Caso Sakineh: jornal iraniano diz que Carla Bruni deveria morrer

TEERÃ – O jornal iraniano Kayhan voltou a criticar Carla Bruni, primeira-dama da França, nesta terça-feira, 31, e desejar sua morte por defender uma iraniana condenada à pena capital por adultério e assassinato.

O jornal, que já havia chamado a esposa de Nicolas Sarkozy de prostituta, voltou a insultar a primeira dama e disse que ela “merece o mesmo destino” que Sakineh Mohammadi Ashtiani, a iraniana condenada.

Carla foi uma das celebridades francesas a defender Sakineh abertamente. Em uma carta, a primeira-dama pediu o fim da punição por apedrejamento no Irã. “Derramar sangue, humilhar uma mãe? Por quê? Porque você viveu, amou, porque você é uma mulher, uma iraniana? Me recuso a aceitar isso”, escreveu.

O Kayhan, cujo diretor-geral é apontado pelo supremo líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, respondeu às críticas de Carla com um editorial no sábado, quando escreveu “Prostitutas francesas entram na questão dos direitos humanos”, criticando o comportamento da francesa.

Nesta terça, quando a França disse repudiar as declarações do Kayhan, o jornal voltou a tocar no assunto, falando sobre “os relacionamentos ilícitos com várias pessoas” de Carla Bruni e culpando-a por causar o divórcio de Sarkozy com sua segunda esposa.

“Estudar o passado de Carla Bruni mostra claramente a razão pela qual esta mulher imoral está apoiando a iraniana que foi condenada à morte por adultério e por cumplicidade com o assassinato de seu marido. De fato, ela também merece morrer”, publicou o Kayhan.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou a mídia nacional pelos ataques. “Insultar funcionários de outros países e usar palavras indecentes não é algo endossado pela República Islâmica do Irã”, afirmou um porta-voz do ministério. “Nós não acreditamos que o uso de palavras indecentes e insultantes seja uma atitude correta”, disse o funcionário. “A mídia pode criticar as políticas hostis de outros países, mas evitando o uso de palavras insultantes. Isso não é correto.”

Os comentários da chancelaria francesa se referem aos primeiros insultos. O governo do Irã negou qualquer ligação com as difamações e pediu cautela no uso da linguagem ao jornal.

Entenda o caso

Sakineh foi condenada em 2006 por manter relações ilícitas com dois homens após ficar viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Primeiramente a pena foi de 99 chibatadas, depois convertida em morte por apedrejamento e, posteriormente, alterada para enforcamento.

Em julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega.

O governo brasileiro ofereceu refúgio a Sakineh, o que foi rejeitado por Teerã. A pena de morte foi mantida por um tribunal de apelações, que acrescentou ao caso a acusação de conspiração para a morte do marido.

(Agência Estado)

‘Lei da Cadeirinha’ entra em vigor

A partir de amanhã, os pais que não transportarem crianças com idade até 7 anos em cadeirinhas especiais nos automóveis estarão cometendo infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 191,54 e perda de sete pontos na carteira do motorista. A “Lei da Cadeirinha” é uma determinação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e deveria ter começado a valer em 9 de junho, mas devido à falta dos equipamentos no mercado o prazo foi prorrogado.

A resolução 277/2008 do Contran, que determinou o uso obrigatório dos equipamentos de segurança, previa uma adaptação de dois anos e o uso de quatro tipos de equipamentos para o transporte de criança: o bebê conforto (da saída da maternidade até 1 ano); cadeirinha (de 1 a 4 anos); assento de elevação (de 4 a 7 anos e meio); e o cinto de segurança no banco de trás (de 7 anos e meio até 10 anos).

Com a proximidade do fim do prazo, a procura pelos equipamentos foi muito grande nos últimos meses, fazendo com que os fornecedores não pudessem atender a demanda das lojas.

De acordo com Lima Maria Nakahashi, proprietária de uma loja especializada em produtos infantis no Centro da cidade, muitas pessoas procuraram pelo produto, mas não encontraram, pois o equipamento estava em falta até para os fornecedores.

– O pessoal procurou bastante, mas não tinha mais. Nos últimos dias chegaram alguns modelos, mas outros ainda estão em falta, como o bebê conforto. Pegamos o telefone dos que nos procuram e assim que o produto vai chegando fazemos a ligação. Quando disseram que o prazo para a lei entrar em vigor foi prorrogado, pararam de procurar um pouco, mas no último fim de semana a procura foi muito grande – contou.

Maria Silva Pelúcio Ribeiro, também proprietária de um loja de produtos infantis, confirmou a informação.
– As pessoas continuaram procurando, só que a fábrica não tinha mais para entregar. Mesmo agora estamos recebendo com dificuldade. Em nosso fornecedor, a mais difícil de achar no momento é o modelo da cadeirinha para crianças de 15 a 36 quilos. Tivemos que criar uma lista com os interessados, quando o modelo desejado chega ligamos para todos, mas os que chegam primeiro levam – disse.

Para evitar o transtorno de não encontrar o modelo desejado, a representante comercial Érica Brandão, 35, comprou a cadeirinha no mês de junho.

– Preferi não esperar. Essa lei é um pouco fora de mão, mas é muito importante para a segurança das crianças. Fora de mão pelo fato de o equipamento ser caro e termos que usar modelos diferentes de acordo com o crescimento da criança – falou.

Já o técnico em radiologia Rodrigo de Oliveira Nicolau, 30, deixou para comprar a cadeirinha de sua filha de dois meses na manhã de hoje.
– Não comprei antes, pois não costumávamos sair de casa com ela, agora é que vamos precisar. Achei que seria mais complicado, mas até que consegui encontrar o modelo que eu precisava – afirmou.

(Diário do Vale)

A onda vermelha

No momento em que escrevo esse post, sábado à noite, a onda vermelha se espraia pelo país. Após resistir a oito anos de bombardeio midiático, alimentado pela oposição golpista (PSDB/DEM/PPS), o presidente comprova o adágio: a vingança é um prato que se come frio. Depois de sofrer o diabo nas mãos do consórcio oposição/mídia; depois de ter sido chamado de apedeuta, de bebum e estuprador, Lula dá o troco em grande estilo. Após levar a sua candidata, Dilma Roussef, de 8% nas pesquisas de intenção de voto, no início do ano, para 51%, segundo a última pesquisa Ibope, Lula derrubou as estacas que seguravam a ilusão oposicionista. José Serra sairá da eleição menor do que entrou.

Mas como prega o brocardo Murphyniano: nada está tão ruim que não possa piorar, o que era ruim para os tucanos pode ficar muito pior. Impulsionados pela onda vermelha que catapultou Dilma para os índices estratosféricos que ela tem hoje, candidatos ao Congresso Nacional pela coligação governista passaram a experimentar um aumento contínuo e crescente nas intenções de votos. Netinho de Paula, em São Paulo é o caso mais emblemático: saindo de índices ínfimos há alguns meses, hoje já empata tecnicamente com Orestes Quércia. O cenário começa a tomar corpo em quase todos os estados da Federação.

Dilma Roussef ganhará a eleição. Nisso creio eu e mais de 80% dos brasileiros, inclusive a maioria dos tucanos. Cenário muito ruim para o PSDB. Só que o cenário mais devastador e letal para a oposição começa a se desenhar: Lula, além de eleger Dilma, elegerá uma maioria esmagadora na Câmara e no Senado. Uma verdadeira onda vermelha, que reedita a onda oposicionista que o MDB emplacou em 1974. Essa sim, é uma péssima notícia para a oposição e mídia golpistas. E uma ótima notícia para o Brasil e os brasileiros.

Do Terra Goyazes, acessem este blog.

Pesquisa da PUC: “Veja se transformou no maior fenômeno de anti-jornalismo”

Por Juliana Sada

 

A obsessão da revista: derrubar Lula

Criada em setembro de 1968, a revista “Veja” é a publicação semanal brasileira de maior tiragem, teoricamente com cerca de um milhão e duzentos mil exemplares. Criada por Mino Carta, atualmente diretor de redação da Carta Capital, e Victor Civita – estadunidense filho de italianos, fundador do Grupo Abril – a revista foi por um longo período paradigma para o jornalismo brasileiro. Por sua redação, passaram nomes importantes da profissão; e, por suas páginas, grandes personagens da história – entre seus entrevistados estão Vinícius de Moraes, Yasser Arafat, Salvador Dalí, Tarsila do Amaral e Sérgio Buarque de Holanda.

Mas, em anos recentes, a revista tornou-se alvo de intensas críticas. Na internet, disseminam-se pequenas e grandes iniciativas de informação e contraponto ao tipo de jornalismo feito por lá. Esse mesmo Escrevinhadora entrevista que nunca existiu, mas que a revista publicou; e mostrou a história do professor que foi alvo de manipulação pelo veículo, além da peculiar análise do semanário sobre a Bolívia . denunciou

O jornalista Fábio Jammal Makhoul decidiu debruçar-se sobre a revista Veja para formular sua tese de mestrado em Ciência Política para a PUC de São Paulo. A dissertação analisou a publicação durante o primeiro mandato de Lula , de janeiro de 2003 a dezembro de 2006. Fábio constatou que houve, de modo deliberado, uma cobertura tendenciosa com o objetivo de desestabilizar o governo. Os números são impressionantes: “40,6% da cobertura de Veja sobre o primeiro governo petista noticiou os escândalos do Planalto e, conseqüentemente, Lula e o PT de forma negativa”. O governo ocupou “54 capas de Veja, das 206 publicadas no período”, destas “32 tratavam de escândalos, segundo classificação da própria Veja, ou seja, 59,3% do total”.

Segundo Fábio, esse sistemático ataque levou ao surgimento de inúmeras críticas que “abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua ‘imparcialidade e independência’ a todo o tempo em 2005 e 2006”.

O Escrevinhador entrevistou Fábio Jammal Makhoul para expor e debater seu estudo e o papel desempenhado pela revista. Confira a seguir.

Como surgiu a ideia de estudar a revista Veja?
O principal motivo que me levou a pesquisar a revista Veja é jornalístico. A degradação do jornalismo da revista nos últimos anos foi assustadora. Veja é a maior revista semanal de informação do Brasil, com tiragem superior a 1,2 milhão de exemplares. Um número muito maior que o das demais publicações do segmento. Veja é a quarta maior revista de informação do mundo e seu jornalismo já foi referência para toda mídia impressa brasileira. Mas, nos últimos anos, o semanário também se transformou no maior fenômeno de anti-jornalismo do país.

De 2005 para cá, a revista se perdeu completamente em reportagens baseadas em ilações e xingamentos, que ignoraram as regras mais básicas do jornalismo e rasgaram todos os códigos de ética da profissão. Virou um verdadeiro pasquim, com matérias que se revelaram fantasiosas e recheadas de ataques e manipulações da informação. Isso não quer dizer que o PT e o governo Lula sejam os bonzinhos da história e nem as vítimas da grande imprensa. Pelo contrário, houve erros gravíssimos na administração federal, que precisavam ser apurados e divulgados pela mídia.

Entretanto, o jornalismo da grande imprensa conseguiu ser mais antiético que os próprios políticos que eram acusados, com erros grosseiros que comprometeram a imagem desses veículos, principalmente a da revista Veja, que foi a mais engajada na tentativa frustrada de derrubar o presidente da República em 2005 e 2006.

Muito se fala sobre cobertura parcial da Veja. Por meio da sua pesquisa, foi possível constatar a veracidade dessas observações?
Sim, e nem precisava de uma pesquisa acadêmica ou mais aprofundada. Basta uma leitura simples da revista para constatar que Veja tem um lado quando o assunto é política. Hoje temos uma bipolarização partidária no Brasil, com PT e PSDB monopolizando a disputa eleitoral. E a revista Veja está claramente do lado do PSDB e completamente contra o PT. Se você pesquisar a revista desde o início dos anos de 1980 vai constatar que o Partido dos Trabalhadores e o próprio Lula nunca tiveram um tratamento positivo nas páginas de Veja.

Essa história de imparcialidade da imprensa não existe. Os veículos de comunicação são empresas e têm seus interesses e preferências políticas. O jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, sempre foi conservador e nunca escondeu isso. Assumir uma posição ideológica ou política não é

ruim. É até saudável e democrático, os grandes jornais da Europa e dos Estados Unidos fazem isso. Pelo menos, o leitor sabe claramente qual é a orientação editorial da publicação. O problema é quando se abandona o jornalismo para se transformar num panfleto político-partidário. E foi o que aconteceu com Veja de 2005 para cá.

Nos dois primeiros anos do primeiro mandato de Lula, o semanário ainda fez jornalismo, mas, ao apostar que poderia derrubar o presidente da República em 2005, perdeu a aposta e a credibilidade. Com o escândalo do “mensalão”, Veja captou o antilulismo e o antipetismo da chamada classe média que lê a revista e iniciou sua campanha pelo impeachment do presidente. Só que a questão política serviu para que Veja se sentisse à vontade para cometer os abusos que quisesse. Uma coisa é a crítica política que se viu no Estadão e n’ O Globo, por exemplo. Outra coisa é partir para o xingamento, como fez Veja.

Você poderia citar capas e matérias que seguramente continham distorções, inverdades, ataques ou parcialidade?
Há muitos exemplos, principalmente em 2005 e 2006. Uma das capas que mais me chamou a atenção foi a da edição de 16 de março de 2005. A revista tentou fabricar uma crise para os petistas, com uma reportagem que prometia ser “bombástica”. A manchete da capa era: “Tentáculos das Farc no Brasil”. Em letras menores, a revista diz que “espiões da Abin gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando doação de 5 milhões de dólares para candidatos petistas na campanha de 2002”.

A capa é chamativa, cheia de dólares ao fundo e uma foto do militante petista que teria recebido dinheiro das Farc. Embora a revista tenha considerado a reportagem forte o suficiente para ser a capa da edição, no corpo da matéria há três ressalvas de que o semanário não tinha como comprovar as acusações. O tema foi repercutido por um mês até sumir das páginas de Veja. O Ministério Público e o Congresso Nacional investigaram e não acharam nada e a revista sequer se desmentiu o publicou o final da história. Capa parecida foi a de 2 de novembro de 2005, que dizia que a campanha de Lula recebeu dólares de Cuba. A matéria é toda fantasiosa e com denúncias em off que nunca se confirmaram.

Levantamento e classificação das capas. Clique na imagem para vê-la maior.

Uma das partes da sua dissertação se intitula “O discurso político das capas”. Você poderia explicitar qual é este discurso?
Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Com 49 capas negativas, a revista lançou mão de uma estratégia discursiva que visava claramente dar a Lula o mesmo destino de Collor: o impeachment. Sem sucesso neste intento, o semanário passou a trabalhar para evitar a reeleição do petista. A revista não foinada sutil em sua estratégia, pelo contrário, foi arrogante, agressiva, preconceituosa. O preconceito, aliás, foi uma das modalizações discursivas contra o governo mais utilizadas pela publicação, principalmente na capa. Desde o primeiro ano do mandato, em 2003, a revista procurou tematizar sobre a ética no PT. O enunciador sempre deixou claro que ela não passava de discurso para chegar ao poder, mas, assim que os escândalos começaram, Veja tratou de provar que o PT era pior que os demais partidos neste quesito. Entre os muitos preconceitos despejados pelo enunciador na capa está a associação entre o PT e bandidos; de traficantes a assassinos.

A suposta falta de escolaridade e de atenção dos petistas com a educação também foram bastante exploradas, sendo que o enunciador não se intimidou para fazer alusão ao animal burro em diversas ocasiões. O esquerdismo do PT também foi apresentado negativamente e de forma preconceituosa. Veja mostrou aos leitores que a máquina pública foi tomada pelos petistas, que aparelharam o Estado como fizeram os soviéticos. Aliás, autoritarismo foi outro tema explorado, que procurou mostrar um PT stalinista e ditador.

A corrupção, entretanto, foi o tema mais explorado nas capas que retrataram o PT e o governo Lula. Com uma série de escândalos em pauta, a revista usou uma das estratégias mais controversas e criticáveis: a comparação entre Lula e Collor. Comparações são sempre complicadas, mas o enunciador de Veja, posicionado e ideológico, relacionou os dois presidentes de forma simplista e forçada.

Com esta modalização discursiva, Veja pôde finalmente trabalhar pelo impeachment de um Lula sem moral, sem ética, corrupto, chefe de quadrilha, despreparado e que fez um primeiro mandato pífio, segundo as capas do semanário. Assim, a revista ousou também decretar o fim do PT. Errou em todas as apostas. Para justificar suas derrotas, Veja encontrou uma explicação baseada e mais preconceitos. Na edição de 16 de agosto de 2006, quando as pesquisas apontavam vitória fácil de Lula na disputa pela reeleição, VejaVeja veiculou uma capa com a foto de uma jovem negra segurando o título de eleitor. A manchete era: “Ela pode decidir a eleição”. O subtítulo explica quem é ela: “nordestina, 27 anos, educação média, 450 reais por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro”. Ou seja, ela é o retrato do Brasil e não dos leitores da revista, que são das classes A e B. Para esses, que o enunciador de aposta que sabem votar, resta a resignação, já que os negros, pobres, analfabetos e nordestinos vão decidir as eleições.

Na introdução do seu trabalho, você apresenta a revista Veja como protagonista de escândalos. Ao que você se refere ao chamar a Veja de protagonista?
Podemos dizer que praticamente toda a chamada grande imprensa aproveitou os erros e desmandos do PT na primeira gestão do Lula para denegrir a imagem do partido e impedir a reeleição do presidente. Mas a revista Veja foi protagonista porque foi a mais enfática na campanha contra os petista e a que mais cometeu erros do ponto de vista jornalístico. Além disso, suas reportagens serviram tanto para iniciar um escândalo como para mantê-lo na pauta da mídia. Em muitos momentos, principalmente durante o escândalo “mensalão”, as reportagens de Veja alimentaram os jornais diários e a própria TV.

Você afirma que “ao todo, Veja publicou 206 edições entre 1° de janeiro de 2003 e o dia 31 de dezembro de 2006. Neste período, a revista produziu 621 reportagens sobre o primeiro governo do PT. Dessas, 252 trataram dos escândalos.” Isso quer dizer que, na média, havia três matérias sobre o governo por edição e sempre uma sobre algum escândalo?
Sim, e mesmo quando a matéria não era sobre escândalos, o enfoque que era dado ao Lula e ao PT era negativo. No meu trabalho deixo claro que o Partido dos Trabalhadores, uma vez no poder, cometeu uma série de irregularidades que deveria sim ser apurada e noticiada. Mas a forma com que a grande imprensa fez a cobertura, principalmente a Veja, visava apenas derrubar o PT do poder e não denunciar as mazelas do nosso sistemas político e eleitoral brasileiro, que estão no cerne do “mensalão” e de vários outros escândalos e que continuaram intactos. Muitos desses problemas que geram toda sorte de abuso de poder são antigos e foram mostrados por diversos autores.

