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Campanha Nacional dos Bancários 2015 – Os 7 pecados do capital

A Campanha Nacional Unificada 2015 dos bancários adotou o mote “Exploração Não Tem Perdão”. E motivos não faltam. Sejam bancários, clientes ou a sociedade inteira, explorar é o verbo mais conjugado pelos banqueiros no país inteiro.

Depois de muito analisar – afinal são muitos os “maus caminhos” trilhados pelos bancos – a categoria destacou sete os maiores pecados cometidos pelo setor que caracterizam essa exploração sem limites.

Abaixo, todos bem explicadinhos.

Para combatê-los, os bancários precisam ir além de uma “reza braba”. Só com muita mobilização, unidade e participação iremos conseguir avançar em temas como emprego, remuneração, saúde e condições de trabalho, segurança, igualdade de oportunidades, dentre outros.


Não é segredo para ninguém que os bancos brasileiros, principalmente os maiores, têm lucratividade astronômica. Para dar uma ideia, somente nos seis primeiros meses deste ano, Banco do Brasil, Caixa, HSBC, Itaú, Bradesco e Santander engordaram seus cofres em R$ 36,4 bilhões, montante 27,5% maior do que já haviam lucrado no mesmo período do ano passado.

Só com tarifas, por exemplo, arrecadaram juntos R$ 56,7 bilhões neste mesmo primeiro semestre e conseguem quitar, com folgas, toda a folha de pagamento só com a receita advinda dessas taxas.

Apesar disso, têm chegado à mesa de negociações da campanha com o “não” pronto para responder às reivindicações dos trabalhadores.

Os bancários rebatem com forte mobilização: exploração não tem perdão!

É um dos piores males que a classe trabalhadora enfrenta. Os terceirizados ganham em média 27% menos que os bancários, têm menos direitos e jornada semanal até três horas e meia maior, alta rotatividade que desorganiza as categorias, ainda mais adoecimentos e mortos por acidentes.

Os bancos ano a ano veem seus lucros crescer mais e mais. Arrancam essas fortunas da sociedade, por meio de cobranças de tarifas e juros exorbitantes, e da exploração dos trabalhadores. Ou seja, deveriam contratar cada vez mais bancários para dar atendimento correto aos usuários, cujo número não para de crescer, elevar o nível de emprego no país e a qualidade de vida da classe trabalhadora, garantindo a todos os funcionários do setor os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Dinheiro não falta, afinal, só com tarifas conseguem cobrir toda a folha de pagamento e com bastante folga. Mas não: demitem e terceirizam. Exploração que não tem perdão!

A sanha infinita por lucros exorbitantes alimenta um dos principais problemas enfrentados pela categoria: o assédio moral.

O modo de gestão dos bancos pressiona ao extremo os trabalhadores pelo cumprimento de metas cada vez maiores e abusivas.

O resultado: cada vez mais bancários doentes, vítimas de transtornos mentais e de Ler/Dort. Segundo o INSS, a categoria é a que mais se afasta em função de problemas psicológicos.

Além do assédio moral, este ano os bancários denunciam também o aumento de casos de assédio sexual. Segundo a consulta realizada com trabalhadores de todo o Brasil, 12% disseram já ter sido vítimas desse crime.

Os bancários avisam: exploração não tem perdão!

Os bancos adoram dizer para todo mundo que têm agências de primeira linha, como o Estilo, do Banco do Brasil, Personalitè, do Itaú, Van Gogh, do Santander, Prime, do Bradesco, dentre outras, para atender clientes de alta renda.

O que eles não gostam que conte é o péssimo atendimento dado a usuários de baixa renda, frequentemente impedidos de entrar nas agências e forçados a ir ao autoatendimento ou correspondentes bancários.

Ora, os bancos são concessões públicas e, para recebê-las, têm o compromisso de prestar atendimento de qualidade para qualquer pessoa. Não podem ostentar o tapete vermelho para uns e tratar outros como capacho.

Por isso os bancários avisam que exploração dos clientes também não tem perdão!

