Didier Drogba, Bono Vox e Nike se unem em campanha anti-Aids

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) – O atacante do Chelsea Didier Drogba se uniu ao vocalista do U2 Bono, nesta segunda-feira, para lançar uma iniciativa de combate ao HIV e à Aids.

Na véspera do Dia Mundial de Combate à Aids, a fabricante de roupas esportivas Nike anunciou uma parceria com a marca “Red” e o Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária. A ideia é que a parceria coincida com a Copa Mundial de 2010 na África do Sul.

A Nike vai vender cadarços especiais vermelhos para seus tênis sob a bandeira “Amarre os Cadarços. Salve Vidas”, cuja receita será dividida igualmente entre o Fundo Global e programas comunitários baseados em futebol e que visam informar a população sobre a Aids.

“Foi importante para mim atuar na campanha Red porque sou africano”, disse o jogador Drogba, natural da Costa do Marfim, em coletiva de imprensa em Londres.

“É uma grande honra e um prazer para mim estar ligado a Bono e tentar ajudá-lo a salvar algumas vidas. A Aids e o HIV são algo que realmente destruíram a África, e as pessoas não se dão conta de como é fácil salvar vidas – bastam dois comprimidos por dia, ao custo de 40 cents.”

Drogba fez dois gols no domingo, quando o Chelsea derrotou o rival de Londres Arsenal por 3 x 0, e atribuiu seus gols aos cadarços vermelhos que estava usando para a partida.

“Acho que os cadarços vermelhos realmente me ajudaram. Tive orgulho de ter a oportunidade de exibir os cadarços, e depois da partida havia pessoas me telefonando para perguntar ‘por que você está usando cadarços vermelhos?’, e eu tive que explicar”, disse.

Os cadarços estarão disponíveis em todo o mundo a partir de 1o de dezembro.

( O Globo Online)

Definido o nome da organizadora para Concurso do Ronda do Quarteirão

Agora é oficial. A Fundação Universidade Estadual do Ceará (Funece) será a entidade que dará continuidade ao concurso do Ronda do Quarteirão. A informação foi confirmada pelo coordenador do programa, coronel Joel Brasil. Segundo ele, essa escolha será formalizada com o nome da Funece sendo publicado na edição desta segunda-feira (30) no Diário Oficial do Estado.

“Nessa terça-feira devemos estar assinando o contrato com a entidade e espero estar realizando a convocação dos aprovados no mês de dezembro e queremos nesse mesmo mês já iniciar o curso de formação dos novos policiais”, acrescentou Joel Brasil, em conversa com o blog de concursos do O POVO. A estimativa é que sejam chamados entre 2.500 e 3 mil candidatos aprovados na primeira fase da seleção, iniciada em 2008.

Segundo o coordenador do Ronda do Quarteirão, a Secretaria da Segurança Pública do Estado trabalhará em pareceria com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) de forma a tentar evitar prejuízos em relação a situação de alguns candidatos.

“Sabemos que existem alguns aprovados na última seleção que foram chamados para os exames médicos, mas que não puderem fazer a etapa seguinte (curso de formação). Se os exames ainda estiverem com o prazo de validade em dia eles não terão que repetir os exames e já vão direto para a fase seguinte. Outro problema que iremos analisar com cautela é o caso de candidatos que possam ter completado 30 anos, já que o edital coloca em um dos artigos que essa é a idade limite para o ingresso no curso de formação”, observou o coronel.

A nota de “corte” dos candidatos que serão chamados não será divulgada nem pela organizadora da seleção e nem pela Secretaria da Segurança Pública do Estado.

(O Povo Online)

Alunos denunciam irregularidades no Vestibular da Uece

Estudantes que prestaram Vestibular para a Universidade Estadual do Ceará (Uece) denunciam irregularidades nas provas realizadas neste domingo (30).

De acordo com os candidatos, em alguns cadernos constavam itens grifados que coincidiam com o gabarito oficial; já em outros casos, há itens sem ponto final, o que poderia induzir o vestibulando ao erro.

Analisando os cadernos das provas da Uece, foi possível constatar os erros relatados pelos candidatos nas questões 31 de geografia, 49 de biologia (caderno de provas de inglês) e na questão 10 de português (caderno de provas de espanhol), mas segundo os alunos, pode haver muito mais.

O presidente da Comissão Executiva do Vestibular (CEV), José Maria de Santiago, apenas confirma que “houve problemas em uma questão de espanhol que estava em negrito e que, por atitude nossa, será anulada”. José Maria também afirma que o candidato que sentir-se prejudicado pode entrar com o Protocolo Geral da Uece e reivindicar seus direitos, de acordo com o edital.

Confira as provas completas:

Inglês
Espanhol
Francês

(Portal Verdes Mares)

A experiência que não se quer aprender

Perdemos a eleição. Entre as razões, um grave equívoco. E essa percepção é que Kassab parece não ter, deixando de aprender com o passado

 

UMA DAS lições que se estuda na psicanálise é a capacidade do indivíduo para aprender com seus erros e fracassos. Parece óbvio, mas não é. Constata-se tal falta de aprendizagem nas relações interpessoais e também na política, quando os erros próprios ou de antecessores são descartados sem nenhuma avaliação.

 

Lula, quando concorreu pela terceira vez à Presidência da República, ganhou não só pela conjuntura e pela bagagem acumulada mas também por repensar e redirecionar o que não correspondia aos anseios e receios da população.

 

A lógica vale para São Paulo, uma cidade desafiadora que, ao contrário do que se pensa, tem recurso de menos para os problemas que enfrenta. Acompanhando a gestão Serra-Kassab como cidadã, mas com a experiência de já ter governado esta cidade, constato o abandono do transporte, da limpeza, da merenda de boa qualidade e dos mais pobres.

A gestão de 2001-2004 foi responsável por grandes avanços e inovações na cidade. Apesar de tudo, perdemos a eleição. Foram vários os fatores: da campanha oportunista da oposição até um grave equívoco.

 

E essa percepção é que Kassab parece não ter, deixando de aprender com o passado. A situação, de forma alguma, é a mesma. Pegamos uma prefeitura endividada e abandonada nos dois últimos anos da gestão Pitta.

 

Tentando consertar tudo de uma vez, desencadeamos uma série de ações necessárias e importantes para enfrentar uma cidade arrasada. E entregamos a prefeitura organizada, com inúmeros projetos inovadores e fundamentais, como os corredores de ônibus, e com as finanças saneadas.

 

Situação bem diversa aquela e esta, incluindo a oportunidade de governar por oito anos. Pois bem. Nós recebemos a PGV (Planta Genérica de Valores) e o IPTU sem reajustes realizados nas gestões anteriores e corrigimos de forma integral, em um momento de enorme dificuldade econômica na cidade e no país. A PGV foi ajustada em 2001.

Deveria ter sido reajustada na sequência, para evitar uma paulada no contribuinte. Mas não o foi. O atual governo, por motivos eleitoreiros, não fez o dever de casa e, agora, tenta fazê-lo de uma única vez, sem aprender com a experiência passada, que mostrou a dificuldade dos cidadãos diante de um aumento tão vultoso.

 

 

A cidade carece desse reajuste. Não tê-lo feito paulatinamente compromete seu orçamento. Entretanto, o prefeito não se dá conta de que ajustar a PGV e o IPTU da forma que propõe fará sofrer uma parcela grande da população, pois esse aumento vai afetar de forma injusta e muito mais violenta a cidade toda. A experiência mostrou que devemos ser extremamente cuidadosos quando mexemos com o bolso do povo.

Com o leite derramado, ainda se pode aprender com as experiências anteriores e tornar a situação menos penosa para os paulistanos.

 

São Paulo é dinâmica. Nesses anos que se passaram, algumas áreas se valorizaram e outras perderam valor. Essa revisão é necessária tanto pela questão orçamentária quanto por justiça. Para tanto, foi criado o IPT U progressivo, que propõe que quem tem mais benefícios pague mais, e quem tem menos pague menos.

 

Entretanto, a cidade não é feita só de casas. Ela é habitada por pessoas, e essas pessoas, por vezes, embora morem em área que tenha se valorizado, não ganham o suficiente para manter sua residência com o aumento.

 

Alguns diriam: “Que se mudem, então”. Essa posição é equivocada, pois nada é tão simples -por uma questão de raízes e por não poder ser feito do dia para a noite.

No caso do centro, como a Nova Luz, onde alguns benefícios ocorreram, mas nada ainda resultou de concreto para os moradores e comerciantes, o aumento proposto de 80% é ridículo, pois se cobra o que deveria ser, mas não é a realidade. É impagável pelos que lá hoje habitam.

 

Faça-se o reajuste da PGV e diminua-se a alíquota cobrada de 1% para 0,8%, avalie-se os casos específicos de algumas regiões em que o sonho da prefeitura ainda não saiu do papel -e mesmo assim parte da população terá dificuldade em arcar com o resultado dessa imprevidência.

 

Governando com 41% a mais no Orçamento do que a gestão de 2001-2004, não dá para entender a incapacidade de aprender com o passado e a falta de sensibilidade política.

A Câmara aprovou em primeiro turno a proposta integral do prefeito, com aumentos que vão até 40% para residências e 60% para o comércio.

 

Seria bom que não somente o prefeito se desse conta do passado, mas também os vereadores. Como diria Wilfred Bion, um dos pilares da psicanálise, aprender com a experiência é fundamental para o desenvolvimento humano. Eu acrescentaria: para os políticos, essa não aprendizagem pode ser fatal.

 

MARTA SUPLICY foi prefeita da cidade de São Paulo pelo PT (2001-2004) e ministra do Turismo (2007-2008).

(Debate/Tendências – Folha de SP)

Eduardo Dutra tem a maior votação das eleições internas do PT

A vitória da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) nas eleições para o diretório nacional e a maioria dos diretórios estaduais do PT pavimenta a política de alianças planejada por Luiz Inácio Lula da Silva para sua sucessão. O grupo – que tem Lula como o seu principal líder – defende a escolha do PMDB como parceiro preferencial para 2010 e a abertura do diálogo com outras legendas aliadas, inclusive com a possibilidade de abrir mão da cabeça de chapa em favor da campanha da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff.

José Eduardo Dutra (SE) foi eleito presidente nacional do PT com quase 60% dos votos, a maior votação desde que o processo de eleição direta no foi criado no partido, em 2001. O CNB venceu em 17 dos 22 Estados onde a disputa foi decidida em 1º turno. Dos cinco Estados em que haverá 2ºturno, a tendência tem candidatos em todos eles. No caso de Minas e Rio, os dois candidatos são do CNB, embora nestes últimos a união com o PMDB não seja unanimidade.

Um petista que trabalha diretamente na pré-campanha de Dilma à Presidência destacou ainda que os vitoriosos em primeiro turno obtiveram percentuais elevados de votos. É o caso, por exemplo, de Edinho Silva – que defende o apoio do PT a Ciro Gomes (PSB-CE) para o governo de São Paulo – reeleito presidente do diretório paulista com 91% dos votos válidos. “Todos vão assumir com legitimidade para negociar os acordos partidários”, destacou o articulador, adiantando que muitos diretórios estaduais vão antecipar a transição e dar posse aos novos presidentes já em dezembro.

Segundo uma liderança petista, a esquerda da legenda e a Mensagem ao Partido – corrente que tem em suas fileiras o ministro da Justiça, Tarso Genro e o deputado José Eduardo Cardozo (SP) – foram os maiores derrotados. Em meados deste ano, Genro questionava o direito de Dilma ser escolhida como pré-candidata do partido à Presidência.

O resultado do PED afastou o temor de que uma disputa interna no PT, a um ano das eleições presidenciais de 2010, provocasse estragos na unidade partidária. O receio era tanto que a cúpula petista tentou, no início do ano, convencer o chefe do gabinete pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a concorrer a presidente do PT.

A esperança era que uma candidatura de consenso levasse paz ao partido, evitando “bater chapa” para escolha da militância.

“O resultado final foi muito melhor do que a candidatura consensual. Teríamos que fazer acordos com as diversas correntes. Agora não. A vitória foi legitimada pela militância”, acrescentou o líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza (SP).

“O PED foi um sucesso de público e de crítica”, comemorou José Eduardo Dutra. Com o maior número de votos absolutos – mais de 270 mil filiados escolheram seu nome para presidir o PT – Dutra também é, em termos relativos, o mais bem votado presidente da legenda. Ao receber quase 60% dos votos da militância, ele superou o ex-ministro José Dirceu, que recebeu, em 2001, 55,8% dos votos válidos. Em 2003 não houve eleição direta. A disputa só aconteceu novamente em 2005. Naquele ano, e em 2007, o eleito foi Ricardo Berzoini (SP). Em ambos os casos, a vitória só ocorreu após o segundo turno.

A tendência Construindo um Novo Brasil também vai ter folga no Diretório Nacional. O grupo aliou-se ao PT de Luta e de Massas e ao Novos Rumos, e indicará 60% dos delegados para a cúpula partidária que assumirá em fevereiro. Na última eleição, esse percentual era de apenas 45%. “Obtivemos uma maioria folgada”, comemorou Vacarezza.

A supremacia servirá para corrigir eventuais divergências no Congresso Nacional do PT, marcado para fevereiro. Além de anunciar Dilma como candidata oficial, o Congresso vai delinear a política de alianças estaduais. Dessa maneira, a corrente majoritária poderá impor a parceria com o PMDB sem o desgaste de promover intervenções em diretórios descontentes. “O PT está mais maduro, nunca vivemos um momento de unidade tão grande. Aprendemos a ser governo e sabemos o que queremos em 2010″, disse Vacarezza.

Para José Eduardo Dutra, um partido unido é meio caminho andado para o êxito nas eleições de 2010. Ele não quer opinar sobre o impasse no PSDB entre os nomes de José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) para disputar a presidência com Dilma em 2010. “Para nós, não importa saber quem será nosso adversário. Temos que mostrar o que fizemos em oito anos de governo Lula, comparando com o que eles fizeram em oito anos de Fernando Henrique”, afirmou.

(Blog do Favre)

Ex-média acusada de fazer 10 mil abortos é achada morta em MS

São Paulo – Acusada pela realização de 10 mil abortos na clínica que possuía no centro de Campo Grande, a ex-médica anestesiologista Neide Mota Machado foi encontrada morta no final da tarde de ontem. Ela estava com uma seringa hipodérmica em uma das mãos, dentro de um carro. Pelas circunstâncias em que ocorreu a morte, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio.

Proprietária de uma chácara no bairro Chácaras do Poder, ela havia ido ontem de carro até a vizinha Chácara Capril Primavera, onde costumava comprar leite de cabra, e parou na entrada do imóvel. Quando funcionários do local se aproximaram do veículo, encontraram Neide morta.

O advogado da ex-médica, Ewerton Bellinati, diz não ter notado alterações no comportamento de sua cliente nos últimos dias. Ela seria levada a júri popular para responder por 25 abortos, dos 10 mil arrolados na acusação feita à Justiça pelo Ministério Público Estadual. Do total, a maioria foi desconsiderada pela não localização das pacientes e por vencimento de prazo para os procedimentos judiciais. Neide havia sido presa em julho de 2007 e, em julho deste ano, teve seu diploma cassado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

(Agência Estado)

Trabalho temporário, um primeiro passo para emprego efetivo

RIO – Faltando menos de um mês para as festas de fim de ano, os lojistas estão entrando no melhor período de vendas do comércio. Com o otimismo do varejo, o momento é favorável para quem considera as vagas de trabalho temporário, oferecidas nesta época, como uma oportunidade de carreira. Que não seja por um possível efetivação, a experiência no mercado de trabalho já conta ponto relevante para o currículo.

