Senado aprova MP que eleva para 35% limite para empréstimo consignado

O limite máximo de endividamento com empréstimo consignado deve subir. O Senado aprovou nesta terça-feira (29), e seguiu à sanção presidencial, a MP 681/2015 que amplia de 30% para 35% do salário o teto para esse tipo de empréstimo, que é cobrado diretamente na folha de pagamento do trabalhador. Os cinco pontos percentuais extras, no entanto, apenas podem ser usados para quitar dívidas com cartão de crédito, inclusive em saques feitos nesse tipo de cartão.

O limite é válido para trabalhadores com contrato regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e para aposentados e pensionistas do INSS. De acordo com a proposta, servidores públicos federais também poderão contar com o aumento de limite dos descontos direcionados exclusivamente ao pagamento de cartão de crédito.

O governo federal alegou, ao editar a MP, que o mercado de crédito está em um momento de “contração relevante”. Diante disso, o aumento no limite do crédito consignado para cartões de crédito é, segundo o Palácio do Planalto, uma opção interessante, pois não traz riscos para as instituições financeiras e nem onera muito os tomadores. O relator da MP, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), reconheceu o mérito da proposta.

— A mudança é positiva, pois o crédito consignado é um dos mais baratos — afirmou Raupp, que comparou os juros cobrados no desconto em folha e em outras modalidades de empréstimo.

Segundo o senador, enquanto no crédito pessoal a média dos juros gira em torno de 6,50% e, nos cartões de crédito, 13,50% ao mês, o crédito consignado tem média de juros de 2% a 3% para trabalhadores regidos pela CLT. Os servidores públicos pagam juros que variam de 1,7% a 3,3% e para os aposentados e pensionistas do INSS as taxas são de 2,14% a 3,06%

Limite

A presidente Dilma Rousseff vetou, em maio último, o aumento de 30% para 40% do teto do crédito consignado, quando sancionou aLei 13.126/2015, decorrente da MP 661/2014. O argumento do governo para derrubar a mudança foi que poderia comprometer a renda das famílias além do desejável e levar ao aumento da inadimplência, comprometendo o esforço do governo federal no combate à inflação. Para o governo, a MP 681/2015 é mais razoável do que a vetada anteriormente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Senado aprova prorrogação por 20 anos de contratos de lotéricas

(Foto: Eduardo Tavares/G1)

O Senado aprovou nesta terça-feira (29) projeto de lei que torna válida as permissões de agência lotéricas prorrogadas pela Caixa Econômica Federal em 1999. O Projeto de Lei da Câmara 143/2015, que trata da atividade e da remuneração do permissionário lotérico, segue agora para sanção presidencial.

Pelo texto, todas as permissões outorgadas pela Caixa até 15 de outubro de 2013 são validadas e terão renovação automática por 20 anos, conforme previsto na Lei 12.869/2013, conhecida como Lei dos Lotéricos.

A proposta tornou-se necessária depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) publicou o acórdão 925, em 2013, determinando à Caixa Econômica a realização de licitação para as 6.310 agências lotéricas envolvidas nessa prorrogação em 1999. A justificativa do tribunal era de que era preciso unificar o regime jurídico das lotéricas. Desde a edição da Lei 8.987, de 1995, a licitação para concessão de casas lotéricas passou a ser exigida, mas essas agências funcionavam apenas por credenciamento da Caixa, forma adotada anteriormente à lei.

Para o TCU, a Lei dos Lotéricos — que previa a renovação automática das concessões — foi editada em 2013 e não poderia reatroagir para ser aplicada a essas permissões.

O relator da matéria em Plenário, senador Blairo Maggi (PR-MT), destacou que a lei de 2013 deveria ter pacificado a discussão sobre as concessões, mas acabou transformando a Caixa Econômica em uma “madrasta” ao colocar em risco o sustento de mais de seis mil famílias.

— Estamos garantindo segurança jurídica àqueles que oferecem uma gama enorme de serviços à população, àqueles que vão onde os bancos não querem ir — ressaltou.

Justiça aos lotéricos

Durante a discussão do projeto, que foi aprovado por unanimidade, dezenas de senadores se manifestaram destacando a importância da atuação das casas lotéricas principalmente no interior do país. Os senadores também lembraram a dificuldade que é empreender no país em momentos de crise e que isso não poderia ser esquecido.

Senadores de oposição, como o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), e Aécio Neves (PSDB-MG), criticaram a decisão do governo de acatar a recomendação do TCU de suspender as permissões. A Caixa já preparava os editais de licitação para substituir essas casas lotéricas. O primeiro edital estava previsto para o final de outubro e os demais seriam lançados até 2018.

— Retirar destas famílias as condições de elas, que investiram e se qualificaram, continuarem atuando no setor seria, dentre tantos, mais um gesto nefasto deste governo. Hoje o Congresso Nacional dá uma resposta extremamente positiva àqueles que têm dedicado a sua vida a essa atividade e têm garantido à Caixa Econômica arrecadação extraordinária ao longo dos últimos anos — comemorou Aécio.

O líder do PT na Casa, senador Humberto Costa (PE), rebateu as críticas ao governo e afirmou que a Caixa apenas cumpria a determinação do TCU. O senador acrescentou que o governo apoiava o projeto de lei, que deve ser sancionado em breve.

— Diferentemente do que foi dito aqui por alguns integrantes da oposição, não foi o governo federal que baixou uma norma para impedir a prorrogação das permissões. Foi um parecer do próprio Tribunal de Contas da União, que obrigava, inclusive, a Caixa a realizar o processo licitatório. A conversa e o diálogo são o melhor caminho para se chegar a uma solução que atenda a todos e há a concordância do governo também com a aprovação dessa medida — assegurou.

Democracia participativa

O senador Paulo Rocha (PT-PA), apontado pelos colegas como um dos principais negociadores para aprovação da medida, afirmou que o projeto só foi aprovado por unanimidade graças ao empenho dos permissionários, que batalharam incansavelmente junto aos parlamentares em prol da medida. Por conta da pressão da categoria, o PLC ganhou regime de urgência e pode ser votado rapidamente na Casa.

— A forma como vocês se mobilizaram para defender os interesses de vocês, o direito de vocês, é a chamada democracia participativa. Onde a força da organização do povo bate na porta dos parlamentares e assegura o seu direito — elogiou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Aprovado projeto que permite confiscar bens de financiador de ato terrorista

O Plenário aprovou nesta terça-feira (29) o projeto de lei da Câmara (PLC) 95/2015, que cria uma ação judicial específica para bloqueio de bens de pessoas ou empresas citadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas como financiadores de terrorismo. O projeto foi lido em Plenário pelo relator ad hoc, senador Antonio Anastásia (PSDB-MG). O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi o relator do projeto na Comissão de Relações Exteriores (CRE), onde fora aprovado anteriormente. A aprovação do projeto, que retorna ao exame da Câmara, foi saudada pelo líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB) e pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Atualmente, as resoluções do conselho são cumpridas por meio de ação ordinária, que segue o rito estabelecido no Código de Processo Civil, muitas vezes com lentidão. O governo argumenta que esse sistema atrasa o cumprimento das resoluções internacionais, prejudicando as investigações de crimes graves e colocando o Brasil sob pressão internacional. O texto também permite a aplicação da ação nos casos de cooperação jurídica entre países. Na justificativa dada pelos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Fazenda, Joaquim Levy, é importante que o Brasil, assim como já fizeram outros países, tenha uma disciplina legal específica para viabilizar as resoluções referentes à indisponibilidade de bens.

Procedimentos

De acordo com o texto aprovado, assim que a resolução for recebida, a Advocacia-Geral da União (AGU) terá 24 horas para propor a ação de indisponibilidade de bens de pessoas ou empresas. O juiz também terá 24 horas para decidir se manda bloquear imediatamente os bens. Se ele deferir o pedido e o bloqueio for realizado, o interessado será comunicado para apresentar, no prazo de dez dias, seus argumentos contra o bloqueio.

Para tornar os bens e direitos indisponíveis, o juiz comunicará a decisão às entidades e aos órgãos reguladores e fiscalizadores, que adotarão as providências para o cumprimento das ordens judiciais. O bloqueio será efetivado por qualquer empresa ou pessoa listada na Lei 9.613/1998, sobre crimes de lavagem de dinheiro.

Além de bancos, corretoras e bolsas de valores e agências de câmbio, também estão sujeitas ao cumprimento da decisão judicial seguradoras, administradoras de cartões de crédito, empresas de arrendamento mercantil, pessoas físicas ou jurídicas que atuem na intermediação da transferência de atletas e aqueles que comercializam bens de luxo ou imóveis, entre outros.

As medidas serão adotadas também, no que couber, pelas corregedorias de Justiça dos estados e do Distrito Federal, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), pelas capitanias dos portos, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e por outros órgãos de registro público competentes.

Comunicados

O projeto prevê a troca de informações entre as entidades, o juiz, o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores, para que o andamento das ações chegue ao conhecimento do Conselho de Segurança da ONU. O conselho também será informado sobre sentenças condenatórias relacionadas à prática de atos terroristas.

A perda definitiva dos bens ou valores bloqueados ocorrerá após a decisão sobre o fato que originou o bloqueio ter transitado em julgado, em processo nacional ou estrangeiro. Em caso de expiração ou revogação da sanção pelo Conselho de Segurança, caberá ao Ministério da Justiça comunicar o juiz para determinar o fim do bloqueio. Isso valerá ainda no caso de o nome da pessoa cujos bens foram bloqueados ter sido excluído das resoluções do conselho.

Os bens sujeitos a qualquer grau de deterioração ou depreciação ou de difícil manutenção deverão ser vendidos antecipadamente em leilão, e o dinheiro será depositado em conta bancária remunerada. O projeto prevê que o interessado será intimado sobre a avaliação dos bens colocados à venda e terá dez dias para se manifestar.

Depois de resolvidas eventuais divergências sobre o valor do bem, ele será alienado em leilão ou pregão por valor mínimo de 75% da avaliação. Desse montante, serão deduzidos os tributos e as multas incidentes sobre o bem vendido.

De acordo com o governo, a proposta atenderá a convenções internacionais das quais o Brasil é signatário. Na América Latina, Argentina, Bolívia, Colômbia, México e Uruguai já adotam em seus ordenamentos jurídicos instrumentos legais com o mesmo objetivo do projeto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Estatuto da Família deixaria até Jesus de fora, por Maurício Moraes

Da Carta Capital

Projeto é mais um episódio da cruzada contra os direitos individuais dos deputados religiosos e oportunistas

Jesus, segundo consta, era filho de uma virgem, concebido por um Espírito Santo. Maria, sua mãe, vivia com um carpinteiro, José, que se tornou o segundo pai do menino. Em suma, se vivessem no Brasil de 2015, estariam sob risco de ficar de fora do talEstatuto da Família, a mais nova e retrógrada legislação concebida pelos fundamentalistas do Congresso Nacional, capitaneados pelo suposto cristão Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O tal Estatuto da Família é mais um capítulo da cruzada contra os direitos individuais que viceja em um Congresso pautado, cada vez mais, por deputados religiosos (e oportunistas). O texto, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, considera família a união única e exclusiva entre um homem e uma mulher. Famílias homoafetivas ou poliafetivas (caso da de Jesus, diga-se) estariam, em tese, fora da lei.

A comparação com a virgem de Nazaré, o carpinteiro, a pomba divina e o menino Deus pode até soar desrespeitosa. Mas se trata justamente de debater o desrespeito, neste caso do atual Congresso com parte considerável da sociedade brasileira que vive em núcleos familiares dos mais diversos – casais gays, de lésbicas, de pessoas transexuais, polifamilias, etc.

A escalada conservadora tem outros capítulos perversos. Voltou a debate o Projeto de Lei 5069/2013, do próprio Cunha, outra marcha a ré nos direitos humanos e individuais das mulheres. O texto diz que a vítima de estupro só poderá receber atendimento na rede de saúde se antes tiver passado pela polícia e se submetido a um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

Para piorar a história, o texto ainda quer proibir a distribuição da pílula do dia seguinte em casos de violência sexual. Ou seja, querem forçar as mulheres estupradas a levar adiante uma gravidez fruto de um crime (lembrando que esta mesma mãe e filho ainda não poderão ser chamados de “família”, na concepção destes mesmos deputados conservadores).

Tudo isso se dá logo após os mesmos fundamentalistas conseguirem barrar, País afora, a inclusão nos Planos Municipais de Educação do debate sobre a questão de gênero nas escolas. Falar sobre gênero é combater o machismo que endossa a violência sexual que as mulheres vivem no seu dia a dia. É combater bullying nas escolas, que faz com que adolescentes LGBTs estejam no topo dos rankings de suicídios.

Ou seja, falar sobre gênero é falar sobre tolerância. E a pressão dos religiosos foi tão grande que até inventaram um termo, a tal “ideologia de gênero”, uma mentira que ganhou ares de verdade no debate raso dos conservadores.

Na Comissão de Constituição e Justiça, o Estatuto da Família foi aprovado com os votos do PSDB, do PV, do PSC, do PSB, do PSD, do Solidariedade, do PP, do DEM. Votaram contra apenas o PT, o PSOL, o PCdoB e o PTN.

Por ora, “transviados” de todo o Brasil não precisam se atemorizar. Caso seja aprovado no plenário da Câmara e do Senado, é praticamente certo que o caso vá parar no Supremo Tribunal Federal, que deve considerar nulo esse ponto do tal Estatuto e derrubar a legislação. É o STF mais uma vez salvando o País da pequenez dos ditos representantes do povo.

Mas é bom lembrar que está justamente aí o ovo da serpente. Há poucos anos, ninguém poderia imaginar que em pleno século 21 deputados e senadores estivessem mais ocupados em legislar sobre o corpo alheio do que sobre questões que realmente importam para o País. Mas aí vieram os deputados pastores, irrigando campanhas com dizimo que não paga imposto e querendo cada vez mais espaço. O resultado esta aí: Eduardo Cunha, um dos mais insólitos representantes do conservadorismo religioso brasileiro, na presidência do Legislativo nacional.

Não se enganem… Depois de conquistarem a mídia, pautarem o Congresso, os fundamentalistas religiosos, logo mais, darão o próximo passo – fazer lobby para a indicação do primeiro ministro evangélico do STF. Tempos obscuros.

Projeto de Lei prevê multa para quem jogar lixo nas ruas em todo o Brasil

Já adotada em algumas cidades brasileiras, como no Rio de Janeiro, a cobrança de multa para quem joga lixo em via pública pode ser nacional. É o que diz o texto do Projeto de Lei do Senado (PLS) 523/2013, que integra a pauta da reunião de terça-feira (29) da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

O projeto modifica a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) para explicitar a proibição de descarte irregular de lixo em via pública e para determinar que os municípios e o Distrito Federal devem multar quem descumprir a regra, além de regulamentar a forma correta de descarte de resíduos sólidos pela população.

O texto foi apresentado pelo ex-senador Pedro Taques, que se inspirou em lei adotada pelo município do Rio de Janeiro, prevendo multas para quem joga lixo na rua. Na opinião do relator na CMA, senador Jorge Viana (PT-AC), a punição aos “sujões” tem caráter pedagógico, ajudando na mudança de um comportamento recorrente nas cidades brasileiras.

A proposta seguirá para análise da Câmara dos Deputados e será votada em decisão terminativa pela CMA.

(Agência Senado)

TCE abre 71 vagas para estagiários em diversas áreas com bolsa de R$ 903,99

O Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE) está com 71 vagas de estágio de nível superior. São nove áreas de atuação: Direito (29), Administração (11), Ciências Contábeis (13), Engenharia Civil (2), Informática (9), Comunicação Social (4), Biblioteconomia (2) e Pedagogia (1). Parte das vagas são reservadas aos candidatos portadores de necessidades especiais. As inscrições devem ser feitas no site da MGA Concurso Públicos, até o dia 27 de outubro.

Para participar do processo de seleção, é preciso estar cursando a graduação de uma das áreas em universidade pública ou particular. Além disso, é preciso ter concluído no mínimo 40% e no máximo 80% dos créditos do respectivo curso. A bolsa é de R$ 903,99, com auxílio-transporte (valor correspondente a meia passagem) e carga horária de 20 horas semanais, distribuídas em jornadas de quatro horas.

O processo de seleção consistirá de análise do histórico acadêmico e prova de conhecimentos gerais e específicos. Todas são de caráter eliminatório. O resultado final será publicado no Diário Oficial Eletrônico do TCE Ceará e na página da MGA Concursos Públicos. Mais informações no edital.

(Rádio Verdes Mares)

Fortaleza: Eleição para 40 conselheiros tutelares ocorre no domingo (04/10)

Fortaleza vai eleger, no dia 4 de outubro, os  novos conselheiros tutelares que irão atuar nos oito conselhos tutelares da capital, dois conselhos a mais do que a cidade tinha até então. Atualmente, a capital cearense conta com 30 conselheiros tutelares. Mas, por meio de um decreto assinado em agosto, o prefeito Roberto Cláudio autorizou a criação de dois novos Conselhos com dez novos cargos de conselheiros. Ou seja, serão eleitos 40 novos membros.

Os novos Conselhos Tutelares criados serão instalados nas Regionais I e VI. Os equipamentos terão salas climatizadas, brinquedoteca, ambiente de leitura e acolhimento, sala de reunião e estacionamento. As despesas decorrentes da criação dos Conselhos Tutelares serão por conta da dotação orçamentária da Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci).

Um total de 280 candidatos se inscreveram para concorrer à seleção. Após validação da inscrição, prova e curso de formação, 87 candidatos irão concorrer as vagas dos conselheiros tutelares no domingo (4).

Eleitores
Todas as pessoas em situação regular com a Justiça Eleitoral (até 4 de setembro) podem votar. Para isso, basta comparecer a sua seção portando documento oficial com foto e o título de eleitor. A listagem dos locais de votação está disponível no seguinte endereço http://www.fortaleza.ce.gov.br/sites/default/files/resolucao_109-2015_-_divulgacao_dos_locais_de_votacao.pdf

Equipes
As equipes de trabalho que atuam em cada Conselho são compostas por cinco conselheiros, assistentes sociais, psicólogas, advogados, educadores sociais, serviços gerais e vigilantes. Dois carros ficam à disposição dos conselheiros em cada unidade para o acompanhamento das famílias e averiguação de denúncias.