Talvez o melhor lugar para se buscar conhecimento sobre o funcionamento da política seja na obra de Nicolau Maquiavel. Não é à toa que sua bibliografia é chamada de realismo político. Lá se encontra a pura realidade sobre a política. Para divagar um pouco, me arrisco a fazer um paralelo entre Maquiavel e o governo Lula. O PT sempre empunhou a bandeira da ética e bradou que é possível ter “pureza” dentro do jogo político e eleitoral brasileiro. Mas, para chegar ao poder, teve de lançar mão das mesmas práticas que condenava em outros partidos, assim como fez para governar o país. Um jornalismo investigativo sério e isento poderia constatar isso e denunciar de forma séria e isenta. Assim, o PT mostraria o realismo político, que desnudaria os problemas que assolam nossos sistemas político e eleitoral.

Uma cobertura sóbria, que não fosse tendenciosa ao ponto de mostrar que o governo do PSDB sim foi puro, poderia causar uma indignação suficiente para que o Brasil finalmente fizesse uma reforma que melhorasse efetivamente os nossos sistemas político e eleitoral. Mas, ao fazer uma cobertura parcial e tendenciosa, o jornalismo chamou mais a atenção do que os escândalos que noticiava, não contribuindo em nada com o país.

As capas analisadas, de 2003 a 2006, seguiram sempre o mesmo tom ao tratar do PT? É possível delimitar períodos de maiores ofensivas ou recuos?
Veja só se manteve recuada nos ataques no primeiro ano do mandato de Lula, 2003. Em 2004, começou sua ofensiva, embora de forma meio tímida. Mas em 2005 e 2006, Lula e o PT foram os principais temas da capa. Em 2005, das 52 edições, Lula e o PT aparecem de forma negativa em 24 capas, sendo 18 delas classificadas pela própria Veja no tema escândalo. Ou seja, quase a metade das edições abordaram o presidente negativamente. Em 2006, último ano de governo, Veja publicou 15 capas sobre Lula e o PT, todas desfavoráveis em pleno ano eleitoral.

Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Foram 49 capas negativas, sendo 39 só em 2005 e 2006. Comparativamente à atuação de governos passados, o tratamento da imprensa e de Veja à gestão Lula foi muito desigual. Durante a era tucana, por exemplo, as denúncias contra o governo federal não tiveram muito destaque. Em 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso foi acusado de comprar votos para a aprovação da emenda que permitiu sua reeleição, havia denúncias sobre as privatizações e corrupção em vários órgãos ligados ao governo federal, como a Sudam e a Sudene. Naquele ano, apenas uma capa foi feita sobre as acusações, com a foto de Sérgio Motta, então ministro-chefe da Casa Civil, e a chamada da capa era: “Reeleição”.

Já em 2005, com Lula na presidência, forma dezoito capas sequenciais durante quatro meses de puro bombardeio. Veja chegou a defender o fim do PT e que isso seria benéfico para a política brasileira, já que até na oposição sua atuação foi prejudicial para o país. Veja nunca havia defendido o fim de nenhum partido e nem usado tantos adjetivos negativos como usou para falar sobre os petistas.

Em 2006, em pleno período eleitoral, a revista veiculou cinco capas negativas para o governo, entre 23 de agosto e 25 de outubro. Isto quer dizer que as capas de metade das edições de Veja que circularam enquanto as eleições se definiam eram ruins para Lula. Enquanto isso, Geraldo Alckmin (PSDB), seu principal adversário, não apareceu negativamente em nenhuma capa de VejaVeja e em todas elas ele aparece de forma negativa. Já Geraldo Alckmin aparece em duas matérias neste período. Ambas com abordagens positivas para o tucano. neste período. Pelo contrário, neste período o candidato do PSDB era mostrado de maneira positiva. Só no período do segundo turno das eleições, Lula foi alvo de quatro reportagens de

As manchetes veiculadas nas capas estavam de acordo com a reportagem produzida ou havia discrepâncias com o intuito de chamar a atenção do leitor?
As manchetes eram mais sensacionalistas, mas as reportagens também seguiam a mesma linha. Ainda assim, é possível perceber muitas discrepâncias, como aquela capa das Farc que eu já citei. Na capa, Veja afirma que o PT recebeu dinheiro das Farc e na matéria há três ressalvas de

que o repórter não conseguiu nenhuma prova. Outra capa que chama a atenção é aquela que eu também citei sobre a nordestina, negra e pobre que iria decidir a eleição em favor de Lula. O subtítulo diz que Gilmara Cerqueira tinha 27 anos. Mas na foto é possível observar a data de seu nascimento no título de eleitor e pode-se ver que ela tinha 30 anos na época e não 27 como rebaixou Veja para enquadrá-la ao perfil do eleitor médio. Ou seja, vale até mentir a idade da moça para montar um perfil da qual ela não se enquadra totalmente.

Além das capas, você analisou também os editorais da Veja. Foi possível encontrar correspondência entre a posição oficial da revista e o conteúdo por ela produzido, que em tese é independente?
As críticas que a revista Veja recebeu durante o primeiro governo Lula, principalmente nos dois últimos anos, abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua “imparcialidade e independência” a todo o tempo em 2005 e 2006. Durante a crise do “mensalão”, Veja usou a maior parte dos editoriais de junho a dezembro de 2005 para justificar a matéria da semana anterior e ratificar seu compromisso com um jornalismo sério. Logo no primeiro editorial do início da crise do mensalão, em 1º de junho de 2005, Veja garante que “não escolhe suas reportagens investigativas com base em preferências partidárias ou ideológicas”. E o curioso é que todos os editoriais das edições seguintes eram para justificar suas reportagens, sempre reafirmando uma imparcialidade que não se via nas reportagens.

Você discute o paradigma da imparcialidade e neutralidade no qual é baseado o discurso dos meios de comunicação entretanto você apresenta argumentos sobre a inviabilidade destes paradigmas se concretizarem. A partir da sua pesquisa, é possível concluir se a parcialidade da revista Veja é fruto de uma política deliberada ou consequência da inviabilidade de se fazer um jornalismo imparcial?
É fruto de uma politica deliberada. É claro que é quase impossível fazer um jornalismo totalmente isento. Mas você pode pelo menos buscar a isenção, ouvindo os dois lados, dando o mesmo peso para as diferentes versões e não utilizando adjetivos, por exemplo. Veja nem tentou ser imparcial, pelo contrário. Ela tinha uma estratégia discursiva e a seguiu até o fim com um objetivo bem claro: derrubar Lula da presidência.

Ao se contrapor ao governo Lula e ao PT, a revista Veja apresentava qual projeto para o Brasil apoiava ou qual setor o representava?
A primeira edição após a reeleição de Lula, publicada em 8 de novembro de 2006, é a que mostra mais claramente a posição da revista. A matéria de capa defende que é preciso deixar para trás a “visão tacanha” de que a miséria pode ser superada pelo “princípio bolchevique” de tirar dos ricos e dar aos pobres.

Para Veja, a miséria só será superada pela produção de riqueza e para isso “o gênio humano não concebeu nada mais eficiente do que o velho e bom capitalismo, com seus mercados livres, empreendedores ambiciosos e empresas inovadoras”. Veja aconselha Lula a “aposentar para sempre a ideia de palanque de que o Brasil é como um sobrado – em que só há andar de cima e andar de baixo e, portanto, o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima. Isso é uma interpretação tão tosca da sociedade brasileira que, na sua estupidez simplificadora, neutraliza o papel crucial e dinamizador exercido pela classe média”.

Veja diz que falta ao presidente maior clareza sobre como promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade. E acrescenta: “Para fazer o país avançar, produzir riqueza e gerar justiça, o presidente Lula tem muitos desafios para superar – e um deles começa em casa. O Partido dos Trabalhadores, que se transformou numa usina de escândalos, divulgou uma nota oficial cobrando que no novo mandato Lula faça um ‘governo de esquerda’. Ninguém sabe exatamente o que isso quer dizer, mas é certo que significa mandar às favas o equilíbrio fiscal e o controle da inflação em troca de um crescimento econômico tão duradouro quanto um voo de galinha”.

Essa é a primeira vez na cobertura do governo Lula que Veja assume com todas as letras que fala em nome das classes mais abastadas e que defende uma política e um projeto de Estado mais à direita do que voltados para o social. Sua intenção é proteger o capital como fica claro neste texto. Para a revista, é preciso esquecer a ideia de que “o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima”. Ou seja, não interessa colocar os mais pobres no mesmo patamar dos ricos é preciso “promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade”.

(O Escrevinhador – Por Rodrigo Vianna)

Queda da desigualdade de renda no país coloca mais 31, 9 milhões no mercado

“No futuro, as pessoas não olharão Lula como o novo Getúlio Vargas. Mas entenderão Vargas como o Lula do passado. O presidente encarna a principal mudança por que passou o Brasil nos últimos anos, ele é a nova classe média. Lula é o Nelson Mandela tupiniquim”. A análise é de Marcelo Néri, economista da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) e um dos maiores especialistas em política social do país.

“Na última década, a desigualdade de renda caiu como nunca em nossa história. O equivalente a 31,9 milhões de pessoas ascenderam à classe C, ingressando no mercado consumidor, ampliando a capacidade de nossa economia crescer”, avalia Neri, para quem, no entanto, o futuro do país está nas classes A e B. “Quando terminarmos o processo de transferir pessoas das classes D e E para a C, passaremos a transferi-las da C para cima, o que gerará maior pressão sobre os ricos.”

A percepção de Neri não é isolada. Durante seminário realizado ontem pela Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, economistas e cientistas políticos configuraram o atual momento da economia brasileira como “privilegiado”. Para o cientista político André Singer, as condições econômicas e sociais estão próximas do período do New Deal, nos Estados Unidos, quando o governo americano, por meio de gastos em programas de amparo social e em obras de infraestrutura, impulsionou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) após o “crash” de 1929. “Para ir além”, disse Singer, “é indispensável manter a elevação do salário mínimo”.

O processo virtuoso, conforme avaliação dos participantes do debate, está assentado em “pontos-chave”, como denominou Neri. Segundo números do economista da FGV, a renda oriunda do trabalho respondeu por 67% da redução na desigualdade, a frente dos 17% oriundos de programas de transferência direta de renda, como Bolsa Família, e dos 15,7% provenientes da Previdência Social . “O tripé é este”, diz Singer, “quer dizer, aumento do emprego, seguido de gastos com pobreza extrema e aposentadorias”.

Este quadro, no entanto, também revela problemas. “Do ponto de vista do crescimento acelerado combinado com redução da desigualdade, o jogo como está colocado hoje é preocupante”, avalia Mariano Laplane, economista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Ficamos por quase 30 anos completamente à margem do desenvolvimento. O mundo moveu seu eixo tecnológico e industrial para os países asiáticos, ao longo dos anos 1970, e nós ficamos parados, assistindo isso tudo”, afirma.

A lógica de Laplane, compartilhada por outros economistas da FGV, é que o ritmo acelerado do PIB – que neste ano, segundo estimativas do governo, deve passar por ampliação de 7%, a maior em 24 anos – não se sustentará, uma vez que o parque industrial brasileiro é pouco desenvolvido tecnologicamente, quando comparado com outros países, como a China.

“Os ganhos de produtividade que nossa indústria fez após a abertura comercial, em 1990, são claramente incapazes de fazer frente aos competidores externos”, avalia Laplane, para quem a ampliação do mercado de trabalho passa, principalmente, por maior oferta de empregos no setor industrial.

“Nos próximos dez anos, nosso crescimento será focado no mercado interno. Se não quisermos que a renda que estamos dividindo vaze para o exterior, por meio do consumo de importados, é preciso atenção maior com a indústria”, raciocina Paulo Gala, economista da FGV-SP.

A pressão por mudanças, no entanto, ocorrerá de forma difusa, avaliam Neri e Singer. Para este, a nova classe média é “parcialmente conservadora”, uma vez que quer continuar ascendendo socialmente, mas deseja que isso ocorra dentro da ordem, sem radicalizações. “Seja para fortalecer o processo de redução da pobreza, seja para efetuar mudanças do lado econômico, como alterar o câmbio e reduzir os juros, o Estado têm diante de si um novo proletariado, que está no setor de serviços, como os operadores de telemarketing”, diz Singer.

Para Neri, a nova classe média “não precisa tanto do Estado quanto os mais pobres”, assim, passa a ser natural que o Estado “foque mais em políticas sociais aos mais necessitados, deixando a classe ascendente com margem para desenvolvimento próprio”.

(Por João Villaverde – Valor Online)

Consultoria aponta que 80% dos governadores serão reeleitos

Do blog de Ricardo Noblat

É o que aponta o levantamento realizado pelo Arko Advice com base nas pesquisas disponíveis nos 27 estados da federação.

Dos 20 governadores que disputam a reeleição, 16 (80%) tem chances de conquistar um novo mandato. Comparada com as duas últimas eleições, este pode ser o maior índice de reeleição. Em 2002, 14 governadores concorreram a reeleição e 8 foram reeleitos (57,14%). Em 2006, dos 17 que tentaram um novo mandato, 9 (52,94%) foram reconduzidos.

Os governadores do PMDB são os que tem as melhores possibilidades de reeleição. Roseana Sarney (Maranhão), Carlos Henrique Gaguim (Tocantins), Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) André Puccinelli (Mato Grosso do Sul), José Maranhão (Paraíba) e Sinval Barbosa (Mato Grosso) tem boa densidade eleitoral.

No PSDB, Teotônio Vilela Filho (Alagoas), Antonio Anastasia (Minas Gerais) e José Anchieta (Roraima) estão bem colocados na pesquisas. Anchieta e Anastasia estão em melhores condições.

No PT, Jaques Wagner (Bahia) e Marcelo Deda (Sergipe) também estão bem posicionados na sondagens. Ambos tem boas chances de se reelegerem.

No PSB, Eduardo Campos (Pernambuco) e Cid Gomes (Ceará) devem se reeleger no primeiro turno. Wilson Martins (Piauí) também tem chance.

No PPS, João Cahulla (Rondônia) enfrenta uma eleição difícil mas tem boas chances. No PMN, Omar Aziz (Amazonas) também pode conquistar um novo mandato.

Este elevado índice de possibilidade de reeleição dos governadores pode ser explicados pelos seguintes fatores:

1) Os atuais governadores disputam no exercício do mandato, o que lhes dão algumas vantagem em relação aos seus adversários.

2) A maioria deles pertence a partidos da base do governo Lula. Dos 16, 12 (75%) são de legendas aliadas. Muitos desses governadores usam a imagem do presidente Lula em suas campanhas;

3) A conjuntura econômica favorável também favorece quem busca a reeleição. Com um ambiente econômico positivo, os governos estaduais também se beneficiam.

PMDB e PSDB podem eleger o maior número de governadores

Considerando as pesquisas de intenção de voto disponíveis até o momento, PMDB e PSDB são as legendas que mais podem eleger governadores de Estado. O levantamento foi feito pela Arko Advice.

O PMDB lidera no Maranhão (Roseana Sarney), Mato Grosso (Sinval Barbosa), Mato Grosso do Sul (André Puccinelli), Paraíba (José Maranhão), Rio de Janeiro (Sérgio Cabral) e no Tocantins (Carlos Gaguim). E tem chance de vitória também em Minas Gerais (Hélio Costa), no Rio Grande do Sul (José Fogaça) e Rondônia (Confúncio Moura).

O PSDB aparece na frente das pesquisas em Goiás (Marconi Perillo), Paraná (Beto Richa), Piauí (Sílvio Mendes), Rondônia (Expedito Júnior), São Paulo (Geraldo Alckmin) e Minas Gerais (Antonio Anastasia). Está bem posicionado no Amapá (Jorge Amanajás), Mato Grosso (Wilson Santos), Roraima (José Anchieta Júnior) e Tocantins (Siqueira Campos).

O PT lidera no Acre (Tião Viana), Bahia (Jaques Wagner), Rio Grande do Sul (Tarso Genro) e Sergipe (Marcelo Deda). Também tem chance no Distrito Federal, com Agnelo Queiroz..

No Ceará (Cid Gomes), Pernambuco (Eduardo Campos) e Espírito Santo (Renato Casagrande) o PSB aparece na frente. No Piauí, com Wilson Martins, o partido é competitivo.

O DEM lidera no Rio Grande do Norte (Rosalba Ciarlini) e tem chance de vitória também em Santa Catarina (Raimundo Colombo) e Sergipe (João Alves).

Ângela Amin, de Santa Catarina, e Neudo Campos, em Roraima, ambos do PP, lideram as pesquisas de opinião com boas chances de vitória.

O PTB lidera no Amapá (Lucas Barreto) e tem chances em Alagoas (Fernando Collor) e no Piauí (João Vicente Claudino).

PDT lidera em Alagoas (Ronaldo Lessa), único estado em que o partido tem chance de vitória.

O PSC lidera no Distrito Federal (Joaquim Roriz). É o único estado em que o partido tem chance de vitória. O PMN lidera no Amazonas (Omar Aziz). Tem boa chance de vitória.

Jogo sujo: Um toque de infidelidade tucana em Granja

Foi divulgada no último dia 21 a adesão do prefeito de Granja, Esmerino Arruda (PSDB), à candidatura á reeleição do governador Cid Gomes (PSB). Na edição de segunda-feira (23), o jornal O POVO divulgou declarações do filho do prefeito, o deputado estadual Gony Arruda (PSDB), que avaliou a decisão de seu pai e a sua situação perante a candidatura do candidato a governador, Marcos Cals (PSDB). Segue um trecho da matéria:

“O filho de Esmerino, deputado estadual Gony Arruda (PSDB), confirma a decisão do pai, mas não se alongou nos detalhes. Gony diz manter apoio a Cals. Apesar de não votar em Marcos Cals, Esmerino apoia a candidatura do senador Tasso Jereissati (PSDB) à reeleição, como já havia anunciado em abril, durante reunião com prefeitos tucanos, em Fortaleza. Gony considera que, mesmo com apoio do pai a Cid, Marcos deverá ter votação expressiva na região”.

Mas, na prática, ocorre algo bem diferente do que Gony afirmou ao O Povo, como mostra esse “sanrtiho” aí em cima.

