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Veja como foram todas as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2015

As reivindicações dos bancários são debatidas entre o Comando Nacional dos Bancários, representando toda a categoria, e negociadores dos bancos. São, principalmente, três mesas realizadas concomitantemente, dentro da Campanha Nacional Unificada.

A pauta geral da categoria é debatida na mesa com a Fenaban, a federação dos bancos, e se refere à renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), documento que reúne os direitos de todos os bancários do país, sem exceções.

Além dessa, há duas outras mesas específicas: uma entre representantes dos empregados e da direção da Caixa Federal, e a outra do Banco do Brasil, nos mesmos moldes. Elas visam as renovações dos respectivos acordos aditivos específicos, com direitos adicionais para os trabalhadores dos dois bancos. Vale reforçar que os dois aditivos são independentes um do outro, bem como as mesas de negociações, realizadas separadamente.

A data base da CCT e dos aditivos do Banco do Brasil e da Caixa Federal é 1º de setembro.

Nesta página vamos disponibilizar o calendário das reuniões bem como os resultados.

Fenaban
19/8 – Emprego: Recado está dado: demissão não tem perdão! (veja como foi)
2 e 3/9 – Saúde, Segurança e Condições de Trabalho (veja como foram a do dia 2 e a do dia 3)
9/9 – Igualdade de oportunidades (veja como foi)
15/9 – Saúde (veja como foi)
16/9 – Remuneração (veja como foi)
25/9 – Negociação geral (veja como foi)

Caixa Federal
27/8 – Saúde e Segurança Bancária (veja como foi)
4/9 – Saúde Caixa, Funcef e aposentados (veja como foi)
11/9 – Carreira, isonomia, organização do movimento (veja como foi)
18/9 – Contratações, condições das agências e jornada (veja como foi)

Banco do Brasil
24/8 – Emprego, contratações e condições de trabalho (veja como foi)
25/8 – Condições de trabalho e saúde (veja como foi)
31/8 – Segurança, igualdade de oportunidades e isonomia (veja como foi)
11/9 – Cláusulas sociais e previdência complementar (veja como foi)
18/9 – Remuneração e plano de carreira (veja como foi)

(Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

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Aprovação para compra do HSBC pelo Bradesco deve demorar

São Paulo – As aprovações para a compra do HSBC pelo Bradesco devem demorar mais alguns meses, de acordo com Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco.

“O processo está em trânsito. Vamos aguardar as autorizações. Ainda não saiu nenhuma, nem era a expectativa. Deve levar mais alguns meses”, afirmou o executivo, em conversa com jornalistas, após evento de premiação em São Paulo, na noite de quinta-feira, 24.

Sobre a possibilidade de as autorizações saírem ainda este ano, o executivo afirmou que é preciso respeitar o prazo das autoridades.

O Bradesco anunciou a compra do HSBC no mês passado por US$ 5,2 bilhões depois de meses de negociações em um processo que envolveu vários bancos na disputa.

Dentre os grandes, o Santander também foi para a reta final e o Itaú Unibanco chegou a fazer uma oferta não-vinculante (que não obriga a compra do ativo pelo preço ofertado) pelo HSBC, mas não seguiu adiante.

Rebaixamento

A perda de selo de bom pagador do Brasil pela agência de classificação de risco S&P trouxe uma expansão na consciência naquilo que deve ser feito no país, na opinião de Trabuco. “Esse fato provocou uma expansão da consciência e isso é saudável”, avaliou.

Segundo o executivo, o governo está conseguindo uma agenda de equacionamento do equilíbrio fiscal e também da economia brasileira.

(Aline Bronzati, do Estadão Conteúdo)

Cobrança de serviços de cartões varia até 600% num mesmo banco

BRASÍLIA – Além de aplicar tarifas com nomenclaturas pouco claras e até inusitadas, as operadoras de cartão de crédito cobram do usuário preços considerados exorbitantes pelos órgãos de defesa do consumidor. A diferença em um mesmo banco emissor chega a 600%, dependendo do tipo de cartão. Levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com as seis maiores instituições financeiras do país mostra que, em alguns casos, as taxas dos cartões são maiores do que as tarifas bancárias.