(G1 Ceará)

Bancários do CEARÁ fazem assembleia sobre GREVE quinta-feira, dia 1º de outubro

Em Fortaleza, os bancários reúnem-se dia 1º de outubro (quinta-feira) em assembleia para deliberar sobre proposta apresentada pela Federação dos Bancos – Fenaban, para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2015. A  assembleia será às 19h  na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará ( Rua 24 de Maio, 1289, Centro). O Comando Nacional dos Bancários indica rejeição da proposta e aprovação de greve por tempo indeterminado a partir do dia 6 de outubro, a terça-feira seguinte.

O que foi apresentado na mesa de negociação é um completo descaso com a categoria. A pior proposta que a categoria recebeu nos últimos anos. É precisamos deixar bem claro que a categoria não vai aceitar o que foi proposto pelos banqueiros e dar a resposta com uma forte greve.

A Fenaban, na sexta-feira, dia 26, ofereceu 5,5% de reajuste para salários e vales, o que nem chega perto de repor a inflação de 9,88% (INPC), e representaria perdas de 4%. A proposta prevê, ainda, abono de R$ 2,5 mil (pago apenas uma vez e não incorporado ao salário).

Reunião do Comando

Na sexta-feira, dia 2, após a assembleia, o Comando Nacional estará reunido em São Paulo para debater estratégias para a Campanha. Essa é a data limite para os bancos alterarem a proposta, que além de ter perdas salariais, sequer contempla reivindicações fundamentais como garantia para os empregos, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais saúde, igualdade de oportunidades, segurança nas agências bancárias.

Na segunda-feira, dia 5, será realizada nova assembleia organizativas para a paralisação. Todas as datas foram estabelecidas pelo Comando respeitando a Lei de Greve, de forma que a mobilização dos bancários não possa ser considerada abusiva pela Justiça.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

PT vai disputar as Prefeituras de Fortaleza e Juazeiro do Norte

O Partido dos Trabalhadores terá candidaturas próprias em Fortaleza e Juazeiro do Norte. A informação foi divulgada pelo jornalista Donizeti Arruda, em seu comentário no programa Ceará News, da Rede Plus FM, na manhã desta quarta-feira (30).

Segundo o jornalista um jantar entre os deputados federais petistas José Guimarães e Luizianne Lins, e mais o deputado estadual Elmano de Freitas, decidiu sobre a candidatura própria a prefeito de Fortaleza. A decisão de Juazeiro do Norte teria saído em reunião de Guimarães com o governador Camilo Santana.

Durante a reunião, o governador Camilo descartou sua saída do PT para o PDT. Camilo teria reconhecido as articulações e formalização de convites, mas preferia permanecer no PT. Segundo o deputado Guimarães, além do governador, o partido não perdeu nenhum prefeito no Ceará. O prefeito de Itapipoca, Dagmauro, desistiu da desfiliação.

Na capital, o mais provável é que Luizianne dispute o cargo pela sigla. Já em Juazeiro do Norte, o nome é o do ex-prefeito e deputado estadual Manoel Santana. Com a decisão de Juazeiro, Fernando Santana, chefe de gabinete adjunto do governador, pode ser o candidato em Barbalha. Outra decisão tomada nos encontros foi a pré-candidatura do deputado federal José Airton Cirilo em Caucaia.

O detalhe é que as decisões desarticulam os nomes do PDT no Crajubar. Nessa conjuntura, nomes como Gilmar Bender não terão o apoio de Camilo e, provavelmente, do grupo dos irmãos Ferreira Gomes (FGs).

Com a articulação o deputado Guimarães neutraliza, ainda, as pretensões do PDT em Crato e Barbalha. O PDT barbalhense tencionava por uma candidatura do ex-prefeito João Hilário. Já em Crato é quase certo que o PT lance o médico Marcos Cunha; tese que o deputado Guimarães tenta derrubar para apoiar o atual prefeito Ronaldo Mattos (PSC).

Link: http://cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=27711

Rede Sustentabilidade foi procurada por emissários de Luizianne Lins

A cúpula da Rede da Sustentabilidade no Ceará foi procurado por emissários da deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). Segundo uma fonte da legenda, houve a proposta de ingresso dela com seu grupo com o objetivo de disputar a Prefeitura em 2016.

De acordo com essa fonte da Rede, o partido não tem nenhuma objeção ao nome de Luizianne, mas não gostaria de abrigar todo seu grupo político.

A Rede teme que haja perda de controle da sigla e se baseia ainda na orientação da direção nacional de que não deve o partido não pode inchar. Nem abrir para todo tipo de adesão.

(Blog do Eliomar de Lima)

Tin Gomes rompe com prefeito Roberto Cláudio e diz que é pré-candidato em Fortaleza

O deputado estadual Tin Gomes, presidente estadual do PHS, anunciou, nesta manhã de quarta-feira, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, rompimento com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.

Tin disse que o PHS terá candidato a prefeito e que ele será o candidato. O PHS vai se reunir com a direção nacional para discutir a posição do partido na Capital.

Se o PHS não aceitar essa proposta de candidatura própria, ele admite deixar a legenda.  Tin aproveitou para destacar o trabalho da ex-prefeita Luizianne Lins, hoje deputada federal  observando que ela, quando na gestão, pensou “uma cidade integrada, pensando nas pessoas e não em paredes”.

DETALHE  – Quando era vice-prefeito de Luizianne Lins (PT), o deputado Tin Gomes rompeu com a gestão da loira.

(Blog do Eliomar de Lima)

Fortaleza é a capital com maior número de crimes violentos letais do Brasil, aponta estudo

A capital brasileira com o maior número de crimes violentos letais é Fortaleza, segundo dados referentes à 2014 e divulgados pela 9ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O relatório ainda não foi finalizado, mas alguns dados foram divulgadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nessa terça-feira, 29. Ao todo, 15.932 pessoas foram assassinadas no País, o que corresponde a uma média de um homicídio a cada meia hora.

Na capital cearense, foram 77,3 mortos por esses tipos de crimes a cada 100 mil habitantes. Em seguida, estão Maceió (69,53), São Luís (69,07), Natal (65,89), João Pessoa (61,61), Teresina (53,06), Belém (51,23) e Salvador (48,12). A média nacional é de 25,2, quase 1 terço do índice de Fortaleza.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) realiza uma coletiva de imprensa, na manhã desta quarta-feira, 30, em que explica os índices apontados pelo estudo. Os dados das capitais foram reunidos pelo Fórum pela primeira vez, com informações levantadas por meio da Lei de Acesso à Informação.

Crimes violentos, em 2014
CAPITAL TAXA (a cada 100 mil)
Fortaleza (CE) 77,3
Maceió (AL) 69,5
São Luís (MA) 69,1
Natal (RN) 65,9
João Pessoa (PB) 61,6
Teresina (PI) 53,1
Belém (PA) 51,2
Salvador (BA) 48,1
Cuiabá (MT) 47,4
Aracaju (SE) 47,1
Goiânia (GO) 46,7
Manaus (AM) 41,6
Porto Alegre (RS) 40,6
Vitória (ES) 38,3
Rio Branco (AC) 36,5
Macapá (AP) 32,5
Curitiba (PR) 32,4
Recife (PE) 32,0
Belo Horizonte (MG) 30,8
Porto Velho (RO) 30,6
Palmas (TO) 27,9
Brasília (DF) 25,8
Rio de Janeiro (RJ) 20,2
Campo Grande (MS) 18,9
Boa Vista (RR) 17,5
Florianópolis (SC) 16,9
São Paulo (SP) 11,4

Investimentos
O Fórum também apontou uma alta de 16,6% no investimento em segurança pública. Em 2014, foram gastos R$ 71,2 bilhões no setor (juntando verbas da União e dos Estados). NO ano anterior, foram R$ 61,6 bilhões.

O Acre foi o que apresentou maior investimento (R$ 568,80 mi), seguido de Rondônia (R$ 532,62 mi), Roraima (491,55 mi), Minas Gerais (R$ 486,02 mi) e Rio de Janeiro (R$ 486,85 mi).

Coincidentemente, os estados com os menores gastos com segurança pública são os mesmas cujas capitais mais registraram assassinatos, proporcionalmente, em 2014. São elas: Piauí (R$ 18,48 mi), Amapá (R$ 80,07 mi), Maranhão (R$ 159,24 mi), Ceará (192,19 mi) e Paraíba (218,33 mi).

Redação O POVO Online

Dilma veta financiamento privado de campanha e voto impresso

A presidente Dilma Rousseff vetou o financiamento empresarial de campanha e o voto impresso aprovados pela Câmara dos Deputados. O decreto em que a petista rejeita as mudanças na lei foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União no início da noite desta terça-feira (29).

A presidente também resolveu manter a janela para troca-troca partidário. A informação já havia sido antecipada pelos ministros das Comunicações, Ricardo Berzoini, novo responsável pela articulação política do governo, e da Aviação Civil, Eliseu Padilha, em reunião com líderes partidários.

Ao vetar o financiamento privado, Dilma argumentou que a proposta enviada pelo Congresso confronta com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que considerou que o trecho da nova lei é inconstitucional. Pelo texto enviado pelos deputados, ficavam estabelecidos os limites que cada pessoa física poderia contribuir para partidos políticos. Ficou definido o limite de 20% do faturamento no total de campanhas. Dilma rejeitou o trecho.

Já a impressão de votos foi vetada pelos custos que a esta operação geraria ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). De acordo com o tribunal, a implantação do sistema de conferência dos votos impressos custaria R$ 1,8 bilhão para as próximas eleições.

Janela partidária

Dilma manteve a janela para troca-troca partidário. Com a nova norma, todos os ocupantes de cargos proporcionais (vereadores, deputados estaduais, distritais e federais) poderão trocar de partido entre o sétimo e sexto meses anteriores à eleição. Assim, de 1º a 31 de março, será possível trocar de legendas sem o receio de perder o mandato.

O tema atualmente é regulamentado por uma resolução do TSE de 2007, que estabelece quatro possibilidades para trocar de partido sem ter o mandato cassado. São consideradas como justa causa para a mudança de legenda a incorporação ou fusão doe siglas, a criação de uma agremiação partidária, a mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário e grave discriminação pessoal.

(Fator Online)

“Operação Cardume”: Fortaleza servia de epicentro para o tráfico internacional de cocaína

Foto: ​Agência Brasil

O estado do Ceará  tornou-se  o epicentro de uma megaoperação internacional contra o narcotráfico entre dois continentes, a América do Sul e a Europa. A ação policial envolveu a Polícia Federal  brasileira e o Departamento Anti-Drogas de Portugal (de Estupefacientes) . Uma tonelada de cocaína foi apreendida, além da descoberta e destruição de três laboratórios de refino da droga. Na manhã desta terça-feira (29), nada menos, que 230 policiais federais cumpriram cerca de 30 mandados de prisão, busca e apreensão, além de condução coercitiva no Ceará e em mais sete estados brasileiros.

Batizada de “Cardume”, em referência à prisão de narcotraficantes considerados “peixes graúdos” da organização criminosa, a operação da PF se estende desde as primeiras horas de hoje. Uma entrevista coletiva de Imprensa está marcada para as 11 horas na sede da PF desta Capital.  Os nomes dos envolvidos e presos durante a mobilização policial não foram ainda, e, provavelmente, não serão divulgados pelas autoridades, conforme praxe da PF.

A operação também se entrelaça com as investigações sigilosas que vêm sendo feitas  pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acerca do escândalo da “venda” de liminares e habeas corpus por desembargadores e juízes membros do Judiciário cearense, especialmente, nos plantões de feriados e fins de semana do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), fato que já levou a PF a fazer uma operação, batizada de “!50”, de varredura na própria sede daquela Corte.

Na operação, além das buscas policiais em 19 cidades do Ceará, incluindo Fortaleza, foram também desencadeadas diligências nos estados do Rio Grande do Norte, Mato Groso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, com a apreensão de uma tonelada de cocaína, 21  quilos de maconha e 300 quilos de substâncias químicas usadas no fabrico das drogas. Somente no Ceará teriam sido realizados 32 cumprimentos de ordens judiciais (prisões, apreensões e conduções).

Rota Internacional

Nas investigações levadas à cabo pela PF com o auxílio da Interpol e de polícias de alguns países europeus e sul-americanos, ficou conformada a existência de mais uma rota internacional de tráfico de cocaína, cuja origem seria a Bolívia como país produtor da coca.

Do território boliviano, o entorpecente entrava no Brasil por vias terrestre e aérea, chegando ao Nordeste brasileiro, apontando no Ceará e  no Rio Grande do Norte.  Pelos aeroportos de Natal e Fortaleza  a droga, então, era enviada, através de “mulas” para países europeus como Portugal, Holanda e outros.

Na operação realizada nesta terça-feira, os  230 policiais federais  teriam prendido nesta Capital, pelo menos, um dos “peixes graúdos” da organização criminosa. Seria um empresário, cujo nome é mantido em sigilo. Além disso, a PF  realizou diligências em mais sete estados para cumprir 15 mandados de prisão preventiva, 13 de prisão temporária, 22 conduções coercitivas (o suspeito é levado à força para depor), e 51 de busca e apreensão.

E ainda, a PF informa neste momento que, além do “estouro” de três laboratórios utilizados para o refino da cocaína boliviana (um deles em Lisboa, Portugal), foram realizados seqüestros de bens e bloqueio de contas de pessoas físicas e jurídicas.

Via http://blogdofernandoribeiro.com.br

Policial do Ronda, piloto e garupeiro de moto morrem em acidente na BR-116

Acidente mata policial no km 40 da BR-116 (Foto: PRF/Divulgação)

Uma colisão entre um carro do Ronda do Quarteirão, um caminhão e uma motocicleta, deixou dois mortos e duas pessoas gravemente feridas, na manhã desta terça-feira (29), no km 40 da BR-116, no município de Horizonte. As vítimas são os ocupantes da moto e o policial que dirigia o carro do Ronda.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Ceará, o veículo do Ronda colidiu na traseira da moto, atingiu um caminhão que fazia uma manobra, ficou desgovernado e atropelou uma pedestre.

Os ocupantes da moto foram arremessados para a traseira do caminhão que fazia uma manobra de retorno.

A pedestre foi levada por uma equipe da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) para o Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza.

Por volta das 10 horas, a rodovia estava totalmente interditada pela PRF e no local encontravam-se equipes dos Bombeiros, Polícia Militar e Samu. O trânsito foi desviado por dentro da cidade de Horizonte no sentido decrescente, com orientação do órgão de trânsito municipal.

(G1 Ceará)

Inscrições abertas para curso de preparação de atores para cinema em Fortaleza

Foto: Reprodução internet

O cineasta paraibano André da Costa Pinto ministra em Fortaleza o workshop: Atuação para Vídeo. Os encontros serão nos dias 05, 06, 07 e 08 de outubro, no Instituto Poliglota (Av. Pontes Vieira, nº 639, Dionísio Torres), durante o turno da manhã (08h –  12h) e da tarde (14h – 18h). O curso tem caráter teórico e prático. As vagas são limitadas e as matrículas estão abertas, com o valor de R$ 500, que pode ser parcelado.

Os encontros devem abordar a seguinte temática: roteiro, fotografia, áudio, arte, figurino, makeup, continuidade, montagem, produção, dentre outros. O workshop proporciona ao ator a troca de conhecimentos sobre técnica e atuação no que diz respeito a linguagem de interpretação para vídeo, além de possibilitar o conhecimento sobre todo processo deprodução e discorrer acerca de mercado e gerenciamento de carreira.

O último filme de André da Costa Pinto, “Tudo Que Deus Criou“, estreou em circuito nacional no início desse ano. Nesse trabalho ele dirigiu atores conhecidos do grande público como: Letícia Spiller, Guta Stresser (Bebel de “A Grande Família”), Maria Glays e Paulo Vespúcio. Atualmente ele está dirigindo o documentário do cantor e compositor Geraldo Azevedo, que esta comemorando os 50 anos de carreira, e será exibido em breve na TV Cultura.

Confira o conteúdo do curso:

– Apresentação/Introdução;
Conhecendo o material humano: entendendo o indivíduo/ator.
– Identificando o ator: Potencializando as emoções e trabalhando as fragilidades.Emoção e técnica aliadas na construção do ator.
– O que é um set e como relacionar-se com ele e dentro dele.
– A câmera, como contracenar com ela: Decupagem, enquadramentos, movimentos, percepção.
– O desenho de som e o desenho da luz na construção do enredo e do personagem.
– Estudando o roteiro e preparando o laboratório.
– O mundo fantástico da direção de arte, o movimento do figurino e os traços da maquiagem na tela: a construção do personagem na coletividade.
– O ator e o diretor: como se dá a relação.
– Aceitando e recusando trabalhos: traçando metas para carreira profissional
– Estudo de contratos: como fechar, como funciona o mercado.
– Noções de direito de imagem e direito autoral.

 (Rádio Verdes Mares)

Por unanimidade, TRE inocenta Luizianne Lins de acusação sobre abuso de poder político

A ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), foi inocentada da acusação de abuso de poder político, em decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE). O recurso foi julgado nesta segunda-feira, 28, com seis votos a zero, a favor da ex-prefeita.

Luizianne havia sido condenada em fevereiro de 2014, em ação de investigação judicial eleitoral, pelo juiz da 114º Zona Eleitoral, Josias Menescal Lima de Oliveira, após denúncia do Ministério Público. A sentença tornava a ex-chefe do executivo inelegível por oito anos.

A acusação era de que Luizianne teria autorizado demissão de trabalhadores terceirizados, funcionários da administração municipal, por terem se recusado a fazer campanha eleitoral para o então candidato Elmano de Freitas, em 2012.

Em entrevista ao O POVO Online, o advogado da agora deputada federal, Rodrigo Cavalcante Dias, afirmou que “não haverá recurso da decisão”. De acordo com Rodrigo, “o TRE fez justiça, em uma decisão eminentemente jurídica, sem conotação política”. “A relatora do processo, juíza Joriza Magalhães Pinheiro, num voto brilhante, disse que não havia provas e que a acusação era frágil para se tomar medida tão grave”, finalizou.

Conforme o processo que livra Luizianne da condenação, “não há provas contundentes de que realmente os terceirizados eram obrigados a participar de atos de campanha a favor de Elmano de Freitas. Não consta no processo qualquer foto ou filmagem identificando tais atos. Ademais, não há uniformidade sequer no depoimento das testemunhas”.