(Blog do Elioamar)

Pesquisas (eleitorais) erram no começo para acertar no fim

Você acredita em pesquisas de opinião?

 
(Rio Acima – JB Online)

Você acredita que Dilma Rousseff estava sete pontos atrás de José Serra em abril?

E que em maio estava empatada com ele?

Hoje, apenas três meses depois, ela aparece mais de 20 pontos à frente.

Uma senhora arrancada, não é mesmo?

Os diretores dos institutos de pesquisa vão dizer que Dilma era desconhecida do povão em abril. Mas, e Serra? Bom, o tucano não é o que se pode chamar de um cara popular… Deve ser menos conhecido nos confins do Norte que o Saci Pererê ou que a Mula Sem Cabeça.

Os executivos dos institutos dirão também que a subida de Dilma se deveu à propaganda na TV, na qual Lula associou seu nome ao dela. Mas, há pelo menos um ano, o presidente deixa claro que ela é a sua candidata. Isso vem sendo noticiado fartamente em todas as emissoras de TV. Seria o horário eleitoral tão significativo assim a ponto de “mudar” tanto e tão rapidamente o quadro de intenções de voto?

Não, o horário gratuito não é desculpa para essa cambalhota repentina nos percentuais. Ouso dizer que Dilma sempre esteve à frente de Serra, inclusive em São Paulo, onde só agora os institutos admitem sua vantagem.

É inegável que muita gente se deixa influenciar por essas pesquisas. Conheci um cara que só votava em quem aparecia em primeiro nos levantamentos.

_ Não gosto de perder _ justificava.

Deve haver muita gente assim por aí, e por isso sempre tentam inflar uma candidatura que lhes é mais simpática atribuindo-lhe discutível vantagem meses antes do pleito. Quando não dá mais para forçar a barra, os números começam a mudar bruscamente e tudo é imputado ao início do horário eleitoral. Esse filme já passou várias vezes.

Vamos buscar outro exemplo, agora num país vizinho. Foi só a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, brigar com os donos dos dois maiores jornais de lá que saiu logo uma pesquisa dizendo que 33% do povo acreditam nos proprietários do Clarín e do La Nacíon e só 18% na presidente.

Você acredita?

FHC: “Serra não é Zé. Serra é Serra mesmo”

“Em sua crítica à campanha de José Serra, durante  palestra em São Paulo, nessa segunda-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu a seguinte declaração: “Serra não é Zé. Serra é Serra mesmo”. FHC foi bastante crítico à estratégia de marketing usada na campanha do candidato do PSDB.

A sensação dos que assistiram a palestra é de que FHC não nutre mais esperança de uma reação do seu candidato, apesar de não ter dito isto em nenhum momento. Mas FHC falou, por exemplo, que, ao contrário do que se tem comentado, o PT não vai ser tão hegemônico como parece.

Segundo FHC, o PT não vai ter maioria no Senado e o PSDB deverá conquistar governos importantes como os de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás. Diante desse cenário, FHC acha que o poder político ficará bastante dividido.

FHC não se mostrou pessimista também com o futuro político do País, no caso de se confirmar a vitória de Dilma Rousseff.Ele acha que o PT não vai fazer nenhuma “maluquice”, como não fez no governo Lula. Muitos temem que o governo se torne mais estatizante, pelo fato de uma ala do PT defender uma participação maior do Estado na economia, mas o próprio FHC afirmou que tem muita gente do PSDB que tem a mesma tendência. Ele não vê a possibilidade de uma mudança nas regras do jogo no governo Dilma.”

(Portal iG)

Tasso ironiza Gestão Cid sobre criação de empregos

O senador Tasso Jereissati (PSDB) ironizou o governador Cid Gomes (PSB) durante comício, sábado, em Aracati (LitoralLeste). Ele disse que, na tevê, a atual gestão informou ter criado mais empregos e que trouxe mais indústrias do que a gestão dele.

“Quem provar que isso é verdade, ganha jantar com lagosta e uísque em restaurante em Canoa Quebrada”, desafiou.

(Blog do Eliomar de Lima)

Brasil bate recorde na geração de empregos formais. Ceará é destaque

“Ceará e Goiás estão à beira de entrar em um grupo seleto: o dos estados que têm mais de um milhão de empregos formais. Assim, a dupla vai se somar, até o fim do ano, a São Paulo, Minas Gerais, Rio, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Pernambuco – este já um neófito entre seus pares, tendo alcançado a marca no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

O aumento da lista é uma amostra da forte inclusão de trabalhadores no mercado formal: de dezembro de 2002 a julho deste ano, foram mais 11,089 milhões de carteiras de trabalho assinadas.

Ter o documento criado por Getúlio Vargas assinado ainda é um símbolo de independência financeira e estabilidade. E certamente contribui para uma nota boa ao governo, que se traduz em votos para a candidata do PT ao Planalto.

No total, o número de pessoas com emprego formal passou de 23,567 milhões no último mês do governo Fernando Henrique Cardoso para 34,656 milhões no mês passado, incremento de 47% no período.

Isso sem contar o forte crescimento do serviço público, que, se aquece a economia, preocupa alguns especialistas sobre o inchaço da máquina.

Para completar o bom momento, há um outro fato: o país atravessa um período de crescimento dos salários acima da inflação. Apenas entre 2004 e 2008 – últimos dados disponíveis no IBGE -, a renda média do trabalhador cresceu 17,3% acima da inflação.

– O país vive hoje o auge do seu crescimento na abertura de vagas formais. Acredito que novos empregos continuarão a ser criados nos próximos anos, mas dificilmente serão repetidos os ótimos números deste ano – afirma Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, lembrando que neste ano há uma combinação de forte aumento de consumo, investimentos e habitação.”

(O Globo)

Dilma reduz agenda no Nordeste, mas virá ao Ceará

“Definida a estratégia de priorizar as regiões Sudeste e Sul, onde a vantagem sobre o adversário José Serra (PSDB) é menor, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, deve visitar apenas mais dois Estados do Nordeste e um do Norte até o dia da eleição. Pesquisa Ibope divulgada no último sábado mostrou que a petista tem mais que o triplo de intenção de votos que seu principal adversário, José Serra (PSDB), no Nordeste (66% a 20%).

No início de setembro, ela visita o Ceará, terceiro maior colégio eleitoral do Nordeste (5,8 milhões de eleitores). Na semana passada, Dilma participou de comícios na Bahia – maior eleitorado da Região, com 9,5 milhões pessoas – e em Pernambuco, segundo maior colégio eleitoral (6 milhões).

No Ceará, Dilma vai pedir votos para o governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, e vai dividir o palanque com o irmão dele, deputado Ciro Gomes, afastado da disputa presidencial para que o PSB apoiasse a candidatura da petista. Mas, principalmente, pedirá votos para o Senado para a dupla José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) – que, ao contrário de Cid, estão bem atrás de Tasso Jereissati (PSDB) nas pesquisas.”

(O POVO)

Setembro Vermelho: PT decide lançar campanha só para Pimentel ao Senado

O PT decidiu individualizar de vez a campanha eleitoral em prol da candidatura de José Pimentel (PT) ao Senado. A legenda lança hoje o movimento “setembro vermelho”, encabeçado pela prefeita de Fortaleza e presidente estadual do PT, Luizianne Lins, que vinha atuando de forma discreta nesta campanha eleitoral, até então.

Ao lado de Pimentel, Luizianne promoverá um ato político na sede estadual do partido, às 18h, após uma caminhada que partirá da Praça do Ferreira até a Avenida da Universidade. Mais cedo, o vice-presidente do PT no Ceará, deputado federal José Guimarães, afirmou que a militância do partido ocupará vários pontos da Avenida Washington Soares, na chamada “onda vermelha”.

Segundo Guimarães, a estratégia do movimento, no último mês de campanha, é potencializar a candidatura de Pimentel, numa tentativa de eleger os “dois candidatos do presidente Lula ao Senado”. No entanto, Eunício Oliveira (PMDB), candidato da mesma coligação, não terá o nome divulgado no movimento petista.

“Não é nada contra o Eunício. O movimento é para ajudar o Pimentel. É para eleger os dois. Não tem crise. É uma campanha unificada. O PT tem compromisso com as duas candidaturas”, justificou o deputado.

Porém, uma fonte ligada ao PT, que pediu para não ser identificada, informou ao O POVO que o movimento é uma resposta à campanha “individual” que Eunício estaria promovendo. “O PT vai puxar a candidatura do Pimentel, como o Eunício está fazendo, individualmente. Agora nós vamos dar gás a nossa candidatura. Sem crise e sem marola!”, defendeu a fonte.

As queixas são com relação a festa política realizada em Iguatu, no último dia 22, quando peemedebistas pediram voto para Eunício e Tasso Jereissati (PSDB). Desde então, a campanha conjunta entre Pimentel e Eunício está estremecida.

Conforme O POVO publicou na última sexta-feira, fontes ligadas ao PT informaram que, após o incidente, o partido apostaria na marca “PT” para alavancar a candidatura de Pimentel.

Eunício não sabia

Por sua vez, Eunício Oliveira afirmou que não tinha conhecimento do movimento que objetiva alavancar somente a campanha de Eunício. “Meu estresse à respeito disso é zero”, declarou.

Eunício defendeu que, se em alguns momentos eles participam de atos isoladamente, é para ganhar território, e que jamais pediu voto para outro candidato ao Senado que não fosse ele ou Pimentel. O deputado disse ainda que “não posso ter ciúmes de qualquer prefeito que vai votar no Tasso e no Pimentel, ou vice-versa”, já que, para ele, voto é uma questão de “conquista”.

Já o governador e candidato à reeleição Cid Gomes (PSB) preferiu não entrar na discussão. “Vou continuar trabalhando pela chapa completa: Dilma, Cid, Pimentel e Eunício”.

(O Povo Online)

Última edição impressa do Jornal do Brasil circula hoje

Marcelo Bortolotti

A última edição impressa do “Jornal do Brasil”, um dos mais antigos diários do país, circula hoje. A partir de amanhã, o jornal terá apenas uma versão on-line.

Criado em abril de 1891 pelo escritor Rodolfo Dantas, o “JB” ajudou a definir os rumos da imprensa brasileira.

Por sua Redação passaram jornalistas como Janio de Freitas, Marcos Sá Corrêa e Zózimo Barroso do Amaral, além de escritores que assinavam colunas regulares, a exemplo de Manuel Bandeira, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade.

O jornal vivia há décadas em crise financeira, com dívidas trabalhistas crescentes e queda na circulação.

Atualmente, na gestão do empresário Nelson Tanure, que arrendou o uso da marca por 60 anos, tinha dificuldade para manter seu custo operacional (cerca de R$ 3 milhões por mês) diante da queda na circulação e de um passivo estimado em R$ 100 milhões em dívidas.

Tanure já tinha feito outras incursões pela mídia. Em 2002, comprou os direitos de publicação da revista “Forbes”, no Brasil, que um ano depois rompeu o contrato.

Em 2003, arrendou o jornal econômico “Gazeta Mercantil”, que também tinha grande passivo e deixou de funcionar no ano passado.

Em 2008, o “Jornal do Brasil” tinha uma tiragem média de 95 mil exemplares diários. Este ano, caiu para 20 mil.

Tanure não quis comentar o fim da circulação.

Para a versão digital, o jornal pretende manter uma equipe de 150 jornalistas e profissionais da área comercial e administrativa.

Em comunicado a seus leitores, o jornal diz que se tornará o primeiro veículo 100% digital do país. A versão on-line para assinantes custará R$ 9,90 mensais.

Hoje, ao meio-dia, no centro da cidade, o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro fará um ato contra o fim da versão impressa, com a participação de ex-funcionários do “JB”.

(Blog do Noblat)

Prostituição: Espanha desarticula quadrilha que exlorava brasileiros

Madri, 31 ago (EFE).- A Polícia espanhola desarticulou pela primeira vez uma rede dedicada à exploração sexual de homens, que saíam do Brasil e recebiam cocaína, popper (uma droga para estimulação sexual) e viagra “para se prostituírem 24 horas por dia”, segundo comunicado.

A investigação policial, que começou em fevereiro, levou à detenção de 14 pessoas em diferentes províncias espanholas, informou nesta terça-feira a Direção Geral da Polícia e a Guarda Civil.

Após deixarem o Brasil, as vítimas recebiam da organização uma “bolsa de viagem” e a passagem de avião, que era comprada com cartões falsificados.

Na maioria das ocasiões, os jovens chegavam a aeroportos de outros países, e só depois eram levados à Espanha.

As vítimas viajavam enganadas quanto às condições de trabalho e, sobretudo, quanto aos valores que teriam devolver à organização por conta de despesas de viagem.

No início, os jovens eram informados de que só deveriam custear a passagem, quando na realidade eram exigidas quantias que em algumas ocasiões superavam os quatro mil euros.

Depois que chegavam à Espanha, o líder da organização, que vivia em Palma de Mallorca, nas Ilhas Baleares, levava os jovens a várias províncias espanholas, segundo a demanda de cada local.

Os jovens deviam entregar ao dono do apartamento ou ao encarregado 50% dos lucros, além de 200 euros pelo alojamento e manutenção.

Se os homens se negassem ou causavam algum tipo de problema, os responsáveis pela rede faziam ameaças, inclusive de morte.

A organização atraía os clientes através de anúncios em classificados de jornais e também em páginas da internet, onde eram postadas fotografias dos jovens disponíveis.

Além de delitos contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, relativos à prostituição, contra os direitos dos trabalhadores e formação de quadrilha, os principais responsáveis estão acusados de fornecer drogas e outras substâncias ilegais, tanto a clientes quanto às vítimas.

(EFE)

CUT defende nova regulamentação de ponto eletrônico e negociação coletiva

A nova regulamentação do Registro de Ponto Eletrônico, conforme Portaria 1.510/09 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), passará a valer a partir do dia 1° de março de 2011. Neste intervalo de tempo, a CUT e as outras centrais sindicais estarão negociando e pressionando o MTE para que, além das questões constantes na Portaria, seja garantido o respeito aos acordos coletivos existentes, sendo os mesmos valorizados como processos de aperfeiçoamento da democracia nas relações de trabalho, em especial nas empresas em que existe organização por local de trabalho.

A CUT entende que a Portaria 1.510 é positiva, já que tem como princípio o controle da jornada de trabalho e a inibição das fraudes, mas que é preciso garantir que os ramos, onde se tem uma organização sindical de base, onde se negociou nos acordos coletivos formas diferenciadas de registro de ponto, sejam respeitados.

“Não é excluir nada da Portaria ou suspende-lá. O que nós reivindicamos é que onde há acordos coletivos com uma negociação avançada e beneficiando o trabalhador, que este acordo continue valendo. O que nós estamos vendo é que com a Portaria, os patrões e empregadores estão chamando os sindicatos e dizendo que não irão mais fazer acordo, já que as empresas terão que cumprir as normas estabelecidas pela Portaria”, relata Denise Mota Dau, secretária de Relações do Trabalho da CUT.

Outro problema relatado pela dirigente da CUT é o fato de que não houve qualquer negociação institucionalizada com as Centrais Sindicais antes da publicação da Portaria. Apenas neste mês, mais precisamente no dia 17, é que as centrais tiveram uma reunião com o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na ocasião, reafirmaram a posição favorável a Portaria, reivindicando que sejam garantidos os acordos coletivos onde as categorias tenham conquistado um benefício diferenciado.

“O ministro se comprometeu a tentar a fazer este adendo. Estamos construindo um documento unificado das Centrais oficializando essa posição, para ser encaminhado em breve ao governo. Com este adendo, pretendemos fortalecer o direito as negociações sobre jornada de trabalho e acordos coletivos celebrados sobre o tema que avancem na ampliação de direitos, bem como contemplar os setores que já conquistaram melhores condições de controle sobre a jornada de trabalho”, afirma Denise.

Uma nova reunião entre as centrais no dia 30 definirá os parâmetros da redação a ser entregue ao governo.

Histórico

O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho recebeu muitas denúncias no que diz respeito a fraudes nos sistemas de ponto eletrônico utilizados por grandes empresas. Denúncias formuladas por trabalhadores e sindicatos, que revelaram fraudes, em especial com a finalidade de reduzir as horas extras que levam à subtração de salário e escondem excessos de jornada, que atentam contra a saúde do trabalhador e implicam na redução das contribuições para o FGTS, Previdência Social e no Imposto de Renda de Pessoa Física.

Novo sistema

As empresas terão até 1º de março de 2011 para se adequarem a nova regulamentação do Registro de Ponto Eletrônico. A data inicial de vigência estava prevista para ontem, dia 26, mas estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) mostrou que poderia haver falta de equipamentos necessários para atender à nova regulamentação.

Segundo o Ministério do Trabalho, nenhuma empresa será obrigada a adotar o sistema de ponto eletrônico, e apenas aquelas que já utilizam o sistema terão que se adequar.

Ficalização

A empresa signatária do ponto eletrônico ao receber a visita de um auditor do MTE, terá de apresentar um relato sobre a situação atual. Em casos de irregularidades, o auditor fixará um prazo de 30 a 90 dias para retornar à empresa e verificar se os problemas foram corrigidos. Se não constar mudanças, a empresa será autuada.

Caso o trabalhador identifique as irregularidades na empresa onde trabalha poderá fazer denúncia ao MTE.

Fonte: Agência CUT

Elizeu Ferreira “Zeu”: Assassino de Tim Lopes é indiciado por derrubar helicóptero da PM

O helicóptero da PM caiu em um campo de futebol e deixou três ocupantes mortos Foto: Henrique Esteves/Futura Press

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira que Elizeu Ferreira de Souza, o Zeu, e mais 24 pessoas foram indiciadas no inquérito que investigava a invasão ao morro dos Macacos, na capital fluminense, em outubro de 2009. Zeu foi condenado pela morte do jornalista Tim Lopes, em 2002, e está foragido desde que foi beneficiado pelo regime semiaberto, há três anos.

Os demais suspeitos são apontados como integrantes do tráfico de drogas do Complexo do Alemão e Penha. A investigação foi conduzida pela 25ª DP (Engenho Novo). O Ministério Público do Rio confirmou que recebeu o documento, mas informou que o promotor responsável, Eduardo Campos, só vai se pronunciar após ler os volumes.

Em 17 de outubro do ano passado, traficantes do morro São João tentaram invadir o morro dos Macacos para tomar os pontos de venda de drogas do local e houve intenso tiroteio. Na ocasião, um helicóptero da Polícia Militar foi derrubado por supostos traficantes em um campo de futebol da comunidade do Sampaio, o que resultou na morte de três policiais. O piloto conseguiu escapar.

