Arquivo da tag: BNB

Banco do Nordeste inicia preparação de concurso

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) iniciou os preparativos para a realização de novo concurso destinado ao provimento de oportunidades para o cargo de especialista técnico. A instituição já escolheu a banca organizadora do certame.
Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) do dia 25 de setembro que a empresa selecionada para ficar responsável pela realização de todas as etapas do processo seletivo é a Associação Cearense de Estudos e Pesquisas (Acep).
O número de vagas e os Estados que serão lotados ainda não foram divulgados, mas tais informações devem ser reveladas em breve. Para a função de especialista devem ser abertas chances com exigência de nível superior em diversas áreas de atuação.
Fonte Diário do Nordeste

Campanha Nacional dos Bancários 2015 – Os 7 pecados do capital

A Campanha Nacional Unificada 2015 dos bancários adotou o mote “Exploração Não Tem Perdão”. E motivos não faltam. Sejam bancários, clientes ou a sociedade inteira, explorar é o verbo mais conjugado pelos banqueiros no país inteiro.

Depois de muito analisar – afinal são muitos os “maus caminhos” trilhados pelos bancos – a categoria destacou sete os maiores pecados cometidos pelo setor que caracterizam essa exploração sem limites.

Abaixo, todos bem explicadinhos.

Para combatê-los, os bancários precisam ir além de uma “reza braba”. Só com muita mobilização, unidade e participação iremos conseguir avançar em temas como emprego, remuneração, saúde e condições de trabalho, segurança, igualdade de oportunidades, dentre outros.


Não é segredo para ninguém que os bancos brasileiros, principalmente os maiores, têm lucratividade astronômica. Para dar uma ideia, somente nos seis primeiros meses deste ano, Banco do Brasil, Caixa, HSBC, Itaú, Bradesco e Santander engordaram seus cofres em R$ 36,4 bilhões, montante 27,5% maior do que já haviam lucrado no mesmo período do ano passado.

Só com tarifas, por exemplo, arrecadaram juntos R$ 56,7 bilhões neste mesmo primeiro semestre e conseguem quitar, com folgas, toda a folha de pagamento só com a receita advinda dessas taxas.

Apesar disso, têm chegado à mesa de negociações da campanha com o “não” pronto para responder às reivindicações dos trabalhadores.

Os bancários rebatem com forte mobilização: exploração não tem perdão!

É um dos piores males que a classe trabalhadora enfrenta. Os terceirizados ganham em média 27% menos que os bancários, têm menos direitos e jornada semanal até três horas e meia maior, alta rotatividade que desorganiza as categorias, ainda mais adoecimentos e mortos por acidentes.

Os bancos ano a ano veem seus lucros crescer mais e mais. Arrancam essas fortunas da sociedade, por meio de cobranças de tarifas e juros exorbitantes, e da exploração dos trabalhadores. Ou seja, deveriam contratar cada vez mais bancários para dar atendimento correto aos usuários, cujo número não para de crescer, elevar o nível de emprego no país e a qualidade de vida da classe trabalhadora, garantindo a todos os funcionários do setor os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Dinheiro não falta, afinal, só com tarifas conseguem cobrir toda a folha de pagamento e com bastante folga. Mas não: demitem e terceirizam. Exploração que não tem perdão!

A sanha infinita por lucros exorbitantes alimenta um dos principais problemas enfrentados pela categoria: o assédio moral.

O modo de gestão dos bancos pressiona ao extremo os trabalhadores pelo cumprimento de metas cada vez maiores e abusivas.

O resultado: cada vez mais bancários doentes, vítimas de transtornos mentais e de Ler/Dort. Segundo o INSS, a categoria é a que mais se afasta em função de problemas psicológicos.

Além do assédio moral, este ano os bancários denunciam também o aumento de casos de assédio sexual. Segundo a consulta realizada com trabalhadores de todo o Brasil, 12% disseram já ter sido vítimas desse crime.

Os bancários avisam: exploração não tem perdão!

Os bancos adoram dizer para todo mundo que têm agências de primeira linha, como o Estilo, do Banco do Brasil, Personalitè, do Itaú, Van Gogh, do Santander, Prime, do Bradesco, dentre outras, para atender clientes de alta renda.

O que eles não gostam que conte é o péssimo atendimento dado a usuários de baixa renda, frequentemente impedidos de entrar nas agências e forçados a ir ao autoatendimento ou correspondentes bancários.

