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Fortaleza se prepara para liderar na América Latina

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Com potencial de fomentar negócios com impacto de R$ 1,1 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) estadual em até 30 anos, o Ceará se consolida como um hub na área de telecomunicações. São sete cabos submarinos de fibra óptica em funcionamento e cinco em negociações. Além de um em implantação, o Monet, da multinacional Angola Cables, que chegou ontem a Fortaleza. Se todos os projetos se efetivarem, Fortaleza passará a ter 13 cabos, o maior número de conexões da América Latina.

O Monet vai interligar a capital cearense a Santos (São Paulo) e a Miami (EUA). “Ceará e Fortaleza passam a ser uma espécie de hub de conexões com o mundo e também uma grande referência na área de tecnologia. Este será um marco fundamental para abrir novas perspectivas para atração de outros empreendimentos”, afirmou o governador Camilo Santana.

Além do Monet, previsto para entrar em operação em 2017, a Angola Cables vai fazer um segundo cabo submarino South Atlantic Cable System (SACS), que interligará o Brasil a África; duas estações terrestres que acolherão os dois cabos; e a implantação de um Data Center de 3 mil m² na Praia do Futuro. O investimento total do projeto é de US$ 300 milhões.

Outros quatro projetos também estão em negociação para implantação na Praia do Futuro, informou o secretário do desenvolvimento econômico de Fortaleza, Robinson de Castro. Destes, os que estão em fase mais adiantada é o cabo submarino que o grupo chinês Huawei e a camaronesa Camtel pretendem trazer para interligar Fortaleza a China, passando por Kribi, no Camarões. Na última reunião, em junho, também foi levantada a possibilidade de o grupo instalar uma base operacional na Cidade.

Já Embratel tem parceria com espanhola IslaLink para a construção de um cabo submarino que ligará América do Sul e Europa. Existem ainda os projetos da América Móvil (Brasil – América Central – EUA) e o do consórcio formado pela Alcatel, Lucent e Seaborn para fazer a ligação Nova York – Fortaleza – São Paulo.

Robinson destaca que, para além da ampliação da estrutura de cabeamento, o que o Município quer é incluir nestas negociações o compromisso de instalação de bases operacionais, a exemplo do que foi feito com a Angola Cables, que tenham capacidade de fomentar novos negócios.

“O cabo por si só não deixa negócios em Fortaleza, o que gera negócios são data centers, empresas de informática, de telecomunicação, de produção de conteúdo. E a gente quer também atrair estas empresas para cá”, afirmou o secretário fazendo referência ao Parque Tecnológico da Praia do Futuro, oficializado em junho, que tem como âncora o data center angolano.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece), Inácio Arruda, explicou que a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), que já firmou um termo de cooperação com a multinacional angolana, também está em negociação com a Amazon para o desenvolvimento de data center e serviços de nuvem no Ceará, bem como o fomento a programas de empreendedorismo e a criação de iniciativas educacionais. A Intel também está no radar do Estado.

Cabos

Já instalados em Fortaleza

– Atlantis 2 (consórcio liderado pela Embratel)

Unisur (consórcio liderado pela Embratel)

– Americas 2 (consórcio liderado pela Embratel)

– LANautilus (Telecom Italia)

– SAM-1 (Telefonica)

– SAC (GLobal Crossing)

Globenet (Oi)

Em instalação

– Cabo Monet (Angola Cables)

Em negociação

– SACS (Angola Cables): ligará Brasil e África

– América Móvil: Brasil-América Central-EUA

– Alcatel, Lucent e Seaborn: Nova York- Fortaleza – São Paulo.

– Camtel e Huawei: Brasil-Camarões-China

– Embratel e IslaLink: América do Sul-Europa

(Irna Cavalcante, O Povo Online)

Conheça a ‘Hijarbie’, a Barbie muçulmana

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A poucos dias da transformação “histórica” da Barbie, que agora apresenta modelos fora do padrão de beleza loiro, alto, magro e branco, uma nova versão da boneca mais popular do mundo está gerando vários comentários na internet.

Trata-se da “Hijarbie”, a Barbie que usa hijabs (véu utilizado por mulheres muçulmanas que cobre a cabeça, os cabelos e os ombros) e roupas longas que deixam à mostra apenas as mãos e os pés.

A ideia, que desta vez não surgiu da Mattel, empresa que produz as bonecas, é de uma nigeriana que decidiu confeccionar e produzir as suas barbies de acordo com as vestimentas de uma típica garota muçulmana e postar as fotos das suas criações no Instagram “Hijarbie”.

“Eu nunca tinha visto uma Barbie com um hijab antes então decidi abrir uma conta no Instagram e vestir as bonecas com roupas que eu mesma fiz. Para mim, é muito importante uma boneca estar vestida da mesma maneira que eu. Eu só quis dar novas opções para garotas muçulmanas”, disse Haneefa Adam, jovem cientista médica de apenas 24 anos, à emissora de televisão “CNN”.

As reações das barbies foram incrivelmente positivas. Só a conta da rede social, por exemplo, conta com quase 20 mil seguidores. No entanto, a boneca também foi alvo de comentários negativos, já que muitos acreditam que o jeito muçulmano das mulheres se vestirem é completamente repressivo.

Segundo Haneefa, esse pensamente é “falso”. “As pessoas acreditam que nós, mulheres muçulmanas, somos obrigadas a usar o véu, mas na maior parte dos casos não é assim”, explica a jovem.

O próximo objetivo da nigeriana é colocar no Instagram produções com Barbies negras. Essa meta pode não ser tão difícil de ser realizada, já que a Mattel lançou recentemente no mercado uma linha onde as bonecas têm, além de diversas aturas e formatos de corpos, tipos de cabelo e cores de pele diferentes.

(Jornal do Brasil)

Metrô vai dar passe livre para travestis e transexuais em Madri

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O metrô da cidade de Madri, na Espanha, anunciou que vai dar passes gratuitos de metrô para passageiras e passageiros trans, conforme noticiou a BBC.

A iniciativa é inédita e deve começar com 38 passagens anuais gratuitas a serem distribuidas. Se trata de um experimento social, ousado e corajoso, focado em uma parcela extremamente vulnerável e excluída da população. O objetivo é integrar pessoas trans ao cotidiano dos cidadãos, incentivando o convívio com a diferença e garantindo a todos o direito universal de ir e vir em segurança.

Um comunicado no site do metrô de Madrid, confirmou: “O metrô de Madrid considera prioritária a luta contra qualquer tipo de preconceito e discriminação.” A repercussão em geral tem sido positiva, ainda que a medida, como era de se esperar, tenha suscitado um grande debate nas redes sociais e dividido opiniões, mesmo entre a comunidade LGBT.

De qualquer maneira, a notícia vem em boa hora e é vista como uma resposta pública aos diversos crimes de ódio contra a população LGBT, noticiados na cidade de Madri, que incluíram o recente abuso sexual a uma transexual deixada desacordada.

Vale lembrar que, enquanto isso, o Brasil continua sendo o país número 1 do mundo no ranking de assassinatos a travestis e transexuais. Em uma série do Põe Na Roda, a funcionária pública, Sammy Larrat, falou exatamente sobre como é difícil ser uma pessoa trans e realizar afazeres simples, como por exemplo, pegar transporte público no Brasil, sendo alvo de xingamentos e olhares preconceituosos da sociedade que no geral “só permite ao transexual trabalhar apenas no horário das 10 da noite as 5 da manhã na rua”:

A cidade de Madrid não é a primeira cidade do mundo a realizar políticas públicas de inclusão à população trans. Tel Aviv, em Israel também possui programas voltados para estas pessoas. Inclusive, entrevistamos no vídeo abaixo, a Shlomit, uma travesti que vive por lá e trabalha tranquilamente como taxista, algo ainda inimaginável em terras tupiniquins.

Via http://www.superpride.com.br/2016/01/metro-vai-dar-passe-livre-para-travestis-e-transexuais-em-madri.html

Dilma fecha ano fortalecida contra impeachment, diz BBC

Via Jornal do Brasil Online

Reportagem da BBC publicada na sexta-feira (25) destaca que analistas políticos são unânimes em dizer que a presidente Dilma Rousseff termina o ano fortalecida em sua luta para se manter no cargo. AInda segundo a reportagem, alguns fatores podem inverter essa tendência ou, no mínimo, manter seu governo fraco, ainda que ela não caia.

O texto da BBC destaca que a principal vitória da presidente foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar o rito para tramitação do impeachment proposto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Segundo a reportagem, outros fatores que a fortalecem, notam os especialistas, são a falta de unidade em torno do vice-presidente Michel Temer como sucessor de Dilma e as graves denúncias que pesam sobre Cunha e acabam “maculando”, de certa forma, o processo de impeachment.

Reportagem da 'BBC' diz que Dilma termina ano fortalecida 
Reportagem da ‘BBC’ diz que Dilma termina ano fortalecida 

O texto destaca ainda que a esperada piora da economia no primeiro semestre de 2016 e o risco de novas revelações e prisões dentro da Operação Lava Jato – que investiga esquema de corrupção na Petrobras – podem contudo criar um cenário negativo para Dilma.

Ainda segundo a BBC, o fato de a decisão sobre o impeachment ter ficado só para fevereiro, quando o Congresso retoma suas atividades após o recesso, potencializa esses riscos ao dar mais tempo para eventuais desdobramentos negativos na economia e na Lava Jato.

A reportagem lembra ainda que, mesmo que Dilma sobreviva ao impeachment, ainda terá que enfrentar processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cujos desfechos são imprevisíveis. Há quatro ações movidas pelo PSDB logo após a eleição de 2014 que acusam a campanha da chapa Dilma-Temer de irregularidades e pedem sua cassação.

>> Confira aqui a reportagem na íntegra

França estuda tirar nacionalidade de quem comete atos contra o país

The Eiffel Tower is lit with the blue, white and red colours of the French flag in Paris to pay tribute to the victims of a series of deadly attacks in the French capital

O governo francês apresentou nesta quarta-feira (24) diante do conselho de ministros um projeto de reforma constitucional que inclui a permanência no estado de emergência e a privação da nacionalidade para os cidadãos com dupla nacionalidade condenados por crimes contra a nação, anunciou o primeiro-ministro Manuel Valls.

Com a mudança, os filhos de imigrantes nascidos na França também poderão ser penalizados. As duas medidas haviam sido anunciadas pelo presidente François Hollande em um discurso três dias depois dos atentados de 13 de novembro em Paris, que deixaram 130 mortos. Nos últimos dias, rumores e informações na imprensa sugeriram que o governo estava se preparando para recuar sobre a questão que envolve a dupla nacionalidade.

A ministra da Justiça, Christiane Taubira, chegou a afirmar, na terça-feira, que a cláusula tinha sido retirada da proposta de emenda, mas não foi o que ocorreu. Diante disso, aumentaram os boatos de que a ministra pode deixar o governo. “Na situação atual, minha presença ou ausência de governo não é o que importa, é a capacidade do governo para lidar com os perigos que enfrentamos”, disse Christiane.

Atualmente, apenas cidadãos naturalizados podem ser privados de sua cidadania francesa. O projeto apresentado estende a medida a todos os cidadãos com dupla nacionalidade, fato que dividiu os políticos franceses.

Além disso, fica mantido o estado de emergência no país, que permite às forças de segurança realizar revistas domiciliares sem mandados judiciais. O documento será discutido na Assembleia marcada para 3 de fevereiro e precisa ser aprovado com maioria de três quintos dos deputados e senadores.

(Correio 24 Horas)

Parlamento grego aprova união civil entre pesssoas do mesmo sexo: 193 votos a favor e 56 contra

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O Parlamento grego aprovou na noite desta terça-feira uma lei que permite a união civil entre pessoas do mesmo sexo, apesar da oposição da influente Igreja ortodoxa do país. A lei foi aprovada por 193 deputados dos 249 presentes no Parlamento, com 56 votos contrários.

“Este é um dia importante para os direitos humanos”, celebrou o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras. Líder do partido de esquerda Syriza, Tsipras destacou que a lei concede aos parceiros homossexuais os mesmos direitos “na vida e na morte”, acabando com um “atraso” e uma situação “vergonhosa para a Grécia”.

Além de abrir o pacto de união livre aos homossexuais, o texto amplia os direitos dos cônjuges em matéria fiscal e de previdência, com um status equivalente aos casais heterossexuais, mas não prevê o direito de adoção.

A Anistia Internacional celebrou a aprovação como um “passo histórico”, mas denunciou que lésbicas, homossexuais, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBT) seguem sendo discriminados no país. “Apesar deste primeiro passo, a comunidade LGBT na Grécia ainda vive um clima de hostilidade”, expressou Gauri van Gulik, vice-diretor da Anistia Internacional para a Europa e a Ásia Central.

“Os ataques físicos aumentaram, o discurso de ódio é frequente e passa despercebido para as autoridades, inclusive as demonstrações de afeto entre casais do mesmo sexo são censuradas pela televisão”, acrescentou. A ONG disse, ainda, que esta lei não oferece garantias para as pessoas transgênero.

A Grécia cumpre, assim, com suas obrigações, depois de ter sido condenada em 2013 pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos por discriminação após uma denúncia de ativistas homossexuais. “Ao invés de comemorar, deveríamos nos desculpar diante de milhares de nossos compatriotas”, disse Tsipras.

A nova lei foi apoiada por quatro partidos, além do Syriza, apesar de que os parceiros do governo de Tsipras, a formação de direita soberanista Anel, votaram contra. “A Constituição grega protege a maternidade. Pode haver maternidade no homem?”, questionou o parlamentar do Anel, Vassilis Kokkalis.

‘O amor não é um pecado’

Fora do Parlamento grego e da catedral de Atenas, ativistas dos direitos das minorias se reuniram para aguardar a decisão.

“O amor não é um pecado”, dizia um dos cartazes, enquanto dois homens vestidos de padres se beijavam em frente ao templo. A Grécia é um dos últimos países europeus onde casais de mesmo sexo não tinham reconhecimento legal.

Respondendo à pressão da Igreja, o governo de direita que estava no poder em 2008 excluiu explicitamente os casais do pacto de união livre, criado para harmonizar o direito nacional com as regras da Comunidade Europeia e modernizar um direito familiar inalterado há 20 anos.

Dois casais homossexuais responderam a isto celebrando seu casamento civil na prefeitura da pequena ilha de Tilos, no mar Egeu, aproveitando que os textos sobre casamento civil não especificam o sexo dos cônjuges. Os esposos, ao ver anuladas suas uniões, levaram o caso ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

(AFP)

Chegada de refugiados e migrantes na Europa em 2015 passa de 1 milhão

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O número de refugiados e migrantes que chegaram por terra e mar à União Europeia ultrapassou 1 milhão neste ano, enquanto mais de 3.600 morreram ou desapareceram, informaram a agência de refugiados da ONU e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) nesta terça-feira (22).

Metade dos que chegaram eram sírios que fugiram da guerra em seu país, 20% eram afegãos e 7% eram iraquianos, disseram as duas agências em comunicado conjunto.

De um total de 1.005.504 desembarques na Grécia, Bulgária, Itália, Espanha, Malta eChipre até 21 de dezembro, a vasta maioria, 816.752, desembarcou por mar na Grécia, informou a OIM.

“Sabemos que a imigração é inevitável, é necessária e desejável”, disse o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing, em nota.

A agência de refugiados da ONU, Acnur, estima que as chegadas continuarão em ritmo similar em 2016, mas o porta-voz da OIM, Joel Millman, disse que é impossível prever números futuros.

“Muita coisa está em jogo, a resolução da guerra síria, e a disposição das ações de proteção fronteiriça na Europa”, disse.

O movimento recorde de pessoas à Europa é um sintoma de um nível recorde de perturbações ao redor do mundo, com números de refugiados e deslocados superando 60 milhões, informou o Acnur na semana passada.

(G1 Mundo)

Programa em Fortaleza oferece bolsas de mestrado para o Reino Unido

Um programa de educação está oferecendo bolsas de mestrado para quatro países do Reino Unido. São eles: Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. As vagas são destinadas a estudantes de qualquer área de atuação. As inscrições podem ser realizadas até o dia 3 de novembro, através da internet.

Para se candidatar é necessário ensino superior completo, experiência profissional de dois anos e fluência na língua inglesa. O curso tem duração de um ano.

As bolsas cobrem o investimento com o curso escolhido, ajuda de custo mensal para passagens, hospedagem e demais gastos durante os estudos.

