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Curso CPA-20 Anbima: SEEB/CE prorroga inscrições até dia 12/07

Foi prorrogado o prazo de inscrição para o curso preparatório para o Exame CPA-20 (ANBIMA). Bancários sindicalizados devem fazer a pré-inscrição na Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará, através do telefone (85) 3252 4297 ou 3253 3589 – falar com Erismar Carvalho – até o dia 12/7, no horário das 10h às 16h. Enfatizando que são apenas 60 vagas, somente para sindicalizados – com prioridade para aqueles que ainda não foram contemplados com nenhum outro curso oferecido pela entidade.

O curso é uma ação conjunta da Secretaria de Formação e do Instituto de Formação dos Bancários e tem o objetivo de atender uma demanda permanente da categoria bancária, além de contribuir para sua qualificação profissional e ascensão no mercado do trabalho.

As aulas serão ministradas pelo professor João Henrique Lemos e serão realizadas às terças, quartas e quintas, com início no dia 16/7 e encerramento no dia 6/8, das 19h às 22h, na sede do Sindicato (total de 30h/aula). O investimento será de R$ 330,00. Salientamos que o valor de mercado varia entre R$ 500,00 e R$ 800,00.

CPA-20 – A certificação CPA-20 se destina a qualificar profissionais que desempenham atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimento diretamente junto a investidores qualificados, bem como para os segmentos private, corporate e investidores institucionais, que atendam em agências bancárias ou Plataformas de Atendimento.

No conteúdo programático, princípios básicos de economia, finanças e estatística; fundos e demais produtos de investimento; tributação; órgãos de regulação, autorregulação, fiscalização e participantes do Mercado; compliance legal, ética e análise do investidor; mensuração, gestão de performance e risco, entre outros temas.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Curso de Medicina passará de 6 para 8 anos em 2015; serviço público será obrigatório

O curso de Medicina passará de 6 para 8 anosa partir de 2015. A mudança integra um pacote de medidas anunciado nesta segunda-feira (8) pela presidente Dilma Rousseff para ampliar a oferta de médicos no País e melhorar a formação dos profissionais.

Definida numa Medida Provisória, a ampliação deverá ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação, em um prazo de 180 dias.

O programa, batizado de Mais Médicos, inclui ainda o recrutamento de profissionais estrangeiros para trabalhar em áreas prioritárias, a abertura de 11.447 novas vagas para graduação e outros 12.376 postos de especialização em áreas consideradas prioritárias até 2017. O novo formato do curso de Medicina é inspirado no modelo existente em países como Inglaterra e Suécia, diz o Ministério da Saúde.

Estudantes passarão por um segundo ciclo

Concluído o curso de seis anos, o estudante passa para um segundo ciclo, de dois anos, onde terá de atuar em serviços públicos de saúde. A exigência do segundo ciclo será universal: tanto para estudantes de instituições da rede pública quanto privada de ensino.

No período em que trabalharem nos serviços públicos de saúde, estudantes receberão uma bolsa, financiada pelo Ministério da Saúde. Os valores ainda não foram definidos. O governo calcula, no entanto, que ela ficará entre o que é concedido para as residências médicas (R$ 2,9 mil mensais) e o que é pago para profissionais inscritos no Provab (R$ 8 mil).

No primeiro ano, estudantes vão atuar na rede de atenção básica. No segundo ano, o trabalho será feito nos serviços de urgência e emergência. Os alunos continuarão vinculados à instituição de ensino onde foi feita a graduação e, assim como ocorre com a residência, serão avaliados. A carga horária ainda não foi definida.

Pela proposta, o segundo ciclo poderá ser aproveitado para abater um ano de curso de residência em especialidades básicas, como medicina de família, ginecologia, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral. Há também a possibilidade de o período ser incluído na contagem para cursos de mestrado. A forma como isso será feito também está nas mãos do Conselho Nacional de Educação.

O formato de oito anos poderá ser revisto em um curto prazo. Há a possibilidade de o primeiro ciclo, atualmente de seis anos, ser reduzido para cinco. O assunto, no entanto, ainda terá de ser debatido pelo Conselho Nacional de Educação. A intenção é se aproximar do modelo inglês, onde a duração do primeiro ciclo varia entre 4 a 6 anos, treinamento supervisionado dura outros dois anos e a especialidade médica, 3 a 8 anos.

Para atuar no segundo ciclo, os alunos receberão um registro provisório. A instituição de ensino deverá estar ligada a uma rede de serviços públicos de saúde, onde seus alunos vão desempenhar as atividades. Caberá à instituição definir o local de trabalho do estudante.

A ideia é que o aluno seja supervisionado por professores. A forma como isso será feito também será definida pelo Conselho Nacional de Educação. Também não está acertado como será feito o reembolso das instituições de ensino pelo trabalho de supervisão.

Diploma após oito anos de formação

O aluno receberá o diploma somente depois de completar os oito anos de formação. Só aí receberá a inscrição permanente. De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo proposto prevê que o profissional com registro provisório, mesmo sem diploma, responderá caso cometa uma infração ética ou erro no atendimento do paciente.

A criação do segundo ciclo não vai dispensar o internato, realizado atualmente no quinto e sexto ano. Nesta etapa, o estudante não tem autonomia. Durante o treinamento da segunda etapa, o estudante aos poucos ganha mais autonomia.

A expansão da duração do curso de medicina, de acordo com o governo, não tem como objetivo principal a ampliação da oferta de médicos. A meta, de acordo com ministérios da Saúde e da Educação, é ampliar a formação do profissional e driblar um problema que o governo julga enfrentar atualmente, que é a especialização precoce. Na avaliação do governo, a partir do 4º ano, estudantes concentram suas atenção nas áreas com que têm mais afinidade, deixando de lado pontos considerados essenciais para o atendimento do paciente.

Embora detalhes ainda não estejam definidos, o governo já decidiu que durante o ciclo de dois anos, o estudante terá permissão para atuar apenas nos locais indicados pela instituição de ensino a que ele está ligado. Não será permitida a realização de plantões ou atuação em outros serviços.

(Diário do Nordeste)

Garoto de 16 anos cursa ensino médio e mestrado em matemática

Daniel Santana Rocha tem 16 anos e cursa mestrado em matemática pura no Impa (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Quando tinha 11 anos, Daniel Santana Rocha foi acompanhar o pai em um curso de matemática para professores e surpreendeu a sala de aula ao resolver um exercício que parecia indecifrável por todos. Foi para lousa e mostrou a resolução para orgulho do pai, que também não tinha conseguido chegar na resposta do problema. Hoje aos 16, a presença de Daniel no curso de mestrado em matemática pura no Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa), instituição que reúne a excelência em matemática do país no Rio de Janeiro, não causa mais espanto.

De manhã, Daniel vai para o mestrado. À noite segue para a escola estadual Engenheiro Bernardo Sayão, em Jacarepaguá, onde cursa o segundo ano do ensino médio. Como ainda não é graduado, não vai conseguir pegar o diploma da pós quando o curso terminar no fim deste ano. Situação que pretende resolver assim que concluir a educação básica, quando pretende conciliar a graduação e o doutorado. Também já tem planos para o pós-doutorado: “penso em fazer na França. Quero trabalhar como pesquisador.”

O gosto pela matemática Daniel pegou do pai, o professor Fernando Batista da Rocha, de 51 anos. Inclusive é ele quem dá aulas para Daniel no ensino médio. Fernando garante que o garoto não tem uma rotina sobrecarregada. “Estudar não é carregar peso, o mestrado é prazer para ele. Ele ama estudar, nunca gostou de futebol, por exemplo. O meio dele é o acadêmico, e vida se tornou mais prazerosa e mais feliz depois do Impa. Ele tem facilidade em pesquisa, por isso o estudo é natural.”

Celeiro de talentos matemáticos
Depois do episódio em que resolveu o exercício durante o curso no Impa, Daniel foi convidado a frequentar algumas aulas como se fossem cursos livres e participar de olimpíadas de matemática. Estudou análise de retas, álgebra e equações informalmente, e em março deste ano se tornou aluno oficial do mestrado. Como já havia cursado algumas disciplinas, conseguiu reduzir a grade e termina o curso ainda neste ano, aos 16 anos.

Segundo o pai de Daniel, os docentes do Impa não veem mais o filho como criança. “Eles já esqueceram isso, já se habituaram.” Daniel não foi o único aluno a entrar no Impa sem ao menos ter completado do ensino médio. Quem puxou a fila foi o professor Carlos Gustavo Tamm de Araujo Moreira, o Gugu, que fez doutorado e leciona na instituição, mas ingressou em março de 1988 quando tinha 15 anos. Aos 17 já tinha concluído a graduação e o mestrado.

Fundado em 1952, o Impa reúne 260 alunos de mestrado, doutorado e iniciação científica. Quatro pesquisadores do instituto foram convidados para palestrar no próximo Congresso Internacional de Matemática, na Coreia do Sul em 2014, o mais importante da área. Também pode ser de lá o primeiro brasileiro a receber a Medalha Fields, espécie de Nobel da matemática restrito a talentos com menos de 40 anos. Dois pesquisadores do Impa figuram como possíveis candidatos, Fernando Codá Marques e Artur Ávila, de 33 anos. 

“Demoraram para me aceitar porque tinham medo de o mestrado atrapalhar minhas aulas [no ensino médio], mas eu não preciso estudar exatas e não custa muito tempo estudar no ensino regular, não é difícil”, diz Daniel, em entrevista ao G1, durante treinamento que ele participou em São Paulo. O adolescente conta que convive bem com os amigos mais velhos e não tem dificuldade de acompanhar as matérias.

Daniel Santana Rocha tem 16 anos e cursa mestrado em matemática pura no Impa (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
                                                        Daniel Santana Rocha fez treinamento em SP
                                                               (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

 

‘Matemática divertida’
Daniel também disputa olimpíadas desde o ensino fundamental. Por muito pouco não passou na seletiva para compor a equipe que vai disputar a internacional na Colômbia. No histórico acumula pelo menos 20 medalhas em competições nacional e internacionais.

Para dar conta de tudo, estuda até dez horas por dia, tem as melhores notas em matemática, física e química na escola, mas mantém o bom desempenho em ciências humanas. No Impa, nunca tirou menos do que ‘B’, porém a cobrança é sempre pelo ‘A’, segundo ele. Diz que considera a matemática “muito divertida”, que “quanto mais difícil mais legal”, e por isso não se cansa. Estuda aos fins de semana, mas às vezes para se distrair gosta de caminhar e ir até o shopping.

“Meu pai sempre me ensinou mais matemática do que o colégio. Aos 12, já sabia toda a matéria do ensino médio, mas não sou gênio, todo mundo pode aprender. Acontece que o jeito que ensinam no ensino médio você não aprende o que é de verdade”, afirma.

Fernando conta que o filho estuda mais do que ele, que ainda não conseguiu fazer um mestrado. “Quando tenho dúvidas em matemática, ligo para ele. Outros professores também fazem isso. Ele é bom para ensinar. Eu também dou aulas particulares, nunca levo o Daniel junto porque se eu faço isso, perco o aluno.”

(G1 RJ)

Senadores aprovam corte de 53% dos royalties que iam para educação

O projeto de lei sobre a destinação dos royalties do petróleo para a educação aprovado pelo Senado na noite de terça-feira (02/07), derrubou pela metade o montante que havia sido votado pelos deputados. Com isso, o repasse cai 53,43% – de R$ 209,31 bilhões para R$ 97,48 bilhões. O cálculo é da Consultoria Legislativa de Recursos Minerais, Hídricos e Energéticos da Câmara, com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

É um retrocesso ao clamor popular, avaliam especialistas ouvidos pela reportagem. O projeto da Câmara, votado na semana passada em meio ao furor das manifestações que pediam 10% do PIB brasileiro para a educação, não chegava a alcançar esse porcentual, mas previa um acréscimo de 1,1% do PIB para o setor até 2022, alcançando 7% – hoje são 5,8%.

“A redução feita pelo Senado derrubou o porcentual de 1,1% para apenas 0,4% do PIB. Foi o anticlímax. Existia um ganho que não era o ideal, mas melhorava bem. Agora voltamos quase ao zero”, diz o professor Luiz Araújo, especialista em financiamento e políticas públicas. O relator do projeto é o líder do governo na Casa, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), e as alterações, segundo os bastidores no Congresso, são resultado de um acordo entre governo e líderes partidários.

Alterações

Entre as mudanças propostas pelo Senado, duas delas explicam bem a redução do investimento. A primeira é em relação aos contratos já assinados. Assim como a Câmara, o texto aprovado pelo Senado mantém que royalties obtidos com a produção atual de petróleo, em contratos assinados desde 3 de dezembro de 2012, já sejam destinados ao setor. A diferença é que, pelo substitutivo, a regra valerá somente para os royalties que cabem à União: Estados e municípios ficam isentos da obrigatoriedade.

A outra alteração que interfere no montante de verbas é a questão do Fundo Social. O projeto do Senado destina 50% dos rendimentos dos recursos recebidos pelo Fundo Social, em vez do total. Isso significa que o excedente em óleo referente aos contratos de partilha de produção não será destinado às áreas de educação e saúde, a não ser pelos rendimentos.

“A nossa luta não é para gerar pressão sobre a base econômica brasileira. O que pedimos para a educação não vai quebrar o país. Mudar tudo isso é chamar o povo de idiota. O país não pode abrir mão dessa conquista”, afirma o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.

Um estudo do professor Nelson Cardoso Amaral, especialista em financiamento da Universidade Federal de Goiás (UFG), mostra que, para chegar ao valor que os Estados Unidos investem por ano em cada estudante, o Brasil teria de empenhar 10% do PIB de hoje até 2040.

Um documento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta outras possibilidades para atender à necessidade de aumentar os recursos, como a ampliação de impostos e a vinculação de parte das contribuições para o setor até ações consideradas chave, como melhorar a gestão e o controle social dos gastos públicos.

Empenho

Em nota, a assessoria do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), relator do projeto, disse que o valor estimado com base no projeto aprovado na Câmara era equivocado por basear-se em premissas não fundamentadas e que as alterações introduzidas no Senado buscaram aprimorar o texto, “minimizando o risco de judicialização e evitando o uso indevido do Fundo Social”.

De acordo com a nota, “utilizar no País as receitas do Fundo Social contraria todos os princípios para os quais ele foi criado, especialmente a estabilidade econômica e a capacidade de competição”. Ao fim, o texto divulgado salienta que a iniciativa de vincular os 100% dos royalties do petróleo para a educação foi uma iniciativa do governo. “Portanto, o governo e o Parlamento brasileiro têm o maior interesse em aumentar as verbas, mas de maneira responsável e segura juridicamente”.

Por conta das alterações realizadas, a matéria volta a ser discutida na Câmara. A Casa deve votar, na próxima semana, se aceita as modificações no texto ou se mantém o que havia sido aprovado anteriormente. Após essa decisão, o projeto segue para a presidente, que decidirá pelo sanção ou veto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Abril Educação adquire centro educacional Sigma por R$ 130 milhões

A Abril Educação anunciou nesta quinta-feira (4) a aquisição do Centro Educacional Sigma, escola de Brasília, no Distrito Federal, por R$ 130 milhões. Consequentemente, a companhia passa a ser detentora das três unidades do colégio, que atuam desde a educação infantil até o ensino médio na capital do País.

A operação, anuncia a empresa, em nota, tem como objetivo diversificar a receita. A Abril Educação aposta em colégios com tradição no mercado.

Com a  aquisição, ganha presença na região Centro-Oeste, onde planeja expandir a marca Sigma para outras escolas da região.

Após a compra, a Abril Educação passará a atender diretamente mais de 5 mil alunos do Sigma. As unidades do centro educacional estão instaladas na capital brasiliense desde 1984.

Todos os projetos em andamento e as atividades das equipes de atendimento, assessoria pedagógica, comercial, operacional, tecnológica e de marketing, bem como a diretoria do Centro Educacional Sigma, não sofrerão mudanças, anuncia a empresa.

(IG São Paulo)

Universidade Vale do Acaraú (UVA) divulga resultado do vestibular 2013/2

A Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA), no Ceará, disponibilizou nesta quinta-feira, 04 de julho, o resultado final do Vestibular 2013/2. O processo seletivo ofereceu 905 vagas para os cursos ministrados na cidade de Sobral.

Acesse aqui o resultado

O curso mais concorrido do vestibular foi Direito, com 26,7 candidatos por vaga, seguido por Engenharia Civil (18,35), Enfermagem (15,85), Ciências Contábeis (12,65) e Administração (10,8). A concorrência completa pode ser acessada aqui.

