Fortaleza, uma cidade em busca dos afetos perdidos

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Amar Fortaleza passa por reconhecer suas falhas, entender de onde vem suas mazelas e, principalmente, enxergar os caminhos que levariam a uma cidade mais aprazível. Essa é a construção do discurso da antropóloga urbana Gloria Diógenes. Pesquisadora atuante da cidade, desenvolve uma narrativa que pode soar pessimista à primeira leitura, mas que se consolida na forte relação de afeto que tem com a cidade. E de esperança de caminhos melhores para o fortalezense.
Gloria aponta o medo como sintoma de uma violência gerada pelo desamor das pessoas com a cidade. Desvenda a fragilidade que permeia o imaginário de Fortaleza e analisa como as políticas públicas atuais, e de outrora, contribuem para a ausência de sociabilidade do fortalezense. Atual causa da ausência de mais afetos.
O POVO – O que você pensa que hoje é o principal desafio sob a perspectiva da sociedade, da cidade de Fortaleza?
GLORIA DIÓGENES – Acho que o maior desafio de Fortaleza ainda é lidar com a desigualdade. Com segregação, porque pra mim segregação e desigualdade são dimensões interligadas.

OP – Por quê?
GLORIA – Toda cidade tem um motivo, pegando um pouco Ítalo Calvino, as cidades elas nascem por alguma razão, algumas nascem em torno de uma feira, outras de um templo, Fortaleza nasce em torno de um forte. Assolada pela ideia de segurança. Então se você ler o livro de Sebastião Rogério, Fortaleza Belle Époque, você vai ver em outros escritos que Fortaleza é uma cidade que sempre teve necessidade de isolar os considerados indesejados, de evitar misturas, que é uma palavra muito forte aqui, e de certo modo com isso construir consequentemente ilhas de exclusão e ilhas de indiferença. A Viviane Forester tem um livro chamado O Horror Econômico, em que ela diz que o sentimento mais feroz, que mais impacta negativamente é o sentimento da indiferença. A gente pensa assim: a exclusão social passa por indicadores econômicos, de renda, de acesso a bens de serviços e equipamentos… A indiferença é um sentimento dificilmente contabilizável, ela faz com que uma pessoa de baixa renda, com clara vulnerabilidade entre num shopping, Iguatemi, por exemplo, e que todos os olhos sejam voltados para uma pergunta implícita: “O que você está fazendo num lugar que não deveria estar?” Isso acontece no shopping, mas pode acontecer dentro de um museu, num equipamento público.

OP – Mas hoje as pessoas se misturaram mesmo…
GLORIA – É. Obviamente essa situação no Brasil foi melhorada porque nos últimos anos – sem fazer nenhum elogio à política – houve uma espécie de ascensão das classes que eram consideradas mais vulneráveis, temos uma ascensão social que faz com que alguns desses considerados pobres entre aspas, digo sempre entre aspas, eles tenham acesso a viagens internacionais, de avião, a educação, principalmente com interiorização do ensino, enfim, a entrada na universidade, isso é um fato. Mas tem outro fato que é cultural, que não é, isso que eu estou colocando, ele não é uma dimensão exatamente numérica ou uma dimensão relativa a espaços concretos de acesso como a gente estava falando da educação, a espaço de sociabilidade, é um sentimento que é intrínseco e que de certo modo ele é criado ao criar ilhas de indiferença, ao criar zonas de isolamento e de exclusão. Ele provoca o que acho que é um sentimento de não pertença.

OP – Quais as consequências de lidar com esse sentimento de não pertença?
GLORIA – Percebo que Fortaleza, pegando um pouquinho de Saltimbancos, “é uma estranha senhora que hoje sorri e amanhã nos devora”. Esse sentimento de não pertencimento, mobilizado pela segregação e pela indiferença e obviamente pela exclusão, conduz o sujeito a de certo modo não se sentir inserido na cidade, não há um receptáculo, não há zonas de conectividade entre o sujeito e seus lugares de sociabilidade. Isso acontece mais nas periferias. As periferias ainda são lugares que reproduzem um pouco aquela sociabilidade das cidades do interior, né? E que cada vez mais também está se transformando por causa da crescente violência, de um tiro que se pode levar numa calçada, mas até pouco tempo você ainda via cadeiras na calçada, praças superlotadas, via quermesse, que é uma coisa que só tinha na periferia. Nesta cidade que a gente pensa, poderia dizer que o maior problema de Fortaleza é o medo.

