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Bônus e PLR do HSBC saem na mesma data

A primeira parcela da PLR do HSBC, de R$ 250, sai já em novembro, junto com o bônus de R$ 3 mil prometido pelo banco. A informação foi transmitida pelo diretor de relações sindicais, Gilmar Lepchak, em contato com sindicalistas.

Embora a notícia não seja das melhores, já que o valor da PLR é muito baixo, ainda há esperança de que o banco apresente lucro e venha mais algum dinheiro em março, data do pagamento da segunda parcela da participação nos lucros. “Entendo que deveríamos adotar, como estratégia, ações para sensibilizar o Bradesco, que deve assumir a operação do HSBC, a melhorar nossa PLR. nós precisamos de uma PLR motivacional”, defende Rubens Branquinho, representante da Fetraf-RJ/ES na COE do HSBC.

Outra informação transmitida por Lepchak foi que o bônus será pago a todos os bancários dos níveis 13 a 24, mesmo aqueles que estiverem afastados por licença saúde ou maternidade.

Já os funcionários da financeira Losango, que pertence ao mesmo grupo, terão PLR, uma vez que o resultado da empresa foi melhor que o do banco. O pagamento deverá obedecer à regra básica do acordo de PLR firmado com a Fenaban, já que os empregados são enquadrados como bancários desde o final do ano passado. Os empregados da empresa não vão receber bônus.

Saída

O HSBC ainda não anunciou oficialmente ao movimento sindical a data da conclusão da venda ao Bradesco. Mas, em recente teleconferência realizada com os bancários da rede, foi informado que a operação deverá ser concluída no próximo dia 27.

Via http://bancariosrjes.org.br/2015/10/bonus-e-plr-do-hsbc-saem-juntos/

HSBC: negociação garantiu R$ 3 mil de gratificação aos bancários

Foto: Joka Madruga/SEEB Curitiba

São Paulo – Como o HSBC está saindo do Brasil, e com o lucro em baixa, a coordenação do Comando Nacional dos Bancários garantiu em negociação com a direção do banco o pagamento de R$ 3 mil a título de gratificação.  “A PLR dos trabalhadores deve ter valor irrisório, em torno de R$ 250, então conseguimos negociar esse pagamento que virá agora, de uma vez, junto com a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados, o que deve acontecer em até dez dias após a assinatura do acordo”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando.

O valor será pago a todos os funcionários, exceto os níveis de gestão. Segundo o HSBC, 71% dos bancários terão direito a receber os R$ 3 mil.

A proposta, construída após a negociação com a Fenaban, também será votada pelos bancários do HSBC na assembleia dos bancos privados de segunda-feira 26. Será no Centro Trasmontano (Rua Tabatinguera, 294, Sé). Haverá credenciamento no estacionamento ao lado da Quadra (Rua Tabatinguera, 226) para participar e será necessário apresentar crachá ou holerite acompanhado de documento com foto.

(Cláudia Motta, Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

Aprovação para compra do HSBC pelo Bradesco deve demorar

São Paulo – As aprovações para a compra do HSBC pelo Bradesco devem demorar mais alguns meses, de acordo com Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco.

“O processo está em trânsito. Vamos aguardar as autorizações. Ainda não saiu nenhuma, nem era a expectativa. Deve levar mais alguns meses”, afirmou o executivo, em conversa com jornalistas, após evento de premiação em São Paulo, na noite de quinta-feira, 24.

Sobre a possibilidade de as autorizações saírem ainda este ano, o executivo afirmou que é preciso respeitar o prazo das autoridades.

O Bradesco anunciou a compra do HSBC no mês passado por US$ 5,2 bilhões depois de meses de negociações em um processo que envolveu vários bancos na disputa.

Dentre os grandes, o Santander também foi para a reta final e o Itaú Unibanco chegou a fazer uma oferta não-vinculante (que não obriga a compra do ativo pelo preço ofertado) pelo HSBC, mas não seguiu adiante.

Rebaixamento

A perda de selo de bom pagador do Brasil pela agência de classificação de risco S&P trouxe uma expansão na consciência naquilo que deve ser feito no país, na opinião de Trabuco. “Esse fato provocou uma expansão da consciência e isso é saudável”, avaliou.

Segundo o executivo, o governo está conseguindo uma agenda de equacionamento do equilíbrio fiscal e também da economia brasileira.

(Aline Bronzati, do Estadão Conteúdo)

Campanha Salarial dos Bancários: CCT e aditivos assinados; PLR vem em até 10 dias

São Paulo – O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) assinaram na segunda 13 a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Os direitos, válidos para bancários de todo o Brasil, preveem aumento real para salários, PLR e auxílios, além da valorização maior no piso e vale-refeição (veja quadro).

Também foram assinados os acordos aditivos específicos dos bancários da Caixa Federal e do Banco do Brasil.

“Foi uma campanha mais rápida, com melhor resultado para os trabalhadores que no ano passado. Conquistamos mais um ano de aumento real, valorização do piso e avanços nas cláusulas sociais, notadamente no combate às metas”, afirmou a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, durante a cerimônia de assinatura. “Esse é um momento importante,
que começou com a consulta sobre as prioridades dos bancários, as conferências estaduais e a nacional, a entrega da pauta. É importante que o processo de negociação avance a cada ano, com resultado cada vez melhor para a categoria.”

> Cláusula para acabar com as metas
> Aumento real maior que outras categoria

Como a data-base é 1º de setembro, os bancários têm diferenças salariais e nas verbas a receber retroativas a essa data (veja abaixo).

Antecipação da PLR – Em até dez dias após a assinatura do acordo, os bancos têm de pagar a antecipação da PLR.

BB – O banco anunciou que creditaria a PLR ainda na segunda.

Bradesco – O crédito será feito no dia 17.

Itaú – Os bancários do Itaú recebem PLR e Programa Complementar de Remuneração (PCR), de R$ 2.080, no dia 17.

> Bradesco e Itaú pagam PLR dia 17

Caixa – O pagamento será no dia 20.

> Antecipação da PLR da Caixa vem no dia 20

HSBC – Após cobrança do movimento sindical os bancários do HSBC receberão R$ 3 mil de participação nos resultados do trabalho: R$ 2 mil que têm de ser pagos em até 10 dias e os outros R$ 1 mil em fevereiro de 2015.

> Luta garante valorização no HSBC

Dias parados – Os sete dias de greve não serão descontados. O Comando Nacional dos Bancários garantiu compensação das horas, de forma que mais da metade do tempo parado será anistiado.

> Dias parados não serão descontados

Assim, quem tem jornada de seis horas compensará até uma hora por dia de 15 a 31 de outubro. Para os que trabalham oito horas, até uma hora por dia entre 15 de outubro e 7 de novembro. Isso vale para bancos privados, Caixa e BB.

(Sindicato dos Bancários de SP)

Assembleia debate adequações ao Estatuto do Sindicato dos Bancários do Ceará

Em cumprimento a uma proposta de campanha eleitoral da atual gestão do Sindicato dos Bancários do Ceará, a entidade realiza no próximo dia 21/3, às 18h30 em primeira convocação e às 19h em segunda convocação, assembleia para apreciação de alterações no seu Estatuto.

A reforma é necessária para que sejam realizadas adequações ao Código Civil e a normas e portarias do Ministério do Trabalho e Emprego. Contempla também atualizações necessárias à continuidade do processo de luta da categoria e de gestão da entidade.

Reformado em 1991, após 23 anos, o Estatuto necessita adequar-se às mudanças na legislação trabalhista do País. O Estatuto atual é omisso a algumas exigências do Código Civil e do Ministério do Trabalho, entre elas as portarias 186 (que estabelece procedimentos para concessão, alteração, cancelamento e gerenciamento do código sindical) e 326 (solicitação de registro sindical).

“Todos os grandes sindicatos, especialmente de bancários (DF, SP, MG, RJ, PE, PI), estão promovendo alterações estatutárias para se adequar às exigências legais do Código Civil, do Ministério do Trabalho e às necessidades de atuação com unidade de classe entre as categorias para enfrentar o patronato. Ou nós nos organizamos por ramo ou o patronato vai nos dividir”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

Para apresentar essa proposta estatutária, a diretoria do Sindicato dos Bancários procurou utilizar de toda a transparência possível, publicando o edital de convocação da assembleia no Diário Oficial da União e em dois jornais de grande circulação. Além disso, no site do Sindicato (www.bancariosce.org.br), há, além do edital, o texto completo da proposta de mudança. Essa é uma forma de envolver o bancário, para que ele participe e se possa avançar na luta com a ajuda de todos.

De 1991 até os dias atuais, novos municípios foram criados ou desmembrados e a inclusão da representatividade desses locais no Estatuto do Sindicato é de fundamental importância sob pena de deixar desprotegidos, de fato e de direito, os trabalhadores dessas regiões.

Além disso, uma das propostas a serem apreciadas inclui a mudança no nome do Sindicato e também na sua área de atuação, para incluir todo o ramo financeiro. Essa medida englobaria os trabalhadores de financeiras, cooperativas de crédito e casas de câmbio que, a partir dessa mudança, poderiam se filiar ao Sindicato. Essa é uma necessidade estratégica no enfrentamento aos bancos nas suas tentativas de desqualificar a representação e retirar direitos desses trabalhadores.

Como se encontra hoje, o Estatuto não permite a filiação de bancários aposentados que não eram filiados à entidade quando na ativa. Essa alteração, permitindo a filiação de aposentados, traria para o Sindicato esses trabalhadores que, além de poder ser representado juridicamente, poderiam ainda aproveitar as vantagens oferecidas pelos convênios bem como outros benefícios de ser associado.

