Por Forças Nacionais no segundo turno das eleições em Fortaleza

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É aconselhável que as autoridades eleitorais do Ceará levem em consideração a ideia de convocar forças federais para o segundo turno das eleições em Fortaleza. A possibilidade já é aventada pelos procuradores de Justiça, Marcus Renan, Socorro Brilhante e Laércio Martins que, segundo reportagem do O POVO de ontem, pretendem dar encaminhamento inicial à proposta.

Não faltam bons e sólidos motivos para embasar o pedido. Não que o domingo de eleições em Fortaleza e os dias que o antecederam tenham sido marcados por problemas ou conflitos que possam ter interferido de forma decisiva no resultado do primeiro turno. Porém, o potencial de conflitos e problemas é facilmente detectável.

O caso envolvendo o ex-senador e secretário de Estado Inácio Arruda e sua família sinaliza o grau de acirramento dos ânimos. Um problema que, caso preponderasse o bom senso, deveria ter solução comedida e pacífica acabou por se desdobrar em abuso de força policial. Porém, não é este episódio o mais relevante argumento para a convocação de forças federais.

Há argumentos mais incisivos que se relacionam com as duas forças políticas em disputa no segundo turno. No caso do Capitão Wagner (PR), é público e notório o envolvimento, até emocional, de muitos membros da Polícia Militar com essa candidatura. Afinal, a base eleitoral do Capitão, desde a sua primeira eleição para vereador, é oriunda da corporação responsável pela segurança pública, inclusive nas eleições.

No que diz respeito ao candidato Roberto Cláudio (PDT), a cidade tem bem viva na memória o dia da eleição em segundo turno no ano de 2012, quando, a olhos nus, foi possível identificar uma avalanche jamais vista na Capital de cabos eleitorais do atual prefeito, inclusive oriundos do Interior. Quando se juntam as duas citadas questões, não é difícil perceber o imenso potencial de conflitos.

Portanto, é melhor para o bom andamento de nossa democracia e das eleições de Fortaleza que se convoque o acompanhamento de forças de segurança externas ao embate eleitoral. Melhor ainda se as duas forças políticas em disputa aderirem à ideia.

(Editorial, O Povo Online, 04/010/2016)

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