Fortaleza pode sediar mais uma edição do UFC em março de 2017

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Evento ter lotação máxima, como nas outras edições realizadas em Fortaleza. Foto: UFC/Divulgação

Fortaleza está muito próxima de ser oficializada como a sede da edição que o UFC agendou para 11 de março, no Brasil. As negociações com a Secretaria do Esporte do Estado (Sesporte) estão bem adiantadas para que o evento seja realizado no ginásio do Centro de Formação Olímpica (CFO), que tem ambiente climatizado e capacidade para receber até 20 mil espectadores.

Essa seria a segunda vez que a maior organização de MMA do mundo realizaria um evento na capital cearense. A primeira vez foi no dia 8 de junho de 2013, quando o ginásio Paulo Sarasate recebeu o evento intitulado TUF Brasil Finale 2, trazendo como luta principal o duelo Fabrício Werdum x Rodrigo Minotauro, além das finais da 2ª temporada do reality show The Ultimate Fighter – Brasil.

As negociações estão bem adiantadas e a oficialização da escolha, por meio do UFC, pode ocorrer nos próximos dias. O blog Clube da Luta, do Portal Esportes O POVO, indica que o contrato para o fechamento do acordo encontra-se em fase final de elaboração.

(O Povo)

Feira apresenta universo HQ e retrata personagens cearenses em Fortaleza

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Cantor Wesley Safadão é retratado em homenagem durante feira (Foto: Divulgação/FLQ)

Fortaleza recebe no próximo domingo (11) a Feira Livre de Quadrinhos. O evento, que ocorre trimestralmente, é uma oportunidade de reunir amantes e entusiastas da 9º arte. Segundo a organização, o evento será realizado de 13 às 17 horas, na Praça Luiza Távora (conhecida como pracinha da Ceart), no Bairro Aldeota. O evento é gratuito.

Dentro da programação, a expectativa é receber fãs de diversos tipos de HQs, seja da Marvel e DC ou até mangás, europeus, além da produção local. A feira espera que essa seja uma oportunidade para o público trocar, comprar e vender materiais – novos ou usados.

O evento, que chega ao segundo ano, é organizado por um grupo de fãs deste universo: Elisandro Pinho, Douglas Rodrigues, Rildon Oliver, Italo Bruno, Hugo Da S. Pinheiro, Kbça Rhm, Isac Luan, Jackson Matos, e outros.

Os organizadores ainda ressaltam que não existe fim lucrativo. “Qualquer pessoa pode comercializar seu produto”. Vários materiais relacionados ao mercado nerd podem ser encontrados: action figures, revistas, como canecas, mouse pads e diversas “traquitanas”.

Novidade na edição
O evento também traz uma novidade: uma homenagem aos talentos cearenses. Um grupo de ilustradores foi convidado para retratar personagens conhecidos. São eles: Falcão, Renato Aragão, Raimundinha, Patativa do Assaré, Maria da Penha, a galera Das Garras da Patrulha e alguns apresentadores locais.

Dez nomes levam seus lápis e suas interpretações de super-heróis cearenses com humor. Vão participar Fernando Lima, Walber Feijó, JJ Marreiro, Brendda Costa Lima, Adriano Sapão, Nycolas Di, Valber Benevides, Nádia Lopes, Everton Veras, Nicole A. Rodrigues (Nick, talento descoberto pela organização da Feira Livre de Quadrinhos) e o artista plástico Alex Ferreira.

(G1 Ceará)

BB amplia PEAI e incentivo à aposentadoria vira caça às bruxas

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Se o clima já era tenso entre os funcionários do Banco do Brasil, piorou ainda mais na tarde da terça-feira (6) quando os trabalhadores foram surpreendidos com uma nova alteração no Programa Extraordinário de Incentivo a Aposentadoria (PEAI). Na toada de desrespeito, a direção da instituição financeira ampliou o público-alvo do PEAI, que passa a ser estendido aos funcionários que tenham mais de cinco anos de contribuição ao PrevMais – plano de complemento à aposentadoria ligado ao Economus.

