Arquivo da categoria: Assaltos e Violência

Modelo morre ao cair de 21º andar de prédio no RJ

Lucilene Miranda era natural de Vitória, no Espírito Santo (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma modelo e fotógrafa de 33 anos, natural do Espírito Santo, morreu após cair  do 21º andar do prédio onde morava com o namorado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, segundo a família. O caso aconteceu na noite de sábado (21). O corpo de Lucilene Miranda foi enterrado na manhã desta quarta-feira (25) no cemitério de Santa Inês, em Vila Velha, na Grande Vitória. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o local já foi periciado e as imagens do circuito interno analisadas. As investigações estão em andamento.

Lucilene morava há 15 anos no Rio de Janeiro. Um dos irmãos dela, Lizandro Miranda contou que acompanhou o início das investigações no Rio de Janeiro. Segundo ele, a polícia trabalha com várias hipóteses para a morte, mas a família não acredita em suicídio. “Ela era muito ativa, viajava muito, ia até fechar um evento por esses dias, tinha planos. De repente acontece isso, a gente não consegue acreditar. Ainda não está muito claro nem para a polícia”, disse.

O fotógrafo Rodolfo Rocha, namorado de Lucilene, que morava há cerca de três meses com a modelo, contou ao Gazeta Online que estava na área de lazer do prédio no momento do acidente. “Quando eu subi, vi o corpo dela lá embaixo”, contou, em prantos.

Rodolfo também disse não acreditar em suicídio. “Estamos todos muito abalados. Ela era uma pessoa muito alegre, sempre contente, do bem mesmo. Não temos porque acreditar em suicídio”, disse, emocionado.

Por meio de nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que “as investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias do fato. Foi realizada perícia no local e testemunhas estão sendo ouvidas. As imagens do circuito interno foram analisadas e os agentes aguardam o resultado dos laudos periciais”.

(G1 Espírito Santo, com informações de A Gazeta)

Traficante Patrick do Vidigal é preso com uma bíblia nas mãos

Policiais militares do 25º BPM (Cabo Frio) prenderam, na madrugada desta quarta-feira, Patrick Salgado Souza Martins, o Patrick do Vidigal. Contra o criminoso, havia um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio. Ele foi preso ao deixar a comunidade Rainha da Sucata, no Jardim Esperança, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Com uma bíblia nas mãos, ele disse que estava indo para uma igreja na região, acompanhado de uma advogada.

Patrick havia sido preso pela última vez, em 2000, quando deixava um baile funk no Complexo do Alemão. Doze anos depois, foi transferido para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Na época, atendendo uma solicitação da Secretaria de Segurança do Rio, o Tribunal de Justiça autorizou a tranferência de outros dez traficantes que estavam no Complexo de Gericinó, em Bangu.

A medida seria uma resposta ao ataque de traficantes a um ônibus, na Cidade de Deus, recém-ocupada por uma UPP. Na ação dos bandidos, que atearam fogo no veículo com 25 passageiros dentro, 13 pessoas ficaram feridas. A secretaria enviou o pedido em fevereiro, antes do atentado, mas o governador Sérgio Cabral teria feito um pedido pessoal ao presidente do TJ, desembargador Luiz Zveiter, para agilizar a ida dos criminosos.

Patrick era tido como um dos grandes chefes da facção. Ele foi condenado por homicídio, tráfico de drogas e formação de quadrilha.

Via http://www.ararunaonline.com

Pastor Darckson Lira, da Igreja Batista, é assassinado no Centro de Fortaleza

Pastor Darckson Lira

Um pastor foi vítima de latrocínio (roubo seguido de homicídio), na avenida Heráclito Graça, no bairro Centro, na madrugada desta quarta-feira, por volta de 1h30min. O pastor Darckson Lira levou um total de 12 facadas após ser abordado por assaltantes na avenida, nas proximidades de sua residência, enquanto voltava da igreja.

Os assaltantes, Fatunino e Ronald, foram presos em flagrante e encaminhados ao 34º Distrito Policial, no Centro. Eles chegaram a levar o pastor e seu carro. O corpo de Darckson foi deixado na avenida Duque de Caxias. Os suspeitos colidiram o veículo nas proximidades da Praça da Bandeira.

Fatunino e Ronald devem prestar depoimento ao delegado Romero Almeida, ainda na manhã desta quarta-feira, 25.

O pastor Darckson Lira, dirigente da Igreja Batista Vale de Bênçãos, era conhecido internacionalmente por sua defesa ao próximo e como orador.

Redação O POVO Online
com informações do Blog do Eliomar

Preso vândalo que depredou Igreja Matriz de Viçosa do Ceará

Evaldo Tavares de Araújo, de 31 anos, responde a dois processos e, segundo o delegado, parece sofrer de transtorno psicológico, o que não foi comprovado

Um homem identificado como Evaldo Tavares de Araújo, 31, conhecido como ‘Irmão Evaldo’, foi preso na noite do último domingo (22), depois de pichar a Igreja Matriz de Viçosa do Ceará (348Km de Fortaleza) e destruir as imagens e o altar da Igreja do Céu, considerada um dos pontos turísticos da Cidade. De acordo com a Polícia, Araújo já responde a dois procedimentos criminais por ter pichado a Igreja de São Francisco e invadido o cemitério de Viçosa para violar e destruir túmulos e imagens sacras, no ano passado.

O delegado Gilker Santos disse que ‘Irmão Evaldo’ foi detido por agentes da Guarda Municipal de Viçosa, quando depredava a Igreja do Céu. “Ele quebrou imagens que tinham mais de cem anos. Destruiu um patrimônio histórico, que tem um valor inestimável para a população”.

As imagens e o altar da Igreja do Céu foram destruídos pelo suspeito. Parte das obras tinham mais de cem anos e eram consideradas patrimônio do município

Conforme a Polícia, Evaldo Araújo escreveu nas paredes do ponto turístico mensagens com apelo satânico e de violência, como “quero sangue”, “666” e “vou derramar sangue”. O delegado disse que os moradores de Viçosa ficaram indignados com a ação e cobraram reações enérgicas da Polícia. “Conseguimos dar a resposta imediatamente e ele está preso. As pessoas já estão mais calmas, mas infelizmente nada pode minimizar o sentimento de tristeza que ele causou na população, principalmente nas pessoas idosas, que têm toda uma ligação afetiva com a igreja”, declarou Gilker Santos.

Depoimento

Em depoimento à Polícia, o homem permaneceu calado. “Ele usufruiu de seu direito constitucional de permanecer em silêncio. Extraoficialmente, disse que todo tipo de imagem sacra precisa ser destruída, porque a Bíblia diz isto. Segundo ele, é esta interpretação própria do texto da Bíblia que o move a praticar estas ações danosas ao patrimônio”, explicou Santos.

O delegado afirmou que Araújo foi autuado por dano qualificado ao patrimônio público e pichação. O crime de pichação é de menor potencial ofensivo e gera apenas o registro de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO); já o dano qualificado garantiu que o suspeito fosse autuado em flagrante e preso. Como o delito é afiançável, ficou estabelecido que deve haver o pagamento de cinco salários mínimos para que o pichador consiga ser liberado.

Em 2014, Evaldo Tavares se envolveu em outros dois episódios contra uma igreja e um cemitério, mas não foi preso. “No ano passado, ele já tinha pichado outra igreja, mas o crime foi registrado como um dano simples, que não é passível de prisão. No caso do cemitério, ele destruiu, violou túmulos e quebrou imagens de santos. Como não foi pego em flagrante, respondeu por portaria os inquéritos por dano ao patrimônio e vilipêndio de cadáver”, disse o delegado.

As cenas, que se repetem sempre que o pichador tem chances, sugerem para o titular da Delegacia de Viçosa que, além de serem criminosas, as atitudes revelam intolerância extrema. “Uma pessoa que não concorda com uma doutrina não tem o direito de destruir seus símbolos, por causa disto. Imagine se toda a sociedade pensasse como ele, estaríamos em uma situação de barbárie. O princípio da civilização é exatamente saber respeitar o que é diferente do que eu gosto”, disse Gilker Santos.

O suspeito não citou se é adepto de outra religião, nem professou nenhuma fé. Disse apenas que não concorda com o culto às imagens, como é feito nas igrejas católicas. Ele continuará preso na Cadeia Pública de Viçosa até que seja feito o pagamento da fiança arbitrada pela autoridade policial.

O delegado Gilker Santos declarou também que o rapaz aparenta sofrer de algum transtorno psicológico. A informação, porém, não parte de comprovações mediante exames, nem é alegada pelo próprio suspeito.

Ponto Turístico

A Igreja do Céu é um dos pontos mais visitados de Viçosa do Ceará, uma cidade tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Inaugurada no dia 14 de agosto de 1938, a construção está localizada em um ponto alto do município, por isso foi feita a alusão aos céus.

A construção do prédio foi dedicada à Nossa Senhora das Vitórias, que ainda é padroeira do local. No ano de 1939, uma imagem do Cristo Redentor foi esculpida pelo italiano Agostinho Ódisio Baomés, ao lado da igreja. O acesso à Igreja do Céu pode ser feito pelos 334 degraus feitos na serra.

A outra igreja atacada por ‘Irmão Evaldo foi a de Nossa Senhora da Assunção, localizada no Centro da Cidade.

Márcia Feitosa, Repórter – Diário do Nordeste

Mais sobre Viçosa do Ceará (Fonte: IBGE)

História Religiosa:

A história religiosa de Viçosa do Ceará inicia com a chegada dos jesuítas Luís Figueira e Francisco Pinto, Provindos de Pernambuco no ano de 1607. Anos depois em 1656, Pe. Antônio Ribeiro e Pedro Pedrosa Fundam a missão jesuítica, missão fortalecida, em 1660, com a visita de Pe. Antônio Vieira.

Em 1700 os jesuítas, em pleno trabalho de catequese com os indígenas, construíram a magnífica igreja de N. S. da Assunção. Em 18 de maio de 1759, a missão foi encerrada com a expulsão dos jesuítas pelo marquês de Pompal.

Pontos Turísticos:

Igreja do Céu.
Igreja do Céu.

Igreja do Céu: Ponto mais alto da cidade com uma capela dedicada a Nossa Senhora das Vitórias. No alto do templo surge a imagem do Cristo Redentor. O Pólo Turístico dispõe de restaurante, telefone público, centro de convenções, biblioteca, banheiros, área de estacionamento, palco para shows, calçadão e boxes para venda de artesanato e as delícias da culinária local. Para chegar ao local a escolha fica a critério do turista, de carro ou a pé pelos 334 degraus que dão acesso ao santuário.

Líder de torcida organizada da Argentina posta foto com fuzil em favela do Rio

Rio – Pablo Álvarez, o Bebote, considerado um dos líderes de torcida organizada mais perigosos da Argentina, publicou uma foto em que aparece com um fuzil e ao lado de dois jovens, sendo um fortemente armado, no Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte. O barra brava (como são chamados os torcedores violentos na Argentina) escreveu na legenda: “Disseram que eu não poderia entrar no Brasil porque era perigoso? hahaha Aqui o perigo não precisa de mim. Festa na favela”.

Pablo Álvarez, o Bebote, posta foto com fuzil no Morro do Urubu, em Pilares

Foto:  Reprodução / Facebook

Este não é o primeiro episódio polêmico que Bebote se envolve. No dia 5 de julho, durante a Copa do Mundo, o líder da torcida do Independiente foi preso no estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante o jogo entre Argentina e Bélgica.

Antes do Mundial, o governo argentino havia enviado ao Brasil uma lista com nomes dos torcedores considerados perigosos, incluindo Pablo Álvarez, e que estavam impedidos de entrar no país para assistir aos jogos. No momento da prisão, ele estava usando uma camisa do Flamengo para tentar se disfarçar na multidão.

Bebote (C) aparece ao lado de dois jovens, sendo um armado com um fuzil, no Morro do Urubu, em Pilares

Foto:  Reprodução / Facebook

O ex-líder da extinta Hinchadas Unidas Argentinas (HUA), que reunia diversas facções de barra bravas para torcer pela seleção, também é suspeito de participar do episódio em que diversos cachorros foram enforcados nas redondezas do estádio Libertadores da América, em Buenos Aires, em um ato de ameaça aos jogadores após o Independiente ter sido rebaixado no Campeonato Argentino.

Outro caso de violência vinculado à Bebote foi quando ele ameaçou dar três tiros – dois na perna direita e um nos testículos – no jogador Fabián Vargas, caso o meia fosse jogar no rival Racing.

Reportagem de Victor Duarte, O Dia

Guido Mantega é hostilizado por neofascistas no Hospital Albert Einstein

Não se sabe se profissionais do corpo médico do hospital participaram das agressões contra o Mantega – Foto: Gervásio Baptista/ Agência Brasil

O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi expulso do hospital Albert Einstein, na última quinta-feira, dia 19. Ele estava acompanhado da esposa Eliane Berger, que se trata de um câncer. Aos gritos de ‘vai pro SUS’ e sob insultos, ele decidiu se retirar do local.

A intolerância política no Brasil atinge níveis alarmantes de incivilidade, que prenunciam um neofascismo no País. Agressões têm sido promovidas por forças políticas que se mostram incapazes de conviver numa democracia.

O responsável pela postagem do vídeo no Facebook conclama os internautas a perseguirem petistas e simpatizantes do partido nas ruas.

Assista ao vídeo, que sugere que profissionais da medicina também participaram das agressões:

Via Jornal Opção e 247

Mapa da Violência: Os territórios onde mais se mata em Fortaleza

A cada quatro homicídios registrados em Fortaleza ao longo do mês de janeiro, três ocorreram em bairros mais afastados do Centro, muitos deles na periferia. A região, que já foi chamada de “cinturão vermelho da criminalidade”, continua sendo a área onde mais se mata em Fortaleza. 

Conforme levantamento do O POVO, com base nos dados da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), dos 229 homicídios que teriam ocorrido no primeiro mês do ano, considerado o período mais violento do Estado desde o último mês de março, 167 se deram em bairros que ficam fora do corredor das áreas que se convenciona chamar de nobres.

A região que concentra aproximadamente 58% da população de Fortaleza, segundo o Censo de 2010, respondeu por 73% das mortes na cidade no intervalo de 31 dias. O fenômeno não é isolado, como se constatou no período de Carnaval. Na ocasião, 95% dos 25 homicídios ocorridos na Capital também foram registrados em bairros dessas áreas mais distantes das regiões centrais, como Granja Lisboa, Conjunto Palmeiras e Padre Andrade. Além disso, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), nenhum dos crimes estava diretamente ligado às festas carnavalescas.

Numa comparação entre as mortes ocorridas em janeiro e durante o feriadão de Carnaval, todos os bairros afetados já haviam registrado homicídios este ano, exceto o Alagadiço Novo. 

Áreas críticas

Segundo o secretário-adjunto da Segurança Pública, Lauro Prado, a SSPDS concentra esforços na redução das estatísticas nessas áreas consideradas críticas. Sobre os índices de janeiro, Prado contou que a secretaria avaliou os dados como resultado da incerteza provocada pela mudança de cúpula na pasta. 

Em janeiro deste ano, Delci Teixeira assumiu o lugar do então secretário da Segurança, Servilho Paiva. “Chamamos os comandantes de cada uma das AISs (Áreas Integradas de Segurança) e conversamos sobre esse momento de mudança de gestão. Quando isso ocorre, sempre fica a expectativa sobre como vai ser o método de condução da tropa. Nós os tranquilizamos, avaliamos que o mês não foi bom e alinhamos os trabalhos. Posso dizer que já estamos voltando a conseguir reduções”, afirmou. 

95% dos homicídios durante o Carnaval ocorreram em bairros da periferia 

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O “cinturão vermelho” do crime em Fortaleza

O termo “Cinturão Vermelho” foi usado pelo ex-secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Servilho Paiva, para denominar as áreas da Capital com os mais elevados índices de criminalidade.  

Gestor da área de setembro de 2013 até dezembro de 2014, etapa final do governo Cid Gomes, Servilho foi responsável pela implantação do sistema de metas de redução de crimes, com a gestão por meio das Áreas Integradas de Segurança (AISs), que dividiu Fortaleza em seis diferentes áreas. 

Serviço

Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social

Onde: avenida Bezerra de Menezes, 581, São Gerardo

Vejam quem são e os telefones dos responsáveis por cada AIS:

http://bit.ly/op0034

(Thiago Paiva, O Povo)

82 pessoas foram assassinadas durante o Carnaval 2015 no Ceará

A quantidade de assassinatos registrados no feriado de Carnaval de 2015 superou o total de mortes ocorridas no mesmo período do ano passado, que já havia sido considerado o mais violento dos últimos 10 anos do Estado. Conforme o balanço preliminar, 82 pessoas morreram, entre as 18 horas da última sexta-feira e as 6 horas da Quarta-feira de Cinzas. Em média, foram contabilizados 18 homicídios por dia.

