Caixa tem cerca de R$ 900 milhões para aplicar no Ceará ainda em 2016

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Por Anderson Cid, O Povo Online

A Caixa Econômica tem pouco mais de R$ 900 milhões para investir em financiamentos imobiliários no Ceará até o fim de 2016. A informação foi divulgada pelo vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson de Souza, que esta semana já havia declarado que a instituição tem R$ 34 bilhões para usar nesse tipo de recurso no Brasil como um todo até o final do ano.

Além do valor que ainda será aplicado, o Ceará já recebeu R$ 920 milhões em crédito imobiliário através da Caixa, o que significa que 2016 deverá fechar com pouco mais de R$ 1,8 bilhão investidos. “É importante deixar claro que temos recursos para aplicar”, disse ele, ontem em Fortaleza.

A declaração foi feita no evento “Diálogo sobre Habitação com a presidência da Caixa Econômica Federal”, organizado pelo Sindicato das Construtoras do Estado do Ceará (Sinduscon-CE). Estiveram presentes também construtores e demais representantes do setor.

Gilberto Occhi, presidente da instituição, também presente, considera que o valor total a ser destinado aos financiamentos de habitação no Brasil equivale a recursos suficientes para atender às demandas de crédito no País. Em paralelo a isso, ele conta, a Caixa está tomando medidas para atingir essa meta, como oferecer apoio a eventos de financiamento em diversos estados e estender os horários de atendimento das unidades do banco – o que se faz necessário também pelo período de paralisação ocasionado pela greve dos bancários.

No evento também foram expostas algumas das mudanças que a Caixa Econômica está implantando nas regras para os financiamentos imobiliários, de modo a incentivar a concessão de crédito. Uma delas é a diminuição do valor mínimo de financiamento para compras feitas através do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) de R$ 100 mil para R$ 80 mil. Segundo Nelson, isso é reflexo de uma diminuição do preço dos imóveis nos últimos meses, o que fez com que fosse necessário que a regra se adequasse ao mercado.

Além disso, está sendo estudado o perfil do usuário que faz simulações de financiamento no site da Caixa, de modo a adequar as ofertas de crédito das linhas disponíveis a essa realidade. Um dos resultados, que o presidente Occhi considerou um dos mais relevantes, é o de que 80% dos que acessaram procuram um imóvel de até R$ 200 mil reais. Além disso, 64% contam com uma renda familiar mensal de até R$ 4 mil. Ele conta que essa média se mantém em todas as regiões do País.

A Caixa está trabalhando também em acordos de repactuação com empresários, com perspectiva de diminuir as taxas, que chegavam a 17% ou 18%, para no máximo cerca de 12%. O presidente indica que a instituição deve estudar a redução dos juros nas taxas de mercado, mas isso não será possível nas taxas das operações ligadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que já considera bastante competitivas.

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