Redação O POVO Online

ROBERTO CLÁUDIO E MAIS 62 PREFEITOS FILIAM-SE AO PDT

Ceará247 – O prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, e outros 62 gestores de municípios cearenses assinaram ficha de filiação ao PDT, em evento ocorrido na noite desta segunda-feira (28), em Fortaleza, com as presenças do presidente nacional da sigla, Carlos Luppi, e do ministro do Trabalho, Manoel Dias. Com a chegada das novas lideranças, o PDT se torna o partido com maior número de prefeituras em todo o Estado, comandando 74 dos 184 municípios cearenses.

O presidente estadual do partido, deputado federal André Figueiredo, abriu o evento declarando que a chegada de Roberto Cláudio é um “sonho que se concretiza” e que o PDT estará mais forte para “ajudar o governador Camilo Santana em sua gestão, dando continuidade ao trabalho que Cid Gomes fez”. O governador Camilo Santana (PT), que esteve presente, elogiou o trabalho do chefe do executivo municipal e reforçou a parceria do Governo com a Prefeitura.

Com a palavra, Roberto Cláudio afirmou que a decisão de se filiar ao PDT foi baseada em “união, coerência e um projeto nacional”. “O PDT era um dos caminhos mais naturais (…). Temos afinidades de olhares, pensamento e de visão de futuro para o País e para o Estado. O Ceará irá dar uma contribuição ao PDT para construir um projeto de nação sério”, destacou o prefeito.

Mais uma vez, Ciro Gomes declarou estar preocupado com os rumos do País e com a “manipulação golpista” que vem tentando desestabilizar o governo Dilma. “A democracia brasileira ainda não completou 30 anos e já sofre ameaças. O remédio para governo ruim não é interromper a autoridade que só o povo tem de fazer”, afirmou, chamando de “moralismo de goela” quando “gente podre, picareta e ladrão aponta o dedo”.

Cid Gomes
Ainda sem data marcada para ingressar no partido, o ex-governador Cid Gomes comandou boa parte da solenidade, convidando os prefeitos a subir ao palco e receber suas fichas de filiação. Em diversos momentos Cid falou já como pedetista, utilizando expressões como “nosso presidente” e “nosso partido”.

(Ceará 247 / Brasil 247)

Comandante do Exército aos golpistas: “não voltaremos ao poder”

Por Fernando Brito, via Tijolaço

Em entrevista dada ontem ao Correio Braziliense, o  Comandante do Exército, general  Eduardo Dias da Costa Villas Bôas fez o que se espera de um chefe militar moderno e inteligente. Sem grosserias ou oportunismo, defendeu o papel das Forças Armadas na vida nacional, alertou para os perigos de perder-se, com a crise, o avanço organizacional e tecnológico dos programas militares, manifestou disciplinadamente os problemas materiais de tropa e equipamento e, num recado político que não podia ser mais claro, disse que os compromissos da Força são com a estabilidade, a legalidade e a legitimidade em suas ações.

O arremate foi enfático: “Não há a menor hipótese de os militares virem a tomar o poder novamente.” Nada de conversas maquiadas, hipóteses genéricas, afirmações transversas: “Não, não e não. Nenhuma (possibilidade).

A entrevista aos repórteres  Ana Dubeux, Carlos Alexandre,Leonardo Cavalcanti e Nívea Ribeiro foi republicada , na íntegra,pelo site Defesanet e merece ser lida inteirinha. Não é conversa de “militar político”, mas é infinitamente superior porque é de militar com estratégia na cabeça e estratégia desenvolvimentista , com olho na unidade nacional.

“Da década de 1930 até a década de 1980, o Brasil foi o país do mundo que mais cresceu. Tínhamos uma ideologia de desenvolvimento e, mais importante, tínhamos um sentido de projeto. Nas décadas de 1970 e 1980, cometemos o erro de permitir que a linha de fratura da Guerra Fria passasse dentro da nossa sociedade. E, com isso, nos desestruturamos. Perdemos a coesão nacional. Perdemos o sentido de projeto, e o Brasil anda meio à deriva. Não sabe exatamente o que ser.” 

Se possível, tratei em outros posts novos trechos, tratando das questões de reaparelhamento das Forças Armadas e dos perigos que corremos de desfazer todos os avanços obtidos desde que o estabelecimento da Estratégia Nacional de Defesa definiu papel e objetivo de nossas instituições militares. Que é importantíssimo para a afirmação do Brasil, para a questão da defesa de nossas riquezas, pelo suporte ao funcionamento das instituições de segurança civis e, sobretudo, porque não se consegue ser um grande país sem grandes forças de Defesa, sem as quais será, no máximo, um servo de luxo de outro.

Só os míopes e os rancorosos – e alguns, claro, mal-intencionados, que exploram ressentimentos  para manter preconceitos militares contra a esquerda, o que sempre foi a tática de nossos dominadores  – acham que a experiência de 1964 é a tradição do Exército e se recusa a ver nos militares mola e alavanca do desenvolvimento brasileiro.

Abaixo, o trecho que selecionei da entrevista do General Vilas-Bôas:

(Há) uma crise claramente econômica. Mas há uma crise política. Há risco de instabilidade? Há preocupação do Exército nesse sentido?
 
Há uma atenção do Exército. Eu me pergunto: o que o Exército vai fazer? O Exército vai cumprir o que a Constituição estabelece. Não cabe a nós sermos protagonistas neste processo. Hoje o Brasil tem instituições muito bem estruturadas, sólidas, funcionando perfeitamente, cumprindo suas tarefas, que dispensam a sociedade de ser tutelada. Não cabem atalhos no caminho.

O que acha dos manifestantes que defendem intervenção militar?
 
É curioso ver essas manifestações. Em São Paulo, em frente ao Quartel-General, tem um pessoal acampado permanentemente. Eles pedem “intervenção militar constitucional” (risos). Queria entender como se faz. Interpreto da seguinte forma: pela natureza da instituição, da profissão, pela perseguição de valores, tradições etc. A gente encarna uma referência de valores da qual a sociedade está carente. Não tenho dúvida. A sociedade esgarçou seus valores, essa coisa se perdeu.

Essa é a principal motivação de quererem a volta dos militares. Mas nós estamos preocupados em definirmos para nós a manutenção da estabilidade, mantendo equidistância de todos os atores. Somos uma instituição de Estado. Não podemos nos permitir um descuido e provocar alguma instabilidade. A segunda questão é a legalidade. Uma instituição de Estado tem de atuar absolutamente respaldada pelas normas em todos os níveis. Até para não termos problemas com meu pessoal subordinado.

Vai cumprir uma tarefa na rua, tem um enfrentamento, fere, mata alguém, enfim… não está respaldado. E aí, daqui a pouco, tem alguém meu submetido na Justiça a júri popular. Terceiro fator: legitimidade. Não podemos perder legitimidade. O Exército tem legitimidade por quê? Porque contribui para a estabilidade, porque só atua na legalidade. Pelos índices de confiabilidade que a sociedade nos atribui, as pesquisas mostram repetidamente, colocam as Forças Armadas em primeiro lugar. E, por fim, essa legitimidade vem também da coesão do Exército. Um bloco monolítico, sem risco de sofrer qualquer fratura vertical. Por isso as questões de disciplina, de hierarquia, de controle são tão importantes para nós. O Exército está disciplinado, está coeso, está cumprindo bem o seu papel.
 
O Exército está atento. Está preocupado?
 
Claro, porque a situação tem reflexos. Vejam o problema que nós temos no Orçamento.
 
Mas o eco das ruas se espelha em algum momento dentro da tropa?
 
Sim. No Exército Brasileiro, só tem brasileiros. Estamos vendo a sociedade. Isso nos aflige, afeta, angustia, provoca ansiedade, frustrações da mesma forma.
 
Existe alguma possibilidade de os militares voltarem ao poder em determinado momento?
 
Não, não, não. Nenhuma.
 
Por quê?
 
Porque o que nos baliza é o que está na Constituição. Não há a menor hipótese de os militares virem a tomar o poder novamente.

Petrobras divulga nova descoberta de petróleo no pré-sal

Por Fernando Brito

O anúncio, ontem à noite, das descobertas do terceiro poço perfurado na área denominada Carcará do bloco BM-8 da Bacia de Santos tem tudo para ser a confirmação de que se a área pode ser um novo mega campo de petróleo, semelhante ao de Lula, o maior já em exploração do pré-sal brasileiro, situado cerca de 50 km a leste.

Tanto o tipo de rocha, as características do petróleo (leve, 31 graus API), a pressão, profundidade e espessura da coluna de acumulação encontrados indicam que é  o mesmo reservatório encontrado nos dois primeiros poços, com espessura entre 320 e 470 metros (Libra tem pouco mais de 300 m, por exemplo) estão em linha do que o pessoal da área de petróleo já suspeitava desde 2012, como registrava uma nota da Agência Reuters em agosto daquele ano e confirmada poucos meses depois:

“A expressiva coluna de Carcará tem potencial para colocar o prospecto no mesmo patamar das maiores descobertas do Brasil, ao lado de campos como Lula e Guará (Nota do Tijolaço: Guará é hoje denominado Sapinhoá e onde estão os mais produtivos poços, na faixa de 40 mil barris/dia, cada), localizados na mesma região.

Evidente que não se pode ser preciso sem todos os estudos geológicos, mas isso indica expectativas na casa de alguns bilhões de barris. Mas a turma especialista da Petrobras, pelas características que se listou, tem uma boa capacidade de estimar o potencial.

E a posição do terceiro poço, assim como a do segundo, sugere que a formação possa estender-se mais para o Norte, em área ainda não licitada nos leilões de concessão. Carcará foi leiloado em 2000, na segunda rodada de leilões, por um valor, na época, de apenas R$ 51 milhões. Atualizado em dólares,  cerca R$ 140 milhões, hoje.

Tomando a produção de um campo como o de Lula e mesmo com o valor baixo do petróleo hoje, daria o equivalente ao faturamento bruto de dois a três dias de produção.

É a isso que os espertíssimos defensores do fim da partilha do petróleo querem voltar, sob o argumento de que a Petrobras não tem recursos para investir.

Para bom negócio, garantido como o petróleo – e não o “pode ser” que arrebentou a Shell no Ártico – sempre há dinheiro.

Via Tijolaço

As questões de gênero e sexualidade invisíveis à mídia

Do Jornalismo B

“VEMOS UM SILENCIAMENTO DE MUITAS IDENTIDADES, ENQUANTO OUTRAS SÃO ESCOLHIDAS PARA SEREM LEGÍTIMAS”, ENTREVISTA COM FERNANDA NASCIMENTO, DO GEMIS

Por Gabriela Féres

Fernanda Nascimento é jornalista, repórter do Jornal do Comércio e mestra em Comunicação Social pela PUCRS. Com outros comunicadores, ela criou o grupo de ação e debate sobre Gênero, Mídia e Sexualidade (GEMIS). No final do julho, Fernanda lança o livro Bicha (nem tão) má – LGBTs em telenovelas (Editora Multifoco). O Jornalismo B conversou com a jornalista sobre gênero e sexualidade e sobre a atuação do Gemis.

Jornalismo B – Como surgiu a ideia de criar o Gemis?

Foto: Camila Cunha

Fernanda Nascimento – O lançamento oficial do Gemis foi em setembro de 2014, mas a gente já estava se articulando desde abril. O estopim para o desenvolvimento do Gemis foi a notícia que saiu no jornal Zero Hora sobre a agressão sofrida por Natália Rios, uma mulher trans. A reportagem trazia uma série de confusões sobre a identidade de gênero e orientação sexual. Ao longo da notícia tinha, por exemplo, o nome que foi designado a ela no nascimento, que é um nome masculino, o que é uma violência também, além da agressão física que ela já havia sofrido, o jornal estava fazendo uma agressão simbólica. Nós sabemos que as pessoas transexuais costumam, inclusive, chamar o nome que lhes foi designado no nascimento como falecido ou falecida, então elas passam por todo um processo de identificação, de conseguir se apresentar para a sociedade e enfrentam muito preconceito. Então, quando elas já tem sua identidade socialmente reconhecida entre amigos e familiares, e acontece uma agressão e o jornalista ao retratá-la, reafirma a violência e deslegitima a identidade da pessoa.

A partir desse acontecimento, que é recorrente – essas notícias continuam acontecendo a toda hora – eu, o Samir Oliveira, que era repórter do Sul21, hoje é assessor de imprensa, e a Débora Fogliatto, que é repórter do Sul21, pensamos no que poderíamos fazer para conscientizar as pessoas a respeito desse tema. No caso da reportagem da ZH, o Samir procurou o jornalista que assinou a matéria e deu algumas dicas para ele sobre o que considerava mais adequado. A ideia do Gemis é de fazer essa discussão, interlocução entre os movimentos sociais e os jornalistas e comunicadores. A gente não acredita que seja mau-caratismo ou uma questão individual, não, isso é fruto de uma construção social. O jornalismo não está separado da sociedade, ele está dentro de uma sociedade que é excludente e que marginaliza a população LGBT e faz muito disso através do silenciamento. Quando a gente silencia, a gente também perpetua esse poder e essa hierarquia que é de uma norma heterossexual e cisgênera. Essa lógica da normatividade diz que todos os sujeitos que não são heteros e cis são anormais e que não é necessário discutir sobre eles. Assim, a mídia reproduz diversas formas de estigmas e discriminações.

Como o grupo se constitui hoje e quais são as formas de atuação?

No início, nós tínhamos a ideia de ir nas redações e fazer palestras e um trabalho de conscientização nesse sentido. Ao longo do tempo, nós percebemos que isso não seria suficiente. Uma conversa em uma redação seria pouco, quanto tempo os jornalistas teriam para conversar com a gente? Talvez 15 minutos. Como podemos falar de gênero e sexualidade em 15 minutos? Uma construção histórica, que perpassou por toda a socialização dessas pessoas, passou pela escola, passou pela universidade, passou por várias esferas, a familiar, entre os amigos. Como é que vamos desconstruir esses conceitos em 15 minutos? Então a gente percebeu que não teríamos como fazer isso. A nossa ideia agora é de deslocar o debate. Nós ajudamos os profissionais que nos procuram com dúvidas pontuais, por exemplo, “o que significa LGBT?” ou questões mais macro de dúvidas conceituais. Também temos feito muitas atividades em universidades, porque é mais fácil essa questão de tempo, os alunos muitas vezes são liberados para participar de palestras, oficinas, workshops, durante o horário de aula. Nós temos falado muito em universidades da região metropolitana, temos dado entrevistas também. Eu, como repórter, sempre aprendo quando faço uma entrevista, então também é um espaço de diálogo.

O Gemis cresceu muito nesse tempo, porque novas pessoas se incorporaram. Hoje o grupo tem cerca de 20 pessoas, algumas são do meio acadêmico, uma colega é pós-doutoranda, outros são doutorandos, mestrandos, tem um pessoal que está fazendo graduação e é militante do movimento estudantil. Nós temos experiências distintas e níveis de relação com a temática distintos. O Gemis também foi se deslocando da discussão da população LGBT para uma discussão mais ampla de gênero e sexualidade. Fomos percebendo que as temáticas que nós abordávamos não eram só com relação à população LGBT, mas também, por exemplo, temáticas de questões das mulheres heterossexuais e homossexuais, assim como de mulheres cisgêneras e transgêneras. Então a gente percebeu que, se a gente não pensasse sobre gênero e sexualidade de maneira interseccional, passando também pelas questões de raça, classe e geração, não faria sentido. Nós estaríamos isolando e universalizando identidades. Então essa é a trajetória que o grupo tem construído, estamos passando por um processo de mudança da logomarca muito nesse sentido, de que a gente discute, sim, a população LGBT, mas o nosso foco de atenção tem sido muito mais amplo, para discutirmos também a questão do gênero, por exemplo, das relações de homens e mulheres. Pretendemos também nos constituirmos como pessoa jurídica para conseguirmos participar de editais e ampliar a nossa linha de atuação. O Gemis é um coletivo, e existir juridicamente pode nos permitir ampliar a nossa atuação para o interior do estado, por exemplo. Nós fazemos uma militância autônoma, e talvez, com se pudéssemos dedicar mais tempo, poderíamos alcançar mais pessoas.

Neste tempo de atuação, vocês conseguem observar mudanças na mídia? O debate tem avançado?

A gente ainda não tem como mensurar quantitativamente, mas eu acredito que sim. Cada matéria que a gente possa ter ajudado a um colega a mudar ou a repensar é um avanço. Quando aprendemos qual artigo usar quando tratamos de uma travesti ou uma pessoa trans, esse conhecimento vai ser usado nas próximas matérias que faremos. Quando paramos para pensar em qual artigo usar, estamos querendo respeitar a identidade daquela pessoa que foi marginalizada ao longo do tempo.

Acredito que teve mudanças, sim. O caráter do nosso grupo é de diálogo, já até fizemos alguma nota de repúdio por algo mais significativo, mas o nosso caráter não é de dizer o que está certo e o que está errado. A questão não é problema de um veículo de comunicação ou de um jornalista. É um problema estrutural, sobre o qual precisamos dialogar para não distanciar as pessoas. Nosso público é formado por jornalistas, nossos colegas, então queremos ensinar o que está certo e o que está errado, nós também estamos em constante aprendizado. Tem surtido bons efeitos, quando saem matérias mais problemáticas, tentamos dialogar com as pessoas e explicar quais são as falhas, e as pessoas se mostram abertas, porque nunca tiveram a possibilidade de conversar sobre essa questão. O conhecimento também é um aprendizado pelo que não dizemos, então se nós não falarmos sobre as formas de sexualidade e de gênero e silenciarmos outras vivências, como vamos escrever sobre elas?

Como as formas pelas quais a mídia aborda o gênero e a sexualidade ajudam na construção do imaginário coletivo sobre esses temas?