Pelo menos 25 pessoas morreram nos confrontos. Além disso, oito ônibus foram queimados. Acusados de envolvimento na tentativa de invasão, sete presos que cumpriam pena em presídios do Estado foram transferidos para presídios federais de segurança máxima.

Em junho de 2002, o jornalista Tim Lopes foi capturado por traficantes da Vila Cruzeiro quando produzia uma série de reportagens sobre tráfico de drogas e sexo em bailes funk da comunidade. O jornalista foi torturado, executado e, em seguida, teve o corpo queimado. Zeu foi o responsável por queimar o corpo de Tim Lopes.

(Portal Terra)

Carla Bruni e Isabelle Adjani insultadas por jornal do Irã

Carla Bruni e Nicolas Sarkozy

Diário chama “prostituta” à primeira dama francesa, solidária com Sakineh Ashtiani.

“Imoral” e “prostituta”. Estes foram os termos usados por um jornal pró-governamental iraniano para qualificar Carla Bruni. Uma acusação repetida no site do grupo de imprensa de que faz parte o diário ultra-ortodoxo Kayhan, que costuma ser fiel à linha oficial de Teerão. A linguagem utilizada não poderia ser mais injuriosa: “As prostitutas francesas unem-se aos protestos pelos direitos humanos.”

Bruni, mulher do Presidente Nicolas Sarkozy, e também a actriz francesa Isabelle Adjani são particularmente visadas por terem expressado apoio público a Sakineh Mohammadi-Ashtiani, uma iraniana de 43 anos, mãe de dois filhos condenada à morte por alegado adultério e por suposto envolvimento na morte do marido.

Isabelle Adjani

O Kayhan, alinhado com o Governo do Presidente Mahmoud Ahmadinejad, menciona Carla Bruni como uma “actriz e cantora depravada, que conseguiu despedaçar a família Sarzoky e desposar o Presidente francês”.

E prossegue nestes termos, de acordo com a tradução difundida pelas agências internacionais: “Os antecedentes [de Bruni] demonstram claramente por que motivo esta mulher imoral decidiu apoiar uma mulher condenada por ter cometido adultério e ser cúmplice da morte do seu marido.” É ainda feita uma alusão às “numerosas” relações que a actual primeira dama francesa terá mantido antes do casamento com Sarkozy.

Isabelle Adjani, um dos nomes mais prestigiados do cinema francês, cinco vezes galardoada com o César de melhor actriz, é igualmente contemplada com frases difamatórias. O jornal iraniano chama-lhe “actriz francesa de moral corrupta”.

Fundado em 1943, o Kayhan é o mais conservador dos jornais iranianos. Com uma tiragem média de 70 mil exemplares, a sua linha editorial é totalmente alinhada com a elite religiosa que lidera o país há mais de três décadas.

A indignação de Teerão deve-se à carta aberta subscrita por Carla Bruni em apoio de Ashtiani, que está presa há cinco anos e poderá vir a ser apedrejada até à morte caso se confirme a sentença a que foi condenada.

Na carta, divulgada sábado – dia em que 111 cidades do mundo, incluindo Paris e Lisboa, se mobilizaram em defesa da iraniana -, a primeira dama garantia que “a França não abandonará” Sakineh Ashtiani.

A diplomacia francesa – e o próprio Presidente – tem pressionado as autoridades iranianas para revogarem a pena de morte aplicada à iraniana. Sarkozy já defendeu mesmo a imposição de sanções ao regime de Teerão se não for banida a lapidação do código penal iraniano.

Desde a instauração da República Islâmica no Irão, em 1979, já foram ali executadas por apedrejamento pelo menos 150 pessoas. O adultério é um dos “crimes” que, nos temos do código penal iraniano, justificam aquela pena.

Organizações humanitárias internacionais denunciaram a falta de condições de defesa de Sakineh. Em Julho, o seu advogado viu-se forçado a abandonar o Irão por estar a ser alvo de perseguição policial, recebendo asilo do Governo norueguês. A mulher e um cunhado foram detidos já depois de se ter ausentado do país.

(Diário de Lisboa)

O perfil de cada eleitor

Por Jose Roberto de Toledo

Na média, o eleitor tem um seio e um testículo. A velha piada dos estatísticos revela as limitações do uso da média para retratar um conjunto complexo de informações. O resumo minimalista está sempre arriscado a virar uma caricatura.

Por isso é desafiador traçar um perfil do eleitor de cada candidato. Os presidenciáveis favoritos atraem votos de vários tipos, por vezes contraditórios entre si. Marina Silva (PT) mistura em seus índices evangélicos e agnósticos. José Serra (PSDB) atrai patrões e empregados.

Além disso, alguns estratos são tão maiores que todos os candidatos acabam extraindo a maior parte de seus votos dali. É o caso do Sudeste, onde vive quase metade do eleitorado. Mesmo Dilma Rousseff (PT), que tem 2 de cada 3 votos nordestinos, tem maior número de eleitores no Sudeste do que do Nordeste.

Descrever o perfil do eleitorado da petista destacando apenas as partes mais volumosas implica dizer que seu eleitor está majoritariamente no Sudeste, não participa de nenhum programa social do governo Lula, e mora nos maiores municípios do país.

Mas esse não é o eleitor médio de Serra? Também é. Ou seja, esse tipo de análise espelha onde há mais eleitores, e apenas isso. É o mesmo que sublinhar no perfil de um candidato que seu corpo tem 75% de água. O dele e o de todos os adversários.

Se quisermos saber o que o eleitorado de um candidato tem de particular, de diferente, de característico, devemos comparar a intenção de voto em cada segmento, confrontando os percentuais de um presidenciável com o dos rivais.

O resultado está no quadro que ilustra esta coluna. As características destacadas para cada candidato refletem não onde ele tem mais votos, mas onde seus eleitores mais se distinguem da média.

A despeito de ter 51% das intenções de voto e de, portanto, estar bem em todos os segmentos, Dilma vai ainda melhor entre quem vive com até 2 salários mínimos, entre os que cursaram até o ensino médio, e entre os moradores do Nordeste e das pequenas cidades.

Ela também se destaca entre os homens, entre eleitores com mais de 30 anos, entre os trabalhadores por conta própria, entre os católicos, entre os participantes dos programas sociais do governo federal e, acima de tudo, entre os simpatizantes do PT.

Embora 85% dos seus eleitores digam que navegam na internet pelo menos uma vez por semana, esse percentual é ligeiramente abaixo da média. O mesmo ocorre entre os assinantes de jornais.

A petista vai pior onde Serra vai melhor. Com 27% de intenção de voto, o tucano está acima da média entre os eleitores com nível superior, entre quem vive com mais de 5 salários mínimos, entre os simpatizantes do PSDB e do PMDB, entre os jovens de 18 a 24 anos e no Sul.

O eleitor de Serra assina jornais acima da média, mas não tanto quanto o de Marina. Os 7% que compõem o eleitorado da candidata do PV têm uma maior concentração nas grandes cidades e nas capitais, entre patrões e empregados, entre quem ganha melhor e quem estudou mais.

Apesar de esse perfil se aproximar muito dos eleitores de Serra, há duas diferenças fundamentais: ela vai proporcionalmente melhor do que o tucano entre os eleitores evangélicos e entre os moradores da região Norte/Centro-Oeste. Ela é evangélica e nasceu no Acre.

E quem não vota em ninguém ? Os 5% de eleitores que preferem anular ou votar em branco aparecem com mais frequência entre os com mais de 40 anos. Eles vivem nas grandes cidades do entorno das capitais do Sudeste, ganham entre 1 e 2 salários mínimos e cursaram até o nível médio.

O perfil dos 9% de indecisos tem mais pontos em comum com o dos eleitores de Dilma do que com os de seus principais adversários. Quem não sabe ainda em quem vai votar é notoriamente do sexo feminino, tem mais de 40 anos, não passou da 4ª série do Fundamental, mora em pequenas cidades e vive com menos de 2 salários mínimos.

A principal diferença entre esses indecisos e os eleitores de Dilma é geográfica. Eles estão mais concentrados no Sul e no Sudeste. Há outros pontos que não seguem o perfil típico de quem vota na petista: essas mulheres tendem a ser evangélicas, trabalhar apenas em casa e não participarem dos programas sociais do governo Lula.

Esse perfil é característico de quem deixa para decidir o voto em cima da hora, nas vésperas da eleição. Embora se aproxime mais do eleitor de Dilma do que dos de Serra, o histórico mostra que os indecisos tendem a se dividir proporcionalmente entre os candidatos.

(Blog do Noblat)

Portabilidade: Mais de 6 milhões trocam de operadora e mantêm número de telefone

A portabilidade númerica já foi utilizada por 6,26 milhões de usuários no Brasil em dois anos de criação. Deste total, 4,36 milhões (70%) foram solicitadas por usuários de telefones móveis e 1,90 milhões (30%) de assinantes de fixos.

Os dados foram divulgados neste segunda-feira pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações), entidade administradora da portabilidade numérica.

Portabilidade numérica, no setor de telefonia, é a possibilidade de mudar de operadora mantendo o número de telefone fixo ou móvel que o consumidor já possui.

“A disponibilização do serviço 24 horas por dia durante sete dias por semana é um dos grandes benefícios que as telecomunicações do Brasil ofereceram aos seus usuários nos dois últimos anos”, afirmou o presidente da ABR Telecom, José Moreira.

No primeiro dia de implantação do serviço, em 1º de setembro de 2008, 1.028 usuários fizeram a solicitação de troca para efetivar-se em cinco dias úteis.

Segundo a entidade, hoje, realizados todos os procedimentos de acordo com o modelo de portabilidade numérica do Brasil, em três dias úteis o usuário passa a ser atendido pela operadora de sua preferência e conserva seu número de telefone.

A portabilidade foi implantada gradativamente há dois anos. Primeiramente, em oito DDDs, o 14 e 17 (SP), 27 (ES), 37 43 (PR), 62 (GO), 67 (MS) e o 86 (PI), e estendida aos demais durante um período de sete meses, até servir a todos os 67 DDDs existentes no país.

PASSO A PASSO

Para solicitar a portabilidade numérica, o usuário deve procurar a operadora para onde ele quer migrar e fazer a solicitação. De acordo com o regulamento, para isso o cliente deve seguir os seguintes critérios:

  • Informar a operadora de telefonia que recebe o pedido, o nome completo;
  • Comprovar a titularidade da linha telefônica;
  • Informar o número do documento de identidade;
  • Informar o número do registro no cadastro do Ministério da Fazenda, no caso de pessoa jurídica;
  • Informar o endereço completo do assinante do serviço;
  • Informar o código de acesso;
  • Informar o nome da operadora de onde está saindo.

A ABR Telecom informou que a operadora para a qual o usuário deseja migrar deve fornecer, no ato do registro da solicitação de portabilidade, um número de protocolo para que o cliente possa acompanhar o processo de transferência. O modelo de portabilidade numérica no Brasil determina que só podem ser solicitadas migrações dentro do mesmo serviço –móvel para móvel ou fixo para fixo — e na área de abrangência do mesmo DDD.

(Folha Online)

Paraense de 14 anos e 2,06 metros sonha em ser modelo

A menina Elisany Silva, de 14 anos, brinca com irmãs e amigos na praia de Ajuruteua, em Braganca, no Pará

Com 2,06 metros de altura, uma adolescente paraense de 14 anos sonha em ser modelo. A estreia está prevista para setembro, em um desfile de noivas em Belém.

A altura incomum, no entanto, tem imposto algumas restrições para a jovem Elisany Silva, que sofre com frequentes dores musculares e de cabeça e precisa se abaixar toda vez que entra em casa.

“Acho que minha altura, meu corpo que é muito magro… Todas as pessoas que me veem, falam que eu poderia ser jogadora de basquete ou modelo, só que eu preferi ser modelo”, disse a jovem à Reuters TV.

A mãe, Ana Maria Cruz, no entanto, está mais preocupada com a saúde da menina do que com seu sucesso como modelo. Os médicos suspeitam que Elisany tenha um tumor na glândula hipófise, e ela precisa ser submetida a um exame caro que ainda não pôde fazer.

Há poucos meses, ela era conhecida apenas na sua cidade, ao norte de Belém, mas acabou ficando famosa graças a um vídeo publicado no Youtube.

Sites de moda na Internet escreveram sobre a jovem e arriscam que pode se tornar famosa nas passarelas internacionais.

Isso a tem ajudado a aceitar a altura. “Agora, eu gosto de ser uma garota alta. Chama a atenção das pessoas. Todas as pessoas me olham, tiram fotos, filmam…”, disse.

A paraense Elisany Silva, que aos 14 anos mede 2,06 metros e sonha em se tornar modelo

(Folha Online)

Dia do Bancário no Ceará é comemorado em sessão na Assembléia Legislativa

 Em 27 de agosto, no Plenário 13 de Maio, a Assembleia Legislativa realizou sessão solene em comemoração ao Dia Nacional do Bancário, dia 28. A solicitação partiu dos deputados Nelson Martins e Artur Bruno (ambos do PT/CE). 
De acordo com Nelson, o Sindicato dos Bancários do Ceará sempre foi um dos mais ativos, lutando por melhorias salariais, de segurança e de trabalho, contribuindo, inclusive, para a organização de movimentos em outras categorias profissionais. 
   
“Sinto-me honrado em estar homenageando esses profissionais tão importantes para a organização da população, até mesmo pela minha condição de ser também bancário e de já ter sido presidente do Sindicato”, completou.  
Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, informou que os bancários têm sido ameaçados pelo desemprego e por um processo de concentração de renda e de falta de responsabilidade com o desenvolvimento do País. Para ele, a luta e as conquistas comemoradas hoje devem servir para refletir sobre os desafios que a categoria tem enfrentado e ainda terá que enfrentar.  

“Temos a clareza de que a Campanha Nacional dos Bancários de 2010 acertou com o lema “Outro banco é preciso, pessoas em 1º lugar”. Porque o bancário e as pessoas que precisam dos bancos estão no centro desse processo”, salientou Carlos Eduardo.  

Durante a solenidade, foram entregues placas comemorativas ao Dia Nacional do Bancário ao deputado Nelson Martins, funcionário do Banco do Brasil e ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará; ao advogado Benedito Bezerril, funcionário aposentado do BNB e a Maria José Tabosa e Silva, funcionária aposentada do BNB, ex-diretora do Sindicato dos Bancários do Ceará e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece).  

Estiveram presentes ainda à sessão, prestando homenagens ao Dia Nacional do Bancário, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), o deputado federal Chico Lopes (PCdoB) e o deputado estadual Lula Morais (PCdoB), o presidente da CUT/CE, Jerônimo do Nascimento e representando a CTB, o bancário Gabriel Motta., além do coordenador técnico do Dieese, Reginaldo Aguiar.  

Fonte: Seeb Ceará  

Popularidade de Serra encontrada na mina chilena

Escavadores que trabalham na mina chilena onde 33 homens estão presos localizaram no fim de um túnel a mais de 2000 metros de profundidade a popularidade de Serra. Bombeiros já informaram que o resgate é praticamente impossível.

Depois da alteração de nome de Serra para Zé, que não deu certo, uma numerologista foi chamada e propôs uma nova mudança. Para ela, Serra só vencerá a eleição se mudar novamente. “O ideal seria que ele passasse a se chamar José Inácio Lula da Silva”, disse.

A crise da popularidade do candidato tucano está afetando sua capacidade de arrecadação. Serra foi visto fazendo malabarismo num sinal do Rio para conseguir fundos, mas o único fundo até agora é o do poço.

O candidato também apela para o sobrenatural. Segundo um assessor, Serra está frequentando o centro de um pai de santo que promete trazer o eleitor de volta em três dias. Amigos próximos dizem, porém, que só Chico Xavier resolveria. Afinal, Serra já morreu…

(Nelito Fernandes – Revista Época Online)

NEM: Saiba quem é e como vive o chefe do tráfico na Favela da Rocinha

Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, deixou de ser só mais um personagem da crônica policial carioca na manhã do sábado (21), quando o bairro de São Conrado despertou ao som dos tiros de fuzil disparados por bandidos vestidos de preto e ostentando colares de ouro no peito. Às 8h30 da manhã, cerca de 60 homens armados, entre eles Nem, enfrentaram a polícia. Na confusão, dez deles invadiram o Hotel Intercontinental e fizeram 35 reféns por três horas. As imagens do tiroteio, captadas por moradores dos prédios vizinhos, foram mostradas em vários países. Em poucas horas Nem passaria a ser visto como o inimigo número um da imagem de paz que o Rio vem lapidando nos últimos anos. Para uma cidade que tem celebrado o sucesso da política de pacificação das favelas, e que sediará as Olimpíadas, não foi uma boa propaganda.

 

O CHEFE E A TROPA O traficante Nem (no alto) e uma cena da invasão do hotel no Rio. As imagens de medo correram o mundo

A operação acabou com “apenas” uma morte: a de uma suposta tesoureira do tráfico, cujo corpo foi deixado no asfalto para a polícia recolher. Por alguns minutos, Nem chegou a ser enquadrado pela arma de um policial, mas fugiu por dentro de um condomínio em direção ao morro. Na véspera, ele havia saído com um grupo de amigos e amigas para uma festa no morro vizinho, o Vidigal. Poucas horas depois, Nem se tornaria o símbolo daquilo que pode haver de pior no Rio de Janeiro: a sensação de insegurança.

Há cinco anos Nem é o líder do tráfico na Rocinha, a maior favela brasileira, com mais de 120 mil habitantes. Incrustada num dos metros quadrados mais caros do Rio de Janeiro, com vista para o mar e montanhas, a Rocinha é um desafio para a estratégia do governo fluminense de reocupar os morros dominados pelo tráfico na cidade. Contra o sucesso das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a Rocinha oferece duas armas. Uma é seu gigantismo. Seriam necessários quase 2 mil policiais para controlá-la. A segunda arma é o próprio Nem e o sucesso de sua “gestão” do crime no morro.

O inimigo número um do Rio entrou para o tráfico por acaso. No início da década, uma das filhas de Nem teve um grave problema de saúde e precisou de tratamento. Sem dinheiro, ele, que não era traficante, recorreu ao então dono das bocas de fumo, Lulu, e pediu R$ 50 mil. Mesmo assustado com a quantia, Lulu ficou sensibilizado com o drama da menina, que tinha 10 anos. Estendeu a mão a Nem, que prometeu quitar a dívida fazendo favores para o tráfico. “O Lulu morreu, o Bem-te-vi assumiu o tráfico e o Nem nunca conseguiu pagar o que devia”, diz a deputada federal Marina Magessi, que fez escutas com autorização judicial no telefone de Nem por dois anos, quando era detetive no Rio.

