O repertório pode ser sempre semelhante, com os mesmos clássicos e manias já conhecidas. Para a empresária Rita Miranda, 50, porém, não tem problema. “É sempre parecido, né?”, ri. “É bom que fica guardado (na memória)”. Amanhã, ela vai realizar um desejo antigo: ver Roberto Carlos ao vivo. A turnê pelo Nordeste chega a Fortaleza nesse sábado, às 22 horas, no Centro de Eventos.

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O ingresso do show foi um presente que Rita ganhou dos filhos Leandro, João marcos e Maria Isabella. Cientes da vontade da mãe, eles resolveram promover o encontro dela com o rei. “Eu gosto muito do repertório e do carisma dele”, conta, animada para uma noite romântica ao som do cantor e ao lado do marido, Maurício.

Foi também um presente que animou Regina Rabelo, 62, a ir ao show. “Amo todos as músicas do Roberto Carlos, sem exceção, desde a adolescência”, conta a aposentada, que ganhou o ingresso do filho Rubens. Esse vai ser o terceiro encontro de Regina com seu cantor preferido. “O último show, no Castelão, foi ruim, porque o som não estava bom e não dava para entender o que ele falava”, reclama, destacando que espera um show melhor no Centro de Eventos.

O cantor volta à Capital com mais um mérito: em novembro de 2015 foi homenageado pelo Grammy Latino como personalidade do ano. Além disso, lançou no final do ano o CD Primeira Fila, gravado em Londres, no lendário Estúdio Abbey Road. Por outro lado, o artista vive algumas baixas. No último fim de semana, parou um show em Porto Alegre, por três vezes, alegando problemas técnicos e na voz. Além disso, havia uma apresentação programada para Sobral, que seria ontem no Estádio do Junco, mas que foi adiada “por problemas técnicos e logísticos” sem uma nova data confirmada.

SERVIÇO

Roberto Carlos em Fortaleza

Quando: amanhã, 9, às 22 horas

Onde: Centro de Eventos do Ceará (Avenida Washington Soares, 999 – Edson Queiroz)

Quanto: R$ 340 (cadeira amarela) e R$ 490 (cadeira azul)

Telefone: 3033 1010

 

Marcos Sampaio

marcossampaio@opovo.com.br

Depois de dois discos bem sucedidos com repertório voltado para uma MPB colorida de jazz, Maria Rita resolveu mudar e fazer tudo que queria fazer. Nesse momento, nasceu o disco Samba Meu, premiado com Grammy Latino na categoria Samba/Pagode, e prova de que a paulistana também tinha samba no pé.

No final de 2015, já bem ambientada na batucada, Maria Rita criou um novo projeto, Samba de Maria, que será apresentado neste domingo no Teatro RioMar. Cercada por Davi Moraes (guitarra), Fred Camacho (banjo e cavaquinho), Andre Siqueira e Marcelinho Moreira (percussão), ela passeia por muitas épocas da história do samba.

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No repertório de Samba de Maria, a anfitriã recebe a nata do ritmo mais brasileiro. Do parceiro Arlindo Cruz, que abraçou a vontade de Maria Rita de se mostrar sambista desde o começo, tem Tá Perdoado, Meu Lugar, Rumo ao Infinito, entre outras. Famosas na voz de Zeca Pagodinho, ela traz Coração em Desalinho e Quando a Gira Girou. Do disco de estreia, ela azeita Cara Valente, do hermano Marcelo Camelo. Da sambista temporã Adriana Calcanhotto, ela pesca Beijo Sem. Lá de São Paulo, Adoniran Barbosa vem representado por Saudosa Maloca, canção que também fez história na voz de Elis Regina.

E por falar na mãe de Maria Rita, Elis ganha homenagem em Samba de Maria com um trecho de Simplesmente Elis – A fábula de uma voz na transversal do tempo, enredo feito para o desfile da escola de samba Vai Vai, de São Paulo, em 2015. Outra homenagem do espetáculo é para Alcione, a quem a Maria Rita trata como a maior sambista do Brasil, antes de cantar Não Deixe o samba Morrer. E fica dado o recado.
SERVIÇO

Samba de Maria

Quando: domingo, 10, às 20 horas

Onde: Teatro RioMar (Av. Des. Lauro Nogueira, 1500 – Papicu)

Quanto: plateia alta – R$180 (inteira); plateia baixa B – R$ 200 (inteira) ; plateia baixa A – R$220 (inteira) Telefone: 4003 1212

( O Povo)

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