A mídia tem um papel fundamental na construção das nossas identidades, é um dos lugares por onde construímos e nos identificamos. A forma como nos identificamos e construímos as nossas identidades como mulheres e como homens também é nas nossas relações pessoais, com família e amigos, mas também nos veículos de comunicação. E as construções têm sido problemáticas. Por exemplo, falando sobre a população LGBT, qual parte é mais legitimada, quais construções estamos vendo? Na minha dissertação de mestrado, “Bicha (nem tão) má”, pesquisei sobre as telenovelas brasileiras. É possível perceber que, por exemplo, a identidade de lésbicas butch, lésbica sapatão, não é uma identidade visível, tem uma identidade que é mais legítima, que é a lésbica chique, que é uma identidade mais regulada. Outro dia eu conversava na roda do Gemis com o Gustavo Passos, que é doutor em Educação na Ufrgs, sobre o porquê de não vermos homens trans na sociedade e ele apontava que os homens trans são totalmente invisíveis para a mídia, então como as pessoas vão se reconhecer enquanto homens trans? Na escola a pessoa é identificada como menina, por exemplo, mas talvez não se identifique com isso e talvez nem saiba como se identificar porque não há uma categoria formal, a pessoa nem sabe que aquilo existe porque não está representado em lugar algum. Então ver em uma novela pessoas lésbicas e pessoas trans e conseguir perceber a própria identidade semelhante com aquela é importante. No entanto, nós vemos um silenciamento de muitas identidades, enquanto outras são escolhidas para serem legítimas, principalmente heteros e cisgêneras, e quando se trata de identidades LGBT, também há as que estão mais dentro da norma. O avanço que temos tido nos últimos tempos ainda é muito regulado, somente algumas identidades é permitida a visibilidade.

Como a formação acadêmica interfere na construção desta mentalidade, que não debate certos assuntos e não fala sobre determinadas identidades?

Acho que muitas vezes gênero e sexualidade são tratados como assuntos menos importantes pela academia. Algumas áreas do conhecimento consideram importante a discussão, como a Psicologia, a Sociologia e a Educação, mas na Comunicação ainda não é considerado algo importante. Eu costumo dizer que nós não temos professores para as nossas bancas de mestrado e doutorado, porque não existem professores que pesquisem isso, porque não é importante perceber essas relações de poder. Parece que as relações mais importantes são aquelas quando se fala de poder econômico. Contudo, essas relações de gênero também hierarquizam e colocam os sujeitos em determinados locais, onde os homens detêm o poder superior ao das mulheres, assim como as pessoas héteros também estão em um local de poder superior ao das pessoas homossexuais, as pessoas cis também estão acima das pessoas trans. Então são formas de hierarquizar os sujeitos e de dizer em que lugares eles estão. De uma forma geral, a comunicação começou recentemente a dar alguns sinais de que talvez possa discutir isso, mas com muita resistência, até porque muitos professores não consideram que isso seja importante, por resquícios de décadas de não-discussão. Há também uma percepção da esquerda de achar que é mais importante discutir a questão de classes que discutir a questão de gênero, de que é mais importante discutirmos questões econômicas, sobretudo. Acontece também com a questão de raça, o Brasil é um país onde o racismo é totalmente negado e silenciado, não discutimos sobre isso. A maioria da população é formada por pardos e negros, que não estão nas universidades, não estão nos locais de poder, e nós não discutimos isso nas universidades também.

O tempo todo o nosso local na sociedade é demarcado, sofremos discriminação e resistência. Acessos nos são negados em decorrência dessas temáticas, mas parece que para a Comunicação isso não é uma questão importante. Porém, há uma geração que tem discutido mais sobre isso nos últimos tempos. Eu me formei há quatro anos, e nesse período percebi que os trabalhos de conclusão de curso de agora estão trazendo mais as questões de gênero e de sexualidade, algo que não existia quando eu me formei. Eu espero que as novas gerações pressionem as universidades para que se fale sobre isso, para que os professores incluam essas temáticas.

A Márcia Veiga, também do Gemis, escreveu o livro “Masculino: o gênero do jornalismo”, e ela mostra como os modos de produção das notícias são permeados pelas relações de gênero. Nós não precisamos de uma disciplina específica para discutir o gênero, isso está perpassado por todas as coisas que fazemos. Então é possível debater essas questões em qualquer disciplina, basta querer e se preparar. Falta incentivo e reconhecimento da importância deste assunto.

As redações dos grandes jornais ainda são majoritariamente formadas por pessoas brancas, heteros e cisgêneras. Que tipo de representatividade esse jornalismo tem sobre a sociedade brasileira?

Eu acredito que cada pessoa tem uma visão de mundo a partir da sua identidade e dos seus marcadores. As pessoas que estão em uma posição de privilégio social, que são pessoas do gênero masculino, heterossexuais, brancos, de classe média ou superior. São vários marcadores que colocam esse privilégio, então repensar do ponto de vista do outro que a sociedade não é justa, é difícil. Mesmo no movimento feminista, por exemplo, mulheres cisgêneras, como eu, tem privilégios em relação às mulheres trans, e eu preciso, no mínimo, reconhecer a necessidade da luta das mulheres trans e pensar que eu não vou ser protagonista dessa luta, mas que eu posso estar ao lado delas. As pessoas, de modo geral, tem dificuldade em perceber os próprios privilégios. A desigualdade é consequência do sistema que temos. Na questão da raça, por exemplo, o Brasil é um país majoritariamente formado por pardos e negros e muitas pessoas não se identificam enquanto tais, porque ela não quer ser negra ou parda, porque isso significa ser uma pessoa inferior, porque é o que nos dizem o tempo todo, negam acesso a determinadas situações em decorrência disso. E com essa visão de mundo, não é possível esperar algo diferente dos jornais. Eles não vão tratar de temáticas de mulheres, de LGBT, e de pessoas trans e de população pobre, ou sobre essas vivências que eles nunca tiveram, e sequer pensaram sobre isso. As pessoas que têm privilégios não querem debater questões de desigualdade. As pessoas que comandam a mídia têm uma classe, uma cor, uma sexualidade, e nós estamos tentando buscar brechas de resistência dentro de toda essa construção cultural.

A mídia alternativa tem conseguido formular um discurso diferenciado sobre a sexualidade e o gênero?

Talvez. Não é porque é uma mídia alternativa que esse debate vai ser feito. Recentemente tivemos o episódio do Jornal Tabaré, que envolveu uma questão de gênero fortíssima, o que fez com que as meninas do jornal saíssem, em decorrência de reiteradas reproduções de machismo e sexismo em uma redação alternativa. Então, ser mídia alternativa não garante nada. Talvez as pessoas estejam mais predispostas a discutir isso, porque percebam as desigualdades, mas se não repensarmos, vamos acabar reproduzindo, de uma forma ou de outra, os preconceitos. Pautas de gênero e sexualidade entram mais na mídia alternativa, mas algumas vezes os padrões de relações se mantém, quem são essas pessoas, de qual raça são essas pessoas, de qual classe são essas pessoas.

O caso da Laura Vermont, travesti que foi assassinada em São Paulo recentemente, mostrou como a mídia insiste em trazer a informação do nome de nascimento dela. Por que isso persiste, qual é a relevância dessa informação?

Eu também me pergunto isso. Qual é a importância de colocar o nome designado no nascimento dessa pessoa? Nenhuma, a não ser por desrespeito, desconhecimento e ignorância. Os jornalistas às vezes não percebem isso e usam argumentos para justificar, alegando que é como está no registro policial, como se a autoridade policial não fosse uma constituição social também e o registro policial não fosse escrito por uma pessoa.

Na esfera política, o debate de gênero não está avançando em decorrência de questões religiosas e de conservadorismo da política, a mídia também não está trazendo o debate como poderia. Como se pode avaliar isso e fazer o debate com a sociedade?

A mídia não entendeu o que está em debate. Há uma onda conservadora fortíssima, e discutir gênero e sexualidade não é só para pessoas LGBT, mulheres. Na política, os conservadores tentam tirar qualquer possibilidade de discussão e do outro lado há uma bancada de Direitos Humanos que tem que correr para todos os lados, para discutir maioridade penal, a questão de gênero e sexualidade nas escolas. A mídia muitas vezes noticia sem entender o que está falando, o Plano de Educação foi um exemplo disso. A mídia não entendeu o que significava discutir gênero e sexualidade nas escolas. A chamada “ideologia de gênero” foi uma invenção dos setores conservadores, não existe ideologia de gênero. Os políticos pediam a retirada da ideologia de gênero do plano, mas ela nem entrou no plano, porque não existe. Os jornais noticiaram a retirada da ideologia de gênero, mas não tinha ideologia de gênero. Faltou apuração, boa vontade, conhecimento do que estava em discussão e do que significava isso, que era a evasão escolar da população LGBT, naquele caso, mais especificamente, das pessoas transexuais.

GfK, concorrente do Ibope, começa a medir audiência da TV

Do Uol

GfK: Record e SBT têm mais audiência do que Ibope diz

Ricardo Feltrin

Os primeiros dados apurados pela empresa alemã GfK, que começou a medir o público da TV brasileira nas últimas semanas, apontam que a audiência de emissoras como Record e SBT é maior do que a registrada até hoje pelo Ibope.

A GfK passa a ser a concorrente do instituto, que até então detinha o monopólio na área.

UOL teve acesso a algumas observações feitas após as primeiras medições do GfK. A primeira leva de dados consolidados só deverá ser divulgada na próxima semana pela empresa às emissoras que assinaram seu serviço (Record, SBT e RedeTV!).

A Globo até o momento não faz parte desse “pool” de empresas e continuará usando apenas dados do Ibope. A Band, por sua vez, chegou a anunciar que integraria o grupo, mas o elevado custo desse novo serviço (a emissora já paga caro pelo Ibope, assim com as demais) a teria feito desistir semanas atrás.

Fontes do GfK, porém, afirmam que ainda está sendo discutida uma forma de manter a Band no portfólio de clientes.

Segundo esta coluna apurou, a nova medição não deverá provocar nenhuma “revolução” ou mudanças radicais no ranking atual das emissoras abertas. Não. A Globo continua líder isolada, seja pelo GfK seja pelo Ibope.

Porém, a metodologia alemã já teria observado que o SBT, por exemplo, tem mais audiência matinal e à tarde do que a medida atualmente pelo Instituto Ibope.

Outro dado é que, segundo os dados iniciais da GfK, a Record também tem mais público na faixa da tarde e à noite do que os números atuais medidos pelo Ibope.

A empresa alemã também está encontrando diferenças (em relação ao Ibope) entre algumas faixas etárias e sociais.

Segundo fontes ouvidas por esta coluna (que pedem anonimato), essa discrepância captada em medições iniciais pode indicar que a metodologia utilizada pelo GfK seria mais completa e ampla que a utilizada atualmente.

A empresa alemã estaria contemplando “significativas mudanças” nos estratos sociais ocorridos especialmente nos últimos dez anos.

O Ibope instala aparelhos em residências de acordo com um estrato obtido de acordo com dados demográficos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o Ibope, a distribuição de seus aparelhos de medição contempla todas as camadas sociais, de escolaridade e faixas etárias.

O GfK também teve de utilizar dados do IBGE para definir a instalação de seus aparelhos, mas seu departamento de pesquisa teria observado novas e importantes mudanças sociais e de renda nos últimos anos.

Por exemplo: uma parcela da população (e, claro, de profissionais) que no passado pertencia à classe C, hoje está na classe B e até mesmo na A, apesar de não ter mudado de profissão. O comportamento e perfil de consumo dessas pessoas, porém, mudaram drasticamente.

Um exemplo típico: 10 ou 20 anos atrás uma cabeleireira ou um pedreiro podiam ser enquadrados como representantes tradicionais da classe C. Só que hoje, devido a mudanças no mercado e no país, esses mesmos profissionais podem faturar, digamos, até R$ 10 mil por mês (lembrem-se, são só exemplos).

Por isso, embora tenham mantido a mesma profissão, hoje seu status e seus hábitos de consumo – e também como telespectadores – podem ter mudado radicalmente.

Ainda é cedo para saber como as emissoras, o mundo publicitário e, em especial, os anunciantes irão reagir aos novos dados de audiência medidos pela GfK, mas é óbvio que eles serão analisados detalhadamente e com atenção.

Mercado ganha
Embora muita gente acredite que uma segunda empresa medindo audiência pode servir apenas para criar confusão no mercado, alguns especialistas acreditam que é justamente o oposto disso: que eventuais discrepâncias que o GfK identificar também podem servir para aprimorar ainda mais estratégias publicitárias e de anunciantes na TV.

O Ibope tem hoje aparelhos instalados em cerca de 5.000 residências das 15 maiores regiões metropolitanas do país. Há promessa de elevar esse número para 6.000 ainda este ano.

Já o GfK instalou cerca de 6.600 aparelhos pelo país, e promete medir também o público de TV on demand e de sistemas como o Netflix.

Os mistérios da Operação Zelotes

Por André Pereira

“Daqui a 50 anos, os livros de História descreverão 2015 como um dos anos mais conturbados da história republicana brasileira, mas vamos torcer para não ter que esperar pela arqueologia histórica para desencavar alguns dos mistérios mais intrigantes da Operação Zelotes. Alguns, aliás, já começam a ser esquecidos, tais são o ritmo e a quantidade de fatos. Ei-los, para refrescar a memória”.

1. AFONSO MOTTA. O nome apareceu na imprensa e foi noticiado por veículos do próprio grupo RBS mas o título da matéria foi: “Investigação cita deputado “ Só que Motta não é suspeito de suposta falcatrua como parlamentar federal do PDT e sim como dirigente da RBS. Fazendeiro da fronteira oeste, ele foi vice-presidente do grupo afiliado da Rede Globo até 2009. Há, claro, a atitude corporativa conhecida mas ,acima de tudo, impõe-se a criminalização da política, dos políticos, do homem público, e não do executivo da iniciativa privada.

2. R$ 565 BILHÕES. Porque uma operação que envolve suspeição sobre a cifra estratosférica de mais de meio trilhão de reais sonegados não tem uma só centelha da repercussão explosiva de outros escândalos de desvios de dinheiro público? Simples: envolve grandes empresários e empresa da mídia. Ou seja, patrocinadores dos conglomerados de comunicação. Isto é, a elite da iniciativa privada.

3. AUGUSTO NARDES. Também é nome que surgiu entre os suspeitos do esquema de corrupção. Nardes é gaúcho, ex-deputado do PP e tem posição política partidária, portanto. Como Motta, ele tem foro especial já que é ministro do Tribunal de Contas da União e será investigado pelo Supremo Tribunal Federal. E é ele que está com o processo da contas da presidenta Dilma sobre sua mesa de relator.

4. SANTO ÂNGELO. Foi uma das cidades gaúchas visitadas pela Policia Federal mas, ao contrário de outras operações fartamente televisionados com suspeitos levando algemados por policiais encapuzados, esta padeceu de estranho silêncio visual midiático. Neste município, segundo escassos informes, teriam sido aprendidos computadores de um parente de Nardes de quem ele foi sócio. Até o deputado federal Paulo Pimenta, relator da subcomissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados, estranhou a inclusão de Santo Ângelo do interior do RS ao lado de capitais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro que são centros políticos e econômicos do país.

5. JORNALISTAS INVESTIGATIVOS. Eles se auto intitulam assim e têm até clube com sócios cativos bem remunerados e melhor empregados. Mas até agora nenhum se dignou a escarafunchar as entranhas do escândalo da Zelotes. Sobre os crime da sonegação, silencia-se e, assim, sonegam-se informação aos leitores. É este o papel de jornalistas investigativos verdadeiros? Ou só mexem em conformidade com o que pensam e determinam os patrões?

6. SONEGAÇÃO CRIMINOSA. Se fosse evitada tão criminosa sonegação talvez o país não precisasse fazer o ajuste fiscal, com medidas tão amargas como as que estão sendo apresentadas. Se os empresários fossem honestos e pagassem o que devem é bem possível que o Brasil já tivesse avançado ainda mais em políticas públicas para os mais pobres. Ao promoverem tamanha sonegação os ricos e poderosos prejudicam a maioria da nação e o próprio Brasil.

7. VALORES ALTOS. Entre as 74 empresas investigadas, estão o Grupo Gerdau, com R$ 1,2 bilhão de crédito, a RBS com R$ 672 milhões e a Marcopolo com R$ 260 milhões.

8. IRREGULARIDADES VARIADAS. A propina aos conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para os empresários apagarem dívidas tributárias envolvia, também, venda de sentença, negociação para indicar conselheiros, redução de valores de multa e até mesmo singelo pedido de vista do processo que prolonga indeterminadamente o julgamento.

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André Pereira é jornalista.

Via http://www.sul21.com.br

O ódio generalizado, do social ao político

Do Justificando

Frederico de Almeida

Jovens negros e pobres sendo caçados em ônibus por milícias de jovens brancos de classe média no Rio de Janeiro. Ciclitas sendo chamados de comunistas por motoristas de carros por usarem a ciclovia na cidade de São Paulo. Praticantes e terreiros de candomblé sendo atacados supostamente por fiéis de seitas evangélicas. Estudantes de medicina fazendo piadas, sem qualquer pudor, com a pele e os cabelos de colegas universitários cotistas. Jovens pobres expulsos de shoppings e sua música, o funk, perseguida nas periferias. Sugestões de exclusão do direito de voto de beneficiários de programas sociais do governo. Imigrantes das piores tragédias do mundo contemporâneo sendo hostilizados em seus precários empregos e espaços de acolhida.

Ministros de governos petistas sendo expulsos de restaurantes. Militantes sendo agredidos por usarem camisetas vermelhas. Qualquer opinião à esquerda, mesmo que contra o atual governo federal, sendo raivosamente taxada de “petralha”, “bandida”. Páginas em redes sociais defendendo a morte de Dilma e Lula. Uma professora da Unicamp, pesquisadora do Bolsa Família, sendo continuamente agredida verbalmente por seu vizinho, que finalmente decide jogar seu carro contra a filha da vizinha, sob a acusação de “petismo”. O presidente da CUT falando em pegar em armas para defender o governo e uma militante petista furando um boneco inflável em plena manifestação contra o governo só ajudam a colocar lenha na fogueira.

Não me parece coincidência que as manifestações de intolerância que listei no primeiro parágrafo – um ódio social, chamemos assim – tenham despontado com mais intensidade juntamente com a exarcebação de certa oposição aos governos do PT, desde um pouco antes das eleições de 2014, e cujas manifestações de ódio político listei no segundo parágrafo. Não raro, os alvos das manifestações de ódio social são beneficiários de políticas de governos petistas (cotistas, beneficiários do Bolsa Família, ciclistas); além disso, não falta quem expressamente associe os alvos de seu ódio social a projetos políticos, ainda que ocultos, do PT (como o “ativista” Daniel Barbosa que hostilizou um haitiano na cidade de Canoas, ou o deputado Bolsonaro, que chamou os imigrantes atuais de “escória do mundo”, ambos insinuando que a chegada dessas pessoas está de alguma forma relacionada com planos secretos do PT e do Foro de São Paulo). E não acho exagero incluir aí manifestações menos explosivas e mais sutis dessas intolerâncias combinadas, como os manifestantes pro-impeachment que, em um de seus atos contra o governo, saudavam uma Polícia Militar suspeita de envolvimento em uma violenta chacina ocorrida menos de três dias antes.

