Estado Islâmico assume autoria de atentados coordenados em Bruxelas

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O grupo Estado Islâmico assumiu a autoria de dois ataques em Bruxelas, capital da Bélgica, que deixaram, pelo menos, 30 mortos. Uma das explosões foi no metrô e provocou a morte de 20 pessoas. As outras duas explosões aconteceram no principal aeroporto da cidade, onde morreram 11, segundo as autoridades belgas.

As duas explosões atingiram o Aeroporto de Zaventem as 8h, no horário local. Imagens feitas por celular registraram os passageiros em pânico (veja no vídeo acima). Um homem que estava no local conta que ouviu um estrondo e que todo mundo começou a chorar: “Foi uma grande explosão, eu senti um choque”.

Quem conseguiu, saiu correndo para fora do aeroporto. As imagens mostram o desespero das pessoas. As janelas ficaram completamente estilhaçadas. Uma mulher diz que quando ouviu a segunda explosão ficou tudo preto e ela saiu correndo. Muitas pessoas fizeram o mesmo.

As explosões no aeroporto aconteceram na área de embarque. Pelo menos uma delas foi provocada por um ataque suicida. Testemunhas disseram que ouviram tiros e gritos em árabe antes das duas explosões.

Uma hora depois do ataque no aeroporto, mais uma explosão. Dessa vez, na estação de metrô de Maelbeek, que fica perto de representações da União Europeia, que foram todas fechadas por precaução. Os passageiros disseram que logo depois do estrondo ficou tudo escuro e eles saíram andando pelos trilhos, com medo de novas explosões.

Bruxelas está isolada. O aeroporto fica fechado até, pelo menos, a manhã de quarta-feira (23). Os serviços de ônibus e metrô também foram suspensos. Não se chega em Bruxelas nem de avião, nem trem. O correspondente Pedro Vedova tentou e não conseguiu sair de Londres.

O alerta de terrorismo foi elevado ao nível máximo. Mais de 200 militares foram enviados para reforçar a segurança na capital belga. Tropas patrulham usinas nucleares e as fronteiras. O primeiro-ministro belga, Charles Michel, pediu que as pessoas fiquem onde estão e disse: “Era o que temíamos. Um atentado cego e covarde”.

É mais um ataque coordenado contra civis europeus, que acontece dias depois da prisão de Salah Abdeslam no bairro de Molenbeek, na capital belga. O terrorista, que participou dos ataques de novembro, em Paris, ficou quatro meses foragido. Em depoimento, ele admitiu que estava pronto para agir de novo.

Vinte e dois de março de 2016, o dia em que Bruxelas se junta à Paris, Londres e Madri, cidades europeias atingidas pela brutalidade do radicalismo.

O encarregado de negócios do consulado do Brasil em Bruxelas, Luciano Macieira, disse que não há informação de que existam brasileiros entre as vítimas no metrô e no aeroporto. Segundo Luciano, 30 mil brasileiros vivem na Bélgica, 15 mil na Grande Bruxelas.

(Jornal Hoje, Rede Globo)

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