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A um mês do voo que inaugura o hub aéreo da Air France-KLM/Gol em Fortaleza, no dia 4 de maio, o mercado de aviação no Brasil decola em alta velocidade. Antes mesmo do início das operações da maioria dos 27 novos voos já confirmados em Fortaleza neste ano, a Embratur já registrou alta de 15% nas operações internacionais só no primeiro trimestre de 2018. Em março, foram 247 rotas rumo a Europa, por semana, crescimento de 12% ante igual período de 2017.

Os destinos para o exterior estão entre os mais procurados pelos brasileiros. E as companhias aéreas têm buscado atender à demanda. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o tráfego internacional subiu 12% em 2017 em relação a 2016, ano de Olimpíadas no Rio de Janeiro.

O aumento é quatro vezes maior que o de rotas domésticas. Um dos destinos da moda é Portugal, cujo número de voos semanais pulou de 67 em março de 2017 para 80 em março deste ano. A Air France-KLM vai aumentar o total de 35 para 44 operações. A Ibéria aumentou em dois voos semanais a frequência para a Espanha. Já entre Rio e São Paulo, a saída de voos para Itália subiu de 11 para 18 semanais.

 

Além do aumento de voos, as empresas também investem em aeronaves maiores, com mais assentos e até mais modernas, como é o caso da GOL. A companhia irá utilizar o novo Boeing 737 MAX 8 nas novas rotas de Fortaleza para Miami e Orlando. Os clientes terão internet, bancos de couro, entretenimento, assim como mais espaço entre as poltronas e serviço de bordo gratuito, com bebidas e refeições.

 

Conforme o Ministério do Turismo, a quantidade de estrangeiros recebidos no País em 2017 supera os anos da Copa e das Olimpíadas. O número de turistas internacionais foi recorde: 6,58 milhões de pessoas. O aumento de 42 mil visitantes em relação a 2016 é puxado pelos países vizinhos, sobretudo Argentina.

As principais portas de entrada de turistas, no entanto, continuam no eixo Sul-Sudeste, sendo São Paulo o maior porto de desembarque (32,5%), seguido do Rio de Janeiro (20,5%).

Para o especialista em Economia do Transporte Aéreo, Adalberto Febeliano, o setor de transporte é um dos primeiros a voltar a crescer quando a economia melhora. Explica que o momento é de expansão, mesmo o real continuando bem abaixo do dólar e do euro.

“O momento econômico está favorável, já existe um movimento de crescimento da economia. Isso é suficiente para uma retomada do transporte. O transporte é um dos setores que mais rapidamente se aquece e acelera”, analisa.

Febeliano destaca, ainda, que o hub da Air France-KLM/Gol deverá fazer com que a companhia portuguesa TAP, primeira a operar um voo internacional em Fortaleza há 20 anos, reveja as tarifas, que hoje são as mais caras entre as rotas internacionais que partem da Capital. “A concorrência é fundamental para que se tenha vantagem para os consumidores, levando a preços mais baixos, inclusive nos voos domésticos”, explica.

 

(Isabel Filgueiras, O Povo)

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