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Foto: Gustavo Pellizzon/ Diário do Nordeste

Na segunda quinzena de dezembro, o horário de funcionamento será ampliado durante toda a semana, das 8h às 19h. No período de 21 a 24 de dezembro, o funcionamento das lojas será estendido até as 20h na região central da capital cearense. A ampliação do horário de funcionamento será possível graças à nova legislação trabalhista, que passou a vigorar no sábado (18).

Segundo o dirigente lojista, ainda não há uma definição sobre o funcionamento dos shoppings centers. “A Alshop [associação que congrega os empresários que atuam nos shoppings] apresentou várias propostas, mas não houve consenso e elas deverão passar pela aprovação dos lojistas de cada shopping”, afirma.

Pela nova legislação, é facultativo aos shoppings ter funcionamento das 8h à meia noite. “Apesar de a lei facultar esse horário, existem diversos pontos que devem ser observados, como o transporte para que os comerciários retornem para casa e a segurança”.

“Para isso, estamos conversando com os empresários do transporte coletivo para que nos dias em que houver ampliação no horário de funcionamento, haja também aumento na quantidade de ônibus disponíveis naquele horário. A mesma conversa estamos tendo com a segurança pública que os funcionários não fiquem a mercê de roubos e assaltos na saída do trabalho”, afirma.

Assis Cavalcante disse, ainda, que não existe nenhuma definição no momento e que é necessário haver muita discussão para que lojistas e comerciários sejam beneficiados. “Se a direção do shopping decidir pelo funcionamento das 8 às 23 horas, por exemplo, todos os lojistas precisam seguir as normas de funcionamento do shopping, sob pena de receber uma multa”, diz.

Otimismo

Em meio à crise, os lojistas de Fortaleza acreditam que terão crescimento de cerca de 4% nas vendas de fim de ano em 2017. “São quatro fatores favoráveis ao crescimento entre as quais inflação sobre controle e taxas de juros mais baixas”, diz

Além disso, Assis Cavalcante cita a estabilidade do mercado, uma vez que as pessoas estão perdendo o medo de ficar sem emprego. “Outro fator diz respeito recursos extras que foram injetadas na economia, como a liberação do FGTS das contas inativas, determinado pelo Governo Federal, o que possibilitou a liquidação de dívidas atrasadas, o que aumento na ‘necessidade’ de consumo”.

Fonte: Sindicato dos Comerciários de Fortaleza

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