A Polícia Federal, por meio da CCASP (Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada), multou seis bancos em R$ 635,6 mil por descumprimento de leis e normas padrões de segurança nas agências, informou nesta quinta-feira (7) a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que é ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores).

As instituições financeiras multadas foram Itaú Unibanco, o Santander, o Bradesco, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o HSBC. O Itaú-Unibanco encabeça a lista, com penalidade de R$ 211,7 mil, com o Santander em segundo lugar (R$ 180,9 mil) e Bradesco em terceiro (R$ 83,5 mil). O Banco do Brasil foi multado em R$ 81,5 mil, a Caixa, em R$ 44,3 mil, e o HSBC em R$ 33,6mil. 

De acordo com o representante dos bancários na CAASP, Ademir Wiederkehr, as principais infrações dos bancos foram a falta de plano de segurança aprovado pela PF, falta de vigilantes em número suficiente e problemas no alarme.

– Apesar dos lucros recordes, os bancos continuam tratando com descaso a segurança dos trabalhadores e clientes. 

A reportagem do R7 entrou em contato com a assessoria de todos os bancos, que informaram que uma resposta oficial seria dada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Em nota, a entidade admitiu que 49 processos foram julgados procedentes, mas ressaltou que 27 foram arquivados e sete foram retirados da pauta. Além disso, o comunicado assinado pelo diretor técnico Wilson Gutierrez informa que as falhas são pontuais e que a maior incidência dos processos se resumiu a problemas no teste do alarme.

– Essas falhas são pontuais, em boa parte de natureza meramente administrativa, sem espelhar uma redução dos padrões e procedimentos de segurança seguidos pelas instituições financeiras. 

A Febraban afirmou que maior parte das multas ocorreu por falha “momentânea no teste do alarme”, além da “exigência de maior número de vigilantes”. No entanto, segundo Gutierrez, aponta problemas técnicos ocasionais para o caso dos alarmes, por manuseio incorreto do equipamento.

– É necessário tempo para o retorno do sinal. Se esse tempo não for respeitado, o agente pode concluir que o sistema está inoperante.

O representante dos bancos disse ainda que todas as agências têm, ao menos, um vigilante, mas o número de guardas aumenta de acordo com o tamanho da agência.

– Essas ocorrências não podem ser interpretadas como se as agências não tivessem sistemas de alarmes ou vigilantes.

Para ele, o número de multas – 49, no total – é baixo comparado às 19,8 mil agências bancárias do país 19,8 mil e dos 12,7 mil postos de atendimento.

A CCASP é um fórum do qual participam representantes do governo, bancários e vigilantes e empresários (bancos e empresas de segurança, transporte de valores e centros de formação de vigilantes).

(Portal R7)

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