Nem gosta de ostentar e já alugou um helicóptero para uma de suas três mulheres conhecer a cidade do alto

Com a morte de Bem-te-vi, em 2005, Nem assumiu o tráfico e seguiu a mesma estratégia assistencialista de Lulu: ajudar os moradores para conseguir aliados. Desde então, se tornou o principal distribuidor de drogas da Zona Sul da cidade. Cadernos de sua contabilidade apreendidos pela polícia mostram que ele fatura R$ 680 mil mensais com a venda de drogas só na Rocinha. Ele também controla o comércio no Morro de São Carlos e na Cruzada São Sebastião, conjunto habitacional popular encravado no sofisticado bairro do Leblon. De acordo com o delegado e chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, a venda de cocaína na Rocinha e no São Carlos gerou R$ 96 milhões em dois anos. O faturamento é quatro vezes o de dez anos atrás.

Para continuar crescendo, Nem profissionalizou o tráfico. Confiou suas finanças a um estudante de graduação em matemática, Saulo de Sá Silva, de 32 anos, já preso. Ele ainda cooptou ex-policiais para treinar seus 17 seguranças e garantir informantes. Um deles, Carlos Henrique Pereira Januário, foi preso no ano passado por repassar informações ao traficante. E, para lavar o dinheiro do tráfico, Nem criou pelo menos quatro empresas em nome de laranjas.

Como fatura alto, Nem ostenta. Em 21 de dezembro de 2007, ele alugou um helicóptero para que uma de suas três mulheres desse uma volta sobre o Rio de Janeiro. Numa cena extravagante, o helicóptero pousou numa garagem de ônibus perto da favela, onde Danúbia de Souza Rangel, então com 25 anos, subiu a bordo exibindo um cordão de ouro com um pingente com a letra “N”. As fotos do passeio foram postadas na conta dela no Orkut. Para a polícia, o próprio Nem estaria também no helicóptero. Em março deste ano, policiais invadiram uma das casas do bandido na Rocinha. Encontraram uma TV de LCD de 42 polegadas e outros eletrônicos caros, como um videogame PlayStation 3, além de piscina, churrasqueiras, uma geladeira de porta dupla e aço inox avaliada em R$ 6 mil e até ternos da grife italiana Armani. Segundo moradores, Nem se orgulha de dizer que, na Rocinha, “até olheiro ganha R$ 150 por noite”. Uma de suas frases favoritas é “Não tem mendigo aqui”.

Segundo escutas feitas pela polícia, Nem já teria dito mais de uma vez que quer sair do tráfico. Nas gravações, ele afirmaria ser atormentado por sonhos de que está sendo esquartejado. Também reclama da falta de liberdade. “Eu vivo igual a um macaco, pulando de laje em laje”, disse a um comparsa em conversa gravada pela polícia. Apesar disso, sua rotina é conhecida no morro. Nem faz musculação todos os dias na academia instalada numa área da Rocinha conhecida como Portão 2. Chega e sai de lá acompanhado por 17 seguranças. Quando ensaiou sair do tráfico, Nem ousou, tentando simular a própria morte. Em janeiro, a polícia descobriu que ele comprara um atestado de óbito por R$ 150. O documento trazia seu nome, mas tinha a data de nascimento alterada em um dia, de 25 para 24 de maio de 1976. Como causa mortis, foram apontadas “insuficiência renal e diabetes”. Nem marcou até a data de seu enterro. Um detalhe, porém, chamou a atenção dos policiais. O endereço do atestado era a Rua Major Rubens Vaz, 170 – o mesmo da delegacia que o investiga. O senso de humor custou o fim do plano.

Vivo, ele continuou dominando a Rocinha. A favela fica em São Conrado, bairro de classe média alta. Tem passagem pela mata para o Morro do Vidigal, no Leblon, controlado pela mesma facção de Nem. Nos últimos dois anos, segundo a polícia, o traficante importou da Bolívia e da Colômbia 6.000 quilos de pasta de cocaína. Os componentes químicos usados no refino têm venda controlada no Brasil e cada cliente só pode comprar 2 litros por mês. Nem conseguiu que 216 moradores comprassem o material para ele. Todos foram indiciados por tráfico e formação de quadrilha. Nas últimas eleições, Nem deu uma nova demonstração de seu poder sobre a comunidade. Apoiou o vereador Claudinho da Academia e, num documento para os moradores, escreveu: “Não admito derrota”. Claudinho foi eleito com 11 mil votos, quase 10% da população da favela.

A Rocinha tem sido garota-propaganda do governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição, e de Dilma Rousseff, que gravou imagens ali para a campanha falando sobre o PAC. A obra tem um custo estimado em R$ 231 milhões. A entrada da favela ganhou uma passarela projetada por Oscar Niemeyer. Um complexo esportivo foi inaugurado e barracos foram pintados. Apesar dos esforços do governo, é Nem quem continua mandando ali. Ele tem o apoio de muitos moradores na favela. É popular entre jogadores de futebol. Vagner Love, ex-Flamengo, já teve de depor na polícia depois que apareceu numa foto entre supostos bandidos na Rocinha. Nem organiza um famoso campeonato de futebol na favela, a Copa Zidane, que tem esse nome não em homenagem ao craque francês, e sim a Dani da Rocinha, comparsa já morto, que também tinha o apelido de Zidane. Quando jogadores vão até lá participar das peladas, comer churrasco e sabe-se lá mais o quê, o chefão espalha cartazes proibindo tirar fotos.

Sua facção criminosa é pragmática. Não costuma trocar tiros com a polícia e não permite roubos nas imediações dos morros. Em pelo menos três ocasiões, Nem entregou ladrões das imediações à polícia, espancados. Recebe aliados de outros morros que queiram se converter a sua organização. O grande número de bandidos de outras favelas circulando na Rocinha deixa os moradores com medo. Não raro o tráfico obriga motoristas a abrir as malas nas vielas da favela. Estima-se que a quadrilha tenha cerca de 300 homens. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, acha que Nem é superestimado. “Ele não é tudo isso que dizem. De certa forma, é até um bandido tranquilo. A Rocinha não costuma ser problemática”, afirmou ele, em entrevista a ÉPOCA (leia trechos abaixo e íntegra da entrevista em epoca.com.br).

A história do pai pobre que recorreu ao tráfico para salvar a filha doente pode despertar em alguns certa compaixão. O sentimento, porém, não é demonstrado por Nem em relação a suas vítimas. Nem é acusado de mandar matar pelo menos dez pessoas em 2008 numa demonstração de força logo depois que seu braço direito foi preso. Em 2007, um morador chamado Célio ficou três meses se alimentando exclusivamente de líquidos porque teve a arcada dentária destroçada pelos bandidos.

Célio tentou intervir quando Nem, furioso, batia num rapaz que comia pizza com sua namorada. Ninguém comanda um morro durante anos somente na base da simpatia. O episódio de sábado mostra que, quando acuados, bandidos atiram em quem estiver pela frente. E, como o próprio secretário de Segurança afirma, até que o Rio novo seja possível, a cidade terá de conviver com o velho.

(Revista Época Online)

Governo do Ceará vai qualificar 150 mil pessoas para trabalhar na Copa de 2014

Com a previsão de capacitar 150 mil trabalhadores até 2014, o Plano Setorial de Qualificação (Planseq) para Copa do Mundo foi lançado nesta sexta-feira, 27, no Rio de Janeiro, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Segundo ele, cerca de R$ 124 milhões devem ser investidos no Planseg por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O Planseg vai oferecer 25 cursos gratuitos. Entre eles, bilheteiro de metrô e de trem, cobrador de ônibus, cozinheiro, garçom, guia de turismo e vendedoras ambulantes de acarajé, entre outros.

O Plano Setorial de Qualificação será executado nas 12 cidades da Copa do Mundo de 2014: Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manuas, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Os municípios próximos a essas capitais também devem ser beneficiados.

Os Planseg fazem parte do Plano Nacional de Qualificação (PNQ), criado em 2003. Desde o início do programa, mais de 800 mil trabalhadores foram qualificados. A meta é capacitar cerca de 1,5 milhão de pessoas até 2011. Desde 2003, o FAT já investiu R$ 600 milhões no PNQ.

(O Povo Online)

Violência e pobreza brasileiras vendem mais no mercado mundial do cinema

RIO DE JANEIRO — Filmes como “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite” levaram a violência das favelas brasileiras para as telas de cinema do mundo todo e foram sucessos de público, mas também parecem ter aprisionado as produções do país em um gênero do qual elas lutam para se distanciar, afirmaram especialistas consultados pela AFP.

De acordo com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), o filme brasileiro de maior sucesso dentro do país de 1995 até 2009 foi a comédia “Se eu fosse você 2”, lançada no ano passado e que atraiu 6.137.345 de pessoas às salas.

Um número muito superior ao do mundialmente famoso “Cidade de Deus” (2002), em quinto lugar entre os mais vistos no país desde 1995, com 3.370.871 espectadores, ou de “Tropa de Elite” (2007), que ocupa a longínqua 11ª posição da tabela, com 2.417.754 espectadores.

“Cidade de Deus”, do diretor Fernando Meirelles, de “Ensaio sobre a cegueira”, foi o responsável por impulsionar o consumo dessas histórias recheadas de violência e que têm como pano de fundo favelas brasileiras. Ele levou a estatueta de montagem do Bafta, o principal prêmio inglês, foi indicado para quatro categorias do Oscar, além de fazer sucesso na seleção oficial de Cannes.

E, desde que começou a conquistar o exterior, esse gênero tornou-se a representação do Brasil para o resto do mundo, fazendo qualquer produção que não gire em torno do esterótipo violência-favela-pobreza sofrer para se destacar massivamente no mercado externo.

“Os temas que interessam ao mercado estrangeiro para o cinema feito no Brasil ainda são aqueles que reproduzem o noticiário mais comum sobre o país”, esclarece Pedro Butcher, editor do site especializado em cinema Filme B.

Ele acrescenta ainda que “não podemos esperar de um país em que a miséria e a violência ainda são problemas graves um cinema que ignore essas questões”.

Mas para o cineasta Cacá Diegues, que lançou fora da competição oficial do Festival de Cannes deste ano o filme “5 X favela: Agora por nós mesmos”, a culpa não é dos cineastas, mas dos espectadores.

“Lá fora, a imagem do Brasil já foi de samba, futebol, carnaval. Agora é favela. A imprensa estrangeira registrou isso e a favela se tornou um estigma, um desejo do público estrangeiro. Quem escolhe isso não somos nós”, afirma.

Opinião relativizada por Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, pesquisadora de cinema brasileiro contemporâneo e crítica. Para ela, “essa relação é um pouco perversa, há um folclore por trás desse tema no exterior, a pobreza é tratada como exótica, é como um zoológico humano”.

O que não diminui a parcela de responsabilidade do Brasil na propagação deste gênero, seja devido aos lucros de mercado, seja em prol de uma melhora nas questões sociais, já que essas produções, incluídas na chamada “cosmética da fome”, atraem o interesse do público, como completa Bentes.

O crítico do jornal O Globo André Miranda é reticente sobre o assunto. “Não sei até que ponto alguém fez certo filme para vender ou pela arte. Mas não acho ruim fazer um filme pensando em vender, porque cinema também é produto. Acredito que atualmente são produzidos filmes desse gênero tanto porque são bem-sucedidos como porque é importante olhar para as classes mais pobres”, explica.

Já Pedro Butcher aposta no início de um desgaste dessa temática. “Esse foi um fenômeno mais próximo do sucesso de ‘Cidade de Deus'”, afirma, citando o novo filme de Cacá Diegues como exemplo de obra que “trouxe uma nova visão, ‘fresca’, para o assunto”.

Isso porque “5x Favela: Agora por nós mesmos”, de Diegues, tenta um enfoque diferente através do trabalho de cinco jovens diretores oriundos de favelas, que produziram curtas-metragens com seus pontos de vista sobre as comunidades onde vivem.

E para Diegues, assim como é possível levar o tema favela com outras abordagens ao exterior, o cinema brasileiro conseguirá provar seu potencial em produções de diferentes gêneros. “O próximo passo é continuar mostrando a qualidade dos filmes do país, mostrar que o cinema nacional pode ser tudo, falar de qualquer tema, e não só favela”, conclui Diegues.

(Por Mariana Granja – Agência AFP)

Diaspora, rede social anti-Facebook, será lançada em 15 de setembro

Um novo concorrente para o Facebook já tem data para estrear: 15 de setembro. Trata-se do Diaspora, uma rede social construída em código aberto.

Na quinta-feira (26/8), os desenvolvedores do serviço anunciaram no blog oficial que o produto já estava pronto para uso, e que estavam muito felizes com o resultado final. Apesar dessas declarações, há poucas informações a respeito do Diaspora. Nada se sabe sobre sua aparência ou quanto a suas funcionalidades.

Rede social open source
O Diaspora serviria como uma alternativa para Facebook, Twitter e outras sites semelhantes, permitindo ao usuário fazer o mesmo a que já está acostumado, como compartilhar fotos, ideias, links etc. Para popularizar-se, o serviço poderia ser baixado na forma de um software e instalado no site do próprio internauta, ou em um provedor de hospedagem, como o Go Daddy.

Para quem preferir usá-lo como um portal comum, a equipe planeja lançar uma versão em que o acesso será bem simplificado. No entanto, não está claro quando esta opção estará disponível. Em princípio, parece que os desenvolvedores têm uma estratégia clara para conquistar a simpatia dos internautas: dar a eles o controle sobre os dados que compartilham na rede, hospedando suas informações em um servidor de sua escolha e confiança.

Recursos
No começo, o Diaspora só deverá ter funções básicas. De acordo com o site do projeto, uma das principais ferramentas permitirá ao usuário importar seus dados das grandes redes sociais – Facebook, Twitter, Flickr – diretamente para o serviço open source, e atualizar seu perfil e se comunicar com os outros a partir de qualquer site que tenha o aplicativo do programa instalado.

 Logo em seguida, alguns recursos devem ser adicionados. Fala-se em integração com o Open ID (sistema de identificação livre) chamadas por VoIP (voz sobre IP) e mensagens instantâneas. A rede também suportará aplicativos de terceiros, com um método de funcionamento semelhante ao dos complementos do WordPress.

Como tudo começou
O projeto teve seu início na mesma época em que o Facebook sofria as maiores críticas quanto aos seus problemas de privacidade e personalização. Liderado por quatro estudantes da Universidade de Nova York, começou como um trabalho despretensioso durante o verão americano. No entanto, depois do destaque que conseguiram na mídia, e um aporte de 200 mil dólares, o Diaspora passou a ser levado a sério. Dois dos universitários, inclusive, adiaram seus estudos por tempo indeterminado de modo a direcionarem seus esforços ao futuro da rede social.

A pergunta que persiste, no entanto, é se em algum momento essa iniciativa poderá, ao menos, chegar perto de desafiar o domínio do Facebook com seus 500 milhões de membros. Talvez a importância do Diaspora não seja competir em pé de igualdade com o gigante, mas oferecer uma alternativa aos que se sentem incomodados com a política de privacidade da rede do Zuckerberg e, mais do que isso, mostrar que o Facebook não é definitivo e que há espaço para mudanças.

( Por Ian Paul – IDG Now Uol)

Alain Robert: “Homem-Aranha” francês é detido por escalar prédio de 57 andares em Sydney

Sydney (Austrália), 30 ago (EFE).- O escalador francês Alain Robert, mais conhecido como “Homem-Aranha”, foi detido hoje pela Polícia australiana em Sydney no alto de um arranha-céu de 57 andares que escalou sem ajuda de cordas nem polias.

Robert, de 48 anos, demorou 20 minutos para chegar ao alto do edifício Lumiere perante o olhar de várias dezenas de pessoas que tinham se reunido na rua.

“Pena que o tenham detido, mas com sorte sairá em breve e poderemos comemorar com champanhe”, afirmou o agente do “Homem-Aranha”, Max Markson.

Alain em ação Foto: AFP

Robert, cujas escaladas urbanas terminam quase sempre em detenções e processos na justiça, foi multado em 750 dólares australianos (cerca de US$ 676) por subir os 41 andares do Banco da Escócia em Sydney.

Segundo seu site, o “Homem-Aranha” francês escalou mais de 70 edifícios e monumentos apesar de sofrer uma invalidez de 66% e sofrer de vertigem crônica.

Entre suas façanhas se incluem, o Empire State de Nova York, o arranha-céu chinês Taipé 101, a Torre Eiffel em Paris, a torre Agbar em Barcelona e o Parque Central em Caracas.

(Agência EFE)

10 estatais descumprem lei de transparência, segundo CGU

Levantamento da Controladoria Geral da União (CGU) aponta que dez estatais – de um universo de 60 empresas públicas, sem contar as subsidiárias – não cumprem as normas de transparência na administração pública, criadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, após o escândalo do mensalão. De acordo com o levantamento, as estatais sequer criaram uma página específica no endereço eletrônico para dar publicidade aos seus gastos. As informações são do jornal O Globo.

As normas de transparência na administração pública viraram lei em maio de 2009, com a aprovação da Lei Complementar 131/09, que determina que a execução dos orçamentos públicos seja exposta na internet, para livre acesso da sociedade. A maior estatal brasileira, a Petrobras, está na lista da CGU. Além dela, integram o grupo o Banco do Nordeste (BNB), a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) – vinculada ao Ministério das Cidades, a Telebrás, as Companhias Docas do Maranhão, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte, a Companhia de Desenvolvimento de Barcarena (Codebar) e os hospitais Cristo Redentor, Fêmina e Nossa Senhora da Conceição, todos em Porto Alegre (RS). Segundo o jornal, mesmo as empresas que criaram a página de transparência não informam todos os dados exigidos pela legislação. Estão nessa situação bancos públicos como o Banco do Brasil, o BNDES e a Caixa Econômica Federal, além da Embrapa e dos Correios.

(Portal Terra)

Carlos Montenegro: Presidente do Ibope diz que Dilma será eleita presidente do Brasil

Na revista IstoÉ desta semana, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, em entrevista, faz uma mea culpa e diz que Lula deve fazer Dilma Rousseff presidente do Brasil. Confira: 

Há exatamente um ano, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faria o sucessor, apesar da alta popularidade. Na ocasião, o responsável por um dos mais tradicionais institutos de pesquisas do País assegurava que o presidente não conseguiria transferir seu prestígio pessoal para um “poste”, como tratava a ex-ministra Dilma Rousseff. Agora, a um mês das eleições e respaldado por números apresentados em pesquisas diárias, Montenegro faz um mea-culpa. “Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”, afirmou. “O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff.”