(G1 Ceará)

Fortaleza pode ter hub da TAP

Da Coluna Vertical, no O POVO desta quinta-feira (16):

Fortaleza poderá ser sede do hub da Transportes Aéreos Portuguesa (TAP). As conversações foram iniciadas pelo empresário Chiquinho Feitosa com a direção da empresa, em Lisboa, e tem por objetivo assegurar a atração do empreendimento para o Ceará.

Com esse projeto, a empresa planeja estruturar na região Nordeste a operação de seus voos regulares.

Fundada em 1945, a TAP é a maior companhia de bandeira portuguesa e opera, em média, cerca de 2.500 voos por semana, dispondo de uma frota de 77 aviões, sendo 61 Airbus. No total, oferta 82 destinos, atingindo 35 países.

Chiquinho Feitosa, suplente do senador Tasso Jereissati, apresentou à direção da empresa as condições de Fortaleza como a logística.

Pesquisadora brasileira cria sensor que detecta câncer em estágio inicial

A cientista brasileira Priscila Monteiro Kosaka criou uma tecnologia que promete avançar os estudos sobre o câncer no mundo. 

Doutora em Química e integrante do Instituto de Microeletrônica de Madri, Priscila desenvolveu, junto a outros pesquisadores da instituição, um nanosensor que detecta a doença nos primeiros estágios de infecção, antes do paciente ter os sintomas. 

O trabalho da pesquisadora foca no desenvolvimento de uma tecnologia para a identificação de biomarcadores, que apontam se o indivíduo possui ou não um tipo específico de doença. 

“Eles (biomarcadores) são usados para seguir o crescimento oncológico de cânceres avançados e a resposta ao tratamento aplicado ao paciente”, relata Priscila.

De acordo com a cientista, o nanosensor inventado por ela possui uma sensibilidade 10 milhões de vezes maior que a dos exames tradicionais de sangue e não são específicos a um tipo de câncer. Assim, o diagnóstico é mais rápido e preciso. 

Ela explica que o sensor é como um trampolim com anticorpos que reconhecem o biomarcador. “É muito simples, se o biomarcador cancerígeno está na amostra, esse será gravado pelo sensor, que funcionará como uma etiqueta”.

Assim, caso o exame de sangue revele a doença, a superfície do nanosensor ficará com uma cor avermelhada e brilhará como uma árvore de Natal, relata Priscila. 

Além do diagnóstico de diversos tipos de câncer, a pesquisadora conta que o grupo do Instituo de Microeletrônica em que trabalha também tem interesse em testar o sensor para a detecção de outras enfermidades como o Mal de Alzheimer e a AIDS.

A taxa de erro do sensor é de apenas dois em cada 10 mil ensaios realizados em laboratório.

Apesar de ainda não ter uma previsão de quando o sensor entrará no mercado, a cientista confirma que já concluíram a primeira parte na aprovação do produto para uso clínico e estão avançando rapidamente para os próximos estágios.

O objetivo da equipe é que o nanosensor seja ultrassensível e de baixo custo. “Só assim todas as pessoas terão acesso ao exame”, diz a pesquisadora.

A ida para a Espanha

Após seis anos de trabalho em Madri, Priscila conseguiu publicar o artigo sobre o sensor na revista internacional Nature Nanotechnology. 

Ela conta que saiu do Brasil, pois o campo que pesquisa, o dos biossensores nanomecânicos, ainda não era forte no país.  No entanto, o interesse começou na UnB, trabalhando com os professores da instituição. 

“Eu aprendi a profissão de cientista durante o meu doutorado com a Prof. Dra. Denise Petri e o Prof. Dr Yoshio Kawano”, relata a pesquisadora. 

www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/brasileira-cria-sensor-que-detecta-c%c3%a2ncer-em-est%c3%a1gio-inicial/ar-AAaGzCx

 

Brasileiros produzem anticorpo que neutraliza vírus HIV

Foi no laboratório do cientista brasileiro Michel Nussenzweig, na Universidade Rockefeller, em Nova York, que um grupo de pesquisadores reproduziu um anticorpo com capacidade de neutralizar tanto o vírus HIV quanto o seu receptor nas células humanas. Os resultados foram comemorados pela comunidade científica porque os pacientes testados tiveram a carga do vírus reduzida a níveis classificados como baixíssimos.

O anticorpo, apelidado de 3BNC117, foi criado pelo próprio sistema imunológico de um paciente infectado, mas que não desenvolveu o HIV. Os cientistas isolaram o anticorpo, clonaram em laboratório e testaram em 17 soropositivos e 12 soronegativos.

A pesquisadora brasileira Marina Caskey lidera o grupo que trabalha no estudo. Os cientistas ministraram uma dose do anticorpo nos 29 pacientes. Em uma semana, o nível do vírus chegou a cair 99%, mas o efeito durou pouco tempo. Ainda assim, o resultado não desmotivou os pesquisadores. Outros estudos com anticorpos, disse Marina, não conseguiram mostrar uma atividade significante em pessoas com HIV. Esta é a primeira com resultados tão positivos.

– A pesquisa representa o potencial que uma nova classe de medicamentos tem contra o HIV – afirmou a responsável pela pesquisa.

O grupo da Universidade Rockefeller crê que, assim como demais antirretrovirais, o 3BNC117 terá de ser combinado com outros anticorpos ou drogas para manter a doença sob controle. Isso porque o corpo pode construir estratégias de resistência quando é submetido a tratamento por um longo período. O infectologista do Hospital de Clínicas, Eduardo Sprinz, salienta que hoje as pessoas infectadas precisam tomar os medicamentos antirretrovirais todos os dias:

– Cerca de 500 anticorpos foram analisados individualmente. Esse que se mostrou positivo foi clonado e testado. Uma combinação com outros dois ou três, em fases futuras do estudo, podem se mostrar ainda mais eficazes. Da forma como esse anticorpo atuou, podemos dizer que, no futuro, se vir a ser aprovado como medicamento, em vez de tomar todos os dias o remédio, a pessoa infectada poderá ter de tomar uma vez por semana ou, ainda, uma vez por mês e ter resultados muito melhores do que as medicações que estão disponíveis hoje.

Luta tem evoluído nos últimos anos

Ainda em 2015, os pesquisadores que trabalham nesta pesquisa pretendem entrar na segunda fase do estudo. Mais pacientes estarão envolvidos e mais doses serão aplicadas para testar se os anticorpos podem eliminar de vez o vírus. Há alguns anos, Nussenzweig conseguiu prevenir ou reprimir a infecção em ratos e primatas utilizando essa versão de anticorpos considerados mais potentes. Mas, segundo o professor, apenas o teste com humanos pode mostrar o avanço do estudo e apontar para uma possível cura da Aids. A primeira fase foi comemorada por ser a primeira vez que a nova geração de anticorpos anti-HIV foi testada em humanos.

No ano passado, outro feito na luta contra a aids foi divulgado: os primeiros testes realizados com uma possível vacina contra o HIV, desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP), apresentaram resultados melhores do que os pesquisadores esperavam. Alguns primatas submetidos ao medicamento tiveram resposta imunológica até 10 vezes mais intensa do que a registrada em camundongos, em estudos anteriores. Em 2013, médicos do Centro Médico da Universidade do Mississipi anunciaram o primeiro caso de cura funcional de um bebê infectado pela mãe durante a gravidez.

Via http://zh.clicrbs.com.br

 

SUIÇALÃO: FRANÇA DARÁ LISTA COMPLETA AO BRASIL

247 – A CPI do HSBC, que investiga o chamado Swissleaks, escândalos sobre contas secretas na Suíça, terá acesso à lista de 8.667 correntistas brasileiros, que mantinham depósitos em Genebra.

A promessa foi feita ao senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) pelo embaixador da França, Denis Pietton, nesta quarta-feira 8.

Leia, abaixo, material distribuído pela assessoria de Randolfe:

Senadores integrantes da CPI, a convite do senador Randolfe Rodrigues, foram nesta quarta (8) até a Embaixada da França pedir ao embaixador, Sr. Denis Pietton, acesso aos dados que estão em poder do governo francês. A França já tem todas as informações sobre todo o escândalo Swissleaks. O embaixador disse aos parlamentares que está muito disposto a ajudar “Nosso Ministério das Finanças já cooperou com dezenove países e faço questão que o Brasil seja o vigésimo” disse Pietton.

O embaixador informou aos parlamentares que a justiça francesa recebeu, do Brasil, na semana passada, o pedido formal de liberação dos dados.

A reunião da CPI do HSBC começa às 9h desta quinta, Plenário 2, ala Nilo Coelho.

(Brasil 247)

Estado americano aprova lei que permite proibição de gays em estabelecimentos

Washington, 26 mar (EFE).- O governador de Indiana, nos Estados Unidos, o republicano Mike Pence, aprovou nesta quinta-feira uma lei que dá carta branca aos comércios desse estado para proibir a entrada de casais de homossexuais em nome da “liberdade religiosa”.

“Este projeto de lei não é discriminatório, e se eu pensasse que legaliza a discriminação de alguma maneira, o teria vetado”, defendeu Pence, que disse que a lei garante que “a liberdade religiosa esteja totalmente protegida sob a legislação de Indiana”.

“A Constituição dos Estados Unidos e a Constituição de Indiana proporcionam um forte reconhecimento da liberdade de religião mas, hoje em dia, muitas pessoas de fé sentem que sua liberdade religiosa está sendo atacada pela ação do governo”, argumentou.

Esta nova legislação anularia as leis estaduais e locais que “impedem” a habilidade das pessoas, incluídos negócios e associações, de seguirem suas crenças religiosas.

A controvertida iniciativa despertou a oposição de associações defensoras dos direitos dos homossexuais e da Associação Nacional Atlética Colegial (NCAA), que deve jogar a final de basquete masculino daqui a duas semanas em Indianápolis, a capital de Indiana.

“Estamos examinando os detalhes desta lei. No entanto, a NCAA está comprometida com um ambiente inclusivo, onde todos os indivíduos podem desfrutar do mesmo acesso aos eventos”, disse em comunicado o grupo da NCAA de Indianápolis.

A Indiana é o primeiro estado a aprovar uma mudança legislativa deste tipo, e no estado da Califórnia uma iniciativa popular também provocou nesta semana a firme rejeição de organizações defensoras dos direitos dos homossexuais.

(EFE)

Márcio Fortes, ex-tesoureiro de Serra e FHC, tinha conta secreta na Suiça

por Rodrigo Vianna

O que você acha que aconteceria se Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT) ou João Vaccari (atual tesoureiro) aparecessem numa lista de brasileiros com contas secretas na Suíca, ao lado de vereador, suplente de senador e outros políticos de menor expressão?

Qual seria a manchete? “Políticos de vários partidos têm contas na Suíça”. Não!!! Mil vezes não.

“Tesoureiro do PT escondia 2 milhões na Suíca“, diria a Folha. “A prova que faltava: até conta na Suíça – saiba os valores e entenda porque o PT virou um ninho de corruptos com contas no exterior”, diria a Veja. Só no pé da matéria, haveria citação dos outros envolvidos.

Pois bem, é escandalosa a forma como UOL trata a presença (não fictícia, mas absolutamente real) do tucano Márcio Fortes na lista do HSBC. Não houve qualquer destaque para  o fato de ele ter sido tesoureiro de campanhas de Serra a presidente (com um papel central em 2002), ou de ter sido o principal doador do PSDB.

Não! A manchete no UOL era insípida: “Políticos de 6 partidos têm elos com contas secretas”confira aqui.

Fortes tinha um saldo de 2,4 milhões em uma das contas – que por sua vez não aparece na declaração que ele apresentou à Justiça Eleitoral quando foi candidato pelo PSDB. Ou seja: parece ser uma conta irregular, além de secreta.

Mas Fortes surge perdido na tal lista, em meio a um vereador petista e a um suplente de senador do PMDB. Não há contexto, não há qualquer destaque. O UOL quase pede desculpas por citar o sujeito na lista.

O perfil publicado no site da família Frias sequer informa que Fortes foi captador de recursos para as campanhas de Serra, ou tesoureiro do PSDB. Nada, nem uma palavra sobre isso.

Um amigo paulista, que foi filiado ao PSDB, se disse espantado: “todo mundo sabe que o Fortes é Serra, são quase uma coisa só quando se trata de campanha; o UOL nem cita que ele foi coordenador, ou arrecadador”.

O vazamento das contas secretas do HSBC (um escândalo mundial) é absolutamente controlado e seletivo no Brasil. Todos sabemos por que: estão na lista donos de jornais, artistas e (até agora) dois tucanos graúdos – Armínio Fraga e Marcio Fortes.

Lily Marinho (viúva de Roberto Marinho) e Luis Frias (dono do UOL) aparecem na relação – clique aqui pra saber mais sobre isso. Mas o fato não ganhou qualquer destaque! Tudo noticiado de forma discreta. Quase secreta (se não fosse o barulho dos blogs e das redes sociais).

Aliás, ‘O Globo’ usou o nome do primeiro marido de Lily, para tentar desvincular a família Marinho da conta secreta na Suíça. Já os Frias alegam que não lembram de terem aberto a conta. E fica tudo em casa.

É a grande hipocrisisa da elite nacional, como se os tucanos e empresários (de mídia, inclusive) dissessem: nós podemos ter conta secreta, nós podemos transgredir e sonegar. É nosso direito inalienável! e abaixo a corrupção do PT!

O Marcio Fortes, tesoureiro de Serra (que por sua vez é amigo dos Frias) não tem com o que se preocupar. A não ser… A não ser que a CPI e a internet cumpram o papel de espalhar a notícia e investigar o fato, traçando as ligações de Fortes com o senador  (e eternamente presidenciável) José Chirico Serra. E mostrando que Fortes é também próximo de FHC.

Veja abaixo como o UOL deu o perfil de Fortes, evitando usar o nome de Serra e  FHC (no entanto, Fernando Gabeira – que foi companheiro de chapa dele numa campanha a governador – foi citado sim).

Curioso critério jornalístico. Para os tucanos, vale sempre a regra de ouro: #podemostirartirarseacharmelhor.

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Do UOL

MÁRCIO FORTES (PSDB)

Na relação de clientes do HSBC na Suíça consta ainda o nome do primeiro vice-presidente do PSDB no Rio, Márcio Fortes. Também integrante da Comissão Executiva Nacional do PSDB e deputado federal por 3 mandatos, Fortes, de 70 anos, atuou como presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do Banerj e foi secretário-geral do Ministério da Fazenda.

Conforme os dados do SwissLeaks, o tucano tinha o seu nome relacionado a 3 contas no HSBC em Genebra em 2006 e 2007, sendo que uma delas ainda estava ativa naquela época –com um saldo de US$ 2.413.260,28. Fortes é do ramo de construção civil e é um tradicional doador para campanhas eleitorais.

No ano 2000, por exemplo, Fortes foi a pessoa física que mais doou dinheiro ao PSDB –o equivalente a 21% do total arrecadado pela legenda nessa modalidade de financiamento.

Em 2010, Fortes concorreu ao cargo de vice-governador do Rio na chapa encabeçada por Fernando Gabeira (PV). À Justiça Eleitoral, o tucano comunicou que tinha na época um patrimônio de R$ 4.442.412,71, sendo 13 imóveis, um carro e R$ 117.342,03 na CEF. Assim como Lirio Parisotto, o peessedebista não declarou possuir conta no HSBC.

Na eleição de 2010, Fortes fez uma doação de R$ 500 mil para a campanha ao governo do Rio. Dias antes, Gabeira havia dito que os partidos aliados o apoiavam “muito mal” e que, por esse motivo, poderia “dar uma banana” se fosse necessário.

Em 2006, Fortes concorreu a deputado federal pelo PSDB fluminense. À época, sua conta identificada como “Aframfran Holdings Limited” tinha um saldo de US$ 2,413 milhões no HSBC da Suíça. Esse bem, entretanto, não aparece na declaração de patrimônio que o tucano entregou à Justiça Eleitoral.

Via http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/manchete-que-voce-jamais-vera-uol-ou-globo-tesoureiro-psdb-tem-conta-secreta-na-suica/

Entre 700 políticos, UOL e O Globo encontram apenas 5 com contas na Suíça

Jornal GGN – Entre cerca de 700 políticos da atualidade, o UOL e O Globo afirmam que apenas cinco possuem ou já possuíram contas no HSBC da Suíça. Nesta quinta-feira (26), os dois veículos – que detêm exclusividade na apuração do caso SwissLeaks relacionado a brasileiros – divulgou os nomes de figuras que se encaixam em cinco partidos: Márcio Fortes, da direção executiva nacional do PSDB; Marcela Arar, ex-tucano que hoje é vereador pelo PT do Rio de Janeiro; o bilionário da Forbes Lirio Parisotto, suplente de senador pelo PMDB; Jorge Roberto, ex-prefeito de Niterói pelo PDT e Daniel Tourinho, presidente nacional do PTC. Entre familiares e assessores de políticos estão duas irmãs de Paulo Maluf (PP), um assessor de Silveira, e três filhos do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB).

