mestres

No últimos anos, cada vez mais profissionais têm adquirido qualificações no Ceará. Em 13 anos, o número de mestres e doutores formados pelasuniversidades cearenses cresceu mais de 633,12%, segundo o relatório do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A pesquisa foi feita até o ano de 2009.

O estudo mostra que em 1996 foram concedidos 157 títulos de mestrado no Ceará. Enquanto, em 2009, o número subiu para 1.151 títulos, resultando um total de 8.215 títulos de mestre formados no Estado.

O relatório Mestres 2012 é uma continuação do Doutores 2010, lançado três anos atrás. Juntos, eles fornecem um raio X detalhado da pós-graduação no País, levando em conta dados do Censo Demográfico do IBGE, do MCTI e dos Ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego.

De acordo com o relatório, até 2009, o Estado possuía 76 programas de mestrado, 18 deles na rede estadual, 53 na federal e 5 no particular. Até 2009, o município não oferecia a formação. O número de programas de mestrado indicado na pesquisa é o resultado da soma do número de programas acadêmicos e ou profissionais.

No Ceará, O número de mulheres com titulos em programas de mestrado superou em 51,6% o de homens que apresentou 48,3%, entre os anos de 1996 e 2009.

Formação de mestres e doutores mais que quadruplica no país

Já em todo o Brasil, o número de mestres e doutores formados mais que quadruplicou. Em 15 anos, passando de 13.219 em 1996 para 55.047 em 2011. Seguindo a linha do estudo, entre 1996 e 2009, a formação de novos mestres no Brasil cresceu 10,7% ao ano. O relatório relaciona parte do crescimento a elevada contribuição dos programas de mestrado vinculados a instituições particulares.

No ano de 1996, essas instituições foram responsáveis por apenas 13,3% dos títulos de mestrado concedidos. No ano de 2009, elas já respondiam por 22,4% dos títulos. As estaduais passaram de 30,2% para 25,0% dos títulos entre 1996 e 2009, enquanto que as federais passaram de 56,5% para 51,9%.

Entre os titulados em programas de mestrado, o número de mulheres superou o de homens no ano de 1998 e a proporção delas cresceu de maneira significativa desde então. Apesar de em 2010, já constituírem a maioria de mestres residentes no Brasil, a remuneração mensal média era cerca de 42% menor do que a dos mestres homens.

(Suzane Saldanha, Diário do Nordeste)