Seria exagero dizer, porém, que o ódio social surgiu agora, juntamente ou por causa do ódio político aos governos do PT. Afinal, sabemos que o Brasil nunca foi um paraíso de paz social e tolerância, livre de preconceitos e discriminações. Acho possível, apesar disso, utilizar um bordão dos antipetistas para dizer que, sim, é culpa do PT – mas não no sentido ou pelas razões pelas quais antipetistas o afirmam.

Com todos os seus defeitos, os governos do PT no plano federal promoveram políticas de inclusão significativas, cujos efeitos foram visíveis em prazo curto. A redução da pobreza, a incorporação de novos contingentes sociais no mercado de consumo, a ampliação do acesso ao ensino superior, a expansão do emprego formal a ocupações antes precarizadas (como a construção civil e o trabalho doméstico) tornaram visíveis pessoas historicamente subalternizadas, muitas vezes sob a cínica máscara da democracia racial ou da cordialidade do brasileiro. Não demorou para que as classes privilegiadas passassem a expressar, de maneiras mais ou menos sutis, o seu desconforto por terem que conviver com aqueles subalternos nos mesmos espaços (aeroportos, shoppings, universidades). De certa forma, isso é culpa do PT, e o partido merece os parabéns por isso.

Por outro lado, tendo a oportunidade histórica de avançar no enfrentamento de outras desigualdades que não se fundam primariamente na desigualdade de renda, o PT foi tímido. Apesar de algumas medidas pontuais, não enfrentou adequadamente o problema da violência policial, de gênero e de orientação sexual, dos homicídios de jovens negros e pobres, do sistema penitenciário e do extermínio de populações indígenas. Em muitos casos, não só por timidez, mas por recuos estratégicos decorrentes de compromissos políticos imediatos. Para atender à bancada evangélica, abortou políticas de educação para a diversidade sexual. Para atender à bancada ruralista, retardou demarcações de terras indígenas. Para atender a moralistas em geral, recuou em mudanças de políticas sobre drogas e aborto. Para atender a uma população com justificado medo da violência, replicou o velho discurso punitivista da direita política. Quando jovens foram às ruas por mais direitos e políticas públicas, o governo federal aplaudiu a bárbara repressão das polícias paulista e carioca, tidas entre as mais violentas do país, e ainda prometeu ajuda aos governos estaduais.

Sem sequer propor uma reforma política que tornasse mais estáveis e representativos os arranjos partidários e parlamentares e rompesse com a influência do poder econômico na política, o PT se viu enredado em escândalos de corrupção que corroeram sua credibilidade. Sem enfrentar a questão da concentração de renda e da propriedade, dos juros da dívida e do desenvolvimento industrial, transformou a mobilidade social baseada em consumo, emprego formal e transferência de recursos em uma frágil construção política e social, incapaz de resistir a tempos de recessão e ajuste fiscal. Hoje, aqueles que o PT cortejava com seus recuos e sua timidez estão na linha de frente dos que os atacam. De outra maneira, isso também é culpa do PT.

Mas não somente do PT. A oposição partidária, PSDB à frente, alimentou os ódios sociais e políticos até o limite da irresponsabilidade, buscando ganhar no grito e nas ruas uma batalha que perdeu nas urnas. Deslocado ainda mais à direita pela própria guinada ao centro do PT, o PSDB se viu obrigado a abandonar compromissos históricos que teve com a democracia e os direitos humanos, para encampar despudoradamente bandeiras dos nossos velhos ódios sociais: o elogio à violência das polícias, defesa de políticas criminais repressivas e redução da maioridade penal, oposição a políticas sociais inclusivas, flerte com soluções extra-institucionais para resolver uma crise política que eles ajudaram a criar e a crescer. Parece-me que as antigas bandeiras e os compromissos democráticos do PSDB foram importantes para conter as falanges mais agressivas de nossa direita, moderando o conflito político nos embates contra o PT desde a redemocratização. Isso, porém, é passado.

Se o governo Dilma tiver seu fim antecipado, é provável que os propagadores do ódio ao PT tenham seus ânimos sossegados, satisfeitos com a falsa convicção de que foram os principais responsáveis pelo resultado de um jogo do qual são, na verdade, apenas os animadores de torcida (digo isso sem diminuir a importância de uma torcida animada para o resultado do jogo). Como parte do ódio social lhe vinha a reboque, pode ser que as manifestações de violência e intolerância difusa contra negros, pobres, LGBTT, imigrantes, ativistas, subalternos em geral se reduza. Mas como esse ódio social tem raízes históricas mais profundas, e aflorou justamente pelo aguçamento do conflito social (do qual o conflito político é apenas a superfície), pode ser que ele permaneça e até se propague, embalado pela vitória do ódio político. Se isso acontecer, a instabilidade econômica e política da crise do governo Dilma é apenas o mais imediato de nossos problemas; com um PT fragilizado e um PSDB cada vez mais à direita, a questão é saber quem vai colocar de volta a tampa no caldeirão fervente de bílis.

Frederico de Almeida é Bacharel em Direito, mestre e doutor em Ciência Política pela USP, é professor do Departamento de Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP.

Eduardo Cunha é penta nas acusações da Lava Jato, por Bernardo Mello Franco

Da Folha 

Cunha é penta

Bernardo Mello Franco

Eduardo Cunha é penta. Com o novo depoimento do lobista João Henriques, já são cinco os investigados da Lava Jato que o acusam de se beneficiar do esquema de corrupção na Petrobras.

Nenhum outro político foi citado por tantas testemunhas do escândalo. Mesmo assim, ele continua no cargo e ainda articula a abertura de um processo de impeachment contra a presidente da República.

O peemedebista já havia sido citado por quatro pessoas: o doleiro Alberto Youssef, o lobista Júlio Camargo, o ex-gerente da estatal Eduardo Musa e o lobista Fernando Baiano.

O primeiro a falar foi Youssef. Em maio, ele acusou Cunha de exigir propina na construção de navios-sonda, usados para perfurar poços de petróleo. Dois meses depois, Camargo confirmou o relato e contou que o repasse foi de US$ 5 milhões.

Com base nas delações, a Procuradoria-Geral da República reuniu novas provas e denunciou o peemedebista por corrupção e lavagem de dinheiro. Cunha negou tudo, declarou-se “rompido” com o governo e continuou a comandar a Câmara.

O cerco voltou a se fechar neste fim de setembro. Apontado como “sócio oculto” do deputado, Baiano confirmou o pagamento pelos navios-sonda. Musa contou que ele dava a “palavra final” em nomeações para a cúpula da Petrobras.

Nesta segunda, surgiu mais uma novidade. O lobista Henriques disse ter aberto uma conta na Suíça para pagar propina ao peemedebista. Ligou o repasse à compra de um campo de exploração na África.

Em outros tempos, isso seria mais que suficiente para que Cunha perdesse o cargo. No entanto, ele nem chegou a virar alvo de investigação por quebra de decoro parlamentar.

Graças à covardia do governo e à cumplicidade da oposição, que conta com ele para derrubar Dilma Rousseff, o deputado segue firme e forte na cadeira. Até o fim da semana, ainda pode emplacar um amigo do peito no Ministério da Saúde.

Polícia Federal combate rede de tráfico de drogas que ligava a Bolívia ao Ceará

Operação Cardume combate tráfico internacional de drogas no Ceará (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (29) mais de cem mandados em oito estados brasileiros em uma operação para desarticular uma organização especializada no tráfico internacional de drogas. A complexa rede ligava a Bolívia ao estado do Ceará e o Rio Grande do Norte à Europa.

Durante as investigações, mais de uma tonelada de cocaína foi apreendida e três laboratórios de refino da droga foram fechados – um deles ficava em Portugal e foi encontrado com a ajuda da Divisão de Estupefacientes de Lisboa.

A operação da Polícia Federal, batizada de Cardume, também investiga esquema de compra e venda de alvarás judiciais em plantões judiciários no Ceará, envolvendo desembargadores e advogados.

No total, 230 policiais federais cumprem 15 mandados de prisão preventiva, 13 de prisão temporária, 22 de condução coercitiva e 51 de busca e apreensão no Ceará, no Rio Grande no Norte, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em São Paulo, em Minas Gerais, no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Os agentes também fazem o sequestro de bens e o bloqueio de contas dos envolvidos. A Polícia Federal divulga mais detalhes da operação em entrevista coletiva, às 11h, em Fortaleza.

(Correio 24 Horas)

“Terceirização joga a CLT no lixo”, aponta Carta de Brasília

A Carta de Brasília foi aprovado por unanimidade por centenas de militantes e sindicalistas na audiência pública realizada na Câmara Distrital.
“Aprovar a terceirização do jeito que a Câmara fez é a mesma coisa que jogar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) no lixo”, afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS), replicando parte da Carta de Brasília, divulgada ao final da audiência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, realizada na última sexta-feira (25), na Câmara do Distrito Federal. O documento conclama o Senado a analisar “com seriedade” o projeto de lei que tem como objetivo regulamentar a terceirização.  

A Carta de Brasília, aprovado por unanimidade por centenas de militantes e sindicalistas, foi assinada pelo senador Paim, que é o relator da matéria na Comissão Especial que analisa o projeto. Paim já adiantou que seu texto vai defender para os trabalhadores terceirizados os mesmos direitos garantidos pela legislação trabalhista a quem é contratado diretamente pelas empresas.

Paim disse que o país passa por um momento em que existe articulação visando a supressão de direitos sociais, que incluiria também a tomada do poder “na marra”, disse, criticando o texto, aprovado na Câmara, que libera a terceirização para todas as atividades das empresas, inclusive as atividades-fim.

O documento afirma que, onde foi aplicada, a liberalização da terceirização para as atividades-fim das empresas levou à queda do dinamismo interno da economia e ao aumento das desigualdades sociais.

A carta também cita que a proposta é “degradante” para os trabalhadores, pois levou à queda de salários, supressão de direitos e aumento da jornada nesses países, não servindo sequer para a queda nas taxas de desemprego.

“Hoje temos 13 milhões de trabalhadores em condição de semi-escravidão”, denunciou Paim, em referência ao total de terceirizados atuando no mercado.

Paim informou que já tem o compromisso de apoio dos senadores do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal a seu relatório. E pediu o apoio das centrais sindicais e dos movimentos sociais durante a tramitação da proposta pela Casa. Disse que apresentará seu relatório, mas que ele poderá ser derrotado tanto na comissão quanto em Plenário.

“Só a pressão da classe trabalhadora pode garantir a nossa vitória e a manutenção de algumas conquistas históricas”, disse o parlamentar, que promoveu uma série de audiência públicas, em vários estados do país para discutir o projeto da terceirização.

Aluguel de pessoas

Maximiliano Garcez, do Fórum de Defesa dos Trabalhadores, informou que, na Colômbia, a precarização nas relações de trabalho após a liberação das terceirizações nas atividades-fim tornou quase impossível cumprir a legislação trabalhista.

“É um verdadeiro aluguel de pessoas, em que só se descobre quem é o real empregador quando alguém entra na Justiça”, disse, destacando como outras consequências da aprovação do projeto o fim dos concursos públicos e a destruição dos sindicatos.

A juíza Noemia Porto, da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), citou pesquisas que demonstram que 80% dos acidentes de trabalho atingem os terceirizados. E enfatizou que a proposta como está beneficia apenas os donos de empresas, e que a terceirização já tem servido para mascarar situações semi-escravagistas tanto no campo quanto na indústria.

“Desse jeito vamos nos transformar em um país de empresas sem operários, de escolas sem professores e de hospitais sem médicos”, condenou.

Tramitação agilizada

Na quinta-feira (24), o plenário do Senado aprovou um requerimento que agiliza a tramitação do projeto que regulamenta as terceirizações. Antes destinado a passar pela análise de cinco comissões permanentes do Senado, o projeto agora será analisado exclusivamente pela Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional, que trata das propostas que integram da Agenda Brasil.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto, apoiou o requerimento. Ele disse que já há um acordo com o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), e com o relator-geral, senador Blairo Maggi (PR-MT), que concentra a relatoria de todos os projetos que passam pela comissão especial.

Serão apensados ao projeto, outros três propostas sobre o mesmo tema, todos relatados por Paim, que elaborará um relatório único, consolidando os textos.

De Brasília
Márcia Xavier, com agências

Frente Brasil Popular convoca todos em defesa da Petrobras

A Frente Brasil Popular, reunida no último dia 5, em Belo Horizonte, aprovou sua primeira ação para ocorrer no próximo 3 de outubro, data do aniversário de 62 anos da Petrobras. O Dia Nacional de Mobilização será marcado como o dia de lutas, em defesa da estatal, da democracia e por uma nova política econômica para a retomada do crescimento, sem perdas de direitos e com avanços sociais. Para isso, a Frente conclamou a unidade dos movimentos. 

Segue abaixo o manifesto:

3 de outubro: Dia Nacional de Mobilização

Em defesa da democracia, de uma nova política econômica e dos direitos do povo brasileiro sobre o petróleo!

No momento político e econômico que o país tem vivido se torna urgente a necessidade do povo ocupar as ruas, avenidas e praças contra o retrocesso, por mais direitos e pelas reformas estruturais.
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Pintaremos as ruas do país de verde, amarelo e vermelho, em comemoração aos 62 anos da Petrobras.

A soberania do nosso país tem sido ferida, a sanha entreguista ataca a Petrobras com intenção de desvalorizar e sucatear umas das maiores empresas do mundo, sobretudo com a tentativa de aprovar Projeto de Lei 131/2015 que visa diminuir a participação da Petrobras no regime de partilha do petróleo.

O petróleo e o pré-sal pertencem ao povo brasileiro, e são riquezas que devem se transformar em investimentos sociais, beneficiando o povo, tendo em vista aprovação da destinação dos royalties para educação e saúde. Conclamamos a apoiar a mobilização grevista da categoria petroleira, já deflagrada e todas as mobilizações de outras categorias em defesa de seus direitos.

Há uma onda de conservadorismo propagado pelos grandes meios de comunicação, em que alguns defendem o impeachment e até ditadura militar para nosso país. E ainda que a sociedade como um todo não aceite retrocessos na vida política e social, e nos direitos sociais e dos trabalhadores e trabalhadoras, conquistados arduamente ao longo de décadas de lutas, será preciso muita mobilização e povo na rua para defender a democracia e o mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff.

Somos incansáveis na defesa dos direitos do povo brasileiro, por isso clamamos por mudanças profundas na política econômica no Brasil, para que a crise econômica seja enfrentada de forma diferente. Repudiamos o ajuste fiscal que onera a classe trabalhadora, a educação, saúde e retira recursos do PAC, do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. A conta da crise não pode ser jogada nos ombros dos trabalhadores e trabalhadoras.

Queremos outras saídas: que os ricos paguem pela crise! Taxar as grandes fortunas, os dividendos do lucro das grandes, a remessa de lucro para o exterior, combate à sonegação fiscal, fazer a auditoria da dívida pública e a reduzir a taxa de juros, são medidas necessárias para enfrentar a crise do capitalismo que assola o mundo e também a economia brasileira.

Tomaremos a ruas e seremos milhares no dia 3 de outubro de 2015.

Conclamamos que cada movimento, entidade, força política dê sua contribuição para preparar as mobilizações no maior número possível de cidades brasileiras.

Viva a Democracia, Viva a Petrobras e Viva o Povo Brasileiro!!

Pela Comissão Organizadora da Frente Brasil Popular

CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES- CMP
CENTRAL DE TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL- CTB
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES- CUT
COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS- CONEN
UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES- (UBM)
MARCHA MUNDIAL DE MULHERES- MMM
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURIAS SEM TERRA- MST/Via
UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES- UNE

Do Portal Vermelho, com Federação Única dos Petroleiros (FUP)

Centro de Eventos do Ceará recebe 7ª edição da Mundial Art

Fortaleza irá receber a 7ª edição da Mundial Art – Feira Internacional de Artesanato, Moda e Decoração, entre os dias 2 a 12 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará, das 15h às 22h. O público contará com a arte e a cultura de 20 países e de 12 estados brasileiros, com mais de 10 mil itens distribuídos em 130 estandes em 3.500m².

O visitante poderá conferir apresentações de danças árabes – com uma jiboia de mais de dois metros – e capoeira, sempre a partir das 19h30. A Mundial Art é coordenada pela Associação do Bem Estar dos Artesãos Cearenses. Para quem deseja visitar a feira, a entrada custa R$ 10 inteira e R$ 5 meia-entrada para estudantes e idosos. Crianças até dez anos não pagam.

A feira terá móveis vindos da Europa, Egito e Índia; doces caseiros; frutas cristalizadas; castanhas; queijos, salames e vinhos do Rio Grande do Sul; e bijuterias feitas a partir de folhas, pedras, pérolas e outros elementos naturais do Brasil. As peças de artesanato que serão expostas são oriundas de países como: Brasil, Índia, Turquia, Paquistão, Egito, China, Japão, Emirados Árabes, Síria, Líbano, Polinésia Francesa, Chile, Rússia, França, Austrália, Peru, Equador, República Tcheca, Indonésia, Bali, Tunísia, Quênia, Coréia, Tailândia, África do Sul e Senegal.

Outra novidade para esta edição serão as utilidades para o lar como porcelanas e utensílios japonês, além de produtos terapêuticos feitos com raízes e plantas da Amazônia. Os países são representados pelos próprios artesãos das peças.

A Mundial Art terá ainda espaço gastronômico. Frutas desidratadas, como a tradicional Goji Berry,  importada do Tibet e originária do sul da Ásia, com propriedades benéficas para a saúde constatadas em pesquisas de diversos países por possuir alta concentração de vitamina C, antioxidantes e outros minerais, além do estande de Minas Gerais, Piatto Gourmet, com especiarias, temperos e decoração japonesa para casas e restaurantes. Do Brasil, estarão presentes produtos do Ceará, Alagoas, Piauí, Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

De acordo com a organização do evento, a previsão de público para esta edição é de 30 mil visitantes. A movimentação financeira do evento, em vendas, ficará em torno de R$ 800 mil, gerando mais de 250 empregos diretos e indiretos, além da locação do espaço. O investimento para a realização da feira foi de cerca de R$ 300 mil.