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Segundo o UOL e O Globo, antes de divulgar essa lista, os veículos se debruçaram sobre o cruzamento de dados com os nomes de todos os atuais 513 deputados federais, os 81 senadores titulares, os 162 senadores suplentes, Dilma Rousseff (PT) e seus antecessores na Presidência, o vice Michel Temer (PMDB), os deputados estaduais de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além dos vereadores da capital paulista, de Belo Horizonte e do Rio.

Todos os listados negaram irregularidades. Apenas os filhos do socialista Marcio Lacerda apresentaram provas de que as contas foram declaradas às autoridades brasileiras e, portanto, são legais.

Márcio Fortes (PSDB)

Vice-presidente do PSDB no Rio, Márcio Fortes também integra a Comissão Executiva Nacional do PSDB e foi deputado federal por três mandatos. Com 70 anos, atuou como presidente do BNDES e do Banerj, além de ter sido secretário-geral do Ministério da Fazenda.

Pelos dados do SwissLeaks, o tucano tinha o seu nome relacionado a três contas no HSBC em Genebra em 2006 e 2007, sendo que uma delas ainda estava ativa naquela época – com um saldo de US$ 2.413.260,28. Fortes atua no ramo da construção civil e é um grande doador para campanhas eleitorais. Em 2000, ele foi a pessoa física que mais doou dinheiro ao próprio partido: equivalente a 21% do total arrecadado nessa modalidade de financiamento.

Nas vezes em que disputou eleição, não declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que dispunha de contas na Suíça. Segundo O Globo, ele disse “acreditar” que duas contas “abertas em 1991, já encerradas, possam estar relacionadas a um trabalho que ele prestou para a organização WBSC (World Business Council for Sustainable Development), entidade sediada em Genebra”, em função da conferência Rio-92. Já a terceira conta, aberta em 2003 e ainda ativa em 2006 e 2007, com saldo de US$ 2,4 milhões, Fortes disse que não se lembra dela.

Lirio Parisotto (PMDB)

Suplente do senador Eduardo Braga, Lirio Parisotto, dono de um patrimônio de 1,6 bilhão de dólares, segundo a Forbes, tem o seu nome relacionado a cinco contas ativas no HSBC na Suíça nos anos de 2006 e 2007, todas abertas no período de 2001 a 2005. Os saldos à época variavam de apenas US$ 1.013 a US$ 45,873 milhões. Ele também não declarou nada sobre as contas ao TSE.

Ao O Globo, Parisotto informou, “por meio de sua empresa, a Videolar, que já havia se manifestado, em fevereiro deste ano, sobre suas contas no HSBC da Suíça às revistas Época e IstoÉ Dinheiro. Naquela ocasião, ele disse que todos seus bens e valores haviam sido declarados à Receita Federal e ao Banco Central, mas não apresentou documento” ao jornal fluminense.

Marcelo Arar (PT)

O petista Arar, que já foi filiado ao PSDB e atuou no ramo de eventos, aparece com duas contas no HSBC. Segundo o UOL, uma havia sido aberta em 1990 e fechada em 1998. “A outra, identificada pelo código alfanumérico 29821 BB foi criada em 23 de março de 1998 e permanecia ativa até 2007, com saldo de US$ 247.812. Também estavam ligados a essa conta André Arar e Eliane Bagrichevsky Arar, parentes do vereador.”

Ele disse ao O Globo que está “completamente surpreso” ao ser lista como cliente do HSBC da Suíça e que desconhece qualquer conta no exterior. “Em 1990 (ano de abertura da primeira conta), eu tinha 15 anos de idade. Entrei para política em 2011, aos 36 anos”.

José Roberto Silveira (PDT) e Mocarzel

O ex-prefeito de Niterói pelo PDT e o ex-secretário de Obras do município José Roberto Vinagre Mocarzel também tiveram seus nomes relacionados a contas do HSBC na Suíça. No entanto, em 2006/2007, os seus saldos estavam zerados, afirma o UOL.

“Jorge Roberto Silveira e José Roberto Vinagre Mocarzel mantiveram contas no HSBC de Genebra por períodos semelhantes. O ex-prefeito de Niterói começou a fazer depósitos em julho de 1993 e encerrou sua relação com o banco em abril de 2003. Morcazel abriu sua conta um pouco antes, em janeiro de 1991 e a fechou também em abril de 2003.”

Mocarzel é servidor de carreira da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro, mas está lotado no gabinete do deputado estadual Paulo Ramos (PSOL-RJ). Seu salário bruto atual é de R$ 8.502,00.

O Globo entrou em contato com o advogado de Silveira, que não quis comentar a presença de seu cliente nas planilhas do HSBC. Já Mocarzel afirmou, por meio de advogado, que desconhece a existência de contas na Suíça.

Daniel Tourinho (PTC)

O presidente do Partido Trabalhista Cristão esteve nos arquivos do HSBC entre 2 de março a 6 de novembro de 1992. Nesse período, teve duas contas relacionadas a seu nome. Como estavam zeradas em 2006, não é possível saber o saldo que existiu anteriormente. O Globo e UOL não conseguiram localizar o dirigente, mas destacaram que ele já sustentou a campanha presidencial de Dilma em 2010 e, em 2014, apoiou Aécio.

Irmãs Maluf

Therezinha Maluf Chamma e Nelly Maluf Jafet eram clientes do HSBC em 2006/2007. Therezinha, 86, surge relacionado a 4 contas, com saldos variando de US$ 20.741 a US$ 1.737.251, à época. Essas contas foram abertas em datas diferentes, de 1990 a 1996. Já a conta ligada a Nelly estava com saldo zero nos anos de 2006 e 2007. Ela morreu em 2014, aos 89 anos.

Procurada, Therezinha disse ao O Globo que “se tiver dinheiro lá, o senhor pode ficar com ele”. Ela ainda negou relações financeiras com o irmão. “Sou parente de político, mas não falo com ele (Paulo Maluf) há mais de um ano. Não tenho negócios com ele.”

Com informações do UOL e O Globo

Atores e diretores da Globo, escritores, músicos e criador do Rock in Rio possuem contas no HSBC suíço

Figuras conhecidas da cultura brasileira constam na lista do Swiss Leaks | Montagem/Estadão Conteúdo

Figuras conhecidas da cena cultural brasileira estão listadas no #SwissLeaks, dados do banco HSBC na Suíça que mostram detalhes sobre mais de 100 mil correntistas e movimentações entre 1988 e 2007. Entre as 6,6 mil contas ligadas a 8.667 clientes brasileiros aparecem vários atores e diretores da Rede Globo, escritores, cineastas e nomes ligados à música, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (23) no blog do jornalista Fernando Rodrigues (UOL).

Em comum, essas celebridades já obtiveram recursos advindos de leis de fomento, como a Lei Rouanet e o Fundo Nacional de Cultura, mas não é possível fazer relação entre esse dinheiro e aquele que circulou nessas contas do HSBC na Suíça.

A atriz Claudia Raia e o seu ex-marido, o ator Edson Celulari – ambos grandes captadores de recursos de incentivo no Brasil –, aparecem na relação. Na época, o saldo da conta dos dois era de US$ 135 mil. As atrizes Maitê Proença e Marília Pêra, e o ator Francisco Cuoco, também constam na lista divulgada por Rodrigues. Ainda entre globais, consta o nome do apresentador Jô Soares, que chegou a possuir quatro contas no HSBC, segundo a lista.

Entre os escritores, constam na lista os nomes de quatro membros da família deJorge Amado (1912-2001). Além do escritor, constam a sua mulher, Zélia Gattai(1916-2008), e os dois filhos, Paloma e João Jorge. Com três contas, Paulo Coelho(que hoje reside na Suíça) também é citado. Na área cinematográfica, os diretoresAndrucha e Ricardo Waddington (este da Globo), e também Hector Babenco, aparecem listados como titulares de contas.

Na música, Tom Jobim (1927-1994) e sua última mulher, Ana Lontra Jobim, são mencionados. O criador do Rock in Rio, o empresário Roberto Medina, possuiu uma conta entre 1990 e 2000 no HSBC. Ele é um dos grandes captados de leis de incentivo entre os listados, tendo obtido R$ 13,6 milhões para a realização das edições 2013 e 2015 do festival.

De acordo com Rodrigues, quase todos os citados na relação disseram ter realizado as operações financeiras dentro da lei ou negaram terem possuído qualquer conta no HSBC. Já Francisco Cuoco, Marília Pêra, Claudia Raia, Edson Celulari, Andrucha Waddington e os representantes de Tom Jobim não responderam.

É importante ressaltar é que qualquer brasileiro pode ter contas no exterior, desde que informe ao Banco Central sobre a saída do dinheiro e declare a existência dos valores à Receita Federal. Quando isso não acontece, há o crime de evasão de divisas – cuja pena pode variar entre dois e seis anos de prisão, incluindo multa. A prescrição de tal crime não acontece antes de 12 anos.

Ex-presidente do Banco Central também listado

Segundo dados divulgados no fim da semana passada, o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga Neto (indicado por Aécio Neves como seu ministro da Fazenda, caso tivesse sido eleito à Presidência da República), é um dos 16 grandes doadores da campanha eleitoral do ano passado que, em algum momento, tiveram recursos depositados em contas do HSBC na Suíça.

De acordo com o levantamento feito por Rodrigues, 142.568 pessoas físicas doaram para campanhas políticas em 2014 – nem sempre dinheiro, mas também algum serviço ou produto que foi precificado na prestação de contas. Nesse universo, apenas 976 doaram R$ 50 mil ou mais para candidatos no ano passado. Além de Fraga, outros nomes conhecidos, como o do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho (SBT), aparecem nesse nicho de doadores.

Entre as campanhas, Aécio e Marina Silva (PSB) receberam doações do grupo de 16 financiadores listados no Swiss Leaks. Já a presidente Dilma Rousseff não recebeu diretamente, mas o seu partido, o PT, foi alvo de doações. Aécio e outros candidatos do PSDB e diretórios do partido receberam R$ 2,925 milhões. Já o PT e seus candidatos tiveram R$ 1,505 milhão de doações desses financiadores em 2014.

A maioria dos listados negou qualquer irregularidade e, em alguns casos, até apresentaram documentos para comprovar a legalidade de suas movimentações.

Congresso quer entrar com mais força no caso

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados vai ouvir, em audiência pública, o presidente do banco HSBC no Brasil,André Guilherme Brandão. O objetivo dos deputados é esclarecer as investigações jornalísticas divulgadas em fevereiro sobre o escândalo financeiro conhecido como SwissLeaks. O Brasil aparece como o quarto país em número de clientes que usam contas secretas na filial suíça do banco.

As denúncias apontam para o total de US$ 7 bilhões em depósitos mantidos por mais de 6 mil brasileiros em contas secretas. Dentre os clientes brasileiros, estão alguns investigados na Operação Lava Jato, como o ex-gerente da PetrobrasPedro Barusco.

Autor do requerimento para a audiência, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) acredita que o debate pode acalmar investidores e correntistas do HSBC. “Nós queremos saber do presidente exatamente como isso começou, como um banco que era um banco de respeito, um banco de tradição internacional, de repente derivou para essas contas suspeitas. O esclarecimento dele será muito importante para estabilizar o sistema financeiro”, ressaltou.

O líder da Minoria na Câmara, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), acha que a audiência pública na Câmara pode ajudar as investigações no âmbito da CPI do Senado Federal que vai investigar contas de brasileiros no banco HSBC na Suíça.

“É mais uma contribuição na medida em que algo bem efetivo, que é a CPI do HSBC no Senado Federal, que vai ter poderes de fato de investigação, poderes judiciais, para poder quebrar sigilos, determinar diligências, e vão apresentar sobre esses brasileiros que tinham conta quantos não tinham esses recursos apresentados à Receita Federal”, destacou Bruno. “Para que a Receita possa cobrar os recursos oriundos de impostos não recolhidos e possa ser apreciado na esfera do Ministério Público eventual crime de evasão de divisas”, emendou.

Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que propôs a instalação desta CPI no Senado, o trabalho da comissão, cujos integrantes foram indicados na semana passada, deve ser de muita responsabilidade e terá grande repercussão. “Eu acho que cada vez que surgem novos fatos envolvendo funcionários públicos e figuras de destaque da elite brasileira a CPI aumenta a sua dimensão e também aumenta a necessidade de sua instalação”, avaliou.

(Com Agência Câmara e Agência Senado)

Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial é comemorado neste sábado

Portal EBC

Neste sábado, 21 de março, comemora-se o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em memória à tragédia que ficou conhecida como “Massacre de Shaperville”, em 1960, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul.

Na ocasião, vinte mil negros protestavam contra a lei do posse — que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles poderiam transitar na cidade — quando se depararam com tropas do exército, que abriram fogo sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186.

No Brasil, esta data marca também a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), criada pela Medida Provisória n° 111, de 2003, a partir do reconhecimento das lutas históricas do Movimento Negro brasileiro. 

Tema

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – UNESCO, neste ano, adotou como tema para a data “Aprender com tragédias históricas para combater a discriminação racial hoje”.

Em mensagem,a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, afirmou que “as tragédias do passado  lançaram luz sobre a coragem e a determinação daqueles que proporcionaram avanços da dignidade humana, lutando contra a opressão até a abolição da escravidão”.  Ainda segundo Bokova, “essa determinação deve nortear a luta contra as formas modernas de escravidão, opressão e discriminação”.

Afrodecada

A ONU lançou no dia 10 de dezembro de 2014, em Nova York, a “Década Internacional de Afrodescendentes”, criada pela resolução da Assembleia Geral da ONU. Com o tema “Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, a década será celebrada de 2015 a 2024. A iniciativa tem como objetivo reforçar o combate ao preconceito, à intolerância, à xenofobia e ao racismo.

*Colaborou Carol Lira

Igreja presbiteriana dos EUA aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo

A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, com pouco menos de 2 milhões de fiéis, votou na terça-feira (17) uma reforma que amplia sua definição de casamento para incluir os casais homossexuais.

A igreja, a maior denominação presbiteriana, fez o anúncio depois que a maioria de seus 171 órgãos de governo regionais aprovaram as mudanças.

A Constituição revisada desta igreja sustenta agora que o casamento é “um compromisso entre duas pessoas, tradicionalmente um homem e uma mulher”.

Este texto substitui um anterior que mencionava que o casamento era a união “apenas de um homem e uma mulher”.

Em 2011 a mesma igreja aprovou a ordenação de sacerdotes abertamente gays ou lésbicas.

(France Presse)

Ilona Szabó de Carvalho: Ativista brasileira antiarmas é escolhida para grupo de ‘jovens líderes globais’

A especialista em redução da violência e política de drogas Ilona Szabó de Carvalho se diz animada para um novo desafio. Ela acaba de ser selecionada, junto com mais três brasileiros, para um grupo que, este ano, inclui desde o primeiro cego a trabalhar em Wall Street até a prefeita mais jovem do Japão.

Os quatro brasileiros fazem parte da nova turma de Jovens Líderes Globais (YGL, na sigla em inglês) — profissionais com menos de 40 anos que se destacam em diversas áreas, selecionados pelo Fórum Econômico Mundial.

O advogado especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, a chefe do departamento de relações institucionais da Embraer, Mariana Luz, e Leandro Machado, co-fundador de agência que ajuda empresas e ONGs em campanhas de mobilização, se juntarão a Szabó em uma série de eventos ao longo do ano e em uma grande reunião em setembro.

Na definição do Fórum Econômico Mundial, cuja principal reunião é realizada todos os anos em Davos, na Suíça, os escolhidos são “jovens líderes que estão mudando radicalmente suas indústrias, a política e as sociedades”. Entre os que já participam há atletas olímpicos, ganhadores do prêmio Nobel e do Oscar e embaixadores da ONU.

Rússia diz que armas nucleares garantem vantagem militar sobre Otan e EUA

“Para mim é uma vitória conseguir representar a sociedade civil em um tema-chave para toda a sociedade, mas que é pouco discutido nos debates sobre o desenvolvimento econômico. Estou há muito tempo tentando mostrar que se não tivermos segurança, não teremos desenvolvimento”, afirma Szabó de Carvalho, que é fundadora e diretora do Instituto Igarapé, um think tank baseado no Rio de Janeiro.