Renato Ladeia, consultor de RH e professor do curso de administração do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), de São Paulo, recomenda que o candidato encare o emprego temporário como um período de testes e não como um “bico”:

– Muitas vezes a empresa testa o trabalhador temporário antes de contratá-lo como efetivo. A partir daí, podem se abrir várias portas, não só na área de vendas, mas também nos demais setores da empresa.

A diretora de Desenvolvimento e RH da Personal Service, Fátima Sanches, acrescenta que o desempenho do profissional faz toda a diferença na hora da contratação, já que muitas empresas aproveitam esse momento para identificar talentos.

– Comprometimento, interesse, boa comunicação, iniciativa e pontualidade são alguns pontos primordiais para que os temporários se destaquem e garantam a oportunidade de trabalho após o período de festas e férias. Também contam pontos na hora da contratação a vontade de aprender, espírito de equipe e proatividade – diz Fátima.

Segundo Renato Ladeia, é importante que o temporário “deixe a sua marca” na empresa para ser lembrado em futuras oportunidades:

– Muitas empresas podem contratar temporários no lugar de um efetivo que não corresponde mais às suas expectativas ou até mesmo para cobrir férias de outros funcionários. Conheci pessoas que trabalharam duas, três vezes numa mesma empresa como temporários, depois foram efetivadas e ascenderam na empresa.

Fátima, por sua vez, ressalta que o emprego temporário abre as portas do mercado de trabalho, mesmo em outras áreas, pela experiência que o profissional adquire no relacionamento com o público e pela oportunidade de ampliar sua rede de contatos.

Os trabalhadores temporários têm os mesmos benefícios em relação aos funcionários contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho, como FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), 13º salário, férias proporcionais e registro em carteira.

A previsão da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) é de que cheguem a 123 mil as vagas temporárias para o Natal de 2009, isto é, 7% sobre o ano passado, quando foram abertas 115 mil vagas. A entidade acredita que, após a temporada, a média de efetivação ficará em torno de 17%, percentual inferior ao de 2008, ano em que, mesmo com a crise financeira global, a efetivação ficou em 28%. De acordo com a Assertem, os jovens em busca do primeiro emprego respondem por 27% dos contratos previstos.

(O Globo Online)

Escola pública de SP leva prêmio do Desafio Bovespa

SÃO PAULO – Um grupo de cinco alunos de 17 e 18 anos da Escola Estadual Professor Tenente Ariston de Oliveira, do bairro do Campo Limpo, em São Paulo, conseguiu 82,25% de rendimento sobre o valor virtual aplicado no Desafio BM&FBovespa. Pelo resultado, levaram o prêmio de R$ 25 mil, que será aplicado em ações por meio de um grupo de investimentos e poderá ser resgatado após 12 meses.

A disputa faz parte do programa de popularização da BM&FBovespa, que neste ano atraiu 529 escolas. Criado em 2006, o desafio já teve mais de 8,2 mil participantes. A última etapa ocorreu no sábado e envolveu 136 alunos de 15 escolas estaduais, 12 particulares, 2 técnicas e uma municipal.

“O próximo passo é investir”, diz Jonatas Bruno Gomes, 17 anos, um dos vencedores. “Queremos dar a oportunidade aos jovens de terem educação financeira”, disse Patrícia Quadros, gerente dos programas de popularização da BM&FBovespa. “Isso pode até mudar a situação socioeconômica das pessoas”.

Link:  http://www.estadao.com.br/noticias/economia,escola-publica-leva-premio-bovespa,474240,0.htm

Metade do 13º salário é paga até hoje; benefício injeta R$ 85 bi na economia

As empresas têm até esta segunda-feira (30) para pagar a primeira parcela do 13º salário deste ano a seus empregados. Também chamado de gratificação natalina, o benefício é devido igualmente aos empregados domésticos, aos trabalhadores rurais e aos avulsos.

O pagamento do 13º salário deve resultar na injeção de cerca de R$ 85 bilhões na economia brasileira até o final do ano, segundo levantamento divulgado pelo Dieese. Este montante representa aproximadamente 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

Segundo a pesquisa, o valor engloba os trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos e beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários de pensão da União e dos Estados.

Segundo estimativa do Dieese, os R$ 85 bilhões devem ser pagos a 69.925 mil pessoas.

Metade
– A primeira parcela do 13º equivale à metade do salário que o trabalhador recebeu em outubro, desde que tenha sido registrado até o dia 17 de janeiro deste ano, inclusive. É que, pela legislação trabalhista, o período de 15 ou mais dias é considerado mês integral.

Os empregados que foram registrados de 18 de janeiro deste ano em diante receberão o 13º proporcionalmente ao número de meses trabalhados –cada mês corresponde a 1/12 avos do salário do trabalhador.

Quem já recebeu a primeira parcela com o pagamento das férias não receberá nada na segunda-feira. A multa pelo atraso ou pela falta de pagamento do benefício é de R$ 170,25 por empregado prejudicado.

A primeira parcela do 13º salário não tem nenhum desconto, qualquer que seja o valor pago -não há desconto da contribuição ao INSS nem do IR na fonte, mesmo que o valor supere o limite mensal de isenção, que é de R$ 1.434,59. Mas as empresas são obrigadas a depositar, até o dia 7 de dezembro, os 8% do FGTS na conta do trabalhador registrado.

Segunda, em dezembro – A segunda parcela do 13º será paga até o dia 18 de dezembro. Esse prazo vale para quem faz o pagamento via depósito bancário. Se o pagamento for em dinheiro, poderá ser feito até o dia 19 (sábado). Essa parcela corresponde ao salário do trabalhador em dezembro menos o que foi pago na primeira parcela ou nas férias.

A segunda parcela do 13º salário tem também os descontos da contribuição ao INSS (8%, 9% ou 11%, conforme o rendimento) e do IR na fonte (desde que o valor tributável supere R$ 1.434,59). O FGTS sobre a segunda parcela será pago pelas empresas até 7 de janeiro de 2010, com os 8% do salário referente a dezembro.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u659431.shtml

Confiança da indústria cresce e consolida recuperação após crise

Do Diário OnLine

A confiança da indústria brasileira cresceu 2,4% em novembro, ao passar de 107 para 109,6 pontos, o maior nível desde agosto do ano passado (com 113,3 pontos), segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O resultado desse mês “sinaliza a consolidação da recuperação da indústria após a crise financeira internacional”, aponta o levantamento. Sem ajuste sazonal, o índice alcança uma variação expressiva, de 35,1%, sobre o mesmo mês de 2008, quando a indústria já havia sido afetada pela crise. É a maior variação desde julho de 2004 (42,4%).

No mês passado, o ISA (Índice da Situação Atual) avançou 2,9%, ao subir de 105,1 para 108,1 pontos, enquanto o IE (Índice de Expectativas) elevou-se em 1,8%, de 109 para 111,0 pontos.

O indicador que mede o grau de satisfação dos empresários com o ambiente atual dos negócios foi o quesito que mais contribuiu para o aumento do ISA em novembro. A proporção de empresas que avaliam a situação dos negócios como boa aumentou de 26,7% em outubro para 29,9% em novembro, enquanto a parcela das que a consideram como fraca reduziu-se de 19,2% para 18%.

A indústria está também otimista em relação aos próximos meses. Das 1.122 empresas consultadas, 57,7% esperam melhora e apenas 2,6%, piora da situação dos negócios nos seis meses seguintes. Em outubro, estes percentuais haviam sido de 51,7% e 7%, respectivamente. O indicador de otimismo com os negócios alcançou 155,1 pontos, o maior desde março de 2008 (156,9 pontos).

(Diário do Grande ABC)

Brasil fortalecerá Mercosul com grande amigo Mujica

ESTORIL, Portugal — O Brasil recebeu com muita satisfação a vitória de José Mujica nas eleições presidenciais de domingo no Uruguai, porque é um grande amigo com quem espera fortalecer o Mercosul, declarou o assessor especial da presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.

“Mujica é um grande amigo do Brasil, é um grande amigo do presidente Lula, nosso amigo”, declarou.

“O Uruguai dá um passo a mais na consolidação de seu regime democrático e agora vamos retomar uma tentativa de fortalecimento sério do Mercosul, que precisa de uma aprofundamento e de algumas correções”, completou.

Ex-guerrilheiro tupamaro e senador da governista Frente Ampla, Mujica venceu o segundo turno da eleição presidencial uruguaia com quase 52% dos votos, contra 44% do ex-presidente de direita Luis Alberto Lacalle.

(AFP)

José Mujica ganha eleições no Uruguai, segundo as pesquisas

Montevidéu, 29 nov (EFE).- O candidato de esquerda José Mujica ganhou hoje as eleições do Uruguai com entre 50,1% e 51,5% dos votos, segundo as primeiros pesquisas de boca-de-urna, na frente do conservador Luis Alberto Lacalle, que alcançou entre 44,4% e 46,2% dos votos.

Mujica, um ex-guerrilheiro que passou 13 anos de sua vida na prisão, boa parte deles durante a ditadura militar (1973-1985), ganhou o primeiro turno com 48% dos votos.

(Ultimo Segundo)

Instituto de ciências sociais vive crise financeira

Instituto de ciências sociais vive crise financeira

Com 40 anos, Iuperj cortou salários dos docentes em 30% e não os paga há 3 meses e meio

Por Márcia Vieira

O Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), referência em ciências sociais, vive sua pior crise em 40 anos. “Estamos no fio da navalha”, diz Jairo Nicolau, diretor executivo do instituto. O Iuperj é ligado à Universidade Candido Mendes, também com dificuldades financeiras. É a universidade que paga os salários dos 18 professores do instituto, que não recebem há três meses e meio. Os 200 alunos de mestrado e doutorado em Ciência Política e Sociologia não pagam mensalidades.

A última tentativa de salvar o Iuperj é transformá-lo em Organização Social (OS), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Assim, receberia recursos do governo federal. “O Iuperj não gera benefícios financeiros. Mas oferecemos dois serviços de excelência. Já formamos mais de 120 professores que hoje estão em universidades públicas no País inteiro”, defende Nicolau.

Há alguns dias ele percorre gabinetes em Brasília em busca de apoio para que o governo federal transforme o instituto em OS, de acordo com a lei federal de 1998. Ela permite que uma entidade privada, sem fins lucrativos, receba não só isenções fiscais como dotações orçamentárias. “É o caminho que se desenhou para manter o Iuperj íntegro com a sua história. Não há outra alternativa”, afirma Nicolau. A ideia é que, como OS, o instituto faça convênio com uma universidade privada, a Candido Mendes, para que não perca seus cursos.

INTEGRIDADE – O reitor Candido Mendes de Almeida, que criou o Iuperj em plena ditadura militar, disse que o dinheiro federal é bem-vindo, mas não admite perder o controle administrativo e acadêmico sobre o instituto. E afirma que o Iuperj não vai fechar. “Prefiro fechar a Candido Mendes. As pessoas não entendem, mas o que me move é a paixão. Educar é perder dinheiro, mas manter sua integridade.”

Segundo o reitor, o Iuperj custa à universidade R$ 6 milhões anuais. Nicolau faz outra estimativa. “Os custos giram em torno dos R$ 4 milhões, incluindo salários e custos de manutenção. Os salários são pagos pela Candido Mendes e nós vamos atrás de recursos para pagar contas, comprar livros, fazer pesquisas e seminários.”

A crise do instituto vem desde 2004. Para garantir seu funcionamento, os professores concordaram em ter redução salarial de 30%. “Sei que as instituições são mortais, mas ainda cabe no País uma instituição como o Iuperj. O Rio não tem nenhum outro programa de doutorado em ciência política”, argumenta Nicolau. O acervo do instituto é rico. Sua biblioteca, aberta à consulta de pesquisadores, tem 23 mil volumes e 400 títulos de periódicos.

Link:   http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/30/preservem-o-iuperj/#more-40142

O Jornalismo irresponsável

Do Último Segundo

Watergate tinha dois repórteres espertos – Bob Woodward e Carl Bernstein – e um editor memorável – Ben Bradlee – que filtrava todas as informações e só permitia a publicação daquelas confirmadas por pelo menos três fontes. Até hoje Bradlee é um dos símbolos do bom jornalismo e exemplo para jornalistas de todas as partes do mundo.

O escândalo divulgado pela Folha na sexta-feira – um artigo de um dissidente do PT, César Benjamin – acusando Lula de ter currado um militante do MEP no período em que esteve preso no DOPS, é um dos mais deploráveis episódios da história da imprensa brasileira. E mostra a falta que fazem pessoas da envergadura de Bradlee.

Qualquer acusação, contra qualquer pessoa, exige discernimento, apuração. Quando o jornal publica uma acusação está avalizando-a.

Quando a acusação é gravíssima e atinge o Presidente da República – seja ele Sarney, Itamar, FHC ou Lula – o cuidado deve ser triplicado, porque aí não se trata apenas da pessoa mas da instituição. Qualquer acusação grave contra um Presidente repercute internacionalmente, afeta a imagem do país como um todo. Se for verdadeira, pau na máquina. Se for falsa, não há o que conserte os estragos produzidos pela falsificação.

A acusação é inverossímil.

Na sexta conversei com o delegado Armando Panichi Filho, um dos dois incumbidos de vigiar Lula na cadeia. Ele foi taxativo: não só não aconteceu como seria impossível que tivesse acontecido.

Lula estava na cela com duas ou três presos. A cela ficava em um corredor, com as demais celas. O que acontecesse em uma era facilmente percebida nas outras.

Havia plantão de carcereiros 24 horas por dia. E jornalistas acompanhando diariamente a prisão.

Não havia condições de nenhum fato estranho ter passado despercebido. Panichi jamais ouviu algo dos carcereiros, dos presos, dos jornalistas e do delegado Romeu Tuma, seu chefe.

Benjamin não diz que Lula cometeu o ato. Diz que ouviu o relato de Lula em 1994, em um encontro que manteve em Brasília com um marqueteiro americano, contratado pela campanha, mais o publicitário Paulo de Tarso Santos e outras testemunhas.

Conversei com Paulo de Tarso – que já fez campanha para FHC, Lula – que lembra do episódio do americano mas nega que qualquer assunto semelhante tivesse sido ventilado, mesmo a título de piada. E nem se recorda da presença de Benjamin no almoço.

E aí se chega à questão central: com tais dados, jamais Ben Bradlee teria permitido que semelhante acusação saísse no Washington Post.

Antes disso, colocaria repórteres para ouvir as tais testemunhas, checaria as informações com outras fontes, conversaria com testemunhas da prisão de Lula na época. Praticaria, enfim, o exercício do jornalismo com responsabilidade.

A Folha não seguiu cuidados comezinhos de bom jornalismo. Não apenas ela perde com o episódio, mas o jornalismo como um todo.

É importante que leitores entendam: isso não é jornalismo. É uma modalidade especial de deturpação da notícia que os verdadeiros jornalistas não endossam.

Link: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/30/o-jornalismo-irresponsavel/#more-40157

Entrevista com José Eduardo Dutra, novo presidente nacional do PT

Por Vera Rosa – O Estado de SP

A ministra Dilma é muito diferente do presidente Lula e, mesmo no PT, há quem diga que ela é uma candidata sem carisma, fabricada no Palácio do Planalto. Como torná-la simpática?

Em primeiro lugar, qualquer que fosse o candidato do PT entraria em desvantagem em uma comparação com o Lula. Esse é o fato. Lula é um fenômeno político, não do PT, mas do Brasil. Não é verdade que Dilma foi fabricada no Planalto. O nome dela não surgiu da cartola do Lula.

Mas foi o presidente que decidiu, não passou pelo PT…

Dilma foi uma grande revelação do governo Lula. Agora, carisma é uma qualidade intangível, você não inventa. Eu, particularmente, acho que o governador José Serra (PSDB) também não tem nenhum carisma.

