Na hora de escolher uma dieta para perder aqueles quilinhos indesejados, não há quem não saiba a relação clássica de ingredientes que devem conter nas refeições. “Verdura faz bem”; “carne magra também”; “Não esqueça as frutas”. São algumas das frases ditas diariamente para quem está fazendo regime.

Nessa lista há quem inclua diversos itens que ganharam status de “saudáveis” nos últimos anos, como as barrinhas de cereais e o queijo branco. No entanto, esses dois são exemplos de falsos mocinhos, ou seja, alimentos que têm a fama de naturais, mas possuem o seu lado negativo e não podem ser consumidos frequentemente. Ao mesmo tempo, muita gente corta totalmente a cerveja. Poucos sabem que a bebida atua na proteção contra doenças do coração. Ou seja, temos aí um exemplo de falso vilão.

Diet e light

Alimentos diet e light são recomendados apenas para as pessoas que sofrem com diabetes ou pressão alta, de acordo com a nutricionista Sandra Aragão. Os produtos light sofrem redução em 25% de algum nutriente da sua composição, mas acabam tendo algum outro duplicado ou acrescentado. “Você pode até consumir, contanto que não seja excesso”, conta.

Os produtos diet são desenvolvidos para públicos que não podem ingerir determinado tipo de ingrediente. “O açúcar é retirado totalmente, mas pode aumentar outro ingrediente. Para quem não tem diabetes, ochocolate diet é um vilão, porque ele não tem açúcar, mas é rico em gordura”, explica Aragão.

Alimentação: mocinhos e vilões da dieta

Mocinhos em questão

Por incrível que pareça, a cerveja é uma “mocinha” na alimentação. Uma caneca da bebida por dia (500 ml) é capaz de proteger o coração, em variedades de cerveja com teor alcoólico de 5%. Além disso, ela é rica em ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio – nutrientes que protegem o sistema cardiovascular. “Tanto a cerveja como o vinho podem ter efeitos positivos ao coração, desde que sejam consumidos sem excessos”, alerta.

O ovo, que há muito tempo foi vilão, possui alto valor biológico para as células, se equiparando à carne do frango e à do peixe no que diz respeito à quantidade de proteínas. Segundo Aragão, “o alimento é rico em colina, substância que ajuda na transmissão dos impulsos nervosos e protege o organismo contra as doenças cardiovasculares”.

A buchada de bode, que muitos se contorcem só em pensar, também faz bem ao organismo. O chocolate amargo previne o envelhecimento precoce e os problemas cardiovasculares. A sardinha em conserva pode ser consumida com frequência, porque possui baixa caloria.

Vilões da alimentação

De acordo com a nutricionista, existem muitos alimentos vilões na alimentação do dia a dia. O camarão é rico em colesterol. “Ele pode causar problemas cardiovasculares, resultando no infarto”, conta. A linguiça de frango é rica em sódio e pode gerar problemas de hipertensão.

A gostosa pipoca, quando adicionados sal e manteiga, possui alto teor de sódio. “Ela já é calórica, se você ainda colocar esses dois ingredientes, aí que fica mesmo”, explica Aragão.  A água de coco também faz mal, isso porque contém frutose e gorduras saturadas em grandes quantidades, o que não apenas engorda, mas representa risco para o organismo como um todo. Pessoas diabéticas e hipertensas devem ficar alertas com a quantidade ingerida.

E para quem não sabe: o suco de laranja e o açaí são ricos em calorias. “Para você fazer um suco, tem que usar três laranjas. Isso aumenta demais a quantidade de caloria no corpo. A não ser que você beba e, em seguida, vá praticar atividade física”.

Vício de drogas?

Segundo a nutricionista, algumas pessoas acabam se viciando em determinados alimentos devido ao hábito do organismo. “Refrigerante é o grande exemplo. Nós tomamos a bebida com frequência, mesmo sabendo que um copo representa 16 colheres de açúcar, mas a gente nem sente”.

“Alimentos muito doces te dão a sensação de querer sempre mais e acabam se tornando verdadeiras drogas alimentares. Então é bom ter cuidado”, finaliza.

(Roberta Tavares,  Jangadeiro Online)