OP – O medo é nosso maior problema atualmente?
GLORIA – Não, o medo não é um problema. No sentido de que o medo é um sintoma de outros sintomas, ele já é como se fosse – os médicos dizem que as doenças têm o ponto paroxístico, quando ela chega ao auge – então o medo só é um sintoma de outros sintomas, quais sejam: indiferença, isolamento, segregação, necessidade de classificação, de divisão e de uma cidade que passa a ser uma cidade que não pertence à população. É uma cidade que cada vez mais vai se descaracterizando por uma cultura governamental, não sei se ideologia chega a isso, mas por uma orientação, gestão governamental baseada muito no concreto, nas obras, ou seja, não há uma cidade nem do ponto de vista governamental pensada nas pessoas e nem para as pessoas, por causa de Fortaleza ter sido constituída baseada na ideia de segurança, da divisão, da classificação, de zonas consideradas de frequência de um público que não deve se misturar com outro, de Fortaleza ter sido realmente sempre desde o governo Franco Rabelo, desde 1930, uma segregadora. Fortaleza criou um senso, como diz Sebastião Rogério, para tentar classificar quem são os verdadeiros mendigos, quem são os migrantes… Acho que foram identificados, em 1938, se não me engano, mil cento e poucos migrantes que retornaram para suas terras nativas porque não eram pra estar na cidade. Os considerados vagabundos que não procuravam trabalho foram pra cadeia pra adquirir gosto pelo trabalho, para os mendigos foi criado o asilo de mendicidade. Logo depois tem a criação do Santo Antônio do Buraco, que era pra tirar os meninos da rua e jogar numa instituição, ou seja, essa ideia de higienismo, de uma cidade asséptica, onde ela é feita para funcionar, para fluir um trânsito, serviços, equipamentos. E a ideia de gente se dá muito pelo contato, pela mistura, pela possibilidade de encontro com o diferente, e fundamentalmente por um sentimento de pertence, então o maior problema de Fortaleza pra mim é o sentimento de desamor.
OP – Mas ainda existe amor?
GLORIA – Nos pequenos gestos de gentileza. Os pequenos cuidados que uma pessoa anônima tem no seu bairro, as pequenas ações de solidariedade no seu bairro, eu digo pequenas entre aspas, porque pra mim isso é grande, os cuidados com animais. Tem pessoas que eu vejo que vão lá pro Parque do Cocó dar comida aos gatos, tem pessoas que varrem calçadas. Precisamos passar pelo sentimento que temos por Fortaleza e por comportamentos cotidianos. É uma mudança no cotidiano, na forma de se lidar com essa cidade. Eu acho que cada vez mais nós estamos, como diz o filósofo Juliano Peçanha, blindando nossos corpos. Ele diz assim: “Estamos vivendo cada vez mais uma era de corpos blindados à visitação dos afetos”. Então eu continuo achando que a grande mudança é uma guerrilha de sentimentos da cidade, pela cidade, e de pequenos sentimentos multiplicados ao infinito, entende?

OP – O que essa blindagem gera?
GLORIA – Segregação. Cria uma polícia violenta. Você vê quantas chacinas temos de jovens na periferia? Nós temos a ideia de limpeza social. Quanta ação higienista temos nessa cidade, de limpeza dos indesejados, de exclusão e de afastamento dos indesejados. Isso é o tempo todo, então nós não notamos, ou notamos. Somos tanto os sujeitos, os moradores comuns, quanto o poder público mobilizados por uma lógica higienista, por uma lógica construída para dividir, segregar e para criar zonas de diferença a populações – e quando é só indiferença é ótimo, mas é indiferença, é violência e é extermínio, entende? Então uma cidade que de certo modo exclui ou muitas vezes tenta eliminar seus indesejados, é uma cidade que obviamente sem que se aperceba, está incitando o medo. E uma cidade que incita o medo faz com que os sujeitos não criem sentimento de pertença a ela. Uma cidade que faz com que o tempo todo andem rápido, andem olhando pros lados, que temam o jovem negro da periferia, que surge sempre como uma ameaça. E uma cidade que pouco propaga como os jovens ricos também ameaçam essa cidade, ricos entre aspas, ricos que às vezes têm um nível de renda maior e que usam essa cidade também de forma ameaçadora porque também rechaçam essa cidade. Esse sentimento de pertença acaba resvalando para várias classes sociais. É um sentimento de divisa, de isolamento, de tentativa de segregação, que faz com que cada um fique nas suas zonas de medo, muitas vezes, e de anteparo com relação ao encontro com o outro e o diferente.