Quer dizer que vai ser uma eleição dos sem carisma?

Dentro do conceito tradicional de carisma, poderia se dizer que sim (risos). Exatamente pelo fato de os candidatos até agora não terem aquilo que se chama carisma, isso vai possibilitar que a eleição seja mais politizada. É até bom do ponto de vista do debate programático.

Se Dilma for eleita, o governo comandado por ela será mais à esquerda do que o de Lula?

Eu tenho cuidado ao usar o termo “esquerda” porque depois isso é utilizado para dizer que queremos assustar o capital. Da mesma forma que o segundo mandato do Lula foi mais avançado do que o primeiro, eu acho que o governo da Dilma tem condições de aprofundar mais as mudanças. É um processo.

Dilma disse que a tese do Estado mínimo faliu. O PT defende a volta do Estado máximo?

Entre o Estado mínimo e o Estado máximo há o Estado necessário. A crise sepultou de vez aqueles que achavam que o Deus mercado regulava e resolvia todos os problemas. Não significa que o Estado tenha de voltar a produzir locomotiva, mas significa que o Brasil não pode prescindir de instrumentos estatais fundamentais, como é o caso da Petrobrás e dos bancos que restaram.

O deputado Ciro Gomes, do PSB, está bem posicionado na disputa nacional, mas Lula quer que ele seja candidato em São Paulo, apesar da resistência do PT. É possível convencer o eleitor que um político com a carreira construída no Ceará entenda dos problemas de São Paulo?

Ciro é um aliado importante e tem capacidade para postular qualquer cargo. Se ele apresentar seu nome para ser candidato a governador, o PT não pode estabelecer veto. Ciro é paulista e tem amplo conhecimento da política nacional como um todo. Eu senti esse preconceito quando disputei o governo de Sergipe, em 2002. Diziam que eu era um forasteiro.

Não é um vexame o PT ficar sem candidato próprio no maior colégio eleitoral do País?

Eu não coloco a questão de candidatura própria em São Paulo ou em qualquer Estado como um fetiche. É preciso desprendimento. Não podemos encarar isso como um Fla-Flu. A meta é ganhar o governo de São Paulo e fortalecer a campanha da Dilma.

A direção do PT pode intervir em algum Estado para garantir a aliança com o PMDB?

A estratégia será decidida pelo congresso nacional do PT, em fevereiro. Não se trata de intervenção. Esse congresso vai acontecer antes dos encontros estaduais e estabelecerá quais são as prioridades para as eleições.

(O Estado de SP)

Brasil assume liderança contra aquecimento global

Por Jean-Pierre Langellier – Le Monde

O Brasil se posiciona resolutamente na liderança da luta contra o aquecimento climático. Agora assumindo com orgulho um papel de líder entre os países do Sul, o presidente Lula quer chegar a Copenhague com um texto que tenha força de lei, prova de sua vontade política.

Um ano atrás, o Brasil havia anunciado um “Plano Nacional de Mudanças Climáticas” no qual se comprometia a reduzir “de maneira constante” o desmatamento. Essa promessa não foi acompanhada por nenhuma data. Essa relativa timidez tinha diversas causas. O lobby do agronegócio, influente em Brasília e amplamente sustentado pelo ministério da Agricultura, exercia pressões hostis a qualquer medida que fosse restritiva demais para os produtores agrícolas e os pecuaristas.

Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e futura candidata do partido de Lula, temia que objetivos ambientais com números e datas determinadas entravassem, em plena crise, o plano plurianual “de aceleração do crescimento”, um conjunto de grandes obras de infraestrutura, dotadas de US$ 290 bilhões (R$ 505 bilhões), pelo qual ela é responsável.

No decorrer do ano de 2009, as disposições mudaram. Após seis meses de recessão, o Brasil saiu da crise, incólume e com a moral em alta. A aproximação de Copenhague apressou a reflexão. Em julho de 2009, durante uma reunião dos países emergentes à margem do G8 de L’Aquila, o Brasil pareceu apoiar a posição chinesa que consiste em jogar a culpa sobre os países industrializados do Norte, poluidores históricos, e em recusar, por esse fato, a se associar a seus esforços para reduzir os efeitos do aquecimento.

A nova política brasileira em matéria de meio ambiente, anunciada em 13 de novembro, marca uma verdadeira ruptura. O Brasil promete aquilo que nem a China, nem a Índia, nem a Rússia – os outros BRIC – parecem dispostas a fazer. Ele assume “o compromisso voluntário” de reduzir em até 39% suas emissões de gás de efeito estufa em relação às previsões de 2020. Ele as limitará a 1,6 bilhão de toneladas, no lugar dos 2,7 bilhões previstos caso nada fosse feito, ou seja, menos que os 2,1 bilhões emitidos em 2005 – o ano recorde – e pouco mais que o 1,5 bilhão descartado em 1994. O Brasil é considerado, segundo cálculos, o quarto ou quinto maior emissor mundial de gás de efeito estufa, em razão sobretudo das queimadas que acompanham o desmatamento da Amazônia e provocam, sozinhas, cerca de 60% das emissões.

O grosso do esforço brasileiro dirá respeito à floresta, com uma redução do desmatamento da Amazônia de 80% até 2020. Mas ele também afetará as árvores da savana, a pecuária, especialmente nos pastos degradados, o uso de fertilizantes, os biocombustíveis, o desenvolvimento da hidroeletricidade e de fontes alternativas de energia, uma siderurgia mais limpa.

Outro sucesso – Esses objetivos foram integrados ao “plano climático” que Lula quer ver adotado pelo Congresso de Brasília antes de Copenhague. Para isso, ele pediu que o procedimento legislativo de votação entre as duas Câmaras seja acelerado. A senadora Ideli Salvatti, relatora do projeto, prometeu dizer aos representantes americanos em Copenhague: “Não só podemos, como fizemos”, alusão ao famoso “Yes, we can!” de Barack Obama.

Em Copenhague, Lula poderá mencionar um outro sucesso. Entre agosto de 2008 e julho de 2009, o Brasil registrou o menor desmatamento anual desde a implantação em 1988 de um sistema de controle por satélite. A superfície desflorestada diminuiu 45% em relação ao ano anterior.

Coisa raríssima, os compromissos assumidos por Lula receberam elogios unânimes dos políticos e dos militantes ecologistas, do Greenpeace até a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que é uma provável futura candidata à Presidência sob a bandeira do Partido Verde. A ambição proclamada por Lula reflete uma conscientização dos perigos do aquecimento, em especial para o próprio Brasil – que a imprensa menciona quase diariamente – e do fato de que a proteção do ecossistema pode andar de mãos dadas com um forte crescimento.

A população muda em sintonia. Segundo recentes pesquisas, os brasileiros colocam o meio ambiente no terceiro lugar de suas principais preocupações, atrás da criminalidade e da educação.

Tradução: Lana Lim

Profissões antigas resistem ao tempo em São Paulo

Amolador de facas

Feiras ainda têm bancas para amolar facas e consertar panelas. Amolador de facas percorre ruas com o mesmo carrinho desde 1970.

A cidade de São Paulo, que costuma ser uma referência de modernidade no país, esconde traços que podem surpreender. Em meio aos grandes centros financeiros e de compras que fazem surgir novas profissões a cada dia, a metrópole abriga trabalhadores que exercem atividades cada vez mais raras, mas que ainda resistem ao tempo.

Quem passa pelas feiras da cidade não terá dificuldade em encontrar um consertador de panela ou um amolador de facas. Para Manoel Antônio Pedroso, de 69 anos, que conserta panelas e fogões há 50 anos, a profissão está longe de acabar. “Não falta serviço. O principal que está faltando é qualificação. Está acabando sapateiro, artesão de panela, porque os cursos são todos particulares e custam mais de R$ 300 por mês”, diz.

Os clientes são tantos que Pedroso, mais conhecido como seu Manoel, trabalha de terça a domingo em feiras da cidade e ainda atende em domicílio às segundas-feiras. De acordo com ele, a profissão é cansativa, mas “dá para ganhar o pão”.

Segundo seu Manoel, o serviço exige qualificação e dedicação, mas é bastante recompensador. “Para você ter noção, os fregueses chamam a gente pelo nome. Já nem é cliente, é amigo. As panelas já não são só panelas, eles lembram da mãe, do avô. A panela tem valor sentimental”, diz orgulhoso.

Herança – Quem conserta panela ou fogões com seu Manoel não precisa se preocupar com o possível fim da profissão. Seu filho Marcelo Antônio Pedroso herdou o ofício. “Ele pegou amor pela profissão e gostou, porque você conhece pessoas, vai em restaurante, cada dia um lugar diferente. Isso é uma coisa que preenche a pessoa, cativa”, explica, acrescentando que pretende ensinar o ofício ao neto também. “É uma coisa que eu vou ensinar e vou fazer questão de pagar curso, independente de que carreira ele irá seguir.”

Marcelo Antônio Pedroso na banca onde ele e o pai consertam panelas (Foto: Gustavo Paiva/G1)

Já Geraldo Aparecido Borgo, alfaiate de 59 anos, diz não ter tido a mesma sorte. Dos cinco filhos que teve e criou com os rendimentos de sua alfaiataria em Santa Cecília, no Centro de São Paulo, nenhum seguiu a profissão do pai. Para ele, a profissão perdeu muito mercado, mas não vai acabar. “A clientela diminuiu, mas agora está voltando. O pessoal que estava comprando roupa pronta voltou a fazer sob medida.”, diz, explicando que as roupas compradas em lojas não podem substituir totalmente as feitas à mão pelo diferencial da qualidade.

Mudanças – Borgo, que é alfaiate há 47 anos, reconhece que muita coisa mudou em sua profissão neste período. “Mudaram os tecidos, a moda… Quando comecei, a máquina era manual, hoje é industrial. As peças eram chuleadas [acabamento dado nas bordas do tecido] à mão, hoje tem overlock para fazer isso.” Para ele, porém, o trabalho em si é o mesmo a as técnicas não mudaram. Por isso, ele ainda mantém alguns hábitos antigos. “Para algumas roupas como terno e terninhos, tiro as medidas e anoto à mão e não no computador.”

Para Annibale Giancola, a profissão não se transformou nada ao longo dos 53 anos em que trabalha como amolador de facas. O italiano de 73 anos, que veio para São Paulo ainda jovem, percorre as ruas dos bairros da Lapa, Pompeia e Perdizes diariamente com seu carrinho com apito para chamar os clientes.

Giancola aprendeu a profissão com os tios e os irmãos que o receberam quando ele chegou ao Brasil. Como não tinham estudado e mal sabiam falar português, ele e seus parentes encontraram no ofício uma forma de sobrevivência. “Meu tio inventou este carrinho para amolar as facas e depois fez um para mim. Cada um pegava um bonde e ia para um canto da cidade”, conta.

O carrinho que Giancola usa é o mesmo desde 1970 e os clientes já estão acostumados a ouvir o seu apito pelas ruas. O mecânico Gerson Tadeu Nhoncanse, um de seus clientes, conta que não sabe com quem irá amolar suas ferramentas quando Giancola se aposentar. No caso do amolador, as filhas não herdaram a profissão, mas pela disposição que ele mostra ao percorrer as ruas da cidade entre 7h e meio dia, de segunda a sexta-feira, ele não deverá parar tão cedo.

(Portal G1)

Bancos oferecem 1.213 vagas de emprego. Salários de até R$ 12,4 mil

Os concursos do Banco Central do Brasil, do Banco de Brasília e do Banco do Estado do Rio Grande do Sul somam 1.213 oportunidades de níveis médio e superior com salários que variam de R$ 980 a R$ 12.413.

Banco Central
O tão aguardado edital do concurso público de 500 vagas de nível médio e superior para o Banco Central do Brasil foi publicado. Os salários oferecidos são de até R$ 12,4 mil.

Há 150 vagas para técnico, função que exige nível médio completo. A remuneração inicial oferecida hoje é de R$ 4.896,25, que deve ser reajustada para R$ 4.917,28 a partir de 1º de julho de 2010.

O cargo de analista tem 350 postos em aberto de nível superior, com salário inicial de R$ 12.413,65, valor que deve ser reajustado para R$ 12.960,77 em 1º de julho do próximo ano.

Os candidatos poderão se inscrever a partir das 0h de 26 de novembro até as 23h59 de 16 de dezembro no site: http://www.cesgranrio.org.br. A taxa de participação é de R$ 50 para técnico e de R$ 110 para analista.

As provas objetivas estão previstas para 31 de janeiro de 2010. No ato de inscrição, os candidatos deverão optar pela cidade na qual desejam realizar as provas. Fortaleza está entre as cidades onde a avaliação será aplicada. Não foram divulgados os locais onde os aprovados serão lotados.

Banco de Brasília
O Banco de Brasília (BRB) abriu concurso para preencher 213 vagas, além de formar cadastro reserva, com remunerações de até R$ 6.750.

Os candidatos de nível médio poderão concorrer nas carreiras de escriturário, auxiliar de enfermagem do trabalho e técnico de segurança do trabalho. Os salários são de R$ 1.444,35, R$ 2.000,80 e R$ 3.241,64, respectivamente. As duas últimas funções, porém, exigem curso de qualificação.

As oportunidades de nível superior estão distribuídas entre os cargos de médico do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho e advogado, que contam com salários de R$ 4.648,79, R$ 5.198,84 e R$ 6.750.

As inscrições poderão ser realizadas entre 10h do dia 27 de novembro e 23h59 do dia 18 de dezembro, exclusivamente pela internet, no site do Cespe/UnB (www.cespe.unb.br), organizador do concurso. As taxas de participação vão de R$ 35 a R$ 100. As taxas deverão ser pagas, impreterivelmente, até o dia 6 de janeiro.

Banrisul
O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) divulgou a abertura do concurso público para escriturário, que exige nível médio completo. Desta vez serão preenchidas 500 vagas.

Além do Rio Grande do Sul, onde há o maior número de vagas (469), a presença do banco se estende a cidades como Fortaleza (1), Rio de Janeiro (2), Florianópolis (21), Belo Horizonte (1), Curitiba (2), Recife (1), Salvador (1) e São Paulo (2).

A carreira tem jornada de trabalho de 30h semanas e conta com remuneração de R$ 980,08 durante o contrato de experiência de 90 dias, após esse período o salário deve aumentar. Além disso, são oferecidos gratificação semestral, tíquetes-refeição, vale-alimentação, participação nos lucros e resultados, plano de saúde médico e odontológico, através da Caixa de Assistência dos Empregados da instituição e plano de previdência privada, através da Fundação Banrisul de Seguridade Social.

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 30 de novembro, pelo site da FDRH (www.fdrh.rs.gov.br), organizadora do concurso. A taxa de participação é de R$ 48,43.

Mais informações

BRB: (61) 3448- 0100 sac@cespe.unb.br Banrisul: concursos@fdrh.rs.gov.br (51)3231 2888 BC: inscricoes@cesgranrio.org.br (21)21039600

(Diário do Nordeste)

Comércio de Fortaleza muda horário para vendas de fim de ano

A partir deste domingo (29/11) até o final de semana após o Natal, o comércio de Fortaleza vai funcionar em horário especial.

As lojas do centro vão abrir das 8h às 19h. Já os shoppings, mantêm o horário de funcionamento praticado aos domingos, que varia de um estabelecimento para outro.

Segundo Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza, a remuneração dos trabalhadores será feita com base na Consolidação das Leis do Trabalho, que prevê o pagamento dobrado do dia trabalhado na folha normal do mês. O funcionário também terá direito a uma folga na semana.