Este ano, são 187 selecionados de 66 países. Carvalho, Lemos, Luz e Machado se juntam a outros 17 brasileiros selecionados desde 2009 — cada um deles têm um mandato de seis anos, nos quais devem participar de eventos, atividades e linhas de pesquisa do grupo.

“A gente nem sabe que está concorrendo (a uma vaga no YGL), alguém tem que nomear”, diz Ilona à BBC Brasil. Segundo ela, a cineasta brasileira Julia Bacha, que já faz parte do grupo, foi uma das que fizeram campanha por sua indicação.

‘Um chamado’

Ainda na universidade, Ilona se interessou por políticas de segurança pública e drogas. Aos 22 anos, ela deixou o emprego em um banco de investimentos e conseguiu uma bolsa de estudos integral para estudar o tema na Suécia.

“Para mim foi um chamado. Eu andava pelas ruas do Rio, via toda a desigualdade e tinha uma inquietação muito grande com a questão da violência e das crianças que trabalhavam no tráfico de drogas. Isso foi suficiente para buscar algo que pudesse fazer pelo meu país”, conta.

“Meus pais me apoiaram, mas minha avó achava que eu era maluca.”

Nos anos 2000, ela coordenou a campanha de desarmamento no Brasil, junto com um referendo que visava proibir a venda de armas de fogo para os cidadãos. Atualmente, é também cordenadora-executiva do secretariado da Comissão Global de Políticas sobre Drogas.

Agora, Ilona diz que sua missão no YGL é mostrar ao mundo do capital privado a importância de uma segurança pública eficiente e de políticas de drogas mais humanas e eficientes.

“Por mais dinheiro que você tenha, por mais que você queira comprar toda a possibilidade de segurança privada, de fato você nunca vai estar seguro enquanto a gente não conseguir que a segurança seja entendida como um bem público e seja para todos”, afirma.

“É uma missão bem desafiadora, mas eu aceito.”

Conheça os outros brasileiros selecionados em 2015:

Ronaldo Lemos

Prestes a completar 40 anos, o mineiro Ronaldo Lemos, advogado, professor e pesquisador, desempenhou um papel de destaque na criação do Marco Civil da Internet, projeto de lei que regulamenta a internet brasileira. Ele ensina na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e é um dos diretores do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro.

Lemos ainda coordena a área de propriedade intelectual da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas e ganhou um prêmio internacional pela criação do Overmundo, site colaborativo sobre cultura brasileira. Ele é colunista em jornais e revistas e apresenta um programa de TV.

Além disso, o advogado é membro do Conselho de Comunicação Social do Congresso, que elabora pareceres sobre comunicação, mídia e liberdade de imprensa. E um dos líderes da organização Creative Commons no Brasil — que criou um conjunto de licenças que permitem a um artista flexibilizar seus direitos autorais.

Mariana Luz

Aos 34 anos, a carioca Mariana Luz frequentou o Fórum Econômico de Davos antes mesmo de ser selecionada para o YGL, quando trabalhava como gerente de Relações Institucionais e Estratégias de Sustentabilidade da Embraer. Apesar de ter construído sua carreira no mundo corporativo, Luz mantém o contato com a academia e é professora do curso de Relações Internacionais na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), em São Paulo.

Em 2014, seu interesse pela educação a ajudou a tornar-se superintendente do IEEP (Instituto Embraer de Educação e Pesquisa), que administra duas escolas-modelo de ensino médio com o objetivo de levar estudantes da rede pública no interior de São Paulo à excelência acadêmica. Os alunos selecionados recebem bolsas de estudo, materiais didáticos, uniformes, alimentação e transporte.

Em uma palestra na Fundação Getúlio Vargas em 2013, ela disse se considerar “uma embaixadora do setor privado brasileiro”. E revelou participar de um grupo de 50 mulheres do setor privado “que se reúne, se ajuda e faz um lobby para dominar as relações institucionais no Brasil”.

Leandro Machado

O cientista político Leandro Machado é um dos fundadores da Cause, agência criada para ajudar empresas e ONGs a mobilizar pessoas a respeito de causas de interesse público que elas defendem. Hoje, a Cause trabalha com ONGs nacionais e internacionais em projetos relacionados com desenvolvimento sustentável, direitos humanos e participação democrática.

Ele se especializou em universidades americanas e trabalhou durante 15 anos em grandes empresas como a Shell e a IBM Brasil. Em 2003, foi chamado a estruturar a divisão de Relações Governamentais da Natura. Em seguida, trabalhou como relações públicas de Guilherme Leal, um dos fundadores da empresa, durante sua candidatura a vice-presidente da República na chapa de Marina Silva em 2010.

Machado também é um dos fundadores da Union For Ethical Biotrade (União para o Biocomércio Ético, em tradução livre), ONG ligada à ONU que promove ingredientes naturais produzidos de acordo com práticas de desenvolvimento sustentável.

(BBC Brasil)

Em ‘assalto de cinema’, ladrões levam R$ 18 milhões em joias na França

Na madrugada desta quarta-feira (11) dois furgões blindados com cerca de 9 milhões de euros em joias (mais de 18 milhões de reais) foram assaltados por um grupo de indivíduos armados, em um pedágio da estrada francesa A6, na altura da cidade de Avallon, no centro do país.

A procuradoria de Auxerre, responsável investigação, não ofereceu detalhes da ação, mas ressaltou que não houve vítimas durante o assalto. A emissora Europe 1, que conversou com um dos motoristas dos furgões, informou que os assaltantes estavam mascarados e armados, mas não dispararam nenhuma vez durante o roubo das joias.

Segundo a descrição, cerca de quinze homens participaram da ação, que foi descrita como “profissional” e “assalto de cinema”. O grupo de assaltantes fugiu em quatro veículos que desapareceram na estrada que liga Lyon a Paris rumo à capital francesa, segundo a emissora BFM TV. As forças de segurança encontraram carbonizados os automóveis que foram utilizados na fuga.

Com apoio aéreo, a polícia está realizando buscas no local do assalto e nas localidades próximas para tentar localizar os assaltantes. A imprensa francesa informou que a carga de joias tem seguro e que é impossível revender legalmente as peças no mercado, pois são catalogadas e seriam facilmente descobertas pelas autoridades.

As joias, no entanto, podem ser revendidas a altos preços no mercado negro na Europa e em outras regiões. O roubo desta quarta, ainda que bem menor, foi comparado em ousadia ao assalto mais espetacular nos últimos anos na França. Em 2008, assaltantes disfarçados de mulheres entraram na joalheria de luxo Harry Winston em Paris e levaram mais de 85 milhões de euros (255 milhões de reais) em joias.

No ano seguinte, os assaltantes foram presos pouco antes de completarem a transação de venda das joias roubadas.

(Portal Meio Norte)

Bonecas sexuais hiper-realistas são vendidas por até R$ 18 mil reais

Uma empresa em Duppigheim, perto de Estrasburgo, na França, fabrica bonecas sexuais hiper-realistas que são vendidas por 5.500 euros (R$ 18 mil). As bonecas feitas de silicone e estrutura de alumínio pesam cerca de 40 quilos.

Os clientes podem escolher no catálogo com base em quatro tipos de cabelos e cor dos olhos. Com três funcionários, a empresa produz cerca de 100 bonecas sexuais por um ano, principalmente para clientes europeus.

Via http://campomaioremfoco.com.br/bonecas-sexuais-hiper-realistas-sao-vendidas-por-ate-r-18-mil-reais.html

Apple supera Samsung como a maior vendedora mundial de smartphones no final de 2014

Desde 2011 a Samsung lidera as vendas de smartphones mundialmente, no entanto os últimos números da Gartner afirmam que a Apple recuperou o posto e atualmente é a empresa que mais vende. Os dados são do último trimestre de 2014.
De acordo com os dados, a diferença é bem estreita. A Apple vendeu 74.8 milhões de dispositivos, o equivalente e 20.4% do total do mercado. Já a Samsung alcançou a marca de 73 milhões, 19.9% de marketshare. Lenovo (Motorola), Huawei e Xiaomi aparecem nas demais posições.
Apesar disso, a Samsung permaneceu como a empresa que mais vendeu smartphones durante todo o ano de 2014, com vendas estimadas em 307.6 milhões de unidades, representando 24.7% do mercado. A Apple veio logo atrás, com 191.4 milhões de iPhones vendidos, pegando 15.4% da fatia.
A Lenovo, que teve a aquisição da Motorola selada recentemente, terminou o ano em terceiro com vendas estimadas em 81.4 milhões de smartphones, o equivalente a 6.5% da divisão.
Os relatórios dos dois próximos trimestres devem ser interessantes, já que a companhia sul-coreana acaba de lançar o Galaxy S6 e o S6 Edge. Ambos os aparelhos estarão disponíveis em diversos países a partir do dia 10 de abril.

 

Via http://mobilexpert.com.br

Professor britânico é preso ao tentar ingressar no Estado Islâmico

Homem de 30 anos, que dava aula em uma escola de ensino médio em Bolton, foi condenado no ano passado por crimes ligados ao terrorismo Foto: Daily Mail / Reprodução

LONDRES (Reuters) – Um professor de ciências do norte da Inglaterra que apoiou combatentes do Estado Islâmico na Síria e tentou viajar ao país foi sentenciado a seis anos de prisão.

Jamshed Javeed, cuja família escondeu o passaporte dele na tentativa de impedi-lo de viajar para a Síria, estava “determinado a seguir em frente com seus planos”, disse a polícia de Manchester em comunicado nesta quinta-feira.

O homem de 30 anos, que dava aula em uma escola de ensino médio em Bolton, foi condenado no ano passado por crimes ligados ao terrorismo, após declarar-se culpado em um tribunal de Londres de ajudar outras pessoas a cometerem atos de terrorismo e de preparar uma viagem para a Síria.

De acordo com autoridades de segurança, cerca de 500 britânicos, a maioria com histórico de ascendência muçulmana, estariam combatendo no Iraque e na Síria, mas o número verdadeiro pode ser muito maior.

As autoridades temem que esses combatentes representem um risco à segurança nacional quando voltam ao país.

(Reportagem de Sarah Young – Reuters)

 

 

Mulher mais velha do mundo celebra 117 anos

A japonesa Misao Okawa, reconhecida pelo Guinness Book, o livro dos recordes, como a pessoa mais velha do mundo, comemorou nesta quinta-feira (5) seu aniversário de 117 anos (Foto: Kyodo News/AP)

A mulher mais velha do mundo, a japonesa Misao Okawa, completou 117 anos nesta quinta-feira (5) em Osaka, região oeste de um país conhecido pela longevidade de seus habitantes.

Nascida em 5 de março de 1898 em uma família dedicada ao comércio de quimonos em Osaka, a idosa comemorou o aniversário com um dia de antecedência e posou para os fotógrafos com um belo quimono rosa, assim como uma flor no cabelo branco.

Três filhos, quatro netos e seis bisnetos estavam ao lado de Misao, incluindo seu filho mais velho, de 92 anos.

Ao ser questionada se os 117 anos demoraram muito, Misao Okawa respondeu: “Não, passaram depressa”.

Ela também disse que não conhece o segredo da longevidade. De acordo com um funcionário do asilo em que a idosa mora, Misao tem boa saúde.

O homem mais velho do mundo também é japonês, Sakari Momoi, de 112 anos. Ele nasceu em 5 de fevereiro de 1903.

De acordo com o censo, em setembro de 2014 o Japão tinha quase 59.000 pessoas centenárias, 87% delas mulheres.

(Mundo, G1)

Vencedor do Oscar, roteirista de “Birdman” dedica prêmio a noiva travesti

O roteirista argentino Nicolás Giacobone com Mariana nos bastidores do Oscar – Reprodução/Twitter

O roteirista argentino Nicolás Giacobone foi um dos vencedores do Oscar 2015 na categoria melhor roteiro original e homenageou a sua noiva travesti ao receber o troféu.

Co-roteirista de “Birdman”, grande vencedor da premiação, Giacobone comemorou o triunfo do filme com Armando Bo, seu companheiro de equipe e compatriota, mas dedicou o prêmio a sua parceira. “À Mariana”, disse ele ao microfone, animado, chamando-a pelo seu nome verdadeiro.

Mariana ficou conhecida na Argentina com seu nome artístico, Ginna, quando apresentava o programa “Sábado Bus”.

Segundo o jornal El Clarin, ela está afastada da mídia há algum tempo por conta de uma polêmica com a atual apresentadora da atração, Florencia de la V. Na época, a publicação ressalta que Mariana faz questão de ser chamada de travesti.

“Não quero nem me reconhecer como uma mulher, porque não sou. Nem quero exigir que a sociedade me reconheça como mãe, se quiser adotar um criança algum dia. Meu ego não é tão elevado para impor a minha perspectiva de vida”, declarou.

Via http://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2015/02/25/vencedor-do-oscar-roteirista-de-birdman-dedica-premio-a-noiva-travesti.htm

Líder de torcida organizada da Argentina posta foto com fuzil em favela do Rio

Rio – Pablo Álvarez, o Bebote, considerado um dos líderes de torcida organizada mais perigosos da Argentina, publicou uma foto em que aparece com um fuzil e ao lado de dois jovens, sendo um fortemente armado, no Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte. O barra brava (como são chamados os torcedores violentos na Argentina) escreveu na legenda: “Disseram que eu não poderia entrar no Brasil porque era perigoso? hahaha Aqui o perigo não precisa de mim. Festa na favela”.


Pablo Álvarez, o Bebote, posta foto com fuzil no Morro do Urubu, em Pilares

Foto:  Reprodução / Facebook

Este não é o primeiro episódio polêmico que Bebote se envolve. No dia 5 de julho, durante a Copa do Mundo, o líder da torcida do Independiente foi preso no estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante o jogo entre Argentina e Bélgica.

Antes do Mundial, o governo argentino havia enviado ao Brasil uma lista com nomes dos torcedores considerados perigosos, incluindo Pablo Álvarez, e que estavam impedidos de entrar no país para assistir aos jogos. No momento da prisão, ele estava usando uma camisa do Flamengo para tentar se disfarçar na multidão.


Bebote (C) aparece ao lado de dois jovens, sendo um armado com um fuzil, no Morro do Urubu, em Pilares

Foto:  Reprodução / Facebook

O ex-líder da extinta Hinchadas Unidas Argentinas (HUA), que reunia diversas facções de barra bravas para torcer pela seleção, também é suspeito de participar do episódio em que diversos cachorros foram enforcados nas redondezas do estádio Libertadores da América, em Buenos Aires, em um ato de ameaça aos jogadores após o Independiente ter sido rebaixado no Campeonato Argentino.

Outro caso de violência vinculado à Bebote foi quando ele ameaçou dar três tiros – dois na perna direita e um nos testículos – no jogador Fabián Vargas, caso o meia fosse jogar no rival Racing.

Reportagem de Victor Duarte, O Dia

Conheça o acessório de smartphone que diagnostica o HIV em 15 minutos

Gadget: aparelho custa aproximadamente 34 dólares para ser fabricado – Samiksha Nayak/Columbia Engineering

Uma equipe de pesquisadores da universidade de Columbia, em Nova York, desenvolveu um aparelho que, acoplado a um celular, detecta o HIV e a sífilis em menos de 15 minutos.

De acordo com os pesquisadores, o dispositivo, que custa apenas 34 dólares para ser fabricado, pode “transformar a forma como serviços de saúde são disponibilizados pelo mundo”.

Durante testes realizados em Ruanda, onde 200 mil pessoas estão infectadas com HIV, os cientistas descobriram que a ferramenta, que detecta a doença com apenas uma gota de sangue, teve um nível de eficácia parecido com aparelhos usados por hospitais, muito mais caros.

O dispositivo pode ser acoplado na saída para fones de ouvido de um smartphone e é equipado com reagentes químicos que testam a amostra de sangue em até 15 minutos.

De acordo com o estudo publicado nesta quarta (4) pela revista científica Science Translational Medicine, o aparelho conseguiu atingir sensibilidade de 92% e 79% de especificidade dos casos HIV.

A sensibilidade é a medida dos pacientes corretamente identificados com o HIV, enquanto a especificidade mede a precisão que o aparelho teve em identificar as pessoas que não eram portadoras do vírus.

O aparelho também registrou 70% de sensibilidade e 80% de especificidade no teste da sífilis, o que, segundo os pesquisadores, pode reduzir em dez vezes o número de mortes pela doença, considerando a possibilidade de um diagnóstico precoce.

“Nosso trabalho mostra que testes imunológicos com qualidade laboratorial podem ser feitos em um acessório de smartphone˜, afirma Samuel Sia, professor de engenharia biomédica em Columbia.