Não há metas abusivas? Nem assédio moral? E que tal ouvir dos bancos que não podem pagar o que é justo aos seus trabalhadores mesmo apresentando lucros bilionários? Ou que as demissões no setor, que em 2014 somaram mais de 5 mil postos de trabalho extintos, são apenas reestruturação? Assim como os admitidos ganharem 58% menos que os desligados (de janeiro a junho de 2015).

Chamar as conquistas dos trabalhadores – como PLR, auxílio-creche, bolsas de estudo, abono-assiduidade, vale-alimentação, vale-cultura –, de benefícios concedidos pela boa vontade dos próprios bancos também está no rol das inverdades. Todos esses direitos foram garantidos pelos trabalhadores após muita luta, sacrifício e greves que quase sempre acompanham as Campanhas Nacionais.

Chega de mentira! Exploração não tem perdão e os bancários vão deixar isso claro!

O mundo do trabalho está impregnado por discriminações de todos os tipos e no setor financeiro não é diferente. Negros, mulheres, pessoas com deficiência (PCDs), LGBTs encontram dificuldades para progredir na carreira nos bancos, independentemente de mérito e esforço pessoal.

As mulheres, 52,3% da categoria, recebem em média 68% da remuneração dos homens. Os negros representam 24,7% dos trabalhadores dos bancos e raramente estão nas funções de chefia. PCDs são 3,6%, quando a lei determina a proporção de 5%.

Além disso, discriminam clientes, obrigando bancários a fazer barreiras de acesso às agências: só entra quem tem dinheiro. Prestação de serviço, função primordial do setor, fica em último plano.

A categoria repete sem cansar: exploração não tem perdão!

O setor financeiro age de forma irresponsável. Com uma mão demite e sobrecarrega seus trabalhadores e com a outra esfola correntistas e usuários cobrando juros e tarifas exorbitantes. Por exemplo: uma pessoa com uma dívida de R$ 100 no cartão de crédito teria de pagar, após um ano, R$ 434,84. Entretanto, alguém que aplicar R$ 100 na poupança teria, no mesmo período, míseros R$ 108,65.

Lucram muito e prejudicam a sociedade. Entre 2012 e 2014 somente o lucro dos sete principais bancos (BB, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Safra) cresceu 18%, indo de R$ 52 bilhões para R$ 62 bilhões. Mas de janeiro de 2012 até junho de 2015, o setor (exceto a Caixa) cortou 22.136 empregos.

Sem falar que se enquadram nas empresas com grave risco de acidente de trabalho ou doença ocupacional. Foram mais de 20 mil bancários afastados somente em 2013. Chega de irresponsabilidade! Exploração não tem perdão!

(Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

Veja como foram todas as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2015

As reivindicações dos bancários são debatidas entre o Comando Nacional dos Bancários, representando toda a categoria, e negociadores dos bancos. São, principalmente, três mesas realizadas concomitantemente, dentro da Campanha Nacional Unificada.

A pauta geral da categoria é debatida na mesa com a Fenaban, a federação dos bancos, e se refere à renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), documento que reúne os direitos de todos os bancários do país, sem exceções.

Além dessa, há duas outras mesas específicas: uma entre representantes dos empregados e da direção da Caixa Federal, e a outra do Banco do Brasil, nos mesmos moldes. Elas visam as renovações dos respectivos acordos aditivos específicos, com direitos adicionais para os trabalhadores dos dois bancos. Vale reforçar que os dois aditivos são independentes um do outro, bem como as mesas de negociações, realizadas separadamente.

A data base da CCT e dos aditivos do Banco do Brasil e da Caixa Federal é 1º de setembro.

Nesta página vamos disponibilizar o calendário das reuniões bem como os resultados.