As provas foram realizadas no dia 02 de junho, em dois períodos. Pela manhã, os candidatos responderam 60 questões objetivas de conhecimentos gerais. À tarde, o caderno de provas continha uma proposta de redação e 20 questões objetivas de duas disciplinas específicas ao curso escolhido. Baixe o gabarito.

Matrícula

Os classificados deverão efetuar matrícula nos dias 15 e 16 de julho, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), no Campus Betânia. Para a matrícula serão exigidos os originais e fotocópias da Identidade, Certificado de Conclusão do Ensino Médio, comprovante de quitação eleitoral e Certificado Militar (para homens).

No dia 17 de julho, a UVA irá divulgar as vagas que sobraram após matrícula dos classificados. A chamada dos classificáveis será no dia 18 seguinte, para todos os cursos, na Prograd, às 08h. Perderão o direito à vaga os candidatos que chegarem fora do horário determinado.

Outras informações podem ser consultadas neste Edital ou pelos telefones (88) 3677-4210/ 4271.

Por Adriano Lesme

Via http://vestibular.brasilescola.com/noticias/resultado-vestibular-2013-2-uva-ce-publicado/323417.html

Biblioteca Pública Menezes Pimentel está entregue às baratas

Via Blog do Eliomar de Lima

Do jornalista e poeta Barros Alves, recebemos nota, em tom de protesto, sobre as condições da Biblioteca Pública Menezes Pimentel. Confira:

Caro Eliomar de Lima,

Estive ontem na Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, subordinada à Secretaria de Cultura do Estado e constatei que está entregue às baratas.

Devido as condições totalmente insalubres não consegui fazer a pesquisa a que me propunha.

- Há mais de dois anos não funciona o sistema de ar condicionado, em consequência o calor é insuportável e o grau de insalubridade dos servidores é elevado.

- Várias pessoas já adoeceram em razão do calor excessivo.

- Não há um sistema de climatização adequado para a conservação do acervo bibliográfico.

- Não há manutenção física do prédio que está cheio de goteiras e rachaduras.

- Não há condições de infraestrutura para o trabalho da equipe de restauradores de livros e jornais.

- Há grandes deficiências no sistema de microfilmagem.

- O setor de Língua Inglesa é um verdadeiro forno.

- O acervo que já é velho e sem a devida climatização está se deteriorando a cada dia.

- Só a dedicação e o profissionalismo dos servidores mantém a Biblioteca aberta.

Sem mais,

* Barros Alves. 

VAMOS NÓS – Cadê o projeto de reforma dessa biblioteca, secretário Francisco Pinheiro? Cadê também o projeto de reforma do Dragão do Mar? Cadê o senhor secretário?

USP aprova bônus para negros, pardos e indígenas oriundos de escola pública

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) aprovou hoje (2) a criação de um bônus que pode elevar a nota em até 5% – a depender do resultado obtido na prova – dos vestibulandos que se declararem pretos, pardos ou indígenas e tenham cursado integralmente o ensino básico em escolas públicas. Até agora, o grupo não tinha bônus para ingresso na universidade.

A decisão já vale para o próximo vestibular.

O conselho também aumentou de 8% para 12% a bonificação na nota dos alunos que tenham cursado o ensino médio em escola pública; elevou de 8% para 15% a bonificação dos candidatos que fizeram o ensino fundamental e integralmente o ensino médio na rede pública. Além disso, aumentou de 15% para 20% o bônus para o aluno que cursou integralmente o ensino fundamental na rede pública e o segundo e terceiro anos do ensino médio em escolas públicas.

Assim, o aluno preto, pardo ou indígena que tiver cursado integralmente o ensino fundamental na rede pública e o segundo e terceiro anos do ensino médio em escolas públicas pode chegar a ter até 25% de sua nota do vestibular aumentada pelos bônus recebidos.

Edição: Nádia Franco

Casas de Cultura Estrangeira da UFC abrem processo de seleção

As Casas de Cultura de Alemão, Espanhol, Esperanto, Francês, Inglês e Italiano da Universidade Federal do Ceará (UFC) abrem inscrições para seleção para o semestre letivo 2013.2. As inscrições pela Internet acontecem de 9 a 18 de julho de 2013.

As provas acontecerão no dia 4 de agosto e os resultados serão divulgados no dia 9 de agosto. A matrícula dos alunos classificados acontecerão nos dias  21 e 22 de agosto, e dos classificáveis no dia 23 de agosto. As aulas tem início em setembro. No dia das provas, o candidato deverá apresentar o original do documento de identidade ao fiscal da sala.

Inscrição

A taxa de inscrição é de R$ 50. Terá direito à isenção da taxa de inscrição o candidato que comprovar inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico e os estudantes do Ensino Médio matriculados em estabelecimentos públicos (estadual ou federal), após aprovados na seleção, são isentos do pagamento da taxa de matrícula dos cursos. As inscrições podem ser feitas pelo site www.ccv.ufc.br.

(Tribuna do Ceará)

Escola de Itatira (CE) desenvolve projeto contra homofobia em sala de aula

Estudantes da Escola Nazaré Guerra aprovam ações contra a homofobia (Foto: Dario Gomes)

A Escola Estadual de Ensino Médio Nazaré Guerra, localizada no município de Itatira, distante 216 km de Fortaleza, inova no combate ao preconceito. A instituição implementou um programa de combate ao bullying homofóbico e de conscientização da diversidade sexual. O projeto teve início no começo deste ano, entre março e abril. Usa de vídeos, aulas e oficinas para esclarecer alunos.

A literatura também é muito utilizada durante as aulas do projeto. Segundo o professor coordenador do projeto, Francisco Wesley Carlos Sales, a intenção do programa é, também, transformar por meio da literatura. “Queremos tranformar por meio de livros clássicos. Perguntamos, por exemplo, se Romeu e Julieta fossem um casal gay, os alunos ainda iriam gostar?”, diz Francisco.

Francisco afirma que as atividades ocorrem dentro do Núcleo Trabalho, Pesquisa e demais Práticas Sociais (NTPPS), um programa de Reorganização Curricular da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc), que aborda temas como drogas, doenças sexualmente transmissíveis, problemas familiares, meio ambiente e outros assuntos. “Estamos nos baseando no livro Saúde da Escola, que nos foi fornecido. Dentro deste material, tinha o assunto sobre diversidade sexual”, afirma Francisco.

Com o tema Literatura e Diversidade Sexual, a Escola Nazaré Guerra pretende conscientizar os alunos desde os primeiros anos do colégio. “Queremos que os alunos cheguem já sabendo que a escola está com a preocupação de acabar com o preconceito”, esclarece o professor. A diretoria da escola dá total apoio ao projeto, segundo Francisco. “Esse projeto veio para ajudar a gestão. A escola está sendo pioneira no assunto, pelo que a gente sabe”, diz.

Antes de implantar o projeto, a instituição realizou uma pesquisa entre os alunos para saber o que eles achavam da diversidae sexual. Foram ouvidos 251 alunos. Trinta por cento deles apresentavam preconceitos e 20% já haviam presenciado atos de intolerância a homossexuais. “Depois do projeto, o preconceito diminuiu”, conta Francisco.

A criação do projeto por parte da escola se deu por vários fatores. “A gente vê ainda que existe um preconceito dentro da escola, como brincadeiras. Agimos dentro da escola para que os alunos possam agir fora”, explica Francisco. A ideia do projeto é expandir as ações. “Futuramente, a gente quer disseminar o projeto para o município todo, para todas as escolas”, completa o professor.

(G1 Ceará)

Navio de pesquisa alemão chega a Fortaleza e promove encontro com acadêmicos

Chega de Cabo Verde a Fortaleza, na sexta-feira (28), o navio de pesquisa alemão Meteor, cuja tripulação se encontrará com estudantes e pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) e da Casa de Cultura Alemã, da Universidade Federal do Ceará, e da escola Pasch, para troca de experiências e intercâmbio de conhecimentos. A vinda do navio faz parte do Ano “Alemanha+Brasil 2013-2014″, promovido em parceria entre os governos, instituições e empresas dos dois países. Sob a coordenação do Prof. Peter Brandt, o Meteor examinará o papel do Oceano Atlântico nas alterações climáticas.

O Meteor se compara a uma cidade autônoma: a bordo, há central elétrica, sistemas de ar condicionado e de tratamento sustentável de lixo, uma estação de tratamento de águas potáveis e residuais.

A embarcação serve à pesquisa em várias disciplinas científicas, com foco na análise do ar, da água, dos seres vivos e da superfície terrestre. O navio conta com 28 vagas para cientistas e está atuando no Oceano Atlântico, no Pacífico Leste, no Índico Leste, no Mar Mediterrâneo e no Mar Báltico. O comando do navio é realizado pela chefia dos navios alemães de pesquisa do Instituto de Ciências do Mar da Universidade de Hamburgo (Alemanha).

Depois de deixar a capital cearense, o Meteor dará início a uma nova rota, a Cruise M98, com destino à Baía de Walvis, na Namíbia (ex-colônia alemã, situada no sudoeste da África). Em 2014, o navio voltará a Fortaleza, para seminário científico com os professores do Labomar da UFC, sob a coordenação do Prof. Luiz Drude Lacerda.

Fonte: Profª Ute Hermanns, coordenadora cultural da Casa de Cultura Alemã da UFC – fone: 85 3366 7540

Reitor diz que UFC pode virar UFCE para evitar semelhança com a organização de MMA

Quem põe UFC no Google vê primeiro o link do site oficial do norte-americano Ultimate Fighting Championship, a maior organização de artes marciais mistas (MMA) do mundo. Só depois, o link para a Universidade Federal do Ceará, a principal universidade do Estado e uma das mais importantes do Nordeste, com o sexto maior orçamento dentre as federais do País. A semelhança incomoda quem prefere a Academia ao esporte violento. Mas a UFC prefere não entrar nessa briga. O reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Jesualdo Farias, anunciou nesta terça-feira, 25, no programa Vertical S/A, da TV O POVO, que cogita mudar a sigla da instituição para fugir da semelhança. Viraria UFCE.

“Não tem outra forma. Se nós olharmos hoje a configuração das universidades brasileiras, todas usam esta configuração (quatro letras): UFPE (Pernambuco), UFPA (Pará), UFRJ (Rio de Janeiro), então eu acho que é a saída para que possamos estar na primeira linha do Google é mudar para UFCE”, disse o reitor. De todo modo, Jesualdo admite que a mudança não seria simples. “É um processo que precisa ser discutido, mas há já um trabalho nesse sentido. É uma briga que a gente está tratando na parte jurídica como resolver”. Segundo ele, a comunidade acadêmica será ouvida. 
Para ele, a universidade brasileira não tem cuidado muito desse patrimônio. Jesualdo avalia que, “por comodidade”, às vezes não se dá o devido tratamento com relação a resguardar a marca. Dentro da UFC, disse, há vários outros casos. “Teve laboratório que teve que mudar de nome porque já existia marca registrada e laboratórios que tiveram de mudar de nome porque houve registro depois da sua criação como outra marca”. E completou: “além disso, registrar uma marca é um processo burocrático e nem sempre muito barato”. Segundo o reitor, seja UFC ou UFCE, a instituição vai registrar a marca para que no futuro não tenha de passar pela mesma situação.

Durante o programa, o reitor afirmou que o Ceará é o penúltimo colocado no ranking da oferta de vagas de ensino superior público federal por habitantes. O último é São Paulo, mas como lembra Jesualdo, São Paulo baseia o ensino superior em universidades públicas estaduais – como USP e Unicamp. “Assim, somos, de fato, o último em oferta”. Ele aponta como estratégia desde a gestão do então reitor Roberto Cláudio Frota Bezerra (pai do atual prefeito de Fortaleza), a expansão pelo Interior – começou com os cursos de medicina em Barbalha e em Sobral. 

Hoje, a UFC tem campi fora de Fortaleza no Cariri, Zona Norte (Sobral) e Sertão Central (Quixadá). O primeiro vai se transformar na Universidade Federal do Cariri (UFCA), com sede em Juazeiro do Norte e unidades em Icó e Brejo Santo. “Não dá para a UFC cuidar com presença física, de cursos, de graduação, pós- graduação, pesquisa e extensão em todas as regiões. “O papel é induzir, a partir da presença inicial de um campus, que se torna depois uma universidade independente e com identidade própria”. Em tempo: a UFC também está implantando campi em Crateús e Russas. 
 

(Jocélio Leal, O Povo Online)

Stella Moura: Estudante da UNIFOR é esfaqueada durante assalto dentro da universidade

Reprodução/Facebook

Uma estudante da Universidade de Fortaleza (Unifor) foi esfaqueada no estacionamento da instituição na manhã desta segunda-feira, 24, por volta de 12h30min. Stella Moura foiesfaqueada após tentativa de assalto nas proximidades do bloco “D”.

Segundo informações repassadas por vigias da Unifor ao soldado do Ronda do Quarteirão, Francisco Luciano Coelho, a aluna foi socorrida por uma ambulância da própria faculdade e levada a um hospital da cidade. “Nos informaram que aparentemente ela está bem”, disse o soldado.

A Universidade de Fortaleza divulgou nota esclarecendo sobre o ocorrido com a aluna. A instituição confirmou a ação e afirmou que trabalha para redobrar a segurança no Campus. Veja íntegra da nota.

Ainda de acordo com o policial, ninguém da universidade sabe informar o que ocorreu dentro do estacionamento. “Queremos saber as características do acusado, mas ninguém sabe informar. Não chegamos nem a entrar no local. Quem nos ligou falando do ocorrido foi uma mãe de uma estudante”, disse Coelho.

Segundo Anne Rocha, estudante de Fisioterapia, presidente do Centro Acadêmico do curso e representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unifor, uma reunião entre os centros acadêmicos da instituição foi marcada para as 9h desta terça-feira, 25. Na pauta será discutida a segurança dentro dos domínios da universidade e quais os caminhos a se tomar para garantir a segurança dos alunos. Ainda de acordo com a estudante, no último contato que o Diretório fez com a Unifor, a instituição garantiu aumentar o efetivo de policiamento. Ela não soube informar se isso foi feito. Na reunião de amanhã, a questão também será discutida pelos estudantes.

Redação O POVO Online

Universidade do Trabalho Digital inicia novo ciclo de cursos; inscrições são permanentes

As inscrições na UTD são permanentes (FOTO: Divulgação/Governo do Ceará)

A Universidade do Trabalho Digital (UTD) inicia, nesta segunda-feira (24), um novo ciclo de cursos gratuitos, beneficiando 539 pessoas. Os estudantes estão divididos em 22 turmas dos cursos de Iniciação Digital, Aperfeiçoamento Digital, PHP, Java, Criação e Manipulação de Imagens, Suporte e Manutenção de Computadores, Web Design e Linux Avançado.

As turmas funcionam nos turnos manhã, tarde e noite, o que proporciona o atendimento de diversos públicos e dá ainda mais oportunidades às pessoas que trabalham em horário comercial. As aulas acontecem na sede da UTD, no prédio do antigo Cine São Luiz, em frente a Praça do Ferreira, centro de Fortaleza.

A carga horária dos cursos varia de 30h/a a 80h/a e será concluída em agosto. A opção da UTD é pelo uso do Software Livre e na grade programática está presente a disciplina de empreendedorismo, como forma de potencializar a formação profissional e, consequentemente, a inserção no mercado de trabalho.

Formação gratuita

Com cursos nos níveis básico e avançado, a UTD está proporcionando formação gratuita na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), como forma de melhorar a qualificação profissional em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Estado. A iniciativa do Governo do Estado – através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), está facilitando a transição dos jovens entre a escola e o trabalho e ainda assegurando os direitos de acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Como participar

As inscrições na UTD são permanentes. Para se inscrever, o candidato precisa ter idade a partir de 16 anos e ser alfabetizado. As inscrições são feitas na sede da UTD, no prédio do antigo Cine Sâo Luiz (Rua Major Facundo, 500, 10º andar – Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O candidato deve portar RG, CPF e comprovante de endereço.

Mais informações

Universidade do Trabalho Digital – UTD
Endereço: Rua Major Facundo, 500 (prédio do antigo Cine São Luiz), 10º a 13º andar – Centro de Fortaleza
Telefones: (85) 3454-1969 / 1257 / 1987

(Tribuna do Ceará)

Em marcha, grupo de advogados e defensores do Ceará pede responsabilização da PM

Advogados populares e defensores públicos se reúnem na manhã desta segunda-feira, 24, em frente à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), de onde sairão em marcha até a sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) para protocolar documento com denúncias de violações e excessos da atuação do Estado nas manifestações em Fortaleza. 

