Como Serra em 2010, Aécio Neves não assina compromisso contra trabalho escravo

por por Renato Brandão, especial para a RBA

São Paulo – O candidato Aécio Neves, do PSDB, ainda não se pronunciou sobre a carta-compromisso contra o trabalho escravo contemporâneo, documento idealizado pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), vinculada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que visa a que os futuros governantes assumam como prioridade a questão.

Tema fundamental para a promoção dos direitos humanos no Brasil, o compromisso de combater o trabalho escravo foi firmado durante a campanha do primeiro turno por boa parte dos presidenciáveis – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Luciana Genro (Psol) e Eduardo Jorge (PV).

Na carta, o candidato assume 12 compromissos, entre os quais o de não permitir influências de qualquer tipo em decisões que levem a aprovação de leis ou à implementação de ações necessárias para erradicar o trabalho escravo, a de efetivar ações presentes no 2º Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e nos Planos Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo (onde eles existirem) e o de não promover empreendimentos e empresas, dentro ou fora do país, que tenham utilizado mão de obra escrava ou infantil.

Um dos itens centrais, devido ao contexto do Legislativo, é o de reconhecer e defender a definição de trabalho análogo ao de escravo presente no artigo 149 do Código Penal (caracterizado por trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes ou jornada exaustiva), tema que é essencial para a bancada de representantes do agronegócio.

Como signatário de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre trabalho escravo, o Brasil pode ser submetido ao sistema internacional de justiça caso descumpra medidas no setor.

Em 1995, no primeiro ano do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a escravidão moderna foi reconhecida no país e, desde então, tem se buscado aprimorar os instrumentos de repressão ao trabalho escravo. Para planejar as ações nesse sentido, o então presidente instituiu o Grupo Especial de Fiscalização Móvel e o Grupo Executivo de Repressão ao Trabalho Forçado (Gertraf). Este último acabou substituído pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) em 2003, o primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também estabeleceu o Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo.

Na opinião de frei Xavier Plassat, coordenador da campanha contra o trabalho escravo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), não há qualquer surpresa em que o candidato Aécio Neves não tenha ainda se manifestado sobre o documento contra o trabalho escravo contemporâneo. “É uma falha muito grave, na minha opinião, de não ter se comprometido com isso, provavelmente para angariar mais votos da parte mais reacionária, pode-se dizer, do patronato e empresariado brasileiro”, lamenta.

Radicado no Brasil desde 1989, o frade dominicano francês iniciou a luta contra o trabalho escravo oito anos mais tarde. Em 2008, ele foi agraciado tanto pela ONG estadunidense Free the Slaves como pela Presidência da República do Brasil, no governo Lula, com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos.

“É uma representação bem cabal do que representa a sua candidatura. Minas Gerais é um estado que não se pode alegar que não está sabendo dessa questão. Em 2014, é o estado que lidera os casos de trabalho escravo e de trabalhadores libertados”, diz, citando que já houve mais de dez casos envolvendo trabalhadores rurais ou na construção civil em terras mineiras.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, a demora e/ou a recusa do candidato Aécio Neves em assinar a carta-compromisso da Conatraedemonstra “as dificuldades que ele tem de se comprometer” com essa causa. “Ele mostra que não tem compromisso com essa causa, que é dos trabalhadores e de todos os movimentos que lutam pelo fim daquilo que ainda muito nos envergonha no Brasil, que é o trabalho escravo”, avalia.

Durante as eleições de 2010, a carta da Conatrae foi assinada pela então candidata Dilma Rousseff, mas não pelo principal adversário da oposição, o tucano José Serra.

Procurada pela RBA sobre a posição do presidenciável Aécio Neves, a assessoria de campanha do candidato tucano não apresentou resposta até o fechamento desta reportagem.

Controvérsias

De acordo com um levantamento divulgado pela ONG Transparência Brasil no último dia 2, Aécio Neves foi um dos 61 candidatos – e o único presidenciável – que é ou já foi financiados por empresas ou pessoas ligadas a exploração de trabalhadores em condições análogas às de escravos, tendo recebido R$ 127.209,00 de quatro doadores de campanhas de 2002 e 2006 para o governo de Minas Gerais.

Em outra ponta, o PSDB, partido de Aécio Neves, é favorável à PEC 215, que tira da Presidência da República e transfere para o Congresso Nacional o poder de definir sobre a demarcação de novas terras indígenas, uma demanda encabeçada por parlamentares da bancada ruralista.

Em maio passado, após 15 anos de tramitação no Congresso, o Senado aprovou a Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Escravo, a PEC 57A/1999, que prevê a expropriação de terras para fins de reforma agrária e programas de habitação popular onde for observada a prática do trabalho escravo, sem qualquer tipo de indenização aos proprietários.

No entanto a aplicação integral do previsto pela emenda acabou condicionada a projeto de lei (PLS 432/2013) que é objeto de polêmica entre proprietários rurais e defensores de um combate mais duro ao trabalho escravo. Atual candidato à vice-presidência na chapa de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), relator da PEC, acolheu uma emenda de redação no Senado, sugerida pelo senador Romero Juca (PMDB-RR), que obriga a deixar mais claro o teor da legislação sobre o que é trabalho escravo.

