08 de outubro: Dia do Nordestino

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Esta data homenageia toda a diversidade cultural e folclórica típica da região Nordeste do Brasil.
A cultura popular do Nordeste é muito rica.
Seu artesanato, musicalidade, religiosidade, culinária, festividades, mitos, lendas, crendices, costumes, danças, superstições e outras tantas formas de manifestações artísticas deste povo é sensacional.
O povo nordestino é um grande tesouro da cultura nacional, um dos maiores traços da identidade do Brasil.
O Nordeste brasileiro é composto pelos seguintes estados: Maranhão, Alagoas, Bahia, Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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A data foi instituída em 2009, em homenagem ao centenário do nascimento de Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, poeta popular, compositor e cantor cearense.
Além disso, trata-se também de uma homenagem ao célebre Catulo da Paixão Cearense, maranhense de São Luís e autor da famosa música “Luar do Sertão”.

O “Dia do Nordestino” foi criado em São Paulo, por ser a cidade onde vive o maior número nordestinos de todo o Brasil (com exceção do próprio Nordeste, claro).

No Estado paulista, lugar onde a população nordestina fora da região Nordeste é expressiva, a data virou a Lei 14.952/2009 criada pelo vereador Francisco Chagas (PT).
O intuito é celebrar as raízes e as tradições culturais dos nordestinos, além de relembrar a vida e obra do autor cearense.

Patativa do Assaré (1909-2002) está entre as principais figuras nordestinas do século XX.
Vivia em Assaré (CE), com sua família de origem pobre que vivia da agricultura de subsistência.
Com a morte do pai quando tinha 8 anos, começou a ajudar na plantação.

Foi alfabetizado aos doze, mas o estudo durou apenas alguns meses.
Nessa época, começou a fazer repentes.
Recebeu anos depois o codinome Patativa, pássaro da região que tem canto bonito em notas “tristes”.

O primeiro livro veio em 1956: Inspiração Nordestina, que reunia poemas do autor.
Teve reconhecimento nacional, ganhou prêmios e foi cinco vezes Doutor Honoris Causa.
Mesmo famoso, nunca deixou a região do Cariri, interior cearense.

Diário do Nordeste – Nordestino é um povo que carrega as próprias sinas no nome. Destinado a abraçar o calor do sol constante e transformá-lo em braços sempre abertos a receber. Designado para ser, antes de tudo, um forte, como arrematou Euclides da Cunha. Destinado ainda a fazer da própria história esperança, por meio das lutas e desafios diários. Para celebrar uma gente que transforma a dor em poesia, o mar bravo em mesa farta e as fibras do algodão em delicadas e complexas peças de renda, este sábado (8) é o dia dedicado ao nordestino.

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Reforçando as homenagens, a TV Diário preparou um material para ser exibido durante todo o mês de outubro durante a programação, com anúncios e depoimentos de personalidades nativas da região, símbolos da cultura e da tradição nordestina.

“Todo ano fazemos algo para homenagear o nordestino. Desta vez, estamos passando por um momento de busca por uma nova cara da TV Diário. Decidimos fazer uma campanha de maiores proporções para colocar o público em evidência e mostrarmos pessoas de grande destaque na região, mas sem esquecer o outro lado, o dos que não fazem parte da mídia. Queremos mostrar a cara do povo”, conta César Mengozzi, um dos responsáveis pelo planejamento de marketing da campanha.

Depoimentos

O orgulho da própria terra é sentido em cada palavra expressa pelos que participaram da campanha. A essência do ser nordestino é marcada de formas diferentes nas histórias das pessoas entrevistadas.

“Nasci no Sítio Pau D’água, no município de Guarabira, região do Brejo Paraibano. Vim passar um mês no Ceará, mas já estou há mais de 30 anos nesta terra maravilhosa. Eu tenho um orgulho danado de ser nordestino. Orgulho de ter nascido no berço. Tive uma infância tão maravilhosa que essa geração shoppingcenter não sabe como foi bom ter nascido dentro das matas, rios, caçando, brincando, vivendo ali no berço da nossa cultura nordestina”, relembra o apresentador e radialista Tony Nunes.

Já a veterinária e árbitra de Artes Marciais Mistas (MMA), Camila Albuquerque, rememora o relato de perseverança e pioneirismo, características marcantes do nordestino. “Nascida e criada em Fortaleza, comecei a treinar kung fu, mas por conta de uma lesão precisei ficar afastada dos treinos. Foi quando fiz o curso de arbitragem. Depois de muitas batalhas e dificuldades, me tornei a primeira brasileira e segunda mulher no mundo a arbitrar o UFC, o principal evento de artes marciais do mundo. Eu defendo meu Estado, sou nordestina e tenho muito orgulho de ser daqui”, conta.

O artista plástico e arquiteto Totonho Laprovítera expressa o amor pelo Nordeste em poesia. “Ser do Nordeste, da cultura universal, é ser cabra da peste, do bem contra o mal. Ser do Nordeste, do forró, do xaxado, do céu azul celeste, do cordel tão bem contado. Ser do Nordeste, no tempo bonito de chuva se veste, de fé do infinito. Ser do Nordeste é ser fecundo. De leste a oeste ganhar o mundo. Ser do Nordeste é ser de sorte. E é inconteste, da vida um forte. Ser do Nordeste, de tantos ideais, é sem areste, tão bom demais”, assevera o artista plástico.

Fonte: http://www.sonhosbr.com.br e Diário do Nordeste

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