Ainda nessa discussão de representatividade, a reforma estatutária prevê a criação do Conselho de Delegados Sindicais. Essa medida é extremamente importante porque, de acordo com o precedente normativo nº 86 do TST e o artigo 543 da CLT, legitima a organização por local de trabalho em todos os bancos.

Também na reforma estatutária há uma preocupação com a necessidade de políticas relativas às mulheres, ao combate ao racismo, ao preconceito, à discriminação por etnia ou por orientação sexual diferenciada. Essa atuação seria viável com a criação da Secretaria de Igualdade e da Diversidade, voltada exclusivamente para essa questão.

Politicamente, a proposta de reforma estatutária a ser analisada no próximo dia 21/3 permite fortalecer a democracia, a representatividade e a participação dos bancários, além de modernizar a gestão do Sindicato em todas as suas ações.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

HSBC é condenado em R$ 67,5 milhões por espionar empregados doentes

O banco HSBC foi condenado em R$ 67,5 milhões por espionar funcionários doentes. A sentença foi dada pela 8ª Vara do Trabalho de Curitiba (PR), em ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Segundo nota do MPT, documentos comprovam que, entre 1999 e 2003, a instituição financeira contratou o Centro de Inteligência Empresarial (CIE) para realizar investigações privadas, “supostamente justificadas pelo alto número de trabalhadores afastados por motivos de saúde”.

Para o procurador do Trabalho Humberto Mussi de Albuquerque, responsável pela ação, a decisão tem efeito pedagógico e servirá como parâmetro para a atuação de outros empregadores no Brasil.

“Por suspeita de fraude, 152 trabalhadores tiveram suas vidas devassadas e seus direitos fundamentais à intimidade e à vida privada brutalmente violados”, afirma.

Para espionar os trabalhadores, segundo nota do MPT, o CIE abordava os empregados usando disfarces como de entregador de flores e de pesquisador. Os espiões também seguiam os profissionais pela cidade, filmavam e fotografavam as residências dos funcionários afastados e mexiam em seus lixos.

Dossiês

Nos dossiês constavam informações como horários de saída e volta à casa do profissional, local de destino, meio de transporte e trajes usados quando saíam, hábitos de consumo, informações sobre cônjuges e filhos, antecedentes criminais, participação em sociedade comercial e posse de bens como carros.

O MPT começou a investigar o banco após denúncia da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Créditos do Estado do Paraná (Fetec-CUT-PR) e do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Curitiba e Região.

De acordo com o MPT, 12 testemunhas confirmaram dados sobre suas rotinas expostos nos dossiês, mas informaram não saber da existência da investigação contratada pelo banco.

Além do pagamento da indenização, o HSBC foi condenado a não realizar novas investigações particulares, sob pena de multa de R$ 1 milhão por empregado investigado. Os trabalhadores prejudicados ainda podem entrar com ação na Justiça do Trabalho para obter indenização por dano moral individual.

Em nota, o HSBC afirma que não comenta o caso porque a decisão foi em primeira instância.

(IG SP)

Tribunal garante indenização de R$ 552 mil para ex-bancária do HSBC

O banco HSBC foi condenado pela 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho em Mato Grosso (TRT-MT) a indenizar uma ex-funcionária em R$ 552 mil, por danos morais e materiais, horas extras, além de outros direitos reconhecidos.

A bancária, que atuava na empresa desde 1988, foi demitida após diminuir a capacidade de produção, devido à constatação de uma doença ocasionada pela função que ocupava.

A decisão reformou sentença de primeiro grau, que resultou na diminuição da condenação quanto aos danos materiais em cerca de R$ 72 mil

Na sentença anterior, proferida pelo juiz José Roberto Gomes, em atuação na 4ª Vara do Trabalho de Cuiabá, a trabalhadora teve reconhecidas as horas extras que não foram pagas e a ocorrência de danos material e moral.

A doença

Consta da petição inicial que a bancária começou a sentir dores resultantes da atividade que desenvolvia no banco em 2006, e iniciou tratamento sem se afastar do trabalho. 

Como passou a produzir menos e não cumprir as metas da agência, foi demitida sem justa causa, em 1º de junho de 2006.

No ato da homologação da rescisão, com a interferência do sindicato, o banco concordou em suspender a demissão até que o INSS realizasse perícia.

No laudo ficou constatada a ocorrência de doença de origem ocupacional. Por isso, foi-lhe concedido o auxílio-doença acidentário. 

O banco interpôs recurso administrativo para modificar o benefício para auxílio-doença previdenciário, mas o órgão negou o pedido.

Após quase quatro anos sem poder retornar ao trabalho, a bancária propôs a ação trabalhista em fevereiro de 2010.

O recurso

Condenada pela decisão da 4ª Vara, a empresa recorreu ao Tribunal requerendo reforma da sentença quanto às horas extras, à ocorrência de doença ocupacional e às indenizações por danos morais e materiais, além da condenação em honorários advocatícios.

A relatora, desembargadora Maria Berenice, analisou um pedido preliminar de desconsideração da perícia, descrevendo o tortuoso caminho até o laudo pericial, no qual o juízo de 1º grau fundamentou sua decisão.

A magistrada destacou que o primeiro perito informou que não estavam sendo agendadas perícias médicas e, por isso, foi destituído. Foi nomeada nova perita, que declinou do trabalho. 

A terceira perita realizou o exame, mas teve o laudo contestado por não ter permitido a presença do assistente técnico da trabalhadora e o juiz entendeu que deveria anular o laudo. 

O quarto perito nomeado realizou o exame, que também foi contestado pela bancária e anulado pelo juiz.

Somente o quinto perito nomeado levou a bom termo a missão, tendo seu laudo sido aceito pelo juiz. A relatora também considerou o laudo “esclarecedor e sem qualquer mácula”.

Quanto às questões de mérito, a desembargadora relatora manteve a condenação do banco para pagar horas extras, decidindo que a jornada da bancária era de seis horas.

Na questão da indenização por danos morais, a relatora manteve o valor de R$ 100 mil, assinalando que “há nos autos prova firme de que a patologia apresentada pela autora seja decorrente das atividades desenvolvidas”.

Sobre os danos materiais (lucros cessantes), o valor para cálculo foi reduzido em cerca de R$ 1 mil, tendo por base a efetiva quantia recebida pela empregada, sendo por isso determinado o refazimento dos cálculos.

Quanto aos honorários advocatícios, a relatora modificou a decisão de 1º grau, que concedera honorários de sucumbência, mas deferiu o pedido de honorários assistenciais, uma vez que a bancária foi assistida pelo advogado do Sindicato dos Bancários.

A Turma, por unanimidade, acompanhou o voto da relatora.

HSBC é obrigado a reintegrar empregado e pagar R$ 50 mil por danos morais

A justiça do trabalho voltou a condenar, no último dia 25 de novembro, a agência urbana do HSBC, situada na avenida Jorge Teixeira, em Porto Velho, a reintegrar ao trabalho um funcionário que foi demitido em janeiro deste ano após ter comprovada doença ocupacional ocasionada por esforço repetitivo, também conhecida como LER/DORT.

No entanto, diferente do despacho da 8ª Vara do Trabalho do Tribunal Regional da 14ª Região (Rondônia e Acre) do dia 14 de junho, desta vez a juíza federal do Trabalho Substituta Maria Rafaela de Castro decidiu, ainda, condenar o banco inglês a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil e mais o pagamento de todos os valores devidos desde a data da dispensa até a data da reintegração, como salários, a incidência sobre todos os direitos trabalhistas, como férias, terço constitucional, 13º salário, valendo como contagem todo o tempo de serviço, devidas todas as contribuições previdenciárias, com juros e correção monetária, chegando-se, com isso, ao valor de R$ 80 mil do total da condenação.

O HSBC terá ainda que pagar as custas processuais no valor de R$ 1.600 e os honorários periciais no valor de R$ 2 mil.

O banco terá que reintegrar imediatamente o empregado, sob pena de multa diária de R$ 1 mil a ser revertida em favor do bancário até o limite de R$ 30 mil.

A decisão judicial objetiva, principalmente, garantir ao trabalhador o recebimento do benefício previdenciário ou salário, a fim de propiciar completa recuperação do trabalhador, que até então estava desempregado e, acometido de LER/DORT, sem a força de trabalho necessária às ações para obtenção de outro emprego ou enveredar pelo caminho do empreendedorismo.

A ação foi ajuizada pela advogada Karoline Costa Monteiro, do escritório Fonseca & Assis Advogados Associados, responsável pela assessoria jurídica do SEEB/RO.

(Portal Rondônia Dinâmica)

Santander comprará fatia de 8% do HSBC no Banco de Xangai

HSBC: o banco, porém, afirmou que a China continua como um mercado prioritário

Londres – O Banco HSBC anunciou nesta terça-feira, 10, que concordou em vender a participação de 8% no Banco de Xangai para o Santander, da Espanha, visando focar os negócios principais na China.

O HSBC não revelou o valor da venda, mas afirmou que a holding foi avaliada em US$ 468 milhões em 30 de setembro. Já o Santander afirmou esperar que o custo total da transação chegue a € 470 milhões (US$ 644,66 milhões).

O HSBC, porém, afirmou que a China continua como um mercado prioritário. “Com um mercado tão grande e importante como a China, nossa habilidade de focar os principais negócios se torna muito mais vital”, disse o executivo-chefe do HSBC na Ásia e Pacífico, Peter Wong.

Fonte: Dow Jones Newswires.