O grupo de advogados é formado por cerca de 15 pessoas, mas espera-se a adesão de estudantes de direito e pessoas que foram vítimas da violência da Polícia durante os protestos.

Foi criado no Facebook no último domingo, 23, o evento “Ato contra a violência estatal, pela responsabilização do comando”, encabeçado por advogados da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), que está atuando em diversos estados para “tentar dar suporte às pessoas que sofreram com os abusos e excessos da Polícia Militar durante as manifestações em todo o país”, segundo um dos organizadores do evento, Jairo Pontes, advogado popular.

Na descrição do evento, consta que o grupo de advogados busca convocar todos que desejam a responsabilização de quem ordenou os abusos da Polícia durante as manifestações. “Pediremos ao Ministério Público a abertura de inquérito policial contra todo o alto comando da PM e o Senhor Governador do Estado”, diz a descrição na rede social.

Ainda de acordo com Jairo, o ato não precisa de uma “multidão”, é um ato de adovogados populares que está sendo gestado desde a última terça-feira, 18. Ele afirma que na avaliação dos organizadores do evento a responsabilidade dos excessos e abusos não é atribuída apenas ou primeiramente aos policiais, mas sim ao comando da PM. “O que estamos solicitando é a investigação das condutas do comando sobre o excesso”, esclarece Jairo.

Na manhã desta segunda-feira, por volta das 8h30min estava previstauma reunião no Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) com instituições de vários setores para falar sobre a criação de uma comissão destinada à dicussão das manifestações sociais ocorridas nas últimas semanas.

(O Povo)

Professora se cansa de alunos tagarelas, tampa bocas com fita isolante e não perde admiração

Foto: CBC News

O órgão de fiscalização do ensino em Vancouver, no Canadá, repreendeu uma professora depois que ela se cansou de seus alunos e eles acabaram com a boca calada com fita isolante, de acordo com informações do CBC News nesta quinta-feira (20). A professora é investigada por mau comportamento.

Margo Fowler, professora de matemática da Sir Winston Churchill Secondary School, é tida como uma das educadoras mais bem avaliadas no site canadense RateMyTeachers.com (“avaliemeusprofessores.com”).

No entanto, Fowler é acusada em três incidentes diferentes de ter tampado a boca de seus alunos com fita isolante. No último caso, ela deu um ultimato a um dos alunos, que teve que escolher entre ir para a diretoria do colégio ou ter a boca tampada por uma fita isolante. Segundo o site, o garoto optou pela fita e seu colega postou a imagem no Facebook.

Das outras duas acusações que recaem sobre a professora, uma se trata de um caso parecido e outra de um aluno que falava muito alto. Os três têm entre 14 e 15 anos.

Apesar da preocupação do órgão de fiscalização, Fowler é defendida por vários alunos entrevistados pela CBC News. Segundo eles, não passava de uma brincadeira, e os alunos tiveram oportunidade de escolha.

Margo Fowler é professora há 20 anos.

Via R7

Movimento Passe Livre realiza novo protesto em Fortaleza, nesta quinta (20/06)

LAURIBERTO BRAGA – Agência Estado

Estudantes do Movimento Passe Livre (MPL) planejam uma passeata para o final da tarde desta quinta-feira, 20, em Fortaleza. A concentração será na Praça Portugal, de onde os manifestantes pretendem sai para três locais: Palácio da Abolição (sede do Governo do Estado), Avenida Santos Dumont (centro financeiro de Fortaleza) e Avenida Beira-Mar. 

A estimativa dos organizadores é reunir mais de 10 mil pessoas no ato que cobra além da redução de R$ 0,20 no preço na passagem de ônibus (R$ 2,20 para R$ 2,00) mais investimentos para Educação, Saúde e Segurança Pública. Eles levantam como bandeira ainda o combate à corrupção.

Fortaleza realiza protesto de solidariedade aos feridos em SP e contra a Copa

FOTO: Cesar Teixeira e Ana Beatriz Santiago

Manifestantes realizam na tarde desta segunda-feira, 17, um protesto em solidariedade aos feridos em São Paulo. A concentração começou por volta das 17 horas na Praça da Gentilândia. Os manifestantes ocuparam a avenida 13 de Maio e da Universidade, no Bairro Benfica, a avenida Domingos Olímpio, Duque de Caxias e Centro da cidade. Por volta das 19 horas, eles decidiram protestar contra a Copa no Marina Park Hotel. 

Segundo o estudante Michel Barros, o protesto é pacífico e não houve confronto com os policias que fizeram a segurança da seleção do estádio Presidente Vargas (PV), que já haviam ido embora quando os manifestantes chegaram. O protesto já reúne cerca de 500 pessoas e deve se estender até a noite.

(FOTO: Cesar Teixeira e Ana Beatriz Santiago)

Há participantes de farda escolar e outros com máscaras do grupo Anymous. Gritando “vem para rua” eles convidam o resto da população a seguir com eles. Frases como “Saimos do facebook” figuram nos cartazes levantados. Dois prédios públicos foram pichados. Na sede do PV, o alerta “o gigante acordou” foi escrita.

Um dos ativistas contou que no cruzamento da avenida da Universidade haviam três policias que acionaram o rádio, mas não saíram de lá. Duas viaturas do Ronda do Quarteirão tentam liberar o trânsito, uma está fechando a avenida da Universidade e a outra fechou a  avenida Domingos Olímpio.

Na avenida Domingos Olímpio, um dos motoristas desceu, irritado, do carro. O microempresário Josefi Araújo, 35 anos, foi acalmado pelos manifestantes, mas se sentiu prejudicado. “Eu não sei o que eles estão reclamando. Eles tem o direito de se manifestar, mas não tem nenhum vereador ou deputado sofrendo com isso. É um horário de pico e eu precisava buscar minha filha”, desabafou.

Ainda de acordo com um manifestante, a intenção era caminhar até o estádio Estádio Presidente Vargas, onde a seleção brasileira treina para o jogo contra o México. Com os preparativos para o ato eles perderam tempo e a seleção já havia saído. A rota foi modificada e após passar pelo Centro, os manifestantes voltarão para a avenida da Universidade, chegando até o bosque do Curso de Letras da Universidade Federal do Ceará, onde terão reunião.

(O Povo Online)

 

Manifestantes dos “Copa Prá Quem” estabelecem calendário de atos em capitais do país

* Crédito da imagem: Rede Rua de Comunicação

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) e a Resistência Urbana realizarão outras manifestações ‘Copa Prá Quem?’, como a que aconteceu pela manhã, em Brasília (DF). Os líderes do movimento aguardam, em frente à sede do governo do Distrito Federal (DF) para serem recebidos pelo secretário de Governo, Gustavo Ponce de Leon.

Outros atos públicos acontecerão ainda hoje em São Paulo (SP), na Avenida Paulista. Em Porto Alegre (RS), está previsto um ato público, às 19h, no Largo Glenio Peres.

Em Palmas, a previsão é que manifestantes se concentrem na principal avenida da cidade, a Jucelino Kubichek, a partir das 16h. O calendário estabelecido pelo comando dos dois movimentos preveem atos públicos do ‘Copa Prá Quem?’ em Teresina (PI) e Boa Vista (RR).

Eles planejam, ainda, outra manifestação amanhã (15), às 10h, em Brasília (DF), onde se concentrarão na rodoviária da capital e na feira próxima a Torre de TV.

Neste sábado os manifestantes se reunirão, também, no Rio de Janeiro (RJ), a partir das 9h, no Quilombo da Gamboa. Na capital fluminense, está prevista a “Copa Popular – Contra as Remoções”. A ideia é integrar as comunidades ameaçadas de remoção na cidade.

Na capital mineira,  os representantes dos dois movimentos realizam desde ontem (13) o II Seminário do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa de Belo Horizonte (MG). O encerramento está previsto para amanhã com uma um jogo de futebol de rua.

(Agência Brasil)

Morre Jacob Gorender, historiador e intelectual marxista baiano

Jacob Gorender lutou contra a ditadura militar no Brasil

Um dos grandes intelectuais brasileiros, morreu JacobGorender, aos 90 anos, nesta terça-feira, e seu enterro será às 10h desta quarta-feira, nesta capital. Autor de um dos livros seminais de historiografia nacional: “O escravismo colonial”, Gorender também foi autor, entre obras como Combate nas trevas, talvez o mais aprofundado relato da resistência à ditadura militar que durou duas décadas no país.

“Acima de tudo, Gorender foi sempre um bravo revolucionário. Dirigente do PCB por décadas, fundou nos anos 60, ao lado de Mário Alves e Apolônio de Carvalho, o PCBR, uma das organizações de combate armado contra o regime militar. Combatente contra o nazifascismo nas fileiras da FEB, desde jovem escreveu seu nome entre os heróis do povo brasileiro”, escreveu o jornalista Breno Altman, em uma rede social.

Jacob Gorender, nasceu num bairro pobre de Salvador, onde cresceu e estudou até entrar na Faculdade de Direito e no PCB. Como todos os jovens estudantes comunistas, defendia a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Foi além do verbo e alistou-se, com outros companheiros. Na Itália, participou da tomada do Monte Castelo, a mais importante batalha enfrentada pelos pracinhas da FEB, a Força Expedicionária Brasileira.

De volta à Bahia, Jacob Gorender retomou o curso de direito que deixou logo adiante para militar profissionalmente no PCB. Chegou a ser membro do Comitê Central do partido que rachou em 1967, quando Jacob Gorender e outros saíram para fundar o PCBR, o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário. Como jornalista, escreveu e dirigiu as principais publicações comunistas: Classe Operária, Imprensa Popular e Voz Operária. Foi preso e torturado depois do golpe de 1964. Quase quarenta anos de participação e influência no movimento comunista, quase uma dezena de livros publicados. Jacob Gorender, intelectual reconhecido e historiador polêmico, que atuou como professor visitante no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), abriu com sua obra novos capítulos na história do Brasil.

Comunista de valor

Segundo o professor Lincoln Secco, professor de História Contemporânea na USP, “poucos países têm uma tradição historiográfica marxista como o Brasil. Nelson Werneck Sodré, Caio Prado Junior, Edgard Carone, Emilia Viotti da Costa, Alberto Passos Guimarães, Wilson do Nascimento Barbosa, Heitor Ferreira Lima e Leoncio Basbaum foram, em diferentes gerações, intérpretes que cultivaram a história numa perspectiva dialética e vinculada direta ou indiretamente a uma prática política”.

“Jacob Gorender é um exemplo tardio daquela “escola” tão variegada e até contraditória. Foi membro do PCB, integrou a Força Expedicionária Brasileira, foi dirigente comunista, esteve na URSS por ocasião do XX Congresso do PCUS e, de volta ao Brasil, foi um dos redatores da Declaração de Março de 1958, a qual mudou a orientação revolucionária do partido no sentido de um caminho parlamentar e reformista.

“Depois do Golpe de 1964, Gorender dirigiu o PCBR, ao lado de Mario Alves. Preso, ele reinventou-se como intelectual. Não era um escritor. Seus artigos na Revista Fundamentos eram carregados da linguagem stalinista e caracterizavam o existencialismo, por exemplo, como filosofia de ‘degenerados e homossexuais’. Estudou a História do Brasil colonial e escreveu uma obra polêmica e original: O escravismo colonial. Neste livro, ele visava elevar a historiografia marxista a um novo patamar categorial e sistemático.

“Criticou de maneira acerba a obra de Werneck Sodré e dele recebeu resposta não menos dura num artigo chamado “As Desventuras da Marxologia”. Também questionou as ideias de Caio Prado Junior.

“Embora sua obra seja polêmica, foi fruto de pesquisa solitária e de ideias amadurecidas no cárcere com um objetivo claramente político: entender o fracasso da estratégia dos comunistas brasileiros a partir da sua inadequada leitura de nossa história. Mas Gorender não rompeu ao menos com uma linha de pesquisa dos comunistas brasileiros (excetuado Caio Prado): o estudo e a classificação das relações de produção internas.

“Assim, Gorender se coloca no interior da mesma problemática de Werneck Sodré, Passos Guimarães e tantos outros, embora veja com mais simpatia o único que, de fato, polarizou o debate com aqueles autores: Caio Prado Junior.

“Gorender ainda retornaria à polêmica com seu livro A escravidão reabilitada, a partir do qual teria como alvo não mais o PCB e sim historiadores acadêmicos. A tese central do livro, no entanto, é a do abolicionismo como a expressão política da Revolução Burguesa no Brasil.

“Sua obra mais importante, contudo, talvez seja Combate nas trevas. Livro escrito de maneira romanesca, mas sem faltar com a verdade histórica. Ainda que marcado pelas antipatias do autor (como é o caso de sua crítica a Luiz Carlos Prestes) é uma obra difícil de ser igualada, pois combina a testemunha ocular da história e o historiador dotado de um método analítico insuperável.

“Em 1990 ele ensaiava novos passos. Escreveu Marxismo sem utopia e Marcino e Liberatore, acompanhou a queda da URSS quando viajava por lá. Para obter apoio diplomático brasileiro, obteve intermediação do então Deputado Federal Florestan Fernandes. Gorender filiou-se depois ao Partido dos Trabalhadores, com o qual já colaborava antes e deu respaldo às tendências da esquerda petista, escrevendo para suas revistas e jornais. Ele participou de muitos debates do Núcleo de Estudos de O Capital e da Revista Práxis. Gorender telefonava solicitando livros, referências, mas era generoso em suas preocupações com os jovens militantes. Mais recentemente, ele se dedicava a compreender o Brasil numa perspectiva crítica dos anos Lula”, conclui Secco, sobre a vida do intelectual Gorender.

O velório e o enterro nesta quarta-feira, dia 12 de junho, às 10h, acontecem no Cemitério Israelita do Butantã, Avenida Eng. Heitor Antonio Eiras Garcia, 5530, em São Paulo.

(Correio do Brasil)

Crateús e Russas ganharão campi da Universidade Federal do Ceará em 2014

No primeiro semestre de 2014, a Universidade Federal do Ceará (UFC) estará começando suas atividades nos campi em Crateús e Russas, com os cursos de Sistemas de Informação e Ciências da Computação, em Crateús, e de Engenharia Civil e Engenharia Mecânica, em Russas. Inicialmente serão ofertadas 50 vagas para cada curso, e o acesso dos alunos se dará por meio do sistema ENEM-SiSU.

As obras do Campus de Crateús já estão em andamento, enquanto as de Russas ainda não começaram por causa de um processo licitatório que está em curso, mas a previsão é que dentro de um mês elas iniciem. Os recursos financeiros já estão disponíveis e os equipamentos para os dois campi devem ser adquiridos imediatamente, como ficou decidido na reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 10, e presidida pelo Reitor Jesualdo Farias.

Concursos públicos serão realizados para o preenchimento das vagas de nível médio e superior, bem como para docentes. A data ainda não foi divulgada, mas será marcada pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas. Para Crateús: 59 vagas serão ofertadas para servidores técnico-administrativos de nível médio, 39 de nível superior e 82 para professores. Para Russas: 66 vagas para servidores técnico-administrativos de nível médio, 44 de nível superior e 92 vagas para docentes.

Quando estiver em pleno funcionamento, o Campus de Crateús vai abrigar, além dos cursos Sistemas de Informação e Ciências da Computação, os de Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e Engenharia de Minas. Já o Campus de Russas terá os cursos Engenharia Civil, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia de Software e Ciências da Computação. 

Redação O POVO Online

Os problemas da carreira docente nas universidades federais

As professoras da UFRJ Maria Tereza Leopardi Mello, do Instituto de Economia, e Débora Foguel, do Instituto de Bioquímica Médica, membro titular da ABC e atual Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, enviaram para Notícias da ABC o seguinte artigo:

 

Com a lei 12.772 recém-aprovada (em dezembro de 2012), o governo já editou uma Medida Provisória (MP) para alterar algumas de suas regras – que foram propostas pelo próprio governo. Sintoma de que há algo errado não só na Lei, mas no próprio processo decisório do MEC, que ignorou solenemente a opinião de segmentos importantes da academia. A discussão da nova MP arrisca seguir pelo mesmo caminho, ‘resolvendo’ apenas uma pequena parte de um problema que, diga-se de passagem, não existia antes da Lei 12.772. No fundamental, contudo, os malefícios da Lei já se fizeram sentir nas universidades e – pela recusa em dialogar demonstrada pelo MEC – tenderão a continuar e a eclodir com força em 2015.

 

A carreira docente nas universidades federais é, atualmente, regida pela Lei 12.772, aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2012 a partir de um Projeto de Lei proposto pela Presidente da República(1). Apesar de recém-aprovada, o governo já editou uma MP alterando algumas de suas regras.