“Alguns diagnósticos que precisam de laboratórios para serem feitos podem ficar acessíveis a qualquer população com acesso a smartphones”, diz Sia.

Quase 70% das infeções por HIV no mundo acontecem nos países da África Subsaariana, uma das regiões mais pobres do planeta.

Via http://info.abril.com.br

Nordeste é nova rota de tráfico no Brasil

Uma mudança no perfil do tráfico já faz do Nordeste um corredor para a condução de drogas ao exterior. A circulação de entorpecentes não mais se restringe às regiões Centro-Oeste e Sudeste. As drogas saem do Brasil e vão para a República de Cabo Verde, um país estrategicamente localizado no Oceano Atlântico. De lá, seguem para a Europa. Os dados são Polícia Federal (PF) e foram publicados pelo Portal R7 na última segunda-feira, 2 de fevereiro.

O Município de Fortaleza, no Ceará, é um dos locais utilizados para envio da droga. Em 2013, um novo voo direto foi inaugurado, ligando a capital cearense à Cidade de Praia, em Cabo Verde. O que contribuiu para intensificar a ação dos traficantes. Com isso, a vigilância no Aeroporto Internacional Pinto Martins teve que ser intensificada, tanto no setor de passageiros quanto no de cargas.

A maior parte das drogas que saem da cidade é oriunda da Bolívia e da Colômbia. Segundo o chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal no Ceará, delegado Janderlyer Lima, a máfia nigeriana é quem faz o transporte. Ele explica que é uma quadrilha muito bem organizada, com muitas ramificações e dialetos.

A PF sabe que a entrada da droga no Brasil se dá pelas fronteiras com os Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e também pelo Amazonas. Essas informações confirmam o que a Confederação Nacional de Municípios (CNM) já havia alertado em seu estudo o Crack na Fronteira Brasileira. Por meio de contato com os gestores da região fronteiriça, o material apresenta a realidade dessas cidades e as dificuldades para lidar com a questão das drogas.

Uma vez dentro do país, os entorpecentes são enviados para os Municípios: Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA). Todavia, os traficantes estão sempre descobrindo novas técnicas para esconder a droga e driblar a polícia. A situação em Fortaleza, no Ceará, é um exemplo.

 

Fiscalização

Para tentar coibir a ação dos traficantes, houve um aumento do número de policiais e fortalecimento na fiscalização dos voos internacionais. Além disso, também foi registrada uma integração da Polícia Federal em vários Estados do Nordeste e do Norte do país.

Para tentar evitar a ação dos traficantes houve aumento do número de policiais e fortalecimento na fiscalização dos voos além da integração da Polícia Federal em vários Estados do Nordeste e do Norte.

Mais informações sobre o estudo, entre em contato com a equipe do Observatório do Crack.

Via http://www.capitalteresina.com.br

Unicef faz ‘maior apelo humanitário da história’ para ajudar 62 milhões de crianças

A ONU lançou na quinta-feira (29) o que pode ser considerado o “maior apelo humanitário da história”, segundo a própria organização. A ação tem como objetivo ajudar 62 milhões de crianças em risco em 71 países ao redor do mundo, que enfrentam conflitos, desastres naturais, doenças, fome e abusos.

Crianças tomam vacina no Sudão do Sul. Foto: Divulgação/ONU

O Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) estimou US$ 3,1 bilhões de dólares de investimento. Dentre os destinos do recurso, 903 milhões de dólares serão destinados para a ação humanitária na Síria, protegendo as crianças em risco e salvando vidas por meio de imunizações, água potável, saneamento e educação. Outros 500 milhões de dólares serão usados para acelerar os trabalhos nas comunidades afetadas pelo vírus ebola.

“Seja nas manchetes ou fora dos olhos do mundo, emergências causadas por fraturas sociais, alterações climáticas e doenças estão atingindo as crianças de uma maneira que eu nunca vi antes”, declarou a diretora de emergência do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), Afshan Khan.

 

(Sidney Rezende)

Convenção da OIT sobre trabalho doméstico é ratificada em apenas 17 países

São Paulo – A Organização Internacional do Trabalho (OIT) tenta estimular os países a ratificar a Convenção 189, que trata do trabalho decente no setor doméstico. As normas foram aprovadas em junho de 2011, durante a 100ª Conferência Internacional do Trabalho, e passaram a valer em setembro de 2013. O Uruguai foi o primeiro país a adotar a convenção. Neste início de ano, a Finlândia tornou-se o 17º. O Brasil, que demora a concluir o processo de regulamentação da lei do serviço doméstico, não é signatário.

“Muito poucos dos aproximadamente 53 milhões de trabalhadores domésticos em todo o mundo estão cobertos por leis trabalhistas”, diz a OIT. Na região da América Latina e Caribe, são quase 20 milhões, 7,6% do emprego total.  “O trabalho doméstico tem grande relevância para a nossa região, por isso é importante tomar medidas para que tenham os mesmos direitos básicos dos demais trabalhadores”, diz a diretora regional da OIT, Elizabeth Tinoco. “A entrada em vigor da nova norma internacional constitui um feito sem precedentes, pois pela primeira vez se aborda de forma específica um setor em que predomina a informalidade”, acrescenta. Na América Latina, a informalidade atinge 78% dos trabalhadores e trabalhadoras domésticos.

A Convenção 189 trata de temas como abusos e assédio no trabalho, jornada, remuneração mínima, saúde e segurança. Até agora, ratificaram a convenção África do Sul, Alemanha, Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Filipinas, Finlândia, Guiana, Ilhas Maurício, Irlanda, Itália, Nicarágua, Paraguai, Suíça e Uruguai.

No Brasil, a Proposta de Emenda à Constituição 72, a chamada PEC das Domésticas, foi aprovada pelo Congresso, com muita festa, em abril de 2013. A emenda garantia aos empregados do setor direitos dos demais trabalhadores urbanos. Mas muitos ainda esperam por regulamentação, como o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a indenização por demissão justa causa, adicional noturno e seguro-desemprego, entre outros.

(Rede Brasil Atual)

Sequestrados, espancados, degolados: Jornalistas viveram perigosamente em 2014

À esquerda: O jornalista americano James Foley, que foi assassinado por militantes islâmicos, posa para uma foto em Boston em 27 de maio de 2011 (AP Photo/Steven Senne) À direita: O jornalista americano Steven Sotloff, exibido pouco antes de ser degolado pelo Estado Islâmico em setembro de 2014 (AP Photo) Embaixo: Peter Gresle, um jornalista australiano do canal de notícias Al-Jazeera, no instituto de polícia, próximo da prisão Tora no Cairo, Egito, em 23 de junho de 2014 (Khaled Desouki/AFP/Getty Images

Por em MundoInternacional

Duas organizações internacionais líderes no monitoramento da liberdade e segurança dos jornalistas publicaram seus relatórios anuais sobre a violência e os sequestros que tiveram jornalistas como alvos, especialmente no Oriente Médio. Simplesmente por fazerem seu trabalho, jornalistas foram detidos, mantidos como reféns ou degolados.

Os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) rastreiam jornalistas mortos no exercício da profissão. Em 2014, houve 66, elevando para 720 o total da última década. Além disso, 19 jornalistas-cidadãos e 11 trabalhadores da mídia foram mortos em 2014.

Embora o número de mortos este ano seja 7% menor do que 2013, a natureza da violência contra jornalistas mudou. Em 2014, “ameaças e degolações cuidadosamente encenadas” foram utilizadas para propósitos especiais.

“Raramente jornalistas foram assassinados com um senso tão bárbaro de propaganda, chocando o mundo inteiro”, afirmou o relatório de 2014 dos RSF. Exposto a ameaças crescentes, muitos jornalistas fugiram para o exílio em 2014, o dobro do número de 2013.

O relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), publicado em 23 de dezembro, afirmou que pelo menos 60 jornalistas foram mortos e identificou cada um e as circunstâncias da morte. O CPJ provavelmente adicionará mais alguns a sua contagem enquanto ainda investiga os casos de pelo menos mais 18 jornalistas mortos em 2014, para determinar quais dessas mortes foram relacionadas com o trabalho.

O CPJ relatou: “Mais de 40% dos jornalistas mortos em 2014 foram alvo de assassinato. Cerca de 31% dos jornalistas assassinados relataram ter recebido primeiramente ameaças.”

Mais comum do que o assassinato é ser ameaçado ou agredido fisicamente por manifestantes ou policiais, segundo os RSF. Por exemplo, “na China, o Partido Comunista não hesitou em usar bandidos à paisana para impedir os jornalistas de reportarem sobre manifestações”, afirmou o relatório.

O CPJ e os RSF podem chegar a resultados ligeiramente diferentes por uma série de razões. Na Síria, onde quase um quarto das mortes ocorreu, as áreas que o Estado Islâmico controla são perigosas e restritas. A pedido da família da vítima, os casos geralmente não são divulgados. Por conseguinte, é mais difícil saber o número exato de jornalistas mortos ou mantidos em cativeiro na Síria.

Além disso, o CPJ utiliza uma definição mais ampla de jornalista, que inclui “jornalistas oficiais, freelances, fotojornalistas, blogueiros e jornalistas-cidadãos”, enquanto os RSF separam a contagem entre jornalistas profissionais e jornalistas-cidadãos.

O jornalista americano Steven Sotloff (no centro com capacete preto) fala com rebeldes líbios na linha de frente em Al Dafniya, oeste de Misrata, Líbia, em 2 de junho de 2011 (Etienne de Malglaive/Getty Images)

Síria, o lugar mais perigoso

Ambos os relatórios concordam que o país com o maior número de mortes de jornalistas foi a Síria, devastada pela guerra, com 15 (RSF) ou 17 (CPJ) vítimas. Outros países com elevado número de mortes de jornalistas foram: Palestina, Ucrânia, Iraque e Líbia. Estes cinco países “mais letais”, todos envolvidos em conflitos armados, constituem a maioria das mortes conhecidas de jornalistas em 2014.

“A Síria tem sido o país mais perigoso do mundo para jornalistas por mais de dois anos”, disse o CPJ. Pelo menos 70 jornalistas foram mortos cobrindo o conflito na Síria e perto da fronteira com o Líbano e a Turquia. A maior parte dessas mortes – mais de três quartos – resultaram de fogo cruzado ou circunstâncias de combate. No entanto, alguns “jornalistas também foram diretamente visados por todos os lados do conflito.”

O CPJ deu um exemplo da Síria de dois correspondentes e um cinegrafista da estação de TV opositora Orient News. Eles foram mortos em 8 de dezembro, quando cobriam os confrontos numa vila na província de Deraa. Seu carro foi atingido por um míssil guiado disparado por forças do governo. Seu carro era facilmente identificável como sendo da mídia porque carregava uma antena parabólica de quase 2 metros de largura. Com base em pesquisas do CPJ sobre o regime Assad, o CPJ atribuiu o ataque como uma tentativa de silenciar as notícias sobre a guerra.

A maioria de nós está familiarizada com as mortes trágicas em algum lugar na Síria dos jornalistas americanos freelance James Foley, degolado em 19 de agosto, e Steven Sotloff, degolado em 2 de setembro. Foley foi sequestrado em novembro de 2012.

Repórteres ou fotógrafos não podem trabalhar em territórios controlados pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, a menos que jurem fidelidade ao califado. “Os jornalistas são acompanhados de perto e frequentemente perseguidos, sequestrados e mortos”, afirmou o relatório dos RSF.

Não apenas na Síria os repórteres são visados. Numa região no Noroeste da Colômbia (Departamento de Antioquia), os RSF afirmam que “grupos paramilitares criminosos semeiam o terror… regularmente circulam listas de alvos com os nomes dos jornalistas destinados à eliminação. Os repórteres são ameaçados, atacados e assassinados com quase total impunidade.”

Em 20 de julho, Khaled Reyadh Hamad, um cinegrafista e fotógrafo palestino, foi morto em Gaza, Israel, durante a batalha feroz que vitimou 60 palestinos e 13 soldados israelenses. Hamad trabalhava num filme para documentar os perigos que os médicos palestinos enfrentam. Ele estava numa ambulância quando foi atingido pelo fogo de artilharia das forças israelenses. Um porta-voz da Força de Defesa de Israel disse que eles não atacam jornalistas.

Peter Gresle (à esquerda), um jornalista australiano do canal de notícias Al-Jazeera, e dois colegas, o egípcio-canadense Mohamed Fadel Fahmy (centro), e o egípcio Baher Mohamed, escutam o veredito numa gaiola dos réus, durante seu julgamento por supostamente apoiarem a Irmandade Muçulmana, em 23 de junho de 2014, no Cairo, Egito. O tribunal egípcio condenou os três jornalistas da Al-Jazeera a sentenças de prisão de 7 a 10 anos por acusações de ajudarem a banida Irmandade (Khaled Desouki/AFP/Getty Images)

Aumento dos sequestros

O número de sequestros de jornalistas profissionais subiu para 119, o que representa um aumento de 37% em relação ao ano passado, segundo os RSF. Os quatro países onde quase todos os sequestros ocorreram são: Ucrânia (33), Líbia (29), Síria (27) e Iraque (20).

Em todo o mundo, 40 jornalistas ou jornalistas-cidadãos estão atualmente sendo mantidos como reféns. Jornalistas locais são principalmente visados e constituem 90% de todos os sequestros.

O CPJ relatou que, desde que as hostilidades começaram na Síria, mais de 80 jornalistas foram sequestrados, um número que não tem precedentes nos longos registros do CPJ.

Jornalistas presos

O RSF afirma que, em todo o mundo, 178 jornalistas profissionais estão atualmente na prisão e coincidentemente um número igual de jornalistas-cidadãos também está encarcerado. Cinco países, liderados pela China, com 29 jornalistas profissionais presos, seguida pela Eritreia (28), Irã (19), Egito (16) e Síria (13), constituem 59% do total.

O relatório do CPJ identifica 44 jornalistas presos na China. O CPJ também constatou que a China prendeu pelo menos 78 jornalistas-cidadãos.

A lista de jornalistas presos do CPJ totaliza 220, mas, como dito anteriormente, suas definições diferem das dos RSF.

O mundo está bem consciente do erro judiciário e das acusações absurdas no Egito este ano. Os espectadores do Al-Jazeera ouvem pedidos várias vezes ao dia pela libertação de três de seus jornalistas, Peter Greste, Mohamed Fahmy e Baher Mohamed, que foram condenados em junho por um tribunal egípcio a 7 anos (Greste e Fahmy) e 10 anos (Mohamed). Eles são acusados de terem ajudado a Irmandade Muçulmana e reportado notícias falsas.

Segundo os RSF, pelo menos 853 jornalistas profissionais foram presos em 2014, um problema que perturba seus trabalhos. Na Ucrânia, os jornalistas são detidos e levados por forças governamentais e por rebeldes separatistas que operam postos de controle. Algumas horas depois, eles são geralmente liberados sem qualquer explicação.

Um quarto das prisões ocorreu em cinco países: Ucrânia (47), Egito (46), Irã (46), Nepal (46) e Venezuela (34).

Fundada como uma organização sem fins lucrativos em 1985 na França, os Repórteres Sem Fronteiras ganharam reconhecimento internacional pelo trabalho que fazem na prestação de assistência a jornalistas que trabalham em zonas perigosas. Eles têm status consultivo nas Nações Unidas e na UNESCO, segundo seu website.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas foi fundado em 1981 por um grupo de correspondentes norte-americanos. “O CPJ promove a liberdade de imprensa em todo o mundo e defende o direito dos jornalistas de relatarem as notícias sem medo de represálias”, segundo sua declaração de missão. O CPJ documenta casos, publica relatórios e fornece apoio moral e material quando jornalistas são “censurados, perseguidos, ameaçados, presos, sequestrados ou mortos por seu trabalho”.

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Veja outras estatísticas em Statista.

Via https://www.epochtimes.com.br

Dealberto Jorge: Brasileiro é encontrado morto em resort de Cancún, no México

Dealberto morreu no México (Foto: Reprodução/Facebook)

Um brasileiro de 35 anos foi encontrado morto no último sábado,10 , em um hotel na Playa Del Carmen, em Cancún (México). O reconhecimento de Dealberto Jorge da Silva foi feito por uma amiga, que viajava com ele para um casamento. A Polícia mexicana investiga as causas da morte, conforme informações da imprensa. Um amigo próximo afirma que o irmão de Dealberto, que também iria à celebração, está desaparecido.