Ora, os bancos são concessões públicas e, para recebê-las, têm o compromisso de prestar atendimento de qualidade para qualquer pessoa. Não podem ostentar o tapete vermelho para uns e tratar outros como capacho.

Por isso os bancários avisam que exploração dos clientes também não tem perdão!

Não há metas abusivas? Nem assédio moral? E que tal ouvir dos bancos que não podem pagar o que é justo aos seus trabalhadores mesmo apresentando lucros bilionários? Ou que as demissões no setor, que em 2014 somaram mais de 5 mil postos de trabalho extintos, são apenas reestruturação? Assim como os admitidos ganharem 58% menos que os desligados (de janeiro a junho de 2015).

Chamar as conquistas dos trabalhadores – como PLR, auxílio-creche, bolsas de estudo, abono-assiduidade, vale-alimentação, vale-cultura –, de benefícios concedidos pela boa vontade dos próprios bancos também está no rol das inverdades. Todos esses direitos foram garantidos pelos trabalhadores após muita luta, sacrifício e greves que quase sempre acompanham as Campanhas Nacionais.

Chega de mentira! Exploração não tem perdão e os bancários vão deixar isso claro!

O mundo do trabalho está impregnado por discriminações de todos os tipos e no setor financeiro não é diferente. Negros, mulheres, pessoas com deficiência (PCDs), LGBTs encontram dificuldades para progredir na carreira nos bancos, independentemente de mérito e esforço pessoal.

As mulheres, 52,3% da categoria, recebem em média 68% da remuneração dos homens. Os negros representam 24,7% dos trabalhadores dos bancos e raramente estão nas funções de chefia. PCDs são 3,6%, quando a lei determina a proporção de 5%.

Além disso, discriminam clientes, obrigando bancários a fazer barreiras de acesso às agências: só entra quem tem dinheiro. Prestação de serviço, função primordial do setor, fica em último plano.

A categoria repete sem cansar: exploração não tem perdão!

O setor financeiro age de forma irresponsável. Com uma mão demite e sobrecarrega seus trabalhadores e com a outra esfola correntistas e usuários cobrando juros e tarifas exorbitantes. Por exemplo: uma pessoa com uma dívida de R$ 100 no cartão de crédito teria de pagar, após um ano, R$ 434,84. Entretanto, alguém que aplicar R$ 100 na poupança teria, no mesmo período, míseros R$ 108,65.

Lucram muito e prejudicam a sociedade. Entre 2012 e 2014 somente o lucro dos sete principais bancos (BB, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Safra) cresceu 18%, indo de R$ 52 bilhões para R$ 62 bilhões. Mas de janeiro de 2012 até junho de 2015, o setor (exceto a Caixa) cortou 22.136 empregos.

Sem falar que se enquadram nas empresas com grave risco de acidente de trabalho ou doença ocupacional. Foram mais de 20 mil bancários afastados somente em 2013. Chega de irresponsabilidade! Exploração não tem perdão!

(Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

Veja como foram todas as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2015

As reivindicações dos bancários são debatidas entre o Comando Nacional dos Bancários, representando toda a categoria, e negociadores dos bancos. São, principalmente, três mesas realizadas concomitantemente, dentro da Campanha Nacional Unificada.

A pauta geral da categoria é debatida na mesa com a Fenaban, a federação dos bancos, e se refere à renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), documento que reúne os direitos de todos os bancários do país, sem exceções.

Além dessa, há duas outras mesas específicas: uma entre representantes dos empregados e da direção da Caixa Federal, e a outra do Banco do Brasil, nos mesmos moldes. Elas visam as renovações dos respectivos acordos aditivos específicos, com direitos adicionais para os trabalhadores dos dois bancos. Vale reforçar que os dois aditivos são independentes um do outro, bem como as mesas de negociações, realizadas separadamente.

A data base da CCT e dos aditivos do Banco do Brasil e da Caixa Federal é 1º de setembro.

Nesta página vamos disponibilizar o calendário das reuniões bem como os resultados.

