São Paulo – O Projeto de Lei 238/2011, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), prevendo que meninas de nove a 13 anos poderão ser imunizadas contra o papilomavírus humano (HPV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi aprovado hoje (29) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O projeto passará por votação em turno suplementar porque foi votado como substitutivo.

O texto inicial do projeto previa imunização para as mulheres de 9 a 40 anos, mas o substitutivo da relatora, senadora Marta Suplicy (PT-SP), redefiniu para nove a 13 anos o grupo prioritário para vacinação. Marta argumentou que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a medida em meninas nessa faixa etária é mais eficaz e representa maior economia para a saúde pública.

No primeiro ano serão necessários R$ 600 milhões para a vacinação, segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde. Depois, o valor cai para R$ 150 milhões ao ano, pois serão vacinadas somente as meninas que entrarem nesse grupo. Regiões com menor cobertura de exames de prevenção contra o câncer de colo do útero serão priorizadas.

Cerca de 90% dos casos de câncer do colo do útero são causados pelo HPV. Segundo a OMS, existem mais de 30 tipos do vírus, sendo que 13 causam câncer. “Esse tipo de vírus é muito comum e em algum momento de suas vidas as mulheres entram em contato com esses agentes”, ressaltou a senadora.

A senadora Marta lembrou que no Brasil 11 milhões de mulheres são infectadas com HPV e menos de 10% desenvolvem câncer de colo de útero. No entanto, das que adquirem a doença, 26% são vitimadas. A cada ano, são quase 18 mil novos casos de câncer, levando à morte de 4.800 mulheres. “Depois do câncer de mama, o de colo de útero é o segundo tumor maligno de maior incidência entre as brasileiras”, observou Marta Suplicy.

Com informações da Agência Senado

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