Serviço
Mundial Art – Feira Internacional de Artesanato, Moda e Decoração
Local: Centro de Eventos do Ceará – Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz, Fortaleza – CE.
Data: 2 a 12 de outubro
Hora: 15h às 22h
Informações: (85) 9645.2244

(G1 Ceará)

Fortaleza 2040 tenta ordenar e dar rumo à capital cearense

Renato Bezerra e Thatiany Nascimento-Repórteres DN

Avessa ao planejamento, Fortaleza cresce desordenada. Com uma população estimada em 2.571.896 habitantes, a cidade caminha desigual. Para sobreviver sem prejuízos, a Capital exige a formulação de um plano estratégico que norteie o seu desenvolvimento econômico, social e urbanístico. Após inúmeras tentativas históricas, em 2014, o poder público pôs em curso o Plano Fortaleza 2040. Do que já foi diagnosticado pelo relatório preliminar, verificado pelo Diário do Nordeste com exclusividade, o baixo orçamento e a falta de infraestrutura são os gargalos que mais preocupam.

Entre a década de 1970 e 2010, pelo menos seis grandes planos foram debatidos e articulados.
Porém, grande parte não foi aplicada. A falta de êxito tem inúmeras justificativas, que vão da falta de interesse política à forma burocrática e técnica como os mesmos foram elaborados a portas fechadas.
“Ao longo da história de Fortaleza, muitas vezes, tentaram apenas validar o que foi decidido de cima para baixo. E a análise tem que ser que a participação deve começar na concepção da ideia. Temos que sair da cultura de consulta para a de participação”, afirma Eudoro Santana, presidente do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor), órgão da Prefeitura que coordenada o Fortaleza 2040.
Porém, no contexto de formulação do novo plano que irá guiar a cidade nos próximos 25 anos, é justamente a inserção na sociedade civil no processo um dos grandes desafios. Na Capital de 2,5 milhões de habitantes, somente 1.800 pessoas representando cerca de 500 entidades de bairro, compareceram aos encontros nas sete Regionais, entre março a abril deste ano, na programação do Fortaleza 2040.

A limitação é notória e Eudoro reconhece. “Não é fácil, pois não existe essa cultura nem por parte dos técnicos, nem por parte da população em geral. Será uma grande vitória se chegarmos ao fim das etapas contando com a participação de todos os núcleos”, afirma.
Eudoro garante também que um dos diferenciais do Fortaleza 2040 é pensar a cidade para além do tempo de governo da atual gestão. Pelo período estabelecido, as ações e estratégias que serão traçadas devem vigorar por outras seis gestões. “É um processo de mudança cultural, queremos construir uma governança, porque a ideia é que esse projeto seja transformado em lei para garantir sua execução nas futuras gestões”, explica.

Prioridades

Estatísticas e demandas da Capital ainda estão sendo dimensionadas no processo que conta com debates em três núcleos: os territoriais – com a população em geral – , o que envolve empresários e a academia e um terceiro com os agentes das políticas públicas como técnicos e servidores de áreas como educação, saúde e meio ambiente. Mas, segundo Eudoro, o levantamento já indica que dentre as prioridades é urgente repensar o orçamento de Fortaleza. “A cidade não tem orçamento para se sustentar a curto, médio e longo prazo e isso tem que ser revisto, discutido. Precisamos buscar soluções”.
Em 2014, a receita pública total de Fortaleza foi R$ 4,96 bilhões e o presidente do Iplanfor reforça que é preciso repensar as estratégias de captação e uso do dinheiro público para garantir nas próximas décadas sustentabilidade a cidade que ainda carece de serviços básicos como drenagem e saneamento.
Outra grande demanda de Fortaleza refere-se à moradia, já que 40% da população ainda mora em assentamentos precários. Hoje, conforme informa Eudoro, mais de um milhão de pessoas vivem em habitações carentes de regularização fundiária. Isso não se restringe as áreas pobres. Temos imóveis localizados em áreas nobres que também não tem registro. É um grande problemas que temos que saber como lidar pensando no futuro”.
Dos prejuízos já sentidos pela população, o arquiteto e urbanista Euler Muniz, assessor de planejamento curricular da Universidade de Fortaleza (Unifor), destaca as deficiências na mobilidade e acessibilidade como as mais graves, consequência da grande expansão da cidade.
“Se tivéssemos uma cidade mais enxuta e vertical não teríamos isso. Além disso, não podemos pensar na cidade como um segmento isolado e sim como um todo, temos que planejar com base na Região Metropolitana, pois tudo hoje tem impacto nas cidades vizinhas”, ressalta.

Planejamento
Conforme destaca, um plano de médio a longo prazo deve considerar, entre diversos pontos, o tamanho de cidade ideal para se viver com qualidade, uma vez que metrópoles cada vez mais inchadas são reflexo da falta de planejamento. “Precisamos entender e reverter esse processo. Do ponto de vista do planejamento, já começou a se pensar em outros polos para atrair pessoas. Um plano como esse, a exemplo de um plano diretor, é para tentar dar a todos a mesma qualidade de vida no espaço urbano”.

Euler reitera que “é preciso entender as diferenças e criar elementos legais para ordenar a ocupação”. Aos técnico, segundo o arquiteto compete “entender a cidade, saber de que forma ela cresce e fazer simulações”.
Na incerteza de um resultado mais substancial em um primeiro momento, conforme opina Euler, a eficácia do Plano Fortaleza 2040 se dará se houver um processo continuado de aperfeiçoamento. Como ponto positivo, ele destaca a participação da sociedade civil na discussão.
“Muitos planos foram feitos dentro dos escritórios e a sociedade não era ouvida. Quando a legislação não representa os anseios da sociedade, as pessoas arrumam um jeito de desobedecer a lei, o que gera uma necessidade de fiscalização grande”, avalia. Já quando planos são construídos de forma participativa, a população tende a espelhar muito mais o desejo, somado aos pareceres técnicos, que conhecem o processo e, segundo Euler, quantificam os desejos e os tornam instrumentos legais.
Fonte – Diário do Nordeste  27/09/2015

9º For Rainbow acontece em Fortaleza, de 01 a 08 de outubro

9º For Rainbow- Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual acontece em Fortaleza entre os dias 01 e 08 de outubro, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A programação é gratuita e reúne destaques da produção cinematográfica mundial. O Festival apresentará 21 curtas-metragens e seis longas na Mostra Competitiva Internacional. A programação também conta com apresentações de dança, teatro e música.

Além da competição oficial, a Mostra Lilás busca sensibilizar o olhar do público para a luta das mulheres contra a lesbofobia, a transfobia e o machismo por meio da exibição de filmes que buscam desvendar como mulheres lésbicas e transexuais vivenciam suas relações amorosas, familiares e de trabalho. O filme “Fome de Viver” (1983), do cineasta Tony Scott, é um dos destaques ao lado de “Flores Raras” (2013), de Bruno Barreto; “Vera” (1987), de Sérgio Toledo; “Acorda” (2005), de Roberta Marques; “Saudade de Andrea”, de Danielle Ellery; e “Receita para Trazer o seu Amor de Volta” (2012), de Andrei Bessa.

O For Rainbow também exibe a Mostra Avante, uma sessão especial com quatro curtas-metragens da Avante Filmes, produtora de Porto Alegre liderada por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Após a sessão, haverá debate com os cineastas. Paralela à programação do Dragão do Mar, o evento irá exibir uma Mostra Educativa nos bairros Conjunto Ceará, Bela Vista, Pio XII, Grande Jangurussu, Pirambu e José Walter. As sessões serão seguidas de debates com a população sobre a temática LGBT e sobre direitos humanos. Mais informações no site oficial.

Filmes selecionados para a Mostra Competitiva Internacional:

Curtas Internacionais
“1 mes y 2 días”, de Silvana Lopa (Argentina)
“Pulsión Sangrienta”, de Gerard Tusquellas Serra (Espanha)
“Schleierhaft”, de Tim Ellrich (Alemanha)
“Shift”, de Maria Cecilia Puglesi (Estados Unidos)
“Havva”, de Guclu Aydogdu (Turquia)
“Tomorrow”. de Leandro Tadashi (Estados Unidos)
“Tant Pis”, de Bruna Rodrigues (França)
“Technical Difficulties of Intimacy”, de Joel Moffett (Estados Unidos)
“Passionpanther”, de Anna Katalin Lovrity (Hungria)
“Résurgence Commode”, de Guillaume Levil (França)

Curtas Brasileiros
“Chanson d’amour”, de Renata Prado (RJ)
“Noturna”, de Nivaldo Vasconcelos (AL)
“Como era gostoso meu cafuçu”, de Rodrigo Almeida (PE)
“Virgindade”, de Chico Lacerda (PE)
“De Terça pra Quarta”, de Victor Costa Lopes (CE)
“De que lado me olhas”, de Elena Sassi e Carolina de Azevedo (RS)
“Amor suspenso”, de Charles Daves (RJ)
“Arianas”, de Hylnara Anny Vidal Oliveira (CE)
“Lovedoll”, de Debora Zanatta e Estevan de la Fuente (PR)
“Javaporco” de Will Domingos e Leandro das Neves (RJ)
“Dudu está solteiro”, de Roberto Limberger (SP)

Longas Internacionais
“Naomi Campbell”, de Nicolás Videla e Camila José Donoso (Chile, 2013)
“While You Weren`t Looking”, de Catherine Stewart (África do Sul, 2015)
“Those People”, de Joey Kuhn (Estados Unidos, 2015)

Longas Brasileiros
“Beira Mar”, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (RS, 2015) – foto
“Nós Duas Descendo a Escada”, de Fabiano de Souza (RS, 2015)
“Yorimatã”, de Rafael Saar (RJ, 2014)

Link: https://diegobenevides.wordpress.com/2015/09/27/9o-for-rainbow-acontece-em-outubro-na-capital-cearense/

Lidiane Leite: Prefeita Ostentação se entrega após 39 dias foragida; está na sede da PF

Prefeita ostentava boa vida nas redes sociais (Foto: Fotos: Divulgação)

Portal 180 Graus

Depois de passar 39 dias foragida da Justiça, a prefeita afastada de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite da Silva, de 25 anos, finalmente se apresentou, nesta segunda-feira (28), à sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em São Luís (MA). O sumiço da ex-gestora municipal começou quando teve sua prisão decretada na Operação Éden, que investiga desvios de verbas da educação.

O nome de Lidiane não chegou a ser incluído na lista vermelha da Interpol, como a PF já havia anunciado na terça-feira (25). O cerco para capturar Lidiane contou com o reforço da vigilância nas rodoviárias e aeroportos do Maranhão. Antes, o superintendente Alexandre Saraiva havia informado que quem ajudasse a prefeita a se esconder seria incluído como participante de organização criminosa.

Prazo de 72 horas
Lidiane não cumpriu a determinação da Justiça Federal que determinava que ela se entregasse à Polícia Federal no máximo até segunda-feira (28). Ela seria ouvida e depois encaminhada para o quartel do Corpo de Bombeiros de São Luís, onde permaneceria a disposição da Justiça.

O juiz da 2ª Vara do Tribunal Regional Federal (TRF), José Magno Linhares entendeu que Lidiane Leite tinha interesse em se apresentar à Justiça para “prestar os esclarecimentos necessários à elucidação dos fatos”. Por isso, estipulou prazo de 72 horas para que pudesse se entregar.

O pedido de revogação da prisão preventiva de Lidiane Leite foi feito pelo advogado de Antônio Gomes da Silva, ex-secretário de agricultura.

Ex-secretários em liberdade
O ex-secretário de Assuntos Políticos de Bom Jardim, Humberto Dantas dos Santos, o ‘Beto Rocha’, e Antônio Gomes da Silva, ex-secretário de agricultura, tiveram a prisão preventiva revogada pelo Tribunal Regional Federal no dia 25 de setembro.

O magistrado José Magno entendeu que ambos não tem como “dar continuidade às práticas supostamente delituosas, ligadas ao desvio de verbas públicas transferidas à municipalidade”, destacou o juiz em trecho da decisão publicada.

Publicado Por: Apoliana Oliveira

Campanha Nacional dos Bancários 2015 – Os 7 pecados do capital

A Campanha Nacional Unificada 2015 dos bancários adotou o mote “Exploração Não Tem Perdão”. E motivos não faltam. Sejam bancários, clientes ou a sociedade inteira, explorar é o verbo mais conjugado pelos banqueiros no país inteiro.

Depois de muito analisar – afinal são muitos os “maus caminhos” trilhados pelos bancos – a categoria destacou sete os maiores pecados cometidos pelo setor que caracterizam essa exploração sem limites.

Abaixo, todos bem explicadinhos.

Para combatê-los, os bancários precisam ir além de uma “reza braba”. Só com muita mobilização, unidade e participação iremos conseguir avançar em temas como emprego, remuneração, saúde e condições de trabalho, segurança, igualdade de oportunidades, dentre outros.


Não é segredo para ninguém que os bancos brasileiros, principalmente os maiores, têm lucratividade astronômica. Para dar uma ideia, somente nos seis primeiros meses deste ano, Banco do Brasil, Caixa, HSBC, Itaú, Bradesco e Santander engordaram seus cofres em R$ 36,4 bilhões, montante 27,5% maior do que já haviam lucrado no mesmo período do ano passado.

Só com tarifas, por exemplo, arrecadaram juntos R$ 56,7 bilhões neste mesmo primeiro semestre e conseguem quitar, com folgas, toda a folha de pagamento só com a receita advinda dessas taxas.

Apesar disso, têm chegado à mesa de negociações da campanha com o “não” pronto para responder às reivindicações dos trabalhadores.

Os bancários rebatem com forte mobilização: exploração não tem perdão!

É um dos piores males que a classe trabalhadora enfrenta. Os terceirizados ganham em média 27% menos que os bancários, têm menos direitos e jornada semanal até três horas e meia maior, alta rotatividade que desorganiza as categorias, ainda mais adoecimentos e mortos por acidentes.

Os bancos ano a ano veem seus lucros crescer mais e mais. Arrancam essas fortunas da sociedade, por meio de cobranças de tarifas e juros exorbitantes, e da exploração dos trabalhadores. Ou seja, deveriam contratar cada vez mais bancários para dar atendimento correto aos usuários, cujo número não para de crescer, elevar o nível de emprego no país e a qualidade de vida da classe trabalhadora, garantindo a todos os funcionários do setor os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Dinheiro não falta, afinal, só com tarifas conseguem cobrir toda a folha de pagamento e com bastante folga. Mas não: demitem e terceirizam. Exploração que não tem perdão!

A sanha infinita por lucros exorbitantes alimenta um dos principais problemas enfrentados pela categoria: o assédio moral.

O modo de gestão dos bancos pressiona ao extremo os trabalhadores pelo cumprimento de metas cada vez maiores e abusivas.

O resultado: cada vez mais bancários doentes, vítimas de transtornos mentais e de Ler/Dort. Segundo o INSS, a categoria é a que mais se afasta em função de problemas psicológicos.

Além do assédio moral, este ano os bancários denunciam também o aumento de casos de assédio sexual. Segundo a consulta realizada com trabalhadores de todo o Brasil, 12% disseram já ter sido vítimas desse crime.

Os bancários avisam: exploração não tem perdão!

Os bancos adoram dizer para todo mundo que têm agências de primeira linha, como o Estilo, do Banco do Brasil, Personalitè, do Itaú, Van Gogh, do Santander, Prime, do Bradesco, dentre outras, para atender clientes de alta renda.

O que eles não gostam que conte é o péssimo atendimento dado a usuários de baixa renda, frequentemente impedidos de entrar nas agências e forçados a ir ao autoatendimento ou correspondentes bancários.

Ora, os bancos são concessões públicas e, para recebê-las, têm o compromisso de prestar atendimento de qualidade para qualquer pessoa. Não podem ostentar o tapete vermelho para uns e tratar outros como capacho.

Por isso os bancários avisam que exploração dos clientes também não tem perdão!

Não há metas abusivas? Nem assédio moral? E que tal ouvir dos bancos que não podem pagar o que é justo aos seus trabalhadores mesmo apresentando lucros bilionários? Ou que as demissões no setor, que em 2014 somaram mais de 5 mil postos de trabalho extintos, são apenas reestruturação? Assim como os admitidos ganharem 58% menos que os desligados (de janeiro a junho de 2015).

Chamar as conquistas dos trabalhadores – como PLR, auxílio-creche, bolsas de estudo, abono-assiduidade, vale-alimentação, vale-cultura –, de benefícios concedidos pela boa vontade dos próprios bancos também está no rol das inverdades. Todos esses direitos foram garantidos pelos trabalhadores após muita luta, sacrifício e greves que quase sempre acompanham as Campanhas Nacionais.

Chega de mentira! Exploração não tem perdão e os bancários vão deixar isso claro!

O mundo do trabalho está impregnado por discriminações de todos os tipos e no setor financeiro não é diferente. Negros, mulheres, pessoas com deficiência (PCDs), LGBTs encontram dificuldades para progredir na carreira nos bancos, independentemente de mérito e esforço pessoal.

As mulheres, 52,3% da categoria, recebem em média 68% da remuneração dos homens. Os negros representam 24,7% dos trabalhadores dos bancos e raramente estão nas funções de chefia. PCDs são 3,6%, quando a lei determina a proporção de 5%.

Além disso, discriminam clientes, obrigando bancários a fazer barreiras de acesso às agências: só entra quem tem dinheiro. Prestação de serviço, função primordial do setor, fica em último plano.

A categoria repete sem cansar: exploração não tem perdão!

O setor financeiro age de forma irresponsável. Com uma mão demite e sobrecarrega seus trabalhadores e com a outra esfola correntistas e usuários cobrando juros e tarifas exorbitantes. Por exemplo: uma pessoa com uma dívida de R$ 100 no cartão de crédito teria de pagar, após um ano, R$ 434,84. Entretanto, alguém que aplicar R$ 100 na poupança teria, no mesmo período, míseros R$ 108,65.

Lucram muito e prejudicam a sociedade. Entre 2012 e 2014 somente o lucro dos sete principais bancos (BB, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Safra) cresceu 18%, indo de R$ 52 bilhões para R$ 62 bilhões. Mas de janeiro de 2012 até junho de 2015, o setor (exceto a Caixa) cortou 22.136 empregos.

Sem falar que se enquadram nas empresas com grave risco de acidente de trabalho ou doença ocupacional. Foram mais de 20 mil bancários afastados somente em 2013. Chega de irresponsabilidade! Exploração não tem perdão!

(Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

Veja como foram todas as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2015

As reivindicações dos bancários são debatidas entre o Comando Nacional dos Bancários, representando toda a categoria, e negociadores dos bancos. São, principalmente, três mesas realizadas concomitantemente, dentro da Campanha Nacional Unificada.

A pauta geral da categoria é debatida na mesa com a Fenaban, a federação dos bancos, e se refere à renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), documento que reúne os direitos de todos os bancários do país, sem exceções.

Além dessa, há duas outras mesas específicas: uma entre representantes dos empregados e da direção da Caixa Federal, e a outra do Banco do Brasil, nos mesmos moldes. Elas visam as renovações dos respectivos acordos aditivos específicos, com direitos adicionais para os trabalhadores dos dois bancos. Vale reforçar que os dois aditivos são independentes um do outro, bem como as mesas de negociações, realizadas separadamente.

A data base da CCT e dos aditivos do Banco do Brasil e da Caixa Federal é 1º de setembro.

Nesta página vamos disponibilizar o calendário das reuniões bem como os resultados.

Fenaban
19/8 – Emprego: Recado está dado: demissão não tem perdão! (veja como foi)
2 e 3/9 – Saúde, Segurança e Condições de Trabalho (veja como foram a do dia 2 e a do dia 3)
9/9 – Igualdade de oportunidades (veja como foi)
15/9 – Saúde (veja como foi)
16/9 – Remuneração (veja como foi)
25/9 – Negociação geral (veja como foi)

Caixa Federal
27/8 – Saúde e Segurança Bancária (veja como foi)
4/9 – Saúde Caixa, Funcef e aposentados (veja como foi)
11/9 – Carreira, isonomia, organização do movimento (veja como foi)
18/9 – Contratações, condições das agências e jornada (veja como foi)

Banco do Brasil
24/8 – Emprego, contratações e condições de trabalho (veja como foi)
25/8 – Condições de trabalho e saúde (veja como foi)
31/8 – Segurança, igualdade de oportunidades e isonomia (veja como foi)
11/9 – Cláusulas sociais e previdência complementar (veja como foi)
18/9 – Remuneração e plano de carreira (veja como foi)

(Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

Exploração: Banqueiros oferecem perdas para bancários e fortunas aos executivos

São Paulo – Ficar na linha de frente, suar a camisa para atender cliente, fechar o caixa, vender produto. Ouvir reclamações, muitas vezes grosserias, suportar assédio moral. Ver colegas valorosos serem demitidos, aguentar sobrecarga de trabalho, as metas que só aumentam, o quadro de empregados que só diminui. Ser chamado de colaborador, ver o lucro da instituição crescer ano a ano, sem o devido retorno para quem faz o trabalho duro do dia a dia. Quem conhece, já sabe… Vida de bancário não é fácil!

A vergonhosa proposta apresentada pelos bancos quer impor perdas de 4% a esses trabalhadores, e nem traz respostas para questões fundamentais como a manutenção dos empregos e melhorias nas condições de trabalho, com o combate às metas que adoecem, ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades.

Enquanto tentam economizar às custas dos bancários, os bancos seguem pagando fortunas aos seus altos executivos (veja quadro abaixo).

Exploração não tem perdão! Esse é o mote da Campanha Nacional Unificada 2015 e os bancários não vão deixar barato. Ou alguém acha justo, perdoável, um bancário (piso salarial) ter de trabalhar 17,5 anos para ganhar o que um executivo do banco recebe em um mês?!?!

Nem pra uma coxinha – A proposta da Fenaban de 5,5% de reajuste para os vales não cobre a inflação da alimentação fora de casa (10,56%), nem da refeição no domicílio (10,72%). Com esse reajuste de fome, o vale-refeição aumentaria apenas R$ 1,43 (não dá nem para uma coxinha), passando dos atuais R$ 26 por dia para R$ 27,43. Hoje o valor médio de uma refeição na rua é R$ 33,16.

> Proposta com perdas vai levar bancários à greve

Para o vale-alimentação e a 13ª cesta, a proposta representa aumento de somente R$ 23,71: iria de R$ 431,16 mensais para R$ 454,87.

(Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

Retrocesso: Abono é perda e não pode substituir reajuste no salário do trabalhador

São Paulo – A proposta apresentada pela Fenaban, de 5,5% de reajuste mais R$ 2,5 mil de abono não incorporado ao salário significa perda real de 4% para os salários e demais verbas da categoria, já que a inflação acumulou 9,88% (INPC).

Uma conta simples mostra que os bancos estão querendo impor retrocesso aos trabalhadores. Nos últimos dois anos, os bancários garantiram, na luta, aumento real de 1,82% e 2,02%, o que resultou num ganho acumulado de 3,88%. Ou seja, a proposta da Fenaban, na prática, mais do que anula os ganhos conquistados pela categoria em 2013 e 2014. Se essa proposta fosse aplicada, o saldo final de 2013, 2014 e 2015 seria de perda real de 0,26% para os bancários.

Ruim demais – Com a proposta feita pela Fenaban, considerando o ganho anual do trabalhador (salários, 13º, férias e FGTS) e a PLR, o bancário que recebe o salário médio da categoria (R$ 6.208) teria uma perda de R$ 2.144,81 ao longo do ano (se comparado a uma proposta que apenas repusesse a inflação).

Abono é perda – Além disso, o abono de R$ 2,5 mil não se integraria aos salários, seria pago só uma vez. Incide imposto de renda e INSS. Ou seja, o valor que seria pago é bem menor que o apresentado pelos bancos. Abono em vez de aumento real significa chegar à próxima campanha, em 2016, com toda a inflação de um ano mais as perdas de 4% para repor nos salários e demais verbas dos bancários. Não incorpora ao FGTS, à aposentadoria nem ao 13º salário. No longo prazo, isso significaria trabalhadores com menos poder de compra e mais dinheiro nos cofres dos banqueiros.

(Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

Skol desbanca Corona em ranking de marcas valiosas da América Latina

Marca Skol foi avaliada em US$ 8,5 bilhões pela BrandZ (Foto: Divulgação)

A Skol desbancou a cerveja mexicana Corona no ranking anual BrandZ das 50 Marcas Mais Valiosas da América Latina.

Segundo o ranking, a cerveja brasileira registrou em 2015 um crescimento de 20%, aumentando seu valor de marca para US$ 8,5 bilhões. A Corona, invicta na liderança há 2 anos, caiu para a segunda posição com um valor de marca de US$ 8,47 bilhões.

Outras 3 marcas brasileiras figuram no top 10: Bradesco, na 4ª posição (US$ 5,2 bilhões), Itaú, na 7ª posição (US$ 4,3 bilhões) e Brahma, na 8ª posição (US$ 4,18 bilhões).

Desenvolvido pela Millward Brown Vermeer, do grupo WPP, o ranking combina informações financeiras com a opinião de consumidores. O levantamento analisa e determina o valor das marcas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México.

Os setores financeiro, de alimentos e bebidas e higiene pessoal se destacam na lista. As marcas de cerveja dominam o top 10 pelo terceiro ano consecutivo, ocupando cinco das 10 primeiras posições, sendo que 4 delas (Skol, Corona, Brahma e Modelo) pertencem à gigante belgo-brasileira de bebidas Anheuser-Busch InBev (AB inBev).

Petrobras fora da lista
Mesmo com a crise econômica na região,  o Top 50 chegou a US$132 bilhões, um aumento de 2% em relação ao ano passado.

No total, as marcas brasileiras representam 24% do valor do ranking. Já as mexicanas registraram um crescimento de 34% para 37% nesse ano.

A Antarctica foi a marca do Top 50 que apresentou o crescimento mais acelerado em 2015, de 62%, chegando a US$1,9 bilhão.

Já a Petrobras, a marca mais valiosa da América Latina em 2012, sequer entrou na lista neste ano por conta do tombo do seu valor de mercado.

BTG Pactual aparece pela primeira vez no ranking, na 42ª posição.

Brasil tem 6 marcas na lista de 20 mais valiosas da América Latina (Foto: Divulgação)Brasil tem 6 marcas na lista de 20 mais valiosas da América Latina (Foto: Divulgação)

(G1 Economia)

Rodrigues e Heloísa Helena deixam o PSOL para se filiarem à Rede, de Marina Silva

Brasília – O senador Randolfe Rodrigues deixou o PSOL e deverá se filiar ao novo partido Rede Sustentabilidade, liderado por Marina Silva. Também a ex-senadora do Psol Heloísa Helena anunciou a sua adesão à Rede.

Randolfo Rodrigues oficializou, domingo, com uma carta à militância do PSOL, sua saída da legenda.

“A partir de hoje deixo de ser um filiado e passo a ser um amigo do partido. Tenho orgulho de ter feito parte da construção do PSOL. Um partido de lutas justas e de resistência contra os ataques aos direitos individuais e coletivos. Um partido irrepreensível do ponto de vista ético, de prática parlamentar irretocável e onde guardo uma multidão de companheiros”, disse o senador no documento.

À Agência Brasil, Randolfe disse que desde que desistiu da candidatura à Presidência da República, nas eleições de 2014, as relações internas no partido “estavam muito deterioradas”. “Acho que era o melhor para mim e para o PSOL que não se identificava mais com a minha atuação, embora eu ache que tenha sido fiel, leal ao partido”.

Randolfe ainda não definiu para que partido irá, mas se reúne nesta segunda-feira (28) em Brasília, às 15h, com a senadora Marina Silva do recém-criado Rede Sustentabilidade. Sem o senador, o PSOL fica sem representantes no Senado.

A ex-senadora Heloísa Helena, que hoje atua como vereadora em Maceió, também deixou o PSOL neste fim de semana e foi para o Rede. “Rede Sim! Porque Marina merece e o Brasil precisa!”, publicou Heloísa Helena no Twitter, com uma foto sorridente ao lado de Marina Silva.

Na semana passada, o deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Alessandro Molon, o mais votado no estado do Rio de Janeiro em 2014, deixou o partido onde militou durante 18 anos para se filiar à Rede Sustentabilidade. Molon era um dos vice-líderes do PT na Câmara dos Deputados.

“O deputado Alessandro Molon se desfiliou, na tarde desta quinta-feira (24), do Partido dos Trabalhadores. Ele ingressou na Rede Sustentabilidade, onde dará continuidade às lutas que sempre o nortearam na política: defesa da democracia, justiça social e desenvolvimento sustentável. Molon agradece pelos 18 anos de luta por um Brasil melhor no Partido dos Trabalhadores”, diz a nota divulgada pela assessoria do parlamentar.

Nas eleições de 2014, Alessandro Molon obteve 87 mil votos, sendo o parlamentar do PT eleito no estado do Rio com maior número de votos.

Via http://www.portugaldigital.com.br

Bill Gates se desculpa com Dilma e nega processo contra Petrobras

Dilma Rousseff entregou a Bill e Melinda Gates os mascotes olímpicos

O fundador da Microsoft, Bill Gates, pediu desculpas a presidente Dilma Rousseff, em reunião neste domingo (27/9) em Nova York, pelo “constrangimento” causado pelos rumores de que a Fundação Bill & Melinda Gates estava processando a Petrobras.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, o bilionário disse que a notícia foi um mal-entendido. Na sexta-feira (25), informações divulgadas na imprensa diziam que a fundação tinha iniciado uma ação legal contra a estatal por conta de perdas financeiras. Em nota, eles negaram, dizendo que a ação era de responsabilidade do fundo que gerencia os bens da entidade.

“Ao contrário do que alguns veículos de comunicação reportaram, a Gates Foundation não está processando a Petrobras. A ação judicial se refere a investimentos feitos por um gerente externo que investe em favor de terceiros que inclui ativos que mantém as atividades da fundação. O gerente externo e os ativos são completamente separados da Gates Foundation”, diz a nota.

No encontro com o casal Bill e Melinda Gates, da Gates Foundation também foi discutida a  parceria com vistas à Cúpula “Nutrição para o Crescimento”, que acontecerá no Brasil, no próximo ano, e terá como tema questões relacionadas à alimentação saudável.

De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que também participou da reunião, o Brasil é referência mundial não só como país que superou a fome, mas como país que vem melhorando os hábitos alimentares.

A possibilidade de uma cooperação conjunta para África também esteve na pauta da reunião. A Fundação de Bill e Melinda Gates já tem um trabalho voltado para a questão da nutrição e de vacinas para crianças, e o Brasil também tem ação importante com países africanos. Segundo Campello, os esforços podem ser somados para aprimorar a cooperação e ajudar a África a continuar avançando.

No encontro em NY, a presidente Dilma Rousseff entregou a Bill e Melinda Gates os mascotes olímpicos.

(Jornal do Brasil)

Sindicato dos Bancários debate mobilização e organização da greve

Durante a reunião, os delegados da capital e interior do Estado, discutiram formação, organização e estratégias da luta sindical e de mobilização para a campanha salarial. O coordenador do Dieese/CE, Reginaldo Aguiar, realizou uma roda de conversa, através da exibição do vídeo Novos Bravos – que conta a história do movimento sindical – enquanto que Gustavo Tabatinga, secretário de Políticas Sindicais da Contraf, falou sobre organização da categoria, negociação coletiva e greve.

Em seguida, o Sindicato orientou a realização de reuniões nos ambientes de trabalho durante esta semana de mobilização para a campanha salarial, orientando ainda a rejeição da proposta de 5,5% apresentada pela Fenaban e deliberação de greve por tempo indeterminado a partir de 06/10 e intensificando a mobilização para a assembleia que acontece na próxima quinta-feira, 1º/10, em dois locais e horários: às 13h, no BNB Passaré, e às 19h, na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro).

Fonte: SEEB/CE

Grupo explode dois postos bancários em Choró

Explosão destruiu parte do terminal bancário – FOTOS: ENVIADAS AO WHATSAPP DO O POVO

Um grupo de dez homens explodiu um terminal de autoatendimento do Branco do Brasil e um posto bancário do Bradesco, na madrugada deste domingo, 27, em Choró, 155,7 km de Fortaleza. Na fuga, um caminhoneiro foi baleado, conforme informou a Polícia Militar do município.

Foi levado dinheiro do Banco do Brasil, mas nenhuma quantia foi subtraída do posto do Bradesco. De acordo com o sargento João Bosco, da 1ª Companhia do 9° Batalhão da Polícia Militar (BPM), os ataques foram registrados às 12h30min, no bairro Centro, quando moradores ouviram as explosões e acionaram os policiais. Os suspeitos estavam armados e, durante a ação, efetuaram disparos.

Após explodir os caixas, o grupo fugiu em direção a Canindé. Durante a ação, um caminhoneiro que chegava em Choró foi baleado no braço. “Eles estavam atirando para intimidar, mas nenhum policial ficou ferido”, detalhou o soldado Flávio Marcílio Barbosa.

O carro utilizado na fuga foi encontrado, durante a manhã, no distrito de Targinos, em Canindé. A PM pediu reforço dos destacamentos de Quixadá, Canindé e Itapiúna, que realizaram buscas na região.

Na madrugada de sábado, 26, um trio tentou roubar um posto bancário do Banco do Brasil em Morada Nova, mas nenhuma quantia foi levada. Após buscas, cinco suspeitos foram capturados. A última explosão de banco, antes do ataque em Choró, ocorreu no dia 11 de setembro, quando uma quadrilha sitiou Milhã.

(O Povo)

Heitor Férrer se filiará ao PSB nesta terça-feira

Foto: Reprodução internet

Com a filiação de Roberto Cláudio ao PDT, nesta segunda-feira  à noite, no Hotel Praia Centro, o deputado estadual Heitor Férrer informa: deixará formalmente o partido nesta terça-feira. Ele se diz constrangido, pois passou 28 anos como militante no pedetismo.

“Essa filiação é a maior discriminação à minha pessoa”, disse para o Blog, nesta segunda-feira, Heitor Férrer. Ele deixará a legenda se dizendo “perseguido” e que o ingresso do prefeito Roberto Cláudio (Pros) é “uma justa causa para que eu me desfilie”.

“Vou me filiar nesta terça-feira ao PSB”, adiantou Férrer, que deverá disputar o Paço Municipal em 2016. O parlamentar acerta local e horário com a direção estadual do partido.

(Blog do Eliomar de Lima)

PDT filia Roberto Cláudio e outros 65 prefeitos municipais

O prefeito Roberto Cláudio (antes Pros), outros 65 gestores municipais do interior do Ceará e lideranças que pretendem se candidatar ao executivo, na eleição do próximo ano, se filiam ao PDT nesta segunda-feira, 27, em cerimônia no Hotel Praia Centro, em Fortaleza. As datas de filiação do restante de parlamentares ainda serão divulgadas.

A assessoria do PDT disse, em nota, que o ato ”concretiza mais uma passo na união de forças de dimensão nacional”. Além do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, os irmãos Cid e Ciro Gomes devem comparecer ao evento de filiação.

Ciro Gomes foi o primeiro a ingressar na legenda, no último dia 16 de setembro, com a possibilidade de pré-candidatura na sucessão de Dilma Rousseff (PT). Na época, Lupi afirmou que a filiação era um “momento de reencontro”, pois o PDT já havia apoiado sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2002.

Redação O POVO Online

Grupo de astronomia faz imagens de eclipse da superlua no Ceará

Cearenses acompanharam todo o eclipse. (Foto: Grupo de Astronomia Perseus de Maranguape/Divulgação)

O Grupo de Astronomia Perseus de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, fotografou o eclipse total da Lua. O fenômeno pôde ser observado durante mais de uma hora neste domingo (27), por volta das 23h11 até 0h23 (horário de Brasília), do continente americano até o Oriente Médio.

As imagens do grupo foram feitas no Distrito de Cachoeira, na cidade de Maranguape. As imagens foram enviadas pelo integrante do grupo, Augusto César. O astro, que não produz luz própria, aproveitando a que recebe do Sol, esteve alinhado com o Sol e a Terra.

Em seu ponto mais próximo da Terra, a Lua, grande e luminosa, ficou vermelha em um eclipse total, um fenômeno magnífico que só voltará a acontecer em 2033. Os admiradores que conseguiram contemplá-la foram presenteados com um espetáculo da natureza.

