A capital do Ceará será palco de duas importantes competições entre jovens judocas, uma nacional e outra internacional. Neste final de semana, Fortaleza será sede do Campeonato Brasileiro Sub-21 no ginásio da Unifor. Serão distribuídos pontos para o ranking nacional (50 pontos para o campeão, 35 para o vice e 25 para os terceiros colocados) em 16 categorias. 

Os jovens terão que controlar a ansiedade para fazer um bom papel e garantir vaga no Desafio Internacional que acontece na segunda-feira, dia 27, no ginásio Aécio de Borba. O torneio terá a participação das equipes masculina e feminina da França, além de judocas alemães.

Em seguida, até o dia 5 de junho, acontecerá um treinamento de campo, que terá a presença de 20 técnicos ao lado do gestor técnico das equipes de base, KenjiSaito, dos treinadores da seleção brasileira de base Andrea Berti, Danusa Shira, Douglas Vieira, e da japonesa Yuko Fujii.

“Para o Brasil é muito importante estar recebendo essas seleções. Esse treinamento, aliado aos Estágios Internacionais, vai elevar o nível dos nossos atletas que estão em período de transição para a categoria sênior e, consequentemente, para a seleção principal”, analisou Kenji.

Para a competição, a promessa é de equilíbrio e de lutas duras. Reencontros são esperados pela campeã mundial Tawany Silva, de São Paulo

“Eu acredito que o nível vai ser bastante alto porque a maioria das atletas que chegaram ao pódio na minha categoria no ano passado estarão na competição novamente. Vai ser um bom teste para o Pan-americano e para o Mundial. Acredito que esse treinamento de campo também vai me ajudar a aprimorar minhas técnicas e crescer ainda mais”, analisou Tawany, já garantida, nas duas principais competições internacionais do ano em sua categoria, o Pan e o Mundial.

Enquanto o Pan acontecerá em Buenos Aires, entre 11 e 13 de julho, o Mundial está marcado para Ljublana, capital da Eslovênia entre 24 e 27 de outubro.

A experiência adquirida no Velho Continente é motivo de orgulho e motivação para a judoca. “Os estágios na Europa serviram para me dar experiência e para eu conhecer ainda mais minhas adversárias fora do Brasil”, garante.

(Daniel Ottoni, Portal O Tempo)