Fenaban
19/8 – Emprego: Recado está dado: demissão não tem perdão! (veja como foi)
2 e 3/9 – Saúde, Segurança e Condições de Trabalho (veja como foram a do dia 2 e a do dia 3)
9/9 – Igualdade de oportunidades (veja como foi)
15/9 – Saúde (veja como foi)
16/9 – Remuneração (veja como foi)
25/9 – Negociação geral (veja como foi)

Caixa Federal
27/8 – Saúde e Segurança Bancária (veja como foi)
4/9 – Saúde Caixa, Funcef e aposentados (veja como foi)
11/9 – Carreira, isonomia, organização do movimento (veja como foi)
18/9 – Contratações, condições das agências e jornada (veja como foi)

Banco do Brasil
24/8 – Emprego, contratações e condições de trabalho (veja como foi)
25/8 – Condições de trabalho e saúde (veja como foi)
31/8 – Segurança, igualdade de oportunidades e isonomia (veja como foi)
11/9 – Cláusulas sociais e previdência complementar (veja como foi)
18/9 – Remuneração e plano de carreira (veja como foi)

(Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

Ministro Brizola Neto se reúne com bancários, Itaú e Santander para discutir demissões

brizola neto

São Paulo – O ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, participará na próxima quarta-feira (16) de audiência com dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e representantes dos bancos Itaú e Santander, em Brasília, para discutir a redução dos postos de trabalho e a política de rotatividade das duas instituições financeiras. Em apenas um ano e meio, o Itaú demitiu 13,5 mil funcionários, enquanto o Santander ameaçou cortar 1,2 mil vagas em dezembro, às vésperas do Natal.

De acordo com levantamento do Dieese) divulgado no final de 2012, pouco mais de 9 mil bancários perderam o emprego no país entre janeiro e setembro. O número equivale a 3,2% do total de empregados registrados em dezembro de 2011. Considerando o saldo entre cortes e novas contratações, no final do ano passado havia 7.286 vagas a menos que no período anterior.

“De um lado, os bancários perdem seus empregos e, de outro, o governo amplia os gastos com seguro-desemprego”, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf, em nota divulgada pela entidade sindical. “Só os bancos saem ganhando, porque reduzem a folha de pagamento e aumentam ainda mais os seus lucros.” De acordo com os representantes da Contraf, que se reuniram com Brizola Neto no último dia 9 para requisitar a audiência, o ministro se mostrou preocupado com os números crescente de demissões e reafirmou o seu compromisso com a geração de empregos e o combate à alta rotatividade.

“Enquanto o Brasil não voltar a ser signatário da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas, é preciso encontrar travas para acabar com essa verdadeira sangria de empregos nos bancos, especialmente os privados”, ressalta a secretária de imprensa da Contraf, Rosane Alaby. Diante da justificativa dos bancos, que veem as demissões como parte de seu plano de eficiência, o presidente da Contraf atesta que “empresa eficiente não pode ser a que demite, mas a que emprega, valoriza os trabalhadores e presta bons serviços aos clientes e à sociedade”.

(Rede Brasil Atual)

Itaú é multado por propaganda enganosa

Acusado de publicidade enganosa, o grupo Itaú Unibanco terá de pagar uma multa de R$ 104,7 mil, aplicada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça. Na ação, que tramita desde 2003, o banco é acusado de não ter informado corretamente aos clientes sobre o risco de aplicar nos seus fundos de investimentos.

Segundo o DPDC, induzidos pela promessa de lucro alto e certo, muitos clientes aplicaram suas economias no fundo em 2002. Mas era ano de incertezas na economia mundial, com oscilações nas bolsas, agravadas pelo temor que tomou conta do mercado brasileiro em razão da possibilidade de eleição ? que veio a ocorrer ? do ex-líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, fato que ficou conhecido como risco Lula. Como resultado, os aplicadores perderam somas expressivas, sem que tivessem sido alertados sobre os riscos da aplicação, conforme o entendeu o DPDC.

No despacho, publicado ontem no Diário Oficial da União, o órgão atribui a condenação à “gravidade e extensão da lesão” que teria sido causado a milhares de consumidores em todo o País. Leva em conta, ainda, “a vantagem auferida e a condição econômica da empresa”, segundo o parecer do diretor do departamento, Ricardo Morishita.

O Itaú tem dez dias para recorrer, contados a partir do recebimento da notificação. Em nota, o banco informou que agiu “nos estritos termos da regulamentação vigente” e que “em nenhum momento lesou os consumidores de seus produtos”.