Segundo Montenegro, a ex-ministra da Casa Civil vem se conduzindo de forma convincente e confirma, na prática, o que o presidente disse sobre ela na histórica entrevista concedida à ISTOÉ na primeira semana de agosto: “Lula acertou. Dilma é um animal político. Está mostrando muito mais capacidade do que os adversários.”

O sr. disse que o presidente Lula não conseguiria transferir seu prestígio para a ex-ministra Dilma Rousseff, mas as pesquisas mostram o contrário. O sr. ain­da sustenta que o presidente não fará o sucessor?
Eu nunca vi, em quase 40 anos de Ibope, uma mudança na curva, como aconteceu nesta eleição, reverter de novo. Por mais que ainda faltem 30 e poucos dias para a eleição, o Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff. Ela tem 80% de chances de resolver a eleição no primeiro turno. Mas, se não for eleita agora, será no segundo turno.

A que o sr. atribui essa virada?
Houve uma série de fatores. Primeiro a transferência do Lula, que realmente vai sair como o melhor presidente do Brasil. Um pouco acima até do patamar de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. O segundo ponto é o preparo da candidata Dilma. Ela tem mostrado capacidade de gestão, equilíbrio, tranquilidade e firmeza. A terceira razão é seu bom desempenho na televisão, inclusive nos debates e entrevistas. Lula acertou ao dizer, em entrevista à ISTOÉ, que ela era um animal político. Está mostrando muito mais capacidade que os adversários e mostra que tem preparo para ser presidente.

Mas há um ano o sr. declarou que Lula dificilmente faria o sucessor.
Errei. Eu dizia de uma forma clara que, apesar de o Lula estar bem, ele não elegeria um poste. Foi uma declaração extemporânea, descuidada e muito mais fundamentada num pensamento político do que com base em pesquisas. Foi um pensamento meu. Acho que eu tinha o direito de pensar daquela forma, mas não tinha o direito de tornar público. Peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana.

O que mais o surpreendeu desde o momento do lançamento das candidaturas?
A oposição errou e essa é a quarta razão para o sucesso de Dilma. A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido, da mesma forma que o Lula ficou nas eleições de 1994 e 1998 contra o Plano Real. Na ocasião, ele não sabia se criticava ou se apoiava e perdeu duas eleições.

O bom momento da economia, a geração de empregos e o consumo em alta não fazem do governo Lula um cabo eleitoral imbatível?
Essa, para mim, é a razão principal. O Brasil nunca viveu um momento tão bom. E as pessoas estão com medo de perder esse momento. O Plano Real acabou derrotando o Lula duas vezes. Mas o Lula, com o governo dele, sem querer ou por querer, acabou criando um plano que eu chamo de imperial. É o império do bem, em que cerca de 80% a 90% das pessoas pelo menos subiram um degrau. Quem não comia passou a comer uma refeição por dia, quem comia uma refeição passou a fazer duas, quem nunca teve crédito passou a ter crédito, quem andava a pé passou a andar de bicicleta ou moto, quem tinha carro comprou um mais novo e quem nunca viajou de avião passou a viajar. Os industriais também estão felizes, vendendo o que nunca venderam. Os banqueiros idem.

Mas esse fator não pesou logo de início, quando os candidatos lançaram os seus nomes e Serra permaneceu vários meses na frente.
No início, houve transferência do Lula. Mas, de uns três meses para cá, o Lula está associando o êxito dele ao êxito do governo como um todo. E está mostrando que Dilma é a gestora desse governo. O braço direito dele. E as pessoas estão confiantes nisso e não estão querendo perder o que ganharam.

É possível dizer então que o programa de tevê do PT é mais eficiente do que o da oposição?
A tevê ajudou na consolidação. Mas a virada de Dilma Rousseff na corrida para presidente da República se deu antes da tevê. Pelo menos antes do horário eleitoral gratuito.

Isso derruba o mito de que o programa eleitoral é capaz de virar a eleição?
Quando a eleição é disputada por candidatos pouco conhecidos, ele pode ser decisivo, sim. Por exemplo, a televisão está ajudando a eleição de Minas Gerais a se tornar mais dura. O Aécio está entrando agora, o Anastasia é o governador e eles estão mostrando as realizações do governo. Por isso, o Anastasia está crescendo. O Hélio Costa largou na frente porque já era uma pessoa muito mais conhecida do que o Anastasia. Mas, quando você pega uma eleição em que todos os candidatos são bem conhecidos, o uso da tevê é muito mais de manutenção e preenchimento do que para proporcionar uma virada.

E os debates? Eles podem mudar a eleição?
Só se houvesse um desastre. Cada eleitor acha que o seu candidato teve desempenho melhor. Vai ouvir o que está querendo ouvir. Já conhece as propostas anunciadas durante a propaganda eleitoral. Falando especificamente dessa eleição presidencial, repito que a população está de bem com a vida. Quer continuar esse bom momento. O Brasil quer Dilma presidente.

A candidatura de Marina Silva não tem força para levar a eleição até o segundo turno?
Cada vez mais a vitória de Dilma no primeiro turno fica cristalizada. Temos pesquisas diárias que mostram que essa eleição presidencial acabou. Agora, mais uma vez, o Brasil está dando um show de democracia. É bom dizer que os três principais candidatos são excelentes. Todos têm passado político, currículo e história. A história da Marina Silva, por exemplo, é maravilhosa. A luta dela pelo meio ambiente é muito importante. Mas a Marina até outro dia estava com Lula e as pessoas a relacionam com o presidente. Você pega a luta do Serra e ela também é fantástica. E o Serra, até outro dia, também estava no palanque do Lula, na luta contra a ditadura.

O fato de Dilma nunca ter disputado uma eleição não deveria pesar a favor de José Serra?
No Chile, Michele Bachelet tinha 80% de aprovação, mas não conseguiu fazer o sucessor. Por quê? Porque ele tinha passado. Já tinha concorrido. Quando você concorre, você pega experiência por um lado, mas a pessoa deixa de ser virgem, politicamente falando. Sempre há brigas que você tem que comprar e vem a rejeição. No caso da Dilma, o fato de ela nunca ter concorrido, ter sido sempre uma gestora, uma técnica, precisando só exercitar o seu lado político, ajudou muito.

Em que medida o fato de Dilma ser mulher a ajudou nessas eleições?
Acho que não ajudou muito. Mas é algo diferente. O Brasil já tem implementado coisas novas na política, como foi a eleição de um sindicalista. É um fato interessante, mas a competência do Lula e da Dilma ajudaram muito mais.

O atabalhoado processo de escolha do vice na chapa do PSDB prejudicou a candidatura de José Serra?
Não. Nunca vi vice ganhar eleição. Nem perder.

O sr. acredita que Lula possa puxar votos para candidatos do PT nos Estados, como em São Paulo, por exemplo?
Acho muito difícil. O Lula tinha toda essa popularidade em 2008, apoiou a Marta e ela perdeu do Gilberto Kassab, que estava fazendo uma boa administração.

Dilma eleita, qual a saída para a oposição?
Está provado que o modelo da oposição não deu certo. Talvez ganhe em alguns Estados importantes, como São Paulo, Minas, Paraná e Goiás. Sempre terá um papel importante. Mas essa eleição mostra que está na hora de uma reforma política. É preciso diminuir o número de partidos. Os programas partidários também precisam ser mais respeitados. Os partidos são os pilares da democracia.

(Blog do Eliomar de Lima)

Novo Oriente: PMs são espancados, baleados e tem armas levadas por quadrilha

“Dois policiais militares do município de Novo Oriente (397 quilômetros de Fortaleza) foram vítimas de uma tentativa de homicídio na manhã desta segunda-feira, 30, enquanto faziam o policiamento da Praça da Matriz, no Centro do Município. A ação foi praticada por uma quadrilha fortemente armada, encapuzada e protegida com coletes à prova de balas.

De acordo com o coronel Tavares, comandante do Batalhão de Novo Oriente, pelo menos cinco homens desceram de dois veículos, um Polo e uma Pajero, abordaram os policiais Francisco Uélito de Sousa Silva e Edson Bonfim de Sousa e iniciaram os disparos contra os PMs.

Após balearem e espancarem os policiais, os criminosos fuzilaram a viatura policial com cerca de 20 tiros e fugiram levando três pistolas calibre ponto 40, um fuzil, vasta munição, além um cinto de guarnição com um par de algemas dos policiais.

Na fuga, os criminosos atearam fogo no veículo Pólo na entrada da localidade de Monte Alegre, a cerca de 10 quilômetros do local do crime. Já na CE 187, a quadrilha fez uma barricada e carbonizou pneus para obstruir a passagem das viaturas que fossem reforçar o destacamento da Polícia Militar.

Depois do crime, foram os policiais foram socorridos e encaminhados ao município de Crateús. Em seguida, o PM Edson foi encaminhado de helicóptero em estado grave para o Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza. Ele foi baleado no tórax e no braço. Já o outro policial foi atingido na perna direita e seu estado é estável.”

(OPOVO Online)

Adriana Villela, filha de ex-ministro do TSE é levada até cena do crime

No sábado, dia em que a Polícia Civil do Distrito Federal acredita ter completado um ano do assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, da sua mulher e da empregada da casa, a filha do casal, Adriana Villela, foi levada à cena do crime.

Os três foram encontrados mortos no dia 31 de agosto de 2009. Presa desde o dia 16, suspeita de obstruir as investigações, Adriana ficou por três horas no apartamento em que os pais moravam na Asa Sul, região nobre de Brasília, enquanto a polícia realizava exames.

A filha do ex-ministro chegou algemada num carro da polícia. Segundo o advogado Rodrigo Alencastro, antes de a perícia ser iniciada, Adriana pôde conversar rapidamente com a filha, Carolina, além do irmão e de duas tias.

Segundo Alencastro, a família estava bastante abalada.

– Foi uma humilhação sem precedentes. Tentaram reproduzir o clima e o ambiente de um ano atrás. Não sou perito, mas é absolutamente difícil que essa situação se reproduza – alegou o advogado.

A polícia não comenta o inquérito, que tramita sob sigilo, mas o advogado afirmou que o exame seria para constatar a presença de impressões digitais de Adriana no apartamento.

O ex-ministro do TSE, a mulher dele, Maria Carvalho, e a empregada do casal Francisca Nascimento da Silva foram encontrados mortos com 71 facadas.

– É comum isso (digitais). Era o apartamento dos pais dela. Não vejo qual a finalidade deste exame – reclamou Alencastro.

Há suspeita de que Adriana não tivesse um bom relacionamento com os pais, especialmente com a mãe, o que Alencastro nega.

(Blog do Noblat)

Milena de Moura Barbosa: menina de 2 anos cai do 6º andar e sobrevive

Brasília – Uma menina de dois anos caiu do sexto andar de um prédio, em Brasília, no sábado, e sobreviveu. A criança teve a queda amortecida por uma caixa de areia. Milena de Moura Barbosa teve fratura no fêmur esquerdo e está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Base. O quadro clínico é estável e ela está fora de perigo.

No momento do acidente, a vítima estava com a babá em casa, no Setor Sudoeste da Capital Federal, pois os pais da menina tinham acabado de sair para levar a outra filha do casal à aula. Em depoimento na delegacia, a babá disse que Milena teria trancado a porta no momento em que ela saiu para colocar o lixo na lixeira do corredor.

Quando voltou, pediu para a criança abrir, mas ela teria dito que não conseguia. Desesperada, a babá teria começado a gritar e chamou a atenção de dois vizinhos, que arrombaram a porta com chutes.

Assim que entraram no imóvel, os três não acharam a criança. Pelo interfone, o porteiro avisou da queda. Milena teria passado por basculante sem rede de proteção, o único do apartamento, no escritório usado pelo pai. Três médicos que moram no condomínio prestaram socorro, enquanto aguardavam a chegada dos bombeiros.

O delegado que investiga a queda afirmou acreditar em fatalidade, mas prometeu abrir inquérito para avaliar as circunstâncias do caso. Ele também vai checar a possível responsabilidade da babá e dos pais de Milena.

(Portal O Dia)

Michael Jackson completaria 52 anos neste domingo

Este domingo (29) é ao mesmo tempo um dia alegre e triste. A felicidade vem pela lembrança de que Michael Jackson nasceu há exatos 52 anos nessa data. Nem é preciso dizer por que uma lágrima virá na face dos fãs: ele não está mais entre nós para comemorar essa efeméride.

Os vídeos, as canções, as lembranças do Rei do Pop estão tão presentes na memória de todos que chega a ser duro pensar que o cantor morreu naquele triste 25 de junho de 2009. quando o mundo literalmente parou ao receber tal notícia.

Está previsto para sair ainda este ano um álbum com canções inéditas gravadas por Michael durante a década de 80 e não aproveitadas em seus discos Thriller (1982) e Bad (1987). Será o primeiro de uma série.

Também existe a expectativa de que, em algum momento, seja feita uma cinebiografia contando a vida do Rei do Pop. Sobre esse projeto, ainda não existe nada concreto, mas trata-se de algo inevitável. Afinal, poucos artistas tiveram uma vida tão repleta de acontecimentos incríveis como a dele. É aguardar.

(PB Agora)

Ato do Senado oficializa extinção de mais de 900 servidores comissionados

O Senado Federal está mais enxuto. Boletim informativo da Casa publicado na segunda-feira (23/8) informa a extinção das funções comissionadas de mais de 900 funcionários. A informação é da Agência Brasil. Com o novo plano, os salários base sofreram adequação. A medida, no entanto, não atinge os cargos de confiança. As posições de direção e chefia permanecem inalteradas até que a reforma administrativa seja completada.

As chamadas funções de produtividade também foram contempladas pela mudança. Os cargos, que foram criados para incentivar os servidores numa espécie de ascensão por mérito, não existem mais. Um dos casos mais marcantes é o do ex-diretor-geral da Casa, Agaciel Maia. O funcionário, que teve seu nome envolvido no escândalo dos atos secretos, viu seu cargo ser extinto.

A assessoria de comunicação do Senado informa que muitas distorções ocorreram na forma de remunerar os servidores efetivos. As funções comissionadas são um bom exemplo. Um mecanismo especial foi pensado para reajustar os salários referentes aos cargos de jornalistas e consultores, por exemplo. Quando defasadas, as remunerações não eram reajustadas na base, mas sim por meio das funções.

As mudanças resultam da aprovação do plano de cargos e salários dos servidores, em 28 de julho. Com ele, a estrutura salarial dos funcionários passou por uma regularização.

(Consultor Jurídico)

Auxílio-reclusão beneficia mais de 28 mil famílias de detentos

Um email bastante preconceituoso circula pela internet há algum tempo criando confusão. O texto critica o pagamento do auxílio-reclusão pela Previdência Social, como se os presidiários brasileiros recebessem dinheiro do governo durante o período de isolamento e, mais ainda, como se esse valor se multiplicasse conforme o número de dependentes.

Na verdade, o Ministério da Previdência esclarece que são os familiares dependentes dos presos que recebem o benefício – desde 1960 – para manterem o seu sustento enquanto o segurado está na prisão. E, portanto, o preso não tem acesso direto ao dinheiro.

“O princípio constitucional para o pagamento é de que a pena não pode avançar da pessoa que cometeu o crime a outras”, explica o defensor público federal Claudionor Barros Leitão. “Há dependentes que são crianças sem nenhuma consciência sobre as falhas dos pais e não seria justo que ficassem totalmente carentes de recursos.”

Segundo o Ministério, só pode receber os recursos a família de um detento que seja classificado como segurado pelo INSS e tenha renda de até R$ 810,18 no ato da prisão, independentemente da renda dos dependentes. São considerados familiares os cônjuges, filhos, menores sob tutela, pais e irmãos até 21 anos de idade – estes dois últimos, desde que comprovem dependência econômica do preso.

Em geral, a pessoa que recolheu para a previdência social é considerada segurada até doze meses após interromper pagamentos ou ter sacado benefícios, mas há condições específicas. Para quem não recolheu o INSS no passado recente, portanto, não há benefício para a família.

A família do preso segurado tem direito a receber como auxílio-reclusão 80% da média mensal das contribuições anteriores do segurado, a partir de 1994. Segundo o Ministério da Previdência, os familiares receberam, em média, R$ 586,51 em junho, quantia que está acima do que é pago como salário-maternidade, de R$ 519,01, também em média. Esse valor é dividido entre os beneficiários e não varia conforme o número de dependentes do preso, outra falácia que consta no email que circula na rede.

O benefício é pago, atualmente, a 28,3 mil famílias, o que significa valor mensal total de R$ 16,6 milhões para o cofre do INSS. Mais pessoas recebem auxílio-reclusão do que auxílio-acidente no país. O número de famílias beneficiárias cresceu 6% neste ano em relação a dezembro, mas o número total ainda é bastante restrito, se considerada a população carcerária brasileira, de mais de 470 mil detentos.

A família do detento que é segurado deverá solicitar o benefício em uma agência do INSS, agendando pelo telefone 135 ou pelo portal da previdência. Na ocasião do pedido, é preciso levar documentos do detento como carteira de identidade, de previdência ou de trabalho; número do PIS/Pasep; CPF; e documento que comprove a efetiva prisão. Também são pedidos documentos do dependente que fizer a solicitação.

(IG Economia)

Gravidez: Saiba como alimentar seu bebê ainda na barriga

Ele é só uma sementinha e mede poucos centímetros, mas já precisa de uma série de nutrientes que serão determinantes na sua formação. Desde as primeiras semanas de gravidez, a alimentação da mãe pode fazer a diferença para o desenvolvimento de um bebê saudável.

— Mesmo antes de engravidar, a mulher pode procurar um nutricionista para aconselhá-la numa dieta adequada. É importante procurar um médico, pois o uso do ácido fólico, por exemplo, já pode começar nesse período de planejamento — ensina a nutricionista Roseli Costa, responsável pelo atendimento pré-natal do Instituto Fernandes Figueira.
Roseli explica que todo alimento ingerido pela mãe chega ao bebê:
— As escolhas são muito importantes e a responsabilidade pela saúde dos dois é da mulher, que precisa fazer o melhor para gerar uma criança saudável.