Numa comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de15,4% no total de mortes. Em 2014, o balanço fechou com 71 ocorrências. Nos dados deste ano, porém, ainda não foram incluídas as mortes que aconteceram no Interior e naRegião Metropolitana de Fortaleza (RMF), durante a quarta-feira. Na Capital, houve apenas uma morte, durante a madrugada.

 

O levantamento parcial feito pelo O POVO tem como base dados da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

Durante todo o feriado, Fortaleza registrou 34 casos de assassinatos. Destes, 11 ocorreram durante o sábado, considerado o dia mais violento na Capital. Já o dia mais violento do período em todo o Ceará foi a segunda-feira, que fechou com 24 mortes. Destas, sete se deram em Fortaleza e seis na RMF.

 

O bairro de Fortaleza com a maior quantidade de ocorrências foi Messejana, onde houve três assassinatos. Na RMF, Maracanaú foi o município mais violento, com cinco mortes registradas.

 

Já no Interior do Estado, Juazeiro do Norte, a 493 km de Fortaleza, teve seis homicídios contabilizados. O número foi puxado pelo triplo homicídio ocorrido no fim da manhã de terça-feira, quando três adolescentes foram executados a tiros, no bairro São José.

 

As vítimas foram identificadas como: Vinícius Gabriel Morais Ferreira, 14, e os irmãos Francisco Leonardo Morais Ferreira, 16, e Hugo Napoleão de Souza, 15. Eles foram surpreendidos por dois homens armados que chegaram ao local onde as vítimas estavam numa motocicleta. Um deles efetuou disparos contra os jovens. Em seguida, a dupla fugiu sem ser identificada.

 

Balanço oficial

Os números finais de homicídios registrados no feriadão, serão divulgados hoje, durante entrevista coletiva que será realizada às 15 horas, na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), no bairro São Gerardo.

 

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Em Fortaleza, os 33 homicídios se deram nos bairros: Mondubim (2), Messejana (3), José Walter (2), Vicente Pinzón, Álvaro Weyne, Antônio Bezerra (2), Canindezinho, Padre Andrade, Alagadiço Novo (2), Jacarecanga, Parangaba, Granja Lisboa (2), Jangurussu, Padre Andrade, Monte Castelo, Barra do Ceará, Santa Maria, Parque Dois Irmãos, Bela Vista, Conjunto Palmeiras, Meireles (2), Papicu, Ancuri, Quintino Cunha, Centro e um de bairro não informado.

 

Na RMF e Interior, houve ocorrências em: Aquiraz, Caucaia (3), Eusébio (2), Maracanaú (5), Maranguape, Pindoretama, Itaitinga, Barbalha, Baturité (3), Bela Cruz, Boa Viagem, Brejo Santo (2), Campos Sales, Forquilha, General Sampaio, Itarema, Jaguaruana (2), Juazeiro do Norte (6), Milagres, Missão Velha, Mulungu, Quixeré (4), Santa Quitéria, Sítio Bahia (município não informado), Sobral (3), Tabuleiro do Norte e Tauá.

 

Nos últimos anos, o total de mortes registradas durante o feriado de Carnaval no Ceará foi: 71 (2014), 55 (2013), 31 (2012), 52 (2011), 48 (2010), 23 (2009), 45 (2008), 39 (2007), 31 (2006) e 28 (2005).

(Thiago Paiva, O Povo)

Estado do Ceará registra 433 homicídios somente no mês de janeiro

Somente no mês de janeiro, o Estado do Ceará registrou 433 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). O número representa cerca de 14 homicídios diários.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), na Capital o número de assassinatos somou 193 no último mês, contra 172 registrados em janeiro de 2014.

Além dos CVLIs, os dados da SSPDS revelam ainda duas mortes dentro de unidades prisionais e cinco provocadas durante intervenções policiais. Um total, portanto, de 440 mortes em janeiro de 2015.

Um dos casos ocorreu em 1º de janeiro, na Casa de Privação Provisória de Liberdade II (CPPL II), em Itaitinga, quando umdetento de 32 anos morreu com sinais de violência no corpo, após o horário de visitas.

Capital

Em Fortaleza, os maiores índices de mortes estão concentrados em bairros das Áreas Integradas de Segurança 2 (AIS 2), que correspondem às localidades de Antônio Bezerra, Autran Nunes, Conjunto Ceará, Bom Jardim e proximidades, e AIS 5, em bairros como Bela Vista, Serrinha, Maraponga, Planalto Ayrton Senna e adjacências.

Na Região Metropolitana os números tiveram uma pequena redução, com 91 homicídios em janeiro deste ano, contra 100 registrados no mesmo período de 2014.

Redação O POVO Online

Reviravolta no caso da queda de avião de Campos: MPF descarta culpa de pilotos

Por Claudio Tognolli,https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli

Segue a nota que o MPF acaba de remeter a este blog:

Acidente que matou Eduardo Campos completa seis meses nesta sexta-feira; causas permanecem desconhecidas

Após seis meses de investigações, o Ministério Público Federal em Santos descarta por ora a responsabilização dos pilotos que conduziam o jato Cessna 560XL prefixo PR-AFA que caiu no município em 13 de agosto do ano passado. O acidente causou a morte dos sete ocupantes, entre eles o ex-governador de Pernambuco e então candidato à presidência da República Eduardo Campos. Segundo o procurador da República Thiago Lacerda Nobre, que acompanha o andamento do inquérito policial sobre o caso, ainda não é possível apontar a causa exata da queda, embora a apuração já tenha permitido excluir algumas hipóteses, como a absorção de aves pela turbina.

Há evidências de que procedimentos de voo não foram respeitados quando o jato se aproximou de Santos para o pouso. No entanto, a repentina piora das condições climáticas na região pode ter interferido na condução da aeronave, e não se sabe se os pilotos, em trânsito, haviam sido comunicados sobre essas mudanças do tempo. Sem os dados da caixa preta disponíveis, ainda não foi possível descobrir o conteúdo do diálogo entre eles nos minutos que antecederam o acidente. Informações preliminares indicam que a gravação de voz na cabine não foi realizada, o que dificulta a investigação.

Nobre destaca que o jato estava com a manutenção em dia e que piloto e copiloto tinham habilitação e estavam familiarizados com o equipamento. Além de terem treinamento para aviões semelhantes ao Cessna 560XL, “eles já conduziam aquela aeronave havia alguns meses e existia, inclusive, vinculação daqueles condutores à apólice de seguro firmada”, ressalta o procurador. Segundo regulamentos internacionais, era necessária a realização de cursos complementares, porém não houve exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) nesse sentido, de acordo com as investigações.

SEGURO. Nobre também é responsável pelo procedimento administrativo que visa ao pagamento de indenizações e à reparação de danos materiais. O jato estava assegurado por uma apólice da Bradesco Seguros. O MPF ainda apura se houve inadimplência por parte dos contratantes, mas há informações de que o seguro estava vigente, pois a companhia não comunicou oficialmente a rescisão do contrato. O valor a ser pago pela empresa poderá se destinar às famílias das vítimas e aos proprietários de imóveis avariados no entorno do local do acidente.

Leia também:

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli/exclusivo-jornalista-e-ex-oficial-de-inteligencia-da-122442862.html

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli/biblia-da-conspiracao-jornalista-de-renome-nos-eua-diz-212510646.html

Explosão em navio-plataforma da Petrobras deixa 3 mortos e 15 feridos no Espírito Santo

Ambulâncias do Samu levaram os feridos do aeroporto de Vitória aos hospitais Foto: Divulgação

Uma explosão no navio-plataforma da Petrobras FPSO Cidade de São Mateus nesta quarta-feira (11) deixou pelo menos três trabalhadores mortos, 15 feridos e seis desaparecidos no litoral capixaba nesta quarta-feira, segundo o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo, Davidson Lombo.

O acidente ocorreu com o navio-plataforma que está localizado em Aracruz no norte do Estado. A Petrobras ainda não se manifestou sobre o assunto.

O diretor do Departamento de Segurança da FUP (Federação Única dos Petroleiros), José Maria Rangel, informou que “a plataforma está sem comunicação”.

— Estamos fazendo contato por meio da plataforma Vitória [próxima ao local do acidente].

A Secretária de Saúde do Estado do Espírito Santo informou que duas UTIs Móveis e quatro motor-homes estão à disposição da vítimas do acidente.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a equipe de apoio está aguardando as pessoas que estavam a bordo da embarcação. Elas serão encaminhadas para o hospital estadual Jayme Santos Neves e para Vitória Apart Hospital, ambos localizados na cidade de Serra (ES).

A Secretaria de Saúde do Estado já encaminhou para o aeroporto de Vitória ambulâncias do Samu para atender as vítimas. De acordo com a Infraero, o funcionamento do aeroporto não será afetado.

A FPSO produziu em média 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e 2.000 barris de petróleo por dia em dezembro, segundo Rangel.

Cerca de 30 funcionários foram retirados da plataforma, disse o diretor do Sindipetro ES, Davidson Lombo.

(Reuters)

Grupo de estrangeiros e brasileiro são presos vendendo doces de maconha

Rio – Quatro pessoas – três delas estrangeiras – foram presas por tráfico de drogas na madrugada deste sábado por agentes da Operação Lapa Presente e serão encaminhadas agora à tarde para presídios do Rio.

A colombiana Nicole Bombiela com uma fantasia de palhaço Foto: Reprodução Facebook

Por volta de 5h da manhã, dois PMs da operação receberam denúncia de uma moradora da região e, durante patrulhamento na Avenida Mem de Sá, na porta do Bar da Cachaça, prenderam os acusados com 26 doces, cujas massas estavam recheadas com maconha.

Foram presos o americano Alberto Duarte, de 28 anos, a colombiana Nicole Bombiela, de 21; o também colombiano Wenry Maurício Vilamil, 35, além do brasileiro Matheus Silva, 24. A ocorrência foi registrada na 5ª DP (Mem de Sá) como tráfico de drogas.

Os acusados revelaram que pretendiam vender 20 mil doces até o carnaval. De acordo com a polícia, os acusados se fantasiavam de palhaços para tentar não levantar suspeitas. Na delegacia, confessaram que vendiam os doces com maconha há meses e que já tinham “clientes específicos”.

(Francisco Edson Alves, O Dia)

Nordeste é a região mais perigosa do Brasil pelo 3º ano seguido

Pelo terceiro ano seguido, o Nordeste é a região mais perigosa do Brasil. A taxa nordestina de homicídios manteve-se na casa dos 40 por 100 mil habitantes em 2013, um pouco à frente das do Centro-Oeste (37/100 mil) e do Norte (36/100 mil). A novidade é que a epidemia de violência que assola a região desde meados da década passada se espraiou, em especial no Ceará, que se tornou o segundo Estado brasileiro mais perigoso para seus habitantes.

Dos 9 Estados nordestinos, a taxa de homicídios cresceu significativamente em 5. Além do Ceará, onde o coeficiente de assassinatos aumentou 14% entre 2012 e 2013, também cresceram as taxas do Rio Grande do Norte (19%), Maranhão (19%), Piauí (18%) e Sergipe (6%). Na Paraíba e em Alagoas, o risco de um morador morrer assassinado ficou estável, mas em patamares muito altos. Em Pernambuco e na Bahia, as taxas caíram ligeiramente.

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Maceió, em Alagoas: Estado continua sendo o mais violento do país

Os coeficientes de homicídio foram calculados pelo Estadão Dados com base nas estatísticas preliminares do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, publicadas no site do Datasus. Os dados ainda podem sofrer alterações, mas é improvável que isso venha a mudar essencialmente as análises.

A taxa de assassinato estimada pelo Estadão Dados é diferente das taxas tradicionalmente calculadas. Ela soma às mortes por agressão – como os homicídios são tratados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – parte das mortes violentas classificadas na rubrica “eventos cuja intenção é indeterminada”. Isso porque aí se ocultam homicídios, dependendo da região do Brasil.

Alagoas segue isolado como Estado mais violento do País, com o registro de 65 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes em 2013. A taxa alagoana havia sido de 64/100 mil em 2012. Se fosse um país, seria o segundo mais violento do mundo, atrás apenas de Honduras (90/100 mil), e à frente da Venezuela (54) – segundo dados de 2012 publicados pelo Banco Mundial.

O Ceará subiu duas posições no ranking de 2013, pulando do quarto para o segundo lugar. Foram cerca de 600 homicídios a mais do que em 2012, fazendo a taxa cearense saltar de 45/100 mil para 51/100 mil em apenas um ano. A tendência de crescimento vem desde o começo do século. Em 2003, primeiro ano do governo Lula, a taxa de homicídios no Ceará era de 20/100 mil, e o Estado ocupava apenas a 19.ª colocação. Cresceu 150% desde então.

Não foi só lá. O crescimento das taxas de homicídio foi igualmente alto no mesmo período em outros Estados nordestinos: 140% no Rio Grande do Norte, 135% no Maranhão e na Paraíba – para citar os casos mais extremos. Mas as taxas também aumentaram nesses 10 anos em Alagoas, Sergipe, Bahia e Piauí. A única exceção foi Pernambuco, onde a taxa caiu um terço. Como resultado, os pernambucanos saíram do 1.º lugar no ranking da violência, em 2003, para 13.º em 2013.

Renda maior
O aumento e o espalhamento da violência interpessoal no Nordeste coincidem com o período de maior crescimento econômico da região em décadas. Por isso, as hipóteses que têm sido levantadas para explicar o fenômeno apontam o incremento do poder de compra dos nordestinos como chamariz para expansão do tráfico de drogas na região.

A disputa pelo novo mercado seria causa de novas mortes. Faltam estudos conclusivos para comprovar essa hipótese. Além do Nordeste, chamam a atenção o crescimento dos homicídios em Roraima e em Goiás. A taxa goiana foi de 45/100 mil habitantes em 2013, levando o Estado ao 3.º lugar no ranking da violência no Brasil. Por mais que a polícia goiana destaque o assassino em série que prendeu no ano passado, ele sozinho não explica os cerca de 2,9 mil assassinatos anuais em Goiás.

Em São Paulo, a taxa de homicídio caiu 14% em 2013, levando o Estado da 25.ª para a 26.ª posição, com um coeficiente de 15/100 mil habitantes, maior apenas que o de Santa Catarina. A taxa é baixa para os padrões brasileiros, mas ainda é cinco vezes maior do que a do Chile.

Polícia desarticula esquema de fraudes ao INSS, Banco do Brasil e Caixa na PARAÍBA

A Polícia Militar desarticulou, nesta quarta-feira (4), um esquema que pode ter gerado um prejuízo de mais de R$ 500 mil ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Banco do Brasil, Caixa e operadoras de crédito, nos últimos seis meses, na Paraíba, com a prisão do casal carioca Daniela Vieira Alves, de 34 anos, e Rogério Petris, 47. Eles fazem parte de uma quadrilha que efetuava operações financeiras fraudulentas a partir de dados de pessoas falecidas.

De acordo com o comandante da 1ª Companhia de Choque do Batalhão de Operações Especiais (Bope), capitão Bruno Rodrigues, o esquema tinha sede na capital carioca com ramificações por todo país. “Eles agiam abrindo contas bancárias nas agências e, após terem os limites de empréstimos liberados pelas instituições, sacavam o valor total, que era pago de forma consignada pelo benefício da previdência”, informou.

Além dos empréstimos com dados falsos, os levantamentos realizados pela Polícia Militar apontam ainda que eles também davam entrada para receberem benefícios, tudo com nome de falecidos e pessoas que sequer existiam.

A mulher foi presa em flagrante, no fim da manhã dessa quarta-feira, no momento em que estava fazendo um empréstimo utilizando dados falsos em uma operadora de crédito, no centro da cidade de João Pessoa. Através dela, os policiais chegaram até Rogério Petris, no município de Sapé. Ele estava em uma casa que servia como escritório administrativo do grupo na Paraíba, onde foram encontrados vários documentos e cartões bancários de pessoas falecidas, dinheiro e chips com números diferentes. Só da acusada, foram encontradas três identidades diferentes.

O comandante do Choque revelou ainda que o grupo é composto por mais de cinco pessoas na Paraíba. “Após receber informes sobre o grupo, a Polícia Militar vinha realizando levantamentos, o que culminou com a prisão dos dois. No momento da prisão, a mulher conseguiu repassar mensagens para os demais suspeitos informando que estava sendo presa, isso fez com que outros integrantes fugissem”, completou.

O casal preso foi apresentado na Sede da Polícia Federal, na cidade de Cabedelo, que abriu um inquérito para investigar o caso.