Riscos. Morishita explicou que a instituição apresentava produtos financeiros a seus clientes sem identificar o risco das operações. “Davam a entender ao consumidor que o investimento não continha riscos”, afirmou. O julgamento, segundo ele, faz parte de uma série de investigações do DPDC no setor financeiro. Alguns deles já foram julgados no ano passado e outros estão em curso. “As instituições já pararam com esse tipo de procedimento. Este é o tipo de coisa que não pode acontecer mais”, diz.

A investigação contra instituições financeiras começou em 2002, mas só prosperou a partir de 2006, depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que o Código de Defesa do Consumidor pode ser aplicado nas relações entre instituições financeiras e seus clientes.

(Estadão)

Itaú é condenado a pagar mais de R$ 50 mil em indenizações

A 15ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza condenou o banco Itaú a pagar R$ 50 mil de danos morais e R$ 1.990,00 de danos materiais a um cliente não identificado. O motivo da condeção foi a insegurança do site da empresa, que vitimou um cliente não identicado com três transferências não realizadas pelo cliente.

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O cliente estava tentando pagar uma conta de cartão de crédito no site do Itaú. Ele forneceu número cartão, senha e valor do documento, conforme pede o site. Após isso, leu uma mensagem de que a transação não havia se completado e desistiu da operação.

No dia seguinte, veio a surpresa. Três transferências haviam sido concretizadas, uma de R$ 990,00, outra de R$ 950,00 e a última de R$ 50,00.

O cliente procurou solução, mas o banco disse não poder ajudar

Após conferir o extrato, o cliente resolveu ir ao Itaú pedir dinheiro de volta e esclarecer o caso. O gerente bloqueou a conta e solicitou que o cliente registrasse o fato por escrito, o que foi feito no mesmo dia.

Um mês após a reclamação, o banco enviou uma correspondência afirmando não poder ressarcir os valores debitados e atribuiu a responsabilidade do problema ao próprio cliente.

Na correspondência, o texto afirmava que a autora teria “informado seus dados pessoais e sigilosos, os quais foram utilizados por terceiro”, e que “a ação protetora da empresa não consegue abranger situações que dependam exclusivamente dos cuidados dos clientes”.

O banco Itaú continuou cobrando juros e inscreveu nome do cliente no serviço de proteção ao crédito (SPC). Em novembro de 2007, a cliente acionou a justiça pedindo indenização de R$ 102 mil, declarando não ter feito as transferências.

O banco se defende

No dia 03 de junho de 2008, o Banco Itaú apresentou contestação e disse que a autora “efetuou as transações que alega desconhecer ou, se não o fez, deu condições para que seus dados fossem utilizados por terceiros.”

A empresa afirmou ainda que seu site é totalmente seguro, não vulnerável a invasões, e que “eventual fraude apenas é cometida em caso de efetiva negligência do próprio usuário.”

A decisão da justiça

Em sua decisão, o juiz Gerardo Magelo Facundo Júnior considera que “o banco, ao disponibilizar seus serviços no ambiente da Internet, deve assumir os riscos dessa atividade e reparar os danos suportados pelos consumidores.”

Além disso, o magistrado afirma que a empresa não provou “que o sistema não pudesse ser burlado ou que a senha não pudesse ser obtida por terceiros de outro modo que não por eventual incúria de seu titular”.

(Verdes Mares)

Itaú Unibanco agora quer ser “só Itaú”

SÃO PAULO – O Itaú deu nessa semana um novo passo na estratégia de jogar a pá de cal sobre a marca Unibanco até o fim do ano. A estratégia, que já era visível nas ruas – o processo de substituição das cerca de mil agências do banco da família Moreira Salles ganhou fôlego no primeiro trimestre –, agora chegou à mídia de massa.

Em filme publicitário veiculado na quinta-feira, a instituição diz aos clientes que o Itaú Unibanco, resultado da fusão anunciada em novembro de 2008, pode ser chamado “só de Itaú”. De acordo com o banco, a campanha vai ganhar a mídia impressa neste fim de semana, circulando nos principais jornais e revistas do País.

Desde o início do processo de união de ativos, era consenso no mercado de que a marca do Itaú deveria prevalecer – o que surpreendeu alguns analistas foi a velocidade do descarte da marca do Unibanco.