A tentação é grande, mas deixar a dieta de lado e se render aos prazeres da gula pode ser um perigo tanto para a gestante quanto para o bebê. São os suplementos e os nutrientes ingeridos na alimentação que poderão reduzir os riscos de malformações e déficit no desenvolvimento.
— A ideia de que mulher grávida deve comer por dois já está ultrapassada. Ela precisa comer duas vezes melhor, o que não significa dobrar a quantidade — diz o médico nutrólogo José Alexandre Portinho, da Associação Brasileira de Nutrologia.
A nutricionista Roseli Costa, do Instituto Fernandes Figueira, alerta para o grande vilão da gravidez:
— Quando a mãe consome muita gordura trans, ou gordura hidrogenada vegetal, ela impede a produção de ácidos graxos essenciais para ela e para o bebê. Isso causa problemas no crescimento, no desenvolvimento do cérebro e aumenta os riscos de problemas cardiovasculares no futuro — diz Roseli.
Portinho explica que, se o objetivo é garantir a saúde do bebê, a alimentação é o caminho.
— Manter-se bem nutrida é fácil, basta escolher os alimentos balanceados e que satisfaçam todas as exigências nutricionais, como vitaminas, proteínas, gorduras e sais minerais — garante ele.

Confira a lista dos nutrientes:

Ácido fólico:  evita malformações genéticas no bebê, partos prematuros e baixo ganho de peso. É encontrado no fígado, vegetais de folhas verdes, feijões e gérmen de trigo.

Ferro:
Previne e tratar a anemia da mãe e do bebê. É encontrado no fígado, carnes vermelhas e vegetais.

Vitamina A: é
importante para o crescimento e para a formação dos olhos. Suas fontes são as frutas e legumes de cor amarela e laranja, além dos vegetais de folhas verde- escura.

Vitamina B1:
responsável pela produção de energia, também auxilia no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Importante na formação do cérebro. É encontrada em carnes magras, fígado, coração, gema de ovo, castanhas, ervilha, soja, feijão-branco, lentilha e pão integral.

Vitamina B2:
é importante para a formação do tecido muscular e do feto como um todo. Presente no leite e seus derivados, fígado, vegetais com folhas verdes, cereais e pães integrais.

Vitamina B6:
ajuda a desenvolver o sistema nervoso central. É encontrada em carnes, ovos, vegetais com folhas verdes, cereais integrais.

Vitamina B12:
ajuda na formação do sangue. A deficiência causa anemia e alterações neurológicas. Principais fontes são fígado, ovos, leite e derivados.

Vitamina C:
combate infecções, age no sistema imunológico e na reparação celular. A deficiência provoca várias doenças e causa risco de aborto. É encontrada nas frutas cítricas, como laranja, limão, acerola e morango. Também está presente nas folhas de vegetais crus, brócolis, repolho e espinafre.Vitamina D: auxilia na formação dos ossos do bebê e aumenta a absorção de cálcio e fósforo. A falta no organismo pode provocar bebês de baixo peso ou raquitismo. As principais fontes são óleo de fígado de peixe, e peixes em geral.

Vitamina E:
ajuda a proteger as células do feto dos radicais livres. A falta pode causar disfunções neurológicas, anemia nos bebês e até rico de eclampsia. Está presente no germe de trigo, amêndoas, avelãs e óleos vegetais.

Cálcio:
importante para a formação dos ossos e dos dentes. Atua no crescimento do bebê e na função cardíaca. Principais fontes são o leite e seus derivados, carnes, ovos, vegetais, amêndoas e semente de gergelim.

Zinco: 
é essencial na defesa imunológica e na cicatrização e a falta causa risco de mortalidade materno-fetal, aborto, malformações, baixo peso do bebê, prematuridade e trabalho de parto prolongado. Principais fontes: carnes bovinas, frango, peixe, camarão, ostra, fígado, grãos integrais, cereais, legumes e tubérculos.

Ômega-3:
importante para o desenvolvimento cerebral e para a formação da retina. Encontrada em peixes de carne escura como salmão, atum, cavaquinha, truta, sardinha e tilápia.

(Jornal Extra Online)

Fonte Nova: Estádio demolido, memórias resguardadas

Em poucos segundos, um histórico palco do futebol nordestino se transformou em uma montanha de entulhos. Jogos memoráveis, gols espetaculares, jogadores inesquecíveis pisaram no gramado do Estádio Octávio Mangabeira, mais conhecido como Fonte Nova, em Salvador, nos seus 59 anos. Neste domingo, às 10h, ele deixou de existir.
O anel superior foi demolido. Com ele, foi-se ricos momentos de alegrias e difíceis instantes de tristeza e agonia. Em seu lugar, será erguido um novo estádio. Moderno e confortável. Palco para um novo momento do futebol baiano e nordestino. Montado para a Copa do Mundo de 2014.

Essa foi a primeira implosão de um estádio de futebol na América Latina. O consórcio responsável pela obra foi formado pelas empresas OAS e Odebrecht, o mesmo que vai construir a arena pernambucana. Assim que o dia amanheceu, todo o entorno, em uma raio de dois quilômetros e meio do estádio, foi evacuado. A previsão é que duas mil pessoas foram retiradas de suas residências. Foram utilizados cerca de 700 quilos de explosivos para colocar no chão algo em torno de 10 mil metros cúbicos de concreto.

Todo o processo de implosão foi muito bem cuidado e ecologicamante correto. Os pilares onde colocaram os explosivos, por exemplo, foram revestidos com uma tela metálica e uma manta geotêxtil. O objetivo foi impedir que os resíduos se projetassem e afetassem o sítio do patrimônio, como o Dique do Tororó e a Fonte das Pedras.

A Arena Fonte Nova vai custar R$ 591,7 milhões. O projeto é ousado e terá alguns aspectos mantidos do antigo estádio. O formato em ferradura, por exemplo, continuará com a abertura para o Dique do Tororó, um dos pontos turísticos da cidade de Salvador.

Triste fim – Palco de muitas alegrias, a antiga Fonte Nova sai de cena depois de três anos fechada. Sua última lembrança não agrada em nada aos baianos. Em 25 de novembro de 2007, o Bahia enfrentou o Vila Nova-GO, pelo Brasileiro da Série C. Aos 43 minutos do segundo, parte da arquibancada superior ruiu e causou a morte de sete torcedores. Alguns meses antes, a tragédia foi “anunciada” quando um estudo feito por engenheiros apontou a Fonte Nova como um dos piores do Brasil.

Com a interdição, o estádio virou abrigo para moradores sem teto e ponto de tráfico e consumo de drogas. Um triste fim com uma total imagem de abandono. O curioso é que o anel inferior já foi removido.

Curiosidades

Cinco decisões nacionais
O Estádio Octávio Mangabeira foi palco de cinco finais nacionais, sendo três na extinta Taça Brasil (1959, 1961 e 1963) e duas no Brasileirão (1988 e 1993). O Bahia chegou em quatro delas e nas três primeiras sempre contra o Santos, de Pelé.

Em 59 sagrou-se campeão com o primeiro jogo na Fonte Nova e a finalíssima no Maracanã. Em 63, o Santos levantou o troféu e deu a volta olímpica dentro da Fonte Nova mesmo. Em 89, o Tricolor baiano também conquistou o título depois do jogo de ida em casa, foi até o Estádio Beira Rio/RS e bateu o Internacional.

O Vitória também levou uma final de Campeonato Brasileiro para a Fonte Nova, em 93, mas não conseguiu faturar o título. O atacante baiano Edilson, que jogava no Palmeiras, fez o gol do título para o time paulista.

Vaias para Birro Doido
Birro Doido era o apelido do zagueiro Nildo, do Bahia, no final da década de 60. Ele nunca esperava receber a maior vaia de sua vida ao evitar um gol do adversário na Fonte Nova. Cerca de 50 mil torcedoresecoaram um grito de protesto naquela tarde de 16 de novembro de 1969. É que o adversário não era qualquer um. E sim o Santos, de Pelé.

Além disso, o Rei tinha contabilizado 999 gols até aquela partida. A expectativa da Fonte Nova ser o palco do milésimo gol de Pelé era enorme entre os torcedores. Depois de uma jogada genial, Pelé driblou o goleiro e deu apenas um toque na bola já se preparando para comemorar.

Mas, Birro Doido chegou a tempo e, na risca do gol, evita o milésimo gol do Rei. A vaia ecoou em todo o estádio e jogo terminou empatado em 1 x 1.

Públicos recordes
A partida envolvendo Bahia x Fluminense, pela semifinal da Copa União de 1988, marcou o maior público da história do Estádio Fonte Nova. Nada mais nada menos que 110.438 torcedores, em sua maioria esmagadora tricolores, pagaram ingresso para ver sua equipe vencer por 2 x 1, de virada.

Dia de clássico BA-VI, por exemplo, sempre deixou o estádio cheio. Em 7 de agosto de 1994, a rivalidade entre Bahia e Vitória levou pouco mais de 97 mil torcedores à Fonte Nova para mais uma final de Campeonato Baiano. Com um gol de Ruadinei, aos 46 minutos do segundo tempo, o Bahia empatou o jogo e sagrou-se bicampeão.

Haja pancadaria e expulsões
Um fato curioso aconteceu em 13 de maio de 1973, um domingo dias das mães. Bahia e Vitória realizavam mais um clássico quentíssimo quando, aos 18 minutos do segundo tempo, iniciou-se uma briga generalizada dentro de campo. O jogo terminou depois que todos os 22 jogadores foram expulsos.

Além deles também receberam o cartão vermelho os reservas dos dois times e muitos dirigentes, que invadiram o campo. O ex-presidente do Bahia, Paulo Maracajá foi um deles.

Fonte vazia para Seleção
Um dos momentos mais marcantes do Estádio Fonte Nova foi vivido pelo Seleção Brasileira. Momentos de constrangimento. Tudo por conta do corto do atacante Charles, que tinha se sagrado campeão nacional pelo Bahia, em 1989. A Canarinha foi vaiada do início ao final da partida. Como uma atitude de protesto apenas 18 mil torcedores com o único objetivo de mostrar a indignação do povo baiano.

Megashows
A Fonte Nova não fol palco apenas de futebol. Eventos importantes da música nacional e internacional aconteceram no estádio. Em maio de 1980, por exemplo, cerca de 50 mil pessoas assistiram a uma apresentação de Gilberto Gil e Jimmy Cliff.

Em 1985 foi a vez dos garotos porto-riquenhos do Menudos cantarem no estádio. Até mesmo a Rainha dos Baixinhos, Xuxa, já se apresentou em um super palco no Octávio Mangabeira. A gravação do DVD de Ivete Sangalo, em 2003, reuniu mais de 80 mil pessoas no último grande espetáculo na Fonte Nova.

(Portal Superesportes)

Ibope dá 60 pontos de diferença entre Dilma e Serra no Maranhão

A candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, aparece com o maior índice de intenção de voto na primeira pesquisa realizada pelo Ibope para as eleições no Maranhão, 60 pontos à frente do segundo colocado, José Serra, do PSDB. A petista tem 73% da preferência do eleitorado maranhense, enquanto o tucano tem 13%. Marina Silva (PV) segue em terceiro lugar, com 6%.

Dos demais candidatos, apenas Zé Maria (PSTU) que tem na chapa para vice a maranhense Claudia Durans pontuou, sendo citado por 1% eleitores pesquisados pelo instituto no Maranhão. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para o governo, Roseana Sarney (PMDB) que tem o apoio do presidente Lula e de Dilma, aparece na frente com 47% das intenções de voto; Jackson Lago (PDT) que apoia Serra, tem 25%; Flávio Dino (PCdoB) que declarou votar na candidata do PT, tem 13% e Marcos Silva (PSTU), 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

Na corrida para o Senado, os dois candidatos da coligação de Roseana Sarney aparecem na frente. O ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), tem 39%, e seu companheiro de chapa, o atual vice-governador João Alberto (PMDB), 28%. José Reinaldo (PSB) aparece com 16%; Edson Vidigal (PSDB), 10%, seguido por Roberto Rocha (PSDB) com 7%. Luiz Noleto (PSTU) tem 2%, Charles Vieira (PCB), Paulo Rios (Psol) e professor Adonílson (PCdoB) estão empatados com 1%. Claudicea Durans (PSTU), irmã da candidata a vice presidente da República, não pontuou.

Encomendada pela TV Mirante (de propriedade da família Sarney), a pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de agosto, com 1.204 entrevistados em todo o Estado, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 21 de agosto de 2010, sob o número

(Portal Terra)

Juliard Aires Fernandes: Brasileiro de 20 anos buscava o sonho americano nos EUA

A tentativa de uma vida melhor não terminou da forma como Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, desejava. Ele é um dos mineiros mortos na chacina ocorrida em San Fernando, fronteira do México com os Estados Unidos.

A identidade do jovem, natural de Santa Efigênia,no Estado de Minas Gerais, no Vale do Rio Doce, foi confirmada neste sábado (28) pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty. Hermínio Cardoso dos Santos, 24 anos, morador de Sardoá, vizinha a Santa Efigênia de Minas, também está entre as vítimas do massacre que deixou 72 mortos, mas seu corpo ainda não foi reconhecido.

Fernandes saiu de sua cidade há cerca de 30 dias para arrumar um emprego nos Estados Unidos, disse sua prima Rosângela Marques Fernandes.

– Tinha o sonho de todo imigrante, que era arrumar um trabalho e vencer na vida.

O pai, com quem o rapaz morava, está atordoado.

– A mãe morreu há menos de um ano. É uma tragédia para toda a família.

Os familiares informaram que ainda não sabem quando o corpo do jovem chegará ao Brasil. Em uma ruenião neste sábado com representantes do Brasil, Equador, El Salvador e Honduras, o governo mexicano prometeu acelerar o processo de identificação e repatriamento dos corpos.

O Itamaraty já fez contato com as famílias dos dois jovens mineiros. No último fim de semana, as autoridades mexicanas foram informadas sobre a chacina de 72 imigrantes, que seguiam para os Estados Unidos guiados por um grupo.

O único sobrevivente do grupo, o equatoriano Luis Freddy Pomavilla, disse que os traficantes mataram as pessoas porque elas se recusaram a trabalhar para eles.

De acordo com as autoridades do México, entre os mortos havia 58 homens e 14 mulheres, incluindo algumas crianças e uma grávida, que foram colocados enfileirados contra a parede de um galpão em uma fazenda da região.

Diplomatas do Brasil, de Honduras, do Equador e de El Salvador seguiram para o Estado mexicano de Tamaulipas, onde ocorreu o crime.

O objetivo é identificar os corpos das 72 vítimas. No entanto, há informações de que a identificação deve demorar até 15 dias, porque a maioria das pessoas não estava com documentos.

(Portal r7)

Pimentel 135 cresce três pontos e aparece em segundo lugar na pesquisa O Povo/Datafolha

Pimentel 135 em segundo lugar na pesquisa VoxPopuli/IG
O candidato ao senado pela coligação Por Um Ceara Melhor Pra Todos,  José Pimentel, do Partido dos Trabalhadores (PT), aparece em segundo lugar com 27% das intenções de voto na pesquisa Datafolha/O Povo divulgada neste sábado, 28. O levantamento é o primeiro após o início da propaganda eleitoral gratuita e revela que o Petista está empatado tecnicamente com seu colega de chapa, Eunício Oliveira (PMDB), que aparece com 31%. O candidato que lidera perdeu sete pontos percentuais em relação ao levantamento feito em julho passado.

Um dado relevante da pesquisa é o número de eleitores que ainda estão indecisos. 42% declararam não saber em quem vão votar em relação a uma das duas vagas e outros 20% estão indecisos em relação às duas vagas. 47% dos eleitores que votam em Pimentel o apontam como primeira opção para o senado e 53% o apontam como segunda opção.

Influência de Lula

A pesquisa O Povo/Datafolha confirmou também a capacidade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem em transferir votos para o seu companheiro de partido José Pimentel (PT). De acordo com o levantamento, 50% dos eleitores disseram que votariam em um candidato indicado por Lula.

A pesquisa O Povo/Datafolha foi realizada nos dias 24 e 25 de agosto, após a primeira semana da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Foram ouvidos 937 eleitores em 41 municípios.

(Blog Olhos do Sertão)

Veja as áreas em que o salário mais cresceu em 2010

São Paulo – Você fala inglês fluente, domina as novas normas contábeis, tem experiência de no mínimo cinco anos no setor financeiro e de contabilidade? Então, cheque seu holerite. Há grandes chances de você estar entre os profissionais que mais tiveram aumento salarial em 2010 com relação ao ano passado.

É o que aponta pesquisa divulgada pela consultoria Robert Half – confira a Tabela de Salários atualizada.

Os novos dados comprovam o que os especialistas martelavam desde o início do ano: o mercado de trabalho brasileiro está vivendo um momento de real aquecimento.

De acordo com o estudo, o setor de finanças e contabilidade apresentou as maiores valorizações salariais.

Um dos fatores para isso, de acordo com Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half, é a adoção das novas regras de contabilidade e o aumento do número de empresas de capital aberto no país. (saiba mais na matéria O contador ideal que as empresas procuram)

Dessa forma, no ano passado, um controller que trabalhava em empresas de pequeno e médio porte recebia, em média, uma remuneração de 7 a 12 mil reais. Este ano, o salário desses profissionais pulou para 16 mil reais. Nas empresas de grande porte, o teto salarial para esse cargo pulou de 21 mil reais para 23 mil reais.

Na área de Marketing e Vendas, o destaque salarial fica para o cargo de gerente de desenvolvimento de negócios. Já na área de Tecnologia da Informação, ganharam mais valorização os profissionais que ocupam os cargos de Analista de Business Intelligence.

Em engenharia, profissionais da área de fusões e aquisições, além de setores ligados ao crédito, estão na lista de destaques. Por outro lado, em engenharia, a valorização salarial foi para o setor da construção civil.

Recém-formados
A ebulição do mercado, no entanto, não necessariamente se traduz num aumento da faixa salarial média de todos cargos. “As mudanças estão no meio da faixa salarial. Por exemplo, com o aumento da demanda, mais profissionais com menos experiência estão sendo promovidos”, explica Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half.

O setor de engenharia é um exemplo prático disso. Apesar do aumento da demanda por novos profissionais na área, alguns do setor tiveram um achatamento salarial. Isso se deve, em parte, à um processo de juniorização da categoria.

Diante da escassez de mão de obra qualificada, as empresas de engenharia estão apostando em profissionais recém-formados ou com pouca experiência no mercado.

Por conta disso, o piso salarial de um  Engenheiro de Aplicação/ Processos caiu para a faixa de 2 a 2,5 mil reais. No ano passado, essa remuneração, em média, era de 2,5 a 3,5 mil reais.

“E isso não acontece porque as empresas estão querendo pagar menos”, explica o diretor. “É porque não encontram profissionais com o perfil e experiência desejada”.