 

Nesse cenário incerto, várias universidades federais estão com concursos abertos regidos pela infante Lei 12.772, que instituiu a dispensa do título de doutor para o ingresso na carreira do magistério superior, dentre outros malefícios. A contratação sem titulação passou a ser a regra geral, colocando em risco décadas de intenso esforço da academia, conjuntamente com órgãos federais – como CAPES e CNPq – e estaduais – FAPs – para fazer prevalecer o mérito nas universidades. 

 

Por que a pressa – a MP supõe urgência – de alterar a Lei, se as regras em questão foram propostas pelo próprio governo? Aparentemente, os dirigentes do MEC se deram conta – tardiamente – dos problemas causados às universidades federais pela nova sistemática de ingresso na carreira docente, muito provavelmente em resposta às manifestações de várias entidades de enorme prestígio, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências, que fizeram coro com um grande segmento de professores universitários rechaçando e apontando os graves problemas embutidos nesta Lei.

 

Resumidamente, a MP introduz as seguintes modificações na Lei 12.772 aprovada em dezembro último:

  • estabelece a titulação de doutorado como requisito para ingresso na carreira, prevendo a possibilidade de as universidades dispensarem – justificadamente – essa exigência nos editais dos concursos (art. 8º, §§ 1º e 3º);
  • modifica as designações de cada classe – de Auxiliar, Assistente, Adjunto, Associado e Titular para, respectivamente, A, B, C, D e E; na classe “A”, o docente pode ser denominado Adjunto (se Doutor), Assistente (se Mestre) ou Auxiliar (se não tiver titulação). As demais classes correspondem às denominações de Assistente (B), Adjunto (C), Associado (D) e Titular (E). O ingresso na carreira permanece sendo obrigatoriamente no primeiro nível da classe A;
  • reduz de 20 para 10 anos o tempo de experiência ou de titulação de doutorado exigidos para ingresso na classe de Titular-Livre (art. 9º, II);
  • estabelece regras do concurso para Titular-Livre, prevendo banca com membros externos e critérios a serem estabelecidos pelo Ministro da Educação (art. 9º, com acréscimo de um § 3º) (regra semelhante já está prevista para a promoção para classe de Titular de carreira);
  • amplia as atividades e formas de remuneração admitidas no regime de Dedicação Exclusiva, incluindo bolsas de organismos internacionais (art. 21, III) e colaboração esporádica de natureza científica ou tecnológica, limitadas a 120h/ano (inciso XII acrescentado ao art. 21). Tais atividades deverão ser autorizadas e normatizadas pelo Conselho Superior de cada universidade (art. 21, §1º);
  • adiciona o afastamento para pós-doutorado entre as hipóteses de afastamento possíveis ainda no período probatório (art. 30, I). 

 

De forma, geral, a MP tentou corrigir parte dos graves problemas criados pela Lei 12.772. No entanto, a questão mais relevante –  em nossa opinião, a estrutura da carreira docente e a sistemática de ingresso nessa carreira – não foram contemplados. Para entender o problema, façamos um breve histórico.

 

O sistema anterior da carreira docente federal (regido por normas de 1987) previa uma estrutura de classes – Auxiliar, Assistente, Adjunto e Titular – divididas, as três primeiras, em quatro níveis cada; a estrutura remuneratória seguia uma lógica que relacionava cada nível/classe com a titulação e regime de trabalho; cada nível salarial resultava da combinação desses fatores e era composto de um vencimento básico e um adicional por titulação (VB + AT). Ao longo do tempo, tanto a estrutura remuneratória quanto os níveis e classes foram sendo alterados. Criaram-se novas gratificações (GED, GEMAS etc.), além da nova classe de professor Associado (com 4 níveis), acima da de Adjunto.

 

O ingresso na carreira podia se dar no primeiro nível de cada classe – de Auxiliar, Assistente ou Adjunto, exigindo-se, respectivamente, diploma de graduação, título de mestre e doutor. Tal sistema era flexível, adaptável às diferentes condições das universidades federais em todo o país, e muito mais adequado ao atual estágio da universidade brasileira.

 

Nesse aspecto, a Lei 12.772/2012 provocou um tremendo retrocesso! Estabeleceu que o ingresso na carreira docente só poderia ocorrer no primeiro nível da classe de Auxiliar, mediante concurso para o qual se exigia apenas o diploma de graduação (art. 8º). Quem já tivesse doutorado, embora recebendo uma Retribuição por Titulação correspondente ao título, permaneceria Auxiliar por três anos, já que a promoção para Adjunto só seria possível depois do estágio probatório (cf. art. 13).

 

Os problemas decorrentes dessa nova sistemática de ingresso são vários. O primeiro, e mais evidente, é relativo aos salários e à atratividade – já algo combalida – da carreira docente nas universidades federais. Mesmo com uma Retribuição por Titulação de Doutorado, um professor no primeiro nível da carreira ganha menos do que o salário de Adjunto 1 (o nível no qual seria enquadrado pelo sistema anterior). Como se pode ver no Anexo (Tabela 1), a diferença entre o salário de ingresso (agora denominado de “Adjunto A, nível 1″) e o de “Adjunto C, nível 1″ atualmente é de 7% (R$ 8.049,77 contra 8.618,53); mas, esta diferença aumenta até 2015, quando passará a ser de 15,8% (R$ 8.639,50 contra 10.007,23). Adicionalmente, se compararmos o salário de um ingressante em 2012 (R$ 7.627,02) e em 2015 (R$ 8.639,50), observa-se uma perda de cerca de 2% em termos reais(2).

 

Em segundo lugar, a Lei acabou inviabilizando que a titulação constasse como requisito no Edital do concurso – o único requisito para ingresso na carreira previsto legalmente era o título de graduação (art. 8º, § 1º); e ainda que o edital viesse a estabelecer requisitos adicionais, isso poderia ser contestado, pois tais requisitos não eram previstos em Lei(3)

 

Curiosamente, esse problema já havia sido previsto quando das discussões em torno do Projeto de Lei que deu origem à Lei 12.772, mas aparentemente o alerta foi ignorado. Por outro lado, quando desses debates, difundiu-se a ideia – equivocada – de que a sistemática anterior de ingresso não seria compatível com os princípios e regras constitucionais que regem a Administração Pública(4) - isso embora a prática de concursos para o nível de Adjunto tenha sido comum nas universidades federais e não tenha sido questionada judicialmente até o presente. 

 

Mas, a questão crucial é a perda do sentido original da estruturação da carreira: afinal, o que significa ser ‘Auxiliar’, se se prevê que possa haver um “Auxiliar com mestrado” ou um “Auxiliar com doutorado”? E o que significa ser Adjunto, se o título de Doutor não é condição suficiente (nem necessária) para isso? A divisão em classes perdeu seu sentido original, que estava ligada à titulação (e à senioridade do docente!).

 

Os arts. 16 e 17 da Lei 12.772 estabelecem a estrutura remuneratória constituída de Vencimento Básico + Retribuição por Titulação. Os valores de cada item (VB e RT) ao longo dos próximos três anos (de 01/03/2013 a 01/03/2015) são previstos nos seus Anexos. Falta-lhes, entretanto, uma estrutura lógica explícita – as variações entre os níveis de remuneração não são regulares, nem entre níveis de uma mesma classe nem entre classes; tampouco são regulares os acréscimos por titulação, ou as variações por regime de trabalho (Dedicação Exclusiva (DE), 40 horas sem DE, 20 horas) (Tabela 2).

 

Tudo o que se define são os valores de cada nível e a retribuição por titulação. Como esses valores vão até 2015, segue-se que a partir daí a questão voltará à agenda/pauta dos professores (do governo, dos sindicatos etc.) e poderá servir de estopim para uma nova greve.

Entendemos ser necessária uma re-estruturação da carreira docente, que obedeça aos princípios de valorização da qualificação e do regime de dedicação exclusiva e atenda aos objetivos de atrair novos professores de bom nível, com bons salários e a perspectiva de crescimento dentro da carreira.

 

O MEC parece ter percebido – tardiamente – os problemas causados pela Lei por ele proposta, e parte agora para tentar corrigir alguns pontos pela via da Medida Provisória. Mas, no essencial, ela apenas contorna um dos problemas: estabelece a exigência do título nos concursos, mas, junto com isso uma mudança nos nomes de classes – criando, agora, uma categoria de ‘denominações’ – como se mudar o “nome” fosse resolver o problema do ingresso – que continua se dando no primeiro nível da carreira. Além disso, a existência de dois tipos de Professor Titular (de Carreira e Livre) também soa estranha e, até onde saibamos, não há similar mundo afora. Como o Titular de Carreira passou a ser mais um nível a ser galgado ao longo da carreira, mesmo que seja necessário o enfrentamento de um processo seletivo (com banca externa inclusive), não haverá competição entre candidatos, como nos concursos para Titular que vigoravam nas universidades até a promulgação da Lei. Torcemos para que esses concursos para o cargo de Titular de Carreira sejam regidos exclusivamente pelo mérito e que não se tornem uma “ação entre amigos”, maculando o significado e a importância de um Professor Titular no mundo acadêmico.

 

Em suma, assistimos à passagem meteórica de uma Lei, redigida sem ouvir grande parte dos interessados que teriam contribuições consistentes a fazer em prol da melhoria da carreira do magistério superior no Brasil. Enquanto se desenrolam vários concursos que operarão segundo os critérios dessa Lei e colocarão dentro das nossas universidades docentes não doutores, aguardamos os próximos capítulos dessa novela que já se descortina nessa nova MP que, se corrige o que de pior havia na Lei 12.772, nos brinda com um sistema de classes confuso e desnecessário.

 

E, para finalizar, não podemos deixar de registrar nossa grande preocupação com atual situação das universidades federais que correm o sério risco de regredir, aprisionadas nas suas próprias teias, numa verdadeira crise de representatividade, que pode ainda se agudizar, caso o MEC permaneça sem dar ouvidos aos segmentos da academia mais comprometidos com a qualidade e a excelência do trabalho acadêmico. 

(1) Pondo fim à greve de mais de três meses nas universidades federais, tal projeto fez parte do acordo entre o Governo Federal (MEC) e um dos sindicatos dos professores – o PROIFES, sindicato que disputa a representação da categoria dos docentes com o ANDES. Este último, no entanto, não assinou o acordo.

(2) Considerando-se um índice de inflação esperada de 5% a.a., o que é um cenário bem otimista; o aumento da inflação vai corroer ainda mais esse valor real.

(3) Essa é uma exigência constitucional – a de que os requisitos do concurso público devam ser estabelecidos expressamente em Lei (art. 37, I da Constituição Federal).

(4) Pela Constituição, os requisitos do concurso podem variar conforme a complexidade do cargo (art. 37, I e II). Nada autoriza a concluir que seria inconstitucional a possibilidade de concurso para um nível não inicial da carreira. 

Por Helio J. Rocha-Pinto

Do site da Academia Brasileira de Ciências

Carteiras Estudantis de Fortaleza tem validade prorrogada até 14/09

As carteirinhas de estudante de 2012 terão validade prorrogada até o dia 14 de setembro deste ano. O anúncio foi realizado nesta quarta-feira (5).

Segundo a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), a prorrogação da validade será feita apenas para os alunos com matrículas confirmadas no ano letivo de 2013. A Prefeitura informou que está providenciando a confecção e entrega das carteiras dos alunos novatos da rede pública – ensino fundamental, médio e superior.

Para quem ainda não solicitou

Os alunos da rede particular que ainda não solicitaram a identidade estudantil deverão fazer o pedido com urgência para garantir o direito à meia passagem. O site da Etufor disponibiliza um link para solicitações (www.fortaleza.ce.gov.br/etufor). Os alunos que já receberam a carteira de 2013 e queiram utilizar o documento imediatamente, podem ir até a sede da Etufor para solicitar a antecipação da validade. A Central de Atendimento da Etufor funciona na Avenida dos Expedicionários, 5677, das 8h às 13h e de 14h às 16h30.

(Tribuna do Ceará)

Ministério Público do Ceará abre 45 vagas para estágio remunerado

O Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) abriu inscrições para o exame de seleção de estagiários. São 45 vagas para estudantes de Direito (35), Jornalismo (3), Engenharia Civil (2), Informática (2), Pedagogia (1), Administração (2). Os interessados tem até a próxima segunda-feira (10/06) para realizar a inscrição.  O valor da bolsa é de R$ 750 mais auxílio-transporte. A carga horária é de 20h semanais.

MP oferta 45 vagas para estudantes de diversas áreas. Foto: Juliana Vasquez

Além das 45 vagas, será formado cadastro de reserva para, além das áreas já descritas, Ciências Contábeis e Biblioteconomia. Existem também 45 vagas para estudantes de Direito que devem ser lotados em municípios do Interior (Juazeiro do Norte, Iguatu, Quixadá, Russas, Maracanaú, Caucaia, Sobral, Tianguá e Crateús).

As incrições são gratuitas, e feitas exclusivamente através deste link (preferível acessar peloInternet Explorer).

Data, horário e local de provas serão divulgados neste site, a partir do dia 17 de junho. Dúvidas devem ser manifestadas por e-mail, direcionadas ao endereço nuge@mp.ce.gov.br.

 (Diário do Nordeste)

Alunos da UFC terão ônibus gratuito entre os campis do Pici, Porangabussu e Benfica

Os alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, passarão a contar com ônibus que circularão entre os campi do Pici, do Porangabussu e do Benfica a partir do próximo dia 10. O serviço de transporte será gratuito e vai beneficiar todos os alunos que têm atividades acadêmicas em locais distintos da sede de seus cursos. Bastará ao aluno apresentar a carteira de estudante para ter acesso ao ônibus.

A viagem será inicialmente feito por três ônibus que irão circular no trajeto Pici-Porangabussu-Benfica-Pici, das 8h às 18h. A previsão é de que o intervalo de saída dos veículos seja de, no máximo, 20 minutos e que o caminho seja feita sem paradas.

Segundo o Pró-Reitor de Assuntos Estudantis, Prof. Ciro Nogueira, será realizada uma viagem teste com diretores das unidades acadêmicas da UFC, ainda esta semana, para que possam ser feitas sugestões dos pontos ideais de parada nos três campi.

Por enquanto, os alunos do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), que têm aulas no Meireles e no Campus do Pici, não serão contemplados com a medida. Segundo o Prof. Ciro Nogueira, a Administração Superior da UFC já está estudando uma solução para oferecer transporte para os alunos do Labomar.

(Diário do Nordeste)

 

Virgínia Barros: Aluna da USP filiada ao PCdoB é eleita presidente da UNE

Vic Barros, 27 anos, foi eleita domingo a nova presidente da UNE (Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)

RIO – A estudante de Letras da Universidade de São Paulo (USP) Virgínia Barros ou Vic Barros, como é conhecida, de 27 anos, foi eleita domingo a nova presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), em congresso realizado em Goiânia (GO). A eleição de Vic representa a continuidade da hegemonia do PCdo B no movimento estudantil. O partido comanda a entidade desde 1991.

A nova presidente, da chapa “Bloco da unidade para o Brasil avançar”, recebeu 2.607 votos, ou 69% dos 3.764 delegados credenciados para votar. De acordo com a UNE, este ano a participação dos estudantes bateu um recorde com 98% das das instituições de ensino superior no Brasil representadas no congresso. As outras chapas concorrentes foram “Oposição de Esquerda da UNE”, com 618 votos (16,4%) e “Campo popular que vai botar a UNE pra lutar”, com 539 votos (14,3%).

Vic Barros é pernambucana de Garanhuns, terra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Filiada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e militante da União da Juventude Socialista (UJS), foi eleita com as propostas de avançar no debate sobre as drogas, denunciar o extermínio dos jovens negros e pobres e pela democratização dos meios de comunicação do país.

A nova presidente também promete mais radicalização e pressão no relacionamento com o governo federal e a reivindicação imediata de R$ 2,5 bilhões no Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). Outra prioridade aponta por ela é a luta contra a desnacionalização do ensino privado no país, que de acordo com a UNE, está cada vez mais entregue aos grupos financeiros internacionais.

(Agência O Globo)

36 escolas de Fortaleza na classificação de ‘alto risco’ da violência

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Alunos do período noturno de uma escola pública tentaram agredir uma professora após a chegada de PMs

O clima está pesado nas escolas públicas de Fortaleza. A violência tem reinado: furtos, assaltos, brigas, tráfico de drogas ameaçam o aprendizado. As vítimas agora foram alunos da Escola Municipal Maria Bezerra Quevedo, Novo Mondubim. Um vídeo que circula na Internet, e já teve mais de 3 mil visitas, mostra estudantes agredindo professores, repudiando a presença de policiais militares que iriam proferir palestra sobre a paz. Na tentativa de controlar o fenômeno, a Secretaria Municipal de Educação (SME) mapeou 36 escolas tidas como de “altíssimo risco”.

