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Aposentados das extintas Varig e Transbrasil acampam no Congresso

Grupo está acampado no Salão Verde desde terça e teve colchonetes apreendidos (Foto: Fabiano Costa/G1)

Apenas com a roupa do corpo, um grupo de 27 ex-funcionários da Varig e da Transbrasil está acampado desde a última terça-feira (6) no salão verde da Câmara dos Deputados para pressionar a presidente Dilma Rousseff a recebê-lo no Palácio do Planalto. Os aposentados do fundo de pensão Aerus prometem se manter no Congresso Nacional até que seja confirmada a audiência com a chefe do Executivo.

Os antigos comandantes, comissários, mecânicos e assistentes administrativos das duas companhias aéreas falidas querem propor a Dilma que a União assuma os pagamentos das pensões do Aerus. Em contrapartida, prometem retirar todas as ações judiciais que pedem que o Executivo se responsabilize pelas dívidas do fundo.

Desde 2006, quando o Aerus sofreu intervenção do governo federal por conta da falência da Varig, os beneficiários deixaram de receber as aposentadorias integrais. Os aposentados do Aerus reclamam que, atualmente, recebem apenas 8% do valor original da pensão.

A média de idade dos antigos funcionários das duas companhias aéreas que vieram a Brasília para tentar o encontro com Dilma é superior a 65 anos. No grupo, há idosos com 82 anos.

Eles desembarcaram na capital federal na terça, um dos dias mais movimentados no Congresso, e foram pedir o apoio dos parlamentares que integram a comissão externa da Câmara que acompanha a situação dos aposentados do fundo de pensão Aerus.

Na ocasião, o coordenador do colegiado, deputado Rubens Bueno (PPS-PR), intermediou uma audiência do grupo com o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Eles também se reuniram com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Apesar de terem ouvido manifestações de apoio dos chefes da Câmara e do Senado, os aposentados dizem fazer questão de conversar diretamente com a presidente da República.

Segundo o diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil, Osvaldo Rodrigues, Dilma teria dito a Renan Calheiros que está disposta a recebê-los, porém, por falta de tempo na agenda, não teria conseguido agendar uma audiência nesta semana.

A Secretaria-Geral da Presidência informou ao G1 que não recebeu pedido oficial dos aposentados para uma reunião no Planalto. A pasta, responsável pela interlocução do governo com a sociedade civil, disse ainda que a situação dos pagamentos a aposentados do Aerus está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal em processo sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia.

De acordo com a Secretaria-Geral, a magistrada decidiu favoravelmente ao pedido dos ex-funcionários da Varig e da Transbrasil, mas o ministro Joaquim Barbosa pediu vista durante o julgamento, o que impediu que fosse concluído.

A assessoria ressaltou que o Planalto aguarda a decisão final do Supremo, mas destacou que já está tomando as providências necessárias junto à Previdência Social e à Advocacia-Geral da União para agilizar os pagamentos caso prevaleça a posição da relatora da ação. Informou também que mantém contato permanente com o Sindicato dos Aeronautas para acompanhar a questão.

Acampamento improvisado
Decidido a deixar Brasília somente depois de apresentar as reivindicações a Dilma, o grupo resolveu acampar no Salão Verde. Eles não foram para o Palácio do Planalto porque imaginaram que seriam barrados pela segurança.

Na Câmara, o grupo se concentrou em uma área em formato de círculo próxima ao corredor que dá acesso ao gabinete de Henrique Alves. Lá, espalharam diversas faixas com mensagens para a presidente da República. Uma delas diz “Presidente Dilma, será que essa tortura nunca vai acabar?”.

No local, há algumas poltronas, mas em número insuficiente para todos os pensionistas. Mesmo com idade avançada, muitos deles têm usado os carpetes verdes da Casa como cama. Na tarde desta sexta (9), em meio ao expediente da Câmara, quem passava pelo recinto podia ver parte dos ex-funcionários da Varig e da Transbrasil tirando cochilos sobre o chão.

Para fazer a higiene pessoal, os aposentados têm usado banheiros da Câmara. Eles, no entanto, reclamam que na última noite a Polícia Legislativa fechou o acesso ao banheiro mais próximo ao Salão Verde, obrigando-os a caminhar na madrugada até o piso inferior do Legislativo.

As refeições dos aeronautas também têm sido feitas na Câmara. Pela manhã, assessores da comissão externa do Aerus têm fornecido alimentos para que eles tomem o café-da-manhã. O almoço e a janta, contudo, são realizados nos restaurantes do parlamento. Já água e refrigerantes estão estocados em fardos em pleno Salão Verde para amenizar os efeitos da forte seca que atinge o Distrito Federal nesta semana.

De acordo com Osvaldo Rodrigues, na noite desta quinta (8), policiais legislativos confiscaram colchonetes que haviam sido levados para os ex-funcionários da Varig. O diretor da Fentac, que, apesar de ainda não estar aposentado decidiu acampar junto com os pensionistas do Aerus, também se queixou de que a o ar-condicionado da Casa foi colocado na potência fria durante a madrugada, o que teria causado incomodo aos idosos.

Mesmo em condições adversas para a idade, o grupo enfatiza que não pretende desistir do protesto. Para se distrair, alguns assistem à televisão em telefones celulares. Outros usam um notebook que foi instalado no Salão Verde para se comunicar com amigos e familiares por meio da internet. Uma webcam foi acoplada ao equipamento e tem transmitido ao vivo a manifestação.

Ex-funcionários da Varig e Transbrasil evitaram Planalto para não serem expulsos e dizem que não deixam a Câmara enquanto não forem recebidos por Dilma (Foto: Fabiano Costa/G1)Ex-funcionários da Varig e Transbrasil evitaram Planalto para não serem expulsos e dizem que não deixam a Câmara enquanto não forem recebidos por Dilma (Foto: Fabiano Costa/G1)

Aos 82 anos, o ex-comandante da Varig Zoroastro Ferreira assegura que não irá sair do Congresso enquanto não for confirmada a audiência com a presidente da República. No momento em que o G1 foi conversar com o aposentado do Aerus, ele estava dormindo no chão, dentro do círculo formado pelos pensionistas.

Natural de Campinas (SP), Ferreira trabalhou durante 38 anos para as empresas Varig e Cruzeiro do Sul. Ao longo da carreira, pilotou aeronaves de grande porte como o Airbus 310.

Após quase quatro décadas comandando o manche dos aviões das duas companhias aéreas brasileiras, ele se aposentou em 1986 com um alto padrão de vida. À época, contou o ex-comandante, ele recebia o equivalente a R$ 9 mil do fundo de pensão Aerus e outros 12 salários mínimos da Previdência Social. 

Em 2006, a falência da Varig e a subsequente intervenção do governo no fundo Aerus acabaram com os planos de uma aposentadoria tranquila do ex-piloto paulista. De uma hora para outra, ele passou a receber menos de um salário mínimo da previdência privada.

A queda brusca na renda o obrigou a se desfazer da maior parte do patrimônio. Segundo Ferreira, lhe sobrou apenas uma casa que ele havia passado para o nome dos cinco filhos.

Diabético, hipertenso e cardiopata, o antigo comandante da Varig gasta atualmente mais da metade da pensão do Aerus com remédios. Com o crachá que usava nos tempos em que pilotava grandes aviões no peito, Ferreira disse que pretende pedir pessoalmente à presidente da República a restituição das aposentadorias integrais do fundo.

“Não podemos ser culpados por uma coisa que pagamos a vida inteira. Deixamos de ganhar porque o governo não fiscalizou os fundos de pensão. Queremos pedir a Dilma para ela acabar com essa calamidade”, ressaltou.

Colega de acampamento de Ferreira, a ex-comissária de bordo Vera Leal, 60 anos, disse que, se for preciso, está disposta a transferir sua casa para o Salão Verde para conseguir falar com a presidente. A carioca, que trabalhou nas companhias aéreas Cruzeiro do Sul e Varig, se aposentou em 2000.

Ela contou que apesar de ter contribuído ao longo de 27 anos para o Aerus, hoje ganha apenas 8% do valor que deveria receber mensalmente do fundo de pensão.  Com lágrimas nos olhos, Vera disse que a batalha para tentar recuperar o investimento no fundo de pensão tem sido “desagradável e desgastante”.

“Estamos em uma situação na qual não sabemos como será o nosso amanhã. Desde 2006, mais de 800 aposentados do Aerus já morreram sem que se tenha resolvido o problema. O nosso emocional está acabando”, disse a ex-comissária.

(Fabiano Costa, G1 Brasília)

Pai e filho desaparecidos há 40 anos são encontrados em floresta no Vietnã

Ho Van Lang foi levado para a floresta quando tinha apenas dois anos

Um homem e o filho que estavam desaparecidos desde 1971 foram encontrados vivendo em uma floresta no centro do Vietnã nesta quarta-feira (7). Ho Van Thanh, hoje com 82 anos, e Ho Van Lang, 42, sumiram durante a Guerra do Vietã. Os dois moravam em uma cabana construída sobre galhos de uma grande árvore, a cerca de cinco metros do chão.

Moradores da província de Quang Ngai alertaram as autoridades do país sobre a aparição de dois “selvagens” na região. Uma equipe foi montada e encontrou pai e filho depois de cinco horas de buscas na floresta. Os dois estavam vestidos apenas com tangas feitas de cascas de árvores. Eles sobreviveram comendo mandioca e frutas que encontravam na mata.

Por conta do isolamento do convívio social, Ho Van Thanh e Ho Van Lang falavam poucas palavras da etnia Kor, minoritária no Vietnã. 

Após uma investigação sobre a identidade dos homens, as agências envolvidas constataram que os dois viviam na comunidade de Tra Kem Hamlet há 40 anos, quando ocorreu a explosão. Ho Van Thanh perdeu a mulher e dois filhos. Assustado, ele fugiu para a selva com Ho Van Lang, que tinha apenas dois anos.

De acordo com o site vietnamita Tuoitrenews, pai e filho foram levadas para um hospital local, onde realizaram exames.

(Correio 24 Horas)

Luís Marcelo Pesseghini: Sargento da Rota foi morto 10 horas antes que demais vítimas, dirá laudo

O sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, foi assassinado dez horas antes que os outros parentes mortos na Brasilândia, na Zona Norte deSão Paulo, segundo informou  o SPTV deste sábado (10), após relato de médicos legistas que trabalham no caso. A Polícia Civil suspeita que o filho do sargento, o adolescente Marcelo Pesseghini, de 13 anos, matou o pai, a mãe, a avó e a tia e na sequência se suicidou entre a noite de domingo (4) e a madrugada de segunda-feira (5).

A informação sobre quando o sargento foi morto é baseada na análise das manchas de sangue e constará no laudo do Instituto de Criminalística que será entregue à Polícia Civil. O laudo necroscópico das outras vítimas também deverá ser concluído na próxima semana. A Polícia Civil aguarda agora a análise do computador usado pelo adolescente e dos telefones celulares da família.

Esta semana, a polícia já havia informado que exames preliminares apontavam a sequência de mortes na residência da Rua Dom Sebastião. Primeiro teria morrido o pai do garoto, depois a mãe, a cabo Andréia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, em seguida, a avó dele, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos, e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos.

Depoimentos
Nesta sexta-feira (9), um professor e uma professora do Colégio Stella Rodrigues, onde estudava Marcelo, foram ouvidos pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Civil não deu detalhes sobre os depoimentos.

“Nós queremos saber, principalmente, o comportamento do garoto na escola. Se ele fez alguma confidência, qualquer coisa neste sentido. O que vier para a gente, venha de onde vier, vai nos ajudar para gente ter uma visão completa do caso”, disse o delegado Itagiba Franco, do DHPP. Ele insistiu no foco da polícia agora em descobrir a motivação do crime.

A Polícia Civil quer ouvir também duas vizinhas da família do garoto. Uma delas teria presenciado por diversas vezes Marcelo colocando e tirando o carro da garagem da casa onde ocorreram os crimes. A outra vizinha, segundo Franco, relatou a uma emissora de televisão ter visto um carro rondando a casa da família Pesseghini. A polícia tenta ainda localizar outras duas vizinhas que teriam ouvido os tiros e outros colegas de Marcelo. Para a Polícia Civil, Marcelo é suspeito de assassinar a própria familia e depois se matar.

O delegado geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazec, disse que a investigação ainda não está concluída. “Nada está sendo desprezado, todos os informes trazidos pelas testemunhas estão sendo verificados e serão checados. A linha de investigação principal ainda é a autoria atribuída ao menino. O caso ainda não está concluído, aguardamos os laudos a fim de que eles possam ou não comprovar de forma concreta esta tese”, disse Blazec.

Nesta quinta-feira (8), um policial militar ouvido no DHPP disse que o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, havia ensinado o filho a atirar. A informação foi confirmada pelo delegado Itagiba Franco, responsável pela investigação.

Todas as vítimas morreram com tiros na cabeça disparados pela pistola .40 que pertencia a Andréia, indicou a perícia realizada nos corpos. O delegado citou que Marcelo tinha 1,60 metro e não era um garoto franzino, apontando que ele tinha condição de manipular a arma. A testemunha disse ter presenciado uma dessas “aulas de tiro”, que ocorriam em um estande na Zona Sul da capital paulista.

O PM, que morava na mesma rua da família, também informou ao DHPP que o sargento e a mãe do jovem, a cabo Andréia Pesseghini, ensinaram o filho a dirigir automóveis e que o jovem tirava o carro da família todos os dias da garagem. O automóvel foi localizado na rua onde o garoto estudava e a polícia investiga se ele dirigiu até lá, assistiu à aula e só depois retornou para casa e se matou

O procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, designou nesta quinta os promotores Norberto Joia e André Luiz Bogado Cunha para acompanhar as investigações sobre as mortes da família na Zona Norte. Os promotores deverão acompanhar Franco em todas as oitivas.

Motivação
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Mauricio Blazeck, disse nesta quinta-feira que as investigações buscam, agora, a motivação do crime.

Questionado se existe a possibilidade da participação de outra pessoa no crime, Blazeck informou que essa “não é uma questão fechada”. “Dependemos dos laudos para confirmar isso. Por enquanto, continua a versão inicial”, disse, em relação ao envolvimento apenas do garoto de 13 anos nos assassinatos.

(G1 SP)

Deputado brasileiro usa verba indenizatória para pagar Universidade de Harvard

Hugo Motta é o deputado mais jovem do Brasil. O parlamentar paraibano foi eleito para a atual legislatura com apenas 21 anos de idade (Foto: Jornal da Paraíba)

O deputado federal Hugo Motta (PMDB-PB) já gastou mais de R$ 150 mil reais ao longo desses seis primeiros meses de 2013 da verba indenizatória concedida pela Câmara dos Deputados.

O valor seria apenas mais uma despesa para o bolso do contribuinte se a maior parte do dinheiro não fosse usada para contratar consultores, colocar combustível, passagem aérea. Entre as despesas aparece R$ 13.699,67 pagos para a universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Os recursos saíram dos cofres públicos a título de “consultoria, assessoria e pesquisa”, um dos itens permitidos para uso da verba indenizatória que cada deputado tem direito todos os meses. A justificativa é sempre a mesma: orientação jurídica na elaboração de projetos de lei e pareceres técnicos para as comissões temáticas.

Curiosamente, na prestação de contas do deputado destinado a HARVARD UNIVERSITY não são disponibilizados qualquer outro dado que justifique a gastança. Numa pesquisa livre na internet, o parlamentar divulgou sua participação, durante uma semana de março deste ano, de uma rodada de estudos voltados ao desenvolvimento de políticas públicas à primeira infância em Massachusetts.

Pagamentos Efetuados por Hugo Motta

HUGO MOTTA – PMDB/PB (Abril/2013)
HARVARD UNIVERSITY R$ 4.503,71
HUGO MOTTA – PMDB/PB (Março/2013)
HARVARD UNIVERSITY R$ 4.491,87
HUGO MOTTA – PMDB/PB (Fevereiro/2013)
HARVARD UNIVERSITY R$ 4.704,09

Total R$ 13.699,67

O salário de Hugo Motta como deputado federal é de R$ 26.723,13. Motta tem direito todo mês a R$ 35.560,42 de verba indenizatória e mais R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) para contratação de pessoal, limitada a 25 secretários parlamentares para formação de sua equipe que não precisam morar e trabalhar em Brasília.

ClickPB. Edição: Pragmatismo Politico

Projeto que suspende isenção fiscal de igrejas dorme na Câmara

Dorme desde fevereiro deste ano na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara um projeto de lei que suspende a imunidade tributária de templos de qualquer culto, partidos políticos, sindicatos e de instituições educacionais e de assistência social sem fins lucrativos. A proposta estabelece que, ao descumprir os requisitos previstos atualmente em lei, as entidades terão os benefícios cortados temporariamente.

As regras para que essas entidades recebam imunidade tributária estão no Código Tributário Nacional. São elas: não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; aplicarem integralmente, no país, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.De acordo com o Projeto de Lei Complementar 239/13, se for constatado que qualquer dessas entidades agraciadas pela Constituição com o não pagamento de impostos “não está observando requisito ou condição previstos para o gozo da imunidade”, caberá à fiscalização tributária expedir notificação fiscal para suspensão do benefício.

“É um projeto meritório porque garante o devido processo administrativo na questão fiscal. Ele não entra no mérito se a entidade deve ter a imunidade suspensa, apenas ajusta o procedimento”, afirma o autor da proposta, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que é integrante da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) no Congresso.

“Para haver a suspensão, tem de haver a notificação do contribuinte”, complementa. O prazo para defesa, segundo a proposta, será de trinta dias e os recursos apresentados nesse período tiram o efeito da suspensão até uma decisão final da autoridade fiscal competente.

A proposta original é do atual prefeito de Curitiba e ex-deputado tucano, Gustavo Fruet (PDT). Em 2009, ele apresentou o Projeto de Lei Complementar 470/09. A medida chegou a ser aprovada na CFT em dezembro de 2009. Contudo, foi arquivada em janeiro de 2011 por conta do fim daquela legislatura. “O objetivo é fortalecer o terceiro setor, a atividade filantrópica e afastar eventuais ‘entidades’ que desviam sua finalidade, como já se observou em algumas investigações”, justificou Fruet à época.

Por sua vez, Marcos Rogério considera que, com a aprovação do projeto de lei, “os interesses das entidades imunes e dos fiscos estarão atendidos, trazendo segurança jurídica para todos os envolvidos”. Em abril, o deputado Dr. Ubiali (PSB-SP) foi indicado para relatar a proposta. Até o momento, o parecer não ficou pronto. Além da CFT, a proposta deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir à plenário.

Congresso em Foco

Marco Feliciano dá show de desrespeito à mulher

Nádia Lapa*

Na última semana foi sancionada a lei que obriga os hospitais a oferecerem “atendimento imediato e multidisciplinar para o controle e tratamento dos impactos físicos e emocionais causados pelo estupro”. A lei prevê, entre outras medidas, a administração da pílula do dia seguinte; com a medicação, a possibilidade de gravidez decorrente do estupro diminui.

