24 empresas interessadas na concessão do aeroporto de Fortaleza

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Vinte e quatro empresas, entre nacionais e estrangeiras, se mostram interessadas no processo de concessão do aeroporto de Fortaleza. As companhias estiveram ontem na audiência pública realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na Secretaria de Esportes do Ceará (Sesporte), para discutir a minuta do edital e efetivar colaborações sobre a formatação do certame próximo. A reunião contou com 60 participantes, entre eles o Governo do Estado e a Latam Airlines.

A construtora cearense Marquise está na lista dos interessados. O consórcio Inframérica Aeroportos, formado pelo Infravix Empreendimentos e a empresa argentina de concessões aeroportuárias Corporación América S/A, declarou a intenção de administrar o aeroporto da Capital. “Temos a expectativa de vir para cá. São vários investimentos na América Latina e nossa intenção é trazer esse conceito de modernidade e eficiência”, explica a Paula Dantas, representante da Inframérica. Ela questiona o regulamento que limita em 15% a participação do capital de empresas que já administram aeroportos numa região, no caso, o Nordeste.

A Inframérica teria a participação reduzida no aeroporto de Fortaleza por ser responsável pelo terminal de Natal. “Nossa intenção é refutar essa limitação e, assim como em Natal, tenha 100% do capital de uma única empresa. Questionamos que o conceito deve se dar não por região geográfica, mas sim uma restrição por área de influência de cada aeroporto. Nossa expectativa é apresentar de maneira formal o nosso caso”, revela.

Sobre o hub da Latam, a representante da Inframérica afirma não ter preferência da escolha. “O máximo que faremos é tornar nossas instalações mais eficazes para fazer a operação acontecer. Não tem diferença (Fortaleza ou Natal), nossa intenção é desenvolver todas as instalações”.

O número de aeroportos administrados pela Inframérica o chega a 54. No País, figuram além do Rio Grande do Norte, o aeroporto de Brasília. No exterior, é responsável pelos aeroportos de Eseiza (Argentina), Carrasco (Uruguai), Guayaquil (Equador), Cusco (Peru), e unidades na Armênia e na Itália.

Já a brasileira EPC Construções, responsável por atuar no segmento de infraestrutura aeroportuária, também vê a possibilidade de controlar o aeroporto da Capital. “É uma ótima oportunidade para investimentos. Aguardamos o prosseguimento do edital para formarmos uma proposta”, avalia Rafael Cavalcante, representante da EPC. A companhia atuou na construção do pátio de aeronaves e pista de rolamento do aeroporto de Brasília e hoje responde pelas obras do aeroporto de Macapá. O equipamento de Fortaleza pode vir a ser o primeiro administrado pela empresa.

(Átila Varela, O Povo)

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