O incidente, ocorrido no último dia 20, foi prova da vulnerabilidade existente nos corredores escolares. Tendo o entorno dominado pelo tráfico, pelas gangues e brigas, a escola foi palco de verdadeiras cenas de guerra.

O vídeo mostra três alunos chutando portas, tentando bater em uma profissional. Um jovem chegou a ser detido e dois foram transferidos. O estopim foi a presença de PMs que foram chamados para tentar mediar o clima.

“Estudantes foram convidados para ver uma palestra sobre paz. Alguns rejeitaram o convite, a diretoria mandou fechar o portão e pancadaria começou”, afirma Luciano Nery, coordenador do Distrito de Educação V. Nessa mesma unidade, no dia 3 de julho do ano passado, um vigilante foi assassinado a tiros.

A diretora e uma professora já foram demitidas e uma junta interventora está no local para tentar acalmar os ânimos. A unidade estava “abandonada, faltava pulso”, diz. Segundo ele, espaço agora terá normas e código de conduta rígido. A SME condena a atitude de fechamento dos portões e pede diálogo. O órgão afirma que “nada justifica o ato de destruição do patrimônio”.

Problemas

Infelizmente, essa cena não é isolada. Para a coordenadora do Departamento de Mediação de Conflitos Escolares, Lady Lima Vieira, o uso de drogas e o tráfico estão “tomando conta”; não há mais segurança e tranquilidade.

“Infelizmente, em alguns momentos temos que pedir ajuda policial. Estamos tentando criar núcleos de mediação nas unidades mais complicadas, vamos fazer trabalho de parceria com diversos sujeitos para levar paz, ordem e dignidade”, garante.

Na Secretaria Executiva Regional (SER) I, por exemplo, oito escolas já têm espaços para mediar. Conforme estudo feito pela SME, tendo como base as vulnerabilidades sociais, há, na Capital, 36 escolas que merecem mais atenção da gestão: cinco no Distrito de Educação (ED) I, quatro no ED II, quatro (ED III), duas no ED IV, 11 no ED V e 10 no VI.

Para Rejane Hélvia, assessora técnica de Gestão Escolar da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc), a realidade também se estende para o Ensino Médio.

Uma importante orientação é a implantação em todas as escolas estaduais das Comissões de Prevenção à Violência. “Quando acontece uma situação de violência, a orientação é que seja encaminha diretamente aos conselhos tutelares. Ainda não temos um instrumento específico de acompanhamento dessas denúncias. Outra forma de denunciar é através da ouvidoria do Estado”.

´Presença da Polícia não seria melhor solução´

Para o assessor comunitário do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca-Ce), Laudeni Gomes do Nascimento, a presença da Polícia não é a melhor solução. “Os policiais não têm referência na juventude em mediação de conflitos. Pelo contrário, em muitos casos, algumas práticas de abordagem da Polícia são exageradas, desta forma construindo uma imagem negativa da instituição. Segundo, porque que a presença da Polícia num ambiente já hostil irá tornar o ambiente mais complexo”, afirma Laudeni Gomes.

Para ele, não há, no entanto, uma receita já pronta, diante de um tema tão polêmico. Uma saída pode ser “aplicação de medidas preventivas de participação, estabelecendo diálogos entre alunos, pais, professores. Parceria entre escola e comunidade”.

Para o tenente-coronel Paulo Sérgio Braga Ferreira, comandante do Batalhão do Ronda do Quarteirão, o grupamento tem vários projetos de mediação comunitária, entre eles o Programa de Resistência às Drogas e Violência (Proerd) que já atendeu 300 escolas no Ceará e mais de 270 mil alunos. Sobre o caso na Escola Maria Bezerra Quevedo, informou que não irá se pronunciar até apurar mais o fato.

IVNA GIRÃO – REPÓRTER, via Diário do Nordeste

Senadores aprovam criação da Universidade Federal do Cariri, com sede em Juazeiro do Norte

Juazeiro do Norte – CE

Aprovada em regime de urgência pelo Senado o projeto que cria a Universidade Federal do Cariri (UFCA), que terá sede em Juazeiro do Norte. A proposta, relatada pelo senador Inácio Arruda (PCdoB), prevê que a universidade seja criada por desmembramento da Universidade Federal do Ceará. Além do Ceará, os estados da Bahia e Pará foram beneficiados com projetos de criação de novas universidades. O pedido de urgência partiu de Inácio. Os projetos chegaram ao Senado na terça-feira e, aprovados, seguem para sanção presidencial..

A UFCA atenderá a uma população de mais de um milhão de pessoas. “O nosso parecer, portanto, é favorável a essa conquista, que é do Ceará, mas, quero dizer, com grande impacto também na Paraíba, em parte de Pernambuco e mesmo do Piauí, porque é uma região que abrange uma parte significativa desses quatro Estados da Federação. Assim, o nosso parecer é favorável e parabéns ao povo do Cariri, que recebe esta Universidade Federal”, observou Inácio.

Com a criação da Universidade, ainda de acordo com o senador Inácio Arruda, será possível aproveitar as potencialidades produtivas locais compatíveis com a conservação ambiental, além das atividades do turismo ecológico, científico e cultural. “A Universidade Federal do Cariri viabilizará o fortalecimento de uma política local de desenvolvimento econômico e social permitindo que toda a população tenha acesso a instrumentos adequados para as mudanças socioeconômicas efetivas na região”, afirmou Inácio.

Inácio seguirá para Goiânia onde, nesta quinta-feira, 30, participará, como conferencista, do Congresso Nacional da UNE.

(O Povo Online)

Aluna da UNIFOR é assaltada no estacionamento da universidade e faz um desabafo sobre o ocorrido

Protesto no Facebook de Carolina Uchoa Alencar Araripe

Pessoal, venho por meio deste compartilhar minha indignação. Hoje (27/05/2013), por volta das 11hs, fui assaltada DENTRO da Unifor. Eu estava com uma amiga andando em direção ao meu carro, que estava estacionado DENTRO do estacionamento do bloco D, e vejo um homem aparentemente sujo e com um jeito “suspeito” andando por lá.

 

Não me importei e continuei andando em direção ao carro. Ao abrir a porta do carro, ele me abordou e disse para agirmos tranquilamente pois “isso era um assalto” e ele queria nosso dinheiro e celular. Mandou não gritarmos, pois estava com uma arma escondida (se é verdade ou não, não sei… mas preferimos não reagir) e, se falássemos qualquer coisa, ele iria atirar. Por sorte (nunca ando com dinheiro), estávamos com aproximadamente R$170 reais e demos nossos celulares. Ele mandou, então, entrarmos no carro e insistiu que esse dinheiro era pouco e queria R$500. Nesse momento, pensei que ele fosse entrar no carro e que nós seríamos sequestradas. Acho que ele também pensou em fazer isso, visto que as condições estavam super favoráveis. Isso tudo durou, em média, uns 4 minutos (muito tempo, visto que estávamos dentro da universidade, em um local que, geralmente, tem seguranças).

 

No fim do assalto, ele disse para entrarmos no carro e irmos embora rapidamente, e para não falar com nenhum segurança (mesmo que quiséssemos, não tinha nenhum), pois tinha uma pessoa em uma moto na saída, que iria atirar se nós falássemos com alguém (se é verdade ou não, também não sei).

 

Fomos embora, e fui correndo para o estacionamento mais próximo (atrás da biblioteca), onde falei com os seguranças, que fizeram “o possível”. Avisaram para todos os outros seguranças e me encaminharam à delegacia mais próxima. Para minha surpresa, logo que chego à delegacia, chega outra aluna da Unifor, dizendo que foi assaltada na parada de ônibus próxima ao bloco D pela mesma pessoa.

 

Aí eu me pergunto: para onde vai a mensalidade altíssima que pagamos todos mês? Esse não é o primeiro, e não será o último assalto que acontece na Unifor.

 

Ultimamente vem sendo cada vez mais comum ouvirmos histórias de pessoas que foram assaltadas nas proximidades (no meu caso, DENTRO) da universidade. Passei um tempo conversando com os seguranças, e eles próprios admitiram que a Unifor PRECISA de mais seguranças, que não tem condições de eles estarem em vários locais ao mesmo tempo. Disseram que estão em um bloco, e, de repente, recebem um chamado para ir a outro bloco realizar alguma função. Eu fui assaltada em uma segunda-feira, 11hs da manhã (horário que os estudantes estão saindo da aula e costuma haver bastante movimento). Imagina o perigo que estamos correndo a noite, por exemplo, ao andarmos naqueles blocos mais distantes e escuros!

 

Hoje foi um assalto, amanhã pode ser um sequestro, estupro, assassinato… Gente, isso é inadmissível! Não pode acontecer! Nós pagamos caro e devemos exigir, no mínimo, mais segurança. 

 

 

COMPARTILHEM!!! 

PRECISAM NOS ESCUTAR! 

Grata, 

Carolina.

 

Estudante de Odontologia é vítima de sequestro-relâmpago no campus da UFC em Porangabussu

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Uma estudante de odontologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), campus do Porangabussu, foi vítima de um sequestro-relâmpago na tarde da última terça-feira, 28,enquanto entrava em seu carro.

De acordo com a estudante, que preferiu não se identificar, os bandidos a levaram no momento em que ela entrava no seu carro, por volta das 17h, empurraram ela para dentro do veículo e fizeram diversas ameaças de morte. Durante a ação, que durou cerca de duas horas, um dos criminosos a forçou a fazer um saque no valor de R$ 600 reais em uma agência localizada na avenida Bezerra de Menezes.

A estudante foi liberada em um ponto próximo ao North Shopping. O pai da estudante prestou um Boletim de Ocorrência (B.O) no 2º Distrito Policial, no bairro Meireles. O carro da jovem foi encontrado nesta madrugada. De acordo com informação da Polícia a jovem, o veículo foi utilizado para vários outros crimes na noite da última terça.

CRIMES FREQUENTES

A estudante informou ao O POVO Online que crimes como este estão acontecendo cada vez com mais frequência na região do Porangabuçu. “Não é a primera vez que acontece isso e vai continuar acontecendo se não houver nenhuma medida de segurança na área”, afirmou a jovem.

 (Rachel Gomes, O Povo Online)

 

Universidade Vale do Acaraú (UVA) é proibida pela Justiça de cobras taxas e mensalidades dos alunos

Uma decisão da Justiça Federal proibiu a Universidade Vale do Acaraú (UVA) de cobrar taxas, mensalidades ou qualquer custeio de seus alunos matriculados em cursos de graduação ou pós-graduação. A instituição também não poderá mais firmar convênios com instituições privadas de ensino superior. A decisão judicial teve por base ação civil pública ajuizada em junho de 2009 pelo Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE), em parceria com o Ministério Público Estadual (MP/CE).

A pró-reitora da Universidade, professora Fátima Lúcia, afirma que, até a tarde desta terça-feira, 28, a insituição ainda não havia sido notificada oficialmente. Segundo ela, a UVA ainda não foi informada sobre o teor da decisão judicial e, portanto, não tem como se posicionar sobre o caso. 

De acordo com o MPF, a Universidade teria montado um esquema ilegal de parceria com entidades privadas. Com isto, ela cobrava taxas de alunos. A UVA teria obtido autorização indevida para que passasse a cobrar, de forma ilegal, as taxas de alunos dos cursos de graduação e extensão, mesmo sendo uma universidade pública, mantida pelo Estado do Ceará. 

A cobrança, segundo a denúncia, seria feita por meio de esquema de parceria firmada de forma ilegal com instituições de ensino superior sem autorização da União. Além disto, a instituição também atuaria ilegalmente ao prestar serviços educacionais fora do Ceará, por meio de convênios firmados de forma irregular com instituições privadas de ensino de outros Estados.

O esquema 

Segundo o procurador da República Alessander Sales, para burlar a proibição da cobrança de taxas aos alunos, a UVA alterou, indevidamente, a sua personalidade jurídica estabelecida na Constituição do Estado, passando a se identificar como “pessoa jurídica de direito privado”, e não como instituição pública. Quando fundada, porém, a Universidade foi constituída como entidade de direito público, e, segundo o procurador, jamais poderia ter sua natureza jurídica alterada.

“A instituição age de forma absolutamente irregular e contrária ao ordenamento jurídico pátrio ao se beneficiar de todos os privilégios legais concedidos aos dois tipos de personalidade: público e privado”, detalha trecho da ação civil pública, também assinada pela promotora de Justiça Elizabeth Maria Almeida de Oliveira.

Além de cobrar as taxas indevidas dos alunos, a UVA ainda teria firmado convênios com institutos privados que atuam sem autorização da União.

(O Povo Online)

Max Gehringer debate sobre carreiras na Fanor, nesta terça-feira (28/05)

O consultor e escritor Max Gehringer estará nesta terça-feira (28), a partir das 19 horas, no Centro de Convivência da Fanor DeVry, para o Experience Day (Eday) 2013,  um dos eventos de maior destaque no calendário de palestras sobre carreiras no Ceará.

O Experience Day é uma das formas de aproximar os alunos da faculdade, além de proporcionar mais uma opção de atividade cultural à cidade, gerando conhecimento a partir da experiência de profissionais reconhecidos nacionalmente. Os alunos, professores, colaboradores e o público em geral podem participar das atividades que serão desenvolvidas no dia do evento.

O palestrante Max Gehringer abordará as experiências vividas em sua trajetória, além de falar sobre carreira e gestão empresarial. O consultor começou sua carreira como office-boy na antiga fábrica da Cica, em Jundiaí, e graduou-se em Administração de Empresas. Foi escolhido como um dos 30 Executivos Mais Cobiçados do Mercado em pesquisa do jornal Gazeta Mercantil em 1999. Foi um dos cinco finalistas do prêmio Top of Mind em 2005 e 2006 na categoria Palestrante.

Em 1999, no auge de uma carreira bem-sucedida que o levou à direção de grandes empresas como Pepsi, Elma Chips e Pullman, Max Gehringer tomou uma decisão raríssima no mundo corporativo: abriu mão do poder e das mordomias de alto executivo para dedicar seu tempo a escrever e a fazer palestras pelo Brasil. Foi colunista das revistas Você S.A., Exame e VIP, todas publicadas pela Editora Abril. Atualamente desenvolve quadros para o programa Fantático da Rede Globo, escreve para a revista Época e Época Negócios, ambas da Editora Globo,além de ter diversos livros publicados.

Últimas palestras

O EDay traz ainda uma vasta programação com apresentações musicais, atividades ligadas a empreendedorismo, jogos de estratégia e ação, oficina de currículo, exposição dos cursos da faculdade, aulas de artes marciais, percussão, sessões de cinema e muito mais. O Eday já recebeu nomes como o astronauta Marcos Pontes, os jornalistas Caco Barcellos e Zeca Camargo, os apresentadores Serginho Groisman e Marcelo Tas, o ex-capitão do BOPE e inspirador do Capitão Nascimento do filme Tropa de Elite, Paulo Storani, e, em 2012, o navegador Amyr Klink.

(Camila Cabral, Tribuna do Ceará)

Curso de Geografia da UFC comemora 50 anos

Na próxima quarta-feira, o Curso de Geografia da Universidade Federal do Ceará abrirá as comemorações de seus 50 anos de criação. A solenidade acontece a partir das 14 horas, no auditório do Departamento de Geografia (bloco 911), no Campus do Pici, em Fortaleza, com a presença do reitor Jesualdo Farias.

Às 15 horas, mesa-redonda vai reunir professores do departamento para conversar sobre o tema “Curso de Geografia na UFC: entre datas e fatos, memória e realidade”. Participarão os professores Edson Vicente da Silva, Maria
Florice Raposo Pereira, Tércia Correia Cavalcante e José Borzacchiello da Silva.

Em seguida, será divulgado o calendário anual de comemorações dos 50 anos do curso e realizada confraternização. O Curso de Geografia foi criado em 25 de janeiro de 1961 pela Lei nº 3.866, no contexto da criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, com os cursos de licenciatura de Matemática, Física, Química, Geografia, História, Pedagogia, Ciências Sociais e Letras. Hoje integra o Centro de Ciências.