(Portal Exame)

Os 10 bairros residenciais mais caros do Brasil

1. Ipanema (com Arpoador e Leblon) – Rio de Janeiro (RJ)


O metro quadrado mais caro do país fica em Ipanema, no Rio de Janeiro. Quando considerados os vizinhos Leblon e Arpoador, esse valor atinge uma média de 11.359 reais. O interesse pela região é tão grande quanto a escassez de terrenos disponíveis para a construção de outros prédios. Como manda a lei da oferta e da procura, esse descompasso joga os preços lá em cima: o metro quadrado de um apartamento novo pode custar até 16.800 reais.

A distância da praia é determinante para a valorização dos imóveis. Segundo o Secovi-Rio, em algumas ruas nobres de Ipanema, como Vieira Souto e Joana Angélica, o preço do metro quadrado chega a ser, por esse fator, 51% mais caro que no restante do bairro. Vale reforçar que, por ora, a valorização imobiliária não deve arrefecer. Olimpíadas de 2016, pré-sal e Copa do Mundo de 2014 ajudam a fazer do Rio a coqueluche da vez. Por isso, quem pretende conjugar a bela vista da orla carioca com um empreendimento de alto padrão, terá que desembolsar cifras milionárias para colocar a chave de apartamento no bolso.



2. Lagoa (com Jardim Botânico) – Rio de Janeiro (RJ)


Junto com o Jardim Botânico, a Lagoa ocupa a segunda colocação no ranking dos lançamentos imobiliários mais caros do Brasil. Nessa região, o metro quadrado orbita em torno de 8.401 reais. Para João Teodoro, presidente do Cofeci (Conselho Federal de Corretores de Imóveis), o grande diferencial para quem opta pelo bairro é a tranquilidade que ele oferece em relação aos seus vizinhos mais famosos. “Em Ipanema, Leblon e Copacabana, o vai-e-vem é muito maior. Já na Lagoa, grande parte dos estabelecimentos comerciais é de restaurantes. É o caso dos quiosques na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas e dos diversos estabelecimentos que ficam em ruas internas”, afirma. Os preços altos também se apóiam na ausência de terrenos disponíveis. Os prédios já construídos sofrem contínua valorização e aqueles que são erguidos chegam a cobrar 13.833 reais pelo metro quadrado. Com parques, pista para caminhadas e ciclovias, a região também é um dos principais pontos turísticos do Rio, cercada por montanhas e “abraçada” pelo Cristo Redentor.



3. Plano Piloto – Brasília (DF)

WIKIMEDIA COMMONS

A massa de potenciais compradores de imóveis aumenta na capital federal, reduto do funcionalismo público. Mas como Brasília é tombada pela Unesco, não há para onde crescer. Os prédios residenciais do Plano Piloto, por exemplo, podem ter no máximo seis andares. O resultado é que o preço do metro quadrado nos novos empreendimentos imobiliários é semelhante – e igualmente caro – nas diferentes áreas da cidade. Segundo a Ademi-DF (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), esse valor fica entre 8.000 e 8.500 reais na Asa Norte, na Asa Sul e no Sudoeste. Embora ainda esteja em fase de construção, o setor Noroeste também entra na mesma faixa de preço. Se por um lado as restrições privilegiam a linha do horizonte e fazem do famoso céu de Brasília uma atração à parte, por outro, o preço dos empreendimentos vem seguindo uma inegável trajetória de alta. E nem os imóveis mais antigos escapam. Para se ter uma ideia, um apartamento usado de quatro quartos na Asa Sul tem o custo médio de 1,62 milhão, de acordo com levantamento do Secovi-DF.



4. Botafogo (com Cosme Velho, Flamengo e Laranjeiras) – Rio de Janeiro (RJ)

VEJA RIO

Com o esgotamento dos terrenos para a construção nos badalados bairros da Zona Sul, como Ipanema e Leblon, as incorporadoras voltaram os olhos para o Botafogo. A região também se beneficiou com a ocupação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Morro Santa Marta. Administradoras de imóveis estimam que a política tenha rendido uma valorização de até 50% no preço das casas e apartamentos. Hoje, os imóveis novos são lançados com um valor médio de 6.907 reais por metro quadrado.



5. Alto de Pinheiros – São Paulo (SP)

Com avenidas amplas e intensa arborização, a qualidade de vida no Alto de Pinheiros é bem maior do que no restante da cidade. Quem sustenta a afirmação é o presidente do Secovi-SP, João Crestana. “O shopping Villa-Lobos, a proximidade de alguns clubes e a quantidade de verde diferenciam o bairro de outros em São Paulo”, diz. Com terrenos bem distribuídos e condições de ocupação urbana planejadas, a região é ocupada principalmente por famílias de alta renda. A média do metro quadrado para os imóveis novos fica em 6.751 reais.



6. Jardim Paulista (com Jardim Europa) – São Paulo (SP)


A vocação comercial se mistura com os atrativos dos prédios residenciais no Jardim Paulista. Além dos famosos edifícios na avenida Paulista, o bairro conta com flats e hotéis de luxo. A proximidade de grandes shoppings, escritórios de negócios e a oferta de um amplo comércio varejista fazem com que muitas famílias abastadas escolham a região como morada. Tantas facilidades ajudam a fixar um valor salgado para o preço dos imóveis: o metro quadrado de um apartamento novo custa, em média, 6.545 reais.



7. Moema (com Ibirapuera) – São Paulo (SP)


O parque do Ibirapuera, um dos mais famosos cartões postais de São Paulo, já aumentaria a qualidade de vida de Moema por si só. Reduto dos aficionados por esporte, o lugar também abriga viveiros, museus e ginásio de esportes. Mas os atrativos de Moema não param por aí. O amplo comércio permite que os moradores se virem facilmente à pé. E o índice de desenvolvimento humano é o mais alto de São Paulo.

Embora a média do metro quadrado para os lançamentos imobiliários fique em 6.524 reais, esse valor pode chegar a impressionantes 15.787 reais – ou bem perto do preço mais caro encontrado em Ipanema, primeira colocada do ranking. Tamanho salto se deve ao alto padrão dos imóveis em Vila Nova Conceição, que fica dentro de Moema. Com acabamento de luxo e muitas vagas na garagem, os imponentes empreendimentos imobiliários lançados em Vila Nova Conceição fazem do lugar uma das áreas mais nobres de São Paulo.



8. Itaim Bibi (com Vila Olímpia) – São Paulo (SP)


A combinação de vida noturna intensa, com centros financeiros e comerciais importantes dá ao Itaim Bibi o oitavo lugar no ranking dos bairros mais caros, com lançamentos residenciais que custam, em média, 6.301 reais o metro quadrado. A região cresceu no final da década de 70 com a criação de novas vias na cidade de São Paulo, como a avenida Presidente Juscelino Kubitschek e a avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini. Hoje, modernos edifícios dão o tom na arquitetura do bairro, que conta com prédios residenciais luxuosos, hotéis, empreendimentos empresariais de alto padrão e boa estrutura de serviços.



9. Pinheiros (com Vila Madalena) – São Paulo (SP)


Na Zona Oeste da capital paulista, a região de Pinheiros é uma das mais antigas da cidade, com comércio rico em artesanato, antiguidades e gastronomia. “É uma área tradicional que alterna construções novas e antigas. O diferencial são as boas vias de acesso, restaurantes, e a proximidade com o centro da cidade”, afirma João Crestana, do Secovi-SP. O preço médio do metro quadrado é de 6.169 reais, sendo que o valor máximo atingido nessa área chega a 11.650 reais. A consolidação da Vila Madalena, contígua ao bairro de Pinheiros e mais conhecida por sua veia boêmia e artística, reforça o perfil jovem da região.



10. Barra – Salvador (BA)


De um lado, o oceano atlântico, de outro a Baía de Todos os Santos. Guardado pelo Farol da Barra, o tradicional bairro da Barra, em Salvador, esbarra no mesmo problema da Zona Sul carioca: falta de terrenos em uma área residencial de classe alta. Não por menos, o metro quadrado de 5.825 reais faz da Barra a única representante nordestina no ranking da áreas residenciais mais valorizadas do país. Quem mora no bairro conta com uma completa rede de infraestrutura, que vai de shoppings a hospitais, passando por bares e pequenos comércios. E é no carnaval que as avenidas da orla ganham o país, com a passagem dos blocos pelo tradicional circuito Barra-Ondina.


(Portal Exame)

Maioria dos cearenses é contra o aborto, maconha e casamento gay, aponta Datafolha

No que depender da maioria dos cearenses, algumas das ideias mais polêmicas que tramitam pelo Congresso Nacional não devem sair do papel. Prova disso é que nada menos que 70% dos cearenses ouvidos pela pesquisa O POVO/Datafolha querem que a lei sobre aborto permaneça como está, mandando para a gaveta propostas de descriminalizar a prática, como já chegou a apregoar até o ministro da Saúde, José Temporão.

Já sobre a legalização da maconha, 83% dos entrevistados afirmaram ser contra, enquanto 57% se disseram contrários ao casamento entre pessoas de mesmo sexo.

Além de saber o que pensa a população, O POVO também foi saber qual a opinião sobre esses temas daqueles que querem representar os cearenses no Senado, onde tramitam projetos sobre os assuntos em questão. Alguns responderam de forma enfática, mesmo correndo o risco de desagradar ao eleitorado, enquanto outros preferiram a zona de conforto da abstenção.

Geralmente ligado a temas religiosos e, por isso mesmo, causador de divergências, o aborto atualmente é permitido apenas em casos de estupro e risco de vida para a mãe. Mas projetos em andamento preveem ampliar a permissão. No Ceará, apenas 12% dos entrevistados acham que a prática deve deixar de ser crime em qualquer caso, enquanto 11% querem atenuar a lei.

Quanto ao uso de maconha deixar de ser crime, só 14% dos cearenses entrevistados concordam com essa tese. Outros 2% são indiferentes ao assunto, que já foi estudado pelo Governo Federal na revisão da chamada lei antidrogas – 11.343/06 e vem recebendo apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Já previsto em outros países, o casamento entre pessoas de mesmo sexo foi visto com simpatia por apenas 26% dos cearenses ouvidos pelo Datafolha. Houve ainda 15% dos entrevistados se mostraram indiferente ao assunto.

A proposta – de autoria da então deputada federal Marta Suplicy (PT-SP) – está na Câmara dos Deputados há cerca de 15 anos.

A pesquisa ouviu 937 cearenses, com 16 anos ou mais, nos dias 24 e 25 de agosto últimos, em 41 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Reflexo

Demonstrando sintonia com o que pensa a maioria da população, os candidatos cearenses também responderam na mesma linha. Dos 10 candidatos a senador procurados pelo O POVO, apenas dois se disseram a favor da legalização do aborto. Dois preferiram não marcar a resposta objetiva. Quatro se mostraram contra e outros dois não responderam às questões encaminhadas.

Já com relação à possibilidade de descriminalização do uso da maconha, o placar foi menos apertado. Cinco candidatos se posicionaram contra, enquanto um se absteve. Apenas os candidatos Raquel Dias e Reginaldo Araújo – ambos do PSTU – afirmaram ser favoráveis a que o uso de maconha deixe de ser crime.

Já com relação à regulamentação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, nenhum dos candidatos se posicionou contra. Mas três se abstiveram de marcar resposta objetiva.

Nas próximas páginas, confira o que os candidatos a representar os cearenses no Senado pensam a respeito desses e outros temas polêmicos.

A PESQUISA

A pesquisa do Datafolha é um levantamento por amostragem estratificada por sexo e idade com sorteio aleatório dos entrevistados.

Neste levantamento realizado do dia 24 ao dia 25 de agosto de 2010, foram realizadas 937 entrevistas em 41 municípios, com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%. Isso significa que se fossem realizados 100 levantamentos com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) com o número – 47801/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral com o número – 25472/2010.

(O Povo Online)

Ceará: Depois de Vox Populi e Datafolha, Ibope já está na agulha

Encerrando a segunda rodada das pesquisas de intenção de votos o Ibope vai divulgar nos próximos dias um novo levantamento sobre a preferência do eleitorado cearense na escolha dos candidatos para a Presidência da República, o Governo do Estado e o Senado Federal.

A pesquisa Ibope, encomendada pela TV Verdes Mares, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 27049/2010. O instituto vai entrevistar 1204 eleitores. As informações sobre o número de municípios que serão consultados e quais são as cidades, ainda não foram divulgadas.

A sondagem será realizada entre os dias 26 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro máxima estimada é de 3 (três) pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

(Por Kézya Diniz – Jangadeiro Online

STF suspende todos os recursos de correção dos planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I e Collor II (1990)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), José Antonio Dias Toffoli, deferiu duas liminares suspendendo todos os recursos que tramitam no país e tratam da diferença de correção das cadernetas de poupança em razão dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I e Collor II (1990).

Toffoli atendeu o pedido feito pelos bancos Itaú e Banco do Brasil e concordou com o parecer da Procuradoria-Geral da República, que também defendia a suspensão dos processos. Os recursos ficarão parados até que o Supremo se manifeste sobre o assunto, o que deve ocorrer nos próximos meses.

Entre as decisões que deverão aguardar definição do STF está a julgada na quarta-feira pela 2ª Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que limitou para cinco anos o prazo para que correntistas protocolassem ações coletivas sobre revisão dos valores, enquanto ações individuais permaneciam com 20 anos de prazo.

Com a decisão, cerca de 99% das ações protocoladas por órgãos de defesa do consumidor seriam perdidas. De acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), principal entidade em número de processos, seriam derrubadas 1015 ações de um total de 1030. Apesar da inusitada decisão, O STJ confirmou que os correntistas têm direito a receber a diferença da correção das cadernetas, o que causou espanto por parte dos institutos de defesa.

“Essa decisão criou um imbróglio absurdo. Reconheceram o direito, mas colocaram decisão temporal sobre isso. Voce não pode criar esse cenário de tempo, porque não se fala em prescrição, mas sim de diferenciação entre ação coletiva ou individual”, alerta a diretora do Procon de Santo André, Ana Paula Satcheki.

Para o presidente da Ong ABC (Associação Brasileira do Consumidor), Marcelo Segredo, a decisão tem caráter político e apenas desrespeita as entidades de defesa. “A intenção dessa sentença foi desestimular o consumidor a procurar ajuda. Eram muitas pessoas e as indenizações seriam enormes”, atesta.

Com a nova decisão de interromper todos os processos, anunciada ontem, Segredo acredita que consumidores devem sair perdendo. “Se houver decisão que englobe todos, é quase certo de que o prazo ficará em cinco anos para todos. Os bancos tem muito mais força nessa luta”, avalia.

(Diário do Grande ABC)

Proibição de cobrança de boleto bancário

Poucos consumidores sabem, mas desde março de 2009, o Conselho Monetário Nacional (CMN) proibiu a cobrança de tarifa por emissão de boletos bancários. A partir de uma resolução, o CMN padronizou as tarifas bancárias e estabeleceu a gratuidade para diversos serviços, pondo fim aos abusos cometidos pelos bancos.

São os casos dos boletos ou carnês. Tradicionalmente, as instituições cobram por folha emitida entre R$ 2 e R$ 5, lembra a advogada Marta Fehlauer.

Mas o Banco Central entendeu que o pagamento do serviço deveria ser honrado pelos emissores do documento de cobrança: bancos, lojas e concessionários de veículos. A exceção está no financiamento da casa própria, de longa duração, considerado um serviço especial e, por isso, podendo ser cobrado.

Assim, os consumidores devem ficar atentos e exigirem o que lhes é devido, pois o valor por ser baixo passa muitas vezes despercebido. Mas o boleto bancário não faz parte do serviço e não pode ser atribuído ao cliente, conforme o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Quem for vítima desse caso pode se recusar a pagar e, se houver insistência, deve reclamar ao Procon ou exigir a devolução do valor pago judicialmente, acredita a advogada.

(Portal Zero Hora – Blog da Bela)

Nordeste é quem dita as regras nas Eleições 2010

As tendências costumam partir dos centros em direção à periferia. É assim no vestuário, na tecnologia, no design. O que é moda em Milão hoje, será moda em São Paulo amanhã, e em Xiririca da Serra no dia seguinte. E na hora de votar? Onde fica o centro e quem está na periferia?

Na eleição 2010, quem dita a tendência é o Nordeste. Quando José Serra (PSDB) ainda liderava sozinho as pesquisas sobre a sucessão presidencial, os eleitores nordestinos já preferiam Dilma Rousseff (PT). À época, era comum atribuir esse comportamento ao assistencialismo do governo Lula na região.

O tempo mostrou que essa explicação é reducionista e insuficiente. Reducionista porque desde sempre a preferência por Dilma incluiu os nordestino ricos e pobres, escolarizados ou não, com e sem bolsa federal. E insuficiente porque ela não explica o fato de essa tendência ter extrapolado as fronteiras do Nordeste.

A mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo dá pistas importantes para se entender melhor o porquê de a “onda vermelha” ter se espalhado de lá para o Norte/Centro-Oeste, para o Rio de Janeiro, depois para Minas Gerais, para São Paulo e finalmente chegar ao Sul do Brasil.

Tudo aponta para a ideia da continuidade. Mas por que o eleitor quer mais do mesmo, em vez de variar um pouco? A fila andou e incluiu dezenas de milhões no mundo do consumo. Mas, tão importante quanto, os eleitores avaliam que ela continua andando. Principalmente no Nordeste.

Na era Fernando Henrique, o controle da inflação trouxe estabilidade e evitou a corrosão da renda de praticamente todos os brasileiros. O efeito lhe rendeu duas eleições presidenciais, mas acabou se esgotando. A economia voltou à letargia. Após oito anos, o eleitor preferiu a ruptura à continuidade.

As políticas sociais e de crédito massificados no governo Lula dão a impressão de que o movimento de inclusão é persistente. Coincidência ou não, o ritmo da economia como um todo se acelerou. Ao gosto nordestino, saiu de um arrastado bolero para um rápido xote.

Na semana passada, o CEO de um dos maiores bancos brasileiros exortava, em um seminário para os principais executivos da instituição: “Precisamos olhar para o Nordeste. O crescimento lá é mais rápido. É onde estão as oportunidades”.


Como exemplo, ele contou a história de um dono de supermercado no Piauí que montou 60 lojas, comprou 300 caminhões e fundou sua própria construtora para garantir a expansão da rede. Tudo nos últimos anos. É um novo mercado se formando. Novos atores emergindo.

Esse movimento foi traduzido pelo marqueteiro João Santana no “seguir mudando”, o mote e o xote da campanha de Dilma. É o gerúndio no poder, mas parece ser também o ritmo da eleição. Como diriam em Milão, o Nordeste é “trendsetter”.

(Blog José Roberto Toledo)