Essa parte da lei desagradou algumas entidades e políticos antiescolha, que aparentemente ignoram o fato de que a pílula já é ministrada nos hospitais de referência, assim como pode ser adquirida em qualquer farmácia.

Parece surreal que políticos e entidades sejam contrários ao atendimento multidisciplinar de vítimas de um crime bárbaro como o estupro. É surreal, na verdade. Como alguém pode ser contrário à orientação correta e segura para salvaguardar a saúde física e mental de uma vítima de tamanha agressão?

O deputado federal Marco Feliciano é uma dessas pessoas, e tentou explicar no Twitter na noite da quinta-feira 1º o seu posicionamento. O que vimos foi um show de desrespeito à mulher, conforme as mensagens abaixo, copiadas da rede social do deputado.

1) O Palácio do Planalto esta desorientado ou muito mal intencionado. Lamento q a Pres. Dilma acabou sancionando integralmente o PLC 3/2013

(…)

8) Esse projeto alem de ser p/vitima de estupro, tbem fala de sexo sem consentimento, profilaxia da gravidez, como se gravidez fosse doença.

9) Uma mulher gravida de 2 meses dizendo ao médico q o marido fez sexo a força, ou ela ñ qria pq estava com dor de cabeça? Aborto feito!

10) não há como comprovar q o sexo foi sem consentimento… É a palavra da mulher que engravidou e pronto. Não há como provar.

11) No estupro há! Houve violência. Foi feito a denuncia imediatamente. A lei ja protege a mulher vitima de estupro. Ja há lei!

12) se estupro e sexo sem consentimento é a mesma coisa, porque o texto do projeto fala de um e outro separadamente? Engodo!

13) a lei brasileira ja contempla o aborto em caso de estupro. Eu não concordo, mas é lei. Agora ampliam para sexo sem consentimento.

Eu tive muita dificuldade de entender o que o deputado estava falando, confesso. Não me passaria pela cabeça que hoje em dia alguém defenderia publicamente a ideia de que sexo sem consentimento é diferente de estupro. Ora, esta é exatamente a definição de estupro!

Se uma das pessoas envolvidas não está conscientemente engajada na relação sexual, dando permissão para o (s) parceiro (s), ela está sendo violentada. Sexo requer consentimento. Se ele não existe, é estupro. É violência.

Feliciano fala como se o “sexo sem consentimento” fosse aquele em que não há provas da violência. O senso comum entende que a vítima de um crime sexual terá, necessariamente, de apresentar marcas de defesa pelo corpo. O estupro só é aceito como verdade se a pessoa agredida for o que chamamos de “vítima perfeita”: deve ser “de família”, não beber, ser atacada por um estranho (armado, forte), vestir-se da cabeça aos pés, reagir gritando e batendo no agressor, denunciar o crime imediatamente.

Caso algum desses itens esteja faltando, a veracidade da agressão será questionada. Falam como se fosse fácil para uma vítima de estupro procurar as autoridades competentes. Mesmo quando a vítima procura uma Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), criada justamente para casos delicados e de violência de gênero, seu caso pode ser tratado de maneira falha. Foi o que aconteceu em Niterói em março deste ano. Uma mulher registrou ocorrência de estupro ocorrido numa van, mas não houve investigação. Duas semanas depois, os mesmo estupradores atacaram uma turista americana no Rio de Janeiro. Dessa vez, com a denúncia da imprensa e a pressão popular, conseguiram prendê-los. A delegada da Deam de Niterói, Marta Dominguez, foi exonerada.

Feliciano e os que repetem seu discurso defendem que há mulheres que denunciam estupro sem terem sido estupradas, como se ir à delegacia fosse tão agradável quanto um passeio pela orla de Ipanema, água de coco na mão, com o sol se ponto atrás do Morro Dois Irmãos. Não é. Além da burocracia que todos nós conhecemos ao usar qualquer serviço público, a vítima terá de fazer exames no IML, passando pelo imenso constrangimento de tirar a roupa na frente de um estranho, em ambiente frio e cinza, deixando que outra pessoa toque um corpo já machucado (ainda que tais feridas não sejam tão aparentes assim para quem só observa sem empatia). E este é só o começo de um procedimento longo e doloroso. Definitivamente não é um passeio.

Houve quem entendesse que Feliciano defendeu, em suas postagens, que um marido não poderia estuprar a esposa, como se o consentimento estivesse explícito numa relação marital. Não seria surpreendente – muita gente acha isso mesmo. Mas, por ora, preferi entrar na minha máquina do tempo e adiantar para algum ano em que a mulher não é considerada propriedade do marido. Volto depois contando como é.

*Nádia Lapa é blogueira e escritora. (CartaCapital)

Perita reclama de “bagunça” no local da chacina em São Paulo

Chacina em São Paulo: perita reclama que local do crime não foi preservado de maneira adequada. (Foto: Folhapress)

O entra e sai de pessoas na casa onde a família de policiais militares foi morta, na Brasilândia, zona norte de SP, durante a perícia, na segunda-feira (5), pode ter comprometido a cena do crime e atrapalhar as investigações do caso, de acordo com a presidente da Associação dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (Apcesp), Maria do Rosário Mathias Serafim.

Colegas de farda do casal de PMs Luis Eduardo e Andreia Pesseghini eram vistos entrando na casa antes e durante a realização da perícia. Além deles, parentes e até políticos caminharam pelos cômodos enquanto os corpos ainda estavam no local. Maria do Rosário chamou isso de “invasão” e considerou “um absurdo”.

— Sangue tinha aos montes. O sangue era das vítimas que foram mortas. O perito não vai precisar procurar vestígio de sangue porque tinha muito. Mas pode ter alguma outra coisa, uma coisa caída, fora do lugar. E quando entra muita gente, as pessoas sem querer vão pondo as coisas em ordem. Isso prejudica uns 90% da perícia.

A presidente da Apcesp falou que o excesso de pessoas na cena pode dificultar o trabalho da polícia durante o inquérito.

— Pode atrapalhar muito [a investigação]. Não muda o resultado porque existem outras provas que estão aí para mostrar que vai bater com os depoimentos, com as pessoas que viram. Mas são coisas assim que eu acho que se não tivesse tido essa invasão, as coisas seriam melhores.

Ela ainda acrescentou que o local deveria ter sido isolado e somente liberado após a saída da perícia.

— O delegado que tem que mandar isolar e preservar o local. [Isso] não aconteceu porque entrou muita gente.

Cena do crime

Maria do Rosário viu as fotos feitas na casa dos Pesseghini após o crime. Ela disse não acreditar que a cena possa ter sido montada.

— Não teria condição, eu diria. Montar uma cena daquelas seria impossível a meu ver.

Ainda de acordo com a perita, a casa em ordem também chamou atenção.

— É uma casa bem arrumada, de pessoas ordeiras. A coisa está muito arrumadinha, muito ordeira para o meu gosto, mas pode ser o estilo da família.

com informações de R7

Funcionário da Unifesp que discutiu com PMs é assassinado com 8 tiros

Quem matou Ricardo? Protesto pela morte de funcionário da Unifesp acontece hoje, às 17h (Imagem: DCE / Unifesp)

O auxiliar de limpeza terceirizado que trabalhava na Unifesp (Universidade Federal Paulista), na Baixada Santista (SP), Ricardo Ferreira Gama, de 30 anos, foi assassinado por quatro homens encapuzados dois dias depois de ter sido agredido por policiais militares durante abordagem. O crime ocorreu no dia 2 de agosto. A polícia disse que está apurando o caso.

No dia 31 de julho, os policiais estavam apurando uma denúncia sobre tráfico de drogas na região. Ricardo estava no intervalo do serviço e, segundo o DCE (Diretório Central dos Estudantes da Unifesp), respondeu “a uma ofensa” e “foi agredido pela polícia” diante do prédio da universidade. Cerca de 50 alunos da universidade testemunharam o fato. Ricardo foi levado ao 1º DP de Santos.

Chegando na delegacia, os estudantes foram informados de que ele tinha sido levado ao 4º DP e, de lá, os policiais haviam levado o rapaz até o Pronto Socorro vizinho à Santa Casa de Santos, no Jabaquara.

Os alunos, então, foram avisados pelos policiais que Ricardo tinha sido liberado, e que “estava tudo resolvido”. Segundo os PMs, Ricardo não fez o Boletim de Ocorrência porque “admitiu que não foi agredido”.

As testemunhas quiseram então abrir um boletim de ocorrência, mas foram intimidadas pelos próprios policiais que agrediram Ricardo. Assustadas com as ameaças, elas foram embora sem registrar a ocorrência.

No dia seguinte, de volta ao trabalho, Ricardo disse que foi procurado em sua casa pelos mesmos policiais. De acordo com os alunos, Ricardo avisou que os policiais disseram que, caso a denúncia continuasse sendo levada adiante, eles “iam resolver de outro jeito”.

Ainda segundo os estudantes, na noite do dia primeiro de agosto, viaturas com policiais não fardados rondaram a Unifesp, e pessoas não identificadas estiveram no campus sondando funcionários em busca de supostos vídeos que as testemunhas teriam feito das agressões do dia anterior. Ainda disseram que, se eles denunciassem, “seria pior”.

Mesmo sem registrar qualquer ocorrência e sem ter publicado vídeo algum, na madrugada de quinta (1) para sexta-feira (02) quatro homens encapuzados executaram Ricardo na frente de sua casa com oito tiros.

Quem matou Ricardo?

Para exigir providências sobre o caso, o DCE (Diretório Central dos Estudantes da Unifesp) vai realizar um protesto diante do campus, no bairro Vila Mathias, em Santos, nesta sexta-feira (9), às 17h.

Leia a íntegra da nota divulgada pelo DCE da Unifesp:

O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo vem a público relatar e se posicionar diante dos fatos ocorridos desde quarta-feira na Vila Mathias, em Santos-SP.

Na quarta feira, 31/07, Ricardo Ferreira Gama – funcionário terceirizado da Unifesp Baixada Santista – após responder a uma ofensa feita a ele, foi agredido pela polícia em frente da Unidade Central, na Rua Silva Jardim. Alguns estudantes agiram verbalmente em defesa de Ricardo e foram ao 1º DP, aonde os policiais afirmaram que levariam o funcionário.

Chegando lá, os estudantes foram informados que Ricardo fora levado ao 4º DP. E no 4º DP, que eles estariam na Santa Casa. Ou seja, eles estavam sendo despistados. De volta da Santa Casa, onde realmente estavam os policiais e o funcionário, foram avisados pelos próprios policiais que cometeram a agressão que o rapaz tinha sido liberado e que estava tudo resolvido. Ele não teria feito Boletim de Ocorrência., pois “admitiu” que não fora agredido.

Um dos estudantes quis, ele próprio, abrir um Boletim de Ocorrência e, a partir disso, começou a ser intimidado pelos policiais. Assustados, os estudantes foram embora sem abrir o B.O.

Chegando na Unifesp, os estudantes foram procurados pelo Ricardo que disse ter sido procurado em sua casa pelos policiais dizendo que se estudantes não parassem de ir à delegacia, eles “resolveriam de outro jeito”.

Na quinta-feira (01) à noite viaturas com homens não fardados de cabeça pra fora rondavam a Unifesp. Pessoas também chegaram a ir pessoalmente na Unifesp pedir a funcionários vídeos que estudantes teriam feito da agressão, e disseram que se eles não entregassem, “seria pior”.

Pois, mesmo com o passo atrás em relação ao Boletim de Ocorrência e sem nenhum vídeo publicado, na madrugada de quinta para sexta-feira (02) quatro homens encapuzados mataram o Ricardo na frente de sua casa com oito tiros.

Na segunda-feira (05), houve uma roda de conversa no campus sobre o caso puxada pela Congregação. A direção teve momentos vergonhosos, dizendo, por exemplo, que “o caso aconteceu da porta pra fora”, ou ainda, sob risos, que “os terceirizados são tratados da mesma forma que os demais servidores”.

Isso acontece num contexto em que o país ainda se pergunta “Onde está o Amarildo?” e em que a Baixada Santista enfrenta grupos de extermínio que matam a juventude com um único critério: a vítima é pobre, preta e periférica.

Sabemos que a polícia não garante a segurança da maioria da população, pelo contrário, sendo um dos braços do Estado ela institucionaliza o controle social e exerce a repressão contra os trabalhadores, principalmente os negros e pobres. As políticas de segurança pública criminalizam qualquer ato resistente às imposições que seguem a lógica do mercado, suas elites e do governo. Não é essa segurança que queremos, que nos oprime, reprime e nos explora! Defendemos a desmilitarização da polícia e uma segurança pública a serviço dos trabalhadores, e não das propriedades privadas!

O Diretório Central dos Estudantes não se calará e se manterá em luta, junto da comunidade acadêmica e da classe trabalhadora contra a truculência e a violência policial contra a população pobre e trabalhadora.

Não nos calaremos até que seja respondida a pergunta: QUEM MATOU O RICARDO? E até que o Estado seja responsabilizado pelos seus crimes.

com Brasil de Fato

Ministério Público sobre escândalo do metrô: “bilhões envolvidos”

“São milhões, talvez bilhões envolvidos”, diz MP sobre escândalo dos governos tucanos em SP (Foto: Agência Brasil)

O Ministério Público de São Paulo abriu na quinta-feira 8 um novo inquérito para apurar a formação de cartel por empresas responsáveis pela construção do metrô de São Paulo e a fraude em licitações cometidas por políticos. De acordo com o promotor responsável pelo caso, Marcelo Mendroni, o esquema pode ter envolvido “bilhões de reais”.

Mendroni deu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira 9 e afirmou que há “fortes indícios” de crimes e que as empresas envolvidas, apesar de serem constituídas legalmente, são tratadas como “organizações criminosas” pois o crime de cartel é o mais grave da concorrência. “São milhões, talvez bilhões envolvidos”, afirmou. Entre as empresas citadas em denúncias publicadas pela imprensa até aqui aparecem a francesa Alstom, a alemã Siemens, a espanhola CAF e a canadense Bombardier. Elas teriam, de acordo com as denúncias, se juntado para obter contratos com o governo de São Paulo entre 1998 e 2008, período em que o Estado foi governado por Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB (entenda o caso).

O promotor criticou a legislação brasileira para o crime de cartel e afirmou que este crime, no Brasil, “compensa”, pois as penas são brandas demais. Como as prisões para a formação de cartel vão de 2 a 5 anos e o costume do Judiciário é dar a pena mínima, o tempo de detenção pode ser trocado por prestação de serviços à comunidade, afirmou Mendroni. Segundo o promotor, o crime de cartel no Brasil é “sistêmico” e ocorre em todas as esferas de governo.

De acordo com o representante do MP, o crime atribuído aos políticos envolvidos deve ser o de fraude de licitação. Além deste processo, o MP investiga as fraudes no metrô de São Paulo em 45 outros processos, abertas nas esferas cível e criminal.

Nesta sexta-feira, deputados estaduais do PT na Assembleia Legislativa foram à sede do MP para entregar ofício no qual solicitaram a suspensão do contrato e o afastamento de agentes públicos e políticos do governo do Estado envolvidos com o caso de suposta fraude nas licitações do Metrô/CPTM.

Carta Capital

Romário anuncia pelo Twitter que deixou o PSB

Rio – O deputado e ex- jogador de futebol Romário (RJ) anunciou nesta sexta-feira no Twitter que acaba de se desfiliar do PSB, partido pelo qual foi eleito.

“Acabei de entregar ao presidente do PSB do Rio de Janeiro, Alexandre Cardoso, a minha desfiliação da legenda”, escreveu o ex-jogador, em sua conta no Twitter.

Romário não explicou as razões da saída e disse apenas que irá ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nesta tarde, para formalizar a decisão.

Embora o parlamentar não tenha anunciado, o destino mais provável é o PR, partido presidido no Rio pelo ex-governador Anthony Garotinho, pré-candidato ao governo do estado em 2014.

“Está tudo certo, as conversas estão bastante adiantadas. Demos total liberdade ao Romário. Ele poderá ser candidato a deputado federal, ao Senado. E ele tem a garantia de que, se quiser, poderá ser candidato a prefeito em 2016″, afirmou Garotinho.

(Exame Online com adaptação)

CANDIDATURA DE MARINA SILVA ESTÁ POR UM FIO

247 - Só um milagre fará nascer o partido Rede Sustentabilidade, de Marina Silva. A poucos dias para o fim do prazo de entrega das 500 mil assinaturas necessárias, o partido não obteve nem a metade. Leia, abaixo, na coluna de Ilimar Franco:

O sonho e a realidade – ILIMAR FRANCO

A candidatura de Marina Silva está por um fio. Seus aliados jogaram a toalha. Não creem mais na criação da Rede. A data limite, fixada pelo partido, para garantir a burocracia, se encerrará na quinta-feira. Nem a metade das assinaturas foram certificadas. As portas do PV estão fechadas e seu principal aliado, Fernando Gabeira, se retirou da política. Sondado, o PPS está à espera de José Serra.

(Brasil 247)

ISTOÉ: ALCKMIN E SERRA SABIAM DE TUDO NO METRÔ

247 – Reportagem da revista Istoé que acaba de ser publicada traz documentos apontando que tanto o governador Geraldo Alckmin como seu antecessor José Serra foram alertados sobre todas as irregularidades no metrô de São Paulo. Leia abaixo:

E eles ainda dizem que não sabiam de nada

Documentos do tribunal de contas e do ministro público revelam que há cinco anos os tucanos paulistas foram alertados sobre as irregularidades no metrô e trens de São Paulo

Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

Desde a eclosão do escândalo de pagamento de propina e superfaturamento nos contratos da área de transporte sobre trilhos que atravessou os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, os tucanos paulistas têm assumido o comportamento de outra ave, o avestruz. Reza a crença popular que, ao menor sinal de perigo, o avestruz enterra a cabeça no chão para não enxergar a realidade. Não foi outra a atitude do tucanato paulista nos últimos dias. Como se estivessem alheios aos acontecimentos, líderes do PSDB paulista alegaram que nada sabiam, nada viram – e muito menos participaram. Documentos agora revelados por ISTOÉ, porém, provam que desde 2008 tanto o Ministério Público como o Tribunal de Contas vem alertando os seguidos governos do PSDB sobre as falcatruas no Metrô e nos trens. Apesar dos alertas, o propinoduto foi construído livremente nos últimos 20 anos. Além dos documentos agora divulgados, investigações anteriores já resultaram no indiciamento pela Polícia Federal de 11 pessoas ligadas ao partido. No entanto, questionado sobre o cartel montado por multinacionais, como Siemens e Alstom, para vencer licitações, o governador Geraldo Alckmin jurou desconhecer o assunto. “Se confirmado o cartel, o Estado é vítima”, esquivou-se. Na mesma toada, o seu antecessor, José Serra, declarou: “Não tomamos em nenhum momento conhecimento de qualquer cartel feito por fornecedores e muito menos se deu aval a qualquer coisa nesse sentido”. As afirmações agridem os fatos. Os documentos obtidos por ISTOÉ comprovam que os tucanos de São Paulo, além de verem dezenas de companheiros investigados e indiciados, receberam no mínimo três alertas contundentes sobre a cartelização e o esquema de pagamento de propina no Metrô. Os avisos, que vão de agosto de 2008 a setembro de 2010, partiram do Ministério Público estadual e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Nos três casos, os documentos foram encaminhados aos presidentes das estatais, nomeados pelo governador, e publicados no Diário Oficial. 