O empresário caiu do 12º andar e a Polícia mexicana investiga se ele foi atirado de cima do prédio, conforme um amigo dele disse ao jornal Extra. “Não sabemos se ele foi alvo de sequestro. Eles [irmãos] conheceram uma russa, que parece ter conchavo com a máfia. Não sabemos se ele estava fugindo das pessoas, o que aconteceu. A gente acha que ele estava assustado, os caras devem ter entrado no apartamento e eles correram”, disse a fonte, que não quis se identificar.

A família só recebeu a notícia da morte no último domingo, 11, e um áudio no WhatsApp revela que o Dealberto temia ser sequestrado. “Meu irmão, estou para ser sequestrado por aquela amiga do Marqueti, a russa. Está muito f*, tem muita gente, está muito estranho. Avise à Policia Federal, alguma coisa assim, cara, que eu estou muito f*. Estou passando em frente ao Hotel Royal, em Cancún, em Playa Del Carmen, e está todo mundo me olhando. Só avise à imigração de problemas, por favor, avise à polícia”, diz a gravação.

Segundo o amigo, Fernando Silva teria entrado em contato com a família para pedir ajuda e informar que estava escondido dos homens estavam perseguindo eles. Inicialmente, o Itamaraty informou à família que o corpo encontrado seria de Fernando, pois Dealberto estava com o passaporte do irmão. Os dois são empresários do setor elétrico, em Santa Catarina.

Redação O POVO Online

Marco Archer Cardoso: Brasileiro condenado a pena de morte será executado na Indonésia

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53, condenado à pena de morte na Indonésia, por tráfico de drogas, será executado “muito em breve”, segundo o governo no país asiático, que negou definitivamente clemência ao brasileiro.

O pedido foi negado em 31 de dezembro pelo presidente Joko Widodo. Foi a segunda vez que

Marco solicitou perdão presidencial – a primeira negativa foi em 2006. Pelas leis indonésias, sentenciados à morte só podem fazer dois pedidos de clemência, depois de esgotadas as chances de recurso à Justiça. Assim, do ponto de vista legal, não há mais o que fazer para evitar a execução.

A execução deverá acontecer até o final de janeiro. O Itamaraty afirma não ter recebido comunicação “oficial” a respeito. Em dezembro, antes da rejeição da clemência, a presidente Dilma Rousseff mandou carta a Widodo pedindo a não execução. O gabinete de Dilma avalia se há algo mais que possa ser feito para interceder pelo brasileiro. Se a pena for cumprida, Marco será o primeiro ocidental executado na Indonésia. De 2000 a 2014, 27 pessoas foram fuziladas, a maioria cidadãos indonésios.

(Marcelo Raulino, Ceará Agora)

Google vai financiar maior edição do Charlie Hebdo da história

Semanário prepara maior edição de sua história Reprodução/Charlie Hebdo

O Google deve ajudar o jornal satírico Charlie Hebdo a lançar sua maior tiragem da história em sua próxima edição. Após o trágico ataque à redação da publicação nesta quarta-feira (7), os sobreviventes da publicação francesa pretendem lançar uma edição com 1 milhão de cópias – normalmente, o jornal tem cerca de 30 mil cópias.

O gesto de desafio e luto deve lembrar os oito membros da equipe do Charlie Hebdo que foram assassinados durante o tiroteio, assim como as outras quatro vítimas. A publicação solicitou a contribuição de jornalistas e cartunistas de toda a Europa para preencher suas páginas dessa edição especial.

A gigante das buscas deve ajudar a financiar a iniciativa. O Google doou cerca de US$ 300 mil para um fundo de inovação de imprensa, enquanto os jornais franceses prometem colaborar com um valor igual. Alguns dos fornecedores e distribuidores do Charlie Hebdo também concordaram em trabalhar de graça. Um dos autores do jornal, Patrick Pelloux descreveu a situação na televisão francesa.
— É muito difícil. Nós todos estamos sofrendo, com tristeza, com medo, mas nós vamos fazer de qualquer forma porque a estupidez não pode vencer.

(R7)

França: Polícia mata suspeitos de ataque terroristas

BBC Brasil Os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi: franceses de origem argelina treinados pela Al-Qaeda

IG São Paulo

Oficiais de polícia anunciaram que os dois suspeitos do ataque à revista francesa Charlie Hebdo foram mortos por agentes nesta sexta-feira (9). A confirmação veio feito pouco depois de Thierry Chevalier, prefeito da comuna Dammartin-en-Goele, localizada a 30 quilômetros de Paris, ter feito o mesmo anúncio.

Estrondos de explosões e tiros foram ouvidos nas proximidades da empresa gráfica onde os irmãos Kouachi, caçados pelas autoridades desde que passaram a ser suspeitos do ato terrorista de dois dias atrás, se refugiaram. Eles fizeram uma pessoa refém, que foi libertada pela polícia.

Sob condição de anonimato por não ter autorização para falar sobre o assunto, um oficial da polícia afirmou os suspeitos saíram do prédio atirando contra os agentes de segurança, que acabaram baleando-os.

Christophe Crepin, porta-voz da polícia, ainda afirmou que o atirador responsável pelo sequestro de reféns em um mercado judaico também morreu, praticamente simultaneamente, perto dali.

* Com agências de notícias

O terrorismo, a extrema-direita e o suicídio europeu, um continente em explosão

Frederick Florin/EFE

O ato terrorista contra os jornalistas do francês Charlie Hebdo, em Paris, que também provocou ontem (7) a morte de um funcionário da revista, de dois policiais no ato e possivelmente de mais um em tiroteio posterior – num total de 12 mortos –, é mais uma face da grande ameaça que paira sobre a Europa.

O continente inteiro está assentado sobre uma bomba-relógio. Não é uma bomba comum, porque casos como o do Charlie Hebdo mostram que ela já está explodindo. Nas pontas da bomba estão duas forças antagônicas, com práticas diferentes, porém com um traço em comum: a intolerância herdeira dos métodos fascistas de antigamente – e de sempre.

De um lado, estão pessoas e grupos fanatizados que reivindicam uma versão do islamismo incompatível com o próprio Islã e o Corão, mas que agem em nome de ambos. Os contornos e o perfil desses grupos estão passando por uma transformação – o que aconteceu também nos Estados Unidos, no atentado em Boston, durante a maratona, e no Canadá, no ataque ao Parlamento, em Ottawa. Cada vez mais aparecem “iniciativas individuais” nas ações perpetradas.

Esse tipo de terrorismo se fragmentou em pequenos grupos – muitas vezes de familiares – que agem à lacria, como se dizia, em ações que parecem espontâneas e até amalucadas, mas que obedecem a princípios e uma lógica cuja versão mais elaborada, para além da “franquia” em que a Al-Qaïda se transformou, é o Estado Islâmico, que se estruturou graças à desestruturação do Iraque e da Síria. São fanáticos que negam a política consuetudinária como meio de expressão de reivindicações e direitos: negam, no fundo, a própria ideia de “direitos”, inclusive o direito à vida, como fica claro no gesto assassino que vitimou o Charlie Hebdo.

Do outro, estão os neofascistas – ou antigos redivivos – que se agarram à bandeira do anti-islamismo também fanático como meio de arregimentar as massas em torno de si e de suas propostas. Agem de acordo com as características próprias dos países em que atuam, mobilizando, de acordo com as circunstâncias, as palavras adequadas.

No Reino Unido, criaram o United Kingdom Independence Party – UKIP, Partido da Independência do Reino Unido, nome malandro que oculta e ao mesmo tempo carrega a ojeriza pela União Europeia. Na França têm a Front Nationale, da família Le Pen, que mobiliza o velho chauvinismo francês que lateja o tempo todo desde o caso Dreyfus, ainda no século 19.

Na Alemanha é feio ser nacionalista alemão, desde o fim da Segunda Guerra. Então, criou-se um movimento – Pegida – que se declara de Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente, procurando uma fachadapseudamente universalista para seus preconceitos antiIslã e antiimigrantes.

Essa, aliás, é a bandeira comum desses movimentos: fazer do imigrante ou do refugiado político ou econômico o bode expiatório da situação de crise que o continente vive, assim como no passado se fez com o judeu e ainda hoje se faz com os roma e sinti (ditos ciganos).

Na Itália, esse fascismo latente se organiza com o nome de Liga Norte, mobilizando o preconceito social contra o sul italiano, tradicionalmente mais empobrecido. São movimentos que, embora busquem por vezes o espaço da política partidária, como é o caso do Ukip e da Front Nationale, ou mesmo da Liga Norte, têm como cosmovisão a negação da política como espaço universal de manifestação de direitos e reivindicações.

Negam a política como campo de manifestação das diferenças, barrando ao que consideram como alteridade o direito à expressão ou mesmo aos direitos comuns da cidadania. O exemplo histórico mais acabado disso foi o próprio nazismo que, chegando ao poder pelas urnas, fechou-as em seguida.

O caldo de cultura em que vicejam tais pinças contrárias à vigência dos princípios democráticos é o de uma crise econômico-financeira que se institucionalizou como paisagem social. Na Europa, a tradição é a de que crises desse tipo levam a saídas pela direita. O crescimento do Ukip e da Front Nationale, partidos mais votados nas respectivas eleições para o Parlamento Europeu, em maio de 2013, é eloquente nesse sentido.

Na Alemanha, as manifestações de rua do Pegida vêm crescendo sistematicamente, atingindo o número de 18 mil pessoas na última delas, na cidade de Dresden, reduto tradicional de manifestações nostálgicas em relação ao passado nazismo devido a ter sido o alvo (também criminoso) de um bombardeio ao fim da Segunda Guerra pelos britânicos.

Deve-se notar, como fator de esperança, que manifestações contra essas formas de intolerância – o terrorismo que reivindica o Islã como inspiração e os movimentos de extrema-direita – têm tomado corpo também. Houve manifestações de solidariedade aos mortos na França em várias cidades europeias e, na Alemanha, manifestações contra o Pegida reuniram milhares de pessoas em diferentes cidades.

Mas pelo lado da extrema-direita cresce a aceitação de suas palavras de ordem na frente institucional (líderes do novo partido alemão Alternative für Deutschland têm acolhido reivindicações do Pegida) e junto à opinião pública. Na Alemanha, recente pesquisa trouxe à baila o dado preocupante de que 61% dos entrevistados se declararam antiislâmicos.

Como ficou feio alegar motivos racistas, o que se alega agora no lado intolerante é a defesa da religião ou aincompatibilidade cultural. Os assassinos do Charlie Hebdo gritavam – segundo testemunhas – estaremvingando o profeta, referência a caricaturas de Maomé consideradas ofensivas.

Na outra ponta, jovens da Front Nationale, também no ano passado,  recusavam a pecha de racistas e declaravam aceitar o mundo muçulmano – em seus territórios, não na Europa agora dita judaico-cristã“,puxando para seu aprisco a etnia ou religião que a extrema-direita europeia antes condenava ao ostracismo, ao campo de concentração e ao extermínio.

Os partidos e políticos tradicionais, em sua maioria, estão brincando com fogo, sem se dar conta, talvez. Não aceitam o reconhecimento, por exemplo, que grupos por eles apoiados na Ucrânia são declaradamente fascistas, homofóbicos e até antissemitas. Preferem exacerbar o sentimento antirrusso e anti-Putin.

Durante mais de uma década as duas agências do serviço secreto alemão concentraram-se em esmiuçar a vida dos partidos e grupos de esquerda (além dos possíveis terroristas islâmicos) e negligenciaram criminosamente o controle sobre os grupos e terroristas alemães.

No momento, o grande terror que se alastra no establishment europeu não é o de que a extrema-direita esteja em ascensão, embora isso também preocupe, mas é o provocado pela possibilidade de que um partido de esquerda, o Syriza, vença as eleições na Grécia (marcadas para dia 25 deste mês), forme um governo, e assim ponha em risco os sacrossantos pilares dos planos de austeridade.

Nega-se o pilar da democracia: contra o Syriza agitam-se as ameaças de expulsão da Grécia da zona do euro e até da União Europeia; ou seja, procura-se castrar a livre manifestação do povo grego através da chantagem política e econômica.

Se as coisas continuarem como estão, poderemos estar assistindo o suicídio da Europa que conhecemos. O que nascerá desses escombros ainda se está por ver, mas boa coisa não será, nem para a Europa, nem para o mundo.

(Flávio Aguiar, Rede Brasil Atual)

Ataque terrorista a sede de revista Charlie Hebdo, em Paris, deixa 12 mortos

Vítima do ataque é retirada da redação da Charlie Hebdo, em Paris, nesta quarta-feira 7 – Philippe Dupeyrat / AFP

Ao menos dois homens armados atacaram o escritório da revista satírica francesa Charlie Hebdo provocando 12 mortes nesta quarta-feira (7).

Xavier Castaing, chefe de comunicações da prefeitura para a polícia de Paris, confirmou as mortes. O presidente da França, François Hollande, disse que o ataque foi um ato terrorista e que outros desse tipo haviam sido frustrados “nas últimas semanas”.

Ruas foram fechadas ao redor do prédio no rescaldo do tiroteio e a algumas centenas de metros de distância. No Boulevard Richard-Lenoir, um carro da polícia foi crivado de buracos de bala no pára-brisa, segundo o The Guardian.

Testemunhas disseram que os homens abriram fogo com fuzis Kalashnikov e depois fugiram do local. Luc Comovente, um funcionário do sindicato da polícia SBP, disse que eles fizeram vários disparos antes de deixar a área.

Ruas foram fechadas ao redor do prédio no rescaldo do tiroteio e a algumas centenas de metros de distância. No Boulevard Richard-Lenoir, um carro da polícia foi crivado de buracos de bala no pára-brisa, segundo o The Guardian.

O veículo francês gerou polêmica no passado com sua descrição irônica de notícias e assuntos atuais. Seu Tweet mais recente foi o desenho animado do líder do grupo Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

Testemunhas

Uma testemunha do ataque, Benoit Bringer disse à rede iTele ter visto vários homens mascarados armados com pistolas automáticas chegarem à sede do Charlie Hebdo, no centro de Paris.

Antes de deixarem o local, os homens teriam gritado “Vingamos o profeta!”, de acordo com policiais franceses. Há ainda três feridos internados em estado grave.

Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse aos jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem. O veículo seguiu no sentido de Port de Pantin, onde o grupo teria roubado outro carro e fugido, de acordo com o The Guardian.

*Com AP e BBC

 

Wolinski, cartunista erótico e político, é uma das vítimas de ataque em Paris

O cartunista francês Georges Wolinski em foto de 2 de novembro de 2011, em Paris (Foto: Alexander Klein/AFP )

O cartunista francês de origem tunisiana Geroges Wolinski, conhecido por seu trabalho de forte teor erótico e político, considerado um dos símbolos de maio de 68, está entre os mortos no ataque contra o escritório da revista satírica “Charlie Hebdo”, em Paris, nesta quarta-feira (7).

A informação é da agência de notícias France Presse. Além dele, outros três cartunistas estão entre as vítimas: o editor da publicação, Stephane Charbonnier, o “Charb”; Jean Cabut, o “Cabu”; e Tignous.

“Wolinski influenciou todo mundo que vocês conhecem: Ziraldo, Jaguar, Nani, Henfil, Fortuna… O cara era uma ESCOLA. Que dia tenebroso!”, escreveu o cartunista brasileiro André Dahmer em seu perfil no Twitter.

Ao G1, Dahmer comentou por e-mail: “É uma perda irreparável. Assassinaram o maior cartunista em atividade no mundo. Um homem que influenciou três gerações de desenhistas”.

Já Arnaldo Branco completou: “Wolinski era meu favorito – até por aproximação, por conta do seu desenho tosco (opcional, no caso do francês, que na verdade desenhava muito bem). É difícil até comentar, dada a imbecilidade da morte desse grande mestre – que causa é essa que precisa retaliar um cartum?”.

Segundo fontes policiais, os autores do ataque desta quarta gritaram “Vingamos o Profeta!”, em referência a Maomé, alvo de uma charge publicada há alguns anos pela revista, o que provocou revolta no mundo muçulmano.

Erotismo
Nascido na Tunísia em 1934, Georges Wolinski se mudou com a família para a França em 1946. Começou a publicar suas tiras nos anos 1960, em trabalhos satíricos que envolviam política e sexualidade.

Durante o maio de 1968 francês – série de manifestações e protestos estudantis por reformas na educação que logo teve adesão de trabalhadores e resultou em uma greve geral –, Wolinski foi confundador da revista “L’Enragé”.

Na década seguinte, passou a fazer parte de jornal comunista “L’Humanité”. Outros veículos com os quais colaborou foram “Liberácion”, “Paris-Match” e “L’Écho des Savanes”, além de “Charlie-Hebdo”.