(Portal Verdes Mares)

Operação “Castelo de areia” da PF cita primeiro escalão tucano, colaboradores diretos de Serra e Kassab

A Polícia Federal concluiu a Operação Castelo de Areia – investigação sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo executivos da Construtora Camargo Corrêa – e anexou ao relatório documento que pode indicar suposto esquema de pagamentos mensais a parlamentares e administradores públicos e doações “por fora” para partidos políticos.

O dossiê é formado por 54 planilhas que sugerem provável contabilidade paralela da empreiteira. Elas registram dados sobre 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998, espalhados por quase todo o País e também no exterior – Bolívia e Peru.

 

Os repasses teriam ocorrido naquele período em favor de deputados federais, senadores, prefeitos e servidores municipais e estaduais. Em quatro anos a empreiteira desembolsou R$ 178,16 milhões. Em 1995, segundo os registros, ela pagou R$ 17,3 milhões. Em 1996, R$ 50,54 milhões. Em 1997, R$ 41,13 milhões. No ano de 1998, R$ 69,14 milhões.

O Ministério Público Federal poderá requisitar à Justiça o envio à Procuradoria-Geral da República dos dados referentes a autoridades que detêm prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Outra medida será a abertura de vários inquéritos para investigar as obras.

Ano a ano, mês a mês, as planilhas são um histórico de relações da construtora, alvo maior da Castelo de Areia – missão integrada que a PF e a Procuradoria da República deflagraram na manhã de 25 de abril, ocasião em que foram capturados quatro dirigentes da Camargo Corrêa. Na residência de Pietro Bianchi, executivo da empreiteira, a PF recolheu a papelada. As anotações são datilografadas e não têm assinatura.

“Eu não conheço o documento, portanto não posso me pronunciar”, disse o criminalista Marcio Thomaz Bastos, que coordena a defesa da Camargo Corrêa. Ele observou que o processo e o inquérito correm em segredo de Justiça. “É preciso lembrar que nessa mesma operação já foram divulgadas listas de nomes que depois se verificou dizerem respeito a doações absolutamente legais, declaradas à Justiça Eleitoral.”

PLANILHASDesde junho, uma equipe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal analisa as planilhas. O trabalho foi encerrado na semana passada e entregue ao Ministério Público Federal. A PF não se manifesta sobre a investigação.

O que reforça a suspeita de caixa 2 é o fato de que os números alinhados aos nomes dos supostos beneficiários estão grafados em dólares, com a taxa do dia e a conversão para reais. Na página 54, há quatro lançamentos em nome do deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Cada registro tem o valor de US$ 5 mil, somando US$ 20 mil entre 13 de janeiro e 14 de abril de 1998. À página 21, outros 12 lançamentos associados ao nome Feldman, entre 26 de janeiro e 23 de dezembro de 1996 – US$ 5 mil por mês. O deputado indignou-se com a citação a seu nome.

Em outro arquivo, página 18, valores ao lado da expressão “Palácio Band” – 4 anotações, entre 8 de fevereiro e 30 de setembro de 1996, somando US$ 45 mil, ou R$ 46.165. Na última planilha, página 54, na coluna “Diversos” constam nove registros, um assim descrito: “14 de setembro de 1998, campanha política, Aloísio Nunes, US$ 15.780.” Em 10 de novembro de 1995 o então senador Gilberto Miranda teria recebido US$ 50 mil.

Na página 25, 29 lançamentos que somam US$ 2.389.927 relativos a obra da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), em 1997. Cinco vezes surge a expressão “presidente” acompanhada de quantias em dólar – 9 de maio, US$ 88,3 mil; 9 de julho, US$ 203,6 mil; 14 de agosto, US$ 202,5 mil; 9 de setembro, US$ 60 mil; 4 de dezembro, US$ 390,71 mil.

Cada página é dividida em 11 colunas, com dia, mês e ano dos pagamentos e a obra. Uma coluna, intitulada “cliente/órgão”, identifica prováveis recebedores, entre autoridades e agremiações políticas. Outra cita nomes ou apelidos. “Turco”, da obra “JK”, em São Paulo, surge ao lado de oito lançamentos que somam US$ 3,7 milhões, entre 17 de agosto e 31 de dezembro de 1995 – a parcela maior, US$ 1,1 milhão, é de 27 de dezembro. Quatro dias mais tarde, “Turco” levou mais US$ 446,4 mil.

A planilha “CPA”, página 14, revela quatro pagamentos em 1996, todos supostamente destinados a partidos, denominados “clientes”. Os destaques são de 21 de março, US$ 20 mil para “líder do PMDB, Milton Montes”; 19 de julho, US$ 200 mil para PMDB-PFL; 24 de julho, US$ 200 mil para PSDB-SP; 13 de setembro, US$ 270 mil para PSDB/PMDB/PFL/PPB. Em 1998, mostra outra planilha “CPA”, foram pagos US$ 1,52 milhão em 10 parcelas a PSDB, PFL, PMDB, PPB e PTB.

“Pelas notícias que eu tenho é material apócrifo, sem assinatura e indicação de autoria”, reagiu o criminalista Celso Villardi, defensor dos executivos da Camargo Corrêa. “Lamento que uma vez mais material confidencial seja entregue à imprensa antes mesmo que os advogados constituídos nos autos tenham ciência dele.”

“Quando da deflagração da Castelo de Areia ficou comprovada a precipitada divulgação de listas e nomes”, ressaltou Villardi. “Mostrou-se temerária a divulgação porque depois restou comprovado que nenhuma ilicitude havia em relação àquelas pessoas citadas.”

( O Estado de SP)

A máfia da merenda escolar

PLANILHA INDICA PROPINA DA MERENDA

Bruno Tavares e Marcelo Godoy – O Estado de SP

Uma testemunha entregou planilhas com os valores de propinas supostamente pagas pelas empresas Verdurama e SP Alimentação para cerca de 30 prefeituras do País. Ouvida em sigilo pelos promotores que investigam o caso da máfia da merenda escolar, a pessoa trabalhou em uma das empresas e disse que tinha conhecimento dos pagamentos para prefeitos, secretários e funcionários. Só a prefeitura de Carapicuíba entre os meses de abril e dezembro de 2007, por exemplo, teria recebido R$ 363.041,55 de propina. A cidade na época era governada por Fuad Chucre (PSDB).

O nome de Chucre é um dos 22 citados em conversas interceptadas pela Divisão Antissequestro (DAS) em 2008. Os policiais da DAS investigavam o sequestro de uma empresária e pediram à Justiça a interceptação de telefones ligados ao número usado pelos sequestradores. Entre eles estava o do financeiro Marco Antônio Tressoldi. Ele trabalha para a Verdurama. Seus diálogos e os do empresário Givanildo Marques da Silva, o Tiquinho, foram gravados. Neles, há referências de pagamentos a um secretário e doações a campanhas políticas.

No caso de Carapicuíba, só em 2007 a prefeitura pagou R$ 10,3 milhões à SP Alimentação – o maior pagamento ocorreu em maio, com R$ 1,41 milhão. Na planilha existe uma anotação ao lado dos valores mensais: “Tico, para sua informação, Simone”. Tico seria Tiquinho, que foi sócio da Verdurama até 2008, quando teve as conversas grampeadas.

Tiquinho cita em dez dessas conversas o nome de Heloizo Gomes Durães, dono da SP Alimentação. Segundo o Ministério Público Estadual, Tiquinho seria um mero subordinado de Durães, verdadeiro dono da Verdurama e da SP Alimentação. Em uma conversa interceptada em 12 de setembro, às 11h06, Tiquinho conversa com Carla e pergunta sobre doações. Menciona, então, o nome completo de Durães. Depois, às 15h29, Tiquinho conversa com Tressoldi e diz: “Fala que a SP tá devendo de “retorno”, fora a campanha, dois milhões”. Ele afirma que “vai pagar Carapicuíba na segunda-feira”. Em 17 de setembro, o empresário conversa com “o Doutor”. Falam sobre “valores da planilha de Osasco”, o primeiro de R$ 130 mil. Mas teria sido paga uma quantia bem maior.

“Os grampos confirmam os depoimentos, segundo os quais havia pagamento de propina em diversas cidades”, afirma o promotor Silvio Antônio Marques, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. O Grupo de Atuação Especial de Repressão a Cartéis e a Lavagem de Dinheiro (Gedec) também investiga o caso.

O advogado José Maria Trepat Cases, que defende a Verdurama, nega que as conversas interceptadas pela DAS tenham relação com pagamento de propina. Ele afirma que os diálogos dizem respeito a pagamentos de fornecedores. A SP Alimentação diz que só vai se pronunciar pelas vias judiciais.

(O Estado de SP)

Um ótimo negócio para Kassab e o Itaú e Bradesco, mas para o BB?

Após explorarem a folha de pagamento dos servidores municipais por mais de 4 anos, o Itaú e o Bradesco receberão quase 1/5 do valor pago por eles em 2005, como indenização por resilir o contrato antes do termo (ele venceria em setembro e nada custaria ao município nessa data).

A partir de 2012 os servidores poderão optar pelo banco de sua escolha, ou seja um novo contrato em 2010 com o Banco do Brasil teria um valor essencialmente por dois anos, mas tudo indica que mesmo assim o BB estaria disposto a pagar R$ 726 milhões para substituír o Itaú. Kassab comemora.

Diego Zanchetta e Leandro Modé – O Estado de Sao Paulo

Uma mão aumenta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 1,7 milhão de imóveis e a tarifa de ônibus de 3 milhões de passageiros. A outra busca receita extra de R$ 2 bilhões além dos R$ 28,1 bilhões já previstos no Orçamento enviado à Câmara Municipal. É assim que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) desenha seu segundo ano à frente da Prefeitura. Para amenizar o desgaste de medidas impopulares, a tática é contar com o maior caixa possível para investir em obras de setores como saúde, transportes e educação.

A última ação para engordar o caixa foi confirmada ontem: a substituição dos bancos Itaú e Bradesco, respectivamente, na gestão dos pagamentos de funcionários e fornecedores da Prefeitura. Partiu do Município a iniciativa de propor ao Banco do Brasil (BB) o contrato de cinco anos, que vai render ao Tesouro R$ 726 milhões. Mesmo tendo de pagar multa de R$ 96 milhões aos bancos privados, cujos contratos venceriam em setembro, Kassab sai no lucro e poderá acelerar obras como os três hospitais prometidos em campanha eleitoral (Brasilândia, Parelheiros e Vila Matilde) e o projeto de monotrilho na Avenida Celso Garcia, na zona leste. Nada mau para uma administração que pisou no freio em 2009, ao ver o Orçamento ficar quase R$ 5 bilhões abaixo do esperado.

No primeiro contato com executivos do BB, Kassab foi aconselhado a conversar antes com Itaú e Bradesco. O banco público gostou da proposta – desde a compra da Nossa Caixa, o Estado de São Paulo se tornou prioridade -, mas temia criar atrito com seus concorrentes privados. Kassab seguiu o conselho e fechou o acordo anunciado ontem pelo secretário de Finanças, Walter Aluisio Rodrigues.

Segundo Aloisio, a negociação com os bancos foi amigável, apesar de valores tão expressivos e de os bancos terem pago R$ 529 milhões à Prefeitura, no início da gestão José Serra (2005-2006). Itaú e Bradesco vão deixar de movimentar R$ 1,75 bilhão por mês – R$ 1,2 bilhão pagos a 20 mil fornecedores e R$ 550 milhões dos salários de 211 mil servidores ativos e inativos. O contrato com o Banco do Brasil deve valer a partir de janeiro.

Essa receita extra obtida com a troca dos bancos se soma aos R$ 644 milhões adicionais que Kassab espera obter com o aumento do IPTU em até 40%, para imóveis de uso residencial, e 60% para os demais. Outros R$ 300 milhões virão do crescimento da verba obtida com tributos como os Impostos sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e Sobre Serviços (ISS) e o maior repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS). Para completar, Kassab quer passar à iniciativa privada o gerenciamento do bilhete único, por R$ 212 milhões. Com essa receita, o prefeito disse a pessoas próximas estar satisfeito com seu secretário de Finanças, que não se fez de rogado: “Com certeza, 2010 será um ano bem melhor para obras e investimentos.”

( O Estado de SP)

Lula se emociona ao assistir pela primeira vez sua cinebiografia

Pré-estreia de “Lula, o filho do Brasil”, ocorreu em São Bernardo, no ABC. Sessão terminou com aplausos da plateia.

Terminou com aplausos da plateia, na noite de sábado (28), a sessão de pré-estreia de “Lula, o filho do Brasil”, que apresentou pela primeira vez o filme ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu berço político, São Bernardo do Campo, no ABC.

Lula se encontra com equipe responsável por sua cinebiografia (Foto: Mario Miranda/Reuters)

 

Na primeira fila, acompanhado da primeira-dama Dona Marisa Letícia, o presidente Lula se emocionou durante a exibição do longa, que mostra sua trajetória desde a infância pobre em Caetés (PE), a ascensão como líder sindicalista e a chegada à presidência da República.

A exibição aconteceu no Pavilhão de Exposições Vera Cruz. A sessão começou por volta das 20h30. Cerca de 2,6 mil pessoas lotaram o espaço.

Além do casal presidencial, participaram da exibição a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT) e seu vice, Frank Aguiar.

Também compareceram os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Anananias, além do ex-presidente nacional do PT, José Genoino.

Lula se emociona ao assistir filme sobre sua trajetória. (Foto: Mario Miranda/Reuters)

Antes de tomar seu lugar para assistir pela primeira vez à sua cinebiografia, Lula posou para fotografias com a equipe do filme, como a atriz Glória Pires, que interpreta Dona Lindu, a falecida mãe do presidente, Juliana Baroni, que faz o papel da Dona Marisa, e o diretor do longa, Fábio Barreto.

“Eu estou emocionado por mostrar esse filme para o presidente e para a comunidade”, disse o cineasta. Ele fez questão de lembrar que 90% da película foi filmada em São Bernardo.
Após a exibição, o presidente foi cumprimentado por muitas pessoas da platéia, que reunia também sindicalistas e autoridades políticas de São Bernardo. Ao término da sessão, Lula saiu sem falar com os jornalistas.

(G1)

Irauçuba: Deserto de homens e trabalho em terras brasileiras

IRAUÇUBA, CEARÁ – Na casa de Francisco Oliveira, pai de oito filhos, 17 netos e um bisneto, um rato-do-mato conhecido pelos sertanejos como rabudo, faz parte do cardápio do dia a dia. O bicho consta do hábito alimentar de Irauçuba, município do interior do Ceará, apontado como um dos polos de maior aridez do semiárido nordestino.

O sertanejo Francisco Oliveira alimenta sua família com rabudo, uma espécie de rato-do-mato, que caça diariamente/Foto: Marco Antonio teixeira - O Globo

Localizado a 150 quilômetros de Fortaleza, a cidade está vivendo um processo avançado de desertificação, revela Liana Melo, em reportagem publicada na edição do GLOBO deste domingo. Pouco mais de 87% da região já estão virando deserto e o percentual no estado chega a 10,2%.

Confira as imagens de Irauçuba

Cálculos preliminares da Fiocruz e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) dão conta de que o avanço desse processo associado às mudanças climáticas podem provocar uma redução de 11,4% na taxa de crescimento da economia nordestina até 2050. Só a área agricultável do Ceará deverá sofrer um encolhimento de 79,6%.

Crianças de Irauçuba brincam com ossada de gado/Foto:MArco Antonio Teixeira - O Globo

Vítima recorrente da seca, que é um fenômeno ecológico, a desertificação que atinge a zona rural de Irauçuba é resultante da pecuária, das queimadas (para ampliar áreas de cultivo e pastagem ou para produção de lenha) e do uso inadequado da terra. É comum os agricultores locais abandonarem seus roçados, cultivados no máximo duas vezes, para abrirem novas clareiras. A agricultura é basicamente de subsistência. Predomina o cultivo de milho e feijão.