OP – Uma cidade melhor de se viver seria uma Fortaleza com lugares de socialização?
GLORIA – Isso, ocupar a cidade, a ideia de direito à cidade. Usar a cidade, palmilhar a cidade, tatear a cidade, ter relação de corpo e cidade, é como se nossos corpos tivessem desvitalizados pela não ocupação do espaço. Nós andamos de carro ou andamos correndo ou andamos com medo do outro. Tem um livro que é Carne e Pedra, a medida em que os corpos vão se afastando da cidade seu sentimento de potência, de vínculo, de reenergizar sua cidade com suas pequenas ações ou grandes ações vai tornando a cidade um palco, vamos dizer assim, um lugar frio. E aí você vê as ações públicas. Se multiplicam os viadutos, se faz uma ode a eles, os viadutos passam a ser o símbolo de uma cidade quando o símbolo dela deveria ser a rua, os locais de encontro, as praças, o verde, o encontro entre diferentes. Então como quer que ela não seja exacerbada pelo medo quando muitas vezes as próprias ações do poder público são para o concreto e não para gente? Imagina se houvesse uma cartografia, um mapa de todas as sociabilidades que tivesse os usos das ruas de Fortaleza e houvesse um incentivo, ampliação disso tudo. Quando aconteceu com a Praça Portugal, aquela ocupação pelos jogadores de RPG, emos e outras tribos, aquilo em vez de ser legal, passa a ser temeroso. Porque é como se Fortaleza houvesse um temor da presença nas ruas, então agora você vê nessas manifestações uma alegria, uma certa euforia, seja de um lado ou de outro, de ocupação das ruas e isso poderia ser afora esse momento político.

OP – O que perpetua no imaginário sobre a cidade é tão negativo assim?
GLORIA – Eu fiz várias pesquisas sobre Fortaleza. Eu pergunto em uma palavra: diga o que você pensa sobre Fortaleza. E é sempre assim no verbo passivo: destruída, deteriorada, esburacada. Toda cidade tem um imaginário mais masculino ou mais feminino, o imaginário da cidade de Fortaleza é feminino, como se fosse uma fêmea, do gênero feminino, e como fêmea é como se fosse passivamente violentada. É uma ideia de que é uma cidade passiva. São Paulo é uma cidade masculina. Fortaleza tem o símbolo da Iracema de lábios de mel. Eu fiz um trabalho de leitura na época na passagem da gestão da Maria Luiza, primeira prefeita do Brasil do PT, para o Ciro Gomes. Você vê o discurso do homem que vem salvar a cidade da mulher. Então tem esse imaginário de fragilidade, de uma cidade que também recebe sopros de indiferença, entendeu? E aí a gente vai ter todos esses vetores juntos que constituem uma cidade que parece que não consegue se defender muito bem. E nós teremos que nos fortalecer em relação a isso, isso precisava ser trabalhado nas escolas, nas gestões públicas, nas associações de bairros, ou seja, Fortaleza só vai mudar a partir do direito à cidade e da ocupação dessa cidade e da pressão que se faz à gestão pública para multiplicar os espaços de acesso e sociabilidade da cidade.

OP – Como chamar a população a ocupar a cidade se há um risco de violência rondando os espaços?
GLORIA – Acho que você tem toda razão e passa primeiro pelo tipo de política que se tem com relação aos chamados desfavorecidos. Começa por aí. Que tipo de ação a segurança pública faz na periferia? De tal modo que quando se tem um espaço de sociabilidade mais plural como é o Dragão do Mar ou a Beira Mar, que é outro espaço muito plural, isso se torna zona de conflito, litígio e zona de violência? Porque já há uma política na própria periferia que já é uma política bastante violenta. É como se fosse acusatória, é como se o jovem de periferia ele já fosse um suspeito por antecipação, então, veja bem, primeiro tem que pensar nas políticas de periferia. Como esse sujeito chegou ao Dragão do Mar? Ele já chega com sentimento que aquele espaço é da burguesia, é mais elitizado um pouco e que, de certo modo, afora os Cucas, no bairro dele ele não tem esses equipamentos e serviços, não tem acesso, não tem uma política cultural nuclear, vamos dizer assim, que seja espalhada nos bairros de periferia. Você tem ela concentrada, não tem um cinema na periferia a não ser no shopping, mas não tem isso como iniciativa governamental, você não tem um teatro na periferia, não tem boas bibliotecas a não ser em escolas. Não tem uma política cultural que seja descentralizada. Então o que acontece? Essa população já chega de forma violenta. É óbvio que se não há políticas de direitos humanos, políticas de promoção social, de direitos sociais básicos, se elas não atuam, se a política é mais voltada pra obra, infraestrutura, mais pro concreto e menos pras pessoas e a própria política de segurança pública também faz uma assepsia na maioria das vezes, eu sei que existe todo um movimento de uma nova política de segurança pública, mas se sabe que isso se leva muitos anos, porque não adianta uma política assim e uma polícia assado.