Uma das personagens mais marcantes de Wolinski foi a polêmica Paulette, criada junto do artista Georges Pichard (1920-2003) também o início dos anos 1970. Ela foi uma espécie de musa dos quadrinhos da época e apareceu pela primeira vez nas páginas da revista de humor “Charlie Mensuel” .

Em seu perfil no Facebook, o cartunista brasileiro Rafael Campos Rocha lembrou o lado “libertário” do francês: “WOLINSKI foi acusado de falocrata, masculi e todas essas merdas, porque era um LIBERTÁRIO. quem matou foi mais um desses patrulheiros filhos da p**a, para o qual a causa (seja religiosa, política ou de gênero) não serve para LIBERTAR, mas sim para COIBIR, CASTRAR e DESTRUIR, além de, é claro, de manter a sociedade de exploração, que vocês, moralistas de merda, precisam para continuar transformando a vida dos outros em um inferno”.

Fotos de arquivo mostram cartunistas da equipe da revista 'Charlie Hebdo' mortos no ataque. Da esquerda para a direita: Georges Wolinski (em 2006), Jean Cabut - o Cabu (em 2012), Stephane Charbonnier - o Charb (em 2012) e Tignous (em 2008) (Foto: Bertrand Guay, François Guillot, Guillaume Baptiste/AFP)Os cartunistas da ‘Charlie Hebdo’ a partir da esq.: Wolinski (em 2006), Cabu (em 2012), Charb (em 2012) e Tignous (em 2008) (Foto: Bertrand Guay, François Guillot, Guillaume Baptiste/AFP)

O ataque
Pelo menos 12 pessoas morreram no tiroteio em Paris nesta quarta. Entre os mortos estão dois policiais e 10 funcionários da revista, segundo a France Presse. A agência Reuters, citando a polícia, diz que outras dez pessoas ficaram feridas, cinco em estado crítico.

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse aos jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem. O veículo seguiu no sentido de Port de Pantin, onde o veículo foi abandonado e os suspeitos roubaram um segundo carro, no qual continuaram fugindo.

O número de suspeitos envolvidos no crime ainda é incerto e não foi confirmado pela polícia. Eles ainda são procurados e são perigosos, segundo as autoridades.

O romancista Michel Houellebecq (Foto: Divulgação)O romancista Michel Houellebecq
(Foto: Divulgação)

Michel Houellebecq
A sede da “Charlie Hedbo” foi alvo de um ataque a bomba em novembro de 2011 após colocar uma imagem satírica do profeta Maomé em sua capa.

Coincidência ou não, a “Charlie Hebdo” fez a divulgação em sua edição desta quarta-feira do novo romance do controvertido escritor Michel Houellebecq, um dos mais famosos autores franceses no exterior.

A obra de ficção política fala de uma França islamizada em 2022, depois da eleição de um presidente da República muçulmano. “As previsões do mago Houellebecq: em 2015, perco meus dentes… Em 2022, faço o Ramadã!”, ironiza a publicação junto a uma charge de Houellebecq.

A revista de humor tem sido ameaçada desde que publicou charges do profeta Maomé em 2006.

Em novembro de 2011, a sede da publicação foi destruída por um ataque criminoso, já definido como atentado pelo governo na época.

Em 2013, um homem de 24 anos foi condenado à prisão com sursis por ter pedido na internet que o diretor da revista fosse decapitado por causa da publicação das caricaturas do profeta muçulmano.

(Pop e Arte, G1)

Um golpe no turismo do Ceará

Lamentavelmente, o tenebroso e violento assassinato da turista italiana, Gaia Barbara Molinari, em Jericoacoara tem chamado menos atenção do que a decisão de manter temporariamente presa a farmacêutica carioca, Mirian França de Melo. A prisão temporária foi concedida pela Justiça a pedido da delegada Patrícia Bezerra, que alegou haver contradições no depoimento de Mirian.

 

Mirian é negra. Este fato foi o suficiente para mobilizar um movimento pela libertação da carioca sob o seguinte argumento: a prisão teria se dado somente em função da cor da pele. Por esse raciocínio, se Miriam fosse branca nem o pedido de prisão e nem a decisão judicial que o acatou se efetivariam. Dessa forma, tanto a delegada quanto o juiz que acatou o pedido de prisão temporária seriam racistas.

 

Tanto a delegada quanto o Judiciário não podem se intimidar por este tipo de pressão. A investigação precisa ser absolutamente técnica e não se submeter a qualquer tipo de patrulha. A questão subjacente é mais importante. No caso, o brutal assassinato em um paraíso turístico do Ceará. Como ocorre em todo o Ceará, os casos de violência em Jericoacoara têm sido crescentes.

 

Em 2011, foi notícia aqui e na imprensa do Sudeste a mobilização de moradores do mais cultuado destino turístico do Ceará contra a escalada da violência no local. À época, já eram muitos os relatos de estupros e abusos sexuais contra moradores e visitantes. Um caso em especial ganhou repercussão.

 

Em 1º de julho daquele ano, por volta de 22h, dois casais de adolescentes, com idades entre 16 e 17 anos, foram rendidos por três homens armados com facas na Duna do Pôr do Sol. Os quatro foram levados pelos criminosos a um local conhecido como Sítio. Os rapazes foram amarrados, despidos e espancados. As garotas, além de estupradas, tiveram os cabelos cortados.

 

Agora, o assassinato de Gaia ganhou repercussão internacional. Além da tragédia que tirou a vida de uma jovem, o fato pode ser visto como o mais duro golpe no turismo do Ceará. Que a investigação seja rigorosa e chegue rápido ao(s) autor(es) do crime. Sem que se importe com a cor da pele.

(O Povo Online)

Cearense Melissa Gurgel chega aos EUA para representar o Brasil no Miss Universo

Miss foi alvo de mensagens com conteúdo preconceituso por ser do Nordeste (Foto: Cassiano Grandi/Divulgação)

A Miss Brasil 2014, Melissa Gurgel, já está nos Estados Unidos para a disputa do Miss Universo 2014. A cearense embarcou para Miami neste domingo (3) para cumprir a série de compromissos e atividades desta segunda-feira (5) até 25 de janeiro, dia da final do evento. Antes de embarcar, Melissa afirmou estar ansiosa e que vai dar o melhor para representar o Brasil no concurso.

Durante os últimos três meses, a cearense afirma que teve uma intensa preparação para o Miss Universo com uma equipe de profissionais em São Paulo e Fortaleza, entre eles, “gurus de misses”. Ao ser eleita Miss Brasil 2014, no fim do mês de setembro, além da responsabilidade de ser a representante do país no concurso mundial de beleza, Melissa Gurgel foi alvo de comentários com conteúdos preconceitosos na internet.

Miss Universo 2014
Para disputar o Miss Universo, Melissa conta que malhou diariamente com um personal trainer, não descuidou da alimentação e realizou tratamentos estéticos. A Miss Brasil 2014 também fez aulas de passarela, postura, RPG, oratória e inglês.

Mesmo ansiosa, está confiante em ganhar o concurso e que a baixa altura de 1,69m, diante da maioria das concorrentes, não deve atrapalhá-la. “O que conta para o Miss Universo é a desenvoltura, a atitude e a beleza. Não adianta ser alta e não ter vida na passarela. Além do que a mulher brasileira não é alta. Criou-se no Brasil um padrão de querer transformar a modelo em miss, mas modelo é uma coisa e miss é outra”, disse.

A 63ª edição do Miss Universo será realizada em Doral e Miami. A vencedora do concurso receberá a coroa da venezuelana Gabriela Isler, de 26 anos. O estilista Alexandre Dutra, já conhecido no universo das misses, assina o vestido de gala e o traje típico que serão usados pela Miss Brasil na final do evento, em Miami.  Alexandre vestiu Natália Guimarães, em 2007, quando a brasileira ficou em segundo lugar no Miss Universo.

Na noite da final, no dia 25 de janeiro, Melissa Gurgel vestirá um traje de gala de cor branca com rendas, em referência ao Ceará, estado de origem da Miss Brasil. Já o traje típico, terá as cores branca, azul e verde em referência às águas do Brasil.

(G1 Ceará)

Vivo se distancia da Claro na briga do 4G

A Vivo se distanciou da rival Claro na briga pelo ranking de cobertura do serviço 4G. A operadora chegou a 140 municípios em dezembro. A Claro ficou em 93 localidades.

A Oi e a TIM estão presentes em 45 municípios. A Nextel oferece 4G em 1,8 GHz, na banda M, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo dados do portal Teleco, a população atendida pelo 4G em dezembro era por operadora: Vivo – 40,6%, Claro, 36,8%, Oi, 30,5%, TIM, 30,2% e Nextel, 3,2%.

O ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na assinatura dos contratos de uso da faixa de 700 Mhz, em dezembro, disse que a previsão é de que até 2019 todos os municípios sejam contemplados com o serviço.

“[Pelo cronograma] Todas as cidades com mais de 30 mil habitantes têm que ter 4G em 2017, final de 2017”, frisou. “E, para 2019, teremos 3G e 4G em todos os municípios do Brasil”, completou o ex-ministro.A limpeza da faixa de 700MHz acontecerá já a partir desse ano, segundo cronograma definido pelo Gired, grupo recém-criado e que reúne radiodifusores, teles e governo, sob o comando da Anatel.

(Convergência Digital)

Segurança econômica e cibernética serão temas-chave da agenda dos BRICS em 2015

© Foto: RIA Novosti/Alexander Vilf Foto do arquivo

Em 2014, o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, que compõem o grupo conhecido pela sigla BRICS, terminaram a criação do novo Banco de Desenvolvimento do grupo e o Arranjo Contingente de Reservas.

Especialistas não são unânimes avaliando a eficiência do futuro funcionamento desses instrumentos financeiros, mas concordam que, em 2015, a economia será um dos assuntos principais da agenda do grupo.

A cúpula dos chefes de Estado dos países-membros dos BRICS terá lugar em 2015 na cidade russa de Ufa. Deste modo, a presidência rotativa passa do Brasil para a Rússia.

De acordo com o diretor do Instituto da América Latina (IAL) da Academia das Ciências da Rússia, Vladimir Davydov, contatado pelo correspondente da agência Sputnik, o segundo assunto, cuja importância já se mostrou com clareza no ano em curso, será a segurança cibernética:

“A Rússia já está coordenando a parte do conteúdo da cúpula dos BRICS em 2015. Há muito trabalho a realizar. Os elementos principais da agenda serão a segurança econômica e a segurança cibernética. Nós todos somos vítimas de manipulações, vítimas de uma guerra de informação e cibernética, que ameaça paralisar o sistema de administração dos países dos BRICS”.

O diretor do IAL acredita que o Banco do Desenvolvimento e o Arranjo Contingente das Reservas têm grande importância para o grupo, vários membros do qual tiveram índices preocupantes. Segundo ele, até a denominação “novo Banco do Desenvolvimento dos BRICS” aponta para um novo rumo de atividade econômica do grupo, que está pronto para “revelar solidariedade com outros países para lidar com este tempo turbulento”.

Nem todos estão tão otimistas. A matéria de 26 de dezembro no Jornal do Comércio, do Rio Grande do Sul, prognostica possível recessão em 2015 nos principais países dos BRICS, o Brasil, a Rússia e a África do Sul. A Rússia ocupa a parte central da matéria, devido à recentequeda do rublo, que fez também o país integrar a lista dos “seis países que se deram mal na economia em 2014” da revista Exame.

Já houve receios por parte de especialistas. O economista Raul Velloso afirmava em entrevista à emissora Voz da Rússia, em setembro, que o novo banco tem sentido para a China, mas para os outros países, inclusive o Brasil, a eficácia não é tão certa, porque a China tem maiores taxas de poupança. De acordo com o professor Velloso, “talvez melhor seria utilizar esses 10 milhões [de investimento que cada país dos BRICS contribui para o capital do novo banco] para financiar investimentos e infraestruturas”. E, antes de nada, definir todos os detalhes, afirma o economista.

O professor Davydov, do IAL, ainda disse em entrevista que este ano tem sido “um ano da América Latina”. Não só pela cúpula em Fortaleza, que fortaleceu o Brasil como acolhedor de eventos internacionais logo depois da Copa 2014, mas por ser a América Latina “uma zona de potencialidade de independência econômica e política”.

A região tem sido, de verdade, um foco importante da agenda internacional em 2014. Falando dos BRICS, é difícil se manter sempre no quadro dos cinco países que o compõem. Por exemplo, em julho, na cúpula, falou-se bastante sobre a possível futura adesão da Argentina (que finalmente foi eleita presidente do Mercosul, que foi uma resposta bonita aodefault técnico do país anunciado pelo tribunal de Nova York). A Argentina, aliás, acordou com o Brasil, em 2008, realizar transações financeiras entre os dois países em moeda local. Semelhante sistema de pagamento em moeda local (SML) foi adotado para transações entre o Brasil e o Uruguai.

A jornalista e professora na Universidade Estatal de Moscou Gelia Filatkina concorda com o doutor Davydov:

“Em 2015, os BRICS irão desempenhar um papel estratégico nas condições da tensão internacional que observamos atualmente. Os países que formam parte da aliança possuem potencial suficiente e motivação de união mútua que favorece uma mudança da ordem mundial existente a todos os níveis, das relações internacionais ao sistema financeiro e econômico. Esta vantagem dos BRICS será revelada especialmente em 2015, contrastando com a turbulência crescente do G8”.

Além disso, segundo a professora Filatkina, “a presidência da Rússia [no quadro dos BRICS em 2015] permitirá a inclusão na agenda de novos temas importantes que podem dinamizar o funcionamento da união”.

No que toca à segurança cibernética, o assunto foi cobrando importância desde o escândalo de espionagem, começando por revelações de Snowden e se agudizando após a descoberta de escutas que serviços secretos estadunidenses faziam no Planalto brasileiro e no Bundestag alemão. Tanto que em novembro, a ONU aprovou o projeto conjunto brasileiro e alemão de privacidade de acesso à Internet.

Via http://portuguese.ruvr.ru

A cura gay da Alemanha nazista

Jornal GGN – O médico dinamarquês Carl Vaernet, que buscou a cura da homossexualidade na Alemanha nazista, virou tema do documentário Triângulo Rosa. Após o fim da guerra, ele fugiu para a Argentina.

De acordo com o militante LGBT Peter Tatchell, os nazistas perseguiram homossexuais, pois entendiam que eles traíam o ideal ariano e representavam um risco demográfico para a nação. “Eles pensavam que a homossexualidade enfraquecia o Terceiro Reich, que precisava aumentar a população alemã para criar um exército e uma força de trabalho cada vez maior para conquistar a Europa”.

Em suas experiências, Vaernet introduzia nos pacientes uma cápsula que liberava testosterona gradualmente, como se fosse uma glândula artificial. No documentário, é dito que cerca de 20 homens foram submetidos aos experimentos, e que três morreram no processo.

Nazista que tentou ‘curar’ gays vira tema de documentário

Por Felipe Gutierrez

Da Folha de S. Paulo

Um nazista que buscou uma “cura” para a homossexualidade por meio de experimentos feitos em homens gays no campo de concentração de Buchenwald (Alemanha) virou tema do documentário “Triângulo Rosa”.

Carl Vaernet, o nazista, era um médico dinamarquês e foi um dos colaboradores que fugiram para o país sul-americano após a derrota do Eixo.

O médico Carl Vaernet fugiu para a Argentina após tentar buscar cura gay em campos nazistas

“[Heinrich] Himmler autorizou a pesquisa de Vaernet e demandou o extermínio de existência anormal'”, relata o militante LGBT Peter Tatchell, que, na década de 1990, pressionou o governo dinamarquês a abrir os documentos sobre o médico.

Segundo Tatchell, os nazistas perseguiram homossexuais por entender que traíam o ideal ariano masculino e por temer que pudessem causar um “dano” demográfico.

“Os nazistas descreviam os gays como sabotadores sexuais'”, explica. “Eles pensavam que a homossexualidade enfraquecia o Terceiro Reich, que precisava aumentar a população alemã para criar um exército e uma força de trabalho cada vez maior para conquistar a Europa”, diz.

Em suas experiências, Vaernet dava testosterona aos pacientes. O nazista desenvolveu uma cápsula que liberava o hormônio aos poucos (uma espécie de glândula artificial) após ser inserida cirurgicamente. De tempos em tempos, ele abria novamente os “pacientes” para trocar o aparato. Segundo Tatchell, trata-se do único caso conhecido de experimentos feitos em gays detidos em campos de concentração.

