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Créditos: http://www.sindipa.org.br

Você conseguiria imaginar nossa sociedade sem os Sindicatos para defender os direitos dos trabalhadores? Então, imagine reivindicar sozinho um aumento salarial, mais segurança, pagamento de horas extras, melhores condições de trabalho. Imagine entrar com uma ação individual para cobrar o não pagamento de algum direito.

A greve geral de 28 de abril que parou o Brasil teria acontecido sem as centrais sindicais e os sindicatos? Não é gratuito o ataque aos sindicatos nesse momento. A pretexto de modernizar as relações de trabalho no Brasil, as reformas Trabalhista e da Previdência encontram nos sindicatos resistência vigorosa.

Nós, bancários, construímos uma rede sindical forte em todo o país. Somos a única categoria do Brasil com uma Convenção Coletiva de Trabalho Nacional. Nos últimos 13 anos, obtivemos, com as nossas greves e nossa luta, mais de 20% de aumento real em nossos piso e verbas salariais.

Nós, bancários, construímos uma rede sindical forte em todo o país. Somos a única categoria do Brasil com uma Convenção Coletiva de Trabalho Nacional. Nos últimos 13 anos, obtivemos, com as nossas greves, mais de 20% de aumento real em nossos piso e verbas salariais.

As entidades que nos representam dispor de recursos para organizar o enfrentamento com os banqueiros na mesa de negociação e na nossa luta.

Entendemos que a contribuição sindical não tem que ser uma imposição, mas submetida à assembleia dos trabalhadores e que seja efetivada como taxa negocial. O bancário é que tem que ter a liberdade de decidir no nosso fórum democrático a sustentação de seus Sindicatos. No caso do Banrisul, os funcionários decidiram em assembleia a favor do desconto assistencial, que financia as greves. Mas o Ministério Público não permitiu essa liberdade, impedindo o desconto. O SindBancários, junto com a CUT, é contra a contribuição sindical, também conhecida como imposto sindical.

“Defendemos que são os empregados que devem financiar a luta de seus Sindicatos, através de sua livre filiação. Tanto que possuímos um dos maiores percentuais de sócios do país e fazemos constantes campanhas de sindicalização. O imposto deve acabar progressivamente, dando tempo às entidades se adaptarem, passando a ser decidido pelos trabalhadores, caso seja necessário. Sempre fomos contrários ao imposto sindical, seguindo a histórica orientação da CUT”, reforça o secretário-geral do SindBancários, Luciano Fetzner.

Nesse momento de ataques maciços a direitos que os Sindicatos ajudaram os trabalhadores a conquistar, o papel dos Sindicatos fica ainda mais importante. Vamos olhar para o futuro e garantir que os Sindicatos estejam lá como parceiros nas horas mais difíceis. Não conquistamos nada de graça e sozinhos. Só a luta nos garante!

Previsto na CLT

Vale ressaltar que a contribuição sindical (ou “imposto sindical”) está prevista nos artigos 578 a 591 da CLT. É recolhida anual e compulsoriamente no mês de março. Com isso, trabalhadores de todas as categorias têm descontado no holerite o equivalente a um dia de trabalho. A cobrança é uma herança da era Vargas.

Tal contribuição deve ser distribuída, na forma da lei, às confederações (5%), às federações (15%), aos sindicatos (60%), às Centrais Sindicais (10%) e ao Ministério do Trabalho e Emprego (10%, destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Importantes conquistas da categoria bancária

1933: Jornada de trabalho de seis horas.

1934: Primeira greve da categoria conquista estabilidade após dois anos de trabalho.

1951: Após greve de 51 dias, é criado o Dia Nacional do Bancário em 28 de agosto.

1957: Horas extras e aposentadoria por tempo de serviço.

1961: Greve da dignidade conquista, com outras categorias, o 13º salário.

1981: Conquista do auxílio-creche.

1982: Unificação da data-base em 1º de setembro.

1990 a 1994: Vale-refeição, piso nacional, vale-alimentação, PLR. Em 1992, assinada a primeira CCT válida para todo o país.

2002: Aprovação da PEC 94/98, na Assembleia Legislativa e que exige plebiscito para privatizar o Banrisul.

2003: Primeira campanha salarial unificada com participação da Caixa e BB.

2006: PLR adicional na Caixa e no BB.

2007: 13ª Cesta-alimentação.

2009 a 2016: Licença-maternidade de 180 dias; Direitos para casais homoafetivos; Instrumentos de combate ao assédio moral; Cláusulas de segurança; Proibição da divulgação do ranking de desempenho; Proibição do transporte de valores por bancários; PLR adicional Banrisul; Manutenção de remuneração para afastados por problemas de saúde sem INSS; Vale-Cultura.

Fonte: Imprensa SindBancários