Dia Internacional de Luta contra demissões no banco inglês – Foto: SEEB-CE

Os bancários paralisaram a agência do HSBC em Fortaleza localizada no cruzamento entre a Avenida Santos Dumont com a Avenida Virgílio Távora, no bairro Aldeota, um dos principais corredores bancários da capital cearense. O protesto foi realizado nesta terça-feira (25), Dia Internacional de Luta na América Latina contra as demissões que vêm sendo realizadas pelo banco inglês em toda a região. Os trabalhadores também exigiram melhores condições de trabalho, mais respeito e valorização.

Em Fortaleza, os funcionários do HSBC enfrentam vários problemas. “A pior ameaça é a demissão, o que vem ocorrendo em várias unidades. Por consequência, os trabalhadores enfrentam pressão por metas e a sobrecarga de serviços, o que precariza as condições de trabalho, provoca adoecimento e prejudica o atendimento aos clientes”, apontou o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e funcionário do HSBC, Humberto Simão.

O dirigente sindical ressaltou ainda que, diante do lucro líquido de R$ 1,225 bilhão em 2012, um crescimento de 9,6% em relação ao ano passado, e com uma rentabilidade maior no Brasil do que em qualquer outro país em que o HSBC atue, o banco não vem demonstrando nenhum respeito nem ao Brasil e muito menos aos brasileiros. 

“As tarifas e os juros cobrados da clientela são os mais altos do mundo. Em contrapartida, o banco fechou mais de mil postos de trabalho no ano passado, praticando uma cruel rotatividade de mão de obra, o que nós não percebemos em nenhuma outra parte do mundo”, criticou.

Já o diretor do Sindicato, Alex Citó, ressaltou que o número reduzido de funcionários nas agências do HSBC, ocasionado pelas demissões constantes, tem se refletido em filas nas agências. “Queremos o fim das demissões e da rotatividade. Exigimos mais respeito, melhores condições de trabalho e a valorização de quem faz a lucratividade do banco: seus funcionários”, concluiu.

Manifestação internacional 

A mobilização desse dia de luta em toda a América Latina foi definida durante a 9ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais, realizada entre os dias 6 e 8/5, em Assunção, promovida pela UNI Américas Finanças e Comitê de Finanças da Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), com apoio da Federação dos Trabalhadores Bancários e Afins do Paraguai (Fetraban). 

Na ocasião, os integrantes da rede sindical do HSBC avaliaram a atuação do banco no Brasil, México, Argentina e Uruguai. Os trabalhadores consideram que é fundamental a unidade de ação em todos os países latino-americanos onde o banco atua, uma vez que em diversas nações o HSBC está em processo de venda, ameaçando o emprego e os direitos dos trabalhadores. 

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Ceará

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