Fortaleza poderá ter racionamento de água a partir de fevereiro

agua

As torneiras secas são uma realidade a cada dia mais próxima do fortalezense. O secretário de Recursos Hídricos do Estado, Francisco Teixeira, confirmou a possibilidade de haver racionamento de água na Capitalcaso não chova o suficiente e os cidadãos não economizem pelo menos os 20% previstos na tarifa de contingência da Cagece.

“A possibilidade de racionamento sempre existiu. Em julho, o governador do Estado coordenou um processo que já previa que, se não houvesse uma economia de 20%, seria possível estabelecer o racionamento dois ou três meses depois. Nós só tínhamos água garantida até março”, declara Teixeira.

O titular da SRH afirmou ainda que a Pasta aguarda o balanço da Cagece sobre o comportamento do consumidor e a previsão da Funceme sobre as chuvas em 2017 para saber quais os próximos passos.

Soluções

Dentre as medidas do Governo do Estado para racionalizar o uso, o secretário destaca a diminuição da oferta do recurso para as indústrias. “A siderúrgica do Pecém tinha previsão de consumir 500 litros por segundo, hoje consome 250L/s. A termelétrica também teve o consumo cortado de 650 para 400 litros por segundo”, contabiliza Francisco Teixeira.

A implantação de dessalinizadores, a fim de tornar a água do mar potável, também é uma providência possível. “O governo já determinou que a Cagece prepare uma parceria público-privada para estabelecer uma planta de dessalinização no litoral de Fortaleza, além de desenvolver o reuso para não descartar mais o esgoto da Capital no mar”, adiantou.

Já a transposição das águas do Rio São Francisco, que até poderia distanciar o extremo racionamento, é uma solução descartada. “Lá atrás, nós contávamos com essa água chegando no próximo ano. Com a possibilidade remota, nós só consideramos o aumento da garantia de água pela transposição lá para 2018″, prevê. O Governo do Estado elaborou nova licitação com a tentativa de reiniciar as obras no Velho Chico, finalizando até o fim do ano que vem.

Economia e consciência

Em resumo, a realidade é crua: o abastecimento hídrico das casas, da agricultura e da pecuária cearenses depende das chuvas e da economia dos consumidores. A previsão da quadra chuvosa para 2017 ainda não foi divulgada pela Funceme, porém, de acordo com Teixeira, mesmo se chover dentro da média, só metade da recarga dos açudes será preenchida, mantendo o Ceará em estado de alerta. Atualmente, somente 7,5% da capacidade de todos os açudes do Estado estão cheios.

(Rádio Verdes Mares)

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