Nos três avisos de irregularidades aparecem fortes indícios de formação de cartel e direcionamento de certames pelas companhias de transporte sobre trilhos para vencer e superfaturar licitações do Metrô paulista e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O primeiro alerta sobre o esquema foi dado pelo Ministério Público de São Paulo, em um procedimento de agosto de 2008, durante gestão de José Serra. Ao analisar um acordo firmado entre o Metrô e a CMW Equipamentos S.A., o MP comunicou: “A prolongação do contrato por 12 anos frustrou o objetivo da licitação, motivo pelo qual os aditamentos estariam viciados”. Na ocasião, a CMW Equipamentos foi incorporada pela gigante francesa Alstom, uma das principais investigadas nesse escândalo. Ainda no documento do MP, de 26 páginas, aparecem irregularidades também em uma série de contratos firmados pelo governo paulista com outras empresas desse segmento.

Em fevereiro de 2009, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo emitiu ao governo paulista o segundo aviso de desvios e direcionamentos em contratos no setor. As irregularidades foram identificadas, desta vez, na estatal CPTM. Ao julgar um recurso, o conselheiro do TCE Antonio Roque Citadini concluiu que a estatal adotou uma conduta indevida ao querer usar uma licitação para fornecimento de 30 trens com o consórcio Cofesbra, celebrada em 1995, durante gestão de Mário Covas, para comprar mais de uma década depois outros 12 novos trens. A manobra foi identificada como uma forma de fugir da abertura de uma nova concorrência. “O julgamento de irregularidade recorrido fundamentou-se na inobservância da Lei de Licitações e, também, na infringência aos princípios da economicidade e da eficiência”, diz o relatório. Citadini ainda questiona os valores pagos pelos trens, uma “majoração de 17,35%”. A crescente elevação do número de passageiros transportados deveria implicar, diz ele, estudos por parte da CPTM com vistas à realização de um novo certame licitatório. “Tempo parece não lhe ter faltado, pois se passaram 11 anos da compra inicial”, relatou Citadini. À ISTOÉ, o conselheiro Citadini destacou que “um sem-número de vezes” o órgão relatou ao governo estadual irregularidades em contratos envolvendo o Metrô paulista e a CPTM. “Nossos auditores, que seguem normas reconhecidas por autoridades internacionais, têm tido conflitos de todo tamanho e natureza para que eles reconheçam os problemas”, disse Citadini.

O terceiro recado ao governo paulista sobre irregularidades nas licitações do Metrô e do trem paulista ocorreu em setembro de 2010. Ao analisar quatro contratos firmados pelo Metrô, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo estranhou que os certames envolviam uma enorme quantidade de serviços específicos. Dessa forma, apenas um reduzido número de empresas tinha condições de atender aos editais de licitação e se credenciar para disputar a concorrência. Os contratos em questão se referiam ao fornecimento de trens, manutenção, além de elaboração de projeto executivo e fornecimento de equipamentos para o Metrô paulista. O Tribunal insistia que, quanto mais ampla fosse a concorrência, menor tenderia a ser o preço. Em diversos trechos, o relatório aponta outras exigências que acabavam estreitando ainda mais o número de participantes. Havia uma cláusula, por exemplo, que proibia companhias estrangeiras que não tivessem realizado o mesmo serviço em território brasileiro de participar da disputa. Na prática, foram excluídas gigantes do setor do transporte sobre trilhos que não integravam o cartel e poderiam oferecer um melhor preço aos cofres paulistas. “A análise das presentes contratações revelou um contexto no qual houve apenas uma proposta do licitante único de cada bloco. Em outras palavras, não houve propriamente uma disputa licitatória, mas uma atividade de consorciamento”, analisou o TCE sobre um dos acordos. A recomendação foi ignorada tanto por Serra como por Alckmin, que assumiu o governo três meses depois.

Passo a passo da denúncia sobre o escândalo do metrô

Um e-mail enviado por um executivo da Siemens para os seus superiores em 2008, revelado na última semana pelo jornal “Folha de S.Paulo”, reforça que os ex-governadores tucanos José Serra, Geraldo Alckmin e Mário Covas não só sabiam como incentivaram essa prática criminosa. O funcionário da empresa alemã revela que o então chefe do executivo paulista, José Serra (PSDB), e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, sugeriram que a Siemens fizesse um acordo com a espanhola CAF, sua concorrente, para vencer uma licitação de fornecimento de 40 trens à CPTM. Serra teria ameaçado cancelar o certame se a Siemens tentasse desclassificar a concorrente na justiça. Como saída, conforme relata o jornal, sugeriu que as empresas dividissem parte do contrato por meio de subcontratações. O executivo da Siemens não revela na mensagem, mas essa solução heterodoxa de Serra já havia sido adotada numa ocasião anterior. No final da década de 1990, o governo Mário Covas (PSDB) incentivara as companhias da área de transporte sobre trilhos a formarem um consórcio único para vencer licitação de compra da linha 5 do metrô. A prática, como se vê, recorrente entre os tucanos paulistas, continuou a ser reproduzida nos anos subsequentes à licitação. Reapareceu, sem reparos, com a chegada ao poder do governador Geraldo Alckmin. Hoje, sabe-se que esse esquema gerou somente em seis projetos da CPTM e do Metrô um prejuízo de pelo menos R$ 425,1 milhões aos cofres paulistas. As somas foram obtidas, como ISTOÉ antecipou, com o superfaturamento de 30% nesses contratos.

O que também torna pouco crível que os governadores tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, até o mês passado, desconhecessem as denúncias é o fato de o Ministério Público ter aberto 15 inquéritos para investigar a tramoia, após a repercussão do escândalo envolvendo a Siemens e a Alstom na Europa em 2008. Atualmente, essas provas colhidas no Exterior dão suporte para o indiciamento de 11 pessoas, entre elas servidores públicos e políticos tucanos. O vereador Andrea Matarazzo, serrista fiel, é um dos indiciados. Na lista da Polícia Federal, constam ainda nomes bem próximos aos tucanos como o de Jorge Fagali Neto. Ele foi diretor dos Correios e de projetos para o Ensino Superior do Ministério da Educação durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Ao reabrir, na semana passada, 15 investigações paradas por faltas de provas e montar uma força-tarefa para trabalhar em 45 inquéritos, o Ministério Público colocou lupa sobre outras autoridades ligadas ao PSDB. Trata-se de servidores que ascenderam na gestão Serra, mas mantiveram força e poder durante o governo Alckmin. São eles: José Luiz Lavorente, diretor de Operação e Manutenção da CPTM, Luiz Carlos David Frayze, ex-secretário de transportes e ex-diretor do Metrô, Décio Tambelli, coordenador de Concessões e Permissões do Metrô de São Paulo e Arthur Teixeira, lobista do esquema Siemens, dono de uma das offshores uruguaias, utilizadas pela multinacional para pagar propina a agentes públicos. Como revelado por ISTOÉ na edição de 20 de julho, as evidências são tão fortes quanto à proximidade destes personagens com a gestão tucana. Na última semana, o atual secretário de Transportes, Jurandir Fernandes, reconheceu ter recebido Teixeira em audiência “junto com outros empresários”. A foto da página 45 desta reportagem mostra Arthur Teixeira visitando as instalações da MGE Transportes, uma das empresas integrantes do cartel, em Hortolândia, interior de São Paulo, ao lado de Jurandir e Lavorente. A visita ocorreu durante a execução da reforma dos trens da CPTM. 

Em meio à enxurrada de evidências, na sexta-feira 9, o governador Alckmin anunciou a criação de uma comissão para investigar as denúncias de formação de cartel e superfaturamento em contratos firmados com o metrô paulista e a CPTM. Para fazer parte dela, ele pretende indicar integrantes de entidades independentes, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Segundo o governo, ela terá total independência e contará com a ajuda dos órgãos de fiscalização do Estado. A medida foi anunciada após a Justiça Federal negar, na segunda-feira 5, um pedido do governo de São Paulo para ter acesso aos documentos da investigação do Cade. Tucanos paulistas acusam o órgão, uma autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, de vazar informação para a imprensa e agir sob os interesses do PT. Deputados estaduais, porém, questionam a nova comissão. “Tudo que traga transparência é bem-vindo. Mas há um local institucionalmente correto para se apurar estas irregularidades. É uma CPI”, diz o líder do PT na Assembleia Legislativa, Luiz Claudio Marcolino. “Se ele quer apurar os fatos, como diz, é só pedir para sua base assinar o pedido de CPI e não obstruir como o PSDB faz por décadas quando o assunto é metrô”, complementa.

Alckmin resolveu agir porque vê o escândalo se aproximar cada vez mais do Palácio dos Bandeirantes. As razões para este temor podem estar em cinqüenta caixas de papelão guardadas nas dependências do CADE, na Asa Norte, em Brasília. O material foi recolhido após uma operação de apreensão e busca realizada em 4 de julho na sede de doze empresas associadas ao cartel em São Paulo, Brasília, Campinas e São Bernardo do Campo. Só numa destas empresas, os investigadores permaneceram por 18 horas. A Polícia Federal, batizou a operação de “Linha Cruzada”. Não se sabe, até agora, o que há dentro das caixas de documentos apreendidos. A informação é que elas permanecem fechadas e lacradas, aguardando ainda a análise do CADE, que poderá transformar uma investigação de cartel, num dos mais escandalosos casos de corrupção que o País já assistiu. 

 

(Brasil 247)

Caso Cocó: Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares denuncia a Prefeitura de Fortaleza

A Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares no Ceará, RENAP-CE, dá entrada em denúncias nos seguintes espaços, no último dia 9 de agosto, após as violências perpetradas pela Prefeitura Municipal de Fortaleza e Governo do Estado do Ceará, datadas de 8 de agosto, contra manifestantes::

- Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República;
- Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos;
- Ouvidoria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República;
- Ordem dos Advogados do Brasil;
- Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado;

Destaca-se, primeiro, que a desocupação foi feita de forma ilegal, de madrugada, sem prévio aviso, indo de encontro a recomendação da Defensoria Pública da União-DPU, embasada no Código de Processo Civil. Além disto, as forças de repressão destas Administrações agiram com excesso, descontroladas, demonstrando despreparo, cometendo lesões corporais e abuso de autoridade, em diversos atos de covardia.

A forma que as Administrações escolheram de desocupação poderia levar alguém à óbito, sendo uma ação que tinham conhecimento deste risco, pela forma que realizaram. A agressão aos manifestantes foi gerada por sua luta em defesa da Constituição Federal, legislação ambiental e Estatuto da Cidade. Os manifestantes lutavam pela preservação e recuperação do meio ambiente, efetivação de um planejamento urbano com racionalidade, garantindo à participação popular.

RENAP – Ceará.

Via http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/

A encruzilhada política de Roberto Cláudio

São 04 anos, tem q aguentar!

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (10), pelo jornalista Érico Firmo:

A ação da Guarda Municipal na quinta-feira (8) demarca novo momento na imagem do prefeito Roberto Cláudio (PSB) perante a opinião pública. O desgaste é enorme e evidente perante setores significativos da sociedade. Por outro lado, o gesto de tocar a construção dos viadutos também tem apoio de muita gente que enxerga na obra solução para atenuar a crise da mobilidade – coisa que se percebe nas redes sociais e nas reações de muitos que passavam pelas imediações do Parque do Cocó e hostilizavam os acampados.

Sua eleição já expôs o racha na cidade. Teve 53% dos votos válidos e 48% do total de votos. O que significa que menos da metade dos que foram às urnas o apoiaram. Ele já tomou posse longe de ser unanimidade, mas a divisão se aprofundou na madrugada dessa sexta-feira (9).

Cresceu enormemente a separação e a tensão entre a Fortaleza favorável ao viaduto e a cidade que não transige na defesa do Parque do Cocó. A Prefeitura demonstra convicção – embora não haja informação de estatística confiável a respeito – de que a maioria está ao seu lado.

É bem possível que esteja mesmo. Entretanto, desgaste não é desprezível para administração que acaba de atravessar a metade do primeiro de seus quatro anos, mas que já traz embutida – para o bem e para o mal – o peso da aliança inseparável com Governo do Estado que já carrega a fadiga de seis anos e meio. Ao mesmo tempo em que a parceria inegavelmente transfere popularidade – fator preponderante para a própria eleição do prefeito – também envelhece a administração municipal. Ainda mais quando Cid Gomes (PSB) intervém para tentar solucionar a crise alheia. E pior quando nem consegue seu intento. Depois do episódio de quinta, isso se aprofunda dramaticamente.

Sobram problemas no entorno de viadutos em Fortaleza

Na avenida 13 de maio, não é difícil registrar congestionamentos em cima do viaduto – Foto: Mauri Melo

Em meio à polêmica construção de viadutos no entrocamento das avenidas Engenheiro Santana Júnior e Antônio Sales, O POVO percorreu os equipamentos do tipo já existentes em Fortaleza. Em geral, o que se percebe são espaços com problemas urbanos – principalmente na parte inferior deles.

O viaduto da avenida 13 de maio, sobre a avenida Aguanambi, possui um estacionamento por baixo da elevação. Além disso, foi verificada a existência de ambulantes no local. E o mais curioso: a instalação de um semáforo para pedestres logo abaixo do viaduto. Outro problema identificado no equipamento é a ocorrências de congestionamentos, quando a função dele deveria ser desafogar o trânsito. Por volta das 8 horas de ontem, um fila imensa de veículos ficava parada sobre o viaduto.

Para o aposentado Lúcio Gurgel, 71, proprietário de um pensionato ao lado do equipamento, todos os problemas são originados porque o viaduto deveria ter sido construído na avenida Aguanambi – e não na avenida 13 de Maio. “Faltou inteligência (aos gestores)”, acredita. Na avaliação do aposentado, a obra também desvalorizou o imóvel dele. 

Pedestres

Já o receio da dona de casa Maria José Girão, 54, é passar por debaixo do viaduto da avenida Almirante Henrique Saboia (Via Expressa) – ao cruzar pela avenida Antônio Sales. Pelo local, praticamente só há circulação veículos e poucos pedestres arriscam a travessia por ali. “Antes, havia muito assalto (aqui)”, comenta. Na opinião de dona Maria José, deveriam ser instalados equipamentos embaixo dos viadutos que “atraíssem” mais os pedestres.

Outro problema detectados nos viadutos visitados da Capital é que a maioria deles não possui um espaço exclusivo para a travessia de pedestres – somente os equipamentos da Via Expressa contam com esse tipo de acessibilidade. 

O POVO entrou em contato com a Secretaria Municipal da Infraestrutura e com a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). Foram enviados e-mails com as perguntas para a assessoria de imprensa, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

(Geimison Maia, O Povo Online)

Fortaleza: Túneis e viadutos são ineficientes, dizem estudiosos

Prefeitura quer construir viadutos no encontro das avenidas Engenheiro Santana Júnior e Antônio Sales – Foto: Fábio Lima

Os protestos em torno dos impactos da construção de viadutos nas avenidas Engenheiro Santana Júnior e Antônio Sales ao Parque do Cocó põe em relevo a polêmica da viabilidade de viadutos e túneis para uma mobilidade eficiente na Capital. Não apenas em termos ambientais, questiona-se também se as intervenções são as opções mais acertadas para desafogar o trânsito das áreas que os receberão e se atenderão a demanda do intenso fluxo de veículo a médio e longo prazos. Para estudiosos da área, eles são vistos como “paliativos” e não estão inclusos em um plano consistente e eficaz de mobilidade urbana.

“Viadutos e túneis, tecnicamente, são perfeitos, mas a discussão não deve se pautar nisso. Deve-se pensar em termos de uma mobilidade mais moderna, que atenda aos vários tipos de modais de locomoção. Viadutos e túneis são investimentos pontuais, que privilegiam o transporte particular e não estão inclusos em um planejamento a médio e longo prazos”, resume a arquiteta urbanística Carla Camila Girão Albuquerque, professora da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Carla defende que os túneis – em se tratando de escolha – são melhores que os viadutos por deixarem a cidade menos impactada com as construções, mas considera um equívoco não enxergar soluções além. “Daqui a cinco anos vai ser preciso pensar em outra solução porque eles já não vão dar mais conta de tanto carro. E aí? Não temos nenhum planejamento que contemple outras maneiras de locomoção, não temos nenhum plano de mobilidade que não se esgote em pouco tempo”, avalia a doutora em desenvolvimento urbano.

Ela aponta um sistema integrado entre os vários modais como uma das soluções possíveis, com menos intervenções na cidade e bem mais eficiente. “É preciso dar às pessoas a possibilidade de andar de bicicleta, a pé ou em um transporte coletivo de qualidade, não apenas de carro”, enumera. 

Transportes coletivos

Para o engenheiro civil Dante Rosado, mestre em engenharia de transportes, o investimento do dinheiro público deve buscar contemplar transportes coletivos. “Os túneis e viadutos que querem construir em Fortaleza desafogam, por muito pouco tempo, um trânsito que prioriza o transporte particular e subutiliza espaços. Observe os arredores desses espaços que já existem. São desvalorizados. Esses túneis e viadutos são planejados para mostrar serviço, mas não fazem parte de um plano concreto de mobilidade que norteie ações eficientes de fato, a longo prazo”, diz o engenheiro.

O POVO buscou ouvir a Secretaria da Infraestrutura de Fortaleza (Seinf) e a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) para melhor quantificar viadutos e túneis, atuais e em planejamento, e analisar a necessidade das obras para a mobilidade da Capital. A assessoria da Seinf não deu retorno até o fechamento desta matéria. A assessoria da AMC informou que não seria possível fornecer os dados ainda ontem. 

Saiba mais 

A construção de um viaduto na Engenheiro Santana Júnior com Antônio Sales já é pensada desde a primeira gestão do prefeito Juraci Magalhães (1990- 1993). Ele fazia parte do pacote de ações de mobilidade urbana na Capital, chamado BidFor, que, na gestão da prefeita Luizianne Lins, foi intitulado de Transfor. 

Inicialmente, a obra foi pensada atrelada a uma rotatória que passaria por baixo da Engenheiro. Durante a segunda gestão de Luizianne, o projeto foi rediscutido e passou por mudanças para ser adaptar ao fluxo de veículos atual. “Um dos grandes erros do replanejamento foi a não participação popular nesse processo”, critica o engenheiro Dante Rosado.

