Quem tiver paciência para pesquisar os preços dos combustíveis nos postos de Fortaleza vai ter uma boa economia na hora de encher o tanque. A diferença de preço pode chegar até R$ 0,12 por litro. A queda no valor cobrado, segundo o Sindicato dos Revendedores Combustíveis do Ceará (Sindipostos) e representantes dos postos ouvidos pelo O POVO, é momentânea e tem como objetivo movimentar as vendas em janeiro, um mês considerado fraco para o comércio.

E não é preciso ir muito longe para economizar. Em muitos casos, basta dirigir alguns poucos quilômetros para encontrar uma alternativa mais barata.

“Como eu moro no Centro, há dias que vejo nos postos uma diferença de R$ 0,15 a R$ 0,20 no litro da gasolina”, afirma André Peixoto, 27, assessor jurídico. “No meu caso, como eu viajo muito para o Interior, na ponta do lápis, a economia é de R$ 60 a R$ 70 no mês”, complementa.

Glauber Pessoa, 30, gerente do Posto Cearense, na avenida Heráclito Graça, disse que em novembro, a gasolina custava R$ 3,17. Há mais de um mês, o preço na bomba está R$ 3,07 (para pagamentos em dinheiro). “Os postos vizinhos começaram a baixar os preços, por ser um mês fraco. É uma forma de atrair o consumidor. Conseguimos aumentar as vendas em 20%”, destaca.

“A distribuidora baixou o preço do combustível vendido pra gente apenas dois ou três centavos por litro, mas reduzimos em sete centavos para venda ao consumidor”, afirma Luís Silva, gerente do Posto L&S, na Rua Senador Pompeu.

Os preços mais competitivos dependem de alguns fatores, de acordo com as características dos postos. Por exemplo, os estabelecimentos conseguem reduzir a margem de lucro (a qual varia de 10 a 14%) se possuírem serviços extras como lojas de conveniência e troca de óleo. Outro fator é o transporte de combustível em caminhão próprio, o que reduz os gastos com frete.

 

Sem previsão

De acordo com Antônio José Costa, assessor de Economia do Sindipostos, a concorrência local está forçando a queda nos preços, mas que não é possível prever até quando os preços Estarão menores. 

Ele adverte que a tendência nas próximas semanas é de alta, pois o ICMS aumentou e o ministro Joaquim Levy estuda a volta da cobrança da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).

Além disso, Antônio José aponta que e os efeitos da sazonalidade do álcool, que representa 25% da composição da gasolina, também vão contribuir para que os preços aumentem.

 

(Flávia Oliveira, O Povo)

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