 

HSBC desrespeita requalificação de demitidos

O Sindicato dos Bancários recebeu denúncias que demitidos sem justa causa do HSBC estão sendo desrespeitados ao solicitar reembolso de requalificação profissional, um direito previsto na Convenção Coletiva de Trabalho. 

De acordo com a CCT vigente, os empregados dispensados sem justa causa a partir de 01 de setembro de 2012, terão direito a realizar cursos de qualificação e requalificação profissional. Para isso bastar escolher uma instituição de ensino ou entidade sindical profissional e em seguida encaminhar nota fiscal ao banco para solicitar o pagamento direto à empresa ou o reembolso. 

Contudo, nas denúncias que chegaram ao Sindicato, alguns gestores estão dificultando a entrega do documento no setor Premier Internacional (HSBC Vila Hauer). 

Em um dos casos, o empregado aguardou pelo atendimento do gestor por mais de três horas e mesmo após esperar não foi atendido. “Não sabemos o real motivo da postura desses gestores. Talvez não saibam qual o encaminhamento devem dar ao documento e se negam a receber. Ou ainda, simplesmente por se tratar de um bancário demitido, acreditam poder desrespeitá-lo e discriminá-lo. O fato é que essa prática caracteriza danos morais”, esclarece Cristiane Zacarias, diretora do Sindicato e funcionária do HSBC. 

O Sindicato solicitou que o RH do HSBC tome providências, para informar aos seus gestores sobre os corretos procedimentos, e em tendo dúvidas, quais canais consultar. 

Consulte abaixo a CCT: 

CLÁUSULA 58ª REQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL 

No período de vigência desta Convenção Coletiva de Trabalho, o banco arcará com despesas realizadas pelos seus empregados dispensados sem justa causa a partir de 1º.09.2012, até o limite de R$ 1.047,11 (um mil, quarenta e sete reais e onze centavos), com Cursos de Qualificação e/ou Requalificação Profissional, ministrados por empresa, entidade de ensino ou entidade sindical profissional, respeitados critérios mais vantajosos. 

Parágrafo Primeiro
O ex-empregado terá o prazo de 90 (noventa) dias, contados da data da dispensa, para requerer ao banco a vantagem estabelecida.
 

Parágrafo Segundo
O banco efetuará o pagamento, diretamente à empresa ou entidade, após receber, do ex-empregado, as seguintes informações: identificação da entidade promotora do curso, natureza, duração, valor e forma de pagamento do curso.
 

Parágrafo Terceiro
O banco poderá optar por fazer o reembolso ao ex-empregado.
 

Parágrafo Quarto
Os empregados dispensados até 31.08.2012, estão abrangidos pelas condições da Convenção Coletiva de Trabalho 2011/2012.

Por: Paula Padilha
SEEB Curitiba 

HSBC aumenta (ainda) mais metas já “inalcançáveis”

São Paulo – Se antes as metas que os operadores de telebanco do HSBC tinham que bater eram difíceis, agora ficaram praticamente impossíveis de ser atingidas. Essa é a avaliação dos próprios funcionários daquele setor.

O banco britânico determinou aumentos das vendas que variam de 13,5% a 15% com relação às metas anteriores para cinco famílias de produtos: cartões de crédito, crédito pessoal, proteção ao crédito, seguro de vida e título de capitalização. Apenas um produto teve redução da sua meta – de 25% –, mas só para os operadores do GMH – um dos setores do telebanco onde trabalham apenas 11 funcionários. Para o restante a meta se manteve.

O diretor da Fetec/CUT-SP Luciano Ramos ressalta que o Sindicato já cobrou explicações do HSBC e está aguardando uma resposta. “Não conseguimos entender o que o banco pretende com isso. As metas já são quase impossíveis de atingir”, critica.

Luciano salienta que o fim das metas abusivas é um dos principais eixos da Campanha Nacional. “Se o banco não voltar atrás nesse aumento excessivo, com certeza os operadores do telebanco terão mais um grande motivo para participar de forma contundente nesta campanha”, avalia.

(Rodolfo Wrolli – SEEB-SP)

Bancários paralisam agência do HSBC em Fortaleza e cobram respeito

Dia Internacional de Luta contra demissões no banco inglês – Foto: SEEB-CE

Os bancários paralisaram a agência do HSBC em Fortaleza localizada no cruzamento entre a Avenida Santos Dumont com a Avenida Virgílio Távora, no bairro Aldeota, um dos principais corredores bancários da capital cearense. O protesto foi realizado nesta terça-feira (25), Dia Internacional de Luta na América Latina contra as demissões que vêm sendo realizadas pelo banco inglês em toda a região. Os trabalhadores também exigiram melhores condições de trabalho, mais respeito e valorização.

Em Fortaleza, os funcionários do HSBC enfrentam vários problemas. “A pior ameaça é a demissão, o que vem ocorrendo em várias unidades. Por consequência, os trabalhadores enfrentam pressão por metas e a sobrecarga de serviços, o que precariza as condições de trabalho, provoca adoecimento e prejudica o atendimento aos clientes”, apontou o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e funcionário do HSBC, Humberto Simão.

O dirigente sindical ressaltou ainda que, diante do lucro líquido de R$ 1,225 bilhão em 2012, um crescimento de 9,6% em relação ao ano passado, e com uma rentabilidade maior no Brasil do que em qualquer outro país em que o HSBC atue, o banco não vem demonstrando nenhum respeito nem ao Brasil e muito menos aos brasileiros. 

“As tarifas e os juros cobrados da clientela são os mais altos do mundo. Em contrapartida, o banco fechou mais de mil postos de trabalho no ano passado, praticando uma cruel rotatividade de mão de obra, o que nós não percebemos em nenhuma outra parte do mundo”, criticou.

Já o diretor do Sindicato, Alex Citó, ressaltou que o número reduzido de funcionários nas agências do HSBC, ocasionado pelas demissões constantes, tem se refletido em filas nas agências. “Queremos o fim das demissões e da rotatividade. Exigimos mais respeito, melhores condições de trabalho e a valorização de quem faz a lucratividade do banco: seus funcionários”, concluiu.

Manifestação internacional 

A mobilização desse dia de luta em toda a América Latina foi definida durante a 9ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais, realizada entre os dias 6 e 8/5, em Assunção, promovida pela UNI Américas Finanças e Comitê de Finanças da Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), com apoio da Federação dos Trabalhadores Bancários e Afins do Paraguai (Fetraban). 

Na ocasião, os integrantes da rede sindical do HSBC avaliaram a atuação do banco no Brasil, México, Argentina e Uruguai. Os trabalhadores consideram que é fundamental a unidade de ação em todos os países latino-americanos onde o banco atua, uma vez que em diversas nações o HSBC está em processo de venda, ameaçando o emprego e os direitos dos trabalhadores. 

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Ceará

O grupo financeiro Safra pode comprar as operações do HSBC em Mônaco

Mônaco

Além do banco suíço BSI, o grupo financeiro Safra, com sede em São Paulo, poderá comprar as operações do HSBC em Mônaco, que já pertenceu a Edmond Safra, o falecido irmão de Joseph Safra. O negócio é estimado entre US$ 600 e 700 milhões.

O HSBC iniciou há alguns meses um plano para diminuir sua presença em paraísos fiscais. Tal plano justificaria a venda da unidade de Mônaco, que lida exclusivamente com private banking.

(Glamurama/Uol)

HSBC anunciará demissão de até 14 mil empregados em todo o mundo

O HSBC informou nesta quarta-feira (15) que cortará cerca de 14 mil empregos globalmente como parte do esforço para economizar até US$ 3 bilhões e aumentar os dividendos para os acionistas.

O presidente-executivo do HSBC, Stuart Gulliver, disse que o banco pode ter dificuldade para cumprir a meta de 12% a 15% de retorno sobre o capital em 2013 devido a um esfriamento das receitas com a fraca economia global. Mas, segundo ele, é possível alcançá-la no período de 2014 a 2016 com novos investimentos em mercados em crescimento.

Gulliver acrescentou que o banco quer aumentar os dividendos aos acionistas dentro de uma faixa de 40% a 60% dos lucros e pode recomprar ações para minimizar o efeito de diluição após acionistas optarem por receber seus dividendos na forma de mais ações. O HSBC distribuiu 55,4% de seu resultado no ano passado em dividendos.

O banco com foco em mercados emergentes está entrando na segunda fase de uma grande transformação em suas operações que começou em 2011 e envolveu o corte de cerca de 46 mil empregos e a saída de mais de 50 negócios. O novo plano de três anos ocorrerá de 2014 a 2016 e reduzirá o número de funcionários de 254 mil para cerca de 240 mil.

Após cortar US$ 4 bilhões em custos anuais desde 2011, o HSBC informou que as metas para os próximos três anos são de economia adicional sustentável de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões, retorno sobre o patrimônio na faixa de 12% a 15% e nível de capital tier 1 – aquele de melhor qualidade – acima dos 10% sob a nova regulação bancária.

“Estamos confiantes de que essas medidas vão resultar em resultados financeiros consistentes e superiores e nos deixar mais próximos de atingir a ambição de ser o banco líder internacional”, disse Gulliver.

Fonte: Valor Econômico

Encontro dos Funcionários do HSBC será em maio e do Santander em junho

A Contraf-CUT marcou o Encontro Nacional dos Funcionários do HSBC para os dias 15, 16 e 17 de maio, em Curitiba, a exemplo do anterior que também foi realizado na capital paranaense, em 2009. O evento deverá contar com a participação de cerca de 100 trabalhadores do banco inglês de todo País.