(Por Sara Rebeca Aguiar, O Povo Online)

Paulo César Nóbrega: PM é assassinado com três tiros em Cascavel

Mais um policial militar foi vítima da violência no Ceará. Na noite de sexta-feira, 9, o soldado Paulo César Nóbrega, 36, foi morto em uma churrascaria no município de Cascavel (a 64,3 km de Fortaleza).

Segundo o comandante da 3ª Companhia do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), capitão Edvaldo Ferreira, o crime aconteceu por volta das 21h30min. A vítima estava com amigos no estabelecimento, quando se levou para ir ao banheiro. Um homem, ainda não identificado, seguiu Paulo César e efetuou três disparos.

O soldado foi socorrido por policias do Ronda do Quarteirão até o hospital do Município, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia ainda investiga quem é o autor e o mandante do crime. O capitão não adiantou a linha de investigação do caso. O soldado Paulo César estava há 12 anos na Polícia Militar e é o 15º policial assassinato este ano no Ceará. 

(O Povo)

Andrezinho Nogueira nocauteia Willamy Chiquerim no OX MMA Fortaleza

Andrezinho vence Chiquerim por nocaute no segundo round

Por Bruno Balacó

No segundo duelo mais importante do OX MMA Event, Andrezinho Nogueira venceu Willamy Chiqueirim e levou o público presente no ginásio Paulo Sarasate ao delírio.

Antes dos lutadores entrarem no octógono o público já fazia a festa. “Chiqueirim, Chiqueirim!” gritava a torcida enquanto o lutador se preparava para o duelo. A torcida de Andrezinho também respondeu e gritou o nome do lutador. Quando o combate começou, os dois atletas se estudaram bastante, sem grande iniciativa de ambas as partes. No final do round, Andrezinho partiu pra cima, acertou o rosto do adversário, que foi ao chão, mas Chiqueirim conseguiu se recuperar antes que Andrezinho aplicasse a finalização.

No início do segundo round, o confiante Andrezinho arriscou mais uma vez, acertou um direto em cheio, levando seu adversário ao chão e, após mais alguns golpes, venceu por nocaute. Andrezinho agradeceu ao público presente, aos lutadores, amigos, familiares e patrocinadores. Chiqueirim pediu desculpas a sua torcida. Ambos pediram o fim da rivalidade, se abraçaram e foram aplaudidos pelos torcedores antes de deixarem o octógono.

Via http://blog.opovo.com.br/clubedaluta/

Justiça concede equiparação salarial a digitadora terceirizada na Caixa

Rede Brasil Atual

São Paulo – A contratação de empregado por meio de empresa prestadora de serviço não impede o reconhecimento de diferenças salariais decorrentes do princípio da isonomia. A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em julgamento realizado ontem (7), manteve uma decisão que concedeu a uma digitadora terceirizada que prestava serviços à Caixa Econômica Federal isonomia salarial com os empregados da instituição.

A digitadora contratada da Probank para prestar serviços à Caixa trabalhava na compensação de cheques e custódia de valores e montagem de processos de cobranças a clientes, com acesso aos sistemas da instituição. Ela alegou que, embora tenha sido contratada como digitadora, na verdade já trabalhava para aCaixa há muito tempo, sendo apenas alterada a empresa prestadora de serviços. A funcionária resolveu acionar a empresa contratante da prestadora de serviço por prática de “fraudulenta” de terceirização. Na ação, requereu o direito ao enquadramento como bancária, ou, alternativamente, a igualdade de direitos.

Em sua defesa, a instituição financeira argumentava que a digitadora nunca foi bancária e exercia serviços inerentes a “atividade meio” – como são chamados os tipos de serviços que uma empresa contrata e que não correspondem a sua atividade fim, no caso da Caixa, os serviços de natureza bancária e financeira. A empresa alegou ainda que a equiparação salarial, prevista no artigo 461 da CLT, só é garantido a empregados da mesma empresa.

A funcionário obteve vitórias nas instâncias inferiores da Justiça e, com os recursos, foi parar no Tribunal Superior do Trabalho. Conforme publicou ontem o site do TST, o relator do recurso da Caixa ao tribunal, ministro João Oreste Dalazen, destacou que o Tribunal Regional havia decidido em favor da trabalhadora “em consonância com a jurisprudência do TST” e afastou a alegação da empresa de que a decisão afrontava artigo da Constituição Federal (que exige a realização de concurso para cargos e empregos públicos). O TST não reconheceu vínculo de emprego diretamente com a Caixa. Apenas entendeu a necessidade da igualdade salarial para execução de função de natureza bancária – ou seja, atividade “fim”, e não “meio”.

Embate

Casos como esse ilustram a dificuldade de empresários e trabalhadores chegarem a um consenso em torno do projeto de lei que regulariza a terceirização. Em tramitação desde 2004 no Congresso, a previsão é que o PL 4.330 vá a votação na terça ou na quarta-feira da próxima semana.

O processo da digitadora é apenas um em meio ao grandioso volume de ações trabalhistas que o setor empresarial pretende evitar com a regulamentação da terceirização. E em embute questões caras ao movimento sindical – como a isonomia de direitos e a responsabilização solidária por por parte da contratante caso a empresa contratada para fornecer mão de obra terceirizada viole direitos de seus empregados. Sem essas garantias, as centrais sindicais continuarão insistindo para que o projeto não vá a voto.

Com informações do site do TST

 

Gerente do banco Santander de Camaçari/Bahia é executado durante assalto

Foto: Marcelo Castro.

Anderson Faria Jacob, 33 anos, morreu após tentar escapar de assaltantes na noite desta quarta-feira (7), na estrada da Cascalheira em Camaçari, na região Metropolitana de Salvador (RMS).

Segundo informações da polícia, a vítima que era gerente de uma agência bancária do banco Santander, no município, parou para comprar uma pizza em uma pizzaria na Cascalheira, quando ao sair do estabelecimento chegou um veículo Fiat Uno, de cor preta, com vários elementos que anunciaram o assalto e Anderson tentou fugir, mas foi atingido por tiros disparados por um dos bandidos, não resistindo e morrendo no local.

Policiais militares do núcleo de inteligência do 12º Batalhão de Camaçari estão em busca dos bandidos. 

Com informações do Bocão News 

Aprovado auxílio invalidez de R$ 2 mil para policiais e bombeiros do RJ

A indicação legislativa de autoria do deputado Wagner Montes, em parceria com outros deputados, para a criação do auxílio invalidez de R$ 2 mil para policial militar e civil, bombeiro militar e inspetor de segurança e administração penitenciária foi aprovada na Assembleia Legislativa do estado do Rio (Alerj).

A Indicação solicita ao governador Sérgio Cabral o envio de mensagem alterando o artigo 1º da Lei N° 3.527, de 9 de janeiro de 2001. O profissional reformado ou aposentado por incapacidade definitiva e considerado inválido e que fique impossibilitado para trabalhar e garantir sua subsistência, deverá receber mensalmente o auxílio-invalidez. Para ser valida, entretanto, é necessário que o governador execute a indicação.

A Comissão Especial presidida por Wagner Montes apontou que condições de tratamento oferecidas pelo estado são precárias, e as despesas particulares enormes. Se aprovada, a lei entrará em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros retroativos a 1º de janeiro de 2013.

(Extra)

Carta enviada pelo Santander causa confusão entre servidores municipais do Rio

Uma carta enviada pelo banco Santander aos servidores da Prefeitura do Rio está deixando o funcionalismo municipal com a pulga atrás da orelha. No comunicado, a instituição que administra a folha de pagamento da prefeitura informa que a conta-salário, na qual os funcionários recebem seus vencimentos, é de uso restrito e “não pode ser movimentada por cheque”.

Alguns funcionários acreditam que isso possa significar a perda de algumas vantagens oferecidas desde 2006, quando o Santander passou a administrar a folha de pagamento da prefeitura. Mas o banco, em nota, informou que não haverá mudança nos serviços prestados e que vantagens como talão de cheques com pelo menos 12 folhas, um extrato por mês emitido pelo caixa eletrônico, isenção de tarifas de manutenção da conta e uma transferência gratuita por mês serão mantidos.

— Tenho medo de perder os benefícios. Se houver mudanças, usarei a portabilidade bancária — disse uma servidora.

(Extra)

André Tererê, Godofredo Cláudio e João Vitor ‘Jv’ brilham no OX MMA Fortaleza

João Victor ‘JV’

Por Bruno Balacó

Para quem curte artes marciais, o OX MMA Event foi a pedida da noite de quinta-feira em Fortaleza. O evento atraiu milhares de espectadores que ocuparam boa parte dos assentos do ginásio Paulo Sarasate e vibraram com os combates. Abrindo a noite de lutas, Gildázio Oliveira e Thiago Freitas fizeram um duelo amarrado, que predominou no solo e sem muita ação. Thiago levou a melhor na decisão dos juízes. Na sequência, Izac Alves e Giovane Oliveira levantaram o público com um duelo de muita trocação. Na volta para o 2º round, Izac atropelou. Levou o oponente ao chão e conseguiu liquidar o combate com uma sequência de socos.

Na sequência, outro combate de muita trocação, entre Godofredo Cláudio e Hulk, que ficaram os 15 minutos do duelo em pé, trocando golpes. Hulk dominava o centro do octógono e tomava a inciativa dos ataques, enquanto Cláudio mostrava eficiência nas esquivas e na absorção dos golpes. No fim, vitória de Godofredo Cláudio por decisão dividida para a alegria do irmão do lutador, Godofredo Pepey, lutador do UFC. O público reprovou a decisão dos árbitros e o ginásio inteiro ecoou fortes vaias, que predominaram até a saída de Cláudio para os vestiários.

O 4º combate da noite foi uma atração à parte, envolvendo duas mulheres: Ilara Joana e Viviane Sucuri. Ilara foi melhor no 1º round, conseguiu uma montada, mas não teve forças para finalizar a luta. No 2º round, Sucuri voltou dominante, levou a adversária ao chão e conectou golpes contundentes do rosto da adversária, vencendo a luta por nocaute técnico.

A nota triste da noite ficou por conta da luta entre Danilo Mota e G.G. O duelo foi interrompido logo aos 26 segundo, quando Danilo foi atingido por um forte chute na perda. Ao cair, o atleta já sentiu que havia se lesionado gravemente e o juiz deu a luta por encerrada. Resultado: vitória de G.G por decisão técnica. Danilo foi prontamente atendido pelos paramédicos, teve a região atingida rapidamente imobilizada e deixou o octógono sob aplausos e de maca.

João Vitor e Arlen Ribeiro fizeram o duelo mais eletrizante do card preliminar. Em três rounds de trocação franca, com repertório variado de golpes de muay thai, os dois lutadores alternaram grandes momentos no combate. No fim, prevaleceu a regularidade de JV, que, por vezes, esteve perto de faturar a vitória por nocaute técnico. Mas o triunfo veio por decisão unânime dos juízes.

Fechando o card preliminar, a revanche entre André Tererê x Cleiton Trussu. E dessa vez deu Tererê, vingando a derrota sofrida no Brazilian King Fighter, em Fortaleza, em maio de 2012. Melhor na trocação ao longo dos 3 rounds, deixando o rosto do oponente bastante castigado, o  atleta da Dragon Fight União saiu vitorioso.

Resultados do Card preliminar
André Tererê venceu Cleiton Trussu por decisão unânime dos juízes
João Vitor ‘Jv’ venceu Arlen Ribeiro por decisão unânime dos juízes
G.G vence Danilo Mota por decisão técnica aos 26 segundos do 1º round
Viviane Sucuri vence Ilara Joana por nocaute técnico aos 2:35 no 2º round
Godofredo Cláudio vence Hulk por decisão divivida dos juízes
Izac Alves vence Giovane Coiote por nocaute técnico aos 17 segundos do 2º round
Thiago Freitas vence Gildázio Oliveira por decisão unânime dos juízes

Via http://blog.opovo.com.br/clubedaluta/

O passo a passo da maracutaia Globo-Net-Sky nos EUA

O Miguel do Rosário, em seu blog O Cafezinho, topou com uma estranha empresa que pertenceria à Rede Globo, nos EUA, mencionada no processo de concordata que a empresa sofreu, no início da década passada, nos Estados Unidos.

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Era a DTH Usa Inc, que é citada neste processo como “podendo valer milhões de dólares”.

Ninguém fora da Globo sabia, até agora, desta DTH Usa, Inc.

Bem, DTH quer dizer “Direct to Home”, nome usado para as operadoras de televisão via satélite, as mini-parabólicas que todo mundo conhece hoje.

Falando com Miguel, fui avançando na história desta empresa.

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E o que obtive é – ou deveria ser -de grande interesse para o Cade, que aprovou a fusão entre a Sky e a DirectTV no Brasil.

A DTH Usa Inc foi criada em setembro de 1996, sob as leis do estado americano de Delaware e registrada na Flórida, tendo como diretores os senhores Roberto Pinheiro e Emilio Pascual. O primeiro dá como endereço o centro administrativo da Globo, no Leblon;  o segundo o da Net-Sat, em Cerqueira César, São Paulo.

Trata-se, portanto, de um negócio das Organizações Globo, não um arranjo de esperteza medíocre como a empresa “fundada” pelo Ministro Joaquim Barbosa, para comprar um apartamento de  novo rico na cidade das celebridades, Miami.

Em novembro do mesmo ano, surge a Sky, operadora de DTH no Brasil, numa sociedade entre as  Organizações Globo, a British Sky Broadcasting, a News Corporation e a Liberty Media International.

Claro, mera coincidência.

No ano seguinte, segundo os registros feitos na Flórida, aparece a figura do sr. Paulo Mendes, diretor da NET Serviços de Comunicação S/A, que dá também o endereço da sede global localizada no Leblon.

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Ele é registrado como vice-presidente da empresa offshore e oferece o mesmo endereço da Globo no Leblon nos documentos.

Hoje, é um dos principais dirigentes da emissora e nas horas vagas exerce o cargo de vice-presidente do Botafogo de Futebol e Regatas.

E segue a saga da DTH Usa, Inc.

Em 1999, desaparece Emilio Pascual e ficam apenas Roberto e Paulo Mendes como presidente e vice-presidente da empresa.

Apenas dois dias depois do registro dessa nova composição diretiva, a secretária responsável pelos registros, a americana Cynthia Hicks, renuncia ao cargo na direção da empresa.

A empresa fica no “freezer” durante ao ano de 200o e ressurgiu em 2001, já agora “dirigida” pela advogada Valdenise Menezes, que trabalhou na Infoglobo e hoje écontroller da Gol e por um até agora desconhecido Jorge Vieira de Souza.

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O endereço de Valdenise é o da sede administrativa da Globopar e o de Jorge, o da Rua do Verbo Divino, 1356,  na Chácara Santo Antonio, São Paulo.

Jorge desaparece no ano seguinte, sendo substituído por Luiz Carlos de Souza Sá, que oferece como endereço a rua Professor Manoelito de Ornellas, 303, 8° andar, bem próximo à sede paulista da Net.

Em 2006, porém, tudo muda.

Saem os funcionários da Globo e entra Michael Hartman, vice presidente da Direct TV Latin America.

 

O documento é registrado em 3 de julho de 2006.

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E ele fecha a DTH Usa, Inc.

Mera coincidência?

O Cade havia aprovado, em 25 de maio, a fusão entre a Sky e a Directv, que passou a ser a controladora da emissora.

Em agosto de 2006 a Sky adquire juridicamente o status de controlada da Directv, que tem ligações completas com o grupo de Rupert Murdoch, da News Corporation.

Está evidente que a DTH Usa, Inc. desempenhava papel importante nos negócios da Sky, tanto que foi transferida quando a Globo deixou de ter o controle acionário da empresa de TV brasileira.

Qual era esse papel?

Isso está nas informações dadas ao Cade?

Os negócios feitos por ela relativos a atividades desenvolvidas no Brasil estão registrados na Receita Federal e pagaram impostos?

A empresa é registrada em Delaware não por acaso. O estado é um “paraíso fiscal” dentro dos EUA, onde são feitos milhares de negócios, desde grandes corporações até traficantes de armas russos e ladrões de todo tipo, como destaca o The New York Times.

A CT Corporation System, que serve de endereço e plataforma legal para a DTH Usa, Inc. é um grande galpão, da foto, em Willmington, que abriga, segundo o Times, nada menos que 285 mil empresas!

O endereço não podia ser mais irônico: Orange Street, 1209. Rua Laranja, 1209.

Porque a Globo escondia essa  empresa “de fachada”, colocando e retirando homens e mulheres de confiança da empresa como diretores “fantasmas”, já que era nas subsidiárias da Globopar que trabalhavam?

A DTH Usa Inc. fazia negócios aqui, através de outras empresas sediadas em Delaware. Em breve, o Cafezinho de Miguel do Rosário trará novas informações sobre isso.

Será que fraude no Brasil, usando empresas offshore não é crime?

Ou crime é só o que cometem funcionários de oitavo escalão, quando surrupiam processos de sonegação fiscal da Globo?

José Eduardo Cardoso, o ministro da Justiça,  que peitou Serra para garantir as investigações do Cade sobre o caso Siemens-Alstom, vai ter coragem de mandar o Cade apurar o que é a DTH Usa, Inc. parte do negócio de fusão que o órgão aprovou? 

(Fernando Bezerra, Via Tijolaço)

Vizinha afirma ter visto PM pular muro de família assassinada em SP

Uma vizinha disse ter visto duas pessoas — entre elas, um policial militar fardado — pularem o muro da casa do casal de PMs Andreia Bovo Pesseghini e Luís Marcelo Pesseghini, por volta das 12h de segunda-feira (5), e comentarem que a família estava morta.

— Ele falava que ele entrou na casa e viu todo mundo morto. E saiu. Só que daí, eles saíam e não veio ninguém. Só às sete horas da noite que veio aparecer alguém. [sic]

Segundo a polícia, a corporação só foi notificada após as 18h de segunda-feira.

Andréia, o marido, o filho deles — Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos — a mãe e uma tia-avó foram encontrados mortos,em casa, por volta das 18h de segunda-feira (5).

Para as polícias Civil e Militar, o autor do crime foi o filho do casal.

A mulher diz não acreditar que o menino tenha sido o assassino da família e afirma que o alvo era a mãe.

— Eu sabia que ela estava investigando alguma coisa errada aqui na Freguesia do Ó.

Ainda segundo o relato, ela foi encontrada “de joelhos” porque teria implorado para não atirarem.

Além disso, a vizinha diz que um Meriva de cor prata estava rondando a casa com frequência, há meses, e passando informações sobre a cor da casa, do carro e quem entrava e saía.

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Banco Central abre 15 vagas para procurador

 

Banco Central do Brasil abriu concurso público para 15 vagas de procurador. Deste total, uma é reservada aos candidatos com deficiência. O salário é R$ 15.719,13 para jornada de trabalho de 40 horas semanais. As vagas são para Brasília (14) e Belém (1).

