A Fortaleza de desafios da segunda gestão de Roberto Cláudio

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Educação, transporte público, saúde, habitação, cultura, urbanismo, meio ambiente e esporte e lazer. Setores fundamentais para o desenvolvimento das cidades e o bem-estar coletivo reúnem pendências históricas em uma Fortaleza desigual. O POVO listou 54 desafios que esperam pelo prefeito reeleito Roberto Cláudio (PDT) na administração da Capital por mais quatro anos.

A possibilidade de continuar ações já iniciadas pinta um cenário mais otimista. Mas destaca também a manutenção de uma forma de gestão que precisa se dedicar mais para ver além do que já está posto.

Em transformação constante, Fortaleza vive velhos problemas. Que necessitam de novas soluções.

Na prática, a relação entre palanque e realidade administrativa coloca em posições contrárias promessas de campanha e orçamento projetado. “Para tentar minimizar isso, o prefeito deve se preocupar em saber o que o povo quer e acha sobre o que ele está fazendo. Muitas vezes, no lugar de ações grandiosas, o povo quer soluções mais simples. E isso é mais barato”, indica o coordenador do Laboratório de Gestão de Cidades da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Hermano Carvalho.

 

Continuar uma gestão, conforme o especialista, pode exigir menos recursos do que algo novo. Mas é necessário compreender, frisa o professor da Uece, que Fortaleza é um “ser” organizável e emergente, com quase três milhões de pessoas que se movimentam, pensam, agem, inventam. Para Hermano, é preciso reconhecer que a Cidade é das pessoas, não da gestão.

“Juntas, as pessoas são capazes de fazer muito mais do que a administração pública”.

Espaços urbanos

A arquiteta e urbanista Camila Girão indica que é preciso modificar a forma como os espaços urbanos são produzidos.

Ela ressalta três pontos fundamentais para essa mudança: disponibilização de mais acesso da população às informações da Prefeitura; incentivo à preservação e ao reconhecimento do patrimônio; e concretização da perspectiva de continuidade das ações.

“Uma área é estruturada e não a outra. Ao mesmo tempo a Cidade cresce tanto… Forma-se um círculo, com avanços e depois retrocessos. Concatenar tudo isso para ter uma prioridade é o grande desafio de qualquer gestor, em qualquer tempo”, considera a arquiteta.

Educação

A educação foi uma das áreas que mais sofreram modificações na primeira gestão de Roberto Cláudio. Vagas, professores, cargos comissionados — trabalho em pontos historicamente polêmicos. “Houve melhoras nos índices de desempenho das crianças na leitura, mais escolas de tempo integral e uma gestão mais dentro dos equipamentos”, reconhece a doutora em Educação Brasileira e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ana Paula Medeiros Ribeiro.

Entre os desafios, ela analisa, está manter uma trajetória de investimentos. “Não basta construir as escolas, é preciso que as equipes pedagógicas sejam devidamente qualificadas”, reforça.

(O Povo Online)

 

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