Os debates serão divididos em cinco grandes temas: emprego, saúde e condições de trabalho, remuneração, plano de saúde e previdência complementar. “Além disso, vamos colocar em discussão novas reivindicações”, adianta Alan Patrício, funcionário do HSBC e secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT.

Santander – O Encontro Nacional dos Funcionários do Santander será nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo. O evento deverá contar com a participação de até 200 dirigentes sindicais do banco espanhol de todo País. Os debates serão divididos em quatro grandes temas: emprego e remuneração, saúde e condições de trabalho, previdência complementar e plano de saúde.

Encontros estaduais ou regionais preparatórios de dirigentes sindicais do Santander devem ser promovidos pelas federações, cujos relatórios devem ser encaminhados antes do encontro nacional para a Contraf-CUT.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Justiça condena HSBC a pagar indenização por prática de assédio moral

justiça

O juiz Paulo Henrique Tavares da Silva, da 5ª Vara do Trabalho de João Pessoa, condenou o HSBC Bank Brasil S/A – Banco Múltiplo e o HSBC Serviços e Participações LTDA. ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2,5 milhões por assédio moral contra seus empregados. A sentença foi dada nos autos da ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba, por meio do procurador do Trabalho Cláudio Cordeiro Queiroga Gadelha.

De acordo com a sentença, além de dar ciência, no prazo de 30 dias, a todos os trabalhadores com os quais mantêm vínculo de emprego ou que lhes prestem serviço de alguma outra forma das obrigações decorrentes da presente ação, o banco terá que abster-se de novas práticas de assédio moral e pagar multa de R$ 10 mil por cada trabalhador prejudicado pelas práticas constrangedoras ou por cada descumprimento das obrigações impostas pelo juiz.

O caso chegou ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho, através de ofício da 6ª Vara do Trabalho de João Pessoa, que julgou reclamações trabalhistas individuais de empregados vítimas de assédio moral. O ofício alertava para “fatos de extrema gravidade narrados nas ações, representando verdadeira afronta à ordem social e às relações de trabalho”. Os empregados sofriam diversas humilhações de seus superiores, submetidos a tratamento degradante, inclusive xingamentos com gritos e palavrões.

O MPT, ainda na fase de inquérito civil, propôs a assinatura de Termo de Ajuste de Conduta, o que não foi aceito pelo banco. “As reprováveis atitudes dos réus configuram manifesta violação aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais do trabalho e da inviolabilidade da honra e da imagem das pessoas”, comentou o procurador Cláudio Gadelha.

Para o procurador, o comportamento dos assediantes não incomoda apenas os empregados atingidos, “mas todos os que trabalham no mesmo ambiente, que se revela absolutamente conflitivo, tenso e, por isso, inadequado para todos”.

Segundo Gadelha, “a frontal violação dos direitos e garantias fundamentais causou, além de danos patrimoniais de natureza individual, dano moral à coletividade de trabalhadores que prestam serviços aos bancos réus e a toda coletividade, que reconhece os valores ofendidos como preponderantes para a vida em sociedade, reclamando, assim, reparação em dimensão difusa e coletiva”.

Para Marcelo Alves, secretário-geral do Sindicato dos Bancários da Paraíba, a decisão jurídica foi mais uma vitória dos trabalhadores contra as práticas de assédio moral que são constantemente praticadas contra os bancários e prestadores de serviços de instituições financeiras, que estão repercutindo na imprensa paraibana, a exemplo da matéria veiculada no jornal de maior circulação no Estado, que é o Correio da Paraíba.

“A assessoria jurídica do Sindicato vai tomar todas as providências para garantir o cumprimento da sentença. E aproveitamos o ensejo para alertar os gestores das unidades do banco, bem como os diretores regionais do HSBC, para que se abstenham dessa prática nociva às relações de trabalho, sob pena de serem responsabilizados judicial e financeiramente pelos seus atos”, concluiu.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Paraíba

Mudanças no plano de saúde do HSBC oneram bancários e retiram direitos

Titular não pagará contribuição, porém valores pagos por dependentes ficam mais caros. Aposentados e demitidos sem justa causa perderão direito de continuar com o plano

O Sindicato do Rio denuncia uma manobra do HSBC nas mudanças impostas pelo banco no plano de saúde dos funcionários. Pela medida, a partir de fevereiro,  os bancários titulares do plano não pagarão mais a mensalidade. Entretanto, os reajustes dos dependentes variam de 7,5% a 153,23% e a o valor da coparticipação sofrerá reajustes de cerca de 33% em consultas, procedimentos ambulatoriais e exames simples. Além disso a cobrança será feita já a partir da primeira consulta (antes era cobrada somente a partir da sétima consulta). O banco decidiu ainda que valor do desconto da coparticipação passará a ser ilimitado. Antes, havia um limite de R$160,23 por mês. 

Mais prejuízos

Seguindo a Resolução Normativa 279, da Agência Nacional de Saúde, o banco vai alterar também o plano de saúde dos aposentados, cobrando a mensalidade de acordo com a faixa etária de titulares e dependentes. Além disso, a mensalidade dos aposentados sofrerá um reajuste “significativo”, a partir de março, segundo informação da própria empresa. As alterações foram passadas aos funcionários pelo banco no último dia 8. No dia 16, a Contraf-CUT, federações e sindicatos se reuniram em Curitiba com a direção do HSBC para cobrar explicações e reivindicar a revisão da medida. Haverá uma nova reunião no dia 6 de fevereiro, também na capital paranaense. 
“O movimento sindical está atento e vê nestas mudanças uma manobra do banco que prejudica os bancários. O custo poderá ser bem maior para o trabalhador, principalmente para quem tem muitos dependentes e precisa usar mais o plano”, avalia o diretor do Sindicato do Rio Amarildo Silva. O sindicalista criticou também as alterações que prejudicam funcionários aposentados ou próximos da aposentadoria e demitidos sem justa causa. 
“O HSBC tenta, ao isentar o desconto do titular, impedir que aposentados e demitidos continuem a usufruir do plano, conforme garante a Lei Federal 9.656/98. Dessa forma, os direitos dos funcionários ficam restritos à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria!”, acrescenta.   
O Sindicato percorreu, na última segunda-feira (21), algumas agências e constatou a insatisfação e preocupação dos funcionários em relação às mudanças promovidas pelo banco. 
Confira em nosso site (www.bancariosrio.org.br) mais detalhes da Lei 9.656/98. 

O que diz a Lei 9.656/98

Os artigos 30 e 31 da Lei Federal 9.656/98, regulamentada pela Resolução Normativa 279 da Agência Nacional de Saúde (ANS), determinam que empregados demitidos sem justa causa (e dependentes) que contribuíram mensalmente com o plano de saúde podem permanecer por um período equivalente a um terço do tempo de contribuição, sendo, no mínimo, seis meses e, no máximo, dois anos, nas mesmas condições que gozavam quando da vigência do contrato de trabalho, desde que assumam o pagamento integral do plano. Os aposentados que contribuíram por mais de dez anos podem se manter no plano, também nas mesas condições, desde que assumam o pagamento integral pelo tempo que desejarem. Quando o período pago pelo trabalhador da ativa for inferior a dez anos, a cobertura do plano vale por mais um ano para cada ano de contribuição.

(Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro)

Ano foi de promessas não cumpridas no HSBC

São Paulo – No dia 8 de maio, o presidente do HSBC, André Brandão, afirmou que o banco não sairia do Brasil e que ele estava 100% comprometido em melhorar as condições dos seus funcionários. A declaração ocorreu durante visita do executivo à sede da Contraf-CUT.


Sete meses depois, a realidade dos bancários do HSBC não condiz com a expressada pelo banqueiro. O Natal dos funcionários do banco inglês promete ser magro, uma vez que nem todos os trabalhadores foram contemplados com o programa próprio de remuneração, ainda que o lucro líquido do banco no primeiro semestre de 2012 tenha sido de R$ 602,5 milhões. “Só não foi maior porque o banco elevou suas despesas com PDD em 63,4%, atingindo montante de R$ 1,8 bilhão, o que equivale a três vezes o lucro líquido do período”, explica a diretora do Sindicato Liliane Fiuza.

Para deixar a população por dentro da situação dos trabalhadores do HSBC, o Sindicato promove um protesto com o objetivo de lembrar os clientes que as agências abarrotadas, com filas enormes e demora no atendimento são resultado da prática de demissões da direção do banco. O ato ocorre nesta quinta-feira 20 em diversas agências da região da Paulista.

Nada a comemorar – O ano foi repleto de protestos contra a direção do HSBC, seja por conta da reestruturação no Centro Administrativo São Paulo (Casp) ou em função das demissões após o fim da estabilidade de trabalhadores afastados por motivos de saúde. Ou ainda devido à baixa PLR e diversas vezes por causa dos cortes no mundo e no Brasil, uma vez que, de junho de 2011 a junho de 2012, a instituição financeira cortou 1.836 postos de trabalho no Brasil, segundo o próprio balanço do banco. Somente no início de dezembro, foram mais 40 dispensas.

Segundo Liliane, há grande indignação dos funcionários diante do que foi pago em outubro a título de PLR. “Apesar de o Brasil ser uma das maiores fontes de lucro do HSBC, o banco inglês pagou uma das menores PLRs do sistema financeiro nacional por conta do provisionamento tão alto.”

E a novela continuou com a demora do banco em divulgar os valores de PPR (o programa próprio de resultados), e nem todos os funcionários foram contemplados. “E para fechar o ano, o banco nos premiou com demissões. Queremos mais respeito, queremos negociar”, conclui Liliane.