OP – Qual nossa saída?
GLORIA – Nossa saída é exatamente a população ter ideia de que cada vez se encarcerar nos seus muros altos, nas suas cercas elétricas, nos seus carros blindados e que cada vez mais essa cidade vai ter locais de escoadouro de caixa de ressonância, de conflitos de violências, de exclusões. Acho que o que se diz da cidade é maior do que o que existe, essa é minha hipótese, porque quando se mostra um caso de violência nós achamos que a cidade toda é violenta. Então, algo muito legal que aconteceu foi essa ideia do uso da bicicleta, é um fator muito positivo, dá uma conexão do corpo com a cidade. Pronto, um fator de respiro, de vitalização, acho que o que está acontecendo é bem positivo. Do mesmo jeito que você tem vias pra bicicleta as calçadas seriam vias para pedestres, se os pedestres passassem a caminhar pela cidade. Não é tão impossível. As bicicletas não estão voltando? As calçadas aqui são todas desniveladas, parte-se do pressuposto que tem uma calçada do buraco, daqui a pouco cai lá. E se tivesse uma política de criação de calçadas bonitas? A política não tem sido voltada pra isso. Enquanto for assim, Fortaleza vai ser um grande forte multiplicado ao infinito, cada vida um forte, uma bolha fortificada e é isso que não queremos.

OP – Qual seria um sonho de uma Fortaleza daqui a dez anos?
GLORIA – Eu sou apaixonada por Fortaleza, eu tomo Fortaleza como algo meu. Um sonho, seria uma Fortaleza em que as pessoas voltassem a ocupar as ruas. Fortaleza onde houvesse árvores e bancos que as pessoas pudessem conversar, pudessem namorar em público, conhecer uma outra pessoa, e isso não é difícil numa metrópole porque tem outras metrópoles que são assim, as pessoas têm parques, praças, pontos de sociabilidade, onde elas possam aprender com o diferente. Construir uma Fortaleza plural, acho que esse seria um sonho, agora um sonho maior que eu tenho de Fortaleza é também que o medo não fosse a tônica dessa cidade e que a polícia fosse muito mais humanizada, sabe? Que o policial fosse aquele que a gente chamasse na rua e protegesse o cidadão. E que fosse valorizado também, porque obviamente a formação do policial conta muito no momento, eu gostaria muito que saísse isso na entrevista, eu não culpo o policial, eu responsabilizo um sistema que não dá oportunidade a esse policial se humanizar porque eu sei, que eu dei curso na Academia de Polícia Civil por dois anos, então esses policiais sofrem uma pressão enorme também e são muito, acabam sendo a bucha de canhão de um processo desigual, conflituoso, que dá as costas para todos os indesejados, então acabam sendo a linha de frente dessa política.

 

Perfil

 

Glória Diógenes é antropóloga urbana, atualmente coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará. Este ano foi eleita sócia efetiva do Instituto do Ceará. Desenvolve uma série de pesquisas nas áreas de Cidade, Arte Urbana, Juventude, Pesquisa no Ciberespaço e Práticas Etnográficas. Foi investigadora visitante do Instituto de Ciências Sociais ICS da Universidade de Lisboa onde fez Pós-Doutorado, durante o ano de 2013.

 

“Uma Fortaleza que dialogasse com as expressões juvenis seria uma Fortaleza onde a cidade pulsaria em recriação de arte e de vida ”

 

PERGUNTA DO LEITOR
Danielle Fairbanks
, diretora pedagógica do Colégio Oliveira Lima
DANIELLE – O que hoje você percebe que tem seduzido a juventude hoje em Fortaleza?
Glória – Aqui tem tanta juventude que tem várias formas, eu acho que há muita vida nas juventudes, há uma potência enorme, há grupos de rock de garagem, muitos grupos de RPG, de grafite, de arte urbana, rapper, rodas de break. Eu fiz uma pesquisa para a Secretaria de Cultura do Município tentando ver essas ações nas periferias, é incrível como tem grupos de rock e também tem muito hip hop em Fortaleza. Nós temos também algo interessante em Fortaleza que são coletivos de afeto urbano. Vários grupos de gentileza urbana, grupos que têm atuado e cuidado da cidade, sabe? Tem muito grupo de HQ, de fanzine, de fotografia, coletivo de fotografia, mas isso não tem visibilidade. A juventude está mobilizada em múltiplas formas de afinidade, de potência artística, de coletivos pequenos, entende? São ações múltiplas que eu creio que a juventude ainda é quem tem o maior nexo com a cidade. Ainda bem que ela não foi tão assolada pelo medo ainda, né? Porque ainda tem um monte de adulto dizendo “não vai, porque é perigoso”, quer dizer, muitos ainda não se convenceram ainda bem e ocupam essa cidade. Você vê grupos de diversas formas de expressão juvenil ocupando a cidade. A gente tem que ir junto com eles, o máximo que puder ocupar essa cidade e não só em manifestação. Uma Fortaleza que dialogasse com todas as expressões juvenis, seria uma Fortaleza onde a cidade pulsaria em recriação de arte e de vida.

(Paula Lima e Mateus Dantas, via O Povo Online)

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