Uma das principais revelações do MMA brasileiro, Erick Silva sofreu um revés inesperado dentro do Ultimate Fighting Championship. O lutador do Espírito Santo chegou a nocautear o também brasileiro Carlo Prater com apenas 29s primeiro round, em duelo pelo peso meio-médio, no UFC 142, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, mas não obteve a 14ª da carreira. O árbitro Mario Yamasaki desqualificou o capixaba.

Dominante dentro do octógono, Erick Silva conquistou o resultado positivo acertando socos na cabeça do compatriota. Na visão de Yamasaki, um dos árbitros mais experientes do Ultimate, o brasileiro deu a vitória a Prater, por conta de golpes na nuca. A decisão enfureceu o público, e o comentarista oficial do UFC, Joe Rogan.

Ao subir para entrevistar Erick Silva, o comediante americano chamou o lutador capixaba de “verdadeiro vencedor” da luta, e criticou o árbitro brasileiro no meio do octógono. Chamado para explicar a decisão, Yamasaki admitiu que se precipitou em virtude do “calor do combate”, interrompendo o duelo e dando a vitória a Prater.

A decisão de Yamasaki, entretanto, não incomodou Erick Silva, que adotou um discurso tranquilo depois de toda a polêmica. “Mario é um dos juízes mais experientes e melhores do UFC. Independente do resultado, eu me sinto o vencedor. Quero agradecer ao público”, discursou o lutado, que, oficialmente, sofreu a segunda derrota da carreira.

Ex-campeão do Jungle Fight, Erick Silva, contudo, recebeu a premiação de vencedor do combate das mãos de Lorenzo Fertitta, um dos donos do UFC. Conformado com a decisão, o lutador capixaba quer que o UFC pense bem na decisão deste sábado e o coloque novamente para lutar em um futuro mais próximo, antes do previsto.

O resultado “apontado” por um dos donos do UFC sacramentaria o segundo triunfo do ex-sparring de Anderson Silva dentro da capital carioca, no evento mais famoso de MMA do mundo – vencera Luis “Beição” Ramos por nocaute, em apenas 40s, em agosto do ano passado, na mesma HSBC Arena.

(PORTAL TERRA)