Em mutirão, 50 mulheres passam por reconstrução mamária

Por Ana Rute Ramires, O Povo Online

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Nereide Moreno é uma das mulheres beneficiadas no mutirão – AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

“Olhar pro espelho e não ver uma parte do seu corpo é algo que não dá pra explicar”. A emoção em forma de frase é de Nereide Moreno, 43. Após a descoberta do câncer de mama, ela conta, cada fase da luta contra a doença é uma vitória. Quimioterapia, mastectomia, radioterapia, e, agora, a resconstrução mamária. É uma reconstrução de si mesma. “O que tava faltando vai voltar”, resumiu, confiante, ontem, poucas horas antes de se submeter ao procedimento.

Nereide e outras 49 mulheres serão beneficiadas pelo 2º Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária em Fortaleza. As cirurgias tiveram início ontem e seguem até sábado. A ação é realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) em parceria com cirurgiões plásticos, regionais, serviços credenciados da SBCP, hospitais públicos e privados.

Trinta cirurgiões plásticos especializados em reconstrução mamária atenderão às mulheres que estavam na lista de espera de cada hospital participante da ação. “O objetivo da reconstrução é ter de volta o tecido que dá o volume mamário retirado na mastectomia”, diz Cido Carvalho, presidente da SBCP no Ceará. Ele explica que são utilizados tecidos de algumas regiões do corpo e prótese de silicone para o preenchimento.

“O foco do mutirão é a reconstrução tardia. Aqui no hospital serão 19 cirurgias”, esclarece Vitor Muniz, cirurgião plástico do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC). A reconstrução tardia ocorre quando a condição clínica da paciente não permite que a cirurgia seja logo após a mastectomia, ele diz.

Ontem foi o último dia em que Nereide teve de evitar olhar o próprio reflexo no espelho. Ainda pela manhã, sentada na cama de uma das enfermarias do HUWC, a ansiedade pela cirurgia era grande. “Com certeza minha autoestima vai aumentar. Perder o cabelo não foi tão ruim. Mas a sobrancelha e o seio foi difícil. Foi como perder a identidade”, reflete.

Além do HUWC, as cirurgias serão realizadas no Instituto do Câncer (ICC), Instituto Doutor José Frota (IJF), Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Cura D’Ars, Fernandes Távora, Hospital da Mulher e Hospital de Juazeiro do Norte.

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