(http://www.blogdogordinho.com.br)

Chefe de quadrilha que roubava pousadas na Praia de Iracema é preso

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

O chefe de uma quadrilha que assaltava pousadas na Praia de Iracema e na Beira Mar foi capturado no bairro Jacarecanga, na última quarta-feira (4), por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).

Max Eduardo Santos de Oliveira, 38, natural do Rio de Janeiro, foi preso em flagrante logo após assaltar com um arma calibre 38 uma representante de vendas na Rua Adolfo Campelo. Ele já estava sendo investigado por agentes do 2º Distrito Policial. O suspeito já respondia por crimes de estelionato, roubo, tráfico e ameaças. Para a Polícia, ele informou que atuava nos crimes com mais três comparsas. Max segue detido na DRF.

No mês de janeiro, um empresário da rede hoteleira denunciou ao jornal a ocorrência de, pelo menos, 11 assaltos a hotéis e pousadas situados nas proximidades da Praia de Iracema, entre o fim de novembro e o réveillon. O denunciante, que pediu para não ser identificado, afirma que os criminosos são os mesmos em todos os casos.

Ele chegam como clientes normais e perguntam se há disponibilidade de vagas, mas acabam rendendo os funcionários do estabelecimento e recolhendo as chaves dos quartos para roubar os pertences dos hóspedes.

(Polícia, Diário do Nordeste)

Suspeito de estuprar e matar jovem na Comunidade da Rocinha é preso em Fortaleza

O corpo da jovem foi encontrado por um amigo Reprodução / Rede Record

Policiais da DH/Capital (Divisão de Homicídios da Capital), com apoio de agentes da DH de Fortaleza, no Ceará, localizaram na terça-feira (3) o suspeito de estuprar e matar Francisca Gleiciane Oliveira da Silva, em março de 2014, na comunidade da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio.

Segundo a polícia, José Maurício estava sendo monitorado e foi preso por policiais de Fortaleza. O suspeito foi reconhecido por testemunhas como autor do crime.

De acordo com a polícia, José Maurício está sendo encaminhado para o Rio.

Relembre o caso: 

O corpo de Francisca Gleiciane, de 18 anos,foi encontrado nu e amarrado no banheiro de um bar, na Rocinha, zona sul do Rio, em março de do ano passado. O corpo da jovem apresentava marcas de violência.

Segundo a família, a jovem tinha saído de casa na segunda-feira (3) para curtir o Carnaval. O corpo de Francisca foi encontrado por um amigo da jovem, que acionou os policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). A jovem tinha um filho de dois anos

De acordo com o delegado Fábio Cardoso, da Divisão de Homicídios, no dia do crime, o suspeito seguiu Francisca e a forçou a entrar na cozinha do restaurante. Moradores ouviram os gritos da moça, mas acharam que se tratava de uma briga de casal e não interferiram.

(R7)

Nordeste é nova rota de tráfico no Brasil

Uma mudança no perfil do tráfico já faz do Nordeste um corredor para a condução de drogas ao exterior. A circulação de entorpecentes não mais se restringe às regiões Centro-Oeste e Sudeste. As drogas saem do Brasil e vão para a República de Cabo Verde, um país estrategicamente localizado no Oceano Atlântico. De lá, seguem para a Europa. Os dados são Polícia Federal (PF) e foram publicados pelo Portal R7 na última segunda-feira, 2 de fevereiro.

O Município de Fortaleza, no Ceará, é um dos locais utilizados para envio da droga. Em 2013, um novo voo direto foi inaugurado, ligando a capital cearense à Cidade de Praia, em Cabo Verde. O que contribuiu para intensificar a ação dos traficantes. Com isso, a vigilância no Aeroporto Internacional Pinto Martins teve que ser intensificada, tanto no setor de passageiros quanto no de cargas.

A maior parte das drogas que saem da cidade é oriunda da Bolívia e da Colômbia. Segundo o chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal no Ceará, delegado Janderlyer Lima, a máfia nigeriana é quem faz o transporte. Ele explica que é uma quadrilha muito bem organizada, com muitas ramificações e dialetos.

A PF sabe que a entrada da droga no Brasil se dá pelas fronteiras com os Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e também pelo Amazonas. Essas informações confirmam o que a Confederação Nacional de Municípios (CNM) já havia alertado em seu estudo o Crack na Fronteira Brasileira. Por meio de contato com os gestores da região fronteiriça, o material apresenta a realidade dessas cidades e as dificuldades para lidar com a questão das drogas.

Uma vez dentro do país, os entorpecentes são enviados para os Municípios: Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA). Todavia, os traficantes estão sempre descobrindo novas técnicas para esconder a droga e driblar a polícia. A situação em Fortaleza, no Ceará, é um exemplo.

 

Fiscalização

Para tentar coibir a ação dos traficantes, houve um aumento do número de policiais e fortalecimento na fiscalização dos voos internacionais. Além disso, também foi registrada uma integração da Polícia Federal em vários Estados do Nordeste e do Norte do país.

Para tentar evitar a ação dos traficantes houve aumento do número de policiais e fortalecimento na fiscalização dos voos além da integração da Polícia Federal em vários Estados do Nordeste e do Norte.

Mais informações sobre o estudo, entre em contato com a equipe do Observatório do Crack.

Via http://www.capitalteresina.com.br

FortBrasil, operadora de cartão de crédito, é assaltada na Bezerra de Mezeses

Na manhã desta quarta-feira (28), a FortBrasil, central de cartão de crédito, foi assaltada na avenida Bezerra de Menezes. Os bandidos levaram cerca de 70 mil reais.
“O montante inicial feito pelo gerente da empresa foi um patamar de 70 mil reais“, afirma a delegada Lindaval Lima.
Um inidíviduo ficou fora, enquanto os outros 2 adentraram com crachá similar o da empresa.
“Chamaram pelo nome do gerente, isso na esfera policial é considerado como parada dada. Renderam ele e outra moça e fizeram um “rapa”, conta a delegada.
Os ladrãos levaram um celular que foi rastreado pela equipe do Ronda do Quarteirão. Porém, já havia sido abandonado no interior de uma favela.

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Justiça manda soltar acusados de matar filho de Cissa Guimarães

A Justiça do Rio concedeu liberdade nesta quarta-feira (28) aos dois acusados de atropelar e matar Rafael Mascarenhas, filho de Cissa Guimarães, em 2010. Eles haviam sido condenados na última sexta-feira. A defesa de Rafael de Souza Bussamra e do seu pai, Roberto Bussamra, conseguiu um habeas corpus para os dois. Eles foram presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.

Rafael de Souza Bussamra foi condenado a sete anos de prisão em regime fechado e mais cinco anos e nove meses em semiaberto por dirigir o carro que atropelou o jovem em uma área fechada para o trânsito.

O pai dele, Roberto Bussamra, foi condenado a oito anos em regime fechado e nove meses em semiaberto por pagar R$ 1 mil de propina a dois PMs para desfazer o local do acidente e evitar a prisão em flagrante do motorista.

Rafael foi condenado pelos crimes de corrupção ativa, homicídio culposo, inovação artificiosa em caso de acidente automobilístico, afastamento do local do acidente para fugir à responsabilidade penal e participação em competição automobilística não autorizada.

Ele teve a carteira de habilitação suspensa por quatro anos e meio. Roberto foi sentenciado pelos crimes de corrupção ativa e inovação artificiosa em caso de acidente automobilístico.

‘Eles quebraram a minha família’

Após a prisão, Cissa Guimarães chegou a comemorar com um desabafo ao vivo na no Mais Você. “É uma vitória de todos nós, da sociedade. É uma conquista”, disse ela. “Acho que a sentença vale como uma reflexão. Não existe uma educação de um pai que acoberta o crime de um filho. Isso não é amor, você não pode ter um descaso por uma vida humana. Eles quebraram a minha família”, disse Cissa, emocionada.

Pena maior para o pai
O pai recebeu uma condenação maior do que o filho por tentar corromper policiais para livrar a atitude do filho. “O caso vertente retrata não apenas policiais que acobertam e omitem o crime (sendo, por isso, também criminosos), mas também os falsos pais que superprotegem os filhos criando pessoas socialmente desajustadas. Impõe-se uma reflexão sobre o tipo de sociedade que pretendemos para as futuras gerações ou, mais ainda, que tipo de cidadãos somos. Afinal é essa uma das dificuldades atuais da humanidade no plano da ética. De nada vale o Estado reconhecer a dignidade da pessoa se a conduta de cada indivíduo não se pautar por ela”, relata o magistrado.

O juiz destaca ainda que a atitude do pai em tentar acobertar o filho levou a uma condenação maior. “O que se observa é um comportamento reprovável e malicioso dos réus, que através de uma enxurrada de inverdades buscaram não somente eximirem-se da responsabilidade penal, mas na realidade transferi-la com maior peso a outras pessoas. Percebe-se uma verdadeira degradação de valores morais em uma família de classe média, que talvez por mero individualismo, ou abraçando uma cultura brasileira de tolerar exceções, tende a apontar os erros dos outros, e colocando um verdadeiro véu sobre seus erros”, assinala o juiz.

(Correio da Bahia)

Fortaleza concentra 52% dos casos de Aids do CEARÁ

Doença que ataca o sistema imunológico responsável por defender o organismo de doenças, a Aids afeta 794 pessoas no Ceará. Destas, 52% estão em Fortaleza (414). Um dado que chama a atenção é que 23, dos 184 municípios cearenses, concentram 81% dos casos (646). As cidades de maior população e com zona industrial, de comércio ou turismo mais desenvolvido são, frequentemente, as que aglomeram maior número de registros da doença. É o que aponta a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), no Informe Epidemiológico Aids, de janeiro deste ano.

Depois de Fortaleza, Sobral é o município com mais notificações de Aids (37), seguido de Maracanaú (32), Caucaia (30), Aquiraz (14), Pacajus (12), Iguatu (10), Russas (9), Maranguape (7), Horizonte (7), Canindé (7), Itapipoca (7), Aracati (7), Jaguaribe (6), Cascavel (6), Santa Quitéria (6), São Gonçalo do Amarante (5), Paracuru (5), Acaraú (5), Tauá (5), Camocim (5), Beberibe (5) e Pindoretama (5).

Desde 1983, quando o primeiro caso da doença foi notificado no Ceará, 93% dos municípios já registraram pelo menos um caso da doença. De lá para cá, 14.732 casos de Aids já foram notificados em todo o Estado. A partir de 2013, observa-se um crescimento no número de casos da doença entre pessoas acima de 50 anos e entre adolescentes na faixa etária de 15 a 19 anos.

Incremento

Fabiana Sales, coordenadora da área técnica de DSTs e hepatites virais da Secretaria de Saúde do Município (SMS), salienta que ter o vírus HIV não é a mesma coisa que ter Aids – já que há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, mas podendo transmitir o vírus. Dessa forma, para estimar o número da pessoas com HIV, é preciso fazer um incremento de 25%.

Para reduzir o número de casos, a gestora informa que o município tem investido no diagnóstico precoce, descentralizando a testagem rápida. Antes, era feito só pelo método convencional. “A gente segue uma política nacional de que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menos complicação a pessoa vai ter”.

Apesar de não ter cura e ser considerada uma doença crônica, Fabiana esclarece que existe tratamento e controle da Aids, por isso a importância do diagnóstico adiantado. “Quanto mais cedo a pessoa descobre que tem o vírus, melhor, pois já inicia o tratamento e, dependendo da adesão, o risco de ele adoecer é bem menor”, reforça. Ela acrescenta que a maior parte dos diagnósticos são feitos quando a pessoa ainda é assintomática. “Descobrindo precocemente, a qualidade de vida dela será maior”.

Exames serão realizados  no Centro

Agora adotada como método de prevenção contra a Aids, a testagem rápida para o vírus HIV será feita no próximo dia 7 de fevereiro, das 8h às 13h, na Praça do Ferreira, Centro da cidade. Adolescentes e jovens de 15 a 24 anos, população-alvo da atual campanha de prevenção do Ministério da Saúde, mulheres casadas que nunca realizaram exames, trabalhadoras do sexo e a população que tem dificuldade de ir a um posto de saúde podem se programar para fazer o teste antes do Carnaval.

Na nova campanha para o controle da Aids, lançada em 1º de dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde apresenta pela primeira vez a estratégia de prevenir, testar e tratar, com foco no público jovem.

Notificação

Apesar do quantitativo apresentado no boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Telma Martins, assessora técnica do Núcleo de Prevenção e Controle de Doenças e Agravos do órgão, lembra que, como nem sempre a notificação é imediata, os números podem ser maiores. Ela acrescenta que o que está sendo registrado é o número de pessoas doentes e não infectadas. O HIV passou a ser de notificação compulsória em dezembro de 2014.

Fique por dentro

Testes rápidos dão resultados minutos depois

A Aids é uma doença causada pelo vírus HIV, transmitida através da troca de secreções (sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno) entre uma pessoa infectada e outra sadia, em situações como relações sexuais desprotegidas ou transfusões de sangue. Por isso, hábitos simples como o uso do preservativo durante o sexo e a utilização de seringas e agulhas descartáveis são a melhor forma para evitar a transmissão do vírus.

O teste rápido é feito a partir da coleta de uma pequena quantidade de sangue da ponta do dedo. Os exames, colocados em um dispositivo de teste, dão o resultado minutos depois. Dependendo do diagnóstico, os encaminhamentos para os serviços de atendimento em DSTs já são feitos na hora. O resultado tem a mesma confiabilidade dos testes convencionais e não há necessidade de repetição em laboratório.

O exame de Aids não deve ser feito de forma indiscriminada e a todo o momento. O aconselhável é que faça quem tenha passado por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido. Após a infecção pelo HIV, o sistema imunológico demora cerca de um mês para produzir anticorpos em quantidade suficiente para serem detectados.

(Luana Lima, Repórter – Diário do Nordeste)

Fortaleza é a capital com maior Índice de Homicídios de Adolescentes

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Fortaleza é a capital brasileira com o maior Índice de Homicídios de Adolescentes (IHA), segundo estudo do Programa de Redução da Violência Letal Contra Adolescentes e Jovens, divulgado nesta quarta-feira (28). Segundo o levantamento relativo a 2012, o IHA de Fortaleza é de 9,9, à frente de Maceió (9,4) e Salvador (8,3).

O IHA é medido pelo número de adolescentes vítimas de violência em proporção à população da cidade na mesma faixa etária e estima a quantidade de jovens que podem ser mortos nos próximos anos, caso não sejam tomadas medidas preventivas. Em Fortaleza, a estimativa é de que 2.988 adolescentes podem ser assassinados caso não haja redução efetiva da violência urbana.

O IHA expressa, para cada grupo de 1.000 adolescentes que completaram 12 anos, quantos não completarão 19 anos. O estudo mostra também que o Índice de Homicídios de Adolescentes aumentou em mais de quatro vezes desde 2005, o maior aumento entre as capitais brasileiras.

Entre capitais e demais cidades do Brasil, Fortaleza tem o 4º maior IHA. O município com o índice mais elevado é Itabuna, com 17,11 adolescentes mortos para cada grupo de 1.000. Cariacica, Serra, Fortaleza, Camaçari e Maceió são os municípios seguintes, com valores superiores a 9.

Ainda de acordo com o estudo, a região Nordeste apresenta, nos últimos anos, valores crescentes e acima da média nacional. Em 2012, Fortaleza, Santa Rita (PB), Maceió, Eunápolis (BA), Itabuna (BA), Lauro de Freitas (BA), Porto Seguro (BA), Salvador, Simões Filho (BA), Teixeira de Feitas (BA) e Vitória da Conquista (BA) revelaram índices considerados altos, todos acima de oito adolescentes perdidos.

Em todo o Brasil, “se nada for feito, nós teremos as 42 mil mortes. A proposta do pacto é uma urgência. É uma ação do governo federal na construção de um plano nacional para prevenir as mortes de adolescentes e acabar com esse ciclo de violência”, afirmou a ministra Ideli Salvatti, destacando que é fundamental a integração dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo para a realização desse plano.

(g1 ceará)

Jardim União, Rosalinda e Castelão são os bairros mais perigosos para o transporte público

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) passou a ser toda contemplada pela Operação Coletivo Seguro. Mais de 180 ônibus serão abordados nas nove Áreas Integradas de Segurança (AISs). Segundo estatísticas, Jardim União, Rosalinda e Castelão são os locais mais perigosos para o transporte público.

O coronel Francisco Souto, comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), informou que “esse é um dos tipos de assaltos mais preocupantes, por envolver uma massa populacional grande. São pessoas altamente audaciosas que buscam assaltar os transportes coletivos”.