(Gisele Coutinho, SEEB/SP)

 

Bancos privados demitiram 9 mil bancários de janeiro a setembro de 2012

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Os bancos privados aceleraram o ritmo de demissões neste ano. De acordo com o Dieese, 9.080 bancários foram dispensados entre janeiro e setembro, o equivalente a 3,2% do total de empregados registrado em dezembro passado. Considerando o saldo entre novas contratações e cortes, o resultado fica negativo em 7.286 vagas.

Esses números poderiam ser piores caso o Dieese já tivesse incluído as mil demissões feitas pelo Santander na semana passada, das quais 415 foram revertidas pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo depois de pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

De janeiro a setembro do ano passado, as instituições financeiras privadas haviam contratado mais 8.512 empregados. O corte dos funcionários ocorre no momento em que a taxa básica de juros Selic está no histórico patamar de um dígito. Com a redução, as instituições viram seus ganhos crescerem em ritmo mais lento, mas, ainda assim, registraram lucratividade acima da de outros setores da economia. O lucro de 25 instituições no terceiro trimestre atingiu R$ 11,29 bilhões, segundo pesquisa da consultoria Economatica.

Admitidos ganham menos

O Itaú Unibanco teve lucro de R$ 10,102 bilhões de janeiro a setembro. Mas, segundo o Dieese, foi o que mais demitiu neste ano: 7,8 mil. O Bradesco, que lucrou R$ 8,48 bilhões até setembro, cortou 584 pessoas. O Citibank demitiu 665 nos primeiros nove meses e anunciou na semana passada que fechará 14 das 198 agências no país. O Santander, até setembro, tinha saldo positivo de 518 empregos. Mas só nos últimos dias cortou mil, com o argumento de adaptar sua estrutura ao mercado. Uma nova audiência de conciliação foi marcada para hoje no TRT entre o banco e sindicalistas.

“Buscamos uma justificativa para isso, mas não encontramos. Acreditamos que está havendo uma reestruturação do segmento financeiro, mas para o lado oposto. Enquanto os bancos públicos ganham concedendo mais empréstimo, os privados demitem para tentar fechar os ciclos com resultados e índices de eficiência mais altos”, disse Ademir Wiederkehr, diretor da Contraf.

Os dados também mostram que a remuneração média dos bancários está caindo. Enquanto o salário dos demitidos estava em R$ 4 mil, o dos admitidos é de R$ 2,5 mil, diferença de 38,39%.

Procurados, Itaú, Citi e Santander disseram que não comentariam o assunto. O Bradesco, por sua vez, disse que “as demissões ocorreram dentro da rotatividade normal do quadro de pessoal do banco”.

Analistas afirmam que o setor está passando por uma adaptação. Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, disse que esse é um “cenário nunca visto no setor”.

“Os bancos estão num cenário nunca visto, de redução de juros e spread, concorrência acirrada e inadimplência. São coisas que os bancos nunca viram. Este ano e 2013 serão muito delicados.”

(Agência O Globo)

HSBC demite pelo menos 40 bancários em uma semana

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São Paulo – Há 30 dias, a imprensa mundial e nacional informou que o banco inglês HSBC anunciara cortes de funcionários com o objetivo de alcançar suas metas de redução de custos. Na ocasião, o Sindicato enviou carta à direção do banco no Brasil cobrando posição sobre a situação dos trabalhadores. A resposta oficial nunca veio, mas semana passada o HSBC Brasil demitiu pelo menos 40 bancários.

Sindicato atento a demissões do HSBC no mundo

Para a diretora do Sindicato Liliane Fiúza, os recentes desligamentos promovidos pelo banco provavelmente significam que o grupo adotará no país essa política de redução de funcionários. “O HSBC já reduziu em muito os postos de trabalho no Brasil e, pelo que vemos, vai continuar promovendo demissões. Enquanto isso, os bancários ficam cada vez mais sobrecarregados e aumenta o número de afastamentos por doenças. Além disso, o atendimento aos clientes piora”, critica.

De junho de 2011 a junho de 2012, a instituição financeira cortou 1.836 postos de trabalho no Brasil, segundo balanço do banco. “Mas essa referência é apenas do primeiro semestre de 2011, de lá pra cá, esse quadro pode ter piorado muito”, destaca Liliane.

Essas últimas dezenas de demissões, segundo levantamento feito pelos dirigentes, alcançaram principalmente o quadro gerencial. Na agência da Praça da República, por exemplo, a maioria dos gerentes foi dispensada. “Isso tem causado forte apreensão entre os que ficam. É esse o Natal que o HSBC quer proporcionar aos funcionários, que são os responsáveis pelo resultado do banco?”, questiona a dirigente.

Liliane anuncia que o Sindicato continuará cobrando explicações à instituição e protestará contra as demissões. Ela acrescenta que o HSBC é um forte concorrente ao título de São Pilantra do ano, concedido ao ganhador da corrida-sátira que o Sindicato realizará, este ano, no dia 27 de dezembro, na Avenida Paulista. Os bancários podem votar no “Lord Exploration” pelo Fale Conosco do site, escolhendo o setor “site” e o assunto “São Pilantra”.

(Andréa Ponte Souza, Via SEEB-SP)

Bancos públicos e privados são multados por deficiência na segurança

Falhas na segurança bancária fizeram com que a Ccasp (Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada), do Ministério da Justiça, arbitrasse multas no total de R$ 808,9 mil a seis bancos públicos e privados. Para Ademir Wiederkehr, representante da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) no colegiado, as irregularidades indicam risco para trabalhadores e clientes.

A Ccasp é composta por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empresários. Segundo Ademir Wiederkehr, que participou da reunião da última quarta-feira (18/4), as multas comprovam que os bancos continuam tratando com descaso a segurança das agências.

Os processos encaminhados pelas delegacias estaduais de segurança privada tiveram como parâmetro as determinações da Lei 7.102/83, que estabelece normas para proteção dos estabelecimentos financeiros. De acordo com a fiscalização, foram constatados número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados e utilização de bancários no transporte de valores, entre outros descumprimentos da normal legal.

Os três maiores bancos privados receberam as multas mais altas: Bradesco (R$ 318,1 mil), Itaú Unibanco (R$ 160,5 mil) e Santander (R$ 156,4 mil). Foram multados também o Banco do Brasil (R$ 120,6 mil), Mercantil do Brasil (R$ 42,5 mil) e Banco do Nordeste (R$ 10,6 mil). A campeã de multas foi uma agência do Bradesco em Rio Branco, no Acre, arrolada em nove processos e multada em R$ 127,6 mil.

Conforme dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apresentados pela Contraf, os cinco maiores bancos do país lucraram R$ 50,7 bilhões no ano passado e investiram apenas R$ 2,6 bilhões (5,2% do lucro) em segurança e vigilância. Isso mostra, para Ademir Wiederkehr, que os bancos gastam pouco com segurança e expõem ao risco a vida de funcionários e clientes.

Mas esses números são contestados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Procurada pela Agência Brasil, a diretoria de Comunicação da entidade assegura que os bancos brasileiros investem em torno de R$ 10 bilhões por ano em sistemas de segurança física e eletrônica para garantir a integridade de clientes, bancários e colaboradores.

A Febraban garante ainda que os bancos cumprem as determinações da Lei 7.102/83, de acordo com planos de segurança previamente submetidos à Polícia Federal. Observa, contudo, que “as falhas apontadas são pontuais, em boa parte de natureza meramente administrativa, sem espelhar uma redução dos padrões e procedimentos de segurança seguidos pelas instituições financeiras”.

(AGÊNCIA BRASIL)

Conrado Engel deixa presidência do HSBC no Brasil

SÃO PAULO, 19 Mar (Reuters) – O Grupo HSBC informou nesta segunda-feira que Conrado Engel, CEO e presidente do grupo no Brasil desde junho de 2009, deixará suas funções.

“O nome de seu substituto será anunciado nos próximos dias”, informou o banco, em nota, explicando que Engel vai assumir novos desafios profissionais.

Em nove anos no banco, Engel foi presidente do braço da Losango, braço de financiamento ao consumo do grupo, diretor de Pessoa Física no Brasil e diretor de Varejo para a região Ásia e Pacífico.

(Por Aluisio Alves – Reuters)

 

HSBC, origem do ópio

De Londres a Hong Kong, as belas fachadas dos grandes centros de negócios com frequência escondem a violência de suas origens. Esse é o caso do banco HSBC, cujas raízes mergulham em guerras coloniais e comerciais conduzidas pelo Império Britânico na Ásia
Por  Jean-Louis Conne

No outono europeu de 2009, quatro letras − H, S, B e C − lideravam as principais manchetes dos jornais quando um antigo funcionário desse célebre banco enviou ao fisco francês uma lista de clientes suspeitos de fraude. A mesma sigla aparece de novo em 2011, dessa vez no contexto da demissão anunciada de cerca de 30 mil pessoas. Mas o que está por trás dessas letras? Geralmente, elas são precedidas da expressão “banco britânico”, mas, na verdade, trata-se da abreviação de Hong Kong & Shanghai Banking Corporation. A trajetória dessa empresa de compradores[comerciantes] na China, com sede londrina com vista para o Rio Tâmisa, começa com uma história de ópio.

No início do século XIX, nasceu em Londres, capital do Império Colonial Britânico, a Companhia Peninsular e Oriental de Navegação a Vapor (P&O − Peninsular and Oriental Steam Navigation Company).1 Seu primeiro navio de carga a vela e a vapor, o San Juan, saiu das docas de Londres em 1° de setembro de 1837 para encalhar em águas rasas. Outros navios da companhia afundaram, entre os quais o Carnatic, cujos destroços foram encontrados nos recifes de Abou Nawas [no Mar Vermelho].