O mais preocupante, na avaliação do prefeito de Irauçuba, Raimundo Nonato (PHS), é que a desertificação coincide, em grande parte, com os maiores bolsões de miséria da região. A coincidência já virou regra no país, onde a desertificação é uma realidade. O problema afeta 30 milhões de pessoas no país, em 1.482 localidades de sete estados.

(O Globo Online)

Até a cúpula do DEM já admite que situação de Arruda, governador do DF, é insustentável

BRASÍLIA – Imagens e diálogos do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), recebendo dinheiro e comandando diretamente um esquema de distribuição de propina a deputados aliados tornaram insustentável sua situação, segundo seu próprio partido. A Rede Globo mostrou uma imagem em que Arruda, então candidato a governador em 2006, recebe um maço de dinheiro do presidente da Codeplan e seu futuro secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa Rodrigues.

Na gravação, Arruda aparece sentado no sofá na sala do gabinete de Durval, no 10º andar do prédio anexo do Palácio Buriti. Ele está sem terno, sentado de forma relaxada, quando Durval surge no vídeo e lhe entrega o dinheiro. Segundo investigação da PF, com gravações autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Arruda, já como governador, comandava uma “organização criminosa” que arrecadava dinheiro de empresas com contratos com o governo do DF e distribuía os recursos mensalmente para deputados aliados, integrantes do governo e para o próprio governador.

A Rede Globo mostrou também uma cena na qual o jornalista Omézio Pontes, assessor de imprensa de Arruda, aparece recebendo vários maços de dinheiro, repassados por Durval. Omézio está sentado numa cadeira, próximo à mesa do secretário. Segundo a TV Globo, o total dessa entrega é de R$ 100 mil. Ainda segundo a emissora, a Polícia Federal não encontrou montagem no vídeo, mas vai enviá-la para perícia no Instituto Nacional de Criminalística.

Para a cúpula do DEM, cujo único governador é Arruda, a situação dele ficou insustentável. Após a divulgação das imagens, o advogado José Gerardo Grossi, que defende Arruda, disse que aquele dinheiro foi usado para a compra de panetones a serem doados no Natal. O governador passou o dia recluso. Na sexta-feira, ele afastou seus secretários envolvidos no esquema, segundo as investigações da PF, e alegou que o esquema de corrupção teria começado no governo anterior, de Joaquim Roriz, admitindo que pode ter continuado na sua gestão.

A cúpula do DEM convocou uma reunião extraordinária da Executiva Nacional do partido para decidir sobre a expulsão de Arruda. Dirigentes do DEM admitiram no sábado que é inegável a contundência das provas contra Arruda. As gravações foram feitas por Durval, que denunciou o caso ao Ministério Público e à Polícia Federal. As conversas então foram filmadas e gravadas por Durval, este ano, com monitoramento da PF.

No domingo, uma comissão do DEM tentará ouvir as explicações de Arruda, mas muitos dirigentes reconhecem a dificuldade do governador para justificar o que já é chamado de mensalão do DEM. O partido teme a associação desse episódio com o mensalão do PT – o pagamento de propina a parlamentares do Congresso pela cúpula do PT e Marcos Valério, um dos operadores do esquema, em troca de apoio ao governo Lula. Valério foi peça-chave também num esquema de distribuição de recursos na campanha pela reeleição do então governador de Minas, o tucano Eduardo Azeredo, em 1.998.

No sábado, a OAB-DF anunciou que estuda a possibilidade de pedir o impeachment do governador. Com apenas 5 dos 24 integrantes da Câmara Legislativa do Distrito Federal, a oposição – formada por quatro deputados do PT: Chico Leite, Érica Kokay, Cabo Patrício, Paulo Tadeu; e um do PDT, José Antonio Reguffe – vai propor na terça-feira a abertura do processo.

O presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), no entanto, afirmou em seu perfil no twitter que não concorda com o impeachment do governador:

“Não defendo o impeachment do Arruda. Defendo que as investigações sejam feitas, com serenidade, sem baixaria.”, disse..

A oposição quer ainda instalar uma CPI para investigar o escândalo e abrir processos por quebra de decoro contra quatro deputados supostamente envolvidos no caso.

(O Globo Online)

Dubai: de polo turístico de luxo a risco de calote bilionário

Dubai – Notícias vindas do mundo árabe derrubaram bolsas ao redor do mundo nos últimos dias, mas ao menos dessa vez não se pode apontar o dedo para a volatilidade dos preços do petróleo. Na verdade, o temor provocado pela expectativa de um calote bilionário por parte de Dubai, o mais famoso dos Emirados Árabes Unidos, está justamente ligado aos esforços das economias do Golfo para reduzir sua dependência do petróleo, mostra reportagem de Fernando Duarte, publicada neste domingo pelo Globo. No caso especifico de Dubai, entretanto, a experiência de diversificação está mostrando resultados muito mais assustadores que promissores.

Na semana passada, o conglomerado estatal Dubai World pediu a seus credores para adiar o pagamento de US$ 59 bilhões em dívidas da incorporadora Nakheel, da qual detém o controle, abalando os mercados financeiros em todo o mundo. Reflexo da crise global, que derrubou em 50% os preços dos imóveis em Dubai.

Ao contrário de Abu Dhabi, o vizinho que hoje controla 90% das reservas petrolíferas dos Emirados Árabes Unidos (a quinta maior do mundo), Dubai precisou muito mais cedo se preocupar com a era pós-óleo: sua produção caiu vertiginosamente desde as descobertas dos anos 60 e hoje o petróleo e gás natural respondem por menos de 6% da arrecadação.

A solução foi um investimento maciço no setor de serviços financeiros e de turismo, para aproveitar as vantagens geográficas de se estar no meio do caminho entre Ásia e Europa.A partir dos anos 90, o emirado passou por um boom de construções e investimentos, que incluíram prédios nababescos, gigantescas ilhas artificiais, um shopping center com estação de esqui, e o maior aeroporto do mundo, além do prédio mais alto do planeta.

(O Globo Online)

Lula defende aulas de educação sexual e combate ao racismo nas escolas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado, aulas de educação sexual e combate ao racismo nas escolas.  “Se a gente tiver medo de ensinar o combate ao racismo e educação sexual nas escolas, vai ficar mais difícil depois.”

Lula participou, em São Bernardo, da inauguração de um espaço para atendimento de crianças carentes batizado com o nome de sua mãe, Eurídice Ferreira de Mello, conhecida como Dona Lindu.

Em discurso de 20 minutos (prometeu falar apenas cinco), Lula criticou pais e mães “modernos”, mas que dentro de casa não têm coragem de enfrentar com os filhos temas como educação sexual.

Na presença de Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo,  Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Paulo Vanucci, ministro de Direitos Humanos do Brasil, Lula voltou a criticar a programação das TVs brasileiras, as quais reprova por não exibirem programas educativos. “Qual é a mensagem educativa que temos nos meios de comunicação? O que as TVs mostram 24h por dia? Qual é a mensagem? Pouca coisa, porque o interesse é comercial. Se não dá ibope, não é bom.”

Sobre a homenagem à sua mãe, Lula disse: “Minha mãe pode ser um exemplo. Porque às vezes, de forma muito fácil, achamos que a pobreza é culpa de tudo. Não é… Por que uma mãe com oito filhos, nenhum virou bandido?”. Ainda na noite deste sábado, Lula assiste, nos estúdios da Vera Cruz, em São Bernardo, a exibição do filme “Lula,  o Filho do Brasil”, cerca de três mil pessoas devem participar da sessão.

(Ultimo Segundo)

Veja quem são os principais candidatos a presidência de Honduras

TEGUCIGALPA (Reuters) – Honduras, isolada internacionalmente desde o golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya em junho, vai realizar contestadas eleições gerais no domingo, que alguns esperam ser uma saída para a pior crise na América Central em décadas.

Os principais candidatos à Presidência são: o favorito Porfirio Lobo, do Partido Nacional de oposição, e Elvin Santos, o ex-vice-presidente de Zelaya. Ambos disseram esperar que o mundo reconheça os resultados do processo.

Zelaya, refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde setembro, pediu um boicote às eleições, que afirma serem ilegais porque estão sendo conduzidas pelo governo golpista encabeçado por Roberto Micheletti.

PORFIRIO LOBO

Porfírio “Pepe” Lobo, faixa preta em Tae Kwon Do, tenta pela segunda vez chegar à Presidência, para o qual é o favorito segundo as pesquisas, após ter sido derrotado por Zelaya em 2005.

Naquela ocasião, sua proposta de pena de morte para bandidos e deliquentes foi uma das razões para perder votos no país conservador e católico. Assim como o presidente deposto, ele é um empresário agrícola que cresceu em Olancho, onde Zelaya nasceu. Ele se diz amigo do presidente, mas se manteve à margem da crise política iniciada com a derrubada de Zelaya e defende o processo eleitoral do domingo, argumentando que o processo estava programado desde antes do golpe de Estado.

Como Micheletti, é deputado há anos no Congresso e já ocupou a Presidência da Casa. Sua campanha é baseada na luta contra a criminalidade fora de controle no país e na melhoria de salários.

Durante discurso de campanha na terça-feira, o candidato de 61 anos advertiu que não aceitará imposições estrangeiras.

ELVIN SANTOS

Santos, um engenheiro civil educado no Texas, encabeçava as pesquisas logo após a convocação das eleições em maio, mas com o golpe seu Partido Liberal foi abalado pelo conflito entre Zelaya e Micheletti.

É um dos líderes políticos mais jovens de Honduras, a quem Zelaya apoiou dentro do partido e converteu em seu vice-presidente, mas se distanciou posteriormente.

Membro de uma das famílias mais ricas de Honduras, o programa de governo de Santos é baseado no combate à pobreza em Honduras, um dos países que mais sofre com o problema no continente. Mas não está claro como ele conseguiria superar os cortes de ajuda internacional impostos por muitos organismos e países como sanção ao país pela ruptura com a ordem constitucional desde o golpe.

Casado com quatro filhos, Santos concorda com Lobo que as eleições são o caminho para superar a crise no país e exige que a comunidade internacional respeite os resultados.

(Reportagem de Tomás Sarmiento – UOl Noticias)

OAB-DF vai analisar inquérito para decidir se pede impeachment de Roberto Arruda

A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal informou no fim da noite de sexta-feira que vai estudar o inquérito que motivou a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, na qual o governador José Roberto Arruda (DEM) aparece envolvido em um esquema de propina para a base aliada na Câmara Legislativa.

“A decisão foi anunciada pela presidente da Seccional, Estefânia Viveiros, depois de reunião de emergência com o vice-presidente Ibaneis Rocha. Caso haja elementos para pedir o impeachment, a proposta será submetida ao Conselho Pleno, órgão máximo da entidade”, escreveu a OAB-DF em nota divulgada no site do órgão.

Oposicionistas de Arruda, que é o único governador do DEM no país, falam em pedir a cassação dele. “Temos que pedir a documentação e analisar a responsabilidade nos autos do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Se houver indícios fortes, o governador pode sofrer impeachment, sim”, disse o deputado distrital Cabo Patrício (PT) a jornalistas.

Divulgado na sexta-feira, o inquérito do STJ aponta gravações em que o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa e Arruda supostamente falam sobre ratear dinheiro entre membros do primeiro escalão do governo. O vice-governador, Paulo Octávio, também é citado nas transcrições.

(Notícias Uol)

Divulgado o Censo do ensino superior no Brasil

No ano passado, um milhão e meio de vagas do ensino superior no Brasil não foram ocupadas. 98% delas, em instituições particulares.

Apesar das vagas ociosas, mais gente teve acesso ao ensino superior. Mais de 5 milhões de alunos estavam matriculados nos cursos universitários, 4,1% em relação a 2007. 75% desses estudantes eram de instituições particulares.

De cada dez alunos que ingressaram na faculdade em 2005, quatro não conseguiram concluir o curso no ano passado.

Crescimento de cursos
Em apenas cinco anos, um Centro de Educação Tecnológica aumentou de quatro para 18 o número de cursos oferecidos. “É um grande contingente de pessoas que precisam entrar no mercado de trabalho ou reposicionar as suas carreiras”, afirma o diretor do campus, José Eustáquio Lopes.

A diferença é que o curso dura menos que os tradicionais com disciplinas específicas para a aplicação direta no mercado. “Aqui você pode trabalhar e estudar”, diz a estudante, Jéssica Aparecida. Em 2008, a oferta de vagas para a formação de tecnólogos cresceu cerca de 10%.

Em uma sala em Belo Horizonte, estão 10 alunos. O professor está a mil quilômetros, em Curitiba. No ano passado, as matrículas em cursos superiores como este, de educação à distância, quase dobraram. Foram mais de 700 mil matrículas, que correspondem a 14% do total.

“A ampliação da educação a distância significa que mais pessoas mais velhas e que estavam fora da universidade estão se animando a voltar a estudar. Isso eu acho que o quadro todo é animador”, afirma a Secretária de Educação do MEC, Maria Paula Dallari.

(Jornal Floripa)

Tendler: “Só um débil mental não viu que era piada do Lula”

De Bob Fernandes no Terra:

César Benjamin, 55 anos, é ex-preso político e um dos fundadores do PT. Na sexta-feira, 27, Benjamin escreveu um artigo na Folha de S. Paulo e acusou o hoje presidente Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um “menino do MEP”. Tentativa que teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, e na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda que já não existe, o MEP. César Benjamin cita, em seu texto, uma testemunha, “um publicitário brasileiro que trabalhava conosco cujo nome também esqueci”.

O “publicitário” é o cineasta Silvio Tendler, que em 1994 trabalhou na campanha de Lula à presidência da República. De início, afirma Tendler:

– Ele diz não se lembrar de quem era o “publicitário”, mas sabe muito bem que sou eu. Eu estava lá e vou contar essa história…

Sobre os fatos e a acusação, gravíssima, o cineasta, o documentarista Silvio Tendler conta o que viu e o que recorda daquele almoço em meio à campanha presidencial de 1994:

– Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara…só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira…

Na sua opinião, que conhece os personagens dessa história, o que aconteceu?
O César Benjamin guardou ressentimentos por 15 anos para agora despejar todo esse rancor. Ele pirou com o sucesso do Lula. Ele transformou uma piada num drama, vai ganhar o troféu “Loura do ano”.

O Paulo de Tarso estava lá?
Estava. E estava o americano… pensa só uma coisa: você acha que o Lula, logo o Lula, tão pouco esperto como ele é, em meio a uma campanha presidencial, vai chegar na frente de um gringo que ele mal conhecia, um gringo que vai voltar pro país dele e contar tudo o que viu, você acha que o Lula vai chegar pra um gringo que nunca viu, na frente de testemunhas, e vai contar que tentou estuprar alguém? É, foi óbvio, evidente, que aquilo era gozação, piada, brincadeira, sem nada desse drama todo do Benjamin de agora… rimos e ninguém deu a menor importância àquilo…

Você, um cineasta, um documentarista que viveu a cena, relembrando-a quadro a quadro, o que verdadeiramente pensa, o que diria hoje?
O Lula adorava provocar… era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era o marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara… como é possível que alguém tenha levado aquilo a sério?

Então…
Isso não tem, não deveria ter importância nenhuma. Só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira…

Fonte: Blog do Noblat

Governo Federal libera R$ 162 mi para ajudar cidades do RS

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff liberou R$ 162 milhões para a recuperação dos danos causados pelos fortes eventos climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul. Dilma reuniu-se com a governadora do estado, Yeda Crusius, neste sábado.