As abordagens devem ocorrer das sete às 21 horas, podendo se estender pelas madrugadas. Durante as abordagens haverá revistas pessoais de passageiros e trabalho de inteligência, com policiais dentro dos coletivos.

Em parceria com Sindicato dos Taxistas e Transportes Autônomos de Passageiros no Estado do Ceará (Sinditaxi/Ceará), possibilita que os táxis também sejam abordados para revistas, para evitar crimes contra a categoria. 
A frente das operações estão policiais militares e civis, além de servidores do Copol. Os terminais de ônibus e os locais onde as estatísticas mostram maior incidência serão privilegiadas nas operações.

Redação O POVO Online

Transexuais são ofendidas, causam tumulto e acabam detidas em rodoviária de Fortaleza

foto meramente ilustrativa

Quatro transexuais se envolveram em uma confusão na rodoviária São Thomé, no bairro de Fátima, por volta das 18h desta terça-feira, 27. Por conta do tumulto, policiais do Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) foram chamados e o quarteto foi detido.

A equipe do portal O POVO Online esteve no local, mas os transexuais já haviam sido levados para o 34º Distrito Policial (DP). Conforme informações de testemunhas, o grupo desembarcou e, ainda no setor de embarque e desembarque, foi ofendido por uma pessoa que estava dentro de um ônibus. Após a ofensa, elas teriam começado a bater no veículo e discutido com o motorista.

Com o tumulto, um cabo do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), que possui uma sala para atender ocorrências na rodoviária, desceu até o espaço de embarque e desembarque para controlar a situação. “As transexuais eram fortes. Apenas o cabo não iria dar conta”, disse um passageiro que não quis ser identificado.

Em seguida, o grupo de transexuais subiu até o saguão principal da rodoviária e o Raio foi acionado. De acordo com testemunhas, elas teriam xingado os policiais, gritado palavras de baixo calão e continuado o tumulto. Diante do desacato a autoridade, elas foram detidas pelos policiais e levadas para dentro da sala do BPTur, onde ainda quebraram um gelágua.

Um funcionário de uma empresa de ônibus, que preferiu não ser identificado, disse que dentro da sala do BPTur, que possui vidros transparentes, uma das transexuais tirou a camisa e mostrou os seios.

O grupo foi levado por uma viatura do Ronda do Quarteirão até o 34º DP. A pessoa que xingou as transexuais não foi identificada. Até o momento, o quarteto permanece detido na delegacia.

Redação O POVO Online

Rafael Mascarenhas: Justiça condena e prende envolvidos na morte do filho de Cissa Guimarães

Rafael Mascarenhas e Cissa Guimarães

Pena total é de 12 anos e nove meses de prisão, além da carteira de habilitação suspensa

O motorista Rafael de Souza Bussamra foi condenado a sete anos de prisão em regime fechado e cinco anos e nove meses em regime semiaberto pelo atropelamento de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães no dia 20 de julho de 2010, no túnel Acústico, na Gávea, zona sul do Rio. O pai de Rafael, Roberto Martins Bussamra, também foi condenado.

A decisão do juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 16ª Vara Criminal da Capital, foi divulgada nesta sexta-feira (23) pela Justiça do Rio. Rafael Bussamra foi condenado por corrupção ativa, homicídio culposo, “inovação artificiosa”, afastamento do local do acidente para fugir à responsabilidade penal e participação em competição automobilística não autorizada. Ele também teve a carteira de habilitação suspensa por quatro anos e meio.

Roberto Bussamra foi condenado a oito anos e dois meses em regime fechado e nove meses em regime semiaberto por corrupção ativa e “inovação artificiosa”. Ele teria tentado subornar os policiais militares para acobertar o filho. O magistrado Schilling afirmou que o caso retrata “os falsos pais que superprotegem os filhos criando pessoas socialmente desajustadas”.

Entenda o caso

Rafael Mascarenhas, filho mais novo da atriz e apresentadora Cissa Guimarães, morreu atropelado no Rio de Janeiro no dia 20 de julho de 2010. Ele foi atropelado por um carro dentro do túnel Acústico, na Gávea, zona sul, na pista sentido Gávea.

Rafael, que era estudante e o único dos três filhos de Cissa que ainda morava com a atriz no Jardim Botânico, sofreu traumatismos na cabeça, tórax, braços e pernas. Ele foi levado para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, onde chegou a ser operado, mas não resistiu.

No dia 5 de outubro de 2010, a Polícia Militar do Rio de Janeiro expulsou dos seus quadros o sargento Marcelo José Leal Martins e o cabo Marcelo de Souza Bigon. Eles são acusados de cobrarem propina para liberar Rafael Bussamra, que confessou ter atropelado Rafael Mascarenhas.

Segundo as investigações, os dois PMs exigiram R$ 10 mil do pai de Bussamra, Roberto Bussamra, para liberar o filho depois do acidente. Após saber que a vítima do atropelamento era filho de Cissa, Roberto só entregou R$ 1.000 aos policiais.

Os PMs foram denunciados à Justiça Militar pelos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de função. Além de cobrarem propina, eles foram acusados também de falsificar o boletim de ocorrência e de deixar o posto de patrulhamento para escoltar o carro do atropelador.

(R7)

Recife e Fortaleza são capitais em que mais se morre no trânsito.

Recife (PE) e Fortaleza (CE) são as duas capitais em que mais se morre no trânsito, segundo o relatório “O Retrato da Segurança Viária 2014″, que traça a situação da segurança do trânsito no Brasil.

Segundo o estudo, Recife tem 34,7 mortes por 100 mil habitantes e lidera o ranking, seguida de Fortaleza, com 27,1 mortes por mil habitantes. Na lista aparecem ainda Belo Horizonte, com taxa de 22,5; Brasília, com 20,9; e Curitiba, com 20. As menos “letais” são São Paulo e Porto Alegre, com 11,8 e 11,7 mortes a cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O estudo foi preparado pelo ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária) e pela consultoria Falconi e traz dados da ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos), da CNT (Confederação Nacional do Transporte), do Datasus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde), do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Dados apontam ainda que entre 2001 e 2012, todas as regiões do Brasil tiveram aumento nos índices de mortes no trânsito. No Nordeste, o índice quase dobrou, saltando de 13,7 óbitos por 100 mil para 25,1.

Para o diretor técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária, Paulo Guimarães, a incidência de mortes no trânsito no Nordeste e no Norte está ligada diretamente à falta de educação cívica de motociclistas somada ao crescimento do número de motocicletas. “O crescimento da frota de motocicletas aliado à deficiência cultural que envolve as pessoas que pilotam motocicletas são o principal problema dos acidentes fatais. Esses novos motociclistas viviam em condições de miséria, conseguem investir num primeiro veículo e se mostram não preparados para conduzir o veiculo em via pública por não terem conhecimento de regras e leis. Sem noção do risco que correm, não têm percepção de trânsito. Isso se agrava a regiões de baixa escolaridade”, analisa.

As mais letais do país

Também ficam no Nordeste duas das três cidades com mais de 20 mil habitantes com o trânsito mais letal do país. O município de Presidente Dutra (MA) registrou com 237 óbitos por 100 mil habitantes. Em seguida, aparece Barbalha (CE), com 194,4 mortes por 100 mil habitantes, e Piraí do Sul (PR), com 122,4 mortes a cada 100 mil moradores. As três menos violentas são Barreiras (BA), com taxa de 0,7; Igarapé-Miri (PA), com 1,7, e Lagoa Santa (MG), com 1,8.

“Essas cidades menores que se destacam com alto índice da população com motos, são cruzadas por rodovias e têm pouca infraestrutura de trânsito e serviço hospitalar. A interferência das rodovias nestas cidades e a falta de atendimento pré-hospitalar, além do próprio hospital municipal, que não tem estrutura para receber essas vítimas, as tornam mais letais”, explica Guimarães.

Motos mais perigosas que carros

O relatório analisou ainda os tipos de veículos que mais de envolveram em acidentes fatais no País. O Nordeste, apesar de possuir quantidade total menor de veículos, tem 57,4% a mais de motocicletas que a região Sul. São 5,11 milhões de motos no Nordeste contra 3,24 milhões no Sul. Segundo o relatório, acidentes com motos respondem, proporcionalmente, pela maior parte das mortes viárias do Brasil.

No Nordeste, 43% da frota é composta por motocicletas e 48% dos óbitos são motociclistas ou pessoas que estavam na garupa de motos. No norte, 47% da frota é moto e 39% é o índice de mortes de motociclistas. No Centro-Oeste, 30% da frota é de moto e 36% número de óbitos de motociclistas. No Sudeste, 21% da frota é de motos e 28% o número de óbitos de motociclistas. Já no Sul, 21% dos veículos são motos e 31% das vítimas fatais estavam em motos.

“Ao analisar a distribuição dos óbitos por tipo de usuário no Brasil, excluídos os casos em que o veículo não foi especificado, conclui-se que a proporção de óbitos de 2001 a 2012 cresceu 140% entre motociclistas, passando de 15% para 36%”, aponta o relatório. O número de acidentes fatais envolvendo automóveis manteve-se praticamente estável, de 30% para 31% e, entre pedestres e ciclistas, diminuiu 42%, de 52% para 30%. Dessa forma, o motociclista tem o perfil de maior risco do país.

 

Fonte: Bol.uol.com.br

Fortaleza é a oitava cidade mais violenta do mundo, diz pesquisa

Fortaleza foi a oitava cidade mais violenta do mundo em 2014, de acordo com relatório do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. Conforme a Organização Não-Governamental (ONG), sediada no México, outras 18 cidades brasileiras estão entre as 50 mais violentas.
O ranking, segundo a organização, considera municípios com pelo menos 300 mil habitantes e leva em conta o contingente populacional e número de homicídios. De acordo com a ONG, Fortaleza registrou 2.541 crimes do tipo em 2014 e obteve uma taxa de 66,55 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Na comparação com 2013, conforme estudo, a capital cearense caiu uma posição no ranking. Naquele ano, conforme a ONG, haviam sido 72,81 mortes violentas para cada 100 mil habitantes.

A hondurenha San Pedro Sula permaneceu no topo da relação, com taxa de 171,20 homicídios por 100 mil habitantes – em 2013, havia sido de 187,14. Caracas (115,98), na Venezuela, e Acapulco (104,16), no México, completam as primeiras posições.

Cidades brasileiras
João Pessoa, capital paraibana, é a cidade brasileira mais violenta, com taxa de 79,41 homicídios para grupo de 100 mil habitantes. Ao ranking de 2014 ingressaram Teresina, Porto Alegre e Curitiba. Veja a relação das cidades brasileiras:

4º João Pessoa (79,41)
6º Maceió (72,91)
8º Fortaleza (66,55) 
10º São Luís (64,71)
11º Natal (63,68)
15º Vitória (57,00)
16º Cuiabá (56,46)
17º Salvador (e RMS) (54,31)
18º Belém (53,06)
20º Teresina (49,49)
23º Goiânia (44,82)
29º Recife (39,05)
30º Campina Grande (37,97)
33º Manaus (37,07)
37º Porto Alegre (34,65)
39º Aracaju (34,19)
42º Belo Horizonte (33,39)
44º Curitiba (31,48)
46º Macapá (28,87)
Redação O POVO Online

Justiça do Ceará condena acusados de participar da facção PCC

O juiz Ernani Pires Paula Pessoa Junior, titular da 1ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas, condenou, na última sexta-feira (16/01), 22 réus pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas. Eles também foram acusados de participar de organizações criminosas que lideravam a venda de entorpecentes em vários bairros de Fortaleza.

Conforme os autos, eles foram identificados a partir de investigação policial que tinha como objetivo inicial apurar o furto de uma metralhadora. Por meio de interceptações telefônicas, foi descoberta a existência de quatro grupos criminosos, ligados ao tráfico e vários outros crimes, com atuação nos bairros Pirambu, Bela Vista, José Walter, Jardim União e Parque Montenegro.

A investigação revelou ainda que um dos grupos, liderado por integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), atuava dentro dos presídios e, por meio de telefones celulares, comandava o tráfico em diversas áreas de Fortaleza.

Na decisão, o magistrado considerou ter ficado comprovada a participação dos acusados nos grupos criminosos, “com atuação na aquisição, na guarda, na preparação e na distribuição de drogas, bem como na arrecadação do dinheiro oriundo do comércio ilícito, atuando neles de forma organizada e permanente”.

Os réus Edvandro dos Santos Militão; Francisco Guilherme de Oliveira; Francisco Eudes Martins Costa; Josué Santos de Meneses; Marco Aurélio Flávio; Roberto Cavalcante Araújo; e José Erisbelto de Aguiar Monteiro foram condenados a seis anos de reclusão, em regime fechado. A pena deles foi aumentada pelo fato de já terem sido condenados por outros crimes.

Os acusados Gerisvaldo Araújo da Silva; Emeson Morais Militão; José Arnaldo Sousa da Silva; e Geraldo de Sousa Costa, que respondem a processos em andamento, receberam pena de cinco de anos de reclusão, em regime semiaberto.

Já os condenados César de Andrade Moura; Francisco Ubiratan Araújo de Oliveira Júnior; Wabson Carneiro Lima; José Gelson Martins da Silva Menezes; Francisca Marliete Rodrigues da Costa; Francisca Márcia Martins Leite; Vládia Rodrigues Vieira; Antônio Austênio Pinto de Oliveira; Raimundo Nonato Bezerra de Carvalho; Marciano do Nascimento Alves; e Gregori Davysson de Oliveira Melo, que eram réus primários, deverão cumprir pena de prestação de serviços à comunidade, pelo período de quatro anos, além de prestação pecuniária no valor de dez salários mínimos, cada, a ser repassado para o Lar Amigo de Jesus.

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Ceará.

Polícia investiga cinco ataques a hotéis em Fortaleza

A policia está investigando cinco ataques ocorridos nos mês de dezembro a hotéis e pousadas nos bairros Meireles, Praia de Iracema e Aldeota. A última ação aconteceu no dia 28 de dezembro, mas os assaltantes conseguiram fugir após a chegada da Polícia.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Socorro Portela, titular do 2° Distrito Policial, as ações foram realizadas por duas pessoas e se investiga a participação de um terceiro. Os assaltantes se apresentavam como clientes, e depois rendiam os recepcionistas, pegavam as chaves reservas para entrar nos quartos e roubar os pertences dos clientes.

Em duas ocorrências, eles anunciaram o assalto, porém não conseguiram levar nada. No dia 28 de dezembro eles fugiram da Polícia e deixaram para trás uma mala e bolsa, ambas vazias, além de um revólver calibre 38

Caso a população tenha informações sobre as ações, a Polícia pede pede para que façam denuncias pelos números 181, 190 ou 8878-8331

Redação O POVO Online

De 2012 a 2015, 48 policiais foram assassinados no Ceará

Heyder Fontenele de Sousa, policial militar, assassinado em julho/2013.

Um policial militar de 35 anos foi assassinado a tiros, no início da manhã de ontem, no bairro José Walter, em Fortaleza. Samuel Rodrigues Tabosa estava fardado e voltava de um turno de trabalho, na cidade de Maranguape. Com a ação, chegou a 48 o número de policiais assassinados no Estado desde 2012 – 2015 contabiliza o primeiro caso. Desde 2014, a média é de um policial morto por mês no Ceará.

O crime modificou a rotina tranquila da rua 15 logo no início da manhã, por volta das 7h50min, quando Samuel chegou do trabalho para ficar com o filho de 7 anos. O menino estaria sob seus cuidados enquanto a esposa, Verbênia Mesquita, 35, iria ao trabalho com a irmã, uma das testemunhas do crime.

Ao estacionar o carro na garagem de casa, o soldado foi surpreendido por três homens armados, que teriam anunciado o assalto e percebido, pela farda, que se tratava de um policial. Samuel foi alvejado por três tiros que o atingiram no abdômen, no braço direito e na cabeça, e morreu no local.

Abalados pelo crime, na tarde de ontem os vizinhos tentavam entender o ocorrido. “Quando tinha uma confusão na rua, ele entrava em casa. Não se metia. Era uma pessoa muito boa, tranquila, de bom coração”, comentou Ana Karine, 36. A conduta sempre muito calma de Samuel é confirmada por um colega policial, que não quis se identificar. “Ele tinha um trato muito bom com a população. Ele não era de ir pra cima, como às vezes é normal que o policial vá”.

Segundo filho de uma família de três irmãos, evangélico da Igreja da Paz, químico industrial formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Samuel era PM há 11 anos. “Ele se tornou policial pela oportunidade que apareceu. Passou no concurso e depois acabou gostando”, relembrou o irmão mais velho, Luís Cláudio Rodrigues, 41, para quem Samuel era um “escudeiro”. “Ele cuidava de mim”. Depois que passou a trabalhar à noite, sempre que podia Samuel tomava o café da manhã na casa dos pais.