(Site da UFC)

UFC é a 15ª colocada em ranking das melhores universidades do País

A Universidade Federal do Ceará (UFC) manteve-se como a 15ª melhor instituição de ensino superior do País, em estudo realizado pelo Ranking Scimago de Instituições Ibero-Americanas (Ibero-Americano Scimago Institutions Ranking – SIR) de 2013.

O ranking do SIR também indicou a UFC como a 48ª colocada entre países ibero-americanos em 2013, subindo quatro posições desde a aferição anterior, quando foi classificada em 52º lugar. O SIR analisou ainda a universidade cearense entre os países da América Latina, onde figura em 23º lugar. Antes se posicionava em 24º.

“Uma vez mais, há de se realçar que se trata de uma façanha, dada a juventude da UFC, comparativamente às demais IES latino-americanas e a algumas coirmãs brasileiras, situadas em regiões de maior desenvolvimento econômico e tecnológico”, disse o professor Wagner Bandeira Andriola, Secretário de Desenvolvimento Institucional da UFC.

O SIR faz a análise da produção científica de quase 3.300 instituições de pesquisa em 106 países com base em dados quantitativos de publicações e as seguintes citações: produção científica; colaboração internacional; qualidade científica média; e percentagem de publicações em revistas.

Rannking QS-WUR

A UFC também foi avaliada pelo Ranking Mundial de Universidades Quacquarelli Symonds (Quacquarelli Symonds World University Rankings – QS-WUR).

O valor da UFC no indicador QS-WUR possibilitou à UFC permanecer entre as 100 melhores universidades latino-americanas, em 71º, uma melhora de 13 posições.

De acordo com QS-WUR, a UFC obteve melhoras substanciais nos componentes que medem a reputação acadêmica da Universidade: citação per capita dos pesquisadores da UFC; citação das publicações da UFC; e impacto Web da Universidade.

O QS-WUR resulta da análise de sete subindicadores: reputação acadêmica da Universidade; reputação do empregador dos egressos; estudantes; proporção de pesquisadores com doutorado; citação das publicações e o impacto na web.

(O Povo Online)

Artigo sobre casamento gay publicado no site da UFC gera polêmica

FOTO: REPRODUÇÃO/ SITE DA UFC

Um artigo de opinião publicado no site da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), na última quarta-feira, 22, gerou polêmica nas redes sociais entre estudantes, professores e defensores dos diretos humanos.

O texto classifica como “golpe de estado” a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou que todos os cartórios celebrassem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, publicada na terça-feira, 14 de maio. O artigo questiona a competência de um órgão de fiscalização para legislar e questiona: “Onde estão as noções de vontade geral, soberania parlamentar e legitimidade democrática?”.

O texto ainda afirma que a omissão do Congresso sobre o casamento homossexual é reflexo da vontade popular, “que não deseja mudar o conceito de família”, segundo o professor.

Escrito por Glauco Barreira Magalhães, professor da disciplina de Hermenêutica Jurídica da UFC, o artigo obteve mais de 2.300 compartilhamentos no Facebook e foi tema das discussões no Fórum do Campus do Pici, grupo formado por estudantes da instituição.

Nos comentários do Facebook, muitos estudantes se mostraram insatisfeitos com a posição adotada pelo professor no texto, classificando-a de conservadora, e, principalmente, com o fato de o texto, claramente opinativo, ter sido publicado no site da Faculdade de Direito.

Confira o artigo na íntegra

Em conversa com O POVO Online, o professor Glauco Barreira Magalhães afirmou que o texto questiona se o CNJ tem o poder de legislar e mudar a Constituição. Em relação ao casamento homossexual, o docente argumentou que há uma intolerância muito grande sobre o assunto e que as opiniões de ambos os lados devem ser manifestadas e respeitadas. Glauco disse que boa parte das pessoas que também pensam como ele não se manifesta apenas por indiferença.  

Por meio de nota, a Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC esclareceu que o artigo não representa o pensamento da Universidade e enfatizou que os autores dos textos opinativos devem arcar com a responsabilidade por aquilo que publicam nas páginas oficiais das faculdades que integram a UFC. A instituição destacou que sua política editorial “privilegia o respeito à diversidade de orientação sexual, étnica, cultural, ideológica e religiosa, além de reconhecer demais princípios constitucionais de nosso País”.

(Rachel Gomes, O Povo Online)

Curso pré-vestibular da UFC abre inscrições para turma de intensivo em Fortaleza

O curso intensivo do Projeto Novo Vestibular (PNV) está com inscrições abertas até dia 31 de maio. O PNV é vinculado ao curso de História da Universidade Federal do Ceará (UFC) e prepara estudantes da rede pública para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares. Podem se inscrever estudantes do 3° ano do ensino médio de escolas públicas.

Para realizar a matrícula, é necessária uma foto 3×4, além de originais e fotocópias da carteira de identidade, CPF, comprovante de residência, comprovante de conclusão do ensino médio ou declaração de que cursa o 3º ano do ensino médio em escola pública. O estudante deve entregar uma resma de papel A4.

O valor da matrícula é de R$ 35. Na inscrição, os interessados também devem pagar a primeira mensalidade (R$ 60). Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone 3366 7747, das 18h às 22h, ou no site do PNV. O PNV é um projeto de extensão na UFC e desenvolvido desde 1986. O projeto conta hoje com 27 bolsistas e não possui fins lucrativos.

(G1 Ceará)

Em Fortaleza, 13 mil alunos do 3° ao 5° ano precisam ser realfabetizados

Foto Fernando Donasci/Folhapress 

A SME (Secretaria Municipal de Educação) de Fortaleza detectou em um estudo que existem 13.747 estudantes do 3º ao 5º ano do ensino fundamental que não são alfabetizados. Os alunos frequentam as aulas, mas não aprendem quase nada por faltar o básico: saber ler e escrever. O índice equivale a 21% dos alunos da rede municipal.

A SME informou que obteve esses números após um diagnóstico feito por meio de uma avaliação de leitura e escrita realizada pelas próprias escolas, no início do ano letivo. As provas foram aplicadas para os 65 mil alunos da rede municipal.

Segundo a SME, a Seduc (Secretaria da Educação do Estado do Ceará) classificou a capital cearense na posição 183° dentre 184 cidades pesquisadas no Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica Alfa.

Diante dos números, a SME vai iniciar a correção do fluxo escolar, retirando temporariamente os alunos dessas séries para fazerem um curso intensivo de alfabetização, que deve durar de 3 a 5 meses, e assim retornar as salas de aula de origem e continuar os estudos. Cada turma do período letivo especial terá até 30 alunos. Para isto estão sendo capacitados 327 professores que irão participar da correção de fluxo em Fortaleza.

A ideia é que esse índice de alunos não alfabetizados na rede municipal que estão em outras séries mais avançadas seja zerado. As aulas de correção de fluxo escolar iniciam no próximo mês de junho em todas as escolas da rede pública municipal.

“Além de focarmos nossas ações especialmente na alfabetização na idade certa das nossas crianças do primeiro e segundo anos, enxergamos que temos que solucionar a não alfabetização dos alunos do terceiro ao quinto ano. Não podemos e não consideramos normal que esse processo de analfabetismo vire uma bola de neve. Não estamos inventando a roda, estamos fazendo o que há muito tempo já devia ter sido feito em Fortaleza. Essa ação é urgente”, destacou o secretário de Educação de Fortaleza, Ivo Gomes.

A secretaria informou que a intervenção pedagógica deverá auxiliar na construção de competências e habilidades de leitura, escrita, desenvolvimento do raciocínio lógico matemático e resolução de problemas.

A correção de fluxo escolar em alfabetização será feira com base em duas estratégias pedagógicas: o Software Luz do Saber e o Programa de Correção de Fluxo em Alfabetização do Ministério da Educação/ GEEMPA( Grupo de Estudos em Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação).

A coordenadora do Ensino Fundamental da SME, Dóris Leão, destacou que é imprescindível a participação de toda a comunidade escolar para que o trabalho obtenha o resultado desejado. “A expectativa é alfabetizar 100% dos alunos dessas turmas. Estamos otimistas e apostando no comprometimento de todos os envolvidos nessa tarefa tão importante. A partir da alfabetização, esses alunos serão inseridos no mundo do conhecimento, isso vai proporcionar a todos eles uma verdadeira evolução”, disse a coordenadora.

Reposição de 2012

Em 2012 a rede de ensino de Fortaleza não conseguiu cumprir os 200 dias letivos, preconizados pelo MEC (Ministério da Educação), e ficaram faltando 19 dias. Segundo a SME, desde o início do ano letivo os dias que faltavam para completar o ano letivo de 2012 estão sendo compensados.

Os alunos dos 1º e 2º anos estão assistindo uma hora a mais de aula no período que frequentam as escolas. Já os estudantes do 3º ao 9º  ano passarão a partir de junho a dezembro a cumprir três horas a mais por dia em turno diferente que estudam. Eles recebem reforço de disciplinas de literatura e matemática, além de praticarem um esporte escolhido a qual se identificam.

Alyne Gama, Uol Maceió)

Procuradoria Geral de Fortaleza seleciona 23 estagiários de Direito

A Procuradoria Geral do Município (PGM), oferece 23 vagas para estagiários do curso de Direito. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de maio.

O candidato deve separar uma cópia da carteira de identidade, uma foto 3×4, histórico escolar atualizado até o semestre 2012.2, curriculum vitae resumido e o comprovante de pagamento da inscrição.

Os documentos devem ser entregues em envelope fechado até 17 horas no setor protocolo da PGM, que fica na Avenida Santos Dumont, número 5335, 11º andar.

Para realizar a inscrição, o candidato precisa ter completado 40% da carga-horária ou créditos totais exigidos para a conclusão do curso, ter obtido o mínimo de 50% de notas igual ou superior a 7 (ou conceito equivalente) nas disciplinas já cursadas e pagar uma taxa no valor de R$ 30,00.

A jornada de trabalho é de quatro horas por dia. A bolsa é de R$ 589,28 mais o auxílio transporte. O edital completo do concurso bem como o conteúdo programático da prova podem ser conferidos no site.

(G1 Ceará)

MEC descredencia 330 instituições de ensino superior do Prouni

O Ministério da Educação vai desvincular 266 mantenedoras de instituições de ensino superior do Programa Universidade para Todos (ProUni) , por não comprovação de regularidade fiscal. As entidades são responsáveis pela administração de 330 faculdades. A decisão, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 20, não causará prejuízos aos alunos, que terão a matrícula preservada pelas mantenedoras.

“O Prouni é um grande programa de inclusão de estudantes carentes. Por isso, é doloroso para o MEC tomar esta decisão, mas é indispensável”, salientou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. “Precisamos ser rigorosos com as bolsas do Prouni e Fies”, completou.

A Lei nº 11.128 de 28 de junho de 2005 prevê que, ao final de cada ano-calendário, as mantenedoras devem apresentar a quitação de tributos e contribuições federais administrados pela Secretaria da Receita Federal, sob pena de desvinculação do programa – exigência dispensada por lei até o exercício de 2012, ano em que o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies) foi criado.

O Proies estabeleceu critérios para que as instituições particulares renegociassem suas dívidas tributárias com o governo federal. Elas podiam converter até 90% das dívidas em oferta de bolsas de estudo, ao longo de 15 anos, e assim reduzir o pagamento em espécie a 10% do total devido. Em 2007, o governo federal abriu adesão ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis).

Por não terem apresentado a quitação de tributos e contribuições federais em 2012, essas mantenedoras já não puderam participar do processo de adesão ao Prouni no primeiro semestre de 2013. Com isso, deixaram de ofertar quase 20 mil vagas. De acordo com a legislação do programa, as mantenedoras desvinculadas poderão solicitar nova adesão ao programa mediante a comprovação da quitação de tributos e contribuições federais administrados pela Receita Federal.

As isntituições desvinculadas poderão interpor recurso, no prazo de cinco dias.

Adesão

Na segunda-feira, 20, portaria do Diário Oficial da União abre o processo de adesão de mantenedoras de instituições de ensino superior e a emissão de termo aditivo ao processo seletivo do Prouni, referente ao segundo semestre de 2013. As instituições de ensino superior interessadas em aderir deverão emitir termo de adesão por meio da mantenedora, no período de 20 de maio até as 23h59 do dia 6 de junho, exclusivamente por meio do Sistema Informatizado do ProUni (Sisprouni), disponível no portal do programa.

A adesão de novas mantenedoras ao ProUni deverá ser feita por meio de manifestação de interesse no Sisprouni, de 20 de maio até as 23h59 do dia 3 de junho.

(Último Segundo)

Menino autista desacreditado por médicos é cotado para prêmio Nobel

Jacob Barnett, de 14 anos, prepara sua tese de Phd em sistemas quânticos.

Aos dois anos de idade, o jovem americano Jacob Barnett foi diagnosticado com autismo, e o prognóstico era ruim: especialistas diziam a sua mãe que ele provavelmente não conseguiria aprender a ler ou sequer a amarrar seus sapatos.

Mas Jacob acabou indo muito além. Aos 14 anos, o adolescente estuda para obter seu mestrado em física quântica, e seus trabalhos em astrofísica foram vistos por um acadêmico da Universidade de Princeton como potenciais ganhadores de futuros prêmios Nobel.

O caminho trilhado, no entanto, nem sempre foi fácil. Kristine Barnett, mãe de Jacob diz que quando criança, ele quase não falava e ela tinha muitas dúvidas sobre a melhor forma de educá-lo.

“(Após ser diagnosticado), Jacob foi colocado em um programa especial (de aprendizagem). Com quase 4 anos de idade, ele fazia horas de terapia para tentar desenvolver suas habilidades e voltar a falar”, relembra.

“Mas percebi que, fora da terapia, ele fazia coisas extraordinárias. Criava mapas no chão da sala, com cotonetes, de lugares em que havíamos estado. Recitava o alfabeto de trás para frente e falava quatro línguas.”

Jacob diz ter poucas memórias dessa época, mas acha que o que estava representando com tudo isso eram padrões matemáticos. “Para mim, eram pequenos padrões interessantes.”

Estrelas

Certa vez, Kristine levou Jacob para um passeio no campo, e os dois deitaram no capô do carro para observar as estrelas. Foi um momento impactante para ele.

Meses depois, em uma visita a um planetário local, um professor perguntou à plateia coisas relacionadas a tamanhos de planetas e às luas que gravitavam ao redor. Para a surpresa de Kristine, o pequeno Jacob, com 4 anos incompletos, levantou a mão para responder. Foi quando teve certeza de que seu filho tinha uma inteligência fora do comum.

Alguns especialistas dizem, hoje, que o QI do jovem é superior ao de Albert Einstein.

Jacob começou a desenvolver teorias sobre astrofísica aos 9 anos. No livro The Spark (A Faísca, em tradução livre), que narra a história de Jacob, ela conta que buscou aconselhamento de um famoso astrofísico do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, que disse a ela que as teorias do filho eram não apenas originais como também poderiam colocá-lo na fila por um prêmio Nobel.

Dois anos depois, quando Jacob estava com 11 anos, ele entrou na universidade, onde faz pesquisas avançadas em física quântica.

Questionada pela rede BBC que conselhos daria a pais de crianças autistas – considerando que nem todas serão especialistas em física quântica -, Kristine diz acreditar que “toda criança tem algum dom especial, a despeito de suas diferenças”.

“No caso de Jacob, precisamos encontrar isso e nos sintonizar nisso. (O que sugiro) é cercar as crianças de coisas que elas gostem, seja isso artes ou música, por exemplo.”

BBC

Melhores cursos do mundo: 19 universidades brasileiras aparecem em ranking

A disciplina de agricultura e silvicultura da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi escolhida a 19º melhor do mundo segundo o ranking mundial por disciplinas QS 2013. Além deste, filosofia aparece em 44º lugar. A Universidade de São Paulo (USP) também aparece na lista, com cinco cursos entre os 50 melhores. No total, são 19 brasileiras com cursos entre os 200 melhores do planeta. 

A USP aparece com os cursos de agricultura e silvicultura (24º lugar), filosofia (41º), estatística e pesquisa operacional (41º), educação (45º) e comunicação e mídia (48º). A Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), também com agricultura e silvicultura, aparece em 47º lugar. 

Dezenove universidades brasileiras ficaram nos top 200 em pelo menos 30 disciplinas incluídas na pesquisa. No restante da América Latina, o Chile contou com oito instituições nos top 200, a Argentina teve cinco, o México quatro e a Colômbia duas. 

Do Brasil, além das três estaduais de São Paulo, aparecem: PUC-SP, Federal de São Carlos (UFScar), Federal de São Paulo (Unifesp), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro (UFRJ), PUC-Rio, Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Federal de Minas Gerais (UFMG), de Viçosa (UFV), de Lavras (UFLA), de Santa Catarina (UFSC), do Paraná (UFPR), de Londrina (UEL), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Brasília (UnB).

