Na ocasião, a Jornada também pedirá a ratificação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

No próximo dia 14 de agosto, trabalhadores e trabalhadoras estarão, juntos, nas ruas das principais cidades brasileiras reivindicando os direitos trabalhistas e melhorias sociais. A mobilização acontecerá por ocasião da Jornada Nacional Unificada de Lutas e tem como principais bandeiras o fim das demissões em massa e a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários.

Em Fortaleza, o ato está marcado para acontecer no Centro da cidade. A concentração será a partir das 8h, na Praça Murilo Borges (Praça do BNB). Segundo Raimundo Munis, secretário pela Igualdade Racial da Central Única dos Trabalhadores do Ceará (CUT), o local foi escolhido por “circular um grande número de gente”.

As mobilizações para a Jornada já começaram na capital cearense. No início desta semana, vários membros de entidades organizadoras do ato receberam formação sobre análise da conjuntura atual e debateram sobre o preço da energia no estado. De acordo com Munis, a meta agora é convocar a sociedade para participar do ato: “daqui pra frente vamos convidar e panfletar em bairros e fábricas para mobilizar a sociedade”, afirma.
Para o secretário, o principal objetivo do ato é “intensificar a luta para que as reivindicações sejam atendidas”. Segundo ele, a maioria das exigências que serão divulgadas na manifestação já são reivindicações antigas dos trabalhadores.

Além do fim das demissões e a redução da jornada de trabalho, o ato também pedirá: redução dos juros, fim do superávit primário, reforma agrária e urbana, fim do fator previdenciário, defesa da Petrobras e das riquezas do pré-sal, investimentos em saúde, educação e moradia, valorização do salário mínimo e solidariedade internacional aos povos.

Na ocasião, a Jornada também pedirá a ratificação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que regulamentam a negociação coletiva no serviço público e restringem a demissão imotivada dos trabalhadores. De acordo com Munis, em âmbito local, a sociedade cearense ainda lutará pela redução da tarifa de energia. “Os valores [de energia] têm subido de maneira exorbitante, sempre superior à inflação”, comenta.

Fonte: Guia Global