O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) realizou o estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça. O destaque é para o aumento de mulheres chefes de família e a redução de desigualdade entre negros e brancos.

A pesquisa revela que entre a população negra com 60 anos ou mais, 34,7% encontravam-se ocupados ou em busca de trabalho em 2006, comparados a 29,3% da população branca na mesma faixa etária. Os dados apontam que os negros entram mais cedo e deixam o mercado de trabalho mais tarde do que os brancos, tanto homens quanto mulheres.

A renda dos negros aumentou, em média, R$ 19 em dez anos (de 1996 a 2006). Mas logo se percebe que não foi nenhum avanço, pelo contrário, a queda da diferença entre brancos e negros se deu devido à diminuição dos rendimentos médios dos homens brancos, que passaram de R$ 1.044,20 a R$ 986,50.

Bancos – Nos bancos, os negros representam uma fatia de apenas 2,4% do quadro funcional em todo o país, enquanto os brancos são 84,1%. A estatística está no relatório social da federação dos bancos (Febraban) referente a 2007 e apresentado recentemente.

O bancário de 39 anos, negro, chefe de serviços bancários de uma agência do Itaú, acha que a cada geração os negros conquistam mais espaço, mas que as melhorias são muito pequenas. “Quando entrei no Itaú, há 19 anos, era eu e apenas mais um negro na agência. Hoje são vários. Mas ainda é um número muito pequeno”, diz o bancário. “O processo é lento e um número como este, que mostra que nossa renda média não aumentou significadamente em dez anos é um absurdo. Mas vamos nos firmando para as próximas gerações de negros”, completa.

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Postado por Erismar Carvalho, às 12h01.