Sob um El Niño com força recorde, começa o verão no Brasil

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Mancha vermelha em mapa de temperaturas anômalas mostra extensão do El Niño 2015/16 (Foto: NOAA)

Começa nesta terça-feira (22) o verão do hemisfério Sul sob um El Niño – o superaquecimento das águas do Pacífico – em intensidade máxima. No Brasil, a perspectiva é que ao menos quatro das cinco regiões do país devem ter temperaturas além do normal de janeiro a março.

No mês de novembro, o El Niño já tinha feito com que as temperaturas no leste e no centro do Pacífico já estivessem 4°C mais quentes em média, sinalizando a fase madura do fenômeno, que deve durar pelo menos até o início de janeiro. No meio de dezembro, anomalias de até 5°C estavam sendo registradas.

Esse ápice deve influenciar as temperaturas nos meses subsequentes no Brasil, afirma o CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), ligado ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Segundo climatologistas, apenas a região Sul do país não está em perspectiva de calor anômalo para o verão.

Do Rio Grande do Sul até o Vale do Ribeira, em São Paulo, porém, há perspectiva de chuvas além do normal no período. Já as regiões Norte e Nordeste têm uma perspectiva de trimestre mais seco do que o normal.

Tanto as anomalias de temperatura quanto as de pluviometria são sinais do El Niño, que em novembro atingiu seu pico e já era o mais forte de todo o registro histórico, empatando com o de 1997/1998.

No contexto que leva em conta o planeta inteiro, o ano de 2015 já havia batido por antecipação o recorde histórico de temperaturas, ainda em novembro, superando 2014. A marca se deve tanto ao El Niño quanto ao aquecimento global, afirmou a OMM (Organização Meteorológica Mundial).

Nos primeiros vinte dias de dezembro, as temperaturas máximas estiveram acima da média em quase todo o país, especialmente no Semi-Árido (norte de Minas Gerais e interior da Região Nordeste) que registrou áreas com 4°C a 5°C acima do habitual. Apenas na região Sul as temperaturas ficaram dentro da média histórica.

(Ciência e Saúde, G1 São Paulo)

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