No top do ranking aparecem as universidades de Harvard (com 10 disciplinas em primeiro lugar), MIT (7), Universidade da Califórnia em Berkeley (4), Oxford (4), Cambridge (3), Imperial College London (1) e Universidade da Califórnia em Davis (1). 

“O sucesso do Brasil reflete uma evolução em seu perfil internacional e o impacto da pesquisa, impulsionados principalmente por um maior investimento em pesquisa e desenvolvimento”, afirmou Bem Sowter, diretor de pesquisa da QS. 

O ranking baseia-se em pesquisas com mais de 70 mil acadêmicos e empregadores, em citações de pesquisas e no novo medidor de impacto de pesquisas “H-Index”. O ranking completo (em inglês) está disponível no site do QS.

(Portal Terra Educação)

 

 

Título de doutor passa a ser exigido para novos professores do ensino superior

A presidente Dilma Rousseff publicou nesta quarta-feira (15), no “Diário Oficial da União”,  uma medida provisória que altera a lei do plano de carreiras e cargos do magistério federal e inclui a exigência de doutorado para a contratação de professores de universidades e institutos federais de ensino superior. O texto original, publicado em dezembro do ano passado, não fazia esta exigência, e precisou ser corrigido. Desde então, os concursos para professor de universidades federais estavam parados.

 

 

De acordo com a medida provisória, o diploma de doutorado só não será exigido pela instituição e substituído pelo título de mestre, de especialista ou por diploma de graduação, “quando se tratar de provimento para área de conhecimento ou em localidade com grave carência de detentores da titulação acadêmica de doutor, conforme decisão fundamentada de seu Conselho Superior”.

 

 

O texto diz ainda que a classe da carreira de magistério superior é dividida em cinco classes, que vai de professor adjunto, assistente ou auxiliar (classe A), até professor titular (classe E), e que o ingresso é sempre pela classe A, mediante aprovação em concurso público de provas e títulos. E estes concursos terão como requisito de ingresso o título de doutor na área exigida.

 

 

(G1 São Paulo)

IMPARH de Fortaleza – CE abre seleção para instrutores

O Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos (IMPARH) de Fortaleza, Ceará, está com inscrições abertas para a seleção de Instrutores.
Segundo o edital, o valor da hora-aula será equivalente à titulação do profissional, no valor de R$ 30,00 para graduação, de R$ 40,00 para especialização, de R$ 50,00 para mestrado e de R$ 60,00 para doutorado.
Os interessados poderão se inscrever até o dia 15 de junho de 2013, mediante o preenchimento da ficha de inscrição disponível no site http://www.imparh.ce.gov.br.
Após a realização da inscrição, o profissional interessado deverá comparecer à sede do IMPARH, na avenida João Pessoa, nº. 5609, bairro Damas, Fortaleza, no período de 4 a 21 de junho de 2013, no balcão de atendimento do Departamento de Recursos Humanos (DRH), das 9h às 17h, mediante entrega de envelope com a ficha de inscrição devidamente preenchida, cópia do documento de identificação pessoal, CPF, PIS/PASEP, cópia dos títulos acadêmicos e comprovante de experiência em atividades de docência.
A seleção de profissionais para a formação de banco de Instrutores será realizada pelo próprio Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos, o qual designará uma Comissão Coordenadora. O Instituto poderá recorrer aos serviços de outros setores necessários à realização dessa seleção, quer da esfera pública ou privada.
A participação da seleção e do banco de Instrutores assegurará apenas a expectativa de direito à integração do corpo docente dos cursos ofertados pelo IMPARH, ficando a concretização deste ato condicionada à observância das disposições legais pertinentes e do exclusivo interesse e conveniência da Administração.
(Jornalista: Lorayne Freitas – Imparh)

Autoaprendizado: estudantes recebem R$ 200 mil para largar faculdade

Há dois anos, o americano Peter Thiel – primeiro a investir no Facebook – declarou que o ensino superior era uma bolha e decidiu doar US$ 100 mil (R$ 202 mil) para alguns adolescentes largarem a faculdade e abrirem uma empresa. Segundo a publicação Fast Company, o projeto ganhou corpo e, neste ano, o bilionário doou mais R$ 202 mil para cada um dos 22 adolescentes selecionados para o programa. O investimento gerou benefícios – os jovens que receberam o dinheiro em anos anteriores elevaram o patrimônio da fundação criada pelo bilionário em US$ 34 milhões.

Para Peter Thiel, embora a bolha da educação permaneça, mais pessoas estão questionando a sabedoria passada no ensino superior que, segundo ele, credenciam os alunos para vagas com fracas perspectivas. Dentre os beneficiados pela doação, há projetos de moda, educação, tecnologia, mas apenas quatro são mulheres, afirma a publicação.

Dale Stephen abandonou estudos formais e recomenda a experiência

dale stephen autoaprendizado ensino superior

Ir para a faculdade ainda é um plano quase unânime para jovens americanos, que se preocupam desde o início do ensino médio com suas notas – um dos critérios usados pelas instituições de ensino superior para selecionar estudantes – e em como vão pagar pelo curso mais tarde. Quase. Nos últimos anos, o aumento do desemprego e índices crescentes de graduados que passam dificuldades para honrar o crédito estudantil recebido antes da formatura fazem com que uma parcela deles questione a validade do curso superior. Para esses adolescentes, ou outros que ainda não pensaram nisso, um livro lançado este mês nos Estados Unidos – Hacking your Education (Hackear sua educação, em livre tradução) – incentiva a largar a faculdade e dá dicas de como aprender – e muito – fora das salas de aulas.

O autor da obra, Dale Stephen, de 21 anos, desistiu dos estudos formais quando estava no segundo semestre e recomenda a experiência. Ele é líder do movimento sem fins lucrativos Uncollege (sem faculdade), cujo site foi lançado em 2011 para difundir a ideia de que é possível ter sucesso sem colocar os pés em uma universidade.

À época, descontente com o ambiente e o conhecimento que estava adquirindo no curso superior, decidiu que iria se desenvolver sozinho e transformar isso numa causa para revolucionar a educação. Para botar o projeto em prática, contou com a ajuda de US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) do Thiel Fellowship , um programa que escolhe 20 jovens com menos de 20 anos por ano para abandonar a faculdade e se dedicar a algum projeto fora dela.

Dois anos depois, Stephen já concedeu inúmeras entrevistas, escreveu artigos, deu palestras, promoveu seminários e agora lançou seu livro pela editora Penguin. Em todos esses meios, o conceito essencial repetido por ele é o mesmo, de que o investimento realizado para cursar uma graduação nem sempre traz o melhor retorno e aprender sozinho fica cada vez mais fácil, através das informações disponíveis na internet.

“As pessoas aprendem de formas diferentes, em velocidade e tempo diferentes. E hackear a educação permite que você aprenda o que, quando, como e onde quiser”, explica Stephen em seu blog. Segundo ele, não é preciso ser um gênio para se sair bem fora da escola, mas ter criatividade e confiança.

No site Uncollege há uma sessão com recursos de educação online, como o Coursera (de uma universidade tradicional) e outros independentes, como o creativeLIVE (de aulas ao vivo gratuitas com experts em vários temas), dicas de como planejar a educação informal, leituras sobre o tema e entrevistas com profissionais bem sucedidos que desistiram da faculdade. O livro apresenta o mesmo tipo de conteúdo, aprofunda as razões pelas quais Stephen acredita tanto no que chama de auto-aprendizagem e ensina como encontrar mentores, construir redes de contatos, onde achar conteúdos e como reuni-los de forma a desenvolver a própria educação.

Curso

Além do livro, para quem quer seguir esse caminho, o defensor do ensino informal, também oferece um curso. O programa especial chamado Gap Year conduz 10 pessoas ao longo de um ano no processo de auto-aprendizado. No treinamento, os aprendizes recebem aulas para desenvolver um plano de aprendizado individual durante três meses em São Francisco, viajam para o exterior por mais três meses e entram em contato com pessoas e empresas inovadoras, desenvolvem um projeto pessoal nos três meses seguintes e terminam o programa trabalhando no que ele chama de “mundo real”, durante mais três meses. Tudo isso, por US$ 12 mil (R$ 24 mil). Mas Stephen garante que dá para chegar ao mesmo objetivo por bem menos, apenas transformando a vida em educação e vice-versa.

com Ultimo Segundo e Portal Terra (Edição: Pragmatismo Politico)

Quatro alunos de FORTALEZA disputam Olimpíada Internacional de Química na Rússia

Da esquerda para a direita, os alunos Vitória Nunes, Maurocélio Rocha, Lívia Rodrigues e Nicholas de Souza. (Foto: Arquivo Pessoal)

Quatro cearenses são os únicos brasileiros a representar o país na 45ª Olimpíada Internacional de Química (ICHO), em Moscou, na Rússia. A seleção aconteceu por meio da Olimpíada Brasileira de Química, que premiou 15 estudantes de maior destaque para participar do Curso de Aprofundamento e Excelência em Química, ministrado por professores do curso de pós-graduação em Química de uma das universidades participantes. A equipe que vai representar o Brasil na ICHO foi escolhida com base nos resultados dos alunos neste curso.

Segundo o coordenador nacional da Olimpíada, professor Sérgio Maia, os alunos concorreram com cerca de 180 mil alunos. “Nós temos que ver que os estudantes cearenses se prepararam melhor, tiveram maior empenho.

Os professores e as próprias escolas incentivaram e fizeram uma preparaÇão mais adequada para conseguir esses resultados”, afirma. Para o coordenador, o sucesso nas olimpíadas de Química acaba atingindo diretamente as universidades, aumentando o ingresso de alunos nos cursos de graduação e pós-graduação. “O curso já é bem concorrido”, encerra.

Preparação
Entre os alunos, está Vitória Nunes, 18, que vai participar da Olimpíada pela segunda vez. Para a estudante, a pressão aumenta. “Por ser a segunda vez, me sinto com mais responsabilidade para trazer uma coisa melhor pro Brasil”. A jovem afirma que não é muito organizada, mas que tenta não acumular os conteúdos vistos em sala de aula. “Quando chega na [olimpíada] internacional, você vê que tudo valeu a pena”, diz.

Maurocélio Rocha, 15, é o mais novo entre os selecionados. Para ele, o fato de ser mais novo não foi obstáculo para conseguir a vitória. “Foi bem intenso porque a maioria do pessoal é do terceiro ano [do ensino médio]. Então compensei isso estudando num ritmo mais intenso”, conta. O adolescente diz que sua família está bastante orgulhosa com a vitória.

Lívia Rodrigues, 17, participou da Olimpíada Brasileira e está ansiosa para representar o Brasil na Rússia. “Estou tentando controlar a ansiedade para conseguir estudar”, afirma. A rotina de estudos de preparação para a ICHO 2013 foi intensa para a aluna. “Foi muito tempo estudando para conseguir. Eu não tenho um horário definido, mas estudo no mínimo nove horas por dia”, conclui.

O estudante Nicholas de Souza, 17, do Colégio Ari de Sá, já havia tentado participar da Olimpíada Internacional, mas não conseguiu êxito. A dica que ele dá é avaliar os erros do passado e tentar melhorar. Com essa oportunidade, Nicholas não esconde a empolgação: “É bom ter a oportunidade de representar o país, conhecer gente de outras nacionalidades. Estou indo para fazer o meu melhor”, afirma. O estudante já representou o Brasil na Olimpíada Internacional de Ciência Junior, que aconteceu na África do Sul, em 2001.

Colegas de escola
Mauro, Lívia e Vitória estudam no colégio Farias Brito, em Fortaleza. Para o professor de Química Antonino Fontenele, a escola tem a tradição de enviar alunos para olimpíadas. “Enviar quatro alunos, sendo três da mesma escola é uma vitória muito especial. É um trabalho que vem de anos e uma gratificação profissional muito grande”, aponta. A relação dos alunos com os professores ultrapassa os muros da escola. “É gratificante saber que a gente contribuiu para o crescimento pessoal dos alunos. Eles evoluem muito quando viajam para outros países”, completa.

(G1 Ceará)

Escola Padre João Piamarta sofre grave crise financeira e pode fechar as portas

Instituição abriga 2.350 crianças e adolescentes. Câmara Municipal e STDS se articulam para resolver o problema

Após 40 anos de história, o Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta corre o risco de fechar as portas devido ao déficit financeiro que enfrenta há meses. Para tentar resolver as dificuldades da instituição, uma nova discussão está marcada para a próxima terça-feira na Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS).


A instituição recebe também recursos de uma associação italiana, no entanto, desde o ano de 2011, com a crise em diversos países da Europa, a ajuda caiu de R$ 250 mil por mês para R$ 120 mil Foto: Kiko Silva

Nesta semana, uma audiência pública ocorreu na Câmara Municipal para buscar uma solução. Por enquanto, além do encontro de terça-feira, a Casa promete formar uma comissão temporária para acompanhar a questão junto à Secretaria Municipal de Educação (SME).

A entidade filantrópica, fundada em 1972 pelo padre italiano Luiz Rebuffini, hoje possui quatro unidades, uma na Capital e três no Interior do Estado, e abriga cerca de 2.350 crianças e adolescentes carentes. A unidade durante anos se manteve também com recursos enviados de uma associação na Itália, mas a crise europeia agravou ainda mais a situação do lugar.

Diante de um déficit mensal de R$ 200 mil, a vice-presidente do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, Lieta Valotti, pede ajuda. Segundo ela, italiana que trabalha na escola há 33 anos, a despesa mensal das quatro unidades chega a um total de R$ 620 mil. O dinheiro para manutenção de convênios com a Prefeitura Municipal de Itaitinga, onde o Piamarta mantém duas casas, e com a Prefeitura de Limoeiro do Norte, onde há uma unidade, chega a R$100 mil. A Escola conta com R$ 200 mil angariados com trabalhos realizados pelos estudantes e um valor de R$ 120 mil enviados por meio da Associação Operação Lieta, na Itália.

Contudo, a vice-presidente explica que, desde 2011, diante da crise na Europa, a entidade italiana reduziu o valor enviado de R$ 250 mil por mês, para R$120 mil. “A escola tem um papel social muito importante de acolher meninos e meninas em situação de pobreza, extrema pobreza e de risco. Aqui, eles conseguem aprender, se especializar e ter um papel na sociedade”, diz.

Conforme Lieta, somente na sede da Aguanambi, são 1.773 pessoas atendidas. Destes, 89 jovens de 13 a 18 anos moram no Centro Educacional, 124 são estudantes em tempo integral, além de 132 que fazem parte da banda da escola no contra-turno e se alimentam na escola. Ela ressalta que na Casa da Criança Governador Virgílio Távora, em Itaitinga, moram 323 meninos de 6 a 12 anos e na outra unidade, chamada Lar de Nazaré, residem 150 meninas. Já na cidade de Limoeiro do Norte, na Escola Agrícola Padre Lino Gottardi, reside um total de 18 crianças e 90 jovens de 16 a 30 anos fazer cursos técnicos.

Lieta lembra que as dificuldades não começaram agora. Há pelo menos dois anos, foi lançada uma campanha chamada Amigos do Piamarta, na qual cerca de 700 pessoas colaboram cada uma com R$ 15 mensais para ajudar na manutenção do centro educacional.

Atuação

Galeara Matos é assistente social voluntária do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta e já atua na entidade há 30 anos. Ela conta que nunca estudou na escola, mas como morava no bairro e era proveniente de uma família humilde, participava das atividades da entidade, por isso, se sente parte da escola.

“O centro educacional traz para as crianças e adolescentes carentes muitos benefícios, pois oferece residência, alimentação, educação e, acima de tudo, respeito aos direitos humanos, e isso é muito importante. A sociedade e o governo devem se sensibilizar com esta causa”, diz.

FIQUE POR DENTRO

Luiz Rebuffini foi o fundador

Padre Luiz Rebuffini, fundador do Colégio Piamarta, nasceu na Itália em 31 de Janeiro de 1932. Tornou-se sacerdote em 1957 e no mesmo ano veio ao Brasil iniciando suas atividades em São Bento do Maranhão. Três anos depois veio para a cidade de Fortaleza onde em 1971, iniciou a construção do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, na Av. Aguanambi, no bairro de Fátima, inaugurado em 1972 com a mesma filosofia de educar profissionalizando.

No mesmo ano, Luiz Rebuffini fundou a Banda Juvenil de Musica Dona Luiza Távora que alcançou fama internacional. Fundador de todas as unidades da Obra criada por ele.