No site do Cespe/UnB, é possível ver o edital (acesse o edital).

Banco Central
Inscrições
De 9 a 22 de agosto
Vagas
15
Salário
R$ 15.719,13
Taxa
R$ 195
Provas
6 de outubro

Para concorrer, os candidatos deverão possuir diploma de conclusão de curso de graduação de nível superior de bacharelado em direito, inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e comprovação de, no mínimo, dois anos de prática forense.

As inscrições podem ser feitas entre 9 e 22 de agosto pelo site www.cespe.unb.br/concursos/bacen_13_pgbc. A taxa é R$ 195,00.

O concurso público terá duas etapas. A primeira está dividida em prova objetiva, inscrição definitiva, três provas discursivas, prova oral, além de avaliação de títulos. A segunda etapa será composta de Curso de Formação.

A prova objetiva, com duração de 5 horas e prevista para ocorrer em 6 de outubro, no turno da manhã, a inscrição definitiva, as provas discursivas, a entrega dos títulos, a entrega da documentação relativa à vida pregressa e, ainda, a perícia médica dos candidatos que se declararem com deficiência serão realizadas nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Já a prova oral e o Curso de Formação acontecerão em Brasília.

Na data provável de 20 de setembro, será publicado no DOU e divulgado na internet, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/bacen_13_pgbc, edital que informará a
disponibilização da consulta aos locais e ao horário de realização da prova.

(G1 Concursos)

Entenda os benefícios da nova lei dos concursos para os candidatos

Por Lia Salgado*

O Projeto de lei do Senado (PLS) 74/2010, já chamado de “a lei geral dos concursos”, foifinalmente aprovado no Senado Federal e, esgotado o prazo para recursos em 12 de julho, poderá seguir para a Câmara, onde deverá ser votado. Veja aqui a tramitação completa.

Mande dúvidas sobre concursos no espaço para comentários; perguntas selecionadas serão respondidas em coluna quinzenal

Somente para a União
Apesar da proposta inicial expressa na ementa do projeto – “Cria regras para a aplicação de concursos para a investidura em cargos e empregos públicos no âmbito da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal” -, o PLS sofreu alterações por questões de competência legislativa (quem pode legislar sobre qual assunto) e resultará numa lei que abrange somente concursos públicos na administração pública federal, direta e indireta.

Essa restrição quanto à aplicação da futura lei frustra um pouco a expectativa dos candidatos, que não terão as mesmasgarantias quando participarem de concursos estaduais ou municipais.

Aprovado dentro das vagas do edital
Há questão de uma década, o candidato a um cargo público – mesmo aprovado dentro das vagas oferecidas no edital – tinha mera “expectativa de direito à nomeação. Cabia à administração pública decidir se deveria ou não fazê-lo. Era essa a regra, embora injusta, a que todo candidato se submetia quando escolhia participar de algum concurso público.

Com o passar do tempo, diversos candidatos, inconformados com a situação, acionaram o Judiciário para proteger um direito que não existia na lei, mas era bastante razoável. Afinal, são meses ou anos de dedicação, investimento financeiro e privações, em busca de algo que mais parecia uma miragem, já que a administração poderia não considerar conveniente convocar o candidato.

Foi o que percebeu o Judiciário e, aos poucos, as decisões dos tribunais superiores passaram a convergir no sentido de que havia, sim, direito à nomeação/contratação, dentro do prazo de validade do concurso (incluindo a prorrogação, se houvesse) para o candidato aprovado dentro das vagas oferecidas no edital.

Em 10 de agosto de 2011, o STF acabou definitivamente com a controvérsia quando julgou um recurso extraordinário e decidiu, com repercussão geral, que o candidato aprovado em concurso público dentro do número de vagas tem direito à nomeação durante o prazo de validade do concurso. Traduzindo, reconheceu o direito do candidato naquele caso, obrigando a aplicação do mesmo entendimento para todos os processos sobre a questão.

Na nova lei
Infelizmente, nos últimos movimentos do Senado, foi retirada da lei essa garantia ao candidato aprovado, apesar de exigir, em seu art. 64, a justificativa para o não preenchimento das vagas: “§ 1º O fim do prazo de validade do concurso sem que os aprovados remanescentes sejam nomeados ou contratados exige fundamentação formal, objetiva e suficiente por parte da Administração.”

Permanece obrigatória a aplicação do entendimento do STF.

Aprovado em cadastro de reserva
O candidato aprovado em cadastro de reserva, ou seja, vagas que não existem no momento do edital, têm mera expectativa de direito à nomeação/contratação, dependendo do surgimento de novas vagas durante o prazo de validade do concurso.

Mas, há exceções. O Judiciário tem entendido que no caso de haver terceirizados (e servidores cedidos, em desvio de função) ocupando vagas  que deveriam ser preenchidas por concurso público, o aprovado em cadastro de reserva passa a ter direito à nomeação/contratação.

Na nova lei
O PLS define, expressamente, esse direito, no parágrafo 1º do art. 61: “Os aprovados em número excedente ao das vagas inicialmente previstas no edital possuem direito à nomeação ou contratação, limitada pelo prazo de validade do concurso, em caso de demonstração inequívoca da administração quanto à necessidade de admissão de pessoal, inclusive pela contratação de agentes temporários ou prestadores de serviços terceirizados para o desempenho de funções inerentes aos cargos ou empregos do concurso.”

Concurso somente para cadastro de reserva
Alguns órgãos e instituições públicas alegam dificuldade para definir o número de vagas e insistem em realizar concursos apenas para cadastro de reserva. Nesse caso, cabe ao candidato assumir o risco, pagar taxa de inscrição e se preparar para concorrer a um cargo sem saber sequer qual é a oferta de trabalho da administração – que poderia até ser nenhuma (zero vagas).

Recentemente, alguns julgados têm obrigado a administração a, nesses casos, nomear/contratar ao menos 1 candidato, quando realiza concurso somente para cadastro de reserva. Mas, convenhamos, ainda é algo extremamente desrespeitoso com pessoas que investem na sua qualificação almejando uma possibilidade de emprego que, depois, descobrem ser de 1 vaga e somente conquistada por meio de ação judicial, com mais investimento financeiro e dispêndio de tempo.

Na nova lei
Nesse sentido, a nova lei será realmente um alento, proibindo a realização de concursos somente para cadastro de reserva ou com oferta simbólica de vagas, no caso, menor do que 5% das vagas existentes para o cargo. Isso equalizará a relação candidato/administração.

Além disso, o projeto prevê a obrigatoriedade de o órgão ou entidade divulgar em sua página na internet o número de cargos ou empregos vagos em seus quadros e previsão de concurso, se houver. Isso trará maior transparência e permitirá aos candidatos saberem, antecipadamente, quais concursos poderão acontecer.

Abertura de novos concursos
Os candidatos a concursos sofrem com a publicação de um novo edital com oferta de vagas, enquanto ainda há aprovados em cadastro de reserva. Muitos se organizam em grupos e tentam obter seus direitos judicialmente.

Na nova lei
A abertura de novo concurso durante a validade de concurso anterior vai gerar direito à nomeação dos excedentes (art. 64, § 2º) e isso será uma segurança para os aprovados.

Prazo entre edital e prova
Atualmente, os candidatos precisam iniciar a preparação antecipadamente – ao menos das matérias básicas – porque são muitas disciplinas cobradas de maneira bastante profunda. Isso não mudará.

Na nova lei
Entretanto, com a obrigatoriedade de haver o mínimo de 90 dias entre a publicação do edital e a realização da prova, o candidato tem a garantia de quanto tempo terá para estudar disciplinas específicas e outras mudanças de conteúdo que sejam trazidas pelo edital.

Direitos garantidos
Se a nova lei for realmente promulgada nos termos em que está, os candidatos não precisarão mais ingressar em juízo para garantir os direitos expressos no texto legal. Esse recurso será necessário apenas em casos excepcionais em que algum órgão ou instituição teimar em descumprir o que está amparado em lei. Mas aí, será apenas o caso de exigir cumprimento de lei, em vez de caber ao candidato o ônus de convencer o julgador da razoabilidade do seu pleito.

Veja a seguir outros pontos importantes do PLS 74/2010:
Vale somente para concursos da União, suas autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista, e das demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União
Prazo mínimo de 30 dias para a inscrição, a partir da publicação do edital
Taxa de inscrição de no máximo 3% o valor da remuneração inicial do cargo ou emprego público
Prazo de 90 dias no mínimo entre o edital e a prova
Obrigatoriedade de constar do edital a lei do cargo ou emprego, e regulamentos
Obrigatoriedade de constar do edital a remuneração inicial, discriminando se há parcelas fixas e variáveis e os limites de variação
Requisitos para ocupar o cargo só poderão ser exigidos no momento da convocação
Data da prova só poderá ser alterada por razões de interesse público
Garantia de devolução da taxa de inscrição em caso de adiamento, anulação ou cancelamento do concurso
Reserva de vagas em percentual mínimo de 10% e máximo de 20% para pessoas com deficiência
Obrigatoriedade de aplicação de prova escrita em pelo menos 1 capital da região onde houver mais de 50 candidatos inscritos
Candidata grávida poderá realizar a prova física em até 180 dias após o parto, sem prejuízo de sua participação nas outras etapas do concurso
Organizadoras deverão responder a questionamentos de pretendentes ao cargo em 10 dias (desde que solicitados até 10 dias após o edital)
Prova em horário especial por motivo de religião, respeitado o sigilo
Prova oral será apenas classificatória
Alteração de gabarito ou anulação de questão pela banca deverá ser justificada
Prazo mínimo para recurso será de 5 dias
Resposta aos recursos deverá ser objetiva, clara e fundamentada
Pessoa que elaborar a questão não poderá examinar recurso sobre a mesma
Recursos contra provas discursivas ou orais não poderão resultar em redução de nota
Questões fora do conteúdo previsto no edital ou contrárias à bibliografia indicada deverão ser anuladas
Questões de conteúdo irrelevante para o exercício do cargo deverão ser anuladas
Judiciário poderá examinar legalidade de questões e/ou critérios de correção, com base na lei
Instituições organizadoras deverão manter na sua página na internet, por tempo indeterminado, todas as provas (e gabaritos) já realizadas em concursos públicos
Candidato aprovado pode pedir para ir “para o fim da fila” (desde que o faça antes da nomeação/convocação para contratação)
Se um candidato desistir da vaga, o aprovado imediatamente posterior deverá ser nomeado/convocado

*Lia Salgado, colunista do G1, é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”

TSE suspende o repasse de dados de eleitores à Serasa

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quinta-feira (8) que o diretor-geral da corte, Anderson Vidal, suspendeu a efetividade do convênio assinado com a Serasa e que previa repasse de dados cadastrais de eleitores para a empresa. O acordo determinava ainda que, em troca, a Serasa fornecesse ao TSE mil certificados digitais, ferramenta que permite a usuários cadastrados consultar o teor de processos judiciais.

Os dados de que trata o convênio são nome do eleitor, número e situação da inscrição eleitoral, além de eventuais óbitos. O acordo também prevê validação do nome da mãe e da data de nascimento.

Depois de ofício do diretor-geral suspendendo o acordo, a Corregedora Eleitoral, ministra Laurita Vaz, também deu despacho nesta quinta ratificando a suspensão de forma cautelar (provisória) “até ulterior deliberação”, ou seja, até uma futura decisão do plenário. Para ela, há risco de quebra de sigilo de dados de eleitores.

“Entendo, em juízo prelibatório, haver risco de quebra do sigilo de informações que estão a mim confiadas, as quais, por ora, ainda estão preservadas. Ante ao exposto, determino, em caráter cautelar, a suspensão da execução do acordo.”

Laurita Vaz afirmou que desconhecia o contrato firmado durante a gestão da antecessora Nancy Andrighi pela diretoria-geral do tribunal. Ela destacou que a diretoria é “diretamente subordinada à Presidência” e que, pelo regimento, é “responsável pela formalização de acordos.

“Depois de obter decisão favorável da então Corregedora Geral, minha antecessora, o senhor diretor-geral efetivou a cooperação técnica com a referida empresa”, afirmou no despacho.

Laurita argumentou, porém, que como corregedora precisaria avalizar o acordo e que, em razão dos riscos aos eleitores, optou pela suspensão.

Na quarta, o tribunal explicou que, apesar do convênio ter sido publicado no “Diário Oficial da União”, nenhuma informação foi repassada à Serasa, porque o acordo ainda não foi efetivado.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou também na quarta que o compartilhamento de informações de eleitores “não é aceitável”. Ela disse que não havia sido informada sobre o convênio, porque ele foi elaborado pela Corregedoria do TSE, que tem total autonomia na gerência dos dados do cadastro eleitoral.

“Compartilhamento de informações nós não aceitamos de jeito nenhum, nem para fins judiciais, às vezes, que não sejam explicados. Mas, realmente, isso não é aceitável”, disse.

Mais cedo, no mesmo dia, Cármen Lúcia defendeu a suspensão do acordo com a Serasa e defendeu que o plenário do tribunal deveria decidir sobre o assunto. 

A ministra disse ainda que a corregedoria é “órgão sério”, mas pode ter se precipitado. “Eu nem sei o que aconteceu. Como eu disse, não posso dizer nada. Mas a Corregedoria é um órgão sério e eu não imagino nenhuma irregularidade. Imagino que deva ter sido feito um estudo e eles se precipitaram, talvez.”

Vice-presidente do tribunal, o ministro Marco Aurélio Mello, frisou ter ficado “pasmo” com a situação. “Tempos muito estranhos nós estamos vivendo no Brasil. O TSE é depositário de dados e dados cobertos pelo sigilo”, disse Mello antes da sessão do STF de quarta.

Durante evento do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ter certeza de que o tribunal agiu com cautela. “Eu não tenho conhecimento dos detalhes desse convênio firmado, mas tenho certeza de que o TSE, como sempre, terá sido muito cauteloso no sentido de proteger os dados dos eleitores brasileiros.”

(Mariana Oliveira, G1 Brasília)

Senador Ivo Cassol (PP) é condenado por fraude em licitações

O plenário do Supremo Tribunal Federal(STF) condenou nesta quinta-feira (8) por unanimidade – dez votos a zero – o senador Ivo Cassol (PP-RO) pelo crime de fraude em licitações. O parlamentar poderá recorrer em liberdade ao próprio Supremo.

O tribunal também condenou outras duas pessoas: o ex-presidente da comissão de licitações de Rolim de Moura (RO) Salomão da Silveira e o ex-vice-presidente da comissão Erodi Antonio Matt. O Supremo absolveu os três, porém, do crime de formação de quadrilha. 

O tamanho das penas ainda será definido pelos ministros. A relatora, ministra Cármen Lúcia, propôs pena de 5 anos, 6 meses e 20 dias no regime semiaberto. O revisor, ministro Dias Toffoli, propôs 4 anos, 8 meses e 26 dias. Os demais ministros votavam até a última atualização desta reportagem. O crime de fraude em licitações tem pena entre dois e quatro anos de prisão e multa, no entanto, relatora e revisor entenderam que 12 licitações foram fraudadas e aumentaram a pena.

Pelo entendimento do Supremo, Cassol poderá recorrer em liberdade até o julgamento do segundo recurso. Foi o que aconteceu no caso do deputado federal Natan Donadon, preso desde o fim de junho. Ainda será definido se Cassol deverá perder o mandato automaticamente quando o processo terminar, ou seja, quando não couber mais nenhum recurso.

A Lei da Ficha Limpa não prevê inelegibilidade para crimes contra a lei de licitações, somente para crimes contra a administração pública. Se for interpretado que fraude a licitações, embora não tipificado no Código Penal como crime contra a administração pública, é causa de inelegibilidade, Cassol poderá ficar inelegível por oito anos depois do fim do mandato, que termina em 2019. Portanto, a inelegibilidade iria até 2027.

Os três condenados foram acusados de fraudar licitações e direcionar os processos a empresas de pessoas próximas entre 1998 e 2002, quando Cassol era prefeito de Rolim de Moura.

Durante sustentação oral na quarta, o advogado Marcelo Leal, que defende o senador Ivo Cassol, afirmou que a acusação feita pelo Ministério Público contra seu cliente apresenta“mentiras deslavadas”. Marcelo Leal também é advogado do deputado Pedro Henry (PP-MT), condenado no processo do mensalão.

Na quarta (8), a relatora do processo, Cármen Lúcia, havia votado pela condenação do parlamentar, mas o julgamento foi suspenso. Ao ser retomado nesta quinta, os ministros Dias Toffoli, Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa acompanharam a decisão de condenar Cassol por fraudes. O ministro Luiz Fux não votou porque atuou no processo quando era magistrado do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ao todo, nove pessoas foram acusadas pela Procuradoria Geral da República pelos crimes de fraude em licitações e formação de quadrilha, sendo seis empresários que teriam sido beneficiados. Dos dez ministros que votaram, cinco entenderam que, embora tenham sido beneficiados, não tiveram intenção de fraudar as licitações. Outros cinco decidiram que dos seis, quatro deveriam ser condenados. Houve empate, e o plenário decidiu pela absolvição de todos.

Revisor do processo, Toffoli afirmou em seu voto nesta quinta que houve direcionamento do processo licitatório a empresas de “amigos” de Cassol. “O fracionamento da licitação e a carta-convite tornam mais sólidos os argumentos da acusação e demonstram nitidamente a intenção de direcionamento do certame a amigos do administrador municipal.”

Para o ministro, “não se pode afastar a responsabilidade” de Cassol porque ele escolheu as empresas que seriam beneficiadas pela comissão de licitações da prefeitura. “Não se está a cuidar de responsabilização de chefe do Poder Executivo por atos de prepostos. Os atos dos prepostos tinham finalidade de atender os anseios particulares de quem os nomeou.”

As acusações
A denúncia foi enviada ao STJ pela Procuradoria Geral da República em 2004, quando Cassol era governador de Rondônia. Governadores só podem ser julgados no STJ. Quando ele virou senador, em 2011, o caso foi para o Supremo porque parlamentares só podem ser processados criminalmente na Suprema Corte.

De acordo com a Procuradoria, os nove réus “de 1998 a 2002, associaram-se de forma estável e permanente […] com o propósito de burlar licitações feitas pela prefeitura”.

A Procuradoria afirmou, nas alegações finais, que as empresas tinham relações entre si ou com Ivo Cassol. “Apesar de não terem maquinário necessário à execução das obras e serviços de engenharia, participaram e sagraram-se vencedoras nas licitações.” O procurador também acusa as empresas e o senador de terem obtido vantagens indevidas.

O processo está sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia desde 2011. No último dia 25 de junho, foi encaminhado ao revisor, Dias Toffoli. Em 28 de junho, ele liberou o processo para julgamento do plenário informando que, se a análise da ação penal não ocorresse até o próximo dia 17 de agosto,  o senador não poderia mais ser punido.