Fenaban
19/8 – Emprego: Recado está dado: demissão não tem perdão! (veja como foi)
2 e 3/9 – Saúde, Segurança e Condições de Trabalho (veja como foram a do dia 2 e a do dia 3)
9/9 – Igualdade de oportunidades (veja como foi)
15/9 – Saúde (veja como foi)
16/9 – Remuneração (veja como foi)
25/9 – Negociação geral (veja como foi)

Caixa Federal
27/8 – Saúde e Segurança Bancária (veja como foi)
4/9 – Saúde Caixa, Funcef e aposentados (veja como foi)
11/9 – Carreira, isonomia, organização do movimento (veja como foi)
18/9 – Contratações, condições das agências e jornada (veja como foi)

Banco do Brasil
24/8 – Emprego, contratações e condições de trabalho (veja como foi)
25/8 – Condições de trabalho e saúde (veja como foi)
31/8 – Segurança, igualdade de oportunidades e isonomia (veja como foi)
11/9 – Cláusulas sociais e previdência complementar (veja como foi)
18/9 – Remuneração e plano de carreira (veja como foi)

(Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

Vida longa ao BNB e ao Agroamigo!

Qual banco gosta de emprestar dinheiro para pobres? Quais garantias têm os pobres para acessarem financiamentos? Esta perversa dualidade perdurou por muitas décadas e foi responsável pelo não ingresso de muitas famílias empobrecidas em diversos ciclos de crescimento que tivemos em nosso país. Perdemos muitas oportunidades.

Entretanto, em 25 de abril de 2005, o Governo Federal instituiu o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado – Lei 11.110/2005. Foi uma forma de legitimar todas as ações de microcrédito verificadas no Brasil desde 1999, proporcionando aos pequenos empreendedores não só o recebimento do financiamento, mas também a instrução sobre a aplicação dos recursos. Esta lei serviu como linha norteadora, com o objetivo de publicizar as ações dos microempreendimentos e das agências de concessão de microcrédito, bem como de regular todo seu aparato administrativo-legal. Apresenta definições diferenciadas sobre o comportamento das instituições financeiras na relação com o público-alvo.


Para além da definição legal e dos consistentes resultados de cobertura de micro crédito junto às populações de baixa renda, importa ressaltar neste processo o aprofundamento e atualização da compreensão sobre o significado da pobreza e do desenvolvimento em nossa sociedade. Primeiro, destaca-se um profundo respeito ao cidadão brasileiro empobrecido e sua família, com o reconhecimento de que sua condição econômica desfavorável deve-se à falta de oportunidades não proporcionadas por governos e políticas, uma vez que há capacidade produtiva humana instalada.


Segundo, o reconhecimento de que o perfil socioeconômico destas micro-economias está coberto de criatividade. Há um esforço e uma pluralidade de ações, não captadas pelos clássicos indicadores de “capacidade de pagamento do negócio”. Saudemos as cabeleireiras, sacoleiras, engraxates, vendedores de cachorro-quente, balas, e tantos outros microempresários que nos passam despercebidos. No rural, saudemos os agricultores familiares, com suas castanhas, geleias, pães, queijos, amendoim, fubá, mel, leite, ovos, frutas, verduras, e tantos outros produtos que junto com sua música, dança, e atributos culturais formam insumos com forte possibilidade de mercado em um mundo que deseja produtos diferenciados, autênticos e elaborados de maneira sustentável.


Nossas instituições financeiras (bancos, cooperativas de crédito, centrais de crédito, Oscips), incorporaram os princípios anteriores e, em função disso, desenvolveram produtos bancários de baixo custo. Isto gera, por um lado, a inclusão social pelo sistema financeiro, proporcionando o acesso ao crédito formal de baixo custo. Por outro, a perspectiva de desenvolvimento, de crescimento, de retomada de outros créditos e do fortalecimento de projetos e sonhos. Inegavelmente, em sociedades globalizadas e monetarizadas como a nossa, constata-se o poder do crédito como mola propulsora de
processos de desenvolvimento.


Neste sentido, saltam aos olhos as ações do Banco do Nordeste no fomento ao desenvolvimento da Região, e ao fenômeno “PIB China”. A base de acesso ao crédito, rural e urbano, ampliou-se. Novos, criativos e autênticos negócios foram gerados por milhares de empreendedores e estão assegurando renda, emprego e sonhos. Para garantir isso, o BNB criou, dentre outros, o Programa Agroamigo, que hoje completa cinco anos. A metodologia deste Programa abarca de maneira adequada os conceitos de pobreza e desenvolvimento, e tem viabilizado micro negócios em toda a Região, proporcionando crescimento com inclusão. Este é o diferencial do crescimento brasileiro. Vida longa ao BNB e ao Agroamigo!

(O povo)