A irmã caçula, Manoela, 30, lamentou pelo último café não tomado com o irmão, pelos planos de crescimento que ele confidenciava buscar, pela perspectiva de um outro sobrinho. “Foi tão duro que a vida foi deixada no meio”.

No próximo dia 26, o casamento de Samuel e Verbênia completaria nove anos. Era uma história de amor que começou ainda na infância. Pedindo por justiça, Verbênia se transformou em um misto de raiva e desolo. “Destruíram minha vida. Ele é minha metade”, lastimava.(colaborou Lusiana Freire) 

Saiba mais

Na comunidade da Babilônia, dois homens chegaram a ser presos e um adolescente foi apreendido durante as investigações. Mas, de acordo com a Polícia, Jorgielson Nunes de Sousa, 26, o Buiú, e Josiel Nunes de Sousa, 37, o Oziel, não foram reconhecidos como participantes do homicídio. 

Ambos já respondem por tráfico de drogas. Conforme o coronel Francisco Souto, a dupla estava com várias cápsulas de pistola calibre ponto 40 e um revólver calibre 32.

(Domitila Andrade, O povo)

Ótica é assaltada pela 15ª vez em Fortaleza

Uma  ótica na rua Major Facundo, no Centro de Fortaleza, sofreu mais de 15 assaltos nos últimos três anos, segundo o dono do estabelecimento, Francisco de Assis Cunha Cavalcante. Nesta quarta, por volta do meio dia, as Óticas Visão, localizada nas proximidades da Praça do Ferreira, foi novamente alvo de roubo. O acusado foi preso em flagrante. Francisco Wirley Oliveira, 31, já responde por homicídio, assaltos, roubos de veículos, falsificação e lesão corporal. Ele chegou a levar joias, celulares e dinheiro da ótica e também de  clientes.

Segundo a Polícia, Francisco Wirley havia sido preso na noite de terça, por assalto a uma outra ótica, mas acabou liberado por não ter sido autuado em flagrante. No dia seguinte, por volta do meio dia, anunciou o assalto à ótica.  Na ação, Wirley levou os clientes para o andar superior da loja. Ele conseguiu levar 77 peças de joias da ótica, celulares de clientes e funcionários e um valor em dinheiro não revelado. 

“Já tínhamos sido vítimas do mesmo assaltante, na nossa loja da (rua) Liberato Barroso. Estamos desesperados. Antigamente, havia dois policiais em cada esquina do Centro. Hoje não tem mais. Fechei a minha loja por 10 minutos em protesto pela insegurança”, conta Assis Cunha. “Nunca me recuperei dos assaltos”, conta ele.

Segurança
O comandante da Área Integrada de Segurança (AIS) 1, da qual o Centro faz parte, coronel Francisco Souto, informou que 60 homens da Polícia Militar  fazem a guarda no Centro. “Esse número é suficiente. O problema é que as orientações não são seguidas pelos lojistas, de não expor objetos de valor muito alto nas vitrines se não houver segurança particular”, acredita. Ele informou que deve reforçar o policiamento na área, sem informar a quantidade de policiais.

 

Redação O POVO Online

Sequestrados, espancados, degolados: Jornalistas viveram perigosamente em 2014

À esquerda: O jornalista americano James Foley, que foi assassinado por militantes islâmicos, posa para uma foto em Boston em 27 de maio de 2011 (AP Photo/Steven Senne) À direita: O jornalista americano Steven Sotloff, exibido pouco antes de ser degolado pelo Estado Islâmico em setembro de 2014 (AP Photo) Embaixo: Peter Gresle, um jornalista australiano do canal de notícias Al-Jazeera, no instituto de polícia, próximo da prisão Tora no Cairo, Egito, em 23 de junho de 2014 (Khaled Desouki/AFP/Getty Images

Por em MundoInternacional

Duas organizações internacionais líderes no monitoramento da liberdade e segurança dos jornalistas publicaram seus relatórios anuais sobre a violência e os sequestros que tiveram jornalistas como alvos, especialmente no Oriente Médio. Simplesmente por fazerem seu trabalho, jornalistas foram detidos, mantidos como reféns ou degolados.

Os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) rastreiam jornalistas mortos no exercício da profissão. Em 2014, houve 66, elevando para 720 o total da última década. Além disso, 19 jornalistas-cidadãos e 11 trabalhadores da mídia foram mortos em 2014.

Embora o número de mortos este ano seja 7% menor do que 2013, a natureza da violência contra jornalistas mudou. Em 2014, “ameaças e degolações cuidadosamente encenadas” foram utilizadas para propósitos especiais.

“Raramente jornalistas foram assassinados com um senso tão bárbaro de propaganda, chocando o mundo inteiro”, afirmou o relatório de 2014 dos RSF. Exposto a ameaças crescentes, muitos jornalistas fugiram para o exílio em 2014, o dobro do número de 2013.

O relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), publicado em 23 de dezembro, afirmou que pelo menos 60 jornalistas foram mortos e identificou cada um e as circunstâncias da morte. O CPJ provavelmente adicionará mais alguns a sua contagem enquanto ainda investiga os casos de pelo menos mais 18 jornalistas mortos em 2014, para determinar quais dessas mortes foram relacionadas com o trabalho.

O CPJ relatou: “Mais de 40% dos jornalistas mortos em 2014 foram alvo de assassinato. Cerca de 31% dos jornalistas assassinados relataram ter recebido primeiramente ameaças.”

Mais comum do que o assassinato é ser ameaçado ou agredido fisicamente por manifestantes ou policiais, segundo os RSF. Por exemplo, “na China, o Partido Comunista não hesitou em usar bandidos à paisana para impedir os jornalistas de reportarem sobre manifestações”, afirmou o relatório.

O CPJ e os RSF podem chegar a resultados ligeiramente diferentes por uma série de razões. Na Síria, onde quase um quarto das mortes ocorreu, as áreas que o Estado Islâmico controla são perigosas e restritas. A pedido da família da vítima, os casos geralmente não são divulgados. Por conseguinte, é mais difícil saber o número exato de jornalistas mortos ou mantidos em cativeiro na Síria.

Além disso, o CPJ utiliza uma definição mais ampla de jornalista, que inclui “jornalistas oficiais, freelances, fotojornalistas, blogueiros e jornalistas-cidadãos”, enquanto os RSF separam a contagem entre jornalistas profissionais e jornalistas-cidadãos.

O jornalista americano Steven Sotloff (no centro com capacete preto) fala com rebeldes líbios na linha de frente em Al Dafniya, oeste de Misrata, Líbia, em 2 de junho de 2011 (Etienne de Malglaive/Getty Images)

Síria, o lugar mais perigoso

Ambos os relatórios concordam que o país com o maior número de mortes de jornalistas foi a Síria, devastada pela guerra, com 15 (RSF) ou 17 (CPJ) vítimas. Outros países com elevado número de mortes de jornalistas foram: Palestina, Ucrânia, Iraque e Líbia. Estes cinco países “mais letais”, todos envolvidos em conflitos armados, constituem a maioria das mortes conhecidas de jornalistas em 2014.

“A Síria tem sido o país mais perigoso do mundo para jornalistas por mais de dois anos”, disse o CPJ. Pelo menos 70 jornalistas foram mortos cobrindo o conflito na Síria e perto da fronteira com o Líbano e a Turquia. A maior parte dessas mortes – mais de três quartos – resultaram de fogo cruzado ou circunstâncias de combate. No entanto, alguns “jornalistas também foram diretamente visados por todos os lados do conflito.”

O CPJ deu um exemplo da Síria de dois correspondentes e um cinegrafista da estação de TV opositora Orient News. Eles foram mortos em 8 de dezembro, quando cobriam os confrontos numa vila na província de Deraa. Seu carro foi atingido por um míssil guiado disparado por forças do governo. Seu carro era facilmente identificável como sendo da mídia porque carregava uma antena parabólica de quase 2 metros de largura. Com base em pesquisas do CPJ sobre o regime Assad, o CPJ atribuiu o ataque como uma tentativa de silenciar as notícias sobre a guerra.

A maioria de nós está familiarizada com as mortes trágicas em algum lugar na Síria dos jornalistas americanos freelance James Foley, degolado em 19 de agosto, e Steven Sotloff, degolado em 2 de setembro. Foley foi sequestrado em novembro de 2012.

Repórteres ou fotógrafos não podem trabalhar em territórios controlados pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, a menos que jurem fidelidade ao califado. “Os jornalistas são acompanhados de perto e frequentemente perseguidos, sequestrados e mortos”, afirmou o relatório dos RSF.

Não apenas na Síria os repórteres são visados. Numa região no Noroeste da Colômbia (Departamento de Antioquia), os RSF afirmam que “grupos paramilitares criminosos semeiam o terror… regularmente circulam listas de alvos com os nomes dos jornalistas destinados à eliminação. Os repórteres são ameaçados, atacados e assassinados com quase total impunidade.”

Em 20 de julho, Khaled Reyadh Hamad, um cinegrafista e fotógrafo palestino, foi morto em Gaza, Israel, durante a batalha feroz que vitimou 60 palestinos e 13 soldados israelenses. Hamad trabalhava num filme para documentar os perigos que os médicos palestinos enfrentam. Ele estava numa ambulância quando foi atingido pelo fogo de artilharia das forças israelenses. Um porta-voz da Força de Defesa de Israel disse que eles não atacam jornalistas.

Peter Gresle (à esquerda), um jornalista australiano do canal de notícias Al-Jazeera, e dois colegas, o egípcio-canadense Mohamed Fadel Fahmy (centro), e o egípcio Baher Mohamed, escutam o veredito numa gaiola dos réus, durante seu julgamento por supostamente apoiarem a Irmandade Muçulmana, em 23 de junho de 2014, no Cairo, Egito. O tribunal egípcio condenou os três jornalistas da Al-Jazeera a sentenças de prisão de 7 a 10 anos por acusações de ajudarem a banida Irmandade (Khaled Desouki/AFP/Getty Images)

Aumento dos sequestros

O número de sequestros de jornalistas profissionais subiu para 119, o que representa um aumento de 37% em relação ao ano passado, segundo os RSF. Os quatro países onde quase todos os sequestros ocorreram são: Ucrânia (33), Líbia (29), Síria (27) e Iraque (20).

Em todo o mundo, 40 jornalistas ou jornalistas-cidadãos estão atualmente sendo mantidos como reféns. Jornalistas locais são principalmente visados e constituem 90% de todos os sequestros.

O CPJ relatou que, desde que as hostilidades começaram na Síria, mais de 80 jornalistas foram sequestrados, um número que não tem precedentes nos longos registros do CPJ.

Jornalistas presos

O RSF afirma que, em todo o mundo, 178 jornalistas profissionais estão atualmente na prisão e coincidentemente um número igual de jornalistas-cidadãos também está encarcerado. Cinco países, liderados pela China, com 29 jornalistas profissionais presos, seguida pela Eritreia (28), Irã (19), Egito (16) e Síria (13), constituem 59% do total.

O relatório do CPJ identifica 44 jornalistas presos na China. O CPJ também constatou que a China prendeu pelo menos 78 jornalistas-cidadãos.

A lista de jornalistas presos do CPJ totaliza 220, mas, como dito anteriormente, suas definições diferem das dos RSF.

O mundo está bem consciente do erro judiciário e das acusações absurdas no Egito este ano. Os espectadores do Al-Jazeera ouvem pedidos várias vezes ao dia pela libertação de três de seus jornalistas, Peter Greste, Mohamed Fahmy e Baher Mohamed, que foram condenados em junho por um tribunal egípcio a 7 anos (Greste e Fahmy) e 10 anos (Mohamed). Eles são acusados de terem ajudado a Irmandade Muçulmana e reportado notícias falsas.

Segundo os RSF, pelo menos 853 jornalistas profissionais foram presos em 2014, um problema que perturba seus trabalhos. Na Ucrânia, os jornalistas são detidos e levados por forças governamentais e por rebeldes separatistas que operam postos de controle. Algumas horas depois, eles são geralmente liberados sem qualquer explicação.

Um quarto das prisões ocorreu em cinco países: Ucrânia (47), Egito (46), Irã (46), Nepal (46) e Venezuela (34).

Fundada como uma organização sem fins lucrativos em 1985 na França, os Repórteres Sem Fronteiras ganharam reconhecimento internacional pelo trabalho que fazem na prestação de assistência a jornalistas que trabalham em zonas perigosas. Eles têm status consultivo nas Nações Unidas e na UNESCO, segundo seu website.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas foi fundado em 1981 por um grupo de correspondentes norte-americanos. “O CPJ promove a liberdade de imprensa em todo o mundo e defende o direito dos jornalistas de relatarem as notícias sem medo de represálias”, segundo sua declaração de missão. O CPJ documenta casos, publica relatórios e fornece apoio moral e material quando jornalistas são “censurados, perseguidos, ameaçados, presos, sequestrados ou mortos por seu trabalho”.

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Veja outras estatísticas em Statista.

Via https://www.epochtimes.com.br

Dealberto Jorge: Brasileiro é encontrado morto em resort de Cancún, no México

Dealberto morreu no México (Foto: Reprodução/Facebook)

Um brasileiro de 35 anos foi encontrado morto no último sábado,10 , em um hotel na Playa Del Carmen, em Cancún (México). O reconhecimento de Dealberto Jorge da Silva foi feito por uma amiga, que viajava com ele para um casamento. A Polícia mexicana investiga as causas da morte, conforme informações da imprensa. Um amigo próximo afirma que o irmão de Dealberto, que também iria à celebração, está desaparecido.

O empresário caiu do 12º andar e a Polícia mexicana investiga se ele foi atirado de cima do prédio, conforme um amigo dele disse ao jornal Extra. “Não sabemos se ele foi alvo de sequestro. Eles [irmãos] conheceram uma russa, que parece ter conchavo com a máfia. Não sabemos se ele estava fugindo das pessoas, o que aconteceu. A gente acha que ele estava assustado, os caras devem ter entrado no apartamento e eles correram”, disse a fonte, que não quis se identificar.

A família só recebeu a notícia da morte no último domingo, 11, e um áudio no WhatsApp revela que o Dealberto temia ser sequestrado. “Meu irmão, estou para ser sequestrado por aquela amiga do Marqueti, a russa. Está muito f*, tem muita gente, está muito estranho. Avise à Policia Federal, alguma coisa assim, cara, que eu estou muito f*. Estou passando em frente ao Hotel Royal, em Cancún, em Playa Del Carmen, e está todo mundo me olhando. Só avise à imigração de problemas, por favor, avise à polícia”, diz a gravação.

Segundo o amigo, Fernando Silva teria entrado em contato com a família para pedir ajuda e informar que estava escondido dos homens estavam perseguindo eles. Inicialmente, o Itamaraty informou à família que o corpo encontrado seria de Fernando, pois Dealberto estava com o passaporte do irmão. Os dois são empresários do setor elétrico, em Santa Catarina.

Redação O POVO Online

Procuradoria ajuíza ações contra três bancos por risco de assalto no Piauí

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

A Procuradoria do Trabalho do Piauí ajuizou três ações civis pública contra bancos no Estado por descumprimento à lei de segurança bancária. O Piauí registra um dos maiores índices de assaltos e explosões a bancos no Nordeste.

A ação foi provocada pelo Sindicato dos Bancários do Piauí. Foram ingressadas ações contra o Banco do Nordeste do Brasil, do HSBC Bank Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Após instauração de Inquérito civil, foi constatado que o Banco do Nordeste não dispunha vários itens de segurança como blindagem nas fachadas externas, comunicação do seu sistema de alarme com a Polícia Militar do Piauí. Foi constatado ainda que a segurança não dispunha de colete à prova de balas nível III-A e armas não letais para os vigilantes em atividade.

No caso do HSBC Bank Brasil, foram encontrados os mesmos problemas do Banco do Nordeste, como a ausência de vidros blindados nas fachadas externas das agências e equipamento de monitoração e gravação interligado com a Central de Monitoramento Eletrônico da PM.

Além das irregularidades, foram constatadas outras no caso da Caixa Econômica Federal, como a falta de porta eletrônica de segurança individualizada e permanência de um ou dois vigilantes no espaço de autoatendimento, o que não foi verificado na inspeção feita em Valença do Piauí.

Para Ednaldo Brito, procurador do Trabalho, responsável pelo caso, as ações foram ajuizadas porque os bancos se recusaram a celebrar Termo de Ajuste de Conduta.

“O termo tem como finalidade de implantar as medidas de segurança impostas pela Lei Estadual nº 6.168/12. O objetivo dessas ações é proporcionar segurança à vida e integridade física dos empregados desses estabelecimentos bancários”.