Até então só poderia aderir quem atendesse às seguintes premissas: estar aposentado ou ter condições de requerer o benefício pelo INSS até 31 de dezembro ou as condições dos fundos de pensão como a Previ e o Economus (nesse caso o prazo mínimo de contribuição era de 15 anos).

“Foi criado um verdadeiro ‘caça às bruxas’, com alguns gestores assediando moralmente subordinados. Não está sendo respeitado um momento tão delicado para a vida de uma pessoa, pois uma decisão como essa mexerá com seu futuro e de seus familiares. Além disso, esse divisionismo só interessa ao banco que sairá fortalecido para abrir novos pacotes de maldades”, critica a dirigente sindical Adriana Ferreira, do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

O prazo para aderir ao PEAI termina em 9 de dezembro. “Mesmo quem passou a integrar o público-alvo agora, tem de refletir e fazer consultas junto ao Economus. E caso decida permanecer no banco deve denunciar perseguições, pois tomaremos todas as medidas contra quem os assediar”, afirma Adriana. “É contra todos esses desrespeitos que os trabalhadores têm de participar das manifestações que serão realizadas em defesa dos direitos e contra o desmonte do BB.”

Após contato do Sindicato, a direção do BB informou nesta terça que a mudança foi provocada devido a alguns funcionários terem solicitado a inclusão no PEAI.

O PEAI foi anunciado pelo banco em 20 de novembro e o objetivo é atingir 18 mil funcionários. Na mesma data foi também divulgado o fechamento de mais de 400 agências e diversos departamentos.

Fonte: Seeb SP

Justiça proíbe Bradesco de promover demissão em massa após aquisição do HSBC

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O Banco Bradesco está proibido de dispensar os seus empregados coletivamente (dispensa em massa) em razão da aquisição do HSBC e a absorção destes profissionais (incluindo os prestadores de serviços terceirizados, contratados por empresa interposta, e os que atuam pessoalmente ainda que sob o rótulo de pessoa jurídica ou como autônomos) sem prévia negociação com o sindicato profissional.

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), em decisão do desembargador relator Cássio Colombo Filho, atendeu pedido do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), em ação civil pública proposta em 2015. Foi concedida a liminar de tutela de urgência antecipatória. No caso de descumprimento da decisão, o banco deverá pagar multa de R$ 20 mil por empregado dispensado, em favor de entidade assistencial indicada pelo MPT. A decisão vale para os estabelecimentos de todo o país.

Histórico

Em novembro de 2014, o MPT-PR foi informado pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Maringá e Região de que o HSBC estaria promovendo dispensas em massa desde o início daquele ano, em várias agências pelo Brasil. Em razão disto, foram instaurados um inquérito civil e um procedimento de mediação na Procuradoria Regional do Trabalho no Paraná. Com a notícia de que as demissões pararam de ser realizadas, o pedido de mediação foi arquivado. No entanto, em maio de 2015, em função de informações sobre o encerramento das atividades do HSBC no Brasil, as mediações continuaram, assim como as investigações.

Mesmo com as notícias veiculadas pelo banco de que não haveria dispensa coletiva, o MPT concluiu que a dispensa em massa era um risco real para os trabalhadores. Tendo isso em vista, chamou representantes dos bancos HSBC e Bradesco para audiência administrativa específica para tratar da manutenção dos postos de trabalho.

O Bradesco não compareceu à audiência e o HSBC limitou-se a afirmar que o tema “dispensa em massa” teria sido objeto de mediação arquivada por acordo entre o banco e as entidades sindicais da categoria. Para o MPT, a conduta dos bancos demonstra manifesto desinteresse em efetivamente negociar a manutenção dos atuais postos de trabalho dos empregados do HSBC, “pois o Banco Bradesco sequer compareceu à audiência administrativa, sustentando que a transação não foi concluída, e o HSBC alegou já estar solucionada a questão nos termos da mediação passada.