Do valor anunciado, R$ 100 milhões serão repassados para os trabalhos da Defesa Civil, R$ 50 milhões irão para a Saúde e R$ 12 milhões para a Educação. “Fizemos uma ação dentro do que foi possível. À medida que as águas baixarem teremos condições de saber o volume total dos recursos que serão necessários para a recuperação das áreas atingidas”, disse a ministra.

O governo do RS enviou 3.840 cestas básicas, 650 kits limpeza, 1.870 kits dormitórios e 50.440 telhas aos atingidos e o governo federal enviará também 2 mil cestas, que totalizam 46 toneladas de alimentos, além de 2 mil kits dormitórios, com lençol e colchões, e 30 kits de medicamentos e vacinas para atender 15 mil pessoas, durante 90 dias.

(Abril.com)

Evo Morales considera Lula o melhor presidente da América Latina

La Paz, 27 nov (EFE).- O líder de Estado da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é atualmente o melhor governante da América Latina.

Morales demonstrou sua admiração por Lula, de quem destacou suas origens operária e sindical, no discurso de fechamento de sua campanha, no departamento amazônico de Pando, para as eleições que serão realizadas no dia 6 de dezembro, nos quais o presidente indígena buscará a reeleição.

“O companheiro Lula era dirigente operário, nós dirigentes originais (indígenas). O dirigente operário é o melhor presidente da América Latina no momento, o companheiro Lula”, assegurou o líder indígena.

Além da afirmação, recebida em meio a aplausos de centenas de militantes de seu partido e simpatizantes que escutavam seu discurso, Morales elogiou alguns programas empreendidos por Lula.

( Noticias Uol)

Gravações mostram governador Roberto Arruda negociando divisão de dinheiro no DF

O governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), e o vice-governador, Paulo Octávio (DEM), em evento em Brasília em fevereiro (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Inquérito traz relatos de gravações feitas com escuta por ex-secretário. ‘Você já pegou sua parte?’, pergunta Arruda a secretário exonerado.

Inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgado nesta sexta-feira (27) relata transcrições de gravações feitas com autorização judicial em que o ex-secretário de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal Durval Barbosa e o governador José Roberto Arruda (DEM) tratam da suposta divisão de dinheiro entre membros do primeiro escalão do governo. O vice-governador, Paulo Octávio, também é citado nas transcrições.

Veja a íntegra do inquérito

As gravações fazem parte de investigações da Polícia Federal, que realizou nesta sexta-feira (26) operação de busca e apreensão na residência oficial do governador, em gabinetes de deputados da Câmara Legislativa do DF e em empresas.

A Polícia Federal usou 150 agentes na operação. Foram apreendidos R$ 700 mil em dinheiro, além de US$ 30 mil e 5 mil euros durante as buscas realizadas em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte.

À tarde, Arruda exonerou cinco funcionários do primeiro escalão supostamente envolvidos no caso. Além do secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que denunciou o suposto esquema, o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, o secretário de Educação, José Luiz Valente, o chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, e o assessor de imprensa do governador, Omézio Pontes, perderam os cargos. O governador passou o dia sem se pronunciar sobre o caso.

Na transcrição do diálogo presente no inquérito do STJ obtido pelo G1, Durval Barbosa, que delatou o suposto esquema em troca dos benefícios da delação premiada, e o governador discutem a divisão de valores entre membros do governo e citam empresas que supostamente seriam responsáveis pelo repasse do dinheiro. O diálogo, segundo o documento, aconteceu há pouco mais de um mês, em 21 de outubro 2009.

Veja trechos do diálogo

Arruda: Tudo bom, Durval?

Durval: Mais ou menos, né? Vamos olhar isso aqui primeiro? Isso aqui é o seguinte: isso aí foi do ???. Eu até perguntei pro Maciel se ele tinha alguma… Alguma soma, pra isso aí. Aí ele falou: Não, ele prefere conversar com você. Aí o que que aconteceu, o Gilberto foi doze, tirando os impostos, ficou novecentos e quarenta e oito. Aí antecipou a você. O Paulo… O Paulo Octávio [vice-governador do DF mandou pagar cinquenta ao Giffone [Roberto Giffoni, corregedor-geral do DF] e cento e vinte ao Ricardo Pena [secretário de planejamento do DF]. Aí, o Toledo resolveu o caso desses… Do meninos aí, que eu acho que é louvável, que é o Miquiles e o Nonô, tá?

Arruda: Quem?

Durval : Miquiles e Nonô. Miquiles cê sabe quem é. Nonô é o… foi o diretor lá. Que… Situação de penúria. Aí ficou, é… seiscentos e vinte e oito. Seiscentos e vinte e oito, aí soma esses totais aí que chegaram, ta faltando chegar cem da Vertax, é… E ta faltando chegar… Aí o Gilberto ta faltando chegar, que dá um pouco. Aí vem o Re… A questão do conhecimento, do reconhecimento, dá uns nove, aproximadamente nove. Aí, vai uns setecentos e cinqüenta, oitocentos, por aí.

Arruda: Hoje tem disponível isso aqui?

Durval: Hoje, hoje tem isso aí pra você fazer o que cê quiser, pagar a missão. Agora, se for no… no… na coisa normal, no dia a dia, no comum, cê teria hoje quatrocentos disponível. Pra entregar a quem você quisesse.

Arruda: Ótimo

Durval: Tá? Mas se você tiver outra missão… Você fez muito acordo e eu não… Eu falei com o Maciel o seguinte, eu falei: Olha Maciel, tem que olhar o seguinte: ele fez muito acordo nesses negócios (???) política. Então, tem que perguntar pra ele, pra gente não antecipar as coisas. Aí, quando veio esse negócio do Paulo Octávio, eu falei Puta! Já sacaneou de novo. Entendeu?

Arruda: É.


Deixa eu te perguntar, nesse valor aqui de nove, novecentos… novecentos e noventa e quatro, você já pegou sua parte?


Durval: Mas se tiver de reclamar com você, e não fala pro Paulo Octávio pra primeiro te perguntar.

Arruda: Ah é. Mas tô querendo (???) seguir as ordens do Paulo. Primeiro, fala comigo.

Arruda: Deixa eu te perguntar, nesse valor aqui de nove, novecentos… novecentos e noventa e quatro, você já pegou sua parte?

Durval: É foda! É encantamento. Encantamento é uma desgraça.

Arruda: É. Deixa eu te perguntar uma coisa, é… somando as quatro daqui, quanto foi pago?

Durval: Foi pago quinze bruto. Quinze… Quinze tudo. Quinze, quinze, quinze. Quinze. Do Gilberto foi pago doze. Cê multiplica aí por vinte ponto vinte e seis. O dele é maior um pouquinho, que é cinco a mais. É ponto vinte e seis, ponto cinco, dá novecentos e quarenta e oito. Aí ele tá, tá bancando. E… esse da Infoeducacional, olha aí como é que foi. Foi sessenta pro valente, tá? Porque ele deu integral, não descontou nada. Só veio pro Valente. Deu sessenta pro Valente, sessenta pro Gibrail, mais o Fábio Simão, que são os donos lá da área financeira, né? E não pode… e não tem jeito. Aí, fico…. sobrou um sete oito.

Arruda: Deixa eu te perguntar, nesse valor aqui de nove, novecentos… novecentos e noventa e quatro, você já pegou sua parte?

Durval: Não, eu… Eu só pego quando cê acerta. Só pra pagar advogado.

Arruda: Não. Mas tem que pegar a sua parte, ué. Nós pagamos é…

Vazamento- Os autos do inquérito indicam que houve vazamento de informação enquanto corria o prazo judicial para que a Polícia Federal efetuasse as diligências sigilosas da Operação Pandora. O governador, segundo o Ministério Público, sabia da existência do inquérito tendo conhecimento, inclusive, das razões que motivaram a abertura de investigações. A defesa de Arruda enviou pedido ao STJ para ter acesso aos autos antes da operação de busca e apreensão da PF, deflagrada nesta sexta.

“Em autos que correm em segredo de Justiça, determinando excepcionalmente por Vossa Excelência no interesse da persecução penal, estranha-se que o requerente tenha identificado o número do inquérito em epígrafe e tido acesso ao conteúdo da investigação a ponto de manifestar interesse em ter acesso direto aos autos”, diz trecho do documento enviado pelo Ministério Público Federal ao ministro do STJ Fernando Gonçalves, que preside o inquérito.

O ministro Fernando Gonçalves negou acesso de Arruda aos autos do processo, até o fim do prazo de diligências da PF.

(Portal G1)

A máfia da merenda escolar

Grampos de sequestro indicariam rede de propina em 5 Estados

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e realizadas pela Polícia Civil para investigar um sequestro interceptaram conversas que podem provar pagamento de propinas e financiamento ilegal de campanha políticas em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. O grupo investigado faria parte de uma suposta quadrilha que fraudava licitações de fornecimento de merendas em cidades desses Estados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O caso começou em 25 de agosto, quando uma empresária foi sequestrada em Cidade Ademar, zona sul de São Paulo. Ela foi solta no dia 20 setembro, mas, no período em que as ligações entre os suspeitos pelo sequestro foram gravadas – entre 2 e 17 de setembro -, as conversas indicaram práticas como remuneração de secretários municipais e emissão de recibos de valores maiores do que as quantias mencionadas. O dinheiro para os pagamentos a políticos e autoridades teria saído das empresas Verdurama e a SP Alimentação.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4125011-EI5030,00.html

Em visita ao Ceará, Serra tenta se vender como um ‘político do Brasil’

FORTALEZA – Em visita à região onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem índice de aprovação superior a 80%, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) tentou desfazer ontem a imagem de antinordestino, que é forte entre os cearenses, e se vendeu como um “político do Brasil”. Convidado a falar sobre Cenários do Brasil pelo Centro Industrial do Ceará (CIC), Serra usou grande parte do seu discurso para citar ações executivas que teve como ministro do Planejamento ou como deputado constituinte que ajudaram o Nordeste ou especificamente o Ceará.

– Dizem que sou um político de São Paulo. Sou um político nacional. Sempre me guiei por uma visão nacional. Certo ou errado – disse para a plateia formada principalmente por empresários na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). – Sou um político do Brasil, disse mais tarde em entrevista à TV Jangadeiro, de propriedade do senador tucano Tasso Jereissati (CE).

A pecha de antinordestino ganhou peso a partir de 2002 quando o então governador Tasso Jereissati (PSDB) endossou a candidatura do cearense Ciro Gomes (na época do PPS). Sem o apoio firme do próprio partido, Serra teve um desempenho pífio no estado (8,53% dos votos válidos, contra 44,49% de Ciro e 39,36% de Lula).

Mesmo evitando falar como pré-candidato do PSDB, Serra disse que hoje sabe se relacionar mais com as pessoas do que em 2002, quando perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva a Presidência da República.

– Aprendi a ficar mais perto das pessoas. (Antes de 2002) Só tinha sido secretário de governo nomeado por governador ou Presidente da República. Depois fui eleito prefeito e governador. Você aprende a se relacionar mais, a ficar mais próximo, disse na entrevista à emissora de TV, gravada após o evento.

Segundo Serra, a experiência de ministro e a função executiva de governador contribuíram porque é preciso dar atenção a todas as áreas.

Presenteado pelo presidente do CIC, Robinson Passos de Castro e Silva, vice-presidente do Ceará, com uma camisa do time que acaba de subir para a primeira divisão do Brasileiro, ficou clara a tentativa do governador de São Paulo de se aproximar dos nordestinos.

Na palestra, Serra disse que o Fundo Constitucional do Nordeste foi uma iniciativa sua como constituinte. Sobre o Ceará, citou quatro obras estruturantes para as quais teria assegurado recursos quando foi Ministro do Planejamento no governo de Fernando Henrique, como o Porto do Pecém, e o Aeroporto.

– Por alguma razão se tenta espalhar que Serra não gosta do Nordeste e do Ceará – disse Jereissati após a exposição do tucano para em seguida criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

– Eu não conheço uma obra, em oito anos, estruturante ou semi-estruturante, pronta no Ceará.

Depois de criticar várias vezes a antecipação do calendário eleitoral, Serra elogiou o governador de Minas, Aécio Neves – que disputa com ele a indicação do PSDB. Ele disse que é um nome importante para ser considerado para presidente da República.

– É uma das possibilidades para presidente, sem dúvida nenhuma.

(O Globo Online)

Concurso do Ronda do Quarteirão está garantido, afirma Nelson Martins

Segundo informou na quarta-feira (25) o deputado Nelson Martins (PT), o Governo do Estado decidiu dar continuidade ao concurso do Ronda do Quarteirão. Segundo ele, as próximas etapas serão desenvolvidas pela Universidade Estadual do Ceará (Uece).

De acordo com o petista, o Governo deve publicar essa decisão em breve. O parlamentar informou, ainda, que a Uece fará a convocação de 2.500 concursados, por ordem de classificação, os quais devem passar pelos exames de praxe e o curso de formação.

Durante o pronunciamento, Nelson destacou um estudo feito pelo Ipece, que analisou dados de Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad). Segundo o estudo, o Estado obteve melhorias significativas em 14 indicadores, como taxa de mortalidade, urbanização, acesso à água e esgoto, dentre outros.

Nelson fez ainda defesa do Poder Legislativo a respeito das críticas quanto às questões democráticas que vêm sendo feitas por alguns parlamentares. Segundo ele, o Legislativo é um dos poderes mais democráticos e transparentes que existem e a população tem ciência disso. “Prova dessa democracia, é o constante diálogo entre Governo e Legislativo através de sua liderança”, concluiu o deputado.

(Portal Verdes Mares)

INSS concede auxílio para dependentes de drogas realizarem tratamento

Pouca gente sabe que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) disponibiliza um auxílio que pode ajudar a sustentar a família de pessoas que são usuárias de droga, durante o tratamento do dependente.

O benefício do INSS possibilita ao paciente se afastar do trabalho, continuar sustentando a família e se tratar contra o vício. O primeiro passo para obter o auxílio-doença é procurar um psiquiatra, em qualquer unidade de saúde.

O profissional vai emitir um laudo e se confirmar que a pessoa precisa ser internada, o próximo passo é ligar para o número 135 e marcar uma perícia no INSS.

O vício que toma conta de muitos jovens brasileiros não escolhe dependentes por sexo, faixa etária ou social. Muitas pessoas de classe média também abalam as finanças da família para conseguir comprar o crack de que o organismo já não pode abrir mão.

“Incontáveis vezes, eu passei dias e dias fora de casa. Eu já roubei meus pais. Eu já roubei cartão de débito do meu pai”, conta um produtor de eventos de 35 anos, pai de dois filhos . Ele já passou por alguns internamentos, o último dos quais começou há 15 dias.

“Eu tive um princípio de overdose, fui para um hospital cardiológico. Depois fui medicado e ao invés de parar, continuei usando e ainda usei mais um dia inteiro. Você só para quando não tem nenhuma possibilidade de usar”, revela o produtor.

Nos pontos de venda de drogas, o dependente de classe média é muito bem tratado. “Nós que sustentamos o tráfico. Se não fosse por nós, eles não estariam vendendo. De certa forma, nós ajudamos, contribuímos com isso”, explica o dependente, que preferiu não se identificar. Ele conseguiu um auxílio doença no INSS para um tratamento de seis meses.

O traficante que comanda o ponto de venda pode ser preso e pegar uma pena de até 15anos. Esse crime é inafiançável, mas o usuário, de acordo com polícia, não é condenado pelo uso. “De maneira alguma o usuário deve ser preso. Mesmo se ele não cumprir o que ficou determinado pelo juiz, por exemplo, o pagamento de uma multa ou de uma prestação de um serviço à comunidade ou outra penalidade, ele não é obrigado. Nem o tratamento ele é obrigado a fazer”, explica a delegada Maria Helena Fazio.