(Mariana Oliveira, G1 Brasília)

José Guimarães dispara: “PT fica com CID em qualquer circunstância”

O líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães, garantiu que o PT apoiará o candidato do governador Cid Gomes a sucessão estadual. A revelação foi feita durante visita a Região do Cariri, no último final de semana. Questionado posteriormente sobre a informação, o petista desconversou e ressaltou que discutirá eleições só em 2014.

 

A interpretação dessa revelação é que mesmo que o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) participe da corrida presidencial, e o PT Nacional se alie ao PMDB para trabalhar pela reeleição da presidente Dilma Rousseff, no Ceará, os petistas estarão com Cid, em uma aliança informal. Como moeda de troca, o PT apoiando o candidato de Cid, o PSB apoiaria Guimarães na candidatura ao Senado.

 

Nesse cenário, o peemedebista Eunício Oliveira, candidato ao Abolição, terá que se aliar ao PSDB de Tasso Jereissati, mesmo contra sua vontade. Para não confrontar o PMDB, ainda, Guimarães tem sugerido nos bastidores, que Eunício trate bem o PT, se quiser que uma aliança seja construída no Ceará.

(Ceará News)

Vereador Deodato Ramalho defende PT na oposição a Cid Gomes em 2014

Penso que essa aliança com PSB não atende mais às necessidades tanto do PT, quanto do próprio Estado do Ceará. É preciso entender que o PSB de hoje, aqui no Ceará, não em mais qualquer identidade com os postulados de esquerda. Com o domínio dos irmãos Ferreira Gomes, passou a ser um partido governista e nada mais do que isso’’, desabafou o petista, que reconhece, porém, a proximidade dos irmãos Cid e Ciro Gomes com a presidente Dilma Rousseff como caminho para manutenção da coligação entre PT e PSB.

O quadro nacional, segundo ele, terá influência direta na sucessão estadual. “É evidente que, nesse sentido, barganharão (Cid e Ciro) apoio a presidenta Dilma, caso os ventos soprem a favor da sua reeleição. Objetivamente, há um sentimento de boa parte da  militância do PT e de inúmeros segmentos de fora do PT, e nossos simpatizantes, que clamam por esse rompimento e a criação de um novo polo de poder alternativo a esse grupo oligárquico que hoje governa o Ceará’’, observou.

Ecos de 2012

Deodato considera que se não houvesse nenhuma razão político-ideológica para esse rompimento, o conflito na disputa pela Prefeitura de Fortaleza em 2012, já seria mais do que suficiente para esse rompimento.

“É deseducativo o processo que estamos vivendo. No triunvirato que domina o grupo palaciano, dois atacam violentamente o PT e nossas principais lideranças, aí incluídos o ex-presidente Lula e presidenta Dilma. Há, nitidamente, um jogo de oportunismo desmoralizante”.

O problema em Fortaleza, na interpretação do parlamentar petista, ‘’não foi a eleição em si, mas a escancarada fraude perpetrada, com as práticas mais atrasadas do velho coronelismo. Nem na minha infância e adolescência, mesmo no interior do Ceará, ao tempo da Arena, vi coisa igual’’.

Sem aliança com o PSB , defende candidatura própria ao Governo. ‘’Temos bons nomes, entre os quais o senador José Pimentel, a ex-prefeita Luizianne Lins, o deputado federal Artur Bruno. Não sendo possível, na conjuntura do possível, defendo o acordo com o PMDB e o PR, já que, ambos, estão também no nosso arco de aliança nacional. A atual aliança nos coloca como aquela situação do sapo que é expulso de casa. O dono da casa o enxota e ele volta’’, observou.

Ao ser questionado sobre o destino da ex-prefeita Luizianne Lins na corrida eleitoral, Deodato expõe, a exemplo de outros militantes do PT, uma distante ligação com a hoje professora universitária. ‘’Sinceramente, não sei o que pensa, nesse sentido, a ex-prefeita. Dialogamos com a corrente dela, a Democracia Socialista, e esperamos que estejamos juntos no PED e nas posições para 2014. Pessoalmente, caso ela não seja candidato ao governo do Estado, penso que deveria disputar a cadeira de deputada federal’’, recomenda.

Fonte: Jornal Grande Porto

“Caminhada com Maria” acontece dia 15/08 (quinta), em Fortaleza

Cerca de dois milhões de pessoas vao se reunir em Fortaleza na “Caminhada com Maria” na próxima quinta-feira, 15, na décima primeira edição do evento. O ponto de encontro para saída da caminhada será o Santuário Nossa Senhora da Assunção, na Barra do Ceará, de onde a população sairá às 14h, indo em direção à Catedral Metropolitana, com previsão de chegada às 19h30min. Ao final da caminhada, haverá a coroação de Nossa Senhora da Assunção, padroeira de Fortaleza.

A Caminhada com Maria é um evento católico que atrai fiéis de outros estados do País. De acordo com a organização, o tema da caminhada este ano será “Maria no Caminho da Fé”. O lema será “Feliz aquela que acreditou”, reproduzindo o percurso feito na origem de Fortaleza durante a colonização portuguesa.

Ainda segundo os organizadores, durante a caminhada haverá um show pirotécnico na Praça Marcílio Dias, próximo à Igreja de Santa Edwirges, e na chegada, a coroação de Nossa Senhora da Assunção.

A Prefeitura de Fortaleza em parceria com o Governo do Estado estarão atuando na segurança do evento.

(O Povo)

Veterano Bob Sapp é a grande atração de hoje no OX MMA Fortaleza

Fortaleza recebe, esta noite, mais um grande evento de artes marciais, o OX MMA, que vai esquentar (literalmente!) o Ginásio Paulo Sarasate, a partir das 20h. Os grandes astros da noite de lutas serão o gigante norte-americano Bob Sapp e o brasileiro Edson Conterrâneo, que duelam no combate principal. Além deles, outros grandes nomes do MMA cearense estarão no octógono, como Willamy Chiquerim e Andrezinho Nogueira, que fazem a terceira luta mais importante, certamente a mais aguardada pelo público local. Depois deles, será a vez de Júnior Killer enfrentar Erezinho e Carlos Índio (campeão do BKF) encarar o francês Gary Kono. A arbitragem ficará a cargo de Mário Yamasaki, um dos principais árbitros do quadro do UFC.

Grande atração do OX MMA (mais uma vez, literalmente), Bob Sapp protagonizou a “luta do século” no Pride Shockwave de 2002, quando perdeu para Rodrigo Minotauro em uma luta histórica no Japão. Por isso, antes do duelo contra Conterrâneo, o norte-americano e o brasileiro vão subir ao octógono para rever a batalha épica. Naquele ano, os rivais fizeram uma luta, pelo menos nas medidas, bastante desequilibrada: Minotauro tinha 1,90m e 104kg, e Bob Sapp, 1,96m e 171kg. Após ser castigado no primeiro round, o brasileiro aproveitou o cansaço do gigante e o venceu com uma chave-de-braço. O fã de MMA que pretende assistir ao evento, pode comprar ingressos nas lojas Ferrovia. Há bilhetes para cinco setores: arquibancada (R$ 30), cadeira azul (R$ 50), cadeira Semi Vip (R$ 70) e mesa Vip para 4 pessoas (R$ 1 mil, com open bar).

(O Estado)

OX MMA Event Fortaleza: tudo pronto para este impactante evento

Aconteceu nesta nesta quarta-feira (7) a pesagem oficial do OX MMA Event, que acontece às 20 horas desta quinta (8), no ginásio Paulo Sarasate. Na luta principal, o folclórico Bob Sapp, veterano no Pride, enfrenta o paulista Edson Conterrâneo, em duelo de “Super Pesados”.

Bob Sapp ainda não chegou em Fortaleza e, por isso, não compareceu para subir à balança, que teve como principal atração a presença vip de Minotauro Nogueira. Mário Yamasaki, árbitro brasileiro do UFC, vai arbitrar as lutas principais e também estava na pesagem.

Protagonistas de uma das lutas mais aguardadas do evento, Willamy Chiquerim e Andrezinho Nogueira roubaram a cena. Ambos bateram o limite da categoria Leve (até 70kg). Chiquerim, visivelmente abatido pela grande perda de peso contou com o apoio dos amigos presentes no ginásio Paulo Sarasate. Andrezinho, por sua vez, teve que ouvir os gritos de “uh, vai morrer”.

Em entrevista, Chiquerim falou sobre o duelo. “As expectativas são as melhores possíveis. Estou muito empolgado, era uma luta que eu queria há muito tempo estou e treinando bastante”, disse. Perguntado se a estratégia vai ser usar a luta em pé, ele desconversou: “Só na luta vamos ver. Mas estou preparado para tudo”.

Na semana passada, o portal Tribuna do Ceará publicou uma entrevista com Andrezinho Nogueira, que falou sobre a preparação para o “tira-teima” com Chiquerim. Eles já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado. O último duelo foi em 2006.

Ingressos

As entradas para o OX MMA Event podem ser adquiridas nas lojas Ferrovia (Shopping Iguatemi, Monsenhor Tabosa, Via Sul, North Shopping, Shopping Benfica, Caucaia e Maracanaú). Os preços são: R$ 30 (aquibancada), R$ 50 (cadeira azul), R$ 70 (cadeiras semi vip) e R$ 1000 (mesa VIP para quatro pessoas e open bar).

Card Principal

Bob Sapp x Edson Conterrâneo
Junior Killer x G.Soares
Andrezinho Nogueira x Willamy Chiquerim
Carlos Índio x Gary Kono
André Terere x Cleilson Trussu

Card preliminar

Ruthenilson “Hulk” x Godofredo Claudio
Arlen Ribeiro x João Vitor “JV”
Ilara Joanne x Viviane Sucuri
Izac Alves x Giovane Coiote
Danilo Mota x Carlos “Totó” Estevam
Gildázio Oliveira x Antonio Pompeu

(Tribuna do Ceará)

Ônibus cai de viaduto e mata sete pessoas em Itaguaí, no RJ

Ônibus caiu de viaduto em Itaguaí; pelo menos 7 morreram (Foto: Antônio Luis/Futura Press/Folhapress)

Um ônibus da Viação Itaguaí despencou de um viaduto conhecido como Tobogã, em Itaguaí, a 70 quilômetros ao sul do Rio, no fim da tarde desta quarta-feira (7). Segundo informações do Corpo de Bombeiros e da prefeitura, sete pessoas morreram, incluindo o motorista, e 29 ficaram feridas.

Até as 20h, não havia informações sobre a causa do acidente com o ônibus, que ficou de cabeça para baixo. A 50ª DP (Itaguaí), que vai investigar o caso, solocitou a presença de peritos no local.

Os feridos estão sendo levados para o Hospital Muncipal de São Francisco Xavier em Itaguaí; para a Unidade de Pronto Atendimento da cidade, onde quatro pessoas com ferimentos leves foram atendidas; Rocha Faria, em Campo Grande; e Pedro II, em Santa Cruz, onde estão, segundo a Secretaria municipal de Saúde, três mulheres que passarão por cirurgia.

Queda sobre ferrovia e igreja

O viaduto fica na Avenida Prefeito Isoldackson Cruz Brito e passa por cima de uma estrada de ferro, ao lado de onde caiu o ônibus, de uma altura de 15 metros.

A MRS, empresa que administra a ferrovia, informou não houve necessidade de a linha ser interrompida. A operadora informa que trens estão sendo desviados e operam com velocidade reduzida. Anteriormente, a empresa havia dito que a linha tinha sido bloqueda.

O veículo despencou sobre uma igreja que fica ao lado da estrada de ferro. Segundo os bombeiros, o local estava vazio.

Nove mortos na Av. Brasil em abril
O acidente lembra o ocorrido na Avenida Brasil, no dia 2 de abril, quando um ônibus despencou do Viaduto Brigadeiro Trompowski, próximo à Ilha do Governador. Nove pessoas morreram e várias ficaram feridas.

O motorista André Luiz da Silva Oliveira e o estudante Rodrigo dos Santos Freire, que teriam discutido com o veícuoo em movimento e causado a queda, foram denunciados pelo Ministério Público.

(G1 Rio de Janeiro)

Ministério Público pede a cassação de Roseana Sarney

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, concedeu nesta quarta-feira (7) parecer favorável à cassação da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e de seu vice, Washington Luiz Oliveira (PT), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2010 por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2010.

O processo estava na Procuradoria desde 2012 e faltava parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) para a matéria poder seguir para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ainda não há data para que o processo entre na pauta de julgamento.

O pedido de cassação foi feito pelo ex-governador maranhense José Reinaldo Tavares, após comprovação da aplicação de recursos da ordem de R$ 1 bilhão em convênios com os municípios às vésperas da eleição.

Segundo a denúncia, os recursos teriam sido usados para comprar o apoio de prefeitos e lideranças políticas, inclusive da oposição por meio da celebração de convênios e transferências de recursos aos municípios no ano da eleição.

Os repasses teriam se intensificado no mês de junho e nos três dias anteriores à convenção destinada à escolha do nome dos candidatos.

De acordo com o parecer de Gurgel, com 32 páginas, os convênios eram realizados em tempo recorde. “No prazo de dois dias, eles eram assinados, publicados no órgão oficial e o dinheiro creditado na conta do município, cujos saques, de acordo com notícia nos autos, eram feitos em espécie, diretamente na boca do caixa”, diz a acusação.

(Kamilla Dourado, via R7
 

RECORD LEVA GUERRA CONTRA GLOBO AO CONGRESSO

247 – A disputa entre as emissoras Globo e Record não está limitada à audiência. Com a denúncia de sonegação fiscal da TV carioca na compra de direitos autorais da Copa do Mundo de 2002, no valor de R$ 615 milhões, a bancada do PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, na Câmara Federal, formada por dez deputados, assinou nesta quarta-feira (7), o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a Rede Globo. 

O autor do pedido de criação da CPI, deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) foi, pessoalmente, à liderança do partido para pedir apoio dos parlamentares. Segundo o deputado do PCdoB, já há indícios suficientes para que a investigação seja aberta.

“Me foi encaminhado um volume de documentos e até hoje eu recebo documentos da gravidade dos fatos que envolvem as Organizações Globo. [Os documentos têm] relação a crime financeiro, crime tributário, a delitos que beiram a materialidade e autoria de corrupção, com vistas até da existência de comprovação de que o processo fiscal que tramitava na Receita Federal no Rio de Janeiro tenha desaparecido”, disse o deputado à reportagem do R7.

De acordo com o Protógenes, a CPI também quer investigar o repasse de verbas publicitárias do governo para as Organizações Globo. Segundo o parlamentar, como a Globo era suspeita de sonegação, não poderia receber verba pública.

Segundo o líder do PRB, George Hilton (PRB-MG), é importante que os partidos apoiem a investigação. De acordo com ele, quando um município está nestas condições não pode receber repasses do governo federal.

“Nós sabemos que qualquer órgão público ou prefeitura no nosso País fica impedido de receber verba quando tem algum problema, alguma questão que impede a liberação dos recursos. As prefeituras deixam de receber esses recursos que são fundamentais para a população. E não podemos admitir que uma empresa que tem problemas sérios com a Receita continue usufruindo de recursos públicos”, afirmou.

O autor do pedido começou a recolher as assinaturas antes do recesso. São necessárias 171 assinaturas para que o pedido seja protocolado na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Mas Protógenes não quis divulgar o número de assinaturas, para não intimidar os deputados que apoiam a iniciativa.

“Nós temos um número considerável de assinaturas. Eu não posso revelar até os nomes em respeito aos deputados apoiadores, afim que esses parlamentares não sofram pressões para retirar as suas assinaturas. Mas vamos conseguir o volume necessário”, disse.

Além do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), participaram da reunião os parlamentares Antonio Bulhões (PRB-SP), Cleber Verde (PRB-MA), George Hilton (PRB-MG), Johnathan de Jesus (PRB-RR), Márcio Marinho (PRB-BA), Oliveira Filho (PRB- PR-Suplente), Otoniel Lima (PRB-SP), Vilalba (PRB-PE) e Vitor Paulo (PRB-RJ).

(Brasil 247)

 

SERÁ QUE O JOVEM MARCELO PESSEGHINI É MESMO UM ASSASSINO?

247 – Num rito sumário e sem qualquer chance de defesa, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini foi transformado num bárbaro assassino. Apontado pela polícia civil de São Paulo como o principal suspeito da morte dos pais, da avó e da tia-avó, antes de, segundo a versão oficial, se suicidar, o garoto de apenas 13 anos e olhar doce perdeu também o direito à própria memória. Será lembrado como o jovem transtornado que, ainda segundo a polícia, pretendia se transformar num matador de aluguel.

Eis as evidências apresentadas pela polícia: (1) Marcelo teria dirigido o carro da mãe, no dia do crime; (2) teria confessado o plano de se tornar assassino de aluguel a um amigo adolescente (de idade não revelada); (3) teria sido filmado com uma mochila com as armas do crime.

Como Marcelo foi condenado e não está mais aqui para se defender, a imprensa comprou a versão da polícia e exibiu sua imagem sem a tarja usada para proteger a imagem de crianças e adolescentes.

Menos de 24 horas depois, no entanto, as evidências apresentadas pela polícia de São Paulo começam a ficar enfraquecidas.

Nesta quarta-feira, a polícia admitiu não ter imagens que comprovem que o jovem Marcelo estaria dirigindo o carro da mãe. “Pelas imagens, vemos apenas que é uma pessoa de camiseta branca e que passa calmamente com o veículo”, disse o delegado Itagiba Franco, o mesmo que apontou o garoto como o principal suspeito. “Mas outras imagens mostram o Marcelo saindo de onde o carro foi estacionado, com uma jaqueta, camiseta branca e mochila nas costas”, completou.

O fato mais grave, no entanto, foi apontado pelo coronel Wagner Dimas, que disse duvidar do envolvimento de Marcelo. Nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele afirmou que a policial militar Andréia Pesseghini, mãe de Marcelo, havia denunciado o envolvimento de policiais numa quadrilha ligada ao roubo de caixas eletrônicos. Em nota, a polícia negou que Andréa tivesse registrado qualquer denúncia formal. Mas a pressa em apontar uma criança de 13 anos, já morta, como responsável pelo crime, também coloca em xeque a versão da polícia. Especialmente em São Paulo, onde, recentemente, diversos delegados foram afastados por envolvimento com o tráfico de drogas.

Via http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/110976/Ser%C3%A1-que-o-jovem-Marcelo-%C3%A9-mesmo-um-assassino.htm

 

Cafetina de Curtiba apresenta lista com ‘preços’ para programa com famosas

foto: Reprodução

Assistentes de palco estão sendo vítimas de uma cafetina do Sul. Conhecida como Mirley, a baronesa do sexo, ela oferece uma tabela contendo os nomes e o valor a ser pago por programa, que ela diz serem feitos em sua fazenda em Colombo, na Grande Curitiba.