No entanto, fatos novos (venda de ativos da instituição) ensejaram receio da categoria acerca da ocorrência de dispensa em massa. Diante desse caso, o MPT propôs a ação civil pública com o objetivo de garantir os direitos dos empregados dos bancos.

Pedidos

Na ação, o MPT também pediu que o Bradesco fosse condenado a:

– pagar ou manter o pagamento de vale alimentação, auxílio alimentação ou benefício equivalente para cada trabalhador demitido pelo período de cinco anos, a partir do mês da dispensa;

– oferecer cursos de qualificação profissional a todos os trabalhadores dispensados, cujas vagas devem ser suficientes ao número de dispensados;

– garantir a todos os empregados dispensados serviços especializados de busca de postos de trabalho, a contar da data dispensa;

– assegurar a manutenção do seguro saúde ou crie benefício equivalente, pelo prazo de cinco anos, para cada trabalhador demitido, extensivo aos seus familiares;

– garantir a compensação financeira para todos os trabalhadores dispensados, correspondente ao pagamento do valor equivalente a um salário bruto para cada ano de serviço prestado em favor do HSBC, de acordo com o valor vigente na data da dispensa, a ser pago até o 10º dia útil contado da data da dispensa; e

– manter o direito de preferência dos empregados dispensados no caso de recontratação para os mesmos ou para novos postos de trabalho.

Os pedidos não foram ainda analisados na decisão proferida pelo desembargador.

ACP: nº 01518-87. 2015.5.09.0013

Fonte: Portal MPT

Mercado encolhe, mas Caixa cresce e vira segundo maior banco do país

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Os ativos totais do sistema financeiro nacional encolheram cerca de 3% em termos reais, descontada a inflação, no primeiro trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015. A exceção entre os grandes bancos foi a Caixa, que ampliou seus ativos em 5% acima da inflação no período, para R$ 1,24 trilhão.

O desempenho fez com que a instituição ultrapassasse o Itaú-Unibanco (R$ 1,20 trilhão) e assumisse a posição de segundo maior banco do país, atrás apenas do Banco do Brasil, com R$ 1,44 trilhão.

Os cálculos têm como base o levantamento do Banco Central que reúne dados de cerca de 1.500 instituições financeiras, como bancos, cooperativas de crédito, corretoras, distribuidoras de valores e empresas de leasing.

O Bradesco, com R$ 924 bilhões em ativos, também subiu uma posição no ranking do BC e ultrapassou o BNDES, com R$ 922 bilhões.

Um dos motivos para a queda nos ativos em termos reais foi o encolhimento de 6% no estoque de crédito do sistema financeiro, também considerando a inflação do período. A carteira de empréstimos representa 40% dos ativos.

Já as provisões contra calotes, que impactam negativamente o ativo dos bancos, cresceu 13%, por causa do aumento da inadimplência.

Lucro

O lucro do sistema financeiro caiu 21% no primeiro trimestre do ano passado, segundo o levantamento do BC, para R$ 18,6 bilhões. Os números não consideram a inflação superior a 9% no período. Se os valores de 2015 fossem corrigidos, a retração seria ainda maior, de quase 30%.

No setor público, a queda foi de 45%, com os resultados do BB e da Caixa caindo mais de 50%. Nas instituições privadas, de 6,5%.

Com isso, a participação dos bancos estatais nos ganhos do sistema financeiro caiu de 38% para 27% no período.

Assim como ocorreu no primeiro trimestre de 2015, praticamente uma a cada quatro instituições registrou prejuízo nos três primeiros meses de 2016. O percentual daquelas que tiveram perdas passou de 23% para 24,5% do total.

O levantamento mostra ainda que o número de instituições financeiras no país caiu de 1.533 para 1.501 nesses 12 meses.

Fonte: Folha de S. Paulo