A ação civil pública pediu urgência no andamento do processo para impedir que os empregados continuem trabalhando de forma arriscada. O MPT-PI exigiu o fim dessas irregularidades nos prazos de 90 e 180 dias, dependendo da falha encontrada, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Flash Yala Sena (com informações da MPT)

Marco Archer Cardoso: Brasileiro condenado a pena de morte será executado na Indonésia

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53, condenado à pena de morte na Indonésia, por tráfico de drogas, será executado “muito em breve”, segundo o governo no país asiático, que negou definitivamente clemência ao brasileiro.

O pedido foi negado em 31 de dezembro pelo presidente Joko Widodo. Foi a segunda vez que

Marco solicitou perdão presidencial – a primeira negativa foi em 2006. Pelas leis indonésias, sentenciados à morte só podem fazer dois pedidos de clemência, depois de esgotadas as chances de recurso à Justiça. Assim, do ponto de vista legal, não há mais o que fazer para evitar a execução.

A execução deverá acontecer até o final de janeiro. O Itamaraty afirma não ter recebido comunicação “oficial” a respeito. Em dezembro, antes da rejeição da clemência, a presidente Dilma Rousseff mandou carta a Widodo pedindo a não execução. O gabinete de Dilma avalia se há algo mais que possa ser feito para interceder pelo brasileiro. Se a pena for cumprida, Marco será o primeiro ocidental executado na Indonésia. De 2000 a 2014, 27 pessoas foram fuziladas, a maioria cidadãos indonésios.

(Marcelo Raulino, Ceará Agora)

Sargento cearense Carlos Albênio Liberato é encontrado morto no Rio de Janeiro

Morte de militar ainda é mistério; corpo de homem foi encontrado sem documentos, ficando por quatro dias como indigente, no IML do Rio de Janeiro

O cearense e 2º sargento do Exército Brasileiro (EB) Carlos Albenio Liberato, 36, foi encontrado morto e com marcas de espancamento no Rio de Janeiro, região sudeste do País. A vítima foi reconhecida por colegas, no Instituto Médico Legal (IML) daquele Estado. Os funcionários do Instituto repassaram aos amigos de Albenio que o cearense foi encontrado por populares, ao lado da estação de trem na comunidade de Campo Grande, já sem vida, e apresentando diversas marcas de espancamento na cabeça.

Segundo o primo da vítima, Allison Liberato, o sargento Carlos esteve de férias no Ceará durante o mês de dezembro. O militar permaneceu no município de origem, Crateús (a 354Km da Capital Cearense) e passou o Revéillon com a família, tendo viajado no último sábado (2) para o Rio de Janeiro.

Na última segunda-feira (5), Carlos Albenio deveria se apresentar no quartel do Exército no Rio, mas não apareceu. Os superiores do quartel entraram em contato com a família e foram informados de que o mesmo já havia embarcado para a capital fluminense. Eles foram até a residência no bairro de Realengo, Zona Oeste, onde o cearense morava sozinho, mas não encontraram ninguém. Em seguida, foram até o Instituto Médico Legal (IML) e lá encontraram o corpo. No IML, os oficiais do Exército foram informados de que o cearense foi encontrado morto, sem identificação, e que teve o carro roubado, um Chevrolet modelo Sonic, de cor branca.

Segundo Allison Liberato, o cearense havia comprado o carro há cerca de um ano. “Ele estava sem documento e permaneceu como indigente durante quatro dias. Mas no início da manhã de segunda-feira (5), o comandante do batalhão foi até o local fazer a identificação e também foi feito um teste com as digitais. Depois que foi feita a primeira identificação, eles avisaram aos familiares. A nossa irmã, que mora em Brasília, já está no Rio de Janeiro. Ela foi até o local para fazer a liberação do corpo e retirar a certidão de óbito e o sinistro do carro, devido o roubo. Um militar de lá disse que a segunda sessão do Exército vai acompanhar a investigação”, explicou.

A família aguarda por notícias de qual teria sido a motivação do crime e também busca informações sobre a identificação ou até prisão de suspeitos do cometimento do crime.

A prima do sargento, Marcia Camelo, informou que a última visualização do militar no aplicativo de celular Whatsapp foi às 16h do último domingo (4). Ela também informou que toda a família aguarda o corpo para ser velado ainda neste sábado (10) e que os parentes ainda não possuem informações acerca da investigação da Polícia.

Adeus

Em Crateús, cidade natal, o militar que morava no Rio de Janeiro há 1 ano era conhecido como ‘Carlinhos’. Ele recebeu várias homenagens nas redes sociais. Amigos e conhecidos escreveram mensagens de carinho no perfil do sargento. Um grupo de amigos do Exército e da turma do cearense programavam uma homenagem por meio das redes sociais. Páginas na Internet também comentaram o fato e lamentaram a forma violenta que o sargento foi assassinado.

A reportagem entrou em contato com o delegado Alexandre Herdy, da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, que informou que o caso não chegou ao conhecimento daquela unidade. Em contato com a Delegacia de Realengo (33º DP), os inspetores informaram que os casos de assassinato não são registrados pelas Delegacias Distritais.

De acordo com informações dos familiares, o corpo será velado no bairro dos Venancios, na casa da mãe de Carlos Albenio. O enterro será no cemitério Santa Rita, em Crateús.

(Jéssika Sisnando, Polícia – Diário do Nordeste)

Número de homicídios quase triplica em 10 anos no Ceará

O ano de 2014 terminou com 4.439 homicídios no Ceará. Na comparação com 2013, quando houve 4.395, o crescimento foi de 1%. O resultado foi o melhor dos últimos três anos, pior apenas que o de 2011, quando o aumento do número de assassinatos foi de 0,1%. Dessa forma, 2014 registrou o segundo menor crescimento dos chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) desde 2007, período a partir do qual o Estado foi governado por Cid Gomes (Pros), hoje ministro da Educação.

Apesar da redução no ritmo de crescimento observada no ano passado, ao longo dos últimos dez anos a quantidade de homicídios quase triplicou. Entre 2005 e 2014, a alta foi de 198%. Nesse período, foram registrados 27.239 assassinatos no Estado.

A média foi de 7,5 mortes por dia nesses dez anos. Em 2014, o Ceará teve uma média de 12,1 assassinatos diários. 

Reversão de tendência

O resultado de 2014 representa a estabilização na quantidade de homicídios registrados. Em 2012, o aumento havia sido de 33%. Em 2013, de 18%. Ao longo dos oito anos de governo Cid, o aumento acumulado no número de homicídios foi de 184%. 

Nesse período (2007-2014), houve 24.184 assassinatos no Ceará. Quando Cid tomou posse, recebeu o Estado com 1.565 homicídios registrados no ano anterior, em 2006. Agora, fechou com 4.439 em 2014. 

Região Metropolitana

Embora tenha havido o crescimento de 1% nos homicídios registrados no Estado em 2014, houve diminuição desse tipo de crime nos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza. A redução foi de 7,7%, superior à meta estabelecida, de 6%.

Na Capital, também houve queda, embora bem discreta: 0,2%. Foram 1.989 homicídios em 2014, em comparação com os 1.993 de 2013.

Os dados são da Secretaria da Segurança e Defesa Social (SSPDS). O balanço final de 2014 foi divulgado após a consolidação das estatísticas de dezembro.

No mês passado, houve 380 mortes no Ceará. Com esse resultado, o último trimestre de 2014 fechou com queda de 3,8% nos homicídios, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Porém, a meta de 6% de redução não foi batida. (colaborou Érico Firmo) 

12,1 foi a média de homicídios por dia no Ceará em 2014 

184% foi o percentual de aumento do número de homicídios ao longo dos oito anos de governo Cid Gomes 

1% foi o índice de aumento da quantidade de homicídios em 2014, último ano do governo Cid  

7,7% foi o percentual de redução do número de homicídios na Região Metropolitana de Fortaleza 

0,2% foi o índice de redução do número de homicídios em Fortaleza

em 2014 

3,8% foi o percentual de redução do número de homicídios no último trimestre de 2014 no Ceará 

Saiba mais

2014 foi marcado por resultados opostos em cada semestre

Apesar do aumento de 1% ao longo do ano, a quantidade de homicídios no Ceará terminou 2014 em queda. Nos últimos três meses do ano, a redução foi de 3,8%. No trimestre anterior, entre julho e setembro, a queda foi mais intensa: 12,2%. Foi o único período em que a meta de redução de 6% na comparação com o ano anterior foi alcançada. 

A tendência foi oposta à observada no primeiro semestre. Nos três primeiros meses do ano, houve alta de 13%. No segundo trimestre, o aumento foi de 8,1%.

(Thiago Paiva, O Povo)

Google vai financiar maior edição do Charlie Hebdo da história

Semanário prepara maior edição de sua história Reprodução/Charlie Hebdo

O Google deve ajudar o jornal satírico Charlie Hebdo a lançar sua maior tiragem da história em sua próxima edição. Após o trágico ataque à redação da publicação nesta quarta-feira (7), os sobreviventes da publicação francesa pretendem lançar uma edição com 1 milhão de cópias – normalmente, o jornal tem cerca de 30 mil cópias.

O gesto de desafio e luto deve lembrar os oito membros da equipe do Charlie Hebdo que foram assassinados durante o tiroteio, assim como as outras quatro vítimas. A publicação solicitou a contribuição de jornalistas e cartunistas de toda a Europa para preencher suas páginas dessa edição especial.

A gigante das buscas deve ajudar a financiar a iniciativa. O Google doou cerca de US$ 300 mil para um fundo de inovação de imprensa, enquanto os jornais franceses prometem colaborar com um valor igual. Alguns dos fornecedores e distribuidores do Charlie Hebdo também concordaram em trabalhar de graça. Um dos autores do jornal, Patrick Pelloux descreveu a situação na televisão francesa.
— É muito difícil. Nós todos estamos sofrendo, com tristeza, com medo, mas nós vamos fazer de qualquer forma porque a estupidez não pode vencer.

(R7)

França: Polícia mata suspeitos de ataque terroristas

BBC Brasil Os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi: franceses de origem argelina treinados pela Al-Qaeda

IG São Paulo

Oficiais de polícia anunciaram que os dois suspeitos do ataque à revista francesa Charlie Hebdo foram mortos por agentes nesta sexta-feira (9). A confirmação veio feito pouco depois de Thierry Chevalier, prefeito da comuna Dammartin-en-Goele, localizada a 30 quilômetros de Paris, ter feito o mesmo anúncio.

Estrondos de explosões e tiros foram ouvidos nas proximidades da empresa gráfica onde os irmãos Kouachi, caçados pelas autoridades desde que passaram a ser suspeitos do ato terrorista de dois dias atrás, se refugiaram. Eles fizeram uma pessoa refém, que foi libertada pela polícia.

Sob condição de anonimato por não ter autorização para falar sobre o assunto, um oficial da polícia afirmou os suspeitos saíram do prédio atirando contra os agentes de segurança, que acabaram baleando-os.

Christophe Crepin, porta-voz da polícia, ainda afirmou que o atirador responsável pelo sequestro de reféns em um mercado judaico também morreu, praticamente simultaneamente, perto dali.

* Com agências de notícias

Grupos LGBT querem envio de novo projeto sobre criminalização da homofobia

Brasília – Movimentos sociais estão trabalhando junto aos parlamentares em três frentes para fazer com que a criminalização da homofobia seja apreciada pelo Congresso Nacional este ano, mesmo com as dificuldades dos grupos contrários ao tema. Depois da notícia divulgada pelo Senado de que o Projeto de Lei Complementar 122 (PLC 122), referente ao assunto, seguiu para arquivamento na última quarta-feira (7), obedecendo ao regimento interno da Casa, entidades como a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT) articulam a realização de um seminário para discutir o assunto em fevereiro.

Segundo o presidente da associação, Carlos Magno Fonseca, existem várias opções a serem avaliadas em substituição ao texto arquivado. Uma delas é a proposta pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), de incluir a criminalização da homofobia no projeto do Código de Processo Penal (CPP), em tramitação no Congresso.

Outra alternativa é dar andamento a projeto apresentado anos atrás pela deputada Maria do Rosário Nunes (PT-RS), que está parado na Câmara. E a terceira possibilidade é manter contatos com o Palácio do Planalto para que as entidades voltadas à causa solicitem formalmente à presidenta Dilma Rousseff o envio de um projeto elaborado pelo Executivo ao Congresso.

‘Promessa de campanha’

“Vamos analisar todas as possibilidades, mas esperamos contar com o apoio da presidenta nesta luta. O movimento LGBT votou nela e ouviu, como promessa feita durante o período de campanha, que a homofobia tinha que ser criminalizada. Chegou a hora de pedirmos um envolvimento maior dela em relação ao assunto”, afirmou o presidente da ABGLT.

Embora tenha chamado a atenção dos movimentos que trabalham em defesa das minorias nos últimos dias, o arquivamento do projeto no Senado já era esperado. Para a senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da comissão de Direitos Humanos da Casa, os movimentos sociais não devem reclamar, uma vez que o caminho de apresentação de um novo texto, com melhorias na redação, tende a ser bem melhor para a aprovação da matéria – que foi muito alterada nas discussões feitas em 2014.

Isso porque, no último ano, o projeto foi alvo de diversas intervenções provocadas por representantes da bancada evangélica e grupos mais conservadores no Congresso Nacional, que fizeram de tudo para descaracterizar a matéria. “A ideia é manter o PLC 122 arquivado e construir uma nova proposta. Uma proposta que, inclusive, atenda melhor ao próprio movimento LGBT”, acentuou Ana Rita.

Emendas ao CPP

A senadora Marta Suplicy considera “um escândalo” o fato de a homofobia ainda não ser considerada um crime no país. Marta apresentou emendas ao projeto do CPP, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, com o intuito de tornar a identidade de gênero e a orientação sexual agravantes de vários crimes. “Vou buscar apoio dos senadores para fazer com que as emendas sejam mantidas”, frisou.

O PLC foi arquivado porque a secretaria-geral da mesa do Senado estabelece que todas as proposições que tramitem há mais de duas legislaturas devem ser arquivadas. A exceção para que possam tramitar por mais uma legislatura é no caso de ser aprovado em plenário um requerimento assinado com o mínimo de 27 senadores pedindo pela continuidade da apreciação. E no final da terceira legislatura, caso não tenha sido observada qualquer decisão, a proposta tem de seguir para o arquivamento. Foi o que aconteceu.

Tramitação exaustiva

Com tramitação prorrogada em função de um requerimento em 2010, a matéria ficou sob apreciação do Senado por oito anos sem aprovação definitiva, mesmo tendo sido cobrada pelos grupos ligados ao setor. Juntando Câmara e Senado, são 13 anos de tramitação da matéria (foi apresentada na Câmara, em 2010). A proposta tem como autora a ex-deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) e foi aprovada na Câmara, para encaminhamento ao Senado, em 2006.

De acordo com a secretaria-geral da mesa do Senado, o arquivamento será formalizado até o final deste mês. O seminário que está sendo programado pela ABGLT será realizado em Curitiba.

(Hylda Cavalcanti, Rede Brasil Atual)

O terrorismo, a extrema-direita e o suicídio europeu, um continente em explosão

Frederick Florin/EFE

O ato terrorista contra os jornalistas do francês Charlie Hebdo, em Paris, que também provocou ontem (7) a morte de um funcionário da revista, de dois policiais no ato e possivelmente de mais um em tiroteio posterior – num total de 12 mortos –, é mais uma face da grande ameaça que paira sobre a Europa.

O continente inteiro está assentado sobre uma bomba-relógio. Não é uma bomba comum, porque casos como o do Charlie Hebdo mostram que ela já está explodindo. Nas pontas da bomba estão duas forças antagônicas, com práticas diferentes, porém com um traço em comum: a intolerância herdeira dos métodos fascistas de antigamente – e de sempre.

De um lado, estão pessoas e grupos fanatizados que reivindicam uma versão do islamismo incompatível com o próprio Islã e o Corão, mas que agem em nome de ambos. Os contornos e o perfil desses grupos estão passando por uma transformação – o que aconteceu também nos Estados Unidos, no atentado em Boston, durante a maratona, e no Canadá, no ataque ao Parlamento, em Ottawa. Cada vez mais aparecem “iniciativas individuais” nas ações perpetradas.

Esse tipo de terrorismo se fragmentou em pequenos grupos – muitas vezes de familiares – que agem à lacria, como se dizia, em ações que parecem espontâneas e até amalucadas, mas que obedecem a princípios e uma lógica cuja versão mais elaborada, para além da “franquia” em que a Al-Qaïda se transformou, é o Estado Islâmico, que se estruturou graças à desestruturação do Iraque e da Síria. São fanáticos que negam a política consuetudinária como meio de expressão de reivindicações e direitos: negam, no fundo, a própria ideia de “direitos”, inclusive o direito à vida, como fica claro no gesto assassino que vitimou o Charlie Hebdo.