Mas a companhia sobreviveria à má sorte. Em 1839, a P&O assinou os contratos para o transporte do correio para Alexandria (Egito), via Gibraltar e Malta. Depois de se fundir com a Companhia Transatlântica de Navios a Vapor (Transatlantic Steamship Company), ela criou, em 1844, aquilo que se pode chamar de os primeiros cruzeiros de luxo no Mediterrâneo. Dez anos mais tarde, a P&O ligaria seu destino ao da Companhia de Navegação a Vapor das Índias Britânicas (BI − British India Steam Navigation Company), cujos navios transportavam o correio entre Calcutá (Índia) e Rangun (Birmânia). Seu proprietário, James Mackay, um administrador colonial escocês, iria se tornar presidente da P&O, a qual, por fim, absorveria a BI.

O próprio Mackay mantinha relações estreitas com Sheng Xuanhai, ministro dos Transportes da China na dinastia Qing (Manchu), a última a reinar, até a abolição do governo imperial em janeiro de 1912. Favorável à introdução da tecnologia ocidental apesar das tensões político-militares, Sheng se tornou defensor dessa causa especialmente em Xangai – onde fundou a Universidade Jiao Tong, orientada para a mecânica, engenharia e equipamentos militares –, depois em Hong Kong. Desempenhando um papel importante, ele promoveu a cidade como a mais tecnológica da China. Em 1902, Sheng e Mackay fecharam, em nome da China e do Reino Unido, um acordo conhecido como Tratado Mackay, que versava sobre a proteção de marcas e patentes.

Foi nesse contexto que outro escocês, Thomas Sutherland, entrou para a P&O. Ele fez carreira na empresa, colaborou para a construção das docas em Hong Kong e se tornou o superintendente da P&O, mas também o primeiro presidente da Hong Kong e Whampoa Dock, em 1863. Nessa época, 70% do frete marítimo estava relacionado com o ópio vindo das Índias, vendido aos chineses por negociantes britânicos e outros, para desespero das autoridades chinesas, que tentavam, em vão, fazer oposição a esse comércio.

Sutherland entendeu a mensagem: a configuração era ideal para o desenvolvimento de um banco comercial. Com outros, ele fundou em 1865 o Hong Kong & Shanghai Banking Corporation, o famoso HSBC. No conselho de administração, presidido por Francis Chomley, estava igualmente a sociedade comercial Dent & Co., cujo nome vem de seu criador, Thomas Dent. Em 1839, o alto funcionário chinês Lin Zexu, reconhecido por sua competência e rigidez moral, havia lançado contra ele um mandato de prisão com o objetivo de forçá-lo a abandonar seus armazéns de ópio, que violavam a proibição decretada pelas autoridades chinesas. Esse foi um dos elementos que provocaram a Primeira Guerra do Ópio, encerrada em agosto de 1842 pelo primeiro “tratado desigual”, o de Nanquim.

No fim da Segunda Guerra do Ópio (1856-1860), as potências britânica e francesa imporiam a criação de concessões territoriais sob administração estrangeira, a abertura de vários portos chineses ao comércio estrangeiro e a legalização do comércio de ópio. O conflito terminaria cinco anos antes de Sutherland criar o HSBC. O banco escolheu bem o nome: alguns desses caracteres significam, em chinês, “reunir”, “colheita” e “riqueza”.

De fato, o HSBC reuniu suas primeiras riquezas graças à colheita do ópio das Índias, depois do Yunnan [província do Sudoeste da China]. Desde 1920, filiais se instalaram em Bangcoc e Manila. Depois de 1949, o banco concentrou suas atividades em Hong Kong e, entre 1980 e 1997, instalou-se nos Estados Unidos e na Europa. Só mudou sua sede social de Hong Kong para Londres em 1993, antes da devolução do território à República Popular da China, anunciada em 1997.

Em 1999, as ações do HSBC Holdings foram cotadas em terceiro lugar na Bolsa de Nova York. O grupo adquiriu a Republic New York Corporation (atualmente integrada à HSBC USA Inc.), assim como a empresa irmã Safra Republic Holdings SA (hoje HSBC Republic Holdings SA, em Luxemburgo). Em 2007, o grupo registrou um resultado recorde, descontado o pagamento de impostos, de US$ 24 bilhões, dos quais 60% vêm de mercados emergentes da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina. Pela primeira vez, os lucros acumulados na China atingiram US$ 1 bilhão naquele mesmo ano − tanto quanto na França. Segundo resultados publicados em 1º de agosto de 2011, os lucros comerciais bancários do HSBC apresentaram um crescimento de 31%, e seu faturamento bruto se elevou a US$ 11,5 bilhões.

Desde o fim de 2010, é o escocês Douglas Flint quem manda nos destinos do HSBC Holdings. E, desde março de 2011, Laura May Lung Cha é a presidente adjunta, não executiva, do HSBC. Uma ascensão tão notável que a fez delegada de Hong Kong no 11° Congresso da República Popular da China…

Jean-Louis Conne

Jornalista, ex-redator chefe da revista européia Animan e autor de La Croix tibétane (A Cruz tibetana), Mondialis, Bex (Suíça), 2009

Ilustração: Baptistão1  A empresa seria revendida em 2006 por 3,9 bilhões de libras esterlinas para a Dubai Ports World, o terceiro operador portuário mundial, filial da Dubai World, holding pertencente ao governo de Dubai (Emirados Árabes Unidos).

 

Link:  http://www.diplomatique.org.br/edicoes_especiais_artigo.php?id=74

(Le Monde Diplomatique Brasil)

Funcionários travestis e transexuais do MEC poderão usar nome social no trabalho

FOTO ILUSTRATIVA

Uma portaria publicada nesta segunda-feira, dia 21, no Diário Oficial da União garante aos servidores públicos transexuais e travestis do Ministério da Educação (MEC) o direito de usarem o nome social em procedimentos oficiais da pasta. As informações são do jornal Correio Braziliense. Confira a reportagem a seguir.

Travestis e transexuais usarão nome social

Os servidores públicos transexuais e travestis do Ministério da Educação (MEC) poderão escolher o nome pelo qual querem ser tratados em atos e procedimentos promovidos no âmbito da pasta. Isso inclui identificação no crachá, endereço de e-mail, cadastro pessoal, entre outras informações de uso interno. A decisão foi divulgada na edição de ontem do Diário Oficial da União.

De acordo com a publicação, os direitos assegurados são restritos ao MEC, cabendo às autarquias vinculadas ao órgão a regulamentação própria. A Portaria nº 1.612 ainda prevê 90 dias para as mudanças propostas. Conforme o Diário Oficial, o nome social refere-se ao modo como travestis e travestis são reconhecidos, identificados e denominados em sua comunidade e meio social.

Segundo Bianca Moura de Souza, funcionária pública da Secretária de Justiça do Distrito Federal e colaboradora da ONG Associação do Núcleo de Apoio e Valorização à Vida de Travestis, Transexuais e Transgêneos (AnavTrans), o uso do nome social é fundamental para a busca pelos direitos civis. “É uma forma de inclusão social mesmo. Ajuda a reforçar o direito dessas pessoas de viverem longe da marginalização”, avalia a transexual, que conseguiu trocar seu nome na Justiça, mas ainda aguarda a cirurgia de mudança de sexo. Apesar de considerar a iniciativa bem-vinda, o deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) afirma que a decisão é tardia. “É vergonhoso que o ministério só esteja fazendo isso agora. Essa é uma demanda muito antiga do movimento LGBT”, argumenta.

A norma do MEC, porém, não é novidade. Em maio do ano passado, o Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão estabeleceu a Portaria nº 223 com o mesmo propósito. Segundo Evaldo Amorim, presidente da ONG Elos LGBT Distrito Federal e Entorno, essa adoção em espaços públicos e privados é um dos itens principais na luta do movimento. “Estamos garantindo aos poucos a cidadania até que se conquiste uma lei própria”, analisa.

Combate à homofobia

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assinam hoje um termo de cooperação técnica para a articulação e a implementação de políticas de enfrentamento às homofobias no Brasil. A cerimônia ocorre na reunião do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e contará com a presença de representantes das secretarias estaduais de Segurança Pública de todo o país.

Fonte: Correio Braziliense

Itaú pode comprar HSBC no Brasil, dizem fontes

O Itaú estaria negociando a compra das operações do HSBC no Brasil, ou pelo menos parte delas. Segundo operadores do mercado financeiro, o banco brasileiro poderia fechar negócio pela totalidade do HSBC, ou apenas pela financeira do banco, a Losango. Procurados pelo iG, tanto HSBC quanto Itaú negam a informação.

De acordo com fontes, os rumores no mercado financeiro sobre a compra se intensificaram depois que o HSBC começou, a conta gotas, a anunciar a intenção de se desfazer de operações em países nos quais não é líder. O Itaú passou a ser apontado como principal interessado após a notícia, no final de setembro, de que o banco comprou a carteira de clientes Premium do HSBC no Chile. A informação é do jornal chileno El Mercurio.

Cortes

Em maio, o novo presidente do HSBC anunciou a intenção de cortar gastos na divisão de varejo do banco, em uma tentativa de fazer o grupo financeiro reduzir US$ 3,5 bilhões (aproximadamente R$ 5,6 bilhões) em custos e retomar a lucratividade.