Os defensores da emenda exigiram uma definição em lei, alegando que, se não houver um conceito mais claro, os proprietários rurais ficam ao arbítrio de uma fiscalização que pode ser excessivamente rigorosa e que abriria margem a que uma eventual infração trabalhista fosse interpretada como prática de trabalho escravo. Dessa forma, haverá uma tramitação paralela à PEC com um projeto de lei que regulamente a matéria a fim de evitar o risco, de acordo com representantes da bancada ruralista, de haver interpretações equivocadas.

Para o frei Xavier Plassat, a necessidade de uma nova definição para trabalho escravo representa um retrocesso, pois o conceito já consta do artigo 149 do Código Penal, que tipifica o crime de “reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.”

“Ultimamente, há muitas tentativas de retroceder e reduzir os instrumentos disponíveis para combate ao trabalho escravo, inclusive com o cúmulo de se rever a própria definição do que é trabalho escravo, uma bandeira da bancada ruralista de rever a definição do artigo 149 do Código Penal”, alerta o frei.

(Rede Brasil Atual)

Três deputados cearenses atingem o quociente eleitoral

Os deputados Moroni Torgan (DEM), Genecias Noronha (SD) e José Guimarães (PT) foram os únicos candidatos do Ceará que se elegeram com seus próprios votos. Eles receberam respectivamente 277.774, 221.567 e 209.032 votos, bem acima do quociente eleitoral que chegou a 198.501 votos.

No demais estados, 33 dos 513 deputados também alcançaram o quociente eleitoral com seus próprios votos. Desses, 11 são parentes de políticos tradicionais em seus estados. Os outros 477 eleitos foram “puxados” por votos dados à legenda ou a outros candidatos de seu partido ou coligação. O número é o mesmo de 2010, quando também houve apenas 36 deputados eleitos com votação própria.

Além do Distrito Federal, nenhum deputado dos seguintes estados alcançou o quociente eleitoral na última eleição: Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Entre os 33 deputados que conseguiram atingir o quociente eleitoral, cinco são de São Paulo, cinco de Minas Gerais e cinco do Rio de Janeiro. Em Pernambuco, quatro deputados foram eleitos com seus próprios votos; e, na Paraíba, três. Em Goiás e Santa Catarina, dois atingiram o quociente eleitoral. No Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Sergipe e Roraima, apenas um atingiu o quociente eleitoral.

Com 1,52 milhão de votos, Celso Russomanno foi o deputado mais votado de São Paulo e “puxou” quatro candidatos para a Câmara: Fausto Pinato, o cantor sertanejo Sergio Reis (45,3 mil votos); Beto Mansur (31,3 mil) e Marcelo Squasoni (30,3 mil). Todos são do PRB, já que o partido não fez coligação.

O segundo colocado em São Paulo, deputado Tiririca (PR), teve pouco mais de 1 milhão de votos e elegeu sozinho dois deputados, além de si próprio: Capitão Augusto (46,9 mil votos) e Miguel Lombardi (32 mil), ambos do PR, que também não se coligou.

(Marcelo Raulino, Ceará Agora)

PAU QUE DÁ EM CHICO DÁ EM FRANCISCO

Mauro Filho (Pros) se queixa dos resultados das pesquisas, que, na véspera, apresentaram divergência de 13 pontos percentuais (no Datafolha) e 15 (Ibope) em relação aos votos que teve no dia seguinte. Considerada a variação para mais ou para menos da margem de erro, seria aceitável diferença de no máximo, quatro e seis pontos, a depender do instituto. Os governistas, não sem razão, sustentam que esse percentual subestimado atrapalhou.

Verdade. Mas não é a primeira vez. E quem chora hoje sorriu ontem. Em 2012, era Heitor Férrer (PDT) quem fazia a mesma queixa na eleição para prefeito de Fortaleza. E aponta que, se as estimativas tivessem apresentado seu real patamar, iria para o segundo turno. Quem ficaria fora seria o hoje prefeito, Roberto Cláudio (Pros). Um erro não compensa ou justifica o outro. Mas é curioso ver como reações mudam de lado.

(Érico Firmo, O Povo)

GERAÇÃO QUE FICA SEM MANDATO

ARTUR BRUNO E INÁCIO ARRUDA

Na virada do século, o núcleo central da esquerda no Ceará era composto por PT, PSB e PCdoB. Nos três casos, a eleição de domingo marcou profunda mudança política na Assembleia, com declínio de uma geração. Os dois petistas eleitos são novatos, ao passo que ficaram de fora personagens velhos conhecidos, como Dedé Teixeira, Rachel Marques, Professor Pinheiro e, principalmente, Artur Bruno. No PCdoB, também duas novidades, que deixam fora Lula Morais – além da derrota de Inácio Arruda para deputado federal. O PSB ficou sem representação – o que já era previsível, com a saída de Eliane Novais para concorrer ao Governo e a ausência de substituto competitivo. Os novos nomes têm outro perfil, vários deles com raízes no Interior, não na Capital, e que despontaram no governismo, ao passo que a velha geração foi forjada em anos de oposição.

(Érico Firmo, O Povo Online)