Do outro, estão os neofascistas – ou antigos redivivos – que se agarram à bandeira do anti-islamismo também fanático como meio de arregimentar as massas em torno de si e de suas propostas. Agem de acordo com as características próprias dos países em que atuam, mobilizando, de acordo com as circunstâncias, as palavras adequadas.

No Reino Unido, criaram o United Kingdom Independence Party – UKIP, Partido da Independência do Reino Unido, nome malandro que oculta e ao mesmo tempo carrega a ojeriza pela União Europeia. Na França têm a Front Nationale, da família Le Pen, que mobiliza o velho chauvinismo francês que lateja o tempo todo desde o caso Dreyfus, ainda no século 19.

Na Alemanha é feio ser nacionalista alemão, desde o fim da Segunda Guerra. Então, criou-se um movimento – Pegida – que se declara de Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente, procurando uma fachadapseudamente universalista para seus preconceitos anti-Islã e anti-imigrantes.

Essa, aliás, é a bandeira comum desses movimentos: fazer do imigrante ou do refugiado político ou econômico o bode expiatório da situação de crise que o continente vive, assim como no passado se fez com o judeu e ainda hoje se faz com os roma e sinti (ditos ciganos).

Na Itália, esse fascismo latente se organiza com o nome de Liga Norte, mobilizando o preconceito social contra o sul italiano, tradicionalmente mais empobrecido. São movimentos que, embora busquem por vezes o espaço da política partidária, como é o caso do Ukip e da Front Nationale, ou mesmo da Liga Norte, têm como cosmovisão a negação da política como espaço universal de manifestação de direitos e reivindicações.

Negam a política como campo de manifestação das diferenças, barrando ao que consideram como alteridade o direito à expressão ou mesmo aos direitos comuns da cidadania. O exemplo histórico mais acabado disso foi o próprio nazismo que, chegando ao poder pelas urnas, fechou-as em seguida.

O caldo de cultura em que vicejam tais pinças contrárias à vigência dos princípios democráticos é o de uma crise econômico-financeira que se institucionalizou como paisagem social. Na Europa, a tradição é a de que crises desse tipo levam a saídas pela direita. O crescimento do Ukip e da Front Nationale, partidos mais votados nas respectivas eleições para o Parlamento Europeu, em maio de 2013, é eloquente nesse sentido.

Na Alemanha, as manifestações de rua do Pegida vêm crescendo sistematicamente, atingindo o número de 18 mil pessoas na última delas, na cidade de Dresden, reduto tradicional de manifestações nostálgicas em relação ao passado nazismo devido a ter sido o alvo (também criminoso) de um bombardeio ao fim da Segunda Guerra pelos britânicos.

Deve-se notar, como fator de esperança, que manifestações contra essas formas de intolerância – o terrorismo que reivindica o Islã como inspiração e os movimentos de extrema-direita – têm tomado corpo também. Houve manifestações de solidariedade aos mortos na França em várias cidades europeias e, na Alemanha, manifestações contra o Pegida reuniram milhares de pessoas em diferentes cidades.

Mas pelo lado da extrema-direita cresce a aceitação de suas palavras de ordem na frente institucional (líderes do novo partido alemão Alternative für Deutschland têm acolhido reivindicações do Pegida) e junto à opinião pública. Na Alemanha, recente pesquisa trouxe à baila o dado preocupante de que 61% dos entrevistados se declararam anti-islâmicos.

Como ficou feio alegar motivos racistas, o que se alega agora no lado intolerante é a defesa da religião ou aincompatibilidade cultural. Os assassinos do Charlie Hebdo gritavam – segundo testemunhas – estaremvingando o profeta, referência a caricaturas de Maomé consideradas ofensivas.

Na outra ponta, jovens da Front Nationale, também no ano passado,  recusavam a pecha de racistas e declaravam aceitar o mundo muçulmano – em seus territórios, não na Europa agora dita judaico-cristã“,puxando para seu aprisco a etnia ou religião que a extrema-direita europeia antes condenava ao ostracismo, ao campo de concentração e ao extermínio.

Os partidos e políticos tradicionais, em sua maioria, estão brincando com fogo, sem se dar conta, talvez. Não aceitam o reconhecimento, por exemplo, que grupos por eles apoiados na Ucrânia são declaradamente fascistas, homofóbicos e até antissemitas. Preferem exacerbar o sentimento antirrusso e anti-Putin.

Durante mais de uma década as duas agências do serviço secreto alemão concentraram-se em esmiuçar a vida dos partidos e grupos de esquerda (além dos possíveis terroristas islâmicos) e negligenciaram criminosamente o controle sobre os grupos e terroristas alemães.

No momento, o grande terror que se alastra no establishment europeu não é o de que a extrema-direita esteja em ascensão, embora isso também preocupe, mas é o provocado pela possibilidade de que um partido de esquerda, o Syriza, vença as eleições na Grécia (marcadas para dia 25 deste mês), forme um governo, e assim ponha em risco os sacrossantos pilares dos planos de austeridade.

Nega-se o pilar da democracia: contra o Syriza agitam-se as ameaças de expulsão da Grécia da zona do euro e até da União Europeia; ou seja, procura-se castrar a livre manifestação do povo grego através da chantagem política e econômica.

Se as coisas continuarem como estão, poderemos estar assistindo o suicídio da Europa que conhecemos. O que nascerá desses escombros ainda se está por ver, mas boa coisa não será, nem para a Europa, nem para o mundo.

(Flávio Aguiar, Rede Brasil Atual)

Estudantes cearenses relatam medo instaurado em Paris após ataque à Charlie Hebdo

Não perder o “espírito francês”. Esse é a ordem do governo da França para tentar acalmar os ânimos e levantar a moral de uma sociedade assustada com o ataque terrorista sofrido pela revista Charlie Hebdo, nesta quarta-feira (7), em Paris. No atentado, 12 pessoas foram assassinadas, incluindo dois policiais. Na ocasião, a revista Charlie Hebdo foi atacada por dois homens vestidos com roupas prestas, encapuzados e armados com fuzis. Os terroristas gritavam “Allahu Akbar!” [Alá é o maior] e se vangloriavam por “vingar o profeta”. Cearenses que moram na capital francesa relatam o clima de medo que se instalou na cidade.

A cearense Mônica Gondim, que mora em Paris há oito meses, conta que estava em casa, estudando, quando soube do atentado por uma amiga, no Brasil. “Minha amiga me mandou uma mensagem perguntando se eu tava bem. Aí foi que eu soube. Não ouvi nada, porque eu moro longe”. Ela relata que o clima de medo pairou pela cidade. “Está todo mundo muito nervoso aqui, dá para escutar sirenes de policiais passando o tempo todo”, afirmou.

O estudante cearense Ítalo Neves buscou tranquilizar a família após o atentado em Paris (FOTO: Reprodução/Facebook)

Ítalo Neves, que também é cearense, comenta que a tensão é constante e as pessoas estão com medo de retaliações. “Como moro mais no centro não sinto muito tudo, mas nos banlieus [subúrbio] o negócio está mais tenso”. A irmã e a mãe entraram em contato com Ítalo após saberem da notícia. O jovem tentou manter os familiares tranquilos, sem medo de um atentado de maiores proporções.

Os dois contam que receberam instruções das autoridades sobre como agir. Ítalo recebeu uma mensagem da prefeitura de Paris, no celular, informando que estava proibido estacionar perto de escolas e prédios públicos. Na tentativa de se proteger, escolas estão verificando todas as pessoas que entram, checando identidades e abrindo bolsas.

Mônica afirmou que mesmo com o ataque terrorista, ainda se sente mais segura morando na França do que no Brasil. “Um ataque assim é muito assustador, mas se for parar pra pensar, 12 mortes é um dia ‘normal’ em Fortaleza. Então acho que mesmo com o medo, ainda me sinto mais segura aqui”, explica.

Todos sentimos pelo acontecido. Na verdade isso é algo que você sabe que existe mas pensa que nunca vai acontecer”. – Ítalo Neves

As autoridades tentam acalmar os franceses, mas afirmam que o atentado foi um ataque à liberdade francesa. “O que estão tentando passar para gente é cautela, mas estão tentando não acalmar o espírito francês. Eles ficam repetindo que foi um ataque à moral francesa de liberdade. Dizem para não baixar a cabeça”, conta Mônica.

A comunidade islã na França

A maior comunidade islâmica da Europa fica na França. De um total de 65 milhões de habitantes, cerca de cinco milhões são muçulmanos. O país proibiu recentemente o uso de véus que cobrem os rostos em público, usados pelas mulheres que seguem o islã.

Mônica relata que a comunidade muçulmana vem sofrendo pressão depois do atentado. “Minha vizinha passou ontem no meu quarto pedindo boinas e cachecóis emprestados para ela poder cobrir os cabelos sem parecer muçulmana e não sofrer nada por parte da sociedade que acaba culpando toda a comunidade islâmica”, afirmou.

O marroquino Ismail, que morou em Fortaleza há pouco menos de um ano, contou que também morou na França, mas que sofria muito preconceito e que, apesar da insegurança da capital cearense, preferia morar no Brasil do que na Europa. “Lá [na França], em todos os lugares que eu ía, as pessoas olhavam estranho, tinham medo de eu explodir alguma coisa. Aqui não, as pessoas me tratam normal”, relata.

Em uma edição de 2011, Charlie Hebdo trazia, na capa, sátira com profeta Maomé (FOTO: AFP)

Charlie Hebdo

Fundada em 1970, a revista Charlie Hebdo fez história no jornalismo francês. Suas críticas marcadas pelo sarcasmo não poupavam políticos da ultra-direita, policiais, banqueiros, celebridades e instituições religiosas. Neste último ponto, a revista se voltava a provocar principalmente o islamismo, com publicações que ridicularizavam Maomé, profeta islâmico.

Não foi a primeira vez que a revista sofreu ataques. Em novembro de 2011, uma bomba incendiária foi jogada na sede da empresa, mas sem nenhuma vítima. O ataque aconteceu horas antes de uma edição da revista que trazia uma charge de Maomé chegasse às bancas. Na publicação, o profeta aparecia com um balão que dizia “100 chicotadas se você não morrer de rir”.

(Tribuna do Ceará)

Ataque terrorista a sede de revista Charlie Hebdo, em Paris, deixa 12 mortos

Vítima do ataque é retirada da redação da Charlie Hebdo, em Paris, nesta quarta-feira 7 – Philippe Dupeyrat / AFP

Ao menos dois homens armados atacaram o escritório da revista satírica francesa Charlie Hebdo provocando 12 mortes nesta quarta-feira (7).

Xavier Castaing, chefe de comunicações da prefeitura para a polícia de Paris, confirmou as mortes. O presidente da França, François Hollande, disse que o ataque foi um ato terrorista e que outros desse tipo haviam sido frustrados “nas últimas semanas”.

Ruas foram fechadas ao redor do prédio no rescaldo do tiroteio e a algumas centenas de metros de distância. No Boulevard Richard-Lenoir, um carro da polícia foi crivado de buracos de bala no pára-brisa, segundo o The Guardian.

Testemunhas disseram que os homens abriram fogo com fuzis Kalashnikov e depois fugiram do local. Luc Comovente, um funcionário do sindicato da polícia SBP, disse que eles fizeram vários disparos antes de deixar a área.

Ruas foram fechadas ao redor do prédio no rescaldo do tiroteio e a algumas centenas de metros de distância. No Boulevard Richard-Lenoir, um carro da polícia foi crivado de buracos de bala no pára-brisa, segundo o The Guardian.

O veículo francês gerou polêmica no passado com sua descrição irônica de notícias e assuntos atuais. Seu Tweet mais recente foi o desenho animado do líder do grupo Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

Testemunhas

Uma testemunha do ataque, Benoit Bringer disse à rede iTele ter visto vários homens mascarados armados com pistolas automáticas chegarem à sede do Charlie Hebdo, no centro de Paris.

Antes de deixarem o local, os homens teriam gritado “Vingamos o profeta!”, de acordo com policiais franceses. Há ainda três feridos internados em estado grave.

Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse aos jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem. O veículo seguiu no sentido de Port de Pantin, onde o grupo teria roubado outro carro e fugido, de acordo com o The Guardian.

*Com AP e BBC

 

Wolinski, cartunista erótico e político, é uma das vítimas de ataque em Paris

O cartunista francês Georges Wolinski em foto de 2 de novembro de 2011, em Paris (Foto: Alexander Klein/AFP )

O cartunista francês de origem tunisiana Geroges Wolinski, conhecido por seu trabalho de forte teor erótico e político, considerado um dos símbolos de maio de 68, está entre os mortos no ataque contra o escritório da revista satírica “Charlie Hebdo”, em Paris, nesta quarta-feira (7).

A informação é da agência de notícias France Presse. Além dele, outros três cartunistas estão entre as vítimas: o editor da publicação, Stephane Charbonnier, o “Charb”; Jean Cabut, o “Cabu”; e Tignous.

“Wolinski influenciou todo mundo que vocês conhecem: Ziraldo, Jaguar, Nani, Henfil, Fortuna… O cara era uma ESCOLA. Que dia tenebroso!”, escreveu o cartunista brasileiro André Dahmer em seu perfil no Twitter.

Ao G1, Dahmer comentou por e-mail: “É uma perda irreparável. Assassinaram o maior cartunista em atividade no mundo. Um homem que influenciou três gerações de desenhistas”.

Já Arnaldo Branco completou: “Wolinski era meu favorito – até por aproximação, por conta do seu desenho tosco (opcional, no caso do francês, que na verdade desenhava muito bem). É difícil até comentar, dada a imbecilidade da morte desse grande mestre – que causa é essa que precisa retaliar um cartum?”.

Segundo fontes policiais, os autores do ataque desta quarta gritaram “Vingamos o Profeta!”, em referência a Maomé, alvo de uma charge publicada há alguns anos pela revista, o que provocou revolta no mundo muçulmano.

Erotismo
Nascido na Tunísia em 1934, Georges Wolinski se mudou com a família para a França em 1946. Começou a publicar suas tiras nos anos 1960, em trabalhos satíricos que envolviam política e sexualidade.

Durante o maio de 1968 francês – série de manifestações e protestos estudantis por reformas na educação que logo teve adesão de trabalhadores e resultou em uma greve geral –, Wolinski foi confundador da revista “L’Enragé”.

Na década seguinte, passou a fazer parte de jornal comunista “L’Humanité”. Outros veículos com os quais colaborou foram “Liberácion”, “Paris-Match” e “L’Écho des Savanes”, além de “Charlie-Hebdo”.

Uma das personagens mais marcantes de Wolinski foi a polêmica Paulette, criada junto do artista Georges Pichard (1920-2003) também o início dos anos 1970. Ela foi uma espécie de musa dos quadrinhos da época e apareceu pela primeira vez nas páginas da revista de humor “Charlie Mensuel” .

Em seu perfil no Facebook, o cartunista brasileiro Rafael Campos Rocha lembrou o lado “libertário” do francês: “WOLINSKI foi acusado de falocrata, masculi e todas essas merdas, porque era um LIBERTÁRIO. quem matou foi mais um desses patrulheiros filhos da p**a, para o qual a causa (seja religiosa, política ou de gênero) não serve para LIBERTAR, mas sim para COIBIR, CASTRAR e DESTRUIR, além de, é claro, de manter a sociedade de exploração, que vocês, moralistas de merda, precisam para continuar transformando a vida dos outros em um inferno”.

Fotos de arquivo mostram cartunistas da equipe da revista 'Charlie Hebdo' mortos no ataque. Da esquerda para a direita: Georges Wolinski (em 2006), Jean Cabut - o Cabu (em 2012), Stephane Charbonnier - o Charb (em 2012) e Tignous (em 2008) (Foto: Bertrand Guay, François Guillot, Guillaume Baptiste/AFP)Os cartunistas da ‘Charlie Hebdo’ a partir da esq.: Wolinski (em 2006), Cabu (em 2012), Charb (em 2012) e Tignous (em 2008) (Foto: Bertrand Guay, François Guillot, Guillaume Baptiste/AFP)

O ataque
Pelo menos 12 pessoas morreram no tiroteio em Paris nesta quarta. Entre os mortos estão dois policiais e 10 funcionários da revista, segundo a France Presse. A agência Reuters, citando a polícia, diz que outras dez pessoas ficaram feridas, cinco em estado crítico.