Em setembro de 2009, menos de um ano antes do anúncio da fusão, o Itaú iniciou a conversão das agências Unibanco. A ação ganhou velocidade no início de 2010, quando executivos anunciaram que 150 seriam convertidas por mês. Nesse ritmo, por volta do aniversário de dois anos do negócio, as agências do Unibanco vão ter desaparecido do mercado.

Sem surpresas

Para José Carlos Martins, presidente da consultoria Global Brands, o engavetamento da marca Unibanco faz parte de um “processo lógico”. “É uma questão objetiva de que os bancos não são equivalentes (em tamanho). Portanto, prevalece o que tem a comunicação mais consistente, que neste caso é o Itaú”, diz o especialista. Martins lembra também que o Itaú se caracteriza por um estilo veloz de gestão, o que se transparece também no processo de arquivamento da marca incorporada.

O consultor Marcos Machado, da empresa Top Brands, diz que o rápido processo de eliminação do nome Unibanco pode estar relacionado ao fato de as marcas não demonstrarem posicionamentos muito diferentes mesmo antes do início do processo de fusão.

De acordo com Martins, o arquivamento da marca Unibanco acontece sem que muito da estratégia da instituição dos Moreira Salles seja incorporado ao novo negócio. Na comunicação aos clientes, sobrou apenas o “Itaú 30 horas”, remanescente de uma campanha antiga do Unibanco. “Isso nem faz muito sentido hoje, já que todo mundo sabe que os bancos estão na internet.”

Diferenças

Especialistas afirmam que o processo nem sempre corre de forma tão rápida: no caso do Santander e do Real, que passam por uma consolidação iniciada em 2007, a estratégia é diferente, pois o grupo espanhol tem interesse em manter características do Real antes de eliminá-lo. Entre os aspectos que o Santander tenta carregar após a substituição das agências estão a preocupação com a sustentabilidade e o uso do limite de cheque especial durante dez dia por mês sem cobrança de juros.

Para o consultor Marcos Machado, o trabalho do Santander precisa ser mais delicado. “O processo é bem mais moroso. O grupo quer transferir a identidade do Real antes de sumir com ele”, explica. A exemplo do que acontece com o Itaú Unibanco, o processo de substituição das agências do Santander-Real deve ocorrer até o fim do ano.

(Agência Estado)

Contraf-CUT negocia com Bradesco, Itaú Unibanco e Santander nesta terça

A Contraf-CUT tem negociações com as direções dos três maiores bancos privados em atividade no país nesta terça-feira, 18. A representação dos trabalhadores buscará melhores condições de trabalho e remuneração para os bancários de Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. Os três encontros acontecem em São Paulo.

No Itaú Unibanco, o principal tema em discussão é o Programa de Complementação dos Resultados (PCR). Em negociação ocorrida nesta segunda-feira, o banco recuou de sua decisão e garantiu o pagamento do PCR para todos os bancários sem desconto de outros programas próprios de remuneração variável. A empresa ficou de apresentar nesta terça, às 18h, nova proposta com valores maiores do que os R$ 1.600 oferecidos até o momento e rejeitados pelos bancários.

> Clique aqui para saber mais sobre a negociação com o Itaú Unibanco

A reunião com o Bradesco para a retomada do processo de negociação ocorre, às 16h30. Os bancários cobrarão reivindicações da Campanha de Valorização dos Funcionários, desenvolvida pelo movimento sindical no ano passado. Entre as principais itens estão auxílio-educação, Plano de Carreira, Cargos e Salários, livre acesso de dirigentes sindicais aos locais de trabalho e realização dos cursos do Treinet dentro da jornada de trabalho.

> Clique aqui para saber mais sobre a negociação com o Bradesco

Às 15h, acontece nova reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) do Santander, fórum de negociação permanente conquistado no acordo aditivo à convenção coletiva. Estarão em discussão os temas que ficaram pendentes da última reunião, ocorrida no dia 29 de abril, como emprego, condições de trabalho e previdência complementar, dentre outros.

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(Contraf-CUT)