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As doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) são responsáveis por boa parte das mortes no mundo, sendo muitas delas prematuras, por causa da perda da qualidade de vida da população, de acordo com o relatório da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa) divulgado no último dia 20. As DCNT’s compreendem, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diabetes, o câncer e outras doenças respiratórias crônicas.

Somente em 2016, essas enfermidades representaram quase metade do total de óbitos no Estado. Foram registrados 49,4%, um aumento percentual de 51,1% em comparação com o mesmo índice de 20 anos antes. Em 1997, o número de mortes em decorrência das DCNT eram equivalentes a um terço do total, o que equivalia a 32,7%. Merecem destaque como algumas das principais causadoras desses óbitos o aumento das neoplasias, com 30,8% (acréscimo de 14,6%), da diabetes mellitus, com 7,3% (elevação de 17,2%) e da incidência da Doença Pulmonar Construtiva Crônica (DPOC), com 4,1% (aumento de 63,6% em relação a 1997).

Ainda conforme o estudo, essas modificações aconteceram ao longo dos anos devido às mudanças nos hábitos dos brasileiros. “As modificações demográficas, caracterizadas por redução significativa de fertilidade, urbanização crescente, aumento de esperança de vida ao nascer e envelhecimento populacional, tiveram reflexo no perfil epidemiológico com o declínio das doenças infecciosas, aumento das causas externas (violências e acidentes) e predomínio das doenças crônicas não transmissíveis”, completa o relatório.

Dentre as principais causas da maior incidência dessas enfermidades, para além dos fatores genéticos, idade e sexo, estão o tabagismo, a obesidade, os hábitos alimentares, fatores ocupacionais, consumo de bebidas alcoólicas, exposição à radiação solar, uso de medicamentos, poluentes do ar e produtos químicos internos e externos.

Além disso, os principais responsáveis por causar a morte de pessoas do sexo masculino são as doenças relacionadas ao aparelho circulatório, com 7.369 óbitos (51,9%), seguidas das neoplasias, com 4.190 mortes (51%). Já os maiores causadores das mortes de pessoas do sexo feminino são a diabetes mellitus, com 1.135 óbitos (58,9%), seguidas das doenças do aparelho respiratório, com 1.177 mortes (51%).

Para prevenir essas doenças, é recomendado, segundo a pesquisa: não fumar; ter uma alimentação saudável; manter o peso adequado; praticar atividades físicas; evitar ingestão de bebidas alcoólicas; evitar a exposição excessiva ao sol entre 10h e 16h e, caso seja necessário permanecer entre nesse intervalo, usar protetor solar, inclusive nos lábios.

(Rádio Verdes Mares)

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