(G1 Ceará)

A Prece valeu dinheiro para Eduardo Cunha, mostra a Folha

Fernando Brito, Tijolaço 

É Rubens Valente – autor do detalhadíssimo Operação Banqueiro, sobre as falcatruas do “imprendível” Daniel Dantas – que nos traz hoje na Folha a revelação de que está apurado e pronto para providências punitivas  mais um escândalo de Eduardo Cunha, que nunca deixou de praticar, desde o início de sua vida como operador do mercado financeiro, a sua devoção pelo dinheiro.

Diz ele que Cunha “lucrou indevidamente” R$ 900 mil em negócios conduzidos pela pela Corretora Laeta, que operava recursos seus, particulares, e da Prece, instituto de previdência da companhia de água e  esgoto do Rio, a Cedae. Simplificadamente, funcionava assim: a corretora aplicava os recursos em bloco e, naturalmente, fazia negócios que davam lucro e e em outros, registrava prejuízo. Na hora de identificar quanto pertencia a quem, as aplicações para Cunha ficava com os bons negócios e os “micos” eram atrabuídos a Prece.

Isso só era possível porque, claro, a Prece aceitava aplicar o dinheiro dos servidores com uma corretora que lhe dava prejuízos, sistematicamente. A Cedae, nesta época, era presidida por Lutero de Castro Cardoso, ex-funcionário da extinta Telerj na época em que Cunha a presidia, por indicação de PC Farias, no Governo Collor.

Depois da revelações de Júlio Camargo e de Fernando “Baiano” Soares de que pegou US$ 40 milhões em propinas na contratação de navios, convenhamos, desvio de R$ 900 mil é “trocado” na longa lista de irregularidades apontadas a Eduardo Cunha.

Mas abre a porta de um longa e tenebrosa estrada de cumplicidades entre Cunha e Lúcio Bolonha Funaro, condenado na mesma operação e envolvido  em dúzias de episódios sombrios, entre eles um negócio milionário com Furnas Centrais Elétricas, no tempo em que esta era dirigida pelo falecido Luiz Paulo Conde, amigo de Cunha no PMDB.”

 

Mapa revela times mais curtidos em cada uma das 5.570 cidades do Brasil

Qual o time mais curtido no Oiapoque? E no Chuí? E em Brasília? Essas respostas você começa a ter agora – ao navegar no Mapa das Curtidas dos Times do Brasil – projeto desenhado em parceria pelo Globoesporte.com e pelo Facebook. O mapa não é uma pesquisa de torcida – e sim um retrato de curtidas de cada equipe na rede social. O levantamento se inspirou em dois projetos que o Facebook fez com o jornal americano New York Times, medindo curtidas de times da NFL e da NBA nos Estados Unidos. Pela primeira vez, o time de dados de Mark Zuckerberg fez uma amostra desse tipo na América Latina. As informações foram capturadas em 1/5/2015 e levam em consideração as curtidas das páginas oficiais de 43 times brasileiros.

– É a primeira vez que a gente faz esse tipo de raio-x sobre as relações entre os brasileiros e seus times preferidos de futebol. Um produto novo desenvolvido com exclusividade, pela primeira vez na América Latina. A gente conseguiu mostrar a localização geográfica dos torcedores em todo o território nacional. Isso pode ajudar os clubes a entender onde que os seus fãs estão e a descobrir coisas que até agora não tinham conhecimento. Orientar as suas estratégias de comunicação e de engajamento com esses torcedores – diz Esteban Israeal, diretor de comunicação do Facebook América Latina.

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Os dados não podem ser considerados como pesquisa porque não têm base científica: não têm estratificação por idade, classe, gênero ou outros itens que poderiam configurar a representação de uma população. Além disso no Facebook, um mesmo torcedor, por exemplo, pode curtir mais de um time (a frequência, porém, é pequena). Até por isso, os dados do mapa são amplos. O Brasil tem 96 milhões de pessoas no Facebook, quase metade da população do país. Desses, mais de 50 milhões curtem páginas oficiais de clubes.

Para desenhar o mapa principal, o GloboEsporte.com consultou estatísticos, matemáticos e fez uma comparação entre curtidas e a população de cada município. Mas, além dele, há também o “mapa de calor” das curtidas de cada time – de acordo com seus percentuais por município. Neste mapa, a cor fica mais ou menos intensa de acordo com o número de curtidas.

Segundo os dados do Facebook, o Flamengo é o time que lidera as curtidas no maior número de cidades”): 2.639. O Corinthians vem em segundo, com 1.489, seguido de Grêmio (641) e Cruzeiro(581). O Bahia fecha o top 5 com 81 cidades. Outros times aparecem liderando em algumas cidade. São Paulo lidera em três cidades (uma no Ceará, uma em Alagoas e outra em São Paulo). O Internacional lidera em 16 cidades – todas no Rio Grande do Sul. Outros são líderes em suas regiões de origem – como Santos. Ceará, Sport, Atlético-PR, Criciúma, Chapecoense, Figueirense e Joinville.

fanmap_0005_flaOs mapas de cada time mostram como os chamados 12 grandes conseguiram espalhar fãs pelo Brasil – eles estão presentes em 99,5% dos municípios. O Flamengo se destaca no Norte – onde lidera as curtidas em quase todas as cidades (perde para o Corinthians em 14 cidades no Pará e cinco em Rondônia). Ganha até em Belém, onde fica um pouco na frente de Remo e Paysandu. No Nordeste, o Rubro-Negro também lidera em curtidas, mas perde em centenas de cidades para forças como Sport, Ceará e Bahia. E o Corinthians também aparece com força na Zona da Mata Pernambucana.

O São Paulo consegue bons índices de curtidas em cidades das cinco regiões do Brasil, sendo segundo colocado em boa parte de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e no Sul de Minas Gerais. O Tricolor tem o maior número de curtidas em  três municípios. Mas está em segundo em 1.162 e em terceiro em 1.937. Ou seja, está entre os três mais “apreciados” em 3.102 cidades.  Por esse critério, fica atrás apenas de Corinthians (top 3 em 4.015 municípios) e Flamengo (top 3em 3.456). O clube do Morumbi atinge percentuais bem altos nos estados de São Paulo e Paraná, e nas regiões Centro-Oeste e Nordeste.

Palmeiras e Vasco também são muito fortes no Mapa das Curtidas. O Vasco tem percentuais muito altos no Rio de Janeiro, Espírito Santo e na Região Norte – especialmente no Amazonas. Das 50 cidades que mais curtem o time, 44 ficam no Amazonas ou no Espírito Santo – apenas seis são no Rio. O Palmeiras é muito forte em São Paulo, norte do Paraná e Centro-Oeste. E aparece como um dos quatro times mais curtidos em 1.079 cidades.

O azul lidera nos dois estados com as maiores rivalidades regionais do país. Em Minas, o Cruzeiro lidera na maior parte das cidades do estado (há cidades em que Corinthians e Flamengo lideram) – sempre seguido muito de perto pelo Atlético-MG. Como os dados são exclusivamente de fanpages oficiais, uma atuação mais forte no Facebook pode fazer  diferença nessa hora, além da possível maior penetração no público jovem, que é maioria na rede social.

No Rio Grande do Sul, o Grêmio tem mais curtidas em mais de 90% dos municípios. O Inter lidera em 16 –  sendo que um deles é a capital, Porto Alegre.  Os dois gaúchos têm força também em Santa Catarina, Paraná e no Mato Grosso, estado que teve grande migração gaúcha.

O Santos lidera em três cidades da Baixada Santista e tem bons índices em São Paulo e no Norte do Paraná.  O Botafogo é forte no Rio e aparece como segundo mais curtido em diversas cidades do Sul de Minas Gerais. Das 50 cidades que mais curtem o time – 42 são mineiras. O Fluminense, por sua vez, é o mais “fluminense” dos times. Das 50 cidades que mais curtem o clube só duas ficam fora do Rio de Janeiro.

O mapa traz várias outras curiosidades – como o perfil de curtidas de rivalidades locais (Remo x Paysandu, América-RN x ABC, Vitória x Bahia), o mapa de cada time, a lista das 50 cidades que mais curtem cada equipe e o ranking de curtidas em cada município. Por uma limitação no escopo da pesquisa, ficaram fora da análise do mapa clubes tradicionais em algumas cidades – como Pelotas e Brasil de Pelotas (em Pelotas), Juventude e Caxias (de Caxias), Botafogo e Comercial (de Ribeirão Preto) e diversos outros clubes do interior.

Link: http://app.globoesporte.globo.com/futebol/mapa-das-torcidas-no-facebook/

(Globo Esporte)

Paulo Gustavo traz a peça “220 volts” para Fortaleza

Paulo Gustavo com figurinos da peça 200 Volts – Créditos: Reprodução do Facebook Oficial

Seis toneladas de equipamentos, telão de led de 40 metros quadrados, dezenas de trocas de roupa, muitos dançarinos. Poderia ser Beyoncé ou Madonna, mas é Paulo Gustavo. “A gente, homem, é mais sem graça. Mulher é poderosa, complexa, dá muito pano para manga, geralmente é mais legal de brincar”, destaca o intérprete em entrevista ao O POVO. Ele sobe ao palco do Siará Hall para apresentar 220 Volts amanhã, às 22 horas, e domingo, às 20 horas.

Mulher Famosa, Mulher Feia, Senhora dos Absurdos, Vagaba e Ivonete são algumas das personagens do ator que ganharão vida na apresentação em Fortaleza. Para ele, o universo das mulheres é mais rico e incorporar os trejeitos femininos é um processo natural. “Eu não sou o cara mais masculino do mundo, aí já tem meio caminho
andado”, brinca.

Paulo conta ter começado a fazer sucesso com a personagem Dona Hermínia, da montagem (que também virou filme) Minha mãe é um peça. Isso, ele diz, ajudou a marcá-lo como um intérprete de mulheres. “Foi o personagem que mudou minha vida para sempre, me inseriu no mercado, me fez ser reconhecido, me fez acreditar que eu estava no lugar certo, que eu queria ser ator”, conta.

Apesar do sucesso no cinema e em programas como Vai que cola, Paulo se diz apaixonado pelo teatro. “Na TV, cinema e teatro, em qualquer um desses espaços, eu me sinto desafiado, mas o meu lugar, meu porto-seguro, que é onde eu me sinto melhor, é no teatro”. Para o artista, esse apego às artes cênicas não compromete seus trabalhos em outras linguagens. “É uma característica minha, não é um defeito ou uma qualidade”, ressalta.

Animado para o encontro com o público fortalezense, o ator destaca a importância do contato direto com os fãs. “Eu adoro chegar cedo no teatro, adoro abrir a cortina e ver o público, adoro ter o retorno do público ali com aplauso, risada, choro”, enumera. E reforça: “O lugar que me dá mais emoção é o teatro”.

Absurdos e preconceitos

A personagem Senhora dos Absurdos é sucesso de público pelo jeito preconceituoso como trata gays, negros e pobres. Para o criador, porém, a cria pode ser uma ferramenta de crítica social. “Através dela, eu consigo fazer bastante crítica, falar de assuntos que são delicados. Com a comédia, é possível falar de jeito suave, sutil, comentar sobre esses assuntos que precisam ser falados”, afirma.

Paulo Gustavo diz acreditar que a homofobia e o racismo vem crescendo no País. “O preconceito existe muito ainda, é muito forte. E eu acho até que as coisas pioraram”, lamenta. Para ele, porém, é importante que o público aprenda a rir do preconceituoso. “A Senhora dos Absurdos consegue, com humor, que as pessoas riam. Ela acaba mostrando que ser daquele jeito é absurdo”. (Paulo Renato Abreu)

SERVIÇO

220 Volts, com Paulo Gustavo

Quando: Amanhã, às 22 horas e domingo às 20 horas

Onde: Siará Hall (Avenida Washington Soares, 3199 – Edson Queiroz

Quanto: Plateia Premium: R$ 120 (valor único) / Plateia Pista: R$ 90 (inteira) e R$ 45,00 (meia)

Onde comprar: www.bilheteriavirtual.com.br/ e quiosque da Bilheteria Virtual no Del Paseo, 3º piso

Telefone: 3261 0665

(O Povo)

Bancários: Fenaban propõe reajuste de 5,5% e Comando orienta rejeição e GREVE DIA 6/10

A Fenaban não só frustrou, como agiu de forma desrespeitosa com os bancários, ao apresentar uma proposta para a categoria, com um reajuste de 5,5% no salário, também na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$ 2.500,00, durante a quinta rodada de negociação desta sexta-feira (25), em São Paulo. O reajuste está muito abaixo da inflação, que ficou em 9,88% (INPC), em agosto deste ano.

Calendário

Diante da intransigência dos banqueiros, em atender às reivindicações da categoria, as quais abrangem reajuste de 16% (incluindo 5,7% de aumento real), o Comando Nacional dos Bancários aprovou um calendário de mobilizações para pressionar os bancos, apontando para greve a partir de 6 de outubro, orientação que será deliberada em assembleias dos trabalhadores nos dias 1° e 5 de outubro em todo o País.

“A Fenaban está jogando os bancários para a greve”, afirmou Roberto Von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários. “Esta proposta rebaixada vem justamente do setor que lucrou R$36,3 bilhões somente no primeiro semestre deste ano. Com um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Setores que estão em crise, com retração de produção e vendas, fizeram propostas melhores. Então, só podemos dizer, que é uma irresponsabilidade dos bancos”, completou.

“Essa proposta, a pior dos últimos anos, é um total desrespeito à categoria e orientamos sua rejeição nas assembleias que acontecerão em 1º de outubro, em todo o Brasil, com indicativo de greve a partir do dia 6”, disse a vice-presidenta da Contraf-CUT, e Juvandia Moreira. “E o desrespeito não é só com os bancários, mas com toda a sociedade, já que o setor vai levar os trabalhadores a uma paralisação nacional, mesmo estando em pleno ganho”, critica a dirigente que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

O Comando Nacional protestou veemente contra esta mudança de desenho de campanha salarial apresentada pelos bancos.  “Fica claro que os bancos querem abandonar os clico de valorização do trabalho bancário, que acumulava onze anos de ganho real. E pretende fazer esta mudança sem que tenha acontecido nenhuma redução dos seus lucros ou crise no setor. Isso é incompreensível para os trabalhadores que até adoecem para cumprir metas e produzir lucros fabulosos para os bancos. E a nossa resposta indignada vai ser dura”, finalizou Roberto von der Osten.

Veja a proposta dos bancos

Reajuste de 5,5% (representa perda de 4% para os bancários em relação à inflação de 9,88%)

Piso portaria após 90 dias – R$ 1.321,26.

Piso escritório após 90 dias – R$ 1.895,25

Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.560,23(salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa)

PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 22.884,87.

PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16.

Antecipação da PLR – Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 01/03/2016.

Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.163,44, limitado a R$ 6.241,33 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional – 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2015, limitado a R$ 1.939,08.

Auxílio-refeição – R$ 27,43.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 454,87.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 378,56.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 323,84.

Gratificação de compensador de cheques – R$ 147,11.

Requalificação profissional – R$ 1.294,49.

Auxílio-funeral – R$ 868,58.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 129.522,56

Ajuda deslocamento noturno – R$ 90,67.
Veja as reivindicações dos bancários, que são muito diferentes da proposta dos bancos:

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

(CONTRAF-CUT)

Os 10 melhores perfumes de 2015, by Vogue Brasil

Os 10 melhores perfumes de 2015 (Foto: Thiago Justo)

Procurando uma fragrância nova para perfumar a primavera e o verão? No especial Os 100 Melhores de 2015, publicado na Vogue Brasil de setembro , a editora de beleza Luiza Souza e a repórter Lívia Roncolato selecionaram os top 10 perfumes de 2015.

Confira nossa seleção com as melhores fragâncias para comprar – e usar – já!


1. Parfum Divin, R$ 245, Caudalie

2. Love Story, R$ 539, Chloé


3. Sì Eau de Toilette, R$ 529, Giorgio Armani


4. La Panthère Légère, R$ 663, Cartier


5. L’Extase, R$ 319, Nina Ricci


6. Candy Florale, R$ 229, Prada


7. Aqva Divina, R$ 585, Bulgari


8. Le Jardin de Monsieur Li, R$ 600, Hermès


9. No 5 Eau Première, R$ 480, Chanel


10. La Nuit Trésor, R$ 399, Lancôme

Via http://vogue.globo.com/beleza/noticia/2015/09/best-buy-vogue-seleciona-os-10-melhores-perfumes-de-2015.html

Acusado de sonegação, Neymar tem R$ 188 milhões bloqueados na Justiça

Foto: Mowa Press

O desembargador Carlos Muta, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, determinou o bloqueio de R$ 188 milhões de Neymar, acusado pela Procuradoria da Fazenda Nacional de sonegar impostos de 2011 a 2013, período em que o jogador ainda defendia o Santos e durante a transferência para o Barcelona. A medida preventiva, noticiada primeiramente com exclusividade na edição desta sexta-feira do jornal “Correio Braziliense”, é porque o jurista avaliou que há riscos de dilapidação do patrimônio e lesão aos cofres públicos pelo atleta. A assessoria de imprensa do craque vai esperar uma decisão final da Justiça para se manifestar.

A quantia de R$ 188 milhões é equivalente a uma multa de 150% sobre o valor original que, segundo a Receita, o jogador sonegou, de R$ 63,5 milhões. Como representa mais de 30% do patrimônio declarado do “grupo Neymar”, de R$ 244 milhões, foram bloqueados os bens dele, seus pais e três empresas da família: Neymar Sport e Marketing, a N & N Consultoria Esportiva e Empresarial e a N & N Administração de Bens Participações e Investimentos.

Na decisão, o desembargador destaca que o jogador, único responsável pelos rendimentos que envolvem seu trabalho, declarou ao fim de 2013 ter bens e direitos no valor de R$ 19,6 milhões, o que seria apenas 8,05% do patrimônio do grupo, sem qualquer bem móvel ou imóvel registrado em seu nome.

Os ganhos do craque com o Barcelona são citados duas vezes na decisão do desembargador, ambas pela declaração de rendimentos ter sido feita erroneamente como ganho de suas empresas, em vez de aquisição como pessoa física. A primeira por causa do adiantamento de 10 milhões de euros (cerca de R$ 44 milhões no câmbio atual) feito pelo clube para Neymar como forma de garantir a transferência ao sair do Santos. E a segunda pelo que ganha do trabalho com o vínculo empregatício que tem com o clube catalão.

O desembargador ainda indica que integrantes do grupo Neymar possuem débitos tributários anteriores de mais de R$ 4,5 milhões.

(Globo Esporte.com)