Para muitos consumidores e pequenos distribuidores de crack, a pena é a entrega da própria vida. Nenhuma dívida é perdoada pelo traficante. “Ele mata em razão do desaforo de dever dinheiro para um traficante, porque dentro de uma comunidade carente ele é tratado como um rei. No local, ele manda e desmanda”, comenta o delegado Rodrigo Maciel .

Nas operações policiais, o Departamento de Repressão ao Narcotráfico apreende muito mais que drogas: celulares, filmadoras, armas e objetos trocados por pedras, balanças de precisão, cachimbos, facões para fracionar o crack.

Este ano, a Polícia Federal apreendeu 210 quilos de crack e pasta base de cocaína, mais que no ano passado, quando apreendeu 195 quilos. Neste mês de novembro, a polícia apresentou o resultado da maior apreensão feita este ano em Pernambuco: 17,2 quilos de crack. Seriam 70 mil pedras da droga à disposição de uma quadrilha que, além de traficar, rouba e mata, diz a polícia.

Ano passado, os policiais do Departamento de Repressão ao Narcotráfico apreenderam nove quilos de crack. A droga também se espalha também pelo Sertão do estado. “A Polícia Federal está fazendo ações no Sertão do Estado e por isso os traficantes estão migrando para outros locais”, explica o assessor de comunicação da Polícia Federal, Giovani Santoro.

AS MULHERES E O CRACK No começo deste mês, uma adolescente de 17 anos, de Floresta, atirou o filho de dois anos de cima de uma ponte. A criança morreu na hora e a jovem também se jogou, mas sobreviveu. A adolescente é viciada em crack, disse a família, e costumava agredir a própria mãe, inclusive com um facão.

A Saravida é uma instituição sem fins lucrativos que atende pacientes de drogas sem cobrar nada – 30% dos dependentes que se reconhecem vencidos pelo crack e pedem ajuda  são mulheres. Elas vivem situações bem diferentes dos homens.

“Muitas mulheres usam a droga para poderem se prostituir e muitas se prostituem para ganhar o dinheiro e comprar a droga”, comenta a coordenadora Geral do Saravida, Mileane Aguiar.

Algumas são encaminhadas para o Centro de Internação Voluntária que a Saravida mantém no município de Moreno, com 12 vagas. “É necessário um isolamento total para o internamento intenso de usuário de crack”, explica a fundadora do Saravida, Michele Collins .
Entre as diversas histórias, destaca-se a de uma usuária de 22 anos. Ela fuma crack desde os nove, tem dois filhos, e já viu a morte de perto. “Eu tinha uma dívida de R$ 100. Minha mãe fez das tripas coração para pagar a dívida”, revela. A mãe pediu dinheiro a um agiota para pagar as dívidas da filha, mas o vício não parou. Há duas semanas, a jovem foi internada novamente no hospital Oscar Coutinho, onde há oito leitos à disposição dos Centros de Atenção Psicosocial (Caps) da Prefeitura do Recife.

LISTA DOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) DE FORTALEZA

CAPS AD SER I
Rua Hildebrando de Melo, 1110 – Barra do Ceará
Fone 31012592 / 2593 Coordenador: Francisca Márcia Araújo Lustosa Cabral

CAPS GERAL I – NISE DA SILVEIRA
Rua Alves de Lima, 1120 – Colônia
Fone: 3105.1119 Coordenadora: Núbia Dias Costa

CAPS AD SER II
Rua Manoel Firmino Sampaio, 311 – Cocó
Fone: 3105.1625 /34522451 Coordenadora: Adriana Magalhães Guerra Almeida

CAPS GERAL SER II
Rua Coronel Alves Teixeira, 1500 – Joaquim Távora
Fone: 3105.2632 Coordenador: Paulo Henrique Dias Quinderé

CAPS AD III
Rua Papi Júnior, s/n – Porangabussu
Fone: 3281.4254 / 3105.3420 Coordenadora: Maria do Socorro Oliveira

CAPS GERAL III
Rua Francisco Pedro, 1269 – Rodolfo Teófilo
Fone: 3433.2568 / 3105.3451 Coordenadora: Maria Fabíola Benevides

CAPSi III – ESTUDANTE NOGUEIRA JUCÁ
Rua Delmiro de Farias, 1346 – Rodolfo Teófilo
Fone: 3281.3965 Coordenadora: Hilzanir Barbosa de Medeiros Machado

CAPS AD SER IV
Rua Betel, s/n Itaperi
Fone:3105.2006 Coordenadora: Pedro Pinheiro camara-

CAPS GERAL IV
Av. Borges de Melo, 201 – Jardim América
Fone: 31311690 / 34942765 Coordenadora: Daniele Tavares Alves

CAPSi – MARIA ILEUDA VERÇOSA – SER IV
Rua Tertuliano Sales, 400 – Vila União
Fone: 31051510 Coordenadora: Bruna Lívia Silva de Aguiar

CAPS AD SER V
Rua Vigésimo Sexto Batalhão, 292 – Maraponga
Fone: 3105.1023 Coordenadora: Emanuel Moura –

CAPS GERAL V – BOM JARDIM
Rua Bom Jesus, 940 – Bom Jardim
Fone: 3245.7956 / 31052030 Coordenadora: Ana Cláudia Rodrigues

CAPS AD REGIONAL VI – CASA DA LIBERDADE
Rua Ministro Abnes de Vasconcelos,1500- Seis Bocas
Fone: 3105.2966 / 3278.7008 Coordenadora: Sheila Mirelly Gonçalves Arrais

CAPS GERAL VI
Rua Paulo Setúbal, 297 – Messejana
Fone: 3488.3312 / 34883316 Coordenador: Kelma Luzia Nunes Otaviano

Link: http://pe360graus.globo.com/noticias/policia/pedra-da-morte/2009/11/25/NWS,502913,8,618,NOTICIAS,766-INSS-OFERECE-AUXILIO-DOENCA-TRATAR-VICIO-CRACK.aspx

Celular-relógio começa a ser vendido no Brasil

Novo Watch phone GC910 da LG

A LG divulgou nesta sexta-feira (27) o lançamento do Watch Phone, um celular 3G em forma de relógio, mas capaz de realizar vídeochamadas, reproduzir mensagens de texto por voz – além de mostrar as horas também, claro.

O Watch Phone GD910 é primeiro celular-relógio do mercado nacional, possui tela de 1,43 polegadas sensível ao toque e tem apenas 13,9 mm de espessura e é feito em aço inoxidável e vidro temperado.

Equipado com tecnologia 3G, o aparelho permite a realização de vídeochamadas por meio da câmera digital localizada na parte frontal. Outro recurso de destaque é o “Text-to-Speech”, a partir do qual o celular reproduz em áudio as mensagens de texto recebidas.

Resistente à água, o Watch Phone reproduz músicas, tira fotos, grava vídeos e tem conexão Bluetooth estéreo. Com ele, é possível fazer ligações por viva-voz ou então por meio do fone de ouvido sem fio e ainda acionar algumas funções, como chamada e calendário, por comando de voz. O preço médio sugerido é de R$ 2.999.

(Band.com.br)

O que é o plano nacional de banda larga do Governo Federal?

SÃO PAULO – O Ministério das Comunicações entregou ao presidente Lula um estudo de 197 páginas que prevê a criação de um plano nacional de banda larga.

A ideia é reunir R$ 75 bilhões em investimentos públicos e privados nas redes de telefonia até 2014 e levar banda larga de pelo menos 1 Mbps a todos os municípios brasileiros por preços acessíveis pelas populações de baixa renda.

O centro do plano é usar redes de fibra óptica que já existem pelo país, mas estão ociosas e criar conexões com redes móveis para atender zonas rurais e municípios afastados dos grandes centros.

O principal debate, no momento, é qual o melhor modelo para gerir os investimentos nesta rede.

Veja o PDF com a íntegra do projeto

Estão na disputa pelo menos três ideias, uma que prevê a criação de uma grande estatal, sob o nome da Telebrás, para fornecer banda larga, outra que prevê a entrega das redes públicas à iniciativa privada e um terceiro modelo, que prevê conjugar empresas públicas e privadas para administrar a nova rede. Veja abaixo os principais pontos do plano.

Qual o objetivo do plano nacional de banda larga?

Organizar investimentos públicos e privados para aumentar a concorrência no setor de banda larga nas grandes cidades e levar internet até os municípios que não contam com serviço de qualidade.

O programa prevê duas fazes. Na primeira, com conclusão em 2012, todas as regiões do país seriam atendidas, exceto a Norte. Na segunda, com conclusão em 2014, o plano atenderia às regiões afastadas do Norte do Brasil, como os municípios da Amazônia.

A meta é conectar à web 50% dos domicílios brasileiros até 2014 o que permitiria que mais de 90 milhões de brasileiros tenham internet em casa, além daqueles pode podem usar a web no trabalho, em escolas e centros públicos. De acordo com o Ministério das Comunicações, atualmente 17,8% dos domicílios têm acesso à web.

Como a internet vai chegar até os novos usuários?

O plano do governo é usar como base redes de fibra óptica sob seu controle e que estão ociosas, como as redes construídas pela Petrobrás e Eletrobrás, o que inclui a rede de Furnas.

Além disso, o governo espera obter o controle sobre uma rede da Eletronet, empresa falida que detém 16 mil quilômetros de fibras espalhados pelo Brasil. Para isso, o governo precisará entrar em acordo com os credores da Eletronet, o que inclui grandes empresas como a Alcatel-Lucent, que briga na Justiça para receber por serviços não pagos.

Quando tiver esta grande rede em mãos, o governo prevê fazer novos investimentos para melhorar a rede e criar conexões sem fio entre os pontos onde termina o cabeamento de fibra óptica e os pequenos municípios brasileiros. Uma das ideias é usar conexões de rádio para atender às zonas rurais.

Para fazer estes investimentos o governo espera usar recursos do Funtel, um fundo público usado para ampliar o acesso à telefonia no país. Depois de feitos todos os investimentos, o governo precisa decidir quem administrará essa nova rede. Há três propostas em debate: uma estatal, outra privada e uma mista.

Defendido pelo Ministério do Planejamento, o modelo estatal prevê que toda a rede fique sob controle da Telebrás.

A empresa pública gerenciaria a rede e venderia serviços de banda larga diretamente ao consumidor. O Ministério avalia que, uma vez que o governo fez todos os investimentos sozinho, ele é quem merece ficar com o controle da rede. Nesse cenário, a Telebrás atuaria como uma concorrente das empresas já estabelecidas, como Telefônica, GVT, NET e Oi.

Ponto a favor: O governo terá total liberdade para definir preços e usar sua rede com finalidades sociais, além de pressionar as teles privadas a melhorar seus serviços para não perder clientes para a Telebrás.

Ponto negativo: Concentra todos os investimentos no poder público e há o risco de o modelo estatal não ser o mais eficiente para atender os consumidores.

2 – Gerencia Privada

Defendida pelo Ministério das Comunicações, o modelo privado entregaria às grandes teles a infraestrutura da nova rede.

Para levar web até as zonas rurais e pequenas cidades, o governo ofereceria incentivos fiscais para compensar as teles por atender regiões onde não há interesse econômico. Além disso, o projeto prevê o compartilhamento das redes móveis em regiões afastadas, diminuindo o custo das teles.

Ponto a favor: Permite atrair investimentos privados e entrega a gestão às companhias que já têm expertise no setor.

Ponto negativo: Não aumenta a competição no setor e não garante preços baixos pelo serviço, já que as teles teriam liberdade para definir seus preços.

3 – Gerencia Mista

Defendida pelo Ministério da Casa Civil, o modelo misto deixa toda a gestão da rede sob os cuidados da Telebrás.

A companhia pública, no entanto, não atenderia diretamente aos consumidores, mas apenas pequenos provedores. Estas empresas é que seriam responsáveis pelo serviço de última milha, ou seja, levar a conexão até a casa do usuário. O Estado pode operar como provedor apenas pontualmente, nas regiões rurais onde não houver interesse de empresas privadas.

Ponto a favor: O modelo criaria milhares de novos concorrentes no setor de banda larga para competir com as empresas tradicionais.

Ponto negativo: Não agrada aos interesses das teles e concentraria todos os investimentos em infraestrutura no setor público.

Quais são as dúvidas do presidente Lula?

Caberá ao presidente escolher qual o melhor modelo. O presidente pediu mais estudos pois não há certeza sobre a viabilidade jurídica de vários aspectos do programa nem está claro de onde virá o dinheiro para o programa.

Existe a chance, por exemplo, de o governo não obter sinal verde para sacar recursos do Funtel e usá-los em banda larga, já que o estatuto do fundo prevê gastos para melhorar o acesso à telefonia tradicional.

Também há dúvidas sobre como resolver, na Justiça, o imbróglio que envolve a Eletronet. A Presidência quer segurança de que será possível usar a rede ociosa já no início de 2010. Se o caso se arrastar na Justiça, o programa pode fracassar.

Lula deve anunciar sua decisão em até três semanas. O presidente tem pressa em decidir a questão pois, entre outros motivos, espera usar o programa como argumento a favor de seu governo durante as eleições do ano que vem.

(Infoabril.com.br)

Oi fecha acordo com a Apple e venderá iPhone desbloqueado no Brasil

Oi não divulgou data de lançamento ou preço do iPhone 3GS desbloqueado. (Foto: Divulgação )

Operadora não divulga data do início das vendas ou preço dos produtos. Modelos 3G e 3GS poderão ser usados com diferentes operadoras.

A operadora de telefonia Oi anunciou, nesta semana, ter fechado um acordo com a Apple para oferecer o celular multimídia iPhone desbloqueado no Brasil. Os modelos 3G e 3GS serão vendidos desbloqueados — podendo assim ser usados com chips de diferentes prestadoras de serviço.

As empresas ainda não anunciaram, no entanto, a data em que os aparelhos começarão a ser vendidos ou os preços dos produtos. A partir deste sábado (28), os interessados poderão se cadastrar no site da Oi para obter mais informações sobre a iniciativa.

O iPhone 3GS começou a ser vendido no Brasil no final de agosto pelas operadoras Claro, TIM e Vivo. Os preços dos aparelhos variam: dependem do plano selecionado pelo cliente e também da capacidade de armazenamento do aparelho, que pode ser de 16 GB ou de 32 GB.

A capacidade de transmissão de dados do novo aparelho é de até 7,2 Mbps (megabits por segundo), contra 3,6 Mbps do iPhone 3G. A câmera do aparelho terá 3 megapixels e capacidade para gravar vídeos. O smartphone também ganhou novo processador e é capaz de carregar programas em metade do tempo de seu antecessor.

(Portal G1)

Austríacos apresentam braço artificial controlado pelo cérebro

Implante sob comando do cérebro permitirá ações como dirigir um carro (Heinz-Peter Bader/Reuters)

VIENA – A empresa austríaca Otto Bock apresentou nesta sexta-feira, 27, em Viena, o protótipo de um braço artificial que é controlado pelo cérebro e que permite ao usuário distinguir diferentes sensações através de sensores instalados nos dedos artificiais.

Na apresentação, o chefe de desenvolvimento da empresa de implantes, Hubert Egger, explicou sobre a criação e funcionamento da novidade cibernética com a ajuda do de Christian Kandlbauer, jovem de 21 anos que perdeu ambos os braços em um acidente em 2005. Utilizando o protótipo, Kandlbauer demonstrou à imprensa diversos movimentos, comandados por seu cérebro, como um simples aperto de mão até a simulação da direção de um carro.

