Caso Johnny Moura: Juíza determina prisão preventiva de acusado de matar modelo

Johnny tinha 22 anos e foi assassinado depois de sair de uma festa de música eletrônica (Foto: Facebook/Reprodução)

A Justiça decretou nesta quinta-feira (21) a prisão preventiva do o agente penitenciário Renilson Garcia Araújo Lima, de 27 anos, acusado de matar o modelo Johnny Moura, de 22 anos. Moura foi assassinado com um tiro na saída de uma festa em Fortaleza.

Renilson foi preso foi preso em 29 de dezembro, quando recebeu a prisão em flagrante. Na decisão que determinou a prisão preventiva, a juíza Adriana da Cruz Dantas afirma que o homicídio ocorreu em via pública, em horário e local de grande circulação de pessoas, sendo efetuado disparo de arma de fogo contra a cabeça da vítima.

Ainda segundo o registro da magistrada, Renilson e Johnny Moura haviam brigado durante uma festa, onde Johnny acertou um murro na boca do acusado, “não satisfeito [o acusado] esperou a vítima sair do local e efetuou o disparo fatal, também expondo a perigo as demais pessoas que se encontravam nas proximidades”.

“Tais circunstâncias demonstram a gravidade, a ousadia e o sentimento de desprezo do representado pela vida humana, além do destemor às leis do Estado, mormente tratando-se de um agente penitenciário, e às regras de convivência social, evidenciando ser necessária a decretação da sua prisão para a garantia da ordem pública”, concluiu a juíza.

Discussão
Amigo do modelo, o representante comercial Adriano Caetano, 29, afirma que um homem assediou a namorada de Johnny na festa, e por isso o rapaz revidou. “Quando estavam dentro do carro, com a namorada dirigindo e com duas amigas no banco de trás, uma pessoa disparou à queima-roupa”, disse ao G1.

O representante comercial descreveu que Johnny era modelo, promotor de eventos e atleta de polo aquático.

Sobre a namorada, o amigo afirmou que ela ficou “desnorteada”. “Ainda não caiu a ficha. Eles estavam juntos há um ano e meio e ele devia pedi-la em casamento em breve”, contou Adriano.

Prisão em flagrante, temporária e preventiva
Prisão em flagrante é uma prisão que consiste na restrição da liberdade de alguém, independente de ordem judicial, de natureza cautelar, desde que o suspeito esteja cometendo ou tenha acabado de cometer uma infração penal ou esteja em situação semelhante prevista.

A prisão temporária tem prazo de duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, ela ocorre durante a fase de investigação do inquérito policial. A temporária é utilizada para que a polícia ou o Ministério Público colete provas para, depois, pedir a prisão preventiva do suspeito em questão. Em geral, é decretada para assegurar a realização de uma diligência.

Na prisão preventiva, não há prazo pré-definido. Ela pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou da ação penal, quando houver indícios que liguem o suspeito ao crime. Ela em geral é pedida para proteger o inquérito ou processo, a ordem pública, econômica ou a aplicação da lei.

(G1 Ceará)

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