As vendas e cortes começaram a aparecer em agosto, quando foi anunciada a venda das divisões de serviços de varejo e cartão de crédito nos EUA e de 195 agências naquele país. Em seguida, o banco informou que vai eliminar 30 mil empregos, enquanto se retira de países onde está enfrentando dificuldades para competir.

O HSBC é o maior banco europeu em capitalização de mercado. No Brasil, ocupa a sexta colocação em ativos, atrás de Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, CEF e Santander, segundo números do Banco Central.

No primeiro semestre de 2011, o lucro líquido do HSBC dobrou em relação a igual período do ano passado, beneficiado pela redução dos encargos com depreciação. O lucro líquido do banco no primeiro semestre foi de US$ 6,76 bilhões, cerca de R$ 11,8 bilhões, ante US$ 3,35 bilhões, cerca de R$ 5,8 bilhões, em igual período do ano passado. Já o lucro antes de impostos foi de US$ 11,1 bilhões, ante os US$ 5,02 bilhões do primeiro semestre de 2009.

HSBC nega

Em nota, o HSBC nega “veementemente” as informações. “O papel prioritário do HSBC Bank Brasil na estratégia global do Grupo HSBC de ser o banco de comércio e conectividade internacional de escolha nos 86 países onde está presente foi confirmado inequivocamente pelo novo presidente mundial do banco britânico, Stuart Gulliver, durante sua primeira visita oficial ao Brasil há duas semanas”, diz o banco na nota.

Na sua passagem pelo país, Gulliver teria dito em entrevistas à imprensa brasileira que grupo fará nova injeção de capital em suas operações brasileiras no primeiro trimestre do ano que vem para aumentar a oferta de crédito para pequenas, médias e grandes empresas brasileiras. O banco reforça que o Brasil é atualmente a terceira maior fonte do lucro bruto da HSBC Holdings, depois apenas de Hong Kong, origem de sua fundação, e Reino Unido, para onde foi transferida sua sede em 1993.

(IG Economia)

HSBC usa helicóptero para transportar empregados e furar greve dos bancários

Como já aconteceu em outras greves dos bancários, em anos anteriores, o curitibano acordou novamente, nesta quarta-feira (28), com o barulho de helicópteros no ar. As aeronaves estão sendo usadas pelo HSBC para transportar funcionários para o Centro Administrativo do Xaxim, em Curitiba. Segundo o Sindicato dos bancários de Curitiba e Região, com isso o banco tenta fugir dos piquetes feitos pelos grevistas nos portões das empresas, com objetivo de impedir a entrada dos empregados.

Só o HSBC, de acordo com o Sindicato, tem usado helicópteros para levar os empregados. Os demais bancos costumam transferir os bancários dos centros administrativos para outros prédios. O HSBC tem quatro centros administrativos em Curitiba: Xaxim, Kennedy, Vila Hauer e Palácio Avenida.

Segundo balanço da FETEC-CUT-PR, a federação cutista dos bancários no estado e que representa 80% da categoria, 299 agências fecharam ontem na região de nove sindicatos filiados (Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Curitiba, Guarapuava, Londrina, Paranavaí, Toledo e Umuarama). Em todo o Paraná existem 1.375 agências onde trabalham mais de 30 mil bancários.

De acordo com o Sindicato, a única agência do Banco do Brasil de Curitiba que continuava prestando atendimento, ontem, era a agência localizada no bairro Hugo Lange.

Confira:

Apucarana e região – 21 agências

Campo Mourão e região – 20 agências

Cornélio Procópio e região – 8 agências

Curitiba e região – 114 agências

Guarapuava e região – 17 agências

Londrina e região – 45 agências

Paranavaí e região – 13 agências

Toledo e região – 23 agências

Umuarama e região – 38 agências

Em todo Brasil, os bancários fecharam 4.191 agências e centros administrativos no primeiro dia de paralisação.

(O Bonde)

HSBC investe no Nordeste e inaugura Superintendência Regional em Fortaleza

Após perceber o vigoroso crescimento econômico do Nordeste do Brasil, o Banco HSBC resolveu investir mais na região. Um passo da expansão ocorreu, ontem, com a inauguração da superintendência regional em Fortaleza .

Da Capital, a instituição financeira vai dar suporte a 18 agências dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão, informou Odair Dutra, diretor da rede de agência do HSBC no Brasil.

O escritório faz parte dos três previstos para o Nordeste. Em Salvador (BA), já está em funcionamento. Somente em Recife (PE) ainda não começou a atuação, informou Dutra, que está em Fortaleza, acompanhando o trabalho das seis agências do Ceará.

“Há um ano decidimos investir um pouco mais no Nordeste. Muito mais em alocação de pessoas, para ter mais proximidade com o cliente na região. Vimos que tinha um espaço bom para crescimento e dobramos força de gerente de relacionamento”, comentou o diretor. O HSBC tem 240 colaboradores no Estado, considerando a empresa Losango, que faz parte do grupo.

Conforme Dutra, os resultados dos investimentos já estão sendo percebidos e confirmados. “A base de clientes vem crescendo em 15% este ano. Queremos chegar ao final do ano com 20% a mais de clientes, cerca 72 mil no total”, estima.

A expetativa é de crescer também nos negócios de crédito imobiliário. “Nossa regional de Fortaleza deve dobrar a base de financiamento até o final do ano”, afirmou.

Nordeste

Para a região Nordeste, o plano do HSBC é de impulsionar os negócios da instituição financeira em 30%. A estratégia vai continuar sendo a ações para facilitar a aproximação como cliente.

Entre as dificuldades para atingir a meta, o diretor elenca o aumento da inadimplência e os juros altos. “Os cuidados são tomados na medida que os problemas aumentam”, explica.

ENTENDA A NOTÍCIA

A expansão da rede bancária também beneficia a população. Quando mais opções de agência e serviços,maior possibilidade de barganhar. A concorrência aumenta e a tendência é de serviços mais baratos.

Banco HSBC

Seis agências em Fortaleza e uma em Juazeiro do Norte: http://www.hsbc.com.br ou 4004 4722, para Capitais, e 0800 703 4722 para outras Localidades.

(O Povo Online)

 

HSBC vende 195 agências nos EUA por US$ 1 bilhão

O HSBC Holdings, que vem reduzindo suas operações nos EUA, concordou em vender 195 agências bancárias de varejo para o First Niagara Financial Group Inc. por US$ 1 bilhão em dinheiro, informou neste domingo a companhia.

As agências, com US$ 15 bilhões em depósitos, estão sendo vendidas com um prêmio de 6,67% sob o valor dos depósitos e estão localizadas principalmente no Norte do Estado de Nova York. O HSBC também informou que pode cortar custos e rever suas operações nos EUA, incluindo seu portfólio de cartão de crédito, que também está a venda.

Separadamente, o HSCB também fundiu 13 de suas agências em Connecticut e New Jersey com agências próximas. A companhia, com balanço previsto para divulgação amanhã, disse que as agências permanecerão abertas durante as operações de mudança. O acordo deve ser fechado no começo do próximo ano. As informações são da Dow Jones.

Contraf-CUT questiona demissões e negocia com HSBC nesta quinta

A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reunirão nesta quinta-feira (4) com a direção do HSBC para cobrar uma explicação sobre o anúncio feito pelo banco inglês nesta segunda-feira (1º) de que irá demitir cerca de 20% dos seus empregados em todo mundo, através de uma teleconferência nos Estados Unidos. Serão 30 mil trabalhadores demitidos, o que é um absurdo – ainda mais frente ao lucro mundial de US$ 11,5 bilhões obtido pela instituição entre janeiro e junho deste ano, que foi igualmente anunciado nesta segunda-feira.

Antes da negociação, a Contraf-CUT realizará uma reunião ampliada da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC nesta quarta-feira (3), às 10h, em São Paulo.

“É inadmissível que a empresa anuncie demissões simultaneamente ao lucro astronômico atingido neste primeiro semestre”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças.

A Contraf-CUT enviou na manhã desta segunda-feira um documento ao presidente do HSBC no Brasil, Conrado Engel, cobrando explicações sobre as demissões e o agendamento de uma reunião para discutir o tema. Além disso, solicitou uma negociação urgente com o diretor executivo de Recursos Humanos do HSBC para as Américas, João Rached. “O objetivo é sabermos qual será o impacto do corte aos bancários no Brasil e em todo o continente”, explica Cordeiro.

Lucro crescente

O lucro alcançado é maior do que os US$ 11,1 bilhões apurados um ano antes e melhor que a média das estimativas de analistas, de US$ 10,9 bilhões. O HSBC também informou que cortou 5 mil empregos em meio à reestruturação em andamento na América Latina, nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Oriente Médio, e que eliminará outros 25 mil postos até 2013.

“Haverá mais cortes de empregos”, disse o presidente-executivo do banco, Stuart Gulliver, em teleconferência. “Será algo em torno de 25 mil vagas eliminadas entre agora e o final de 2013”. Para Daniel Tabbush, analista da CLSA em Bangkok, “é um número grande (de cortes de empregos), mas faz sentido porque os custos do HSBC são razoavelmente altos”.

No domingo (31), o HSBC anunciou que venderá 195 agências nos EUA ao First Niagara Financial por cerca de US$ 1 bilhão em dinheiro, além de fechar outras 13 das 470 filiais que possui naquele país.

Reestruturação

Outro problema que se apresenta após o anúncio da reestruturação é a informação de que o HSBC está centralizando suas atividades na Ásia. “Precisamos compreender o que essa informação significa”, afirma Miguel Pereira, funcionário do banco e secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT

“Estamos em plena Campanha Nacional e a questão do emprego é central em nosso debate”, conclui Miguel.

