Reestruturação: aumentam incertezas na Caixa

São Paulo – A direção da Caixa está enviando aos empregados comunicados eletrônicos informando sobre a reestruturação em curso, mas a circular está causando mais confusão do que esclarecimentos. Os bancários se queixam de falta de transparência e informações vagas e inconsistentes. A crítica é endossada pelo Sindicato, que vai realizar protestos e paralisações caso o processo prejudique os trabalhadores.

Em reunião com representantes dos empregados, na quinta-feira 10, a presidenta da Caixa, Miriam Belchior, havia se comprometido com a transparência durante a reestruturação.  A possibilidade de fechamento de agências também foi afastada pela presidenta.

“A diretoria da Caixa estava com a faca e o queijo na mão para retomar o diálogo com os empregados, mas não está aproveitando a oportunidade”, critica o diretor executivo do Sindicato Dionisio Reis.

O dirigente orienta os bancários a entrarem em contato com a entidade pelo 3188-5200 ou clicando aqui (escolha o setor site). “Precisamos de informações para que possamos defender os trabalhadores. Tudo indica que teremos de analisar caso a caso os bancários envolvidos na reestruturação e o Sindicato vai atuar em todos eles”, garante Dionísio.

Angústia – “A nossa angústia é que recebemos só um e-mail, que não explica direito como vai ser a restruturação”, relata uma tesoureira da Giret. “Na reestruturação anterior os empregados vinculados às Girets foram englobados pelas agências onde estavam lotados, mas agora a Caixa dá a entender que dessa vez não vai ser assim. As informações que recebemos estão confusas, por isso a preocupação é geral entre os meus colegas”, acrescenta.

Circular destinada aos empregados da Viope (Vice-presidência de Operações Corporativas) informa que a Caixa vai promover a fusão de unidades da matriz, com a migração de atividades operacionais para as centralizadoras e filiais; extinguir as atuais Reret (retaguarda de agências); e alterar as Giret (Gerência de Filial de Retaguarda), que “passarão por modificações, com algumas unidades sendo fundidas ou transformadas em representação, especialmente em decorrência dos ganhos de produtividade obtidos pelo tratamento de processos nas CITDI [Centralizadora de Tratamento e Digitalização de Imagens]”.

O comunicado informa ainda que o banco vai garantir a remuneração referente à função gratificada; a incorporação de função segundo as regras vigentes; avaliação de perfil e reambientação do empregado; processos de seleção ágeis, flexíveis e adaptados às necessidades de cada área; e apoio e orientação para gestores e equipes técnicas.

Entretanto, não informa o número de empregados envolvidos, quais unidades serão afetadas e se haverá descomissionamentos.

Pacote de maldades – A reestruturação integra o chamado pacote de maldades, nome cunhado pelos trabalhadores para denunciar esse e outros problemas enfrentados no banco: o cancelamento do adiantamento odontológico sem discussão com os trabalhadores; o superávit do Saúde Caixa, “embolsado” pelo banco sem a implantação de melhorias no convênio médico; e o congelamento das contratações.

“Todas essas medidas estão incluídas no acordo coletivo assinado pelo banco, mas até a gora a Caixa não apresentou nada, demonstrando um imenso desrespeito aos trabalhadores. Por isso vamos manter as mobilizações pelo fortalecimento do banco e por respeito aos empregados.”

(Rodolfo Wrolli, via Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)

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