– Cada banco tem modalidades muito diferentes de cartões e tarifas – criticou a economista do Idec Ione Amorim.

Ela destaca, entre outras, a cobrança da taxa de inatividade, quando o consumidor não usa o seu cartão, considerada inadequada pelo Idec. Segundo a entidade, no Banco do Brasil (BB) os preços dessa taxa variam de R$ 10 a R$ 70 por trimestre, dependendo do tipo de cartão de crédito. A diferença de preços, neste caso, é de 600%. No Bradesco, são cobrados R$ 75 nos cartões American Express.

Governo dos EUA também limita cobranças do setor

Procurado, o BB não comentou o assunto. Já o Bradesco informou que a cobrança é informada de forma transparente em todos os canais de comunicação com o cliente, mesmo antes de se tornar associado. Os bancos também ressaltaram que estão trabalhando, com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), na regulação do setor.

As regras para a atividade de cartões de crédito e débito estão sendo preparadas pelo Banco Central (BC) com os ministérios da Fazenda e da Justiça. A meta é padronizar e reduzir o número de tarifas de cartões de crédito e débito. O GLOBO revelou no último domingo que, hoje, há mais de 50 taxas, bem acima das 31 usadas no setor bancário. A Abecs disse que as negociações podem levar o total das cobranças a algo entre 20 e 30.

Nos EUA, o governo também vai limitar a maior parte das multas de cartão de crédito a US$ 25, e as tarifas para consumidores que não usam seus cartões vão acabar, segundo as novas regras divulgadas nesta terça-feira. Aprovadas pelo Congresso em maio, elas entram em vigor em 22 de agosto. A expectativa é que, com isso, haja uma redução nos juros cobrados dos consumidores.

A pesquisa do Idec mostra ainda a existência de tarifas, no mínimo, pouco usuais. Entre elas, a de segunda via para senha. Bradesco e Itaú Unibanco pedem R$ 3. Para Ione, do Idec, a taxa é abusiva, pois caracteriza dupla cobrança, já que o cliente paga a taxa anual de manutenção.

O Itaú Unibanco não comentou o assunto. A Caixa Econômica respondeu que tem as melhores tarifas e juros para cartões, segundo pesquisa da Cardmonitor, mas não apresentou os números.

Outras tarifas cobradas pelos cartões são a de saque nacional e internacional. Segundo o Idec, os bancos chegam a cobrar R$ 8 pelo serviço em território nacional, que é o caso do HSBC. Pelo saque internacional, os preços mais salgados ficaram com o Santander (3% do valor da transação, sendo no mínimo R$ 15) e Unibanco, com US$ 20.

Ione compara essas taxas com os saques em conta corrente no país, cujas taxas são de até R$ 2,40. O HSBC disse que suas tarifas estão em linha com as praticadas pelo mercado. O Santander não quis comentar.

Outra taxa polêmica é a de excesso de limite, acionada quando o cliente ultrapassa o seu limite de crédito no cartão. Os bancos cobram até R$ 15, apesar dos juros elevados.

(O Globo)

HSBC deixa ‘varejão’ para vender grife

Após ficar de fora da consolidação do setor bancário no Brasil – assistindo à união de concorrentes como Itaú-Unibanco e Santander-Real -, o britânico HSBC se viu sozinho em uma posição intermediária no mercado nacional. Em 2010, decidiu adequar suas ambições ao tamanho de sua operação: a instituição deixará a disputa do mercado de massa para os novos “gigantes” nacionais, desistindo da briga pelas classes C e D. O objetivo do HSBC Brasil agora é vender sua “grife” de banco mundial a um público de maior poder aquisitivo, com renda acima de R$ 3 mil por mês.