Na lista, figuram nomes como Juju Salimeni (que ainda aparece como panicat, embora a moça já tenha trocado de emissora e hoje esteja no ‘Legendários’); Carol Dias (que começou no ‘Pânico’ este ano); Luana Kisner, ex-namorada de Adriano Imperador e que trabalhou como assistente de palco de ‘O Melhor do Brasil’; e Natalia Inoue, que participou da ‘Fazenda de Verão’. Os preços variam entre R$ 10 mil (Juju) e R$ 2 mil (Andressa Oliver).

A coluna entrou em contato com André Reginato, empresário de Juju Salimeni, que pediu a listagem para encaminhar para o departamento jurídico de sua empresa. Por telefone, ele se mostrou indignado. “Isso não tem cabimento. A Juliana não tem tempo nem para fazer os trabalhos que são solicitados. Imagina para fazer programa?! Nossa agenda está fechada até dezembro”, disse.

A coluna também ligou para Natalia, que riu da situação. “Já tinha uma pessoa usando as minhas fotos no Rio e em São Paulo. O que eu posso dizer de tudo isso? Liga, marca e espera para ver o que vai chegar na sua casa”, afirmou.

Ao contrário do empresário de Juju, ela não pretende processar Mirley. “Se um dia eu tiver saco para ir atrás disso e ganhar um dinheiro, eu vou. Uma vez, uma amiga me mandou pelo Facebook um panfleto de prostituição que circulava por Curitiba com uma foto minha. Mas nunca tive saco para parar e ver essas coisas”, contou.

Já a assessoria de Andressa Urach e de Camila Vernaglia disse apenas que a informação não procede. Mirley, a cafetina, já foi presa por comandar uma rede de prostituição.

Via http://blogs.odia.ig.com.br/leodias/

 

Por que os americanos bombardearam Hiroxima se a guerra já estava ganha?

Depois da bomba

Os japoneses pagaram o preço da rivalidade entre Estados Unidos e Rússia.

São 68 anos, hoje, da Bomba de Hiroxima.

Recomendo um pequeno grande livro. Chama-se exatamente Hiroxima, e foi escrito por Lawrence Yep.

Todo mundo deveria ler. Não me consta que esse livrinho – no tamanho — tenha sido editado no Brasil.

É uma pena.

São 50 páginas que contam o horror provocado pelos americanos ao tomar a decisão cruel, absurda de destruir uma cidade inteira com suas crianças, velhos, mulheres.

A guerra já estava ganha. Hitler já se matara.

Por que os americanos fizeram uma coisa tão monstruosa? Uma retaliação ao ataque de Peal Harbour pelos japoneses não faz sentido.

Pearl Harbour era uma base naval. Não uma cidade. Seria como responder com um tiro a quem mandou um email malcriado para você.

Desproporção total.

O que os americanos queriam era evitar que os russos, que tinham batido os alemães e definido o destino da guerra, se sentissem fortes demais.

A bomba atômica foi um fator intimidador usado pelos Estados Unidos contra, sobretudo, a Rússia às vésperas da inevitável Guerra Fria.

Mas a que preço para Hiroxima.

O livrinho mostra que os habitantes da cidade achavam que até ali Hiroxima tinha sido poupada de bombas pelos americanos porque era bonita.

Mostra também a perplexidade do piloto do Enola Gay, o avião do qual foi jogada a bomba, ao ver depois as consequências. “O que fizemos?”, ele se pergunta.

A resposta é óbvia. Fizeram uma chacina.

A bomba ao cair espalhou um fogo intenso num raio longo. Milhares de pessoas foram imediatamente carbonizadas. Muitas outras morreram afogadas ao se atirar num rio para fugir do fogo.

Era o começo de um dia. As crianças estavam indo para as escolas.

O livrinho mostra também uma ‘Donzela de Hiroxima’. Assim foram chamadas mulheres jovens desfiguradas pela bomba. Para elas se perdeu a possibilidade de atrair marido.

Algumas foram para o país que as destruiu, os Estados Unidos, fazer plásticas. Cirurgiões plásticos americanos se dispuseram a operar de graça.

Uma delas morreu na cirurgia. Suas cinzas retornaram a Hiroxima numa caixinha, levadas pelas conterrâneas no retorno à cidade devastada.

O livrinho também é um lembrete dos crimes de guerra sistematicamente cometidos pelos Estados Unidos. Com a impunidade de quem se julga dono do mundo.

Não.

Não é à toa que são tão odiados.

(Paulo Nogueira, Diário do Centro do Mundo) 

O impacto das propinas nas eleições para governador de SP

E então aparece um nome graúdo do PSDB no caso das propinas da Alstom: Andrea Matarazzo.

A Polícia Federal indiciou Matarazzo, segundo a Folha.

Andrea Matarazzo, hoje vereador pelo PSDB de São Paulo, ocupou posições importantes sob a presidência de FHC e nos governos de Serra e Alckmin.

Ele nega, e seria de estranhar que admitisse.

Agora finalmente a mamata parece que chegou ao fim, e também a impunidade abjeta que a marcou.

Depois de anos de corrupção milionária admitida pelos corruptores de multinacionais como Siemens e Alston, e não investigada nem pela justiça e nem pela mídia brasileira, os fatos emergem, sob a pressão da opinião pública que encontrou na internet uma forma de se manifestar.

Andrea Matarazzo em dias mais festivos

O escândalo das propinas do metrô é uma tragédia para a imagem do PSDB, da justiça e da mídia.

Como, diante de tantas evidências fornecidas pelas próprias empresas, nada foi feito?

As primeiras denúncias fundamentadas são de 2008. Cinco anos depois, não fosse a própria Siemens admitir a formação de um cartel para ganhar licitações do metrô, tudo estaria do mesmo jeito.

Serra chegou a dizer que as denúncias eram “coisa do PT”, e a imprensa se limitou a publicar isso em vez de fazer a lição de casa.

É horripilante que Robson Marinho – uma espécie de braço direito de Covas – esteja ainda hoje no Tribunal de Contas do Estado, pelo qual é pago (20 000 reais por mês) para, pausa para risada, fiscalizar contas.

Onde estava a defesa do interesse público pela mídia?

Há uma lógica estranha nas redações das grandes corporações: corrupção é nada se envolve os amigos e tudo se diz respeito aos outros.

Quanto o caso pode minar a candidatura de Alckmin a um novo mandato em 2014 está em aberto.

Mas os paulistas terão uma excelente chance de mostrar que querem uma forma nova de fazer política.

(Diário do Centro do Mundo)

 

Fotografia: a escravidão moderna que fingimos não ver

Projeto fotográfico tocante registra a escravidão moderna que fingimos não ver. (Todas as fotos por Lisa Kristine)

Jaque Barbosa, Hypeness

Facilmente caímos na tentação de pensar que a nossa liberdade e direitos são coisa garantida, esquecendo que há pessoas para quem isso não passa de um sonho. Lisa Kristine pôs o dedo na ferida de forma extraordinária: documentando a escravidão moderna, aquela que fingimos não saber que existe.

(Foto: Lisa Kristine)

A ativista está há 28 anos retratando culturas indígenas ao redor do mundo, mas foi em 2009 que ‘acordou’ para o problema da escravidão dos nossos dias. A estimativa de que existem mais de 27 milhões de pessoas escravizadas e a sua falta de conhecimento sobre o tema a envergonhavam.

Assim começou sua jornada, que acabou em Modern Day Slavery, uma série cativante e ao mesmo tempo dolorosa. Seja um mineiro no Congo ou um trabalhador de olaria no Nepal, a escravidão existe e tem rostos. Lisa foi conhecê-los.

Na sua intervenção na conferência TED, em janeiro de 2012, a fotógrafa deixa o alerta, com episódios e imagens impressionantes.

Vídeo:

Tio de menino suspeito de assassinar família contesta versão da polícia

Durante velório na tarde desta terça-feira (6), no Cemitério Gethsemâni na Anhanguera, o empresário Sebastião de Oliveira Costa, 54, tio do adolescente Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, discorda da versão apontada pela polícia.

O garoto é suspeito de ter assassinado ontem o pai, o sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa da elite da Polícia Militar, Luís Marcelo Pesseghini, a mãe, a cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini, além da avó Benedita de Oliveira Bovo, 65, e da tia-avó Bernardete Oliveira da Silva, 55,

“Ele tinha até a roupinha da Rota. Queria ser policial igual o pai. É mentira o que estão falando aí. Ele não sabia nem ligar o carro. Outra coisa, ele é destro e quem atirou era canhoto. Não dá para entender. Eu e família não acreditamos que ele fez isso.”

Ele diz não acreditar que ele tenha atirado, “de jeito nenhum”. Acha que o que aconteceu é retaliação por parte de criminosos. “O policial prende o ladrão, e o ladrão vem e mata o policial. É isso aí que vem acontecendo”, disse.

O tio está inconformado. “[Marcelo] Era uma criança sossegadinha. A criança não tinha problema nenhum, era normal. Eu entrei na casa junto com a polícia depois do crime. Estavam todos de costas com tiros na cabeça. Todos na mesma posição, os cinco. Só a minha sobrinha, a Andreia, que estava de joelhos. Aí eu achei estranho.”

Ligação suspeita

O tio diz ter atendido o telefone duas vezes na casa do garoto enquanto estava com a polícia ontem [na segunda-feira] pela manhã. “A pessoa falou ‘eu sou da escola e eu estou preocupada com o Marcelinho, aconteceu alguma coisa com ele?’. Perguntei quem estava falando. Daí ela não respondeu e disse: ‘Por que o Marcelinho não veio para a escola hoje?’”, contou o tio.

“Desliguei o telefone e, dois minutos depois, outra pessoa ligou fazendo a mesma pergunta. ‘Aconteceu alguma coisa com o Marcelinho?’ Eu falei, quem é você? E a pessoa refez a pergunta: ‘Por que o Marcelinho não veio para a escola hoje?’. Como disseram que ele foi para a escola?”, questiona o tio.

“Ele não sabia dirigir, imagina usar uma arma. Só queria jogar videogame. Era sossegadinho. Não se envolvia em briga, confusão.”

A polícia diz que o menino pode ter dirigido o carro da mãe, até a escola, no dia do crime.

Sebastião disse que o adolescente era “pequenininho”. “O próprio capitão falou ontem para mim. Se uma criança dá um tiro, a arma cai no chão, é muito pesada. O menino é destro e a arma estava na mão esquerda. Ele tava caidinho, com a arma embaixo da barriga dele. Como teria atirado na nuca?”

Amigo do sargento

O engenheiro agrônomo Marcos [que não quis fornecer o sobrenome], amigo do sargento da Rota assassinado, que se formou com ele em 2003, diz que participou de vários churrascos na casa de Luís Marcelo e diz que a família era “sossegada”.

“Uma excelente pessoa. A corporação perdeu um excelente prestador de serviço. O lema dele era sempre um nome a zelar. Como um filho adora o pai, adora a vó, adora a mãe e iria fazer isso. Impossível. O moleque sempre foi tranquilo.”

Sandra Alves Feitosa, sobrinha de Bernardete, diz que era uma família unida e não entende como pode ter acontecido dessa forma. “Não quero acreditar, mas afirmo que, se foi a criança que fez isso, foi por uma força do mal. Uma criança muito inteligente”, diz

Ela disse que todos levavam uma vida normal. “Dá impressão que foi vingança, alguma coisa desse tipo. Uma coisa armada, sabe. Tudo planejado. Como abre a porta, nem um sinal de roubo, não levaram nada. Uma coisa muito sinistra.”

Escola

C.R.B.O.C., 14, amigo de classe de Marcelo, disse durante o velório que o garoto era meio brincalhão, não era de brigar e falava bastante de policia. “Ele dizia que queria ser policial, queria pegar os bandidos. Ele falava que queria ser da Rota.”

C. disse que Marcelo perguntou ontem para a professora de inglês Ana Paula se ela, quando começou a dirigir, já tinha deixado o carro morrer. “Depois a professora pediu para ele dar um abraço nela.”

C. afirmou que o adolescente estava quieto ontem. “Ele ficou distante da gente e não entendi isso. Estava muito estranho. Nem participou de um trabalho em grupo e foi embora que nem vi.”

“O Marcelo era muito tranquilo para fazer isso. Ele não seria capaz “, diz outro amigo de classe.

Marivaldo Carvalho, UOL

Condenação de menino por morte dos pais é precipitada, dizem criminalistas

Advogados criminalistas dizem que a Polícia Civil está se precipitando ao indicar que o estudante Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, pela morte dos pais e mais duas parentes na Brasilândia, zona norte de São Paulo, na segunda-feira (5).

Até agora, o adolescente é o único suspeito pela morte a tiros do sargento da Rota (tropa da elite da Polícia Militar) Luís Marcelo Pesseghini, da cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini –seus pais–, da avó Benedita de Oliveira Bovo, 65, e da tia de Andreia, Bernadete Oliveira da Silva, 55.

“A polícia não deveria já começar a incriminar o garoto. Tem que esperar a perícia, o depoimento de testemunhas, antes de afirmar alguma coisa. O compromisso da polícia é apresentar um conjunto maior de provas”, afirmou o jurista Luiz Flávio Gomes, advogado criminalista, que já atuou como juiz, promotor e delegado.

Nesta quarta-feira, a polícia prosseguirá com as investigações ouvindo novas testemunhas. As perícias do computador do garoto, da arma utilizada no crime e do carro da mãe também serão realizadas.

Em entrevista coletiva nessa terça-feira (6), um dia depois dos crimes, o delegado titular da divisão de homicídios do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Itagiba Franco, descartou que as mortes possam ter sido encomendadas e afirmou que “tudo leva a crer” que o garoto matou os quatro e depois se suicidou, embora tenha dito que as investigações irão prosseguir.

O delegado disse ainda que “tudo vai se encaixando, se fechando”, ao falar sobre as provas colhidas. “Desde o primeiro momento, sabíamos que não era um homicídio usual”, afirmou, ao descartar que os crimes foram encomendados por facções criminosas.

“Deveria haver um cuidado muito grande na comunicação de informações desse caso, ainda mais envolvendo uma criança. Seria prudente aguardar um pouco mais até para não criar uma situação muito ruim, de eventualmente estar acusando uma criança e no futuro isso se mostrar falso”, afirma o advogado criminalista Frederico Crissiuma Figueiredo, professor de direito penal da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Depoimento do melhor amigo

Itagiba Franco afirmou, na entrevista de ontem, que o elemento mais importante que indica a autoria de Marcelo foi o depoimento do melhor amigo dele, prestado à polícia nesta terça-feira. O depoente também tem 13 anos e foi interrogado ao lado do pai, o mesmo que deu carona ao suspeito da escola para a casa.

No depoimento, o delegado diz que o amigo afirmou que Marcelo lhe confidenciou um plano para matar os pais e fugir e que o suspeito sonhava em ser matador de aluguel.

“Desejo manifestado pelo Marcelo: ele sempre me chamou para fugir de casa para ser um matador de aluguel. Ele tinha o plano de matar os pais durante a noite, quando ninguém soubesse, e fugir com o carro dos pais e morar em um local abandonado”, afirmou o delegado, citando o trecho do depoimento do “amigo mais chegado” do adolescente.

A versão é contestada por amigos e familiares do garoto. Eles dizem que Marcelo era tranquilo, tinha boa relação com a família e queria ser policial como os pais.

Para Luiz Flávio Gomes, “qualquer pessoa pode ser testemunha em qualquer idade”, mas é preciso ser cauteloso com depoimentos de adolescentes. “Não há problema ouvir de uma pessoa que tenha 13 anos, mas, sendo um adolescente, temos que tomar um cuidado incrível porque o adolescente tem uma mente imaginosa. É um mero depoimento, não dá pra ter certezas a partir dele. É um ponto de partida, tudo o que ele falar precisa ser checado. Ver se ele manejava armas, se tinha e-mails, se visitava sites suspeitos.”

Já na opinião do professor da PUC, o depoimento do amigo não pode ser considerado uma prova cabal. “É um elemento que deve ser analisado de acordo com um conjunto de provas que foram colhidas. Há uma série de outras informações que vão ser colhidas no inquérito que podem ou não confirmar essa informação do amigo. Tem que aguardar a perícia do local, da arma. São informações imprescindíveis”, afirma.

“Se essas informações indicarem que o menino se matou e a arma era a mesma, aí esse depoimento do amigo passa a ter uma certa credibilidade. Isoladamente não resolve o caso”, acrescenta Frederico Crissiuma Figueiredo.

Guilherme Balza, UOL

Propina de € 8 milhões? Notícia velha, escondida pelos jornais. É mais, bem mais!

A investigação feita pelo Cade sobre o cartel da Siemens-Alstom tem, mesmo antes de serem fechadas, um grande mérito.

O de fazer vir à tona o que estava ocultado.

A matéria abaixo foi publicada em fevereiro do ano passado.

Contém tudo o que está na matéria de hoje no Estadão.

O jornal é quase um “copia e cola” do que já se sabia e não se publicava.

Aliás, desde 2009, quando o mesmo repórter publicara isso na Carta Capital.

E € 8 milhões foi só num caso, nos anos 90, ainda.

A justiça suíça e a alemã estimam que, nos seus negócios internacionais, inclusive no Brasil, Siemens e Alstom, juntas, tenham pago mais de U$ 2,5 bilhões de propina.

Aí está a prova de que a atitude de Geraldo Alckmin de pedir liminar para ter acesso aos documentos não passou de “teatrinho” para se fingir surpreso e indignado.

Liminar para obter da Justiça informações que circulam desde aquela época, sem que qualquer providência administrativa tenha sido tomada?

Bem fez o juiz federal que mandou Alckmin ir trabalhar e não ficar de chororô.

(Fernando Brito, Tijolaço)

 

TSE repassa dados de 141 milhões de pessoas para Serasa

Empresa privada que gerencia informações sobre a situação de crédito dos consumidores do País passa a ter acesso a nomes, data de nascimento e até o nome da mãe dos eleitores

Daniel Bramatti

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu repassar informações cadastrais de 141 milhões de brasileiros para a Serasa, empresa privada que gerencia um banco de dados sobre a situação de crédito dos consumidores do País. A medida já está em vigor e afeta praticamente todos os cidadãos com mais de 18 anos, que não terão possibilidade de vetar a abertura de seus dados. O acesso foi determinado por um acordo de cooperação técnica entre o TSE e a Serasa, publicado no último dia 23 no Diário Oficial da União.

Pelo acordo, o tribunal entrega para a empresa privada os nomes dos eleitores, número e situação da inscrição eleitoral, além de informações sobre eventuais óbitos. Até o nome da mãe dos cidadãos e a data de nascimento poderá ser “validado” para que a Serasa possa identificar corretamente duas ou mais pessoas que tenham o mesmo nome.

O acordo estabelece que “as informações fornecidas pelo TSE à Serasa poderão disponibilizadas por esta a seus clientes nas consultas aos seus bancos de dados”. Paradoxalmente, o texto também diz que caberá às duas partes zelar pelo sigilo das informações.