Em reconhecimento por todo este trabalho em prol da infância e juventude do Ceará o Padre. Luis já recebeu vários reconhecimentos. Entre eles: Titulo de Cidadão Honorário de Fortaleza, Medalha Justiniano de Serpa e a Medalha “Cuore Amico”, reconhecimento da cidade de Brescia, na Itália, aos cidadãos italianos que se destacam nas áreas social e educacional em outros países. Por último, em 2001, ele recebeu o premio Sereia de Ouro: reconhecimento do trabalho feito em prol da sociedade cearense.

Mais informações

Para obter mais dados sobre a situação do Piamarta e saber como ajudar, é possível entrar em contato por meio dos telefones 4141.5022 (Itaitinga) e 3272.7422 (Fortaleza)

(Diário do Nordeste)

USP cria Comissão da Verdade para investigar crimes da Ditadura

A Universidade de São Paulo (USP) também vai investigar violações de direitos humanos cometidos durante o regime militar contra professores, alunos e funcionários. Na noite de hoje (7), a USP anunciou a criação de uma Comissão da Verdade destinada a examinar e esclarecer violações que ocorreram na universidade entre os anos de 1964 e 1985.

A universidade informou, por meio da assessoria de imprensa, que a comissão será constituída por sete docentes e terá como presidente o professor Dalmo de Abreu Dallari, da Faculdade de Direito. Além dele integram o colegiado os professores Erney Felicio Plessmann de Camargo, do Instituto de Ciências Biomédicas; Eunice Ribeiro Durham e Janice Theodoro da Silva, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; Maria Hermínia Brandão Tavares de Almeida, do Instituto de Relações Internacionais; Silvio Roberto de Azevedo Salinas, do Instituto de Física; e Walter Colli, do Instituto de Química.

Os trabalhos da comissão consistem em receber testemunhos, informações e documentos do período e convidar, para prestar depoimentos, pessoas que tenham conhecimento de fatos referentes às violações de direitos humanos na universidade durante a ditadura militar. Também poderão ocorrer perícias e diligências para se obter informações e documentos referentes ao período.

Todos os trabalhos feitos pela Comissão da Verdade da USP irão contribuir para a Comissão Nacional da Verdade, informou a universidade. Ela vai atuar pelo prazo de um ano e, ao final desse período, elaborará um relatório com os resultados dos trabalhos de investigação.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo também foi instaurada uma Comissão da Verdade para apurar as violações ocorridas no estado durante o regime militar.

(Portal Terra)

Cetrede/UVA está com inscrições abertas para cursos de graduação tecnológica

O Cetrede/UVA está com inscrições abertas até o próximo dia 20/5 para o Vestibular 2013.2 de graduação tecnológica. Os cursos ofertados são Processos Gerenciais, Gestão de Recursos Humanos e Gestão de Segurança Privada e as inscrições serão feitas através do site http://www.cetrede.com.br.

É importante ressaltar que os bancários sindicalizados e seus dependentes têm direito a descontos especiais nas mensalidades, através de convênio firmado entre o Sindicato e a entidade de ensino.

As provas serão realizadas no dia 26/5, na sede do Cetrede (Av. da Universidade, 2932 – Benfica). O resultado do vestibular será divulgado dia 3/6, no site da instituição e as aulas terão início no mês de agosto.

Para mais informações sobre o processo seletivo do Cetrede pelo telefone (85) 3214 8200 e mais informações sobre convênios, entre em contato com a Secretaria de Organização do SEEB/CE pelo número (85) 3252.4266.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Calouro da USP desafia preconceito e veste saia para ir à faculdade

Vitor Pereira posa com a saia que usa nas aulas e a camiseta do curso de têxtil e moda da USP Leste (Foto: Flávio Moraes/G1)

Recém-chegado ao curso de têxtil e moda da Universidade de São Paulo (USP), o calouro Vitor Pereira, de 20 anos, decidiu experimentar uma sensação pouco comum entre os homens de hoje: o hábito de vestir saias. “Sempre gostei muito de androginia na moda, nunca pensei que existe roupa de mulher e roupa de homem”, contou o estudante ao G1. No mês passado, ele comprou uma saia xadrez e passou a vesti-la para ir à Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), no campus da Zona Leste da USP. “Sempre quis vestir saia, acho que é mais confortável e libertador.”

Defensor da hipótese de que a moda transcende os gêneros, ele afirma ter colocado em prática pesquisas feitas na faculdade feitas sobre o tema e seguido os passos de alguns colegas veteranos. Na manhã de sexta-feira (3), ele combinou a saia com um par de coturnos e uma camiseta da faculdade.

A atitude do estudante desafia o preconceito contra homens de saia. Três dias após vestir a saia na USP pela primeira vez, Vitor recebeu ofensas anônimas pelo Facebook e criou uma página para defender a causa e divulgar imagens de outros homens que usam saia pelo mundo. “Achei que fosse haver alguns olhares, porque é uma coisa incomum, mas não a ponto de receber ofensa”, afirmou Vitor. “Se você posta um comentário assim é porque você reprime alguma coisa. E se você reprime, isso ou escapa por meio de palavras ou de violência. Sempre tive uma outra visão da USP, de que o pessoal tinha a mente mais aberta.”

Em nota, a assessoria de imprensa da Each afirmou na sexta-feira (3) que a unidade “repudia qualquer tipo de discriminação racial, religiosa, sexual, por gênero e etnia, praticada dentro do ambiente acadêmico ou fora dele”, e que “qualquer manifestação preconceituosa, seja ela qual for, destoa completamente do cotidiano universitário, que apresenta a diversidade em suas mais variadas formas”.

Sociologia da moda
A vontade de experimentar ele nutriu durante quase dois anos, mas a compra da primeira saia foi feita em um impulso durante uma visita a um shopping center. Por falta de opção, a saia de Vitor foi comprada em uma loja feminina e precisou ser ajustada por uma costureira para servir ao porte físico do estudante.

Porém, ele não é o primeiro aluno do curso a vestir a peça para ir à aula. Pelo menos outros três garotos também já aderiram ao hábito de usar saia ou vestido.

O aluno do quarto ano Augusto Paz, de 21 anos, vestiu sua primeira saia em 2011, como parte de uma tarefa da disciplina de sociologia da moda. O “teste de desconforto psicológico” exigido pela professora consistia em sair de casa e ir até a faculdade vestindo uma peça de roupa que Augusto nunca usaria. O estudante escolheu uma saia longa azul emprestada pela mãe, que lhe serviu sem necessidade de ajustes.

Em 2011, Augusto Paz vestiu uma saia pela primeira vez (Foto: Arquivo pessoal/Augusto Paz)
Em 2011, Augusto Paz vestiu uma saia pela
primeira vez (Foto: Arquivo pessoal/Augusto Paz)

Apesar de sempre achar que nunca vestiria a peça, Augusto acabou descobrindo que a saia é bastante confortável e decidiu comprar outros modelos –hoje, ele tem três, que veste de vez em quando. “Compro minhas saias em brechós, procuro o modelo de kilt [saia masculina típica da Escócia]. Fizemos uma pesquisa no ano passado, é muito difícil encontrar saia para homem.”

Vantagens da saia
Além de não esquentar tanto as pernas durante os dias mais quentes, os dois estudantes explicam que a saia também mexe com a postura de quem a veste. “É engraçado ver como uma peça de roupa mexe no visual. Até a maneira de andar muda”, explicou Augusto. “Minha postura tem que ser melhor para não parecer estranho”, afirmou Vitor.

Os dois dizem que a saia não é uma peça de uso diário, mas apenas mais uma opção do guarda-roupa, para vestir quando quiserem. Os motivos para vestirem ou não a saia em um determinado dia são parecidos com os de muitas mulheres. Vitor, por exemplo, desistiu da peça na quinta-feira (2), porque achou que faria frio.

Augusto afirmou que veste as suas de vez em quando. Além da vontade na hora de escolher a roupa do dia, um dos motivos, segundo ele, é o medo da reação que pode receber na rua.

“Tenho medo de violência”, diz. Ele afirma que, na faculdade, o mais comum é receber “olhares de soslaio” e comentários e risadas pelas costas, mas que “é difícil ter uma ação combativa, quando tem é anonimamente pela internet”. Porém, segundo ele, em 2012 um estudante da USP Leste tentou tirar uma foto por debaixo de sua saia. “As reações divergem muito, aqui tem muita gente esclarecida, mas muita gente ignorante.”

Vitor afirmou que não se importa sobre o que os outros pensam dele. Mas admitiu que, quando saiu de casa pela primeira vez vestindo uma saia, o nervosismo fez com que ele ficasse com taquicardia. No ponto de ônibus a caminho da USP Leste, ele diz que muitas pessoas não conseguiam desviar o olhar, e um motorista gritou uma ofensa a ele de dentro de um carro em movimento.

Reflexo da sociedade
A coordenadora do curso de têxtil e moda da USP, professora Cláudia Garcia Vicentini, acredita que é “curioso” ver, no século 21, manifestações agressivas em relação a homens de saia. “A universidade é um lugar de liberdade de expressão”, disse ela na sexta-feira (3), durante entrevista ao G1 na cantina da faculdade, vestida com uma gravata preta. “Os dois são extremamente inteligentes e bem educados, isso é o que importa”, disse. “Para eles, [vestir saia] é um exercício de diversidade. Qualquer crítica que venha pelo lado negativo não constrói.”

Já a professora Suzana Avelar, responsável pelas disciplinas de história da moda e sociologia da moda, explica que a saia sempre foi uma vestimenta masculina e que, até o Renascentismo, homens e mulheres vestiam as mesmas roupas. Ela questionou os motivos para isso incomodar tanto hoje em dia. “Gostaria que as pessoas pensassem a respeito disso”, afirmou.

Para o professor Alessandro Soares da Silva, que dá aulas de psicologia política e de sociedade, multiculturalismos e direitos no curso de gestão de políticas públicas, nem o uso de saia por parte dos alunos homens nem a reação agressiva e anônima na internet o surpreendem. Segundo ele, “o que aconteceu com esses meninos é um reflexo de uma socieade que educa para a enfermidade”.

Silva explica que o preconceito é uma “capacidade emburrecedora”, porque “autoriza o sujeito a falar algo de outro sem conhecê-lo”, partindo da premissa de que existe um “sujeito-referência” e todas as pessoas que não são como ele são consideradas inferiores. Entre as características deste sujeito estão o fato de ele ser “branco, eurocêntrico, culto, bonito, sem deformidades, heterossexual e pai de filhos, não de filhas”.

Na questão de gênero, ele afirma que o preconceito aparece nas reações a homens que ocupam espaços que a sociedade quer restringir apenas às mulheres. “O primeiro xingamento que se aprende é comparar o homem à mulher, como se ser mulher fosse algo pior. Há que se pensar na igualdade de gênero.”

Parte das reações violentas também podem ser combatidas, de acordo com o professor, com uma educação que começa em casa e sabe respeitar a diversidade e manter os de valores individuais no âmbito privado. “O que falta ao Brasil é um estado laico”, diz.

Para o estudante Augusto, “as pessoas não estão acostumadas a um homem que adote comportamentos femininos, é uma questão de tolerância”. Por isso ele celebra a posição de figuras célebres, como o cartunista Laerte, que assumiu a vontade de se vestir como mulher. “Acho fantástico, porque as pessoas se acostumaram.”

(Ana Carolina Moreno, G1 SP)

Por que a lei que obriga o ensino afro-brasileiro não é aplicada?

Aprovada pelo Congresso e sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em 2003, a Lei 10.639 – que prevê a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo das escolas do país – é aplicada apenas de forma mínima, mesmo dez anos depois. A situação da lei voltou a ser discutida nesta semana no Rio Grande do Sul, com a audiência pública solicitada pelo movimento negro que provocou declarações no governo do estado e entre deputados estaduais.

A audiência ocorreu na última semana, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. A reivindicação principal, de cobrar maior rigor no cumprimento da lei e na fiscalização do que é realizado, fez com que deputados e representantes do governo buscassem encaminhamentos para um panorama que, segundo os movimentos sociais, se alterou pouco ou nada mesmo após uma década de implementação.

Para a assessora de Diversidade Étnico-Racial da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, Marielda Medeiros, em entrevista para oSul21, “o poder público tem responsabilidade na questão, que é importante no combate ao racismo e ao desconhecimento”. Para Marielda, o grande número de escolas, a fragilidade da formação de parte dos professores e o desafio cultural que é discutir o racismo podem atrasar a aplicação da lei – mas não o desconhecimento do tema. “Depois de dez anos (da aprovação da lei), ninguém pode dizer que não a conhece, e nem quais são os conteúdos necessários”, diz.Quanto à formação dos professores nas universidades, processo intimamente relacionado ao sucesso das medidas, a assessora afirma que “o governo do estado tem parceria com universidades públicas e privadas para que o professor receba a formação necessária. Ainda assim, o currículo de muitas universidades permanece frágil e professores saem com deficiência nos temas relacionados à cultura e história afro-brasileira”.

Presidenta da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, a deputada Ana Affonso (PT) tampouco nega a deficiência nos resultados até agora visíveis da Lei 10.639. Para a deputada, “é difícil para o educador romper com a formação que recebeu durante os anos de estudo, mas não é motivo para que não estejam aptos”. Ana Affonso acredita que a discussão permanente sobre o tema pode provocar transformações no que hoje se observa nas escolas: “o debate sobre o assunto pode vencer a dificuldade ou a má vontade de quem quer que seja”.

Para a deputada do Partido dos Trabalhadores, apesar da necessidade de buscar uma melhor aplicação do que diz a lei, não se pode deixar de lado o esforço já existente. “Precisamos de divulgação do que vem sendo feito nas escolas, porque há avanços também, até para mostrarmos ao movimento negro que o discurso de que nada está acontecendo não é correto”, defende.

A audiência pública da última terça-feira pode render encaminhamentos em breve sobre a questão, como a criação de um pólo de formação acadêmica de formação continuada, a fiscalização de conselhos estaduais e municipais sobre o que é feito nas escolas e o agendamento de uma reunião de movimentos sociais com o secretário de Educação do Rio Grande do Sul, José Clóvis de Azevedo.

Onir Araújo, advogado e membro do Movimento Negro Unificado (MNU), problematiza o não cumprimento da lei de outra forma: para ele, trata-se de uma reação previsível de quem busca manter a ordem dominante. “A não aplicação da lei sinaliza o quão farto é o conteúdo racista da sociedade, e demonstra uma inabilidade política enquanto sujeitos históricos”, opina. Para o advogado, a presença de conteúdos relacionados à história e à cultura afro-brasileira é uma demanda antiga do movimento negro.

A origem desses anseios no Brasil, inclusive, remontaria a oitenta anos atrás: “para o movimento negro, desde a Frente Negra, nos anos 1930, a questão da história do nosso povo ser contada no ensino é essencial para a integração do negro”. A aprovação de uma lei como a 10.639 seria, no entanto, o “desaguadouro institucional” do problema – que estaria muito longe de uma resolução definitiva mesmo com o cumprimento ideal, já que transcende a presença do tema no currículo escolar.

Para Onir Araújo, “a lei é importante e necessária, mas é limitada, precisa ser vista dentro de um contexto político e ideológico. Por exemplo, nunca foi organizado um orçamento que garantisse que ela fosse cumprida. Assim, os governos podem alegar que falta dinheiro, que não há verba”. Na mesma linha, ele acredita que verdadeiros avanços no combate ao racismo no Brasil não podem depender apenas da esfera institucional, e sim de efetiva mobilização popular.

O militante do MNU acredita que “quando se tenta abrir uma cunha nesta estrutura que é patriarcal, burguesa e racista”, ocorre a reação dos que buscam manter “um status de 513 anos de história”. O descumprimento da lei, que ocorre “em todos os estados do Brasil”, seria tecnicamente um caso típico de mandado de injunção – no caso, quando a Justiça ordena a aplicação de uma lei. Entretanto, tampouco haveria boa vontade do Judiciário. “Apenas com o bloco na rua isso não vai ser um diálogo de surdos”, resume Araújo.

O exemplo utilizado pelo advogado para demonstrar que a lei, ainda que bem executada, permanece sendo insuficiente, relaciona a não aplicação com um histórico de violência constante: “a prova de que a lei não basta é que 30 mil jovens negros são vítimas de homicídio por ano no Brasil, e esse é um massacre invisível para muita gente. Não é só uma lei que vai adiantar”. Está previsto ainda para o primeiro semestre de 2013, segundo a deputada Ana Affonso, um seminário que busca mapear a aplicação da lei 10.639 no Rio Grande do Sul.

Sul 21