O presidente do HSBC Brasil, Conrado Engel, diz que a ideia é oferecer serviços “premium” a um público que tenha condições de acumular patrimônio. “Queremos aproveitar a mobilidade da classe C para a classe B no Brasil”, explica. Para quem ganha R$ 3 mil, o banco vai oferecer – sob a recém-criada bandeira Advance – os mesmos serviços globais antes oferecidos somente aos clientes Premier (renda acima de R$ 7 mil). Com isso, quer acostumar esse público “emergente” a um tratamento diferenciado. “Talvez essa pessoa ainda não viaje ao exterior, mas aspira a isso. Vamos oferecer a ele a possibilidade de usar uma agência HSBC em 88 países”, afirma Engel.

O presidente do HSBC Brasil admite que a opção por operar em um nicho está ligada ao fato de a instituição ter ficado de fora da consolidação do mercado brasileiro – segundo fontes ouvidas pelo Estado, o HSBC chegou perto de fechar negócio com o Unibanco, mas o acordo não saiu na última hora. Engel prefere não comentar se a negociação com a família Moreira Salles ocorreu, mas diz que, caso o HSBC tivesse incorporado o Unibanco, poderia hoje buscar atuação parecida com a do Santander-Real. “Seríamos mais ou menos do mesmo tamanho”, diz.

Contramão. No varejo, o banco atua na contramão da concorrência: enquanto Bradesco e Santander abrem agências em favelas e até em barcos no meio da Amazônia, o HSBC “refina” suas unidades. Todas elas vão ganhar novo projeto arquitetônico em até cinco anos, ao custo individual de até R$ 1 milhão. A instituição também está ampliando os Premier Center – serão inaugurados 100 novos até o fim do ano.

Sem previsão de crescer por aquisições – até por falta de opção em um mercado que Engel define como “altamente consolidado” -, o HSBC deve se afastar cada vez mais do “varejão”. O executivo diz que a ampliação do número de agências será marginal. “Temos hoje cerca de 900 agências e não vamos crescer muito, no máximo uns 10%.”

Com o número de agências atual, o presidente do HSBC afirma que seria impossível brigar de igual para igual com os grupos que os concorrentes formaram nos últimos anos.

“Para podermos competir no mercado de massa D e E, o banco precisaria ter quase o triplo (de agências) no Brasil. Isso implica num investimento maciço. Não existe caso de um crescimento orgânico que tenha levado a isso, mesmo em 50 anos. Para sermos competitivos nesse tipo de coisa, só se uma aquisição fosse possível. Só com crescimento orgânico não dá.”

Até a Losango, financeira popular do banco, entrou na busca pelo cliente de maior poder aquisitivo. Uma das novas prioridades é financiar móveis para apartamentos novos, especialmente cozinhas planejadas. O objetivo é aumentar o valor médio dos empréstimos da Losango, hoje presente em cerca de 20 mil varejistas. A partir do financiamento da mobília, Engel diz que é possível captar clientes com a renda esperada pelo HSBC por meio da financeira.

Diante da nova configuração do mercado, o HSBC perdeu a ambição de “ser grande” no País. À medida que seus antigos pares no mercado local – Santander, Real e Unibanco – passaram por um processo de consolidação, o banco inglês readequou suas expectativas, contentando-se com a posição intermédiária. A instituição tem atualmente cerca de 5% do mercado local e prevê chegar a 6,5% ou 7% ao longo dos próximos dois anos com base na aposta na média e alta rendas.

A matriz, segundo Engel, não vê problemas no tamanho da operação no Brasil, tanto que injetou R$ 1 bilhão em dinheiro novo por aqui no fim de 2009. “Ao contrário da percepção, essa dimensão relativamente pequena comparada aos grandes bancos não nos incomoda. Pelo contrário, o grupo está satisfeito com 5%”, diz o presidente do HSBC Brasil.

O executivo também descarta uma oferta pública de ações no Brasil, apesar de o Santander ter arrecadado R$ 14 bilhões com o IPO de outubro do ano passado. “A estratégia é que os investimentos sejam feitos pela matriz, que tem capital para isso.”

(estadao)

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