HSBC nega demissões no Brasil

Em nota divulgada no fim da tarde desta segunda-feira, o HSBC Brasil informou que o país não será afetado pelo plano mundial de demissões anunciado pela matriz do banco. “O Brasil não faz parte da reestruturação do grupo, que inclui corte de funcionários”, informou.

No comunicado desta tarde, a unidade brasileira do HSBC informou que está contratando 1.000 novos gerentes de relacionamento este ano para ampliar sua presença no varejo local. “O país foi destaque no anúncio dos resultados ao ser, entre os 87 países onde o banco atua, o terceiro a mais contribuir com o lucro do grupo”, segundo trecho da nota à imprensa, detalhando que o lucro antes de impostos do conglomerado no Brasil foi de US$ 637 milhões de janeiro a junho.

Fonte: Contraf-CUT, com Reuters

HSBC no Brasil vai contratar e não demitir. Será mesmo?

São Paulo – O plano de demissão do HSBC que prevê o corte de cerca de 30.000 funcionários não vai afetar o Brasil. De acordo com comunicado da companhia divulgado, nesta segunda-feira (1/8), o Brasil está fora da reestruturação global do grupo.

“Ao contrário do resto do mundo, o HSBC no Brasil está contratando 1000 novos gerentes de relacionamento este ano para ampliar sua presença no varejo local”, disse a nota.

O Brasil foi responsável por 637 milhões de dólares do lucro global da organização, se consagrando como o terceiro maior mercado a contribuir com os ganhos do banco.

Nesta segunda-feira, o HSBC anunciou lucro de 11,5 bilhões de dólares no primeiro semestre do ano. O montante é maior do que os 11,1 bilhões de dólares registrados no mesmo período do ano passado.

O bom resultado, no entanto, não impediu que o banco anunciasse o plano de demissão até 2013, desses 5.000 já foram desligados da companhia. Os cortes ocorreram na América Latina, nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Oriente Médio.

(Exame)

Demissão de 30 mil funcionários não atinge Brasil, diz HSBC

O HSBC informou nesta segunda-feira que o Brasil não será afetado pelo plano mundial de demissões anunciado mais cedo pela matriz do banco.

“O Brasil não faz parte da reestruturação do grupo, que inclui corte de funcionários”, informou em nota a assessoria de imprensa da unidade do HSBC no país.

Pela manhã, ao anunciar os resultados do primeiro semestre, a matriz do banco britânico avisou que eliminará cerca de 30 mil empregos até 2013, já que vai sair de países onde encontra dificuldades para competir.

No comunicado desta tarde, a unidade brasileira do HSBC informou que está contratando 1.000 novos gerentes de relacionamento este ano para ampliar sua presença no varejo local.

“O país foi destaque no anúncio dos resultados ao ser, entre os 87 países onde o banco atua, o terceiro a mais contribuir com o lucro do grupo”, segundo trecho da nota à imprensa, detalhando que o lucro antes de impostos do conglomerado no Brasil foi de US$ 637 milhões de janeiro a junho.

(Folha Online)

HSBC tem lucro acima do esperado, mas corta 30 mil empregos

O HSBC eliminará 30 mil empregos, enquanto se retira de países onde está enfrentando dificuldades para competir, afirmou o maior banco da Europa nesta segunda-feira, após apresentar um surpreendente aumento no lucro do primeiro semestre.

A instituição teve lucro antes de impostos de US$ 11,5 bilhões entre janeiro e junho, acima dos US$ 11,1 bilhões apurados um ano antes e melhor que a média das estimativas de analistas, de US$ 10,9 bilhões, segundo pesquisa da Reuters.

O HSBC também informou que cortou 5.000 empregos em meio à reestruturação em andamento na América Latina, nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Oriente Médio, e que eliminará outros 25 mil postos até 2013.

“Haverá mais cortes de empregos”, disse o presidente-executivo do banco, Stuart Gulliver, em teleconferência. “Será algo em torno de 25 mil vagas eliminadas entre agora e o final de 2013.”

Os cortes equivalem a quase 10% do quadro de funcionários do HSBC e integram o programa de redução de custos da instituição, que planeja focar suas operações na Ásia.

“É um número grande (de cortes de empregos), mas faz sentido porque os custos do HSBC são razoavelmente altos”, disse Daniel Tabbush, analista da CLSA em Bangkok.

No domingo, o HSBC anunciou que venderá 195 agências nos EUA ao First Niagara Financial por cerca de US$ 1 bilhão em dinheiro, além de fechar outras 13 das 470 filiais que possui naquele país.

O banco também planeja vender o portfólio de cartão de crédito nos EUA, que soma mais de 30 bilhões de dólares em ativos, como forma de levantar capital. Capital One Financial e Wells Fargo estariam entre os possíveis compradores, segundo fontes. O Barclays também pode estar entre os interessados.

(Folha Online)

Santander, Itaú-Unibanco e HSBC podem ter que devolver R$ 1 bilhão a clientes

 

Em 30 abril de 2008, o Banco Central publicou uma resolução na qual estabelecia quais serviços os bancos poderiam cobrar a seus clientes. Ainda assim, ente 2008 e 2010, os bancos Santander, Itaú-Unibanco e HSBC teriam continuando fazendo a cobrança indevidas de outras taxas. Por essa razão, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) entrou agora com uma ação civil pública contra as três instituições para que essas devolvam mais de R$ 1 bilhão aos seus correntistas.

De abril de 2008 a junho de 2009, o Santander teria cobrado R$ 351,6 milhões de comissão de disponibilização de limite (CDL). O HSBC teria cobrado R$ 7,6 milhões de comissão de manutenção de limite de crédito (CMLC), de dezembro de 2008 a março de 2009.

E o Itaú-Unibanco, quando ainda era apenas Unibanco, teria continuando com a cobrança imprópria de três taxas: comissão sobre operações ativas (COA), arrecadando um total de R$ 100,8 milhões, comissão de manutenção de crédito (CMC), com lucro de R$ 80,4 milhões, e  multa por devolução de cheques, que totalizou R$ 64 milhões.

O MPR-RJ já havia enviado, em março e em maio, recomendações para que os bancos devolvessem integralmente os valores aos clientes, mas, como a recomendação não foi acatada, a ação civil foi aberta. Além dos ressarcimentos, o Ministério Público quer que os réus da ação sejam condenados a pagar indenizações por danos morais coletivos, em valores que variam de R$ 5 milhões a R$ 30 milhões.

Com isso, quando procurados pela reportagem da Folha de S. Paulo, o Santander afirmou que que devolverá os valores arrecadados a título de Repasse de Encargos de Operação de Crédito (REOC), que corresponde a custos arcados pelo banco, em um total de R$ 265 milhões. Já o HSBC informou que não se pronunciará enquanto o caso ainda estiver em trâmite judicial, e o Itaú-Unibanco não respondeu.

(Portal Ne 10)

Polícia Federal multa bancos em R$ 635 mil por descumprir regras de segurança

A Polícia Federal, por meio da CCASP (Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada), multou seis bancos em R$ 635,6 mil por descumprimento de leis e normas padrões de segurança nas agências, informou nesta quinta-feira (7) a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que é ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores).

As instituições financeiras multadas foram Itaú Unibanco, o Santander, o Bradesco, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o HSBC. O Itaú-Unibanco encabeça a lista, com penalidade de R$ 211,7 mil, com o Santander em segundo lugar (R$ 180,9 mil) e Bradesco em terceiro (R$ 83,5 mil). O Banco do Brasil foi multado em R$ 81,5 mil, a Caixa, em R$ 44,3 mil, e o HSBC em R$ 33,6mil. 

De acordo com o representante dos bancários na CAASP, Ademir Wiederkehr, as principais infrações dos bancos foram a falta de plano de segurança aprovado pela PF, falta de vigilantes em número suficiente e problemas no alarme.

– Apesar dos lucros recordes, os bancos continuam tratando com descaso a segurança dos trabalhadores e clientes. 

A reportagem do R7 entrou em contato com a assessoria de todos os bancos, que informaram que uma resposta oficial seria dada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Em nota, a entidade admitiu que 49 processos foram julgados procedentes, mas ressaltou que 27 foram arquivados e sete foram retirados da pauta. Além disso, o comunicado assinado pelo diretor técnico Wilson Gutierrez informa que as falhas são pontuais e que a maior incidência dos processos se resumiu a problemas no teste do alarme.

– Essas falhas são pontuais, em boa parte de natureza meramente administrativa, sem espelhar uma redução dos padrões e procedimentos de segurança seguidos pelas instituições financeiras. 

A Febraban afirmou que maior parte das multas ocorreu por falha “momentânea no teste do alarme”, além da “exigência de maior número de vigilantes”. No entanto, segundo Gutierrez, aponta problemas técnicos ocasionais para o caso dos alarmes, por manuseio incorreto do equipamento.

– É necessário tempo para o retorno do sinal. Se esse tempo não for respeitado, o agente pode concluir que o sistema está inoperante.

O representante dos bancos disse ainda que todas as agências têm, ao menos, um vigilante, mas o número de guardas aumenta de acordo com o tamanho da agência.

– Essas ocorrências não podem ser interpretadas como se as agências não tivessem sistemas de alarmes ou vigilantes.

Para ele, o número de multas – 49, no total – é baixo comparado às 19,8 mil agências bancárias do país 19,8 mil e dos 12,7 mil postos de atendimento.

A CCASP é um fórum do qual participam representantes do governo, bancários e vigilantes e empresários (bancos e empresas de segurança, transporte de valores e centros de formação de vigilantes).

(Portal R7)

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