Violação da privacidade. Especialistas em privacidade e advogados ouvidos pelo Estado ficaram surpresos com a “terceirização” de dados privados sob a guarda de um órgão público. “Fornecer banco de dados para a Serasa me parece uma violação do direito à privacidade, o que é inconstitucional”, disse o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. “O importante é saber que esses dados fazem parte da sua personalidade, e ela é protegida pela Constituição”, sustenta.

Mariz acrescentou que, diante do debate internacional sobre o programa de espionagem da agência de segurança nacional dos Estados Unidos, o acordo “pode fazer parte de uma escalada maior de quebra de privacidade” no Brasil.

Autorização. Para Dennys Antonialli, coordenador do Núcleo de Direito, Internet e Sociedade da Faculdade de Direito da USP, o Tribunal Superior Eleitoral precisaria de “consentimento expresso” dos cidadãos/eleitores para poder repassar seus dados a uma entidade privada.

Com a ressalva de que desconhece os termos do acordo, o criminalista Pierpaolo Bottini disse que, em princípio, os dados de eleitores sob a posse do TSE são “protegidos”. Ambos os juristas ressaltaram que estas informações podem ser requeridas por um juiz criminal à Justiça Eleitoral desde que sejam julgadas relevantes para uma investigação. De acordo com o Bottini, o fato de ser necessário um mandado para sua liberação indica que os dados não podem ser vendidos.

Defesa. Anderson Vidal Corrêa, diretor-geral do TSE, negou que o tribunal esteja abrindo dados sigilosos. Ele afirmou que itens como nome da mãe ou data de nascimento do eleitor serão apenas validados – ou seja, o órgão dirá à Serasa se a empresa dispõe ou não das informações corretas sobre determinada pessoa. Se o dado estiver incorreto, o TSE não vai corrigi-lo, argumentou Corrêa. O acordo, informou o tribunal, foi autorizado por Nancy Andrighi, corregedora-geral eleitoral.

Como contrapartida pela cessão dos dados, servidores do tribunal ganharão certificação digital (espécie de assinatura eletrônica válida para documentos oficiais) da Serasa, o que facilitará a tramitação de processos pela internet. As certificações, porém, só terão validade de dois anos./COLABOROU LUCAS DE ABREU MAIA

Duas perguntas para: Dennys Antonialli, professor de Direito da USP

1.Na sua opinião, é correto um órgão público repassar dados de cidadãos para uma empresa privada?
É no mínimo preocupante um dado confiado a uma entidade pública ser repassado para outra entidade que vai fazer uso diferente sem autorização das pessoas afetadas. O Tribunal Superior Eleitoral precisaria de consentimento expresso de todos os envolvidos para fazer isso. É muito preocupante que esse dado venha a ser distribuído sem que haja consciência disso por parte dos eleitores.

2.Como o senhor avalia o possível uso desses dados por terceiros, já que eles poderão ser repassados para os clientes da Serasa?
Um agravante disso tudo é a possível monetização em cima desses dados. Com a integração dos dados de seus cadastros com os dos órgãos públicos, a empresa fica com um acesso muito maior, um perfil muito mais completo. Essa integração pode ser perigosa, pois isso pode violar a privacidade das pessoas. O Código de Defesa do Consumidor tem regras muito estritas para a guarda de dados em bancos de entidades públicas.

(Estadão)

As obras de arte encontradas no lixo da USP

Há sete anos, Antônio Passos encontrou 15 quadros em uma lixeira do Departamento de Química. Agora, descobriu que eles valem até R$ 50 mil

Rodrigo Brancatelli

O sobrado do marceneiro Antônio Luiz Góis Passos, um homem tímido de gestos contidos e fala bem rápida, fica em uma viela tortuosa na periferia de Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo, que não consta em qualquer GPS ou guia de ruas. Para chegar lá, é preciso pedir ajuda na Mercearia do Naldinho, onde o dono indica o caminho. É um lugar sem verde, duro, de pessoas com rotinas ainda mais duras, onde há poucas semanas uma menina de 9 anos cortou com uma navalha o rosto de uma colega da escola durante uma discussão.

Jonne Roriz/AE Degas na parede. O marceneiro Antônio sonha agora em vender o acervo e terminar o sobrado em Carapicuíba, na região oeste da Grande São Paulo

É nesse cenário que um pequeno tesouro se esconde na sala de seu Antônio, sem que ninguém ali fora saiba, um segredo guardado sem querer há cerca de sete anos e só agora desvendado. Por volta de 2004, o marceneiro, funcionário da Universidade de São Paulo (USP), encontrou no lixo do Departamento de Química 15 quadros jogados fora. Ninguém os queria, nem os professores nem a instituição. O que era entulho, no entanto, travava-se de arte. As peças, avaliadas agora por especialistas, valem juntas pelo menos R$ 50 mil.

“Eles jogaram no lixo, estava tudo abandonado, mas eu achei um pecado porque na primeira chuva tudo se perderia”, diz o marceneiro, com um sorriso acanhado no rosto. Na coleção particular de Antônio, exposta em três paredes descascadas de sua casa, há peças dos séculos 19 e 20, reproduções originais francesas numeradas de artistas como Edgar Degas, Maurice de Vlaminck, Maurice Utrillo, Paul Gauguin e Maurice Utrillo. Há também um desenho original do cartunista paulistano Belmonte sobre os bandeirantes, que sozinho pode valer até R$ 10 mil. “Nunca achei que daria dinheiro, peguei do lixo só porque achei bonito. Mas agora estou pensando em vender, né, talvez dê para acabar a obra aqui da minha casa.”

É como se a sala daquele sobrado resumisse em poucos metros quadrados o descaso com o patrimônio artístico e histórico, mesmo dentro da mais importante universidade do País. Antônio não tem sofá em sua casa, mas tem uma reprodução de O Ensaio de Ballet no Palco, de Degas, em sua parede.

Acaso. Seu Antônio é homem humilde, que começou a trabalhar aos 9 anos, fazendo carreto em feiras de Itapecerica da Serra, e largou a escola no ensino fundamental por “não ter dinheiro para os livros”. Seus olhos brilham quando ele fala de seu trabalho como marceneiro, sobre como ele fez sozinho os armários da cozinha. Também se orgulha imensamente de ter construído um sobrado em Carapicuíba, “para sair do aluguel”, uma obra ainda um tanto inacabada por falta de verba.

A incrível história do pequeno museu montado em Carapicuíba começou em uma tragada. “Fumo desde criança, infelizmente”, conta. “Um dia estava trabalhando no almoxarifado da Química e saí para fumar. O pessoal da Farmácia estava jogando fora um monte de coisas e vi esses quadros lá. Eu achei todos lindos, a coisa mais bonita que tinha visto, e perguntei se aquilo não era importante. Eles falaram que não, então eu peguei. Ia começar a chover e estragar tudo. Então embalei tudo bonitinho e trouxe para casa.”

Segundo o marceneiro, que trabalha há mais de 15 anos na USP, funcionários da instituição foram avisados várias vezes sobre as peças. “Uma vez, eu até levei as plaquinhas de metal que achei nos quadros, que falava sobre a autenticidade deles, mas ninguém quis saber de nada”, diz. “Falavam que era besteira, que era lixo. Só eu achei que não era lixo.”

Teste. Os quadros ficaram guardados na casa de Antônio por anos, até que sua mulher comentou com seu chefe, um editor de livros de arte, sobre as peças. “Minha mulher na verdade queria que eu levasse em Embu e me desfizesse de tudo”, conta. Assim começou a revolução na vida de Antônio – um especialista em artes plásticas foi até Carapicuíba e notou a importância dos desenhos e reproduções. Uma professora do Departamento de Química Fundamental da Universidade de São Paulo também foi chamada para ajudar na investigação e atestou a idade dos quadros com um exame chamado de “microscopia raman”, técnica que analisa os pigmentos das pinturas.

“A gente coloca o quadro no microscópio, joga um feixe de laser e analisa a radiação espalhada”, conta a professora Dalva Lúcia de Faria, a maior expertise nesse exame no País. “Em outras palavras, conseguimos checar de onde vem o pigmento, a origem do corante, a sua idade e outras características. É como se fosse uma impressão digital da pintura. No caso do quadro do Antônio, de fato analisamos que ele deve ter sido feito em um ateliê específico em Paris, por causa da técnica do silk screen.”

Até agora, Antônio não aprendeu o nome do exame usado para investigar a autenticidade das peças, mas ainda assim ele abre um sorrisão quando fala da recém-descoberta nobreza dos quadros. Seu sonho agora é vender o acervo para terminar a obra de sua casa. “Quem sabe eu consigo acabar o segundo andar. Se bem que esse aqui está tão bonito na parede, né”, diz ele, apontando para a reprodução de Degas, um símbolo da importância de se olhar as coisas com um pouquinho menos de pressa.

Nota 2: A primeira notícia fala do Instituto de Química; abaixo, o Instituto de Ciências Farmacêuticas. Foi há dois anos. A universidade forma arquitetos, artistas plásticos, bibliotecários e faz reformas e não tem no seu pessoal alguém que dê suporte técnico apropriado. Eis um dos males da USP, a “moral das secretárias”.

USP cobra 15 quadros achados em lixeira

Marceneiro que encontrou obras aceita devolvê-las, mas exige recompensa

SÃO PAULO – O marceneiro Antônio Luiz Góis Passos, de 46 anos, guarda até hoje a cópia de uma reportagem do Estado da qual foi protagonista há dois anos. Provavelmente vai guardar esta também, mas, agora, ele aparece aqui meio que a contragosto. Em 2011, ele encontrou 15 quadros no lixo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), onde trabalha há 17 anos. Agora, a instituição quer as obras de volta. Mas, para devolvê-las, Passos exige recompensa.

Na época, o funcionário da USP perguntou se as obras eram realmente lixo. Guardou os quadros na universidade por uns meses. Perguntou de novo se eram lixo mesmo. Enfim, decidiu levar o material para a sala de casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Passos ficou com a parede enfeitada, até que no mês passado a USP abriu sindicância e pediu todos os quadros. As obras não têm grande valor financeiro e a maioria é reprodução, mas tem Ensaio de Ballet, de Edgar Degas (1834-1917), uma ilustração do cartunista paulistano Belmonte (1896-1947), além de obras dos franceses Maurice Utrillo e Maurice de Vlaminck.

Quando Passos resgatou os quadros do lixo, alguns em mau estado de conservação, ele nem achou que aquilo valesse dinheiro. Depois passou a achar, quis vender na feira de Embu das Artes, e desistiu. Gosta mesmo é de mostrar os quadros na parede, se gabando de ter a cópia 83 de cem de qualquer coisa, porque “significa que são apenas cem no mundo”.

Dos 15, só um dos quadros, o de Maurice Utrillo, foi analisado por uma especialista. A professora do Departamento de Química da USP Dalva Lúcia de Faria constatou, por meio de uma técnica que investiga a pigmentação, que o quadro é a reprodução da aquarela original, feito em Paris nos anos 1950.

“Mesmo sendo reprodução, as obras têm algum valor”, diz Dalva. “O problema é que os quadros são da época em que o curso de Farmácia era com o de Odontologia. Quando separaram, e com a reforma da biblioteca, muita coisa se perdeu e foi para o lixo mesmo.”

Cobrança. Dalva não entende por que a USP agora, dois anos depois, faz questão de ter os quadros de volta. “Quando o seu Antônio pegou do lixo, foi porque achou bonito. Ele é supersimples e teve o senso estético despertado de uma maneira que ninguém ali teve.”

A USP informou que “aguarda a devolução dos quadros” e não comentou se vai ou não acionar o funcionário judicialmente. Enquanto isso, Passos se sente mal com a situação. “Não acho muito justo, não. O pessoal joga as coisas fora e depois que repercute na imprensa…” Mesmo apegado às obras, ele topa devolver, mas não de graça. “Quero pelo menos uma gratificação por ter salvado uma coisa importante do lixo.”

(Estadão)

O notebook que funciona com energia solar

Foto: divulgação

A empresa canadense WeWi Telecommunications acaba de criar o SOL, um notebook que dispensa tomadas por ser equipado com placas de energia solar.

De acordo com a companhia, o dispositivo roda Ubuntu Linux, tem resolução HD, disco rígido de 250GB e 2GB de memória RAM. Para recarregar o notebook, o usuário deve liberar os painéis solares que ficam acoplados na tampa atrás da tela e desdobrá-los para a captura de energia.

A WeWi ainda afirma que se os painéis ficarem ativos por duas horas será o suficiente para obter uma autonomia de, aproximadamente, dez horas de uso seguidas.

O SOL é recomendado para pesquisadores em locais como desertos, trabalhos militares em regiões isoladas ou ainda locais carentes de energia elétrica.

O notebook deve chegar primeiro em Gana, na África, por cerca de US$ 300. 

Com informações do Tecnoblog

São os jovens que impulsionam o mundo

Acertou quem afirmou: “Depois da internet, o mundo jamais será o mesmo”. Errou feio quem cunhou: “O fim da história”

Os jovens, sempre os jovens, impulsionam o mundo. São eles que trazem mudanças e a história demonstra isso.

Se em determinado momento, pós movimentos da década de sessenta, os jovens aparentaram entrar no conformismo da sociedade, há pelo menos uma década que eles demonstram voltar às suas características; o inconformismo  que determina avanços na nossa forma de viver. Os movimentos da década de sessenta foram determinantes para várias mudanças nos costumes da população ocidental.

O sistema sempre tenta frear os movimentos da juventude pelo medo de se perder o status quo. Sobre a juventude e a constatação das tentativas dos seus sonhos por um mundo melhor serem anulados, ou eliminados, ou, pelo menos, distorcidos para que o mundo continuasse a ser o que era, segue um extrato do livro de “Geração em Transe” de Luiz Carlos Maciel. ISBN 85-209-0763-6

A característica fundamental da Contracultura é ser a expressão de uma visão juvenil, foram nos jovens que inventaram a contracultura (e fenômenos afins, como o tropicalismo) e, portanto a rejeição a ela pela maturidade é inevitável. 

A história da cultura do ocidente é marcada pela visão juvenil, seus momentos mais inovadores e radicais foram responsabilidade dos mais jovens. Nossa cultura é marcada pelo arquétipo do jovem rebelde, um culto tão poderoso quarto a sua antítese, o respeito oriental pelos mais velhos. 

Por outro lado, a visão característica básica da visão madura é a necessidade de organização. 

Um mundo organizado pela visão madura, manifesta em toda espécie de leis e regulamentos, deve sofrer periodicamente as fraturas criadas pela visão juvenil. Trata – se da condição de equilíbrio mínimo, capaz de insuflar a renovação num mundo dominado pela rigidez da ordem. 

Ainda que perigosa, a anarquia juvenil, ao contrário, é vitalizadora. Movimentos culturais tipicamente dominados por jovens, como os surgidos na era áurea do “Poder Jovem”, os anos sessenta, como a Contracultura e o Tropicalismo, são exemplos típicos da visão juvenil. 

O tempo que opera a visão juvenil é a eternidade, o que gera uma confiança cega no futuro. O jovem é jovem para sempre – e isso escandaliza a visão madura, assediada pela consciência da morte. 

A principal função social da visão juvenil é a de gerar antídotos contra os venenos propiciados pela visão madura e seus apegos característicos. Pode – se dizer, portanto, que a vida que a vida é renovada através da insensatez. 

Tal avanço foi de espantar todo mundo; os mais conservadores, em especial, inclusive da esquerda, ficaram assustados. Colocar o real como um todo, de maneira tão radical, era de uma audácia intolerável. 

Via http://www.advivo.com.br/

Aquífero Alter do Chão: O maior reservatório de água doce do planeta

O aquífero Alter do Chão já era conhecido pelos cientistas, mas ainda era desconhecida a quantidade de volume d´água que ele guardava.  Em abril de 2010, pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) afirmaram que o aquífero Alter do Chão, localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá  é o maior aquífero do mundo em volume d´água.

 

Depois das geleiras, a água existente na Amazônia representa um quinto de toda a água doce do mundo. Os rios e lagos presentes na paisagem amazônica é apenas uma pequena parcela de toda água potável que há na região. O aquífero Alter do Chão, em comparação ao aquífero Guarani, é duas vezes maior em volume d´água , tendo 86 mil km³ contra 46 mil km³ pertencentes ao aquífero Guarani. O aquífero Guarani é maior em extensão e está situado no centro-sul do Brasil e nas regiões da Argentina, Paraguai e Uruguai.

 

A partir desses dados apresentados pela UFPA, o aquífero Alter do Chão passa a ser considerado o maior aquífero do mundo, com a capacidade de abastecer toda a população mundial por 100 vezes.
Comparando os dois aquíferos, em nível de acessibilidade, o Guarani está sob uma camada rochosa, o que dificulta a sua exploração e renovação natural ; já o Alter do Chão está sob uma camada de terra arenosa, em épocas de precipitação, a água da chuva cai no solo, penetra com maior facilidade e a areia funciona como um filtro natural, deixando a água naturalmente filtrada.
Portanto, explorar a água do Alter do Chão é mais rápido e mais barato do que na área rochosa do aquífero Guarani.  A população de Manaus já utiliza cerca de dez mil poços particulares e 130 da rede pública para o abastecimento de 40 % da população. A água desse aquífero propicia água limpa no lugar das águas superficiais já poluídas.
O estudo da UFPA necessita ainda de apoio da Agência Nacional de Águas e financiamento do Banco Mundial para a conclusão do estudo. O aquífero do Alter do Chão servirá para implementação de estratégias de interesse nacional, desde que o Brasil saiba aproveitar e gerir da melhor maneira.
O aquífero Alter do chão recebeu esse nome pelo ponto de estudo  estar situado nas proximidades da cidade de  Alter do Chão,  uma cidade turística próxima de Santarém . Os dados dos estudos foram colhidos de forma pontual  ao longo de 30 anos,  os cientistas da UFPA acreditam que o aquífero Alter do Chão é a maior reserva de água doce subterrânea do mundo .
Em nível de capacidade hídrica, estima-se que o aquífero ocupe uma área de 437,5 mil quilômetro quadrados e espessura média de 545 metros, em comparação ao Guarani é menor em extensão e maior em espessura.
(Fernando Rebouças, G1)
Por Fernando Rebouças

 

O aquífero Alter do Chão já era conhecido pelos cientistas, mas ainda era desconhecida a quantidade de volume d´água que ele guardava.  Em abril de 2010, pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) afirmaram que o aquífero Alter do Chão, localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá  é o maior aquífero do mundo em volume d´água.
Depois das geleiras, a água existente na Amazônia representa um quinto de toda a água doce do mundo. Os rios e lagos presentes na paisagem amazônica é apenas uma pequena parcela de toda água potável que há na região. O aquífero Alter do Chão, em comparação ao aquífero Guarani, é duas vezes maior em volume d´água , tendo 86 mil km³ contra 46 mil km³ pertencentes ao aquífero Guarani. O aquífero Guarani é maior em extensão e está situado no centro-sul do Brasil e nas regiões da Argentina, Paraguai e Uruguai.