(Agência Estado)

Caixa anuncia compra de 49% do Banco Panamericano

BRASÍLIA – A Caixa Econômica Federal fecha no início da próxima semana a compra de 49% do capital votante do Panamericano. A informação foi confirmada na quinta-feira em Fato Relevante divulgado pelo banco do Grupo Silvio Santos. Para ter gestão paritária no conselho de administração do Panamericano, a Caixa também comprará 20% do capital não votante, o que vai resultar em uma participação total de 37% das ações da instituição, forte no segmento de financiamento de veículos.

A Caixa tem estudos que apontam necessidade urgente de ampliar a carteira de crédito para enfrentar a concorrência. Por isso, a instituição estaria de olho em bancos que operam crédito consignado, como Cruzeiro do Sul e Bonsucesso, por exemplo, e empréstimos para empresas, como o Pine.

Fontes envolvidas nas negociações disseram que ainda falta bater o martelo sobre o valor que a Caixa desembolsará pela aquisição do Panamericano, o que está dependendo de uma avaliação final da situação econômica do banco. Mas R$ 750 milhões é considerado um valor razoável.

A operação será feita via CaixaPar (Caixa Participações) – braço financeiro da Caixa, criado no auge da crise financeira internacional. O objetivo foi permitir ao banco público comprar instituições financeiras menores, que enfrentavam problemas de liquidez, e empresas. Logo após a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers, em setembro de 2008, houve pânico geral no mercado e o crédito ficou paralisado, atingindo sobretudo as menores instituições. Na ocasião, o Banco Central (BC) também autorizou bancos de maior porte a comprar carteiras dos menores e descontar do depósito compulsório, recolhimento que são obrigados a fazer na instituição.

Lucro do Panamericano caiu 35% este ano

A situação agora, conforme avaliou uma fonte ligada ao governo, é diferente, porque a aquisição tem a finalidade de ampliar os negócios da Caixa, principalmente em nichos onde ela não tem experiência, como veículos.

Segundo os dados dos balanços enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Panamericano registrou queda em indicadores importantes em seus balanços entre o primeiro e o terceiro trimestres deste ano. Nesse período, o lucro da instituição caiu 35,24%, de R$ 70,898 milhões para R$ 45,915 milhões. A carteira de crédito saiu de R$ 768,895 milhões para R$ 613,041 milhões (-20,27%) e as receitas com intermediação financeira saíram de R$ 879,598 milhões para R$ 706,241 milhões (-19,71%).

Um empresário de Goiânia, que vende veículos e motos e pediu para não ser identificado, contou que o banco tem reduzido as exigências para aprovação ao crédito e tem feito empréstimos em condições muito abaixo da concorrência só para não perder clientes.

Banco do Brasil também cogitou comprar empresa

Segundo um executivo de um grande banco, o Panamericano ainda enfrenta problemas de liquidez e, por isso, estaria oferecendo para venda suas carteiras de crédito para as grandes instituições até hoje.

A vantagem desse tipo de operação é que, além de injetar mais liquidez, permite melhorar o chamado índice de Basiléia – que no Brasil é de 11%, pelo menos. Ou seja, que obriga os bancos a terem R$ 11 em patrimônio para cada R$ 100 emprestados.

No caso do Panamericano, o indicador está em queda livre, o que pode ser comprovado no balanço trimestral (setembro): a instituição fechou o período com 17,5%, sendo que no segundo trimestre ele estava em 20%. No terceiro trimestre de 2008, o índice de Basiléia do banco era de 21,5%.

Não é de hoje que o Panamericano vinha sendo avaliado por outros bancos. O Banco do Brasil, por exemplo, chegou a cogitar o negócio, mas acabou fechando com o Votorantim no fim de 2008 , cujo perfil de atuação é semelhante ao do Panamericano. Neste caso, com fortes carteiras de crédito para financiamento de automóveis.

(O Globo Online)

Volkswagen investirá no Brasil R$ 6,2 bilhões até 2014

SÃO PAULO, 27 de novembro de 2009 – A Volkswagen anunciou que manterá sua trajetória de crescimento no Brasil nos próximos anos e para isso, investirá um total de R$ 6,2 bilhões no País entre 2010 e 2014. Os aportes serão destinados para a ampliação da linha de produtos e o aumento da capacidade produtiva.

“Com estes investimentos o Grupo Volkswagen fortalecerá de forma sustentável a sua posição de liderança competitiva no Brasil”, disse Prof. Dr. Martin Winterkorn, presidente do Conselho de Administração do Grupo Volkswagen. “O Brasil é um dos nossos mercados em crescimento mais importantes no mundo, onde esperamos aumentos significativos da demanda nos próximos anos. Por isso estamos agora adequando a nossa capacidade produtiva”, continua Winterkorn.

“Neste ano cresceremos significativamente no Brasil e ganharemos participação de mercado. O nosso objetivo é vender um milhão de veículos por ano no Brasil até 2014, dando assim uma importante contribuição ao sucesso da estratégia do Grupo Volkswagen até 2018”, disse Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil.

Os investimentos serão destinados ao desenvolvimento de novos produtos e à ampliação da capacidade das fábricas de São Bernardo do Campo, Taubaté e de motores em São Carlos. Com uma capacidade produtiva de 3.000 veículos por dia, a Volkswagen do Brasil é a maior fabricante de veículos do País.

Além disso, com 600 concessionárias, a Volkswagen dispõe da maior rede de revendas da indústria automobilística brasileira. Desde 2005 as vendas da Volkswagen do Brasil cresceram em torno de 70%, para cerca de 585.000 unidades em 2008. Em 2009, a empresa atingirá no País uma produção em torno de 800.000 veículos.

No contexto da sua ofensiva de produtos, a Volkswagen lançará 28 novos produtos no Brasil em 2009 e 2010. Nos últimos dois anos, a Volkswagen renovou completamente a sua linha de produtos, com a introdução do Novo Gol, Nova Saveiro, Voyage, Novo Fox e Novo CrossFox, que chegará às revendas em dezembro. O mercado brasileiro também passou a contar com novos modelos importados, como o Passat CC, Eos e Tiguan.

As vendas de carros da marca Volkswagen atingiram cerca de 527.000 unidades nos primeiros dez meses de 2009, um aumento de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A participação de mercado da marca nesse segmento cresceu em 1,7 ponto percentual, para 25,7%. Depois da China e da Alemanha, o Brasil é o terceiro maior mercado para o grupo Volkswagen.

(Redação – Agência IN)

Motoboys terão linhas de créditos especial para compra de moto zero

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou nesta sexta-feira que a partir da próxima segunda-feira a Caixa Econômica Federal irá oferecer uma linha de crédito para motoboys interessados em adquirir motonetas e motocicletas novas de até 150 cilindradas de fabricação nacional.

os motoboys que exercem regulamente a profissão no transporte de mercadorias e documentos terão juros mais baixos e prazos de pagamento de até 48 meses para adquirir novos veículos.

Com limite de até R$ 8 mil, os interessados poderão financiar até 80% do veículo. Em uma modalidade, o total de parcelas será de 36 meses e os juros, baseados na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 12% ao ano. Na segunda opção – de 37 a 48 meses – incidirá sobre o valor do veículo a TJLP, mais 18% ao ano.

Os veículos deverão ter itens de segurança regulamentados pelo Código de Trânsito Brasileiro, como freios a disco, pisca-alerta, protetor de pernas, aparador de linha (antena corta-pipas), baú com reflexivo, vacina contra roubo, colete e capacete. Além disso, será obrigatória a contratação do seguro do bem.

O vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lenza, informou que os empréstimos serão operacionalizados até julho do ano que vem, totalizando R$ 100 milhões, recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT ).

Segundo ele, o benefício será restrito aos trabalhadores devidamente regulamentados, ou seja, autônomos inscritos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e profissionais com vínculo empregatício com código CBO nº 5191-10, que define o uso da motocicleta para transporte de documentos e pequenos valores.

De acordo com dados da Caixa, em todo o país, existem cerca de 251 mil profissionais empregados que têm esse certificado, dos quais 90 mil no estado de São Paulo e 60 mil na Grande São Paulo, onde estão 23,9% da categoria de todo o país.

– A linha de financiamento atende todas as reivindicações das leis federal e do município onde a moto só vai sair para os meninos que já estão padronizados e têm uma qualificação voltada para a regulamentação -, disse o presidente do Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo, Gilberto Almeida dos Santos.

(Agência Brasil)

Cresce 117% índice de vagas ociosas em universidades federais

O número de vagas ociosas nos cursos de universidades federais subiu 117% em apenas um ano. Em 2008, 7 387 vagas oferecidas nos vestibulares não foram preenchidas, segundo o último Censo da Educação Superior, divulgado nesta sexta-feira (27). O governo Lula investe R$ 2 bilhões em um projeto de ampliação das federais. O número de lugares não ocupados representa a metade das vagas criadas no mesmo ano (14 mil) por esse programa de expansão.

Segundo especialistas, as vagas ociosas, além de representarem um direcionamento equivocado do governo, são mais uma demonstração da saturação do mercado do ensino superior brasileiro. Este foi o primeiro ano, desde 1998, que o número de universidades, faculdades e centros universitários diminuiu. Desde o fim dos anos 90, com a facilitação de concessões para abertura de universidades privadas, o sistema cresceu mais de 100%.

O número de universitários brasileiros chegou em 2008 aos 5 milhões, mas o ritmo do crescimento tem caído. As únicas áreas que ainda registram forte aumento são a educação a distância e os cursos tecnológicos.

“O MEC fez uma expansão desenfreada das universidades federais”, afirma o especialista em ensino superior Carlos Monteiro. “Não teve planejamento. Em algumas regiões o aumento era desnecessário, não havia demanda. Em outras, os cursos abertos não tinham atratividade.” Para ele, o problema vai se intensificar com a abertura de novas instituições em 2010, parte delas em regiões de fronteira ou no interior do Nordeste.

A Secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, reconhece que o número é significativo e diz que o governo está estudando as razões. As cerca de 7 mil vagas ociosas representam 4,3% do total de 169 mil oferecidas em 2008 pelas federais.

Ela acredita que muitos estudantes não saibam ainda dos novos cursos, instalados em cidades pequenas, e defende campanhas sobre o programa. Maria Paula também admite que possa haver cursos – antigos ou recentes – que não atendam aos interesses dos alunos. “Podemos fazer mudanças.” Um dos focos são cursos para formação de professores.

Segundo estimativas, cada vaga em uma universidade federal custa R$ 12 mil. O País tem hoje 57 federais, com 643 mil alunos.

(Portal RPC)

Ciro perdeu o único trunfo rumo ao Planalto, diz Dirceu

SÃO PAULO – O ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu (PT-SP) reprovou hoje o deputado e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) em virtude da reação do parlamentar diante da última pesquisa CNT Sensus de intenções de voto para a sucessão no Palácio do Planalto, divulgada na segunda-feira. Em sua página no microblog Twitter, Ciro minimizou ontem o resultado do levantamento. “A pesquisa Sensus merece pouca credibilidade, mesmo que muito boa para mim desta vez.” Dirceu atribuiu o tom crítico do parlamentar à constatação de que o eventual candidato do PSB “perdeu seu único trunfo” na disputa: o de se viabilizar como nome do governo federal mais competitivo para as eleições de 2010.

“O deputado Ciro Gomes desqualifica (a pesquisa) já que ela não atende a seu desejo e expectativa de ultrapassar Dilma (Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT) e se apresentar como o único candidato viável do presidente Lula”, avaliou Dirceu, em seu blog de política. “Sem alianças em nível nacional e sem palanques estaduais fortes, seu único trunfo era ser um nome mais viável do que Dilma, o que a pesquisa não confirma”, acrescentou o petista. O ex-ministro ressaltou ainda no blog que a tendência é de que a eventual candidata do PT à Presidência da República continue a apresentar trajetória de crescimento nas próximas pesquisas de intenções de voto.

No levantamento CNT Sensus divulgado ontem, Ciro aparece em terceiro lugar, com 17,5% das intenções de votos, no cenário em que é listado como candidato a presidente. Ele fica atrás do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que lidera com 31,8% dos votos, e de Dilma Rousseff (PT), com 21,7%. O pré-candidato do PSB fica à frente da ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PV-AC), com 5,9%. Sem o nome de Ciro, Serra teria mais folga sobre Dilma, com uma vantagem de 40,5% a 23,5%, respectivamente.

(Agência Estado)

Brasileiro gasta, por mês, 16,7% do salário mínimo com cigarro

 

Cerca de 24,6 milhões de brasileiros com mais de 15 anos são fumantes. A maioria é de homens negros ou pardos, com idades entre 25 e 44 anos, que vivem em áreas rurais, predominantemente na região Sul e não tem a intenção de largar o hábito no curto prazo. Em média, eles gastam R$ 78 por mês com o vício, que representa 16,7% do salário mínimo atual no país.

As informações são da Pesquisa Especial do Tabagismo, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma publicação inédita que usou metodologia internacional com objetivo de auxiliar em políticas de combate ao fumo. A pesquisa foi feita com os dados do Ministério da Saúde e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad).

Cerca de 87% fumam regularmente, consomem entre 15 e 24 unidades por dia e o primeiro cigarro costuma ser acesso entre os seis e 30 minutos depois de acordar.

A maioria começou a fumar entre 17 e 19 anos. Atualmente, a faixa de 25 e 44 anos concentra 42% do percentual de fumantes e o número de homens é o dobro do de mulheres. Em 2008, eles somavam 14,8 milhões de fumantes (21,6% da população masculina) e as mulheres eram 9,8 milhões (13,1% das mulheres). Quanto à raça, predominam pretos (19%) e pardos (15,3%).

De acordo com o nível de instrução, as proporções mais expressivas de fumantes estavam entre aqueles sem nenhum tipo de estudo ou com pelo menos um ano de escolarização (25,7%). Quanto à renda, 70% vivia com até um salário mínimo.

De acordo com uma das responsáveis pela pesquisa, Marcia Quintslr, o fumo está ligado a fatores sócio-econômicos e não somente culturais. “Ficou claro na pesquisa que os fumantes se apresentam em maior percentual entre aqueles com menor escolaridade e rendimentos”, destacou.

A Região Sul apresentou o percentual mais elevado de fumantes, 19%. Menos pessoas fumam no Centro-Oeste (16,6%) e no Sudeste (16,7%). Dos 10,4 milhões de fumantes da Região Sudeste, a maioria (20,4%) está na área rural.

(Abril.com)

Greenpeace pede a Obama, Lula e Sarkozy acordo sobre clima

Manifestantes do Greenpeace estenderam bandeira que cobriu parte da fachada do Teatro Amazonas

MANAUS – Em manifestação realizada em Manaus na manhã de quinta-feira, 26, militantes da organização não governamental Greenpeace fizeram apelo a favor de um acordo na reunião que será realizada em dezembro em Copenhague (Dinamarca) para redução das emissões de gases de efeito estufa.

O apelo, dirigido aos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, dos Estados Unidos, Barak Obama, e da França, Nicolas Sarkozy, estava em três frases escritas iguais escritas em uma bandeira com a qual os manifestantes cobriram parte da fachada do Teatro Amazonas. Na bandeira estava escrito:”Obama, faça história, salve o clima”, em inglês; “Sarkozy, faça história, salve o clima”, em francês; e “Lula, faça história, salve o clima”, em português.

O Greenpeace promoveu a manifestação aproveitando o fato de que, na tarde desta quinta-feira, acontecerá em Manaus uma reunião dos presidentes dos países amazônicos conduzida por Lula, da qual participa também Sarkozy. Neste encontro, Lula tentará extrair dos colegas uma posição comum para ser levada à reunião mundial sobre mudanças climáticas que começa no dia 7 de dezembro em Copenhague. A manifestação do Greenpeace durou cerca de meia hora, e não houve incidentes.

(Agência Estado)