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse aos jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem. O veículo seguiu no sentido de Port de Pantin, onde o veículo foi abandonado e os suspeitos roubaram um segundo carro, no qual continuaram fugindo.

O número de suspeitos envolvidos no crime ainda é incerto e não foi confirmado pela polícia. Eles ainda são procurados e são perigosos, segundo as autoridades.

O romancista Michel Houellebecq (Foto: Divulgação)O romancista Michel Houellebecq
(Foto: Divulgação)

Michel Houellebecq
A sede da “Charlie Hedbo” foi alvo de um ataque a bomba em novembro de 2011 após colocar uma imagem satírica do profeta Maomé em sua capa.

Coincidência ou não, a “Charlie Hebdo” fez a divulgação em sua edição desta quarta-feira do novo romance do controvertido escritor Michel Houellebecq, um dos mais famosos autores franceses no exterior.

A obra de ficção política fala de uma França islamizada em 2022, depois da eleição de um presidente da República muçulmano. “As previsões do mago Houellebecq: em 2015, perco meus dentes… Em 2022, faço o Ramadã!”, ironiza a publicação junto a uma charge de Houellebecq.

A revista de humor tem sido ameaçada desde que publicou charges do profeta Maomé em 2006.

Em novembro de 2011, a sede da publicação foi destruída por um ataque criminoso, já definido como atentado pelo governo na época.

Em 2013, um homem de 24 anos foi condenado à prisão com sursis por ter pedido na internet que o diretor da revista fosse decapitado por causa da publicação das caricaturas do profeta muçulmano.

(Pop e Arte, G1)

Um golpe no turismo do Ceará

Lamentavelmente, o tenebroso e violento assassinato da turista italiana, Gaia Barbara Molinari, em Jericoacoara tem chamado menos atenção do que a decisão de manter temporariamente presa a farmacêutica carioca, Mirian França de Melo. A prisão temporária foi concedida pela Justiça a pedido da delegada Patrícia Bezerra, que alegou haver contradições no depoimento de Mirian.

 

Mirian é negra. Este fato foi o suficiente para mobilizar um movimento pela libertação da carioca sob o seguinte argumento: a prisão teria se dado somente em função da cor da pele. Por esse raciocínio, se Miriam fosse branca nem o pedido de prisão e nem a decisão judicial que o acatou se efetivariam. Dessa forma, tanto a delegada quanto o juiz que acatou o pedido de prisão temporária seriam racistas.

 

Tanto a delegada quanto o Judiciário não podem se intimidar por este tipo de pressão. A investigação precisa ser absolutamente técnica e não se submeter a qualquer tipo de patrulha. A questão subjacente é mais importante. No caso, o brutal assassinato em um paraíso turístico do Ceará. Como ocorre em todo o Ceará, os casos de violência em Jericoacoara têm sido crescentes.

 

Em 2011, foi notícia aqui e na imprensa do Sudeste a mobilização de moradores do mais cultuado destino turístico do Ceará contra a escalada da violência no local. À época, já eram muitos os relatos de estupros e abusos sexuais contra moradores e visitantes. Um caso em especial ganhou repercussão.

 

Em 1º de julho daquele ano, por volta de 22h, dois casais de adolescentes, com idades entre 16 e 17 anos, foram rendidos por três homens armados com facas na Duna do Pôr do Sol. Os quatro foram levados pelos criminosos a um local conhecido como Sítio. Os rapazes foram amarrados, despidos e espancados. As garotas, além de estupradas, tiveram os cabelos cortados.

 

Agora, o assassinato de Gaia ganhou repercussão internacional. Além da tragédia que tirou a vida de uma jovem, o fato pode ser visto como o mais duro golpe no turismo do Ceará. Que a investigação seja rigorosa e chegue rápido ao(s) autor(es) do crime. Sem que se importe com a cor da pele.

(O Povo Online)

Ceará: Número de ações contra bancos diminuiu 28% em 2014

Agência bancária de Pentecoste foi explodida durante ação de assaltantes (Foto: Johnys Pinho/ Arquivo Pessoal)

O número de ações contra bancos e caixas eletrônicos diminuiu 28,4% em 2014, numa comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a dezembro, o Estado registrou 68 ataques. A média foi de um caso a cada cinco dias. Desses, 34 ocorrências se deram com uso de explosivos. Nessa modalidade, a queda foi de 15%. Já em 2013, foram contabilizadas 95 ações. Em 40 delas, agências ou caixas eletrônicos foram dinamitados. O balanço final foi feito pelo O POVO, com base nos dados do Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb-CE)

 

Considerando as ocorrências do ano inteiro, a maioria se deu no interior do Estado. A Capital registrou apenas oito ações. Já na Região Metropolitana foram apenas três casos, todos em Maracanaú. Dezembro também foi o mês com o maior com maior número de ocorrências no ano. Foram 11 casos, no intervalo de 31 dias. Desses, oito se deram com o uso de explosivos.

 

Os dois últimos casos foram registrados no dia 31 de dezembro, quando duas agências e o destacamento da Polícia Militar foram atacados, na cidade de Itapiúna, a 110 quilômetros de Fortaleza.

 

De acordo com Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Seeb, a diminuição foi ocasionada, principalmente, por dois fatores: a coordenação das inteligências policias na captura de quadrilhas que usam explosivos e a implementação em Fortaleza do Estatuto de Segurança Bancária, que o sindicato quer que seja adotado em cidades do Interior. “Nós comemoramos a redução, mas o número permanece preocupante”, salienta o presidente.

 

Dezembro

Segundo levantamento feito pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), até o mês de novembro a redução do número de ações contra bancos chegava a 40,41%. Dezembro, porém, como era o esperado, devido ao volume maior de dinheiro circulando, houve mais crimes contra as instituições financeiras. O último mês de 2014 foi o único em que o registro de casos ultrapassa o de 2013.

 

Sem precisar um número exato, o titular da DRF, delegado Raphael Villarinho, afirma que, no balanço feito até o fim do ano pelo órgão, a diminuição é ainda maior. A divergência se dá porque, de acordo com Villarinho, o levantamento do Seeb leva em conta as saidinhas e as chegadinhas bancárias, dados que não entram na estimativa da DRF, por não se tratar de “crime contra a instituição financeira” e, sim, contra o usuário.

 

“Em 2014, ultrapassamos o número de 100 presos, envolvidos em assaltos a bancos. E essa diminuição nos ataques se deu pelas ações conjuntas das Polícias Militar e Civil, com apoio do Ministério Público e a troca de informações constantes em delegacias, em operações como a Brasil Integrado e a Divisa Segura”, aponta o delegado.

 

Serviço

Relatório do Sindicato dos Bancários sobre ações contra bancos:

Acesse: http://bit.ly/1qYUmJb

(Domitila Andrade e Thiago Paiva, O Povo)

Jornalistas da Al-Jazeera presos há mais de um ano no Egito terão novo julgamento

Na última quinta-feira (01/01), a justiça egípcia ordenou a realização de um novo julgamento para os jornalistas da rede de televisão do Catar Al-Jazeera, que estão detidos no país desde dezembro de 2013. O australiano Peter Greste, o egípcio-canadense Mohamed Fadel Fahmy e o egípcio Baher Mohamed foram condenados por apoiar a Irmandade Muçulmana do presidente deposto Mohamed Mursi.
Crédito:Reprodução/Al-Jazeera
Novo julgamento dos jornalistas pode durar de 12 a 18 meses
Segundo a agência AFP, o Tribunal de Cassação, a mais alta jurisdição do Egito, ordenou um novo julgamento, aceitando as demandas do Ministério Público e dos advogados dos acusados. Em junho de 2014, Greste e Fahmy foram condenados a sete anos de prisão e Mohamed a dez. Apesar do novo julgamento, as famílias esperavam pela libertação do grupo.
Em comunicado, a rede Al-Jazeera pediu que o julgamento ocorra rapidamente, uma vez que a previsão dos advogados é de que ele possa durar de 12 a 18 meses. Os três jornalistas permanecerão presos até que ele ocorra.
(Portal Imprensa)

60 JORNALISTAS MORRERAM POR CAUSA DA PROFISSÃO EM 2014, DIZ RELATÓRIO

O Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) divulgou nesta terça-feira (23/12) seu relatório anual, que mostrou que 60 jornalistas morreram este ano por causa da profissão no mundo todo, dez menos que em 2013.

A organização, com sede em Nova York, afirmou que, apesar da pequena redução de 2014, os últimos três anos “foi o período com pior saldo de mortes que o CPJ já registrou”. O comitê destacou que a alta proporção de jornalistas estrangeiros que morreram este ano demonstra que “nos tempos atuais, todos se transformaram em alvo”.

“Nunca tínhamos visto uma época tão perigosa para exercer a profissão de jornalista”, disse o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon. Segundo o CPJ, pelo terceiro ano consecutivo, a Síria é o país com o maior número de jornalistas mortos no exercício da profissão, com 17. Desde que explodiu o conflito armado nesse país, morreram 79 jornalistas.

“A Síria substituiu as Filipinas como o segundo país com o pior saldo de mortes de jornalistas desde que o CPJ começou a levantar estas estatísticas, em 1992″, disse o relatório. Paraguai e Mianmar registraram este ano os primeiros mortos de jornalistas em trabalho desde 2007. No caso do Paraguai, as três vítimas morreram enquanto trabalhavam na fronteira com o Brasil.

Link: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2014/12/60-jornalistas-morreram-por-causa-da-profissao-em-2014-diz-relatorio.html

(Época Negócios)

Itaú fecha agências sem vigilantes e expostas à violência após derrotas na Justiça

O Itaú tentou se fazer de morto mas o SindBancários mostrou que está atento. Dentro de um projeto de gestão que a gente já conhece e que aparece como discurso de eficiência, o banco da família Setúbal tentou empurrar para bancários e clientes do banco no Centro e na Zona Sul um “novo conceito de agência”. Claro que o banco vende esse conceito como se fosse o último grito em tecnologia e autoatendimento. Mas o problema é que essas agências, sem vigilantes, sem portas giratórias e sem vidros à prova de bala como manda a lei, são vulneráveis e não podem seguir funcionando.

Tão logo o banco implantou esse novo conceito em três agências de Porto Alegre, sem portas giratórias, vidros à prova de bala e vigilantes armados, o SindBancários atuou. Entramos com uma liminar que exigia o cumprimento de leis de segurança bancária. Em novembro, a Justiça do Trabalho de Porto alegre acolheu a liminar impetrada pelo SindBancários e proibiu essas agências funcionarem  sem obedecer essas normas. O banco então magoou e anunciou o fechamento de duas agências no Centro de Porto Alegre e uma na Zona Sul. (Leia aqui e aqui as decisões judiciais que proibiram o Itaú de funcionar de forma precária e que oferecesse riscos a bancários e clientes).

 

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, afirmou que não irá permitir que os bancos exponham os colegas aos riscos decorrentes de roubos e assaltos, como muitas vezes já aconteceu. “Em favor da lucratividade cada vez maior dos banqueiros, a vida dos colegas, bem como a de clientes, está sendo colocada em risco. Pressão constante e multas pesadas são necessárias para que as instituições entendam a importância do problema e tomem as atitudes cabíveis buscando evitar a exposição das pessoas à falta de segurança dos bancos”, ressaltou Gimenis.

 

A diretora do SindBancários e funcionária do Itaú, Cátia Cilene Nobre Nunes, classificou como irresponsável a atitude do Itaú. “O banco comete todos os erros possíveis nesse caso. Fecha postos de trabalho, reduz competitividade e mostra-se intransigente quanto a investimentos em segurança e condições de trabalho. Fechar três agências que não oferecem segurança nem condições decentes de trabalho não é uma solução inteligente. É o reconhecimento da derrota de um projeto absurdo e ilegal de criar agências sem bancários, sem vigilantes, sem portas giratória e, agora sabemos, sem clientes e sem trabalho”, disse a Cátia.

O banco sofreu duas derrotas na Justiça. Em 28 de outubro deste ano, a desembargadora 19ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, Brígida Joaquina Charão Barcelos Toschi, reconheceu que a segurança no local de trabalho é elemento essencial para os trabalhadores e que é ilegal o funcionamento da agência comercial sem as condições de segurança previstas na legislação. Ela, inclusive, havia reiterado que as chamadas agências de negócios do Banco Itaú não funcionassem sem porta de segurança e vigilantes armados. (Leia aqui)

No dia 4 de novembro, o Tribunal Regional do Trabalho concedeu uma liminar complementar ao mandado de segurança que já havia sido ajuizado pelo SindBancários e determinou a proibição do banco Itaú em abrir agências ou postos de atendimento sem portas giratórias, vidros à prova de bala e vigilantes armados. (Leia aqui)

Fonte: Imprensa SindBancários

Bandidos assaltam agência do Banco do Brasil de São Gonçalo do Amarante

Dois homens e duas mulheres assaltaram a agência do Banco do Brasil do município de São Gonçalo Amarante, a 61,1 km de Fortaleza, na manhã desta terça-feira (16).

De acordo com informações preliminares, o grupo rendeu cerca de 12 pessoas, incluindo clientes e funcionários dos banco. Um dos reféns informou que o grupo estava com dinamites.

Eles levaram uma quantia não divulgada de dinheiro e fugiram em um veículo Hilux.

Equipes da polícia realizam diligências para localizar os suspeitos.

(C Newsancio

Traficante ”Big Big”, um dos mais procurados do Ceará, é preso

Da esquerda para a direita, ‘Big Big” e seu comparsa, Edinásio. Armas e drogas também foram apreendidas na operação – FOTO: AMANDA ARAÚJO

A Polícia Civil conseguiu capturar, na última quarta-feira, 10, um dos homens mais procurados do Ceará, localizado em um campo de futebol, próximo ao terminal Conjunto Ceará. Francisco de Assis da Costa Lima, 37, conhecido como”Big Big”, é investigado por pelo menos 13 assassinatos, todos envolvidos com o tráfico de drogas. Ele é apontado como o chefe de uma quadrilha criminosa que atua, principalmente, no bairro Serrinha. Um comparsa dele também foi preso, com arma e drogas.

“Big Big” é investigado há cerca de dois meses, figurando na lista dos dez homens mais procurados, conforme o delegado Sérgio Pereira, diretor-adjunto da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD). Em operação com a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), eles receberam a informação de que o traficante iria se encontrar com duas mulheres no Conjunto Ceará. Na abordagem, Francisco de Assis apresentou documento falso, mas acabou confessando sua identidade.

“Na sua residência, na rua Pero de Góis [bairro Planalto Ayrton Sena], apreendemos uma pistola 380 municiada e uma quantidade de crack, que ele justificou comercializar para sustentar os filhos”, detalha Sérgio Pereira. Após a prisão de ”Big Big”, a Polícia ainda conseguiu localizar a residência de um de seus comparsas, identificado como Francisco Edinásio Gomes Pereira, 28. Ele foi preso na rua Doutor Seixas, no bairro Genibaú, com crack, maconha, balança de precisão e um revólver calibre 38.

O delegado René Andrade, do 5° Distrito Policial (Parangaba), afirma que “Big Big” matava tanto integrantes da quadrilha que queriam sair do tráfico, quanto moradores da Área Integrada de Segurança 5 (AIS 5) que não colaboravam. Entre eles, estão um homem e uma mulher, identificados como Luiz Feliciano Costa Filho e Liduina Maria Nogueira Costa, mortos no dia 4 de abril de 2014. Além disso, o criminoso mandava matar traficantes de bairros como Genibaú, Planalto Ayrton Sena e Jóquei Clube, a fim de “tomar” o tráfico no local.

“A serrinha era o principal reduto dele [“Big Big”], várias pessoas foram obrigadas a contribuir, escondendo drogas em casa ou mesmo traficando. Outros moradores também foram forçados a se mudar, fugindo dele. Era um livro escrito com sangue das vítimas e lágrimas dos familiares delas”, completa René. Outra vítima de Francisco de Assis foi um adolescente de 17 anos que trabalhava para ele e teria comentado que ia arranjar um emprego lícito em Canindé. O jovem foi executado apenas por comentar o plano, segundo a Polícia.

O diretor da DCTD, Alexandre Ferraz, alerta a população para a importância das denúncias. “A prisão do chefe da quadrilha foi muito importante para chegarmos aos outros integrantes, mas continuaremos investigando. Temos pelos menos outras dez pessoas monitoradas, que devem ser capturadas para desarticular o tráfico na região”, completa. 

“Big Big” foi autuado por tráfico de drogas, posse ilegal de arma e uso de documento falso. Edinásio, que já responde por roubo, foi autuado também por tráfico e porte ilegal de arma.

Serviço

Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas
Endereço: Avenida Deputado Osvaldo Studart, 585, bairro de Fátima

(Amanda Araújo – O Povo)