Arquivo da tag: ONU

Presidente do Líbano telefona para parabenizar Lula por acordo com Irã

O presidente do Líbano, Michel Sleiman, que ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) até o final do mês, telefonou nesta sexta-feira (21) para parabenizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo acordo com o Irã.

Lula e o presidente do Líbano, Michel Sleiman,

Na última segunda (17), Lula, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, e o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, anunciaram um acordo que prevê a entrega pelo Irã de urânio levemente enriquecido à Turquia. Em troca o país receberia em até um ano combustível nuclear.

Segundo o Planalto, Sleiman e Lula conversaram por cerca de cinco minutos, durante os quais “trocaram opiniões” sobre a questão do programa nuclear do Irã e as sanções que o Conselho de Segurança estuda aplicar ao país de Ahmadinejad.

O governo brasileiro é contrário à aplicação de punições ao Irã e afirma que o acordo que prevê a troca de combustível é uma “vitória da diplomacia”. No entanto, potências internacionais alegam que os iranianos querem “ganhar tempo” para evitar uma nova rodada de sanções, que deve ter como alvo os bancos iranianos, além de criar um regime de inspeção de navios suspeitos de transportarem itens ligados aos programas nuclear e de mísseis do país. O Líbano também é contrário a sanções, mas não tem poder de veto no Conselho de Segurança, pois ocupa vaga rotativa.

Nesta quinta (20), Lula criticou o fato de os países ricos, principalmente os Estados Unidos, discutirem punições

depois de o Irã ter aceitado um acordo. Segundo Lula, “tem gente que não sabe fazer política se não tiver inimigo”. “Há quanto tempo vocês veem essa briga entre Irã e o Conselho da ONU, os Estados Unidos e o Irã? O que eles queriam? Que o Irã sentasse e fizesse um acordo. Fomos ao Irã e conseguimos depois de 18 horas de reunião que o Irã fizesse aquilo que o Conselho de Segurança queria que fosse feito há seis meses. E é engraçado que muitas pessoas não gostaram que o Irã aceitasse o acordo”, criticou.

Pelo tratado anunciado pelos líderes dos três países, o Irã se compromete a enviar à Turquia em um mês 1.200 quilos de urânio baixamente enriquecido para receber em troca, um ano depois, urânio enriquecido a 20 por cento para alimentar um reator de pesquisas médicas em Teerã. Nesta sexta, segundo a agência estatal iraniana de notícias, Irna, o Irã enviaria à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU uma carta oficial sobre os termos do acordo de intercâmbio de material nuclear.

(Portal G1)

ONU: desmatamento global teve queda, mas persiste

Apesar de programas ambientais na Ásia e nos Estados Unidos ajudarem a diminuir a taxa de desmatamento, fazendeiros ainda derrubam florestas locais em um nível alto e alarmante, advertiu hoje um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento também mencionou a queda do desmatamento no Brasil.

O diretor-assistente da ONU para florestas, Eduardo Rojas, disse que o estudo relativo à última década mostra a primeira queda no desflorestamento desde que os especialistas começaram a monitorar o fenômeno.

Os programas de plantação, sobretudo na China, na Índia e no Vietnã, ajudaram muito a reduzir a taxa de perda florestal. O total caiu de 20,3 milhões de acres por ano, na década de 1990, para 12,8 milhões de acres, entre 2000 e 2010, informaram os especialistas que apresentaram o estudo, na sede da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma.

“O Brasil e a Indonésia, que tinham os índices mais altos de perda de florestas nos anos 1990, reduziram significativamente suas taxas de desflorestamento”, afirmou o estudo. E os três programas de reflorestamento, incluindo os Estados Unidos, acrescentaram milhões de acres de novas florestas anualmente.

A América do Sul como um todo, porém, perdeu 9,9 milhões de acres anualmente, ao longo da última década, e a África perdeu outros 8,3 milhões de acres todos os anos, no mesmo período. A dura seca na Austrália desde 2000 contribuiu para a perda florestal, informou o relatório.

Obstáculos – Notando que o programa de reflorestamento da China tem data marcada para acabar, em 2020, Mette Loyche Wilkie, coordenadora do levantamento da FAO, disse: “Nós temos uma pequena janela de oportunidade” para manter a redução no desmatamento na próxima década. Caso isso não ocorra, podemos “voltar aos altos índices dos anos 1990”, advertiu.

Fazendeiros comprando florestas virgens para transformar essas áreas em terra agricultável tem sido um problema crescente em partes de América do Sul, Ásia e África, mas Wilkie disse que não está claro quanto esse comportamento impactou na perda de florestas. Um estudo da ONU, que deve ser concluído no fim do ano que vem, busca determinar o papel que essas ações têm no desflorestamento, disse ela.

As árvores também estão vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. O besouro mountain pine, espécie que tem resistido mais ao inverno, graças às temperaturas menos frias, tem dizimado florestas de pinheiros no oeste do Canadá e dos EUA, afirmou Wilkie. A escala de danos causados pelos insetos tem sido “massiva e sem precedentes” desde o fim dos anos 1990, destruindo um total de 2,7 milhões de acres, disse ela.

(Agência Estado)