O argentino Esteban Jasper, um dos diretores do documentário “Triângulo Rosa”, afirma que cerca de 20 homens foram submetidos aos experimentos, e que três morreram no processo. “Ele não era um cientista com todas as letras”, diz Jasper.

Inicialmente, Vaernet não fazia pesquisa. Ele tinha uma clínica em Copenhagen, mas sua ligação com o nazismo o tornou alvo da resistência dinamarquesa. Ele viajou para a Alemanha e, com seus contatos, conseguiu trabalho em hospitais locais e acesso aos presos que usou como cobaia.

Logo depois da derrota do Eixo, Vaernet voltou à Dinamarca. “Ele foi preso logo, mas pouco depois enganou as autoridades dizendo que tinha uma doença séria que tinha de ser tratada na Suécia. De lá foi para a Argentina”, relata Jakob Rubin, autor de um livro sobre o nazista.

O médico chegou a Buenos Aires em 1947 e conseguiu um emprego no Ministério da Saúde da Argentina.

Segundo Rubin, Vaernet também teve uma clínica em Buenos Aires. Não se sabe, porém, se ele voltou a procurar a “cura” para a homossexualidade na Argentina.

Quando foi ao país, o médico deixou para trás os filhos do primeiro casamento. O empresário Jan Vaernet, de Copenhagen, é um dos descendentes que ficaram na Europa. Ele só soube do passado nazista de sua família quando era adolescente, pelos jornais dinamarqueses.

“Eu sabia que o meu avô paterno tinha ido para a Argentina. Mas meu pai era antinazista e tinha vergonha dos problemas e do nome do pai dele, que era reconhecidamente o de um colaboracionista. Eles se distanciaram antes de eu nascer.”

Os netos argentinos de Vaernet também cresceram desconhecendo a filiação ao nazismo e as experiências no campo de concentração.

O veterinário Sérgio Vaernet, que mora na cidade de Resistencia, na província do Chaco, nasceu quando o avô já estava morto. “Na minha família simplesmente não se falava da Dinamarca ou do passado. Era um tema que trazia muita dor. Só fui descobrir a história depois de adulto”, conta.

Via http://jornalggn.com.br/noticia/a-cura-gay-da-alemanha-nazista

Mais de 20 corpos do voo da AirAsia já foram resgatados

Com tempo ruim, helicóptero leva corpos para aeroporto – Foto: Reuters

Embarcações e aviões continuaram as buscas na costa de Borneo, no início desta sexta-feira, dos destroços do jato de passageiros indonésios da AirAsia, mas o mau tempo mais uma vez prejudicou a procura pelo avião e pela caixa-preta com as gravações de voo que devem revelar os motivos do acidente.

Autoridades disseram que mais de 20 corpos foram até agora recuperados, além de pedaços do avião, nas buscas comandadas pela Indonésia do voo QZ8501, que estão concentradas numa área no Mar de Java.

Ventos fortes e mar agitado impediram os mergulhadores de procurarem pela fuselagem do Airbus A320-200, que caiu na água no domingo, na rota entre Surabaya, a segunda maior cidade indonésia, e Cingapura, com 162 pessoas a bordo.

“As ondas podem alcançar cinco metros nesta tarde, maiores do que ontem [quinta-feira]”, afirmou o piloto de helicóptero da Força Aérea capitão Tatag Onne, que tem participado de missões para resgatar corpos e recuperar destroços do mar. “Procuramos por brechas nas nuvens, onde as condições melhoram, para que possamos nos aproximar. Ontem, quando fomos recuperar um corpo do mar, não conseguimos, porque o corpo estava sendo movimentado pelas ondas. Às vezes podíamos ver, às vezes não podíamos.”

Autoridades afirmaram que os sofisticados equipamentos da equipe francesa de detecção acústica debaixo d’água, além de outros sonares trazidos por equipes estrangeiras, não tiveram como ser usados ainda por causa das grandes ondas.

“O mar tem que estar calmo”, disse o general Sunarbowo Sandi, da agência de resgate da Indonésia. “Não temos como operar com o tempo ruim.” No entanto, ele acrescentou, embarcações da Indonésia, dos Estados Unidos e Cingapura usavam os seus sonares para uma varredura no fundo.

As causas do acidente, o primeiro da AirAsia desde que grupo começou a operar em 2002, permanecem sem explicação. Investigadores trabalham com a hipótese de que o avião deve ter apresentado problemas ao dar uma guinada acentuada para cima para evitar uma tempestade, 40 minutos depois da decolagem do voo que deveria levar duas horas.

Autoridades haviam dito que poderia levar uma semana para encontrar a caixa preta, equipamento que os investigadores esperam que revele os eventos da cabine de controle antes do acidente.

(Portal Terra)

Usina chinesa de Três Gargantas supera Itaipu como maior produtora de energia em 2014

usina hidrelétrica de Três Gargantas da China

A usina hidrelétrica de Três Gargantas da China, a maior infraestrutura desse tipo no mundo, superou Itaipu na produção de energia elétrica em 2014, segundo informações da agência de notícias EFE.

Dados divulgados pela Corporação de Três Gargantas, responsável pela gestão do local, e reproduzidos pela agência oficial ‘Xinhua’, mostram que foram produzidos 98,8 milhões de megawatts por hora (MWh) na usina em 2014, um novo recorde para o setor.

Já de acordo com a assessoria de imprensa de Itaipu, a segunda maior usina do mundo em capacidade instalada produziu pouco mais de 87,8 milhões de MWh, perdendo o primeiro lugar em geração de energia conquistado por dois anos consecutivos – 2012 e 2013.

Três Gargantas tem uma capacidade instalada de geração de 22,5 mil MWh de energia elétrica, frente aos 14 mil MWh de Itaipu.

Ainda conforme a EFE, a Corporação das Três Gargantas explicou que a energia produzida equivale a uma economia de 49 milhões de toneladas de carvão, que continua sendo a principal fonte de energia da China, evitando também a emissão de 100 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Idealizada por Mao Tse-tung ainda nos anos 50 para acabar com o déficit energético de Xangai, a usina chinesa só começou a ser construída em 1993 e suas obras foram finalizadas 17 anos depois. Apesar disso, a represa é criticada pelos danos ambientais causados, pelas desapropriações e perdas patrimoniais causadas pelas obras.

A instalação perdeu o posto de maior obra hidráulica do mundo para outro projeto chinês de concepção maoísta, chamado de transposição Sul-Norte. A ideia é abastecer todas as regiões do país, incluindo a capital Pequim, com as águas do rio Yang Tse.

(G1 Economia)

Jornalistas da Al-Jazeera presos há mais de um ano no Egito terão novo julgamento

Na última quinta-feira (01/01), a justiça egípcia ordenou a realização de um novo julgamento para os jornalistas da rede de televisão do Catar Al-Jazeera, que estão detidos no país desde dezembro de 2013. O australiano Peter Greste, o egípcio-canadense Mohamed Fadel Fahmy e o egípcio Baher Mohamed foram condenados por apoiar a Irmandade Muçulmana do presidente deposto Mohamed Mursi.
Crédito:Reprodução/Al-Jazeera
Novo julgamento dos jornalistas pode durar de 12 a 18 meses
Segundo a agência AFP, o Tribunal de Cassação, a mais alta jurisdição do Egito, ordenou um novo julgamento, aceitando as demandas do Ministério Público e dos advogados dos acusados. Em junho de 2014, Greste e Fahmy foram condenados a sete anos de prisão e Mohamed a dez. Apesar do novo julgamento, as famílias esperavam pela libertação do grupo.
Em comunicado, a rede Al-Jazeera pediu que o julgamento ocorra rapidamente, uma vez que a previsão dos advogados é de que ele possa durar de 12 a 18 meses. Os três jornalistas permanecerão presos até que ele ocorra.
(Portal Imprensa)

Marinha indonésia encontra ao menos 40 corpos de passageiros da AirAsia

Corpos e destroços do avião da AirAsia desaparecido no domingo foram localizados nesta terça-feira no mar de Java, provocando enorme comoção entre parentes e familiares das 162 pessoas que estavam no voo.

Os destroços foram encontrados no terceiro dia de buscas pelo Airbus A320-200, que havia decolado de Surabaya, segunda maior cidade da Indonésia, em direção a Cingapura.

Todas as informações indicam que a aeronave caiu no mar de Java, sudoeste de Pangkalan Bun, cidade do centro da província de Kalimantan, na ilha de Bornéu.

“Podemos confirmar que é o avião da AirAsia”, companhia malaia de baixo custo, disse Djoko Murjatmodjo, diretor-geral da Aviação Civil.

Um avião militar Hercules descobriu um objeto descrito como “uma sombra com formato de um avião no fundo do mar”, segundo o diretor de operações de busca e socorro, Bambang Soelistyo.

No fim da tarde Soelistyo informou que três corpos foram resgatados até o momento, desmentindo a informação previamente dada por outro oficial de que 40 cadáveres haviam sido recuperados.

O presidente da AirAsia, Tony Fernandes, lamentou o primeiro acidente fatal da companhia aérea malaia, que viveu uma forte expansão no sudeste da Ásia nos últimos anos.

“Meu coração está cheio de tristeza por todas as famílias atingidas pelo QZ8501”, escreveu Fernandes no Twitter, antes de ir a Surabaya para se reunir com os familiares das vítimas.

As primeiras informações sobre a descoberta dos destroços do avião acabaram com as esperanças de alguns familiares de encontrar sobreviventes. Alguns desmaiaram ao receber a notícia, outros não aguentaram as imagens de um corpo boiando no mar de Java exibidas por uma rede de televisão.

“Se é verdade, o que eu posso fazer? Não posso trazê-los de volta à vida”, disse Dwijanto, 60 anos, pai de um passageiro que viajava com mais cinco colegas.

“Se for verdade, meu coração vai ficar completamente partido. Vou perder um filho”, disse.

As buscas agora se concentram no local onde a “sombra” foi avistada e os destroços foram encontrados, explicou Soelistyo.

O presidente indonésio, Joko Widodo, chamado de Jokowi, encontrou-se com familiares das vítimas e declarou que uma “grande operação de busca com barcos e helicópteros” ocorreria nesta quarta-feira.

Em sua última comunicação, o piloto da AirAsia pediu uma mudança de rota para ganhar altitude e evitar as más condições meteorológicas.

“O piloto pediu aos controladores de tráfego aéreo para se desviar para o lado esquerdo, devido ao mau tempo, o que foi aprovado imediatamente”, disse à AFP o diretor da AirNav, Wisnu Darjono.

“Depois de alguns segundos, o piloto pediu para subir de 32.000 para 38.000 pés, mas seu pedido não pôde ser imediatamente aprovado porque alguns aviões estavam voando acima dele naquele momento”, explicou.

“Dois ou três minutos depois, quando o controlador ia dar a autorização para o nível de 34.000 pés, o avião não deu nenhuma resposta”, disse Darjono.

O ano de 2014 foi trágico para a aviação civil da Malásia.

O acidente da AirAsia soma-se à perda de duas aeronaves da companhia Malaysia Airlines.

Em 8 de março, o voo MH370 da Malaysia Airlines, um Boeing, desapareceu dos radares pouco depois de decolar de Kuala Lumpur rumo a Pequim com 239 pessoas a bordo.

O avião nunca foi encontrado e seu desaparecimento continua sendo um mistério. Pode ter caído no oceano Índico devido à falta de combustível.

No dia 17 de julho, outro Boeing da Malaysia Airlines, o do voo MH17, que voava de Amsterdã a Kuala Lumpur, foi abatido por um míssil quando sobrevoava o leste da Ucrânia, palco de uma guerra.

O voo transportava 298 pessoas, entre elas 193 holandeses.

(AFP)

60 JORNALISTAS MORRERAM POR CAUSA DA PROFISSÃO EM 2014, DIZ RELATÓRIO

O Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) divulgou nesta terça-feira (23/12) seu relatório anual, que mostrou que 60 jornalistas morreram este ano por causa da profissão no mundo todo, dez menos que em 2013.

A organização, com sede em Nova York, afirmou que, apesar da pequena redução de 2014, os últimos três anos “foi o período com pior saldo de mortes que o CPJ já registrou”. O comitê destacou que a alta proporção de jornalistas estrangeiros que morreram este ano demonstra que “nos tempos atuais, todos se transformaram em alvo”.

“Nunca tínhamos visto uma época tão perigosa para exercer a profissão de jornalista”, disse o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon. Segundo o CPJ, pelo terceiro ano consecutivo, a Síria é o país com o maior número de jornalistas mortos no exercício da profissão, com 17. Desde que explodiu o conflito armado nesse país, morreram 79 jornalistas.

“A Síria substituiu as Filipinas como o segundo país com o pior saldo de mortes de jornalistas desde que o CPJ começou a levantar estas estatísticas, em 1992”, disse o relatório. Paraguai e Mianmar registraram este ano os primeiros mortos de jornalistas em trabalho desde 2007. No caso do Paraguai, as três vítimas morreram enquanto trabalhavam na fronteira com o Brasil.

Link: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2014/12/60-jornalistas-morreram-por-causa-da-profissao-em-2014-diz-relatorio.html

(Época Negócios)

Senado aprova empréstimo de US$ 57 milhões para Fortaleza

O Senado aprovou nesta quarta-feira (17) operação de crédito que garantirá US$ 57,908 milhões (aproximadamente R$ 157,741 milhões) para investimentos na segunda fase do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor II). O empréstimo será realizado pela prefeitura de Fortaleza junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A matéria segue para promulgação.

O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT/CE), destacou a importância da proposta. “Essa matéria trata de um crédito para Fortaleza e temos total interesse em sua aprovação, principalmente por ser uma reivindicação histórica da população da nossa cidade e do estado do Ceará”, considerou.

A segunda etapa do programa inclui restaurações viárias, com obras de drenagem, pavimentação, padronização de calçadas, reforma dos canteiros centrais e implantação de ciclovias. O Transfor II tem objetivo de diminuir o tempo das viagens, os custos do transporte e o tempo de embarque e desembarque dos passageiros. Com isso, será garantida maior segurança no trânsito de veículos e de pedestres, além de avanços na mobilidade urbana.

O Transfor II terá investimento total de US$ 115,8 milhões, sendo US$ 57,908 milhões financiados pelo BID e o restante garantido pelo município de Fortaleza. A primeira etapa do programa foi iniciada em maio de 2008.

(Cnews)

Como descobrir o que o Google sabe sobre você

São Paulo – Não é segredo que o Google coleta dados sobre a vida de seus usuários. O objetivo disso é poder oferecer propagandas e anúncios bem direcionados. A grande vantagem para o Google é poder cobrar um valor mais alto das empresas que fazem os anúncios.

Ao usar o Google ou qualquer outro produto da empresa, os usuários estão autorizando que informações sejam coletadas (você não achou que o Google oferecia esse monte de coisas legais de graça à toa, não é?).

São diversos métodos usados para coletar as informações. Desde os termos buscados no Google, até o que é compartilhado no Google+ ou os lugares que são buscados no Maps.

Se você quiser descobrir tudo (ou quase tudo) que a empresa sabe sobre você, aqui vai um guia rápido.

Para isso, basta entrar na página de configurações enquanto logado na conta do Google. A página é https://www.google.com/settings

Lá, é preciso clicar em “Histórico da Conta”, que fica na parte superior da página. Depois disso, basta ir até o final da página, encontrar “Anúncios” e clicar em “Editar Configurações”. Se você preferir, este é o link direto para a página.

O Google mostra de forma automática o que ele sabe sobre o usuário. São desde informações básicas como sexo e idade, até outras mais complexas.

Na parte de “Interesses” ao clicar em “Editar” são exibidos os assuntos que o usuário acha interessantes. No meu caso, são 150 áreas de interesse encontradas pelo Google.

Os assuntos são relativamente apurados. Um ou outro fogem das minhas áreas de interesse de verdade. Isso se explica por buscas por termos que estejam fora da minha área de interesse real.

O Google ainda mantém registrados todos os vídeos que o usuários já assistiu no YouTube, as buscas feitas no YouTube e um mapa de lugares por onde se passou.

E esse mapa é uma das coisas mais assustadoras (e interessantes). Ele funciona especialmente para usuários de Android que autorizaram o funcionamento dessa ferramenta. O smartphone (ou tablet) pode pegar a geolocalização entre determinados espaços de tempo.

O mapa pode ser acessado neste link. É possível visualizar os dados escolhendo as datas. O usuário também pode escolher por apagar as informações de alguns dias ou então exportar todo o conteúdo.

(Victor Caputto, Exame)